A Parashá da Minha Vida 🌻 Shemini

A Parashá da Minha Vida

Por Rabino Gloiber

Nossa Parashá nos conta sobre animais puros e animais impuros.

O versículo usa a expressão  e esta é a “hayá” que vocês vão comer dentre todos os animais na face da terra
 
Sendo que imediatamente após isso a Torá nos traz os sinais de todos os animais puros que existem sobre a face da terra e “hayá” que significa animal silvestre é somente uma subdivisão dentro dessa categoria

Porque a Torá não usou desde o começo o termo “behemá” que é o termo genérico para animais, mas começou com a subdivisão “hayá” que nesse caso é aparentemente totalmente  desnecessária
 
Rashi nos conta que a Torá fez questão de usar esse termo por ele significar também palavra “viva”, nos indicando que AShem te proibiu de comer certas coisas para que você viva
 
O Midrash nos traz sobre isso o exemplo de um médico que visitou dois pacientes. Depois de verificar o primeiro paciente o médico disse à sua família que eles podem dar para ele comer tudo o que ele quiser

Depois de verificar o segundo paciente, o médico fez uma lista do que é permitido para ele comer e o que é proibido
 
 Aparentemente poderíamos pensar que o primeiro paciente estava em uma situação muito melhor do que o segundo, mas quando perguntaram isso para o médico todos ficaram espantados em saber que era exatamente o contrário
 
O primeiro paciente, disse o médico, já estava para morrer e não havia como curá-lo, então porque privá-lo de comer algo

Mas o segundo tem a possibilidade de se curar, por isso indiquei para ele o que ele deve comer e do que deve se abster para ficar totalmente saudável
 
E esse é o motivo, diz o Midrash, que o versículo usa a palavra “hayá” que significa animal selvagem mas que também significa viva, no lugar da palavra mais correta para esse caso que seria “behemá”,animal

Nos indicando que os mandamentos Divinos foram feitos para nos dar vida

Então, vamos cuidar bem de nós próprios e comer somente o que a Torá nos permitiu

Aprendendo com Moshe Rabeinu como dar uma aula prática

A linguagem que a Torá usa sempre que Moshe fala sobre um animal puro ou impuro é:  esta

Daqui aprendemos que quando Moshe falava o nome do animal, da ave ou do peixe, aquela criatura aparecia milagrosamente na frente dele. Ele a mostrava para o povo e dizia : “essa vocês vão comer” ou “essa vocês não vão comer
O que é uma espécie de acordo com a Torá

Antes do dilúvio, vieram para a Arca de Noé pelo menos um casal de cada animal daqueles que não tinham se corrompido

Entre a criação do mundo e a Arca de Noé muitas espécies diferentes de animais se cruzaram entre si dando origem à novas espécies que não entraram na Arca
 
Depois do dilúvio, AShem (D’us) pediu para Noa’h (Noé) deixar os animais saírem da Arca, e nessa ocasião AShem deu para eles a bênção de se multiplicarem sobre a Terra

Essa benção fez com que espécies corrompidas não tivessem mais continuidade como tinham antes do dilúvio
 
As espécies de animais que estavam na Arca receberam essa bênção, mas uma nova espécie que surge como consequência do cruzamento de duas espécies diferentes não herda essa benção, sendo que essa nova espécie não é nem a espécie da mãe e nem a espécie do pai mas sim uma nova espécie
 
E sendo que essa nova espécie não existia na Arca de Noé e portanto não recebeu a benção de se multiplicar , ela não se multiplica

E por esse motivo, ou ela não tem filhotes , ou ela tem filhotes não férteis, como é o caso da mula que é o cruzamento do cavalo com a jumenta

Quatro espécies impuras por terem somente um sinal de pureza

Para um animal ser considerado pela Torá um animal puro, ele tem que ser ruminante e ter o casco fendido por cima e por baixo

A Torá nos traz quatro espécies de animais que tem somente um sinal de pureza, e determina que eles são impuros por terem somente um sinal de pureza

Imediatamente após nos trazer os dois sinais de pureza que são a condição para que possamos comer aquele animal ou usar o seu leite, a Torá nos conta sobre quatro espécies de animais que tem somente um desses sinais, e por isso eles são animais impuros e não podemos comê-los

:Essas quatro espécies são
 
O “shafan”, que é ruminante mas não tem pata fendida
 
A “arnevet” que é ruminante mas não tem pata fendida
 
O “Gamal” (camelo) que é ruminante mas não tem pata fendida (a pata dele é fendida só por cima mas não é fendida por baixo
 
E o “Hazir” (porco) que tem a pata fendida mas não é ruminante
 
De acordo com o Shul’han Aru’h que é o código da legislação judaica, o motivo que a Torá nos conta sobre essas quatro espécies de animais que tem um só sinal de pureza é para caso encontrarmos no meio do deserto um animal ruminante com as patas cortadas sabermos se ele é um animal puro ou impuro
 
Ou seja, a regra é de que todo animal que rumina tem a pata fendida em cima e em baixo, e a exceção de regra nesse caso são somente as espécies chamadas de Gamal, Shafan e Arnevet
que ruminam mas não tem pata fendida em cima e em baixo

Conhecendo essas três espécies e sabendo que o animal que
você encontrou não pertence à uma delas, você sabe que ele é um animal puro
 
Sendo que a Torá determina que somente essas três espécies ruminam mas não tem pata fendida, a Torá está te dizendo que todos os ruminantes que não pertencem à essas três espécies tem a pata fendida
 
O mesmo acontece com o porco. A regra é de que todo animal que tem pata fendida por cima e por baixo também rumina, fora a espécie chamada de Hazir (porco)

Ou seja, tanto o porco quanto todo o animal que se cruzar com ele e tiver com ele um filho fértil, o que para nós vai determinar que ele é uma raça da espécie do porco
 
Portanto se você encontrar um animal com a pata fendida e tiver dificuldade em identificar se é ruminante, se você conhece o porco em todas as suas versões e sabe que esse animal de pata fendida não é o porco, você sabe que ele é um animal ruminante
 
Sendo que o camelo pode se cruzar com o dromedário, lhama, alpaca, vicunha e guanaco gerando filhos férteis como foi constatado em uma experiência feita por uma veterinária inglesa nos Emirados Árabes, quando a Torá fala sobre o fato de a espécie “camelo” ser ruminante mas não ter a pata fendida (não é fendida por baixo) e portanto ser um animal impuro, a Torá inclui todas “raças” dessa espécie, ou seja, todos os animais que se cruzam com o camelo e tem filho fértil
 
Eliezer ben Yehuda foi o autor do dicionário do hebraico moderno. Ele definiu o shafan e a arnevet no seu dicionário da língua hebraica como coelho e lebre, que sempre foi o clássico erro da tradução cristã da Bíblia para as línguas européias
 
Sendo que o coelho e a lebre, pelo fato de não serem ruminantes mas sim roedores ou logomorfos, e também pelo fato de se cruzarem entre si e terem filho fértil o que determina para nós que eles são duas raças de uma mesma espécie, absolutamente eles não são o shafan e a arnevet que são duas espécies distintas e são ruminantes, e não roedores ou logomorfos
 
O fato de as vezes os coelhos comerem a própria excreção não os torna ruminantes sendo que o porco também faz isso e a Torá determina que ele não é ruminante
 
As características dos roedores e logomorfos existem em centenas de espécies, e não em apenas na do coelho e lebre, e o shafan e a arnevet da Torá são espécies únicas, determinando explicitamente que coelho e a lebre não são o Shafan e a arnevet
 
A Guemará nos conta que o fato de a Torá nos revelar que dentre todos os animais do mundo existem somente quatro espécies com somente um sinal de pureza, deve ser usado como resposta para aqueles que não acreditam que D’us nos deu a Torá mas que foi o próprio Moshe (Moisés) que a escreveu
 
Porque sendo que Moshe não tinha como verificar todos os animais que existem no mundo, ele não teria como saber que existem somente quatro espécies com um único sinal de pureza, e essa é a prova de que a Torá é Divina
 
E aí vem o ben Yehuda e coloca no dicionário do hebraico moderno que shafan e arnevet são coelho e lebre porque a igreja traduziu assim
 
Algumas traduções da Torá já tentaram corrigir esse erro trazendo outras opções para o shafan e a arnevet, mas o certo é transliterar as palavras shafan e arnevet e colocar no rodapé da página as especulações de que talvez o shafan seja isso e a arnevet seja aquilo

Mas não determinar nada, sendo que durante a nossa história mantivemos o acompanhamento do camelo e do porco mas perdemos o acompanhamento desses dois animais que nem temos como saber se eles já se extinguiram ou não
 
O Gamal nos acompanhou desde a época da Torá. É a espécie que inclui todos os camelídeos que se cruzam entre si e tem filhos férteis

Pelo fato de se cruzarem entre si e terem filhos férteis desses cruzamentos, para nós eles são considerados raças dentro de uma mesma espécie que é a espécie chamada pela Torá de Gamal

As raças do “Gamal” que conhecemos são o Camelo, o Dromedário e os camelídeos dos Andes como o Lhama, a Alpaca, a Vicunha e o Guanaco
 
O Shafan e a Arnevet não tiveram um acompanhamento durante as últimas centenas de anos da nossa história, não sabemos que animais são esses e provavelmente não chegaram até os nossos dias. O que sabemos sobre eles é que eles são ruminantes mas não tem o casco fendido
 
O erro de tradução da igreja traduzindo o shafan como coelho e a arnevet como lebre é um erro grave sendo que o coelho e a lebre não são ruminantes, e a definição da Torá para ruminante é que ele “faz subir” a comida do estômago para ser mastigada novamente, e o estômago do coelho não tem nenhuma comparação com o estômago dos ruminantes
 
O fato de ele mexer a boca constantemente como todos os roedores não o torna ruminante, sendo que a Torá leva em conta o fato de a comida subir do estômago e não o jeito de ele mastigar
 
O Hazir teve um acompanhamento durante a nossa história e é a espécie representada pelo porco e qualquer animal que se cruze com ele e tenha filhotes férteis que nesse caso também seriam considerados raças dentro dessa espécie
Aves puras e aves impuras

A Torá sempre nos traz a lista do número pequeno. Sendo que os animais puros são uma minoria, a Torá traz os sinais das espécies puras
 
O fato de a Torá nos contar sobre as quatro espécies que têm somente um sinal de pureza e determinar que eles são impuros pelo motivo de terem somente um único sinal de pureza e não os dois necessários, nos conduz automaticamente para um “Kal VaHomer”, um “quanto mais” em relação aos animais que não tem nem um único sinal de pureza.
 
Ou seja, se até o animal que tem somente um sinal de pureza já é classificado pela Torá como sendo um animal impuro, quanto mais aquele que não tem nenhum sinal de pureza
 
No caso das aves, o número pequeno são as espécies impuras, que são as 24 espécies enumeradas pela Torá

Sendo assim, se soubéssemos reconhecer essas 24 espécies de aves impuras enumeradas pela Torá, saberíamos que todas as espécies de aves fora elas são aves puras
 
Mas sendo que também as aves não tiveram um acompanhamento durante a nossa história, não sabemos hoje quais são as espécies impuras, e também para isso não confiamos nas traduções da Torá feitas por outros povos também por “Kal VaHomer”
 
Ou seja, se nem nós que somos o povo da Torá sabemos hoje quais são as espécies de aves impuras enumeradas pela nossa própria Torá, quanto mais os outros povos que pegaram a nossa
Torá e à traduziram sem nos consultar

🐠🐠🐠🐠

Peixes puros e peixes impuros
O peixe é um alimento de alta importância na cultura judaica. Por exemplo, no Shabat costuma-se comer peixe por uma série de razões, incluindo razões cabalísticas

A Guemátria, o valor numérico da palavra “dag” que quer dizer peixe em hebraico é 7, representando o sétimo dia que é o Shabat

Nossos Sábios nos contam que os peixes foram os únicos animais que não morreram no dilúvio porque eles foram as únicas criaturas a não se corromperam

Os peixes também representam a alta multiplicação familiar e também a prosperidade. Os peixes nunca fecham os olhos, nos lembrando que nosso Protetor jamais “fecha os olhos” para nós
Peixe Kasher

A Torá define que para o peixe ser considerado Kasher ele tem que ter os dois sinais de peixes espiritualmente puros que são o “senapir” e a “kaskésset”.

Senapir – são barbatanas ou nadadeiras

Kaskésset – é um determinado tipo de escamas

Embora se costume traduzir simplesmente como “escamas”, nem toda “escama” determina a kashrut do peixe

kaskésset é a escama que é possível ser retirada do peixe, sem que isso danifique a sua pele. Uma escama que rasga a pele do peixe ao ser removida, não é considerada kaskésset

Por exemplo, os tubarões possuem escamas que parecem unhas e estão presas na pele de forma que, ao arrancá-las, a pele rasga

Portanto, embora o tubarão tenha escamas, elas não são consideradas kaskésset e por isso o tubarão não é Casher

Outro exemplo são as enguias, que também possuem escamas, mas ao tirá-las a pele se fere. Portanto, não são casher

A kaskésset também precisa ser grande o suficiente para ser visível a olho nu

A Torá diz que a kaskésset precisa estar sobre o peixe quando este se encontra debaixo d’água

Se, ao tirar o peixe d’água, ele perde as escamas ele não deixa de ser um peixe casher por causa disso

Por exemplo, o hering ao sair da água perde as suas escamas e, como sabemos, é um peixe kasher

O Bagre, não é Kasher por ter somente pele, por ser um peixe sem escamas

O esturjão (Scaphyrhynchus suttkusi)  não é Kasher porque possui escamas do tipo ganóide. Escamas que estão presas de tal forma, que só saem rasgando a pele

A espécie de peixes brasileiros com o nome científico de Cyphocarax voga tem escamas ciclóides e por isso é Kasher

Geralmente as escamas ctenóides e ciclóides (ex. carpa) atendem aos padrões exigidos pela Hala’há. Mas essa regra também tem exceções

• A Lota-do-Rio (Burbot em inglês, Lota lota em latim) é um peixe
que possui escamas do tipo ciclóide mas não é Kasher. Geralmente essa é uma escama considerada “Kasher”, no caso
da Lota-do-Rio sendo que elas não saem com facilidade  nesse caso o peixe não é kasher

Peixes-espada possuem escamas, porém são tão minúsculas, que não são visíveis a olho nu. Portanto, não são considerados kasher

Um peixe interessante é o Marlin Azul (Makaira mazara). Ele também possui umas escamas pequenas que estão presas muito de leve na pele. Possui uma camada transparente sobre as escamas

Segundo a OU, este peixe foi levado ao Rav Elyashiv zts”l que o aprovou como casher

O tubarão e a enguia não são Kasher por terem escamas ganóides ou placóides

Pelo fato de as escamas ganóides ou placóides. serem muito inseridas na pele do peixe elas deixam de ser consideradas kaskésset  sendo que ao tirá-las fere-se a pele

 

Conclusão

Não podemos nos basear na Ictiologia (ramo da zoologia voltado ao estudo dos peixes) determinar se um peixe é Kasher ou não, sendo que não depende somente do tipo de escamas mas também do tamanho  e do nível de aderência dela ao corpo do peixe

Sendo que a Torá e a ictiologia classificam as escamas de acordo com regras e critérios diferentes e não é possível de acordo com a ictiologia especificar qual tipo de escama é kasher, cada peixe precisa ser analisado separadamente e de acordo com a hala’há, de acordo com a lei judaica

Nossos Sábios ensinam que todo peixe que possui escamas, possui obrigatoriamente barbatanas. Portanto, se queremos saber se um peixe é kasher, basta procurar por escamas

É recomendável checar a existência de escamas na parte superior (dorso) ou ao lado das guelras ou no encontro do corpo com o rabo. Basta raspar, por exemplo, com a unha, a pele (no sentido rabo-cabeça) e perceber se as escamas são removidas com facilidade sem ferir a pele do peixe

Nossos Sábios ensinam que todo peixe que possui escamas, possui obrigatoriamente barbatanas. Portanto, se queremos saber se um peixe é kasher, basta procurar por escamas.

É recomendável checar a existência de escamas na parte superior (dorso) ou ao lado das guelras ou no encontro do corpo com o rabo. Basta raspar, por exemplo, com a unha, a pele (no sentido rabo-cabeça) e perceber se as escamas são removidas com facilidade sem ferir a pele do peixe
O motivo que não podemos confiar no Google ou no peixeiro  para saber se um peixe tem escamas

O Google e o peixeiro vão te dizer que um peixe tem escamas mesmo no caso que para tirar a escama você tem que arrancar a pele junto, e pela Torá essa escama é parte da pele e não é
considerada escama
O motivo que não podemos confiar em uma lista de peixes
Kasher

Nós conhecemos e compramos os peixes pelos seus nomes populares. Porém, o nome popular não é suficiente sendo que, em muitos casos, para cada nome popular são associados inúmeros peixes com nomes científicos diferentes, e alguns deles são kasher e outros não

Portanto, o nome popular não basta, e pedir na peixaria pelo nome científico não é possível

Por isso, é importante ver o peixe e verificar a existência de escamas que se destacam do peixe sem arrancar a pele dele junto

Mesmo se o nome do peixe estiver escrito na plaquinha de mostruário que o acompanha, ainda assim você ainda tem que verificar que tipo de escamas ele tem

Depois de fazer isso muitas vezes e você se familiarizar com aquele tipo de peixe, é o suficiente olhar para ele para reconhecê-lo

Mesmo conhecendo o nome de um peixe kasher, não se pode comprar um peixe sem pele, ou seja, que você não tem como saber se ele tinha escamas ou não, que não possua hashga’há, selinho de supervisão rabinica

Isto porque é possível que não estejam vendendo, de fato, aquele peixe que o cliente está pedindo

Por exemplo, há carpas que são kasher e há as que não são

 

Como saber se um peixe que perdeu suas escamas era um peixe Kasher

Peixe que Perde as Escamas

Num peixe que perde escamas ao sair da água, avaliamos de outra forma para saber se é kasher

Um praticante da Torá, ”entendido” em peixes, pode verificá-lo e, baseado em seu conhecimento, dizer se este é um peixe kasher

Isto só pode ser feito se o peixe estiver com a pele, para que se possa reconhecê-lo

Todo peixe vendido sem pele (ou com pele, sem que seja possível perceber que tinha escamas – na ausência do “entendido” acima citado) só pode ser comprado com hashga’há e lacrado

Vários lugares vendem peixes com sabor semelhantes como sendo o mesmo peixe. Da mesma forma, em restaurantes, muitas vezes servem peixes com mesmo sabor ao descrito no menu e não, obrigatoriamente, é aquele citado

Vários peixes são muito caros e, para baixar o custo, coloca-se outro semelhante

abate de peixes

Os peixes não precisam passar por qualquer abate específico. Da mesma forma, não é necessário salgar a sua carne, pois não há proibição de comer o sangue que sai do peixe
peixes defumados

Podemos comprar um peixe fresco em qualquer lugar sendo que podemos verificar se suas escamas são arredondadas e se destacam da pele com facilidade sem arrancar um pouquinho da pele junto com elas

Se a barriga do peixe foi cortada na fábrica e suas entranhas retiradas, você pode comprar esse peixe e depois cortar com a sua faca um milímetro do local em que ele foi cortado com a faca não identificada. Ou seja, tirar uma casca de toda a extensão cortada pela faca da fábrica

O peixe defumado, precisa de supervisão Rabínica sendo que o mesmo equipamento em que se preparam peixes não kasher, como por exemplo, o esturjão pode ter sido usado para defumar um peixe kasher, causando dessa maneira que ele deixasse de ser Kasher

Peixes enlatados em pedaços ou em forma de patê

Qualquer produto processado de peixes, só pode ser consumido se for possível reconhecer o peixe conforme as regras vistas acima, ou se possuir hashgahá, o selo do Rabino garantindo a Kashrut e autenticidade daquele produto

Além disso, precisamos levar em consideração que os demais ingredientes podem não ser kasher. Portanto, não se pode consumir nenhum peixe  industrializado sem a hashgachá que é a supervisão rabinica que pode aparecer impressa no produto ou em uma lista de produtos liberados sem precisar de supervisão
Ovas de peixe

Só são permitidas ovas de um peixe casher. O costume é permitir ovas vermelhas e proibir as pretas, pois nossos sábios verificaram que não há ovas vermelhas provenientes de peixes proibidos. Por isto, permitimos apenas o caviar vermelho. Há quem sustente ser necessária supervisão mesmo no caso do caviar vermelho.

É permitido comer caviar vermelho pintado de preto, desde que os corantes e demais aditivos não apresentem problemas de cashrut

VERMES DOS PEIXES

Certos tipos de peixes podem conter vermes

Um cuidado que deve-se ter é a observação dos peixes, pois alguns costumam ter vermes compridinhos, principalmente na cabeça, espinha e às vezes até na carne, o que o torna proibido ao consumo, conforme a Halahá. Portanto, devemos ter o cuidado de verificá-los e limpa-los.

Devemos olhar minuciosamente o peixe cru para constatar sua pureza com relação aos vermes . Se você for comprar o peixe em uma peixaria que vende todo tipo de peixe,  você deve levar sua própria tábua e facas à peixaria além de assistir a limpeza e corte do peixe

Neste caso é aconselhável procurar por uma autoridade rabínica para saber como proceder. Há lugares onde a água é tratada, o que evita o crescimento de vermes nos peixes, facilitando assim o seu consumo

 Comprando peixe em peixaria

Ao comprar peixe em peixarias, conforme a OU, são necessários alguns cuidados

• Pedir ao peixeiro que lave bem a faca antes de cortar o seu peixe (ou possuir uma faca própria)

• Cobrir a tábua sobre a qual for cortar o peixe (ou levar tábua própria)

. • Se o peixeiro for retirar a pele do peixe, o comprador não pode deixar de acompanhar o corte do peixe até ser entregue em suas mãos

Deixar de supervisionar, pode ser um grande problema

Apesar disso, se não há motivo para suspeitar que ele trocou o peixe que foi escolhido, poderá comer deste peixe – se, sem querer, deixou de acompanhar

• Pode-se pedir ao peixeiro que deixe sobrar em cada pedaço um pouco de pele, de forma que dê para reconhecer que é um peixe casher. Neste caso, não será necessário ficar supervisionando

• Se o peixeiro cortou o peixe sem ter lavado a faca, ou colocou em cima da tábua suja – é preciso raspar o peixe com uma faca de fio (sem serra) para retirar a camada externa do peixe

Lembre-se: Na peixaria, você é o supervisor do seu peixe

 

🌻🌻🌻🌻

Curiosidade

Embora normalmente um peixe comprado sem pele, que não foi acompanhado por um supervisor, não possa ser consumido, há uma exceção: a OU permite o uso de salmão fresco, mesmo sem pele, pois apenas o salmão, a truta salmonada e, eventualmente, algum tipo de carpa, têm carne cor de salmão

Conforme pesquisa da OU, não há nenhum outro peixe no mercado que tenha esta cor e tonalidade

O que dá esta tonalidade ao salmão é a astaxantina, da família dos carotenóides. Esta família de químicos dá a tonalidade amarelada, alaranjada ou avermelhada aos alimentos tais como: tomates, cenouras, damascos, abóboras e batata doce

Logicamente, estes carotenóides são muito mais do que corantes; eles são essenciais à vida. Os carotenóides estão associados a uma melhor resposta imunológica, possuindo propriedades antioxidantes e anti cancerígenas, além de ser a fonte de vitamina A para o corpo

O excesso de carotenóides, que o corpo não precisa para funções vitais, é acumulado e armazenado, em diferentes partes do corpo, variando de criatura para criatura

No salmão e truta, é armazenado no tecido muscular, tornando a carne rosada. Isso, independentemente se for astaxantina natural (extraída de camarão, lagosta, plânctons e algas) ou se for artificial. A pele destes, por outro lado, se manterá na cor cinzenta. Os demais peixes não acumulam carotenóides em sua carne, por isso, não há outro peixe de carne rosada-avermelhada

Vale notar que o homem armazena carotenóides, entre outros lugares, na pele. Mas, não há acúmulo significativo na carne. Por isso, uma pessoa que come quantidades excessivas de frutas amarelas e laranjas, pode ficar com aparência amarelada (ictérica)

A astaxantina não modifica a cor da pele do salmão, assim como não muda a cor de nossa carne e dos demais peixes

Os salmões de criação ficariam com a carne branca, uma vez que nas criações não existem os alimentos que são comuns para o salmão nos mares e rios. Ninguém compraria salmão branco. Por isso, os cultivadores dão alimentação rica em astaxantina aos salmões, para que fiquem com a carne rosada

Portanto, a OU considera a cor rosada uma prova clara que o peixe é casher. Esta lei é baseada na lei que o Shulchan Aruch traz sobre ovas vermelhas. O Shulchan Aruch diz que não há ovas vermelhas de peixe não casher e por isso pode-se consumir qualquer ova de peixe que seja vermelha

Esta curiosidade, de acordo com a OU, de preferência, deve ser usada apenas entre os entendidos em peixes. Para o público geral, recomenda-se que o salmão somente seja adquirido quando a pele estiver intacta, com as escamas (como visto acima). Se for manipular qualquer peixe, deve-se levar a faca e tábua casher

Proibido – Comer peixes sem escamas nem nadadeira dorsal, como por exemplo o bagre, o pintado e o cação

frutos do mar

É expressamente proibido comer frutos do mar, ou seja, nunca coma ostras, polvos, moluscos, camarão, caranguejo, siri,
lagosta, ou qualquer outro “fruto do mar
ALGAS MARINHAS

É permitido comer alga marinha mas verifique detalhadamente se não tem algum camarãozinho ou coisa parecida grudado nela

 

Folhas – todo tipo de folha, como alface, repolho, agrião, salsão, salsinha, cebolinha, etc. costuma conter vermes.

Para que possam ser usadas devem ser deixadas de molho por mais ou menos meia hora em água com vinagre, ácido acético ou germicida para matar os vermes. Assim, é mais fácil removê-los posteriormente.

A seguir, folha por folha (mesmo as pequenas) devem ser lavadas em água corrente e examinadas contra a luz para constatar que estão isentas de qualquer verme.

Às vezes, os vermes das folhas são da própria cor da folha. É muito difícil distinguí-los, necessitando muito cuidado na hora da verificação.

 

Couve-flor e brócolis – nestes dois legumes é praticamente impossível detectar vermes, pois contêm infindáveis folhinhas minúsculas e de difícil acesso.

Por isso, em muitas casas judias não se costuma comê-los ou come-se somente os talos após bem verificados.

 

Berinjela – antes de cozinhar ou assar deve-se cortá-la ao meio em pedaços para se certificar de que não contém vermes.

Às vezes, a berinjela não mostra nenhum sinal externo da presença do verme, porém este cresce dentro dela de forma visível (costuma deixar rastros de areia).

 

Tomates – pepinos, batata, cenoura, cebola, alho, abobrinha, mandioquinha, entre outros, se encontram na categoria de legumes mais simples de verificação, já que ao serem cortados, qualquer um poderá notar se estiverem estragados e desta forma, descartá-los para o consumo.

 

Grãos – feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico, etc. devem ser colocados de molho em água por várias horas antes de cozinhar, facilitando assim a verificação.

Depois devem ser examinados cuidadosamente, dos dois lados, certificando-se que não contêm orifícios que comprovam a presença de vermes.

É costume abrir o grão-de-bico na metade, após terem sido colocados de molho, pois os vermes não deixam orifícios visíveis nesta leguminosa.

O milho de pipoca deve ser bem observado, um por um, se não contém orifícios ou pontos pretos, indicando a presença de vermes. A espiga de milho deve ser colocada de molho no vinagre antes de cozida; se contém vermes, estes saem depois deste molho.

Os grãos de arroz devem ser verificados para que não tenham extremidades pretas indicando terem sido comidos por vermes.

Verduras industrializadas

Os vegetais processados, como os congelados ou enlatados, podem apresentar sérios problemas de cashrut. Podem conter ingredientes de carne ou leite ou terem sido processados em recipientes utilizados para carne e laticínios, ou fabricados na mesma divisão ou conectados a outros alimentos não-casher.

Todos os alimentos naturais processados também requerem supervisão de cashrut de confiança, inclusive muitos produtos de soja, doces e bebidas naturais.

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

Hol a Moéd Pessa’h


Pessa’h 2026  (fora de Israel)

 

A proibição de comer qualquer tipo de hametz e seus derivados e usar qualquer tipo de utensílio que foi usado para hametz continua até o final da festa de Pessa’h ao anoitecer de quinta-feira dia 9 de abril de 2026.

 

Hoje, domingo 5 de Abril, segunda-feira 6 de abril e terça-feira , 7 de abril são os dias de Hol a Moed de Pessa’h

 

HOL A MOÉD PESSA’H

 

As atividades normalmente proibidas em Yom Tov como por exemplo andar de carro, falar no telefone, acender e apagar luz elétrica, etc, são permitidas nos dias de hol a moéd.

 

Mas todo trabalho que envolve muito esforço, muito tempo, ou um conserto profissional, são proibidos em hol a moéd.

 

Nas rezas de Arvit que é a reza da noite, Shaharit que é a reza da manhã, e Min’há que é a reza da tarde, falamos a mesma Amidá de todos os dias acrescentando o parágrafo “Yaalé veyavô”, lembrando lendo nele a opção “festa de Pessa’h”. Não colocamos tefilin em hol a moéd.

 

Também no Birkat a Mazon, que no caso de Pessa’h é a reza que fazemos depois de comer a Matzá, acrescentamos “Yaalé veyavô”.

 

Depois do Shaharit falamos meio-Alel, lemos a Torá e falamos uma Amidá adicional chamada de Mussaf de Pessa’h.

 

Ao pôr do sol de terça-feira dia 7 de abril começa o Yom Tov do sétimo dia de Pessa’h que continua durante a quarta-feira dia 8 de abril até o anoitecer.

 

Esse dia é chamado de “Shevií Shel Pessa’h” que é seguido pelo oitavo dia de Pessa’h chamado de “Aharon Shel Pessa’h”.

 

O oitavo e último dia de Pessa’h, “Aharon Shel Pessa’h” começa ao anoitecer de quarta-feira dia 8 de abril e termina somente ao anoitecer de quinta-feira dia 9 de abril de 2026.

 

Pessa’h Kasher veSamea’h

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você

Yud Alef Nissan, o aniversário do Rebe

Muitas pessoas que escreveram ao Rebe falando sobre seu desespero

receberam uma resposta semelhante a esta:

 

O desespero é totalmente oposto a tudo aquilo em que acreditamos – em outras palavras, uma negação da realidade.

 

É negar que existe um D’us que dirige toda a Sua criação e observa cada indivíduo, e assiste cada um naquilo que deve realizar.

 

Você pergunta: “Como posso ser feliz?” Certo, você não pode controlar a maneira como se sente, mas tem controle sobre o seu pensamento, fala e ação conscientes.

 

Faça algo simples: Cultive bons pensamentos, fale coisas boas, e comporte-se como uma pessoa alegre – mesmo que por dentro não se sinta totalmente assim. Com o tempo, a alegria interior da alma vai se manifestar.

 

 

 

 

Onde seus pensamentos estão – é onde você está, você por inteiro. Tente estar sempre em locais bons.

 

 

 

 

O estado natural do Homem, a maneira em que D’us o criou, é ser feliz. Observe uma criança e você verá.

 

 

 

 

O intelecto e o entusiasmo são dois mundos: o intelecto, um mundo frio e sereno, e o entusiasmo, um mundo efervescente e impetuoso (impulsivo).

 

 

Esta é a avodá, o trabalho Divino do homem: integrá-los para que sejam um.

 

 

Nesse momento a impetuosidade se converte em aspiração, e o intelecto torna-se um guia para uma vida de avodá (serviço a D’us) e ação prática.

 

 

 

Apenas com suspiros não seremos salvos.

 

O suspiro é apenas a chave para abrir o coração e os olhos para não ficarmos de braços cruzados, mas para planejar um trabalho e atividade sistemáticos.

 

 

 

 

Cada um de nós deve atuar e fazer uma campanha

 

para fortalecer e divulgar a Torá e o cumprimento das Mitzvót. Há quem consiga fazer isso através da sua escrita; outros, através de sua oratória, e outros com a sua Tzedaká.

 

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

Hametz e o instinto do mal

 

Hametz e o Instinto do Mal

 

O judaísmo despreza a arrogância e dá muito valor à humildade. Ensina o Talmud que o mundo se preserva pelo mérito das pessoas humildes. Portanto, cabe perguntar: se o hametz é um símbolo de arrogância, maldade e idolatria, por que não é proibido o seu consumo o ano inteiro?

 

Uma das respostas a essa pergunta pode surpreender a muitos. A Torá não proíbe o hametz o ano todo porque o que simboliza – o Instinto do Mal, o Yetzer Ha-Rá, não é, necessariamente, uma coisa ruim.

 

É o que dá ao homem o livre arbítrio. Se o homem tivesse apenas o Instinto do Bem e não se sentisse tentado a pecar, ele não seria merecedor do poder de escolha entre o certo e o errado.

 

Se não houvesse escuridão no mundo, não apreciaríamos a luz. O Instinto do Mal é necessário para que a vida do homem tenha significado, pois não podemos viver sem desafios.

 

A resistência e o esforço resultam em crescimento e progresso. Isso é válido para todas as esferas – a física, a intelectual ou a espiritual. Nesta última, somente se adquire mérito através do esforço.

 

A vida, segundo os Kabalistas, é um campo de batalha, onde lutam os instintos positivos e os negativos do homem. Não fosse pelo Yetzer Ha-Rá, não haveria luta espiritual e, portanto, nenhuma possibilidade de vitória.

 

Há outra razão para que o Instinto do Mal – e tudo o que representa – não seja de todo ruim. É o fato de ser o motor que aciona as pessoas. Ao nos levantarmos pela manhã, vamos ao trabalho em busca de prazer, honra e felicidade. Somente um verdadeiro Tzadik, um homem como Moshé Rabenu, vive todos os momentos de sua vida para servir a D’us e cumprir Sua Vontade. A maior parte de nós vive para si próprio ou para aqueles a quem amamos.

 

O Midrash (Gênesis Rabá) cita um versículo da primeira porção da Torá, que diz o seguinte: “E D’us viu tudo o que fizera, e o achou muito bom: ‘bom’ se refere ao Instinto do Bem, mas ‘muito bom’ se refere ao Instinto do Mal. Por quê? Porque se não fosse pelo Yetzer Ha-Rá, ninguém construiria uma casa, casar-se-ia, teria filhos ou trabalharia”.

 

Essa passagem do Midrash nos ensina que o Yetzer Ha-Rá é uma criação Divina e serve a um propósito muito bom. Como vimos, é o que faz o homem avançar na vida.

 

É o que leva o homem a trabalhar com afinco, escolher uma esposa e constituir uma família. Senão, faria apenas o mínimo indispensável para sobreviver.

 

O Instinto do Mal e suas manifestações – desejo, egoísmo, arrogância e egocentrismo – podem ser ruins e desprezíveis, mas a isso se deve o progresso do mundo.Comemos hametz durante o ano porque temos que aprender a lidar com o Instinto do Mal e usá-lo em nosso benefício. Contudo, o Yetzer Ha-Rá nem sempre é bem vindo. O judeu não pode ter em sua posse quantidade alguma do hametz durante Pessa’h.

 

Tampouco se podia oferecer hametz no Altar do Tabernáculo nem do Templo Sagrado de Jerusalém. No Altar de D’us, não há lugar para hametz – símbolo do Yetzer Ha-Rá.

 

Durante Pessa’h, quando recordamos os inúmeros milagres que D’us realizou em nosso benefício – como nos salvou da escravidão e aniquilação e nos escolheu para ser Seu povo amado – não há espaço para arrogância ou orgulho.

 

Durante o restante do ano, no entanto, bem como em outros lugares que não o Altar, o hametz foi permitido, porque até a Era Messiânica, o homem precisará combater e dominar seu Instinto do Mal, usando-o para realizar coisas grandiosas.

 

O Baal HaTanya ensinava o seguinte: “Nossos Sábios disseram sobre a arrogância, ‘Amaldiçoado é aquele que a possui, e amaldiçoado é aquele que não a possui’. A arrogância torna o ser humano em um ídolo. Mas sem ela, como podemos mudar o mundo?”.

 

Ele nos ensinou como solucionar esse enigma: Deixe sua consciência saber que arrogância de nada vale e o poder que D’us colocou em seu coração poderá, então, ser facilmente encontrado.

 

Em outras palavras, o homem primeiro precisa aprender a ser humilde e modesto como uma Matzá. Quando ele perceber que nada é diante de D’us, ele poderá usar o hametz que tem dentro de si para fazer grandes mudanças no mundo.

 

Durante a Festa das Matzot, eliminamos o hametz de nossa vida, literal e metaforicamente, e retornamos à nossa Origem Inicial, e assim nos lembramos que nada somos comparados ao Infinito.

 

  • Ao término de Pessa’h, retornamos ao mundo, enfrentando-o com firmeza e determinação para executar o propósito para o qual D’us nos enviou a este mundo.

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

Hametz e as forças do mal

Hametz e as forças do mal

A tradição judaica de espalhar pela casa dez pedacinhos de pão antes da verificação do Hametz é bastante antiga, e o motivo dela é prático

 

Se não fosse pelos dez pedacinhos, o chefe da família talvez não encontrasse nenhum vestígio de Hametz em sua casa e a bênção que fazemos antes de começar a verificação teria sido em vão.

 

Mas existe também um motivo cabalístic para espalhar os dez pedaços de pão antes da verificação.

 

Eles também nos lembram as Dez Pragas do Egito e também representam que no lado espiritual impuro existem dez sefirót que correspondem às Dez Sefirot do lado puro.

 

Essas sefirot do lado impuro são chamadas de “dez coroas da impureza”, e são simbolizadas pelos dez pedacinhos de pão que buscamos na verificação do hametz para depois queimar.

 

Na Guemará e na Cabalá, o hametz geralmente é usado como símbolo para o mal.

 

Rabi Moshe Chaim Luzzatto, o Ramhal, dizia que o Hametz simboliza o Yetzer a-Rá, o instinto do mal que existe dentro de todos os seres humanos exceto daqueles que estão em um nível espiritual completamente elevado que são os Tzadikim.

 

O Zohar, clássico da Kabalá, compara o hametz à idolatria, com as seguintes palavras: “Aquele que come hametz em Pessa’h se compara a quem faz idolatria ” (Zohar 2: 182).

 

Alguns comentaristas explicam que o hametz representa o Yetzer Ha-Rá porque, ao contrário da Matzá, ele cresce e incha, simbolizando o orgulho, que é a suprema fonte das forças do mal.

 

O fato de que o hametz faça outro tipo de massa crescer é análogo à maneira pela qual o mal age sobre as funções da alma da pessoa, arruinando-a, e arruinando a alma das pessoas que estejam ao seu redor.

 

Como o hametz é um símbolo de arrogância, podemos entender a razão para o Zohar o comparar à idolatria. Porque, o que é a idolatria?

 

Para o judaísmo, não significa apenas acreditar em mais de um D’us. Significa, também, atribuir poder a qualquer coisa no mundo que não seja a D’us.

 

A arrogância é uma forma de autoidolatria, porque é a crença de que a pessoa é melhor do que os demais, que sabe mais do que todos, e que não deve nada a ninguém.

 

A Guemará nos ensina que se há algo que afaste de nós a Presença Divina, esse algo é a arrogância, porque a pessoa arrogante acha que não existe nada acima dela, ou seja, se auto-idolatra. Somente pode haver um único D’us no mundo. D’us aguenta um pecador, mas não alguém que se julgue um deus.

 

Ninguém personificou a arrogância mais do que o Faraó, o vilão na história de Pessa’h. O rei egípcio, que era idólatra e genocida e desafiava a D’us, proclamava ser uma divindade que havia criado sua própria pessoa.

 

O oposto do Faraó, o herói de Pessa’h, foi Moshe Rabeinu, que a própria Torá atesta que ele foi o “homem mais humilde que jamais se viu”.

 

A pureza e a santidade estão associadas à humildade, enquanto que a impureza e a auto idolatria, ou seja, a prepotência, estão associadas à arrogância.

 

Matzá, o pão da pobreza, que não cresce e não fermenta, simboliza a humildade. O hametz, que fermenta, representa justamente o oposto.

 

A festa de Pessa’h é uma época para agradecermos, pois se D’us não nos tivesse salvado, nossos antepassados e todas as gerações judaicas subsequentes, incluindo a nossa, ainda seríamos escravos ou teríamos sido exterminados pelo Faraó. O reconhecimento e a gratidão vem da humildade.

 

Pessa’h é a “Festa da Liberdade” e quem é vitima de seu próprio ego, quem vive para satisfazer seus desejos e seu orgulho, jamais poderá ser realmente livre. Os temas dessa festa, simbolizados pela Matzá, são a antítese do que representa o hametz

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
www.RabinoGloiber.org

Limpeza de Pessa’h  🪠 A alegria de limpar 

Limpeza de Pessa’h  🪠 A alegria de limpar

 

LIMPEZA DE PESSA’H, A ALEGRIA DE LIMPAR

 

O Brasil tem uma vantagem sobre todos os países. Aqui ninguém limpa a casa sozinha, aqui graças à D’us temos as ajudantes. E mesmo quem não tem ajudante o ano inteiro, quando entra o mês de Nissan a ajudante deixa de ser um luxo do nosso país tão distante, mas se torna uma necessidade básica

 

E sendo que se tornou um costume de toda a nossa geração vender o Hametz antes de Pessa’h pelo motivo de todos nós termos hametz armazenado no freezer e costumarmos fazer compras em grande quantidade nas grandes redes de supermercados, para todos nós eliminar o hametz antes de Pessa’h é um grande prejuízo e por isso é permitido para todos nós vender o Hametz antes de Pessa’h

 

E o que ganhamos com isso é que por causa dessa venda podemos confiar na limpeza da ajudante sendo que de qualquer maneira se ela esqueceu de limpar alguma coisa mesmo que intencionalmente, esse hametz deixará de ser nosso por meio da Mehirat Hametz

 

Vantagens da ajudante sobre nós

 

1-com certeza ela limpa bem melhor do que você.

 

2- se você limpar com toda a sua delicadeza, ninguém vai ser louco de pedir para você limpar de novo, mas para ela sim

 

3- quanto mais dias de trabalho tiver mais feliz ela vai ficar porque assim ela ganha mais, o contrário de você que quanto mais trabalho tiver mais você se desgasta

 

Em outras palavras, deixe a ajudante limpar mas não deixe de supervisionar a limpeza dela, você é a “mashguichá” da limpeza de Pessa’h da sua ajudante

 

Não esqueça de limpar o escritório e o carro, atenção especial para os bolsos das roupas especialmente das crianças, bainhas de calças, punhos de roupas

 

ASPIRADOR DE PÓ:

 

o saco descartável deve ser removido antes de Pessa’h e a caixa limpa, caso o saco do aspirador não seja descartável ele deve ser lavado.

 

Rações

 

Venda a ração e o animal de estimação no preenchimento do formulário da venda do Hametz e peça para alguém que não é judeu vir para a sua casa em Pessa’h dar a ração do não judeu para o animal de estimação do não judeu. Depois de Pêssa’h o Rabino compra automaticamente o animal e a ração de volta para você

 

Quartos

 

Estrados da cama, em baixo do colchão, encostos das camas, passar lustra móvel nos armários dentro e fora.

 

Lavar colchas e edredons, travesseiros colocar para ventilar ou lavar.

 

Aspirar e lavar bem o piso, não esquecendo das frestas

 

Armários de roupas

 

Tirar tudo dos armários, limpar os armários por dentro e aproveitar para separar o que é para doar do que volta para dentro

 

Sala

 

Tampos de mesas com vidro removíveis devem ser retirados e limpos. Nas bordas e cavidades da mesa onde foi retirado o tampo, retirar a sujeira que ficou impregnada…talvez de hamêts.

 

Aspirar e limpar poltronas e sofás;
Não esqueça de limpar as capas dos livros e a estante da sala porque os livros vão da mesa para a estante e da estante para a mesa levando o hametz com eles

 

Banheiros

 

Separar todo o material de higiene em uma prateleira ou armário que não será usado durante Pessa’h reservando lugar limpo para os produtos de higiene da lista Casher para Pessa’h (shampoos, sabonetes, escovas de dente novas e pasta de dente, bem como cosméticos que fazem parte da lista).

 

Sacudir os bolsos de mochilas, bolsas, pastas etc., removendo todos os resíduos

 

Cozinha

 

FOGÃO

 

Se possível, devem ser trocadas as grelhas. Caso contrário, devem ser aquecidas até ficarem incandescentes. A mesa do fogão deve ser limpa e casherizada posteriormente derramando sobre ela água fervente e passando uma pedra ou ferro em brasa para que a água continue fervendo.

 

Após este procedimento, sugere-se cobrir a parte de cima do fogão com folha de alumínio. Se a parte de cima do fogão for esmaltada, deve ser bem limpa e depois coberta com uma folha de alumínio grossa ou chapa.

 

As bocas devem ser bem limpas e depois o fogo é aceso no máximo para eliminar resíduos de hamêts.

 

Os botões do gás devem ser retirados e limpos (há quem costume cobri-los com contact ou folha de alumínio)

 

FOGÃO ELÉTRICO

 

Deve ser aceso no máximo até a chapa avermelhar. Sobre a parte de cima restante joga-se água fervendo, passando na água uma pedra ou ferro incandescente

 

FORNO

 

As grades devem ser aquecidas até ficarem incandescentes. O forno deve ser bem limpo com um produto especial que remova toda a gordura. Em seguida, deve ser aquecido na temperatura máxima durante duas horas. Se possível, as paredes internas devem ser revestidas, bem como o teto, o chão, a parede interna da porta com folhas de alumínio grossa

 

FORNO AUTOLIMPANTE

 

Há dois tipos de autolimpante: aquele que chega até cerca de 500ºC se casheriza automaticamente, ao ser limpo na temperatura máxima até o final do ciclo. Porém, o forno que não chega a esta temperatura deve seguir a limpeza do forno normal

 

FORNO DE MICROONDAS

 

Deve ser limpo internamente com produto de limpeza e ficar 24 horas sem uso. Em seguida, coloca-se um recipiente não usado nas últimas 24 horas com água limpa, deixando o forno ligado até formar bastante vapor.

 

Se possível, este processo deve ser feito três vezes, enchendo o recipiente sempre com água fria. Depois disso, o interior deve ser limpo. Se possível, deve ser trocado o prato de vidro ou coberto com isopor ou plástico grosso. De preferência, ao usar este forno para cozinhar, é prudente cobrir por completo os alimentos

 

PIA

 

Cubas de porcelana, cerâmica ou esmaltadas não podem ser casherizadas. Neste caso, devem ser limpas e cobertas por todos os lados , podem ser usadas folhas de EVA que podem ser compradas em qualquer papelaria, ou qualquer material grosso plastificado ou emborrachado, o importante e que seja impermeável

 

Cubas de metal, mármore ou granito podem ser casherizadas. Para tanto a pia não deve ser usada com alimentos quentes por 24 horas antes da casherização e deve ser meticulosamente limpa.

 

É jogado no ralo um produto desentupidor para destruir qualquer vestígio de hamêts.
Em seguida, seca-se a pia.

 

Posteriormente, é despejada água fervente de uma chaleira ou panela nova, ainda borbulhando, atingindo todos os cantos da cuba, balcão, torneiras, ralos, etc.

 

Enquanto a água é despejada, deve-se passar sobre a pia uma pedra ou ferro incandescente para fazer a água borbulhar.

 

É costume forrar a pia mesmo após a casherização (por todos os lados , podem ser usadas folhas de EVA que podem ser compradas em qualquer papelaria, ou qualquer material grosso plastificado ou emborrachado, o importante e que seja impermeável.)

 

LIQUIDIFICADOR, BATEDEIRA, MULTIPROCESSADOR

 

A máquina deve ser bem limpa e, de preferência, envolvida em papel alumínio. Um novo copo, novas faquinhas para o multiprocessador e liquidificador, e novas pás e tigelas para a batedeira devem ser compradas

 

GELADEIRA E FREEZER

 

Devem ser descongeladas e limpas as paredes internas, prateleiras e gavetas com um pano úmido e produtos de limpeza;

 

na borracha da porta, deve ser usada uma escovinha também para melhor limpeza de resíduos infiltrados.

 

Há o costume de cobrir as prateleiras com borracha, plástico ou alumínio para o uso de Pessa’h

 

ARMÁRIOS da cozinha

Devem ser bem limpos e forrados

 

MESAS E BALCÕES

 

Se possível, água fervente deve ser jogada à semelhança da pia; caso possa estragar a mesa, deve ser limpa e forrada. Basta limpar bem a mesa da sala, sobre a qual não se coloca nada quente com perigo de estragá-la, e cobri-la com uma toalha.

 

A mesinha do cadeirão das crianças também deve ser casherizada. Pode ser coberta com papel contac

 

TOALHAS DE MESA (MENOS AS DE PLÁSTICO) E GUARDANAPOS

 

De preferência devem ser reservados para uso exclusivo de Pessa’h. Se não for possível, as bordas devem ser escovadas para retirar possíveis resíduos de hamêts, e as toalhas lavadas com água quente, sem engomar

 

UTENSÍLIOS

 

Os utensílios que usamos durante todo o ano para hamêts não devem ser utilizados desde a véspera de Pessa’h, até finalizada a Festa; Deve-se lava-los bem, e guarda-los em lugar bem fechado.

 

Hoje em dia está ao alcance de quase todos ter louça especial para Pessa’h.Entretanto, para aqueles que não é possível, poderão usar a vasilha normal depois do processo da Hagalá, excepto os utensílios de porcelana ou cerâmica que não são susceptíveis de hagalá.

 

Devido a que são múltiplos os casos e os detalhes, assim como os costumes sobre este procedimento, aconselhamos consultar o rabino da sua comunidade. Se você não puder ter novos utensílios para Pessa’h, aconselhamos usar utensílios DESCARTÁVEIS

 

A Eliminação do Hametz

 

Como vimos anteriormente, começando na manhã da véspera de Pessa’h e se estendendo até o término desta festa de oito dias (sete em Israel), é proibido comer, possuir ou mesmo se beneficiar de qualquer quantidade de Hametz.

 

Apesar da palavra ser comumente traduzida como “fermento” ou “levedura”, o termo Hametz possui uma definição bem mais precisa.

 

Significa trigo, aveia, cevada, trigo espelta e centeio que permaneceram úmidos por 18 minutos ou mais – tempo suficiente para que se inicie o processo de fermentação e tudo o que deriva disso

 

Mehirat Hametz, a venda do Hametz

 

Alguns dias antes de Pessa’h, vendemos nosso Hametz a um não judeu.

 

A maneira mais simples de realizar essa venda é preenchendo um contrato de venda que é enviado à um rabino, que intermedia tanto a venda a um não judeu na manhã antes do início de Pessa’h, quanto a recompra, ao anoitecer do término dos oito dias de Pessa’h.

 

Isso também pode ser feito pelo internet, mas tenha o máximo cuidado de vender o seu Hametz em um site de um rabinato que se encontra no seu fuso horário

 

Porque se você vende ele em um fuso horário diferente ele será vendido ou comprado de volta pelo Rabino em um horário que a proibição de possuí-lo recai sobre você causando um verdadeiro desastre acesse à esse site e venda o hametz de acordo com o fuso horário da sua cidade

 

https://pt.chabad.org/holidays/passover/sell_chometz_cdo/jewish/Venda-seu-Chamts-Online.htm

 

O Contrato de Venda de hametz permite a guarda dele, na sua casa pois esses alimentos deixam de pertencer a você, passando a ser propriedade do não judeu que os adquiriu.

 

Esse contrato não é, como muitos poderiam pensar, apenas um estratagema para burlar as leis da Torá , porque aquele não judeu que compra o seu Hametz pode, se assim quiser, ficar de posse daquilo que comprou, e eu me lembro que isso quase aconteceu uma vez no Brasil há mais de quarenta anos atrás. Quando você vende o seu Hametz tem que estar ciente de que não se trata de uma venda de “faz-de-conta”

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

Ciclo do ano Judaico

Cosméticos em Pessa’h

COSMÉTICOS em Pessa’h 

Um hametz que chegou a um nível de decomposição que um cachorro está disposto a passar fome mas não comê-lo, recebe pela lei judaica o status de nifssal me’ahilat kelev, deixa de ser um hametz proibido em Pessah e pode ser utilizado.

Sendo que o batom não seria comido por um cachorro mesmo que ele estivesse com muita fome, mesmo se esse batom contém hamets ele pode ser usado em Pessah nos dias em que uma mulher pode colocar batom.

Ou seja, não se pode colocar batom no próprio dia de Yom Tov ou Shabat por que entre os trabalhos proibidos nos dias de Shabat e Yom Tov está o de colorir.

Mesmo que o batom não seria comido por um cachorro e portanto seria considerado pela lei judaica como hametz não comestível que seu uso é permitido em Pessa’h,  a maioria das mulheres judias religiosas não usam batom em Pessa’h a não ser que ele apareça em uma lista de produtos liberados para Pessa’h.

Creme dental e bochecho contêm sorbitol e outros ingredientes que podem ser derivados de hamets.

Embora pela lei judaica esses itens são permitidos para utilização, sendo que que são nifsal me’ahilat kelev, é melhor não usá-los sendo que eles são usados via oral.

Historicamente, temos o costume de seguir as opiniões mais rigorosas em tudo o que é relacionado a  Pêssa’h.

Nosso costume é não usar coisas que possam conter hamets, mesmo quando eles são claramente nifsal me’ahilat kelev. 

Rabino Gloiber

sempre correndo

mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

www.RabinoGloiber.org

Remédios em Pessa’h

REMÉDIOS EM PESSA’H

 

Pêssa’h está chegando e vamos nos preparando 😉

 

Ninguém deve se abster de tomar qualquer medicação necessária mesmo se ela contém hamets, sem antes consultar o seu médico e Rav.

 

Todos os medicamentos para doença cardíaca, diabetes, pressão arterial elevada, doença renal e depressão podem ser tomados em Pessa’h.

 

HOLÊ SHEYESH BO SAKANÁ

(doente em perigo de vida)

 

Se alguém está em perigo de vida ou ter risco de ficar em perigo de vida, deve tomar qualquer remédio, mesmo que contenha hamets, a não ser que haja disponível um remédio sem hamets, que seja igualmente eficaz e possa ser adquirido imediatamente.

 

Isto é válido indiferentemente do tipo do medicamento. Ou seja: comprimidos, drágeas, cápsulas, pastilhas mastigáveis e líquidos. Se facilmente disponíveis, é preferível tomar comprimidos ou drágeas.

 

Pessoas em condições de sakaná, perigo de vida, não devem trocar as medicações, mas devem continuar regularmente com as suas prescrições, contenham ou não hametz, a menos que um médico aconselhe de outra forma.

 

HOLÊ SHE’EIN BO SAKANÁ

(doente que não está em perigo de vida)

 

Alguém cuja vida não está em perigo. Isto inclui quem está acamado, ou é perceptível seu funcionamento abaixo do padrão devido à dor ou doença, ou tem uma febre que não é potencialmente fatal, pode tomar qualquer comprimido, cápsula ou drágea independentemente se ela contém hamets, a menos que há disponível um mesmo medicamento eficaz que não contenha hametz.

 

No entanto, se possível, uma pessoa só deve utilizar medicamentos que não contêm hametz.

 

No caso em que não há perigo de vida, todas as pastilhas para mastigar e medicamentos líquidos só podem ser utilizados, se eles aparecerem na lista de aprovados para Pessah ou se puder determinar que eles não sejam hametz.

 

BARÍ (saudável) ou MIHUSH (ligeiro desconforto)

 

Aquele que está sentindo um ligeiro desconforto como ligeiras dores articulares ou corrimento nasal, ou que esteja em bom estado de saúde mas não se sente bem, pode tomar apenas produtos encontrados na lista de aprovados para Pessah.

 

Se uma pessoa precisa mastigar uma pastilha ou tomar uma medicação líquida para um pequeno desconforto, poderá tomá-la apenas se esta aparece na lista.

 

Na maioria dos casos, as informações recolhidas para a lista não são baseadas em uma inspeção de mashguiah às instalações, mas sim em informações fornecidas pelo fabricante.

 

Vitaminas não entram na classificação de remédios mas são classificadas como alimentos e necessitam de selinho Kasher LePessach ou estar em uma lista de produtos liberados para Pessah sem o selinho

 

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
www.RabinoGloiber.org

www.RabinoGloiber.org

Pessa’h 2026

Pessa’h 2026  (fora de Israel)

 

Os primeiros dois dias de Pessa’h são chamados de Yom Tov

 

🌻🌻🌻🌻🌻

 

Ciclo do ano Judaico

Dicas de sobrevivência em Pessa’h

Lá vão algumas dicas para você sobreviver com muito amor e carinho a festa de Pessach 5786 que está comemorando 3338 anos da saída do Egito.Manual de sobrevivência de Pessach :

 

1-Em primeiro lugar, agora mesmo acesse ao site:

 

https://pt.chabad.org/holidays/passover/sell_chometz_cdo/jewish/Venda-seu-Chamts-Online.htm

 

e dê a sua permissão aos rabinos para venderem o seu hametz.

 

Lembre-se que a partir da hora que o rabino vende o seu hametz o hametz perdido em casa que não for encontrado já não será mais seu em Pessa’h, e mesmo se for encontrado em Pessa’h não tem problema porque ele está vendido e não é mais seu.

 

Mas não se esqueça de avisar as crianças para não comerem nada que for encontrado em Pessa’h sem mostrar para a mamãe.

 

Então , não perca a paciência com as crianças e dê à eles todo o amor e carinho para eles associarem os preparativos de Pessa’h às boas lembranças da infância.

 

2-Não deixe a cozinha para última hora:

 

O principal da limpeza para Pessach é a cozinha.

 

Os rabinos de Israel costumam dizer : “pó não é hametz e as crianças não são korban Pessach” .

 

Ou seja, você não tem que se desgastar onde não precisa e depois despejar a sua fúria em cima das crianças .

 

Vale a pena adiantar algumas coisas para não entrar em pânico de última hora, como por exemplo , se você tem o freezer da geladeira e outro freezer a parte, passe as coisas do freezer da geladeira para o outro freezer e já deixe o freezer de geladeira limpo para Pessach.

 

3- Armários:

 

Há  treze anos atrás minha esposa estava internada no hospital antes de Pessa’h e eu fiquei responsável por limpar a casa com a ajuda de uma nova ajudante não judia que nunca tinha visto uma limpeza de Pessa’h na vida.

 

Entramos no primeiro quarto. Antes de ir para o hospital minha esposa tinha deixado o quarto limpo e arrumado e a ajudante não tinha entendido o que mais precisava limpar.

 

Eu expliquei para ela que precisamos limpar o quarto para Pessa’h.

 

Mas o que vem a ser isso? Simples! Tirei absolutamente tudo que tinha nos armários , coloquei em cima das camas e pedi para ela limpar o armário por dentro e colocar de volta somente todas as coisas que não são comestíveis, e qualquer coisa comestível encontrada levar para a cozinha.

 

Avisei antecipadamente que para Pessach a gente dá um bônus, sendo que o trabalho é mais difícil.

 

Por incrível que pareça havia lá doces hametz que escondemos e esquecemos que tínhamos escondido!

 

Mas também se você não fizer dessa maneira mas só limpar os armários de maneira genérica e verificar bolsos e bolsas já é o suficiente, principalmente pelo fato de você ter autorizado o rabino à vender o seu chametz.

 

4- Carro: dá para adiantar isso também e lavar o carro muito bem lavado , principalmente por estarmos fazendo as compras de Pessa’h e levando nele.

 

5- Compras para Pessa’h:

 

Não se esqueça de comprar roupas novas para a sua esposa e filhos porque isso faz parte da Mitzvá do Yom Tov de Pessa’h , também devemos comprar uma (pode ser semi) jóia para a esposa.

 

Hoje que a variedade é grande é melhor dar o dinheiro para ela comprar para ela poder escolher o que ela prefere.

 

E o principal, os alimentos , que podem ser comprados de acordo com os produtos liberados na lista que se encontra anexa nos sites

 

https://www.bka.com.br/lista-de-pessach

 

https://bdk.com.br/produtos/?pessach=1

 

 

As carnes podem ser encomendadas no site do Livenn www.livenn.com.br

 

Mesmo os estabelecimentos Casher estarão vendendo produtos Casher Lepessach e também não Casher Lepessach. Quando você faz as compras de Pessach verifique se o produto que você está comprando é Casher Lepessach especificamente.

 

6-Trabalho:

 

Você tem seu próprio negócio? O hametz dos seus colaboradores não é seu. Mesmo assim encaminhe esta página para os seus colaboradores judeus e peça para eles entrarem no site de venda do hametz e autorizarem o rabino à vender o hametz deles .

 

Se você é o dono do seu próprio negócio a Bedikat hametz (verificação do hametz) tem que ser feita no negócio também

 

O importante é fazer tudo com alegria e tranquilidade lembrando à todos à sua volta que Pessa’h é uma festa e não um pesadelo.

 

Muita alegria nessa hora ❤️

 

 

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org