Be’ar 🌻 Shemitá e Monte Sinai


Nossa Parashá nos conta sobre como devemos ajudar à nossos semelhantes em várias situações.

 

E quem melhor para explicar esse assunto do que Don Itzhak Abarbanel que foi um dos maiores comentaristas da Torá e junto com isso foi ministro das finanças de três países em uma das épocas mais conturbadas que o nosso povo já passou.

 

Don Yitzhak ben Yehuda Abarbanel

(יצחק בן יהודה אברבנאל)

 

Don Itzhak Abarbanel foi um grande Sábio do nosso povo.

 

Ele nasceu em 1437 em Lisboa, filho de Yehuda Abarbanel que era o tesoureiro (ministro da finanças) do rei Afonso V de Portugal. A família de Don Itzhak Abarbanel tinha ascendência até o Rei David.

 

Depois do falecimento de seu pai, o rei Afonso V  o nomeou como ministro das finanças de Portugal. Sua alta posição e as grandes riquezas herdadas do seu pai só aumentaram nele o amor pelos pobres e oprimidos.

 

Em 24 de agosto de 1471, durante o reinado de Afonso V,  a cidade de Arzila no Marrocos foi conquistada pelos portugueses que empregaram nesse assalto cerca de 500 navios e 30.000 soldados.

 

Arzila era uma cidade estratégica nas rotas comerciais antigas e por isso viviam naquela cidade centenas de judeus que foram aprisionados pelos portugueses e colocados à venda como escravos.

 

Don Itzhak Abarbanel contribuiu largamente com os fundos necessários para os libertar e organizou também coletas em favor dessa causa nobre entre todos os judeus de Portugal. Centenas de judeus foram resgatados e ele os bancou até que pudessem se manter sozinhos.

 

Após a morte do rei Dom Afonso V, seu filho, Dom João II, se tornou o novo rei de Portugal. Ele foi um grande tirano, concentrou o poder em volta de si retirando-o da aristocracia por meio de muitas penas de morte por qualquer mínima suspeita possível e imaginável.

 

Nas conspirações que se seguiram suprimiu o poder da casa de Bragança e apunhalou pelas suas próprias mãos o seu primo, o Duque de Viseu, e assim, depois de assassinar todos os seus opositores, João II governou o país sem nenhuma oposição.

 

Don Itzhak Abarbanel foi obrigado a fugir de Portugal, tendo sido acusado pelo rei de cumplicidade com o Duque de Bragança que o rei executou por suspeita de conspiração.

 

Avisado a tempo, ele conseguiu fugir com a sua família para Toledo no reino de Castela. De Toledo, Don Itzhak Abarbanel enviou uma carta ao rei provando a sua inocência. O rei se recusou a ouvir e a grande fortuna de Don Itzhak Abarbanel foi confiscada por decreto real.

 

Depois disso o rei João II perdeu o herdeiro do seu trono, seu filho único de 16 anos que morreu em uma misteriosa queda de cavalo, e por fim o próprio rei João II morreu com 40 anos de idade provavelmente envenenado.

 
Em Toledo Don Itzhak Abarbanel se ocupou inicialmente com o estudo da Torá, e no decorrer de seis meses escreveu uma grande quantidade de comentários sobre os livros de Josué, Juízes e Samuel.

 

Pouco depois ele foi convidado pelos reis de Castela para administrar as receitas do país e fornecer abastecimentos ao exército real, com contratos que ele executou bem, ele se tornou o ministro das finanças para satisfação total de Isabel de Castela.

 

Durante as guerras, Don Itzhak Abravanel emprestou quantias enormes de dinheiro ao rei. Quando foi decretada a expulsão dos Judeus da
Espanha, ele tentou por todos os meios convencer o rei à revogar o decreto, inclusive oferecendo ao rei 30.000 ducados que era uma fortuna exorbitante na época. A rainha influenciou o rei à não ceder e em 1492 os judeus da Espanha foram expulsos.
 

Don Itzhak Abarbanel deixou a Espanha com 600.000 judeus que fugiram para todas as direções para poder continuar professando sua fé.
 

Ele foi para Nápoles e lá ele foi convidado para trabalhar com o rei. Por um pequeno período ele viveu em paz, mas no fim a cidade foi tomada pelos franceses, ele foi roubado de todas as suas possessões e seguiu o rei de Nápoles para Messina e mais tarde para Corfu.
 

Em 1496 instalou-se em Monopoli, e finalmente em 1503 em Veneza, onde trabalhou na negociação de um tratado comercial entre Portugal e a República de Veneza. Faleceu em Veneza em 1508 com 71 anos e foi enterrado em Pádua.
 

Don Itzhak Abarbanel ficou conhecido em nome do seu livro “Abarbanel sobre a Torá” e daí para frente todas as gerações o chamaram de Abarbanel.

A explicação do Abarbanel 

Nossa Parashá nos conta sobre a Shemitá, o ano sabático no qual os campos são abertos aos pobres.
 
A Parashá nos conta também sobre o resgate das terras que foram vendidas pelos seus donos originais que empobreceram e as venderam por necessidade, sobre o ano do Yovel em que as terras voltam automaticamente aos seus donos originais que as tinham vendido por necessidade, e todos esses mandamentos Divinos vem favorecer aos empobrecidos.


Por final a Parashá fala sobre o último estágio da pobreza no qual todos se igualam, tanto o que chegou à ela depois de ter vendido o que tinha e ter ficado sem fonte de renda, quanto aqueles que não tinham nenhuma fonte de renda desde o começo, como por exemplo alguém que se converteu ao judaísmo vindo de outro povo.
 

Ou até mesmo o “guer toshav” que assumiu no Beit a Din sete mandamentos, e por causa disso, diz o Abarbanel, ele também é chamado de “o seu povo” e a ordem Divina é de que “ele vai viver com você”, ou seja, por meio da sua ajuda ele vai viver e não vai morrer.
 

E sendo que a linguagem do versículo é de que todas essas categorias de pobres “vão viver com você”, a Torá está nos indicando que os pobres da sua cidade são prioridade, não podemos abandoná-los, não podemos deixá-los.

 

E eles vão ser esses aos quais devemos emprestar nosso dinheiro à eles sem juros e também fazer para eles Tzedaká do nosso dinheiro. E quando o versículo fala sobre a proibição de pegar juros ele usa as palavras “e você vai ter temor à D’us”.

 

Porque talvez (D’us nos livre) um dia nós próprios ou nossos filhos ou nossos netos poderemos estar nessa situação, porque a pobreza é um círculo que roda pelo mundo. E então nossos irmãos vão estar ao nosso lado.

 

E por isso a Torá diz para darmos à ele nosso apoio como presente, como Tzedaká. E nesse caso o versículo usa a frase “Eu sou AShem seu D’us que tirei de do Egito”, onde vocês estavam no aperto e na pressão, na extrema pobreza, para dar à vocês a terra de Canaã, uma terra boa e ampla, uma herança sem limites, e não dei ela para vocês com juros mas para ser o D’us de vocês.

 

O primeiro estágio da pobreza

 

A primeira fase da pobreza é a venda da própria fonte de renda, por isso a Torá começa nos dando a lei em relação à pessoa que empobreceu à ponto de ter que vender o campo e o vinhedo da sua herança – pobreza nível 1

 

O segundo estágio da pobreza

 

A segunda fase da pobreza é venda da própria casa, por isso a Torá continua nos dando a lei em relação à pessoa que teve que vender a própria casa – pobreza nível 2

 

O terceiro estágio da pobreza

 

A terceira fase da pobreza é a pessoa deixar seus objetos de valor como hipoteca para pegar um empréstimo em dinheiro ou em mantimentos por isso a Torá continua nos dando as leis em relação aos empréstimos, leis de juros – pobreza nível 3

 

O quarto estágio da pobreza

 

A quarta fase da pobreza é a pessoa se vender a si próprio ou roubar e ser vendido como escravo por causa do seu roubo, por isso a Torá continua nos dando a lei do escravo judeu – pobreza nível 4

 

A reversão da pobreza

 

Primeira etapa – Em primeiro lugar a Torá nos proíbe de dar à um escravo judeu um trabalho escravo como se ele fosse um escravo de verdade, mas ele tem que ser para nós como um cidadão, como se você tivesse contratado alguém para trabalhar com você.

 

Ou seja, a primeira etapa é levantar a moral do pobre.

 

Segunda etapa – até o ano do Yovel ele vai trabalhar com você, e não mais do que isso, e então ele sai livre e volta para a sua família.

 

Ou seja, no máximo até o ano do Yovel o empobrecido vai trabalhar com você, mas se os seis anos que ele precisa trabalhar com você terminaram antes do Yovel, ele sai no sétimo ano.

 

E se o ano do Yovel chegou antes, ele sai antes. E até se ele quiser ficar escravo a vida inteira, ele sai no Yovel e volta para a sua dignidade por voltar para a sua família.

 

E também os campos que ele vendeu, sua fonte de renda, vai voltar para ele, ele volta para a herança dos seus pais.

 

Então por que nesse meio tempo D’us deixaria você tratá-lo como escravo, um trabalho duro e humilhante, e quanto mais pelo fato de isso ser uma profanação da honra de D’us sendo que todos os judeus são escravos de D’us que os tirou do Egito, então como você pode tratar ele como se fosse seu escravo, como se tivesse roubado o escravo de D’us?

 

Por isso você tem que tratar ele como se fosse alguém que trabalha por um salário, ter temor à D’us que é o único que tem o poder de diminuir alguém e também engrandecer, e é possível que também você ou um descendente seu pode futuramente (D’us nos livre) estar nessa mesma situação.

 

Conclusão

 

Em primeiro lugar D’us nos dá a oportunidade de participarmos da interação Divina no mundo nos dando a oportunidade de resgatar o campo, a fonte de renda que o nosso semelhante teve a necessidade de vender, e devolver à ele.

 

Se o nosso semelhante já caiu mais do que isso e teve a necessidade de vender sua própria casa também, D’us nos dá a oportunidade de participarmos da interação Divina no mundo nos dando a oportunidade de resgatar a sua casa e devolver à ele.

 

Em terceiro lugar, se o nosso semelhante já está em uma situação de hipotecar os seus pertences para comprar mantimentos D’us nos dá a oportunidade de dar à ele toda a Tzedaká necessária para que ele não precise hipotecar seus pertences.

 

Em quarto lugar, se ele já se tornou um escravo, D’us nos dá a oportunidade de resgatá-lo e torná-lo novamente um homem livre e voltar a viver junto à sua família com toda a dignidade.

 

E por final, se não aproveitarmos a oportunidade de participar da interação Divina no mundo e não fizermos nada disso, o próprio D’us vai fazer tudo isso sozinho sem a nossa participação.

 

Mas sendo que a pobreza é um círculo que gira pelo mundo, mesmo agora estando são e salvos, ou seja, estando na parte de cima desse círculo, ninguém nos garante que não estejamos futuramente na parte de baixo. Ninguém a não ser D’us que não nos deixaria cair se tivéssemos levantado quem já caiu.

 

A Torá é eterna e todos os assuntos dela se encontram espiritualmente em cada etapa da nossa vida.

 

Na época da Torá a fonte de renda era a nossa terra que nos foi dividida aparentemente por sorteio, mas nesse sorteio a interação Divina foi de 100%.

 

Dessa mesma forma hoje em dia quando encontramos a fonte de renda dos nossos sonhos e acreditamos que tivemos sorte em encontrar, na verdade isso nos foi dado totalmente lá de cima.

 

E o mesmo D’us que nos deu a nossa fonte de renda aparentemente por “sorteio”, mas na verdade por Divina Providência, nos dá a oportunidade de interagir com essa Divina Providência em relação ao nosso próximo

 

Essa Parashá é tão atual para os nossos dias! Como dizem nossos Sábios, que precisamos nos relacionar à Torá como se ela nos tivesse sido entregue hoje

 

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Nossa Parashá nos conta que um judeu não pode emprestar nada com juros para outro judeu. A Torá usa duas palavras diferentes para os juros, uma ao lado da outra simultaneamente, o que é aparentemente desnecessário.

 

Dizem nossos sábios que essas duas palavras querem dizer a mesma coisa, mas a Torá nos traz simultaneamente as duas palavras para nos indicar que um judeu que empresta com juros para outro judeu está transgredindo duas proibições. Ou seja, recebe um castigo em dobro pela mesma coisa.

 

O pagamento pelo que fizemos de bom neste mundo não está explícito na Torá porque o bem é eterno, e portanto a recompensa por ele, não só que também é eterna, mas mais do que isso, ela também é imensamente maior do que o bem que fizemos.

 

Por isso não tem como recebermos essa recompensa no nosso mundo material do jeito que ele é hoje. Primeiro recebemos um Gan Éden a Ta’hton (Baixo Paraíso) onde uma hora lá equivale a setenta anos dos maiores prazeres aqui nesse mundo, e de lá vamos para o Gan Éden a Elion onde uma hora lá equivale a setenta anos no Gan Éden a Ta’hton.

 

E quando acontecer o décimo terceiro dos treze princípios da fé judaica e os mortos ressuscitarem, o lado espiritual deste nosso mundo material vai se revelar e ultrapassar de longe a intensidade dos prazeres dos mundos espirituais, e consequentemente todos que estão no Gan Éden vão querer ressuscitar para usufruir da revelação do “Keter” que vai acontecer aqui embaixo.

 

Ao contrário disso, a regra da Torá em relação ao castigo do tribunal Divino que recebemos por termos feito algo proibido é limitada ao nível máximo de acontecer para nós somente exatamente o que fizemos de mal, e nunca jamais mais do que isso.

 

Como diz a Torá de maneira figurativa “olho por olho e dente por dente”. Ou seja, não podemos receber um castigo que ultrapasse em um único milímetro o mal que fizemos.

 

Ou seja, ao contrário da regra Divina em relação à recompensa pelas coisas boas que fazemos, o castigo pelas coisas ruins que fizemos pode ser sempre menor do que o que fizemos, mas nunca maior.

 

E sendo que essa é a regra geral da Torá, quando uma regra tem exceção, a própria Torá que determinou essa regra tem que trazer um versículo indicando que esse caso é uma exceção.

 

E por isso a nossa Parashá repete a proibição dos juros por meio de dois sinônimos, para nos indicar a gravidade dessa transgressão, sendo que nesse caso recebemos castigo em dobro.

 

E sendo que essa proibição só acontece no caso que os dois são judeus, é permitido pegar um empréstimo com juros de alguém que não é judeu mas não de alguém que nasceu judeu ou se converteu ao judaísmo.

 

Uma das diferenças entre o nosso povo e os outros povos é que quando alguém se converte ao judaísmo ele se torna um judeu de etnia Judaica.

 

Diferente de um africano que se naturalizou alemão e se tornou um alemão afrodescendente, esse mesmo africano quando se converte ao judaísmo se torna um judeu semita de etnia Judaica e deixa de ser um afro descendente, como está escrito na Guemará: “Guer shemitgaier ketinok shenolad” (um convertido que se converte é como um nenê que nasce).

 

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Nossa Parashá nos conta sobre o mandamento Divino da Shemitá (ano Sabático).

 
Quando Adão e Eva fizeram a primeira transgressão trazendo a morte ao mundo receberam uma maldição.

 
Para Adam (Adão) foi dito:- “com o suor da sua face você vai comer pão”, ou seja, ele vai ter que trabalhar duro para ter o que comer.

 
Para Havá (Eva) foi dito:- “com sofrimento você vai dar a luz”. Ou seja, sendo que ela não vai precisar trabalhar porque o marido é o responsável por ela, o sofrimento dela vai ser na hora do parto.

 
Essas maldições que começaram com o primeiro homem e a primeira mulher se estendem até a Gueulá (a redenção final).

 
Sendo que todos nós somos ramificações da Alma do primeiro homem e da primeira mulher, todos nós temos que trabalhar duro e todas as mulheres têm dores de parto.

 
Ou seja, enquanto vemos que a mulher precisa de um anestesista na hora do parto que dizer que o homem ainda tem que trabalhar.

 
A Guemará nos conta que cada pai tem a obrigação de ensinar para cada um de seus filhos uma profissão fácil e limpa, porque, diz a Guemará, se o pai não ensina seu filho à trabalhar ele está ensinando ele à roubar.

 
Nossa Parashá nos conta que o mandamento da Shemitá (ano Sabático) foi dado no Monte Sinai. Sendo que a Torá foi dada no Monte Sinai, porque nossa Parashá tem que nos lembrar que esse mandamento foi dado no Monte Sinai?

 
O Mandamento da Shemitá consiste em não fazemos nenhum trabalho na terra que AShem nos deu (a Terra Santa) durante o sétimo ano.

 
Diz a Mishná que se mesmo assim decidirmos trabalhar na terra durante o sétimo ano, seremos exilados pelos nossos inimigos.

 

Ou seja, pode acontecer uma guerra e AShem não nos ajudar.

 
Sendo que os anestesistas ainda não estão desempregados, as mulheres ainda tem dores de parto, e isso é a prova de que a maldição do primeiro homem ainda não terminou e ainda devemos trabalhar para ter o nosso sustento, como pode a Torá nos ordenar a ficar um ano inteiro sem trabalhar na terra que era a principal fonte de renda da maioria dos judeus?
Um ajuste para trazer equilíbrio.

 

O trabalho tem um aspecto muito bom e um aspecto muito ruim.

 
O lado bom do trabalho é que por meio dele, não só que temos uma vida digna de “povo escolhido” que somos, ou seja, uma vida digna de acordo com o nosso nível, mas também ele é o meio de podermos cumprir os mandamentos Divinos começando pela Tzedaká que a Guemará considera um mandamento que equivale à todos os outros juntos.
 

O lado ruim do trabalho é que ele nos materializa, nos causa apego aos assuntos desse mundo nos tornando totalmente obcecados pelos bens materiais
 

Poderíamos dizer que:

 
No primeiro ano de trabalho na terra sentimos que o trabalho é um castigo dos céus e que nunca conseguiríamos trabalhar se D’us não estivesse nos ajudando a cada instante.

 
No segundo ano sentimos que D’us ajuda a quem se ajuda e a minha parte de ajudar à mim próprio estou fazendo com um ótimo desempenho e espero que D’us não esqueça de fazer a parte dele também.

 
No terceiro ano nos sentimos tão eficazes que estamos convencidos que nem precisamos mais da ajuda Divina.

 
No quarto ano já estamos confiando tanto na nossa alta performance à ponto de pedir para D’us só não atrapalhar e o restante deixar para nós fazermos.

 
No quinto ano já estamos tão obcecados pelo trabalho que nem nos lembramos mais que D’us existe.

 
No sexto ano já chegamos à conclusão que D’us somos nós próprios e nos comportamos assim em relação à todos os outros, simples mortais, que não chegam aos nossos pés de tão insignificantes que são!

 
Ou seja, quanto mais trabalhamos maior fica a nossa prepotência.

 
Aí, no sexto ano quando a terra estaria mais fraca depois de ter sido cultivada diretamente durante seis anos, não só que ela não produz menos, mas ainda mais, ela produz em um ano a quantidade de três anos, nos surpreendendo e nos lembrando não só que D’us existe, mas também que ele trabalha muito mais do que nós.

 
No sétimo ano não trabalhamos, no oitavo plantamos, e a safra do sexto ano dura até que a safra do nono ano seja colhida, nos surpreendendo ainda mais!

 
Aí voltamos a nos lembrar que D’us existe e dirige o mundo inteiro com infinita bondade.

 

E por isso a Mitzvá da Shemitá é lembrada junto com o Monte Sinai.

 
O Monte Sinai era a menor montanha do mundo. A Torá foi entregue nele para nos lembrar que, ao mesmo tempo que somos o povo escolhido e temos um nível a zelar, junto com isso não podemos ter a prepotência das montanhas altas e frias com seus picos cheios de neve, mas temos que manter a proporção certa, sermos uma montanha sim, mas humildes e quentes.

 

Quando AShem nos deu a Torá, ele fez o Monte Sinai florescer, um verdadeiro milagre.

 

Por isso a Shemitá está ligada diretamente ao Monte Sinai. Para nos lembrarmos que nós não somos os maiores, mas é D’us que nos coloca e nos mantém no alto.

 

Nosso sucesso no trabalho não deve aumentar a nossa prepotência, mas ao contrário, deve aumentar a nossa percepção de que D’us está nos levando pela mão e portanto aumentar a nossa humildade frente à essa grande revelação Divina que está sempre com a gente.

 

AShem (D’us) é quem nos faz florescer para que possamos atingir o objetivo real do trabalho que é o de mantermos um nível que possamos cumprir a Torá e as Mitzvót de um jeito agradável, e o principal: com muita alegria.

 

Hoje a maioria de nós não trabalha na terra, mas o ensinamento da Shemitá nos acompanha em cada uma das nossas profissões e recai sobre cada um de nós.

 

Rabino Gloiber

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Se vocês não escutarem a Mim…. Decifrando as linguagens da Torá

Decifrando as linguagens da Torá

 

Para uma regra da Torá ter uma exceção a própria Torá tem que trazer essa exceção.

 

Na nossa Parashá encontramos uma linguagem muito pesada em relação ao​ que pode acontecer se não estudarmos Torá e não cumprirmos as Mitzvót.

 

A linguagem da Torá é “Se vocês não escutarem a mim” .

 

O Midrash Sifra nos conta que essa palavra “a mim” vem especificar que todas essas tragédias que a Torá descreve depois disso recaem sobre a pessoa que conhece D’us e tem a intenção de fazer conscientemente contra o pedido Divino.

 

Como exemplo o Midrash traz Sodoma e Gomorra, que conheciam D’us e faziam intencionalmente o contrário do que ele pediu , assassinando, roubando e etc.

 

O Ari Zal nos dá um exemplo das pessoas que trocaram intencionalmente o judaísmo pela idolatria na época do primeiro Beit a Mikdash.

 

A destruição não veio naquela geração porque a bondade Divina determina um longo período para que a pessoa possa fazer Teshuvá, naquela reencarnação ou em outra.

 

Mas quando​ chegou a “deadline”, o prazo final, aquelas almas se reencarnaram na época das cruzadas e da inquisição e tiveram a sua purificação , se precisassem morrer queimados em praça pública mas não fazer idolatria eles davam a vida, se precisassem fugir da Espanha e de Portugal  deixando os pertences para trás e não fazer idolatria eles fugiam.

 

Cada um de acordo com o nível de obsessão pela idolatria que ele teve na época do primeiro Beit a Mikdash quando trocou a sua religião.

 

Mas quem já nasceu em uma família Judia idólatra não entra nessa categoria, como vemos no Midrash, mas é considerado como alguém que não conhece D’us e não tem intenção de fazer algo propositalmente.

 

A “linguagem pesada” da Torá também vem para dar um ênfase na gravidade do assunto , como um pai bondoso que explica para o filho as consequências de certas coisas.

 

Então, vamos aproveitar o desconto estudar muita Torá e fazer muitas Mitzvót!

 

Rabino Gloiber

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Lag BaOmer

Lag BaOmer, o 33º dia da contagem de Omer é um dia festivo no calendário judaico.

 

É comemorado com passeios em que as crianças brincam com arcos e flechas, fogueiras e desfiles. Muitos visitam o lugar de repouso (em Meron, norte de Israel) do grande sábio e místico Rabi Shimon bar Yochai, nessa data que marca o seu falecimento celebrada com muita alegria.

 

O que significa

 

Lag BaOmer é comemorado no dia 18 do mês de Iyar. A palavra “Lag” é composta pelas letras hebraicas lamed (ל) e gimel (ג), que juntas possuem o valor numérico de 33. “Baomer” significa “do Omer”. O Omer é o período de contagem que começa no segundo dia de Pêssach e culmina com o feriado de Shavuot, após 4 dias da contagem do Omer.

 

O que estamos comemorando

 

A fogueira é um costume tradicional de Lag BaOmer

 

Rabi Shimon bar Yo’hái, que viveu no segundo século da Era Comum, foi o primeiro a ensinar publicamente a dimensão mística da Torá conhecida como a Cabala, e é o autor do texto clássico da Cabala, o Zohar. No dia de sua morte, Rabi Shimon instruiu seus discípulos a marcar a data como “o dia da minha alegria”.

 

Os mestres hassídicos explicam que o dia final da vida terrena de um homem justo marca o ponto em que todas as suas ações, ensinamentos e obras alcançam sua perfeição culminante e o zênite de seu impacto sobre nossas vidas. Assim, cada Lag BaOmer, celebramos a vida do Rabino Shimon e a revelação da alma esotérica da Torá.

 

Lag BaOmer também comemora outro evento alegre. O Talmud relata que, nas semanas entre as festas de Pêssach e Shavuot, uma praga recaiu sobre os discípulos do grande sábio Rabi Akiva, “porque eles não agiam respeitosamente uns com os outros”.

 

Estas semanas são, portanto, observadas como um período de de luto, com várias atividades alegres proscritas pela lei e por costumes. Em Lag Baomer as mortes cessaram. Assim, Lag BaOmer também celebra o amor e respeito que deve-se nutrir ao próximo (ahavat Yisrael).

 

Uma vez que este é o dia de alegria de Rabi Shimon Bar Yochai, há grandes festas em Meron, no norte de Israel, onde ele está enterrado. Dezenas de milhares de peregrinos vêm a Meron de todos os cantos do mundo para juntos celebrarem a festa com fogueiras e danças alegres.

 

Em todo o mundo, é costume fazer passeios ao ar livre. Durante estes passeios, é costume brincar com arcos e flechas.

 

As práticas de luto que vigoram no período do Omer são canceladas nesse dia: as pessoas cantam e dançam, meninos que completaram três anos durante o período do Omer, mas que não tiveram seu primeiro corte de cabelo devido às leis de luto, muitas vezes viajam para Meron para fazer o primeiro corte de cabelo lá

 

Nessa data; casamentos também podem ser realizados. Fogueiras são acesas lembrando a luz revelada da parte oculta da Torá, reconhecendo o espírito ardente dos ensinamentos místicos de Rabi Shimon bar Yochai.

 

A alfarroba (que milagrosamente sustentou Rabi Shimon e seu filho quando eles estavam escondidos dos romanos na caverna) e ovos (um sinal de luto) são ingeridos nessa ocasião.
Desfiles de Lag Baomer

 

Começando na década de 1950, o sétimo Lubavitcher Rebe, rabino Menachem Mendel Schneerson, incentivou as crianças judias a participarem de grandes desfiles, paradas, de Lag Baomer como um incentivo a união e ao orgulho judaico.

 

Em frente à sede mundial de Lubavitch, no Brooklyn, Nova York, os desfiles atraíram – e ainda atraem – milhares de crianças de todas as esferas.

 

Em 1980, o Rebe deu instruções de que os desfiles de Lag BaOmer e as manifestações infantis deveriam acontecer não só em Nova York, mas em todo o mundo, especialmente em Israel.

 

Milhares de crianças participaram de dezenas de celebrações naquele ano. Até hoje Chabad organiza centenas de desfiles de Lag BaOmer ao redor do mundo a cada ano.

 

Lag Baomer é chamado de “Dia da ilula” de Rabi Shimon bar Yohai.

 

A palavra “ilula” em aramaico e significa uma festa de casamento.

 

Lag BaOmer é o “Dia da ilula de Rabi Shimon bar Yo’hái”, não quer dizer que esse dia era o de seu casamento, mas a data de sua morte.

 

A associação do termo ilula com o dia da morte de alguém é intrigante.

 

Afinal, ao longo das gerações, a data do falecimento de uma pessoa era guardada pela família e filhos como um dia triste – um dia de reflexão e expiação.

 

Muitas pessoas costumavam jejuar na data de falecimento de seus pais e mestres.

 

Contudo, ao longo do tempo, a associação do termo “ilula” com a data de falecimento de Rabi Shimon se tornou tão aceita que a data de falecimento de outras pessoas também passou a ser designada pelo termo “ilula”.

 

Como é possível que o mesmo termo usado para o casamento de uma pessoa – que se supõe ser um dos dias mais felizes de sua vida – possa ser usado para se referir a seu passamento deste mundo?

 

O primeiro Rebe de Chabad, Rabi Shneur Zalman de Liadi, autor do Tanya nos conta que o principal tema de um casamento é a alegria da noiva e do noivo.

 

Da união de duas Almas gêmeas que foram destinadas uma para a outra ainda antes de terem nascido, mas que estiveram separadas durante muitos anos.

 

Antes que suas Almas viessem a este mundo, eles se conheciam e tinham um relacionamento, que foi cortado após seu nascimento.

 

Pois, como nasceram de pais diferentes, que talvez até vivessem em países diferentes, em muitos casos levou décadas até que essas Almas voltassem a se encontrar.

 

A grande alegria de sua reunião, após anos de separação, de saudade e nostalgia, é a fonte da alegria de um casamento.

 

De modo semelhante, quando uma Alma desce a este mundo, ela se separa de todas as Almas que estavam juntas a ela no Jardim do Éden.

 

Enquanto ela permanecer neste mundo, essas Almas sentem sua falta.

 

Quando ela deixa este mundo e retorna ao seu lar original, Gan Eden, essas Almas celebram e e tem uma extrema alegria com essa reunião.

 

A alegria por essa volta e essa reunião nos Céus é tão grande que supera a tristeza das pessoas em nosso mundo quando de seu falecimento.

 

As pessoas que aqui ficaram devem tentar, por mais difícil que seja, vencer sua tristeza e entender que a Alma que deixou este mundo está feliz de ter chegado a um lugar mais feliz.

 

Rabi Shimon bar Yochai pediu para que as pessoas não chorassem sua partida, mas se alegrassem pela subida de sua alma.

 

Por esse motivo, a data de sua morte – Lag BaOmer, é chamada de sua “Hilula”.

 

Seu falecimento foi um casamento:

 

Quando ele deixou este mundo, ele se reuniu com as Almas que se encontram nas maiores alturas dos Céus, aquelas que sentiram sua ausência e esperaram por ele durante os anos em que ele viveu neste nosso mundo físico.

 

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
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Be’hukotai

Parashat Behukotai nos conta que quando estudamos Torá e cumprimos as Mitzvót (Mandamentos Divinos) AShem (D’us) nos dá a chuva na hora certa e na quantidade adequada.

 

A linguagem da Torá é : “a terra dará seus produtos e as árvores darão seus frutos”. E a pergunta é: Se a terra dará a seus produtos isso já inclui os frutos das árvores​, então, quais são essas árvores que darão seus frutos como consequência do nosso estudo de Torá e do cumprimento das Mitzvót?

 

O Midrash Sifra nos conta que essas são as árvores estéreis que nos tempos do Mashia’h elas darão frutos!

 

Ou seja, hoje nosso estudo de Torá é comparado a um pai muito sábio que ensina a sua sabedoria para uma criança pequena, a sabedoria do pai desce ao nível da criança , ele ensina a criança que é proibido roubar e etc.

 

Ou seja, a Torá que estudamos hoje está em um nível de “não roube” e etc , (e mesmo assim vemos muitos “representantes do povo” que não estão morrendo de fome roubarem quantias que nunca vão conseguir gastar na vida).

 

E mais, nosso nível de cumprimento de Mitzvót ainda é limitado  por não podermos cumprir as Mitzvót ligadas ao Beit a Mikdash,  e mesmo a Mitzvá da Shemitá hoje , de acordo com a maior parte dos “Posskim” (legisladores que determinam a aplicação da lei judaica) a Shemitá é “Derabanan” (decreto dos Sábios de Israel usando a autoridade que a Torá lhes deu para fazê-los​) e não “Deoraita” (Mitzvá direta da Torá).

 

Isso porque dez tribos de Israel estão temporariamente perdidas e as Mitzvót relacionadas à terra de Israel só voltarão a ser cumpridas em todos os seus aspectos quando cada tribo de Israel estiver nas partes​ da “Terra Santa” relacionadas à sua herança, e isso só vai acontecer nos tempos do Mashia’h.

 

Nosso estudo de Torá e cumprimento de Mitzvót hoje é o suficiente para a terra dar os seus frutos convencionais.

 

O estudo da Torá nos tempos do Mashia’h é comparado a um pai muito sábio ensinando segredos muito profundos​ à um filho muito sábio.

 

Hoje só conseguimos “provar” um pouquinho disso estudando a parte oculta da Torá que antes era revelada somente para um “petit comité” e hoje, de acordo com o Ari Zal, é uma Mitzvá revelar essa sabedoria, e mesmo assim a quantidade desse estudo é limitada.

 

E mesmo que nas últimas gerações foram revelados muitos assuntos profundos por meio da “Hassidut”, mesmo assim em relação às revelações dos tempos do Mashia’h quando o mundo inteiro de encherá com o conhecimento Divino em quantidade e qualidade , o que estudamos hoje ainda não é o suficiente para as árvores estéreis darem os frutos exóticos que elas darão no futuro.

 

Conclusão: vamos pedir todo dia para AShem mandar o Mashia’h imediatamente e usufruir todas as maravilhas desse futuro próximo !

 

🌻🌻🌻🌻

Para uma regra da Torá ter uma exceção a própria Torá tem que trazer essa exceção.

Na nossa Parashá encontramos uma linguagem muito pesada em relação ao​ que pode acontecer se não estudarmos Torá e não cumprirmos as Mitzvót.

A linguagem da Torá é “Se vocês não escutarem a mim” .

O Midrash Sifra nos conta que essa palavra “a mim” vem especificar que todas essas tragédias que a Torá descreve depois disso recaem sobre a pessoa que conhece D’us e tem a intenção de fazer conscientemente contra o pedido Divino.

Como exemplo o Midrash traz Sodoma e Gomorra, que conheciam D’us e faziam intencionalmente o contrário do que ele pediu , assassinando, roubando e etc.

O Ari Zal nos dá um exemplo das pessoas que trocaram intencionalmente o judaísmo pela idolatria na época do primeiro Beit a Mikdash.

A destruição não veio naquela geração porque a bondade Divina determina um longo período para que a pessoa possa fazer Teshuvá, naquela reencarnação ou em outra.

Mas quando​ chegou a “deadline”, o prazo final, aquelas almas se reencarnaram na época das cruzadas e da inquisição e tiveram a sua purificação , se precisassem morrer queimados em praça pública mas não fazer idolatria eles davam a vida, se precisassem fugir da Espanha e de Portugal  deixando os pertences para trás e não fazer idolatria eles fugiam.

Cada um de acordo com o nível de obsessão pela idolatria que ele teve na época do primeiro Beit a Mikdash quando trocou a sua religião.

Mas quem já nasceu em uma família Judia idólatra não entra nessa categoria, como vemos no Midrash, mas é considerado como alguém que não conhece D’us e não tem intenção de fazer algo propositalmente.

A “linguagem pesada” da Torá também vem para dar um ênfase na gravidade do assunto , como um pai bondoso que explica para o filho as consequências de certas coisas.

Então, vamos aproveitar o desconto estudar muita Torá e fazer muitas Mitzvót!

 

 

Rabino Gloiber

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Shemitá

https://www.instagram.com/reel/DX34S3aM19T/?igsh=MTE4emY1dHhyZzExaw==

 

 

Nossa Parashá nos conta que AShem falou com Moshe no monte Sinai e lá nos deu uma Mitzvá chamada “Shemitá”.

 

Todas as Mitzvót (Mandamentos Divinos) foram dadas no monte Sinai, não só a Shemitá. Então, porque nossa Parashá nos conta que essa Mitzvá foi dada no Monte Sinai?

 

Sendo que a Shemitá foi dada no monte Sinai com todos os seus detalhes e não foi revisada e explicada por Moshe Rabeinu no sefer Dvarim (quinto livro da Torá onde foram acrescentados mais detalhes sobre as Mitzvót), ela aparece aqui como tendo sido dada unicamente no monte Sinai.

 

Mas o que é Shemitá?

 

Simples! Você compra uma fazenda linda com vinhedos que produzem uvas carésimas, não deixa suas crianças se aproximarem dos cachos de uva para não estragá-los, por seis anos você vende as uvas por preços não convencionais e não deixa ninguém mexer nelas, mas no sétimo ano você descobre que a terra só era sua por seis anos e agora ela volta a pertencer ao verdadeiro dono, que por sinal é muito bonzinho e deixa você e todo mundo pegarem todas as uvas de graça!

 

E ainda mais, ninguém, (nem você) pode vender essas uvas!

 

Podem pegar só o que vão comer, e totalmente grátis!

 

Por trás da Shemitá

 

Para entender como isso funciona temos que nos lembrar que D’us nos deu a terra de Israel que foi dividida entre doze tribos das treze que existiam no nosso povo (a tribo de Levi e os Coanim que tiveram origem nela não participaram da divisão da terra).

 

Essa terra foi passando por herança até você aparecer e achar que comprou ela, e que por isso ela é sua…..

 

E aí você descobre que não é o verdadeiro dono!

 

E não só isso, mas quando você coloca tudo no papel você vê que, não só que não teve prejuízo, mas que ainda saiu no lucro porque a terra produziu no sexto ano uma quantidade que produziria em três anos! (E o sexto ano deveria ser o ano mais fraco depois de cinco de desgaste)

 

E também descobre não só que existe alguém dirigindo o seu negócio mas também que ele está fazendo isso muito melhor do que você!

 

Mas porque D’us nos coloca nessa situação que parece que estamos perdendo e no fim saímos ganhando ?

 

A resposta é simples! Para nos lembrar que esse mundo é de D’us e é ele somente que dirige o mundo e não nós , e mesmo que a nossa participação fazendo um trabalho para ganhar dinheiro e pagar as contas é uma ordem Divina, mesmo assim não podemos nos “endeusar” e achar que tudo depende de nós!

 

Aí vem a Mitzvá da Shemitá para nos lembrar que esse mundo não é nosso mas tem alguém dirigindo ele e só deixando nós, crianças pequenas , segurarmos na direção e pensarmos que estamos dirigindo o carro do papai !

 

Aprendemos com essa Mitzvá a ultrapassar todas as crises nos lembrando a cada instante que só D’us dirige o mundo, que D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem e que D’us ama cada um de nós mais do que o amor de um casal que teve um filho único com cem anos de idade tem por esse filho, e cuida de nós com todo o amor e carinho.

 

 

Rabino Gloiber
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A origem dos Anjos

 

Toda sexta feira à noite antes de fazermos o Kidush recebemos a visita de dois Anjos, o Anjo Mi’hael e o Anjo Gavriel.

 

Sendo que eles não se revestem em corpo eles podem estar em todos os lugares ao mesmo tempo

 

A origem dos Anjos

 

A origem dos Anjos é o chamado mundo do “Tohu” que existiu antes e acima do mundo de Atzilut . O mundo do “Tohu” desapareceu por meio do fenômeno Kabalistico conhecido como ”a quebra dos receptáculos”, acontecimento que antecede a criação desses quatro mundos.

 

Os Anjos se originaram da queda das ”grandes luzes” que caíram para um nível muito mais baixo em forma de “partes separadas”, mas sem perder a ligação com a sua raiz. Mesmo assim a criação deles só acontece a partir do mundo de Briá e de lá para Yetzirá e Assiá.

 

A palavra Anjo em hebraico quer dizer enviado, pelo fato de a função principal deles ser a de trazer o provimento Divino aos mundos e também serem enviados para assuntos diversos.

 

Categorias de Anjos

 

Serafim

 

Os Serafim são os Anjos do mundo de Briá. O trabalho Divino desses Anjos é por meio do intelecto, do entendimento da revelação Divina de acordo com o alto nível deles.

 

Entre os Serafim encontramos os quatro os Anjos principais: Mihael (Hessed), Gavriel (Guevurá), Refael (Tiferet), e Uriel.

 

O Anjo Uriel é chamado de Uriel quando está inclinado para o lado da Hessed e é chamado de Nuriel quando está inclinado para o lado da Guevurá. Eles se encontram no sexto nível do mundo de Briá.

 

Hayot Hakodesh

 

Hayot Hakodesh são os Anjos do mundo de Yetzirá e o trabalho Divino deles é feito em um aspecto de amor e temor naturais que não surgem como consequência do intelecto.

 

O Anjo Metat… se encontra no mundo da Yetzirá e no Shabat tem acesso ao mundo da Briá. E esse Anjo com todos os Anjos que o acompanham foram vistos na profecia de Yaakov, e por isso ele se refere à eles como subindo e descendo. Subindo do mundo de Yetzirá ao mundo de Briá e depois decendo dele

 

Ofanim

 

Ofanim são Anjos que estão no lado espiritual do nosso mundo chamado de mundo da Assiá, eles já são o nível mais baixo dos Anjos.

 

Eles repassam o provimento Divino à setenta Anjos chamados de Sarim que são responsáveis pelos setenta povos do mundo com todas as suas ramificações. Esses setenta Sarim já não são do lado da Santidade Divina. Os Sarim repassam o provimento Divino ao nosso mundo por meio dos astros.

 

Almas e Anjos

 

A Neshamá, nossa Alma Divina, já se torna uma entidade por si só no mundo de Atzilut, enquanto que com os Anjos isso acontece nos mundos inferiores a Atzilut, como vimos que os Anjos principais surgem em Briá, determinando a nossa superioridade em relação à eles, e portanto eles são enviados para nós e não nós para eles.

 

Sendo que os Anjos são criaturas Divinas, e tudo que Hashem criou, por motivo Divino não é perfeito, os Anjos, mesmo não tendo livre arbítrio são passíveis de fazer um erro de avaliação. Ou seja, fazer algo contra a vontade Divina achando que isso é a vontade Divina.

 

Por isso, de acordo com o Shlah Hakadosh, um grande Tzadik que viveu há quinhentos anos atrás, os Anjos que estavam subindo pela escada de Yaakov eram os Anjos Gavriel e Refael que receberam uma suspensão desde a época de Avraham Avinu por terem dito em Sodoma que eles iriam destruir a cidade dando a entender que essa era uma decisão da própria autoridade deles.

 

 

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Mensagem da Parashá

O vazo chinês

 

https://youtu.be/PxohG1V-Mvs?si=Fpmc0l43dB_8VC1c

“O vazo chinês”

 

Um comerciante judeu muito rico tinha alguns filhos. Cada filho ficando adulto entrava no mundo dos negócios e tinha muito sucesso.

 

Certa vez o comerciante desabafou com o seu Rebe e disse:- Graças a D’us não me falta dinheiro , muito pelo contrário, tenho muito mais do que possa usar em vida, fora o dinheiro que meus filhos fizeram com seus próprios negócios ainda vou deixar para eles uma bela herança, mas uma coisa me magoa.

 

Temos dinheiro mais do que o suficiente e cada filho que cresce quer fazer mais dinheiro , gostaria muito que um filho meu se tornasse um grande rabino, escrevesse livros e vinculasse o nome da nossa família à obras de literatura imortais.

 

Mas meu filho caçula , minha última esperança, também já está dando sinais de que vai ser mais um comerciante e fazer mais dinheiro . Por que eles só pensam em dinheiro? Rebe , me explique, como isso me aconteceu?

 

O Rebe sofreu com o sofrimento do rico comerciante e um momento antes dos dois começarem a chorar o Rebe exclamou :- Me convide para o Shabat, eu quero ver o que está acontecendo na sua casa !

 

No Shabat, depois do Kidush, o filhinho começa a brincar com as velas de Shabat apagando uma vela . A mãe quase que reclamou mas o pai a acalmou imediatamente dizendo :- Ele só é uma criança pequena !

 

O filhinho continuou brincando e arrancou uma folha do livro de rezas, novamente o pai diz :- Ele é uma criança pequena !

 

A criança continuou brincando e quebrou sem querer um vazo chinês. O pai ficou paralisado, ficou branco, a respiração parou, o filhou ficou com medo dessa estranha mudança no pai e parou assustado.

 

O pai, com voz tremula, mistura de choro e medo, encarou a criança cara a cara, e com uma voz tremula cheia de temor disse :- Filho, você sabe o que você fez ? Você sabe o que é um vaso chinês ? Você sabe quanto esse vaso custa ? Você sabe quanto esse vaso viajou até chegar aqui e que cuidados tivemos com ele para que não quebrasse durante toda a viajem? Você sabe que o papai foi para a China comprar esses vasos e a mamãe ficou dois meses sozinha esperando o papai chegar com os vasos? Você sabe que…..!

 

Mas antes de ele dizer mais uma palavra , a “criança pequena” , rompeu em prantos e prometeu que nunca mais vai quebrar um vaso chinês e que sempre vai se comportar com o devido respeito aos vasos chineses e etc etc etc ….E os dois se abraçaram e choraram juntos pela grande tragédia que tinha acontecido.

 

Agora estava claro, a criança já tinha entendido que a única coisa valiosa no mundo , que justifica deixar a mamãe sozinha por dois meses, que merece atenção e cuidado, que faz o papai ficar sério e atordoado, não é a Torá mas sim…..o vaso chinês !

 

Moshe , em suas ultimas semanas de vida poderia passear com a família , comer, beber, jogar conversa fora.

 

Mas, quando a família e o povo viram que Moshe ,a pessoa mais importante do mundo , nas ultimas semanas da sua vida está tão ocupado com o que?

 

Traduzindo a Torá para setenta línguas para facilitar o estudo da Torá aos judeus , para dar mérito a judeus que só sabem falar outras línguas , para tornar o acesso à Torá mais fácil , empenhado e dedicado para que pessoas que nem sabem falar a “Língua Santa” possam saber o motivo que D’us criou o mundo e o motivo pelo qual nós estamos aqui.

 

Moshe Rabeinu não só nos deu a Torá mas também mostrou para nós que ela é a coisa mais importante que existe no mundo .

 

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

A Parashá da Minha Vida – Aharei Mot- Kedoshim

Aharei Mot

 

Nossa Parashá começa nos contando sobre os dois filhos de Aharon que faleceram por terem entrado com um “fogo estranho” na parte mais sagrada do Mishkan.

 

A Parashá termina nos ensinando que existe uma situação em que a Terra Santa “vomita” seus habitantes devido ao comportamento deles em relação a “casamentos” e a santidade daquele lugar.

 

Existe uma ligação entre esses dois assuntos que fazem parte de uma mesma categoria, mas em níveis diferentes.

 

Quando AShem  (D’us) nos deu a Torá no Monte Sinai, pediu para Moshe avisar nosso povo para não subir naquela montanha e nem tocar nela enquanto estivesse acontecendo lá a entrega da Torá.

 

A linguagem do versículo naquele caso é de que todo aquele que tocar em qualquer parte daquela montanha, mesmo em sua parte mais extrema, vai falecer.

 

E também os animais deveriam ser impedidos de pastar no Monte Sinai no momento da entrega da Torá, porque eles morreriam também se estivessem naquele momento naquele local.

 

A Torá nos conta mais adiante que Nadav e Avihu, os dois filhos de Aharon que faleceram por terem entrado no Mishkan com o “fogo estranho”, eram pessoas muito elevadas espiritualmente como o próprio Moshe diz ao seu irmão Aharon que Nadav e Avihu estavam em um nível superior ao deles.

 

O “fogo estranho era o incenso feito de acordo com a Torá, mas esse trabalho deveria ter sido feito pelo pai deles, por Aharon que era o sumo sacerdote, e não pelos seus dois filhos, por uma pessoa e não por duas.

 

Mas o fato de o Midrash ter nos contado que eles faleceram por ter entrado no Mishkan bêbados já nos ensina que o fato de eles terem entrado no Mishkan com o incenso no lugar de Aharon não justificaria a morte deles.

 

Sendo assim, é óbvio que o motivo do falecimento deles naquela ocasião não tinha relação com o nível espiritual deles, que era elevado o suficiente.

 

Pelo fato de Moshe ter avisado os Cohanin para não entrarem “bêbados” no Mishkan, surge a possibilidade de eles terem bebido muito vinho antes de terem entrado lá, e pode ser que foi isso o que causou a morte deles.

 

Essa hipótese trazida pelo Midrash é vista como uma lição de moral, mas não é a prova de que esse foi o motivo verdadeiro, sendo que em relação à conduta moral  Nadav e Avihu estavam dentro dos padrões e não havia nenhuma base para suspeitar de alguma conduta negativa em relação à eles.

 

Também o fato de não ter sido possível encontrar vinho naquele lugar nos leva a conclusão de que o Midrash está usando essa hipótese como lição de moral, mas não como prova de que o motivo do falecimento deles foi esse.

 

Então qual foi o motivo real da morte de Nadav e Avihu.

 

A Torá nos conta que no momento da entrega da Torá AShem  (D’us) chamou Moshe para subir na montanha, dando à ele por meio desse chamado uma proteção especial para que ele pudesse presenciar a intensidade da revelação Divina sem que sua Alma deixasse seu corpo.

 

Mas qualquer pessoa ou animal que tocasse naquela montanha naquele momento, mesmo que fosse somente no extremo da montanha, a Alma sairia do corpo devido ao nível da revelação Divina que estava acontecendo lá.

 

Depois da entrega da Torá, a revelação Divina deixou definitivamente o Monte Sinai.

 

O Monte Sinai voltou a ser uma montanha como qualquer outra, e não haveria mais nenhum problema para os pastores com seus animais subirem até o ponto mais alto dela, e eles já poderiam fazer isso sem que nada acontecesse.

 

Aprendemos daqui que quando a revelação Divina paira sobre um lugar, todo o tempo que ela se encontra lá, nem as pessoas e nem os animais conseguem manter as almas nos corpos a não ser que ele seja chamado para, lá como foi o caso de Moshe Rabeinu no Monte Sinai na hora em que a presença Divina pairou sobre ele.

 

Quando o Mishkan, nosso “Templo-móvel” foi construído no deserto, a revelação Divina pairou sobre ele se revelando na sua parte mais sagrada chamada de “Kodesh a Kodashim”.

 

O sinal de que a revelação Divina pairou sobre o Mishkan foi o mesmo que aconteceu no Monte Sinai, a nuvem baixou sobre ele.

 

A regra em relação ao Mishkan foi a mesma que no monte Sinai. Quando a nuvem pairava sobre o Mishkan mostrando claramente que a revelação Divina estava acontecendo lá, Moshe era chamado para o Mishkan e AShem  (D’us) falava com ele. Se Moshe não fosse chamado ele não iria lá por si só.

 

Por outro lado, Aharon e seus filhos faziam parte da estrutura do Mishkan. Ou seja, o Templo-móvel tinha os seus sacerdotes que eram Aharon e seus filhos, e por isso está escrito em relação à entrada no Kodesh HaKodashim “o estranho que entrar vai falecer. E quem está na categoria de estranho.

 

A Guemará nos conta que certa vez alguém estava passando por trás de uma Sinagoga, escutou do lado de fora uma descrição sobre as roupas do Cohen, entrou na Sinagoga e perguntou :- Quem vai vestir essas roupas? :- O Cohen Gadol, respondeu o professor.

 

A pessoa que não era judeu tomou uma decisão consigo próprio: – vou me converter ao judaísmo com a condição de ser o Cohen Gadol.

 

Chegou ao tribunal rabínico onde se encontrou com Shamai, que ouvindo esse argumento concluiu que a pessoa não tinha uma boa intenção.

 

Mas aquela pessoa não desistiu e foi procurar o outro grande Rabino da época que se chamava Hilel. Hilel fez para ele um curso de Cohen Gadol.

 

Quando chegaram nesse assunto de “o estranho que se aproximar vai morrer” a pessoa perguntou:- Quem é considerado “estranho” em relação ao “Kodesh HaKodashim”.

 

Até David, o rei de Israel que também era a pessoa mais elevada espiritualmente da sua geração e também a mais rica e poderosa, nada disso adiantaria em relação ao “Kodesh HaKodashim”, e se ele entrasse lá ele morreria como qualquer outro.

 

Aquela pessoa descobriu que não poderia ser Cohen Gadol e se tornou um bom judeu.

 

Nadav e Avihu não estavam na classificação de “o estranho que se aproximar vai morrer” sendo que eles eram Cohanin, eles eram os sacerdotes.

 

Mesmo assim, a permissão para eles entrarem lá era restrita aos trabalhos específicos que deveriam fazer. Incluindo detalhes como roupas específicas para eles poderem trabalhar lá.

 

Cada ação no nosso mundo material tem uma sincronização com o mundo espiritual, e de acordo com essa sincronização acontece uma reação.

 

O Cohen, por meio do seu trabalho, sincroniza entre o mundo de baixo e o mundo de cima, trazendo para cá fartura e abundância.

 

Isso acontece por meio da sincronização entre as Dez Sefirót lá em cima. A fartura e abundância lá de cima é repassada por meio da Sefirá chamada de Yessod para a Sefirá chamada de Mal’hut, a Mal’hut transforma a abundância espiritual em bens materiais.

 

Um exemplo para isso é uma mãe que após comer um jantar de Shabat completo, com vinho, pão, peixe e saladas, carne com batata, sucos e sobremesa, transforma em seu corpo tudo isso em leitinho para o nenê.

 

Se ela desse todo esse jantar de Shabat para o nenê do jeito que foi oferecido para ela, o nenê simplesmente morreria de fome. Não por causa da qualidade desses alimentos, mas por causa da incapacidade do nenê em relação a esse nível de alimentação.

 

Então a mãe come toda essa comida, transforma ela em leitinho e depois dá de mamar para ele. Assim o nenê cresce saudável.

 

Dessa maneira a Sefirá chamada de Mal’hut transforma a fartura e abundância espiritual em bens materiais. Mas para que o repasse dessa fartura do Yessod para o Mal’hut aconteça, nós precisamos merecer.

 

E aí entra o trabalho do Cohen. Ele faz o trabalho Divino nos representando como se cada um de nós estivesse lá fazendo esse trabalho junto com ele. Esse trabalho é feito totalmente em sincronização com as forças ocultas espirituais.

 

Quando Moshe Rabeinu trouxe as dez pragas para o Egito, ele teve que fazer ação material que causasse a reação espiritual para cada uma das dez pragas separadamente.

 

Na primeira praga, quando AShem (D’us) pediu para ele dar uma cajadada no Rio Nilo, Moshe respondeu que não vai poder dar essa cajadada porque esse rio salvou a sua vida quando sua mãe o colocou lá em uma cestinha.

 

AShem  não cancelou a ordem da cajadada para trazer a praga, mas pediu para Moshe pedir ao seu irmão Aharon para ele dar essa cajadada.

 

Porque para trazer algo lá de cima precisamos fazer uma ação nesse mundo material para que aconteça a reação no mundo superior.

 

E essa ação precisa ser de acordo com os detalhes da ordem Divina que no caso da primeira praga foi a cajadada.

 

No caso da praga dos piolhos, AShem  pediu para Moshe jogar a terra do Egito para o alto. Moshe novamente se desculpou de não poder fazer isso sendo que aquela terra o ajudou quando ele salvou um judeu de ser assassinado por um soldado egípcio.

 

Novamente AShem  não cancelou essa ação, mas pediu para Moshe pedir à seu irmão Aharon para ele fazer esse ato material de jogar a terra do Egito para cima e assim começou a praga dos piolhos.

 

Se Aharon tivesse invertido a ordem Divina e tivesse jogado a água do Rio Nilo para cima e dado uma cajadada na terra, nada aconteceria.

 

E assim é o trabalho dos nossos Cohanin que são os nossos sacerdotes. Cada trabalho tem que ser feito da maneira correta, e se não for feito da maneira correta a sincronização não acontece e nada de bom desce para baixo.

 

Sendo que é permitido para o cohen entrar no Mishkan e ele não está na classificação de “o estranho que entrar vai falecer”, e se o trabalho dele não for feito certo ele não traz as bênçãos celestiais para nós, o fato de Nadav e Avihu terem falecido ainda precisa de uma explicação.

 

Por isso, dia o Zohar, o motivo que restou foi o fato de eles não terem se casado.

 

E por esse motivo, quando a Torá se refere a pessoa que vai fazer o korban, o sacrifício, ela usa a palavra Adam.

 

Quando AShem  criou o ser humano, diz o Zohar, ele fez uma pessoa que era um lado homem e o outro mulher. Essa pessoa foi chamada de Adam.

 

AShem  fez Adam adormecer profundamente, separou entre os dois lados, e assim surgiu Hava, a Eva da Torá.

 

(A estória de que D’us criou a mulher da costela não tem fonte judaica).

 

Por isso Nadav e Avihu faleceram, diz o Zohar, eles eram somente “meio corpo”. Cada um deles era “meio corpo”, e mesmo assim eles decidiram fazer o trabalho mais sagrado de todos os trabalhos do Mishkan.

 

E por causa do contraste entre a fraqueza de eles serem “meio corpo”, de não serem casados, e a intensidade do Ketoret, do trabalho de trazer o incenso para o Kodesh HaKodashim que deveria ter sido feito pelo pai deles, eles faleceram.

 

E por isso, diz Rabi Aba no Zohar, pelo fato de eles serem “meio corpo” e terem feito o mais importante de todos os trabalhos do Mishkan, por isso eles faleceram.

 

Mas se eles fossem casados ou se tivessem feito outro trabalho do Mishkan que não fosse esse, não teriam falecido.

 

Nossa Parashá começa nos contando os procedimentos tomados depois que faleceram os dois filhos de Aharon, e termina nos contando sobre as relações íntimas proibidas.

 

Nos revelando por meio disso que de acordo com o nosso comportamento a Terra Santa pode chegar ao extremo de “Vomitar os seus habitantes como vomitou os povos que estavam lá antes de nós” por terem tido essas relações íntimas proibidas.

 

Daqui aprendemos que da mesma maneira que aqueles povos foram tirados da nossa terra por meio de sete anos de guerra que fizemos com eles, nós também podemos ser tirados de lá da mesma forma, e isso é a expressão do conceito da Torá de “a terra vomitar os seus habitantes”.

 

Sendo que a Torá não está falando sobre outras terras mas somente sobre a “Terra Santa”, entendemos que também no nosso nível pode acontecer um curto circuito espiritual, entre a santidade da terra e a falta de santidade do nosso comportamento.

 

Por isso a Torá nos avisa isso antecipadamente. Para sabermos que cada ação no mundo material causa uma reação no mundo espiritual.

 

Quando essa ação aqui embaixo se compara ao comportamento dos povos que foram “vomitados” da nossa terra, estamos trazendo para nós por meio desse comportamento essa mesma consequência que esse comportamento trouxe para eles.

 

Então vamos estudar muita Torá e fazer muitas Mitzvot para trazer imediatamente a Gueulá

 

Kedoshim

 

Nossa Parashá nos conta (entre inúmeros assuntos) sobre a proibição de guardar rancor.

 

Toda pessoa que guarda rancor contra um judeu principalmente se ele for o cônjuge, transgride uma Mitzvá da Torá, como está escrito na nossa Parashá: “Ló titor”, não guarde rancor.

 

Exemplo: Você pede um favor para alguém e a pessoa não quis fazê-lo. No dia seguinte, essa pessoa precisou de você e você responde: “Eu não sou como você. Eu não vou lhe negar um favor como você me fez”!

 

Isso acontece porque a pessoa estava guardando aquele rancor e achou o momento exato para revelar isso. Em outras palavras, “jogar na cara” é proibido pela Torá.

 

O Baal Shem Tov explicou que nossos sábios comparam a pessoa que fica brava a alguém que está fazendo idolatria porque no momento da fúria, a fé em D’us desaparece automaticamente, e quando não se acredita em D’us consequentemente se está acreditando em outra coisa”.

 

Porque se ele soubesse que tudo o que acontece com ele vem de D’us, ele nunca ficaria bravo.

 

E mesmo que uma pessoa que por livre-arbítrio optou por fazer-lhe o mal, e amaldiçoa ou bate nele, ou lhe causa prejuízo monetário sendo condenada pelo tribunal humano ou Divino pela maldade da sua escolha, mesmo assim, à quem foi prejudicado já estava decretado pelos Céus que assim seria.

 

O tribunal Divino apenas usou a pessoa ruim para cumprir o decreto Divino por meio dela, e mesmo nesse momento em que a pessoa bate em alguém ou o amaldiçoa, o pensamento que cai na cabeça dessa pessoa para nos prejudicar ou o sentimento que a impulsionou a fazer isso veio lá de cima.

 

D’us faz as coisas boas acontecerem por meio de pessoas boas e as coisas ruins por meio de pessoas ruins.

 

O agente causador do nosso infortúnio foi apenas uma ferramenta usada por D’us para cumprir o decreto Divino que veio para nos purificar de alguma coisa ruim que fizemos na reencarnação atual ou em outra.

 

Tudo vem lá de cima, e as pessoas que nos fazem o mal são os verdadeiros “bobos” que estão sendo usados para nos prejudicar e depois serem castigados por terem nos prejudicado.

 

Se tudo isso foi dito sobre qualquer pessoa, imagine marido e mulher ou pais e filhos que são o grupo de risco nesse assunto por terem mais intimidade entre si, quanto temos que tomar cuidado com isso.

 

Então, não vamos ser bobos de brigar em casa!

 

🌻🌻🌻

 

Vort israelense: (dugri)

 

O rancor é comparado à fezes espirituais. Guardar rancor é prisão de ventre espiritual, você está com rancor de alguém? Baixe a descarga! Porque quanto mais acumula pior fica!

 

🌻🌻🌻

 

Nossa Parashá nos conta entre muitos assuntos interessantes que não devemos olhar para a idolatria.

 

Diz o Ari Zal que quando olhamos para alguém ou para alguma coisa, recebemos a “energia” dessa pessoa ou dessa coisa ruim.

 

Quando olhamos para uma coisa boa, a energia boa que tem nela se une à nós e gera dentro de nós uma energia positiva.

 

Mas se olhamos para uma coisa ruim recebemos dela a energia ruim que  ela contém. Essa energia ruim se une à nós tirando de nós a energia boa.

 

E esse é o segredo que está por trás desse mandamento da Torá de não olhar para a idolatria. Porque quando olhamos para uma coisa impura como a idolatria, a impureza dela se adere à nós tirando a nossa santidade e nos atraindo para a impureza.

 

Conclusão:

 

Vamos encher a nossa casa de quadros de Tzadikim que hoje na nossa geração Google é fácil de baixar, mandar revelar e colocar uma moldura.

 

No nosso perfil do Pinterest baixei uma variedade de fotos do Rebbe de Lubavitch

 

Perguntei para vários rabinos de Israel se é permitido baixar uma foto do Rebe pelo Google. A resposta foi sempre a mesma: O Rebe pertence aos Hassidim!

 

E fora isso, com certeza ninguém nunca pagou ao Rebe direitos autorais pela foto que tirou dele. Isso se refere somente à fotos e não à desenhos, pinturas, ou fotos decoradas.

 

Certa vez o Rebe disse sobre o Rabino que eu tinha escolhido para fazer as minhas perguntas difíceis, o Rav Moshe Weber de Yerushaláim (Jerusalém): “É o suficiente olhar para ele para receber “Irát Shamaim” (temor aos céus, ou seja, reverência à D’us).

 

Rav Moshe Weber

 

🌻🌻🌻

 

Nossa Parashá nos conta sobre a Mitzvá de amar ao próximo como a si mesmo.

 

O Ari Zal explica que está por trás disso se encontra o segredo de que todo o povo de Israel é uma Alma só e cada um de nós é uma ramificação dessa Alma Divina que AShem  (D’us) deu ao Adam a Rishon (o primeiro homem) e por isso cada um de nós é responsável pela transgressão do outro.

Por isso, diz o Ari Zal, a reza chamada de “Vidui” na qual falamos uma lista de pecados (que geralmente não fizemos) foi instituída no plural, sendo que temos cumplicidade pelas transgressões de todos os judeus por fazermos parte de uma Alma só.

Por isso, mesmo quando rezamos sozinhos falamos essa reza no plural, sendo que o pecado que um judeu faz é como se todos nós tivéssemos feito, pelo motivo de sermos a mesma Alma ramificada.

 

🌻🌻🌻🌻

 

Nossa Parashá também nos ensina que devemos dar uma advertência à qualquer judeu que está fazendo uma coisa ruim.

 

Na maioria dos casos a pessoa se comporta errado por não saber o que é certo, e por isso, no lugar de dar uma bronca causando uma revolta nessa pessoa, devemos ensinar  à ela com muito amor e carinho o que é certo e assim estamos cumprindo essa Mitzvá com eficiência.

 

Isso também aprendi com o Rav Moshe Weber, que com oitenta anos de idade dedicava várias horas do dia para ensinar os soldados israelenses a colocarem Tefilin, e muitas vezes ele me contou sobre soldados que colocaram o Tefilin pela primeira vez na vida.

 

Ou seja, temos que advertir cada judeu, mas dessa maneira. Ensinando ele a cumprir as Mitzvót (Mandamentos Divinos) com muito amor e carinho.

 

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Nossa Parashá nos conta que devemos amar o “guer” (alguém que se converteu ao judaísmo).

 

O Rebe de Lubavitch nos ensina que a linguagem da Torá que se refere ao “guer” diz “guer shemitgaier” (convertido que se converte) nos ensinando que ele já tinha uma Alma judia, mas que se revelou no dia da sua conversão.

 

Sendo assim, tudo o que o Ari Zal explicou sobre o mandamento de amar ao próximo como a si mesmo se aplica ao guer também, mas com mais intensidade sendo que a Torá acrescenta no caso do guer mais uma Mitzvá.

 

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Nossa Parashá nos conta que é proibido se vingar e proibido guardar rancor. Sendo que a Torá já nos proíbe assassinar, ferir e etc, e não podemos pegar a lei com as mãos mas temos que procurar o tribunal rabínico que vai cobrar do agressor o que é devido pela Torá, então o que sobrou para nós nos vingarmos que a Torá precisa acrescentar esses dois mandamentos?

 

O Midrash Sífra nos traz a explicação para esses dois mandamentos.

 

O que é considerado vingança pela Torá?

 

Uma pessoa disse para a outra :- Me empresta a sua foice. Mas a outra pessoa não emprestou.

 

No outro dia aconteceu o contrário. A pessoa que não emprestou a foice pediu a enxada emprestada para aquele que tinha pedido a foice.

 

A resposta foi:- Não vou te emprestar a minha enxada da mesma maneira que você não quis me emprestar a sua foice. Sobre isso foi dito : “É proibido se vingar”.

 

O que é considerado guardar rancor pela Torá?

 

Uma pessoa disse para a outra :- Me empresta a sua foice? A outra pessoa não emprestou.

 

No outro dia aconteceu o contrário. A pessoa que não emprestou a foice pediu a enxada emprestada para aquele que tinha pedido a foice, e a resposta foi:- pode pegar, não sou como você que não quis me emprestar a sua foice. Sobre isso foi dito : “É proibido guardar rancor”.

 

Em outras palavras, o rancor é comparado à uma “prisão de ventre” espiritual. Você só tem a perder com isso, nesse mundo você sofre e no próximo você ainda é julgado por causa disso.

 

Se até uma prisão de ventre material quanto mais tempo passa mais duro fica de tirar e mais perigoso fica, quando mais uma prisão de gente espiritual!

 

Então vamos fazer todo dia a nossa higiene espiritual e baixar a descarga sobre todas as nossas mágoas antes que elas fiquem duras demais e precisemos de mais esforço para removê-las!

 

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O lado oculto da Contagem do Omer 

 

Como nos dias da saída do Egito AShem  vai fazer para nós verdadeiras maravilhas.

 

Isso foi o que nos contou o profeta Mi’há que viveu na Judéia há 2.600 anos atrás.

 

A Gueulá, nossa redenção final, vai acontecer no mérito do trabalho duro que fizemos para  refinar o nosso caráter, para deixarmos de sermos animais, mesmo que animais racionais, e nos tornarmos gente, filhos de AShem  revelando as nossas Almas Divinas que são verdadeiramente partes de AShem.

 

Nossa primeira Gueulá (redenção) que foi a saída do Egito começou quando Moshe estava no Monte Sinai e viu o arbusto incandescente que estava em chamas mas não queimava, ao contrário , ele estava crescendo saudável alimentando pelas chamas.

 

Moshe Rabeinu tinha estudado a Torá oculta que já tinha sido revelada por AShem  (D’us) para o nosso patriarca Avraham que escreveu o Sefer Yetzirá, livro clássico da Kabala.

 

Moshe Rabeinu entendeu imediatamente que aquele fenômeno de o arbusto estar crescendo saudável alimentado pelo fogo, só pode acontecer no nível mais elevado, acima das próprias Sefirót, que é o nível chamado de “Keter”.

 

Ele entendeu imediatamente que no lado espiritual daquele espaço material estava acontecendo a revelação do keter, e isso é o que estava causando essa mudança extrema nas coisas materiais daquele lugar.

 

Ele se aproximou de lá para ver o motivo dessa revelação tão elevada. D’us se revelou para ele e pediu para ele tirar os dois sapatos dizendo que o lugar onde ele se encontrava era um lugar sagrado.

 

Quarenta anos depois, quando o Anjo Gavriel se revelou para Yehoshua (Josué) em Yeri’hó, ele pediu para Yehoshua tirar um sapato só, alegando esse mesmo motivo.

Diz o Zohar que o motivo que D’us pediu para Moshe tirar os dois sapatos era para demonstrar que todo o comportamento Divino em relação à ele seria totalmente sobrenatural.

 

Sendo que o profeta antigo tinha que fazer uma ação para sincronizar entre o mundo material e o mundo espiritual para que a profecia acontecesse, D’us pediu para Moshe fazer a ação de tirar os dois sapatos para trazer à esse mundo o nível de comportamento Divino sobrenatural em relação à nós. Ou seja, AShem  (D’us) vai lutar por nós e nós vamos ficar quietos, ou seja, não só que não vamos precisar participar da guerra, mas também que nem rezar vamos precisar.

 

D’us vai fazer à Moshe nessa ocasião o pedido de tirar o povo de Israel do Egito e levá-los à Terra prometida, e isso vai acontecer de maneira surreal e totalmente sobrenatural.

 

Mas no caso de Yehoshua (Josué), o comportamento Divino em relação à ele seria parcialmente natural e parcialmente sobrenatural.

 

Por isso o anjo pediu para ele tirar um sapato só, para sincronizar entre o mundo espiritual e o mundo material e fazer com que a partir desse momento o comportamento Divino em relação à ele fosse parcialmente sobrenatural.

Sendo que o comportamento Divino em relação à Yehoshua seria parcialmente natural, ele teve que mandar espiões por motivos de estratégia militar, enquanto que no caso de Moshe não havia necessidade de preparar uma estratégia militar da mesma maneira que no Egito não houve necessidade de estratégia militar para que nosso povo saísse de lá.

 

A saída do Egito aconteceu de maneira sobrenatural, os egípcios receberam dez pragas sobrenaturais e ao final o mar se abriu milagrosamente para nós e se fechou milagrosamente encima do exército egípcio, não havendo necessidade de nenhuma estratégia militar para que isso acontecesse.

 

O mesmo aconteceria para os 31 reis de Canaã com seus exércitos caso aquela terra fosse conquistada pelo próprio Moshe Rabeinu. Diz o Ari Zal que o Mashia’h é a reencarnação de Moshe Rabeinu, ou seja, a Gueulá vai acontecer de forma totalmente sobrenatural e surreal, sem absolutamente nenhuma participação militar de nossa parte.

 

O parto da Gueulá, os sofrimentos que acontecem antes de a Gueulá acontecer, estão ligados à etapa do nosso processo de refinamento. A Gueulá não é parte desse processo de refinamento, ela é a recompensa Divina por termos trabalhado duro para nos refinar.

 

E essa é a ligação entre a saída do Egito que foi o pior de todos os exílios, e o recebimento da Torá que foi a maior de todas as revelações Divinas.

 

O profeta Mi’há nos revelou que os milagres da Gueulá vão ser extremamente maiores do que os milagres da saída do Egito, AShem  vai fazer para nós verdadeiras maravilhas.

 

Quando chegar esse dia que estamos cada vez mais próximos dele, não vamos precisar mais do exército de Israel e nem da ajuda dos americanos.

 

AShem  vai lutar por nós, e nem rezar por isso vamos precisar, sendo que já fizemos o nosso trabalho de refinamento e a Gueulá é a recompensa pelo trabalho que já tínhamos feito antes.

 

Nosso trabalho Divino no exílio é comparado à Sefirát HaOmer, e a Gueulá é comparada à entrega da Torá no Monte Sinai.

 

E sendo que o nosso refinamento agora já chegou ao nível mais profundo, as revelações da Gueulá vão ser extremamente maiores do que as que aconteceram para que pudéssemos sair totalmente do Egito, como por exemplo as dez pragas e a abertura do mar vermelho.

 

E da mesma forma que para sair do Egito não tivemos a necessidade de lutarmos contra os egípcios, e se tivéssemos tido essa necessidade teríamos perdido essa guerra por estarmos em um número desproporcionalmente menor ao deles e também não termos o equipamento e o treino que eles tinham, quanto mais para sair do nosso exílio atual.

 

Quando falamos sobre o trabalho do Mashia’h temos que nos lembrar que:

 

Ele vai ter que desapropriar os patrimônios tombados da Unesco incluindo as mesquitas que se encontram no lugar do nosso Beit a Mikdash que é o Templo sagrado de Jerusalém.

 

Ele vai ter que demolir todas as igrejas e outras idolatrias que se encontram na nossa Terra Santa.

 

Ele vai ter que expandir as nossas fronteiras para as fronteiras da Terra Santa que a Torá determinou que vai do Rio Nilo até o Rio Eufrates.

 

Ele não vai poder deixar alguém que não assuma cumprir os sete mandamentos de Bnei Noa’h morando dentro dessas fronteiras.

 

Ele vai trazer de volta as nossas dez tribos perdidas e todos os descendentes dos judeus que se misturaram entre os povos do mundo.

 

De maneira natural não dá para fazer nenhuma dessas coisas, e se ele não fizer isso ele ainda não é considerado Mashia’h de verdade mas ainda é classificado como candidato a Mashia’h.

 

Daqui entendemos porque os milagres da Gueulá precisam ser extremamente maiores do que os milagres da saída do Egito.

 

E assim também conseguimos entender a profecia do profeta Yermiahu que diz que no futuro já não vamos mais usar a expressão “Viva AShem  (D’us) que nos tirou do Egito.

 

Mas vamos dizer: “Viva AShem  que tirou o povo de Israel da terra do norte e de todas as terras que ele os exilou, e os trouxe de volta para a terra deles que AShem  deu para os seus patriarcas (Yermiahu capitulo 16)

 

Os vínculos entre Pessa’h e Shavuot

 

Nosso povo tinha que ser libertado do Egito que era o extremo da escravidão, e depois receber a Torá no Monte Sinai para se libertar da escravidão espiritual, a escravidão  do “yetzer hará”, a escravidão nas mãos das nossas más inclinações.

 

A liberdade de Pessa’h por si só não é o suficiente. Não adianta se libertar da escravidão do Egito para cair na escravidão das nossas próprias más qualidades. Ou seja, sair do Egito e levar o Egito junto.

 

O Korban do Omer era uma oferenda de cevada e era feito em Pessa’h, época da saída do Egito.

 

Naquela época a cevada era usada como ração animal, nos lembrando que a saída do Egito ainda não nos dá a garantia de deixarmos de nos  comportar como animais.

 

Em Shavuot era feito o Korban dos dois pães de trigo que é o alimento humano básico e essencial, nos ensinando que agora que recebemos a Torá, já temos as ferramentas necessárias para nos comportar como gente, agora só depende de nós próprios, as ferramentas já estão nas nossas mãos.

 

O significado simbólico dessas duas oferendas, primeiro a cevada e depois o trigo, vem nos mostrar a ligação entre o nível que nos encontrávamos na saída do Egito e o nível ao qual chegamos por meio do recebimento da Torá.

 

Quando saímos do Egito, éramos escravos em fuga e todos e estávamos em uma situação na qual os fins justificam os meios.

 

Achávamos qualquer coisa que fizéssemos seria permitido contando que conseguíssemos alcançar o que desejávamos alcançar.

 

Quando recebemos a Torá no Monte Sinai nos tornamos gente, deixamos de ser os animais em fuga que tínhamos sido antes.

 

Nos tornamos concientes de que o fim não justifica os meios.

 

Recebemos as ferramentas necessárias para podermos chegar aos mesmos objetivos que queríamos chegar antes, mas dessa vez sem latir, morder ou dar coices em tudo e em todos que aparentemente estão nos impedindo de chegarmos ao nosso objetivo final.

 

Os 49 dias da Contagem do Omer são uma viajem pelo grande deserto, são o caminho das buscas.

 

Os caminhos que vivenciamos quando passamos do primeiro estágio de libertação até adquirir a liberdade verdadeira.

 

Essa jornada é necessária, pois seria impossível alcançar o Monte Sinai diretamente após sair do Egito. Uma transformação espiritual desse tamanho não acontece da noite para o dia.

 

Mashia’h Gueulá é Sefirat a Omer

 

A Mitzvá da contagem do Ômer tem um aspecto muito especial que não ocorre em nenhuma outra Mitzvá.

 

O versículo que nos traz a Mitzvá da contagem do Omer começa com as palavras: “E contem para vocês”.

 

Das palavras “para vocês” vemos, que cada um deve contar seus próprios dias da contagem do Omer e ter o seu próprio cálculo dos dias que se passaram.

 

E quando chega o quinquagésimo dia da sua contagem, essa pessoa comemora a festa de Shavuot.

 

Shavuot é a festa que celebra o recebimento da Torá no Monte Sinai. Ela é uma festa judaica diferente de todas as outras .

 

Todas as festas judaicas têm uma data fixa para começar , enquanto que pela Torá a festa de  Shavuot é comemorada ao término da contagem do Ômer.

Por esse motivo é possível que uma pessoa comemore a festa de Shavuot no dia 5 ou no dia 7 de Sivan, mesmo que a grande maioria das pessoas vai comemorar essa festa no dia 6 de Sivan que seria a data certa para comemorá-la.

 

Se durante a contagem do Omer cruzarmos a “Linha Internacional da Data” (LID) que é o meridiano localizado na longitude de 180°, exatamente do lado oposto ao Meridiano de Greenwich, a pessoa aumenta ou diminui um dia no calendário, mas não altera sua contagem na contagem do Omer.

 

Alterando a data do quinquagésimo dia no calendário, ela automaticamente altera a data da festa de Shavuot, sendo que o dia de Shavuot não é determinado pelo dia do calendário mas sim pela contagem dos 49 dias do Omer.

 

Nesse caso, a festa de Shavuot dele pode cair no dia 5 ou no dia 7 de Sivan, dependendo para qual lado ele foi.

 

Mas mesmo que ele esteja cumprindo o que a Torá determina, ou seja, comemorar Shavuot no quinquagésimo dia da “sua” contagem, mesmo assim ele ainda difere do resto do povo.

 

Porque na Tefilá de Shavuot dele, ele não vai poder dizer “Zeman Matan Torateinu” (Momento da entrega da nossa Torá), porque isso é algo que não depende somente de um número pequeno de pessoas, mas depende da maioria do povo judeu.

 

Por esse motivo a festa de Shavuot por um lado é uma festa totalmente individual e específica para cada um de nós, e ao mesmo tempo ela é uma festa fixada por D’us para todo o nosso povo.

 

Ou seja, cada um de nós é obrigado a fazer a sua própria contagem durante este período e assim refinar as 49 ramificações das suas midot, das suas qualidades, dos seus sentimentos, do seu caráter, e essa é a finalidade espiritual da “Contagem do Omer”, e no mérito desse refinamento recebemos a Torá de presente de AShem .

 

Exatamente assim vai acontecer agora que já estamos no final do nosso último exílio.

 

Por meio do estudo da Torá e do cumprimento das Mitzvot refinamos os 49 aspectos do nosso caráter, das nossas qualidades, dos nossos sentimentos, e assim fazemos a nossa parte como nosso povo fez no passado.

 

E do mesmo jeito que AShem  recompensou o trabalho individual deles com a maior revelação Divina que já aconteceu na história da humanidade que foi a entrega da Torá no Monte Sinai, assim também AShem  vai nos recompensar por termos feito cada um de nós individualmente o trabalho do nosso refinamento pessoal.

 

E sendo que o nosso refinamento determina o final de dois mil anos de Trabalho Divino durante a última Galut, a recompensa para isso é a maior de todas, extremamente maior do que a revelação Divina que aconteceu na entrega da Torá.

 

A recompensa pelo nosso trabalho é a chegada do Mashia’h e a nossa Gueulá, que vai ultrapassar de longe a saída do Egito e a entrega da Torá no Monte Sinai.

 

E essa é a ligação entre a contagem do Ômer e a vinda do Mashia’h em breve em nossos dias amén

Rabino Gloiber 

Sempre correndo

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Nunca guarde rancor

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Nunca guarde rancor!

 

Nossa Parashá nos conta também sobre a proibição de guardar rancor.

 

Toda pessoa que guarda rancor contra um judeu (principalmente o cônjuge) transgride uma Mitzvá da Torá, como está escrito na nossa Parashá: “Ló titor” (não guarde rancor).

 

Exemplo: Você pede um favor para alguém e a pessoa não quis fazê-lo.

 

No dia seguinte, essa pessoa precisou de você e você responde: “Eu não sou como você. Eu não vou lhe negar um favor como você fez”!

 

Isso acontece porque aquela pessoa estava guardando rancor e achou o momento exato para revelar isso.

 

Em outras palavras, “jogar na cara” é proibido pela Torá.

 

O Baal Shem Tov explicou que nossos sábios comparam a pessoa que fica brava a alguém que está fazendo idolatria, porque no momento da fúria, a fé em D-us desaparece automaticamente, e quando não se acredita em D’us consequentemente se está acreditando em outra coisa”.

 

Porque se ele soubesse que tudo o que acontece com ele vem de D’us, ele nunca ficaria bravo.

 

Mesmo que uma pessoa (que tem livre-arbítrio) optou por fazer-lhe o mal, e o amaldiçoa ou bate nele, ou lhe causa prejuízo monetário, e é condenada por um tribunal humano ou Divino, pela maldade da sua escolha, mesmo assim, à quem foi prejudicado já estava decretado pelos Céus que assim seria.

 

O tribunal Divino apenas usou a pessoa ruim para cumprir o decreto ruim, e mesmo nesse momento em que a pessoa bate em alguém ou o amaldiçoa, o pensamento que cai na cabeça da pessoa para nos prejudicar ou o sentimento que a impulsionou a isso veio lá de cima.

 

D’us faz as coisas boas acontecerem por meio de pessoas boas e as coisas ruins por meio de pessoas ruins.

 

O agente causador do nosso infortúnio foi apenas uma ferramenta usada por D’us para cumprir o decreto Divino que veio para nos purificar de alguma coisa ruim que fizemos na reencarnação atual ou em outra.

 

Tudo vem lá de cima e as pessoas que nos fazem o mal são os verdadeiros “bobos” que estão sendo usados para nos prejudicar e depois são castigados por terem nos prejudicado.

 

Se tudo isso foi dito sobre qualquer pessoa, imagine marido e mulher ou pais e filhos que são o grupo de risco nesse assunto, por terem mais intimidade entre si, e por isso devem tomar cuidado com isso.

 

Então, não vamos ser bobos de brigar em casa!

 

Vort israelense: (dugri)

 

O rancor é comparado à fezes espirituais. Guardar rancor é prisão de ventre espiritual, você está com rancor de alguém? Baixe a descarga, porque quanto mais acumula pior fica.

 

Rabino Gloiber

 

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Mensagem da Parashá

Nega Tzaraat não é lepra

A Torá nos conta sobre manchas que poderiam aparecer nas paredes das casas, nas roupas e nas pessoas. Essa mancha é chamada de “Nega Tzaraat” , a pessoa portadora dela é chamada de “Metzorá” .

 

Isso foi traduzido erroneamente como lepra, doença causada pelo Mycobacterium leprae , mas é um verdadeiro erro de tradução como veremos a seguir:

 

Don Itzhak Abarbanel foi o grande Tzadik que encorajou os judeus espanhóis na época da inquisição a deixarem a Espanha e não fazerem idolatria .

 

Ele nos explicou que a “Tzaraat” não é uma doença física mas sim uma “praga” mandada dos céus que aparecia de uma maneira sobrenatural e sua cura era por meio de um ritual espiritual como ele explica detalhadamente:

 

1- O Cohen começa a purificação do “Metzorá” com o abate de um pássaro​ em um pote de barro , nos mostrando que o ser humano é como um pote de barro na mão do seu artesão que vai modelando ele de acordo com a sua vontade, nos indicando que a Tzaraat vem de AShem (D’us) para melhorar nossa forma , nosso caráter.

 

2- Dentro desse pote de barro aonde é feito o abate do pássaro são colocadas águas​ de fonte (em hebraico “águas vivas”) representando a Torá que está no coração de cada um de nós , e por não termos guardado ela da maneira correta morre o pássaro abatido. (representando que a Tzaraat aparece por meio de nossas ações e não por contágio).

 

3- Um pássaro vivo é mergulhado (mas continua vivo) no sangue do pássaro​ morto , nos ensinando que a “Tzaraat” por natureza não é doença e nem é contagiosa (como no caso da lepra pelas vias respiratórias) mas sim um decreto Divino ligado ao comportamento errado daquela pessoa (representando pelo pássaro morto).

 

4- A cura de “Tzaraat” não acontece de maneira natural mas sim de maneira milagrosa, e por isso o “Metzorá” vai para o Cohen e não para o médico.

 

5- A “Tzaraat” da roupa e da casa é a mesma que a das pessoas e ela não tem nenhum vínculo à doenças do corpo humano, o fato de que a mesma Tzaraat pode aparecer em paredes (mineral) e em roupas (vegetal e animal) nos obriga a ver a Tzaraat como expressão​ sobrenatural, milagrosa .

 

Conclusão: depois dessa explicação tão detalhada do don Itzhak Abarbanel vemos que o certo é transcrever a palavra Tzaraat e não pegar uma tradução errada que a fonte dela é aquela mesma idolatria que por causa dela don Itzhak Abarbanel teve que sair da Espanha com seiscentos mil judeus na inquisição !

Rabino Gloiber

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