{"id":12694,"date":"2021-06-01T22:08:47","date_gmt":"2021-06-01T22:08:47","guid":{"rendered":"https:\/\/rabinogloiber.org\/?page_id=12694"},"modified":"2026-01-16T01:40:52","modified_gmt":"2026-01-16T01:40:52","slug":"rabi-shneur-zalman-de-liadi","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/rabinogloiber.org\/?page_id=12694","title":{"rendered":"Rabi Shneur Zalman de Liadi"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-17054\" src=\"https:\/\/rabinogloiber.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/250px-\u05e8\u05d1\u05d9_\u05e9\u05e0\u05d9\u05d0\u05d5\u05e8_\u05d6\u05dc\u05de\u05df-234x300.jpg\" alt=\"\" width=\"234\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/rabinogloiber.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/250px-\u05e8\u05d1\u05d9_\u05e9\u05e0\u05d9\u05d0\u05d5\u05e8_\u05d6\u05dc\u05de\u05df-234x300.jpg 234w, https:\/\/rabinogloiber.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/250px-\u05e8\u05d1\u05d9_\u05e9\u05e0\u05d9\u05d0\u05d5\u05e8_\u05d6\u05dc\u05de\u05df.jpg 250w\" sizes=\"auto, (max-width: 234px) 100vw, 234px\" \/><\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><strong>Rabi Shneur Zalman de Liadi, o Alter Rebe<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #1d1d1d; font-family: Montserrat, sans-serif; font-size: 2.3571em; letter-spacing: -0.3px;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"body_wrapper clearfix co_body\">\n<div id=\"co_body_container\" class=\"g700\">\n<div id=\"ContentBody\">\n<div class=\" no_margin\">\n<div class=\"content\">\n<article class=\"content js-content\">\n<div class=\"co_body article-body cf\" style=\"text-align: center;\">\n<section><b>18 de Elul, 5505 (1745) &#8211; 24 de Tevet, 5573 (1812)<\/b><\/section>\n<section><\/section>\n<section><\/section>\n<section><\/section>\n<section><\/section>\n<section>Poucos luminares na hist\u00f3ria judaica, especialmente nos tempos modernos, fizeram uma contribui\u00e7\u00e3o t\u00e3o profunda e duradoura \u00e0 nossa heran\u00e7a espiritual como Rabi Shneur Zalman.<\/section>\n<section><\/section>\n<section><\/section>\n<section>Suas obras representam uma express\u00e3o de um g\u00eanio criativo sem paralelos.<\/section>\n<section>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Os Primeiros Anos<\/h6>\n<p>O surgimento e expans\u00e3o do Movimento Hass\u00eddico foram r\u00e1pidos.<\/p>\n<p>Sob o lema de \u201cD\u2019us quer o seu cora\u00e7\u00e3o\u201d (Ra&#8217;hamana liba baey ), os l\u00edderes deste genu\u00edno renascimento recuperaram a felicidade da f\u00e9 judaica para o homem comum.<\/p>\n<p>Nele e atrav\u00e9s dele, at\u00e9 mesmo judeus camponeses, mercadores, oper\u00e1rios e artes\u00e3os se encontraram no c\u00e1lido abrigo do universo de Tor\u00e1, do qual tinham sido exclu\u00eddos por causa de sua limitada erudi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o sendo mais for\u00e7ados a considerarem sua religi\u00e3o como um \u201cPara\u00edso Perdido\u201d, ele absorveram avidamente a mensagem inspirada da Tor\u00e1 no n\u00edvel emocional projetado para eles pelo hassidismo.<\/p>\n<p>Uma dos maiores personalidades hass\u00eddicas foi Rabi Shneur Zalman de Liadi, que mais tarde ficaria famoso como o Rav que em hebraico quer dizer o Mestre.<\/p>\n<p>Este santo homem foi o fundador do Hassidismo de Habad, um movimento que se desenvolveu em um dos ramos mais fortes e din\u00e2micos do Hassidismo.<\/p>\n<p>Este movimento, fundado na Litu\u00e2nia em 5533 (1773), cresceu muito al\u00e9m das fronteiras deste forte centro de vida judaica daquela \u00e9poca, e conquistou adeptos entusiastas em todo o mundo.<\/p>\n<p>Rabi Shneur Zalman era um descendente direto do Maharal de Praga. Seu bisav\u00f4 viveu numa aldeia em Posen.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia mudou-se para a regi\u00e3o leste, vagando entre a Gal\u00edcia e a Pol\u00f4nia, e finalmente se estabeleceu em Vitebsk, na \u00e9poca um florescente centro de Tor\u00e1 e erudi\u00e7\u00e3o talm\u00fadica.<\/p>\n<p>Foi ali que o pai de Rabi Shneur Zalman, Rabi Baru&#8217;h, nasceu e foi criado no esp\u00edrito e tradi\u00e7\u00e3o do estudo.<\/p>\n<p>Posteriormente ele se mudou para Liozna, perto da cidade de Lubavitch, que se tornaria famosa como base da dinastia dos descendentes do Rav.<\/p>\n<p>Ali nasceu Shneur Zalman. Ali, tamb\u00e9m, ele recebeu suas primeiras letras, e desde a mais tenra idade ele demonstrou um brilhantismo invulgar, dilig\u00eancia e devo\u00e7\u00e3o aos estudos.<\/p>\n<p>Para desenvolver ainda mais a erudi\u00e7\u00e3o do filho, Rabi Baru&#8217;h levou-o a um renomado professor daquela \u00e9poca, Rabi Yissahar Ber de Kobilnik, que residia em Lubavitch.<\/p>\n<p>Sob a tutela de Rabi Yissahar, o jovem erudito atravessou \u201co mar do Talmud\u201d em todas as dire\u00e7\u00f5es, e familiarizou-se com a Kabal\u00e1, o lado esot\u00e9rico da tradicional sabedoria de Tor\u00e1.<\/p>\n<p>Em seu tempo livre o rapaz tentava aumentar ainda mais seu conhecimento atrav\u00e9s do estudo de ci\u00eancias e matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>N\u00e3o demorou muito e Rabi Yissahar Ber comunicou a Rabi Baruch, o orgulhoso pai de seu aluno: \u201cN\u00e3o h\u00e1 mais nada que eu possa ensinar a seu filho: ele me ultrapassou.\u201d<\/p>\n<p>Rabi Baru&#8217;h ent\u00e3o levou Shneur Zalman a Vitebsk. O menino, com doze anos, foi imediatamente reconhecido como g\u00eanio, e aceito como igual pelos maiores eruditos da cidade.<\/p>\n<\/section>\n<section>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Casamento<\/h6>\n<p>Um homem abastado escolheu Shneur Zalman como genro e passou a sustent\u00e1-lo, para que ele pudesse devotar sua aten\u00e7\u00e3o exclusiva ao estudo de Tor\u00e1.<\/p>\n<p>Numerosas hist\u00f3rias sobre aqueles anos atestam a sede insaci\u00e1vel de conhecimento de Rabi Shneur Zalman. Sua sagacidade e profici\u00eancia como erudito lhe granjearam admira\u00e7\u00e3o de todos que entravam em contato com ele.<\/p>\n<p>Aos vinte anos, ele jovem brilhante, com o consentimento da esposa, deixou o lar e a fam\u00edlia para preencher uma \u00e2nsia em sua alma. Apesar de todo o ser conhecimento, ele sentia que estava faltando um elemento de experi\u00eancia religiosa que n\u00e3o poderia ser captada na solid\u00e3o das quatro paredes de seu pr\u00f3prio est\u00fadio.<\/p>\n<p>Dois centros de estudo e lideran\u00e7a judaica competiam por sua aten\u00e7\u00e3o: Vilna, a principal base da erudi\u00e7\u00e3o talm\u00fadica e a fortaleza da oposi\u00e7\u00e3o ao movimento hass\u00eddico que crescia rapidamente; e Mezeritch, onde vivia Rabi Dovber, o famoso Maguid de Mezeritch, herdeiro da ideologia de Rabi Israel B\u00e1al Shem Tov e da lideran\u00e7a do Movimento Hass\u00eddico.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, Rabi Shneur Zalman percebeu que a atmosfera discreta e racionalista de Vilna e seus eruditos, liderados pelo Gaon Rabi Eliau, n\u00e3o podia lhe oferecer aquilo que estava buscando.<\/p>\n<p>Como um aclamado erudito de Tor\u00e1, Rabi Shneur Zalman sentia que sua necessidade n\u00e3o era de instru\u00e7\u00e3o talm\u00fadica, mas de orienta\u00e7\u00e3o no servi\u00e7o a D\u2019us (avod\u00e1). Portanto, decidiu tentar Mezeritch, onde um novo mundo o chamava. Um mundo \u2013 dizia-se \u2013 que ensinava seu povo a rezar.<\/p>\n<p>Cheio de esperan\u00e7a e expectativas, por\u00e9m com poucos recursos materiais, ele empreendeu a longa viagem. Para pagar suas despesas, fazia quaisquer servi\u00e7os que aparecessem, cortarndo madeira e trabalhando na lavoura. Mesmo assim, teve de fazer a p\u00e9 a maior parte do percurso at\u00e9 Mezeritch.<\/p>\n<\/section>\n<section>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Mestre das Dimens\u00f5es Reveladas e Ocultas<\/h6>\n<p>A primeira impress\u00e3o do c\u00edrculo de disc\u00edpulos reunidos sobre Rabi DovBer de Mezeritch n\u00e3o foi muito encorajadora para Rabi Shneur Zalman.<\/p>\n<p>Ele tinha esperado uma grande academia repleta de personalidades brilhantes, eruditos e s\u00e1bios.<\/p>\n<p>Em vez disso, ele encontrou um grupo de pessoas discretas que, \u00e0 primeira vista, pareciam possuir pouco que valesse a pena pesquisar.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o foi particularmente inspirado pelas piedosas admoesta\u00e7\u00f5es que o Maguid de Mezeritch endere\u00e7ava \u00e0 multid\u00e3o que se reunia em sua sinagoga.<\/p>\n<p>Ele estava se preparando para sair, quando seus olhos se abriram para a verdadeira natureza do mestre e seu c\u00edrculo mais chegado. Rabi Shneur Zalman tinha decidido prestar seus respeitos ao Maguid antes de voltar para Liozna.<\/p>\n<p>Ele entrou na casa do mestre e ficou no meio da multid\u00e3o, quando Rabi DovBer o avistou. Seus olhos se fixaram nas profundezas do abismo da pr\u00f3pria alma de Shneur Zalman, explorando e avaliando cada uma de suas qualidades.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s alguns minutos de um sil\u00eancio repleto de significado, o mestre n\u00e3o apenas lhe disse o que estava em sua mente, mas sem sequer ter sido indagado, deu a Shneur Zalman respostas simples, mas convincentes, a algumas perguntas que o jovem erudito tinha preparado para assegurar-se do valor do mestre.<\/p>\n<p>Profundamente impressionado, Rabi Shneur Zalman implorou para ser admitido no seleto c\u00edrculo de disc\u00edpulos de Rabi DovBer.<\/p>\n<p>Agora um novo mundo se desenrolava perante os olhos \u00e1vidos do erudito vindo de Liozna, \u00e0 medida que ele absorvia as palestras di\u00e1rias do Maguid sobre os ensinamentos do B\u00e1al Shem Tov.<\/p>\n<p>Na companhia de rabinos de grande renome, ele mergulhava no \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es sagradas que unem D\u2019us, Israel, a Tor\u00e1 e o mundo em um sistema insol\u00favel de escopo universal.<\/p>\n<p>O filho de Rabi DovBer, Rabi Abraham, que pela sua santa conduta mereceu o t\u00edtulo de \u201co Anjo\u201d (Mala&#8217;h), foi seu guia at\u00e9 esta esfera elevada de sabedoria e conhecimento.<\/p>\n<p>Por sua vez, Rabi Shneur Zalman instruiu-o no \u00e2mbito da Aala&#8217;h\u00e1 \u2013 a parte mais importante da literatura talm\u00fadica e rab\u00ednica sobre a Lei Judaica.<\/p>\n<p>Assim, o jovem Rav absorveu os fundamentos do hassidismo e satisfez a \u00e2nsia de sua alma que o tinha afastado de seu lar e da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Ele jamais se arrependeu de ter escolhido Mezeritch em vez de Vilna.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, Rabi Shneur Zalman desfrutou pouco prest\u00edgio entre os seguidores estabelecidos do Maguid, at\u00e9 que certo dia Rabi DovBer revelou as extraordin\u00e1rias qualidades do Rav, e revelou-o como uma \u201cluz em Israel\u201d.<\/p>\n<p>Ele instruiu Rabi Shneur Zalman, ent\u00e3o com vinte e cinco anos, a reescrever o C\u00f3digo da Lei Judaica de maneira a incluir as decis\u00f5es mais recentes.<\/p>\n<p>Mal tinham se passado duzentos anos desde que Rabi Yossef Caro publicara sua obra prima, o Shul&#8217;han Aru&#8217;h, e durante todo este per\u00edodo gera\u00e7\u00f5es de codificadores e comentaristas judeus \u2013 chamados \u201cA&#8217;haronim\u201d \u2013 tinham acrescentado e elucidado aquilo que teria sido a palavra definitiva na discuss\u00e3o da Lei Judaica.<\/p>\n<p>Rabi Shneur Zalman deu total considera\u00e7\u00e3o a estes duzentos anos de coment\u00e1rios no Shul&#8217;han Aru&#8217;h, e por meio de cuidadosa edi\u00e7\u00e3o, ele apresentou o C\u00f3digo da Lei Judaica de forma precisa e acess\u00edvel.<\/p>\n<p>Esta, obviamente, foi uma tarefa das mais dif\u00edceis. Por\u00e9m a obra foi cumprida de maneira t\u00e3o magistral, que Shneur Zalman foi certa vez aclamado como um dos maiores eruditos de seu tempo, n\u00e3o apenas pelo mundo chass\u00eddico, mas por eruditos de todas as esferas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Yud Tet Kislev<\/strong><\/p>\n<p>19 de KISLEV 1798<\/p>\n<p>ANO NOVO DA HASSIDUT<\/p>\n<p>Dia do YharTzeit do Maguid de Mezeritch, que deixou este mundo na Ter\u00e7a feira de Parashat Vaieshev 5533 (1772). Ele est\u00e1 enterrado em Anipoli.<\/p>\n<p>O Alter Rebe foi libertado do seu primeiro encarceramento no dia 19 de Kislev, Ter\u00e7a feira da Parashat Vayeshev 5559 (1798), exatamente antes da noite.<\/p>\n<p>Ele escreveu uma carta para os Hassidim dizendo:<\/p>\n<p>Este dia que D\u2019us fez para voc\u00eas, o 19 de Kislev , uma Ter\u00e7a feira, quando a palavra \u201cbom\u201d foi dita duas vezes durante a cria\u00e7\u00e3o, o YharTzeit do nosso santo mestre, cuja alma encontra-se no Gan Eden, enquanto eu lia no livro dos Tehilim o vers\u00edculo \u201cEle libertou a minha alma na paz\u201d, antes mesmo de ter come\u00e7ado a leitura do vers\u00edculo seguinte, fui libertado, na paz, pelo D\u2019us de Paz.<\/p>\n<p>\u00c9 um dia de Farbrenguen e de boas decis\u00f5es como fixar um tempo para o estudo da parte revelada da Tor\u00e1 e da hassidut, um dia para se fortalecer nos caminhos dos hassidim, e acrescentar no amor ao pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>HAYOM YOM &#8211; TRATAMENTO DE CHOQUE: hassidut!!!!!<\/p>\n<p>Salvar o povo judeu do estado de coma e prepar\u00e1-lo para a chegada de Mashia\u2019h.<\/p>\n<p>A \u00fanica solu\u00e7\u00e3o: ha-ssi-dut!<\/p>\n<p>Quando o Alter Rebe estava na pris\u00e3o, o Maguid de Mezeritch e o Baal Shem Tov desceram do Gan Eden para visit\u00e1-lo fisicamente (nessa cela havia lugar suficiente apenas para 3 homens de carne e osso).<\/p>\n<p>Esses 2 mestres da Tor\u00e1 vieram visit\u00e1-lo e o Alter Rebe perguntou \u00e0 eles porque ele tinha que passar por isso, porque estava na pris\u00e3o?<\/p>\n<p>E eles lhe responderam que havia um decreto muito forte contra ele porque havia revelado demais a hassidut.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o ele perguntou para eles se deveria deixar de dizer palavras de hassidut quando sa\u00edsse da pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Eles responderam: \u201cSendo que voc\u00ea j\u00e1 come\u00e7ou, agora voc\u00ea n\u00e3o deve mais parar.<\/p>\n<p>E mais do que isso, quando voc\u00ea sair da pris\u00e3o dever\u00e1 divulgar ainda mais a hassidut, quem come\u00e7a deve continuar\u201d.<\/p>\n<p>O decreto contra a difus\u00e3o da hassidut havia tamb\u00e9m existido na \u00e9poca do Maguid de Mezeritch, quando ele era o Rabi da sua gera\u00e7\u00e3o, e a hist\u00f3ria aconteceu assim :<\/p>\n<p>\u201cO Maguid ensinava hassidut e tamb\u00e9m difundia muito os escritos da hassidut.<\/p>\n<p>Um dia foi encontrado uma escritura de hassidut que havia rolado chegando at\u00e9 um lugar sujo.<\/p>\n<p>Isto fez com que no tribunal Divino se levantasse um decreto contra o Maguid que difundiu a hassidut de tal maneira que os escritos hass\u00eddicos chegaram a lugares impr\u00f3prios.<\/p>\n<p>O Alter Rebe, na \u00e9poca era um dos seus disc\u00edpulos.<\/p>\n<p>Ele conseguiu sozinho anular aquele decreto contra seu mestre gra\u00e7as ao fato de contar a seguinte hist\u00f3ria:<\/p>\n<p>Um grande rei tinha um filho que estava doente, v\u00edtima de uma grave doen\u00e7a e nenhum m\u00e9dico encontrava um rem\u00e9dio para curar o pr\u00edncipe.<\/p>\n<p>Finalmente o maior dos m\u00e9dicos descobriu o rem\u00e9dio para salvar a vida do pr\u00edncipe.<\/p>\n<p>Mas para fazer esse rem\u00e9dio era preciso estragar a coroa do rei tirando dela a pedra mais preciosa, moer essa pedra at\u00e9 ela virar p\u00f3 e depois diluir este p\u00f3 na \u00e1gua.<\/p>\n<p>Era preciso dar para pr\u00edncipe doente a j\u00f3ia da coroa. Se ele conseguisse tomar esse rem\u00e9dio ele ficaria curado.<\/p>\n<p>Mas o filho j\u00e1 estava t\u00e3o doente que nem engolir o rem\u00e9dio ele n\u00e3o conseguia<\/p>\n<p>Ent\u00e3o jogaram o rem\u00e9dio nos l\u00e1bios do pr\u00edncipe.<\/p>\n<p>Grande parte daquela mistura foi desperdi\u00e7ada, mas valeu a pena.<\/p>\n<p>Porque se uma gota entrasse na boca do pr\u00edncipe iria salvar a vida dele.<\/p>\n<p>O povo judeu, explicou o Alter Rebe, \u00e9 o pr\u00edncipe doente e sua doen\u00e7a \u00e9 espiritual. Sua vida espiritual est\u00e1 em perigo.<\/p>\n<p>O \u00fanico rem\u00e9dio para esta doen\u00e7a \u00e9 a hassidut.<\/p>\n<p>Apenas uma gota de hassidut que entrar no cora\u00e7\u00e3o de um Judeu salvar\u00e1 a sua vida da\u00a0 doen\u00e7a espiritual.<\/p>\n<p>Por isso precisamos divulgar ao m\u00e1ximo a hassidut, mesmo que a maioria dessa publica\u00e7\u00e3o acaba em desperd\u00edcio.<\/p>\n<p>Ou seja, mesmo existe o risco de as escrituras hass\u00eddicas chegarem a um lugar impr\u00f3prio, mas tudo isso vale a pena na esperan\u00e7a de que talvez uma gota de hassidut chegue ao lugar ver.<\/p>\n<p>Nos c\u00e9us aceitaram o exemplo que o Alter Rebe deu, e o decreto que havia contra o Maguid foi anulado<\/p>\n<\/section>\n<section>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Fundador de Habad-Lubavitch<\/h6>\n<p>Ap\u00f3s a morte de Rabi DovBer em 19 de Kisl\u00eav de 5533 (1772), seus disc\u00edpulos se separaram. Cada um abra\u00e7ou a tarefa de propagar o hassidismo no pa\u00eds que lhe fora designado.<\/p>\n<p>Rabi Shneur Zalman herdou a mais dif\u00edcil de todas as miss\u00f5es. Ele deveria capturar a fortaleza dos que se opunham \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o do hassidismo na Litu\u00e2nia, para a ideologia e modo de vida hass\u00eddico. Isto ele faria, primeiro, junto com Rabi Menahem Mendel de Vitebsk, e ap\u00f3s a partida deste para Israel, por si mesmo.<\/p>\n<p>Um homem de menor estatura como talmudista n\u00e3o poderia ter aceitado tamanha miss\u00e3o, pois a oposi\u00e7\u00e3o inclu\u00eda alguns dos mais ilustres eruditos da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Por\u00e9m Rabi Shneur Zalman estava bem equipado para enfrent\u00e1-los em seu pr\u00f3prio terreno.<\/p>\n<p>Suas tentativas para encontrar-se com o Gaon Rabi Eliau foram duramente rejeitadas.<\/p>\n<p>Apesar disso, ele continuou sua obra sem diminuir o zelo. Para surpresa de seus contempor\u00e2neos, tanto amigos quanto oponentes, ele foi bem-sucedido a um ponto considerado imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Rabi Shneur Zalman n\u00e3o era um sonhador que vivia nas nuvens, mas um verdadeiro l\u00edder completamente c\u00f4nscio das necessidades materiais de seus irm\u00e3os de f\u00e9, assim como de suas falhas espirituais.<\/p>\n<p>Sua extensa obra em prol do bem-estar econ\u00f4mico de seus irm\u00e3os \u00e9 um cap\u00edtulo em si mesma.<\/p>\n<p>O interesse do Rav pelos seus irm\u00e3os estimulou-o a agir logo ap\u00f3s seu casamento. Ele come\u00e7ou uma campanha para induzir mais judeus a se estabelecerem em fazendas para trabalhar a terra. Rabi Shneur Zalman devotou a esta causa n\u00e3o somente seus esfor\u00e7os, mas todo o seu dote.<\/p>\n<p>A partir do ano 5532 (1772), Rabi Shneur Zalman engajou-se num extenso plano para induzir grande n\u00famero de judeus que moravam na fronteira russo-polonesa a se mudarem mais para o leste, no interior da R\u00fassia, onde as oportunidades de vida econ\u00f4mica eram mais promissoras.<\/p>\n<p>Rabi Shneur Zalman tamb\u00e9m se devotou a atividades para angariar fundos visando a apoiar os novos assentamentos hass\u00eddicos estabelecidos em Israel.<\/p>\n<p>No entanto, seus esfor\u00e7os foram subseq\u00fcentemente distorcidos pelos seus oponentes, que o caluniaram e denunciaram ao governo russo, acusando-o de enviar fundos para o governo turco.<\/p>\n<p>O relacionamento entre os dois pa\u00edses estava estremecido naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>Quando um decreto foi emitido em 5568 (1808) para a expuls\u00e3o dos judeus vivendo em \u00e1reas rurais e em fazendas, privando milhares de fam\u00edlias judaicas de seus meios de subsist\u00eancia, Rabi Shneur Zalman empreendeu uma extensa jornada para levantar fundos em toda a R\u00fassia, com a id\u00e9ia de resolver emerg\u00eancia e criar os meios para a reabilita\u00e7\u00e3o destes desafortunados.<\/p>\n<p>Esta obra teve continuidade, al\u00e9m de aconselhar e orientar seus milhares de seguidores, que se voltavam para ele em todos os seus complicados problemas.<\/p>\n<p>Durante os anos de esfor\u00e7os para a melhoria da vida espiritual e condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas de seus irm\u00e3os de f\u00e9, o Rav desenvolveu sua magn\u00edfica filosofia do hassidismo de Habad.<br \/>\nDas pessoas que o procuraram ap\u00f3s seu retorno a Liozna, ele exigiu muito mais que o apoio irrestrito exigido pelas outras escolas de pensamento hass\u00eddico. As pessoas centralizavam sua ideologia no\u00a0 \u201cTzadik\u201d como algu\u00e9m que possu\u00eda poderes sobrenaturais, mas ele apresentava a id\u00e9ia do tsadic como l\u00edder espiritual, um mestre em vez de um fazedor de milagres.<\/p>\n<p>O hassid deveria treinar-se para uma vida de f\u00e9 e servi\u00e7o a D\u2019us, que o levaria ao n\u00edvel mais elevado de habad, os tr\u00eas poderes do intelecto: Sabedoria, Entendimento e Compreens\u00e3o (ho&#8217;hmah, Binah e Daat), formando um v\u00ednculo entre c\u00e9u e terra.<\/p>\n<p>Sobre esta filosofia b\u00e1sica, Rabi Shneur Zalman construiu a estrutura da ideologia Habad. O homem completo serve a D\u2019us com a mente, cora\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o em un\u00edssono, cada um complementando o outro. A mente entende, o cora\u00e7\u00e3o sente e a m\u00e3o realiza.<\/p>\n<p>A subst\u00e2ncia dos ensinamentos de Rabi Shneur Zalman pode ser encontrada em sua contribui\u00e7\u00e3o mais importante para a literatura rab\u00ednica, o Likutei Amarim, mais conhecido como o Tanya, ap\u00f3s a primeira palavras dessa exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta obra cont\u00e9m um esbo\u00e7o conciso de seu sistema filos\u00f3fico como estilo de vida, e atesta sobre seu vasto conhecimento e sobre a profundidade de seu entendimento e dom\u00ednio dos ensinamentos esot\u00e9ricos e exot\u00e9ricos de nossos S\u00e1bios.<\/p>\n<p>O Tanya tem sido, e ainda \u00e9, um texto sagrado para os milhares de seguidores de Habad. \u00c9 religiosamente estudado e memorizado tanto pelos jovens quanto pelos mais idosos membros do Movimento Habad, e parece inexaur\u00edvel em todo n\u00edvel de abordagem e interpreta\u00e7\u00e3o. Rabi Shneur Zalman, o B\u00e1al ha Tanya, conhecido aos seguidores de Habad como o Alter Rebe, tamb\u00e9m foi autor de muitas outras obras, cl\u00e1ssicos da literatura de Habad.<\/p>\n<\/section>\n<section>\n<h6 style=\"text-align: center;\">O Tanya<\/h6>\n<p>Alter Rebe originalmente publicou apenas as primeiras duas partes do Tanya em 5557 (1797)<\/p>\n<p>H\u00e1 duas vers\u00f5es de Igu\u00e9ret a Teshuv\u00e1 (Parte III) bem como duas de Likutei Amarim (Parte I). Entretanto, ao contr\u00e1rio de Likutei Amarim que o Alter Rebe meramente editou na vers\u00e3o final, Igu\u00e9ret a Teshuv\u00e1 foi completamente reescrito.<\/p>\n<p>Igu\u00e9ret a Teshuv\u00e1 tamb\u00e9m foi originalmente copiado a m\u00e3o em 5552 (1792) em forma de panfleto.<\/p>\n<p>H\u00e1 boas raz\u00f5es para acreditar que o Alter Rebe o escreveu antes das outras partes do Tanya. Entretanto, n\u00e3o o imprimiu junto com Likutei Amarim em 5557 (1797).<\/p>\n<p>Dois anos depois, em 5559 (1799), um hassid do Alter Rebe, que vivia em Zolkiev (Rom\u00eania), decidiu, por si mesmo, reimprimir o livro sob o t\u00edtulo de Tanya. Tamb\u00e9m adicionou a ele a vers\u00e3o original de Igu\u00e9ret a Teshuv\u00e1.<\/p>\n<p>Acredita-se que este hassid n\u00e3o pediu nem recebeu permiss\u00e3o para acrescer o Igu\u00e9ret a Teshuv\u00e1; mais ainda, n\u00e3o tinha permiss\u00e3o para imprimir qualquer parte do Tanya.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o \u00e9 que o Alter Rebe escreveu no Pref\u00e1cio que ningu\u00e9m seria autorizado a reimprimir o livro nos cinco anos seguintes.<\/p>\n<p>Este hassid e os rabinos de Zolkiev que deram sua aprova\u00e7\u00e3o e encorajamento para imprimir o livro sabiam que a proibi\u00e7\u00e3o do Alter Rebe para reimprimi-lo (como Reb Zusha escreveu claramente em sua Aprova\u00e7\u00e3o) era apenas para evitar que o editor original sofresse perda financeira (o editor investira muito tempo e dinheiro na prepara\u00e7\u00e3o das p\u00e1ginas para a impress\u00e3o).<\/p>\n<p>Entretanto, em Zolkiev, na Rom\u00eania, era proibido importar qualquer livro impresso na R\u00fassia. Assim, n\u00e3o podiam comprar o livro do editor russo e sentiram que n\u00e3o lhe causariam qualquer dano monet\u00e1rio se eles mesmos o publicassem.<\/p>\n<p>A presente vers\u00e3o de Igu\u00e9ret a Teshuv\u00e1 foi primeiro publicada como a terceira parte do Tanya pelo Alter Rebe em 5566 (1806), na cidade de Shklov.<\/p>\n<p>N\u00e3o sabemos quando o Alter Rebe realmente o reescreveu, mas sabemos (pelo Rebe Rashab \u2013 5\u00ba Rebe de Habad) que foi reescrito depois que o Alter Rebe foi libertado da pris\u00e3o.<\/p>\n<p>O Rebe Rashab explica que \u00e9 por isso que Igu\u00e9ret a Teshuv\u00e1 \u00e9 t\u00e3o diferente de outros livros sobre assuntos de \u00e9tica e arrependimento.<\/p>\n<p>Sua forma final surgiu depois da liberta\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o, quando o Alter Rebe recebeu permiss\u00e3o para difundir os mananciais de hassidut ainda mais do que antes. Ele, portanto, explicou e elaborou conceitos profundos de Divindade em Igu\u00e9ret a Teshuv\u00e1 .<\/p>\n<p>Igu\u00e9ret a kodesh e kuntras A&#8217;haron (Partes IV e V) foram coletados e publicados pelo segundo Rebe e seus irm\u00e3os em 5574 (1814), no vig\u00e9simo-segundo dia de Iyar, um ano e quatro meses ap\u00f3s o falecimento do Alter Rebe. Pela primeira vez, o nome do autor foi impresso na p\u00e1gina de rosto.<\/p>\n<p>Em sua Aprova\u00e7\u00e3o, escreveram que inclu\u00edram apenas [algumas daquelas cartas] cujos manuscritos originais do Alter Rebe tinham em seu poder, para que n\u00e3o houvesse erros no translado.<\/p>\n<p>Muitas das cartas falam da import\u00e2ncia de doar Tzedak\u00e1 (caridade), especialmente aos judeus em Erets Yisrael. As outras cartas inspiram a estudar, orar e cumprir Mitzv\u00f3t.<\/p>\n<p>O Alter Rebe escreveu tais cartas durante muitos anos e elas foram organizadas por t\u00f3picos, em vez de ordem cronol\u00f3gica. Por exemplo, a primeira carta foi escrita dez anos antes da segunda, redigida ap\u00f3s sua liberta\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o em 5559 (1799), e as cartas n\u00ba 27 e n\u00ba 29 foram escritas em 1788-89, na mesma \u00e9poca em que a primeira carta.<\/p>\n<p>Das 32 cartas, nem todas foram escritas realmente como tal. O Alter Rebe escreveu o que \u00e9 chamado de carta n\u00ba 20 como uma exposi\u00e7\u00e3o hass\u00eddica, uma semana antes de falecer.<\/p>\n<p>O Alter Rebe escreveu kuntras A&#8217;haron enquanto trabalhava no Tanya. Nos nove t\u00edtulos ele explica e esclarece muitos pontos encontrados no Tanya.<\/p>\n<p>O Rebe Anterior escreve que h\u00e1 quatro partes no Tanya, contando Igu\u00e9ret Hakodesh e kuntras A&#8217;haron como uma s\u00f3. Essas correspondem \u00e0s quatro partes do Shul&#8217;han Aru&#8217;h:<\/p>\n<ul>\n<li>Ora&#8217;h hayim = Likutei Amarim<\/li>\n<li>Yor\u00e9 De\u00e1 = Sh\u00e1ar Hayi&#8217;hud Veaemun\u00e1<\/li>\n<li>\u00caven A\u00e9zer = Igu\u00e9ret a Teshuv\u00e1<\/li>\n<li>Hoshen Mishpat = Igu\u00e9ret a k\u00f3desh e kuntras A&#8217;haron<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em outras ocasi\u00f5es, consideramos Igu\u00e9ret a k\u00f3desh e kuntras A&#8217;haron como duas categorias separadas, formando, portanto, cinco partes no Tanya. Estas cinco ent\u00e3o corresponderiam aos Cinco Livros da Tor\u00e1.<\/p>\n<p>O Rebe explicou que kuntras A&#8217;haron pode ser comparado ao Humash Devarim (o quinto livro do Pentateuco), chamado Mishn\u00ea Tor\u00e1, que rev\u00ea e detalha muitas leis da Tor\u00e1.<\/p>\n<p>Kuntras A&#8217;haron, de maneira similar, explica muitas partes do Tanya. Podemos portanto consider\u00e1-lo como sendo a parte oral da Tor\u00e1 escrita.<\/p>\n<\/section>\n<section>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Genealogia<\/h6>\n<p>Antepassados: Hagaon Marana Verabana Yehuda Loewy, zatz&#8217;al, conhecido como o Maharal de Praga, descendentes daqueles Gaonim, chegando at\u00e9 David, filho de Yishai (Rei de Israel).<\/p>\n<p>Os descendentes do Maharal foram: 1) Seu filho, Rav Betzalel; 2) Seu filho, Rav Shmuel, 3) Seu filho, Rav Yehuda Leib; 4) Seu filho, Rav Mosh\u00ea; 5) Seu filho, Rav Shneur Zalman; 6) Seu filho, Rav Baru&#8217;h; 7) Seu filho, Rabi Schneur Zalman (O Alter Rebe).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Os Rebes de Habad e as principais lideran\u00e7as de suas fam\u00edlias<\/b><\/p>\n<p>I: O Alter Rebe, Hod K&#8217;vod K&#8217;dushat Admur Marana Verabana Schneur Zalman<\/p>\n<p><b>18 Elul 5505 (1745):<\/b> Nascimento do Alter Rebe, R. Schneur Zalman, filho de R. Baru&#8217;h e sua esposa, Rifca, filha de R. Avraham.<\/p>\n<p>Em sua celebra\u00e7\u00e3o de Bar Mitzv\u00e1, os mais not\u00e1veis eruditos da gera\u00e7\u00e3o denominaram-no Rav tanna upalig. (Ele \u00e9 igual em estatura aos eruditos das gera\u00e7\u00f5es anteriores, e tem o direito de discordar deles). Casou-se no ano de 5520 (1760).<\/p>\n<p>Lan\u00e7ou uma vigorosa campanha \u2013 com esfor\u00e7o pessoal e com seus pr\u00f3prios recursos \u2013 para encorajar judeus a tornarem-se fazendeiros.<\/p>\n<ul>\n<li><b><\/b>Sua primeira visita a Mezeritch<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>5527 (1767):<\/b> Aceitou o cargo de Maguid (palestrante) de Lyozna<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>5530 (1770):<\/b> Come\u00e7ou a compilar o Shul&#8217;han Aru&#8217;h (a Rav)<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>5532 (1772):<\/b> Define a doutrina de hassidut habad; inicia a campanha para os judeus habitantes da \u00e1rea de Vitebsk mudarem-se para o outro lado da fronteira, na R\u00fassia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>5533 a 5538 (1773 \u2013 1778):<\/b> Estabelece a yeshiv\u00e1 em Lyosna, conhecida como heder I, Ii e III.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>5534 (1774):<\/b> Viaja para Vilna com Menahem Mendel de Vitebsk para encontrar o Gaon de Vilna. O Gaon recusa-se a encontrar-se com ele.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>5537 (1777):<\/b>\u00a0Acompanha R. Menachem Mendel na primeira parte de sua viagem \u00e0 Terra Santa, at\u00e9 a cidade de Mogilev, no Rio Dniester.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>5537 (1777):<\/b>\u00a0Acompanha R. Menachem Mendel na primeira parte de sua viagem \u00e0 Terra Santa, at\u00e9 a cidade de Mogilev, no Rio Dniester.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>5543 (1783):<\/b>\u00a0Empenha-se em importantes disputas em Minsk e sai vitorioso.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>5551 (1791):<\/b>\u00a0Suas obras sobre o Talmud e Halach\u00e1 e Chassidut s\u00e3o largamente disseminadas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>5554 (1794):<\/b>\u00a0Publica Hilchot Talmud Tor\u00e1 (&#8220;Leis do Estudo de Tor\u00e1).<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>5557 (1797):<\/b>\u00a0Publica o Tanya.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>5559 (1798):<\/b>\u00a0Preso no dia ap\u00f3s Sucot; libertado a 19 de Kisl\u00eav.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>5561 (1800):<\/b>\u00a0Chamado a Petersburgo no dia ap\u00f3s Sucot; em 11 de Menachem Av seguinte, (1801) deixa Petersburgo diretamente para Liadi, Prov\u00edncia de Mogilev. Deixa Liadi na v\u00e9spera de Shabat Mevarechim Elul 5572 (1812). Ap\u00f3s vagar com sua fam\u00edlia e muitos chassidim, chega ao vilarejo de Piena, Prov\u00edncia de Kursk, e 12 de Tev\u00eat 5583(1812).<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>L\u00e1, ap\u00f3s o final de Shabat, na v\u00e9spera de domingo, 24 de Tev\u00eat, ele faleceu. \u00c9 enterrado em Haditz, Prov\u00edncia de Poltava.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Sua esposa foi Rebetzin Sterna, filha do magnata R. Yehuda Leib Segal e sua esposa Beila.<\/p>\n<p>Seus filhos: 1 \u2013 Rav Dovber<br \/>\n2 \u2013\u00a0 R. Chaim Avraham.<br \/>\n3 \u2013\u00a0 R. Moshe.<\/p>\n<p>Suas filhas: Rebetzin Freida, cujo marido foi\u00a0 \u00a0R. Shalom Shachna, filho de R. Noa&#8217;h.<br \/>\n3 \u2013 Rebetzin Rahel, cujo marido foi\u00a0 \u00a0R. Avraham, filho de R. Tzvi Sjeines.<br \/>\nSeus irm\u00e3os\u00a0 R. Yehuda Leib.<br \/>\n2 \u2013 Rav Mordehai.<br \/>\n3 \u2013 Rav Moshe.<br \/>\nSua irm\u00e3 foi rebetzin Sara.<br \/>\nSeu cunhado foi harav Yisrael, conhecido como R. Yisrael Kazak, casado com Rebetzin Sara.<br \/>\nOutro cunhado foi R. Akiva Fradkin de Shklov, casado com Rebetzin irm\u00e3 de Sterna.<\/p>\n<\/section>\n<section>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Obras publicadas:<\/h6>\n<p>1) ilchot Talmud Tor\u00e1. 2) Bir&#8217;hot Haneenin. 3) Tanya e Meadureh Kama de Tanya. 4) Sidur. 5) Shul&#8217;han Aru&#8217;h. 6) Bi&#8217;urei a Zohar. 7) Tor\u00e1 Or. 8) Likutei Tor\u00e1. 9) Boneh Yerushalaym. 10) Ma&#8217;amarei Admor a Zaken \u2013 anachot ara&#8217;p. 11) Ma&#8217;amarei Admor a Zaken \u2013 Et&#8217;haleich Lyosna. 12) Ma&#8217;amarei Admor a Zaken \u2013 5562, 2 vol. 13) Ma&#8217;amarei Admor a Zaken \u2013 5563, 2 vol. 14) Ma&#8217;amarei Admor a Zaken \u2013 5564. 15) Ma&#8217;amarei Admor a Zaken\u00a0 \u2013 5565, 2 vol. 16) Ma&#8217;amarei Admor a Zaken \u2013 5566. 17) Ma&#8217;amarei Admor \u2013 5567. 18) Ma&#8217;amarei Admor a Zaken \u2013 5568, 2 vol. 19) Ma&#8217;amarei Admor a Zaken \u2013 5569. 20) Ma&#8217;amarei Admor a Zaken \u2013 5570. 21) Ma&#8217;amarei Admor a Zaken \u2013 Haketzarim. 22) Ma&#8217;amarei Admor a Zaken \u2013 Al Parshiyot a Torah VeaMoadim, 2 vol. 23) Ma&#8217;amarei Admor a Zaken \u2013 Inyanim. 24) Ma&#8217;amarei Admor a Zaken \u2013 Maamarei Razal. 25) Ma&#8217;amarei Admor a Zaken \u2013 Na&#8217;h, 2 vol. 26) Igrat K\u00f4desh. 27) Tanya (Ingl\u00eas).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\ud83c\udf3b\ud83c\udf3b\ud83c\udf3b\ud83c\udf3b\ud83c\udf3b\ud83c\udf3b<\/p>\n<p>O &#8220;Nigun&#8221; (melodia) Arba Bavot, tamb\u00e9m conhecido como: a melodia do Alter Rebe, \u00e9 um nigun sem palavras, o principal das dez melodias b\u00e1sicas de Habad<\/p>\n<p>A melodia \u00e9 considerada uma das melodias mais profundas e especiais do hassidismo em geral, e a melodia fundamental e principal do hassidismo Habad.<\/p>\n<p>A melodia tem quatro estrofes que por meio delas ascendemos espiritualmente aos mundos superiores de Atzilut, Bri\u00e1, Yetzir\u00e1 e Assi\u00e1 .<\/p>\n<p>Esta m\u00fasica foi composta pelo Rabi Shneior Zalman, o &#8220;Alter Rebe&#8221; , enquanto estudava com seu Rebe e professor, o Maguid de Mezritch.<\/p>\n<p>Por causa de suas virtudes especiais e significado espiritual, \u00e9 costume entre os Hassidim de Habad cantar essa melodia em ocasi\u00f5es especiais, como nos dias de Yom Kipur e Sim&#8217;hat Tor\u00e1, no \u00faltimo dia de Pessa&#8217;h e de Shavuot, em Purim, e principalmente no dia da reden\u00e7\u00e3o do Alter Rebe, Rabi Shneior Zalman, dia em que ele foi libertado da pris\u00e3o de Peterburg na R\u00fassia.<\/p>\n<p>Cantamos esse &#8220;nigun&#8221; em um casamento conduzindo os noivos para a Hup\u00e1. Tamb\u00e9m cantamos esse nigun em uma circuncis\u00e3o, e em um Bar Mitzv\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=eKTyev5jOOc\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=eKTyev5jOOc<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Nigun Dalet Bavot\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>pelo marido da nossa querida Rabanit Nava Rifka\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>https:\/\/youtube.com\/@MikhoelPaisPianist<\/strong><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rabi Shneur Zalman de Liadi, o Alter Rebe \u00a0 18 de Elul, 5505 (1745) &#8211; 24 de Tevet, 5573 (1812) Poucos luminares na hist\u00f3ria judaica, especialmente nos tempos modernos, fizeram uma contribui\u00e7\u00e3o t\u00e3o profunda e duradoura \u00e0&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"give_campaign_id":0,"footnotes":""},"class_list":["post-12694","page","type-page","status-publish","hentry"],"campaignId":"","_hostinger_reach_plugin_has_subscription_block":false,"_hostinger_reach_plugin_is_elementor":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rabinogloiber.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/12694","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rabinogloiber.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/rabinogloiber.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rabinogloiber.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rabinogloiber.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=12694"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/rabinogloiber.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/12694\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23538,"href":"https:\/\/rabinogloiber.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/12694\/revisions\/23538"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rabinogloiber.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=12694"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}