Seu Shalom Bait está vivendo de aparências?

Existe uma tragédia silenciosa dentro de muitas casas modernas: o lar deixou de ser refúgio e virou campo de batalha.

 

A Torá descreve o lar judaico como um lugar onde a She’hiná repousa.

 

Não porque as paredes sejam bonitas.

 

Não porque exista dinheiro.

 

Mas porque existe respeito.

 

Existe temor de ferir o outro.

 

Existe cuidado com as palavras.

 

Hoje, muitos homens chegam em casa cansados da guerra do lado de fora… apenas para encontrar outra guerra do lado de dentro.

 

Uma mulher que grita por qualquer coisa.

 

Que humilha em público.

Que transforma o marido em alvo emocional.
Que usa palavras como facas.

Que controla, ameaça, diminui e destrói lentamente a dignidade daquele homem.

E o mais assustador: a sociedade muitas vezes ri disso.

 

Se um homem grita, todos enxergam violência.
Mas quando uma mulher destrói um homem com ironias, desprezo, manipulação e agressões constantes, chamam isso de “personalidade forte”.

 

Não é força. É destruição.

 

A mulher judaica foi chamada de עקרת הבית. Não porque “fica em casa”, como o mundo moderno superficialmente imagina.

 

Mas porque ela é o eixo espiritual da casa. A raiz da atmosfera do lar.

 

Ela pode transformar um pequeno apartamento em Gan Eden.

 

Ou transformar uma casa luxuosa em Gehinnom emocional.

 

Há homens hoje que não têm paz para sentar à mesa.

Não têm paz para falar.

Não têm paz para errar.

Vivem pisando em ovos dentro da própria casa.

 

E então surgem:

homens emocionalmente quebrados,
filhos traumatizados,
crianças que aprendem que amor significa grito,
lares onde ninguém conversa, apenas reage.

 

Shalom Bait não é “quem manda”.

 

Não é disputa de ego.

Não é competição para ver quem vence.

Porque quando um vence dentro do casamento… os dois perderam.

 

A mulher virtuosa não é fraca. Nunca foi.

 

As grandes mulheres da Torá eram fortes, inteligentes, espiritualmente gigantescas. Mas sua força construía. Não esmagava.

 

O Mishlei diz:

 

“A mulher sábia constrói sua casa.”

 

E os ha’hamim explicam:
com palavras, com postura, com sensibilidade e temor de Ashem.

 

Uma casa não desmorona apenas com violência física.

Palavras também derrubam paredes invisíveis.

 

Às vezes, o marido ainda continua sentado à mesa…

mas por dentro já foi expulso daquele lar há muitos anos.

 

E talvez uma das maiores pobrezas da geração seja justamente essa: casas cheias de móveis… e vazias de paz.

 

Porque sem respeito mútuo, sem delicadeza, sem autocontrole e sem responsabilidade emocional, o casamento deixa de ser aliança e vira sobrevivência.

 

E ninguém deveria sobreviver dentro do lugar que deveria chamar de lar.

 

Muita gente fala sobre Shalom Bait apenas como “frases bonitas”, mas ignora o desgaste emocional diário que destrói casamentos lentamente.

 

E a Torá não trabalha com teatro social. Ela trabalha com verdade, responsabilidade e construção.

 

O mais assustador é que palavras deixam marcas invisíveis.

 

Às vezes mais profundas que agressões físicas. Um lar pode continuar aparentemente “funcionando”, enquanto por dentro já virou silêncio, medo e distância.

 

E sabe o que é triste?

Muitos homens simplesmente calam.

 

Trabalham, sustentam, sorriem em público… mas dentro de casa vivem emocionalmente encurralados.

 

Porque a sociedade ensinou que homem não pode admitir sofrimento emocional sem virar motivo de piada.

 

Civilização moderna: extremamente avançada tecnologicamente. Emocionalmente, um zoológico com Wi-Fi.

 

Mas a Torá pede outra coisa:
respeito mútuo,
domínio das palavras,
humildade,
escuta,
construção.
Simmmmmmmmmmmmmm
Sem isso, não existe She’hiná no lar. Existe apenas convivência cansada.

 

E o contrário também é verdadeiro: uma mulher sábia pode levantar um homem destruído, fortalecer filhos, trazer paz ao ambiente e transformar o lar inteiro apenas pela maneira como fala e conduz a casa. Isso é poder de verdade.

 

Um beijo no coração de todas as mulheres que com amor constroem lares onde os filhos amam estar e o marido também 😃

 

Rifka Haia Eitan 🌻🥰

 

 

Transformando nossa má inclinação em aliada da nossa boa inclinação

Transformando o Yetzer a rá em Yetzer a Tov

 

O Yetzer a rá é um imediatista.

 

Ele nos inclina a querer tudo perfeito e de imediato, “ou tudo ou nada”.

 

Ele é a nossa má inclinação, o raciocínio do lado impuro.

 

O Yetzer a Tov nos induz à ter paciência, a nos controlarmos, a fazermos tudo passo a passo e nunca ficarmos desanimados pelo fato de tudo o que queremos não acontecer imediatamente e do jeito que queremos.

 

Ele é a nossa boa inclinação, o raciocínio do lado puro.

 

Nosso trabalho é desanimar o Yetzer a rá não alimentando ele, não dando à ele de imediato o que ele quer mesmo que seja uma coisa permitida.

 

Mas dando à ele o que ele queria antes e agora já não quer, depois de ter ficado emburrado e ter decidido que se ele não pode ter tudo na hora, então ele não quer nada.

 

Ou seja, não dê para ele tudo no momento em que ele quer tudo, mas dê para ele o necessário na hora que ele já não quer mais nada “só de pirraça”. Isso é chamado de “Itkáfia”.

 

Assim você domina o Yetzer a rá e consequentemente o anjo que está por trás dele transformando ele em um anjo a seu favor.

 

Você subjuga o seu Yetzer a rá para o seu Yetzer a Tov e o anjo dele com seus superpoderes passam a ser seu aliado.

 

O anjo do Yetzer a rá se torna um anjo do bem e você fica com superpoderes em dobro!

 

E por isso Yaakov mandou esses dois anjos para Essav. Para contar para Essav que Yaakov morou com Lavan, o maior feiticeiro do mundo, e mesmo assim continuou cumprindo todos os mandamentos Divinos.

 

Yaakov mostrou dessa maneira para Essav que é possível fazer isso, transformar o Yetzer a rá em um aliado do Yetzer a Tov,  dando à Essav a sugestão de fazer isso também.

 

Rabino Gloiber

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A mentira que vira Mitzvá

https://youtu.be/9Sko2KtVTaw?si=9q5-jB1-TDGPglEk

 

Nossa Parashá nos revela a grandeza do Shalom Bait e a importância da harmonia Familiar

 

Mesmo que a linguagem da Torá é : “fique longe da mentira”, mesmo assim quando você for convidado para um casamento, mesmo se a noiva for feia e antipática você deve dizer para o noivo que ele teve sorte de encontrar uma noiva tão bonita e simpática!

 

E essa é a lei judaica na prática e foi instituída de acordo com Beit Hilel!

 

Porque na Torá não está escrito que é proibido mentir?

 

Está escrito “fique longe da mentira”, deixando uma dica que em certos casos é permitido mentir, e não só que é permitido, mas também que a mentira se torna uma grande Mitzvá

 

Explica o Baal Shem Tov que a mentira é como um veneno que quando é usado na dose correta ele se torna um remédio que seria impossível fazer com outra coisa a não ser com o veneno.

 

Aharon a Cohen era esse especialista que conseguia usar a mentira na dose certa para fazer as pazes entre marido e mulher e entre pessoas brigadas.

 

Mas a mentira na overdose volta a ser um veneno, e por isso, se não está claro que sabemos usar ela na composição certa, temos que ficar longe dela.

 

Quase como continuação do assunto da mulher que se “desviou”, a Parashá nos conta sobre o Nazir.

 

A mensagem do Nazir é que quando houver necessidade, podemos fazer um juramento de não beber vinho e não cortar o cabelo por um tempo determinado para abaixar um pouquinho a nossa prepotência, enfraquecer um pouco o nosso ego.

 

Esse tipo de juramento chamado de Nezirut não pode ser feito depois da destruição do Beit a Mikdash porque se for feito hoje não temos como desfazê-lo.

 

Dizem nossos sábios que o motivo da proximidade entre essas duas Parashiot  é para sabermos quando chegou a hora de fazer esse juramento.

 

Quando vemos a Sotá (a mulher que se desviou) passar pelo que está passando, devemos aprender com isso a nos proteger de coisas que podem causar o nosso próprio desvio.

 

Como é o caso da vaidade obsessiva que por si só já é uma grande tragédia, e quando ela é acompanhada pela obsessão pelo vinho ela fica muito maior.

 

Daqui aprendemos como nos relacionar ao que acontece à nossa volta.

 

Não devemos pensar na pessoa que fez a coisa errada e acharmos que somos melhores do que ela por ainda não termos feito a coisa errada também.

 

Mas quando vemos alguém fazendo uma coisa errada devemos pensar que nós também não estamos imunes desse tipo de comportamento e investir no nosso próprio refinamento.

 

Pensar em como nos vacinar para não chegarmos a uma situação semelhante.

 

Depois da Parashat Nazir,  como se fosse uma continuação dela, a Parashá nos trás as Bênçãos dos Cohanim, mostrando que esses três assuntos estão interligados.

 

Você se comporta bem com a esposa mesmo ela não dando motivo para isso (e no caso da mulher, você se comporta bem com o seu marido mesmo ele não dando motivo para isso), evitam beber para esquecer as mágoas mas esquecem as mágoas pelo motivo religioso de ser proibido guardar rancor principalmente entre cônjuges, e no mérito desse amor gratuito e união incondicional AShem te dá todas as Bênçãos, te dá muito dinheiro e te protege dos ladrões.

 

Te dá todas as Bênçãos e te protege para que você sempre possa ter proveito delas com muita saúde e alegria

 

 

Rabino Gloiber

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🌻🌻🌻🌻

A coisa mais importante do mundo

Quando a Torá nos ensina uma regra , se há alguma exceção ela tem que estar na própria Torá.

A Torá nos ensina a proibição de apagar o nome de D’us . Aqui na nossa Parashá ela traz a excessão.

Não só uma permissão para apagar o nome de D’us mas uma obrigação de apagá-lo.

E qual é o caso tão importante para justificar uma coisa assim? É o “Shalom Bait”!

É permitido apagar o nome de D’us para salvar um casal do divórcio.

Daqui vemos a grandeza do Shalom Bait (harmonia familiar) na Torá.

E a Torá está permitindo isso para fazer o Shalom Bait de uma mulher que estava sendo assediada por alguém e o marido disse para ela não se trancar com a pessoa que estava dando encima dela.

Um belo dia (ou uma bela noite) o marido chega de viagem, bate na porta , e quem destranca a porta por dentro?………o cara!

E a mulher aparece para justificar que esse mês ele não tinha onde dormir……então veio dormir em casa!

O marido suspeita que algo tenha acontecido e quer divórcio. Ele leva ela para o Beit a din (tribunal rabínico) e ela diz que não traiu.

O Beit a din não tem como verificar, sendo que a Torá não aceita deduções como prova e é necessário ter duas testemunhas oculares que viram “o pincel dentro do tinteiro” (uma coisa dentro da outra, ou seja, o próprio ato.

Não tendo o que fazer, o Beit a din encaminha os dois para o Beit a Mikdash em Yerushaláim.

No Beit a Mikdash os Coanim (sacerdotes daquele turno) avisam que podem escrever a “Maguilat Sotá” copiando a “Parashat Sotá” da nossa Parashá com os nomes de D’us contidos nela, dissolver essa Parashá com os nomes de D’us dentro de um copo de água e dar para a mulher beber.

Se nada acontecer para ela, o marido pode ficar tranquilo porque nada aconteceu na prática.

O Coen avisa que caso ela tenha traido, se beber isso ela falece, e dá as últimas chances para ela não beber aquela água .

Se ela sabe que não traiu , ela pode beber essa água tranquila e o fato de ela não falecer vai ser a prova para o marido de que nada aconteceu, fora o susto.

E não só isso, se ela não tinha filhos agora ela vai receber uma indenização Divina pela vergonha que passou e ter muitos filhos.

Infinita Bondade Divina:

Não só que AShem pede para apagar o nome dele para fazer o Shalom Bait mas ainda indeniza a mulher milagrosamente pela vergonha que ela passou.

Hoje que não temos o Beit a Mikdash é proibido dizer para a esposa não se trancar com alguém porque se ela se trancar não temos o Beit a Mikdash para salvar o casamento da crise.

Nossos Sábios explicam que o capítulo 125 do Tehilim está garantindo para nós que se um homem não teve uma relação com uma mulher casada com outro AShem protege ele para que isso não aconteça com a esposa dele. D’us não vai colocar uma mulher ruim no destino dessa pessoa.

Rabino Gloiber
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Por que Moshe Rabeinu teve que traduzir a Torá para setenta línguas?

 

A tradução da Torá para setenta idiomas

 

Está escrito: “E foi no quadragésimo ano, no décimo primeiro mês, no primeiro dia do mês, começou Moshe a explicar esta Torá dizendo…”.

 

Dizem nossos Sábios, como traz Rashi, que Moshe explicou a Torá em setenta línguas diferentes.Porque Moshê precisaria explicar a Torá em setenta idiomas?

 

Rabi Moshe ben Na’hman, o Ramban, nos ensinou que a Torá, as Profecias e todas as Escrituras Sagradas foram ditas na “Língua Santa” que é o idioma Divino no qual D’us falou com Moshe e com os Profetas.

 

Sendo que a Torá é a “Torá de AShem”, AShem “nos deu Sua Torá “, aparentemente o estudo da Torá deveria ser somente na “língua Divina”, a “Língua Santa”.

 

A definição de Torá “escrita” é : Nenhuma letra a menos e nenhuma letra a mais, mas exatamente como foi dada por D’us, e por esse motivo a leitura do Sefer Torá na sinagoga é considerado estudo, e temos que dizer uma Bra’há com nome de AShem mesmo que o Judeu que está dizendo a Bênção não entende o que está lendo, e muitas vezes não entende nem a tradução da Benção.

 

Talvez por isso poderíamos dizer que a leitura da Torá escrita em qualquer ocasião só poderia ser feita na “língua Santa”, idioma no qual ela foi dada por D’us !

 

E não somente isso, mas até em relação às explicações da Torá, chamadas de “Torá Oral”, mesmo que aparentemente dependem somente do nosso entendimento, e se não entendemos a Torá Oral não cumprimos a Mitzvá de estudá-la, mesmo assim a Ala’há, a lei judaica, é que “pensamento não é fala” e para cumprir a Mitzvá devemos falar a Torá Oral.

 

E novamente poderíamos pensar que só cumprimos essa Mitzvá falando a Torá Oral na “língua Santa”.

 

E algumas leis que recaem sobre “falar” palavras de Torá são vigentes também em relação a Torá Oral como a proibição de falar palavras da Torá sem roupas e também o fato de não podermos fazer uma Bênção sobre a Torá que vamos pensar mas somente sobre a que vamos falar.

 

Ainda mais, sendo que a “Torá Oral” também é de D’us, poderíamos dizer que a classificação de “Estudo de Torá” só recaísse sobre a Torá Oral quando fosse dita na língua falada por D’us, na língua Santa. Essa foi a ação de Moshe Rabeinu na tradução da Torá..

 

Por meio de ter explicado a Torá em setenta línguas, a partir daí recai o nome “Torá” sobre assuntos de Torá estudados pelo povo de Israel em outras línguas mesmo não sendo essa a língua que D’us deu a Torá.

 

Fazendo com que recaia sobre ela a classificação de “Torá” a tal ponto que quando falamos assuntos de Torá em outras línguas estamos falando verdadeiras “Palavras da Torá” e se torna proibido falarmos elas antes de dizer a “Bênção da Torá”, e nem precisamos dizer que é proibido falar assuntos de Torá em qualquer idioma se não estivermos vestidos.

 

A iniciativa que teve Moshe de traduzir a Torá para setenta idiomas no final da sua vida foi incentivada pela própria Torá que usa algumas palavras nas línguas dos outros povos, como por exemplo “Yegar Sahaduta” , “Totafot” e etc.

 

O Midrash Tanhuma nos conta que até a primeira palavra dos Dez Mandamentos, Ano’hi (Eu) que engloba todos os mandamentos positivos da Torá é uma palavra retirada da língua egípcia antiga.

 

O motivo que essas palavras fazem parte da Torá que é toda de AShem é para que recaia a santidade da Torá sobre essas palavras e por meio disso as línguas dos povos se tornam refinadas para que se possa “repassar” a Torá por meio delas .

 

Isso acontece nos idiomas atuais também. O que a Torá fez em curta escala somente indicando que isso é possível, e Moshe Rabeinu fez em larga escala , traduzindo toda a Torá para setenta línguas que são as raízes de todos os idiomas, aparentemente foi uma dica para a nossa situação atual.

 

Surgiram novos idiomas, todos derivados daquelas setenta línguas, e nós somos os que estão refinando esses novos idiomas quando repassamos a Torá por meio deles.

 

Na torre de Bavel aconteceu um milagre que deu origem a setenta línguas e delas saíram todos os idiomas que existem hoje.

 

Sabemos que a “Lingua Santa” , que por meio dela D’us criou o mundo, foi falada por Adam e Havá (Adão e Eva) e continuou sendo falada por pessoas de cada geração também depois da torre de Bavel.

 

A maior prova disso é que o Povo de Israel que desceu para o Egito não mudou a sua língua que era a mesma desde a criação do mundo.

 

O Tossfot Yom Tov nos conta que o Hebraico antigo, que foi a primeira língua existente no mundo, deu origem ao aramaico, e o aramaico ao árabe.

 

Poderíamos pensar, será que o aramaico, sendo que é um derivado da “Língua Santa” já vem com a santidade do”Idioma Divino”?

 

A Torá nos dá a dica: Está escrito: “Yaakov chamou aquele lugar de “Gal Ed” e Lavan de “Yegar Sahaduta”.

 

Ou seja, tanto os idiomas derivados da “Língua Santa” quanto os derivados das outras línguas são o idioma de “Lavan o Arameu” e precisam ser refinados pela Torá !

 

O motivo que isso teve que ser feito especificamente por Moshe Rabeinu é porque todos os assuntos da Torá foram dados para o povo de Israel por meio de Moshe , “Moshe recebeu a Torá no Sinai”, a tal ponto que disseram nossos Sábios :-“Tudo que um aluno experiente vai inovar já foi dado para Moshe no Sinai”.

 

Por isso também o fato de serem chamados de “Torá” os assuntos de Torá ditos nas setenta línguas, isso teria que ser revelado pelo próprio Moshe Rabeinu.

 

Porque Moshe pediu para o povo de Israel escrever a Torá nas pedras em setenta línguas?

 

Fora o fato de Moshe ter explicado oralmente a Torá em setenta línguas, Moshe e os anciãos de Israel pediram ao povo que no dia em que atravessassem o rio Jordão erguessem pedras grandes e escrevessem nelas todas as palavras desta Torá nessas setenta línguas.

 

Cada uma nas suas próprias letras, como nos contou o grande Tzadik Rabi Moshe ben Maimon, o Rambam, que a Torá foi escrita naquelas pedras com as letras de cada idioma.

 

Vemos aqui que Moshe Rabeinu conseguiu fazer com que não haja diferença entre traduzir a Torá oralmente para as setenta línguas diferentes e também escrever ela em setenta línguas, cada uma com as suas próprias letras.

 

Nos dois casos ela foi considerada “Torá” com toda a devida santidade relacionada a ela.

 

Por esse motivo, Moshe também teve que traduzir oralmente a Torá e também pedir para que ela fosse escrita na escrita de cada povo. Duas obras distintas.

 

Uma para que recaia a santidade da Torá sobre a língua dos povos e a outra para que essa santidade recaia também sobre a escrita desses povos.

 

Ou seja, para que os livros com assuntos de Torá escritos nas letras dos setenta idiomas e seus inúmeros derivados, também sejam chamados de Livros Sagrados, “Sifrei Kodesh”, e devam ser cuidados com o mesmo respeito que damos aos livros escritos na “Língua Santa”.

 

O que fez Moshe em suas últimas cinco semanas de vida?

 

Nosso quinto livro da Torá, Devarim, é conhecido como Mishnê Torá, a revisão da Torá. Seu conteúdo foi dito por Moshê ao povo judeu durante as cinco semanas finais de sua vida, enquanto o povo se preparava para entrar na Terra de Israel.

 

Moshe sabia que tinha os dias contados e pouquíssimo tempo de vida, e teria que se dedicar somente para fazer as coisas mais importantes.

 

Nesses dias ele estava traduzindo a Torá para setenta línguas para facilitar o estudo da Torá aos judeus, para dar mérito a judeus que só sabem falar outros idiomas, para tornar o acesso à Torá mais fácil.

 

Ele estava empenhado e dedicado para que pessoas que nem sabem falar a “Língua Santa” possam saber o motivo que D’us criou o mundo e o motivo pelo qual nós estamos aqui.

 

Moshe Rabeinu não só nos deu a Torá, mas também mostrou para nós que ela é a coisa mais importante que existe no mundo.

 

Rabino Gloiber

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Bamidbar- No deserto

Bamidbar

Nossa Parashá nos conta que AShem (D’us) pediu para Moshe Rabeinu contar o povo de Israel.

 

Rashi explica que o motivo dessa contagem é o grande amor que AShem tem por nós.

 

Durante os quarenta anos que estávamos no deserto nosso povo foi contado três vezes.

 

A primeira vez foi quando saímos do Egito. Antes de recebermos a Torá no Monte Sinai, Moshê Rabeinu contou nosso povo, como diz o versículo: ” e o povo de Israel viajou de Ramsés à Sucot seiscentos mil homens andando, fora as crianças.

 

Porque Moshê fez esse senso? Para receberem a Torá. Como foi feita essa contagem não está explícito na Torá. O versículo nos conta sobre ela de maneira indireta nos trazendo apenas o resultado final desse primeiro senso.

 

 
Quando o povo de Israel saiu do Egito, eles ainda tinham que cumprir somente 7 Mitzvot de Bnei Noa’h.

 

Talvez nesse nível ainda não houvesse a necessidade de contá-los de maneira indireta por meio de cada um trazer meio shekel e os shekalim serem contados, como aconteceu nas contagens posteriores.

 

Três censos foram feitos. O primeiro para que o povo de Israel recebesse a Torá e os outros dois para que a “Presença Divina” pairasse sobre eles.

 

Quando muitas pessoas morreram por causa do bezerro de ouro foram contados novamente, “aparentemente” para saber quantos sobreviveram.

 

Quando foi feito o Mishkan (o Templo móvel) para que pairasse sobre nós a She’hiná (a Presença Divina), novamente foram contados. E essa é a contagem da nossa Parashá.

 

No primeiro dia do primeiro mês da Torá, que é o mês de Nissan, foi montado o Mishkan. E por causa disso, no primeiro dia do segundo mês da Torá, que é o mês de Iyar citado aqui na nossa Parashá, nosso povo foi novamente contado.

 

E porque não foram contados imediatamente quando a Presença Divina pairou sobre nós por meio do Mishkan, mas AShem esperou um mês inteiro para contar o nosso povo?

 

Porque pela Torá um mês inteiro determina que algo é fixo, no caso, a She’hiná que é a Presença Divina que pairou sobre nós.

 

A contagem determina limites, e a fonte de todos os limites é o primeiro Tzimtzum, a grande ocultação Divina.

 

A partir desse fenômeno espiritual entramos em um esquema de “Luzes” e “receptáculos” até chegar à nós. Nossa Alma está na categoria de “Luz” e nosso corpo de “receptáculo”.

 

O problema com os limites é que eles descem até a “sitra a’hara” que é o “lado espiritual impuro”.

 

Os limites se tornam limites desnecessários, excessos de limite. Como por exemplo uma epidemia, que é desde um limite de saúde até um limite de vida, ou seja, a morte.

 

Por isso, quando o rei David pediu para fazer o censo do nosso povo de maneira direta, a consequência disso foi uma epidemia que dizimou dezenas de milhares do nosso povo.

 

O Rei David não achou que isso fosse uma coisa tão grave até ver com os próprios olhos a tragédia que aconteceu como consequência da contagem direta, algo que não teve precedentes por não ter sido feito de outra forma desde que recebemos o nosso upgrade com a entrega da Torá e nos tornamos oficialmente o povo escolhido.

 

Depois que o nosso povo recebeu a Torá e se tornou o povo sagrado no sentido da palavra, AShem pediu para contar o nosso povo indiretamente, e o motivo para isso foi exatamente esse, para que não acontecesse uma epidemia.

 

Ou seja, pediu para contar o nosso povo por causa do carinho que Ele tem por nós, e por outro lado pediu para Moshe nos contar de maneira indireta, por meio de cada um trazer uma moeda de meio Shekel. As moedas foram contadas e assim ficamos sabendo quantos éramos.

 

Então porque AShem pediu para nos contar indiretamente por causa do carinho que Ele tem por nós? Melhor não pedir para nos contar e evitar o risco…

 

Luzes e receptáculos

 

Como vimos antes, para as “Luzes espirituais” descerem à esse mundo elas precisam de um receptáculo que as contenham, como por exemplo nossa Alma que precisa nosso corpo para viver aqui neste mundo.

 

O corpo nos limita, mas sem ele não temos como interagir nesse mundo, e uma Alma neste mundo sem um corpo não é uma pessoa viva.

 

Assim também as grandes Bênçãos Divinas que pairaram sobre nós por meio da entrega da Torá e da construção do Mishkan precisavam de um recipiente, um limite que as comtesse nesse mundo, e esse recipiente foi a contagem.

 

Por isso, depois do bezerro de ouro fomos novamente contados, para que as grandes Bençãos Divinas que nos deixaram por causa da idolatria voltassem para nós depois que AShem desculpou o nosso povo.

 

E por isso AShem pediu para nos contar, por causa do carinho que Ele tem por nós. Mas a contagem teve que ser de maneira indireta para criar um receptáculo para que as Bençãos Divinas pudessem pairar sobre nós, mas que não fosse um receptáculo tão direto a ponto de dar a possibilidade de a “sitra ahara”, as forças do lado impuro, transformarem esse receptáculo que é um “limite”, em “limite de vida”.

 

E por isso nosso povo só foi contado nessas ocasiões e não foi contado quando realmente deveria ter sido contado, como no caso das guerras contra Midiã, Sihon e Og.

 

Daqui vemos que o único motivo verdadeiro dessas contagens foi para fazer um receptáculo para que as Bençãos Divinas pudessem pairar sobre nós.

 

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Nossa Parashá nos conta que AShem pediu para Moshe Rabeinu contar o povo de Israel junto com Aharon e com o presidente de cada tribo

 

Diz o Zohar que a Benção Divina não paira sobre uma coisa contada, e quando a Benção Divina deixa de pairar sobre algo, a “sitra ahara” (o lado impuro) paira sobre isso podendo trazer um prejuízo e até mesmo a morte e por isso não devemos contar as pessoas do jeito normal, um dois três quatro….

 

Então como pode ser que o próprio D’us pede para contar o nosso povo?

 

Dizem nossos Sábios que nesse caso foi pedido de cada homem de vinte anos para cima no caso de todas as tribos for a a tribo de Levi, e no caso da tribo de Levi de um mês de idade para cima, darem uma moeda de dez gramas de prata chamada de “beka”.

 

Somente as moedas foram contadas, e sendo que cada um deu uma moeda, sabemos a contagem do nosso povo sem precisar contá-los.

 

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A tribo de Levi foi contada a partir de um mês de idade e mesmo assim o número dela foi menor do que a metade de qualquer uma das outras tribos.

 

Dizem nossos Sábios que a tribo de Levi não foi escravizada pelos egípcios.

 

As tribos que foram escravizadas receberam uma Benção Divina sobrenatural, e quanto mais os egípcios afligiam eles, mais eles cresciam e se multiplicavam.

 

A tribo de Levi cresceu de maneira natural, e todas as outras tribos seriam também pequenas como ela se não tivessem sofrido.

 

Diz o Zohar que na ordem das Sefirot, a Guevurá que é a fonte dos sofrimentos antecede a Tiféret, chamada de “corpo”, que é a fonte da coisas boas. Se não passamos pela Guevurá não temos como chegar à Tiféret.

 

Por esse motivo está escrito que relativo ao que eles sofreram, assim eles cresceram e se multiplicaram.

 

Quem sofreu mais, cresceu mais e se multiplicou mais, quem sofreu menos, como a tribo de Levi, cresceu menos esse multiplicou menos.

 

Por isso devemos sempre agradecer à AShem pelos sofrimentos da mesma maneira que agradecemos pelas coisas boas, sendo que por meio deles chegamos à Tiféret que é a fonte de todas as coisas boas.
 

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Nossa Parashá nos conta sobre a descendência de Aharon e Moshe, e na continuação ela fala sobre os filhos de Aharon e não cita os filhos de Moshe.

 

Então porque a Parashá nos diz que esses são os filhos de Aharon e Moshe ?

 

Para nos ensinar que todo aquele que ensina uma pessoa Torá, é como se tivesse dado a luz à ela.

 

Então não vamos perder essa oportunidade, sempre que pudermos ensinar alguém Torá vamos fazer isso com muita alegria!

 🌻🌻🌻

 

Na nossa Parashá AShem pede para Moshe Rabeinu fazer a contagem do nosso povo.

 

Rashi explica que por causa do amor que AShem tem por nós Ele nos conta o tempo todo.

 

E ainda sobre a contagem do nosso povo, sendo que no começo da nossa história como povo fomos contados, em breve, na época do Mashia’h seremos tão numerosos como a areia do mar que não tem como ser contada.

 

Como nos conta nossa haftará que trás a profecia de Oshea (Oséias) que fala sobre o enorme número de judeus que vai se revelar quando Mashia’h chegar e também sobre o amor que AShem tem por cada um de nós.

 

Nessa Aftará vemos isso de maneira bem clara.

 

A Guemará nos conta que AShem disse ao profeta Oshea que o povo de Israel não está se comportando de maneira correta (para que ele rezasse pelo nosso povo como fez Moshe Rabeinu).

 

A profecia de Oshea começa depois de ele, no lugar de rezar por nós, ter proposto à AShem trocar nosso povo por outro.

 

O desencadeamento dessa profecia é que o país das dez tribos conhecido como “reino de Israel” onde o profeta Oshea se encontrava e atuava se perdeu no meio dos povos do mundo mas volta de maneira imensurável na época do Mashia’h.

 

Geralmente os profetas tinham que ligar sua profecia à uma ação. No caso de Oshea, AShem pediu para ele se casar e ter filhos com uma prostituta.

 

Ele se casou com Gomer bat Dvalim que era prostituta filha de prostituta e que estava feliz com o que fazia.

 

Ela tinha filhos com os clientes e assim montou sua família, já havia se acomodado nessa profissão sem sonhar em sair dela e montar uma família normal.

 

Eles se casaram e tiveram um filho que D’us pediu para chamá-lo de Izreel, e assim o profeta Oshea profetizou que o nosso povo (aquelas dez tribos judaicas) seriam semeados (espalhados) entre os povos do mundo.

 

Depois eles tiveram uma filha que D’us pediu para chamá-la de “LoRuhama” profetizando que D’us não vai ter piedade do nosso povo, no more chance.

 

Depois eles tiveram mais um filho que D’us pediu para chamar de “LóAmi” profetizando que o povo de Israel não é mais o povo de
AShem.

 

Vemos na prática que tudo isso aconteceu com o país das dez tribos.

 

No final D’us pede para ele se divorciar…

 

O profeta não concordou e disse para AShem (D’us):-Eu tenho filhos com ela, como posso tirar ela de casa ou me divorciar? No way!

 

Então AShem disse para o profeta:- Se até você que não tem certeza se sua esposa é só sua e se os filhos são realmente seus, mesmo assim já não é capaz de quebrar a família, como poderia Eu trocar o povo de Israel por outro povo?

 

Nessa hora o profeta entendeu que fez um erro de avaliação e rezou forte para que AShem invertesse sua profecia.

 

Sendo que uma profecia negativa não é obrigada a acontecer, a profecia se inverte e AShem diz para o profeta que no lugar de Ló Ami, “não é meu povo”, eles serão chamados de filhos do D’us vivo. (Filhos, ou seja, ainda mais queridos do que povo! Seguindo a regra da Torá de que depois de cada descida obrigatoriamente acontece uma grande subida)

 

E a profecia continua, dizendo que nós (que somos chamados de judeus porque somos descendentes da tribo de Yehudá e Beniamin) vamos chamar nossos irmãos (das dez tribos) de “nosso povo” e nossas irmãs (das dez tribos) de Ruhama (nosso consolo).

 

Conclusão, quem está triste em acreditar que o povo de Israel se limita aos poucos milhões da contagem oficial vai ficar maravilhado quando em breve essa profecia acontecer!

 

Rabino Gloiber
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Torá escrita e Torá oral

Torá escrita e Torá oral

Certa vez uma pessoa (que não era judeu) perguntou ao grande Sábio Hilel :-Quantos tipos de TORÁ vocês tem? Dois, respondeu Hilel. Torá escrita e TORÁ oral. Ouvindo isso a pessoa declarou :- Na TORÁ escrita eu acredito mas na oral não, eu quero me converter ao judaísmo na condição de que você só me ensine a TORÁ escrita. Hilel concordou. No primeiro dia de estudos Hilel ensinou ele a ler a TORÁ escrita.

Mostrou para ele a letra Alef em hebraico e explicou para ele que isso é um Alef. Mostrou o Beit e explicou que isso é um Beit, e o mesmo fez com as outras letras. Na outra aula Hilel mostrou para ele a letra Alef e explicou que isso é o Dalet. O aluno se espantou e disse :- Mas ontem você não me explicou assim!

Você confiou no que eu te expliquei oralmente ontem?

Disse Hilel, então você tem que confiar também na outra coisa que eu te disse , que também a TORÁ oral foi dada por D’us! (ou seja, sem a TORÁ oral não saberíamos nem ler e nem entender a TORÁ escrita, e isso é a prova de que elas são uma coisa só)

Quando D’eus nos deu a TORÁ elas eram duas desde o começo. Uma escrita e uma oral. Moisés ,o maior de todos os profetas escreveu a TORÁ escrita e explicou oralmente como colocar ela na prática, ou seja, de que forma cumprir o que está escrito. Em outras palavras ,o como cumprir a Mitzvá é chamado de TORÁ oral.

A TORÁ escrita pelo maior dos profetas continuou sendo escrita posteriormente por menores profetas até o exílio da Babilônia que aconteceu depois da destruição do primeiro Templo de Jerusalém .

Os últimos profetas viveram no exílio da babilônia, época em que o império persa dominava o mundo.

Na época em que o segundo Templo foi construído e chegou a época do império grego e depois do império romano não tínhamos mais profetas, e portanto não tivemos mais TORÁ escrita do que aquela que foi escrita até o exílio da babilônia,ou seja, 24 livros. Posteriormente a TORÁ oral foi escrita incluindo a TORÁ oculta conhecida como Kabala.

A TORÁ oral continua sendo escrita a cada geração sendo que surgem novas situações que precisam ser esclarecidas, comparadas às anteriores, diagnosticadas e classificadas .

As pessoas precisam de explicações com mais detalhes e etc. As explicações dos Sábios de cada geração de como cumprir a TORÁ da maneira correta naquela geração também é chamada de TORÁ oral. Em resumo, o que chamamos de TORÁ inclui TORÁ oral e escrita .A TORÁ escrita é composta de 24 livros e a oral hoje já chega à milhares de volumes

data Judaica

O Rebe de Lubavitch e o Monte Sinai

O Rebe de Lubavitch e o Monte Sinai

 

Quando os soldados de Israel conquistaram a Península do Sinai, alguns soldados chegaram à montanha conhecida internacionalmente como Monte Sinai .

 

Um desses soldados se chamava Moshe e estava muito animado com o fato de estar pisando onde (talvez) nossos ancestrais estiveram há três 3338 anos atrás junto com o primeiro Moshe, Moshe Rabeinu (Moshe nosso Mestre).

 

Ele se aproximou pensando que poderia estar onde o povo judeu foi criado como um povo, onde recebemos a Torá, e subiu animadamente para a montanha que em Árabe é chamada de onde jab el Mussa, (Monte de Moisés).

 

No entanto, chegando lá em cima, ao contrário da expectativa que ele tinha de transcendência espiritual, de uma alegria especial, ele não sentiu nada.

 

Apenas uma decepção. Ele não sentiu que essa era a montanha certa, não sentiu que lá era o Monte Sinai.

 

Depois que o soldado Moshe voltou da frente de batalha para sua casa, ele enviou uma carta ao Rebe de Lubavitch expressando seus sentimentos sobre a identificação da montanha.

 

O Rebe respondeu para ele com as seguintes palavras: “Em resposta ao que você escreveu que escalou uma montanha achando que lá era o Monte Sinai e não sentiu que era a mesma montanha”.

 

Continua o Rebe dizendo:

 

A localização física ou geográfica do Monte Sinai não tem para nós nenhum significado especial, porque todo o significado do Monte Sinai é que nele recebemos a Torá com o objetivo de cumprir a Torá conforme necessário, pois ela se torna parte integrante de nossas vidas.

 

A Torá, continua o Rebe escrevendo para o soldado, é “Torá de Vida”, não é simplesmente um ensinamento mas também um modo de vida para nós.

 

A Torá é “o manual de instruções do mundo” e suas instruções são eternas, tanto para o mundo quanto para todo judeu a qualquer hora e em qualquer lugar.

 

A verdade é, explica o Rebe, que todo judeu em sua alma está vinculado com a Torá, mesmo que às vezes pareça se comportar de maneira um pouco diferente.

 

E esse é realmente o segredo da metodologia de Habad: trazer todo judeu ao amor ao próximo de forma tranquila, por meio de um caminho de amor, e devolvê-lo à Torá dada no Monte Sinai, sem confundir e esconder a verdade da Torá.

 

Apenas removendo a cobertura que esconde seu verdadeiro vínculo (desse judeu) com a Torá.

 

E o Rebe termina sua carta com um resumo prático: não é suficiente entender a Torá ou o sentimento positivo que o judeu tem pela Torá, ele deve realmente colocar tudo em prática, cumprir as Mitzvot, porque esse é o propósito do homem.

 

Então, se te perguntarem “onde exatamente está o Monte Sinai?” Você pode apontar para sua localização exata: é bem aqui, dentro do coração, onde minha mente e a sua estão conectadas com a Torá.

 

Mas isso não basta, continua o Rebe, você tem que descer da montanha, ou, mais corretamente: dar vida à montanha, à vida cotidiana e, de fato, agir de acordo com as instruções que recebemos de AShem no Monte Sinai, ou seja, de acordo com a Torá.

 

 

Rabino Gloiber

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As sete Sefirot emocionais e a Sefirat a Omer

As sete Sefirot emocionais e a retificação de alma do ser humano

 

Sefirat a Omer é a época para as pessoas se fortalecerem e refinarem a sua alma. Esse período é também conhecido por ser uma época de luto – não se realizam casamentos ou festas, nem sequer cortamos os cabelos. 

 

Para os sefaradim, este período de luto dura até Lag baOmer (o 33º dia do Omer); para muitas comunidades ashquenazim, dura até Shavuot. 

 

A explicação popular para essa ser uma época sombria no ano judaico é que estamos lembrando a morte de 24.000 alunos de Rabi Akiva, que pereceram nessa época do ano.  

 

Mas se trata de uma explicação superficial, pois, como se sabe, mesmo o período de luto pela destruição do Templo Sagrado e o consequente exílio do Povo Judeu não dura mais do que três semanas – de 17 de Tamuz a 9 de Av. 

 

A razão profunda para a não realização de casamentos ou festas e nem cortar os cabelos durante Sefirat a Omer é que se trata de semanas que exigem total concentração e empenho na elevação espiritual da pessoa. 

 

São semanas nas quais não há tempo nem espaço para frivolidade, diversão ou eventos mundanos, como cortar os cabelos.

 

Além das necessidades do cotidiano, como o trabalho, a família e o cuidado com nosso bem-estar, toda a nossa energia deve ser dedicada ao processo de autoexame e refinamento espiritual.  

 

À parte de Sefirat a Omer, há um outro período durante o ano judaico em que nos dedicamos à autorretificação e purificação – os Dez Dias de Teshuvá, que se iniciam em Rosh Hashaná e culminam e finalizam na conclusão do Yom Kipur. Contudo, há uma diferença significativa entre esses dez dias e o Sefirat a Omer.

 

Sefirat a Omer não é uma época de correção de nosso comportamento, mas de retificação da nossa Alma.

 

Durante esse período, temos que examinar não tanto nossos atos externos, mas nosso “eu profundo”: somos obrigados a melhorar não nossas ações, mas quem somos. Sob muitos aspectos, isso requer esforço ainda maior do que se exige de nós durante os Dez Dias de Teshuvá, os Dez Dias de Penitência.

 

Pois mesmo uma pessoa da mais alta estirpe espiritual – que age da melhor maneira possível, tanto com seus semelhantes quanto com D’us – sempre pode aperfeiçoar-se espiritualmente. 

 

Mesmo quem realiza uma abundância de atos de bondade necessita corrigir defeitos de caráter e falhas espirituais. Para podermos receber a Torá adequadamente, não basta melhorarmos nossos atos e nos arrependermos de nossos erros, como fazemos nos Dez Dias de Teshuvá. Há que ocorrer um processo relativamente longo e sincero de autorreflexão e autorrefinamento. 

 

É notável que os três Patriarcas do Povo Judeu – Avraham, Itzhak e Yaacov, os fundadores de nosso povo – viveram centenas de anos antes de a Torá ser ofertada; e, mesmo assim, nossos Sábios ensinam que eles cumpriam seus mandamentos antes mesmo de a termos recebido.

 

 O Talmud explica que se alguém tem o elevado nível de refinamento espiritual de nossos Patriarcas – que eram verdadeiros gigantes de espírito – essa pessoa tem condições de cumprir a Torá espontaneamente, sem ter que recebê-la dos Céus.

 

A razão para tal é que quanto mais refinada espiritualmente a pessoa fica, mais sintonizada com a Vontade e a Sabedoria de D’us estará – realmente integrada à Torá.

 

Os dias de Sefirat a Omer – período de preparação para receber a Torá  – são dias de crescimento interior – uma época de autoaperfeiçoamento e de luta contra todos os traços de nossa personalidade que impedem nosso desenvolvimento espiritual. Como a pessoa realiza o processo de retificar seu caráter?

 

Ela o faz aperfeiçoando as sete Sefirot emocionais, por meio das quais a alma de cada um de nós se manifesta.

 

Sefirat a Omer dura 49 dias – sete semanas.  Cada uma delas corresponde e é dedicada a uma das sete Sefirot emocionais: hessed, Guevurá, Tiferet, Netza’h, Hod, Yessod e Mal’hut.

 

Cada um dos 49 dias corresponde a uma combinação diferente das Sefirot: por exemplo – o segundo dia da primeira semana de Omer corresponde à Guevurá de hessed, ao passo que o primeiro dia da segunda semana corresponde à hessed de Guevurá. 

 

Definimos hessed como Bondade e Generosidade; Guevurá como Severidade e Julgamento; Tiferet como Beleza e Harmonia; Netza’h como Ambição e Vitória; Hod como Glória e Humildade; Yessod como Carisma; e Mal’hut como Nobreza e Liderança.

 

Toda emoção humana e os pensamentos, palavras e atos que desencadeiem estão relacionados com as sete Sefirot emocionais, em geral a uma combinação delas. 

 

É muito raro o ser humano manifestar uma Sefirá pura; com frequência, manifesta mais de uma combinada, produzindo diferentes resultados. Exemplificando: hessed de Guevurá é bem diferente de Guevurá de hessed. 

 

O primeiro trata de ser bondoso mesmo em uma situação que exige que ajamos com severidade. Por vezes temos que disciplinar uma criança (Guevurá), mas tem que ficar evidente que isso está sendo feito por amor e para o bem da criança (hessed); ao passo que a Guevurá de hessed trata de restringir nossa generosidade. Não podemos dar a nossos filhos tudo o que pedem (Guevurá) para não mimá-los; isso acabará sendo em seu próprio bem (hessed).

 

A primeira semana do Omer consiste em retificar a primeira Sefirá emocional de nossa alma, hessed. O primeiro dia da contagem desse período tão especial é época de refinar a hessed de Chessed; o segundo dia, a Guevurá de hessed; o terceiro dia, a Tiferet de hessed, e assim por diante. 

 

A segunda semana do Omer refere-se à Sefiráda Guevurá e, portanto, o primeiro dia corresponde à hessed de Guevurá; o segundo, à Guevurá de Guevurá; o terceiro dia à Tiferet de Guevurá, e assim por diante. A terceira semana é Tiferet; a quarta, Netzach; a quinta, Hod; a sexta, Yessod e, a sétima, Mal’hut.

 

O primeiro dia de cada semana da contagem do Omer é hessed; o segundo é sempre Guevurá; o terceiro, Tiferet; o quarto, Netzach; o quinto, Hod; o sexto, Yessod e, o sétimo, Mal’hut. 

 

Durante essas sete semanas, devemos nos refinar internamente, dia após dia, estágio após estágio, de modo a receber a Torá em Shavuot. 

 

Quando sinceramente corrigimos nossas Sefirot emocionais e suas combinações – quando há um verdadeiro aperfeiçoamento espiritual e não mera autoilusão – nossas almas se tornam mais refinadas; tornamo-nos seres humanos melhores.

 

Certamente é possível fazer contato com a Torá sem primeiro ter passado por esse processo de refinamento espiritual – qualquer pessoa pode ir à sinagoga em Shavuot e virar a noite estudando, ouvir os Dez Mandamentos e decidir que deseja estar mais conectado a D’us e à Sua Vontade e Sabedoria. 

 

Mas sem o preparo espiritual de Sefirat HaOmer, o impacto da Torá sobre nós não acontece em sua plenitude. Assim como quem refina seu paladar terá mais condições de discernir e apreciar os diferentes sabores, também aquele que refinar sua alma estará melhor preparado para se relacionar com a Torá, que é o alimento da alma.

 

Cada dia de Sefirat a Omer corresponde a uma outra dimensão de nossa alma. Contamos os 49 dias para cumprir um mandamento Divino, mas esse cumprimento deve ser repleto de significado, e não automático. 

 

A contagem dos 49 dias deve levar à preparação condigna para o recebimento da Torá. Sob esta óptica, essas sete semanas são um período solene do ano que servem como ponte que nos permite alcançar a festa de Shavuot. 

 

Nela, a luz passa a brilhar e irrompe a alegria – é o dia em que nós, assim como o fizeram nossos antepassados, postamo-nos perante o Eterno e recebemos a Sua Torá, o elo que liga o finito ao Infinito.

🌻🌻🌻🌻🌻

Entre Pessach e Shavuot contamos durante 49 dias a “Sefirat Haomer” (contagem do omer).

Esse mandamento da Torá tem um lado muito profundo.

Em Pessach fomos libertados do Egito, terra das limitações materiais e espirituais e em Shavuot vamos receber a Torá.

Entre a saída das “limitações” e o recebimento da Torá temos que refinar 49 aspectos diferentes da nossa personalidade, 49 combinações diferentes dos nossos sentimentos.

Porque não esperamos até o recebimento das Torá para reinventar as nossas atitudes?

Porque se acrescentarmos a Torá à um mal caráter, somos capazes de usar essa Torá para justificar esse mal caráter, e no lugar de ela se tornar um remédio para a nossa alma ela se torna um veneno

Por isso temos sempre que revisar o nosso comportamento em todos os seus 49 aspectos e nunca errar achando que o fim justifica os meios

Como disse Raba na Guemará :- O objetivo da sabedoria é a Teshuvá e as boas ações, para que não aconteça de uma pessoa estudar Torá e depois sair por aí dando pontapés no seu pai, na sua mãe, no seu rabino e etc…

Então, vamos aproveitar essa abertura lá de cima e refinar o nosso caráter , muita generosidade , muita alegria e muita tranquilidade em todas as situações!

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

Bamidbar 🌻 No deserto

 

Começamos um novo livro, o quarto livro do pergaminho de Moshe que contém cinco livros em um único pergaminho.

 

Nosso livro atual se chama Bamidbar que quer dizer “no deserto ‘

 

 

Na nossa Parashá AShem pede para Moshe Rabeinu fazer a contagem do nosso povo.

Rashi explica que por causa do amor que AShem tem por nós Ele nos conta o tempo todo.

 

E ainda sobre a contagem do nosso povo, sendo que no começo da nossa história como povo fomos contados, em breve, na época do Mashia’h seremos tão numerosos como a areia do mar que não tem como ser contada.

 

Nossa Aftará nos trás a profecia de Oshea (Oséias) que fala sobre o enorme número de judeus que vai se revelar quando Mashia’h chegar e também sobre o amor que AShem tem por cada um de nós.

 

Nessa Aftará vemos isso de maneira bem clara.

 

A Guemará nos conta que AShem disse ao profeta Oshea que o povo de Israel não está se comportando de maneira correta (para que ele rezasse pelo nosso povo como fez Moshe Rabeinu).

 

A profecia de Oshea no lugar de rezar por nós, propõe  à AShem trocar nosso povo por outro.

 

O desencadeamento dessa profecia é que o país das dez tribos conhecido como “reino de Israel” onde o profeta Oshea se encontrava e atuava, se perdeu no meio dos povos do mundo mas volta de maneira imensurável na época do Mashia’h.

 

Geralmente os profetas tinham que ligar sua profecia à uma ação. No caso de Oshea, AShem pediu para ele se casar e ter filhos com uma prostituta.

 

Ele se casa com Gomer bat Dvalim que era prostituta filha de prostituta e que estava feliz com o que fazia.

 

Ela tinha filhos com os clientes e assim montou sua família, já havia se acomodado nessa profissão sem sonhar em sair dela e montar uma família normal.

 

Eles se casam e tem um filho que D’us pede para chamá-lo de Izreel profetizando que o nosso povo (aquelas dez tribos judaicas) vai ser semeado  (espalhado) entre os povos do mundo.

 

Depois eles tiveram uma filha que D’us pede para chamá-la de “LoRuhama” profetizando que D’us não vai ter piedade do nosso povo, “no more chance”!

 

Depois eles tem mais um filho que D’us pede para chamar de “LóAmi” profetizando que o povo de Israel não é mais o povo de AShem.

(Vemos na prática que tudo isso aconteceu com o país das dez tribos).

No final D’us pede para ele se divorciar…

 

O profeta não concorda e diz para AShem:-Eu tenho filhos com ela, como posso tirar ela de casa ou me divorciar? No way!

 

Então AShem diz para o profeta:- Se até você que não tem certeza se sua esposa é só sua e se os filhos são realmente seus, mesmo assim já não é capaz de quebrar a família, como poderia Eu trocar o povo de Israel por outro povo?

 

Nessa hora o profeta entende que fez um erro de avaliação e reza forte para que AShem inverta a profecia.

 

Sendo que uma profecia negativa não é obrigada a acontecer, a profecia se inverte e AShem diz para o profeta que no lugar de Ló Ami, “não é meu povo”, eles serão chamados de filhos do D’us vivo. (Filhos, ou seja, ainda mais queridos do que povo, seguindo a regra da Torá de que depois de cada descida obrigatoriamente acontece uma grande subida).

 

E a profecia continua, dizendo que nós (que somos chamados de judeus porque somos descendentes da tribo de Yehudá e Beniamin) vamos chamar nossos irmãos (das dez tribos) de “nosso povo” e nossas irmãs (das dez tribos) de Ruhama (nosso consolo).

 

Conclusão, quem está triste em acreditar que o povo de Israel se limita aos poucos milhões da contagem oficial vai ficar maravilhado quando em breve essa profecia acontecer!

 

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