Mensagem da Parashá

Será que podemos confiar em milagres?

 

Nossa Parashá nos conta sobre a descida do nosso patriarca Avraham ao Egito.

 

Os egípcios antigos eram obcecados por mulheres e Sarah, nossa matriarca era uma mulher linda.

 

A estatística egípcia de maridos assassinados por terem mulheres lindas seria considerada hoje “risco não segurável” !

 

Avraham pede à Sarah dizer que é sua irmã por motivos de perigo de vida e para ganharem presentes.

 

Essas duas coisas não fazem parte do perfil de Avraham que estava em um nível espiritual elevadíssimo.

 

Em Ur preferiu ser jogado ao fogo do que fazer idolatria, e quando salvou o rei de Sodoma, não aceitou nem um cordão de sapato de presente.

 

Como então Avraham usa agora essas duas coisas como argumento?

 

O Tana’h traz muitos casos parecidos à esse mas vamos analisar dois deles.

 

Quando D’us pediu para Moshe ir ao Faraó e fazer milagres, os próprios milagres eram o objetivo dessa empreitada, mas quando D’us pediu ao profeta Shmuel ir para Beit Le’hem nomear um rei no lugar de Shaul, o profeta pergunta :- Como irei, Shaul vai ouvir e me matar!

 

D’us diz para ele levar uma bezerra e dizer que está indo para lá fazer um korban.

 

Ou seja, o próprio D’us dá uma justificativa para ele. No caso de Shmuel o milagre seria apenas uma necessidade particular e poderia ser evitado com uma desculpa , e D’us diz para ele justificar dessa maneira para não precisar do milagre.

 

Conclusão:

 

Quando uma pessoa pode fazer algo de maneira natural mas no lugar disso ela espera um milagre, o milagre pode não acontecer , ou acontecer mas ser descontado dos méritos dela, e isso não é bem visto pela Torá.

 

Mas quando estamos em uma situação que não há outro jeito a não ser um milagre , nesse caso o milagre pode acontecer sem ser descontado dos nossos méritos.

 

No caso do nosso patriarca Avraham, D’us não tinha pedido para ele descer ao Egito e fazer milagres, então ele deu um jeito para não precisar dos milagres dizendo que Sarah era sua irmã até eles se acostumarem com a presença dela e “esfriarem” tentando ser apresentados pelo “irmão” que os enrolaria até passar o entusiasmo da chegada da “miss universo” na cidade. E recebendo presentes dos ricos ela estaria protegida contra os assédio dos pobres.

 

Aprendemos com o nosso patriarca Avraham uma grande regra da Torá.

 

Que junto com a reza e confiança em D’us devemos fazer meios naturais para receber as bençãos Divinas e mesmo os Tzadikim precisam fazer isso.

 

No caso de Avraham foi feito dessa forma, e todo o Tana’h está cheio de exemplos assim.

 

Os meios honestos de como ganhar nosso dinheiro não só que não estão em desacordo com a reza e a confiança em D’us mas ainda são um complemento à ela sendo que está escrito que D’us vai nos abençoar em tudo o que fizermos e não em tudo o que não fizermos.

 

Por meio da nossa confiança em D’us, por meio das nossas rezas e das nossas Mitzvot é decretado lá em cima quanto vamos receber aqui embaixo, e por isso o trabalho deve ser feito somente após cumprirmos nossas obrigações espirituais sendo que ele é só o meio de retirar o que entrou na nossa conta lá encima.

 

Temos que fazer nosso trabalho somente porque é uma ordem Divina , e junto com isso termos fé em D’us e não ver o próprio trabalho em si como algo que pode nos ajudar ou nos prejudicar.

 

Sendo que a ordem Divina é só em relação ao que podemos fazer e D’us não se comporta com tirania com as suas criaturas , quando não temos a possibilidade de fazer o receptáculo, não só que isso não enfraquece a confiança que D’us vai nos dar o nosso pedido, mas serve como prova de que nesse caso específico não precisamos de receptáculo.

 

Por isso quando Sarah foi levada ao palácio do Faraó Avraham ficou confiante que o milagre iria acontecer porque nesse caso ele não tinha o que fazer de uma maneira natural e sabia que restou para D’us fazer um grande milagre.

 

Porque D’us pede para fazermos o receptáculo se o receptáculo por si só aparentemente nem ajuda e nem prejudica?

 

Por causa de uma intenção Divina profunda que determina que tudo o que desce de lá de cima para o nosso “mundo da Assiá” vem revestido nas vestimentas da natureza , portanto nós que somos criados à exemplo de cima também precisamos fazer uma “vestimenta” natural para podermos receber as bençãos Divinas.

 

Esses meios naturais são o trabalho , os cuidados com saúde , segurança e etc.

 

Quando não fazemos isso estamos roubando de nós próprios o que D’us quer nos dar ou obrigando D’us a nos fazer milagres e descontar dos nossos méritos e com certeza ainda vamos reclamar que D’us cuida melhor do vizinho.

 

Mas quando vemos que de verdade não há o que fazer e o único jeito é o milagre, podemos ficar confiantes, os milagres vão acontecer!

 

 

Rabino Gloiber

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Dinossauros na visão Judaica

A Torá nos conta a idade de cada uma das pessoas mais importantes das dez gerações entre Adão e Noa’h mas não comenta sobre o tamanho dessas pessoas, como se existisse uma escala óbvia entre idade e tamanho.

 

Foram encontrados ossos de dinossauros, mas não foram encontrados desenhos deles entre os desenhos da antiguidade, nos indicando que eles viveram antes do dilúvio.

 

O Zohar nos conta que Rabi Hiya e Rabi Yehuda estavam andando nos “Montes Altos” e encontraram lá ossos de pessoas que morreram no dilúvio.

 

Eles resolveram medir um osso desses e andaram sobre ele trezentos passos (150 metros).

 

Então, imagine o erro dos cientistas quando colocam os ossos dos dinossauros ao lado dos ossos de alguns macaquinhos da época antiga (que eles dizem ser o macaco que virou homem e já o consideram homem).

 

O motivo principal do erro deles nessas proporções é que eles nunca encontraram um esqueleto de verdade de seres humanos que viveram antes do dilúvio, mas se encontrassem veriam que o maior dinossauro em relação aos seres humanos daquela época seria como uma galinha em relação a nós.

 

“Cúbito de Noa’h”:

 

A medida da arca é em ”amot”. Traduzido pelos portugueses antigos como cúbito, é a medida do antebraço entre o cotovelo e o pulso, nas pessoas de hoje é uma média de 50 centímetros.

 

Mas sendo que não sabemos o tamanho de Noa’h e a “escala métrica” do “amá” no caso dele é relativa ao tamanho do antebraço dele , com certeza a Arca era muito maior do que imaginamos.

 

O que é a benção Divina que te enriquece

 

Nossa Parashá nos conta que AShem (D’us) abençoou Noa’h e seus filhos.

 

O Zoar nos conta sobre o que escreveu o rei Salomão, que “a benção Divina é quem nos traz as riquezas e não precisamos acrescentar sofrimentos e esforço para receber essas riquezas, porque é suficiente a benção Divina, porque somente dela vem as riquezas.”

 

E como essa benção Divina que nos enriquece desce para o nosso mundo material?

 

A She’hiná 

 

A “She’hiná”, traduzido como “a presença Divina”, é a Sefirá chamada de Mal’hut.

 

Ela é comparada pelo Zoar a uma grande represa que recebe águas de muitos lugares e repassa essas águas para nós de acordo com as nossas necessidades, sem nos causar uma inundação.

 

A palavra “represa”,  em hebraico  bre’há בְּרֵכָה ,  vem da mesma raiz que a palavra benção em hebraico, Bra’há בְּרָכָה, nos mostrando que a Mal’hut é uma represa em relação às Sefirot que a antecedem, e isso se transforma para nós na benção Divina que nos traz todas as riquezas.

 

Zeir Anpin, a “Pequena Face”

 

O conjunto de Sefirot (plural de Sefirá) chamado de Zeir Anpin é composto pelas Sefirot: Hessed, Guevura, Tiferet, Netza’h Od e Yessod.

 

Esse conjunto de Sefirot que também é chamado de “Kudsha Brih’u”, repassa para a Mal’hut, que também é chamada de “She’hinta”, todas as coisas boas lá de cima.

 

Esse repasse acontece quando o Zeir Anpin e a Mal’hut se unem.

 

O Zeir Anpin é comparado ao noivo, a Mal’hut comparada a noiva, e a união dessas Sefirót lá em cima é comparada ao casamento.

 

Y’hud (a união) de Kudsha Brih’u e She’hinta

 

A união do Zeir Anpin e Mal’hut lá em cima só acontece no mérito do nosso estudo da Torá e do nosso cumprimento das Mitzvot que são os Mandamentos Divinos, aqui no nosso mundo da Assiá que é o mundo da ação.

 

Quando estudamos Torá e cumprimos os Mandamentos Divinos, estamos fazendo o “vestido” e as “jóias” da noiva.

 

Espiritualmente falando, estamos preparando a noiva para o casamento.

 

Quando essa união acontece, a Mal’hut recebe a fartura do Zeir Anpin por meio da Yessod e a repassa para nós, e essa é a benção Divina que nos trás as riquezas.

 

Podemos comparar a Mal’hut a uma mãe amamentando seu nenê.

 

Depois que ela comeu tudo o que precisava, ela repassa tudo aquilo para o nenê, mas no nível dele.

 

Naquele leitinho que ele está mamando estão todas as variedades de comida que ela comeu, e ela consegue fazer com que tudo isso chegue até o nenê, mas no nível dele.

 

Se ela desse para o nenê diretamente os alimentos que ela recebeu, ele não conseguiria comer e morreria de fome na frente de todos aqueles alimentos.

 

E essa é a característica da mãe, o pai não conseguiria fazer isso.

 

A capacidade de transformar o espiritual em bens materiais e repassar tudo isso para nós no nosso nível é a característica da Mal’hut e não do Zeir Anpin.

 

Essa formação de Sefirot chamado de Zeir Anpin representa o lado espiritual masculino, o pai que traz a comida para casa.

 

A Mal’hut nas Sefirot representa o lado espiritual feminino, a mãe que, depois de ter comido, amamenta o nenê repassando para o nível dele a comida que ela recebeu do marido.

 

Ou seja, não temos como receber a fartura lá de cima a não ser dessa forma.

 

Depois que essa fartura chega à Mal’hut, a Mal’hut nos repassa tudo isso em forma de bens materiais.

 

Somente assim conseguimos usufruir aqui nesse mundo o que recebemos do mundo de cima. E essa é a benção Divina que nos traz as riquezas.

 

Mas se a mãe não se alimenta, ela não tem como amamentar.

 

Por isso, quando não estudamos Torá e não cumprimos os Mandamentos Divinos, causamos a separação entre o Zeir Anpin e a Mal’hut.

 

A Mal’hut não recebe do Zeir Anpin e não tem como nos repassar o que ela não recebeu.

 

E esse é o segredo da benção Divina que te enriquece 🌻

 

Rabino Gloiber

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Porque Noa’h não ensinou os sete mandamentos dos filhos de Noa’h?

 

A Torá nos conta em duas Parashiót uma história de vinte gerações de Adão que foi o primeiro homem até o nascimento de Avraham Avinu .

 

Ou seja, em duas Parashiót a Torá nos conta o que aconteceu de importante em quase dois mil anos de história.

 

Depois disso a Torá nos conta a história do nosso patriarca Avraham que se estende por três parashiot.

 

Aprendemos daqui que uma história de mil anos de atrocidades de Adam até Noa’h termina em dilúvio, e mais mil anos sem D’us , de Noa’h até Avraham só não terminou em dilúvio porque D’us prometeu para Noa’h que não iria mais ter dilúvio.

Depois de dois mil anos , chega o nosso primeiro patriarca , Avraham Avinu ensinando as pessoas a rezarem para D’us e fazerem boas ações , e aí tudo mudou!

 

Noa’h era um Tzadik na geração dele, Avraham Avinu seria um Tzadik em qualquer geração.

 

Noa’h não fez o mal, mas também não fez o bem.

 

Não rezou pela sua geração, não tentou ensinar sua geração a se comportar de maneira melhor.

 

Noa’h construía a arca , e se alguém perguntasse para ele porque ele estava construindo essa arca, ele respondia que AShem (D’us) vai mandar um dilúvio por causa das atrocidades que eles estavam cometendo, e ele e sua família iriam se salvar.

 

Entre ele e as outras pessoas havia uma barreira, ele não tomava a iniciativa de ensinar as pessoas a se comportarem melhor e a rezarem para D’us, e também não rezava por elas.

 

Ele não se importava com elas.

 

Noa’h fez uma arca e salvou a sua família e os animais.

 

Está escrito que Noa’h era um Tzadik na geração dele (porque nela não tinha ninguém melhor) mas se ele estivesse na geração de Avraham Avinu já não seria tão importante assim.

 

Então porque ele foi chamado de Tzadik na geração dele?

 

Porque pelo menos ele tinha os valores certos , sabia o que era certo e o que era errado.

 

Noa’h não diria que cada um tem a sua opinião e está no direito de fazer o que quiser e se casar com o que quiser, mas respondia a quem perguntava que as más ações teriam como consequência um dilúvio.

 

Sabemos que existem sete mandamentos de bnei Noa’h, e quando temos a oportunidade ensinamos aos povos do mundo esses mandamentos, principalmente que não se deve fazer idolatria e que um homem deve se casar com uma mulher (os maiores problemas  da nossa geração).

 

Mas Noa’h não teve essa atitude de divulgar as próprias sete Mitzvot de bnei Noa’h.

 

Avraham Avinu foi o primeiro judeu , ele ensinou aos bnei Noach as Mitzvot deles .

 

Em outras palavras , aprendemos de Noach que não devemos ser como Noa’h mas temos que ter atitude como Avraham.

 

Por isso o dilúvio é chamado de “as águas de Noa’h”

 

 

Rabino Gloiber

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Bereshit

Bereshit

 

Nossa Parashá nos conta como D’us criou o mundo em seis dias há menos de 5800 anos atrás.

 

Se um cientista estivesse com todo o seu equipamento nos seis dias da criação, iria analisar uma pedra e dizer que ela tem milhões de anos.

 

Ele iria cortar uma árvore, contar quantos anéis há nela, e concluir que ela tem mil anos.

 

e por final entrevistar Adão e Eva e concluir que eles são dois adultos falando hebraico clássico fluentemente, e não dois bebês recém-nascidos.

 

Assim D’us criou o universo. Tudo em seis dias, mas com tanta qualidade que parece até que levou milhões de anos para fazer!

 

O cientista ficaria espantado com a capacidade Divina de conseguir criar tudo em seis dias há menos de 5800 anos atrás e não precisar esperar milhões de anos para ver se algo absurdamente surge sozinho.

 

Se os dinossauros foram cruzamentos híbridos que morreram no dilúvio, ou se foram criados originalmente nos seis dias da criação, entraram na arca de Noé mas não se adaptaram ao clima pós dilúvio, isso fica em aberto.

 

Mas o fato de D’us ter criado lugares no mundo como o Grand Canyon, com certeza foi para nos dar o livre arbítrio para podermos escolher entre D’us e as “teorias da criação”!

 

No primeiro dia da criação é usada a palavra “D’us criou”, no terceiro dia está escrito “a terra tirou”. Rashi explica que tudo foi criado potencialmente no primeiro dia, mas a terra foi tirando por ordem Divina a criação de cada dia .

 

Daqui vemos que tudo saiu da nossa terra, ou seja, a galáxia inteira!

 

O Sol, a lua, as estrelas e os planetas e que D’us colocou no céu no quarto dia foram tirados da terra e colocados no céu. Talvez até com as plantas que “a terra tirou” no terceiro dia. E assim poderíamos encontrar vegetação em outros planetas e em outras galáxias.

 

Mas uma coisa é certa e não “talvez”, quando chegamos à criação do homem tudo muda. D’us faz um homem de terra e “sopra” nele uma Alma Divina, diferente dos outros dias da criação.

 

Ou seja, ser humano, vida inteligente, isso D’us criou separadamente no sexto dia e somente aqui na nossa terra.

 

Então como pode ser que pessoas fotografaram discos voadores no céu e coisas desse gênero? Voltamos para o assunto do Grand Canyon: isso vem para nos dar o livre arbítrio e a possibilidade de escolha.

 

O Midrash nos conta que quando Moshe Rabeinu (Moisés) estava no monte Sinai, o anjo da morte fez um filme no céu mostrando o enterro de Moshe.

 

Todos viram, e se tivessem celular naquela época poderiam até ter filmado e colocado no YouTube. Mas tudo era uma ilusão. No outro dia Moshe desceu do Monte Sinai, cheio de vida e com muita energia!

 

Ou seja, o “outro lado” pode usar esse recurso também em certas ocasiões e fazer discos voadores no céu para usarmos o nosso livre arbítrio e optarmos pela verdade de que vida material inteligente existe somente no nosso planeta, ou pelas “teorias” inventadas pelos homens.

 

Sabemos que os dias da criação foram de 24 horas mesmo nos dias em que não havia sol e lua, sendo que D’us vincula a guarda do Shabat especificamente aos dias da criação, e se eles fossem maiores do que os atuais teríamos que esperar um período maior entre um Shabat e outro.

 

Rabino Gloiber

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Nitzavim – Rosh Hashaná

Nossa Parashá essa semana é Parashat Nitzavim

 

 Ela sempre é lida no Shabat antes de Rosh Hashaná.

 

O motivo é porque o Shabat envolve espiritualmente os dias posteriores e Rosh Hashaná é o dia do julgamento no qual todas as Neshamot (nossas Almas Divinas) se apresentam na frente de Hashem.

 

Tanto os presidentes das tribos (que representam as pessoas mais importantes) quanto o lenhador e o aguadeiro, (que representam as pessoas menos importantes) são julgados juntos com total igualdade sendo que somos comparados à um corpo onde cabeça e pés se completam , nenhuma parte pode faltar e cada uma é julgada de acordo com a sua função.

 

O dia de Rosh Hashaná foi escolhido por D’us para ser o aniversário da criação do mundo .

 

O mundo foi criado em seis dias e cada um deles é o dia da criação do mundo, mas o sexto dia que é o dia no qual o homem foi criado, foi escolhido para ser o aniversário do mundo, porque o ser humano é o objetivo da criação.

 

Porque então D’us falou para os anjos façamos o homem? O Midrash diz que foi para nos ensinar a importância da humildade.

 

Se até D’us quando fez o homem compartilhou essa informação com os anjos porque eles teriam ligação com essa nova criatura, quanto mais nós devemos nos comportar com humildade.

 

Um dos vínculos que encontramos entre nós e os anjos é o chamado “Tribunal Divino”.

 

Ele é composto de anjos e Neshamot de Tzadikim. Quando fazemos uma coisa boa criamos naquele tribunal um anjo à nosso favor, quando fazemos algo ruim criamos um anjo contra nós, consequentemente o Tribunal Divino de cada um de nós é personalizado.

 

Diferente das outras “religiões” onde a divindade faz o que quer, no judaísmo antes de D’us nos criar ele já tinha criado o tribunal Divino que fiscaliza nossas ações usando a Torá como referencial, e por mais que D-us seja a essência do bem ele não pode ser tirano com esse tribunal e obrigá-los a mudar um decreto à nosso favor.

 

Rezando por nós próprios

 

Sendo assim , como conseguimos por meio das nossas rezas anular os decretos do tribunal Divino?

 

Rabi Yossef Albo que viveu na Espanha no ano de 1400 nos explica que quando nos arrependemos do que fizemos e rezamos, nos tornamos pessoas melhores e aquele decreto que tinha sido feito para uma pessoa pior perde o efeito porque essa pessoa pior deixou de existir, e para a pessoa melhor que você ficou agora é feito um decreto melhor .

 

Rezando por outras pessoas

 

O Baal Shem Tov tinha um mestre que descia do céu para ensinar a ele Torá. Esse mestre era o profeta Ahia Hashiloni que viveu na época do Rei Salomão e foi posteriormente o mestre de Eliahu Hanavi.

 

Disse o Baal Shem Tov que o profeta Ahia revelou para ele que a Sefirá chamada de Mal’hut é chamada de din (decreto rígido) e a raíz dos dinim é a sefira chamada de Bina.

 

Por meio da reza elevamos o “din” até a biná e lá adoçamos ele, ou seja, transformamos ele em bondade.

 

Quando rezamos por outra pessoa ligamos ela a raíz, à Biná, e lá ela já é outra pessoa.

 

Então vamos aproveitar e rezar bastante para que nós e todos tenhamos um ano bom e doce e Mashiach chegue já!!!

 

 

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

Você é uma parte de Hashem (D’us)

Hai Elul, o dia dezoito do mês de Elul é “o aniversário dos dois grandes Tzadikim”, ou seja, duas pessoas altamente elevadas, o Baal Shem Tov, que nasceu em 1698, e o Alter Rebe, Rabi Shneur Zalman de Liadi, que nasceu em em 1745.

 

A categoria da Torá que mostra a ligação espiritual entre as letras hebraicas e os números é chamada de “Guemátria”.

A Guemátria do número dezoito são as letras hebraicas “ח” e “י” que formam a palavra “Hai”, que em Hebraico quer dizer “vivo”.

 

Por isso, costumamos chamar o décimo oitavo dia de Elul de Hai Elul.

 

O Rebe anterior de Chabad, Rabi Yossef Yitzhak Shneerson, nos ensinou que existe uma conexão direta entre a Guemátria do dia 18 de Elul e a Guemátria do próprio nome do mês de Elul.

 

As letras da palavra Elul em Hebraico são as iniciais das palavras “eu existo para o meu amado e o meu amado existe para mim”, ou seja, a conexão direta entre nós e Hashem, D’us.

 

“Eu sou do meu Amado…” representa a intensificação da ligação entre nós e Hashem que acontece no mês de Elul.

 

O Baal Shem Tov trouxe uma nova vitalidade para todos os aspectos da vida judaica e o Alter Rebe nos ensinou como usar essa vitalidade.

 

A vitalidade que recebemos por meio dos ensinamentos do Baal Shem Tov nos traz uma grande energia no Trabalho Divino especialmente no mês de Elul quando todos os aspectos do nosso Trabalho Divino são feitos em maior intensidade.

 

A diferença entre uma pessoa viva e uma pessoa morta não pode ser medida pelo número de membros da pessoa ou por qualquer outra medida material.

 

A vida não é um ingrediente tangível que pode ser adicionado à matéria de uma entidade: é uma expressão da Alma, uma dimensão espiritual que não pode ser calculada em termos materiais.

 

Essa qualidade espiritual, no entanto, transforma a nossa natureza.

 

Um corpo vivo se identifica tão inteiramente com sua Alma a ponto de assumir as qualidades da Alma.

 

A vitalidade pode, no entanto, ser descrita em diferentes níveis.

 

Quando falamos em sentir-se mais vivo, por exemplo, queremos dizer que um nível superior da Alma se manifesta no corpo.

 

E como nossa alma é “verdadeiramente uma parte de Hashem (D’us)”, sua força vital é infinita, cada um de nós tem um potencial ilimitado sendo que “você é a sua Alma” e o seu corpo sem você nele é um corpo morto.

 

O potencial infinito da alma é espelhado pela natureza infinita da nossa Emuná, da nossa fé.

 

Pelo motivo de estarmos vestidos em um corpo material que, como nossas roupas, não só se move de acordo com os nossos movimentos, mas também limita os nossos movimentos, nosso intelecto e nossas emoções são limitados pelos limites do nosso corpo.

 

Nossa Emuná, nossa fé, ao contrário, é indefinível e infinita, assim como nossa Alma.

 

Por meio da nossa Emuná temos o poder de dar expressão ilimitada ao potencial da Alma, vivendo nossas vidas com uma vitalidade imensurável.

 

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

O relacionamento entre Hashem e o povo de Israel

Nossa Parashá começa nos contando sobre as frutas da Terra de Israel, de como devemos expressar a nossa gratidão ao criador lembrando toda a história do nosso povo desde que chegamos ao Egito e fomos escravizados até que Hashem nos tirou do Egito com grandes milagres, agradecemos pelas coisas tão boas que Hashem fez para nós.

 

Depois a Parashá  fala sobre bençãos e maldições e na continuação fala explicitamente sobre as maldições.

 

Dizem nossos Sábios que com o mesmo entusiasmo que agradecemos à D’us pelas coisas boas que ele nos dá temos que agradecer pela coisas ruins, e podemos perguntar, e com razão, qual seria o mínimo motivo para agradecer pelas coisas ruins que nos acontecem?

 

Sobre as coisas boas que ele nos dá temos que agradecer e não podemos ser ingratos, mas será que existe gratidão também pelas coisas ruins?

 

O relacionamento entre Hashem e o povo de Israel.

 

No casamento Judaico o marido assume a responsabilidade pelas despesas da esposa.

 

Entre as obrigações que ele assume está a obrigação de comprar roupas para a esposa, e que mulher não gosta de receber uma roupa nova?

 

Entre essas obrigações está também a obrigação de comprar jóias ou pelo menos semi jóias para a esposa, e que mulher não ama receber uma jóia?

 

E também entre essas obrigações está a obrigação de levar a mulher para o médico caso ela fique doente, e não só a obrigação de pagar o médico caso ele cobre, mas também a obrigação de pagar as despesas dos remédios e do tratamento caso ela precise.

 

Mas será que existe alguma mulher que ama ser internada em um hospital?

 

Muito pelo contrário!

 

Mas sendo que ele é o responsável por ela e ela está doente ele é responsável pelo tratamento dela também.

 

E com certeza depois desse tratamento ele vai dar muitos presentes para ela para e levar ela para muitos passeios para consolar ela pelo que ela sofreu.

 

E o principal, sempre ela vai estar mais agradecida à ele por ter salvo a vida dela, mesmo que essa parte da história do casal foi a mais dolorida.

 

E essa é a mensagem da Parashá:

 

No começo a Parashá nos ensina como devemos agradecer à Hashem (D’us).

 

Devemos ir para Yerushalaim para levar as primeiras frutas que Hashem nos deu e na nossa declaração de agradecimento também lembramos o fato de termos descido para o Egito e os egípcios terem nos escravizado.

 

Em outras palavras, viemos para agradecer pelas frutas, mas nesse agradecimento lembramos que éramos escravos no Egito e que Hashem nos tirou de lá com milagres sobrenaturais e nos deu essa terra maravilhosa para nos consolar de tudo que passamos.

 

Na hora que agradecemos pelas frutas e contamos que éramos escravos no Egito e como Hashem nos salvou de lá, as frutas já perdem a importância em relação aos milagres tão grandes que Hashem fez para nos tirar do Egito.

 

Na continuação a Parashá nos conta sobre as bençãos que virão para nós se fizermos as coisas certas e sobre as maldições se fizermos as coisas erradas.

 

Aprendemos daqui o comprometimento Divino em relação à nós, como a Torá compara Hashem ao marido e o povo de Israel à esposa.

 

Quando fazemos o que é certo estamos espiritualmente saudáveis e recebemos de Hashem tudo de bom como a esposa que recebe do marido as roupas novas e as jóias e está super feliz.

 

Quando nos comportamos errado ficamos espiritualmente doentes, nossa Alma fica doente.

 

Então não é hora de recebermos roupas e jóias porque precisamos de uma coisa muito mais importante do que isso, um tratamento que salve a nossa vida.

 

Nessa hora Hashem assume a responsabilidade que ele tem em relação à nós e nos traz o que chamamos de maldições, mas que na verdade são bondades ocultas, muito superiores às bondades reveladas.

 

Porque elas tem a capacidade de curar a nossa Alma, o que as bondades reveladas não tem.

 

Essas maldições são o bem do mundo oculto, o mundo do “Tohu” que é superior ao mundo revelado e só consegue descer para esse mundo em forma de maldições, mas quando essa embalagem de maldições passa surge o conteúdo que são bençãos muito superiores às bençãos reveladas.

 

Na hora do “tratamento” imaginamos que essas maldições são tão intensas que elas “vieram aqui para ficar”, e por isso antes de chegar às maldições da Parashá, no agradecimento pelas frutas, já fazemos a nossa declaração de que fomos escravizados no Egito mas que no fim Hashem nos tirou de lá com milagres sobrenaturais e nos deu a melhor terra do mundo para compensar o que passamos.

 

Ou seja, temos a garantia antecipada de que as maldições sempre passam, mas o principal, temos a garantia de que depois que elas passam tudo fica muito melhor do que era antes de ela chegarem para nos consolar do que passamos.

 

E esse é o segredo da nossa vida nesse mundo.

 

Passamos por um longo exílio na nossa história de 3500 anos, ficamos mais tempo fora da nossa Terra Prometida do que nela.

 

Mas depois de todo esse “tratamento” chega a Gueulá, nossa redenção final em breve em nossos dias e Hashem nos indeniza por tudo o que passamos.

 

Nossa “Terra Prometida” deixa de ser a dificuldade que é hoje, e no lugar de termos que implorar para pequenos países árabes fazerem conosco acordos de paz dando para eles em troca de um pedaço de papel o lugar do nosso Beit Hamikdash e a terra dos nossos antepassados para eles fazerem um país independente…

 

No lugar disso Hashem vai fazer para nós milagres sobrenaturais à ponto de os milagres da saída do Egito perderem a importância de tão grandes que vão ser os milagres da Gueulá em breve em nossos dias!

 

 

Rabino Gloiber
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Mensagem da Parashá

O refinamento da nossa Alma

Nossa Parashá nos conta, entre muitos assuntos interessantes, sobre bençãos e maldições.

 

D’us é a essência do bem e a natureza do bem é fazer o bem, então o que são essas aparentemente maldições descritas na Torá de maneira tão detalhada?

 

O refinamento da Alma

 

A primeira explicação para isso está no segredo das reencarnações. Nós somos uma Alma Divina jovem e linda dentro de uma roupa às vezes velha e remendada que é o nosso corpo material.

 

Quando cumprimos os mandamentos Divinos nos tornamos uma Alma Divina mais jovem e linda, refinada e reluzente, sendo que os mandamentos Divinos são a sincronização entre nós e a fonte da vida, o mundo de cima.

 

Quando transgredimos os mandamentos Divinos nos sincronizamos com a fonte da morte, o mundo “de baixo” o mundo da impureza que em breve vai desaparecer na época do Mashia’h.

 

Enquanto esse mundo da impureza ainda existe, ainda existe também a possibilidade de fazermos uma transgressão e nos sincronizarmos à ele fazendo grudar na nossa Alma verdadeiras “fezes espirituais” fazendo com que a nossa Alma Divina deixe de ser jovem e linda, pura e reluzente, e se torne somente um bem oculto dentro de toda essa impureza.

 

Para nos limpar de todas essas “fezes espirituais”, principalmente quando já estamos drogados por elas e não temos mais vontade de sair do meio delas mas somente de acrescentar mais impurezas às impurezas que já nos envolvem, Hashem tem que nos fazer um verdadeiro milagre, e isso acontece dessa maneira.

 

Recebemos lá de cima uma revelação Divina enorme, uma enorme fonte de bondade, revestida dentro de uma grande maldição, da mesma maneira que a nossa Alma Divina pura e linda está revestida dentro dessas grandes impurezas.

 

Depois que esse revestimento desaparece, ou seja, que a embalagem em forma de maldição dessa benção enorme desaparece, sobra apenas essa enorme Benção que não teria como descer para esse mundo em outro tipo de revestimento.

 

O revestimento de impurezas que envolve a nossa Alma desaparece dessa forma e voltamos a ser aquela Alma Divina pura e linda que éramos antes, mas agora com um grande acréscimo de revelação Divina que não tinhamos antes.

 

Por isso diz o Zohar que essas maldições representam o bem do mundo oculto que é muito superior ao bem do mundo revelado.

 

Então, quando acontece uma coisa que aparentemente é uma maldição, precisamos ter muita paciência até essa embalagem desaparecer e esse enorme bem oculto se revelar.

 

Rabino Gloiber
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Mensagem da Parashá

Como a bondade Divina chega até nós

Nossa Parashá conta sobre bençãos e maldições. Sabemos que D-us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem , então o que são essas maldições?

 

Rabi Shneor Zalman fazia pessoalmente a leitura do Sefer Torá em Liozna. Uma vez ele não estava na cidade e outra pessoa leu.

 

O filho do Rabi Shneor Zalman que se chamava Dov Ber ficou tão angustiado quando ouviu as maldições que passou mal o mês inteiro.

 

Quando perguntaram para ele porque nos anos anteriores ele não passou mal, ele respondeu :- Quando meu pai lia não se ouvia nenhuma maldição !

 

Quando esse filho cresceu e se tornou o Rebe da cidade de Lubavitch ele deu a seguinte explicação:

 

Dentro de todo acontecimento infeliz está revestida uma bondade enorme, portanto tudo que D’us faz é para o bem e não existe mal que desce lá de cima , e por isso se faz uma benção sobre um acontecimento infeliz da mesma maneira que se faz uma benção sobre um acontecimento feliz.

 

Quando termina esse aspecto negativo, automaticamente se revela o bem que estava oculto nele que é muito superior a uma bondade revelada, como ouvi do meu pai (Rabi Shneor Zalman) sobre a raiz do assunto das maldições da Torá que no final elas se transformam em “super bençãos” por causa da grande intensidade da bondade oculta nelas que se revela quando termina esse revestimento de extrema rigidez”.

 

O Baal Shem Tov deu sobre isso um exemplo de uma pessoa que fez algo contra um Rei muito bondoso e poderoso.

 

Essa pessoa foi condenada a morte pelo tribunal, mas no lugar disso o Rei pediu para darem à ele um cargo no governo e depois ir promovendo ele cada vez para um cargo mais alto e mais próximo Rei.

 

Quanto mais essa pessoa subia e se aproximava do Rei mais ele ficava com vergonha do que tinha feito.

 

Quanto mais ele via a força e o poder do Rei e junto com isso a grande bondade do Rei que usava todo o seu poder para ajudar as pessoas, quanto mais via a honra que todos davam ao Rei, mais ele sofria com a lembrança do que tinha feito.

 

No final ele chegou à conclusão de que não existia castigo pior do que esse!

 

Porque se tivesse sido condenado à morte, não sofreria tanto com esses remorsos.

 

O Rei vendo que essa pessoa se arrependeu do seu comportamento e voltou a se comportar certo o desculpou totalmente.

 

Esse Rei é Hashem e essa pessoa somos nós, a maldição não precisa ser necessariamente uma tragédia para fazermos teshuvá mas podemos cumprir essas maldições dessa forma também, como na estória acima.

 

Por isso está escrito:-“E será quando vier para você a benção e a maldição , você vai colocar no seu coração (se concientizar) etc”.

 

Ou seja, a benção nesse caso pode ser considerada uma maldição por nos trazer à essa conscientização.

 

Conclusão :

 

O acontecimento infeliz é um bem oculto de uma intensidade tão grande que não tem como ele descer para esse mundo de uma forma revelada, e por isso ele desce com um revestimento de maldição.

 

Por isso devemos estar sempre alegres. E mesmo que aparentemente as coisas não estão como deveriam estar, temos que ter uma fé total de que quando esse revestimento terminar e o bem oculto se revelar vamos ver que valeu a pena ter tido um pouquinho paciência para depois usufruir de uma bondade que não teríamos como chegar à ela de outra maneira.

 

Porque tudo o que recebemos lá de cima para pelas Sefirót, e o desencadeamento das Sefirót lá em cima é:

 

Primeiro a Hessed que é a bondade, mas que ainda pode sair dela uma coisa ruim como por exemplo a chuva que é uma grande bondade Divina, mas que pode sair dela também uma inundação.

 

Depois vem a  guevurá que é a rigidez, a dureza, a severidade.

 

Somente depois que passa a guevurá chega a Tiféret que é a bondade intensa, como por exemplo a chuva na hora certa e na medida certa, que faz tudo florescer e que dela não sai nenhuma inundação.

 

Mas para chegarmos à essa bondade intensa , obrigatoriamente temos que passar por um pouquinho de guevurá.

 

Mas logo vai chegar a Gueulá e aí será só bondade intensa e revelada eternamente !

 

 

Ketivá Ve’Hatimá Tová Leshaná Tová UMetuká

Rabino Gloiber

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