Animais puros e animais impuros 🦚

Nossa Parashá nos conta sobre animais puros e animais impuros.

 

Quando uma pessoa falece, a Alma deixa o corpo e consequentemente paira sobre esse corpo um espírito impuro, e por esse motivo o cemitério é considerado um lugar impuro.

 

O mesmo acontece com o animal.

 

Quando um animal morre, paira sobre ele um espírito impuro, em um nível de impureza menor do que o que paira sobre o ser humano que falece, mas que não deixa de ser um espírito impuro.

 

Sendo que essa carne do animal que não foi abatido de maneira kasher, ou que o sangue dele não foi retirado depois do abate kasher se une à esse espírito impuro, a pessoa que come essa carne se une à essa impureza e cai por meio dela.

 

Sendo que não temos a capacidade de elevar essa categoria de alimentos, no lugar de elevarmos a energia vital dessa carne para cima, ela nos arrasta para baixo, e para o nosso próprio bem a Torá nos proíbe de comer essa categoria de alimentos.

 

O mesmo acontece quando comemos a carne dos animais que a Torá classifica como impuros, nesse caso não adianta nem fazer um abate kasher que não muda a realidade de impureza espiritual do próprio animal.

 

O mesmo acontece quando comemos peixes que a Torá classifica como impuros e aves que a Torá classifica como impuras, nos unimos à esse nível de impureza dessas criaturas, e não só que não conseguimos elevá-las, mas também elas nos rebaixam ao nível de impureza delas.

 

Se todas as criaturas vem da mesma fonte Divina porque existem criaturas impuras?

 

O Zohar nos conta que a fonte das almas dos animais puros é chamada de “klipat noga”.

 

Na klipat noga o bem e o mal estão misturados e por isso temos a capacidade de elevar o lado bom dessa criatura nos elevando junto com ele quando fazemos um abate kasher e depois do abate kasher tiramos o sangue dele, sendo que não temos a capacidade espiritual de elevar o sangue, e sempre que não conseguimos elevar algo, o contrário acontece, aquilo nos leva para baixo.

 

Quando AShem (D’us) criou o ser humano, Adam e Havá, era proibido para eles comerem carne.

 

Mesmo que a carne foi permitida depois do dilúvio, com a entrega da Torá aconteceu uma sincronização entre o mundo material e o mundo espiritual, o que não havia antes da entrega da Torá, e a partir desse momento conseguimos elevar a energia vital das coisas materiais ou ao contrário.

 

A partir da entrega da Torá, foi permitido para nós comermos a carne dos animais que sacrificávamos no Mishkan, o Templo Móvel.

 

Sendo que a permissão da Torá de comermos a carne de um animal que não foi sacrificado no Mishkan é uma extensão do status original de podermos comer somente os animais que sacrificávamos no Mishkan, a Torá manteve inalterada a regra da She’hitá (abate kasher) dos korbanot (sacrifícios) que só pode ser feito por um judeu.

 

Portanto, para acontecer essa sincronização espiritual de após o abate kasher pairar sobre essa carne um espírito puro e não o contrário, esse abate kasher tem que ser feito por um judeu que é alguém que poderia comer o Korban na época em que ele era feito.

 

E mesmo se for inventada uma máquina que faz o abate kasher exatamente como precisa, o animal que passar por essa máquina não será kasher por esse motivo.

 

Carne com leite:

 

Como uma criatura pura pode se tornar impura, e às vezes mais impura do que a própria criatura impura?

 

O que acontece quando uma carne kasher é cozida com um leite kasher dando origem ao maior de todos os problemas de kashrut é um verdadeiro “curto circuito espiritual” que transforma a carne kasher e o leite kasher em uma coisa mais impura do que os próprios animais impuros.

 

Uma bomba atômica espiritual, o pior de todos os problemas de kashrut a ponto de não podermos ter nenhum proveito dessa mistura.

 

Esse fenômeno espiritual acontece em algumas categorias diferentes, como uma roupa que é feita de lã e linho ou uma plantação uvas e cereais juntos.

 

Essas “misturas proibidas” como vimos anteriormente, são verdadeiros “curtos circuitos espirituais” e a origem disso é a sincronização espiritual de tudo nesse mundo com as Sefirot lá em cima.

 

O choque entre a Hessed e a Guevurá destruindo as duas nesse nível microcósmico do nosso mundo e causando para nós as consequências dessa explosão.

 

Almas obscurecidas.

 

A diferença entre a criatura pura e a criatura impura está no nível de ocultação espiritual que se encontra por trás dela.

 

Uma alma de nível muito baixo envolvida por imensas ocultações espirituais pode ter como receptáculo um animal enorme como um elefante ou uma baleia enquanto que uma alma animal mais elevada e envolvida com menos ocultações espirituais pode ter como receptáculo um animal pequeno como uma cabra ou uma ovelha. Nesse caso “tamanho não é documento”.

 

Essa é a regra geral.

 

O corpo do animal impuro é a vestimenta de uma alma de nível baixo e envolvida por grandes ocultações, e sendo que esse corpo está sincronizado com esse nível de alma, quando mantemos o desenho ou a foto desses animais impuros em casa ou nas roupas das crianças estamos atraindo coisas não boas.

 

Por isso, diz o Rebe, não compre para as suas crianças roupinhas com desenhos de ursinhos gatinhos e cachorrinhos.

 

Conclusão:

 

Tudo no mundo material está sincronizado com um nível do mundo espiritual. Vamos ficar longe do que nos leva para baixo e nos sincronizar só com o que nos leva para cima, só temos à ganhar!

 

Rabino Gloiber
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Povo escolhido 🌻💕🥰

 

Povo escolhido

 

O povo de Israel é chamado de “O povo escolhido”. 

 

Quem participou desse concurso Divino para ser escolhido? Nossa Neshamá não poderia ter participado sendo que ela é diferente das almas dos povos do mundo. Quem se parece com os povos do mundo? 

 

Nosso corpo! Ele foi escolhido !

 

O que ele ganhou com essa escolha? Ele ganhou santidade! 

 

Quando cumprimos um Mandamento Divino ele recebe santidade! Nosso corpo se torna mais sagrado e refinado.

 

no futuro quando ressuscitarmos ele vai reluzir mais do que a Neshamá, enquanto que os povos do mundo, mesmo cumprindo esses 613 mandamentos não recebem essa santidade.

 

Essa Kedushá é a diferença causada por termos sido escolhidos.

 

Conclusão: Agora nossa Neshamá faz nossa alma animal e nosso corpo cumprirem os mandamentos Divinos trazendo para eles Kedushá.

 

Na ressurreição essa kedushá se revela, nosso corpo ressuscita jovem, lindo e reluzente, e nosso mundo material se tornará um paraíso muito maior do que o alto paraíso. Tudo isso no mérito da Torá e das Mitzvót que estamos cumprindo agora!

 

Então, vamos aproveitar essa oportunidade, estudar mais Torá e fazer mais Mitzvot!!

 

 

Rabino Gloiber 

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Rabi Levi Yitzhak, o pai do Rebe

 

20 de Av

 

Dia 20 de Av, Yhortzait do pai do nosso querido Rebe de Lubavitch.

 

O Rabino Levi Yitzchak Schneerson, conhecido como Reb Levik, nasceu no dia 18 Nissan de 5638 (1878) e faleceu no dia 20 de Av de 5704 (1944)

 

Ele foi o pai do nosso Rebe de Lubavitch, Rabino-Chefe de Dnepropetrovsk, um grande cabalista e um dos rabinos e líderes espirituais mais proeminentes da União Soviética.

 

Ele foi preso e exilado por suas atividades na disseminação do judaísmo e faleceu no exílio.

 

Reb Levik nasceu em um domingo, dia 18 de Nissan de 5638 (21 de abril de 1878) na cidade de Podovronka, perto de Homel, Bielorrússia, filho do Rabi Baru’h Shneur Schneerson e da Rebetzin Zelda Ra’hel Schneerson.

 

Rabi Levi Yitzhak recebeu o nome de seu avô, Rabi Levi Yitzhak, que faleceu muito jovem. Ele era filho de Rabi Baru’h Shalom que era filho do terceiro Rebe de Lubavitch que se chamava Tzema’h Tzedek.

 

Amãe de Reb Levik, Rebetsin Zelda Rachel, era filha do rabino hassidídico Zalman Haikin, que era ligado ao Rebe Tzema’h Tzedek e ao Rebe Maharash.

 

Em sua juventude, Reb Levik estudou Torá com seu tio-avô, o rabino Yoel Haikin, rabino de Podovronka.

 

Ainda jovem, sua grandeza e brilhantismo já eram evidentes. Em sua juventude, recebeu ordenação rabínica de importantes estudiosos da Torá de sua época, incluindo o rabino Haim de Brisk oe o rabino Eliyahu Haim Meisel de Lodz.

 

Mais tarde, também recebeu uma nomeação rabínica da cidade de Jaffa para o cargo de Rabino-Chefe.

 

Quando Rabi Levi Yitzchak atingiu a idade de casar, o Rebe Rashab sugeriu o casamento entre ele e a Rebetzin Hana, filha do Rabi Meir Shlomo Yanovsky, Rabino de chefe de Nikolayev.

 

A data do casamento foi marcada para a quinta-feira após Shavuot, mas devido à doença da noiva, seu pai quis adiá-la.

 

O pai da noiva, Rabino Meir Shlomo Yanovsky, enviou um mensageiro especial ao Rebe Rashab para obter seu consentimento para o adiamento do casamento, mas o Rebe instruiu que o casamento fosse realizado conforme o planejado e deu sua bênção.

 

O casamento ocorreu na sexta-feira, 11 de Sivan de 5660 (1900), em Nikolayev, na casa de um judeu rico chamado Brishkovsky.

 

Em suas memórias, Rebetzin Hana mencionou três vezes o dia 11 de Sivan como a data de seu casamento.

 

Após o casamento, o Rebe Rashab enviou uma carta de bênção ao pai do noivo, Rabino Baru’h Shneur Schneerson, além do telegrama que ele enviou no dia do casamento.

 

O rabino Levi Yitzhak foi apoiado por seu sogro, Rabi Meir Shlomo Yanovsky, rabino de Nikolayev, por 10 anos até 5669 (1909), e sentou-se e estudou a Torá dia e noite.

 

A partir de 1902, participou de assembleias públicas onde eram formuladas atividades em prol do judaísmo russo.

 

Algumas dessas assembleias foram organizadas pelo Rebe Rashab.

 

Durante a Guerra Russo-Japonesa, teve um papel fundamental no envio de Matzót aos soldados judeus no campo de batalha, bem como na coleta de material para a defesa de Beilis no famoso julgamento.

 

Como rabino de Yekaterinoslav

 

Em 1908, o Rabino Dov Zev Kozevnikov que era o rabino hassídico de Yekaterinoslav (hoje Dnipro), faleceu.

 

O rabino “Ashkenazi” da cidade também era idoso e frágil. Diante da situação, os líderes comunitários se apressaram em escolher novos rabinos.

 

Os Misnagdim escolheram o Rabino Pinchas Gelman como seu rabino, enquanto que para os hassidim, o Rebe Rashab sugeriu a nomeação do Rabino Levi Yitzchak Schneerson, que na época servia como rabino de Nikolayev, também na Ucrânia.

 

Alguns líderes do movimento sionista na cidade desconfiavam dele, visto que, durante aqueles anos, o Rebe Rashab se opusera fortemente ao movimento sionista, e temiam que o indicado pelo Rebe Rashab também fizesse parte de seu grupo.

 

Por isso, o Rebe Rashab escreveu uma carta em 6 de Adar I de 5668 ao rico Sr. Feitel Paley, um dos respeitados membros da comunidade em Yekaterinoslav, solicitando que trabalhasse para a nomeação do Rabino Levi Yitzhak como rabino da cidade.

 

No início da carta, o Rebe Rashab expressa pesar pelo falecimento do Rabino Kozevnikov.

 

A carta então aborda a nomeação do Rabino Levi Yitzhak:

 

E como agora vocês têm comigo meu parente, o famoso Rabino Levi Yitzchak Schneerson, um homem que tem espírito dentro de si, e como eu o conheço bem, a coroa do rabinato lhe convém em todos os aspectos necessários.

 

Ele é um grande erudito e completamente temente a D’us, puro de pensamento e gentil de temperamento, possuindo traços de caráter muito bons e elevados, sabe liderar com conhecimento e sabedoria e não há ninguém melhor do que ele.

 

Depois de listar suas qualidades e talentos, o Rebe acrescenta:

 

“De fato, com base na experiência que vi em diversas cidades que fizeram isso de forma inteligente, eles fizeram com que os assuntos da cidade fossem corrompidos além da possibilidade de reparo.”

 

A chave para sua aceitação como rabino estava nas mãos de Shmaryahu, filho de um hassid que estudou na educação hassídica, mas que, após o casamento, se desviou do caminho e mudou seu nome para Sergey Wolfovich.

 

Ele administrava um grande moinho de farinha e uma serraria. Além disso, era um dos líderes do movimento sionista na cidade.

 

Apesar de sua distância do mundo hassídico, parece que em seu coração permaneceu um canto acolhedor para o Rebe e o hassidismo.

 

Após receber a carta do Rebe Rashab, ele convidou o Rabino Levi Yitzhak para uma conversa em sua casa que durou seis horas contínuas.

 

A conversa deixou-lhe uma forte impressão e, ao final, decidiu lutar por sua nomeação como rabino da cidade entre seus amigos sionistas.

 

Sua luta, que durou cerca de um ano, finalmente obteve sucesso, e o rabino Levi Yitzhak foi nomeado rabino chefe da cidade.

 

O Rebe Rashab lhe escreveu uma carta de agradecimento por isso.

 

E assim, com apenas trinta e um anos, no final de 1909, Rabi Levi Yitzhak passou a servir como rabino da cidade, cargo que durou trinta anos, até sua prisão em 1939.

 

Durante os trinta anos em que serviu como rabino da cidade, ele trabalhou para fortalecer os assuntos judaicos de todas as maneiras possíveis.

 

Logo após sua chegada, reuniu os líderes comunitários e discutiu com eles como fortalecer os judeus da cidade, apesar das dificuldades físicas e espirituais.

 

Juntos, tomaram uma série de decisões para fortalecer as instituições da Torá na cidade. Também foi decidido aumentar a atividade entre os jovens.

 

Um de seus primeiros passos foi lidar com a Mikve local, que não estava mais em condições de uso.

 

Ele reuniu os líderes comunitários e os convenceu da gravidade da situação, mas estes se esquivaram, alegando falta de fundos no tesouro comunitário.

 

O jovem rabino não se impressionou. Ele se ergueu em toda a sua altura e tirou o casaco novo que havia comprado pouco tempo antes de assumir o cargo: “Aqui está este casaco que vale uma quantia considerável, e seu valor será sagrado como contribuição inicial para a construção de uma Mikve.”

 

As palavras do rabino Levi Yitzhak causaram uma forte impressão e os líderes da comunidade começaram a se preparar para estabelecer uma nova Mikve.

 

🌻🌻🌻🌻

 

Reb Levik tentou emigrar para a Terra Santa logo após seu irmão, o Rabino Shalom Shlomo Schneerson, imigrar para Israel.

 

Os documentos pertinentes foram apresentados ao Rabinato Chefe de Israel e, por meio deles, os vistos foram aprovados para o Rabino e a Rebetzin.

 

O Rabinato Chefe de Israel anunciou isso em uma carta enviada ao Rabino Levi Yitzchak em Yekaterinoslav:

 

“1 Kislev 5686”

 

Em homenagem ao famoso Rabino, Rabino Levi Yitzhak Schneerson, Rabino e Av Beit Din de Yekaterinoslav
Paz e benção.

 

Vossa Excelência receberá, anexa, uma carta do Governador do Distrito, em resposta à nossa solicitação de visto para Vossa Excelência e sua família, segundo a qual o representante dos Assuntos Britânicos em Moscou foi solicitado a conceder um visto para Vossa Excelência e sua família virem a Israel.

 

De agora em diante, Vossa Excelência deverá dirigir-se diretamente a esse local e receberá o visto sem demora, se D’us quiser.

 

Informamos a Vossa Excelência que o prazo para obtenção do visto foi reduzido recentemente e, portanto, ele precisa ser processado rapidamente, dentro dos primeiros três meses após a notificação sobre ele ser emitida.

 

Desejamos seu bem-estar e esperamos vê-los pessoalmente na Terra Santa em breve, se D’us quiser.” (Final da carta)

 

Mas a imigração do rabino Levi Yitzchak e sua família acabou não se concretizando, por uma razão que desconhecemos hoje.

 

🌻🌻🌻🌻

 

Após a revolução comunista, ele lutou com toda a dedicação e empenho pela observância da Torá, apesar da proibição das autoridades.

 

Suas atividades em prol do judaísmo eram conhecidas por todos, e houveram atritos frequentes com as autoridades até que se decidiu prendê-lo.

 

Na noite de 9 de Nissan de 5699 (1939), às 3h00, quatro homens da NKVD (polícia secreta) foram à sua casa na Rua Barrikadnaya, 13, com um mandado de busca.

 

Quando a Rebetzin chegou no dia seguinte à sede da polícia secreta para levar comida ao marido, foi ignorada com evasivas, dizendo que ele não estava lá.

 

Só depois de vários dias foi informada de que o marido estava na prisão local e que ela poderia transferir comida e dinheiro para ele.

 

Mas sempre que pedia para vê-lo, era-lhe dito que ele não estava, apesar de o promotor afirmar que ele de fato estava.

 

Após vários dias, as autoridades transferiram Rabi Levi Yitzhak para a prisão de Kiev para criminosos condenados por crimes graves.

 

Rabi Levi Yitzhak foi preso pelas autoridades, que o viam como substituto do Rebe Rayatz e como alguém que incentivava e impulsionava toda a atividade judaica na Rússia.

 

Os policiais secretos que prenderam Rabi Levi Yitzhak tentaram de todas as formas forçá-lo a confessar que agiu contra as autoridades, impondo condições prisionais muito severas, transferindo-o de uma prisão para outra.

 

Certa vez, chegaram a colocá-lo em confinamento solitário por 32 dias, mas Rabi Levi Yitzchak se manteve firme e não admitiu qualquer culpa que lhe fosse atribuída.

 

Após vários meses de investigação, ele foi condenado a cinco anos de exílio no Cazaquistão.

 

Durante um mês, o Rabi Levi Yitzhak viajou de trem para prisioneiros, partindo da prisão de Yekaterinoslav.

 

Apesar das difíceis condições de viagem, a única coisa que mais o incomodava era a falta de água para lavar as mãos pela manhã.

 

Durante onze dias, não houve água. Até mesmo água potável era fornecida aos prisioneiros em pequenas quantidades.

 

Rabi Levi Yitzchak, que mesmo nessa situação difícil se preocupava em observar os mandamentos menores como se fossem maiores, abriu mão de sua escassa água potável para cumprir apenas o mandamento de lavar as mãos.

 

Ao chegarem à Alma-Ata, os prisioneiros receberam regras restritivas para sua permanência no local.

 

Imediatamente após a chegada, os prisioneiros foram enviados em grupos para lugares remotos no Cazaquistão, onde foram condenados a viver vários anos em exílio.

 

Em 19 de Shvat de 5700 (1940), Rabi Levi Yitzhak chegou ao seu local de exílio em Chi’ili, no Cazaquistão.

 

Nos primeiros dias, ele ficou com um não judeu que se compadeceu dele, juntamente com outro judeu que foi enviado para o local.

 

As torturas sofridas durante sua prisão, as dificuldades da jornada, as duras condições do lugar e a solidão prejudicaram muito sua saúde.

 

Sua situação melhorou quando Rebetzin Hana chegou a Chi’ili.

 

Mesmo em Chi’ili, ele continuou a espalhar o judaísmo, garantindo o enterro judaico para muitos judeus falecidos e também orações com um minyan.

 

Por mais de quatro anos, o Rabino Levi Yitzhak esteve exilado em Chi’ili.

 

Após a Pessa’h de 5704 (1944), Rabi Levi Yitzhak chegou exausto e fraco de seu exílio em Chi’ili à cidade de Alma-Ata, capital do Cazaquistão.

 

Lá também trabalhou intensamente para fazer a vida judaica florescer e chegou a servir como rabino na sinagoga local.

 

Pouco tempo depois, uma doença maligna o atingiu (que o acompanhava há muitos anos), e seu estado de saúde piorou dia após dia, até que, na quarta-feira, dia 20 de Av de 5704, sua alma ascendeu aos céus.

 

O funeral foi realizado no dia seguinte, com a presença de uma pequena multidão, devido ao medo das autoridades.

 

Sobre seu túmulo, foi erguida uma lápide com um texto especialmente breve, e ao longo dos anos a lápide foi recolocada em uma operação especial

 

Rabino Gloiber

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Você é a sua Alma

 

Nossa Parashá nos conta que o sangue é a alma.

 

No princípio, quando D’us criou o homem, está escrito que D’us “soprou” nele uma Alma, e não que o sangue é a alma.

 

Então, que alma é essa que está no sangue que não é a Alma que “D’us soprou”?

 

Daqui vemos claramente que essas duas linguagens se referem à duas almas diferentes.

 

Duas categorias de Alma

 

1- A alma animal

 

Diz o Zohar, clássico da Kabala de quase 2000 anos atrás, que a primeira alma a entrar no corpo é chamada de alma animal e está vinculada ao sangue, e por isso está escrito que o sangue é a alma e sobre ela a nossa Parashá está falando.

 

Mesmo essa alma animal estando revestida no corpo inteiro, a principal revelação dela é no lado esquerdo do coração que bomba o sangue oxigenado para todo o corpo e por isso a Parashá usa essa expressão de que o sangue é a alma.

 

Sendo que ela é uma alma espiritual, podemos fazer transfusões de sangue e transplante de coração e ela continua no nosso corpo.

 

A Guemará nos conta que no momento em que uma mãe engravida, é colocada nessa gravidez uma alma.

 

Esse óvulo que vai se desenvolver recebe uma alma animal do nível deste mundo onde o bem e o mal estão misturados, o que o Zohar chama de “Klipat noga”, ou até uma alma de um nível mais baixo que o Zohar chama de “três klipot tmeot”. Sem ela nosso corpo não teria como crescer e se desenvolver.

 

2- A Alma Divina

 

Um dos princípios da fé judaica é que D’us não se compara à matéria, mas está infinitamente acima de todo e qualquer conceito material.

 

O Zohar explica que quando D’us criou o homem à sua imagem e semelhança, a intenção é sobre a revelação Divina como ela acontece nas dez sefirot e não imagem e semelhança material.

 

Toda linguagem na Torá indica um assunto espiritual . Quando D’us coloca essa alma no primeiro homem é usada a linguagem “soprou”.

 

Diz o Zohar que essa linguagem é representativa, quem sopra, sopra o que tem dentro de si. Por isso não está escrito que D’us colocou no homem a Alma mas que D’us soprou nele a Alma.

 

A linguagem “soprou” é usada pela Torá para nos indicar o nível daquela Alma, querendo dizer que como o sopro é algo que sai de dentro da pessoa, assim também aquela Alma saiu de dentro da essência Divina e é chamada de “uma parte de D’us”.

 

Ela está vinculada à nós de forma envolvente desde que somos gerados, mas só assume nosso corpo quando fazemos treze anos, ou no caso das meninas doze anos.

 

Essa Alma também é dada à quem faz uma conversão ao judaísmo, ou seja, ela já estava vinculada à essa pessoa desde que foi gerado e isso foi o que causou para aquela pessoa querer se converter, por isso está escrito “guer shemitgaier”, ou seja, convertido que se converte e não “goi shemitgaier”.

 

Essa segunda alma se chama Neshamá.

 

Ela se reveste na alma animal para poder interagir com o corpo sendo que ela é de uma fonte tão elevada que não tem como se revestir diretamente no corpo como a alma animal.

 

A principal revelação dela no nosso corpo é no nosso cérebro, e sendo que por natureza a razão domina o sentimento, o cérebro domina o coração.

 

O objetivo dela nesse mundo é dominar a alma animal que se revela no coração e fazer dela uma plataforma para o trabalho Divino.

 

Essa Alma Divina é você!

 

Você que desceu do céu para vencer uma corrida de obstáculos a qual chamamos de vida, e vai ganhar por próprio mérito um “baixo paraíso” no qual uma hora equivale a setenta anos dos maiores prazeres nesse mundo ou um alto paraíso onde uma hora equivale a setenta anos no baixo paraíso, como prêmio por ter feito o trabalho Divino, meta dessa “corrida de obstáculos”.

 

A Neshamá é pura e linda, e cada ano que passa fica mais refinada e reluzente por meio do cumprimento dos 613 mandamentos Divinos.

 

Poderíamos dizer como exemplo que cada ano que passa, enquanto o corpo que é a roupa da nossa Alma fica mais cada vez mais velho, a Neshamá, nossa Alma Divina fica cada vez “mais jovem”.

 

Ficamos cada vez mais jovens e com uma roupa, ou seja, nosso corpo, cada vez mais velha.

 

Chega uma hora que somos obrigados a trocar de roupa para poder continuar o nosso trabalho Divino.

 

Transmigrações da Alma

 

Nossa Neshamá se reencarna quantas vezes for necessário até cumprir todos os 613 mandamentos Divinos.

 

Então vamos pedir para AShem mandar rápido o Mashia’h para podermos terminar todo esse trabalho Divino com muita alegria!

 

Rabino Gloiber

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A Parashá da Minha Vida – Ekev

Ekev

Na nossa Parashá está escrito:

“Vea’halta Vessavata Uverah’ta et AShem Elokei’ha”. Você vai comer até se satisfazer e depois disso você vai abençoar AShem seu D’us.

Nosso primeiro patriarca, Avraham Avinu, costumava hospedar os viajantes em sua tenda, que pela descrição dos nossos Sábios teria o tamanho de pelo menos um quarteirão. Essa enorme tenda tinha uma entrada em cada lado para facilitar o acesso à ela.

Na tenda de Avraham os hóspedes comiam do bom e do melhor, e depois de terem comido, Avraham pedia à eles que agradecessem à AShem (D’us) que “a Ele pertence a Terra e tudo o que ela contém”.

A terra pertence a D’us ou foi dada aos seres humanos?

A Guemará questiona o fato de dois versículos do Tehilim aparentemente se contradizerem. O primeiro (Tehilim 24/1) diz : LaAShem Haaretz Umloá , à AShem pertence a Terra e tudo o que ela contém.

לה’ הָאָ֣רֶץ וּמְלוֹאָ֑הּ תֵּ֝בֵ֗ל וְיֹ֣שְׁבֵי בָֽהּ

E o outro (Tehilim 115/16) diz: Vehaaretz Natan Livnei Adam: e a terra foi dada aos homens.
הַשָּׁמַיִם שָׁמַיִם לַה’ וְהָאָרֶץ נָתַן לִבְנֵי-אָדָם

E a própria Guemará responde: o primeiro versículo se refere aos momentos nos quais ainda não dissemos a Bra’há. Já o segundo versículo refere-se ao momento seguinte, quando já fizemos a Bra’há sobre o alimento. Portanto, antes de fazer a Brahá tudo pertence à AShem, e após falarmos a Brahá aquilo que era de AShem para a ser nosso

Nossos Sábios nos ensinaram que aquele que tem proveito deste mundo sem recitar uma Brahá é como se estivesse lesando o Todo Poderoso e a congregação de Israel.

Por tudo que foi explicado agora vemos a importância de uma Brahá e o poder que ela tem de atrair abundância para o mundo. Portanto se não a falamos a Brahá, impedimos a entrada da fartura que viria ao mundo e beneficiaria a nosso povo.

🌻🌻🌻🌻

Diz a nossa Parashá: “Porque não somente de pão viverá a pessoa, mas de toda palavra Divina a pessoa viverá .

“Explica o Ari ZaL que a vitalidade da Alma não vem por meio da comida mas sim por meio da palavra Divina. O que é essa palavra Divina? Diz o Ari ZaL que ela está indicando a benção que fazemos antes de comer. A Bra’há eleva dos alimentos o lado “Alma” deles , “Centelhas Divinas” que se misturaram com o lado espiritual negativo do mundo.

Por meio da Bra’há refinamos essas pequenas revelações Divinas tirando elas das impurezas , delas nossa Neshamá (nossa alma Divina) recebe a sua vitalidade e esse é o “alimento da Alma”.

Nosso corpo se alimenta do lado material do que comemos e nossa Alma do lado espiritual.

Conclusão:

Quer que a sua Alma vibre cheia de energia positiva? Capriche nas Bra’hot
Bençãos da Torá

O Ari Zal explicou que tudo nesse mundo tem um lado ”corpo” e um lado Alma. Como o ser humano foi criado “corpo e Alma” assim também todas as outras coisas.

A própria Torá tem um lado “corpo” que são as Hala’hot (leis práticas) e um lado Alma que está por trás delas.

Por isso os Anjos não queriam que a Torá descesse para esse mundo e recebesse esse lado “corpo”, porque eles não se interessavam por isso, sendo que não há entre eles ódio ou inveja e eles não precisam de leis práticas como “não assassinar”, “não cometer adultério” e etc. Por isso eles pediram para que a Torá ficasse nos mundos superiores e eles tivessem sempre acesso à essa revelação “Alma” da Torá.

E aqui surge novamente a Brahá. Quando falamos as Bra’hot da Torá unimos nossa Alma ao lado Alma da Torá que é uma revelação Divina tão grande que até os Anjos queriam ter ela também.
Bençãos das Mitzvót

As Mitzvot também tem o lado “corpo” e o lado “Alma”. Quando você faz uma Mitzvá é bom para você nesse mundo e ela está guardada para você no próximo mundo, quando falamos a Bra’há da Mitzvá estamos conectando a nossa Alma com o lado Alma da Mitzvá , esse aspecto dela que está lá encima.

Por isso está escrito na nossa Parashá: “Toda a Mitzvá…..” e não somente “a Mitzvá”, indicando o lado “Alma” da Mitzvá.

🌻🌻🌻🌻

 

Terra de Israel espiritual

Nossa Parashá nos conta que na conquista da terra de Israel pela primeira vez a regra era: “Pouco a pouco vou expulsá-los da sua frente “.

Diz o Rebe que o mesmo acontece na vida de cada um de nós , na conquista da terra de Israel espiritual , na parte dela que recebemos por sorteio lá de cima, ou seja, nosso trabalho Divino diário personalizado que inclui nosso refinamento pessoal. A conquista não deve ser feita de uma vez, mas sim pouco a pouco.

Mas não seja radical no pouco a pouco, pouco a pouco não quer dizer não fazer nada , não se esqueça que devemos nos esforçar para fazer o trabalho Divino , como dizem nossos Sábios: “Se você se esforçou e conseguiu acredite!
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“Diz a Parashá :”Talvez você diga no seu coração :- Esses povos são muito mais numerosos do que eu , como poderei conquistá-los?” (דברים ז’ י”ז)

Ou seja, talvez você sinta a realidade !

Você mediu o tamanho do problema e se conscientizou de que não tem a mínima chance de resolvê-lo . Lá vai a regra geral que nos dá Moshe Rabeinu para todo e qualquer problema (incluindo fechar as contas no fim do mês) : “Não tenha medo deles !

Lembre-se do que AShem fez ao faraó e a todo o Egito , os milagres , as maravilhas , etc etc etc. Ou seja , isso é o que devemos pensar e sentir sempre em qualquer situação difícil.

Se não saiu como queríamos , talvez nos espera algo melhor. Mas nós devemos fazer a nossa parte que é viver confiantes a cada instante , nunca pensar que não vai sair como queremos mas sim nos lembrar dos milagres e das maravilhas que AShem fez no Egito e nos conscientizar que assim ele vai nos fazer agora!
 
Shabat Shalom
Rabino Gloiber
Sempre rezando por você

“Porque não somente de pão viverá a pessoa, mas de toda palavra Divina a pessoa viverá .

 

Diz a nossa Parashá: “Porque não somente de pão viverá a pessoa, mas de toda palavra Divina a pessoa viverá .

 

“Explica o Ari ZaL que a vitalidade da Alma não vem por meio da comida mas sim por meio da palavra Divina. O que é essa palavra Divina? Diz o Ari ZaL que ela está indicando a benção que fazemos antes de comer. A Bra’há eleva dos alimentos o lado “Alma” deles , “Centelhas Divinas” que se misturaram com o lado espiritual negativo do mundo.

 

Por meio da Bra’há refinamos essas pequenas revelações Divinas tirando elas das impurezas , delas nossa Neshamá (nossa alma Divina) recebe a sua vitalidade e esse é o “alimento da Alma”.

 

Nosso corpo se alimenta do lado material do que comemos e nossa Alma do lado espiritual.

 

Conclusão:

 

Quer que a sua Alma vibre cheia de energia positiva? Capriche nas Bra’hot

 

Bençãos da Torá

 

O Ari Zal explicou que tudo nesse mundo tem um lado ”corpo” e um lado Alma. Como o ser humano foi criado “corpo e Alma” assim também todas as outras coisas.

 

A própria Torá tem um lado “corpo” que são as Hala’hot (leis práticas) e um lado Alma que está por trás delas.

 

Por isso os Anjos não queriam que a Torá descesse para esse mundo e recebesse esse lado “corpo”, porque eles não se interessavam por isso, sendo que não há entre eles ódio ou inveja e eles não precisam de leis práticas como “não assassinar”, “não cometer adultério” e etc. Por isso eles pediram para que a Torá ficasse nos mundos superiores e eles tivessem sempre acesso à essa revelação “Alma” da Torá.

 

E aqui surge novamente a Brahá. Quando falamos as Bra’hot da Torá unimos nossa Alma ao lado Alma da Torá que é uma revelação Divina tão grande que até os Anjos queriam ter ela também.

 

Bençãos das Mitzvót 

 

As Mitzvot também tem o lado “corpo” e o lado “Alma”. Quando você faz uma Mitzvá é bom para você nesse mundo e ela está guardada para você no próximo mundo, quando falamos a Bra’há da Mitzvá estamos conectando a nossa Alma com o lado Alma da Mitzvá , esse aspecto dela que está lá encima.

 

Por isso está escrito na nossa Parashá: “Toda a Mitzvá…..” e não somente “a Mitzvá”, indicando o lado “Alma” da Mitzvá.

Mensagem da Parashá

Vaet’hanan 🌻 A Parashá da Minha Vida

https://www.instagram.com/reel/DbK43iFMKHY/?igsh=OTRxa3Vhand3azdm

 

A Parashá da Minha Vida

 

Vaet’hanan

 

Na nossa Parashá Moshe conta ao povo que “rezou para Ashem (D’us) naquela hora”, e usa a palavra Vaet’hanan se referindo à reza.

 

Rashi diz que a raiz da palavra Vaet’hanan é usada em todas as escrituras no sentido de pedir um presente sem precisar dar nada em troca, e explica:

 

Mesmo podendo os Tzadikim justificarem o atendimento de seus pedidos como merecimento à suas boas ações, mesmo assim, por humildade pedem para que AShem atenda à seus pedidos sem olhar para seus méritos, pedem para que AShem atenda à seus pedido de graça.

 

A primeira coisa que aprendemos aqui é de não pensar nos nossos méritos na hora de rezarmos e fazermos nossos pedidos.

 

O atendimento à nossos pedidos é um presente que AShem nos dá por termos pedido.

 

Diz o Midrash Rabá que o valor numérico da palavra Vaetchanan é 515 nos indicando o número de vezes que Moshe rezou por aquele mesmo motivo.

 

Daqui aprendemos que devemos pedir pedir e pedir, e se até Moshe Rabeinu que era o maior de todos os profetas pediu tantas vezes, quanto mais nós.

 

Quando estamos rezando precisamos ter segurança de que vamos ser atendidos e nunca devemos imaginar no meio da reza que talvez não sejamos atendidos. Isso porque a falta de fé enfraquece o efeito da reza.

 

Por isso, na hora do pedido devemos acreditar com fé perfeita que nosso pedido vai ser atendido.

 

Mas caso aconteça de você não receber o que está pedindo no momento, saiba que quando isso acontece é sempre por motivos que são para o nosso bem.

Bem revelado ou bem oculto

 

E mesmo nesse caso, nossas rezas, que aparentemente não serviram para o que queríamos, são automaticamente direcionadas para algo mais importante que muitas vezes nem sabíamos que estávamos precisando tanto daquilo.

A Mitzvá da Tefilá

 

De acordo com a Torá, a Mitzvá da Tefilá consiste em pedir para AShem (D’us) o que você precisa na hora que você precisa.

 

Por exemplo: em uma hora de perigo, um dos 613 mandamentos da Torá é de rezar e pedir para AShem nos salvar do perigo, e isso é um dos princípios da nossa fé.

 

O motivo desse princípio é que por meio disso a pessoa vai saber e entender que AShem sozinho dirige o mundo e toma conta de cada detalhe de cada uma das criaturas, e somente AShem tem a possibilidade de nos salvar, como escreveu o Rambam no quinto dos treze princípios.

 

O fato de cada um de nós ser obrigado a cumprir o mandamento da Tefilá e pedir para AShem o que precisamos na hora que precisamos, nos mostra que a Mitzvá da Tefilá não é direcionada especificamente à pessoas próximas de AShem como Tzadikim mas sim à cada um de nós.

 

Quando precisamos de alguma coisa, é uma Mitzvat Assé, um Mandamento “Faça”, fazer nossos pedidos para AShem.

 

Por esse motivo, mesmo estando as mulheres liberadas de cumprir os Mandamentos “faça” que tem um tempo determinado, as mulheres também são obrigadas a rezar, sendo que pela Torá o mandamento da reza não tem um tempo determinado.

 

Às vezes nosso pedido será aceito e nosso desejo realizado, e às vezes, para nosso próprio benefício material ou espiritual, nosso pedido não é aceito, mas como vimos anteriormente nunca podemos pensar isso na hora do pedido.

 

Isso se compara a alguém que manda seu pedido à um rei. Qualquer pessoa pode mandar para o rei um pedido, e mesmo sendo a pessoa mais distante dele, pode ser que o rei vai atender à seus pedidos porque condiz à natureza boa e piedosa do rei atender especificamente aos mais humildes e etc…

 

O fato de a pessoa estar mais próxima ou mais distante do rei só vai fazer diferença em relação à pedidos sobre assuntos públicos e de grande importância para o povo, mas em assuntos de necessidades particulares não faz diferença se a pessoa está mais próxima ou mais distante.

 

Dessa mesma maneira AShem se relaciona às rezas que rezamos e aos pedidos que fazemos para Ele. Porque explicitamente Ele atende às rezas de cada pessoa e esse é o mandamento da reza pela Torá.

 

Nossos Profetas e Sábios no exílio da Babilônia viram que estávamos esquecendo o que precisamos e diminuindo a frequência em que deveríamos pedir, e fizeram para nós a Tefilá de 18 Bra’hot conhecida como “Shmone Esrei” ou Amidá, como hoje se encontra no Sidur.

 

Os Sábios da Mishná conhecidos como Tanaim e os Sábios da Guemará conhecidos como Amoraim acrescentaram mais algumas rezas seguidos pelos Sábios das gerações posteriores, até chegarmos ao Sidur que temos hoje.

 

Conclusão:

 

Capriche nas rezas e não economize nos seus pedidos, você só tem a ganhar!

🌻🌻🌻🌻

Muito mais do que isso está guardado para você!

Nossa Parashá nos conta que Moshe Rabeinu, depois de ter conquistado as terras da margem oriental do rio Jordão que seria a herança das tribos de Reuven, Gad e metade da tribo de Menashe imaginou que o decreto Divino de não entrar na terra de Israel poderia ter sido anulado, como é a regra em relação à qualquer profecia negativa.

 

Moshe rezou 515 vezes pedindo à D’us para deixar ele entrar na Terra de Israel e alcançar o nível dos mandamentos Divinos ligados à “Terra Santa.”

 

AShem responde à ele : “Muito mais do que isso está guardado para você, não continue pedindo isso”.

 

Vemos daqui que se ele continuasse a pedir receberia o que estava pedindo, mas o ” Muito mais do que isso está guardado para você” ele perderia.

 

Aprendemos daqui que quando rezamos e pedimos muitas vezes para AShem nos dar algo, e parece que nossos pedidos não estão sendo levados em conta, o motivo por não recebermos o que pedimos pode ser porque “muito mais do que isso” está guardado para nós, e se recebermos a coisa pequena perderemos a grande.

 

Por isso, Ashem não nos dá o que pedimos, para que possamos receber algo muito melhor.

🌻🌻🌻🌻

 

Porque Moshe não fez como Yaakov que rezou para ter uma vida tranquila e foi atendido?

 

Yaakov viveu tranquilamente os últimos 17 anos de sua vida no Egito com seu filho Yossef que era o vice rei.

Moshe poderia pedir à AShem uma vida tranquila entre as tribos de Reuven, Gad e metade da tribo de Menashe que receberam terras fora de Israel, e viver tranquilo com seu sucessor Yehoshua no governo como viveu Yaakov no Egito com Yossef acima dele no governo .

O sucessor de Moshe, Yeoshua Ben Nun era seu aluno exemplar, um filho espiritual que no caso de Moshe era até mais importante do que um filho material.

A resposta para isso veremos mais à frente em Parashat Vayele’h, lá AShem diz para Moshe : “Você se deitará com seus pais e se levantará esse povo e se prostituirá atrás de deuses estranhos…”

 

Nosso patriarca, Avraham Avinu, faleceu com 175 anos . Rashi explica que Avraham teria que viver 180 anos como seu filho Itzhak, mas AShem diminuiu cinco anos da vida dele porque tinha prometido à Avraham que ele iria falecer com tranquilidade.

 

Ismael fez teshuvá e Essav ainda não tinha se corrompido, e isso significava falecer com tranquilidade.

 

Mas se ele vivesse mais, iria sofrer com a idolatria de Essav e não faleceria tranquilo como AShem lhe prometeu. Por isso AShem o levou antes da hora.

 

Portanto, antes do falecimento de Moshe que seria a hora propícia para ele pedir uma vida tranquila na margem oriental do rio Jordão, AShem lhe comunicou que o povo iria fazer idolatria, e assim ele já não tinha mais motivo para pedir isso.

O que é o “Muito mais do que isso” que AShem vai dar à Moshe?

 

Diz o Ari Zal no Shaar Haguilgulim, baseado na primeira parte desse mesmo versículo “Você se deitará com seus pais e se levantará… “A última geração, a geração do Mashia’h, é a reencarnação da geração que faleceu no deserto e Moshe próprio se reencarna e se torna o Mashia’h”.

 

E isso é o “Muito mais do que isso” que AShem vai dar à Moshe. Diz o Rebe que tudo isso vai acontecer em breve nos nossos dias. Existe melhor do que isso?

 

Então vamos rezar forte para que tudo isso aconteça imediatamente !

 

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A Profecia do final dos tempos

Diz o Zohar que Moshe teve o maior de todos os níveis de profecia, ele incorporava a revelação profética para trazê-la ao mundo diretamente, em pé e com toda a sua força e energia, via a revelação claramente.

 

Diferente dos outros profetas que na hora de incorporar a profecia caíam sobre suas faces, enfraqueciam e não tinham a capacidade de incorporar a profecia claramente.

 

E qual era o motivo dessa fraqueza? Diz o Zohar que era pelo fato de o “anjo de Essav” ter ferido a perna de Yaakov e Yaakov ter saído mancando desse acontecimento.

 

Espiritualmente o anjo ”sugou” a força das pernas de Yaakov causando com que depois disso nenhum profeta conseguisse incorporar, trazer para esse mundo a profecia do que AShem vai fazer para os “Bnei Essav”, e se a profecia não descesse ela não aconteceria (de acordo com Don Itzhak Abarbanel os Bnei Essav são os povos da Europa e suas ramificações coloniais)

 

Somente o profeta Ovadiahu (Abadias), um profeta que originalmente se converteu ao judaísmo e era proveniente de Edom que eram os descendentes diretos de Essav conseguiu incorporar a profecia do final dos Bnei Essav.

 

Porque sobre ele o assunto espiritual do anjo de Essav não recaiu pelo fato de ele ser um “guer” dos Bnei Essav.

 

Ele pôde incorporar claramente a profecia do final de Essav e não enfraqueceu, e nenhum outro profeta pôde incorporar isso.

 

Moshe é a excessão de todas essas regras por estar em um nível tão alto que poderia incorporar claramente qualquer revelação sem enfraquecer.

 

Diz o Zohar que Moshe recebia a profecia em um nível de Sefirat a Tiferet de Atzilut , nível espiritual que nenhum profeta teve acesso.

 

Diz o Ari Zal que o Mashia’h vai ser a reencarnação de Moshe Rabeinu e vai revelar para todos nós as maravilhas ocultas da Torá.

 

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Mensagem da Parashá

A Mitzvá da Tefilá

A Mitzvá da Tefilá

 

De acordo com a Torá, a Mitzvá da Tefilá consiste em pedir para AShem  o que você precisa na hora que você precisa.

 

Por exemplo: em uma hora de perigo, um dos 613 mandamentos da Torá é de rezar e pedir para AShem  nos salvar do perigo, e isso é um dos princípios da nossa fé.

 

O motivo desse princípio é que por meio disso a pessoa vai saber e entender que AShem  sozinho dirige o mundo e toma conta de cada detalhe de cada uma das criaturas, e somente AShem  tem a possibilidade de nos salvar, como escreveu o Rambam no quinto dos treze princípios.

 

O fato de cada um de nós ser obrigado a cumprir o mandamento da Tefilá e pedir para AShem  o que precisamos na hora que precisamos nos mostra que a Mitzvá da Tefilá não é direcionada especificamente à pessoas próximas de AShem  como Tzadikim mas sim à cada um de nós.

 

Quando precisamos de alguma coisa, é uma Mitzvat Assé, um Mandamento “Faça”, fazer nossos pedidos para AShem .

 

Por esse motivo, mesmo estando as mulheres liberadas de cumprir os Mandamentos “faça” que tem um tempo determinado, as mulheres também são obrigadas a rezar, sendo que pela Torá o mandamento da reza não tem um tempo determinado.

 

Às vezes nosso pedido será aceito e nosso desejo realizado, e às vezes, para nosso próprio benefício material ou espiritual, nosso pedido não é aceito, mas como vimos anteriormente nunca podemos pensar isso na hora do pedido.

 

Isso se compara a alguém que manda seu pedido à um rei.

 

Qualquer pessoa pode mandar para o rei um pedido, e mesmo sendo a pessoa mais distante dele, pode ser que o rei vai atender à seus pedidos porque condiz à natureza boa e piedosa do rei atender especificamente aos mais humildes e etc…

 

O fato de a pessoa estar mais próxima ou mais distante do rei só vai fazer diferença em relação à pedidos sobre assuntos públicos e de grande importância para o povo, mas em assuntos de necessidades particulares não faz diferença se a pessoa está mais próxima ou mais distante.

 

Dessa mesma maneira AShem  se relaciona às rezas que rezamos e aos pedidos que fazemos para Ele. Porque explicitamente Ele atende às rezas de cada pessoa e esse é o mandamento da reza pela Torá.

 

Nossos Profetas e Sábios no exílio da Babilônia viram que estávamos esquecendo o que precisamos e diminuindo a frequência em que deveríamos pedir, e fizeram para nós a Tefilá de 18 Bra’hot conhecida como “Shmone Esrei” ou Amidá, como hoje se encontra no Sidur.

 

Os Sábios da Mishná conhecidos como Tanaim e os Sábios da Guemará conhecidos como Amoraim acrescentaram mais algumas rezas seguidos pelos Sábios das gerações posteriores, até chegarmos ao Sidur que temos hoje.

 

Conclusão:

 

Capriche nas rezas e não economize nos seus pedidos, você só tem a ganhar!

 

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Como rezar para ser atendido

Vaet’hanan

 

Na nossa Parashá Moshe conta ao povo que “rezou para D’us naquela hora”, e usa a palavra Vaet’hanan se referindo à reza.

 

Rashi diz que a raiz da palavra Vaet’hanan é usada em todas as escrituras no sentido de pedir um presente sem precisar dar nada em troca, e explica:

 

Mesmo podendo os Tzadikim justificarem o atendimento de seus pedidos como merecimento à suas boas ações, mesmo assim, por humildade pedem para que AShem  atenda à seus pedidos sem olhar para seus méritos, pedem para que AShem  atenda à seus pedido de graça.

 

A primeira coisa que aprendemos aqui é de não pensar nos nossos méritos na hora de rezarmos e fazermos nossos pedidos.

 

O atendimento à nossos pedidos é um presente que AShem  nos dá por termos pedido.

 

Diz o Midrash Rabá que o valor numérico da palavra Vaet’hanan é 515 nos indicando o número de vezes que Moshe rezou por aquele mesmo motivo.

 

Daqui aprendemos que devemos pedir pedir e pedir, e se até Moshe Rabeinu que era o maior dos profetas pediu tantas vezes, quanto mais nós.

 

Quando estamos rezando precisamos ter segurança de que vamos ser atendidos e nunca devemos imaginar no meio da reza que talvez não sejamos atendidos.

 

Isso porque a falta de fé enfraquece o efeito da reza.

 

Por isso, na hora do pedido devemos acreditar com fé perfeita que nosso pedido vai ser atendido.

 

Mas caso aconteça de você não receber o que está pedindo no momento, saiba que quando isso acontece é sempre por motivos que são para o nosso bem.

 

Bem revelado ou bem oculto.

 

E mesmo nesse caso, nossas rezas, que aparentemente não serviram para o que queríamos, são automaticamente direcionadas para algo mais importante que muitas vezes nem sabíamos que estávamos precisando tanto daquilo.

 

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