Purim

PURIM פּוּרִים

Os Rabinos portugueses de centenas de anos atrás usaram a letra “H” para a transliteração da letra “ח” em Hebraico que equivale a dois erres “rr” em português

 

Na nossa transliteração do hebraico estamos usando a letra “h” com um apóstrofo ( ‘ ) como dois erres (rr) assim: ‘h e a letra “A” para a transliteração da letra “ה” em Hebraico que tem o som da letra A na língua portuguesa

 

Purim é a data mais alegre do ano judaico

 

Comemoramos nela o milagre da salvação do Povo Judeu da trama de Haman, que planejou  exterminar em um único dia todos os judeus, jovens e idosos, crianças e mulheres.

 

Naquela época todo o nosso povo vivia em 127 países que faziam parte do império persa, que naquela época dominava o mundo inteiro.

 

Taanit Ester  תַּעֲנִית אֶסְתֵּר o jejum de Ester

 

No dia 13 de Adar fazemos o  Taanit Ester que é o jejum de Ester. O Taanit Ester começa antes do amanhecer do dia 13 de Adar e termina após o anoitecer.

 

Morde’hai, o Tzadik da geração, a pedido de Ester, reuniu todos os judeus de Shushan, capital da Persia antiga, e fizeram um jejum de três dias antes de Ester arriscar a vida para ser recebida pelo rei e convidá-lo para uma festa na qual ela pediria ao rei para anular o decreto do holocausto que tinha sido decretado para todos os judeus de todos os países que existiam na época.

 

Ester e Morde’hai conseguiram a permissão do rei para que os judeus pudessem se defender e, em 13 de Adar, lutaram contra o inimigo, destruindo-o.

 

Para relembrar este dia nossos Sábios instituíram o Jejum de Ester.

 

פּוּרִים Purim

 

No calendário judaico o dia começa ao pôr-do-sol, por isso a festa de Purim Purim começa ao anoitecer do dia 13 de Adar e termina ao anoitecer do dia seguinte, 14 de Adar

 

Em um ano que tem dois meses de Adar comemorarmos a festa de Purim no dia 14 de Adar 2

 

Nossos Sábios instituíram a festa de Purim e por isso os Mandamentos dela são Derabanan

 

Ou seja, instituídos pelos nossos Sábios por meio da permissão que a Torá deu para eles de que tudo o que eles determinarem não poderemos nos desviar nem para a direita e nem para a esquerda, como está escrito:

 

דברים יז יא – עַל פִּי הַתּוֹרָה אֲשֶׁר יוֹרוּךָ וְעַל הַמִּשְׁפָּט אֲשֶׁר יֹאמְרוּ לְךָ תַּעֲשֶׂה לֹא תָסוּר מִן הַדָּבָר אֲשֶׁר יַגִּידוּ לְךָ יָמִין וּשְׂמֹאל

Os quatro Mandamentos de Purim

 

Nossos Sábios instituíram quatro Mitzvot para a festa de Purim

 

קְרִיאַת מְגִלָּה

 

Ouvir a leitura da Meguilá

 

A Meguilá de Ester é um dos livros do Tana’h que quer dizer Torá, Profetas e Escrituras.

 

A Meguilá nos conta a história de Purim.

 

O mandamento de ouvir a leitura da Meguilá se aplica a homens e mulheres. Como uma das razões para a leitura da Meguilá é divulgar os milagres celebrados nesse dia, o fato de ser feita na sinagoga permite que o Mandamento seja cumprido da melhor forma.

 

A leitura da Meguilá tem que ser feita em uma Meguilá original escrita à mão em um  pergaminho de couro.

 

Para cumprir o mandamento, é necessário ouvir cada uma das palavras.

 

 מַתָּנוֹת לָאֶבְיוֹנִים

Matanot LaEvyonim

(Presentes para os pobres)

 

A palavra Matanot LaEvionim quer dizer dar presentes aos pobres. Devemos dar Tzedaká para duas pessoas necessitadas, no mínimo.

 

Isso pode ser cumprido por meio de qualquer tipo de presente: dinheiro, alimento, bebida ou roupa. O ideal é que seja um presente substancial.

 

Os Matanot LaEvyonim devem ser dados durante o dia de Purim e, de preferência, na parte da manhã, para que quem os recebe possa usufruí-los durante a festa.

 

A quantia dada deve ser suficiente para que comprem alimento e bebida, dessa forma possibilitando que tenham uma refeição festiva nesse dia.

 

Mas quem recebe o presente não é obrigado a gastar o dinheiro em Purim: pode usá-lo em outra data e da forma que quiser.

 

Os Matanot LaEvyonim não devem ser dados antes de Purim, para que quem os recebe não os utilize antes da festa porque nesse caso, o doador não teria cumprido o mandamento.

 

Quem não se deparar com pessoas carentes em Purim, deve doar o dinheiro a uma instituição judaica que esteja arrecadando fundos com esse propósito.

 

É necessário que o dinheiro dado em Purim seja destinado aos necessitados: não pode ser usado para nenhum outro propósito, por mais nobre e sagrada que seja a finalidade.

 

Em Purim, doamos dinheiro a quem o pede: não fazemos perguntas nem procuramos saber se quem pede a Tzedaká realmente a necessita ou não.

 

O mandamento de Matanot LaEvyonim é dever de todos os judeus – homens, mulheres e até crianças.

 

מִשְׁלוֹחַ מָנוֹת Mishloa’h Manot

 

Enviamos para pelo menos uma pessoa um presente de dois alimentos prontos para serem comidos na hora.

 

Pode ser também um alimento e uma bebida.

 

As mulheres mandam para as mulheres e os homens para os homens.

 

O mandamento de Mishloa’h Manot deve ser cumprido durante o dia de Purim, não na noite da festa.

 

É preferível enviar o Mishloa’h Manot por meio de alguém sendo que a Meguilá usa para isso a linguagem Mishloa’h que significa envio.

 

Mas se você entregar o Mishloa’h Manot pessoalmente, você também cumpre plenamente essa Mitzvá.

 

סְעוּדַת פּוּרִים Seudat Purim

O banquete de Purim

 

Um dos mandamentos da festa de Purim é fazer um banquete, uma Seudat Purim.

 

Isso celebra o fato de que na história de Purim, a queda de Haman ocorreu durante um banquete organizado pela Rainha Ester.

 

Essa refeição deve ocorrer durante o dia e se você faz a Seudat Purim durante a noite da festa, você não cumpre a Mitzvá da Seudá de Purim.

 

Mesmo assim, depois de ouvirmos a leitura da Meguilá de noite, devemos fazer uma janta mais festiva do que nos dias comuns, mas para ser considerado um banquete de Purim tem que ser durante o dia.

 

Sendo que  Purim não é um Yom Tov da Torá, não fazemos o Kidush, mas fazemos a Netilat Yadaim e comemos pão.

 

No Birkat a Mazon adicionamos o trecho “ve al a Nissim” que lembra o milagre de Purim.

 

A Seudat Purim deve começar antes do pôr-do-sol e não se esqueça de convidar pessoas para seu banquete.

 

Se Purim cair em uma sexta-feira, a Seudat Purim é realizada mais cedo, e temos que concluir ela antes do Shabat

 

Costumamos comer carne e tomar vinho na Seudat Purim.

 

O Mandamento da Seudat Purim enfatiza, novamente, o tema geral da festa, que é a sobrevivência física e o bem-estar material do nosso povo.

 

O Zohar nos conta que por meio do banquete de Purim, podemos conseguir a mesma elevação espiritual que conseguimos quando jejuamos no Yom Kipur.

 

Nossos Sábios instituíram beber vinho nesse banquete pelo fato de o milagre de Purim ser intimamente ligado ao vinho.

 

A queda da Rainha Vashti, mulher de A’hashverosh, ocorreu em um banquete de vinhos e foi a oportunidade para que Ester tomasse seu lugar ao lado do Rei e salvasse nosso povo do genocídio.

 

Além disso, também a derrota de Haman se deu em meio a uma festa de vinho organizada pela Rainha Ester.

 

Nossos Sábios também instituíram que em Purim devemos beber vinho até ficarmos tão bêbados a ponto de não diferenciar entre  “amaldiçoado Haman” e ” abençoado Morde’hai.

 

O Mandamento de  Matanot LaEvyonim, ou seja, de dar presentes aos pobres , é prioritário não só em relação à Mitzvá de Mishloa’h Manot mas também em relação a Seudat Purim.

 

Ou seja , devemos cumprir com muita alegria os quatro Mandamentos de Purim, mas a maior parte dos gastos com a festa deve ser direcionada aos presentes para os necessitados.

 

O motivo para isso é que não há Mandamento mais importante no Judaísmo do que a Tzedaká, e por isso quando a Guemará fala sobre a Tzedaká ela não usa o termo Tzedaká mas sim Mitzvá, mas quando a Guemará fala sobre outros Mandamentos Divinos ela cita o nome daquele Mandamento específico.

 

Ou seja , quando um Sábio da época antiga pergunta ao outro se ele fez uma Mitzvá, ou afirma que alguém fez uma Mitzvá, eles estão falando sobre a Tzedaká.

 

Nossos Sábios nos ensinaram que não há alegria maior do que a alegria que alegrar os pobres, os órfãos e as viúvas,  e sendo que em Purim devemos ficar mais alegres do que o ano inteiro, devemos caprichar nos presentes para os pobres.

 

O Rambam escreveu que quem alegra o coração dos pobres, dos órfãos e das viúvas é comparado à She’hiná que é a Presença Divina, como diz o versículo: “(D’us) reanima o espírito dos oprimidos e restaura o coração dos humilhados”(Rambam).

 

תְּפִלּוֹת פּוּרִים As Rezas de Purim

 

As rezas especiais para a festa de Purim são somente o acréscimo de ve al a Nissim” nas rezas da Amidá e no Birkat a Mazon.

 

A reza de “ve al a Nissim” descreve os milagres de Purim, e por meio dela agradecemos à AShem (D’us) pelos grandes milagres que Ele fez para os nossos antepassados, e nos salvou do plano de Haman que queria exterminar todos os judeus.

 

A leitura do Sefer Torá na Sinagoga em Purim descreve a batalha de Yehoshua contra Amalek, que era o povo ancestral de Haman. Essa batalha aconteceu quase mil anos antes dos eventos de Purim.

 

Por que nos fantasiamos em Purim?

 

Em Purim, é costume que as crianças – e até mesmo os adultos, se fantasiarem.

 

Essa está ligada ao Mandamento de Purim de dar dinheiro para os pobres que vão de Sinagoga em Sinagoga e de casa em casa, e em muitos casos não querem ser reconhecidos.

 

Essa tradição também representa que AShem salvou o nosso povo por meio de milagres ocultos.

 

A Meguilat Ester é o único livro do Tana’h onde não aparece o nome de AShem (D’us) nem uma  única vez .

 

A razão para isso é que na história de Purim, D’us usou uma “fantasia”: Ele se ocultou e agiu sigilosamente.  Ele salvou o nosso povo com uma série de eventos naturais, uma série incrível de “coincidências!

 

Em Purim, muitas sinagogas organizam uma festa à fantasia, com prêmios para as crianças.

 

Além de acrescentar alegria ao dia e despertar a curiosidade das crianças, o costume de se fantasiar reflete um dos principais temas de Purim: o fato de que D’us está sempre presente no mundo e em nossa vida pessoal, mas que Ele geralmente “Se disfarça”.

 

Na maioria das vezes, D’us age em total segredo. Como ensina a Guemará e como rezamos na oração da Amidá, três vezes ao dia , D’us está sempre fazendo milagres, de manhã, de tarde e de noite.

 

Se a maioria de nós não percebe isso, é porque eles vêm disfarçados em “eventos naturais”.

 

שׁוּשַׁן פּוּרִים Shushan Purim

o PURIM de Jerusalém

 

Em Jerusalém, Purim é celebrado no dia 15 de Adar  e não no dia 14 de Adar.

 

O dia 15 de Adar é chamado de Shushan Purim.

 

Fora de Jerusalém a data de 15 de Adar não é Purim, e não podemos cumprir as Mitzvot de Purim nesse dia.

 

Mesmo assim, Shushan Purim é um dia de alegria para todos nós em qualquer lugar do mundo.

 

Por trás dos bastidores da Meguilá

 

Pergunta o Zohar: porque aquela geração teve que passar por um susto desses? E a resposta do Zohar é: porque eles tiveram o prazer em participar da festa daquele criminoso que era Ahashverosh, o Rei da Pérsia.

 

Mas esse motivo sozinho, diz o Zohar, ainda não seria o suficiente para justificar um susto dessa proporção. Então o próprio Zohar traz mais um motivo:

 

Aquela geração é a mesma que tinha se prostrado na frente da estátua de Nabucodonosor antes dos persas conquistarem a Babilônia.

 

Ou seja, aquela geração tinha uma pendência anterior de ter se prostrado na frente da estátua de Nabucodonosor mesmo sem acreditar nisso, e tiveram a oportunidade de retificar essa transgressão se não tivessem participado da festa que Ahashverosh fez para todos os habitantes de Shushan a Birá.

 

Naquela festa Ahashverosh se vestiu com as roupas do Cohen Gadol e distribuiu vinho nos copos de ouro do Beit a Mikdash, expressando dessa maneira que a nossa religião é um assunto puramente cultural, somente um folklore, mas que não tem um D’us de verdade que interage com a sua criação dando um prêmio para quem faz o bem e um castigo para quem faz o mal.

 

Então aparece um Haman que faz um decreto de morte à todos os judeus que professam a religião judaica colocando todo o nosso povo em uma situação de morrer como judeus ou salvar a própria vida trocando de religião

 

Por trás do decreto de Haman

 

A Meguilá nos conta que em Shushan Habirá havia um judeu, e o seu nome era Morde’hai ben Yair ben Shim’i ben Kish e ele era da tribo de Biniamin.

 

Surge a pergunta: Se ele era da tribo de Biniamin, porque ele é chamado de judeu que é alguém que pertence à tribo de Judá?

 

Explica a Guemará que a palavra “Judeu” recai sobre todos aqueles que não se prostram na frente da idolatria, e portanto tanto os Cohanim quanto os Leviim daquela época foram chamados de judeus pelo motivo de professarem a religião judaica e não se curvarem na frente da idolatria, e não pelo motivo de pertencerem à tribo de Judá.

 

O Midrash nos conta que Haman, à exemplo do faraó do Egito e de Nabucodonosor rei da Babilônia, se considerou um deus. E por isso Morde’hai não se prostrava na frente dele mesmo sendo isso uma ordem do Rei.

 

O Ralbag, um grande Rabino da idade média, nos conta que explicaram para Haman que Morde’hai não pode se prostrar na frente dele por motivos religiosos, por ser judeu, e que por esse motivo Haman decidiu fazer um decreto de morte à todos os judeus,  ou seja, à todos os que professam a religião judaica!

 

Mas se um judeu se convertesse à outras religiões, para Haman ele não seria mais judeu, e esse decreto não recairia mais sobre ele.

 

O povo de Israel se manteve firme na sua religião mesmo consciente de todas as consequências, sendo que aquele decreto foi feito para todos os 127 países do mundo que naquela época pertenciam ao império persa e não tinha para onde fugir.

 

Ou seja, todos os judeus estavam dispostos a morrer pela nossa religião.

 

Diz a Guemará que quando nós fazemos Teshuvá e voltamos a nos comportar de acordo com a Torá, descobrimos que D’us já tinha criado o remédio antes de criar a doença.

 

Ou seja, D’us cria a solução antes de criar o problema, e por meio da nossa Teshuvá AShem nos revela a soluçã.

 

Antes de Haman fazer o decreto contra o nosso povo aconteceram algumas coisas que somente depois do decreto vimos que aqueles acontecimentos tinham sido milagres sobrenaturais e indispensáveis para a nossa salvação.

 

A morte da Rainha

 

Vashti, a rainha da Pérsia, vinha de uma linhagem real, ela era a neta do rei da Babilônia.

 

Quando Ahashverosh se casou com ela, ele também entrou na família real, e portanto ela era o motivo da sua realeza e a última pessoa no mundo a quem ele teria interesse em prejudicar.

 

No sétimo dia do banquete que Ahashverosh fez para os habitantes de Shushan, banquete no qual ele expressou que a profecia do profeta Yermiahu (Jeremias) de os judeus voltarem para Jerusalém depois de setenta anos não aconteceu e portanto esse profeta é falso e esse D’us não existe, ele mandou os sete ministros da Babilônia chamarem a rainha Vashti para mostrar toda a sua beleza no banquete dos homens.

 

Aquele dia era Shabat. A rainha Vasht era uma antissemita diplomada e pós graduada que propositalmente contratava jovens judias para fazer com que elas profanassem o Shabat, e quando elas se recusavam eram obrigadas a desfilarem por toda a cidade nuas e profanando o Shabat montadas a um cavalo.

 

Essa mesma rainha Vashti foi chamada pelo Rei para desfilar totalmente nua no Shabat no banquete dos homens, mostrando que esse D’us que está sendo proclamado nesse mesmo banquete como “inexistente” está interagindo no mundo e fazendo as coisas mais surreais acontecerem de maneira oculta como se fossem as coisas mais naturais.

 

AShem fez um milagre e a rainha Vashti antes da sua “apresentação” teve uma grave doença estética e não pode se apresentar.

 

Um dos sete ministros, que de acordo com o Midrash era o próprio Haman, aconselhou o rei a matar a rainha por ter desobedecido o rei e ter dado um mau exemplo para o povo.

 

O Rei, ao contrário da sua própria ideologia, mandou matar a rainha Vashti, fazendo com que a profecia do próprio profeta Yermiahu sobre a Babilônia que incluía a morte da neta do rei da Babilônia acontecesse.

 

Yermiahu era esse profeta que o rei estava desacreditando no seu banquete pelo fato de o próprio rei ter errado na conta de setenta anos que o profeta Yermiahu fez, e não pelo profeta ter errado.

 

Afinal das contas com esse grande milagre sobrenatural que aconteceu sem que ninguém percebesse, o “status quo” mais sólido da época foi destruído abrindo as portas para uma grande mudança.

 

Quando passou a fúria do rei ele teve um grande remorso pelo que fez, por ter matado a sua rainha, demonstrando que tudo tinha acontecido por um motivo superior à própria vontade dele.

 

Vendo a tristeza do rei, seus servos o aconselharam a fazer um concurso de miss universo entre todos os 127 países para encontrar a mulher mais bonita do mundo e se casar com ela.

 

A nova rainha, mais um milagre surreal

 

A Guemará nos conta que Ester era esverdeada e só por milagre alguém poderia achar ela bonita.

 

AShem fez um milagre surreal e todos acharam que ela era a mulher mais bonita do mundo.

 

Ester era uma judia religiosa que não entendia nada sobre relações íntimas, e a parte mais importante desse concurso era passar uma noite com o rei.

 

Diz o Ari Zal que uma demônia em forma humana substituía Ester nessas horas e deixava o rei  “louquinho”.

 

Ou seja, a artista principal é substituída por alguém muito parecida para as cenas de “perigo”, e nesse caso, essa personagem espiritual negativa se materializava na aparência perfeita de Ester.

 

Bigtan e Teresh

 

Morde’hai era membro do grande tribunal rabínico de Yerushaláim conhecido como Sanedrin. Lá cada pessoa era ouvida na sua própria língua, e o Sábio que não soubesse setenta línguas não era aceito como membro do tribunal.

 

Dois funcionários públicos de Ahashverosh provenientes de um país distante com uma língua rara que ninguém conhecia a não ser quem era de lá, conversaram entre si na frente de Morde’hai e planejaram assassinar o rei.

 

Ninguém conhecia essa língua, fora Morde’hai, e a pessoa mais interessada no mundo em receber essa informação era o próprio Morde’hai, e tudo isso aconteceu na frente dele por milagre surreal.

 

Porque se eles assassinassem o rei que não tinha um filho para o suceder, a segunda figura na corte era Haman e o decreto contra o nosso povo aconteceria sem impecilhos.

 

O único jeito de anular o decreto de Haman era por meio do rei, e esse rei quase foi assassinado se não fosse esse milagre.

 

Morde’hai repassou essa informação para Ester que a repassou para o rei em nome de Morde’hai, e esse fator foi importantíssimo para mudar o imutável “Status quo” de Haman ser a pessoa tomadora das decisões da unica potência mundial, o império persa que dominava o mundo inteiro.

 

Nossos profetas e o anel do rei

 

A Guemará nos conta que desde que o povo de Israel recebeu a Torá até a época em que aconteceu o milagre de Purim, nosso povo teve 48 profetas e sete profetizas que fizeram o possível e o impossível para nos trazer de volta ao judaísmo e não conseguiram, mas quando Ahashverosh tirou seu anel e o entregou à Haman para fazer os seus decretos, nosso povo fez Teshuvá.

 

Morde’hai pediu para Ester pedir ao rei para anular o decreto. Ela respondeu que o rei não a chamou já faz um mês, e todo aquele que entrar no pátio do rei sem ser convidado é condenado à morte, e como sabemos, a rainha Vashti tinha sido executada por muito menos do que isso.

 

Só havia um jeito de a pessoa sobreviver, que era o rei abrindo uma exceção e estendendo seu cetro de ouro para aquela pessoa, e Ester não queria se arriscar.

 

Morde’hai pediu para ela fazer isso de qualquer maneira.

 

Então ela pediu para Morde’hai reunir todos os judeus da cidade e fazer três dias de jejum e rezas, e ela e as suas jovens ajudantes também vão fazer igual.

 

Todo o povo fez Teshuvá, e depois de três dias de jejum e rezas Ester entrou no pátio do rei sem ser chamada.

 

Sabemos que esse rei era obcecado por mulheres bonitas e não existe pessoa mais feia no mundo como alguém que está três dias sem comer, como nos lembram as “vacas magras” do Egito, feias e ruins.

 

AShem faz um milagre surreal e despertou no rei uma enorme paixão por Ester, e ele disse que ela pode pedir qualquer coisa até metade do império.

 

Ela disse que veio convidá-lo para o banquete que ela fez para… Haman. Ou seja, arriscou a própria vida convidá-lo para participar de uma festa que ela está fazendo para outro homem!

 

O plano de Ester

 

Ester queria que o rei perguntasse à si próprio: será que uma pessoa normal arriscaria a própria vida para convidar alguém para uma festa que ela está fazendo para outra pessoa? E dessa maneira despertar os ciúmes do rei em relação à Haman.

 

O rei suspeitando de alguma coisa entre os dois entraria em pânico sendo que se o rei fosse assassinado e Haman se casasse com a rainha, o império continuaria funcionando sem nenhum problema, ninguém precisaria mais do rei e ele seria esquecido.

 

No final do banquete, o rei ofereceu à Ester até metade do reino, e ela pediu para ele vir amanhã também no próximo banquete que ela iria vai fazer para Haman.

 

Naquela noite o Rei não conseguiu dormir. Ele se questionou : “Porque ninguém passaria para ele a informação de que alguém poderia estar querendo assassiná-lo? ”

 

Talvez alguma vez alguém já salvou a vida do rei e o rei não fez nenhuma honraria para aquela pessoa, e por isso ninguém mais estaria motivado para passar alguma informação que salvasse a vida do rei?

 

Com esses pensamentos atrapalhando o seu sono ele pediu para lerem na frente dele o “diário” dos principais acontecimentos do reino.

 

Com certeza muitas páginas se passaram desde que Morde’hai salvou a vida do rei e nada foi dado à ele, mas milagrosamente o longo pergaminho se abre por si só naquela página.

 

O rei perguntou se Morde’hai recebeu algo por ter salvo a vida do rei e a resposta foi negativa. O rei perguntou se havia alguém esperando ele no pátio, e lá estava só Haman esperando para pedir permissão ao rei para enforcar Morde’hai em uma forca de cinquenta metros de altura que ele preparou no pátio da sua casa para enforcar Morde’hai.

 

O milagre da construção da forca

 

Por incrível que pareça o fato de ele ter mandado construir essa forca tão alta no pátio da sua casa para enforcar Morde’hai também entra na lista dos milagres da Meguilá, porque se não fosse essa forca Haman não seria enforcado.

 

O Rei perguntou para Haman o que fazer para a pessoa que o Rei quer honrar? Haman imaginou que obviamente essa pessoa era ele.

 

Haman sugeriu para o Rei vestir essa pessoa com a roupa do Rei, montar ela no cavalo do rei, e um dos maiores ministros levá-lo para um desfile em toda a cidade proclamando na sua frente que esse é o homem que o rei está interessado na sua honra.

 

O rei pediu para Haman fazer tudo isso para Morde’hai e não esquecer nenhum detalhe.

 

Naquela noite, no segundo banquete de Ester, o Rei perguntou à ela qual era o seu pedido até a metade do império.

 

Aí ela declarou que ela quer a própria vida de presente, porque ela e o povo dela foram vendidos para serem mortos.

 

O Rei ficou furioso e perguntou: quem teve a ousadia de fazer uma coisa assim? E ela disse: um homem sádico e inimigo, Haman, esse criminoso.

 

O rei saiu um pouquinho para o Jardim, e quando voltou viu Haman debruçado sobre o divã de Ester pedindo desculpas para ela.

 

O rei que já estava com medo desse “relacionamento” desde que Ester arriscou a própria vida para convidá-lo ao banquete que fez para Haman, exclamou: e também seduzir a rainha comigo em casa?

 

Sendo que essa palavra saiu da boca do rei, já seria um bom motivo para Haman ser condenado, mas sendo que o “status quo” de Haman como primeiro ministro da Pérsia era muito sólido, o rei ainda poderia se acalmar e entrar em um acordo com Haman.

 

Nessa hora vimos o milagre de Haman ter feito a forca para Morde’hai.

 

AShem fez mais um milagre surreal. Eliahu a Navi se materializou como um dos ministros do rei, apontou para a forca de 25 metros visível da casa de Haman e disse ao rei: Veja a forca que Haman fez para enforcar Morde’hai que salvou a vida do rei, 25 metros de altura!

 

O reflexo imediato do rei foi ordenar o enforcamento de Haman na forca que ele próprio preparou para Morde’hai, nos mostrando que: se faltou criar alguma parte do “remédio antes da doença” AShem dá um jeitinho e sempre manda Eliahu a Naví em um caso de emergência.

 

O decreto do Rei de sermos obrigados a matar todos os nossos inimigos.

 

Mais um milagre surreal, o decreto do Rei não pôde ser revogado e os judeus foram obrigados a matar os antissemitas.

 

Você poderia imaginar que simplesmente fomos salvos mas que cada um dos127 países do império persa seriam países antisemitas com cada vez mais atentados terroristas.

 

Mas não,o milagre foi muito maior do que isso!

 

Ahashverosh não tinha como revogar o próprio decreto de morte aos judeus incluindo sua própria rainha, e por isso deu o seu anel para Morde’hai fazer o decreto contra os antissemitas que era o único jeito de resolver o problema.

 

O rei deu a casa de Haman para Ester e Ester colocou nela Morde’hai. Haman tinha sido enforcado, e quando os 127 países receberam o decreto do rei escrito por Morde’hai autorizando aos judeus de matarem todos os seus inimigos e compararam com o decreto de Haman vigente para a mesma data onde os nossos inimigos poderiam nos matar, levaram em conta que Haman estava enforcado, a rainha era judia e o novo primeiro ministro da Pérsia era o Rabino Morde’hai que recebeu da rainha a casa de Haman, e com certeza ninguém queria se complicar com esse novo governo.

 

Nem precisamos dizer que nosso povo se defendeu dos seus inimigos, 75.800 antissemitas foram mortos e todos os povos de todo o império ficaram nossos amigos

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você ❤️

https://rabinogloiber.org/receitas-de-purim/

A Parashá da minha vida 🌻 Tetzavê


TETZAVÊ

 

Nossa Parashá começa com as palavras: “e você vai ordenar”. Essa linguagem não é usual na Torá, sendo que nesse caso esse “e” está adicionando alguém junto à Moshe Rabeinu.

 

Às vezes vemos na Torá que Moshe Rabeinu está falando em uma linguagem, como se fosse AShem (D’us) falando, e não ele. Diz o Zohar que nesse caso é a própria She’hiná (Presença Divina) falando por meio das cordas vocais de Moshe.

 

Às vezes Moshe discute com AShem (D’us), e pede para Ele desculpar o nosso povo. Diz o Zohar que nesse caso, Moshe é Moshe e não AShem falando por meio das cordas vocais de Moshe.

 

O Zohar nos conta, que a linguagem da nossa Parashá está nos indicando que nesse caso AShem e Moshe estão falando juntos.

 

Não é AShem sozinho falando por meio das cordas vocais de Moshe, e nem Moshe sozinho fazendo um pedido para AShem, mas os dois falando juntos.

 

Rabi Hiya no Zohar nos conta que todo lugar na Torá que está escrito “e você” está nos indicando que a presença Divina está com ele. Ou seja, este “e” vem nos indicar “alguém e você”, e esse “alguém” é AShem (D’us).

 

Rabi Itzhak no Zohar nos explica que essa linguagem aparece para nos indicar que nesse caso a luz de cima e a luz de baixo se unem se tornando uma só.

 

Moshe Rabeinu cumpriu a missão de repassar ao povo de Israel, os assuntos relacionados à construção do Mishkan, mas, na prática, cada um teve a inspiração Divina causada por essa sincronização entre o mundo de cima e o mundo de baixo.

 

Cada um dos “Sábios de coração” que trabalharam com a construção do Mishkan, e de todos os seus artefatos, fizeram o que precisava ser feito mesmo nos mínimos detalhes que Moshe Rabeinu não chegou a repassar.

 

E fizeram tudo tão perfeito a ponto de ele próprio se espantar com o fato de tudo ter sido feito como AShem havia mostrado para ele no Monte Sinai, e não para eles.

 

Mais a frente, o Zohar nos conta como esse fenômeno espiritual acontece com cada um de nós.

 

אי איהו קיימא בנהירו דאנפין מתתא, כדין הכי נהרין ליה מעילא, ואי איהו קיימא בעציבו, יהבין ליה דינא בקבליה

Diz o Zohar que “se estamos com um sorriso aqui embaixo, assim somos iluminados lá de cima”. Em outros termos, AShem (D’us) nos dá motivo para ficarmos alegres de verdade.

 

Mas se estamos tristes aqui embaixo (mesmo tendo um motivo justo para ficarmos tristes), trazemos para nós as severidades “lá de cima”.

וּמִמַּעַל לָרָקִיעַ אֲשֶׁר עַל רֹאשָׁם כְּמַרְאֵה אֶבֶן סַפִּיר דְּמוּת כִּסֵּא וְעַל דְּמוּת הַכִּסֵּא דְּמוּת כְּמַרְאֵה אָדָם עָלָיו מִלְמָעְלָה

O Alter Rebe nos traz uma explicação do Maguid de Mezritch sobre o versículo em Yehezkel que diz: “sobre a aparência do trono, uma aparência como a aparência humana”. Diz o Maguid, que isso quer dizer que como nos comportamos aqui em baixo, causamos a revelação Divina lá em cima. Isto significa que, a revelação Divina acontece para nós como a nossa aparência naquele momento.

 

A descrição do profeta Yehezkel sobre a revelação Divina ser comparada à aparência da pessoa, não é uma coisa material, sendo que AShem está acima dos conceitos materiais e não tem nenhuma comparação com o material. Mas a intenção é de que a revelação Divina que está sobre o trono reflete espiritualmente nossa aparência aqui em baixo.

 

Se estamos tristes, mesmo por motivos justos, a revelação Divina em relação a nós é Guevurá. Mas se estamos alegres, a revelação Divina em relação a nós é a Hessed, (bondade) e aí todos os milagres acontecem.

 

וְאַתָּה תְּצַוֵּה אֶת בְּנֵי יִשְׂרָאֵל

Nossa Parashá começa com as palavras “e você”. Em Parashat Bereshit, AShem diz aos Anjos “façamos o homem”, e depois AShem faz o ser humano sem a mínima participação desses Anjos.

 

AShem não precisou falar para os Anjos “façamos um boi ou façamos um cavalo, então por que no caso da criação do ser humano AShem convidou os Anjos para participarem dela mesmo que no final eles não participaram?

 

Um dos motivos para isso, é para consolar os Anjos, sendo que até aquele momento eles eram as criaturas mais elevadas e agora seria criado o ser humano que seria superior aos Anjos. Assim dizendo, AShem teve que dizer para eles “façamos o homem” para dar um consolo a eles.

 

Outro motivo para isso, é porque os Anjos teriam várias responsabilidades em relação a nós, e por humildade Divina Hashem deu uma satisfação para eles, antes de nos criar, oferecendo a eles, até mesmo uma participação na nossa criação.

 

Na nossa Parashá, a intenção Divina na expressão “e você” é dizer “nós”, por que o versículo já não diz explicitamente “nós”, no mesmo estilo do versículo que fala sobre a criação do homem?

 

Porque aqui na nossa Parashá o “você”, é a pessoa principal desse versículo, e AShem aparece como secundário indicado indiretamente por um simples “e”. Nessa mesma Parashá o Zohar traz uma regra profunda que por meio dela podemos entender claramente todos esses porquês.

 

Diz o Zohar que o mundo de baixo está sincronizado com o mundo de cima, e está sempre dependendo dele para receber de lá tudo o que nosso mundo precisa. Mas tudo o que receberemos dependerá de nós, e não do mundo de cima.

 

Se aqui nesse mundo estamos com um sorriso no rosto, alegres e felizes, recebemos um sorriso lá de cima, e não precisamos mais nos preocupar com nada, porque somos queridos no mundo de cima e todos os nossos problemas serão resolvidos com muito amor e carinho.

 

Por isso, diz o Zohar, está escrito no Tehilim que devemos servir à D’us com alegria, porque a alegria da pessoa traz para ela outra alegria superior.

 

Isto é, quando você está triste, você desperta o lado esquerdo do mundo superior, o lado da guevurá (severidade), e atrai para você todos esses “dinim”, todos os decretos ruins que vem retificar a sua Alma da pior maneira possível e consequentemente a mais dolorosa.

 

Quando você se esforça e fica alegre, mesmo não tendo o mínimo motivo para isso, você desperta o lado direito no mundo superior, o lado da Hessed (a bondade Divina), e AShem te dá verdadeiros motivos para ficar alegre. Todos os seus problemas são resolvidos com muito amor e carinho, e você recebe todos os motivos do mundo para ser feliz.

 

Nesse processo, sua Alma é purificada de maneira positiva. AShem te dá muito dinheiro para dar para a Tzedaká, você consegue fazer muitos favores para muitas pessoas, e purifica a sua Alma dessa maneira sem precisar sofrer. Mas isso não dependerá lá de cima, mas sim de você.

 

E por isso nossa Parashá coloca a palavra você como principal, e a revelação Divina em segundo plano como algo que te acompanha, e você determina para qual direção ela vai te acompanhar. Você decidirá se AShem vai se revelar para você como um pai ou como um rei, e isso dependerá somente de você.

 

Conclusão: Fique sempre alegre, não importa a situação. Você só tem a ganhar!

 

🌻🌻🌻

 

 

AS ROUPAS DO COHEN GADOL

 

Muitos segredos se ocultam por trás dessas roupas, como por exemplo o pedido Divino de colocar dentro do Hoshen (peitoral sacerdotal) o Urim e o Tumim.

 

E nas doze pedras preciosas encaixadas no Hoshen estavam gravados os nomes dos doze filhos de Yaakov, patriarcas das treze tribos de Israel (no lugar dos nomes de Efraim e Menashe estava o nome de Yossef). Por trás das pedras preciosas, dentro do Hoshen, estavam o Urim e o Tumim.

 

Quando surgia uma pergunta de importância pública, como uma dúvida relativa à estratégia de guerra, ou outro assunto público importante, que necessitava de uma resposta Divina explícita, ela era perguntada em frente ao Cohen Gadol que vestia o Hoshen.

 

Nessa hora, por causa do Urim e Tumim, um milagre acontecia com as letras dos nomes lapidados nas pedras preciosas.

 

Rabi Yohanan na Guemará em Yoma diz que um conjunto de letras se destacava e o Cohen Gadol montava com elas palavras por meio de Rua’h aKodesh (Inspiração Divina). Reish Lakish diz que as letras se moviam milagrosamente e montavam palavras.

 

O Ramban, Rabi Moshê ben Na’hman explica que as letras se iluminavam para o Cohen Gadol, e assim elas se ressaltavam.

 

Urim e Tumim

 

Rashi esclarece que o Urim e o Tumim são o Nome explícito de AShem escrito e colocado dentro das dobras do Hoshen.

 

E por meio dele, as palavras Hoshen se tornavam perfeitas e iluminadas, e por causa desse Nome de AShem que estava nele, o Hoshen é chamado de Hoshen Mishpat (peitoral do juízo).

 

Porque por meio dessa escrita, as perguntas eram milagrosamente julgadas e as respostas do Hoshen eram explícitas determinando se fazer ou não fazer o que foi perguntado.

 

Urim

 

O Ari Zal explica que o Urim era o Nome de AShem conhecido como Nome “Mem Beit”, letra Mem e letra Beit do alfabeto hebraico cujo valor numérico delas juntas é 42.

 

Esse nome é chamado de “Mem Beit” por ser composto pelas iniciais de cada uma das 42 palavras da reza cabalística “Ana Bekoa’h”.

 

Tumim

 

O Ari Zal explica que o Tumim era o Nome de AShem conhecido como “Ain Beit” (72) que é assim chamado por ser o valor numérico do “Milui” (preenchimento) do nome de AShem de quatro letras conhecido como Tetragrama.

 

Quer dizer, o nome de cada letra é escrito literalmente e o resultado do valor numérico das letras que compõem os nomes das quatro letras é 72.

 

Quando o Cohen Gadol estava no Mishkan ou no primeiro Beit  a Mikdash, esses Nomes se encontravam dentro do Hoshen. Diz o Ari Zal que não era possível fazer perguntas dessa forma a não ser dentro do Beit  a Mikdash ou do Mishkan.

 

E por isso o Hoshen de Aviatar, o Cohen que fugiu da cidade de Nov que foi atacada por Shaul e se uniu à David antes de ele ser o rei de Israel, não tinha o Urim e Tumim. Ou seja, David recebia respostas Divinas do Hoshen de Aviatar por meio do Rua’h aKodesh do próprio David, e não por causa do Urim e Tumim.

 

🌻🌻🌻

 

AS ROUPAS DOS COHANIM

OS SACERDOTES DO NOSSO POVO

 

Rabi Anani bar Sasson na Guemará nos conta que essas roupas tinham uma característica espiritual muito interessante: elas faziam a reparação das nossas transgressões.

 

Sendo que D’us é a essência do bem, e a natureza de quem é bom, é fazer o bem, quando tomamos a decisão de não fazer mais uma coisa ruim, e nos arrependemos de tê-la feito, ele nos dá várias oportunidades de retificação para não precisarmos chegar à “medida por medida”.

 

Ou seja, para não precisarmos passar por um sofrimento relativo ao mal que fizemos.

 

Um exemplo disso é o Shabat que serve como reparação para a transgressão da idolatria.

 

Imagine um judeu que volta da Índia depois de ter rezado para todas as milhares de estátuas que tem lá, ter feito oferendas para as estátuas e etc.

 

E no final essa pessoa se arrepende de toda a idolatria que fez, e vai perguntar ao Rabino, o que fazer para retificar toda a idolatria que praticou.

 

:- Rabino, diz a pessoa, eu acabei de voltar de uma peregrinação religiosa de um ano na Índia. Não teve uma estátua que eu não me prostrei na frente dela, que não rezei, ou fiz uma oferenda para ela. Mas agora estou profundamente arrependido de ter feito isso. Como faço para consertar o que fiz? Vou sentar em um formigueiro?

 

:- D’us nos livre, responde o Rabino. Você vai consertar isso da seguinte maneira:

 

Compre uma roupa muito bonita para Shabat, faça quatro Halot (pães para Shabat), compre um peixe bem grande, tire as escamas e prepare ele bem gostoso para Shabat.

 

Compre dois quilos de uva e faça um suco de uva bem gostoso para o kidush. Faça muitas saladinhas e sobremesa, comemore o Shabat com a sua família com muita alegria, e essa é a sua retificação!

 

:- Mas Rabino, exclama o homem espantado, isso parece mais um prêmio do que um castigo!

 

:- Você decidiu que não vai mais fazer idolatria? Pergunta o Rabino, se arrependeu do que fez? Agora tem dois jeitos de retificar, um muito bom e o outro muito ruim. Qual você escolhe?

 

Como nesse exemplo verídico em relação à idolatria, assim também acontece com todas as transgressões da Torá.

 

Previamente temos de tomar a decisão de não fazer a coisa ruim novamente e se arrepender de tê-la feito. Assim, o que sobra é retificar o que fizemos.

 

Se não retificamos de maneira positiva, essa pendência continua.

 

E quando chega o limite, D’us nos livre, somos retificados contra a nossa vontade, e de maneira negativa, “medida por medida”. Ou seja, o que fizemos de errado conosco.

 

Rabi Anani nos conta que no livro de Vaykrá a Torá fala sobre os Korbanot, os sacrifícios de animais, e logo em seguida fala sobre as roupas dos Cohanim.

 

Nos indicando que da mesma maneira que os Korbanot vem para retificar as nossas transgressões, dessa mesma maneira as roupas dos Cohanim retificam as nossas transgressões.

 

Quando essas roupas eram usadas pelo Cohen Gadol no Mishkan que era um Templo móvel, e posteriormente no Beit a Mikdash que era o Templo Sagrado de Jerusalém, cada uma delas reparava um tipo de transgressão diferente.
Cada roupa com a sua função:

 

●    Ktonet – a túnica do Cohen Gadol, retificava os assassinatos.

 

●    Mi’hnassaim – a calça do Cohen Gadol, retificava as relações ilícitas.

 

●    Mitznefet – o turbante do Cohen Gadol, retificava a prepotência.

 

●    Avnet – o cinturão do Cohen Gadol, retificava os maus pensamentos.

 

●    Hoshen – a jóia de doze pedras preciosas que o Cohen Gadol tinha sobre o peito, retificava os erros de legislação.

 

●    Efod – o avental do Cohen Gadol, retificava a idolatria.

 

●    Meil – o manto do Cohen Gadol, retificava a difamação.

 

●    Tzitz – como uma tiara de ouro sobre a testa do Cohen Gadol, retificava a arrogância.

 

 

A explicação do “Rosh”

 

Rabeinu Asher bem Yehiel, conhecido como “o Rosh”, nasceu em Colônia na Alemanha antiga aproximadamente no ano de 1250.

 

O Rosh era descendente do grande rabino, Rabi Eliezer bem Nathan, conhecido como o Raaban. Um dos seus oito filhos foi Rabi Yaacov Baal Haturim, autor do Arba’ah Turim, famoso código de lei judaica.

 

Seu principal professor foi o grande Rabi Meir de Rothenburg que naquela época vivia em Worms na Alemanha antiga. Naquela época o Rosh também trabalhava com empréstimos e a situação financeira dele era muito boa.

 

Quando Rabi Meir de Rothenburg foi preso pelo governo, que queria extorquir a comunidade judaica, o Rosh quis pagar uma fiança astronômica exigida por eles para libertá-lo, mas Rabi Meir recusou, com medo de que isso servisse de incentivo para a prisão de outros rabinos.

 

Após isso, o Rosh assumiu a posição do rabino Meir em Worms. Porém, foi obrigado a emigrar para a França e depois para Toledo na Espanha, onde se tornou o Rabino da cidade por recomendação de Rabi Shlomo ben Aderet conhecido como Rashba.

 

Rabeinu Asher faleceu em Toledo no ano de 1328. Ele trouxe o espírito Talmúdico rigoroso e estreito da Alemanha antiga para a Espanha antiga.

 

Em um dos seus comentários sobre a Guemará, o Rosh explica que as roupas do Cohen Gadol não conseguiram retificar as transgressões de idolatria, assassinatos e relações ilícitas na época do primeiro Beit a Mikdash. E o Beit  a Mikdash foi destruído e nosso povo exilado para a Babilônia por causa dessas transgressões.

 

O motivo para isso, explica o Rosh, é que eles não fizeram Teshuvá. Não se arrependeram das atrocidades que tinham feito e não tomaram a decisão de não fazê-las novamente.

 

Mas se tivessem feito Teshuvá, as roupas do Cohen Gadol retificariam as transgressões, o Beit  a Mikdash não seria destruído e nosso povo não seria exilado.

 

 

 
Shabat Shalom!

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

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Shabat Zahor

Parashat Zahor

 

Nesse Shabat que acontece antes de Purim vamos ouvir na Sinagoga a Parashá mais importante do ano, Parashat Zahor, sendo que esse Shabat antecede Purim e Haman era um descendente direto de Amalek

 

Examinando o primeiro confronto entre o povo judeu e a nação de Amalec (Shemot 17:8-16) sobre o qual lemos em Shabat Zachor nesta semana que antecede Purim, duas perguntas básicas nos vêm à mente. Primeira, por que Amalec atacou os Filhos de Israel sem provocação? O versículo simplesmente relata que Amalec atacou os Filhos de Israel num local chamado Refidim, mas o que motivou este ataque? Segundo, por que eles mereceram esta súbita punição?

 

A primeira pergunta é respondida pelo Midrash, que compara o povo judeu a uma banheira de água fervente. Assim como ninguém ousa pular num recipiente de água fervente por medo de ser escaldado até a morte, assim também os judeus eram aparentemente invencíveis após seu milagroso êxodo, quando então as nações do mundo reagiam a eles com temor e respeito.

 

Ninguém ousava atacar o povo que tinha D’us a seu lado – exceto Amalec. Certa vez ele atacou, e embora tenha perdido, deram um jeito de esfriar a água para que outras nações também pulassem dentro sem medo de ser queimadas.

 

O que deu a Amalec a força para nos atacar? Rabi Yitschac Hutner desenvolve a resposta à primeira questão de outro Midrash, que compara Amalec a uma pessoa que zomba e ridiculariza tudo na vida. Uma personalidade assim procura toda oportunidade de minar e diminuir o que é importante e valioso na sociedade.

 

As Dez Pragas, a Abertura do Mar Vermelho, a destruição do Egito, o maná caindo do céu – todos estes eventos que haviam criado um senso de reverência e trepidação nas outras nações em relação aos judeus, fazendo a água da banheira mais e mais quente, apenas aumentou o desejo de Amalec de ser o primeiro povo a pular dentro. Para Amalec esta banheira fervente de grandeza, espiritualidade e nobreza tinha de ser esfriada, independentemente das conseqüências.

 

Voltemos agora a nossa segunda questão. Por que os judeus mereceram ser atacados por Amalec?

 

A chave para entender esta falha específica é o nome da localidade onde Amalec atacou-nos – Refidim. Embora num nível simples este nome seja meramente uma localização geográfica, o Midrash nos diz que é um acrônimo para “rafu y’dayhem min haTorah – as mãos do povo judeu foram fracas no seu apoio à Torá.”

 

O que significa esta expressão? O termo costumeiro para a falta de estudo de Torá é bitul Torah, negligenciar o estudo de Torá. Qual é então a idéia por trás de dizer que suas mãos eram fracas no seu apoio à Torá?

 

Rabi Yitschac Hutner explica que esta expressão refere-se a uma fraqueza em reconhecer e apreciar a importância e relevância da Torá em nossa vida. Quando deixamos de perceber como a Torá é vital para nossa própria existência e para a existência do mundo inteiro, estamos convidando Amalec a entrar em nosso meio.

 

Não apenas devemos estar preocupados com o quanto de Torá aprendemos, mas também com quanto valor e importância atribuímos à Torá que estudamos.

 

Percebemos que a Torá é sabedoria Divina? Percebemos que a Torá sustenta o mundo inteiro? Percebemos que a suprema perfeição do mundo apenas pode chegar através da Torá?

 

Que D’us nos ajude a aumentar nosso tempo de estudo de Torá e a avaliar sua verdadeira e ilimitada grandeza

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

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A pessoa que queria se converter ao judaísmo com a condição de ele ser o “Cohen Gadol”

A pessoa que queria se converter ao judaísmo com a condição de ele ser o “Cohen Gadol”

 

A Guemará nos conta que certa vez alguém estava passando por trás de uma sinagoga , escutou de fora uma descrição sobre essas roupas e perguntou :- Quem vai vestir essas roupas?

 

:- O Cohen Gadol, respondeu o professor.

 

A pessoa que não era judeu tomou uma decisão consigo próprio: – vou me converter ao judaísmo com a condição de ser o Cohen Gadol!

 

Chegou ao tribunal rabínico onde se encontrou com Shamai que ouvindo o argumento concluiu que a pessoa não tinha boa intenção…..

 

Mas aquela pessoa não desistiu e foi procurar o outro grande Rabino da época que se chamava Hilel.

 

Hilel fez para ele um curso de Cohen Gadol aonde a pessoa descobriu que não poderia ser Cohen Gadol e se tornou um bom judeu.

 

O que Hilel viu nele que Shamai não tinha visto?

 

Hilel viu que essa pessoa era muito caprichosa e queria fazer tudo do jeito mais certo possível, a pessoa deduziu que o fato de o Cohen Gadol ir com essas roupas demonstrava que ele era mais religioso do que os outros e isso despertou nele a vontade de ser o Cohen Gadol.

 

No curso de Cohen Gadol que Hilel fez para ele, ele aprendeu que até o Rei David, um Tzadik maior do que o Cohen Gadol , não poderia ser Cohen Gadol.

 

Ou seja, dá para ser um Tzadik maior ainda do que o Cohen Gadol sem precisar usar aquelas roupas.

 

Aprendemos daqui que as vezes acontece de alguém errar e medir o nível de religiosidade de alguém por causa das roupas que ele usa, achar que quanto mais sofisticada a roupa mais religiosa aquela pessoa é, isso é um erro de avaliação muito comum nos dias de hoje.

 

Ou seja, se você viu no noticiário um Rabino vestido de Rabino no congresso anti-semita no Irã,  saiba que aquelas roupas não representam nada mas sim as atitudes da pessoa é o que qualifica ou desqualifica ela quando se trata da nossa religião.

 

Ou seja, se ele estava no congresso anti-semita não precisamos dizer que um Rabino estava lá mesmo que ele estava vestido assim

 

Rabino Gloiber

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Moshe Rabeinu

 

 

Moshe Rabeinu

(Moshe nosso mestre)

 

 

Moshe Rabeinu nasceu em 7 de Adar no ano Judaico de 2368  há 3418 anos atrás.

 

O Rambam chama Moshe de “o mais perfeito de todos os seres humanos”, e os Sábios da Guemará dizem que “a Presença Divina falava por meio das cordas vocais dele”.

 

A Torá  atesta que Moshe, o homem que nos tirou do Egito e recebeu a Torá de AShem (D’us) era “o homem mais humilde na face da terra”.

 

Moshe nasceu no Egito em uma época em que éramos escravos e sujeitos a muitos decretos horríveis .

 

Ele foi o terceiro e último filho de Yo’heved e Amram ,  seu irmão Aharon era três anos mais velho do que ele e sua irmã Miriam seis.

 

Naquela época o faraó fez um decreto de que todo menino judeu que nascesse fosse jogado no rio Nilo.

 

Os magos do faraó sabiam de forma muito genérica por meio de entidades espirituais negativas ligadas às idolatrias do Egito, que a pessoa que iria tirar o povo de Israel do Egito receberia um castigo por causa da água e até determinaram o dia em que ele iria nascer, mas não conseguiam saber se ele seria judeu ou não.

 

E por isso naquele dia determinado por eles o faraó mandou jogar todos os meninos recém nascidos no Rio Nilo, e esse foi o dia em que Moshe nasceu.

 

Quando Moshe tinha três meses de idade, Yo’heved colocou ele numa cestinha  no Rio Nilo e sua irmã Miriam ficou próxima para ver o que iria acontecer.

 

Quando Yoheved colocou a cestinha com o nenê no rio Nilo, as entidades espirituais negativas invocadas pelos magos do faraó revelaram aos magos que a pessoa que iria tirar o nosso povo do Egito já foi jogado na água, mas não sabiam exatamente quem era. Os magos repassaram ao faraó que esse menino morreu e o decreto de jogar os meninos judeus no rio Nilo foi anulado.

 

A princesa do Egito, a filha do faraó que se chamava Batya, veio mergulhar no rio Nilo para se purificar das idolatrias do pai dela, isso era a conversão ao judaísmo daquela época.

 

Daqui vemos que ela tinha professores particulares da tribo de Levi que estudava as escrituras Judaicas que já tínhamos naquela época, como o Sefer Yetzirá que foi escrito pelo nosso patriarca Avraham e muito conhecimento profundo que foi passando oralmente de mestre para aluno desde a época dos nossos patriarcas.

 

A princesa encontrou a cestinha com o nenê dentro, pegou o nenê para ela e deu à ele o nome de Moshe. As servas dela tentaram dar de mamar para o nenê, mas ele se recusou.

 

Miriam que estava lá presenciando esse grande milagre acontecer na sua frente, ofereceu para a filha do faraó uma mulher que iria dar de mamar para esse nenê e ele concordaria em mamar dela. Elas foram para a casa de Yoheved e Moshe mamou dela imediatamente.

 

A princesa contratou Yoheved para amamentar o pequeno Moshe por dois anos. Depois de dois anos, quando Yoheved e Miriam trouxeram Moshe para a princesa no palácio do Faraó, elas já recomendaram Amram, seu pai, para ser o professor particular dele. O Midrash nos conta que um Anjo vinha do céu para estudar Torá com Moshe.

 

E assim Moshe cresceu no palácio do faraó até que com 20 anos ele foi visitar pessoalmente o seu povo. Moisés viu um soldado egípcio tentando assassinar um judeu para roubar a sua esposa, usou seus conhecimentos cabalísticos, falou um nome de AShem (D’us) de 72 letras e tirou a alma do egípcio do corpo transformando ele em somente um corpo morto e o enterrou.

 

Por causa disso ele teve que fugir do Egito com apenas 20 anos. Fugiu para Midian, e lá ele se casou com Tzipora, a filha de Yitró, e teve dois dois filhos, Gershon e Eliezer.

 

 

Continua amanhã…

 

 

Rabino Gloiber

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O porquê de cada roupa do Cohen

Tetzavê

 

Nossa Parashá nos conta sobre as roupas dos Cohanim, os sacerdotes do nosso povo

 

Rabbi Anani bar Sasson na Guemará nos conta que essas roupas tinham uma característica espiritual muito interessante: elas faziam a reparação das nossas transgressões.

 

Sendo que D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, quando tomamos a decisão de não fazer mais uma coisa ruim e nos arrependemos de tê-la feito, ele nos dá varias oportunidades de retificação para não precisarmos chegar à “medida por medida”, ou seja, para não precisarmos sofrer relativo ao mal que fizemos.

 

Um exemplo disso é o Shabat que serve como reparação para a transgressão da idolatria.

 

Imagine um judeu que volta da Índia depois de ter rezado para todas as milhares de estátuas que tem lá, ter feito oferendas para as estátuas e etc etc etc.

 

E no final essa pessoa se arrepende de toda a idolatria que fez e vai perguntar ao Rabino o que fazer:

 

– Rabino, diz a pessoa, eu acabei de voltar de uma peregrinação religiosa de um ano na Índia. Não teve uma estátua que eu não me prostrei na frente dela, que não rezei ou fiz uma oferenda para ela. Mas agora estou profundamente arrependido de ter feito isso. Como faço para consertar o que fiz? Vou sentar em um formigueiro?

 

:- D’us nos livre, responde o Rabino. Você vai consertar isso da seguinte maneira:

 

Compre uma roupa muito bonita para Shabat, faça quatro Halot ,(pães para Shabat), compre um peixe bem grande, tire as escamas e prepare ele bem gostoso para Shabat. Compre dois quilos de uva e faça um suco de uva bem gostoso para o kidush. Faça muitas saladinhas e sobremesa,  comemore o Shabat com a sua família com muita alegria, e essa é a sua retificação!

:- Mas Rabino, exclama o homem espantado, isso parece mais um prêmio do que um castigo!

 

:- Você decidiu que não vai mais fazer idolatria? Se arrependeu do que fez? Agora tem dois jeitos de retificar, um muito bom e o outro muito ruim. Qual você escolhe?

 

Como nesse exemplo verídico em relação à idolatria, assim também acontece com todas as transgressões da Torá.

 

Em primeiro lugar temos que tomar a decisão de não fazer a coisa ruim novamente e se arrepender de tê-la feito. O que sobrou agora é retificar o que fizemos.

 

Se não retificarmos de maneira positiva, essa pendência continua. Quando chega o limite, D’us nos livre, somos retificados à força e de maneira negativa, “medida por medida”, ou seja, o que fizemos de errado acontece para nós.

 

Rabi Anani nos conta que no livro de Vaykrá a Torá fala sobre os Korbanot, os sacrifícios de animais, e logo em seguida fala sobre as roupas dos Cohanim. Nos indicando que da mesma maneira que os Korbanot vem para retificar as nossas transgressões, dessa mesma maneira as roupas dos Cohanim retificam as nossas transgressões.

 

Quando essas roupas eram usadas pelo Cohen Gadol no Mishkan que era um Templo móvel, ou posteriormente no Beit Hamikdash que era o Templo Sagrado de Jerusalém, cada uma delas reparava um tipo de transgressão diferente.

 

Cada roupa com a sua função

 

ktonet, túnica do Cohen Gadol, retificava os assassinatos

 

Mihnassaim, a calça do Cohen Gadol, retificava as relações ilícitas

 

Mitznefet, o turbante do Cohen Gadol, retificava a prepotência

 

Avnet, o cinturão do Cohen Gadol, retificava os maus pensamentos

 

Hoshen, a jóia de doze pedras preciosas que o Cohen Gadol tinha sobre o peito, retificava os erros de legislação

Efod, o avental do Cohen Gadol, retificava a idolatria

 

Meil, o manto do Cohen Gadol, retificava a difamação

 

Tzitz, como uma tiara de ouro sobre a testa do Cohen Gadol, retificava a arrogância

 

A explicação do “Rosh”

 

Rabeinu Asher ben Yehiel, conhecido como “o Rosh”, nasceu em Köln na Alemanha antiga aproximadamente no ano de 1250.

 

O Rosh era descendente do grande rabino, Rabi Eliezer ben Nathan, conhecido como o Raaban. Um dos seus oito filhos foi Rabi Yaacov Baal Haturim, autor do Arba’ah Turim, famoso código de lei judaica.

 

 

Seu principal professor foi o o grande Rabi Meir de Rothenburg que naquela época vivia em Worms na Alemanha antiga. Naquela época o Rosh também trabalhou com empréstimos e a situação financeira dele era muito boa

 

Quando Rabi Meir de Rothenburg foi preso pelo governo que queria extorquir a comunidade judaica, o Rosh quis pagar uma fiança astronômica exigida por eles para libertá-lo, mas Rabi Meir recusou, com medo de que isso servisse de incentivo para a prisão de outros rabinos.

 

Após isso, o Rosh assumiu a posição do rabino Meir em Worms. Porém, foi obrigado a emigrar para a França e depois para Toledo na Espanha, onde se tornou o Rabino da cidade por recomendação de Rabi Shlomo ben Aderet conhecido como Rashba.

 

Rabeinu Asher faleceu em Toledo no ano de 1328. Ele trouxe o espírito Talmúdico rigoroso e estreito da Alemanha antiga para a Espanha.

 

Em um dos seus comentários sobre a Guemará, o Rosh explica que as roupas do  Cohen Gadol não conseguiram retificar as transgressões de idolatria, assassinatos e relações ilícitas na época do primeiro Beit aMikdash. O Beit aMikdash foi destruído e nosso povo exilado para a Babilônia por causa dessas transgressões.

 

O motivo para isso, explica o Rosh, é que eles não fizeram Teshuvá, não se arrependeram das atrocidades que tinham feito e não tomaram a decisão de não fazê-las novamente.

 

Mas se tivessem feito Teshuvá, as roupas do Cohen Gadol retificariam as transgressões, o Beit aMikdash não seria destruído e nosso povo não seria exilado.

 

Porque entre as roupas do Cohen Gadol não havia sapato e meia

 

Quando rezamos estamos falando com o Rei. Quando falamos com o Rei devemos estar vestidos adequadamente e ninguém iria visitar um Rei descalço.

 

Como pode ser que o Cohen Gadol, a pessoa que nos representava na frente do rei , não só que deveria estar descalço mas também se ele colocasse uma roupa a mais, como por exemplo os sapatos, seu trabalho seria inválido.

 

Ou seja, ele nem poderia entrar no Mishkan ou no Beit aMikdash assim

 

Don Itzhak Abarbanel, o grande Tzadik que encorajou os judeus a fugirem da Espanha na inquisição, explica que quando AShem se revelou para Moshe Rabeinu pela primeira vez na ocasião do arbusto incandescente, pediu para Moshe tirar os sapatos indicando que a saída do Egito aconteceria de maneira sobrenatural e não por meio do nosso próprio esforço.

 

O mesmo podemos dizer sobre o Cohen no Mishkan ou no Beit aMikdash que eram lugares aonde a revelação Divina acontecia de maneira sobrenatural.

 

Rabino Gloiber

 

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Mensagem da Parashá

Urim veTumim

 

Tetzavê

 

Urim veTumim

 

Nossa Parashá nos conta sobre as roupas do Cohen Gadol.

 

Muitos segredos se ocultam por trás dessas roupas, como por exemplo o pedido Divino de colocar dentro do ‘Hoshen o Urim e o Tumim.

 

Nas doze pedras preciosas encaixadas no ‘Hoshen estavam gravados os nomes dos doze filhos de Yaakov, patriarcas das treze tribos de Israel (no lugar dos nomes de Efraim e Menashe estava o nome de Yossef).

 

Por trás disso, dentro do ‘Hoshen, estava o Urim e Tumim.

 

Quando surgia uma pergunta de importância pública como uma dúvida relativa à estratégia de guerra ou outro assunto público importante que necessitava de uma resposta Divina explícita, ela era perguntada em frente ao Cohen Gadol que vestia o ‘Hoshen.

 

Então, por causa do Urim e Tumim, um milagre acontecia com as letras dos nomes lapidados nas pedras preciosas

 

Rabi Yo’hanan na Guemará (Yoma) diz que um conjunto de letras se destacava e o Cohen Gadol montava com elas palavras por meio de Rua’h aKodesh (Inspiração Divina). Reish Lakish diz que as letras se moviam milagrosamente e montavam palavras.

 

O Ramban, Rabi Moshê ben Na’hman explica que as letras se iluminavam para o Cohen Gadol e assim elas se ressaltavam

 

O que são Urim e Tumim?

 

Rashi esclarece que o Urim e o Tumim são o Nome explícito de AShem escrito e colocado dentro das dobras do ‘Hoshen

 

Por meio dele as palavras ‘Hoshen se tornavam perfeitas e iluminadas, e por causa desse Nome de AShem que estava nele o ‘Hoshen é chamado de ‘Hoshen Mishpat.

 

Porque por meio dessa escrita as perguntas eram milagrosamente julgadas e as respostas do ‘Hoshen eram explícitas determinando se fazer ou não fazer o que foi perguntado.

 

Urim

 

O Ari Zal explica que o Urim era o Nome de AShem conhecido como Nome “Mem Beit”, letra Mem e letra Beit do alfabeto hebraico cujo valor numérico delas juntas é 42.

 

Esse nome é chamado de “Mem Beit” por ser composto pelas iniciais de cada uma das 42 palavras da reza cabalística “Ana Bekoa’h”

 

Tumim

 

O Ari Zal explica que o Tumim era o Nome de AShem conhecido como “Ain Beit” (72) que é assim chamado por ser o valor numérico do “Milui” (preenchimento) do nome de AShem de quatro letras conhecido como Tetragrama,

 

Ou seja, o nome de cada letra é escrito literalmente e o resultado do valor numérico das letras que compõem os nomes das quatro letras é 72

 

Quando o Cohen Gadol estava no Mishkan ou no primeiro Beit aMikdash esses Nomes se encontravam dentro do ‘Hoshen

 

Diz o Ari Zal que não era possível fazer perguntas dessa forma a não ser dentro do Beit aMikdash ou do Mishkan

 

E por isso o ‘Hoshen de Aviatar, o Cohen que fugiu da cidade de Nov que foi atacada por Shaul e se uniu à David antes de ele ser o rei de Israel, não tinha o Urim e Tumim

 

Ou seja, David recebia respostas Divinas do ‘Hoshen de Aviatar por meio do Rua’h aKodesh do próprio David, e não por causa do Urim e Tumim

 

 

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Por trás dos bastidores da Meguilá

 

Por trás dos bastidores da Meguilá

 

Pergunta o Zohar: porque aquela geração teve que passar por um susto desses?

 

E a resposta do Zohar é: porque eles tiveram o prazer em participar da festa daquele criminoso que era Ahashverosh, o Rei da Pérsia.

 

Mas esse motivo sozinho, diz o Zohar, ainda não seria o suficiente para justificar um susto dessa proporção.

 

Então o próprio Zohar traz mais um motivo:

 

Aquela geração é a mesma que tinha se prostrado na frente da estátua de Nabucodonosor antes dos persas conquistarem a Babilônia

 

Ou seja, aquela geração tinha uma pendência anterior de ter se prostrado na frente da estátua de Nabucodonosor mesmo sem acreditar nisso, e tiveram a oportunidade de retificar essa transgressão se não tivessem participado da festa que Ahashverosh fez para todos os habitantes de Shushan Habirá

 

Naquela festa Ahashverosh se vestiu com as roupas do Cohen Gadol e distribuiu vinho nos copos de ouro do Beit aMikdash, expressando dessa maneira que a nossa religião é um assunto puramente cultural, somente um folklore, mas que não tem um D’us de verdade que interage com a sua criação dando um prêmio para quem faz o bem e um castigo para quem faz o mal

 

Então aparece um Haman que faz um decreto de morte à todos os judeus que professam a religião judaica colocando todo o nosso povo em uma situação de morrer como judeus ou salvar a própria vida trocando de religião

 

Por trás do decreto de Haman

 

A Meguilá nos conta que em Shushan aBirá havia um judeu, e o seu nome era Morde’hai ben Yair ben Shim’i ben Kish e ele era da tribo de Biniamin

 

Surge a pergunta: Se ele era da tribo de Biniamin, porque ele é chamado de judeu que é alguém que pertence à tribo de Judá?

 

Explica a Guemará que a palavra “Judeu” recai sobre todos aqueles que não se prostram na frente da idolatria, e portanto tanto os Cohanim quanto os Leviim daquela época foram chamados de judeus pelo motivo de professarem a religião judaica e não se curvarem na frente da idolatria, e não pelo motivo de pertencerem à tribo de Judá

 

O Midrash nos conta que Haman, à exemplo do faraó do Egito e de Nabucodonosor rei da Babilônia, se considerou um deus.

 

E por isso Morde’hai não se prostrava na frente dele mesmo sendo isso uma ordem do Rei

 

O Ralbag, um grande Rabino da idade média, nos conta que explicaram para Haman que Morde’hai não pode se prostrar na frente dele por motivos religiosos, por ser judeu, e que por esse motivo Haman decidiu fazer um decreto de morte à todos os judeus, ou seja, à todos os que professam a religião judaica!

 

Mas se um judeu se convertesse à outras religiões, para Haman ele não seria mais judeu, e esse decreto não recairia mais sobre ele

 

O povo de Israel se manteve firme na sua religião mesmo consciente de todas as consequências, sendo que aquele decreto foi feito para todos os 127 países do mundo que naquela época pertenciam ao império persa e não tinha para onde fugir.

 

Ou seja, todos os judeus estavam dispostos a morrer pela nossa religião

 

Diz a Guemará que quando nós fazemos Teshuvá e voltamos a nos comportar de acordo com a Torá, descobrimos que D’us já tinha criado o remédio antes de criar a doença.

 

Ou seja, D’us cria a solução antes de criar o problema, e por meio da nossa Teshuvá Hashem nos revela a solução

 

Antes de Haman fazer o decreto contra o nosso povo aconteceram algumas coisas que somente depois do decreto vimos que aqueles acontecimentos tinham sido milagres sobrenaturais e indispensáveis para a nossa salvação.

 

 

A morte da Rainha 

 

Vashti, a rainha da Pérsia, vinha de uma linhagem real, ela era a neta do rei da Babilônia.

 

Quando Ahashverosh se casou com ela, ele também entrou na família real, e portanto ela era o motivo da sua realeza e a última pessoa no mundo a quem ele teria interesse em prejudicar.

 

 

No sétimo dia do banquete que Ahashverosh fez para os habitantes de Shushan, banquete no qual ele expressou que a profecia do profeta Yermiahu (Jeremias) de os judeus voltarem para Jerusalém depois de setenta anos não aconteceu e portanto esse profeta é falso e esse D’us não existe, ele mandou os sete ministros da Babilônia chamarem a rainha Vashti para mostrar toda a sua beleza no banquete dos homens.

 

Aquele dia era Shabat. A rainha Vashti, uma antissemita diplomada e pós graduada que propositalmente contratava jovens judias para fazer com que elas profanassem o Shabat, e quando elas se recusavam eram obrigadas a desfilarem por toda a cidade nuas e montadas a um cavalo.

 

Essa mesma rainha Vashti é chamada pelo Rei para desfilar totalmente nua no Shabat no banquete dos homens, mostrando que esse D’us que está sendo proclamado nesse mesmo banquete como “inexistente” está interagindo no mundo e fazendo as coisas mais surreais acontecerem como se fossem as coisas mais naturais.

 

 

AShem fez um milagre e a rainha Vashti antes da sua “apresentação” tem uma grave doença estética e não pode se apresentar.

 

Um dos sete ministros, que de acordo com o Midrash era o próprio Haman, aconselhou o rei a matar a rainha por ter desobedecido o rei e ter dado um mau exemplo para o povo.

 

O Rei, ao contrário da sua própria ideologia, manda matar a rainha Vashti, fazendo com que a profecia do próprio profeta Yermiahu sobre a Babilônia que incluía a morte da neta do rei da Babilônia acontecesse.

 

Yermiahu era esse profeta que o rei estava desacreditando no seu banquete pelo fato de o próprio rei ter errado na conta de setenta anos que o profeta Yermiahu fez, e não pelo profeta ter errado.

 

 

Afinal das contas com esse grande milagre sobrenatural que aconteceu sem que ninguém percebesse, o “status quo” mais sólido da época foi destruído abrindo as portas para uma grande mudança.

 

Quando passou a fúria do rei ele teve um grande remorso pelo que fez, por ter matado a sua rainha, demonstrando que tudo tinha acontecido por um motivo superior a própria vontade dele.

 

Vendo a tristeza do rei, seus servos o aconselharam a fazer um concurso de miss universo entre todos os 127 países para encontrar a mulher mais bonita do mundo e se casar com ela.

 

Continua…..

 

 

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Ciclo do ano Judaico

Quando entra o mês de Adar aumentamos a alegria 🥰

 

Quando entra o mês de Adar aumentamos a alegria.

(Guemará, Taanit 29a; Maguen Avraham, Ora’h Hayim 686)

 

O Alter Rebe nos pediu para publicar uma grande regra no trabalho Divino

 

Que da mesma maneira que em uma vitória neste mundo físico, como por exemplo dois homens lutando um contra o outro, um tentando derrubar o outro, se um deles estiver desanimado e lento , será facilmente derrotado e cairá , mesmo que ele seja mais forte do que o outro, sendo que sua preguiça e lentidão vão impedi-lo de revelar a sua força.

 

Desta mesma maneira devemos lutar contra os nossos impulsos.

 

É impossível refinar a nossa natureza com preguiça e negligência que são
consequência da tristeza e de um coração fechado mas sim com entusiasmo, que deriva da alegria e de uma abertura de coração livre da influencia de qualquer sinal de preocupação e tristeza no mundo

 

Quando entra o mês de Adar aumentamos a alegria.

 

O Rebe explica que a intenção aqui não é somente a de aumentarmos a nossa alegria no início de Adar, mas continuamos a aumentar a nossa alegria durante todo o mês de Adar, dia após dia, minuto após minuto.

 

E depois de Adar temos que levar essa alegria para o ano inteiro, e tudo o que fizemos tem que estar repleto dela.

 

A alegria crescente de Adar é uma preparação para a nossa Gueulá, nossa Redenção Final.

 

Mesmo que a alegria da Gueulá vai ser infinita, ela irá crescendo dia após dia, minuto após minuto, cada vez mais, atingindo constantemente novos níveis que transcendem completamente nossa alegria anterior.

 

Devemos nos preparar para isso agora, fazendo o máximo para conseguir atingir uma alegria ilimitada e crescente, e assim vamos conseguir ainda agora provar um pouquinho da grande alegria que em breve chegará para ficar, e não só para ficar, mas para ficar eternamente.

 

 

Rabino Goiber

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Mensagem da Parashá

O segredo da Trumá

 

https://www.instagram.com/reel/DUyARiSkU7b/?igsh=ODJiYjdoa2Fnbm1s

 

Trumá

 

Nossa Parashá nos conta sobre o pedido Divino ao povo de Israel de doarem para a construção do Mishkan.

 

Traduzido como Tobernáculo, palavra que também precisa de uma tradução, então vamos deixar Mishkan mesmo!

 

A linguagem do versículo é : “pegar para AShem (para D’us) uma doação”.

 

Unkelus bar Kalonikus era o filho da irmã do imperador romano Titus que destruiu o segundo Beit aMikdash causando um verdadeiro holocausto para o nosso povo.

 

Unkelus se converteu ao judaísmo e se tornou um “Tana” ou seja, grande Sábio da época da Mishná.

 

Deixou de ser Unkelus bar Kalonikus e se tornou Unkelus ben Avraham Avinu.

 

Ele chegou ao nível de Tzadik e escreveu a tradução explicativa da Torá para o aramaico, e mesmo havendo na época outras traduções da Torá para o aramaico a tradução explicativa dele foi escolhida pelos Sábios da Mishná para ser lida toda semana.

 

Nossos Sábios decretaram ler toda semana duas vezes a Parashá da semana e uma vez a tradução de Unkelus, e por isso ela já vem impressa em todo ‘Humash ao lado da Parashá.

 

Essa tradução foi feita quando ele estava em um nível espiritual elevadíssimo e já tinha Rua’h aKodesh, ou seja, ele viu lá encima como teria que traduzir aqui embaixo.

 

Quando ele chegou nesse versículo que diz “pegar” para AShem (D’us) uma doação, ele traduziu “dar”.

 

Se a tradução é “dar” porque o texto em hebraico diz pegar?

 

Aqui revelamos um segredo oculto da Torá, quando você está dando uma doação na verdade você está “pegando” para você muito mais.

 

Ou seja, no mérito da doação AShem te dá muito dinheiro!

 

Mas a doação tem que ser para o Mishkan, ou seja, para todos os assuntos do judaísmo original que transformam esse mundo não só em uma moradia para AShem, mas na moradia principal 🌻

 

 

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