O que é uma Profecia?

 

לעילוי נשמת שרה פעלדמאן לוי ז”ל

 

 

Nossa Parashá nos conta um fato muito interessante. Tzipora, esposa de Moshe Rabeinu deixou vazar um desabafo que daria a entender de que seu marido, por ser um profeta, não tinha mais tempo para ela.

 

Aaron e Miriam também eram respectivamente profeta e profetiza e mesmo assim tinham tempo para viver com seus cônjuges.

 

Moshe era o irmão mais novo deles e eles contestaram o comportamento de Moshe achando que todos os profetas são iguais e Moshe não é exceção.

 

Quase que eles tinham razão!

 

Mas…nessa hora AShem se revela para os três, Moshe Aharon e Miriam, e mostra para eles que existem níveis diferentes de revelação profética.

 

Essa passagem aparece em uma linguagem exclusiva que é explicada pelo Zohar e pela Guemará :

 

A profecia não é somente uma informação Divina mas para ela acontecer ela tem que se incorporar no mundo causando uma transformação nele.

 

Para a profecia se incorporar no mundo ela tem que primeiramente ser incorporada pelo profeta e por meio dele ela se reveste no mundo material causando a mudança da natureza naquele assunto específico que foi profetizado.

 

A revelação e incorporação da profecia para Moshe Rabeinu era direta, como alguém que olha por uma janela de vidro transparente e vê claramente o que há do outro lado, uma profecia clara e objetiva, na linguagem dos nossos Sábios “Aspaklaria Meirá” (vidro transparente)

 

A revelação da profecia para todos os outros profetas é oculta e indireta, um nível mais baixo, e também levando em consideração a capacidade do profeta de incorporá-la .

 

Nesse caso ela acontece por meio de visões e sonhos, por meio de exemplos e enigmas, como alguém que olha para um espelho que reflete a imagem e não está vendo ela diretamente mas sim um reflexo dela que tem que ser decifrado, na linguagem dos nossos Sábios “Aspaklaria Sheeina Meirá” (um vidro que não é transparente)(Algumas palavras no aramaico da Guemará tem origem no latim por causa da colonização romana em Israel, provavelmente a palavra aspaklaria vem de “specularia” que em latim é o vidro da janela)

 

No contexto da profecia existem alguns critérios

 

A Revelação Divina só acontece em um lugar adequado, em um ambiente adequado e sobre uma pessoa adequada para recebê-la, e também tem que ser de acordo com o nível que o profeta pode incorporar senão ele não sobrevive à própria profecia

 

O profeta Yoná (Jonas) tentou fugir para o “lugar inadequado”, ou seja, para fora da Terra Santa, para que a profecia em relação à Nínive não descesse ao mundo por meio dele

 

Nahar Kvar, o rio que “já foi”

 

O profeta Yehezkel recebeu sua profecia na Babilônia, lugar inadequado, como ele próprio diz :- “e eu estou dentro da Golá (exílio) sobre o rio Kvar

 

Explica Rashi que dentro da “Golá” quer dizer fora da terra de Israel

 

Diz o Zohar que se não fosse o próprio acontecimento comprovando que isso aconteceu não saberíamos que isso poderia acontecer

 

A Guemará no tratado de Moed Katan nos conta que a profecia não paira sobre o profeta fora da terra de Israel e explica que quando o profeta Yehezkel diz que estava no rio “kvar” na Babilônia ele está indicando assim que a profecia dele já tinha começado antes

 

A palavra kvar quer dizer que já foi ou já estava, nos indicando que essa profecia já começou a acontecer antes, na terra de Israel (essa é a segunda explicação de Rashi lá)

 

Rashi explica essa passagem da Guemará também de outra forma, que a palavra kvar (já foi) quer dizer que a profecia do profeta Yehezkel mesmo sendo desde o começo fora da terra de Israel, “já foi” mas não será mais dessa forma

 

Diz o Zohar em Le’h Le’há que aquela profecia aconteceu na Babilônia naquela ocasião porque o povo de Israel precisava dela naquela hora por causa do sofrimento que eles estavam passando

 

Dessa linguagem entendemos que o Zohar não opina como Rashi mas sim que a profecia pode acontecer às vezes, quando necessário, fora da terra de Israel, principalmente por causa dos sofrimentos do nosso povo.

 

E até Rashi que diz que o profeta Yehezkel não teve outra profecia porque estava fora da terra Santa, não determina que isso está impedido de às vezes acontecer

 

Da linguagem do Zohar em Ytró vemos que ele opina que a profecia pode acontecer fora da terra de Israel também de maneira fixa para comunicar ao povo as palavras Divinas

 

O Rambam nos trás a lei na prática, e aparentemente ele opina como o Zohar em Ytró, sendo que o Rambam abrange todos os detalhes sobre o assunto das profecias mas omite o fato de que estar na terra de Israel seja uma condição (Rambam Hil’hot Yessodei Hatorá)

 

Avraham Avinu, nosso primeiro patriarca era a pessoa adequada no lugar adequado, mas Lot estava morando ao lado dele e se comportando como em Sodoma, fazendo com que o ambiente ficasse inadequado .

 

AShem se revelou para Avraham naquele mesmo lugar somente depois que Lot saiu de lá e foi morar em Sodoma, e o ambiente de Avraham voltou a ser adequado.

 

Mesmo assim a profecia era somente no nível que ele tinha a capacidade de incorporar.Yaakov Avinu, nosso terceiro patriarca teve uma revelação profética quando fugiu de Essav.

 

Essa revelação foi por meio de um sonho que é o nível mais baixo do recebimento de uma profecia.

 

Diz o Zohar que o motivo disso foi o fato de Yaakov ainda não estar casado, e mesmo estando em Beit E-l, lugar adequado, ainda não era a pessoa totalmente adequada por estar solteiro.

 

Depois que ele se casou em Haran, teve uma revelação profética novamente por meio de sonho, aí ele já era a pessoa adequada mas o lugar, Haran na Síria, fora da terra de Israel, não era adequado e por isso o nível da profecia foi o mais baixo.

 

Quando ele voltou casado, para a “Terra Santa”, a revelação profética já aconteceu para ele estando acordado e por meio de uma visão.

 

Mas ela ainda era no nível dos patriarcas, não tinha chegado ao nível de Moshe, e mesmo assim diz o Zohar que esse nível só foi alcançado porque seu pai Itzhak já havia falecido, mais um critério na profecia

 

Enquanto um profeta está no mais alto nível possível da sua época outro profeta não tem como acessar à esse nível.

 

Diz o Zohar que Moshe teve o maior de todos os níveis de profecia, ele incorporava a revelação profética para trazê-la ao mundo diretamente, em pé e com toda a sua força e energia, via a revelação claramente.

 

Diferente dos outros profetas que na hora de incorporar a profecia caíam sobre suas faces, enfraqueciam e não tinham a capacidade de incorporar a profecia claramente.

 

E qual era o motivo dessa fraqueza? Diz o Zohar que era pelo fato de o “anjo de Essav” ter ferido a perna de Yaakov e Yaakov ter saído mancando desse acontecimento.

 

Espiritualmente o anjo ”sugou” a força das pernas de Yaakov causando com que depois disso nenhum profeta conseguisse incorporar, trazer para esse mundo a profecia do que AShem vai fazer para os “Bnei Essav”, e se a profecia não descesse ela não aconteceria(de acordo com Don Itzhak Abarbanel os Bnei Essav são os povos da Europa e suas ramificações coloniais)

 

Somente o profeta Ovadiahu (Abadias), um profeta que originalmente se converteu ao judaísmo e era proveniente de Edom que eram os descendentes diretos de Essav conseguiu incorporar a profecia do final dos Bnei Essav

 

Porque sobre ele o assunto espiritual do anjo de Essav não recaiu pelo fato de ele ser um “guer” dos Bnei Essav. Ele pôde incorporar claramente a profecia do final de Essav e não enfraqueceu, e nenhum outro profeta pôde incorporar isso.

 

Moshe é a excessão de todas essas regras por estar em um nível tão alto que poderia incorporar claramente qualquer revelação sem enfraquecer.

 

Diz o Zohar que Moshe recebia a profecia em um nível de Sefirat HaTiferet de Atzilut , nível espiritual que nenhum profeta teve acesso

 

Diz o Ari Zal que o Mashiach vai ser a reencarnação de Moshe Rabeinu e vai revelar para todos nós as maravilhas ocultas da Torá.

 

Rabino Gloiber

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Tzaraat – O castigo para quem suspeita de alguém que não fez o que ele suspeita

 

Tzaraat, o castigo para quem faz um erro de suspeita

 

A Parashá nos conta que Miriam, por ter falado de Moshe ficou “metzoraat” como neve por uma semana

 

A tzaraat não é um tipo de lepra, não é uma doença mas sim uma manifestação espiritual

 

Don Itzhak Abarbanel nos conta que se a tzaraat fosse doença a Torá pediria para encaminhar o portador dela para o médico sendo que a Torá deu permissão, ou seja, deu uma força espiritual para o médico curar.

 

No caso da tzaraat a pessoa não é levada para o médico em nenhuma etapa mas é feito um diagnóstico pelo Cohen (o sacerdote) e no final um ritual religioso.

 

A fonte desse erro de tradução que entrou na nossa cultura foi a tradução da Bíblia para português feita por João Ferreira de Almeida que morava na Indonésia portuguesa.

 

Naquela época não haviam judeus nem em Portugal onde ele nasceu e nem na Indonésia para onde ele se mudou com 14 anos.

 

Vendo que está escrito que Miriam ficou “metzoraat como neve” e sem ter um Rabino para se consultar sobre as escrituras Judaicas, ele fez um enorme erro de tradução traduzindo a tzaraat como lepra que é uma doença na qual a Indonésia está entre os três países mais afetados por ela no mundo inteiro.

 

Don Itzhak Abarbanel também nos conta que se a tzaraat fosse doença ela seria encontrada em seres humanos, e o fato da mesma manifestação aparecer igualmente nas roupas, nas paredes e nas pessoas é mais uma prova de que ela é um assunto espiritual e não um tipo de lepra.

 

Em algumas traduções da Torá esse erro já está corrigido e a maior dificuldade em corrigi-lo é assumir que isso é um erro que erramos sessenta anos em seguida! Mas “antes tarde do que mais tarde”!

 

Aprendemos do que aconteceu com Miriam que se até Miriam a profetiza fez um erro de avaliação em relação à alguém tão próximo à ela como o próprio irmão, quanto mais nós que estamos longe de estar no nível dela e que avaliamos pessoas que estão longe de estarem próximas a nós.

 

Então o certo é sempre nos apoiar no ”benefício da dúvida” e julgar o nosso próximo de maneira positiva.

 

E mesmo quando não temos a mínima dúvida temos que saber que talvez o fato de não termos dúvida é erro nosso causado pela nossa nossa falta de informação, como foi no caso de Miriam.

 

Então, com o benefício da dúvida ou até mesmo quando não há dúvida nenhuma temos que julgar o nosso próximo somente de maneira positiva e assim também seremos julgados lá em cima.

 

 

Rabino Gloiber

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Muitas pesquisas em muitos países durante muitos anos chegaram a conclusão que : Quando a pessoa não ganha o que precisa não está feliz.

 

Quando ele já ganha o que precisa, nessa etapa está feliz.

 

Quando ganha acima disso, o dinheiro já traz preocupações .

 

Se eles tivessem pesquisado no Pirkei Avot, um livro judaico de mais de dois mil anos mas mais do que atual para hoje , não precisariam fazer muitas pesquisas em muitos países durante muitos anos.

 

Diz o Pirkei Avot :- Quem é rico? Quem está feliz com o que tem!

 

O mesmo Pirkei Avot também diz :- Quando crescem os bens crescem as preocupações. Ou seja, muito dinheiro traz muita preocupação!

 

Nosso Patriarca Avraham foi a exceção dessa regra. Ele usou seu dinheiro para fazer Tzedaká!

 

Abriu uma tenda no deserto aos quatro ventos, dava comida e bebida à todos que passavam e ensinava seus hóspedes à rezar para D’us que criou o mundo.

 

Sua riqueza, no lugar de ser fonte de preocupação, se tornou uma fonte de prazer, o prazer de ajudar o próximo materialmente e espiritualmente.

 

Nessa nossa geração pré-redenção já conseguimos ensinar Torá simultaneamente para quem está ao nosso lado e para quem está do outro lado do mundo pelas mais de mil aulas disponíveis nos nossos canais.

 

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Todos os dias, centenas de pessoas abrem nossas páginas à procura de informação, serviços, ou para fazer perguntas ao Rabino.

 

Alguém à procura de conselhos sobre seu casamento, alguém que quer começar a aprender Torá e não sabe por onde começar, e muitas e muitas coisas mais.

 

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Muito Sucesso

 

Muita Saúde

 

Muito dinheiro

 

E felicidades Judaicas de Toda a família
Grandes Milagres e em Grande Estilo

 

Rabino Gloiber
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Nassó

 

Nassó

 

 

Quando a Torá nos ensina uma regra , se há nessa regra alguma exceção, ela tem que estar na própria Torá.

 

A Torá nos ensina a proibição de apagar o nome de D’us, e aqui na nossa Parashá ela traz a exceção.

Não só uma permissão para apagar o nome de D’us, mas uma obrigação de apagá-lo em um certo caso que a Torá especifica.

 

E o que seria tão importante para a Torá justificar uma coisa dessas? O “Shalom Bait”! Ou seja, a harmonia familiar.

 

É permitido apagar o nome de D’us para salvar um casal do divórcio!

 

Daqui vemos a grandeza do Shalom Bait na Torá. Poderíamos imaginar que uma permissão para apagar o nome de D’us, fazer uma coisa tão grave, seria possível somente em casos raros e específicos. Mas não!

 

A Torá nivela por baixo. Ou seja, a Torá está permitindo isso para salvar o Shalom Bait de uma mulher que estava sendo assediada por alguém e o marido disse para ela não se trancar com o suspeito.

 

Imagine uma situação assim: Um belo dia (ou uma bela noite) o marido chega de viagem, bate na porta, e quem destranca a porta por dentro. E quem era ele? O próprio suspeito!

 

E a mulher aparece para justificar que esse mês ele não tinha onde dormir……então veio dormir em casa!

 

O marido com razão suspeita que algo tenha acontecido e quer divórcio!

 

Ele leva ela para o Beit Hadin (tribunal rabínico), ela diz que não traiu e o Beit Hadin não tem como verificar.

 

Consequentemente o Beit Hadin não pode tomar uma decisão, sendo que mandamentos da Torá que envolvem em certos casos até uma pena de morte, não são julgados por deduções e é necessário ter duas testemunhas oculares que sejam judeus religiosos e viram pessoalmente o próprio ato.

 

Na linguagem da Guemará, “o pincel dentro do tinteiro”, uma coisa dentro da outra, e isso é quase impossível de acontecer na frente desse tipo de testemunhas

 

Não tendo o que fazer, o Beit Hadin encaminha os dois para o Beit Hamikdash em Yerushaláim. No Beit Hamikdash os Cohanim (sacerdotes daquele turno) avisam que podem escrever a “Meguilat Sotá” copiando a “Parashat Sotá” da nossa Parashá com os nomes de D’us contidos nela, dissolver essa Parashá com os nomes de D’us dentro de um copo de água e dar para a mulher beber.

 

Se nada acontecer para ela, o marido pode ficar tranquilo porque foi só uma simples desobediência ao pedido dele mas nada aconteceu na prática.

 

Mas o Cohen avisa a mulher que caso ela tenha traído, se beber isso ela falece, e dá as últimas chances para ela não beber aquela água. No lugar disso ela pode receber o divórcio sem o valor da Ketubá e não assumir esse risco.

 

Se ela sabe que não traiu, ela pode beber essa água tranquila e o fato de ela não falecer vai ser a prova para o marido de que nada aconteceu, fora o susto.

 

E não só isso, se ela não tinha filhos, agora ela recebe uma indenização Divina pela vergonha que passou e recebe a bênção Divina para ter muitos filhos.

 

Aqui vemos a Infinita Bondade de D’us:

 

Não só que AShem pede para apagar o nome dele para fazer o Shalom Bait, mas ainda indeniza a mulher milagrosamente pela vergonha que ela passou!

 

 

É proibido proibir…

 

 

Por causa disso, depois que o Beit Hamikdash foi destruído é proibido proibir a mulher de se trancar com uma pessoa específica, mas deve-se falar para ela que os nossos Sábios instituíram o “Issur Yhud” que é a proibição genérica de uma mulher não se trancar sozinha com um homem que não seja seu marido, seu pai, seu avô, seu bisavô, seu filho, seu neto ou seu bisneto

 

 

Fique longe da mentira!

 

 

Quando você for convidado para um casamento, mesmo se a noiva for feia e antipática você deve dizer para o noivo que ele teve sorte de encontrar uma noiva tão bonita e simpática!

 

E essa é a Hala’há e de acordo com Beit Hilel!

 

O motivo para isso é porque na Torá, mais especificamente na nossa Parashá que é a Parashá que fala sobre esse assunto, não está escrito que é proibido mentir. Está escrito “fique longe da mentira”, deixando uma dica de que em certos casos é permitido mentir ou ainda mais, é uma Mitzvá mentir.

 

Explica o Baal Shem Tov que a mentira é como um veneno que quando usado na dose correta se torna um remédio que seria impossível fazer com outra coisa a não ser com o veneno.

 

Aharon Hacohen era esse especialista que conseguia usar a mentira na dose certa para fazer as pazes entre marido e mulher e entre as pessoas.

 

Mas a mentira na overdose volta a ser um veneno, e por isso, se não está claro que sabemos usar ela na composição certa, temos que ficar longe dela.

 

Quase como continuação do assunto da mulher que se “desviou” aparece a Parashat Nazir que nos ensina que, quando houver necessidade, podemos fazer um juramento de não beber vinho e não cortar o cabelo por um tempo determinado.

 

Esse tipo de juramento chamado de Nezirut não pode ser feito hoje em dia, depois da destruição do Beit Hamikdash, porque se for feito hoje não temos como desfazê-lo.

 

Dizem nossos sábios que o motivo da proximidade entre essas duas Parashiot é para sabermos quando chegou a hora de fazer esse juramento.

 

Quando vemos a Sotá (a mulher que se desviou) passar pelo que está passando, devemos aprender com isso a nos proteger de coisas que podem causar o nosso próprio desvio, como é o caso da embriaguez e da vaidade obsessiva.

 

Daqui aprendemos como nos relacionar ao que acontece à nossa volta. Não devemos pensar na pessoa que fez a coisa errada e acharmos que somos melhores do que ela por ainda não termos feito a coisa errada também.

 

Mas quando vemos alguém fazendo uma coisa errada devemos pensar que nós também não estamos imunes desse tipo de comportamento e investir no nosso próprio refinamento, pensar em como nos vacinar para não chegarmos a uma situação semelhante.

 

Depois da Parashat Nazir, como se fosse uma continuação dela, a Parashá nos trás as Bênçãos dos Cohanim, mostrando que esses três assuntos estão interligados.

 

Você se comporta bem com a esposa mesmo ela não dando motivo para isso, e no caso da mulher, você se comporta bem com o seu marido mesmo ele não dando motivo para isso, evitam beber para esquecer as mágoas mas esquecem as mágoas por motivo religioso de ser proibido guardar rancor, principalmente entre cônjuges.

 

E no mérito desse amor gratuito e união incondicional, AShem te dá todas as Bênçãos. Te dá muito dinheiro e te protege dos ladrões, te dá todas as Bênçãos e te protege para que você sempre possa ter proveito delas com muita saúde e alegria!

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

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🌻🌻🌻

Três categorias de impureza

Nossa Parashá nós conta sobre três casos de impureza nos quais a pessoa deveria acampar fora do acampamento do nosso povo, em média por uma semana, como aconteceu com Miriam a profetiza que era a irmã de Moshe.

 

Essas três impurezas que o portador delas tinha que acampar fora do acampamento do nosso povo estão dentro da categoria de impurezas espirituais.

 

Três categorias de impureza:

 

Impureza espiritual

 

Como por exemplo o “espírito de impureza” que entra no nosso corpo durante o nosso sono, quando nossa Alma tem acesso ao mundo superior.

 

Essa categoria de impureza é retirada por meio da “Netilat Yadaiim”. Lavamos as mãos de maneira intercalada pelas manhãs e assim nos purificamos dessa impureza.

 

Você pega com a mão direita um recipiente cheio de água e passa para a mão esquerda. Então você despeja um pouco dessa água inicialmente sobre a mão direita. Depois você segura novamente o recipiente com a mão direita, despejando um pouco dessa água na mão esquerda. Faça isso três vezes, alternadamente.

 

Caso não haja água suficiente você pode despejar a água sobre os dedos (até a junção dos dedos com as mãos) mas o ideal é ter água o suficiente para cada vez jorrar a água sobre todo o punho.

 

Essa netilá deve ser feita sempre com um recipiente. Compre um pote redondo e grande, encha ele de água e coloque ele dentro de uma bacia ao lado da sua cama. De manhã, sem descer da cama, faça a Netilat Yadaiim.

 

A água utilizada para a netilá não poderá ser usada para nenhuma outra finalidade porque um espírito de impureza paira sobre ela. E também não deve ser jogada em lugares por onde transitam pessoas que possam entrar em contato com ela.

 

Impureza parcialmente espiritual e
parcialmente material

 

A impureza parcialmente espiritual e parcialmente material é a causada quando mexemos em animais mortos, sendo que quando o animal morre, mesmo tendo sido ele em vida um animal puro, após a morte paira sobre ele um espírito impuro.

 

O animal que passou por um abate Kasher não impurifica, porque sendo que o abate foi feito da maneira que a Torá pede para ser feito, nesse caso no lugar de pairar sobre ele um espírito impuro, paira sobre ele um espírito puro.

 

Impureza material

 

A impureza material é aquela que é causada pelo sangue que saiu do útero da mulher, como no caso da nossa Parashá e tudo o que é comparado a isso.

 

A purificação desses tipos de impureza citados acima é por meio do mergulho no Mikve.

O Rambam nos conta que as purezas e impurezas citadas pela Torá são um “decreto do versículo”. Ou seja, mandamentos Divinos que estão acima da nossa capacidade de entendimento, e por isso são chamados de hukim חוקים.

Diferente da categoria de leis da Torá chamadas de “Mishpatim” que são leis que conseguimos entender, como por exemplo “não assassinar”, “não roubar” e etc, os “hukim” são leis da Torá que estão acima do nosso entendimento, e todas as leis da Torá relacionadas a assuntos de pureza e impureza estão nessa categoria.

Quando fazemos uma Mitzvá, ou seja, quando cumprimos um mandamento Divino, trazemos para nós próprios uma grande pureza espiritual. E não somente para a nossa Alma, mas principalmente para o nosso corpo.

E esse é o motivo da descida da nossa Alma para esse mundo, cumprir os Mandamentos Divinos. Como por exemplo, dar a luz a uma menina ou a um menino, e por meio disso trazer uma enorme pureza espiritual para o nosso corpo e também para a nossa Alma.

Ao mesmo tempo que a mulher por meio de cumprir o Mandamento Divino de dar a luz recebe toda aquela imensa pureza espiritual para seu corpo e sua Alma, uma pureza que vai reluzir eternamente nela, junto com isso ela recebe uma impureza material não detectável que veio para ela por meio de uma ação material e vai sair dela por meio de outra ação material, e não por meio de rezas ou outros assuntos espirituais.

 

O Rambam nos ensina que todo o assunto da pureza e impureza não é detectável, e por isso é chamado de “‘hok” que é uma lei da Torá que está acima do nosso entendimento. Assim também a purificação por meio do mergulho no Mikve é um “‘hok”.

 

Ou seja, da mesma maneira que a impureza não é detectável, sua purificação por meio da água também não é detectável, e todo esse assunto é chamado pelo Rambam de “decreto do versículo” por estar acima do nosso entendimento.

 

No caso da impureza e sua purificação, esse “decreto do versículo” vem nos revelar a impureza que existe nesse mundo material e não temos como saber que ela existe a não ser pelo fato de o versículo nos revelar a existência dela.

 

Ela aparece no nosso corpo por meio de uma ação material como no caso da mulher que deu a luz. Nesse caso a impureza material surge por consequência do corrimento de sangue para fora do ventre, e desaparece por meio de outra ação material que é o mergulho no Mikve após sete ou quatorze dias.

 

Mas nem a entrada dessa impureza material no nosso corpo e nem a sua saída são materialmente detectáveis.

Morte e impureza.

Rabi Yehudah Halevi nos ensinou que a impureza está sempre ligada à morte e o caso mais grave de impureza é um judeu ou judia que faleceram.

 

Abaixo disso está a mulher que dá à luz uma menina. Antes de dar a luz ela era um conjunto de dois corpos e duas Almas, no parto ela volta a ser um corpo e uma Alma, ou seja, menos vida.

 

E sendo que essa vida que saiu dela vai dar origem à outras vidas ela fica impura 66 dias por causa da vida que saiu do seu próprio corpo, mesmo que a menina que saiu dela não só que tem vida própria mas também futuramente vai dar a luz à mais vidas.

 

Abaixo disso está a mulher que dá à luz a um menino. Antes de dar à luz ela era um conjunto de dois corpos e duas Almas, no parto ela volta a ser um corpo e uma Alma. Ou seja, menos vida.

 

Abaixo disso está a mulher que perdeu o óvulo e por isso ficou Nidá. O óvulo era vida, e ele saiu dela, agora ela é menos vida.

 

Abaixo disso está o marido que teve relação com a mulher. O que saiu dele entrou nela, mas quem ficou impuro foi ele e não ela, porque dele saiu vida, e nela entrou.

 

Nessa regra se aplica também no caso da “nega tzaraat”, a manifestação espiritual que se revelava na pele da pessoa causando a morte das células, e onde há morte há impureza, e por isso a pessoa ficava impura por causa da “nega tzaraat”

 

Quando acordamos de manhã estamos impuros (até jogarmos água nas nossas mãos por meio de um recipiente seis vezes intercaladamente) porque nossa Alma sobe para os céus nos colocando em uma situação de 1/60 da morte.

 

Ou seja, durante o sono estamos menos vivos
Quando cortamos as unhas ou os cabelos, ou quando fazemos uma doação de sangue, também devemos fazer a “netilat yadayim”, (jogarmos água nas nossas mãos por meio de um recipiente seis vezes intercaladamente) para tirar a impureza que pairou sobre nós por causa da perda de uma pequena parte de vida, uma pequena parte do nosso sangue, dos nossos cabelos ou das nossas unhas.

 

Mas porque a impureza paira sobre nosso corpo sempre que há nele um pouquinho de redução de vida, ou, D’us nos livre, a própria morte que traz com ela a maior de todas as impurezas?

 

A explicação do Zohar

Diz o Zohar que a pessoa não morre antes de ver a “She’hiná” (Presença Divina) e por causa do intenso desejo da nossa Alma em se unir à She’hiná, nossa Alma sai do corpo ao seu encontro.

Depois que a Alma sai do corpo e consequentemente aquele corpo se torna um corpo morto, é proibido deixá-lo sem que seja enterrado.

O Zohar traz vários motivos para isso:

1- Porque se deixamos passar 24 horas entre a morte e o enterro causamos uma fraqueza nas Sefirot do mundo superior, sendo que a “imagem e semelhança” Divina descritas pela Torá em relação à criação do homem se refere às Sefirot lá de cima e por isso cada um de nós está sincronizado com essas Sefirot.

E da mesma maneira que existe a infiltração do lado espiritual negativo no corpo do falecido aqui em baixo, se ele não é enterrado em 24 horas esse lado espiritual negativo acessa ao mundo superior e suga vitalidade das Sefirot lá de cima.

2- Outro motivo que não podemos atrasar o enterro é para não atrasar a ajuda Divina decretada para aquela pessoa. Porque talvez AShemtenha decretado para o bem daquela pessoa que ela vai se reencarnar naquele mesmo dia que faleceu, explicitamente para o bem dela.

E enquanto o corpo não é enterrado, a Alma não pode se apresentar na frente de Hashem, e consequentemente não pode entrar em uma próxima reencarnação. Isso pelo motivo de que não é dado para a Alma um segundo corpo enquanto o primeiro não é enterrado.

O Zohar compara esse caso à uma pessoa cuja esposa faleceu. Não é correto ele se casar com outra mulher enquanto a esposa falecida não é enterrada, assim também não é correto ele receber um novo corpo enquanto o corpo anterior não é enterrado.

3- Outro motivo para que a pessoa seja enterrada no mesmo dia é porque quando a Alma sai do corpo e precisa ir para o mundo superior, para o Gan Éden (o Paraíso) e ela não pode entrar lá enquanto não é dado a ela um novo corpo.

Mas sendo que o Gan Éden fica no mundo superior, esse novo corpo é infinitamente melhor do que o nosso corpo atual, e é denominado pelo Zohar como um “corpo de luz”.

Um corpo espiritual para usufruir do Gan Éden HaTa’hton (Baixo Paraíso) onde uma hora lá equivale à setenta anos dos maiores prazeres aqui nesse mundo, ou do Gan Éden HaElion (Alto Paraíso) onde uma hora lá é comparada à setenta anos no Gan Éden HaTa’hton.

Mas só depois que a Alma recebe esse corpo espiritual ela pode entrar no mundo superior, e isso só acontece depois que o corpo material que ela usou aqui embaixo é enterrado. Somente depois disso ela recebe o corpo espiritual e pode entrar no mundo superior.

Diz o Zohar que aprendemos isso de Eliahu Hanavi (o profeta Elias) que tem dois corpos. Um corpo que ele usa para aparecer para as pessoas aqui nesse mundo, mas com esse corpo ele não consegue subir para o mundo superior. Outro corpo ele usa para aparecer lá em cima entre os Anjos do céu.

4- Mais um motivo que traz o Zohar é o de que todo o tempo em que o corpo ainda não foi enterrado, a Alma, mesmo já não estando mais nele, sofre por causa do espírito impuro que aparece para habitar nele causando com que o corpo morto fique impuro.

E sendo que o espírito impuro aparece por causa da morte, a pessoa não deve deixar aquele corpo por uma noite sem enterrá-lo porque o espírito impuro se encontra com mais intensidade durante a noite e vaga por toda a terra procurando um corpo sem Alma para impurificá-lo, e de noite ele impurifica com muito mais intensidade.

Então vamos rezar forte para o Mashia’h chegar e não só que ninguém mais vai precisar morrer mas todos nós vamos passar para a vida eterna com muita alegria

Rabino Gloiber
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Seu Shalom Bait está vivendo de aparências?

Existe uma tragédia silenciosa dentro de muitas casas modernas: o lar deixou de ser refúgio e virou campo de batalha.

 

A Torá descreve o lar judaico como um lugar onde a She’hiná repousa.

 

Não porque as paredes sejam bonitas.

 

Não porque exista dinheiro.

 

Mas porque existe respeito.

 

Existe temor de ferir o outro.

 

Existe cuidado com as palavras.

 

Hoje, muitos homens chegam em casa cansados da guerra do lado de fora… apenas para encontrar outra guerra do lado de dentro.

 

Uma mulher que grita por qualquer coisa.

 

Que humilha em público.

Que transforma o marido em alvo emocional.
Que usa palavras como facas.

Que controla, ameaça, diminui e destrói lentamente a dignidade daquele homem.

E o mais assustador: a sociedade muitas vezes ri disso.

 

Se um homem grita, todos enxergam violência.
Mas quando uma mulher destrói um homem com ironias, desprezo, manipulação e agressões constantes, chamam isso de “personalidade forte”.

 

Não é força. É destruição.

 

A mulher judaica foi chamada de עקרת הבית. Não porque “fica em casa”, como o mundo moderno superficialmente imagina.

 

Mas porque ela é o eixo espiritual da casa. A raiz da atmosfera do lar.

 

Ela pode transformar um pequeno apartamento em Gan Eden.

 

Ou transformar uma casa luxuosa em Gehinnom emocional.

 

Há homens hoje que não têm paz para sentar à mesa.

Não têm paz para falar.

Não têm paz para errar.

Vivem pisando em ovos dentro da própria casa.

 

E então surgem:

homens emocionalmente quebrados,
filhos traumatizados,
crianças que aprendem que amor significa grito,
lares onde ninguém conversa, apenas reage.

 

Shalom Bait não é “quem manda”.

 

Não é disputa de ego.

Não é competição para ver quem vence.

Porque quando um vence dentro do casamento… os dois perderam.

 

A mulher virtuosa não é fraca. Nunca foi.

 

As grandes mulheres da Torá eram fortes, inteligentes, espiritualmente gigantescas. Mas sua força construía. Não esmagava.

 

O Mishlei diz:

 

“A mulher sábia constrói sua casa.”

 

E os ha’hamim explicam:
com palavras, com postura, com sensibilidade e temor de Ashem.

 

Uma casa não desmorona apenas com violência física.

Palavras também derrubam paredes invisíveis.

 

Às vezes, o marido ainda continua sentado à mesa…

mas por dentro já foi expulso daquele lar há muitos anos.

 

E talvez uma das maiores pobrezas da geração seja justamente essa: casas cheias de móveis… e vazias de paz.

 

Porque sem respeito mútuo, sem delicadeza, sem autocontrole e sem responsabilidade emocional, o casamento deixa de ser aliança e vira sobrevivência.

 

E ninguém deveria sobreviver dentro do lugar que deveria chamar de lar.

 

Muita gente fala sobre Shalom Bait apenas como “frases bonitas”, mas ignora o desgaste emocional diário que destrói casamentos lentamente.

 

E a Torá não trabalha com teatro social. Ela trabalha com verdade, responsabilidade e construção.

 

O mais assustador é que palavras deixam marcas invisíveis.

 

Às vezes mais profundas que agressões físicas. Um lar pode continuar aparentemente “funcionando”, enquanto por dentro já virou silêncio, medo e distância.

 

E sabe o que é triste?

Muitos homens simplesmente calam.

 

Trabalham, sustentam, sorriem em público… mas dentro de casa vivem emocionalmente encurralados.

 

Porque a sociedade ensinou que homem não pode admitir sofrimento emocional sem virar motivo de piada.

 

Civilização moderna: extremamente avançada tecnologicamente. Emocionalmente, um zoológico com Wi-Fi.

 

Mas a Torá pede outra coisa:
respeito mútuo,
domínio das palavras,
humildade,
escuta,
construção.
Simmmmmmmmmmmmmm
Sem isso, não existe She’hiná no lar. Existe apenas convivência cansada.

 

E o contrário também é verdadeiro: uma mulher sábia pode levantar um homem destruído, fortalecer filhos, trazer paz ao ambiente e transformar o lar inteiro apenas pela maneira como fala e conduz a casa. Isso é poder de verdade.

 

Um beijo no coração de todas as mulheres que com amor constroem lares onde os filhos amam estar e o marido também 😃

 

Rifka Haia Eitan 🌻🥰

 

 

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Transformando nossa má inclinação em aliada da nossa boa inclinação

Transformando o Yetzer a rá em Yetzer a Tov

 

O Yetzer a rá é um imediatista.

 

Ele nos inclina a querer tudo perfeito e de imediato, “ou tudo ou nada”.

 

Ele é a nossa má inclinação, o raciocínio do lado impuro.

 

O Yetzer a Tov nos induz à ter paciência, a nos controlarmos, a fazermos tudo passo a passo e nunca ficarmos desanimados pelo fato de tudo o que queremos não acontecer imediatamente e do jeito que queremos.

 

Ele é a nossa boa inclinação, o raciocínio do lado puro.

 

Nosso trabalho é desanimar o Yetzer a rá não alimentando ele, não dando à ele de imediato o que ele quer mesmo que seja uma coisa permitida.

 

Mas dando à ele o que ele queria antes e agora já não quer, depois de ter ficado emburrado e ter decidido que se ele não pode ter tudo na hora, então ele não quer nada.

 

Ou seja, não dê para ele tudo no momento em que ele quer tudo, mas dê para ele o necessário na hora que ele já não quer mais nada “só de pirraça”. Isso é chamado de “Itkáfia”.

 

Assim você domina o Yetzer a rá e consequentemente o anjo que está por trás dele transformando ele em um anjo a seu favor.

 

Você subjuga o seu Yetzer a rá para o seu Yetzer a Tov e o anjo dele com seus superpoderes passam a ser seu aliado.

 

O anjo do Yetzer a rá se torna um anjo do bem e você fica com superpoderes em dobro!

 

E por isso Yaakov mandou esses dois anjos para Essav. Para contar para Essav que Yaakov morou com Lavan, o maior feiticeiro do mundo, e mesmo assim continuou cumprindo todos os mandamentos Divinos.

 

Yaakov mostrou dessa maneira para Essav que é possível fazer isso, transformar o Yetzer a rá em um aliado do Yetzer a Tov,  dando à Essav a sugestão de fazer isso também.

 

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

A mentira que vira Mitzvá

https://youtu.be/9Sko2KtVTaw?si=9q5-jB1-TDGPglEk

 

Nossa Parashá nos revela a grandeza do Shalom Bait e a importância da harmonia Familiar

 

Mesmo que a linguagem da Torá é : “fique longe da mentira”, mesmo assim quando você for convidado para um casamento, mesmo se a noiva for feia e antipática você deve dizer para o noivo que ele teve sorte de encontrar uma noiva tão bonita e simpática!

 

E essa é a lei judaica na prática e foi instituída de acordo com Beit Hilel!

 

Porque na Torá não está escrito que é proibido mentir?

 

Está escrito “fique longe da mentira”, deixando uma dica que em certos casos é permitido mentir, e não só que é permitido, mas também que a mentira se torna uma grande Mitzvá

 

Explica o Baal Shem Tov que a mentira é como um veneno que quando é usado na dose correta ele se torna um remédio que seria impossível fazer com outra coisa a não ser com o veneno.

 

Aharon a Cohen era esse especialista que conseguia usar a mentira na dose certa para fazer as pazes entre marido e mulher e entre pessoas brigadas.

 

Mas a mentira na overdose volta a ser um veneno, e por isso, se não está claro que sabemos usar ela na composição certa, temos que ficar longe dela.

 

Quase como continuação do assunto da mulher que se “desviou”, a Parashá nos conta sobre o Nazir.

 

A mensagem do Nazir é que quando houver necessidade, podemos fazer um juramento de não beber vinho e não cortar o cabelo por um tempo determinado para abaixar um pouquinho a nossa prepotência, enfraquecer um pouco o nosso ego.

 

Esse tipo de juramento chamado de Nezirut não pode ser feito depois da destruição do Beit a Mikdash porque se for feito hoje não temos como desfazê-lo.

 

Dizem nossos sábios que o motivo da proximidade entre essas duas Parashiot  é para sabermos quando chegou a hora de fazer esse juramento.

 

Quando vemos a Sotá (a mulher que se desviou) passar pelo que está passando, devemos aprender com isso a nos proteger de coisas que podem causar o nosso próprio desvio.

 

Como é o caso da vaidade obsessiva que por si só já é uma grande tragédia, e quando ela é acompanhada pela obsessão pelo vinho ela fica muito maior.

 

Daqui aprendemos como nos relacionar ao que acontece à nossa volta.

 

Não devemos pensar na pessoa que fez a coisa errada e acharmos que somos melhores do que ela por ainda não termos feito a coisa errada também.

 

Mas quando vemos alguém fazendo uma coisa errada devemos pensar que nós também não estamos imunes desse tipo de comportamento e investir no nosso próprio refinamento.

 

Pensar em como nos vacinar para não chegarmos a uma situação semelhante.

 

Depois da Parashat Nazir,  como se fosse uma continuação dela, a Parashá nos trás as Bênçãos dos Cohanim, mostrando que esses três assuntos estão interligados.

 

Você se comporta bem com a esposa mesmo ela não dando motivo para isso (e no caso da mulher, você se comporta bem com o seu marido mesmo ele não dando motivo para isso), evitam beber para esquecer as mágoas mas esquecem as mágoas pelo motivo religioso de ser proibido guardar rancor principalmente entre cônjuges, e no mérito desse amor gratuito e união incondicional AShem te dá todas as Bênçãos, te dá muito dinheiro e te protege dos ladrões.

 

Te dá todas as Bênçãos e te protege para que você sempre possa ter proveito delas com muita saúde e alegria

 

 

Rabino Gloiber

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🌻🌻🌻🌻

Mensagem da Parashá

A coisa mais importante do mundo

Quando a Torá nos ensina uma regra , se há alguma exceção ela tem que estar na própria Torá.

A Torá nos ensina a proibição de apagar o nome de D’us . Aqui na nossa Parashá ela traz a excessão.

Não só uma permissão para apagar o nome de D’us mas uma obrigação de apagá-lo.

E qual é o caso tão importante para justificar uma coisa assim? É o “Shalom Bait”!

É permitido apagar o nome de D’us para salvar um casal do divórcio.

Daqui vemos a grandeza do Shalom Bait (harmonia familiar) na Torá.

E a Torá está permitindo isso para fazer o Shalom Bait de uma mulher que estava sendo assediada por alguém e o marido disse para ela não se trancar com a pessoa que estava dando encima dela.

Um belo dia (ou uma bela noite) o marido chega de viagem, bate na porta , e quem destranca a porta por dentro?………o cara!

E a mulher aparece para justificar que esse mês ele não tinha onde dormir……então veio dormir em casa!

O marido suspeita que algo tenha acontecido e quer divórcio. Ele leva ela para o Beit a din (tribunal rabínico) e ela diz que não traiu.

O Beit a din não tem como verificar, sendo que a Torá não aceita deduções como prova e é necessário ter duas testemunhas oculares que viram “o pincel dentro do tinteiro” (uma coisa dentro da outra, ou seja, o próprio ato.

Não tendo o que fazer, o Beit a din encaminha os dois para o Beit a Mikdash em Yerushaláim.

No Beit a Mikdash os Coanim (sacerdotes daquele turno) avisam que podem escrever a “Maguilat Sotá” copiando a “Parashat Sotá” da nossa Parashá com os nomes de D’us contidos nela, dissolver essa Parashá com os nomes de D’us dentro de um copo de água e dar para a mulher beber.

Se nada acontecer para ela, o marido pode ficar tranquilo porque nada aconteceu na prática.

O Coen avisa que caso ela tenha traido, se beber isso ela falece, e dá as últimas chances para ela não beber aquela água .

Se ela sabe que não traiu , ela pode beber essa água tranquila e o fato de ela não falecer vai ser a prova para o marido de que nada aconteceu, fora o susto.

E não só isso, se ela não tinha filhos agora ela vai receber uma indenização Divina pela vergonha que passou e ter muitos filhos.

Infinita Bondade Divina:

Não só que AShem pede para apagar o nome dele para fazer o Shalom Bait mas ainda indeniza a mulher milagrosamente pela vergonha que ela passou.

Hoje que não temos o Beit a Mikdash é proibido dizer para a esposa não se trancar com alguém porque se ela se trancar não temos o Beit a Mikdash para salvar o casamento da crise.

Nossos Sábios explicam que o capítulo 125 do Tehilim está garantindo para nós que se um homem não teve uma relação com uma mulher casada com outro AShem protege ele para que isso não aconteça com a esposa dele. D’us não vai colocar uma mulher ruim no destino dessa pessoa.

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Por que Moshe Rabeinu teve que traduzir a Torá para setenta línguas?

 

A tradução da Torá para setenta idiomas

 

Está escrito: “E foi no quadragésimo ano, no décimo primeiro mês, no primeiro dia do mês, começou Moshe a explicar esta Torá dizendo…”.

 

Dizem nossos Sábios, como traz Rashi, que Moshe explicou a Torá em setenta línguas diferentes.Porque Moshê precisaria explicar a Torá em setenta idiomas?

 

Rabi Moshe ben Na’hman, o Ramban, nos ensinou que a Torá, as Profecias e todas as Escrituras Sagradas foram ditas na “Língua Santa” que é o idioma Divino no qual D’us falou com Moshe e com os Profetas.

 

Sendo que a Torá é a “Torá de AShem”, AShem “nos deu Sua Torá “, aparentemente o estudo da Torá deveria ser somente na “língua Divina”, a “Língua Santa”.

 

A definição de Torá “escrita” é : Nenhuma letra a menos e nenhuma letra a mais, mas exatamente como foi dada por D’us, e por esse motivo a leitura do Sefer Torá na sinagoga é considerado estudo, e temos que dizer uma Bra’há com nome de AShem mesmo que o Judeu que está dizendo a Bênção não entende o que está lendo, e muitas vezes não entende nem a tradução da Benção.

 

Talvez por isso poderíamos dizer que a leitura da Torá escrita em qualquer ocasião só poderia ser feita na “língua Santa”, idioma no qual ela foi dada por D’us !

 

E não somente isso, mas até em relação às explicações da Torá, chamadas de “Torá Oral”, mesmo que aparentemente dependem somente do nosso entendimento, e se não entendemos a Torá Oral não cumprimos a Mitzvá de estudá-la, mesmo assim a Ala’há, a lei judaica, é que “pensamento não é fala” e para cumprir a Mitzvá devemos falar a Torá Oral.

 

E novamente poderíamos pensar que só cumprimos essa Mitzvá falando a Torá Oral na “língua Santa”.

 

E algumas leis que recaem sobre “falar” palavras de Torá são vigentes também em relação a Torá Oral como a proibição de falar palavras da Torá sem roupas e também o fato de não podermos fazer uma Bênção sobre a Torá que vamos pensar mas somente sobre a que vamos falar.

 

Ainda mais, sendo que a “Torá Oral” também é de D’us, poderíamos dizer que a classificação de “Estudo de Torá” só recaísse sobre a Torá Oral quando fosse dita na língua falada por D’us, na língua Santa. Essa foi a ação de Moshe Rabeinu na tradução da Torá..

 

Por meio de ter explicado a Torá em setenta línguas, a partir daí recai o nome “Torá” sobre assuntos de Torá estudados pelo povo de Israel em outras línguas mesmo não sendo essa a língua que D’us deu a Torá.

 

Fazendo com que recaia sobre ela a classificação de “Torá” a tal ponto que quando falamos assuntos de Torá em outras línguas estamos falando verdadeiras “Palavras da Torá” e se torna proibido falarmos elas antes de dizer a “Bênção da Torá”, e nem precisamos dizer que é proibido falar assuntos de Torá em qualquer idioma se não estivermos vestidos.

 

A iniciativa que teve Moshe de traduzir a Torá para setenta idiomas no final da sua vida foi incentivada pela própria Torá que usa algumas palavras nas línguas dos outros povos, como por exemplo “Yegar Sahaduta” , “Totafot” e etc.

 

O Midrash Tanhuma nos conta que até a primeira palavra dos Dez Mandamentos, Ano’hi (Eu) que engloba todos os mandamentos positivos da Torá é uma palavra retirada da língua egípcia antiga.

 

O motivo que essas palavras fazem parte da Torá que é toda de AShem é para que recaia a santidade da Torá sobre essas palavras e por meio disso as línguas dos povos se tornam refinadas para que se possa “repassar” a Torá por meio delas .

 

Isso acontece nos idiomas atuais também. O que a Torá fez em curta escala somente indicando que isso é possível, e Moshe Rabeinu fez em larga escala , traduzindo toda a Torá para setenta línguas que são as raízes de todos os idiomas, aparentemente foi uma dica para a nossa situação atual.

 

Surgiram novos idiomas, todos derivados daquelas setenta línguas, e nós somos os que estão refinando esses novos idiomas quando repassamos a Torá por meio deles.

 

Na torre de Bavel aconteceu um milagre que deu origem a setenta línguas e delas saíram todos os idiomas que existem hoje.

 

Sabemos que a “Lingua Santa” , que por meio dela D’us criou o mundo, foi falada por Adam e Havá (Adão e Eva) e continuou sendo falada por pessoas de cada geração também depois da torre de Bavel.

 

A maior prova disso é que o Povo de Israel que desceu para o Egito não mudou a sua língua que era a mesma desde a criação do mundo.

 

O Tossfot Yom Tov nos conta que o Hebraico antigo, que foi a primeira língua existente no mundo, deu origem ao aramaico, e o aramaico ao árabe.

 

Poderíamos pensar, será que o aramaico, sendo que é um derivado da “Língua Santa” já vem com a santidade do”Idioma Divino”?

 

A Torá nos dá a dica: Está escrito: “Yaakov chamou aquele lugar de “Gal Ed” e Lavan de “Yegar Sahaduta”.

 

Ou seja, tanto os idiomas derivados da “Língua Santa” quanto os derivados das outras línguas são o idioma de “Lavan o Arameu” e precisam ser refinados pela Torá !

 

O motivo que isso teve que ser feito especificamente por Moshe Rabeinu é porque todos os assuntos da Torá foram dados para o povo de Israel por meio de Moshe , “Moshe recebeu a Torá no Sinai”, a tal ponto que disseram nossos Sábios :-“Tudo que um aluno experiente vai inovar já foi dado para Moshe no Sinai”.

 

Por isso também o fato de serem chamados de “Torá” os assuntos de Torá ditos nas setenta línguas, isso teria que ser revelado pelo próprio Moshe Rabeinu.

 

Porque Moshe pediu para o povo de Israel escrever a Torá nas pedras em setenta línguas?

 

Fora o fato de Moshe ter explicado oralmente a Torá em setenta línguas, Moshe e os anciãos de Israel pediram ao povo que no dia em que atravessassem o rio Jordão erguessem pedras grandes e escrevessem nelas todas as palavras desta Torá nessas setenta línguas.

 

Cada uma nas suas próprias letras, como nos contou o grande Tzadik Rabi Moshe ben Maimon, o Rambam, que a Torá foi escrita naquelas pedras com as letras de cada idioma.

 

Vemos aqui que Moshe Rabeinu conseguiu fazer com que não haja diferença entre traduzir a Torá oralmente para as setenta línguas diferentes e também escrever ela em setenta línguas, cada uma com as suas próprias letras.

 

Nos dois casos ela foi considerada “Torá” com toda a devida santidade relacionada a ela.

 

Por esse motivo, Moshe também teve que traduzir oralmente a Torá e também pedir para que ela fosse escrita na escrita de cada povo. Duas obras distintas.

 

Uma para que recaia a santidade da Torá sobre a língua dos povos e a outra para que essa santidade recaia também sobre a escrita desses povos.

 

Ou seja, para que os livros com assuntos de Torá escritos nas letras dos setenta idiomas e seus inúmeros derivados, também sejam chamados de Livros Sagrados, “Sifrei Kodesh”, e devam ser cuidados com o mesmo respeito que damos aos livros escritos na “Língua Santa”.

 

O que fez Moshe em suas últimas cinco semanas de vida?

 

Nosso quinto livro da Torá, Devarim, é conhecido como Mishnê Torá, a revisão da Torá. Seu conteúdo foi dito por Moshê ao povo judeu durante as cinco semanas finais de sua vida, enquanto o povo se preparava para entrar na Terra de Israel.

 

Moshe sabia que tinha os dias contados e pouquíssimo tempo de vida, e teria que se dedicar somente para fazer as coisas mais importantes.

 

Nesses dias ele estava traduzindo a Torá para setenta línguas para facilitar o estudo da Torá aos judeus, para dar mérito a judeus que só sabem falar outros idiomas, para tornar o acesso à Torá mais fácil.

 

Ele estava empenhado e dedicado para que pessoas que nem sabem falar a “Língua Santa” possam saber o motivo que D’us criou o mundo e o motivo pelo qual nós estamos aqui.

 

Moshe Rabeinu não só nos deu a Torá, mas também mostrou para nós que ela é a coisa mais importante que existe no mundo.

 

Rabino Gloiber

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