Muitas pessoas que escreveram ao Rebe falando sobre seu desespero
receberam uma resposta semelhante a esta:
O desespero é totalmente oposto a tudo aquilo em que acreditamos – em outras palavras, uma negação da realidade.
É negar que existe um D’us que dirige toda a Sua criação e observa cada indivíduo, e assiste cada um naquilo que deve realizar.
Você pergunta: “Como posso ser feliz?” Certo, você não pode controlar a maneira como se sente, mas tem controle sobre o seu pensamento, fala e ação conscientes.
Faça algo simples: Cultive bons pensamentos, fale coisas boas, e comporte-se como uma pessoa alegre – mesmo que por dentro não se sinta totalmente assim. Com o tempo, a alegria interior da alma vai se manifestar.
Onde seus pensamentos estão – é onde você está, você por inteiro. Tente estar sempre em locais bons.
O estado natural do Homem, a maneira em que D’us o criou, é ser feliz. Observe uma criança e você verá.
O intelecto e o entusiasmo são dois mundos: o intelecto, um mundo frio e sereno, e o entusiasmo, um mundo efervescente e impetuoso (impulsivo).
Esta é a avodá, o trabalho Divino do homem: integrá-los para que sejam um.
Nesse momento a impetuosidade se converte em aspiração, e o intelecto torna-se um guia para uma vida de avodá (serviço a D’us) e ação prática.
Apenas com suspiros não seremos salvos.
O suspiro é apenas a chave para abrir o coração e os olhos para não ficarmos de braços cruzados, mas para planejar um trabalho e atividade sistemáticos.
Cada um de nós deve atuar e fazer uma campanha
para fortalecer e divulgar a Torá e o cumprimento das Mitzvót. Há quem consiga fazer isso através da sua escrita; outros, através de sua oratória, e outros com a sua Tzedaká.
O judaísmo despreza a arrogância e dá muito valor à humildade. Ensina o Talmud que o mundo se preserva pelo mérito das pessoas humildes. Portanto, cabe perguntar: se o hametz é um símbolo de arrogância, maldade e idolatria, por que não é proibido o seu consumo o ano inteiro?
Uma das respostas a essa pergunta pode surpreender a muitos. A Torá não proíbe o hametz o ano todo porque o que simboliza – o Instinto do Mal, o Yetzer Ha-Rá, não é, necessariamente, uma coisa ruim.
É o que dá ao homem o livre arbítrio. Se o homem tivesse apenas o Instinto do Bem e não se sentisse tentado a pecar, ele não seria merecedor do poder de escolha entre o certo e o errado.
Se não houvesse escuridão no mundo, não apreciaríamos a luz. O Instinto do Mal é necessário para que a vida do homem tenha significado, pois não podemos viver sem desafios.
A resistência e o esforço resultam em crescimento e progresso. Isso é válido para todas as esferas – a física, a intelectual ou a espiritual. Nesta última, somente se adquire mérito através do esforço.
A vida, segundo os Kabalistas, é um campo de batalha, onde lutam os instintos positivos e os negativos do homem. Não fosse pelo Yetzer Ha-Rá, não haveria luta espiritual e, portanto, nenhuma possibilidade de vitória.
Há outra razão para que o Instinto do Mal – e tudo o que representa – não seja de todo ruim. É o fato de ser o motor que aciona as pessoas. Ao nos levantarmos pela manhã, vamos ao trabalho em busca de prazer, honra e felicidade. Somente um verdadeiro Tzadik, um homem como Moshé Rabenu, vive todos os momentos de sua vida para servir a D’us e cumprir Sua Vontade. A maior parte de nós vive para si próprio ou para aqueles a quem amamos.
O Midrash (Gênesis Rabá) cita um versículo da primeira porção da Torá, que diz o seguinte: “E D’us viu tudo o que fizera, e o achou muito bom: ‘bom’ se refere ao Instinto do Bem, mas ‘muito bom’ se refere ao Instinto do Mal. Por quê? Porque se não fosse pelo Yetzer Ha-Rá, ninguém construiria uma casa, casar-se-ia, teria filhos ou trabalharia”.
Essa passagem do Midrash nos ensina que o Yetzer Ha-Rá é uma criação Divina e serve a um propósito muito bom. Como vimos, é o que faz o homem avançar na vida.
É o que leva o homem a trabalhar com afinco, escolher uma esposa e constituir uma família. Senão, faria apenas o mínimo indispensável para sobreviver.
O Instinto do Mal e suas manifestações – desejo, egoísmo, arrogância e egocentrismo – podem ser ruins e desprezíveis, mas a isso se deve o progresso do mundo.Comemos hametz durante o ano porque temos que aprender a lidar com o Instinto do Mal e usá-lo em nosso benefício. Contudo, o Yetzer Ha-Rá nem sempre é bem vindo. O judeu não pode ter em sua posse quantidade alguma do hametz durante Pessa’h.
Tampouco se podia oferecer hametz no Altar do Tabernáculo nem do Templo Sagrado de Jerusalém. No Altar de D’us, não há lugar para hametz – símbolo do Yetzer Ha-Rá.
Durante Pessa’h, quando recordamos os inúmeros milagres que D’us realizou em nosso benefício – como nos salvou da escravidão e aniquilação e nos escolheu para ser Seu povo amado – não há espaço para arrogância ou orgulho.
Durante o restante do ano, no entanto, bem como em outros lugares que não o Altar, o hametz foi permitido, porque até a Era Messiânica, o homem precisará combater e dominar seu Instinto do Mal, usando-o para realizar coisas grandiosas.
O Baal HaTanya ensinava o seguinte: “Nossos Sábios disseram sobre a arrogância, ‘Amaldiçoado é aquele que a possui, e amaldiçoado é aquele que não a possui’. A arrogância torna o ser humano em um ídolo. Mas sem ela, como podemos mudar o mundo?”.
Ele nos ensinou como solucionar esse enigma: Deixe sua consciência saber que arrogância de nada vale e o poder que D’us colocou em seu coração poderá, então, ser facilmente encontrado.
Em outras palavras, o homem primeiro precisa aprender a ser humilde e modesto como uma Matzá. Quando ele perceber que nada é diante de D’us, ele poderá usar o hametz que tem dentro de si para fazer grandes mudanças no mundo.
Durante a Festa das Matzot, eliminamos o hametz de nossa vida, literal e metaforicamente, e retornamos à nossa Origem Inicial, e assim nos lembramos que nada somos comparados ao Infinito.
Ao término de Pessa’h, retornamos ao mundo, enfrentando-o com firmeza e determinação para executar o propósito para o qual D’us nos enviou a este mundo.
A tradição judaica de espalhar pela casa dez pedacinhos de pão antes da verificação do Hametz é bastante antiga, e o motivo dela é prático
Se não fosse pelos dez pedacinhos, o chefe da família talvez não encontrasse nenhum vestígio de Hametz em sua casa e a bênção que fazemos antes de começar a verificação teria sido em vão.
Mas existe também um motivo cabalístic para espalhar os dez pedaços de pão antes da verificação.
Eles também nos lembram as Dez Pragas do Egito e também representam que no lado espiritual impuro existem dez sefirót que correspondem às Dez Sefirot do lado puro.
Essas sefirot do lado impuro são chamadas de “dez coroas da impureza”, e são simbolizadas pelos dez pedacinhos de pão que buscamos na verificação do hametz para depois queimar.
Na Guemará e na Cabalá, o hametz geralmente é usado como símbolo para o mal.
Rabi Moshe Chaim Luzzatto, o Ramhal, dizia que o Hametz simboliza o Yetzer a-Rá, o instinto do mal que existe dentro de todos os seres humanos exceto daqueles que estão em um nível espiritual completamente elevado que são os Tzadikim.
O Zohar, clássico da Kabalá, compara o hametz à idolatria, com as seguintes palavras: “Aquele que come hametz em Pessa’h se compara a quem faz idolatria ” (Zohar 2: 182).
Alguns comentaristas explicam que o hametz representa o Yetzer Ha-Rá porque, ao contrário da Matzá, ele cresce e incha, simbolizando o orgulho, que é a suprema fonte das forças do mal.
O fato de que o hametz faça outro tipo de massa crescer é análogo à maneira pela qual o mal age sobre as funções da alma da pessoa, arruinando-a, e arruinando a alma das pessoas que estejam ao seu redor.
Como o hametz é um símbolo de arrogância, podemos entender a razão para o Zohar o comparar à idolatria. Porque, o que é a idolatria?
Para o judaísmo, não significa apenas acreditar em mais de um D’us. Significa, também, atribuir poder a qualquer coisa no mundo que não seja a D’us.
A arrogância é uma forma de autoidolatria, porque é a crença de que a pessoa é melhor do que os demais, que sabe mais do que todos, e que não deve nada a ninguém.
A Guemará nos ensina que se há algo que afaste de nós a Presença Divina, esse algo é a arrogância, porque a pessoa arrogante acha que não existe nada acima dela, ou seja, se auto-idolatra. Somente pode haver um único D’us no mundo. D’us aguenta um pecador, mas não alguém que se julgue um deus.
Ninguém personificou a arrogância mais do que o Faraó, o vilão na história de Pessa’h. O rei egípcio, que era idólatra e genocida e desafiava a D’us, proclamava ser uma divindade que havia criado sua própria pessoa.
O oposto do Faraó, o herói de Pessa’h, foi Moshe Rabeinu, que a própria Torá atesta que ele foi o “homem mais humilde que jamais se viu”.
A pureza e a santidade estão associadas à humildade, enquanto que a impureza e a auto idolatria, ou seja, a prepotência, estão associadas à arrogância.
Matzá, o pão da pobreza, que não cresce e não fermenta, simboliza a humildade. O hametz, que fermenta, representa justamente o oposto.
A festa de Pessa’h é uma época para agradecermos, pois se D’us não nos tivesse salvado, nossos antepassados e todas as gerações judaicas subsequentes, incluindo a nossa, ainda seríamos escravos ou teríamos sido exterminados pelo Faraó. O reconhecimento e a gratidão vem da humildade.
Pessa’h é a “Festa da Liberdade” e quem é vitima de seu próprio ego, quem vive para satisfazer seus desejos e seu orgulho, jamais poderá ser realmente livre. Os temas dessa festa, simbolizados pela Matzá, são a antítese do que representa o hametz
Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
www.RabinoGloiber.org
O Brasil tem uma vantagem sobre todos os países. Aqui ninguém limpa a casa sozinha, aqui graças à D’us temos as ajudantes. E mesmo quem não tem ajudante o ano inteiro, quando entra o mês de Nissan a ajudante deixa de ser um luxo do nosso país tão distante, mas se torna uma necessidade básica
E sendo que se tornou um costume de toda a nossa geração vender o Hametz antes de Pessa’h pelo motivo de todos nós termos hametz armazenado no freezer e costumarmos fazer compras em grande quantidade nas grandes redes de supermercados, para todos nós eliminar o hametz antes de Pessa’h é um grande prejuízo e por isso é permitido para todos nós vender o Hametz antes de Pessa’h
E o que ganhamos com isso é que por causa dessa venda podemos confiar na limpeza da ajudante sendo que de qualquer maneira se ela esqueceu de limpar alguma coisa mesmo que intencionalmente, esse hametz deixará de ser nosso por meio da Mehirat Hametz
Vantagens da ajudante sobre nós
1-com certeza ela limpa bem melhor do que você.
2- se você limpar com toda a sua delicadeza, ninguém vai ser louco de pedir para você limpar de novo, mas para ela sim
3- quanto mais dias de trabalho tiver mais feliz ela vai ficar porque assim ela ganha mais, o contrário de você que quanto mais trabalho tiver mais você se desgasta
Em outras palavras, deixe a ajudante limpar mas não deixe de supervisionar a limpeza dela, você é a “mashguichá” da limpeza de Pessa’h da sua ajudante
Não esqueça de limpar o escritório e o carro, atenção especial para os bolsos das roupas especialmente das crianças, bainhas de calças, punhos de roupas
ASPIRADOR DE PÓ:
o saco descartável deve ser removido antes de Pessa’h e a caixa limpa, caso o saco do aspirador não seja descartável ele deve ser lavado.
Rações
Venda a ração e o animal de estimação no preenchimento do formulário da venda do Hametz e peça para alguém que não é judeu vir para a sua casa em Pessa’h dar a ração do não judeu para o animal de estimação do não judeu. Depois de Pêssa’h o Rabino compra automaticamente o animal e a ração de volta para você
Quartos
Estrados da cama, em baixo do colchão, encostos das camas, passar lustra móvel nos armários dentro e fora.
Lavar colchas e edredons, travesseiros colocar para ventilar ou lavar.
Aspirar e lavar bem o piso, não esquecendo das frestas
Armários de roupas
Tirar tudo dos armários, limpar os armários por dentro e aproveitar para separar o que é para doar do que volta para dentro
Sala
Tampos de mesas com vidro removíveis devem ser retirados e limpos. Nas bordas e cavidades da mesa onde foi retirado o tampo, retirar a sujeira que ficou impregnada…talvez de hamêts.
Aspirar e limpar poltronas e sofás;
Não esqueça de limpar as capas dos livros e a estante da sala porque os livros vão da mesa para a estante e da estante para a mesa levando o hametz com eles
Banheiros
Separar todo o material de higiene em uma prateleira ou armário que não será usado durante Pessa’h reservando lugar limpo para os produtos de higiene da lista Casher para Pessa’h (shampoos, sabonetes, escovas de dente novas e pasta de dente, bem como cosméticos que fazem parte da lista).
Sacudir os bolsos de mochilas, bolsas, pastas etc., removendo todos os resíduos
Cozinha
FOGÃO
Se possível, devem ser trocadas as grelhas. Caso contrário, devem ser aquecidas até ficarem incandescentes. A mesa do fogão deve ser limpa e casherizada posteriormente derramando sobre ela água fervente e passando uma pedra ou ferro em brasa para que a água continue fervendo.
Após este procedimento, sugere-se cobrir a parte de cima do fogão com folha de alumínio. Se a parte de cima do fogão for esmaltada, deve ser bem limpa e depois coberta com uma folha de alumínio grossa ou chapa.
As bocas devem ser bem limpas e depois o fogo é aceso no máximo para eliminar resíduos de hamêts.
Os botões do gás devem ser retirados e limpos (há quem costume cobri-los com contact ou folha de alumínio)
FOGÃO ELÉTRICO
Deve ser aceso no máximo até a chapa avermelhar. Sobre a parte de cima restante joga-se água fervendo, passando na água uma pedra ou ferro incandescente
FORNO
As grades devem ser aquecidas até ficarem incandescentes. O forno deve ser bem limpo com um produto especial que remova toda a gordura. Em seguida, deve ser aquecido na temperatura máxima durante duas horas. Se possível, as paredes internas devem ser revestidas, bem como o teto, o chão, a parede interna da porta com folhas de alumínio grossa
FORNO AUTOLIMPANTE
Há dois tipos de autolimpante: aquele que chega até cerca de 500ºC se casheriza automaticamente, ao ser limpo na temperatura máxima até o final do ciclo. Porém, o forno que não chega a esta temperatura deve seguir a limpeza do forno normal
FORNO DE MICROONDAS
Deve ser limpo internamente com produto de limpeza e ficar 24 horas sem uso. Em seguida, coloca-se um recipiente não usado nas últimas 24 horas com água limpa, deixando o forno ligado até formar bastante vapor.
Se possível, este processo deve ser feito três vezes, enchendo o recipiente sempre com água fria. Depois disso, o interior deve ser limpo. Se possível, deve ser trocado o prato de vidro ou coberto com isopor ou plástico grosso. De preferência, ao usar este forno para cozinhar, é prudente cobrir por completo os alimentos
PIA
Cubas de porcelana, cerâmica ou esmaltadas não podem ser casherizadas. Neste caso, devem ser limpas e cobertas por todos os lados , podem ser usadas folhas de EVA que podem ser compradas em qualquer papelaria, ou qualquer material grosso plastificado ou emborrachado, o importante e que seja impermeável
Cubas de metal, mármore ou granito podem ser casherizadas. Para tanto a pia não deve ser usada com alimentos quentes por 24 horas antes da casherização e deve ser meticulosamente limpa.
É jogado no ralo um produto desentupidor para destruir qualquer vestígio de hamêts.
Em seguida, seca-se a pia.
Posteriormente, é despejada água fervente de uma chaleira ou panela nova, ainda borbulhando, atingindo todos os cantos da cuba, balcão, torneiras, ralos, etc.
Enquanto a água é despejada, deve-se passar sobre a pia uma pedra ou ferro incandescente para fazer a água borbulhar.
É costume forrar a pia mesmo após a casherização (por todos os lados , podem ser usadas folhas de EVA que podem ser compradas em qualquer papelaria, ou qualquer material grosso plastificado ou emborrachado, o importante e que seja impermeável.)
LIQUIDIFICADOR, BATEDEIRA, MULTIPROCESSADOR
A máquina deve ser bem limpa e, de preferência, envolvida em papel alumínio. Um novo copo, novas faquinhas para o multiprocessador e liquidificador, e novas pás e tigelas para a batedeira devem ser compradas
GELADEIRA E FREEZER
Devem ser descongeladas e limpas as paredes internas, prateleiras e gavetas com um pano úmido e produtos de limpeza;
na borracha da porta, deve ser usada uma escovinha também para melhor limpeza de resíduos infiltrados.
Há o costume de cobrir as prateleiras com borracha, plástico ou alumínio para o uso de Pessa’h
ARMÁRIOS da cozinha
Devem ser bem limpos e forrados
MESAS E BALCÕES
Se possível, água fervente deve ser jogada à semelhança da pia; caso possa estragar a mesa, deve ser limpa e forrada. Basta limpar bem a mesa da sala, sobre a qual não se coloca nada quente com perigo de estragá-la, e cobri-la com uma toalha.
A mesinha do cadeirão das crianças também deve ser casherizada. Pode ser coberta com papel contac
TOALHAS DE MESA (MENOS AS DE PLÁSTICO) E GUARDANAPOS
De preferência devem ser reservados para uso exclusivo de Pessa’h. Se não for possível, as bordas devem ser escovadas para retirar possíveis resíduos de hamêts, e as toalhas lavadas com água quente, sem engomar
UTENSÍLIOS
Os utensílios que usamos durante todo o ano para hamêts não devem ser utilizados desde a véspera de Pessa’h, até finalizada a Festa; Deve-se lava-los bem, e guarda-los em lugar bem fechado.
Hoje em dia está ao alcance de quase todos ter louça especial para Pessa’h.Entretanto, para aqueles que não é possível, poderão usar a vasilha normal depois do processo da Hagalá, excepto os utensílios de porcelana ou cerâmica que não são susceptíveis de hagalá.
Devido a que são múltiplos os casos e os detalhes, assim como os costumes sobre este procedimento, aconselhamos consultar o rabino da sua comunidade. Se você não puder ter novos utensílios para Pessa’h, aconselhamos usar utensílios DESCARTÁVEIS
A Eliminação do Hametz
Como vimos anteriormente, começando na manhã da véspera de Pessa’h e se estendendo até o término desta festa de oito dias (sete em Israel), é proibido comer, possuir ou mesmo se beneficiar de qualquer quantidade de Hametz.
Apesar da palavra ser comumente traduzida como “fermento” ou “levedura”, o termo Hametz possui uma definição bem mais precisa.
Significa trigo, aveia, cevada, trigo espelta e centeio que permaneceram úmidos por 18 minutos ou mais – tempo suficiente para que se inicie o processo de fermentação e tudo o que deriva disso
Mehirat Hametz, a venda do Hametz
Alguns dias antes de Pessa’h, vendemos nosso Hametz a um não judeu.
A maneira mais simples de realizar essa venda é preenchendo um contrato de venda que é enviado à um rabino, que intermedia tanto a venda a um não judeu na manhã antes do início de Pessa’h, quanto a recompra, ao anoitecer do término dos oito dias de Pessa’h.
Isso também pode ser feito pelo internet, mas tenha o máximo cuidado de vender o seu Hametz em um site de um rabinato que se encontra no seu fuso horário
Porque se você vende ele em um fuso horário diferente ele será vendido ou comprado de volta pelo Rabino em um horário que a proibição de possuí-lo recai sobre você causando um verdadeiro desastre acesse à esse site e venda o hametz de acordo com o fuso horário da sua cidade
O Contrato de Venda de hametz permite a guarda dele, na sua casa pois esses alimentos deixam de pertencer a você, passando a ser propriedade do não judeu que os adquiriu.
Esse contrato não é, como muitos poderiam pensar, apenas um estratagema para burlar as leis da Torá , porque aquele não judeu que compra o seu Hametz pode, se assim quiser, ficar de posse daquilo que comprou, e eu me lembro que isso quase aconteceu uma vez no Brasil há mais de quarenta anos atrás. Quando você vende o seu Hametz tem que estar ciente de que não se trata de uma venda de “faz-de-conta”
Um hametz que chegou a um nível de decomposição que um cachorro está disposto a passar fome mas não comê-lo, recebe pela lei judaica o status de nifssal me’ahilat kelev, deixa de ser um hametz proibido em Pessah e pode ser utilizado.
Sendo que o batom não seria comido por um cachorro mesmo que ele estivesse com muita fome, mesmo se esse batom contém hamets ele pode ser usado em Pessah nos dias em que uma mulher pode colocar batom.
Ou seja, não se pode colocar batom no próprio dia de Yom Tov ou Shabat por que entre os trabalhos proibidos nos dias de Shabat e Yom Tov está o de colorir.
Mesmo que o batom não seria comido por um cachorro e portanto seria considerado pela lei judaica como hametz não comestível que seu uso é permitido em Pessa’h, a maioria das mulheres judias religiosas não usam batom em Pessa’h a não ser que ele apareça em uma lista de produtos liberados para Pessa’h.
Creme dental e bochecho contêm sorbitol e outros ingredientes que podem ser derivados de hamets.
Embora pela lei judaica esses itens são permitidos para utilização, sendo que que são nifsal me’ahilat kelev, é melhor não usá-los sendo que eles são usados via oral.
Historicamente, temos o costume de seguir as opiniões mais rigorosas em tudo o que é relacionado a Pêssa’h.
Nosso costume é não usar coisas que possam conter hamets, mesmo quando eles são claramente nifsal me’ahilat kelev.
Ninguém deve se abster de tomar qualquer medicação necessária mesmo se ela contém hamets, sem antes consultar o seu médico e Rav.
Todos os medicamentos para doença cardíaca, diabetes, pressão arterial elevada, doença renal e depressão podem ser tomados em Pessa’h.
HOLÊ SHEYESH BO SAKANÁ
(doente em perigo de vida)
Se alguém está em perigo de vida ou ter risco de ficar em perigo de vida, deve tomar qualquer remédio, mesmo que contenha hamets, a não ser que haja disponível um remédio sem hamets, que seja igualmente eficaz e possa ser adquirido imediatamente.
Isto é válido indiferentemente do tipo do medicamento. Ou seja: comprimidos, drágeas, cápsulas, pastilhas mastigáveis e líquidos. Se facilmente disponíveis, é preferível tomar comprimidos ou drágeas.
Pessoas em condições de sakaná, perigo de vida, não devem trocar as medicações, mas devem continuar regularmente com as suas prescrições, contenham ou não hametz, a menos que um médico aconselhe de outra forma.
HOLÊ SHE’EIN BO SAKANÁ
(doente que não está em perigo de vida)
Alguém cuja vida não está em perigo. Isto inclui quem está acamado, ou é perceptível seu funcionamento abaixo do padrão devido à dor ou doença, ou tem uma febre que não é potencialmente fatal, pode tomar qualquer comprimido, cápsula ou drágea independentemente se ela contém hamets, a menos que há disponível um mesmo medicamento eficaz que não contenha hametz.
No entanto, se possível, uma pessoa só deve utilizar medicamentos que não contêm hametz.
No caso em que não há perigo de vida, todas as pastilhas para mastigar e medicamentos líquidos só podem ser utilizados, se eles aparecerem na lista de aprovados para Pessah ou se puder determinar que eles não sejam hametz.
BARÍ (saudável) ou MIHUSH (ligeiro desconforto)
Aquele que está sentindo um ligeiro desconforto como ligeiras dores articulares ou corrimento nasal, ou que esteja em bom estado de saúde mas não se sente bem, pode tomar apenas produtos encontrados na lista de aprovados para Pessah.
Se uma pessoa precisa mastigar uma pastilha ou tomar uma medicação líquida para um pequeno desconforto, poderá tomá-la apenas se esta aparece na lista.
Na maioria dos casos, as informações recolhidas para a lista não são baseadas em uma inspeção de mashguiah às instalações, mas sim em informações fornecidas pelo fabricante.
Vitaminas não entram na classificação de remédios mas são classificadas como alimentos e necessitam de selinho Kasher LePessach ou estar em uma lista de produtos liberados para Pessah sem o selinho
Rabino Gloiber
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Os primeiros dois dias de Pessa’h são chamados de Yom Tov
O primeiro dia de Pessa’h começa no anoitecer de quarta-feira, 1 de Abril de 2026
O segundo dia de Pessa’h começa no anoitecer de quinta-feira, 2 de Abril de 2026 seguido pelo Shabat
(Esse ano o Shabat Hol a Moed Pessa’h vem imediatamente após o Yom Tov, e por isso fazemos o Eruv Tavshilim na quarta-feira dia 1 de abril para podermos cozinhar para Shabat no segundo dia de Yom Tov)
Domingo, 5 de Abril, segunda-feira 6 de abril e terça-feira , 7 de abril são os dias de Hol a Moed.
Ao pôr do sol de terça-feira dia 7 de abril começa o Yom Tov do sétimo dia de Pessa’h que continua durante a quarta-feira dia 8 de abril até o anoitecer.
Esse dia é chamado de “Shevií Shel Pessa’h” que é seguido pelo oitavo dia de Pessa’h chamado de “Aharon Shel Pessa’h”.
O oitavo e último dia de Pessa’h, “Aharon Shel Pessa’h” começa ao anoitecer de quarta-feira dia 8 de abril e termina somente ao anoitecer de quinta-feira dia 9 de abril de 2026.
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Jejum dos Primogênitos
Nossa tradição como Hassidim é de liberar esse jejum por meio de um Sium, de um término de estudos de um tratado de Guemará (tratado Talmúdico) ou em último recurso por meio de um Sium de Mishná como o Pirkei Avot
Por exemplo:
Ler o Pirquei Avot inteiro e deixar a última Mishná para ler na manhã do jejum dos primogênitos.
Sendo que quando se faz um “Sium Masse’het” somos obrigados a comer uma “Seudat Mitzvá”, uma refeição de Mitzvá que se costuma fazer sempre que é feito um Sium Masse’het, essa Seudat Mitzvá libera os primogênitos que participam dela de fazer esse jejum.
Esse é o nosso costume de sempre e por isso nunca fazemos o jejum dos primogênitos
O que é permitido e o que é proibido
fazer em Yom Tov
No Yom Tov é permitido transportar objetos que não são “Muktze” do recinto privado para o recinto público e vice versa, e também podemos carregar em via públicas
É permitido cozinhar para as refeições daquele dia especificamente
Portanto, é permitido passar o fogo, a partir de uma uma chama pré-existente, como a de uma vela de um, dois ou sete dias, por exemplo.
É permitido passar o fogo da chama pré existente por meio de um espetinho de madeira para acender as velas de Yom Tov, mas é proibido apagar esse espetinho depois.
Ou seja, acender fogo no Yom Tov é proibido, apagar fogo no Yom Tov é proibido, mas passar o fogo de uma vela para a outra ou para o fogão a gás para cozinhar a comida do Yom Tov é permitido
Aumentar o fogo é permitido mas abaixar o fogo é considerado apagar o fogo parcialmente o que também é proibido pela Torá
Os dias 15, 16, 17 e 18 Abril com certas restrições.
Em Pessa’h comemoramos a libertação do nosso povo da escravidão no Egito
Durante os oito dias dessa festa é proibido consumir e possuir “Hametz”
O que é “Hametz”?
A palavra “Hametz” significa todos os alimentos derivados de trigo, aveia, centeio, cevada e espelta que ficaram úmidos por mais de dezoito minutos se tornando dessa forma fermentados de acordo com a Torá.
Alimentos fermentados que não são derivados desses cinco cereais não são “Hametz”
Lá vão algumas dicas para você sobreviver com muito amor e carinho a festa de Pessach 5786 que está comemorando 3338 anos da saída do Egito.Manual de sobrevivência de Pessach :
e dê a sua permissão aos rabinos para venderem o seu hametz.
Lembre-se que a partir da hora que o rabino vende o seu hametz o hametz perdido em casa que não for encontrado já não será mais seu em Pessa’h, e mesmo se for encontrado em Pessa’h não tem problema porque ele está vendido e não é mais seu.
Mas não se esqueça de avisar as crianças para não comerem nada que for encontrado em Pessa’h sem mostrar para a mamãe.
Então , não perca a paciência com as crianças e dê à eles todo o amor e carinho para eles associarem os preparativos de Pessa’h às boas lembranças da infância.
2-Não deixe a cozinha para última hora:
O principal da limpeza para Pessach é a cozinha.
Os rabinos de Israel costumam dizer : “pó não é hametz e as crianças não são korban Pessach” .
Ou seja, você não tem que se desgastar onde não precisa e depois despejar a sua fúria em cima das crianças .
Vale a pena adiantar algumas coisas para não entrar em pânico de última hora, como por exemplo , se você tem o freezer da geladeira e outro freezer a parte, passe as coisas do freezer da geladeira para o outro freezer e já deixe o freezer de geladeira limpo para Pessach.
3- Armários:
Há treze anos atrás minha esposa estava internada no hospital antes de Pessa’h e eu fiquei responsável por limpar a casa com a ajuda de uma nova ajudante não judia que nunca tinha visto uma limpeza de Pessa’h na vida.
Entramos no primeiro quarto. Antes de ir para o hospital minha esposa tinha deixado o quarto limpo e arrumado e a ajudante não tinha entendido o que mais precisava limpar.
Eu expliquei para ela que precisamos limpar o quarto para Pessa’h.
Mas o que vem a ser isso? Simples! Tirei absolutamente tudo que tinha nos armários , coloquei em cima das camas e pedi para ela limpar o armário por dentro e colocar de volta somente todas as coisas que não são comestíveis, e qualquer coisa comestível encontrada levar para a cozinha.
Avisei antecipadamente que para Pessach a gente dá um bônus, sendo que o trabalho é mais difícil.
Por incrível que pareça havia lá doces hametz que escondemos e esquecemos que tínhamos escondido!
Mas também se você não fizer dessa maneira mas só limpar os armários de maneira genérica e verificar bolsos e bolsas já é o suficiente, principalmente pelo fato de você ter autorizado o rabino à vender o seu chametz.
4- Carro: dá para adiantar isso também e lavar o carro muito bem lavado , principalmente por estarmos fazendo as compras de Pessa’h e levando nele.
5- Compras para Pessa’h:
Não se esqueça de comprar roupas novas para a sua esposa e filhos porque isso faz parte da Mitzvá do Yom Tov de Pessa’h , também devemos comprar uma (pode ser semi) jóia para a esposa.
Hoje que a variedade é grande é melhor dar o dinheiro para ela comprar para ela poder escolher o que ela prefere.
E o principal, os alimentos , que podem ser comprados de acordo com os produtos liberados na lista que se encontra anexa nos sites
As carnes podem ser encomendadas no site do Livenn www.livenn.com.br
Mesmo os estabelecimentos Casher estarão vendendo produtos Casher Lepessach e também não Casher Lepessach. Quando você faz as compras de Pessach verifique se o produto que você está comprando é Casher Lepessach especificamente.
6-Trabalho:
Você tem seu próprio negócio? O hametz dos seus colaboradores não é seu. Mesmo assim encaminhe esta página para os seus colaboradores judeus e peça para eles entrarem no site de venda do hametz e autorizarem o rabino à vender o hametz deles .
Se você é o dono do seu próprio negócio a Bedikat hametz (verificação do hametz) tem que ser feita no negócio também
O importante é fazer tudo com alegria e tranquilidade lembrando à todos à sua volta que Pessa’h é uma festa e não um pesadelo.
Moshe Rabeinu foi o que recebeu a Torá diretamente de AShem , falou com D’us “face a face” .
Mas Moshe Rabeinu, mesmo tendo toda essa grandeza, a Torá testemunha sobre ele que ele era o mais humilde de todas as pessoas do mundo.
Moshe Rabeinu era filho de Amram , o líder da geração, D’us se revelou para ele na ocasião do “arbusto incandescente”, D’us o chamou para subir ao monte Sinai, etc etc etc , e com tudo isso como ele conseguiu se manter humilde?
Moshe imaginou que qualquer outra pessoa que estivesse nessas mesmas circunstâncias que ele estava e tivesse tido essas mesmas oportunidades que ele teve teria feito muito melhor do que ele, chegaria à níveis muito mais elevados e aproveitaria essas dádivas Divinas de uma maneira muito melhor.
Temos que usar esse raciocínio de Moshe Rabeinu para nós também.
A festa de Pessa’h vem nos ensinar exatamente isso.
A Matzá é um pão que não fermentou e vem simbolizar a humildade.
O hametz é um pão fermentado, um pão que “estufou” e representa a arrogância.
A verificação do hametz vem nos ensinar que devemos verificar todas as nossas atitudes para ver se alguma delas não contém um pouquinho de “arrogância estufada” e tirar totalmente a prepotência da nossa personalidade!
Os próprios preparativos de Pessa’h são um grande treino para se chegar à humildade.
A gravidade de se comer hametz em Pessa’h (comer hametz em Pessa’h é uma transgressão a nível de “caret” com todas as suas consequências) e os rigores de Pessa’h que não se encontram em nenhuma outra festa judaica, colocam muitos de nós em um estado de “Pessa’h-fobia” com acréscimo de traumas acumulados das festas de Pessa’h anteriores.
E depois de limpar a casa inteira ainda é capaz que uma criança corra atrás da outra para os quartos limpos com um pacote de biscoitos na mão esfarelando tudo no meio do caminho deixando os nervos dos pais à flor da pele.
Nessa hora devemos despertar o aspecto “Moshe Rabeinu” da nossa alma e manter a alegria em todos os instantes.
Nossa Parashá começa com a palavra Vaykrá que quer dizer “e chamou”, fazendo com que essa palavra se torne tanto o nome da nossa Parashá quanto o nome desse nosso terceiro livro do Humash, dos cinco livros de Moisés..
Algumas letras no Sefer Torá tem que ser escritas obrigatoriamente maiores do que o normal e algumas são escritas obrigatoriamente pequenas.
Uma dessas letras aparece na nossa Parashá, uma letra “Alef” pequena que é a última letra da palavra Vaykrá.
Quando o terceiro Rebe de Lubavitch era uma criança e fez três aninhos de idade , seu avô , o “Baal a Tanya” o levou ao “heider” (escolinha de meninos) pediu para o “Melamed” (professor dos meninos) estudar com ele, como é o costume a primeira parte da nossa Parashat Vaykrá .
Depois de estudarem , a criança perguntou ao avô :- Porque a letra “Alef” da palavra Vaykrá é pequena?
A pergunta da criança despertou no Baal a Tanya um profundo entusiasmo de devoção , e depois de alguns instantes explicou :
– A Torá tem letras normais, tem letras pequenas como essa da nossa Parashá e letras grandes como a letra “Alef” da palavra “Adam” no Divrei a Yamim.
Tanto o Adam do “Alef” grande, quanto Moshe Rabeinu do “Alef” pequeno foram pessoas únicas, pessoas que não existiram igual a elas.
Adam foi criado pessoalmente por D’us e dele saiu toda a humanidade. Moshe Rabeinu foi quem recebeu a Torá diretamente de AShem , falou com D’us “face a face”.
Mas Moshe Rabeinu , mesmo tendo toda essa grandeza, a Torá testemunha sobre ele que ele era o mais humilde de todas as pessoas do mundo.
Moshe Rabeinu era filho de Amram , o líder da geração, D’us se revelou para ele na ocasião do “arbusto incandescente”, D’us o chamou para subir ao monte Sinai, etc etc etc , e como com tudo isso como ele conseguiu se manter humilde?
Moshe imaginou que qualquer outra pessoa que estivesse nessas mesmas circunstâncias que ele estava e tivesse tido essas mesmas oportunidades que ele teve teria feito muito melhor do que ele, chegaria à níveis muito mais elevados e aproveitaria essas dádivas Divinas de uma maneira muito melhor.
Por isso , nesse versículo que está expressando o carinho que D’us tinha por Moshe, “e chamou Moshe”, a letra Alef é pequena mostrando a humildade de Moshe Rabeinu.
Temos que aprender com Moshe Rabeinu e usar esse raciocínio para nós também!
Uma incrível ligação entre a nossa Parashá e a festa de Pessa’h vem nos ensinar exatamente isso.
A Matzá é um pão que não fermentou e vem simbolizar a humildade. O hametz é um pão fermentado, um pão que “estufou” e representa a arrogância.
A verificação do hametz vem nos ensinar que devemos sempre verificar todas as nossas atitudes para ver se alguma delas não contém um pouquinho de “arrogância estufada”, e tirar totalmente a prepotência da nossa personalidade!
Os próprios preparativos de Pessa’h são um grande treino para se chegar à humildade. A gravidade de se comer hametz em Pessa’h (comer hametz em Pessa’h é uma transgressão a nível de “caret” com todas as suas consequências), e os rigores de Pessa’h que não se encontram em nenhuma outra festa judaica, colocam muitos de nós em um estado de “Pessa’h-fobia” com acréscimo de traumas acumulados de Pessa’h anteriores
E depois de limpar a casa inteira ainda é capaz que uma criança corra atrás da outra para os quartos limpos, com um sanduíche na mão, esfarelando no meio do caminho deixando os nervos dos pais à flor da pele.
Nessa hora devemos despertar o aspecto “Moshe Rabeinu” da nossa alma e manter a alegria em todos os instantes.