Shabat Hazon

 

Esse Shabat é Shabat Hazon, o Shabat da Visão

 

Diz o Talmud: “Assim como se aumenta a alegria quando entra o mês de Adar, assim se reduz a alegria quando entra o mês de Av.” Existe uma interpretação de que os verbos, aumentar e reduzir, relacionam-se ao mês, e não à alegria.

 

Ou seja: “Com a alegria podemos aumentar as venturas de Adar e reduzir as calamidades de Av.” Isto é expresso na Lei Judaica que permite comer carne e beber vinho quando o final de um tratado talmúdico é realizado e este fato é sempre comemorado com alegria, mesmo nos primeiros nove dias de Av, quando estes alimentos são normalmente proibidos devido ao luto.

 

O mês de Av [pai] é denominado Menachêm [que consola] Av. Simplesmente, isto representa uma prece, de que D’us, nosso Pai nos console e traga a reconstrução do Templo. Mas uma vez que Menachêm precede Av surgiu uma explicação mais profunda, ou seja, que nós, os filhos, consolamos o Pai.

 

Esta idéia será entendida de acordo com o dito de nossos sábios que, após a destruição do Templo, D’us disse sobre Si mesmo: “Ai do Pai que exilou Seus filhos e ai dos filhos que foram exilados da mesa de seu Pai.”

 

Shabat Hazon

 

O Shabat que antecede Tish’á Beav é denominado Shabat Hazon, pois nele é lida a Haftará, [trecho dos Profetas relacionado com a porção semanal da Torá] que se inicia com as palavras “Hazon [a visão de] Yesha’yáhu”. Rabi Levi Yitschac de Berditchev explicou, por meio desta parábola, que neste Shabat é mostrada a cada judeu uma visão do Terceiro Templo.

 

E eu, Daniel, sozinho tive a visão, mas as pessoas que estavam comigo não a viram; mesmo assim um grande terror se abateu sobre elas, e fugiram para esconder-se. (Daniel 10:7)

 

Mas se eles não tiveram a visão, porque ficaram aterrorizados? Porque embora eles mesmos não vissem, suas almas viram. (Talmud, Tratado Meguilá 3a)

 

No nono dia do mês de Av (Tish’á Beav) jejuamos e lamentamos a destruição do Templo Sagrado em Jerusalém. Tanto o Primeiro Templo (833-423 AEC) como o Segundo Templo (353 AEC-69 EC) foram destruídos nesta data.

 

O Shabat que antecede o dia de jejum é chamado o “Shabat da Visão,” pois neste Shabat lemos um capítulo dos Profetas, intitulado “A Visão de Yeshayáhu.”

 

Porém há também um significado mais profundo para o nome “Shabat da Visão,” expresso pelo mestre chassídico Rabi Levi Yitschac de Berditchev 2 com a seguinte metáfora:

 

Um pai certa vez preparou um lindo conjunto de roupas para o filho. Porém a criança negligenciou o presente do pai e logo o terno estava em frangalhos.

 

O pai deu ao filho um segundo jogo de roupas, mas este também foi arruinado pelo descuido do menino. Então, o pai comprou um terceiro conjunto. Desta vez, entretanto, escondeu-o do filho.

 

De tempos em tempos, em épocas especiais e oportunas, ele mostra o terno ao filho, explicando que quando o menino aprender a valorizar e tomar os devidos cuidados com a roupa, ela lhe será dada. Isso induz a criança a melhorar seu comportamento, até que gradualmente isso se torne uma segunda natureza – quando então será merecedora do presente dado pelo pai.

 

No “Shabat da Visão” – diz Rabi Levi Yitschac, a todos e a cada um de nós é concedida uma visão do Terceiro Templo – o final – uma visão que, para parafrasear o Talmud, “embora não vejamos por nós mesmos, nossa alma vê.” Esta visão evoca uma profunda reação em nós, mesmo se não estivermos plenamente conscientes da causa de nossa súbita inspiração.

 

A Morada Divina

 

O Templo Sagrado em Jerusalém era o assento da presença manifesta de D’us no mundo físico.

 

Um dogma básico de nossa fé é que “Toda a terra está repleta com Sua presença”3 e “Não há lugar sem Ele.”4 Mas a presença de D’us e o envolvimento em Sua criação são mascarados pelas obras aparentemente arbitrárias e independentes da natureza e da história.

 

O Templo Sagrado foi um brecha nesta máscara, uma janela através da qual D’us irradiou Sua luz para o mundo.

 

Aqui o envolvimento de D’us em nosso mundo foi demonstrado abertamente por um edifício, no qual milagres eram uma parte “natural” de seu funcionamento diário e cujo próprio espaço expressava a infinidade e a completa difusão do Criador.

 

Aqui D’us mostrava-se ao homem, e o homem apresentava-se a D’us.

 

Por duas vezes recebemos o presente de uma morada Divina em nosso meio. Duas vezes deixamos de nos mostrar merecedores deste presente, e banimos a presença Divina de nossa vida.

 

Portanto, D’us construiu-nos um terceiro templo. Diferente dos anteriores, de construção humana e portanto sujeitos a degradação por causa das falhas humanas, o Terceiro Templo é tão eterno e invencível quanto seu Arquiteto. Mas D’us ocultou de nós este “terceiro conjunto de roupas,” confinando sua realidade a uma esfera celestial, mais elevada, além da visão e da vivência de nosso ser terreno.

 

A cada ano, no “Shabat da Visão,” D’us nos mostra o Terceiro Templo. Nossa alma contempla uma visão de um mundo em paz consigo mesmo e com seu Criador, um mundo repleto de conhecimento e de consciência de D’us, um mundo que percebeu seu potencial Divino para a bondade e a perfeição. É uma visão do Terceiro Templo no céu – em seu estado espiritual – como o terceiro jogo de roupas da analogia, que a criança vê mas não pode ter. Mas é também uma visão com uma promessa: uma visão de um templo celestial suspenso para descer à terra, uma visão que nos inspira a corrigir nosso comportamento e apressa o dia em que o Templo espiritual tornar-se-á realidade concreta.

 

Através destas visões repetidas, viver na Divina Presença torna-se mais e mais uma “segunda natureza” para nós (como disse Rabi Levi Yitschac em sua analogia), elevando-nos progressivamente ao estado de merecimento para vivenciar o Divino em nossa vida.

 

A Casa Individualizada

 

As metáforas de nossos Sábios continuam a nos falar muito depois do ponto principal de sua mensagem ter sido assimilado. Sob a superfície do significado mais óbvio da metáfora está camada após camada de significado, onde cada detalhe da narrativa é importante.

 

O mesmo aplica-se à analogia de Rabi Levi Yitschac. Seu significado básico é claro, mas muitas percepções sutis estão envoltas em seus detalhes. Por exemplo: Por que, poderíamos perguntar, os três Templos são representados como três jogos de roupas? O exemplo de um edifício ou casa8 não teria sido mais apropriado?

 

A casa e a roupa – ambas “abrigam” e contêm a pessoa. Mas a roupa o faz de modo muito mais pessoal e individualizado. Embora seja verdade que as dimensões e o estilo de uma casa refletem a natureza de seu ocupante, fazem-no de maneira mais generalizada – não tão especificamente e intimamente como uma roupa envolve quem a veste.

 

Por outro lado, a natureza individual das roupas limita suas funções ao uso pessoal. Uma casa pode abrigar muitas pessoas; uma roupa, apenas uma. Posso convidá-lo a ir à minha casa, mas não posso compartilhar minha roupa com você: mesmo se eu a der a você, não irá vestir-lhe tão bem quanto a mim, pois “serve” apenas a meu corpo.

 

D’us escolheu revelar Sua presença em nosso mundo em uma “morada” – uma estrutura comunal que vai além do pessoa, para abraçar um povo inteiro e toda a comunidade do homem.

 

Mesmo assim o Templo Sagrado em Jerusalém também tinha alguns aspectos semelhantes ao da roupa. São estes aspectos que Rabi Levi Yitschac deseja enfatizar quando retrata o Templo Sagrado como um conjunto de roupas.

 

Porque o Templo Sagrado foi também uma estrutura altamente compartimentalizada. Havia um “Pátio das Mulheres” e um pátio reservado para os homens, uma área restrita aos cohanim (sacerdotes), um “Santuário” (hechal) impregnado de uma santidade maior que a dos “pátios,” e o “Santo dos Santos” – uma câmara na qual apenas o Sumo Sacerdote podia entrar, e somente em Yom Kipur, o mais santo de todos os dias do ano.

 

O Talmud enumera oito áreas de santidade variada dentro do complexo do Templo, cada qual com sua função e propósito distinto.

 

Em outras palavras, embora o Templo expressasse uma única verdade – a presença toda penetrante de D’us em nosso mundo – assim o fazia para cada indivíduo de forma personalizada. Embora fosse uma “casa” no sentido em que servia a muitos indivíduos – na verdade o mundo todo – como seu ponto de encontro com o infinito, todo e cada indivíduo o considerava uma “roupa” sob medida para suas necessidades espirituais, segundo seu relacionamento pessoal e íntimo com D’us.

 

A cada ano, no Shabat que antecede Tish’á Beav, temos uma visão de nosso mundo como um lar Divino – um local onde todas as criaturas de D’us sentirão Sua presença. Mas esta é também uma visão de uma “roupa” Divina – o relacionamento nitidamente pessoal com D’us, que serve especialmente a nosso caráter e aspirações individuais, que cada um de nós irá desfrutar quando o Terceiro Templo descer

 

Geração bronca e geração motivação

Nossa Parashá nos conta que quarenta anos depois da saída do Egito, no primeiro dia do décimo primeiro mês, ou seja, no primeiro dia de Shvat, próximo ao dia da morte de Moshe Rabeinu que aconteceria no dia 7 de Adar, 37 dias depois, ele deu uma “bronca” no povo de Israel sobre as principais calamidades que eles causaram desde a saída do Egito

 

Moshe Rabeinu só fez isso depois de ter vencido pessoalmente Og, o rei de Bashan e Sihon, o rei dos emoreus, que eram os principais reis que impediam a entrada do povo de Israel na terra prometida, abrindo o caminho para a conquista da Terra Santa.

 

Moshe Rabeinu esperou vencer esses dois reis para dar essa “bronca”, para o povo não dizer que ele não teve a capacidade de abrir o caminho para a conquista da terra prometida e por isso está jogando a culpa nos erros deles

 

Mas porque Moshe Rabeinu esperou chegar tão próximo à sua morte para dar essa merecida “bronca” ao nosso povo?

 

Rashi explica que ele aprendeu isso do nosso patriarca, Yaakov Avinu

 

Yaakov esperou chegar próximo ao dia da sua morte para dar uma bronca no seu filho mais velho, Reuven, porque ele ficou com medo de que Reuven rompesse relações com ele por causa da bronca e fosse morar com seu tio Essav que imediatamente o levaria para o mal caminho

 

O Midrash nos conta que os motivos para darmos as broncas somente no final das nossas vidas são:

 

1- Para não precisarmos repetir a bronca muitas vezes

 

2- Para a pessoa que recebeu a bronca não ficar com vergonha cada vez que nos ver

 

3- Para a pessoa que levou a bronca não guardar rancor de quem deu a bronca

 

4- Para se despedirem em paz.

 

E o exemplo que é trazido para isso é o nosso patriarca Avraham Avinu, que depois de ter dado uma bronca em Avimele’h, rei dos filisteus, fez uma aliança com ele.

 

Ou seja, mesmo que a Torá nos pede para darmos uma bronca em quem precisa, a própria Torá nos traz os exemplos de Yaakov Avinu e Moshe Rabeinu de que isso não é uma coisa tão simples assim.

 

As consequências da bronca podem ser piores do que o seu benefício, e portanto a mesma Torá que pede para você dar uma bronca em quem precisa, também pede para você seguir o exemplo dos nossos Tzadikim.

 

Em outras palavras, a bronca é uma bomba atômica não convencional que só deve ser usada em poucos casos, e com certeza nós nãov somos as pessoas adequadas para saber que casos são esses.

 

A Guemará nos conta que na geração em que Mashia’h chega a prepotência das pessoas vai ser extrema, os preços vão ser altos, não vão faltar uvas mas mesmo assim o vinho vai ser caro, todo governo vai ser corrupto, e por fim, não haverá mais repreensão.

 

Com certeza a Guemará não está tirando o nosso livre arbítrio de dar broncas, mas está nos avisando que o lado bom da bronca explicitamente não existirá mais, mas as más consequências dela continuarão existindo.

 

O Rebe deixou claro que nós somos essa geração da Gueulá, e esse sinal da ineficiência das broncas que a Guemará nos conta com certeza não existia na época da Guemará, senão não seria um sinal da época em que Mashia’h chegará que diferencia a nossa geração de todas as anteriores

 

Não só que as broncas hoje em dia não trazem absolutamente nenhum benefício, mas ao contrário.

 

Experimente buzinar atrás de alguém para ele andar mais rápido. A consequência imediata é que ele vai andar mais devagar!

 

Então, hoje em dia o único jeito de influenciar alguém é de maneira positiva.

 

No lugar de dar uma bronca em um judeu por não estar guardando o Shabat, convide ele para o Kidush na sua casa.

 

Mostre para ele os benefícios da comida kasher e ensine ele a colocar Tefilin.

 

Nossos Sábios não deram esses sinais para nos desanimar, mas ao contrário, para sabermos que nessa geração temos que agir diferente.

 

O Beit a Mikdash foi destruído por causa de ódio gratuito, e dando broncas despertamos esse ódio mais ainda.

 

Vamos reverter o motivo do Galut fazendo tudo de maneira positiva.

 

Com certeza esse é o motivo oculto de que as broncas hoje fazem somente o efeito contrário.

 

Para nos acostumarmos a influenciar todos à nossa volta de maneira positiva e assim nos prepararmos para entrar na era do Mashiach, no mundo que é totalmente bom

 

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O vaso chinês ⛩️

Esse livro da Torá, Devarim, é conhecido como Mishnê Torá, a revisão da Torá.

Seu conteúdo foi dito por Moshê ao povo judeu durante as cinco semanas finais de sua vida, enquanto o povo se preparava para entrar na Terra de Israel.

Moshe sabia que tinha os dias contados e pouquíssimo tempo de vida e teria que se dedicar somente para fazer as coisas mais importantes.

Qualquer pessoa normal numa hora dessas pegaria umas férias com a Família.

Porque Moshe estava nesse momento tão preocupado em tornar a Torá mais fácil e acessível quando poderia estar curtindo os últimos dias da sua vida com seus filhos e netos?

Para exemplificar isso tenho que contar a vocês uma história verídica que aconteceu a muitos anos atrás .

“O vaso chinês”

Um comerciante judeu muito rico tinha alguns filhos.

Cada filho ficando adulto entrava no mundo dos negócios e tinha muito sucesso.

Certa vez o comerciante desabafou com o seu Rebe e disse:- Graças a D’us não me falta dinheiro , muito pelo contrário , tenho muito mais do que possa usar em vida, fora o dinheiro que meus filhos fizeram com seus próprios negócios ainda vou deixar para eles uma bela herança.

Mas uma coisa me magoa : Temos dinheiro mais do que o suficiente e cada filho que cresce quer fazer mais dinheiro , gostaria muito que um filho meu se tornasse um grande rabino, escrevesse livros e vinculasse o nome da nossa família à obras de literatura imortais.

Mas meu filho caçula , minha última esperança também já está dando sinais que vai ser mais um comerciante e fazer mais dinheiro , por que eles só pensam em dinheiro ?

Rebe , me explique, como isso me aconteceu?

O Rebe sofreu com o sofrimento do rico comerciante e um momento antes dos dois começarem a chorar o Rebe exclamou :- Me convide para o Shabat, eu quero ver o que está acontecendo !

No Shabat depois do Kidush o filhinho começou a brincar com as velas de Shabat e apagou uma vela .

A mãe quase que reclamou, mas o pai a acalmou imediatamente dizendo :- Ele só é uma criança pequena !

O filhinho continuou brincando e arrancou uma folha do livro de rezas, e novamente o pai dsse:- Ele é uma criança pequena !

A criança continuou brincando e quebrou um vaso chinês.

O pai ficou paralisado, ficou branco, a respiração parou, o filho ficou com medo dessa estranha mudança no pai e parou assustado.

O pai com uma voz trêmula mistura de choro e medo, encarou a criança cara a cara e com uma voz trêmula cheia de temor disse :- Filho, você sabe o que você fez?

Você sabe o que é um vaso chinês?

Você sabe quanto esse vaso custa?

Você sabe quanto esse vaso viajou até chegar aqui e que cuidados tivemos com ele para que não quebrasse durante toda a viagem?

Você sabe que o papai foi para a China comprar esses vasos e a mamãe ficou dois meses sozinha esperando o papai chegar com os vasos?

Você sabe que…..!

Mas antes de ele dizer mais uma palavra , a “criança pequena” , rompeu em prantos e prometeu que nunca mais vai quebrar um vaso chinês e que sempre vai se comportar com o devido respeito aos vasos chineses e etc etc etc…. e os dois se abraçaram e choraram juntos pela grande tragédia que tinha acontecido.

Agora estava claro, a criança já tinha entendido que a única coisa valiosa no mundo , que justifica deixar a mamãe sozinha por dois meses, que merece atenção e cuidado, que faz o papai ficar sério e atordoado, não é a Torá mas sim…..o vaso chinês !!!

Moshe , em suas últimas semanas de vida, poderia passear com a família , comer, beber, jogar conversa fora.

Mas, quando a família e o povo viram que Moshe ,a pessoa mais importante do mundo , nas últimas semanas da sua vida está tão ocupado com o que?

Traduzindo a Torá para setenta línguas para facilitar o estudo da Torá aos judeus, para dar mérito a judeus que só sabem falar outras línguas , para tornar o acesso à Torá mais fácil , empenhado e dedicado para que pessoas que nem sabem falar a “Língua Santa” possam saber o motivo que D’us criou o mundo e o motivo pelo qual nós estamos aqui.

Moshe Rabeinu não só nos deu a Torá mas também mostrou para nós que ela é a coisa mais importante que existe no mundo .

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O que fez Moshe em suas últimas cinco semanas de vida?

O que fez Moshe em suas últimas cinco semanas de vida.

 

Nosso quinto livro da Torá, Devarim, é conhecido como Mishnê Torá, a revisão da Torá.

 

Seu conteúdo foi dito por Moshê ao povo judeu durante as cinco semanas finais de sua vida, enquanto o povo se preparava para entrar na Terra de Israel.

 

Moshe sabia que tinha os dias contados e pouquíssimo tempo de vida, e teria que se dedicar somente para fazer as coisas mais importantes.

 

Nesses dias ele estava traduzindo a Torá para setenta línguas para facilitar o estudo da Torá aos judeus, para dar mérito a judeus que só sabem falar outros idiomas, para tornar o acesso à Torá mais fácil.

 

Ele estava empenhado e dedicado para que pessoas que nem sabem falar a “Língua Santa” possam saber o motivo que D’us criou o mundo e o motivo pelo qual nós estamos aqui.

 

Moshe Rabeinu não só nos deu a Torá, mas também mostrou para nós que ela é a coisa mais importante que existe no mundo.

 

A Parashá nos conta também que quando nosso povo planejou passar pelo monte Seir, terra de Edom, para chegar à terra prometida, D’us pede para Moshe dar uma ordem ao povo de Israel para comprar com dinheiro mantimentos dos Bnei Essav habitantes de Seir, e até pagar pela água que beberem.

 

O motivo para isso aparece imediatamente no próximo versículo: “ Porque AShem seu D’us te abençoou em todos os trabalhos das suas mãos e proveu todas as suas necessidades na travessia desse grande deserto durante quarenta anos, AShem seu D’us está te apoiando, não te falta nada!” .

 

Isso foi dito à Moshe como uma ordem para ser repassada ao povo de Israel.

 

Quando o versículo diz que AShem seu D’us te abençoou, está instruindo o povo para não ser ingrato dando a impressão de que eles são pobres e mal cuidados por AShem, mas ao contrário! Passem uma imagem de que vocês são ricos! (Rashi).

 

A regra é :

 

Quando somos gratos à D’us pelo que ele nos dá e demonstramos isso, fazemos com que ele nos dê verdadeiros motivos para agradecer.

 

Quando estamos alegres por saber que D’us sempre está cuidando bem de nós, fazemos com que D’us nos dê verdadeiros motivos para justificar essa alegria!

 

Rezando com alegria

 

O Baal Shem Tov nos conta que existem duas formas de rezar, uma com muita alegria e entusiasmo e outra com muito choro e amargor.

 

As duas formas são válidas mas a diferença entre elas é que, quando pedimos à D’us com alegria somos como um ministro fazendo um pedido ao Rei, mas quando pedimos com tristeza somos como um pobre fazendo um pedido ao Rei.

 

Por ser assim no mundo espiritual, consequentemente a natureza do mundo material é que: quando o pobre pede algo para o Rei, ele ganha um presente pequeno, mas quando o ministro pede algo para o Rei ele ganha um presente grande.

 

Por isso temos que rezar com muita alegria e entusiasmo como um ministro falando com o Rei.

 

Por que essa ordem em relação à Edom foi dada, se no final o povo de Israel não atravessou a terra de Edom e isso não aconteceu na prática?

 

Sendo que a Torá é eterna e seus ensinamentos são eternos, eles são válidos em qualquer época e em qualquer lugar, e o fato de essa travessia não ter acontecido na prática mas a ordem ter sido dada, só vem reforçar o fato de essa ordem ter sido dada para nós, aqui e agora!

 

Então vamos mostrar para todos que D’us sempre está cuidando bem de nós e não se esquece de nós nem um único e mínimo instante!

 

 

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A Tradução da Torá pelo próprio Moshe Rabeinu

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A tradução da Torá para setenta idiomas

 

Nossa Parashá nos conta: “E foi no quadragésimo ano, no décimo primeiro mês, no primeiro dia do mês, começou Moshe a explicar esta Torá dizendo…”.

 

Dizem nossos Sábios, como traz Rashi, que Moshe explicou a Torá em setenta línguas diferentes.

 

Porque Moshê precisaria explicar a Torá em setenta idiomas?

 

Rabi Moshe ben Na’hman, o Ramban, nos ensinou que a Torá, as Profecias e todas as Escrituras Sagradas foram ditas na “Língua Santa” que é o idioma Divino no qual D’us falou com Moshe e com os Profetas.

 

Sendo que a Torá é a “Torá de AShem”(D’us), AShem “nos deu Sua Torá “, aparentemente o estudo da Torá deveria ser somente na “língua Divina”, a “Língua Santa”.

 

A definição da categoria da Torá chamada de Torá “escrita” é: Nenhuma letra a menos e nenhuma letra a mais, mas exatamente como foi dada por D’us.

 

E por esse motivo a leitura do Sefer Torá na sinagoga é considerado estudo, e temos que dizer uma Bra’há, uma Benção com nome de AShem, mesmo que o Judeu que está dizendo a Bênção não entende o que está lendo, e muitas vezes não entende nem a tradução da Benção.

 

Talvez por isso poderíamos dizer que a leitura da Torá escrita em qualquer ocasião só poderia ser feita na “língua Santa”, idioma no qual ela foi dada por D’us !

 

E não somente isso, mas até em relação às explicações da Torá, chamadas de “Torá Oral”, mesmo que aparentemente dependem somente do nosso entendimento, e se não entendemos a Torá Oral não cumprimos a Mitzvá de estudá-la, mesmo assim a lei judaica é que “pensamento não é fala” e para cumprir a Mitzvá devemos falar a Torá Oral.

 

E novamente poderíamos pensar que só cumprimos essa Mitzvá falando a Torá Oral na “língua Santa”.

 

E algumas leis que recaem sobre “falar” palavras de Torá são vigentes também em relação a Torá Oral como a proibição de falar palavras da Torá sem roupas e também o fato de não podermos fazer uma Bênção sobre a Torá que vamos pensar mas somente sobre a que vamos falar.

 

Ainda mais, sendo que a “Torá Oral” também é de D’us, poderíamos dizer que a classificação de “Estudo de Torá” só recaísse sobre a Torá Oral quando fosse dita na língua falada por D’us, na língua Santa.

 

Essa foi a ação de Moshe Rabeinu na nossa Parashá.

 

Por meio de ter explicado a Torá em setenta línguas, a partir daí recai o nome “Torá” sobre assuntos de Torá estudados pelo povo de Israel em outras línguas, mesmo não sendo essa a língua que D’us deu a Torá.

 

Fazendo com que recaia sobre ela a classificação de “Torá” a tal ponto que quando falamos assuntos de Torá em outras línguas estamos falando verdadeiras “Palavras da Torá” e se torna proibido falarmos elas antes de dizer a “Bênção da Torá”, e nem precisamos dizer que é proibido falar assuntos de Torá em qualquer idioma se não estivermos vestidos.

 

A iniciativa que teve Moshe na nossa Parashá foi incentivada pela própria Torá que usa algumas palavras nas línguas dos outros povos, como por exemplo “Yegar Sahaduta” , “Totafot” e etc.

 

O Midrash Tanhuma nos conta que até a primeira palavra dos Dez Mandamentos, Ano’hi (Eu) que engloba todos os mandamentos positivos da Torá é uma palavra retirada da língua egípcia antiga.

 

O motivo que essas palavras fazem parte da Torá que é toda de AShem é para que recaia a santidade da Torá sobre essas palavras e por meio disso as línguas dos povos se tornam refinadas para que se possa “repassar” a Torá por meio delas .

 

Isso acontece nos idiomas atuais também.

 

O que a Torá fez em curta escala somente indicando que isso é possível, e Moshe Rabeinu fez em larga escala , traduzindo toda a Torá para setenta línguas, aparentemente foi uma dica para a nossa situação atual.

 

Surgiram novos idiomas, todos derivados daquelas setenta línguas, e nós somos os que estão refinando esses novos idiomas quando repassamos a Torá por meio deles.

 

Na torre de Bavel aconteceu um milagre que deu origem a setenta línguas e delas saíram todos os idiomas que existem hoje.

 

Sabemos que a “Língua Santa” , que por meio dela D’us criou o mundo, foi falada por Adam e Havá (Adão e Eva) e continuou sendo falada por pessoas de cada geração também depois da torre de Bavel.

 

A maior prova disso é que o Povo de Israel que desceu para o Egito não mudou a sua língua que era a mesma desde a criação do mundo.

 

O Tossfot Yom Tov nos conta que o Hebraico antigo, que foi a primeira língua existente no mundo, deu origem ao aramaico, e o aramaico ao árabe.

 

Poderíamos pensar, será que o aramaico, sendo que é um derivado da “Língua Santa” já vem com a santidade do”Idioma Divino”?

 

A Torá nos dá a dica: Está escrito: “Yaakov chamou aquele lugar de “Gal Ed” e Lavan de “Yegar Sahaduta”.

 

Ou seja, tanto os idiomas derivados da “Língua Santa” quanto os derivados das outras línguas são o idioma de “Lavan o Arameu” e precisam ser refinados pela Torá !

 

O motivo que isso teve que ser feito especificamente por Moshe Rabeinu é porque todos os assuntos da Torá foram dados para o povo de Israel por meio de Moshe , “Moshe recebeu a Torá no Sinai”, a tal ponto que disseram nossos Sábios :-“Tudo que um aluno experiente vai inovar já foi dado para Moshe no Sinai”.

 

Por isso também o fato de serem chamados de “Torá” os assuntos de Torá ditos nas setenta línguas teria que ser revelado pelo próprio Moshe Rabeinu.

 

Porque Moshe pediu para o povo de Israel escrever a Torá nas pedras em setenta línguas?

 

Fora o fato de Moshe ter explicado oralmente a Torá em setenta línguas, Moshe e os anciãos de Israel pediram ao povo que no dia em que atravessassem o rio Jordão erguessem pedras grandes e escrevessem nelas todas as palavras desta Torá nessas setenta línguas, cada uma nas suas letras como nos contou o grande Tzadik Rabi Moshe ben Maimon, o Rambam, que a Torá foi escrita naquelas pedras com as letras de cada idioma.

 

Vemos aqui que Moshe Rabeinu conseguiu fazer com que não haja diferença entre traduzir a Torá oralmente para as setenta línguas e escrever ela em setenta línguas.

 

Nos dois casos ela se tornou considerada “Torá” com toda a devida santidade relacionada a ela.

 

Por esse motivo Moshe também teve que traduzir oralmente a Torá e também pedir para que ela fosse escrita na escrita de cada povo.

 

Duas obras distintas, uma para que recaia a santidade da Torá sobre a língua dos povos e a outra para que essa santidade recaia também sobre a escrita dos povos.

 

Ou seja, para que os livros com assuntos de Torá escritos nas letras dos setenta idiomas também sejam chamados de Livros Sagrados, “Sifrei Kodesh”, e devam ser cuidados com o mesmo respeito que damos aos livros escritos na “Língua Santa”.

 

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Os Milagres da Gueulá

Os Milagres da Gueulá

 

O profeta Yeshaiahu (Isaías), descreve a saída do Egito como algo que AShem (D’us) fez com a maior facilidade.

 

Ele traz um exemplo para entendermos o raciocínio desse assunto:

 

As guerras antigas eram feitas por meio de cavaleiros montados em cavalos e o Egito antigo era a superpotência mundial.

 

O profeta Yeshaiahu descreve a revelação Divina no Egito como estando AShem “montado em uma nuvem leve”.

 

Após descrever com que leveza AShem se revelou no Egito, ele descreve que todos os ídolos do Egito se balançaram na frente dele, nos mostrando que AShem não precisa fazer nenhum “esforço” até para destruir o país mais forte do mundo.

 

O Zohar explica que todos os governantes mais poderosos do mundo e também todos os seus povos são considerados nada diante de AShem, como diz o profeta Daniel:

 

“E todos os habitantes da Terra como um nada são considerados”.

 

Mesmo que a nossa saída do Egito tenha acontecido por meio de pragas enormes e de maneira sobrenatural, tudo isso é descrito pelo profeta como um “cavalgar em uma nuvem leve”, mostrando que AShem, não precisa de qualquer esforço para destruir a maior potência mundial.

 

O que motivou AShem a se revelar pessoalmente para destruir o Egito, se ele poderia fazer isso por meio de um Anjo ou por meio de qualquer outro fator?

 

Diz o Zohar que o motivo para isso é que AShem é comparado ao Rei, e nós somos comparados à Rainha.

 

Por isso o Rei fez questão de vir pessoalmente salvar a Rainha, a fim de demonstrar o seu grande amor por ela.

 

Dessa mesma forma, AShem vai se revelar no final do exílio de Edom, o qual é o nosso exílio atual.

 

Mas sendo que o nosso exílio atual foi mais longo do que os anteriores, e o nosso sofrimento foi mais intenso, a honra que o Rei dará para a Rainha dessa vez será muito maior, e a revelação Divina acontecerá com muito mais intensidade.

 

Em nossa redenção final, que já está para acontecer, além de o Rei vir pessoalmente salvar a Rainha em honra a ela, ele também mostrará a sua força ao mundo, porque isso enobrece ainda mais a Rainha.

 

Na redenção da Babilônia, quando as tribos de Yehudá e Beniamin saíram do exílio e construíram o segundo Beit a Mikdash com a autorização do rei da Pérsia, os milagres sobrenaturais não aconteceram.

 

O motivo para isso, foi que aquela redenção não era uma redenção final, sendo que dez Tribos ainda se mantiveram perdidas, e o comportamento do nosso povo naquela época não justificou que grandes milagres fossem feitos, sendo que eles eram uma parte do nosso povo e estavam misturados aos povos locais.

 

Diferente do Egito, onde a redenção naquela época aconteceu para todo o nosso povo, que estava diferenciado dos egípcios, “o povo de Israel entrou no Egito e o povo de Israel saiu do Egito”.

 

Mas no exílio de Edom, nosso exílio atual, AShem quer revelar a Sua honra no mundo, levantar a Rainha definitivamente e tirar dela todos os vestígios de que um dia ela estava exilada.

 

Por esse motivo, o atual estado de Israel não representa nem a nossa redenção final, e nem o começo dela, o local do nosso futuro Beit a Mikdash, é um patrimônio tombado pela Unesco e a Judéia onde estão os túmulos dos nossos patriarcas virou autonomia palestina que os povos do mundo não nos dão o direito de anexar.

 

O “PARTO DA GUEULÁ”.

 

Coitado de quem estiver vivendo na época em que acontecer a nossa redenção final, diz o Zohar. Coitado de quem estiver contra nós, quando acontecer a profecia do profeta Yeshaiahu que diz:

 

“abane o pó, levante-se e sente-se no seu trono Yerushalaim (Jerusalém), tire as correntes que estão prendendo o seu pescoço”.

 

Quem é o Rei e o povo que poderá desafiar AShem nessa hora? Pergunta o Zohar.

 

O Zohar também nos explica que o fato de os ídolos do Egito terem caído frente a mínima revelação Divina, foi devido à anulação lá em cima dos anjos do lado impuro que eram responsáveis pelas forças ocultas da idolatria egípcia fazendo com que elas desaparecessem aqui em baixo.

 

O mesmo acontecerá na nossa Gueulá, só que em uma intensidade infinitamente maior.

 

De todo lugar onde fomos exilados, AShem vai nos tirar, e não só isso, mas também cobrará daqueles povos o mal que fizeram para nós.

 

Aqui vemos que também os descendentes dos judeus, que estão misturados com esses povos, incluindo as dez tribos perdidas, vão ser redimidos, e aqueles povos serão castigados por terem nos maltratado.

 

Da mesma maneira que as gerações que causaram o dilúvio, fizeram a Torre de Bavel e Sodoma e Gomorra, se reencarnaram como o nosso povo no Egito para receber a sua retificação, assim também aqueles povos que nos fizeram o mal, se reencarnarão e eles próprios receberão o castigo que está decretado para eles, sendo que os filhos não pagam pelos pecados dos pais.

 

Os portugueses e espanhóis que viveram na época da inquisição, aqueles próprios ingleses, franceses e alemães que viveram na época das cruzadas, os romanos da época da destruição do segundo Beit a Mikdash, os babilônios da época da destruição do primeiro Beit a Mikdash e os assírios da época da destruição do reino de Israel que era o país das nossas dez Tribos perdidas, eles pessoalmente irão desafiar o Mashia’h e receber o castigo pelo que nos fizeram.

 

Assim como Moshe Rabeinu não precisou de um exército para lutar contra o faraó, o Mashia’h lutará contra esses povos, com muito mais intensidade. Esses povos serão a reencarnação daquelas pessoas que nos fizeram o mal durante todos os nossos mais de 3.800 anos de história.

 

O Zohar dá ênfase no castigo que esses povos vão receber, comparando a nossa redenção final à saída do Egito dizendo:

 

Se até os egípcios que nos receberam entre eles, nos deram a melhor parte do seu país que era a terra de Goshen, e mesmo que nos maltrataram no exílio, não roubaram nossos bens, não roubaram nosso dinheiro e nem a terra que eles nos deram, mas por terem nos maltratado no exílio foram julgados pelo tribunal Divino e receberam todas aquelas pragas.

 

Quanto mais os Assírios, os babilônios e os romanos que vieram nos atacar sem motivo, nos assassinaram, roubaram nossas terras e nossos bens e nos exilaram em todos os cantos do mundo, AShem revelará a Sua honra em sua maior intensidade e o castigo que eles receberão será muito maior do que o que receberam os egípcios antigos.

 

Daqui vemos que os milagres que vão acontecer em breve em nossos dias, serão infinitamente maiores do que aqueles que aconteceram no Egito, como dizem nossos Sábios que os milagres da Gueulá serão chamados de milagres relativos a milagres.

 

Ou seja, imagine o nosso povo atravessando o Mar Vermelho, como se fosse uma coisa óbvia, e Moshe dizer para eles que daqui a pouco vão acontecer milagres.

 

Esses milagres têm que ter uma intensidade tão grande, que na frente deles um milagre sobrenatural não seria chamado de milagre!

 

Por isso diz o profeta Yehezkel que na Gueulá futura, brevemente em nossos dias, AShem (D’us) vai se revelar em tal nível de grandeza que causará o reconhecimento de todo o mundo.

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

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Mensagem da Parashá

Assassinato por falta de reza🌻Assassinato por meio de reza🌻Anulando uma reza assassina

 

Nossa Parashá nos conta que alguém que matou uma pessoa acidentalmente também é chamado de assassino.

 

O  “Assassino sem intenção” não é condenado à morte como o assassino com intenção, mas recebe um castigo de exílio em uma cidade de refúgio que foi feita para esse fim e geralmente era habitada pela tribo de Levi que não tinha terra própria .

 

O castigo dele era ficar lá até o Cohen Gadol (sumo sacerdote) falecer e o versículo diz que “depois da morte do Cohen Gadol o assassino pode voltar à sua terra”.

 

Surge a pergunta:

 

Porque a Torá continua chamando ele de assassino se de acordo com a própria Torá depois da pessoa ter recebido o castigo neste mundo sua transgressão é apagada no tribunal Divino ?

 

No começo ele é chamado de assassino porque a regra da Torá é que coisas boas acontecem por meio de pessoas boas, e coisas ruins por meio de pessoas ruins.

 

O fato de a morte acidental ter acontecido por meio dele justifica o adjetivo assassino.

 

Depois que ele cumpre sua pena, se tornando por meio disso um Tzadik, diz a Torá: “Depois que morrer o Cohen Gadol voltará o assassino para a terra da sua herança”.

 

A linguagem é estranha! Porque a Torá continua chamando ele de assassino mesmo depois de ele ter cumprido sua pena?

 

Assassinato por falta de reza

 

A Guemará em Macot 11b nos conta que o Cohen Gadol na função de sumo sacerdote deveria rezar para que esses acidentes não acontecessem, e o fato de ter acontecido demonstra que o Cohen esqueceu de rezar para isso

 

Assassinato por meio de reza

 

A consequência automática disso é uma reza contrária, o exilado reza para que o Cohen Gadol morra rápido para que ele possa sair do exílio e voltar para a sua família.

 

Por isso ele é chamado novamente de assassino, por ter causado a morte do Cohen Gadol por meio de suas rezas, nos ensinando que uma reza não só que pode salvar alguém mas pode também matar alguém

 

Anulando uma reza assassina

 

A mãe do Cohen Gadol levava para esses exilados roupas e comida para que eles não desejassem o mal da sua família, e esse era o jeito dela de anular essa propensão de reza.

Ou seja, depois que ele recebeu dela roupas e comida, ele só iria desejar o bem dela e dar todas as bênçãos para essa família.

Conclusão : sempre temos que rezar e pedir pelas pessoas próximas a nós para que nada de ruim aconteça por meio delas e também sempre ajudar à quem está ligado à nós para que todos sempre desejem o nosso bem.

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

A força da Tefilá é tanto para cá quanto para lá

 

Nossa Parashá nos conta que alguém que matou uma pessoa acidentalmente também é chamado de assassino.

 

O  “Assassino sem intenção” não é condenado à morte como o assassino com intenção, mas recebe um castigo de exílio em uma cidade de refúgio que foi feita para esse fim e geralmente era habitada pela tribo de Levi que não tinha terra própria .

 

O castigo dele era ficar lá até o Cohen Gadol (sumo sacerdote) falecer e o versículo diz que “depois da morte do Cohen Gadol o assassino pode voltar à sua terra”.

 

Surge a pergunta:

 

Porque a Torá continua chamando ele de assassino se de acordo com a própria Torá depois da pessoa ter recebido o castigo neste mundo sua transgressão é apagada no tribunal Divino ?

 

No começo ele é chamado de assassino porque a regra da Torá é que coisas boas acontecem por meio de pessoas boas, e coisas ruins por meio de pessoas ruins.

 

O fato de a morte acidental ter acontecido por meio dele justifica o adjetivo assassino.

 

Depois que ele cumpre sua pena, se tornando por meio disso um Tzadik, diz a Torá: “Depois que morrer o Cohen Gadol voltará o assassino para a terra da sua herança”.

 

A linguagem é estranha! Porque a Torá continua chamando ele de assassino mesmo depois de ele ter cumprido sua pena?

 

Assassinato por falta de reza

 

A Guemará em Macot 11b nos conta que o Cohen Gadol na função de sumo sacerdote deveria rezar para que esses acidentes não acontecessem, e o fato de ter acontecido demonstra que o Cohen esqueceu de rezar para isso

 

Assassinato por meio de reza

 

A consequência automática disso é uma reza contrária, o exilado reza para que o Cohen Gadol morra rápido para que ele possa sair do exílio e voltar para a sua família.

 

Por isso ele é chamado novamente de assassino, por ter causado a morte do Cohen Gadol por meio de suas rezas, nos ensinando que uma reza não só que pode salvar alguém mas pode também matar alguém

 

Anulando uma reza assassina

 

A mãe do Cohen Gadol levava para esses exilados roupas e comida para que eles não desejassem o mal da sua família, e esse era o jeito dela de anular essa propensão de reza.

 

Ou seja, depois que ele recebeu dela roupas e comida, ele só iria desejar o bem dela e dar todas as bênçãos para essa família.

 

Conclusão : sempre temos que rezar e pedir pelas pessoas próximas a nós para que nada de ruim aconteça por meio delas e também sempre ajudar à quem está ligado à nós para que todos sempre desejem o nosso bem.

 

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

O segredo das 42 Viagens que fazemos nesse mundo

Quarenta e duas viagens

Nosso povo fez quarenta e duas viagens entre a saída da escravidão no Egito e a milagrosa entrada na “Terra Prometida”.

 

O que há por trás das quarenta e duas viagens que nos dá a obrigação de nos lembrarmos delas todos os anos quando lemos Parashat Mass’ei na Torá ?

 

O Baal Shem Tov nos revelou que cada Judeu e Judia tem um itinerário de viagens planejado lá de cima para percorrer durante sua vida.

 

A Torá nos conta sobre quarenta e duas viagens que o povo de Israel teve que fazer entre a saída do Egito e a chegada à terra de Israel.

 

Diz o Baal Shem Tov que o objetivo dessas viagens era para elevar pequenas “Revelações Divinas”, que chamaremos de “Centelhas Divinas”.

 

Quando damos um exemplo sobre a Revelação Divina comparamos ela à uma grande Luz, a Luz infinita de AShem, por isso essas pequenas revelações são comparadas à pequenas centelhas.

 

O objetivo dessas 42 viagens era fazer um “Tikun”, uma “reparação”, um conserto espiritual nesses lugares por onde eles passaram que consistia em elevar essas “Centelhas Divinas”.

 

Em cada lugar eles acamparam, mas ficaram somente o tempo necessário para fazer o “Tikun” e elevar as “Centelhas Divinas” daquele lugar.

 

O Baal Shem Tov diz que cada Judeu e Judia tem um circuito de viagens pré destinadas durante toda a sua vida.

 

Tudo é pré determinado até os pequenos detalhes.

 

Onde vai morar, onde vai trabalhar, para onde vai viajar, onde vai passar uma semana, onde vai passar um ano, onde vai morar mais ou menos tempo.

 

Um detalhe interessante é que tanto no lugar onde o povo de Israel acampou por um só dia quanto no lugar onde eles acamparam por dez anos eles montaram o Mishkan como se fossem ficar lá a vida inteira.

 

Nos ensinando que mesmo sabendo que Mashia’h pode chegar hoje, mesmo assim devemos nos comportar de maneira natural como se tivéssemos que ficar aqui a vida inteira.

 

Nossas viagens

 

Todos nós somos chamados de Sefaradim (Judeus Espanhóis) ou Ashkenazim (Judeus Alemães).

 

Mas nossos avós não vieram da Espanha mas sim de países Árabes.

 

Somos Sefaradim só de nome porque na Espanha já não tem comunidade judaica nos últimos quinhentos anos.

 

E a grande maioria dos Ashkenazim não veio da Alemanha mas sim da Europa oriental.

 

Ou seja, na Síria e no Líbano sabíamos que éramos Sefaradim (espanhóis) e não libaneses.

 

Nenhum de nós pertencia nem mesmo ao próprio país de onde vinha, demonstrando explicitamente a locomoção do nosso povo.

 

Ninguém mais pode voltar para a Síria ou para o Líbano nem para visitar e ninguém vai querer morar na Polônia ou na Romênia que no passado foram comunidades judaicas enormes.

 

Os Judeus que foram expulsos de Recife em 1654 fundaram Nova York e eram chamados de Sefaradim, em 1824 Judeus vindos do Norte da África fundaram a Sinagoga de Belém e também eram chamados de Sefaradim.

 

Todos nós Judeus temos uma aparência Européia ou Árabe mesmo sendo Judeus brasileiros e essa é a marca registrada de que somos turistas em qualquer país onde vivemos, “Trade Travellers”, “Turismo de negócios”.

 

Pensamos que tudo o que fazemos estamos fazendo para nós próprios mas na realidade por trás de tudo está D’us causando nossas mudanças para que possamos elevar essas “Centelhas Divinas” espalhadas pelo mundo.

 

E assim fazemos todos os consertos, ”Tikunim”, que nossa Alma precisa fazer nesse mundo em um limite de viagens pré determinado.

 

Achamos que conseguimos um emprego melhor e subimos na vida, depois vamos para a China comprar mercadoria e voltamos para cá para vender a mercadoria, pensamos que somos espertos e lucramos!

 

Mas simplesmente é D’us que está causando tudo isso para que cada um possa elevar a sua parte do mundo, a parte que está na sua responsabilidade.

 

Por isso que sobre a saída do Egito está escrito que deixamos o Egito como uma armadilha sem isca ou como as fossas oceânicas que não tem peixes.

 

Ou seja, tiramos do Egito a “isca” espiritual que nos atraiu para lá que na verdade eram 210 “Centelhas Divinas” que elevamos lá, e o mesmo estamos fazendo aqui e agora!

 

Comentário do Rav Avraham Biniamini sobre a nossa Parashá:

 

Gostei muito de ler o Dvar Torá da Parashat Matot Massei!

 

Ele foi redigido de maneira espetacular e com certeza vai alcançar seu objetivo de despertar amor à D’us e divulgar a Chassidut (ensinamentos profundos da Torá) e assim aproximar de maneira adequada a vinda do Mashiach e a construção (do Beit Hamikdash) por nós esperada o dia inteiro já fazem dois mil anos.

 

Como introdução peço desculpas, gostaria de fazer uma observação. Somente uma observação de rodapé.

 

Está esclarecido nos livros sagrados que como consequência da “Quebra dos receptáculos, conceito cabalístico que se refere a um fenômeno espiritual acontecido antes da criação do mundo, caíram 288 Nitzutzot, “Centelhas Divinas” nesse nosso mundo material chamado pela Cabala de “o mundo do conserto”.

 

Nos anos da fome, na época em que Yossef era o vice rei do Egito antigo, pessoas de todas as terras trouxeram ao Egito dinheiro, ouro, prata e etc, e com esse dinheiro compraram trigo e mantimentos.

 

E assim, por meio desse dinheiro Yossef o Tzadik reuniu no Egito essas Nitzutzot para que o povo de Israel pudesse elevá-las.

 

E realmente assim aconteceu, a maior parte delas se elevou, como está escrito “e também erev rav”.

 

A palavra “rav” tem o valor numérico de 202 representando 202 Nitzutzot matrizes.

 

Sobraram ainda 86 Nitzutzot cujo valor numérico é equivalente a um dos nomes de D’us, “Elokim”, e também à palavra “natureza”, indicando que esse nome se refere à revelação Divina dentro da natureza, milagres revestidos em assuntos naturais.

 

A pergunta é: como em 210 anos elevaram 202 Nitzutzot e desde lá até hoje se passaram 3330 anos e ainda não terminamos de elevar esses poucos 86 Nitzutzot que sobraram.

 

Está esclarecido nos livros da Torá oculta que depois da saída do Egito, aqueles poucos 86 Nitzutzot se dividiram, e por isso em todos os exílios pelos quais passamos e estamos passando, de uma maneira geral os judeus se locomovem atrás das “partículas” dessas “Centelhas Divinas” em todo o mundo.

 

No começo era na Ásia e no nordeste da África, na continuação foi a Europa e etc etc etc .

 

Nos últimos tempos a tecnologia se desenvolveu e por isso nem sempre precisamos viajar para a China para elevar os Nitzutzot que estão lá mas por meio da importação de produtos “Made in China” facilitam esse assunto para nós judeus, e os Nitzutzot chegam até nós (como chegaram para Yossef no Egito) em forma de roupas, outros produtos e etc.

 

Me despeço com a Brachá de que, como diz o Rebe de Lubavitch, já terminamos o trabalho do refinamento, esse trabalho de elevar os Nitzutzot, terminamos a parte geral obviamente, mas ainda deve ter sobrado para cada um de nós alguma coisinha pequena personalizada para elevarmos, e então imediatamente chega o Mashiach que estamos esperando já há dois mil anos.

 

Com a Brachá de que esses dias vão se transformar em alegrias e mais alegrias e grandes festas.

 

Rabino Avraham David Halevi Biniamini
Petrópolis

🌻🌻🌻🌻

Mensagem da Parashá

A Parashá da Minha Vida 🌻Pin’hás

O ódio Gratuito

No começo da nossa Parashá, AShem (D’us) pediu para fazer uma guerra contra Midian por eles terem abalado a estrutura familiar do nosso povo e causado 24.000 mortes.

Essa guerra aconteceu a mais de 3300 anos atrás. Por qual motivo temos que nos lembrar hoje que vencemos a guerra de Midian?

A Torá tem um lado revelado que chamamos de “corpo da Torá”, e um um lado oculto, “Alma da Torá”. O lado corpo dessa guerra aconteceu a 3300 anos atrás mas o lado alma dela acontece diariamente.

Aqui na nossa Parashá estudamos no lado oculto da Torá o diagnóstico de uma “Klipá” que é uma força negativa que atua no mundo, chamada de klipat Midian.

Essa Klipá é a fonte espiritual do ódio gratuito que causou a destruição do segundo Beit a Mikdash, causou o exílio do nosso povo, e até hoje ela continua no nosso meio.

Então não é por acaso que lemos essa Parashá nessa época em que o Beit a Mikdash foi destruído.

A Torá já tinha nos contado sobre os meraglim, os espiões, que contra a vontade Divina queriam que o povo ficasse no deserto estudando Torá para entrarem na terra de Israel espiritualmente mais bem preparados.

Agora, depois de décadas de estudo, nosso povo se encontra com um exército de mulheres que vem nos seduzir. Como poderiam correr atrás da primeira mulher que vissem depois de estarem quase quarenta anos estudando Torá?

Essa é a consequência da Klipá que se provou resistente aos estudos de Torá , a classe social e a nível espiritual. Todos nós estamos sujeitos a ela, ela é a pior de todas as klipot.
Características da Klipá de Midian

1-Bilam, o feiticeiro, sabia que para D’us a pior coisa é a destruição do conceito familiar, o que acontece por meio de relações ilícitas.

Bilam não tinha motivo justo para aconselhar Balak contra nós, mas era ódio gratuito, porque seu país, Midian, estava longe de nós, e não representávamos um perigo para ele ou para seu povo.

Ele viajou até Moav para dar o conselho mais destrutivo do mundo em relação à nós, sabendo que Moav também não estava em perigo.

Quando essa Klipá nos contagia, nos tornamos dispostos a fazer tudo para destruir. Ela desperta em nós o sentimento de destruição sem limites, sem motivo, ou por um motivo muito pequeno, destruir gratuitamente.

 

Como nos proteger?

Não nos deixando seduzir pela Klipá!

Sempre que sentirmos motivação para entrar em uma briga e queremos destruir totalmente nosso próximo a ponto de desejar até sua inexistência, sabemos que ela despertou em nós.

Nessa hora, imediatamente temos que despertar nosso sistema imunológico espiritual (yetzer a Tov) contra ela e tomarmos a decisão de não brigar, não dar palpites destrutivos e não “colocar lenha na fogueira” seja o que não for.

As jovens de Midian justificaram seu comportamento como causa nobre e espiritual, e até princesas participaram dessa sedução em massa.

Cada uma levou com ela seu deuzinho, o Baal Peor, que foi apresentado como deus politicamente correto que apoiava o prazer e bem estar de seus adoradores, e cuja adoração consistia em fazer as “necessidades” sobre ele, demonstrando que não existe nada proibido no mundo contanto que isso te dê prazer. Ou seja, se você se sente bem brigando com alguém, brigue!

Essa é outra característica dessa Klipá, ela apresenta a destruição por meio de brigas e intrigas como se isso fosse uma causa nobre, politicamente correta e ainda com o apoio divino da idolatria !

 

Como sabemos que isso é Klipá ? Pelas consequências !

 

Por mais nobre e politicamente correta que seja a causa, se a consequência é a destruição, aí a klipá se encontra.

Então vamos abrir mão da legitimidade da briga olhando mais longe, vendo que se continuarmos a briga todos sairemos perdedores.

No começo da briga ou da intriga já devemos mentalizar a paisagem da destruição do pós briga, e do tempo necessário para reparar os prejuízos que ela causará e para curar os ferimentos que ela trará.

Vamos abrir mão dos prazeres descontrolados da briga que a klipá nos oferece, para não morrer na peste espiritual que é a consequência desse tipo de prazer.

No primeiro dia da criação do mundo quando D’us criou a luz ele disse “Ki Tov”(Que bom)

No segundo dia D’us criou a separação, colocando limites entre os oceanos e as nuvens, uma separação extremamente necessária que sem ela não existiríamos, mesmo assim D’us não falou que era bom.

A separação pode ser uma coisa extremamente necessária, mas sendo que é uma separação, está longe de ser uma coisa boa.

O Beit a Mikdash foi destruído por causa de pessoas que estavam com toda a razão, como vemos na história de Kamtza e Bar Kamtza.

Kamtza em aramaico é formiga, e se formiga já é uma coisa pequena, imagine o “bar Kamtza”(o filho da formiga).

Por causa de uma “coisinha pequena” que foi vista como uma briga justa e necessária, causa nobre apoiada até pelo silencio dos rabinos da época, tivemos um verdadeiro holocausto !
 

Não seja “durão” (e nem durona)

A Guemará em Guitim nos conta que um homem rico de Yerushaláim (Jerusalém) fez uma grande festa. Seu amigo se chamava Kamtza e seu inimigo Bar Kamtza.

Ele pediu para seu shamash (“serviços gerais”, faxineiro, geralmente pessoa muito simples) chamar o Kamtza e o faxineiro se atrapalhou e chamou o Bar Kamtza no lugar dele.

O problema já teria que ser arquivado nesta etapa como ”erro de faxineiro”, coisa insignificante. Mas o dono da festa, que seu nome nem aparece na história, se relacionou a isso com a maior gravidade.

Aí a klipá se revela! Ele usou sua autoridade para exigir a retirada do Bar Kamtza de sua festa, e o que seria uma possibilidade de reconciliação entre dois judeus, acabou em uma guerra mundial.

Bar Kamtza foi durão e se recusou a sair, oferecendo pagar pelo que comer e beber. O dono da festa foi durão e não aceitou, e aí a klipá vai crescendo.

Bar Kamtza foi durão novamente e se recusou novamente a sair, oferecendo patrocinar metade da festa. O dono da festa foi durão e não aceitou.

Bar Kamtza foi durão novamente, e se recusou novamente a sair, dessa vez oferecendo patrocinar a festa inteira. O dono da festa foi durão e não aceitou, pegou o Bar Kamtza e o colocou para fora.

Os rabinos que estavam lá foram durões e não fizeram nada para acalmar os ânimos, e a partir dessa etapa a coisa piorou até envolver o império romano. Por causa disso nosso Beit a Mikdash foi destruído e nosso exílio se estende por 2000 anos.

Na hora da briga cada um estava certo e tinha quem o apoiava, nenhum dos lados viu que o final não é a vitória mas sim a destruição de todos.

A única vitória verdadeira é quando nos controlamos e não brigamos, então vencemos e destruímos a klipá de Midian.

Com essa história nossos Sábios nos dão a dica de como vencer a klipá.

Simples: não seja durão! (e nem durona!)

 

Shabat Shalom

Rabino Gloiber
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