Limpeza de Pessa’h  🪠 A alegria de limpar 

Limpeza de Pessa’h  🪠 A alegria de limpar

 

LIMPEZA DE PESSA’H, A ALEGRIA DE LIMPAR

 

O Brasil tem uma vantagem sobre todos os países. Aqui ninguém limpa a casa sozinha, aqui graças à D’us temos as ajudantes. E mesmo quem não tem ajudante o ano inteiro, quando entra o mês de Nissan a ajudante deixa de ser um luxo do nosso país tão distante, mas se torna uma necessidade básica

 

E sendo que se tornou um costume de toda a nossa geração vender o Hametz antes de Pessa’h pelo motivo de todos nós termos hametz armazenado no freezer e costumarmos fazer compras em grande quantidade nas grandes redes de supermercados, para todos nós eliminar o hametz antes de Pessa’h é um grande prejuízo e por isso é permitido para todos nós vender o Hametz antes de Pessa’h

 

E o que ganhamos com isso é que por causa dessa venda podemos confiar na limpeza da ajudante sendo que de qualquer maneira se ela esqueceu de limpar alguma coisa mesmo que intencionalmente, esse hametz deixará de ser nosso por meio da Mehirat Hametz

 

Vantagens da ajudante sobre nós

 

1-com certeza ela limpa bem melhor do que você.

 

2- se você limpar com toda a sua delicadeza, ninguém vai ser louco de pedir para você limpar de novo, mas para ela sim

 

3- quanto mais dias de trabalho tiver mais feliz ela vai ficar porque assim ela ganha mais, o contrário de você que quanto mais trabalho tiver mais você se desgasta

 

Em outras palavras, deixe a ajudante limpar mas não deixe de supervisionar a limpeza dela, você é a “mashguichá” da limpeza de Pessa’h da sua ajudante

 

Não esqueça de limpar o escritório e o carro, atenção especial para os bolsos das roupas especialmente das crianças, bainhas de calças, punhos de roupas

 

ASPIRADOR DE PÓ:

 

o saco descartável deve ser removido antes de Pessa’h e a caixa limpa, caso o saco do aspirador não seja descartável ele deve ser lavado.

 

Rações

 

Venda a ração e o animal de estimação no preenchimento do formulário da venda do Hametz e peça para alguém que não é judeu vir para a sua casa em Pessa’h dar a ração do não judeu para o animal de estimação do não judeu. Depois de Pêssa’h o Rabino compra automaticamente o animal e a ração de volta para você

 

Quartos

 

Estrados da cama, em baixo do colchão, encostos das camas, passar lustra móvel nos armários dentro e fora.

 

Lavar colchas e edredons, travesseiros colocar para ventilar ou lavar.

 

Aspirar e lavar bem o piso, não esquecendo das frestas

 

Armários de roupas

 

Tirar tudo dos armários, limpar os armários por dentro e aproveitar para separar o que é para doar do que volta para dentro

 

Sala

 

Tampos de mesas com vidro removíveis devem ser retirados e limpos. Nas bordas e cavidades da mesa onde foi retirado o tampo, retirar a sujeira que ficou impregnada…talvez de hamêts.

 

Aspirar e limpar poltronas e sofás;
Não esqueça de limpar as capas dos livros e a estante da sala porque os livros vão da mesa para a estante e da estante para a mesa levando o hametz com eles

 

Banheiros

 

Separar todo o material de higiene em uma prateleira ou armário que não será usado durante Pessa’h reservando lugar limpo para os produtos de higiene da lista Casher para Pessa’h (shampoos, sabonetes, escovas de dente novas e pasta de dente, bem como cosméticos que fazem parte da lista).

 

Sacudir os bolsos de mochilas, bolsas, pastas etc., removendo todos os resíduos

 

Cozinha

 

FOGÃO

 

Se possível, devem ser trocadas as grelhas. Caso contrário, devem ser aquecidas até ficarem incandescentes. A mesa do fogão deve ser limpa e casherizada posteriormente derramando sobre ela água fervente e passando uma pedra ou ferro em brasa para que a água continue fervendo.

 

Após este procedimento, sugere-se cobrir a parte de cima do fogão com folha de alumínio. Se a parte de cima do fogão for esmaltada, deve ser bem limpa e depois coberta com uma folha de alumínio grossa ou chapa.

 

As bocas devem ser bem limpas e depois o fogo é aceso no máximo para eliminar resíduos de hamêts.

 

Os botões do gás devem ser retirados e limpos (há quem costume cobri-los com contact ou folha de alumínio)

 

FOGÃO ELÉTRICO

 

Deve ser aceso no máximo até a chapa avermelhar. Sobre a parte de cima restante joga-se água fervendo, passando na água uma pedra ou ferro incandescente

 

FORNO

 

As grades devem ser aquecidas até ficarem incandescentes. O forno deve ser bem limpo com um produto especial que remova toda a gordura. Em seguida, deve ser aquecido na temperatura máxima durante duas horas. Se possível, as paredes internas devem ser revestidas, bem como o teto, o chão, a parede interna da porta com folhas de alumínio grossa

 

FORNO AUTOLIMPANTE

 

Há dois tipos de autolimpante: aquele que chega até cerca de 500ºC se casheriza automaticamente, ao ser limpo na temperatura máxima até o final do ciclo. Porém, o forno que não chega a esta temperatura deve seguir a limpeza do forno normal

 

FORNO DE MICROONDAS

 

Deve ser limpo internamente com produto de limpeza e ficar 24 horas sem uso. Em seguida, coloca-se um recipiente não usado nas últimas 24 horas com água limpa, deixando o forno ligado até formar bastante vapor.

 

Se possível, este processo deve ser feito três vezes, enchendo o recipiente sempre com água fria. Depois disso, o interior deve ser limpo. Se possível, deve ser trocado o prato de vidro ou coberto com isopor ou plástico grosso. De preferência, ao usar este forno para cozinhar, é prudente cobrir por completo os alimentos

 

PIA

 

Cubas de porcelana, cerâmica ou esmaltadas não podem ser casherizadas. Neste caso, devem ser limpas e cobertas por todos os lados , podem ser usadas folhas de EVA que podem ser compradas em qualquer papelaria, ou qualquer material grosso plastificado ou emborrachado, o importante e que seja impermeável

 

Cubas de metal, mármore ou granito podem ser casherizadas. Para tanto a pia não deve ser usada com alimentos quentes por 24 horas antes da casherização e deve ser meticulosamente limpa.

 

É jogado no ralo um produto desentupidor para destruir qualquer vestígio de hamêts.
Em seguida, seca-se a pia.

 

Posteriormente, é despejada água fervente de uma chaleira ou panela nova, ainda borbulhando, atingindo todos os cantos da cuba, balcão, torneiras, ralos, etc.

 

Enquanto a água é despejada, deve-se passar sobre a pia uma pedra ou ferro incandescente para fazer a água borbulhar.

 

É costume forrar a pia mesmo após a casherização (por todos os lados , podem ser usadas folhas de EVA que podem ser compradas em qualquer papelaria, ou qualquer material grosso plastificado ou emborrachado, o importante e que seja impermeável.)

 

LIQUIDIFICADOR, BATEDEIRA, MULTIPROCESSADOR

 

A máquina deve ser bem limpa e, de preferência, envolvida em papel alumínio. Um novo copo, novas faquinhas para o multiprocessador e liquidificador, e novas pás e tigelas para a batedeira devem ser compradas

 

GELADEIRA E FREEZER

 

Devem ser descongeladas e limpas as paredes internas, prateleiras e gavetas com um pano úmido e produtos de limpeza;

 

na borracha da porta, deve ser usada uma escovinha também para melhor limpeza de resíduos infiltrados.

 

Há o costume de cobrir as prateleiras com borracha, plástico ou alumínio para o uso de Pessa’h

 

ARMÁRIOS da cozinha

Devem ser bem limpos e forrados

 

MESAS E BALCÕES

 

Se possível, água fervente deve ser jogada à semelhança da pia; caso possa estragar a mesa, deve ser limpa e forrada. Basta limpar bem a mesa da sala, sobre a qual não se coloca nada quente com perigo de estragá-la, e cobri-la com uma toalha.

 

A mesinha do cadeirão das crianças também deve ser casherizada. Pode ser coberta com papel contac

 

TOALHAS DE MESA (MENOS AS DE PLÁSTICO) E GUARDANAPOS

 

De preferência devem ser reservados para uso exclusivo de Pessa’h. Se não for possível, as bordas devem ser escovadas para retirar possíveis resíduos de hamêts, e as toalhas lavadas com água quente, sem engomar

 

UTENSÍLIOS

 

Os utensílios que usamos durante todo o ano para hamêts não devem ser utilizados desde a véspera de Pessa’h, até finalizada a Festa; Deve-se lava-los bem, e guarda-los em lugar bem fechado.

 

Hoje em dia está ao alcance de quase todos ter louça especial para Pessa’h.Entretanto, para aqueles que não é possível, poderão usar a vasilha normal depois do processo da Hagalá, excepto os utensílios de porcelana ou cerâmica que não são susceptíveis de hagalá.

 

Devido a que são múltiplos os casos e os detalhes, assim como os costumes sobre este procedimento, aconselhamos consultar o rabino da sua comunidade. Se você não puder ter novos utensílios para Pessa’h, aconselhamos usar utensílios DESCARTÁVEIS

 

A Eliminação do Hametz

 

Como vimos anteriormente, começando na manhã da véspera de Pessa’h e se estendendo até o término desta festa de oito dias (sete em Israel), é proibido comer, possuir ou mesmo se beneficiar de qualquer quantidade de Hametz.

 

Apesar da palavra ser comumente traduzida como “fermento” ou “levedura”, o termo Hametz possui uma definição bem mais precisa.

 

Significa trigo, aveia, cevada, trigo espelta e centeio que permaneceram úmidos por 18 minutos ou mais – tempo suficiente para que se inicie o processo de fermentação e tudo o que deriva disso

 

Mehirat Hametz, a venda do Hametz

 

Alguns dias antes de Pessa’h, vendemos nosso Hametz a um não judeu.

 

A maneira mais simples de realizar essa venda é preenchendo um contrato de venda que é enviado à um rabino, que intermedia tanto a venda a um não judeu na manhã antes do início de Pessa’h, quanto a recompra, ao anoitecer do término dos oito dias de Pessa’h.

 

Isso também pode ser feito pelo internet, mas tenha o máximo cuidado de vender o seu Hametz em um site de um rabinato que se encontra no seu fuso horário

 

Porque se você vende ele em um fuso horário diferente ele será vendido ou comprado de volta pelo Rabino em um horário que a proibição de possuí-lo recai sobre você causando um verdadeiro desastre acesse à esse site e venda o hametz de acordo com o fuso horário da sua cidade

 

https://pt.chabad.org/holidays/passover/sell_chometz_cdo/jewish/Venda-seu-Chamts-Online.htm

 

O Contrato de Venda de hametz permite a guarda dele, na sua casa pois esses alimentos deixam de pertencer a você, passando a ser propriedade do não judeu que os adquiriu.

 

Esse contrato não é, como muitos poderiam pensar, apenas um estratagema para burlar as leis da Torá , porque aquele não judeu que compra o seu Hametz pode, se assim quiser, ficar de posse daquilo que comprou, e eu me lembro que isso quase aconteceu uma vez no Brasil há mais de quarenta anos atrás. Quando você vende o seu Hametz tem que estar ciente de que não se trata de uma venda de “faz-de-conta”

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

O que aprendemos com a festa de Pessa’h

O que aprendemos com a festa de Pessa’h?

 

Moshe Rabeinu foi o que recebeu a Torá diretamente de AShem , falou com D’us “face a face” .

 

Mas Moshe Rabeinu, mesmo tendo toda essa grandeza, a Torá testemunha sobre ele que ele era o mais humilde de todas as pessoas do mundo.

 

Moshe Rabeinu era filho de Amram , o líder da geração, D’us se revelou para ele na ocasião do “arbusto incandescente”, D’us o chamou para subir ao monte Sinai, etc etc etc , e com tudo isso como ele conseguiu se manter humilde?

 

Moshe imaginou que qualquer outra pessoa que estivesse nessas mesmas circunstâncias que ele estava e tivesse tido essas mesmas oportunidades que ele teve teria feito muito melhor do que ele, chegaria à níveis muito mais elevados e aproveitaria essas dádivas Divinas de uma maneira muito melhor.

 

Temos que usar esse raciocínio de Moshe Rabeinu para nós também.

 

A festa de Pessa’h vem nos ensinar exatamente isso.

 

A Matzá é um pão que não fermentou e vem simbolizar a humildade.

 

O hametz é um pão fermentado, um pão que “estufou” e representa a arrogância.

 

A verificação do hametz vem nos ensinar que devemos verificar todas as nossas atitudes para ver se alguma delas não contém um pouquinho de “arrogância estufada” e tirar totalmente a prepotência da nossa personalidade!

 

Os próprios preparativos de Pessa’h são um grande treino para se chegar à humildade.

 

A gravidade de se comer hametz em Pessa’h (comer hametz em Pessa’h é uma transgressão a nível de “caret” com todas as suas consequências) e os rigores de Pessa’h que não se encontram em nenhuma outra festa judaica, colocam muitos de nós em um estado de “Pessa’h-fobia” com acréscimo de traumas acumulados das festas de Pessa’h anteriores.

 

E depois de limpar a casa inteira ainda é capaz que uma criança corra atrás da outra para os quartos limpos com um pacote de biscoitos na mão esfarelando tudo no meio do caminho deixando os nervos dos pais à flor da pele.

 

Nessa hora devemos despertar o aspecto “Moshe Rabeinu” da nossa alma e manter a alegria em todos os instantes.

 

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por ♥você

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A Parashá da minha vida 🌻 Tetzavê


TETZAVÊ

 

Nossa Parashá começa com as palavras: “e você vai ordenar”. Essa linguagem não é usual na Torá, sendo que nesse caso esse “e” está adicionando alguém junto à Moshe Rabeinu.

 

Às vezes vemos na Torá que Moshe Rabeinu está falando em uma linguagem, como se fosse AShem (D’us) falando, e não ele. Diz o Zohar que nesse caso é a própria She’hiná (Presença Divina) falando por meio das cordas vocais de Moshe.

 

Às vezes Moshe discute com AShem (D’us), e pede para Ele desculpar o nosso povo. Diz o Zohar que nesse caso, Moshe é Moshe e não AShem falando por meio das cordas vocais de Moshe.

 

O Zohar nos conta, que a linguagem da nossa Parashá está nos indicando que nesse caso AShem e Moshe estão falando juntos.

 

Não é AShem sozinho falando por meio das cordas vocais de Moshe, e nem Moshe sozinho fazendo um pedido para AShem, mas os dois falando juntos.

 

Rabi Hiya no Zohar nos conta que todo lugar na Torá que está escrito “e você” está nos indicando que a presença Divina está com ele. Ou seja, este “e” vem nos indicar “alguém e você”, e esse “alguém” é AShem (D’us).

 

Rabi Itzhak no Zohar nos explica que essa linguagem aparece para nos indicar que nesse caso a luz de cima e a luz de baixo se unem se tornando uma só.

 

Moshe Rabeinu cumpriu a missão de repassar ao povo de Israel, os assuntos relacionados à construção do Mishkan, mas, na prática, cada um teve a inspiração Divina causada por essa sincronização entre o mundo de cima e o mundo de baixo.

 

Cada um dos “Sábios de coração” que trabalharam com a construção do Mishkan, e de todos os seus artefatos, fizeram o que precisava ser feito mesmo nos mínimos detalhes que Moshe Rabeinu não chegou a repassar.

 

E fizeram tudo tão perfeito a ponto de ele próprio se espantar com o fato de tudo ter sido feito como AShem havia mostrado para ele no Monte Sinai, e não para eles.

 

Mais a frente, o Zohar nos conta como esse fenômeno espiritual acontece com cada um de nós.

 

אי איהו קיימא בנהירו דאנפין מתתא, כדין הכי נהרין ליה מעילא, ואי איהו קיימא בעציבו, יהבין ליה דינא בקבליה

Diz o Zohar que “se estamos com um sorriso aqui embaixo, assim somos iluminados lá de cima”. Em outros termos, AShem (D’us) nos dá motivo para ficarmos alegres de verdade.

 

Mas se estamos tristes aqui embaixo (mesmo tendo um motivo justo para ficarmos tristes), trazemos para nós as severidades “lá de cima”.

וּמִמַּעַל לָרָקִיעַ אֲשֶׁר עַל רֹאשָׁם כְּמַרְאֵה אֶבֶן סַפִּיר דְּמוּת כִּסֵּא וְעַל דְּמוּת הַכִּסֵּא דְּמוּת כְּמַרְאֵה אָדָם עָלָיו מִלְמָעְלָה

O Alter Rebe nos traz uma explicação do Maguid de Mezritch sobre o versículo em Yehezkel que diz: “sobre a aparência do trono, uma aparência como a aparência humana”. Diz o Maguid, que isso quer dizer que como nos comportamos aqui em baixo, causamos a revelação Divina lá em cima. Isto significa que, a revelação Divina acontece para nós como a nossa aparência naquele momento.

 

A descrição do profeta Yehezkel sobre a revelação Divina ser comparada à aparência da pessoa, não é uma coisa material, sendo que AShem está acima dos conceitos materiais e não tem nenhuma comparação com o material. Mas a intenção é de que a revelação Divina que está sobre o trono reflete espiritualmente nossa aparência aqui em baixo.

 

Se estamos tristes, mesmo por motivos justos, a revelação Divina em relação a nós é Guevurá. Mas se estamos alegres, a revelação Divina em relação a nós é a Hessed, (bondade) e aí todos os milagres acontecem.

 

וְאַתָּה תְּצַוֵּה אֶת בְּנֵי יִשְׂרָאֵל

Nossa Parashá começa com as palavras “e você”. Em Parashat Bereshit, AShem diz aos Anjos “façamos o homem”, e depois AShem faz o ser humano sem a mínima participação desses Anjos.

 

AShem não precisou falar para os Anjos “façamos um boi ou façamos um cavalo, então por que no caso da criação do ser humano AShem convidou os Anjos para participarem dela mesmo que no final eles não participaram?

 

Um dos motivos para isso, é para consolar os Anjos, sendo que até aquele momento eles eram as criaturas mais elevadas e agora seria criado o ser humano que seria superior aos Anjos. Assim dizendo, AShem teve que dizer para eles “façamos o homem” para dar um consolo a eles.

 

Outro motivo para isso, é porque os Anjos teriam várias responsabilidades em relação a nós, e por humildade Divina Hashem deu uma satisfação para eles, antes de nos criar, oferecendo a eles, até mesmo uma participação na nossa criação.

 

Na nossa Parashá, a intenção Divina na expressão “e você” é dizer “nós”, por que o versículo já não diz explicitamente “nós”, no mesmo estilo do versículo que fala sobre a criação do homem?

 

Porque aqui na nossa Parashá o “você”, é a pessoa principal desse versículo, e AShem aparece como secundário indicado indiretamente por um simples “e”. Nessa mesma Parashá o Zohar traz uma regra profunda que por meio dela podemos entender claramente todos esses porquês.

 

Diz o Zohar que o mundo de baixo está sincronizado com o mundo de cima, e está sempre dependendo dele para receber de lá tudo o que nosso mundo precisa. Mas tudo o que receberemos dependerá de nós, e não do mundo de cima.

 

Se aqui nesse mundo estamos com um sorriso no rosto, alegres e felizes, recebemos um sorriso lá de cima, e não precisamos mais nos preocupar com nada, porque somos queridos no mundo de cima e todos os nossos problemas serão resolvidos com muito amor e carinho.

 

Por isso, diz o Zohar, está escrito no Tehilim que devemos servir à D’us com alegria, porque a alegria da pessoa traz para ela outra alegria superior.

 

Isto é, quando você está triste, você desperta o lado esquerdo do mundo superior, o lado da guevurá (severidade), e atrai para você todos esses “dinim”, todos os decretos ruins que vem retificar a sua Alma da pior maneira possível e consequentemente a mais dolorosa.

 

Quando você se esforça e fica alegre, mesmo não tendo o mínimo motivo para isso, você desperta o lado direito no mundo superior, o lado da Hessed (a bondade Divina), e AShem te dá verdadeiros motivos para ficar alegre. Todos os seus problemas são resolvidos com muito amor e carinho, e você recebe todos os motivos do mundo para ser feliz.

 

Nesse processo, sua Alma é purificada de maneira positiva. AShem te dá muito dinheiro para dar para a Tzedaká, você consegue fazer muitos favores para muitas pessoas, e purifica a sua Alma dessa maneira sem precisar sofrer. Mas isso não dependerá lá de cima, mas sim de você.

 

E por isso nossa Parashá coloca a palavra você como principal, e a revelação Divina em segundo plano como algo que te acompanha, e você determina para qual direção ela vai te acompanhar. Você decidirá se AShem vai se revelar para você como um pai ou como um rei, e isso dependerá somente de você.

 

Conclusão: Fique sempre alegre, não importa a situação. Você só tem a ganhar!

 

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AS ROUPAS DO COHEN GADOL

 

Muitos segredos se ocultam por trás dessas roupas, como por exemplo o pedido Divino de colocar dentro do Hoshen (peitoral sacerdotal) o Urim e o Tumim.

 

E nas doze pedras preciosas encaixadas no Hoshen estavam gravados os nomes dos doze filhos de Yaakov, patriarcas das treze tribos de Israel (no lugar dos nomes de Efraim e Menashe estava o nome de Yossef). Por trás das pedras preciosas, dentro do Hoshen, estavam o Urim e o Tumim.

 

Quando surgia uma pergunta de importância pública, como uma dúvida relativa à estratégia de guerra, ou outro assunto público importante, que necessitava de uma resposta Divina explícita, ela era perguntada em frente ao Cohen Gadol que vestia o Hoshen.

 

Nessa hora, por causa do Urim e Tumim, um milagre acontecia com as letras dos nomes lapidados nas pedras preciosas.

 

Rabi Yohanan na Guemará em Yoma diz que um conjunto de letras se destacava e o Cohen Gadol montava com elas palavras por meio de Rua’h aKodesh (Inspiração Divina). Reish Lakish diz que as letras se moviam milagrosamente e montavam palavras.

 

O Ramban, Rabi Moshê ben Na’hman explica que as letras se iluminavam para o Cohen Gadol, e assim elas se ressaltavam.

 

Urim e Tumim

 

Rashi esclarece que o Urim e o Tumim são o Nome explícito de AShem escrito e colocado dentro das dobras do Hoshen.

 

E por meio dele, as palavras Hoshen se tornavam perfeitas e iluminadas, e por causa desse Nome de AShem que estava nele, o Hoshen é chamado de Hoshen Mishpat (peitoral do juízo).

 

Porque por meio dessa escrita, as perguntas eram milagrosamente julgadas e as respostas do Hoshen eram explícitas determinando se fazer ou não fazer o que foi perguntado.

 

Urim

 

O Ari Zal explica que o Urim era o Nome de AShem conhecido como Nome “Mem Beit”, letra Mem e letra Beit do alfabeto hebraico cujo valor numérico delas juntas é 42.

 

Esse nome é chamado de “Mem Beit” por ser composto pelas iniciais de cada uma das 42 palavras da reza cabalística “Ana Bekoa’h”.

 

Tumim

 

O Ari Zal explica que o Tumim era o Nome de AShem conhecido como “Ain Beit” (72) que é assim chamado por ser o valor numérico do “Milui” (preenchimento) do nome de AShem de quatro letras conhecido como Tetragrama.

 

Quer dizer, o nome de cada letra é escrito literalmente e o resultado do valor numérico das letras que compõem os nomes das quatro letras é 72.

 

Quando o Cohen Gadol estava no Mishkan ou no primeiro Beit  a Mikdash, esses Nomes se encontravam dentro do Hoshen. Diz o Ari Zal que não era possível fazer perguntas dessa forma a não ser dentro do Beit  a Mikdash ou do Mishkan.

 

E por isso o Hoshen de Aviatar, o Cohen que fugiu da cidade de Nov que foi atacada por Shaul e se uniu à David antes de ele ser o rei de Israel, não tinha o Urim e Tumim. Ou seja, David recebia respostas Divinas do Hoshen de Aviatar por meio do Rua’h aKodesh do próprio David, e não por causa do Urim e Tumim.

 

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AS ROUPAS DOS COHANIM

OS SACERDOTES DO NOSSO POVO

 

Rabi Anani bar Sasson na Guemará nos conta que essas roupas tinham uma característica espiritual muito interessante: elas faziam a reparação das nossas transgressões.

 

Sendo que D’us é a essência do bem, e a natureza de quem é bom, é fazer o bem, quando tomamos a decisão de não fazer mais uma coisa ruim, e nos arrependemos de tê-la feito, ele nos dá várias oportunidades de retificação para não precisarmos chegar à “medida por medida”.

 

Ou seja, para não precisarmos passar por um sofrimento relativo ao mal que fizemos.

 

Um exemplo disso é o Shabat que serve como reparação para a transgressão da idolatria.

 

Imagine um judeu que volta da Índia depois de ter rezado para todas as milhares de estátuas que tem lá, ter feito oferendas para as estátuas e etc.

 

E no final essa pessoa se arrepende de toda a idolatria que fez, e vai perguntar ao Rabino, o que fazer para retificar toda a idolatria que praticou.

 

:- Rabino, diz a pessoa, eu acabei de voltar de uma peregrinação religiosa de um ano na Índia. Não teve uma estátua que eu não me prostrei na frente dela, que não rezei, ou fiz uma oferenda para ela. Mas agora estou profundamente arrependido de ter feito isso. Como faço para consertar o que fiz? Vou sentar em um formigueiro?

 

:- D’us nos livre, responde o Rabino. Você vai consertar isso da seguinte maneira:

 

Compre uma roupa muito bonita para Shabat, faça quatro Halot (pães para Shabat), compre um peixe bem grande, tire as escamas e prepare ele bem gostoso para Shabat.

 

Compre dois quilos de uva e faça um suco de uva bem gostoso para o kidush. Faça muitas saladinhas e sobremesa, comemore o Shabat com a sua família com muita alegria, e essa é a sua retificação!

 

:- Mas Rabino, exclama o homem espantado, isso parece mais um prêmio do que um castigo!

 

:- Você decidiu que não vai mais fazer idolatria? Pergunta o Rabino, se arrependeu do que fez? Agora tem dois jeitos de retificar, um muito bom e o outro muito ruim. Qual você escolhe?

 

Como nesse exemplo verídico em relação à idolatria, assim também acontece com todas as transgressões da Torá.

 

Previamente temos de tomar a decisão de não fazer a coisa ruim novamente e se arrepender de tê-la feito. Assim, o que sobra é retificar o que fizemos.

 

Se não retificamos de maneira positiva, essa pendência continua.

 

E quando chega o limite, D’us nos livre, somos retificados contra a nossa vontade, e de maneira negativa, “medida por medida”. Ou seja, o que fizemos de errado conosco.

 

Rabi Anani nos conta que no livro de Vaykrá a Torá fala sobre os Korbanot, os sacrifícios de animais, e logo em seguida fala sobre as roupas dos Cohanim.

 

Nos indicando que da mesma maneira que os Korbanot vem para retificar as nossas transgressões, dessa mesma maneira as roupas dos Cohanim retificam as nossas transgressões.

 

Quando essas roupas eram usadas pelo Cohen Gadol no Mishkan que era um Templo móvel, e posteriormente no Beit a Mikdash que era o Templo Sagrado de Jerusalém, cada uma delas reparava um tipo de transgressão diferente.
Cada roupa com a sua função:

 

●    Ktonet – a túnica do Cohen Gadol, retificava os assassinatos.

 

●    Mi’hnassaim – a calça do Cohen Gadol, retificava as relações ilícitas.

 

●    Mitznefet – o turbante do Cohen Gadol, retificava a prepotência.

 

●    Avnet – o cinturão do Cohen Gadol, retificava os maus pensamentos.

 

●    Hoshen – a jóia de doze pedras preciosas que o Cohen Gadol tinha sobre o peito, retificava os erros de legislação.

 

●    Efod – o avental do Cohen Gadol, retificava a idolatria.

 

●    Meil – o manto do Cohen Gadol, retificava a difamação.

 

●    Tzitz – como uma tiara de ouro sobre a testa do Cohen Gadol, retificava a arrogância.

 

 

A explicação do “Rosh”

 

Rabeinu Asher bem Yehiel, conhecido como “o Rosh”, nasceu em Colônia na Alemanha antiga aproximadamente no ano de 1250.

 

O Rosh era descendente do grande rabino, Rabi Eliezer bem Nathan, conhecido como o Raaban. Um dos seus oito filhos foi Rabi Yaacov Baal Haturim, autor do Arba’ah Turim, famoso código de lei judaica.

 

Seu principal professor foi o grande Rabi Meir de Rothenburg que naquela época vivia em Worms na Alemanha antiga. Naquela época o Rosh também trabalhava com empréstimos e a situação financeira dele era muito boa.

 

Quando Rabi Meir de Rothenburg foi preso pelo governo, que queria extorquir a comunidade judaica, o Rosh quis pagar uma fiança astronômica exigida por eles para libertá-lo, mas Rabi Meir recusou, com medo de que isso servisse de incentivo para a prisão de outros rabinos.

 

Após isso, o Rosh assumiu a posição do rabino Meir em Worms. Porém, foi obrigado a emigrar para a França e depois para Toledo na Espanha, onde se tornou o Rabino da cidade por recomendação de Rabi Shlomo ben Aderet conhecido como Rashba.

 

Rabeinu Asher faleceu em Toledo no ano de 1328. Ele trouxe o espírito Talmúdico rigoroso e estreito da Alemanha antiga para a Espanha antiga.

 

Em um dos seus comentários sobre a Guemará, o Rosh explica que as roupas do Cohen Gadol não conseguiram retificar as transgressões de idolatria, assassinatos e relações ilícitas na época do primeiro Beit a Mikdash. E o Beit  a Mikdash foi destruído e nosso povo exilado para a Babilônia por causa dessas transgressões.

 

O motivo para isso, explica o Rosh, é que eles não fizeram Teshuvá. Não se arrependeram das atrocidades que tinham feito e não tomaram a decisão de não fazê-las novamente.

 

Mas se tivessem feito Teshuvá, as roupas do Cohen Gadol retificariam as transgressões, o Beit  a Mikdash não seria destruído e nosso povo não seria exilado.

 

 

 
Shabat Shalom!

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

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Cosméticos em Pessa’h

COSMÉTICOS em Pessa’h 

Um hametz que chegou a um nível de decomposição que um cachorro está disposto a passar fome mas não comê-lo, recebe pela lei judaica o status de nifssal me’ahilat kelev, deixa de ser um hametz proibido em Pessah e pode ser utilizado.

Sendo que o batom não seria comido por um cachorro mesmo que ele estivesse com muita fome, mesmo se esse batom contém hamets ele pode ser usado em Pessah nos dias em que uma mulher pode colocar batom.

Ou seja, não se pode colocar batom no próprio dia de Yom Tov ou Shabat por que entre os trabalhos proibidos nos dias de Shabat e Yom Tov está o de colorir.

Mesmo que o batom não seria comido por um cachorro e portanto seria considerado pela lei judaica como hametz não comestível que seu uso é permitido em Pessa’h,  a maioria das mulheres judias religiosas não usam batom em Pessa’h a não ser que ele apareça em uma lista de produtos liberados para Pessa’h.

Creme dental e bochecho contêm sorbitol e outros ingredientes que podem ser derivados de hamets.

Embora pela lei judaica esses itens são permitidos para utilização, sendo que que são nifsal me’ahilat kelev, é melhor não usá-los sendo que eles são usados via oral.

Historicamente, temos o costume de seguir as opiniões mais rigorosas em tudo o que é relacionado a  Pêssa’h.

Nosso costume é não usar coisas que possam conter hamets, mesmo quando eles são claramente nifsal me’ahilat kelev. 

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Remédios em Pessa’h

REMÉDIOS EM PESSA’H

 

Pêssa’h está chegando e vamos nos preparando 😉

 

Ninguém deve se abster de tomar qualquer medicação necessária mesmo se ela contém hamets, sem antes consultar o seu médico e Rav.

 

Todos os medicamentos para doença cardíaca, diabetes, pressão arterial elevada, doença renal e depressão podem ser tomados em Pessa’h.

 

HOLÊ SHEYESH BO SAKANÁ

(doente em perigo de vida)

 

Se alguém está em perigo de vida ou ter risco de ficar em perigo de vida, deve tomar qualquer remédio, mesmo que contenha hamets, a não ser que haja disponível um remédio sem hamets, que seja igualmente eficaz e possa ser adquirido imediatamente.

 

Isto é válido indiferentemente do tipo do medicamento. Ou seja: comprimidos, drágeas, cápsulas, pastilhas mastigáveis e líquidos. Se facilmente disponíveis, é preferível tomar comprimidos ou drágeas.

 

Pessoas em condições de sakaná, perigo de vida, não devem trocar as medicações, mas devem continuar regularmente com as suas prescrições, contenham ou não hametz, a menos que um médico aconselhe de outra forma.

 

HOLÊ SHE’EIN BO SAKANÁ

(doente que não está em perigo de vida)

 

Alguém cuja vida não está em perigo. Isto inclui quem está acamado, ou é perceptível seu funcionamento abaixo do padrão devido à dor ou doença, ou tem uma febre que não é potencialmente fatal, pode tomar qualquer comprimido, cápsula ou drágea independentemente se ela contém hamets, a menos que há disponível um mesmo medicamento eficaz que não contenha hametz.

 

No entanto, se possível, uma pessoa só deve utilizar medicamentos que não contêm hametz.

 

No caso em que não há perigo de vida, todas as pastilhas para mastigar e medicamentos líquidos só podem ser utilizados, se eles aparecerem na lista de aprovados para Pessah ou se puder determinar que eles não sejam hametz.

 

BARÍ (saudável) ou MIHUSH (ligeiro desconforto)

 

Aquele que está sentindo um ligeiro desconforto como ligeiras dores articulares ou corrimento nasal, ou que esteja em bom estado de saúde mas não se sente bem, pode tomar apenas produtos encontrados na lista de aprovados para Pessah.

 

Se uma pessoa precisa mastigar uma pastilha ou tomar uma medicação líquida para um pequeno desconforto, poderá tomá-la apenas se esta aparece na lista.

 

Na maioria dos casos, as informações recolhidas para a lista não são baseadas em uma inspeção de mashguiah às instalações, mas sim em informações fornecidas pelo fabricante.

 

Vitaminas não entram na classificação de remédios mas são classificadas como alimentos e necessitam de selinho Kasher LePessach ou estar em uma lista de produtos liberados para Pessah sem o selinho

 

 

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Pessa’h 2026

Pessa’h 2026  (fora de Israel)

 

Os primeiros dois dias de Pessa’h são chamados de Yom Tov

 

🌻🌻🌻🌻🌻

 

Ciclo do ano Judaico

Dicas de sobrevivência em Pessa’h

Lá vão algumas dicas para você sobreviver com muito amor e carinho a festa de Pessach 5786 que está comemorando 3338 anos da saída do Egito.Manual de sobrevivência de Pessach :

 

1-Em primeiro lugar, agora mesmo acesse ao site:

 

https://pt.chabad.org/holidays/passover/sell_chometz_cdo/jewish/Venda-seu-Chamts-Online.htm

 

e dê a sua permissão aos rabinos para venderem o seu hametz.

 

Lembre-se que a partir da hora que o rabino vende o seu hametz o hametz perdido em casa que não for encontrado já não será mais seu em Pessa’h, e mesmo se for encontrado em Pessa’h não tem problema porque ele está vendido e não é mais seu.

 

Mas não se esqueça de avisar as crianças para não comerem nada que for encontrado em Pessa’h sem mostrar para a mamãe.

 

Então , não perca a paciência com as crianças e dê à eles todo o amor e carinho para eles associarem os preparativos de Pessa’h às boas lembranças da infância.

 

2-Não deixe a cozinha para última hora:

 

O principal da limpeza para Pessach é a cozinha.

 

Os rabinos de Israel costumam dizer : “pó não é hametz e as crianças não são korban Pessach” .

 

Ou seja, você não tem que se desgastar onde não precisa e depois despejar a sua fúria em cima das crianças .

 

Vale a pena adiantar algumas coisas para não entrar em pânico de última hora, como por exemplo , se você tem o freezer da geladeira e outro freezer a parte, passe as coisas do freezer da geladeira para o outro freezer e já deixe o freezer de geladeira limpo para Pessach.

 

3- Armários:

 

Há  treze anos atrás minha esposa estava internada no hospital antes de Pessa’h e eu fiquei responsável por limpar a casa com a ajuda de uma nova ajudante não judia que nunca tinha visto uma limpeza de Pessa’h na vida.

 

Entramos no primeiro quarto. Antes de ir para o hospital minha esposa tinha deixado o quarto limpo e arrumado e a ajudante não tinha entendido o que mais precisava limpar.

 

Eu expliquei para ela que precisamos limpar o quarto para Pessa’h.

 

Mas o que vem a ser isso? Simples! Tirei absolutamente tudo que tinha nos armários , coloquei em cima das camas e pedi para ela limpar o armário por dentro e colocar de volta somente todas as coisas que não são comestíveis, e qualquer coisa comestível encontrada levar para a cozinha.

 

Avisei antecipadamente que para Pessach a gente dá um bônus, sendo que o trabalho é mais difícil.

 

Por incrível que pareça havia lá doces hametz que escondemos e esquecemos que tínhamos escondido!

 

Mas também se você não fizer dessa maneira mas só limpar os armários de maneira genérica e verificar bolsos e bolsas já é o suficiente, principalmente pelo fato de você ter autorizado o rabino à vender o seu chametz.

 

4- Carro: dá para adiantar isso também e lavar o carro muito bem lavado , principalmente por estarmos fazendo as compras de Pessa’h e levando nele.

 

5- Compras para Pessa’h:

 

Não se esqueça de comprar roupas novas para a sua esposa e filhos porque isso faz parte da Mitzvá do Yom Tov de Pessa’h , também devemos comprar uma (pode ser semi) jóia para a esposa.

 

Hoje que a variedade é grande é melhor dar o dinheiro para ela comprar para ela poder escolher o que ela prefere.

 

E o principal, os alimentos , que podem ser comprados de acordo com os produtos liberados na lista que se encontra anexa nos sites

 

https://www.bka.com.br/lista-de-pessach

 

https://bdk.com.br/produtos/?pessach=1

 

 

As carnes podem ser encomendadas no site do Livenn www.livenn.com.br

 

Mesmo os estabelecimentos Casher estarão vendendo produtos Casher Lepessach e também não Casher Lepessach. Quando você faz as compras de Pessach verifique se o produto que você está comprando é Casher Lepessach especificamente.

 

6-Trabalho:

 

Você tem seu próprio negócio? O hametz dos seus colaboradores não é seu. Mesmo assim encaminhe esta página para os seus colaboradores judeus e peça para eles entrarem no site de venda do hametz e autorizarem o rabino à vender o hametz deles .

 

Se você é o dono do seu próprio negócio a Bedikat hametz (verificação do hametz) tem que ser feita no negócio também

 

O importante é fazer tudo com alegria e tranquilidade lembrando à todos à sua volta que Pessa’h é uma festa e não um pesadelo.

 

Muita alegria nessa hora ❤️

 

 

 

 

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Mensagem da Parashá

Alef grande e Alef pequeno

 

Nossa Parashá começa com a palavra Vaykrá que quer dizer “e chamou”, fazendo com que essa palavra se torne tanto o nome da nossa Parashá quanto o nome desse nosso terceiro livro do Humash, dos cinco livros de Moisés..

 

Algumas letras no Sefer Torá tem que ser escritas obrigatoriamente maiores do que o normal e algumas são escritas obrigatoriamente pequenas.

 

Uma dessas letras aparece na nossa Parashá, uma letra “Alef” pequena que é a última letra da palavra Vaykrá.

 

Quando o terceiro Rebe de Lubavitch era uma criança e fez três aninhos de idade , seu avô , o “Baal a Tanya” o levou ao “heider” (escolinha de meninos) pediu para o “Melamed” (professor dos meninos) estudar com ele, como é o costume a primeira parte da nossa Parashat Vaykrá .

 

Depois de estudarem , a criança perguntou ao avô :- Porque a letra “Alef” da palavra Vaykrá é pequena?

 

A pergunta da criança despertou no Baal a Tanya um profundo entusiasmo de devoção , e depois de alguns instantes explicou :

 

– A Torá tem letras normais, tem letras pequenas como essa da nossa Parashá e letras grandes como a letra “Alef” da palavra “Adam” no Divrei a Yamim.

 

Tanto o Adam do “Alef” grande, quanto Moshe Rabeinu do “Alef” pequeno foram pessoas únicas, pessoas que não existiram igual a elas.

 

Adam foi criado pessoalmente por D’us e dele saiu toda a humanidade. Moshe Rabeinu foi quem recebeu a Torá diretamente de AShem , falou com D’us “face a face”.

 

Mas Moshe Rabeinu , mesmo tendo toda essa grandeza, a Torá testemunha sobre ele que ele era o mais humilde de todas as pessoas do mundo.

 

Moshe Rabeinu era filho de Amram , o líder da geração, D’us se revelou para ele na ocasião do “arbusto incandescente”, D’us o chamou para subir ao monte Sinai, etc etc etc , e como com tudo isso como ele conseguiu se manter humilde?

 

Moshe imaginou que qualquer outra pessoa que estivesse nessas mesmas circunstâncias que ele estava e tivesse tido essas mesmas oportunidades que ele teve teria feito muito melhor do que ele, chegaria à níveis muito mais elevados e aproveitaria essas dádivas Divinas de uma maneira muito melhor.

 

Por isso , nesse versículo que está expressando o carinho que D’us tinha por Moshe, “e chamou Moshe”, a letra Alef é pequena mostrando a humildade de Moshe Rabeinu.

 

Temos que aprender com Moshe Rabeinu e usar esse raciocínio para nós também!

 

Uma incrível ligação entre a nossa Parashá e a festa de Pessa’h vem nos ensinar exatamente isso.

 

A Matzá é um pão que não fermentou e vem simbolizar a humildade. O hametz é um pão fermentado, um pão que “estufou” e representa a arrogância.

 

A verificação do hametz vem nos ensinar que devemos sempre verificar todas as nossas atitudes para ver se alguma delas não contém um pouquinho de “arrogância estufada”, e tirar totalmente a prepotência da nossa personalidade!

 

Os próprios preparativos de Pessa’h são um grande treino para se chegar à humildade. A gravidade de se comer hametz em Pessa’h (comer hametz em Pessa’h é uma transgressão a nível de “caret” com todas as suas consequências), e os rigores de Pessa’h que não se encontram em nenhuma outra festa judaica, colocam muitos de nós em um estado de “Pessa’h-fobia” com acréscimo de traumas acumulados de Pessa’h anteriores

 

E depois de limpar a casa inteira ainda é capaz que uma criança corra atrás da outra para os quartos limpos, com um sanduíche na mão, esfarelando no meio do caminho deixando os nervos dos pais à flor da pele.

 

Nessa hora devemos despertar o aspecto “Moshe Rabeinu” da nossa alma e manter a alegria em todos os instantes.

 

 

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Mensagem da Parashá

A Parashá da Minha Vida- Vayakel-Pekudei

Vayakel

Nossa Parashá nos conta sobre os tipos de doações que AShem (D’us) pediu para Moshe pedir ao povo de Israel.

Nesse caso são citadas algumas cores desses materiais que seriam doados para a construção do “Mishkan que era o nosso Templo móvel no deserto, e também para tudo o que estava ligado à ele, incluindo as roupas dos Cohanin que eram os sacerdotes.

Nesse caso a Torá nos traz pequenos detalhes como o fato de certas lãs de carneiro terem sido tingidas com uma tonalidade de vermelho, outras lãs serem tingidas com uma tinta extraída de uma criatura marinha chamada de Hilazon que dava à essa lãs uma tonalidade azul e lãs tingidas com um tipo de tinta chamado de “argaman” que é uma cor polêmica, ninguém ainda conseguiu definir totalmente essa cor.

Também foram doadas peles de um animal chamado de Tahash que tinha um só chifre e sua pele tinha uma grande mistura de cores.

E sendo que a Torá dá um destaque para as cores das doações que foram feitas para construir o Mishkan, levamos em conta que as cores das doações de ouro, prata e cobre não foram citadas pelo fato de serem a própria cor desses metais, diferente das lãs que foram tingidas.

Sendo que o Mishkan e tudo o que era relacionado à ele tinha a função de sincronização entre os mundos de cima e o nosso mundo de baixo que é o “mundo da ação”, com certeza por trás dessas cores havia um motivo espiritual importante que justificava o fato de AShem pedir para o nosso povo fazer a doação desses materiais especificando suas cores.

E não só isso, mas também o fato de a Torá especificar que essas doações estavam sendo pedidas somente para as pessoas que quisessem doar de bom coração e de boa vontade, não deixando claro o motivo desse pedido, sendo que  seria difícil verificar quem estava doando de coração e quem estava doando por outros motivos.

Ação e intenção 

Nosso mundo é o mundo da ação, e por isso os Mandamentos Divinos são uma lista de boas ações que devemos fazer, e más ações que devemos não fazer.

Os mundos de cima estão em um nível muito superior, e esse nível superior está ligado à intenção que é mais profunda do que a ação.

Sendo que o Mishkan e tudo o que estava relacionado a ele seria uma sincronização entre o mundo da ação e o mundo da intenção, AShem colocou como condição o fato de as doações do Mishkan terem que ser feitas obrigatoriamente com uma boa intenção.

Sendo que não é possível cobrar esse nível de todos, as doações para o Mishkan foram voluntárias para aqueles que estavam doando com intenção, de bom coração e de boa vontade.

Enquanto que em outros casos todo o povo de Israel foi convocado a doar, nesse caso, sendo que o Mishkan teria a função de unir entre o mundo da ação e o mundo da intenção, à ação dessa doação precisaria obrigatoriamente conter uma intenção.

Sendo que quanto mais elevado o mundo, mais a característica de essência do bem que é a essência Divina está revelada, essas doações deveriam ser feitas de bom coração e de boa vontade.

As cores na representação das Sefirót 

Rabi Moshe ben Yaakov Cordovero, conhecido como “o Ramak” (1522 – 1570) foi um grande cabalista que viveu em Tzfat (Safed) no norte da Galileia na nossa Terra Santa.

Aquela época foi marcada pela inquisição espanhola e todo o império otomano que incluía a pequena cidade de Tzfat ficou cheio de judeus refugiados da Espanha.

Provavelmente Rabi Moshe também fazia parte de uma família de refugiados, e talvez mais particularmente de Córdoba, devido a seu apelido “Cordovero”, sendo que naquela época ainda não existiam sobrenome.

Depois de ter estudado toda a parte revelada das escrituras judaicas com Rabi Yosef Karo que foi o grande Sábio daquela época, aos vinte anos de idade ele se aprofundou no estudo da Kabalá e rapidamente se tornou a grande autoridade nesse assunto.

Nos seus 48 anos de vida, ele conseguiu escrever muitos livros, sendo o principal deles chamado de “Pardês”, no qual ele traz, entre muitos assuntos, a ligação entre as cores e as Sefirót do mundo superior.

Rabi Moshe Cordovero nos ensinou que toda Sefirá está caracterizada por uma cor. O Zohar chama isso de “tonalidade” evitando usar a palavra cor.

O motivo para isso é que, sendo que cada Sefirá se revela com mais intensidade ou menos intensidade, e também a Sefirá se inclina espiritualmente para todas as Sefirót que estão sincronizadas com ela.

Essa inclinação pode ser para a direita que são as cinco Sefirót chamadas de cinco bondades, ou para a esquerda que são as cinco Sefirót chamadas de cinco severidades.

E sendo que a cor representa o estado em que a Sefirá se encontra naquele momento, e isso depende das nossas boas ou más ações, nunca a Sefirá vai ser representada por uma cor única, mas sempre por uma tonalidade daquela cor que a caracteriza.

A cor lá em cima vai ser comparada à intenção aqui em baixo.

Rabi Moshe Cordovero deixa claro que o que a cor aqui em baixo é uma criação material, e quando falamos sobre cores em relação às Sefirót as cores materiais são somente um exemplo em relação à fonte dessas cores no mundo superior.

E assim nos conta o Ramak, nosso querido Rabi Moshe Cordovero, que a Sefirá chamada de Hessed que é a fonte da bondade, às vezes é representada pela cor branca, às vezes pela cor prata e às vezes pela cor azul, enquanto que a Sefirá chamada de Guevurá que é a fonte da rigidez varia entre vermelho claro, dourado e vermelho escuro.

Esse fato também demonstra que a prata está vinculada a Hessed e o ouro está vinculado a Guevurá.

Por isso, para fazer a sincronização espiritual entre o mundo de baixo e o mundo de cima, foram pedidos também ouro e também prata para as pessoas que doassem de bom coração e com uma boa intenção.

A função do Mishkan e de tudo o que estava vinculado a ele era a de fazer a harmonia entre as forças ocultas espirituais que são as Sefirót e o nosso mundo material, trazendo para esse nosso mundo material só coisas boas e impedindo as coisas ruins de chegarem aqui.

A exemplo da torre de comando do aeroporto que determina o que vai aterrizar e o que não pode aterrizar, assim também o Mishkan dava um acesso para a fartura e abundância do mundo superior “aterrizar” aqui e se transformar em bens materiais, e “segurava no ar” não deixando aterrizar aqui os maus decretos do tribunal Divino, para que tivéssemos tempo de fazer Teshuvá e fazer com que esses maus decretos desaparecessem.

Pekudei

Na nossa Parashá Moshe Rabeinu prestou contas de todo o ouro, prata e cobre doado para construir o Mishkan e todos os objetos necessários para o trabalho que seria feito nele

Diz  Rashi que a palavra Mishkan aparece duas vezes no versículo que fala sobre essa contagem, nos indicando os dois Templos de Jerusalém seriam futuramente destruídos, e dando a entender que isso aconteceu por causa dessa contagem

A Guemará em Baba Metzia nos conta que a bênção Divina não recai sobre uma coisa contada, pesada ou medida, o que reforça essa possibilidade

Diz o Zohar que o principal motivo para isso é que a Bênção Divina se encontra onde há união, e o “todo” está conectado à “raiz”

Quando uma coisa é contada, pesada ou medida, ela está sendo separada de um todo e por isso perde a benção

Na prática, esse “todo” é dividido em partes por meio da contagem, fazendo com que a benção Divina não recaia mais sobre ele

Será que isso é o que Rashi está nos indicando dizendo que o fato de a palavra Mishkan aparecer duas vezes no versículo que se refere à contagem das doações dos materiais do Mishkan nos indica que os dois futuros Templos de Jerusalém foram destruídos por causa dessa contagem

A explicação do “Or a Haim a Kadosh

O grande Tzadik Rabi Haim ben Atar, conhecido como “Or a Haim a Kadosh” devido ao seu livro principal chamado de “Or a Haim” sobre a Torá, nasceu no Marrocos há mais de trezentos anos.

Viveu no Marrocos 40 dos seus 47 anos de vida, em uma época conturbada e repleta de problemas como fome e guerras internas que tiveram como consequência perseguições aos judeus que muitas vezes tiveram que fugir de região para região

Rabi Haim ben Atar mudou-se para a Itália com a sua família, onde editou sua maior publicação, o “Or a Haim”, uma explicação da Torá que lhe deu reconhecimento mundial

O Rebe a Rashab de Lubavitch contou que Rabi Haim ben Atar escreveu seu livro “Or a Haim” enquanto estudava com as suas filhas Humash com Rashi

Disseram ao Rebe de Lubavitch anterior que Rabi Haim bem Atar não teve filhos, e ele respondeu que temos uma “kabalá”, um recebimento de Rebe para Rebe, que ele não teve filhos homens, mas filhas ele teve, e o seu livro é a coletânea das explicações do Humash que ele estudou com as suas filhas

Rabi Haim organizou na Itália um grupo de doadores para abrir uma Yeshivá na terra de Israel

Mudou-se para a Terra Santa com sua família e seus alunos, e no final da sua curta vida conseguiu abrir duas Yeshivot em Yerushalaim, uma para o estudo da parte oculta da Torá, e uma para o estudo da parte revelada

Rabi Haim nos ensinou que o fato de ter sido usada para a contagem das doações do Mishkan a palavra “Pekudei”, vem nos revelar que essa contagem não só que não retirou a Bênção Divina do que foi contado, mas ao contrário, veio acrescentar muitas e muitas bençãos para os doadores

E quanto mais detalhes foram acrescentados nessa contagem, mais bênçãos receberam os que acrescentaram nessas doações

A palavra Pekudei usada pela nossa Parashá para demonstrar a contagem das doações do Mishkan, é usada pela Torá em caso de grandes bênçãos, como, por exemplo, quando AShem dá um filho para Sarah, e como sinal de que chegou a hora da redenção do Egito. Mas ela também é usada em casos totalmente contrários a bênçãos

Diz o Or a Haim que sendo que aqui está se tratando das doações do Mishkan, a palavra “Pekudei” vem nos revelar que nesse caso não há nenhuma aversão Divina, mas ao contrário, grandes bênçãos

E esse é o motivo de que, mesmo que AShem não pediu para Moshe Rabeinu fazer essa prestação de contas, ele a fez isso para acrescentar Bênçãos Divinas aos doadores do Mishkan, fora as que eles receberam pelo próprio fato de terem doado

A explicação do Zohar

Diz o Zohar que o motivo para recaírem bênçãos sobre essa contagem foi o fato de o próprio Moshe Rabeinu tê-la feito, e isso foi o que trouxe bênçãos para ela

Mas se não fosse isso, essa contagem não teria saído da regra geral que é de que por meio da contagem separamos algo do “todo” e ele perde as bênçãos

Enquanto uma coisa não é contada, ela faz parte de um todo, e no todo há bênção, porque o todo está ligado à raiz e fonte das bênçãos, e de lá vem a vida para tudo

Por isso, Moshe Rabeinu que era o homem da fé; um homem, que está ligado à raiz a ponto de mesmo quando estava ocupado com assuntos relacionados à natureza desse mundo, (assuntos materiais), continuava todo o tempo consciente e se lembrando de que tudo é de AShem, e por isso as bênçãos pairaram sobre os seus feitos

E por isso, pelo fato de ele próprio ter feito a contagem, as bênçãos Divinas pairaram sobre o contado

? Será que “mau-olhado” existe de verdade

De uma maneira geral, uma pessoa normal não consegue contar, pesar e medir o que é nosso e comparar com o que é dele, provocando com a própria inveja a separação entre o que é nosso e o “todo”

E o pior é que se acreditarmos que isso possa acontecer realmente, ou seja, acreditarmos que alguém nos colocou um “mau-olhado”, conseguiremos por meio da nossa fé fazer com que a coisa ruim aconteça de verdade. Mas devido à nossa fé e não porque colocaram sobre nós um “mau-olhado”

Mesmo assim devemos evitar as “exceções de regra” não “esnobando” as pessoas à nossa volta, mas nos comportando com “pudor”, ocultando as coisas boas que AShem nos deu até que elas cresçam e apareçam e não tivermos mais como esconder

Por isso, uma mulher judia não costuma publicar que está grávida até o quinto mês, quando esse fato já fica visível para todos. Claro que podemos contar para nossas mães e sogras, mas é melhor pedir para elas também não publicarem até o quinto mês

Mesmo assim, se o mundo inteiro ficar sabendo, você não deve acreditar em um mau-olhado, porque a sua fé no mau-olhado é o maior motivo para ele acontecer de verdade. Então, por um lado não podemos acreditar no mau-olhado, mas por outro devemos ter pudor em relação aos nossos bens mais valiosos e não ficar nos exibindo para não atrair por engano alguma “exceção de regra”

O principal: não seja você essa pessoa que vai contar, medir e pesar o que os outros têm e comparar com o que você tem

Não seja você essa exceção de regra que pode prejudicar alguém. Não seja você a pessoa que só consegue imaginar uma mão fechada e tem dificuldade em imaginar uma mão aberta

Contando pessoas

Por esse mesmo motivo não devemos contar as pessoas

Para saber se já temos dez pessoas na Sinagoga não fazemos a contagem de um, dois, três, mas falamos o versículo 9 do Tehilim 28 , um versículo que tem dez palavras, e a cada palavra apontamos para uma pessoa diferente

Quando terminamos esse versículo sabemos que temos dez pessoas na Sinagoga.

הוֹשִׁיעָה אֶת עַמֶּךָ וּבָרֵךְ אֶת נַחֲלָתֶךָ וּרְעֵם וְנַשְּׂאֵם עַד הָעוֹלָם.

Observação importante

Não há problema quando você verifica diariamente o extrato do banco, sendo que a escrita e o pensamento não entram nessa regra, mas somente o que foi contado verbalmente. Por isso não há problema em preencher formulários especificando o número de crianças. O problema é só falar o número
explicitamente 

As colunas do Mishkan

Somente Moshe Rabeinu conseguiu levantar as colunas do Mishkan

A maior prova para o nosso povo de que Moshe não precisaria prestar contas para eliminar suspeitas foi que quando tudo ficou pronto e ninguém conseguia levantar as colunas do Mishkan somente Moshe conseguiu

Nesse momento AShem pediu para Moshe fazer como se ele estivesse levantando as colunas e elas se levantaram milagrosamente, mostrando a todos que o Moshe de agora continua o mesmo Moshe de antes, o grande Tzadik que ele sempre foi, longe de qualquer suspeita de desonestidade

A explicação do Kli Yakar

Rabi Shlomo Efraim de Luntshits, conhecido como “Kli Yakar” em nome do seu livro principal; nasceu em Luntshits na Polônia no ano de 1540 sendo considerado um dos maiores rabinos da época, comparado ao Maharal de Praga que fez o Golem e ao Rabi Yeshayahu Horovitz de Praga conhecido como Shl’o em nome do seu livro principal

Após o falecimento do Maharal de Praga, Rabi Shlomo Efraim se tornou o Rabino de Praga com o Shl’o

Ele nos explicou que da mesma maneira que AShem pediu para Moshe se ocupar com o levantamento do Mishkan e AShem “fez acontecer”, assim também AShem faz com cada um de nós.

A nossa parte nesse mundo é somente a de nos ocupar com o que precisamos fazer, e a parte de AShem é “fazer acontecer”. Nós começamos, e AShem termina

Então, muita fé e mãos à obra

🌻🌻🌻🌻

Como começou a construção do Mishkan ?

Centenas de anos antes de ser construído, o Mishkan já estava em obras!

O Midrash Tan’huma nos conta que quando Yaakov, nosso terceiro patriarca, recebeu a notícia de que iria descer ao Egito com toda a família, entre outros preparativos para a viagem, Yaacov providenciou mudas de uma árvore chamada de Shitá. O plural é Shitim.

É com esse nome que essas árvores aparecem na Torá: Atzei Shitim, árvores de Shitá.

Rashi nos ensina que a Shitá é um tipo de cedro.

Ou seja, a árvore adequada para construir as colunas que formavam as paredes do Mishkan que  cada uma delas tinha cinco metros de altura e 75 centímetros por 50  de largura, na região onde nosso patriarca se encontrava eram aqueles cedros como os cedros do Líbano que foram usados para construir o Beit a Mikdash, o Templo Sagrado de Jerusalem.

Quando João Ferreira de Almeida, que era um padre português que viveu na Indonésia, traduziu a Torá para o português, ele escolheu uma árvore da Indonésia chamada em português de acácia como tradução para essa árvore que a Torá chama de Shitá.

A acácia é originária da Indonésia e regiões, como Austrália, Papua Nova Guiné e ilhas do pacífico.

O Midrash nos conta que nosso patriarca viu com o seu Rua’h a Kodesh, sua Divina Inspiração, que seria pedido ao nosso povo construir o  Mishkan no deserto.

E por isso ele levou com ele mudas de cedro para o Egito e ordenou aos seus filhos que quando eles voltassem para a terra prometida levassem esses cedros com eles.

Cada uma das 48 colunas do Mishkan tinha 10 “Amot” (5 metros) de altura e um “Amá” e meio de largura (75 centímetros).

Sendo que Yaakov tinha visto o Mishkan com seu Rua’h a Kodesh, pode ser que ele também  ordenou aos seus filhos o número de cedros que eles precisariam levar.

Dessa forma, eles teriam todos os materiais necessários em mãos quando viesse a ordem de construir o Mishkan.

Ou seja, somente há 3550 anos atrás os cedros da nossa Terra Santa chegaram ao Egito com o nosso patriarca que sabia que essas árvores não existiam no Egito e quanto mais no deserto.

Pelo menos uma parte desses cedros, a melhor parte, a parte que precisaríamos para construir o Mishkan, foi levada pelo nosso povo para o deserto e lá o Mishkan foi construído.

Conclusão :

O João Ferreira de Almeida nunca viu a explicação do Midrash, nunca estudou um Rashi e nunca viu  um cedro na vida, e por isso traduziu a Shitá como Acácia que era árvore nativa lá na Indonésia onde ele morava.

Mas por que nós que lemos o Midrash, estudamos Rashi e que vimos os cedros no norte de Israel, por que nós continuamos a traduzir errado como ele fez e não traduzimos certo como Rashi explica?

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Ciclo do ano Judaico

Hametz e Matzá

 

HAMETZ E MATZÁ 

 

Durante os oito dias da festa de Pessa’h não podemos nem comer e nem possuir nenhum tipo de “Hametz”.

 

Hamêts é qualquer comida ou bebida feita à base de trigo, centeio, cevada, aveia, espelta, que ficaram úmidos por mais de dezoito minutos se tornando dessa forma fermentados de acordo com a Torá.

 

Também qualquer derivado ou mistura desses cinco cereais fermentados é considerado hametz.

 

Sendo que o trigo, a aveia, o centeio, a cevada e a espelta que ficaram molhados por dezoito minutos são considerados fermentados pela Torá e se tornam hametz

 

Não podemos comprar trigo ou farinha de trigo e fazer a nossa própria Matzá, sendo que pela lei brasileira todos os cereais para serem vendidos devem ser devidamente higienizados, e essa higienização já os torna hametz.

 

Mas somente esses cinco cereais são considerados hametz pela Torá.

 

Qualquer outra fermentação é permitida, como por exemplo o vinho que é feito por meio da fermentação da uva, e na noite de Pessa’h temos a obrigação de tomar quatro copos de vinho.

 

A única exceção para o uso desses cereais em Pessa’h é a Matzá que é o pão não fermentado porque foram tomadas precauções especiais para assá-la em até 18 minutos. Ou seja, antes que pudesse fermentar

 

Durante os oito dias da festa de Pessa’h não podemos nem comer e nem possuir nenhum tipo de “Hametz”.

 

Para não possuirmos nenhum Hametz em Pessa’h, a partir de agora já efetuamos a venda do Hametz online pelo link abaixo

 

https://pt.chabad.org/holidays/passover/sell_chometz_cdo/jewish/Venda-seu-Chamts-Online.htm

 

Kasher comum e Kasher LePessa’h

 

Muitos produtos industrializados chegam a nós com o selinho “Kosher” muitas vezes impresso na própria embalagem.

 

Isso quer dizer somente que eles são Kasher quase o ano inteiro….. mas isso ainda não quer dizer que esses produtos são Kasher para Pessa’h.

 

Ao contrário, eles podem conter Hametz e derivados de Hametz.

 

Em Pessa’h temos que comer Matzá, mas não qualquer Matzá, porque se não foram tomados cuidados estritamente minuciosos na fabricação da Matzá para evitar o início do processo de fermentação ela também é considerada hamêts.

 

Por isso a Matzá que comemos em Pessa’h tem que ser uma Matzá “Kasher LePessa’h”

 

Para um alimento industrializado poder ser consumido em Pessa’h ele deve ser Kasher para Pessa’h.

 

Ou seja, deve ter um selinho de “Kasher LePessa’h” ou constar em uma lista de produtos liberados para Pessah. E esse é o caso da Matzá também.

 

A Guemará nos conta que um dos sinais de que você se encontra na geração em que a Gueulá vai acontecer é o fato de que todos os jovens vão fazer todos os velhos passarem vergonha.

 

Em todas as gerações ninguém conseguiu decifrar esse sinal até chegarmos à nossa geração, geração do conhecimento, na qual o velho experiente do passado e o jovem imaturo inverteram suas funções.

 

Agora o jovem é um jovem atualizado e as pessoas da minha idade já são classificadas como velhos desatualizados.

 

Na verdade, essa previsão da Guemará não me atrapalhou em nada até eu tentar acessar às listas de Pessach dos sites de Kashrut. Aí descobri o que a Guemará estava nos avisando.

 

Passei vergonha, mas depois de muitos erros cheguei a conclusão de que sem a ajuda da minha filha de onze anos não conseguiria saber se entrei no “search” de Pessa’h ou da lista hametz.

E assim descobri que estamos na geração da Gueulá !

 

Então, faça você mesmo mas verifique se a lista que você entrou foi a lista de Pessach desse ano ou a lista dos produtos liberados para o ano inteiro e não para Pessa’h.

 

https://bdk.com.br/produtos/?pessach=1

https://bdk.com.br/produtos/?pessach2=1

http://bka.com.br/lista-de-pessach

 

O melhor é evitar ao máximo nesses oito dias qualquer produto industrializado, e fazer o nosso Pessa’h o mais natural possível!

 

Vamos comprar para Pessa’h carnes, aves e peixes, obviamente só Kasher, vegetais e frutas, e fazer sempre nossa festa de Pessa’h o mais natural possível! 🌻

 

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

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data Judaica

Suco de uva Borê Pri a Gafen para Shabat e festas judaicas

Suco de uva Borê Pri a Gafen para Shabat e festas judaicas

 

Na noite do “Seder” de Pessa’h bebemos quatro copos de vinho.

 

Nas primeiras duas noites de Pessa’h que são chamadas de “Leil a Seder” temos que tomar quatro copos de vinho.

 

Você que mora em uma cidade onde os vinhos Kasher ainda não chegaram pode fazer um suco de uva verdadeiro, benção “Borê Pri a Gafen” , e cumprir a Mitzvá de tomar os quatro copos de vinho.

 

Um suco de uva verdadeiro também é considerado vinho e serve para o Kidush.

 

Essa receita pode ser usada também para fazer o seu suco de uva “bore pri a Gafen” para todos os Shabatot do ano principalmente se você tem crianças em casa (eu também faço assim).

 

Modo de preparo

 

1- Compre uma panela de pressão nova para Pessa’h (e guarde ela para ser usada somente em Pessa’h) todos os utensílios usados para o preparo desse suco para Pessa’h também devem ser “Kasher Lepessa’h”. Ou seja, devem ser novos ou eram novos quando você comprou, e você usou eles somente para Pessa’h.

 

2- Compre uvas vermelhas para o suco de uva da noite de Pessa’h, ou qualquer tipo de uva para Shabat e Yom Tov. Lave as uvas, separe elas dos galhos e coloque elas dentro da panela.

 

3- Coloque a mão sobre as uvas e adicione água e açúcar. Essa água e açúcar tem que preencher somente os espaços entre as uvas e você coloca a mão em cima para as uvas não flutuarem em cima da água com açúcar, sendo que a água com açúcar tem que preencher somente os “buraquinhos” entre as uvas mas não pode cobrir elas por cima nem se acumular separadamente no espaço de baixo caso elas flutuem, por isso você não deixa elas flutuarem.

 

4- Tampe a panela de pressão , acenda o fogo e deixe somente começar a ferver, desligando no primeiro vaporzinho da pressão.

 

5- Peneire o conteúdo da panela apertando e amassando totalmente as uvas dentro de um coador de café novo ou dentro de uma peneira.

 

Se for dentro de uma peneira você amassa as uvas com uma colher até que todo o suco passe pela peneira e fique dentro da peneira somente uma polpa .

 

6- Coloque o suco em garrafas (podem ser de plástico) novas (como dissemos antes, todos os utensílios dessa receita devem ser kasher Lepessa’h).

 

7- Mantenha o suco na geladeira . Se você fizer ele alguns dias antes de Pessa’h coloque ele no freezer e só descongele na véspera de Pessa’h, e mesmo assim, depois disso mantenha ele na geladeira e só retire para as refeições.

 

Caso ele tenha ficado fora da geladeira e começado a fermentar não se preocupe, ele não virou “hametz”, sendo que hametz é somente a fermentação dos cinco cereais trigo aveia centeio cevada e espelta).

 

A polpa que ficou na peneira pode ser batida com água e açúcar para fazer um suco “sheacol” que só não pode ser usado para o Kidush e os quatro copos.

 

Agradecemos imensamente ao nosso querido Reb Avraham Arbeter pela receita.

 

Rabino Gloiber

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