A Gueulá está próxima

A Guemará em Sanedrin nos conta que o Mashia’h pode ser dos mortos ou dos vivos contanto que seja um descendente direto do Rei David, saiba tanta Torá como o David e cumpra todas as Mitzvót como o Rei David 

 

A Guemará nos  trás o exemplo do profeta Daniel com um versículo comprovando que se a Gueulá acontecesse na época dele, mesmo depois da sua morte, ele levantaria e se tornaria o Mashia’h.

 

O que é considerado a época dele? Rashi explica que todo o tempo que Josué, o aluno de Moshe, estava vivo, Moshe era considerado vivo também 🥰

 

Nós somos os alunos do Rebe, participamos pessoalmente das palestras dele e estamos aqui com vocês. 

 

Ou seja, nós somos a geração do Rebe e todos nós vamos estar juntos na hora da Gueulá. O Rebe e todos nós.

 

Os romanos antigos copiaram também esse aspecto da religião judaica e aplicaram esse princípio inadequadamente à alguém que não era um descendente do rei David, não cumpriu a Torá e as Mitzvot, e que na época dele o Beit a Mikdash foi destruído, as guerras perdidas e o povo se espalhou para fora de Israel, sinais contrários à vinda do Mashia’h e não tendo qualquer relação ou comparação com o princípio judaico da vinda do Mashia’h e com o fato de os alunos dos Sábios de Israel dizerem que o Rebe deles era o Mashia’h.

 

Na época da Mishná, há pouco menos de 2.000 anos atrás, os judeus liderados por Shimon bar Ko’hva, intitulado como “presidente de Israel”, fizeram uma revolução contra o império romano e conseguiram provavelmente três anos de independência.

 

Naquela ocasião, Rabi Akiva acreditou que Bar Ko’hva fosse o Mashia’h.

 

Como pôde Rabi Akiva fazer tal erro de avaliação?

 

Para entendermos isso voltamos à época do Rei David, que mesmo tendo sido ungido pelo profeta Shmuel como o Rei Ungido, ou seja, Mashia’h, não pôde construir o Beit Hamikdash, o Templo de Jerusalém, porque teve a obrigação de guerrear para salvar nosso povo dos seus inimigos.

 

Seu filho, o Rei Salomão, por não ter precisado fazer guerras, recebeu a ordem Divina de construir o Beit a Mikdash.

 

Quando falamos sobre Mashia’h vemos a alusão à uma guerra chamada de Gog e Magog.

 

Se o Mashia’h participar da guerra ele não poderá construir o Beit a Mikdash, por isso existe uma referência à um “pré Mashia’h” chamado Mashia’h Ben Yossef” que faz as guerras e falece depois de vencê-las.

 

Sendo que a regra é que uma profecia negativa como lutar em uma guerra não é obrigada a acontecer, o Mashia’h Ben Yossef não é obrigado a existir e AShem pode fazer a guerra de Gog e Magog ser vencida milagrosamente como vemos na história do Rei Hizkiahu.

 

O Rei da Judéia, Hizkiahu, venceu o Rei da Assíria, Sanherib sem sair da cama.

 

O Anjo Gabriel se revelou para o exército dos Assírios e todos eles morreram, com exceção de cinco.

 

A Guemará nos conta que Hizkiahu, que era um descendente do rei David, poderia ser diretamente o Mashia’h Ben David, e Sanherib Gog e Magog, caso tivessem tido o mérito da Gueulá acontecer na época dele.

 

Nesse caso não teria havido a necessidade de um Mashia’h Ben Yossef. Mas no caso de Rabi Akiva, sendo que a revolução já estava acontecendo, ele achou que Bar Ko’hva poderia ser esse Mashia’h Ben Yossef sendo que ele começou a fazer as guerras.

 

Quando ele foi morto pelos romanos Rabi Akiva viu que ele não era o Mashia’h Ben Yossef.

 

Sinais de que Mashia’h está chegando

 

Porque a Guemará nos traz sinais para sabermos que estamos na geração da Gueulá, da redenção final? Para fazermos isso acontecer mais rápido acrescentando nas nossas Tefilot e nas nossas Mitzvót!

 

Um dos sinais da Guemará é de que os jovens vão fazer os velhos passarem vergonha.

 

Sempre que compramos um equipamento novo e não conseguimos usar ele sem a ajuda de um adolescente para nos explicar com muita paciência dezenas de vezes como ele funciona, sentimos que esse sinal está acontecendo na prática…

 

Outro sinal é de que os principais rios da cidade vão andar como óleo e não vai dar para pescar neles nem um peixe para um doente. 

 

Essa é uma das coisas que nem Rashi conseguiu explicar.

 

Rashi tentou imaginar que talvez os rios ficassem semi congelados e andariam devagar como óleo, mas o problema com essa explicação é de que mesmo assim ainda daria para pescar um peixe neles. 

 

Quem na idade média poderia imaginar o Rio Tietê? Nem na pior das hipóteses Rashi não conseguiu imaginar uma coisa tão ruim assim.

 

E daí para adiante, todos os sinais da Guemará já aconteceram, e agora só nos resta a explicação de Rashi sobre  “Pense no futuro!”

 

Veja o que você poderia estar ganhando:

 

D’us tem o poder de te dar coisas mega maravilhosas que são os tempos do Mashia’h e o próximo mundo

 

Acrescente no estudo da Torá e no Cumprimento das Mitzvót e Mashia’h vai chegar! você só tem a ganhar!

 

 

Rabino Gloiber 

Sempre correndo 

Mas sempre rezando por você 

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🌻🌻🌻🌻

 

 

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Shalom Uvra’ha, muita saúde, muitas notícias boas para todos nós hoje .

 

2 de Tamuz de 5786 no calendário judaico .

 

Tamuz não é apenas um mês do calendário judaico. Tamuz é um espelho.

 

E poucas pessoas gostam de olhar para espelhos quando eles mostram as rachaduras da alma.

 

No dia 17 de Tamuz começaram as brechas que culminaram na destruição de Jerusalém e do Beit Hamikdash.

 

A muralha foi rompida primeiro por fora, mas a verdadeira destruição já havia acontecido por dentro.

 

Os inimigos apenas concluíram uma obra que o ódio gratuito, a divisão e a indiferença já haviam iniciado.

 

O problema é que, no século XXI, continuamos repetindo exatamente o mesmo erro, apenas com ferramentas mais sofisticadas.

 

Hoje não precisamos de muralhas de pedra para serem quebradas. Temos celulares, redes sociais, comentários anônimos e grupos de discussão.

 

Em poucos segundos uma pessoa pode destruir a reputação de outra, humilhar alguém diante de milhares ou espalhar veneno para multidões.

 

As Três Semanas nos convidam a perguntar:

 

O que meus olhos estão consumindo?

 

*O olhar é a porta da alma.*

 

O Zohar ensina repetidamente que os olhos são emissários do coração. O que entra pelos olhos desce ao pensamento, do pensamento para o desejo e do desejo para a ação.

 

A impureza raramente começa com um ato.

 

Ela quase sempre começa com um olhar aparentemente inocente.
Vivemos numa geração que vê tudo e contempla quase nada.

 

Rolamos telas por horas, observamos a vida dos outros, desejamos o que não temos, invejamos o que não precisamos e alimentamos uma ansiedade que nunca existiu em tamanha escala.
Nossos olhos estão cheios de imagens, mas vazios de significado.

 

E o coração?

O Zohar explica que o coração é o centro onde as forças da santidade e da impureza travam sua batalha.

 

O problema do nosso tempo não é falta de informação.

 

É excesso de endurecimento.

 

As pessoas choram diante de filmes, mas permanecem indiferentes ao sofrimento do vizinho.

Defendem causas globais, mas não conseguem pedir desculpas dentro da própria casa.

 

Falam de amor à humanidade enquanto cultivam ressentimentos antigos.

 

O coração moderno está hiperestimulado e ao mesmo tempo anestesiado.

 

E então chegamos à ferida mais dolorosa:

 

O ódio gratuito.

Nossos sábios ensinaram que o Segundo Beit Hamikdash foi destruído por ódio sem motivo.

 

Mas talvez a pergunta mais desconfortável seja:
Será que realmente acreditamos que isso acabou?

 

Hoje o ódio gratuito veste roupas elegantes , de grife.

 

Ele aparece como cancelamento.

Como desprezo por quem pensa diferente.

Como arrogância intelectual.

Como polarização política.

Como brigas religiosas.

Como fofoca disfarçada de preocupação.
Como comentários cruéis escritos atrás de uma tela.

 

O Templo não foi destruído porque os judeus deixaram de estudar Torá.

 

Foi destruído porque deixaram de enxergar a imagem de Ashem uns nos outros.
Essa é a verdadeira tragédia.

 

O Zohar ensina que quando Israel está unido, a Shechiná repousa sobre ele.

 

Quando há divisão, cria-se uma separação também nos mundos espirituais.

Por isso, durante as Três Semanas, não estamos apenas lamentando pedras queimadas há quase dois mil anos.

 

Estamos lamentando cada vez que escolhemos o ego em vez da compaixão.

Cada vez que preferimos vencer uma discussão a preservar uma pessoa.

Cada vez que olhamos para alguém e enxergamos um adversário em vez de uma alma.

 

*Talvez a pergunta mais importante de Tamuz seja:*

 

Onde existe uma brecha na minha muralha?

Nos meus olhos?

No meu coração?

Na minha fala?

Nos meus relacionamentos?

 

Porque Jerusalém continua sendo reconstruída toda vez que uma pessoa fecha a porta para o ódio e abre espaço para a Chessed ( bondade )

 

E talvez o maior desafio do século XXI não seja a inteligência artificial, a tecnologia ou as crises mundiais.

Talvez seja algo muito mais difícil:
Aprender novamente a olhar para o outro sem inveja.

Falar sem ferir.

Discordar sem odiar.

 

E lembrar que o Terceiro Beit Hamikdash será construído não apenas por pedras, mas por corações que finalmente aprenderam a permanecer unidos.

 

Que Ashem nos permita transformar estas Três Semanas de luto em dias de introspecção verdadeira, e que possamos merecer ver a Gueulá e a consolação de Jerusalém, rapidamente em nossos dias. Amén.

 

Um beijo no coração de todos vocês e tudo de bom

 

Rivka Haia Eitan , filha de Rav Avraham Eitan Gloiber 🌻🥰

Pensando no Futuro

Pensando no Futuro

 

Pense no futuro, veja o que você poderia estar ganhando. D’us tem o poder de te dar coisas maravilhosas que são os tempos do Mashia’h e o próximo mundo, faça o certo e você só tem a ganhar!

 

Um dos 13 princípios da fé judaica é que Mashia’h vai chegar

 

Esse princípio consiste em que no fim do “Galut”, no final do nosso exílio entre os povos do mundo Mashia’h vai chegar

 

A era do Mashia’h é uma época maravilhosa, uma época de fartura

 

Uma época sem crises, sem guerras, sem doenças, sem acidentes, um mundo bom em que todos vamos estar felizes

 

A Mele’h a Mashia’h

 

Diz o Rambam que o Mashia’h é um descendente direto, filho após filho, do rei David e que se iguala ao rei David no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot.

 

Ele vai construir o Beit a Mikdash, nosso Templo Sagrado de Jerusalém, no lugar sagrado onde hoje se encontra o Kotel que é o muro ocidental do “Monte do Templo”.

 

Ele vence as guerras de AShem e depois traz todos os judeus, incluindo as dez tribos perdidas, de volta para a terra de Israel.

 

Fazendo isso ele se torna o Mashia’h que em hebraico quer dizer simplesmente o “Rei Ungido”, sendo que ele é um descendente direto do rei David que foi ungido pelo profeta Shmuel ele herda a unção do rei David automaticamente e não precisa de uma segunda unção para ser o rei de Israel.

 

Daqui aprendemos que a solução para o nosso exílio não é um presidente eleito e nem um primeiro ministro, mas sim o Mashia’h

 

A Guemará em Sanedrin nos conta que os alunos dos grandes Sábios que estavam dentro desse critério, ou seja, que eram descendentes do rei David e eram grandes como ele no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot, diziam que o Rebe (mestre em hebraico) deles era o Mashia’h.

 

Com isso queriam dizer que, caso acontecesse a Gueulá naquela época, o candidato mais adequado para ser o Mashia’h seria aquele Sábio.

 

Dessa mesma maneira, na nossa geração o Rebe de Lubavitch foi apontado por muitos como candidato dentro desses critérios dos antigos Sábios da Guemará e por esse motivo isso não foi visto como uma transgressão à Halachá, à lei judaica.

 

Quando acontecer a Gueulá e o Beit a Mikdash for reconstruído em Jerusalém incluindo a parte principal que desce pronta do céu, o povo de Israel trazido para a Terra Santa incluindo as dez tribos, o candidato a Mashia’h se torna o Mashia’h na prática.

 

Antes disso, os alunos do Rabi Hanina ou os alunos do Rabi Inon na Guemará puderam dizer que o Rebe deles era o Mashiach, dentro dessa intenção.

 

A Guemará em Sanhedrin também nos conta que o fato de o Mashia’h ser dos vivos ou dos mortos não é relevante nesse caso contanto que ele venha a construir o Beit a Mikdash, vença as guerras de AShem e traga o nosso povo de volta para a terra prometida passando depois junto com todo o povo de Israel para a etapa em que a vida será eterna, o próximo mundo

 

Os romanos antigos copiaram também esse aspecto da religião judaica e aplicaram ele inadequadamente à alguém que não era um descendente do rei David, não cumpriu a Torá e as Mitzvot, e que na época dele o Beit a Mikdash foi destruído, as guerras perdidas e o povo se espalhou para fora de Israel, sinais contrários à vinda do Mashia’h e não tendo qualquer relação ou comparação com o princípio judaico da vinda do Mashia’h e com o fato de os alunos dos Sábios de Israel dizerem que o Rebe deles era o Mashia’h.

 

A Guemará no tratado de Rosh a Shaná nos conta que Rabi Eliezer diz que no mês de Nissan aconteceu a Gueulá dos nossos ancestrais que saíram do Egito e em Tishrei será a Gueulá futura.

 

Sendo que a festa de Sucot foi dada pela Torá em comemoração à Gueulá do Egito, e como diz a Meguilá: “Esses dias são lembrados e acontecem”, esses dias de Sucot são uma hora propícia para a Gueulá! O mesmo acontece em relação à festa de Pessa’h

 

Então, vamos pedir para

AShem trazer a Gueulá Só temos a ganhar!

O Rebe como Mashia’h

 

Um dos 13 princípios da fé judaica é que Mashia’h vai chegar.

 

Esse princípio consiste em que no fim do “Galut” (exílio) um descendente direto do rei David que se iguala ao rei David no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot, constrói o Beit a Mikdash que é o Templo Sagrado de Jerusalém, no lugar sagrado chamado o “Monte do Templo” onde hoje se encontra o Kotel, vence as guerras contra os povos do mundo que se opõem à Gueulá e traz todos os judeus de volta para Israel.

 

Fazendo isso ele se torna o Mashia’h que em hebraico quer dizer simplesmente o “Rei Ungido”, sendo que ele é um descendente direto do rei David o qual foi ungido rei de Israel pelo profeta Shmuel e portanto não precisa de uma segunda unção para ser o rei de Israel.

 

Daqui aprendemos que a solução para o fim do problema do exílio judaico não é um presidente eleito mas sim o Mashia’h.

 

Na época da Guemará os alunos dos grandes Sábios que estavam dentro desse critério, ou seja, eram descendentes do rei David e eram grandes como ele no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot, diziam que o Rebe deles era o Mashia’h, como vemos na Guemará em Sanhedrin.

 

Com isso queriam dizer que caso acontecesse a Gueulá naquela época, o candidato mais adequado para ser o Mashia’h seria aquele sábio.

Na nossa geração o Rebe de Lubavitch foi apontado como candidato dentro desses critérios dos antigos sábios da Guemará.

 

Quando acontecer a Gueulá, o Beit a Mikdash for reconstruído em Jerusalém e as guerras vencidas, o candidato a Mashia’h se torna o Mashia’h na prática.

 

Antes disso, os alunos do Rabi Hanina na Guemará ou os alunos do Rabi Inon puderam dizer que o Rebe deles era o Mashia’h (dentro dessa intenção) e isso não consistiu em um problema de lei judaica.

 

O mesmo se aplica hoje à quem aponta o Rebe de Lubavitch como candidato a Mashia’h da nossa geração.

 

A Guemará em Sanhedrin também diz que o fato de o Mashia’h ser dos vivos ou dos mortos não é de relevante nesse caso, contanto que a Gueulá aconteça na geração dele, ou seja, enquanto ainda estão vivos os alunos que ouviram pessoalmente os ensinamentos dele.

 

Nesse caso é necessário que ele se revele, construa o Beit Hamikdash, vença as guerras de AShem e traga o nosso povo de volta para a terra prometida.

 

Passando depois junto com todo o povo de Israel para a etapa em que a vida será eterna.

 

Os romanos antigos copiaram também esse aspecto da religião judaica e aplicaram ele inadequadamente à alguém que não era um descendente do rei David, não cumpriu a Torá e as Mitzvot como o rei David, e que na época dele o Beit a Mikdash foi destruído, as guerras perdidas e o povo se espalhou para fora de Israel, não tendo qualquer relação ou comparação com o princípio judaico da vinda do Mashia’h e com o fato de os alunos dos Sábios de Israel dizerem que o Rebe deles era o Mashia’h.

 

Em resumo, dizer que o Rebe é Mashia’h não é contra a lei judaica sendo que a intenção é de apontá-lo como candidato aos grandes milagres da Gueulá que estão para acontecer.

 

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você

O que aprendemos a não fazer ? Aprendendo com os erros de Kora’h

Nossa Parashá começa com as palavras “E pegou Kora’h”.

 

Nossos sábios analisam essa linguagem dizendo que ele ”pegou uma mercadoria ruim”.

 

Aparentemente por causa da continuação da história aonde Kora’h faz uma revolução inteira contra Moshe a “mercadoria ruim” seria a Ma’hloket (fazer intrigas e causar brigas).

 

Ele pegou uma “mercadoria” que se compara à uma maçã podre que apodrece as que estão próximas a ela, Kora’h pegou a “Ma’hloket” e contaminou com ela quem estava geograficamente próximo à ele. Mas como dissemos, tudo isso é aparentemente .

 

O Ari Zal diz que por trás da expressão dos nossos Sábios está um assunto mais profundo. Moshe Rabeinu era a reencarnação do lado bom da alma de Evel (Abel) e toda a geração do deserto são ramificações da Alma de Moshe .

 

Todos fora um , Ytró , que era a parte boa da alma de Cain (Caim) Ytró trouxe Tzipora para Moshe e se converteu ao judaísmo fazendo o “Tikun” (o conserto) do lado bom da alma de Cain.

 

Kora’h era a reencarnação do lado ruim da alma de Evel, ou seja, a parte da alma de Evel que foi mais afetada pela mistura espiritual entre o bem e o mal causada pelo Adam a Rishon (Adão).

 

Mesmo tendo vindo Kora’h de uma linhagem privilegiada dentro de uma tribo privilegiada , mesmo tendo ele estudado Torá, por meio de suas mas ações ele recebeu uma encarnação em vida, um “encosto” do lado ruim da alma de Cain.

 

D’us não dá para alguém um trabalho que ele não tenha recebido as forças para fazer, e ao contrário de Ytró que não nasceu judeu , nasceu em uma família idólatra e fez todas as idolatrias tendo que se esforçar ao extremo para encontrar o judaísmo, Kora’h nasceu judeu religioso de linhagem privilegiada e todo o teste dele era não estragar isso.

 

Ou seja, ele tinha um potencial ruim, mas recebeu todas as dádivas Divinas , se não fizesse nada para estragar faria automaticamente o ”Tikun” dos lados ruins das almas de Kain e Evel.

 

As Almas de quase todo o povo de Israel eram ramificações da Alma de Moshe e por isso de maneira natural Moshe era o líder do povo e não outro.

 

A Torá é um remédio, mas tem pessoas que transformam ela em um veneno.

 

Dizem nossos Sábios que a Torá é um remédio para a nossa Alma, mas a mesma Torá pode ser um veneno para ela se a pessoa que a estuda causar isso.

 

A mesma Torá que foi o remédio que tirou Ytró da idolatria , essa mesma Torá nas mãos de Kora’h se tornou um veneno que contaminou duzentas e cinquenta pessoas.

 

Kora’h por não ter refinado a Alma de Cain ela acrescentou maldade à maldade dele causando com que ele se revoltasse conta a liderança de Moshe , como se diz em português.…”ele saiu do armário”…e ainda influênciou vizinhos estudiosos da Torá “envenenando” a Torá deles também.

 

Quando Ytró ouviu que os egípcios afundaram no mar vermelho ele disse: Agora eu sei que AShem é maior do que todos os ”deuses”, porque o que eles fizeram (afundaram as crianças judias no rio Nilo) aconteceu para eles!

 

Aprendemos com Ytró que quando a pessoa não faz o “Tikun” de uma maneira positiva (como fez Ytró) o Tikun acontece de maneira negativa, o que a Torá chama de “midá knegued midá”. Ou seja, “o que eles fizeram acontece para eles”

 

Por isso Moshe disse para eles:- “Se essas pessoas morrerem como qualquer pessoa não foi D’us que me mandou, mas se a terra se abrir……” e terminando de falar essas palavras a terra se abriu e Kora’h com todos os seus cúmplices foram absorvidos por ela.

 

Isso era o “midá knegued midá” de Caim e Abel. Caim matou Abel por vaidade e a terra se abriu para receber o sangue de Abel, agora Kora’h, a reencarnação de Cain , por vaidade tenta matar Moshe classificando ele como falso profeta , e a terra se abre para receber o Cain e seus cúmplices , “midá knegued midá”.

 

Conclusão:Aprendemos com Kora’h a não ser como Kora’h!

 

Aharon, nosso primeiro Coen, era o contrário de Kora’h.

 

Toda a vida se dedicou a fazer as pazes entre as pessoas e entre maridos e mulheres mesmo que para isso tivesse que ser “aparentemente” um pouquinho menos “religioso” do que Kora’h , falando de vez em quando uma ”mentirinha” para fazer as pessoas se reconciliarem.

 

A Torá diz para ficarmos longe da mentira, mas Aharon o Coen era o médico especialista que sabia dosar a mentira na dose certa transformando um veneno em um remédio enquanto que Kora’h conseguiu transformar a Torá que é o remédio para tudo em um veneno mortal.

 

AShem fez o cajado de Aharon florir e dar frutos mostrando que essa pessoa que transformou corações duros em flores e frutos de reconciliação ele tem que ser o Coen Gadol , ele que é o escolhido por D’us !

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

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A Parashá da Minha Vida 🌻 Shela’h

שְׁלַח

Shela’h

 

Nossa Parashá nos conta que Moshe Rabeinu, atendendo aos pedidos do nosso povo, mandou os presidentes de doze tribos, ou seja, das que receberiam uma parte da nossa Terra Santa, irem à ela pessoalmente para constatar a veracidade da promessa Divina.

 

A tribo de Levi que não receberia uma parte da nossa terra não teve representação.

 

Moshe Rabeinu deu algumas instruções aos nossos “espiões” e pediu para eles verificarem se havia lá uma árvore, um pedido aparentemente muito estranho sendo que qualquer terra habitável tem árvores.

 

Então, com certeza a intenção de Moshe não era a de eles verificarem se essa terra tem árvores, porque Hashem (D’us) nos prometeu aquela terra e com certeza tudo de bom havia nela, e uma terra sem árvores está mais próxima de ser um deserto do que ser uma terra fértil.

 

E mais, se Moshe quisesse saber se existem árvores naquela terra, ele pediria para os espiões verificarem se a terra tem árvores, e não pediria para eles verem se há lá uma árvore, uma única árvore.

A explicação da Guemará

 

A Guemará nos conta que a intenção de Moshe Rabeinu não era a de eles verificarem se existe lá uma árvore, mas sim de eles verificarem se ainda se encontra lá uma pessoa que teve uma vida tão longa como a vida de uma árvore, e essa pessoa era Yov (Jó).

 

Yov nasceu quando Yaakov desceu com toda a sua família para o Egito, e faleceu quando nossos “espiões” entraram na nossa terra prometida.

 

Moshe pediu para verificar se Yov ainda estava vivo, porque o mérito que ele tinha devido ao grande teste que ele passou em meio a grandes sofrimentos, seria uma proteção especial para toda aquela região.

 

Moshe é comparado ao Sol e Yov à árvore que protege do Sol todos aqueles que estão embaixo dela. Enquanto Yov ainda estivesse vivo não conseguiríamos conquistar a nossa terra prometida,

 

Por isso Hashem fez o milagre de Yov terminar seus longos 210 anos de vida quando os meraglim, nossos espiões, chegaram lá.

 

Também para que todos estivessem ocupados com o cortejo do enterro de Yov para o qual muitas pessoas vieram de muitos lugares, e não despertaria suspeita o fato de pessoas desconhecidas como os meraglim, nossos espiões, terem entrado naquela região.

A explicação do Zohar

 

O Zohar nos conta que a intenção de Moshe era mais profunda ainda. Diz o Zohar que Moshe pediu para os espiões verificarem se a árvore da vida que é a sincronização entre o Paraíso de baixo e o Paraíso de cima já se encontra lá.

Moshe Rabeinu tinha certeza de que ele entraria na Terra Santa com toda aquela geração, e ele também tinha certeza de que a Gueulá, nossa redenção final, aconteceria naquele momento.

 

Mas os espiões fizeram a leitura errada do que viram. Eles voltaram e disseram que os povos daquela terra são mais fortes do que D’us. A consequência disso foi que todos os homens do nosso povo choraram e decidiram que vão voltar para o Egito.

 

Mas as mulheres não! As mulheres continuaram na plena fé de que Hashem (D’us) dirige o mundo a cada instante e vai fazer para nós milagres sobrenaturais.

 

Por causa disso, Hashem (D’us) decretou para o nosso povo que todos os homens daquela geração que tivessem de vinte anos para cima, iriam morrer no deserto, sendo que a maioridade penal no judaísmo é vinte anos.

 

Mas as mulheres não, elas iriam entrar com as crianças na nossa terra prometida.

 

O Zohar nos conta que o Paraíso das mulheres no mundo superior é maior do que o Paraíso dos homens.

 

No nosso mundo físico os prazeres se encontram nas coisas materiais, e se os prazeres do mundo superior que desceram até o nosso nível já são chamados de grandes prazeres, imaginem esses prazeres lá em cima, na própria fonte!

 

Não há como descrever esses prazeres de tão grandes que eles são, e em tão grande intensidade.

 

O Zohar nos conta que no Paraíso no mundo de cima existe uma Yeshivá, um lugar onde se estuda Torá, a Yeshivá do Gan Eden.

 

Obviamente o prazer que se sente em estudar Torá na Yeshivá do Gan Eden é infinitamente maior do que qualquer prazer dos maiores prazeres desse nosso mundo material.

 

O Zohar nos conta que Rabi Shimon bar Yohai no Zohar recebeu a visita de um dos membros da Yeshivá do Gan Eden que veio responder às perguntas dele sobre a grandeza das mulheres no Paraíso superior, e também sobre as relações íntimas entre as mulheres e seus maridos que acontecem no Paraíso todas as noites à meia noite, e tudo isso no Gan Eden no mundo superior.

 

Para responder às perguntas de Rabi Shimon bar Yohai, o Shelia’h, o enviado da Yeshivá lá de cima, precisou entrar em seis níveis diferentes de Gan Eden, um superior ao outro. Cada um desses níveis é chamado de hei’hal que quer dizer um grande palácio, isso para termos uma leve idéia do que se trata.

 

Ele contou para Rabi Shimon que em cada um desses níveis os prazeres ficavam mais intensos, mas em um certo nível já havia uma “cortina” impedindo a entrada dos homens. De lá para cima somente as mulheres poderiam subir .

 

O Shelia’h contou para Rabi Shimon que depois dessa “cortina”, em um grande palácio se encontra Batya, a filha do faraó que se converteu ao judaísmo e salvou a vida de Moshe.

 

Junto com ela no Paraíso se encontram dezenas de milhares de mulheres que usufruem lá os mais intensos prazeres. E fora o fato de estarem lá juntas, cada uma delas tem seus próprios lugares de luzes e prazeres sem nenhum aperto entre elas.

 

Três vezes ao dia é anunciado naquele hei’hal que Moshe Rabeinu veio visitar sua mãe espiritual, Batya. Nessa hora ela sai ao encontro dele. Vendo a grandeza de Moshe no mundo superior, ela diz: Que maravilha que eu tive o mérito de cuidar de uma luz tão grande! E esse prazer para ela é o maior de todos.

 

Todos se encontram lá em cima com a aparência que tinham aqui nesse mundo. Mas sendo que velhice e problemas de saúde são defeitos do mundo de baixo mas não do mundo de cima, lá em cima voltamos às configurações “originais de fábrica”. Ou seja, aparência real de quando tínhamos vinte anos de idade com tamanho e peso ideais!

 

E mesmo recebendo lá um “corpo de luz”, ou seja, um corpo espiritual, mantemos nossa fisionomia, porque ela também é “original de fábrica”.

 

Todas essas mulheres que se encontram junto com Batya são mulheres que não precisaram passar pelo gehinom, sendo que elas já tinham passado por sofrimentos aqui neste mundo material e suas Almas já estavam puras, reluzentes e refinadas.

 

Em outro palácio se encontra Sera’h, a filha de Asher, e dezenas de milhares de mulheres juntas com ela.

 

Três vezes por dia é anunciado lá que Yossef veio visitá-la. Ela vai ao seu encontro com muita alegria e diz: que maravilha que fui eu que trouxe para o meu avô (Yaakov) a notícia de que você estava vivo e era o governador de todo o Egito.

 

Depois ela volta para as outras mulheres e juntas cantam melodias lindas, cânticos de agradecimento para Hashem de beleza surreal. A alegria lá é muito grande, e cada uma delas tem seus próprios espaços.

 

Depois elas estudam os segredos profundos que estão por trás dos mandamentos Divinos e o prazer que elas sentem nesses estudos é sublime.

 

Em outro palácio se encontra Yo’heved, a mãe de Moshe, o maior de todos os profetas, e dezenas de milhares de mulheres estão lá juntas com ela. Três vezes por dia ela agradece o criador do mundo junto com todas as mulheres que estão lá com ela.

 

Todo dia elas cantam o cântico do mar vermelho e todos os Tzadikim do Gan Eden se concentram na profunda doçura dos seus cânticos. Muitos anjos sagrados se unem aos seus cânticos e cantam para Hashem juntos com ela.

 

Em outro palácio se encontra Dvora a profetiza. Ela e todas as mulheres que se encontram lá com ela cantam o cântico que ela cantou nesse mundo.

 

O Shelia’h continua contando para Rabi Shimon que quem não ouviu os cânticos que as mulheres cantam para Hashem no Gan Eden e não viu a extrema alegria delas dentro e mais dentro daqueles palácios não sabe o que é alegria.

 

Bem dentro daqueles inacabáveis palácios, se encontram quatro palacios inacessíveis que são os palácios das nossas matriarcas. Mas não foi dada a permissão para o Shelia’h revelar a grandeza desses lugares, e não há alguém que teve o mérito de ver esses lugares de tão lindos que são.

Relações íntimas no Gan Eden

 

Toda noite, à meia noite, cada uma dessas mulheres que estão no Gan Eden se unem aos seus maridos, sendo que eles são dois aspectos de uma mesma Alma.

 

E isso acontece à meia noite, porque o horário mais apropriado espiritualmente para se ter uma relação, tanto no mundo de cima quanto no mundo de baixo, é meia noite.

 

A relação íntima naquele mundo é, na linguagem do Zohar, um “grude” de Alma com Alma e um “grude” de corpo de luz (corpo espiritual) com corpo de luz.

 

Uma relação entre marido e mulher neste mundo é uma relação de corpo com corpo. Diz o Zohar, cada coisa é feita da maneira como deve ser feita, cada mulher se une ao seu marido na dimensão em que os dois se encontram.

 

Se for nesse mundo material, a união é de corpo material com corpo material. No Gan Éden (no Paraíso) a união é de corpo de luz (corpo espiritual) com corpo de luz e de Alma com Alma.

 

O Shelia’h da Yeshivá do Gan Éden agradeceu ao Rabi Shimon bar Yohai por ter feito essas perguntas e dessa maneira dado a ele a oportunidade de visitar todos os palácios do Gan Éden para poder responder.

 

Depois ele continuou explicando sobre as relações íntimas entre as mulheres que se encontram lá no Gan Eden e seus maridos que também estão lá. O Shelia’h contou para Rabi Shimon que as relações íntimas no Gan Eden dão mais frutos do que as relações íntimas aqui nesse mundo.

 

Ele contou que quando as mulheres no Gan Eden se “colam nos seus maridos” que estão junto com elas no Gan Eden, elas engravidam e dão à luz ao mesmo tempo.

 

E quem são os filhos que nascem dessa relação tão sublime que acontece toda meia noite?

 

Quando essas Almas puras das mulheres que estão no Gan Éden tem uma relação com seus maridos, elas engravidam e dão a luz às Almas dos Guerim, que são as Almas das pessoas que vão se converter ao judaísmo.

 

E todas essas Almas que nascem no Gan Éden sobem para um palácio no próprio Gan Éden. Elas são os “frutos” dos Tzadikim, e essas são as Almas dos Guerim.

 

Por isso um Guer, que é alguém que se converte ao judaísmo, é chamado de “Guer Tzedek”. Porque ele é fruto da união entre a Alma de um Tzadik e a Alma de uma Tzadeket que se encontram no Gan Eden, sendo que para chegar ao Gan Eden cada um de nós tem que passar por um refinamento e se tornar um Tzadik ou uma Tzadeket por meio desse refinamento.

 

Às vezes conseguimos fazer esse refinamento de maneira positiva, estudando Torá e cumprindo os mandamentos Divinos com muita alegria. Às vezes esse refinamento acontece por meio dos sofrimentos que passamos.

 

E essa é a explicação do versículo que diz ” o fruto do Tzadik é a árvore da vida.

 

E esse foi o sinal que Moshe Rabeinu nos revelou quando pediu para os espiões verificarem se existe lá uma árvore. Se você vê pessoas se aproximando do judaísmo esse é o sinal de que o mundo de baixo está sincronizado com o mundo de cima, com a árvore da vida, e esse é o sinal de que a Gueulá, nossa redenção final, já está na porta!

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Até pessoas inteligentes podem fazer um erro de avaliação

O erro de avaliação dos espiões

 

A Parashá nos conta que os doze espiões voltaram depois de quarenta dias.

 

Dez deles opinaram que os povos da terra são muito fortes, o rio Jordão é muito fundo…etc etc etc

 

Eles se impressionaram com as muralhas das cidades e contaram que elas eram muito grandes esquecendo totalmente de que isso é um sinal de fraqueza

 

No final deram sua própria avaliação que era a de não termos a capacidade de conquistar a terra, se esquecendo de mais uma coisa:De que eles foram mandados para nos dar um relato sobre a terra e não uma opinião própria de sermos ou não sermos capazes de conquistá-la!

 

Kaleb – um espião com uma visão diferente

 

Aprendemos com Kaleb que quando observamos um lugar não temos que procurar nele problemas mas sim soluções!

 

Os espiões eram pessoas importantes e influentes e a eficiência deles era reconhecida por todos.

 

Kaleb também aparentava pertencer a essa estrutura e a essa “mentalidade”

 

Ele começou a falar como se fosse “mais um” que aparentemente iria acrescentar mais alguma dificuldade, mas ao contrário dos outros, revela que podemos conquistar a terra e ainda com facilidade.

 

Kaleb lembra ao povo que Moshe abriu o mar vermelho e que fez milhões de aves aterrizarem no acampamento e virarem “frango assado”

 

Kaleb era visto pelo povo como alguém tão qualificado como os outros, e por isso era esperado dele relatar de maneira profissional e objetiva o que viu na terra prometida, mas aparentemente seus relatos não tinham nada a ver com sua missão.

 

Os outros espiões contaram sobre o que espionaram e Kaleb contou sobre os feitos anteriores de Moshe.

 

Qual era a lógica de Kaleb?

 

Para entender os argumentos de Kaleb vamos imaginar esse mesmo caso em uma situação atual.

 

Imagine um almirante de um porta aviões próximo a uma ilha desconhecida no oceano Pacífico mandar um barquinho com os mais altos oficiais do porta aviões para inspecionar a ilha

 

Na volta eles dizem que não temos capacidade de entrar nessa ilha porque ela tem cinco mil índios enormes, cada um com cinco arcos e cinqüenta flechas.

 

Nessa hora um dos soldados que foi explorar a ilha diz:- Pessoal, antes de começarmos essa viagem o almirante carregou esse navio com mísseis, aviões, helicópteros e canhões, vai ser muito fácil entrar nessa ilha!

 

Será que algum dos espiões diria para ele:- você foi mandado para ver o que tem na ilha e não para falar sobre o equipamento que foi colocado no navio, você não está sendo nada profissional?

 

Isso foi o que fez Kaleb

 

Lembrou à todos que Moshe abriu o mar vermelho para o nosso povo passar, e o que é um rio Jordão para quem já abriu um mar?

 

Que Moshe fez aterrizar no acampamento milhares de aves que a natureza delas era voar para cima e não descer para baixo, e o que é para ele uma muralha de pedras que já tem a natureza de afundar no chão

 

E assim foi. Quarenta anos depois quando o povo de Israel entrou na terra prometida, o rio Jordão se abriu e as muralhas de Jerichó afundaram na terra.

 

Aqui vemos o profissionalismo de Kaleb. Claro que ele acreditava no total poder de AShem que poderia fazer o rio Jordão desaparecer e as muralhas de Jeri’hó saírem voando por aí, mas o raciocínio lógico dele foi profissional e realista:

 

Ele listou os milagres que já tinham acontecido e concluiu:

 

Se Moshe já tinha feito milagres tão grandes, o que seria para ele fazer milagres menores?

 

Conclusão: Cada um de nós já passou durante a sua vida por verdadeiros milagres.

 

Aprendemos com Kaleb que sempre temos que ter em mãos a lista de todos os milagres que nos aconteceram e usá-la como base para o nosso dia a dia

 

Não olhar para as dificuldades que temos à frente mas sim para os milagres que temos atrás, nos lembrando a cada instante que AShem está cuidando hoje de cada um de nós com o mesmo amor e carinho que sempre cuidou de nós no passado.

 

E como Kaleb que no mérito desse raciocínio correto, mais futuramente entrou na terra prometida, cada um de nós exercitando dia a dia esse tipo de raciocínio vai receber de AShem tudo o que precisar

 

Como uma mãe não esquece o seu nenê no supermercado AShem também não se esquece de nós, e o amor que AShem tem por cada um de nós é infinitamente maior do que uma mãe tem pelo seu próprio nenê.

 

Mas de nós é exigido fazer a nossa parte, como Kaleb que no mérito disso recebeu a cidade de Hebron.

 

Isso se chama “Bitahon”, mais do que uma simples confiança, uma segurança. Não temos como pensar errado e receber o certo, temos que pensar certo, ter plena segurança em AShem, e aí os milagres acontecem!

 

O Rebe de Lubavitch sempre deixou claro que nós somos a geração da redenção final e estamos prestes a entrar em uma era onde tudo vai ser bom

 

Todos os sinais que os nossos sábios deram sobre essa última geração aconteceram e não há dúvida nenhuma que Mashia’h está bem próximo.

 

Então, mais um pouquinho de Bitahon e no lugar de remediar todo dia um mundo crônico entramos imediatamente em um mundo melhor, em uma nova era!

 

Rabino Gloiber

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O lado bom da coisa ruim 🌻

 

 

O lado bom da coisa ruim

Por Morá Rifka Haia Eitan

Shalom Uvra’ha 😃

 

Por que tantas vezes as melhores coisas chegam na nossa vida  vestidas de sofrimento?

 

*O Lado Bom da Coisa Ruim*

 

Existe uma ilusão que acompanha o ser humano desde o nascimento.

 

Acreditamos que o bem sempre chegará com aparência de bem.

 

E que o mal sempre chegará com aparência de mal.

 

*Mas o Zohar revela algo muito diferente.*

 

Enquanto vivemos neste mundo, chamado pelos nossos  sábios de Olam a Assiyá, o mundo da ação, o bem e o mal encontram-se misturados.

 

A luz está escondida.

 

A verdade está coberta.

 

O ouro está enterrado.

 

A Alma está dentro do corpo.

 

E muitas bênçãos chegam até nós envolvidas em embalagens que jamais escolheríamos.

 

Uma doença pode revelar uma força que a pessoa nunca imaginou possuir.

 

Uma demissão pode abrir a porta para uma missão muito maior.

 

Um fracasso pode destruir uma ilusão que impediria um sucesso verdadeiro.

 

Uma humilhação pode quebrar um orgulho que estava destruindo a alma.

 

Uma perda pode ensinar o valor daquilo que ainda permanece.

 

Por isso os sábios não perguntavam apenas:

 

“Por que isso aconteceu?”

 

Mas também:

 

“O que está escondido aqui?”

 

O Zohar ensina que existem centelhas de santidade espalhadas por toda a criação.

 

Algumas delas estão em lugares agradáveis.

 

Outras estão escondidas exatamente nos lugares que tentamos evitar.

 

É por isso que tantas pessoas relatam que os maiores crescimentos de suas vidas nasceram das fases mais difíceis.

 

Não porque a dor seja boa.

 

A dor continua sendo dor.

 

Mas porque muitas vezes existe uma luz escondida atrás dela.

 

Pense numa semente.

 

Se alguém nunca tivesse visto uma árvore, pareceria uma tragédia.

 

A semente é enterrada.

 

Fica cercada por terra escura.

 

É esmagada pela umidade.

 

Sua estrutura se rompe.

 

Ela literalmente deixa de ser aquilo que era.

 

Mas justamente nesse momento começa a transformação.

 

 

O fim da semente é o início da árvore.

 

O que parecia destruição era crescimento.

 

O que parecia perda era nascimento.

 

Quantas vezes isso acontece conosco?

 

Rezamos para que Ashem abra uma porta.

 

E quando a porta se fecha, acreditamos que a nossa reza foi rejeitada.

 

Meses depois descobrimos que aquela porta fechada nos impediu de entrar num caminho errado.

 

Naquele momento parecia castigo.

 

Mais tarde percebemos que era proteção.

 

O problema é que enxergamos apenas um capítulo.

 

Ashem vê o livro inteiro.

 

Nós vemos uma peça do quebra-cabeça.

 

Ashem vê a imagem completa.

 

Nós observamos o fio.

 

Ashem contempla toda a tapeçaria.

 

Por isso tantas vezes chamamos de desastre aquilo que o Céu chama de preparação.

 

Chamamos de atraso aquilo que o Céu chama de proteção.

 

Chamamos de perda aquilo que o Céu chama de direcionamento.

 

Isso não significa que tudo o que dói deixa de doer.

 

O judaísmo nunca ensinou a fingir felicidade diante do sofrimento.

 

Avraham chorou.

 

Yaakov chorou.

 

David chorou.

 

Yirmiyahu chorou.

 

As lágrimas são humanas.

 

Mas junto com as lágrimas existe uma fé silenciosa:

 

Se Ashem permitiu que isso chegasse até mim, existe algo escondido aqui que ainda não consigo enxergar.

 

Talvez seja essa a grande diferença entre desespero e emuná.

 

O desespero olha para a escuridão e conclui que só existe escuridão.

 

A emuná olha para a mesma escuridão e diz:

 

“Ainda não encontrei a luz.”

 

E talvez essa seja uma das maiores mensagens do Zohar.

 

Neste mundo, o bem raramente chega anunciando sua presença.

 

Frequentemente ele vem disfarçado.

 

Vem vestido de atraso.

 

Vem vestido de espera.

 

Vem vestido de luta.

 

Vem vestido de lágrimas.

 

Vem vestido de perguntas.

 

Mas continua sendo bem.

 

Porque as maiores revelações da vida costumam chegar dentro das embalagens que jamais escolheríamos abrir.

 

E somente depois de muito tempo percebemos que aquilo que chamávamos de “coisa ruim” era apenas o invólucro.

 

O presente sempre esteve lá dentro.

 

E Ashem, em Sua infinita sabedoria, estava conduzindo cada passo mesmo quando nós só conseguíamos enxergar a escuridão.

 

Um beijo no coração de todos vocês e tudo de bom 🌻

Morá Rifka Haia Eitan 

Jerusalém – Israel

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Pêgo no flagra catando galhos no Shabat 😱

 

*Shavua tov*, uma semana incrível para todos nós, cheia de boas notícias e muita alegria !!

 

Nossa Parashá nós conta a história de um homem que foi pego catando galhos e recolhendo lenha no Shabat !!

 

O que tem em comum o catador de galhos de mais de três mil anos atrás com a Nossa Geração?

 

Quando lemos a Torá, parece estranho que um homem tenha sido punido por recolher alguns galhos.

Alguns galhos.

Nada mais.

 

*Mas o Zohar nos convida a olhar além da madeira que estava em suas mãos.*

 

A pergunta não é quantos galhos ele carregava.

A pergunta é:

Por que ele estava catando galhos justamente no Shabat?

 

O Shabat é o dia em que Ashem cessou Sua obra criadora.

Não porque estivesse cansado.

AShem não se cansa.

Ele parou para revelar ao mundo uma verdade eterna:
a criação não pertence ao homem.

Durante seis dias nós construímos.

Plantamos.

Vendemos.

Compramos.

Planejamos.

Consertamos.

Produzimos.

 

Mas chega o Shabat e Hashem nos diz:

 

“Agora pare.”

“Olhe para Minha criação.”

“Observe o que Eu já fiz.”

“Confie que o mundo continuará existindo sem você por vinte e cinco horas.”

 

E é justamente aí que muitos de nós nos tornamos catadores de galhos.

 

Não galhos de árvores. Galhos da mente !

Quais são os galhos que carregamos?

Há quem carregue o galho da preocupação.

“Como vou pagar aquela conta?”

“E se eu perder o emprego?”

“E se não der certo?”

“E se acontecer alguma coisa?”

 

O corpo está sentado à mesa do Shabat.

Mas a mente continua trabalhando.

Continua recolhendo lenha.

 

Continua alimentando o fogo da ansiedade.

Há quem carregue o galho do controle.

Quer resolver tudo.

Organizar tudo.

Consertar tudo.

Controlar tudo.

Controlar os filhos.

Controlar o marido.

Controlar a esposa.

Controlar os alunos.

Controlar a comunidade.

Controlar o futuro.

 

Controlar até aquilo que pertence somente a Ashem.

 

Há quem carregue o galho do celular.

O mundo moderno transformou milhões de pessoas em catadores profissionais de galhos.

 

Notificações.

Mensagens.

Vídeos.

Comentários.

Curtidas.

Notícias.

Escândalos.

Discussões.

Mais notícias.

Mais vídeos.

Mais preocupações.

 

A Alma não descansa.

O coração não descansa.

A mente não descansa.

A pessoa passa o dia inteiro recolhendo gravetos para alimentar um fogo que nunca fica satisfeito.

 

Há também o galho do passado.

Pessoas que vivem revivendo erros antigos.

Culpa.

Vergonha.

Mágoas.

Feridas.

Discussões de anos atrás.

Elas não estão vivendo o presente.

Estão recolhendo lenha em um bosque que já queimou há muito tempo.

 

E existe o galho do ego.

O mais pesado de todos.

“O que pensam de mim?”

“Reconheceram meu trabalho?”

“Recebi elogios?”

“Fui valorizado?”

“Ganhei destaque?”

A pessoa se torna escrava da própria imagem.

E o Shabat vem quebrar essa prisão.

 

*O Grande Convite do Shabat*

 

O Shabat não é apenas um dia sem trabalho.

É um dia sem escravidão.

Durante a semana somos servos das nossas necessidades.

 

No Shabat nos lembramos que somos servos apenas de Ashem.

 

Durante a semana corremos atrás do sustento.
No Shabat lembramos Quem envia o sustento.
Durante a semana tentamos construir o mundo.

 

No Shabat contemplamos o mundo já construído.

 

Durante a semana tentamos controlar tudo.

 

No Shabat aprendemos a confiar.

 

*A Pergunta da Parashá*

 

Por isso a história do catador de galhos continua viva.
Porque a Torá não está perguntando sobre aquele homem.

Ela está perguntando sobre nós.

Quando chega o Shabat…

Nós realmente descansamos?

 

Ou apenas trocamos os galhos das mãos pelos galhos da cabeça?

 

Será que estamos entrando no palácio do Rei?
Ou continuamos andando pela floresta recolhendo preocupações?

 

Será que estamos contemplando a criação?

 

Ou ainda estamos tentando administrá-la melhor do que o próprio Criador?

 

Talvez o maior milagre do Shabat não seja parar de trabalhar.

Talvez o maior milagre seja parar de acreditar que tudo depende de nós.

 

Quando o Shabat entra, Ashem parece nos dizer:

 

“Filho, largue os galhos.”

“Por um dia, solte os pesos.”

“Solte os medos.”

“Solte as preocupações.”

“Solte a necessidade de controlar.”

“Solte a ansiedade.”

 

“Eu continuei sustentando o universo antes de você nascer.”

 

“Continuo sustentando enquanto você vive.”

 

“E continuarei sustentando depois.”

 

A pergunta da Parashá não é:

“Quem era o catador de galhos?”

 

A pergunta é:

 

“Quais galhos eu ainda me recuso a largar quando o Shabat chega?”

 

Esse é o ponto onde a mensagem deixa de ser uma história do deserto e se transforma em um espelho para cada um de nós , que amamos a Torá de Ashem e nos sentimos atraídos por ela.

 

E se vocês se sentem atraídos é porquê sua alma tem raiz lá no deserto.

 

Será que esse catador de galhos no Shabat não somos nós?

 

Um beijo no coração de todos vc e tudo de bom!

 

Mensagem da Parashá

Shela’h, qual era a Árvore que Moshê pediu para os espiões irem ver?

Shela’h

 

Nossa Parashá nos conta que Moshe Rabeinu, atendendo aos pedidos do nosso povo, mandou os presidentes de doze tribos, ou seja, das que receberiam uma parte da nossa Terra Santa, irem à ela pessoalmente para constatar a veracidade da promessa Divina. A tribo de Levi que não receberia uma parte da nossa terra não teve representação.

 

Moshe Rabeinu deu algumas instruções aos nossos “espiões” e pediu para eles verificarem se havia lá uma árvore, um pedido aparentemente muito estranho sendo que qualquer terra habitável tem árvores.

 

Então, com certeza a intenção de Moshe não era a de eles verificarem se essa terra tem árvores, porque AShem (D’us) nos prometeu aquela terra e com certeza tudo de bom havia nela, e uma terra sem árvores está mais próxima de ser um deserto do que ser uma terra fértil.

 

E mais, se Moshe quisesse saber se existem árvores naquela terra, ele pediria para os espiões verificarem se a terra tem árvores, e não pediria para eles verem se há lá uma árvore, uma única árvore.

 

A explicação da Guemará
A Guemará nos conta que a intenção de Moshe Rabeinu não era a de eles verificarem se existe lá uma árvore, mas sim de eles verificarem se ainda se encontra lá uma pessoa que teve uma vida tão longa como a vida de uma árvore, e essa pessoa era Yov (Jó).

 

Yov nasceu quando Yaakov desceu com toda a sua família para o Egito, e faleceu quando nossos “espiões” entraram na nossa terra prometida.

 

Moshe pediu para verificar se Yov ainda estava vivo, porque o mérito que ele tinha devido ao grande teste que ele passou em meio a grandes sofrimentos, seria uma proteção especial para toda aquela região.

 

Moshe é comparado ao Sol e Yov à árvore que protege do Sol todos aqueles que estão embaixo dela. Enquanto Yov ainda estivesse vivo não conseguiríamos conquistar a nossa terra prometida

Por isso AShem fez o milagre de Yov terminar seus longos 210 anos de vida quando os meraglim, nossos espiões, chegaram lá.

 

Também para que todos estivessem ocupados com o cortejo do enterro de Yov para o qual muitas pessoas vieram de muitos lugares, e não despertaria suspeita o fato de pessoas desconhecidas como os meraglim, nossos espiões, terem entrado naquela região.

 

Rabino Gloiber

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