O que aprendemos com a Vaca Vermelha

Hukat

A Vaca Vermelha

 

O Baal Shem Tov nos ensinou que todos os mandamentos Divinos são eternos, porque a Torá é a revelação Divina e D’us é eterno.

 

A Torá é a sabedoria Divina que desceu ao nosso nível, como por exemplo um pai muito sábio que ensina ao filho mais velho uma sabedoria muito profunda.

 

Quando ele fala com o filho pequeno, a sabedoria profunda desce ao nível da criança aparentando ser uma coisa simples, mas por trás disso se encontra uma sabedoria profunda.

 

Assim também são os mandamentos Divinos, cada um tem por trás de si diferentes aspectos, muitas vezes desconhecidos.

 

O lado simples do mandamento Divino chamamos de “Pshat”.

 

O Pshat é o jeito simples e específico de cumprir o mandamento na prática tendo muitos deles um local e tempo determinado que não é necessariamente “aqui e agora”.

 

No Pshat o mandamento pode acontecer poucas vezes como no caso da Vaca Vermelha da nossa Parashá, ou não acontecer nunca como no caso do ”ben sorer umore” que é um mandamento da Torá que nunca aconteceu e nunca acontecerá.

 

Mas todos os mandamentos Divinos tem um aspecto no qual eles são eternos e acontecem “aqui e agora” mas em outro nível.

 

Um desses aspectos é chamado de ”Remez” (indicação).

 

Nossa Parashá nos conta sobre o mandamento da Vaca Vermelha, um mandamento que aconteceu na prática somente nove vezes em toda a nossa história e vai acontecer mais uma vez na época do Mashia’h.

 

Esse mandamento tem uma característica interessante que é a de impurificar os puros e purificar os Impuros.

 

Diz o Baal Shem Tov que o “Remez” desse mandamento é o orgulho.

 

Orgulho: qualidade ou defeito?

 

O orgulho é comparado à Pará Adumá, a Vaca Vermelha, ele purifica os impuros e impurifica os puros.

 

Quando uma pessoa se comporta de maneira incorreta ele está distante de D’us, e para conseguir sair dessa impureza a pessoa deve se encher de Orgulho.

 

Ter orgulho de cada mandamento que cumpre, de cada Tzedaká que dá, sentir que faz algo por D’us e que agora D’us está em dívida com ela e vai dar para ela um paraíso enorme.

 

Mas aí ela chega à uma etapa onde ela se acomoda e acha que já fez até demais.

 

Nessa hora o orgulho que serviu para ela crescer faz ela se acomodar. Se torna uma barreira, se torna um um bloqueio. De purificador vira impurificador!

 

Sendo que nessa etapa o orgulho deixa de ser um remédio e se torna um veneno, deve ser eliminado.

 

Para eliminá-lo a pessoa deve se lembrar que toda a Tzedaká que deu foi somente parte do que AShem deu para ela, ainda mais, foi a parte pequena da benção Divina que ela recebeu.

 

E todos os mandamentos Divinos que ela cumpriu foram com a força e saúde que AShem deu para ela, e ainda mais, foi somente com um pouquinho dessa energia que recebeu de AShem.

 

Descobre que ela era somente uma criança pequena segurando a direção do carro do papai e achando que estava dirigindo.

 

Aí o Yetzer Hará que é a nossa má inclinação, pode falar para ela- : Viu ! Você nunca fez nada! Você é uma incapaz! Ou sugerir para ela uma falsa humildade dizendo:- Quem é você para fazer alguma coisa?

 

Dessa maneira o “yetzer hará” tira dela a auto estima e a derruba para baixo para que ela deixe de cumprir os Mandamentos Divinos achando que tudo o que ela faz não tem nenhum valor lá em cima.

 

Aí o orgulho é novamente necessário para fazer ela subir, e agora que ela já está cumprindo os Mandamentos Divinos, ela toma a decisão de acrescentar na qualidade, caprichar mais nos Mandamentos, estudar mais Torá, subir de verdade!

 

Agora ela se sente verdadeiramente alguém importante lá em cima!

 

E nessa hora que ela chegou à um nível mais elevado e parou de subir, o orgulho se torna novamente um veneno.

 

Ela se sente dona da razão, reage com crueldade, de maneira desproporcional e fora de controle à qualquer mínimo ataque feito à ela ou ao que ela representa.

 

Achando que quando atacada, em legítima defesa pode massacrar quem a atacou, principalmente quando se trata de um assunto religioso no qual ela tem razão.

 

Se esquecendo totalmente que as palavras dos sábios são ouvidas com tranquilidade, e principalmente ditas com tranquilidade.

 

Novamente o orgulho faz com que ela volte a ser impura e tem que ser eliminado.

 

Conclusão:

 

O orgulho em relação ao nível superior que devemos alcançar é indispensável, sem ele não chegamos lá, mas em relação ao nível que já foi alcançado é destrutivo.

 

Por isso não temos que olhar para trás, para o que já fizemos, mas sim para frente, para o que podemos fazer melhor. Porque sempre em relação ao nível superior o orgulho é um vento à nosso favor!

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

 

Mas sempre rezando por você

 

www.RabinoGloiber.org

 

A Parashá da Minha Vida 🌻Kora’h

Kora’h

Nossa Parashá nos conta sobre a primeira “revolução” na história do nosso povo que foi feita por Kora’h da tribo de Levi, Datan, Aviram e On ben Pelet da tribo de Reuven vizinhos de Kora’h, e mais duzentos e cinquenta rabinos de todas as tribos.

Kora’h era visto pelo nosso povo como um grande estudioso da Torá, e por ser muito rico era, consequentemente, muito influente.

Datan e Aviram eram famosos por sua maldade. Agora eles aparecem para  desmoralizar Moshe e Aharon com o apoio de duzentos e cinquenta rabinos que representavam todas as tribos de Israel, todos alegando que estão lutando por uma “causa nobre”, mas visivelmente com “segundas intenções”.

A tenda de Moshe era muito grande, e foi feita assim para receber todos aqueles que queriam estudar a Torá diretamente de quem a recebeu.

Esse grupo de revoltos aparece na tenda de Moshe acusando-o de ter feito as nomeações do nosso povo de acordo com sua própria preferência e não por determinação Divina, colocando em cheque a veracidade da profecia de Moshe Rabeinu e de tudo o que ele ensinava diariamente à todos aqueles que procuravam a palavra de D’us.

Cada um deles representava uma visão diferente, mas todos estavam unidos contra um “inimigo em comum”, que no caso, D’us nos livre, eram Moshe e Aharon.
Por trás da revolução
Desde que o mundo é mundo, desde Adão e Eva, o primogênito tinha privilégios que os outros filhos não tinham.

Sendo que cada primogênito iria ser o sucessor de seu pai, o primogênito do faraó seria o próximo faraó, o primogênito do médico seria o próximo médico, e assim por diante, os pais investiam na educação dos primogênitos o que não investiam na educação dos outros filhos. Em outras palavras, os primogênitos eram a estrutura da sociedade antiga.

Quando AShem  (D’us) trouxe a praga dos primogênitos para abalar a estrutura do Egito para que eles deixassem o nosso povo sair de lá, AShem  “pulou” os nossos primogênitos mesmo eles não tendo nenhum mérito para isso naquele momento, mas no mérito de que mais futuramente eles seriam os sacerdotes do nosso povo, estariam ocupados totalmente com o trabalho Divino.

Quando o povo de Israel fez o bezerro de ouro, acontecimento que não incluiu a tribo de Levi, AShem  trocou os primogênitos do nosso povo pelos membros da tribo de Levi. Kora’h era da tribo de Levi, filho de Itzhar, neto de Kehat.
Kehat teve quatro filhos:
Amram, pai de Moshe e Aharon, era o primogênito de Kehat. Depois dele vinha Itzhar, pai de Kora’h, depois Hevron, e por final Uziel, pai de Elitzafan.

Enquanto tudo acontecia de acordo com uma hierarquia, os filhos de Amram, primogênito de Kehat, Moshe e Aharon, se tornaram respectivamente o líder do nosso povo e o Sumo Sacerdote, Kora’h não reclamou, mas esperou na fila pela próxima nomeação.

Mas quando Moshe nomeou Elitzafan, filho de Uziel que era o filho mais novo de Kehat, para liderar a família de Kehat, Kora’h viu que não havia uma hierarquia, sendo que Elitzafan era o filho do irmão mais novo do seu pai, e aqui começa o problema.

Kora’h não acreditou que AShem  pediria para Moshe nomear Elitzafan ben Uziel fora dessa ordem hierárquica, e concluiu que Moshe Rabeinu fez as nomeações de acordo com sua própria preferência.

Kora’h se sentiu vítima de discriminação, e foi lutar pela igualdade. Alegou que o sumo sacerdócio que foi dado à Aharon poderia ter sido dado à ele sendo que ele é tão primogênito quanto Aharon.

Datan, Aviram e On ben Pelet, todos da tribo de Reuven, também se sentiram vítimas dessa mesma discriminação, sendo que Reuven era o primogênito de Yaakov, e portanto o justo seria dar o sacerdócio de volta para a tribo de Reuven.

Os 250 rabinos que participaram dessa “mahloket” (discórdia) também se sentiram vítimas dessa discriminação. Eles eram primogênitos das outras tribos e alegavam que sendo que Moshe na opinião deles estava fazendo as nomeações de acordo com seu próprio gosto, o justo seria que ele desse o sacerdócio de volta para os primogênitos de todo o povo e não para quem ele quisesse.
A explicação do Zohar
Mesmo que essa história pode ser entendida de maneira simples, nossos Sábios no livro do Zohar nos revelam nela um assunto maravilhoso.

D’us criou o mundo em sete dias e cada um dos dias da criação está ligado à uma Sefirá lá de cima.

A Sefirá do primeiro dia é a Hessed que é a bondade, a união, a expansão. No primeiro dia D’us criou o céu e a terra coberta por água, no primeiro dia D’us criou a luz.

A Sefirá do segundo dia é a Guevurá que é a rigidez, a separação, a contração. No segundo dia D’us criou a separação. Separou entre as águas de cima e as águas de baixo. Criou o firmamento.

O terceiro dia é Tiféret. O equilíbrio entre a Hessed e a Guevurá. No terceiro dia as águas de baixo deram espaço à terra que tirou árvores e frutos, a conciliação convívio e a harmonia entre a Hessed e a Guevurá.

A Hessed é necessária, mas não em excesso, como a chuva que é uma imensa bondade Divina mas em excesso ela se torna uma inundação. E essa era a situação do primeiro dia da criação, “água para tudo quanto é lado”

No segundo dia D’us separou entre as águas de cima e as águas de baixo. Aqui encontramos detalhadamente o segredo da separação, de acordo com o Zohar, o segredo da “esquerda”, o segredo da Guevurá que é a Sefirá da esquerda.

A direita, a Hessed, é a perfeição de tudo, e por causa disso sobre a direita está escrito a palavra “tudo”, por que dela depende toda a perfeição

Quando a esquerda desperta, desperta a separação, e se não for contida pela Tiféret que à coloca na medida certa, ela pode descer ao precipício, ao lado impuro, se tornando fogo e fúria, dando origem ao guehinon, ao inferno

Moshe na sua grande sabedoria olhou para isso, olhou para os dias da criação. Viu que o gehinon estava vinculado à Guevurá e quiz fazer o equilíbrio entre a Hessed e a Guevurá como vimos mais futuramente nas discussões entre os Sábios de “Beit Shamai” que eram a Guevurá e os Sábios de Beit Hilel que eram Hessed.

Naquele caso a Guevurá ficou dentro do equilíbrio, e mesmo sendo as duas opiniões válidas, a lei judaica foi de acordo com Beit Hilel, e sendo que esse tipo de “mahloket”(discórdia) não tinha “segundas intenções” ela só trouxe coisas boas para o nosso povo.

No caso de Kora’h e os que se uniram à ele, sendo que haviam “segundas intenções”, eles perderam o controle e escorregaram para baixo, e esse é o grande risco da Guevurá sendo que o guehinon está vinculado à ela.

Diz o Rav Haim Vital no seu livro “Etz Hadaat Tov” que Moshe na sua imensa bondade, sempre querendo o bem até dos piores judeus, propôs à eles em primeira instância oferecer o incenso no Mishkan dizendo que dessa maneira AShem  vai mostrar quem é o escolhido por Ele.

Moshe imaginou fazer algo como fez mais futuramente Eliahu Hanavi no Monte Carmel quando o fogo desceu do céu para o Korban de Eliahu revelando que AShem  é o D’us verdadeiro e Eliahu é o seu profeta.

Se acontecesse dessa forma, todos veriam que AShem  escolheu Aharon para ser o Cohen Gadol e ninguém morreria.

E também, ouvindo essa proposta eles poderiam optar por voltar atrás até antes de trazerem o incenso e o milagre acontecer, vendo que Moshe está convicto de que AShem  vai escolher Aharon e eles iriam passar vergonha. Dessa maneira eles poderiam voltar atrás respeitosamente antes que isso acontecesse.

Mas sendo que eles acrescentaram Guevurá à Guevurá, e a Guevurá é o escorregador para o guehinon, eles causaram uma situação em que a terra se abriu e o guehinon espiritual se revelou de forma material.

E esse é o problema com a Guevurá, ela é comparada pelo Zohar ao fogo. Você acende um fogo pequeno e em poucos minutos ele se torna um fogo grande e incontrolável.

E sendo que a Guevurá desce com tanta facilidade direto para o inferno, aprendemos da nossa Parashá que não devemos ser como Kora’h.

Não devemos correr o risco de nos sincronizar com uma conexão espiritual tão perigosa como a Guevurá.

Sempre que nos sentimos oprimidos devemos nos lembrar do que nos contou o Baal Shem Tov, de que até uma folha que cai de uma árvore, quantas cambalhotas ela vai dar, e se isso vai ser por meio do vento ou por meio de uma pessoa, tudo isso já está pré-determinado lá de cima, tudo isso acontece por Divina Providência.

Não podemos deixar a Guevurá despertar dentro de nós, e logo que sentimos a menor inclinação para ela devemos eliminá-la imediatamente sendo que ela nos conecta diretamente ao gehinon, ela se expande rapidamente e o controle sobre ela é dificílimo.

Mas como uma doença que deve ser tratada imediatamente quando diagnosticada para salvar a nossa vida, dessa mesma maneira quando diagnosticamos a Guevurá despertando dentro de nós não podemos dar a ela nem uma mínima chance e devemos tirá-la de dentro de nós no mesmo instante.
🌻🌻🌻🌻
Nossa Parashá começa com as palavras “E pegou Kora’h”.

Nossos sábios analisam essa linguagem dizendo que ele ”pegou uma mercadoria ruim”. E aparentemente por causa da continuação da história onde Kora’h faz uma revolução inteira contra Moshe, a “mercadoria ruim” provavelmente seria a Mahloket fazer intrigas e causar brigas.

Ou seja,  ele pegou uma “mercadoria” que se compara à uma maçã podre que apodrece as que estão próximas a ela. Kora’h pegou a “Mahloket” e contaminou com ela todos os que estavam geograficamente próximos à ele.

Mas como dissemos, tudo isso é aparentemente. O Ari Zal diz que por trás da expressão dos nossos Sábios está um assunto muito mais profundo.

Moshe Rabeinu era a reencarnação do lado bom da alma de Hevel (Abel) e as Almas de toda a geração que saiu do Egito e faleceu no deserto eram ramificações da alma de Moshe.

Todos fora um: Ytró, que era a parte boa da alma de Caim.

Ytró trouxe Tzipora para Moshe e se converteu ao judaísmo fazendo o “Tikun” (o conserto) do lado ruim da alma de Hevel (Abel), ou seja, a parte da alma de Hevel que foi mais afetada pela mistura espiritual entre o bem e o mal causada por Adam Harishon.

Mesmo vindo Kora’h de uma linhagem privilegiada dentro de uma tribo privilegiada e mesmo tendo ele estudado muita Torá, por meio de suas más ações ele recebeu uma encarnação em vida do lado ruim da alma de Cain.

D’us não  dá para alguém um trabalho que ele não tenha recebido as forças para fazê-lo, e ao contrário de Ytró que não nasceu judeu mas nasceu em uma família idólatra e fez todas as idolatrias tendo que se esforçar ao extremo para se tornar um bom judeu, Kora’h já nasceu um judeu religioso e de linhagem privilegiada.

Todo o teste dele nesse mundo era só o de não jogar fora tudo o que recebeu, e assim seriam consertados por ele os lados ruins das Almas de Cain e Hevel elevando ele aos mais altos níveis.

As almas de quase todo o povo de Israel eram ramificações da alma de Moshe e por isso de maneira natural Moshe era o líder do nosso povo e não outro.

Dizem nossos Sábios que a Torá é um remédio para a nossa Alma, mas a mesma Torá pode ser um veneno se a pessoa que a estuda causar isso.

A mesma Torá que  foi o remédio que tirou Ytró da idolatria, essa mesma Torá nas mãos de Kora’h se tornou um veneno que contaminou duzentas e cinquenta pessoas, e se não fosse o milagre da terra se abrir contaminaria o povo inteiro.

A Alma de Cain, por não ter sido refinada por Kora’h acrescentou maldade à maldade dele causando com que ele se revoltasse contra Moshe e influenciando vizinhos estudiosos a fazer igual, “envenenando” a Torá deles também.
Porque a terra tinha que se abrir?
Quando Ytró ouviu que os egípcios afundaram no mar vermelho ele disse: Agora eu sei que AShem  é maior do que todos os ”deuses”, porque o que eles fizeram, afundaram as crianças judias no Nilo, aconteceu para eles!

Aprendemos com Ytró que quando a pessoa não faz o “Tikun”, “o conserto da Alma”, de maneira positiva como fez Ytró, o Tikun acontece de maneira negativa, o que a Torá chama de “midá knegued midá”, ou seja, “o que eles fizeram acontece para eles”.

Por isso Moshe disse para eles:- “Se essas pessoas morrerem como qualquer pessoa não foi D’us que me mandou, mas se a terra se abrir… etc”.

Terminando de falar essas palavras a terra se abriu e Kora’h com todos os seus cúmplices foram absorvidos por ela.

Isso era o “midá knegued midá” de Cain e Hevel.

Cain matou Hevel por vaidade, e a terra se abriu milagrosamente para receber o sangue de Hevel.

Agora Kora’h, a reencarnação de Cain, por vaidade tenta novamente matar Moshe, classificando Moshe como falso profeta, e a terra se abre para receber Cain e seus cúmplices, “midá knegued midá”.

Aharon Hacohen era o contrário de Kora’h. Toda sua vida ele se dedicou a fazer as pazes entre as pessoas e entre maridos e mulheres, mesmo que para isso tivesse que ser “aparentemente” um pouquinho menos “religioso” do que Kora’h, falando de vez em quando uma ”mentirinha” para fazer as pessoas se reconciliarem.

A Torá diz para ficarmos longe da mentira, mas Aharon Hacohen era o médico especialista que sabia dosar a mentira na dose correta transformando o veneno em remédio, enquanto que Kora’h conseguiu transformar a Torá, que é o remédio para tudo, em um veneno mortal.

AShem  fez o cajado de Aharon florir e dar frutos mostrando que essa pessoa que transformou corações duros em flores e frutos de reconciliação ele tem que ser o Cohen Gadol, ele que é o escolhido por D’us !

A explicação do Ari Zal

Nossa Parashá começa com as palavras “e pegou Kora’h” mas continua o assunto sem dizer o que ele pegou mas dizendo somente o que ele fez.

O que ele “pegou” que causou para ele fazer o que ele fez?
Os cinco níveis da Alma Divina
Nossa Alma Divina tem cinco níveis, mas só três deles se revestem no nosso corpo, os outros dois estão sempre em um aspecto de “luz envolvente”

O nível mais baixo da nossa Alma Divina é chamado de Nefesh

O nível acima da Nefesh é chamado de Rua’h

O nível acima do Rua’h é chamado de Neshamá

O nível acima da Neshamá é chamado de Haia

O nível da Haia é chamado de Ye’hida

Muitas vezes as escrituras sagradas usam uma linguagem genérica para a Nossa Alma chamando ela de Nefesh ou de Neshamá, sem nenhuma intenção em relação àquele nível da Alma.

Ou seja, às vezes a palavra Nefesh ou Neshamá querem dizer simplesmente “Alma”, e às vezes as palavras Nefesh e Neshamá estão se referindo ao nível Nefesh e ao nível Neshamá.

O Zohar nos conta que Adam Harishon, o primeiro homem, fez as três maiores transgressões que são:

idolatria, assassinato e relações ilícitas

Idolatria, porque o argumento da cobra foi que se ele comesse a fruta da Etz HaDaat ele viraria D’us, e ele comeu aquela fruta para virar D’us. Essa transgressão afetou o nível mais baixo da Alma dele, o nível Nefesh.

Assassinatos, porque AShem  (D’us) tinha avisado à ele que se ele comesse aquela fruta ele morreria e todos morreriam por causa dele. Essa transgressão afetou o nível Rua’h da Alma dele.

Relações ilícitas, porque depois que ele comeu aquela fruta ele culpou a mulher por ter causado isso para ele e teve durante 130 anos relações ilícitas com duas demônias que se materializavam para ter a relação com ele. Mas sendo que elas eram demônias materializadas, não conseguiam engravidar  crianças materiais mas engravidavam demônios.

Uma delas era a “Li…” que é o aspecto feminino do anjo da morte. Ou seja, a esposa da “coisa ruim”. A outra era a “Na…”, outra demônia. (Usamos somente as primeiras duas letras do nome delas para não atrair elas por meio de pronunciar o nome delas inteiro)

Essa transgressão afetou o nível mais elevado da Alma que se reveste no corpo e portanto pode ser afetado pelas nossas transgressões, o nível Neshamá da nossa Alma.

Para retificar essas três transgressões Adam Harishon se reencarnou simultaneamente em três pessoas que viveram na mesma época, que são os nossos três patriarcas

Avraham Avinu retificou o nível Nefesh de Adam Harishon.

Itzhak Avinu retificou o nível Rua’h de Adam Harishon.

Yaakov Avinu retificou o nível Neshamá de Adam Harishon.

Diz o Ari Zal que essa Alma pôde se reencarnar simultaneamente em três pessoas que viveram na mesma época sendo que são três níveis diferentes da mesma Alma.

Mas se fosse o mesmo nível só teria como se reencarnar se a pessoa anterior falecesse, só assim ele poderia se reencarnar em outra pessoa.

Mas como são três níveis diferentes podem se reencarnar simultaneamente.

O Ari Zal nos conta que depois do conserto da Alma de Adam Harishon pelos nossos três patriarcas, começa o conserto da Alma de Caim que também se reencarna em seus três níveis em três pessoas diferentes simultaneamente.

Ytró era o nível Neshamá, o nível mais alto da Alma de Caim.

Kora’h era o nível Rua’h da Alma de Caim, e o “Mitzri”, o egípcio que Moshe matou para salvar o judeu que estava sendo assassinado por ele, era o nível Nefesh, o nível mais baixo da Alma de Caim.

Quando uma Alma volta para consertar o que fez em uma reencarnação passada, ela volta com a mesma vontade de fazer a coisa errada que fez na reencarnação anterior.

Mas dessa vez, ou ela conserta o que fez na reencarnação anterior se controlando para não fazer aquela coisa errada novamente.

Senão ela passa por esse conserto recebendo o castigo “medida por medida” do que fez.

Adam Harishon impurificou o nível Nefesh da sua Alma por meio da idolatria. Avraham Avinu retificou a Nefesh de Adam Harishon por meio de ter nascido filho de Tera’h que era fabricante e vendedor de estátuas para a idolatria.

E não só pelo fato de ter deixado a idolatria do seu pai, mas também por ter dedicado toda a sua vida ensinando os idólatras à deixarem a idolatria e rezarem somente para AShem .

O Midrash nos conta que a linguagem do versículo que fala sobre o nascimento de Caim e Abel nos indica que com Caim nasceu uma irmã gêmea e com Abel nasceram duas, como diz o versículo: “ela deu à luz à…”e” Caim” “e ela deu à luz…”e”… à seu irmão…”e”…Abel”. Cada “e” no versículo vem acrescentar uma irmã gêmea, como dizendo “ela “e” Caim.

Sendo que Havá era parte de Adam Harishon podemos dizer que Adam Harishon se casou com si próprio sendo que ela era um lado dele.

A palavra “tzela” que quer dizer “lado” foi traduzida pela igreja erroneamente como costela, mas o Midrash nos conta que quando AShem  fez o primeiro homem, um lado era Adam e o outro Havá, e para criar a mulher AShem  somente separou esses dois lados.

A segunda geração que eram Caim e Abel se casariam com as próprias irmãs, e por isso Caim nasceu com uma gêmea e Abel com duas.

O nível Nefesh de Caim se reencarnou no “Mitzri”, no egípcio que estava tentando assassinar um judeu à chicotadas.

Quando Moshe saiu do palácio do Faraó para ver de perto o que está acontecendo com o nosso povo ele tinha vinte anos.

Moshe viu o egípcio tentando assassinar um judeu à chicotadas. Diz o versículo que Moshe olhou para um lado e para o outro.

O Midrash diz que Moshe olhou para um lado e viu o que o egípcio fez na casa e o que ele fez no campo.

Depois disso Moshe falou o nome de AShem  de quarenta e duas letras que são as iniciais das quarenta e duas palavras da reza “Ana Bekoa’h” tirando dessa forma a alma do egípcio do corpo.

Diz o Ari Zal que o que Moshe viu que o egípcio fez no campo não se referia ao egípcio mas sim ao nível Nefesh da Alma de Caim que estava nele.

Ou seja, Caim matou Abel no campo para roubar dele a gêmea que tinha nascido a mais, e esse egípcio que era a reencarnação de Caim (nível Nefesh) tinha passado a noite na casa do judeu violentando a esposa dele, e agora estava assassinando o marido para pegar ela definitivamente.

Moshe matou o egípcio e o escondeu dentro da terra, e essa foi a retificação “midá kneged midá”, “medida por medida” sendo que Caim matou Abel e “a terra se abriu para receber o sangue dele”.

Depois desse acontecimento, Moshe fugiu, e posteriormente chegou em  Midian e se encontrou com Ytró que precisaria retificar o nível Neshamá de Caim que foi afetado pela relação ilícita que Caim teve com a gêmea que roubou de Abel. Aquela gêmea se reencarnou como Tzipora, a filha de Ytró.

Ytró deu sua filha Tzipora para se casar com Moshe, e depois da saída do Egito ele levou Tzipora pessoalmente para Moshe no deserto, fazendo o conserto do nível Neshamá da Alma de Caim.

Ytró retificou Caim por meio de uma ação positiva, e por isso não precisou passar pela retificação “medida por medida” como o egípcio
O que Kora’h pegou?
Kora’h, diz o Ari Zal, pegou o Rua’h de Caim. O que estava faltando nessa retificação é o fato de Caim ter assassinado Abel porque o korban, o sacrifício de Abel, foi aceito por AShem  e o dele não.

O fato de Caim ter assassinado Abel também por esse motivo foi o que afetou o nível Rua’h da Alma de Caim.

Kora’h não retificou o nível Rua’h de Caim por meio de uma ação positiva, mas muito pelo contrário.

Ele tentou fazer com que Moshe fosse condenado como falso profeta para que ninguém mais do que Kora’h se tornasse o “Cohen Gadol”, o sumo sacerdote, o responsável por todos os assuntos religiosos do nosso povo.

Por isso Moshe disse para ele que se a terra se abrir esse é o sinal de que a profecia de Moshe foi dada por AShem . Ou seja, medida por medida.

Como a terra se abriu para receber o sangue de Abel, agora ela vai se abrir para receber Kora’h, ou seja, para receber Caim.

O “Tikun”(conserto) de Caim, diz o Ari Zal, está indicado no seu próprio nome. Daqui vemos que Havá tinha visto isso quando deu à luz à ele e o chamou de Ca-i-m que são as iniciais de Cora’h (Kora’h), Itró (Ytró), e Mitzri (o egípcio).
🌻🌻🌻
Mais detalhes sobre o assunto anterior:

O que leva uma pessoa extremamente rica, muito inteligente e de boa família como era Kora’h tentar abalar toda a estrutura do nosso povo?

E mais, tentar dessa maneira também assassinar à Moshe Rabeinu sendo que pela Torá o falso profeta é passível de pena de morte!
Caim e Abel, Kora’h e Moshe
Para entendermos isso temos que voltar ao começo do mundo quando aconteceu o primeiro assassinato da história. Caim tinha nascido antes de Abel e com ele nasceu uma irmã gêmea que seria sua esposa.

Abel nasceu depois e com ele nasceram duas irmãs gêmeas que seriam suas duas esposas.

Caim ficou com inveja e planejou matar seu irmão para pegar essa esposa que ele achava merecer mais do que seu irmão

Caim fez um sacrifício para D’us. Ele plantou linho, pegou a pior parte da sua colheita, a parte que ele iria descartar de qualquer jeito, essa parte ele queimou no altar.

Ou seja, no lugar de jogar fora ele fez dela uma oferenda para D’us, a primeira “reciclagem” da história da humanidade!

A fumaça do linho oferecido no altar foi dispersa por um vento forte mesmo que naquele dia não houve nenhum vento em nenhum lugar a não ser esse diretamente em cima do altar de Caim demonstrando claramente que AShem  não quer o sacrifício oferecido por ele.

Abel criava ovelhas. Ele também fez uma oferenda para D’us, trouxe o melhor carneiro do seu rebanho e fez dele um sacrifício no altar.

Mesmo sendo aquele dia um dia de forte ventania, a fumaça do sacrifício de Abel milagrosamente subiu direto para o céu em uma linha reta, demonstrando que D’us aceitou o sacrifício de Abel.

Por esses dois motivos Caim matou Abel, por achar que, sendo que ele é mais importante do que o seu irmão ele deve estar mais próximo à D’us do que o seu irmão e também merece ter mais mulheres do que seu irmão.

Várias passagens da Torá são verdadeiras incógnitas que somente são decifradas como sendo referência à assuntos espirituais muito profundos.

Entre essas passagens estão o versículo “olho por olho e dente por dente” e também o versículo no qual D’us cobra até a quarta geração dos que fazem o mal.

O versículo olho por olho e dente por dente não tem como ser aplicado na prática porque o castigo na prática de quem quebrou o dente de alguém é pagar o médico, a indenização pela vergonha que a vítima passou, e os dias de trabalho que perdeu por causa do ferimento, mas não retirar o dente do agressor.

E ainda mais, nada justificaria alguém que não tem dentes ser absolvido desse tipo de julgamento.

Sendo assim nossos sábios aprendem desse versículo que a indenização cobrada por um olho não é a mesma cobrada por um dente.

Mas sendo que a indenização tem que ser determinada por meio de um julgamento, o tribunal rabínico já determinaria por motivos lógicos que a indenização de um olho não é a mesma que a indenização de um dente.

O versículo que diz que D’us cobra até a quarta geração de quem faz o mal também não é aplicável, sendo que a própria Torá determina que os filhos não pagam pelos pecados dos pais.

E mais, o fato de o filho ter sido educado de maneira errada não é culpa do filho mas sim do pai, então absolutamente não há como cobrar dos filhos nem o comportamento do próprio filho, quanto mais o comportamento dos pais, e quanto mais o comportamento dos netos e dos bisnetos.
A explicação do Zohar
No lado oculto da Torá a explicação desse dois versículos e a ligação entre eles é clara.

Quando alguém fere uma pessoa e causa a perda do seu olho ou do seu dente, naquele momento é imediatamente decretado lá encima que o agressor vai perder o olho ou o dente, e essa é a explicação do versículo “olho por olho e dente por dente”.

AShem  (D’us) na sua infinita bondade dá para aquele agressor o longo prazo de quatro reencarnações para ele retificar o que fez.

Ou seja, as quatro gerações do versículo não são quatro gerações biológicas, mas sim quatro reencarnações da mesma pessoa.

Ou ele consegue retificar o que fez de maneira positiva, ou vai acontecer para ele o que ele fez para o outro, “olho por olho dente por dente”.

O nível mais baixo da nossa Alma Divina é chamado de Nefesh. Caim matou Abel por dois motivos: ele achava que por ser mais importante do que Abel ele merecia ter aquela esposa a mais, e matou Abel para roubar dele a mulher.

O nível Nefesh de Caim se reencarnou como o soldado egípcio que tinha colocado o judeu para trabalhar a noite inteira e enquanto isso aquele soldado passou a noite com a mulher daquele judeu, e de manhã estava tentando assassinar o judeu a chicotadas.

Não só que ele não retificou o que fez, mas tentou repetir o erro. Para salvar o judeu, Moshe teve que falar um nome de AShem  que faz a alma do egípcio sair do corpo, e depois enterrou o corpo morto dele na terra.

E assim, da mesma maneira que a terra se abriu para receber o sangue de Abel quando foi assassinado, agora ela recebe o sangue desse egípcio.

Ou seja, sendo que ele não retificou o que fez na reencarnação anterior mas ainda continuo insistindo no erro, aconteceu para ele agora o “olho por olho e dente por dente”, o que ele fez antes levou agora.

Um nível superior da alma de Caim se reencarnou como Ytró, e a esposa de Abel que era o pivô da briga se reencarnou como Tzipora, a filha de Ytró.

A retificação desse nível da alma do Caim nesse caso aconteceu de maneira positiva. Ytró levou Tzipora para Moshe no deserto e deu para Moshe o conselho que salvou a sua vida.

Agora chegamos à parte mais complexa. Caim tinha assassinado Abel também porque ele achava que por ser mais importante do que Abel, D’us teria que aceitar o sacrifício que ele fez e não aceitar o de Abel, e essa foi a parte que pegou Kora’h.

O teste de Kora’h foi o de aceitar que Moshe estava mais próximo de D’us do que ele. Mas como poderia Kora’h aceitar esse fato?

Quando Moshe tinha três meses de idade a filha do faraó o levou para seu palácio e lá ele foi criado.

Moshe cresceu no palácio do faraó. Claro que a princesa trouxe para ele os melhores professores particulares da comunidade judaica, mas olha onde ele estava! Como comparar ele à Kora’h que cresceu no coração da comunidade judaica que era a terra de Goshen.

E ainda mais, depois de ter crescido entre os egípcios no palácio do faraó, Moshe foi morar em Midian e se casou com Tzipora, a filha do sacerdote de Midian!

Claro que ela se converteu ao judaísmo, mas comparar ela com a mulher de Kora’h que era judia religiosa de nobre linhagem…

Para Kora’h não faltavam motivos para justificar por que ele tinha que ser a pessoa mais próxima de D’us e não Moshe Rabeinu, da mesma forma que para Caim era óbvio que o sacrifício dele deveria ser aceito e não o de Abel.

E aqui chegamos à reta final da retificação de Caim. Ou Kora’h consegue se controlar, ou o que ele fez na vida anterior vai ser cobrado dele agora.

Por isso Moshe avisou Kora’h que se a terra se abrir para recebê-lo, esse é o Sinal de que Moshe é um profeta verdadeiro.

Por que Moshe Rabeinu precisava lembrar à Kora’h esse detalhe?

Moshe Rabeinu era a reencarnação de Abel, e Kora’h pegou o lado difícil do Caim.

Sendo que a Alma Divina tem a memória das reencarnações anteriores que se despertam no nosso subconsciente.

Moshe apelou para esse fator também, lembrando Kora’hque da mesma forma que a terra se abriu para receber o sangue de Abel, se ele não retifica isso de maneira positiva vai acontecer para ele o olho por olho e dente por dente, e milagrosamente a terra vai se abrir para receber Kora’h e todos os que estão dando apoio à ele, porque sem esse apoio ele não teria como fazer o que tentou fazer.

De Kora’h aprendemos que não devemos ser como Kora’h!

Muitas vezes achamos que merecemos muito mais e estamos recebendo muito menos enquanto que nossos amigos que na nossa opinião merecem muito menos estão recebendo muito mais.

Então vamos sempre nos controlar, só temos a ganhar!
Shabat Shalom🌻
Rabino Gloiber
Sempre rezando por vocês

A Gueulá está próxima

A Guemará em Sanedrin nos conta que o Mashia’h pode ser dos mortos ou dos vivos contanto que seja um descendente direto do Rei David, saiba tanta Torá como o David e cumpra todas as Mitzvót como o Rei David 

 

A Guemará nos  trás o exemplo do profeta Daniel com um versículo comprovando que se a Gueulá acontecesse na época dele, mesmo depois da sua morte, ele levantaria e se tornaria o Mashia’h.

 

O que é considerado a época dele? Rashi explica que todo o tempo que Josué, o aluno de Moshe, estava vivo, Moshe era considerado vivo também 🥰

 

Nós somos os alunos do Rebe, participamos pessoalmente das palestras dele e estamos aqui com vocês. 

 

Ou seja, nós somos a geração do Rebe e todos nós vamos estar juntos na hora da Gueulá. O Rebe e todos nós.

 

Os romanos antigos copiaram também esse aspecto da religião judaica e aplicaram esse princípio inadequadamente à alguém que não era um descendente do rei David, não cumpriu a Torá e as Mitzvot, e que na época dele o Beit a Mikdash foi destruído, as guerras perdidas e o povo se espalhou para fora de Israel, sinais contrários à vinda do Mashia’h e não tendo qualquer relação ou comparação com o princípio judaico da vinda do Mashia’h e com o fato de os alunos dos Sábios de Israel dizerem que o Rebe deles era o Mashia’h.

 

Na época da Mishná, há pouco menos de 2.000 anos atrás, os judeus liderados por Shimon bar Ko’hva, intitulado como “presidente de Israel”, fizeram uma revolução contra o império romano e conseguiram provavelmente três anos de independência.

 

Naquela ocasião, Rabi Akiva acreditou que Bar Ko’hva fosse o Mashia’h.

 

Como pôde Rabi Akiva fazer tal erro de avaliação?

 

Para entendermos isso voltamos à época do Rei David, que mesmo tendo sido ungido pelo profeta Shmuel como o Rei Ungido, ou seja, Mashia’h, não pôde construir o Beit Hamikdash, o Templo de Jerusalém, porque teve a obrigação de guerrear para salvar nosso povo dos seus inimigos.

 

Seu filho, o Rei Salomão, por não ter precisado fazer guerras, recebeu a ordem Divina de construir o Beit a Mikdash.

 

Quando falamos sobre Mashia’h vemos a alusão à uma guerra chamada de Gog e Magog.

 

Se o Mashia’h participar da guerra ele não poderá construir o Beit a Mikdash, por isso existe uma referência à um “pré Mashia’h” chamado Mashia’h Ben Yossef” que faz as guerras e falece depois de vencê-las.

 

Sendo que a regra é que uma profecia negativa como lutar em uma guerra não é obrigada a acontecer, o Mashia’h Ben Yossef não é obrigado a existir e AShem pode fazer a guerra de Gog e Magog ser vencida milagrosamente como vemos na história do Rei Hizkiahu.

 

O Rei da Judéia, Hizkiahu, venceu o Rei da Assíria, Sanherib sem sair da cama.

 

O Anjo Gabriel se revelou para o exército dos Assírios e todos eles morreram, com exceção de cinco.

 

A Guemará nos conta que Hizkiahu, que era um descendente do rei David, poderia ser diretamente o Mashia’h Ben David, e Sanherib Gog e Magog, caso tivessem tido o mérito da Gueulá acontecer na época dele.

 

Nesse caso não teria havido a necessidade de um Mashia’h Ben Yossef. Mas no caso de Rabi Akiva, sendo que a revolução já estava acontecendo, ele achou que Bar Ko’hva poderia ser esse Mashia’h Ben Yossef sendo que ele começou a fazer as guerras.

 

Quando ele foi morto pelos romanos Rabi Akiva viu que ele não era o Mashia’h Ben Yossef.

 

Sinais de que Mashia’h está chegando

 

Porque a Guemará nos traz sinais para sabermos que estamos na geração da Gueulá, da redenção final? Para fazermos isso acontecer mais rápido acrescentando nas nossas Tefilot e nas nossas Mitzvót!

 

Um dos sinais da Guemará é de que os jovens vão fazer os velhos passarem vergonha.

 

Sempre que compramos um equipamento novo e não conseguimos usar ele sem a ajuda de um adolescente para nos explicar com muita paciência dezenas de vezes como ele funciona, sentimos que esse sinal está acontecendo na prática…

 

Outro sinal é de que os principais rios da cidade vão andar como óleo e não vai dar para pescar neles nem um peixe para um doente. 

 

Essa é uma das coisas que nem Rashi conseguiu explicar.

 

Rashi tentou imaginar que talvez os rios ficassem semi congelados e andariam devagar como óleo, mas o problema com essa explicação é de que mesmo assim ainda daria para pescar um peixe neles. 

 

Quem na idade média poderia imaginar o Rio Tietê? Nem na pior das hipóteses Rashi não conseguiu imaginar uma coisa tão ruim assim.

 

E daí para adiante, todos os sinais da Guemará já aconteceram, e agora só nos resta a explicação de Rashi sobre  “Pense no futuro!”

 

Veja o que você poderia estar ganhando:

 

D’us tem o poder de te dar coisas mega maravilhosas que são os tempos do Mashia’h e o próximo mundo

 

Acrescente no estudo da Torá e no Cumprimento das Mitzvót e Mashia’h vai chegar! você só tem a ganhar!

 

 

Rabino Gloiber 

Sempre correndo 

Mas sempre rezando por você 

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🌻🌻🌻🌻

 

 

https://www.instagram.com/reel/DZrXvxqsxP7/?igsh=MWlpejMxY2Y1ZWFrcg==

 

Shalom Uvra’ha, muita saúde, muitas notícias boas para todos nós hoje .

 

2 de Tamuz de 5786 no calendário judaico .

 

Tamuz não é apenas um mês do calendário judaico. Tamuz é um espelho.

 

E poucas pessoas gostam de olhar para espelhos quando eles mostram as rachaduras da alma.

 

No dia 17 de Tamuz começaram as brechas que culminaram na destruição de Jerusalém e do Beit Hamikdash.

 

A muralha foi rompida primeiro por fora, mas a verdadeira destruição já havia acontecido por dentro.

 

Os inimigos apenas concluíram uma obra que o ódio gratuito, a divisão e a indiferença já haviam iniciado.

 

O problema é que, no século XXI, continuamos repetindo exatamente o mesmo erro, apenas com ferramentas mais sofisticadas.

 

Hoje não precisamos de muralhas de pedra para serem quebradas. Temos celulares, redes sociais, comentários anônimos e grupos de discussão.

 

Em poucos segundos uma pessoa pode destruir a reputação de outra, humilhar alguém diante de milhares ou espalhar veneno para multidões.

 

As Três Semanas nos convidam a perguntar:

 

O que meus olhos estão consumindo?

 

*O olhar é a porta da alma.*

 

O Zohar ensina repetidamente que os olhos são emissários do coração. O que entra pelos olhos desce ao pensamento, do pensamento para o desejo e do desejo para a ação.

 

A impureza raramente começa com um ato.

 

Ela quase sempre começa com um olhar aparentemente inocente.
Vivemos numa geração que vê tudo e contempla quase nada.

 

Rolamos telas por horas, observamos a vida dos outros, desejamos o que não temos, invejamos o que não precisamos e alimentamos uma ansiedade que nunca existiu em tamanha escala.
Nossos olhos estão cheios de imagens, mas vazios de significado.

 

E o coração?

O Zohar explica que o coração é o centro onde as forças da santidade e da impureza travam sua batalha.

 

O problema do nosso tempo não é falta de informação.

 

É excesso de endurecimento.

 

As pessoas choram diante de filmes, mas permanecem indiferentes ao sofrimento do vizinho.

Defendem causas globais, mas não conseguem pedir desculpas dentro da própria casa.

 

Falam de amor à humanidade enquanto cultivam ressentimentos antigos.

 

O coração moderno está hiperestimulado e ao mesmo tempo anestesiado.

 

E então chegamos à ferida mais dolorosa:

 

O ódio gratuito.

Nossos sábios ensinaram que o Segundo Beit Hamikdash foi destruído por ódio sem motivo.

 

Mas talvez a pergunta mais desconfortável seja:
Será que realmente acreditamos que isso acabou?

 

Hoje o ódio gratuito veste roupas elegantes , de grife.

 

Ele aparece como cancelamento.

Como desprezo por quem pensa diferente.

Como arrogância intelectual.

Como polarização política.

Como brigas religiosas.

Como fofoca disfarçada de preocupação.
Como comentários cruéis escritos atrás de uma tela.

 

O Templo não foi destruído porque os judeus deixaram de estudar Torá.

 

Foi destruído porque deixaram de enxergar a imagem de Ashem uns nos outros.
Essa é a verdadeira tragédia.

 

O Zohar ensina que quando Israel está unido, a Shechiná repousa sobre ele.

 

Quando há divisão, cria-se uma separação também nos mundos espirituais.

Por isso, durante as Três Semanas, não estamos apenas lamentando pedras queimadas há quase dois mil anos.

 

Estamos lamentando cada vez que escolhemos o ego em vez da compaixão.

Cada vez que preferimos vencer uma discussão a preservar uma pessoa.

Cada vez que olhamos para alguém e enxergamos um adversário em vez de uma alma.

 

*Talvez a pergunta mais importante de Tamuz seja:*

 

Onde existe uma brecha na minha muralha?

Nos meus olhos?

No meu coração?

Na minha fala?

Nos meus relacionamentos?

 

Porque Jerusalém continua sendo reconstruída toda vez que uma pessoa fecha a porta para o ódio e abre espaço para a Chessed ( bondade )

 

E talvez o maior desafio do século XXI não seja a inteligência artificial, a tecnologia ou as crises mundiais.

Talvez seja algo muito mais difícil:
Aprender novamente a olhar para o outro sem inveja.

Falar sem ferir.

Discordar sem odiar.

 

E lembrar que o Terceiro Beit Hamikdash será construído não apenas por pedras, mas por corações que finalmente aprenderam a permanecer unidos.

 

Que Ashem nos permita transformar estas Três Semanas de luto em dias de introspecção verdadeira, e que possamos merecer ver a Gueulá e a consolação de Jerusalém, rapidamente em nossos dias. Amén.

 

Um beijo no coração de todos vocês e tudo de bom

 

Rivka Haia Eitan , filha de Rav Avraham Eitan Gloiber 🌻🥰

Pensando no Futuro

Pensando no Futuro

 

Pense no futuro, veja o que você poderia estar ganhando. D’us tem o poder de te dar coisas maravilhosas que são os tempos do Mashia’h e o próximo mundo, faça o certo e você só tem a ganhar!

 

Um dos 13 princípios da fé judaica é que Mashia’h vai chegar

 

Esse princípio consiste em que no fim do “Galut”, no final do nosso exílio entre os povos do mundo Mashia’h vai chegar

 

A era do Mashia’h é uma época maravilhosa, uma época de fartura

 

Uma época sem crises, sem guerras, sem doenças, sem acidentes, um mundo bom em que todos vamos estar felizes

 

A Mele’h a Mashia’h

 

Diz o Rambam que o Mashia’h é um descendente direto, filho após filho, do rei David e que se iguala ao rei David no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot.

 

Ele vai construir o Beit a Mikdash, nosso Templo Sagrado de Jerusalém, no lugar sagrado onde hoje se encontra o Kotel que é o muro ocidental do “Monte do Templo”.

 

Ele vence as guerras de AShem e depois traz todos os judeus, incluindo as dez tribos perdidas, de volta para a terra de Israel.

 

Fazendo isso ele se torna o Mashia’h que em hebraico quer dizer simplesmente o “Rei Ungido”, sendo que ele é um descendente direto do rei David que foi ungido pelo profeta Shmuel ele herda a unção do rei David automaticamente e não precisa de uma segunda unção para ser o rei de Israel.

 

Daqui aprendemos que a solução para o nosso exílio não é um presidente eleito e nem um primeiro ministro, mas sim o Mashia’h

 

A Guemará em Sanedrin nos conta que os alunos dos grandes Sábios que estavam dentro desse critério, ou seja, que eram descendentes do rei David e eram grandes como ele no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot, diziam que o Rebe (mestre em hebraico) deles era o Mashia’h.

 

Com isso queriam dizer que, caso acontecesse a Gueulá naquela época, o candidato mais adequado para ser o Mashia’h seria aquele Sábio.

 

Dessa mesma maneira, na nossa geração o Rebe de Lubavitch foi apontado por muitos como candidato dentro desses critérios dos antigos Sábios da Guemará e por esse motivo isso não foi visto como uma transgressão à Halachá, à lei judaica.

 

Quando acontecer a Gueulá e o Beit a Mikdash for reconstruído em Jerusalém incluindo a parte principal que desce pronta do céu, o povo de Israel trazido para a Terra Santa incluindo as dez tribos, o candidato a Mashia’h se torna o Mashia’h na prática.

 

Antes disso, os alunos do Rabi Hanina ou os alunos do Rabi Inon na Guemará puderam dizer que o Rebe deles era o Mashiach, dentro dessa intenção.

 

A Guemará em Sanhedrin também nos conta que o fato de o Mashia’h ser dos vivos ou dos mortos não é relevante nesse caso contanto que ele venha a construir o Beit a Mikdash, vença as guerras de AShem e traga o nosso povo de volta para a terra prometida passando depois junto com todo o povo de Israel para a etapa em que a vida será eterna, o próximo mundo

 

Os romanos antigos copiaram também esse aspecto da religião judaica e aplicaram ele inadequadamente à alguém que não era um descendente do rei David, não cumpriu a Torá e as Mitzvot, e que na época dele o Beit a Mikdash foi destruído, as guerras perdidas e o povo se espalhou para fora de Israel, sinais contrários à vinda do Mashia’h e não tendo qualquer relação ou comparação com o princípio judaico da vinda do Mashia’h e com o fato de os alunos dos Sábios de Israel dizerem que o Rebe deles era o Mashia’h.

 

A Guemará no tratado de Rosh a Shaná nos conta que Rabi Eliezer diz que no mês de Nissan aconteceu a Gueulá dos nossos ancestrais que saíram do Egito e em Tishrei será a Gueulá futura.

 

Sendo que a festa de Sucot foi dada pela Torá em comemoração à Gueulá do Egito, e como diz a Meguilá: “Esses dias são lembrados e acontecem”, esses dias de Sucot são uma hora propícia para a Gueulá! O mesmo acontece em relação à festa de Pessa’h

 

Então, vamos pedir para

AShem trazer a Gueulá Só temos a ganhar!

O Rebe como Mashia’h

 

Um dos 13 princípios da fé judaica é que Mashia’h vai chegar.

 

Esse princípio consiste em que no fim do “Galut” (exílio) um descendente direto do rei David que se iguala ao rei David no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot, constrói o Beit a Mikdash que é o Templo Sagrado de Jerusalém, no lugar sagrado chamado o “Monte do Templo” onde hoje se encontra o Kotel, vence as guerras contra os povos do mundo que se opõem à Gueulá e traz todos os judeus de volta para Israel.

 

Fazendo isso ele se torna o Mashia’h que em hebraico quer dizer simplesmente o “Rei Ungido”, sendo que ele é um descendente direto do rei David o qual foi ungido rei de Israel pelo profeta Shmuel e portanto não precisa de uma segunda unção para ser o rei de Israel.

 

Daqui aprendemos que a solução para o fim do problema do exílio judaico não é um presidente eleito mas sim o Mashia’h.

 

Na época da Guemará os alunos dos grandes Sábios que estavam dentro desse critério, ou seja, eram descendentes do rei David e eram grandes como ele no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot, diziam que o Rebe deles era o Mashia’h, como vemos na Guemará em Sanhedrin.

 

Com isso queriam dizer que caso acontecesse a Gueulá naquela época, o candidato mais adequado para ser o Mashia’h seria aquele sábio.

Na nossa geração o Rebe de Lubavitch foi apontado como candidato dentro desses critérios dos antigos sábios da Guemará.

 

Quando acontecer a Gueulá, o Beit a Mikdash for reconstruído em Jerusalém e as guerras vencidas, o candidato a Mashia’h se torna o Mashia’h na prática.

 

Antes disso, os alunos do Rabi Hanina na Guemará ou os alunos do Rabi Inon puderam dizer que o Rebe deles era o Mashia’h (dentro dessa intenção) e isso não consistiu em um problema de lei judaica.

 

O mesmo se aplica hoje à quem aponta o Rebe de Lubavitch como candidato a Mashia’h da nossa geração.

 

A Guemará em Sanhedrin também diz que o fato de o Mashia’h ser dos vivos ou dos mortos não é de relevante nesse caso, contanto que a Gueulá aconteça na geração dele, ou seja, enquanto ainda estão vivos os alunos que ouviram pessoalmente os ensinamentos dele.

 

Nesse caso é necessário que ele se revele, construa o Beit Hamikdash, vença as guerras de AShem e traga o nosso povo de volta para a terra prometida.

 

Passando depois junto com todo o povo de Israel para a etapa em que a vida será eterna.

 

Os romanos antigos copiaram também esse aspecto da religião judaica e aplicaram ele inadequadamente à alguém que não era um descendente do rei David, não cumpriu a Torá e as Mitzvot como o rei David, e que na época dele o Beit a Mikdash foi destruído, as guerras perdidas e o povo se espalhou para fora de Israel, não tendo qualquer relação ou comparação com o princípio judaico da vinda do Mashia’h e com o fato de os alunos dos Sábios de Israel dizerem que o Rebe deles era o Mashia’h.

 

Em resumo, dizer que o Rebe é Mashia’h não é contra a lei judaica sendo que a intenção é de apontá-lo como candidato aos grandes milagres da Gueulá que estão para acontecer.

 

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
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O que aprendemos a não fazer ? Aprendendo com os erros de Kora’h

Nossa Parashá começa com as palavras “E pegou Kora’h”.

 

Nossos sábios analisam essa linguagem dizendo que ele ”pegou uma mercadoria ruim”.

 

Aparentemente por causa da continuação da história aonde Kora’h faz uma revolução inteira contra Moshe a “mercadoria ruim” seria a Ma’hloket (fazer intrigas e causar brigas).

 

Ele pegou uma “mercadoria” que se compara à uma maçã podre que apodrece as que estão próximas a ela, Kora’h pegou a “Ma’hloket” e contaminou com ela quem estava geograficamente próximo à ele. Mas como dissemos, tudo isso é aparentemente .

 

O Ari Zal diz que por trás da expressão dos nossos Sábios está um assunto mais profundo. Moshe Rabeinu era a reencarnação do lado bom da alma de Evel (Abel) e toda a geração do deserto são ramificações da Alma de Moshe .

 

Todos fora um , Ytró , que era a parte boa da alma de Cain (Caim) Ytró trouxe Tzipora para Moshe e se converteu ao judaísmo fazendo o “Tikun” (o conserto) do lado bom da alma de Cain.

 

Kora’h era a reencarnação do lado ruim da alma de Evel, ou seja, a parte da alma de Evel que foi mais afetada pela mistura espiritual entre o bem e o mal causada pelo Adam a Rishon (Adão).

 

Mesmo tendo vindo Kora’h de uma linhagem privilegiada dentro de uma tribo privilegiada , mesmo tendo ele estudado Torá, por meio de suas mas ações ele recebeu uma encarnação em vida, um “encosto” do lado ruim da alma de Cain.

 

D’us não dá para alguém um trabalho que ele não tenha recebido as forças para fazer, e ao contrário de Ytró que não nasceu judeu , nasceu em uma família idólatra e fez todas as idolatrias tendo que se esforçar ao extremo para encontrar o judaísmo, Kora’h nasceu judeu religioso de linhagem privilegiada e todo o teste dele era não estragar isso.

 

Ou seja, ele tinha um potencial ruim, mas recebeu todas as dádivas Divinas , se não fizesse nada para estragar faria automaticamente o ”Tikun” dos lados ruins das almas de Kain e Evel.

 

As Almas de quase todo o povo de Israel eram ramificações da Alma de Moshe e por isso de maneira natural Moshe era o líder do povo e não outro.

 

A Torá é um remédio, mas tem pessoas que transformam ela em um veneno.

 

Dizem nossos Sábios que a Torá é um remédio para a nossa Alma, mas a mesma Torá pode ser um veneno para ela se a pessoa que a estuda causar isso.

 

A mesma Torá que foi o remédio que tirou Ytró da idolatria , essa mesma Torá nas mãos de Kora’h se tornou um veneno que contaminou duzentas e cinquenta pessoas.

 

Kora’h por não ter refinado a Alma de Cain ela acrescentou maldade à maldade dele causando com que ele se revoltasse conta a liderança de Moshe , como se diz em português.…”ele saiu do armário”…e ainda influênciou vizinhos estudiosos da Torá “envenenando” a Torá deles também.

 

Quando Ytró ouviu que os egípcios afundaram no mar vermelho ele disse: Agora eu sei que AShem é maior do que todos os ”deuses”, porque o que eles fizeram (afundaram as crianças judias no rio Nilo) aconteceu para eles!

 

Aprendemos com Ytró que quando a pessoa não faz o “Tikun” de uma maneira positiva (como fez Ytró) o Tikun acontece de maneira negativa, o que a Torá chama de “midá knegued midá”. Ou seja, “o que eles fizeram acontece para eles”

 

Por isso Moshe disse para eles:- “Se essas pessoas morrerem como qualquer pessoa não foi D’us que me mandou, mas se a terra se abrir……” e terminando de falar essas palavras a terra se abriu e Kora’h com todos os seus cúmplices foram absorvidos por ela.

 

Isso era o “midá knegued midá” de Caim e Abel. Caim matou Abel por vaidade e a terra se abriu para receber o sangue de Abel, agora Kora’h, a reencarnação de Cain , por vaidade tenta matar Moshe classificando ele como falso profeta , e a terra se abre para receber o Cain e seus cúmplices , “midá knegued midá”.

 

Conclusão:Aprendemos com Kora’h a não ser como Kora’h!

 

Aharon, nosso primeiro Coen, era o contrário de Kora’h.

 

Toda a vida se dedicou a fazer as pazes entre as pessoas e entre maridos e mulheres mesmo que para isso tivesse que ser “aparentemente” um pouquinho menos “religioso” do que Kora’h , falando de vez em quando uma ”mentirinha” para fazer as pessoas se reconciliarem.

 

A Torá diz para ficarmos longe da mentira, mas Aharon o Coen era o médico especialista que sabia dosar a mentira na dose certa transformando um veneno em um remédio enquanto que Kora’h conseguiu transformar a Torá que é o remédio para tudo em um veneno mortal.

 

AShem fez o cajado de Aharon florir e dar frutos mostrando que essa pessoa que transformou corações duros em flores e frutos de reconciliação ele tem que ser o Coen Gadol , ele que é o escolhido por D’us !

 

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

A Parashá da Minha Vida 🌻 Shela’h

שְׁלַח

Shela’h

 

Nossa Parashá nos conta que Moshe Rabeinu, atendendo aos pedidos do nosso povo, mandou os presidentes de doze tribos, ou seja, das que receberiam uma parte da nossa Terra Santa, irem à ela pessoalmente para constatar a veracidade da promessa Divina.

 

A tribo de Levi que não receberia uma parte da nossa terra não teve representação.

 

Moshe Rabeinu deu algumas instruções aos nossos “espiões” e pediu para eles verificarem se havia lá uma árvore, um pedido aparentemente muito estranho sendo que qualquer terra habitável tem árvores.

 

Então, com certeza a intenção de Moshe não era a de eles verificarem se essa terra tem árvores, porque Hashem (D’us) nos prometeu aquela terra e com certeza tudo de bom havia nela, e uma terra sem árvores está mais próxima de ser um deserto do que ser uma terra fértil.

 

E mais, se Moshe quisesse saber se existem árvores naquela terra, ele pediria para os espiões verificarem se a terra tem árvores, e não pediria para eles verem se há lá uma árvore, uma única árvore.

A explicação da Guemará

 

A Guemará nos conta que a intenção de Moshe Rabeinu não era a de eles verificarem se existe lá uma árvore, mas sim de eles verificarem se ainda se encontra lá uma pessoa que teve uma vida tão longa como a vida de uma árvore, e essa pessoa era Yov (Jó).

 

Yov nasceu quando Yaakov desceu com toda a sua família para o Egito, e faleceu quando nossos “espiões” entraram na nossa terra prometida.

 

Moshe pediu para verificar se Yov ainda estava vivo, porque o mérito que ele tinha devido ao grande teste que ele passou em meio a grandes sofrimentos, seria uma proteção especial para toda aquela região.

 

Moshe é comparado ao Sol e Yov à árvore que protege do Sol todos aqueles que estão embaixo dela. Enquanto Yov ainda estivesse vivo não conseguiríamos conquistar a nossa terra prometida,

 

Por isso Hashem fez o milagre de Yov terminar seus longos 210 anos de vida quando os meraglim, nossos espiões, chegaram lá.

 

Também para que todos estivessem ocupados com o cortejo do enterro de Yov para o qual muitas pessoas vieram de muitos lugares, e não despertaria suspeita o fato de pessoas desconhecidas como os meraglim, nossos espiões, terem entrado naquela região.

A explicação do Zohar

 

O Zohar nos conta que a intenção de Moshe era mais profunda ainda. Diz o Zohar que Moshe pediu para os espiões verificarem se a árvore da vida que é a sincronização entre o Paraíso de baixo e o Paraíso de cima já se encontra lá.

Moshe Rabeinu tinha certeza de que ele entraria na Terra Santa com toda aquela geração, e ele também tinha certeza de que a Gueulá, nossa redenção final, aconteceria naquele momento.

 

Mas os espiões fizeram a leitura errada do que viram. Eles voltaram e disseram que os povos daquela terra são mais fortes do que D’us. A consequência disso foi que todos os homens do nosso povo choraram e decidiram que vão voltar para o Egito.

 

Mas as mulheres não! As mulheres continuaram na plena fé de que Hashem (D’us) dirige o mundo a cada instante e vai fazer para nós milagres sobrenaturais.

 

Por causa disso, Hashem (D’us) decretou para o nosso povo que todos os homens daquela geração que tivessem de vinte anos para cima, iriam morrer no deserto, sendo que a maioridade penal no judaísmo é vinte anos.

 

Mas as mulheres não, elas iriam entrar com as crianças na nossa terra prometida.

 

O Zohar nos conta que o Paraíso das mulheres no mundo superior é maior do que o Paraíso dos homens.

 

No nosso mundo físico os prazeres se encontram nas coisas materiais, e se os prazeres do mundo superior que desceram até o nosso nível já são chamados de grandes prazeres, imaginem esses prazeres lá em cima, na própria fonte!

 

Não há como descrever esses prazeres de tão grandes que eles são, e em tão grande intensidade.

 

O Zohar nos conta que no Paraíso no mundo de cima existe uma Yeshivá, um lugar onde se estuda Torá, a Yeshivá do Gan Eden.

 

Obviamente o prazer que se sente em estudar Torá na Yeshivá do Gan Eden é infinitamente maior do que qualquer prazer dos maiores prazeres desse nosso mundo material.

 

O Zohar nos conta que Rabi Shimon bar Yohai no Zohar recebeu a visita de um dos membros da Yeshivá do Gan Eden que veio responder às perguntas dele sobre a grandeza das mulheres no Paraíso superior, e também sobre as relações íntimas entre as mulheres e seus maridos que acontecem no Paraíso todas as noites à meia noite, e tudo isso no Gan Eden no mundo superior.

 

Para responder às perguntas de Rabi Shimon bar Yohai, o Shelia’h, o enviado da Yeshivá lá de cima, precisou entrar em seis níveis diferentes de Gan Eden, um superior ao outro. Cada um desses níveis é chamado de hei’hal que quer dizer um grande palácio, isso para termos uma leve idéia do que se trata.

 

Ele contou para Rabi Shimon que em cada um desses níveis os prazeres ficavam mais intensos, mas em um certo nível já havia uma “cortina” impedindo a entrada dos homens. De lá para cima somente as mulheres poderiam subir .

 

O Shelia’h contou para Rabi Shimon que depois dessa “cortina”, em um grande palácio se encontra Batya, a filha do faraó que se converteu ao judaísmo e salvou a vida de Moshe.

 

Junto com ela no Paraíso se encontram dezenas de milhares de mulheres que usufruem lá os mais intensos prazeres. E fora o fato de estarem lá juntas, cada uma delas tem seus próprios lugares de luzes e prazeres sem nenhum aperto entre elas.

 

Três vezes ao dia é anunciado naquele hei’hal que Moshe Rabeinu veio visitar sua mãe espiritual, Batya. Nessa hora ela sai ao encontro dele. Vendo a grandeza de Moshe no mundo superior, ela diz: Que maravilha que eu tive o mérito de cuidar de uma luz tão grande! E esse prazer para ela é o maior de todos.

 

Todos se encontram lá em cima com a aparência que tinham aqui nesse mundo. Mas sendo que velhice e problemas de saúde são defeitos do mundo de baixo mas não do mundo de cima, lá em cima voltamos às configurações “originais de fábrica”. Ou seja, aparência real de quando tínhamos vinte anos de idade com tamanho e peso ideais!

 

E mesmo recebendo lá um “corpo de luz”, ou seja, um corpo espiritual, mantemos nossa fisionomia, porque ela também é “original de fábrica”.

 

Todas essas mulheres que se encontram junto com Batya são mulheres que não precisaram passar pelo gehinom, sendo que elas já tinham passado por sofrimentos aqui neste mundo material e suas Almas já estavam puras, reluzentes e refinadas.

 

Em outro palácio se encontra Sera’h, a filha de Asher, e dezenas de milhares de mulheres juntas com ela.

 

Três vezes por dia é anunciado lá que Yossef veio visitá-la. Ela vai ao seu encontro com muita alegria e diz: que maravilha que fui eu que trouxe para o meu avô (Yaakov) a notícia de que você estava vivo e era o governador de todo o Egito.

 

Depois ela volta para as outras mulheres e juntas cantam melodias lindas, cânticos de agradecimento para Hashem de beleza surreal. A alegria lá é muito grande, e cada uma delas tem seus próprios espaços.

 

Depois elas estudam os segredos profundos que estão por trás dos mandamentos Divinos e o prazer que elas sentem nesses estudos é sublime.

 

Em outro palácio se encontra Yo’heved, a mãe de Moshe, o maior de todos os profetas, e dezenas de milhares de mulheres estão lá juntas com ela. Três vezes por dia ela agradece o criador do mundo junto com todas as mulheres que estão lá com ela.

 

Todo dia elas cantam o cântico do mar vermelho e todos os Tzadikim do Gan Eden se concentram na profunda doçura dos seus cânticos. Muitos anjos sagrados se unem aos seus cânticos e cantam para Hashem juntos com ela.

 

Em outro palácio se encontra Dvora a profetiza. Ela e todas as mulheres que se encontram lá com ela cantam o cântico que ela cantou nesse mundo.

 

O Shelia’h continua contando para Rabi Shimon que quem não ouviu os cânticos que as mulheres cantam para Hashem no Gan Eden e não viu a extrema alegria delas dentro e mais dentro daqueles palácios não sabe o que é alegria.

 

Bem dentro daqueles inacabáveis palácios, se encontram quatro palacios inacessíveis que são os palácios das nossas matriarcas. Mas não foi dada a permissão para o Shelia’h revelar a grandeza desses lugares, e não há alguém que teve o mérito de ver esses lugares de tão lindos que são.

Relações íntimas no Gan Eden

 

Toda noite, à meia noite, cada uma dessas mulheres que estão no Gan Eden se unem aos seus maridos, sendo que eles são dois aspectos de uma mesma Alma.

 

E isso acontece à meia noite, porque o horário mais apropriado espiritualmente para se ter uma relação, tanto no mundo de cima quanto no mundo de baixo, é meia noite.

 

A relação íntima naquele mundo é, na linguagem do Zohar, um “grude” de Alma com Alma e um “grude” de corpo de luz (corpo espiritual) com corpo de luz.

 

Uma relação entre marido e mulher neste mundo é uma relação de corpo com corpo. Diz o Zohar, cada coisa é feita da maneira como deve ser feita, cada mulher se une ao seu marido na dimensão em que os dois se encontram.

 

Se for nesse mundo material, a união é de corpo material com corpo material. No Gan Éden (no Paraíso) a união é de corpo de luz (corpo espiritual) com corpo de luz e de Alma com Alma.

 

O Shelia’h da Yeshivá do Gan Éden agradeceu ao Rabi Shimon bar Yohai por ter feito essas perguntas e dessa maneira dado a ele a oportunidade de visitar todos os palácios do Gan Éden para poder responder.

 

Depois ele continuou explicando sobre as relações íntimas entre as mulheres que se encontram lá no Gan Eden e seus maridos que também estão lá. O Shelia’h contou para Rabi Shimon que as relações íntimas no Gan Eden dão mais frutos do que as relações íntimas aqui nesse mundo.

 

Ele contou que quando as mulheres no Gan Eden se “colam nos seus maridos” que estão junto com elas no Gan Eden, elas engravidam e dão à luz ao mesmo tempo.

 

E quem são os filhos que nascem dessa relação tão sublime que acontece toda meia noite?

 

Quando essas Almas puras das mulheres que estão no Gan Éden tem uma relação com seus maridos, elas engravidam e dão a luz às Almas dos Guerim, que são as Almas das pessoas que vão se converter ao judaísmo.

 

E todas essas Almas que nascem no Gan Éden sobem para um palácio no próprio Gan Éden. Elas são os “frutos” dos Tzadikim, e essas são as Almas dos Guerim.

 

Por isso um Guer, que é alguém que se converte ao judaísmo, é chamado de “Guer Tzedek”. Porque ele é fruto da união entre a Alma de um Tzadik e a Alma de uma Tzadeket que se encontram no Gan Eden, sendo que para chegar ao Gan Eden cada um de nós tem que passar por um refinamento e se tornar um Tzadik ou uma Tzadeket por meio desse refinamento.

 

Às vezes conseguimos fazer esse refinamento de maneira positiva, estudando Torá e cumprindo os mandamentos Divinos com muita alegria. Às vezes esse refinamento acontece por meio dos sofrimentos que passamos.

 

E essa é a explicação do versículo que diz ” o fruto do Tzadik é a árvore da vida.

 

E esse foi o sinal que Moshe Rabeinu nos revelou quando pediu para os espiões verificarem se existe lá uma árvore. Se você vê pessoas se aproximando do judaísmo esse é o sinal de que o mundo de baixo está sincronizado com o mundo de cima, com a árvore da vida, e esse é o sinal de que a Gueulá, nossa redenção final, já está na porta!

Rabino Gloiber

Sempre rezando por você

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Até pessoas inteligentes podem fazer um erro de avaliação

O erro de avaliação dos espiões

 

A Parashá nos conta que os doze espiões voltaram depois de quarenta dias.

 

Dez deles opinaram que os povos da terra são muito fortes, o rio Jordão é muito fundo…etc etc etc

 

Eles se impressionaram com as muralhas das cidades e contaram que elas eram muito grandes esquecendo totalmente de que isso é um sinal de fraqueza

 

No final deram sua própria avaliação que era a de não termos a capacidade de conquistar a terra, se esquecendo de mais uma coisa:De que eles foram mandados para nos dar um relato sobre a terra e não uma opinião própria de sermos ou não sermos capazes de conquistá-la!

 

Kaleb – um espião com uma visão diferente

 

Aprendemos com Kaleb que quando observamos um lugar não temos que procurar nele problemas mas sim soluções!

 

Os espiões eram pessoas importantes e influentes e a eficiência deles era reconhecida por todos.

 

Kaleb também aparentava pertencer a essa estrutura e a essa “mentalidade”

 

Ele começou a falar como se fosse “mais um” que aparentemente iria acrescentar mais alguma dificuldade, mas ao contrário dos outros, revela que podemos conquistar a terra e ainda com facilidade.

 

Kaleb lembra ao povo que Moshe abriu o mar vermelho e que fez milhões de aves aterrizarem no acampamento e virarem “frango assado”

 

Kaleb era visto pelo povo como alguém tão qualificado como os outros, e por isso era esperado dele relatar de maneira profissional e objetiva o que viu na terra prometida, mas aparentemente seus relatos não tinham nada a ver com sua missão.

 

Os outros espiões contaram sobre o que espionaram e Kaleb contou sobre os feitos anteriores de Moshe.

 

Qual era a lógica de Kaleb?

 

Para entender os argumentos de Kaleb vamos imaginar esse mesmo caso em uma situação atual.

 

Imagine um almirante de um porta aviões próximo a uma ilha desconhecida no oceano Pacífico mandar um barquinho com os mais altos oficiais do porta aviões para inspecionar a ilha

 

Na volta eles dizem que não temos capacidade de entrar nessa ilha porque ela tem cinco mil índios enormes, cada um com cinco arcos e cinqüenta flechas.

 

Nessa hora um dos soldados que foi explorar a ilha diz:- Pessoal, antes de começarmos essa viagem o almirante carregou esse navio com mísseis, aviões, helicópteros e canhões, vai ser muito fácil entrar nessa ilha!

 

Será que algum dos espiões diria para ele:- você foi mandado para ver o que tem na ilha e não para falar sobre o equipamento que foi colocado no navio, você não está sendo nada profissional?

 

Isso foi o que fez Kaleb

 

Lembrou à todos que Moshe abriu o mar vermelho para o nosso povo passar, e o que é um rio Jordão para quem já abriu um mar?

 

Que Moshe fez aterrizar no acampamento milhares de aves que a natureza delas era voar para cima e não descer para baixo, e o que é para ele uma muralha de pedras que já tem a natureza de afundar no chão

 

E assim foi. Quarenta anos depois quando o povo de Israel entrou na terra prometida, o rio Jordão se abriu e as muralhas de Jerichó afundaram na terra.

 

Aqui vemos o profissionalismo de Kaleb. Claro que ele acreditava no total poder de AShem que poderia fazer o rio Jordão desaparecer e as muralhas de Jeri’hó saírem voando por aí, mas o raciocínio lógico dele foi profissional e realista:

 

Ele listou os milagres que já tinham acontecido e concluiu:

 

Se Moshe já tinha feito milagres tão grandes, o que seria para ele fazer milagres menores?

 

Conclusão: Cada um de nós já passou durante a sua vida por verdadeiros milagres.

 

Aprendemos com Kaleb que sempre temos que ter em mãos a lista de todos os milagres que nos aconteceram e usá-la como base para o nosso dia a dia

 

Não olhar para as dificuldades que temos à frente mas sim para os milagres que temos atrás, nos lembrando a cada instante que AShem está cuidando hoje de cada um de nós com o mesmo amor e carinho que sempre cuidou de nós no passado.

 

E como Kaleb que no mérito desse raciocínio correto, mais futuramente entrou na terra prometida, cada um de nós exercitando dia a dia esse tipo de raciocínio vai receber de AShem tudo o que precisar

 

Como uma mãe não esquece o seu nenê no supermercado AShem também não se esquece de nós, e o amor que AShem tem por cada um de nós é infinitamente maior do que uma mãe tem pelo seu próprio nenê.

 

Mas de nós é exigido fazer a nossa parte, como Kaleb que no mérito disso recebeu a cidade de Hebron.

 

Isso se chama “Bitahon”, mais do que uma simples confiança, uma segurança. Não temos como pensar errado e receber o certo, temos que pensar certo, ter plena segurança em AShem, e aí os milagres acontecem!

 

O Rebe de Lubavitch sempre deixou claro que nós somos a geração da redenção final e estamos prestes a entrar em uma era onde tudo vai ser bom

 

Todos os sinais que os nossos sábios deram sobre essa última geração aconteceram e não há dúvida nenhuma que Mashia’h está bem próximo.

 

Então, mais um pouquinho de Bitahon e no lugar de remediar todo dia um mundo crônico entramos imediatamente em um mundo melhor, em uma nova era!

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

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O lado bom da coisa ruim 🌻

 

 

O lado bom da coisa ruim

Por Morá Rifka Haia Eitan

Shalom Uvra’ha 😃

 

Por que tantas vezes as melhores coisas chegam na nossa vida  vestidas de sofrimento?

 

*O Lado Bom da Coisa Ruim*

 

Existe uma ilusão que acompanha o ser humano desde o nascimento.

 

Acreditamos que o bem sempre chegará com aparência de bem.

 

E que o mal sempre chegará com aparência de mal.

 

*Mas o Zohar revela algo muito diferente.*

 

Enquanto vivemos neste mundo, chamado pelos nossos  sábios de Olam a Assiyá, o mundo da ação, o bem e o mal encontram-se misturados.

 

A luz está escondida.

 

A verdade está coberta.

 

O ouro está enterrado.

 

A Alma está dentro do corpo.

 

E muitas bênçãos chegam até nós envolvidas em embalagens que jamais escolheríamos.

 

Uma doença pode revelar uma força que a pessoa nunca imaginou possuir.

 

Uma demissão pode abrir a porta para uma missão muito maior.

 

Um fracasso pode destruir uma ilusão que impediria um sucesso verdadeiro.

 

Uma humilhação pode quebrar um orgulho que estava destruindo a alma.

 

Uma perda pode ensinar o valor daquilo que ainda permanece.

 

Por isso os sábios não perguntavam apenas:

 

“Por que isso aconteceu?”

 

Mas também:

 

“O que está escondido aqui?”

 

O Zohar ensina que existem centelhas de santidade espalhadas por toda a criação.

 

Algumas delas estão em lugares agradáveis.

 

Outras estão escondidas exatamente nos lugares que tentamos evitar.

 

É por isso que tantas pessoas relatam que os maiores crescimentos de suas vidas nasceram das fases mais difíceis.

 

Não porque a dor seja boa.

 

A dor continua sendo dor.

 

Mas porque muitas vezes existe uma luz escondida atrás dela.

 

Pense numa semente.

 

Se alguém nunca tivesse visto uma árvore, pareceria uma tragédia.

 

A semente é enterrada.

 

Fica cercada por terra escura.

 

É esmagada pela umidade.

 

Sua estrutura se rompe.

 

Ela literalmente deixa de ser aquilo que era.

 

Mas justamente nesse momento começa a transformação.

 

 

O fim da semente é o início da árvore.

 

O que parecia destruição era crescimento.

 

O que parecia perda era nascimento.

 

Quantas vezes isso acontece conosco?

 

Rezamos para que Ashem abra uma porta.

 

E quando a porta se fecha, acreditamos que a nossa reza foi rejeitada.

 

Meses depois descobrimos que aquela porta fechada nos impediu de entrar num caminho errado.

 

Naquele momento parecia castigo.

 

Mais tarde percebemos que era proteção.

 

O problema é que enxergamos apenas um capítulo.

 

Ashem vê o livro inteiro.

 

Nós vemos uma peça do quebra-cabeça.

 

Ashem vê a imagem completa.

 

Nós observamos o fio.

 

Ashem contempla toda a tapeçaria.

 

Por isso tantas vezes chamamos de desastre aquilo que o Céu chama de preparação.

 

Chamamos de atraso aquilo que o Céu chama de proteção.

 

Chamamos de perda aquilo que o Céu chama de direcionamento.

 

Isso não significa que tudo o que dói deixa de doer.

 

O judaísmo nunca ensinou a fingir felicidade diante do sofrimento.

 

Avraham chorou.

 

Yaakov chorou.

 

David chorou.

 

Yirmiyahu chorou.

 

As lágrimas são humanas.

 

Mas junto com as lágrimas existe uma fé silenciosa:

 

Se Ashem permitiu que isso chegasse até mim, existe algo escondido aqui que ainda não consigo enxergar.

 

Talvez seja essa a grande diferença entre desespero e emuná.

 

O desespero olha para a escuridão e conclui que só existe escuridão.

 

A emuná olha para a mesma escuridão e diz:

 

“Ainda não encontrei a luz.”

 

E talvez essa seja uma das maiores mensagens do Zohar.

 

Neste mundo, o bem raramente chega anunciando sua presença.

 

Frequentemente ele vem disfarçado.

 

Vem vestido de atraso.

 

Vem vestido de espera.

 

Vem vestido de luta.

 

Vem vestido de lágrimas.

 

Vem vestido de perguntas.

 

Mas continua sendo bem.

 

Porque as maiores revelações da vida costumam chegar dentro das embalagens que jamais escolheríamos abrir.

 

E somente depois de muito tempo percebemos que aquilo que chamávamos de “coisa ruim” era apenas o invólucro.

 

O presente sempre esteve lá dentro.

 

E Ashem, em Sua infinita sabedoria, estava conduzindo cada passo mesmo quando nós só conseguíamos enxergar a escuridão.

 

Um beijo no coração de todos vocês e tudo de bom 🌻

Morá Rifka Haia Eitan 

Jerusalém – Israel

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