A data de 5 de Tevet marca a vitória do Rebe no tribunal americano contra um membro de sua família que confiscou sem autorização livros de inestimável valor da biblioteca do Rebe Anterior, sogro do Rebe, Rabino Yossef Itzhak, de abençoada memória.

 

Uma disputa que durou anos e contou com diversos depoimentos entre os quais o da Rebetzin Haya Mushka, esposa do Rebe e filha do Rebe Anterior.

 

Após três horas de interrogatório no dia 25 de Heshvan de 5748, 17 de novembro de 1987, os Hassidim celebraram o decreto da Corte de Apelações dos Estados Unidos que permitiu resgatar os livros que tinham sido roubados.

 

Estas foram as palavras que o  Rebe dirigiu aos Hassidim nessa data:

 

“Um livro sagrado no qual um judeu estuda – muito mais então um Rebe, é parte de sua própria vida.

 

Sua vida não é o pão que come, nem a água que bebe. Como escreve o Rebe em Igueret Hakodesh, ‘A vida de um Tzadik não é uma vida física, mas uma vida espiritual.’ Assim declara o Alter Rebe.

 

E ele explica igualmente: ‘Sua vida é sua fé, e seu amor, e seu temor a D’us.’

 

De onde ele recebe essa fé? Como ele a interioriza? E seu temor e amor a D’us, que então se traduz em observância das Mitzvót positivas e negativas? Ele  recebe toda essa  fé dos livros que estudou.

 

Não sou um advogado. Não tenho desejo de ser um advogado. Nem a lei que eu conheço é meu campo.

 

A questão no Rambam, esse é o meu campo. Tenha eu ou não uma resposta, mas é relevante para mim.

 

Um conceito no discurso Hassídico de meu Rebe, uma ideia talmúdica, ou um costume dele… mas essas questões não têm conexão comigo.

 

Eu esperava que os hassidim me poupassem do envolvimento, mas aquilo não aconteceu, e não tive escolha.

 

Ele (que roubou os livros) insiste que meu sogro, o Rebe, faleceu há 35 anos e se torna mais distante a cada ano que passa.

 

Posso argumentar com uma pessoa assim? Não temos linguagem em comum. Essa é uma mentira total.

 

Durante 35 anos, a cada ano, ele se torna mais vivo, mais forte e mais ativo entre nós, dentro e através de nós, entre todo o povo judeu e no mundo inteiro.

 

Devemos ver que meu sogro, o Rebe, recupera todos os aspectos de sua vida – sua vida atual – seja um livro, ou um manuscrito ou um artigo sagrado, ele vive dentro deles.

 

O Midrash diz tudo isso – ‘Retorne à sua cidade, e reúna todos os judeus. Ele devem então ficar perto de mim’, perto do bom espírito – ‘e eles devem gritar’. O que devem gritar? ‘Didan Notza’h – A Vitória é Nossa!’

 

Assim como vemos com a redenção do Alter Rebe que da natureza das acusações contra ele deduziu em quais áreas deveria aumentar seus esforços, obviamente, D’us queria nos incentivar a uma subida ainda maior aqui.

 

Esta é a única explicação para esse desafio – para que agora melhoremos e façamos incomparavelmente mais, para espalhar as fontes do hassidismo…

 

Quando houveram reclamações contra o Alter Rebe, eram na verdade contra todos os Hassidim. O Alter Rebe escreve que os chassidim deveriam ficar felizes por aprender a natureza das reclamações, porque elas eram totalmente sem base.

 

Da mesma forma agora, há uma alegação de que os Hassidim Chabad ‘não são ativos’– algo sem qualquer base.

 

Eles são ativos em divulgar ensinamentos hassídicos desde a liberação do nosso Rebe. Como foi explicado nas palestras públicas de nossos Rebes, devemos saber que esta é uma lição para cada um de nós , ‘D’us não criou nada em vão.’

 

Qual é a lição?

 

Que não estamos divulgando Hassidismo em toda a extensão possível.

 

Sim, até agora temos feito um enorme trabalho, e até atingido enormes resultados, mas em relação às nossas habilidades, talentos e as bênçãos Divinas ainda não atingimos o suficiente.

 

Portanto devemos intensificar nossos esforços. Esta é também a razão pela qual encorajei e insisti que sempre que haja um Beit Chabad, deveria ser expandido, e em locais onde – por qualquer estranha razão – não exista nenhuma Casa de Chabad, uma deveria ser imediatamente estabelecida, de maneira que continue a expandir e crescer a cada dia…”