www.RabinoGloiber.org

Metzorá, as manchas espirituais

 

Metzorá

 

A Torá nos conta sobre manchas que poderiam aparecer nas paredes das casas, nas roupas e nas pessoas.

 

Essa mancha é chamada de “Nega Tzaraat” , a pessoa portadora dela é chamada de “Metzorá” .

 

Isso foi traduzido erroneamente como lepra, doença causada pelo Mycobacterium leprae , mas é um verdadeiro erro de tradução como veremos a seguir:

 

Don Itzhak Abarbanel foi o grande Tzadik que encorajou os judeus espanhóis na época da inquisição a deixarem a Espanha e não fazerem idolatria .

 

Ele nos explicou que a “Tzaraat” não é uma doença física mas sim uma “praga” mandada dos céus que aparecia de uma maneira sobrenatural e sua cura era por meio de um ritual espiritual como ele explica detalhadamente:

 

1- O Cohen começa a purificação do “Metzorá” com o abate de um pássaro​ em um pote de barro , nos mostrando que o ser humano é como um pote de barro na mão do seu artesão que vai modelando ele de acordo com a sua vontade, nos indicando que a Tzaraat vem de AShem (D’us) para melhorar nossa forma , nosso caráter.

 

2- Dentro desse pote de barro aonde é feito o abate do pássaro são colocadas águas​ de fonte (em hebraico “águas vivas”) representando a Torá que está no coração de cada um de nós , e por não termos guardado ela da maneira correta morre o pássaro abatido. (representando que a Tzaraat aparece por meio de nossas ações e não por contágio)

 

3- Um pássaro vivo é mergulhado (mas continua vivo) no sangue do pássaro​ morto , nos ensinando que a “Tzaraat” por natureza não é doença e nem é contagiosa (como no caso da lepra pelas vias respiratórias) mas sim um decreto Divino ligado ao comportamento errado daquela pessoa (representando pelo pássaro morto).

 

4- A cura de “Tzaraat” não acontece de maneira natural mas sim de maneira milagrosa, e por isso o “Metzorá” vai para o Cohen e não para o médico.

 

5- A “Tzaraat” da roupa e da casa é a mesma que a das pessoas e ela não tem nenhum vínculo à doenças do corpo humano, o fato de que a mesma Tzaraat pode aparecer em paredes (mineral) e em roupas (vegetal e animal) nos obriga a ver a Tzaraat como expressão​ sobrenatural, milagrosa .

 

Conclusão: depois dessa explicação tão detalhada do don Itzhak Abarbanel vemos que o certo é transcrever a palavra Tzaraat e não pegar uma tradução errada que a fonte dela é aquela mesma idolatria que por causa dela don Itzhak Abarbanel teve que sair da Espanha com seiscentos mil judeus na inquisição !

 

A “Tzaraat” era um decreto Divino que afetava principalmente pessoas que causavam intrigas entre marido e mulher ou entre uma pessoa e outra, pessoas que causavam separações, por isso primeiro o Metzorá era separado do acampamento (por que causou separações) e depois sua purificação envolvia dois passarinhos (que tem a característica de piar na casa de um e na casa de outro representando o que ele fazia) .

 

Mas nem sempre a Tzaraat era um decreto Divino para corrigir a personalidade da pessoa (enriquecê-la espiritualmente) , de vez enquando a Tzaraat era um decreto Divino para enriquecer a pessoa materialmente , como conta o Midrash em nome de Rabi Shimon Bar Yohái que quando os povos de Cnaan ouviram que o povo de Israel estava se preparando para vir conquistá-la, se prepararam para nos “receber”, e entre outras coisas esconderam dentro das paredes e embaixo do piso das casas todos os seus tesouros.

 

Depois, quando fugiram, muitos esqueceram ou não tiveram tempo de pegar os tesouros, que continuaram escondidos nas paredes​. Conta o Midrash que o bom D’us disse :- Prometi para o povo de Israel casas repletas com tudo de bom, e quem vai avisar eles sobre os tesouros que eles têm em casa? Portanto, continua o Midrash, quando aparecerem sinais de Tzaraat a pessoa vai ser obrigada a demolir a casa é aí ele encontra os tesouros escondidos! Então a Tzaraat , e como consequência a destruição das casa , eram uma grande alegria para eles porque dessa maneira eles encontravam fortunas escondidas.

 

Daqui aprendemos um ensinamento básico para todos os acontecimentos de nossa​ vida: Quando temos “tzarot”(sofrimentos​) e achamos que estamos passando por uma fase ruim e que D’us esqueceu só de nós, temos que nos lembrar que por causa dessas “tzarot” vamos descobrir tesouros de todos os tipos​ que não descubriríamos a não ser por meio (no mérito) dessas tzarot.

Como disse o rei David no Tehilim:- “de noite dormimos chorando e de manhã acordamos cantando” , ou seja, a mesma coisa que causou para nós dormir chorando, ela vai nos fazer acordar cantando!

E não se trata de pegar experiência com as “tzarot” mas sim tesouros verdadeiros , ou seja, depois que a “casa quebra” ficamos ricos de verdade!

E principalmente agora que já passamos por todos os sofrimentos​ já está na hora de Mashiach chegar e veremos com nossos próprios olhos que nunca existiram sofrimentos, mas tudo era a bondade Divina oculta que agora chegou a hora de ela se revelar em breve em nossos dias!

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

 

Tazria 🌻 a pureza familiar

Tazria

 

Seguindo a ordem da criação quando o ser humano foi criado depois dos animais, a Parashá anterior nos ensinou sinais de pureza animal e a nossa Parashá nos ensina conceitos básicos de pureza familiar.

 

A Parashá nos conta que toda mulher que tem a alegria de se tornar mãe de um filho tem que passar por um pequeno procedimento de purificação, um “detox espiritual” antes de voltar à vida conjugal

 

Esse “detox” começa com uma etapa de cinco dias a partir do início do sangramento no parto e pode ser​ chamada de dias “não limpos” (mesmo tendo o sangramento terminado antes dos cinco dias)

 

Se o fluxo de sangue já parou, no quinto dia ela faz um “Efssek Taará” (Todos os detalhes de “como” fazer isso podem ser encontrados na nossa página de “Tahará para casais” https://rabinogloiber.org/?page_id=13236

 

Depois do Efssek Taará ela conta 7 dias limpos (fazendo uma verificação todo dia para ver se eles ainda estão limpos de verdade) e no final do sétimo dia limpo ela mergulha no Mikve.

 

Depois disso ela volta à vida conjugal

 

Se ela teve a alegria de se tornar mãe de uma filha ela também conta 5 dias a partir do começo do sangramento do parto e sete dias limpos mas só vai para o Mikve dois dias depois disso para completar 14 dias a partir do parto.

 

No oitavo dia do parto de um filho, se o recém nascido estiver saudável é feito o “Brit Milá” mesmo se for Shabat.

 

A palavra “Tazria” (semear) é usada na nossa Parashá para a mulher que dá a luz, nos indicando que mesmo ela tendo um aborto que não tem nenhuma consistência humana e se parece com um sêmen, mesmo assim é considerado que ela teve um filho em relação às leis de pureza familiar.

 

E não só isso, mas filhos verdadeiros que também vão ressuscitar na ressurreição dos mortos, como escreveu o Rav Moshe Feinstein à um aluno que lhe comunicou o fato de sua mãe ter tido vários abortos :-“Em breve quando for a vontade Divina de os mortos ressuscitarem você terá irmãos Tzadikim que nunca na vida provaram o gosto de um pecado” (igueret Moshe).

 

Então, se você teve um aborto, você também é mãe e no futuro vai ter orgulho do seu filho (ou filha) , e que isso aconteça já em breve em nossos dias !

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

A Parashá da Minha Vida 🌻 Shemini

A Parashá da Minha Vida

Por Rabino Gloiber

Nossa Parashá nos conta sobre animais puros e animais impuros.

O versículo usa a expressão  e esta é a “hayá” que vocês vão comer dentre todos os animais na face da terra
 
Sendo que imediatamente após isso a Torá nos traz os sinais de todos os animais puros que existem sobre a face da terra e “hayá” que significa animal silvestre é somente uma subdivisão dentro dessa categoria

Porque a Torá não usou desde o começo o termo “behemá” que é o termo genérico para animais, mas começou com a subdivisão “hayá” que nesse caso é aparentemente totalmente  desnecessária
 
Rashi nos conta que a Torá fez questão de usar esse termo por ele significar também palavra “viva”, nos indicando que AShem te proibiu de comer certas coisas para que você viva
 
O Midrash nos traz sobre isso o exemplo de um médico que visitou dois pacientes. Depois de verificar o primeiro paciente o médico disse à sua família que eles podem dar para ele comer tudo o que ele quiser

Depois de verificar o segundo paciente, o médico fez uma lista do que é permitido para ele comer e o que é proibido
 
 Aparentemente poderíamos pensar que o primeiro paciente estava em uma situação muito melhor do que o segundo, mas quando perguntaram isso para o médico todos ficaram espantados em saber que era exatamente o contrário
 
O primeiro paciente, disse o médico, já estava para morrer e não havia como curá-lo, então porque privá-lo de comer algo

Mas o segundo tem a possibilidade de se curar, por isso indiquei para ele o que ele deve comer e do que deve se abster para ficar totalmente saudável
 
E esse é o motivo, diz o Midrash, que o versículo usa a palavra “hayá” que significa animal selvagem mas que também significa viva, no lugar da palavra mais correta para esse caso que seria “behemá”,animal

Nos indicando que os mandamentos Divinos foram feitos para nos dar vida

Então, vamos cuidar bem de nós próprios e comer somente o que a Torá nos permitiu

Aprendendo com Moshe Rabeinu como dar uma aula prática

A linguagem que a Torá usa sempre que Moshe fala sobre um animal puro ou impuro é:  esta

Daqui aprendemos que quando Moshe falava o nome do animal, da ave ou do peixe, aquela criatura aparecia milagrosamente na frente dele. Ele a mostrava para o povo e dizia : “essa vocês vão comer” ou “essa vocês não vão comer
O que é uma espécie de acordo com a Torá

Antes do dilúvio, vieram para a Arca de Noé pelo menos um casal de cada animal daqueles que não tinham se corrompido

Entre a criação do mundo e a Arca de Noé muitas espécies diferentes de animais se cruzaram entre si dando origem à novas espécies que não entraram na Arca
 
Depois do dilúvio, AShem (D’us) pediu para Noa’h (Noé) deixar os animais saírem da Arca, e nessa ocasião AShem deu para eles a bênção de se multiplicarem sobre a Terra

Essa benção fez com que espécies corrompidas não tivessem mais continuidade como tinham antes do dilúvio
 
As espécies de animais que estavam na Arca receberam essa bênção, mas uma nova espécie que surge como consequência do cruzamento de duas espécies diferentes não herda essa benção, sendo que essa nova espécie não é nem a espécie da mãe e nem a espécie do pai mas sim uma nova espécie
 
E sendo que essa nova espécie não existia na Arca de Noé e portanto não recebeu a benção de se multiplicar , ela não se multiplica

E por esse motivo, ou ela não tem filhotes , ou ela tem filhotes não férteis, como é o caso da mula que é o cruzamento do cavalo com a jumenta

Quatro espécies impuras por terem somente um sinal de pureza

Para um animal ser considerado pela Torá um animal puro, ele tem que ser ruminante e ter o casco fendido por cima e por baixo

A Torá nos traz quatro espécies de animais que tem somente um sinal de pureza, e determina que eles são impuros por terem somente um sinal de pureza

Imediatamente após nos trazer os dois sinais de pureza que são a condição para que possamos comer aquele animal ou usar o seu leite, a Torá nos conta sobre quatro espécies de animais que tem somente um desses sinais, e por isso eles são animais impuros e não podemos comê-los

:Essas quatro espécies são
 
O “shafan”, que é ruminante mas não tem pata fendida
 
A “arnevet” que é ruminante mas não tem pata fendida
 
O “Gamal” (camelo) que é ruminante mas não tem pata fendida (a pata dele é fendida só por cima mas não é fendida por baixo
 
E o “Hazir” (porco) que tem a pata fendida mas não é ruminante
 
De acordo com o Shul’han Aru’h que é o código da legislação judaica, o motivo que a Torá nos conta sobre essas quatro espécies de animais que tem um só sinal de pureza é para caso encontrarmos no meio do deserto um animal ruminante com as patas cortadas sabermos se ele é um animal puro ou impuro
 
Ou seja, a regra é de que todo animal que rumina tem a pata fendida em cima e em baixo, e a exceção de regra nesse caso são somente as espécies chamadas de Gamal, Shafan e Arnevet
que ruminam mas não tem pata fendida em cima e em baixo

Conhecendo essas três espécies e sabendo que o animal que
você encontrou não pertence à uma delas, você sabe que ele é um animal puro
 
Sendo que a Torá determina que somente essas três espécies ruminam mas não tem pata fendida, a Torá está te dizendo que todos os ruminantes que não pertencem à essas três espécies tem a pata fendida
 
O mesmo acontece com o porco. A regra é de que todo animal que tem pata fendida por cima e por baixo também rumina, fora a espécie chamada de Hazir (porco)

Ou seja, tanto o porco quanto todo o animal que se cruzar com ele e tiver com ele um filho fértil, o que para nós vai determinar que ele é uma raça da espécie do porco
 
Portanto se você encontrar um animal com a pata fendida e tiver dificuldade em identificar se é ruminante, se você conhece o porco em todas as suas versões e sabe que esse animal de pata fendida não é o porco, você sabe que ele é um animal ruminante
 
Sendo que o camelo pode se cruzar com o dromedário, lhama, alpaca, vicunha e guanaco gerando filhos férteis como foi constatado em uma experiência feita por uma veterinária inglesa nos Emirados Árabes, quando a Torá fala sobre o fato de a espécie “camelo” ser ruminante mas não ter a pata fendida (não é fendida por baixo) e portanto ser um animal impuro, a Torá inclui todas “raças” dessa espécie, ou seja, todos os animais que se cruzam com o camelo e tem filho fértil
 
Eliezer ben Yehuda foi o autor do dicionário do hebraico moderno. Ele definiu o shafan e a arnevet no seu dicionário da língua hebraica como coelho e lebre, que sempre foi o clássico erro da tradução cristã da Bíblia para as línguas européias
 
Sendo que o coelho e a lebre, pelo fato de não serem ruminantes mas sim roedores ou logomorfos, e também pelo fato de se cruzarem entre si e terem filho fértil o que determina para nós que eles são duas raças de uma mesma espécie, absolutamente eles não são o shafan e a arnevet que são duas espécies distintas e são ruminantes, e não roedores ou logomorfos
 
O fato de as vezes os coelhos comerem a própria excreção não os torna ruminantes sendo que o porco também faz isso e a Torá determina que ele não é ruminante
 
As características dos roedores e logomorfos existem em centenas de espécies, e não em apenas na do coelho e lebre, e o shafan e a arnevet da Torá são espécies únicas, determinando explicitamente que coelho e a lebre não são o Shafan e a arnevet
 
A Guemará nos conta que o fato de a Torá nos revelar que dentre todos os animais do mundo existem somente quatro espécies com somente um sinal de pureza, deve ser usado como resposta para aqueles que não acreditam que D’us nos deu a Torá mas que foi o próprio Moshe (Moisés) que a escreveu
 
Porque sendo que Moshe não tinha como verificar todos os animais que existem no mundo, ele não teria como saber que existem somente quatro espécies com um único sinal de pureza, e essa é a prova de que a Torá é Divina
 
E aí vem o ben Yehuda e coloca no dicionário do hebraico moderno que shafan e arnevet são coelho e lebre porque a igreja traduziu assim
 
Algumas traduções da Torá já tentaram corrigir esse erro trazendo outras opções para o shafan e a arnevet, mas o certo é transliterar as palavras shafan e arnevet e colocar no rodapé da página as especulações de que talvez o shafan seja isso e a arnevet seja aquilo

Mas não determinar nada, sendo que durante a nossa história mantivemos o acompanhamento do camelo e do porco mas perdemos o acompanhamento desses dois animais que nem temos como saber se eles já se extinguiram ou não
 
O Gamal nos acompanhou desde a época da Torá. É a espécie que inclui todos os camelídeos que se cruzam entre si e tem filhos férteis

Pelo fato de se cruzarem entre si e terem filhos férteis desses cruzamentos, para nós eles são considerados raças dentro de uma mesma espécie que é a espécie chamada pela Torá de Gamal

As raças do “Gamal” que conhecemos são o Camelo, o Dromedário e os camelídeos dos Andes como o Lhama, a Alpaca, a Vicunha e o Guanaco
 
O Shafan e a Arnevet não tiveram um acompanhamento durante as últimas centenas de anos da nossa história, não sabemos que animais são esses e provavelmente não chegaram até os nossos dias. O que sabemos sobre eles é que eles são ruminantes mas não tem o casco fendido
 
O erro de tradução da igreja traduzindo o shafan como coelho e a arnevet como lebre é um erro grave sendo que o coelho e a lebre não são ruminantes, e a definição da Torá para ruminante é que ele “faz subir” a comida do estômago para ser mastigada novamente, e o estômago do coelho não tem nenhuma comparação com o estômago dos ruminantes
 
O fato de ele mexer a boca constantemente como todos os roedores não o torna ruminante, sendo que a Torá leva em conta o fato de a comida subir do estômago e não o jeito de ele mastigar
 
O Hazir teve um acompanhamento durante a nossa história e é a espécie representada pelo porco e qualquer animal que se cruze com ele e tenha filhotes férteis que nesse caso também seriam considerados raças dentro dessa espécie
Aves puras e aves impuras

A Torá sempre nos traz a lista do número pequeno. Sendo que os animais puros são uma minoria, a Torá traz os sinais das espécies puras
 
O fato de a Torá nos contar sobre as quatro espécies que têm somente um sinal de pureza e determinar que eles são impuros pelo motivo de terem somente um único sinal de pureza e não os dois necessários, nos conduz automaticamente para um “Kal VaHomer”, um “quanto mais” em relação aos animais que não tem nem um único sinal de pureza.
 
Ou seja, se até o animal que tem somente um sinal de pureza já é classificado pela Torá como sendo um animal impuro, quanto mais aquele que não tem nenhum sinal de pureza
 
No caso das aves, o número pequeno são as espécies impuras, que são as 24 espécies enumeradas pela Torá

Sendo assim, se soubéssemos reconhecer essas 24 espécies de aves impuras enumeradas pela Torá, saberíamos que todas as espécies de aves fora elas são aves puras
 
Mas sendo que também as aves não tiveram um acompanhamento durante a nossa história, não sabemos hoje quais são as espécies impuras, e também para isso não confiamos nas traduções da Torá feitas por outros povos também por “Kal VaHomer”
 
Ou seja, se nem nós que somos o povo da Torá sabemos hoje quais são as espécies de aves impuras enumeradas pela nossa própria Torá, quanto mais os outros povos que pegaram a nossa
Torá e à traduziram sem nos consultar

🐠🐠🐠🐠

Peixes puros e peixes impuros
O peixe é um alimento de alta importância na cultura judaica. Por exemplo, no Shabat costuma-se comer peixe por uma série de razões, incluindo razões cabalísticas

A Guemátria, o valor numérico da palavra “dag” que quer dizer peixe em hebraico é 7, representando o sétimo dia que é o Shabat

Nossos Sábios nos contam que os peixes foram os únicos animais que não morreram no dilúvio porque eles foram as únicas criaturas a não se corromperam

Os peixes também representam a alta multiplicação familiar e também a prosperidade. Os peixes nunca fecham os olhos, nos lembrando que nosso Protetor jamais “fecha os olhos” para nós
Peixe Kasher

A Torá define que para o peixe ser considerado Kasher ele tem que ter os dois sinais de peixes espiritualmente puros que são o “senapir” e a “kaskésset”.

Senapir – são barbatanas ou nadadeiras

Kaskésset – é um determinado tipo de escamas

Embora se costume traduzir simplesmente como “escamas”, nem toda “escama” determina a kashrut do peixe

kaskésset é a escama que é possível ser retirada do peixe, sem que isso danifique a sua pele. Uma escama que rasga a pele do peixe ao ser removida, não é considerada kaskésset

Por exemplo, os tubarões possuem escamas que parecem unhas e estão presas na pele de forma que, ao arrancá-las, a pele rasga

Portanto, embora o tubarão tenha escamas, elas não são consideradas kaskésset e por isso o tubarão não é Casher

Outro exemplo são as enguias, que também possuem escamas, mas ao tirá-las a pele se fere. Portanto, não são casher

A kaskésset também precisa ser grande o suficiente para ser visível a olho nu

A Torá diz que a kaskésset precisa estar sobre o peixe quando este se encontra debaixo d’água

Se, ao tirar o peixe d’água, ele perde as escamas ele não deixa de ser um peixe casher por causa disso

Por exemplo, o hering ao sair da água perde as suas escamas e, como sabemos, é um peixe kasher

O Bagre, não é Kasher por ter somente pele, por ser um peixe sem escamas

O esturjão (Scaphyrhynchus suttkusi)  não é Kasher porque possui escamas do tipo ganóide. Escamas que estão presas de tal forma, que só saem rasgando a pele

A espécie de peixes brasileiros com o nome científico de Cyphocarax voga tem escamas ciclóides e por isso é Kasher

Geralmente as escamas ctenóides e ciclóides (ex. carpa) atendem aos padrões exigidos pela Hala’há. Mas essa regra também tem exceções

• A Lota-do-Rio (Burbot em inglês, Lota lota em latim) é um peixe
que possui escamas do tipo ciclóide mas não é Kasher. Geralmente essa é uma escama considerada “Kasher”, no caso
da Lota-do-Rio sendo que elas não saem com facilidade  nesse caso o peixe não é kasher

Peixes-espada possuem escamas, porém são tão minúsculas, que não são visíveis a olho nu. Portanto, não são considerados kasher

Um peixe interessante é o Marlin Azul (Makaira mazara). Ele também possui umas escamas pequenas que estão presas muito de leve na pele. Possui uma camada transparente sobre as escamas

Segundo a OU, este peixe foi levado ao Rav Elyashiv zts”l que o aprovou como casher

O tubarão e a enguia não são Kasher por terem escamas ganóides ou placóides

Pelo fato de as escamas ganóides ou placóides. serem muito inseridas na pele do peixe elas deixam de ser consideradas kaskésset  sendo que ao tirá-las fere-se a pele

 

Conclusão

Não podemos nos basear na Ictiologia (ramo da zoologia voltado ao estudo dos peixes) determinar se um peixe é Kasher ou não, sendo que não depende somente do tipo de escamas mas também do tamanho  e do nível de aderência dela ao corpo do peixe

Sendo que a Torá e a ictiologia classificam as escamas de acordo com regras e critérios diferentes e não é possível de acordo com a ictiologia especificar qual tipo de escama é kasher, cada peixe precisa ser analisado separadamente e de acordo com a hala’há, de acordo com a lei judaica

Nossos Sábios ensinam que todo peixe que possui escamas, possui obrigatoriamente barbatanas. Portanto, se queremos saber se um peixe é kasher, basta procurar por escamas

É recomendável checar a existência de escamas na parte superior (dorso) ou ao lado das guelras ou no encontro do corpo com o rabo. Basta raspar, por exemplo, com a unha, a pele (no sentido rabo-cabeça) e perceber se as escamas são removidas com facilidade sem ferir a pele do peixe

Nossos Sábios ensinam que todo peixe que possui escamas, possui obrigatoriamente barbatanas. Portanto, se queremos saber se um peixe é kasher, basta procurar por escamas.

É recomendável checar a existência de escamas na parte superior (dorso) ou ao lado das guelras ou no encontro do corpo com o rabo. Basta raspar, por exemplo, com a unha, a pele (no sentido rabo-cabeça) e perceber se as escamas são removidas com facilidade sem ferir a pele do peixe
O motivo que não podemos confiar no Google ou no peixeiro  para saber se um peixe tem escamas

O Google e o peixeiro vão te dizer que um peixe tem escamas mesmo no caso que para tirar a escama você tem que arrancar a pele junto, e pela Torá essa escama é parte da pele e não é
considerada escama
O motivo que não podemos confiar em uma lista de peixes
Kasher

Nós conhecemos e compramos os peixes pelos seus nomes populares. Porém, o nome popular não é suficiente sendo que, em muitos casos, para cada nome popular são associados inúmeros peixes com nomes científicos diferentes, e alguns deles são kasher e outros não

Portanto, o nome popular não basta, e pedir na peixaria pelo nome científico não é possível

Por isso, é importante ver o peixe e verificar a existência de escamas que se destacam do peixe sem arrancar a pele dele junto

Mesmo se o nome do peixe estiver escrito na plaquinha de mostruário que o acompanha, ainda assim você ainda tem que verificar que tipo de escamas ele tem

Depois de fazer isso muitas vezes e você se familiarizar com aquele tipo de peixe, é o suficiente olhar para ele para reconhecê-lo

Mesmo conhecendo o nome de um peixe kasher, não se pode comprar um peixe sem pele, ou seja, que você não tem como saber se ele tinha escamas ou não, que não possua hashga’há, selinho de supervisão rabinica

Isto porque é possível que não estejam vendendo, de fato, aquele peixe que o cliente está pedindo

Por exemplo, há carpas que são kasher e há as que não são

 

Como saber se um peixe que perdeu suas escamas era um peixe Kasher

Peixe que Perde as Escamas

Num peixe que perde escamas ao sair da água, avaliamos de outra forma para saber se é kasher

Um praticante da Torá, ”entendido” em peixes, pode verificá-lo e, baseado em seu conhecimento, dizer se este é um peixe kasher

Isto só pode ser feito se o peixe estiver com a pele, para que se possa reconhecê-lo

Todo peixe vendido sem pele (ou com pele, sem que seja possível perceber que tinha escamas – na ausência do “entendido” acima citado) só pode ser comprado com hashga’há e lacrado

Vários lugares vendem peixes com sabor semelhantes como sendo o mesmo peixe. Da mesma forma, em restaurantes, muitas vezes servem peixes com mesmo sabor ao descrito no menu e não, obrigatoriamente, é aquele citado

Vários peixes são muito caros e, para baixar o custo, coloca-se outro semelhante

abate de peixes

Os peixes não precisam passar por qualquer abate específico. Da mesma forma, não é necessário salgar a sua carne, pois não há proibição de comer o sangue que sai do peixe
peixes defumados

Podemos comprar um peixe fresco em qualquer lugar sendo que podemos verificar se suas escamas são arredondadas e se destacam da pele com facilidade sem arrancar um pouquinho da pele junto com elas

Se a barriga do peixe foi cortada na fábrica e suas entranhas retiradas, você pode comprar esse peixe e depois cortar com a sua faca um milímetro do local em que ele foi cortado com a faca não identificada. Ou seja, tirar uma casca de toda a extensão cortada pela faca da fábrica

O peixe defumado, precisa de supervisão Rabínica sendo que o mesmo equipamento em que se preparam peixes não kasher, como por exemplo, o esturjão pode ter sido usado para defumar um peixe kasher, causando dessa maneira que ele deixasse de ser Kasher

Peixes enlatados em pedaços ou em forma de patê

Qualquer produto processado de peixes, só pode ser consumido se for possível reconhecer o peixe conforme as regras vistas acima, ou se possuir hashgahá, o selo do Rabino garantindo a Kashrut e autenticidade daquele produto

Além disso, precisamos levar em consideração que os demais ingredientes podem não ser kasher. Portanto, não se pode consumir nenhum peixe  industrializado sem a hashgachá que é a supervisão rabinica que pode aparecer impressa no produto ou em uma lista de produtos liberados sem precisar de supervisão
Ovas de peixe

Só são permitidas ovas de um peixe casher. O costume é permitir ovas vermelhas e proibir as pretas, pois nossos sábios verificaram que não há ovas vermelhas provenientes de peixes proibidos. Por isto, permitimos apenas o caviar vermelho. Há quem sustente ser necessária supervisão mesmo no caso do caviar vermelho.

É permitido comer caviar vermelho pintado de preto, desde que os corantes e demais aditivos não apresentem problemas de cashrut

VERMES DOS PEIXES

Certos tipos de peixes podem conter vermes

Um cuidado que deve-se ter é a observação dos peixes, pois alguns costumam ter vermes compridinhos, principalmente na cabeça, espinha e às vezes até na carne, o que o torna proibido ao consumo, conforme a Halahá. Portanto, devemos ter o cuidado de verificá-los e limpa-los.

Devemos olhar minuciosamente o peixe cru para constatar sua pureza com relação aos vermes . Se você for comprar o peixe em uma peixaria que vende todo tipo de peixe,  você deve levar sua própria tábua e facas à peixaria além de assistir a limpeza e corte do peixe

Neste caso é aconselhável procurar por uma autoridade rabínica para saber como proceder. Há lugares onde a água é tratada, o que evita o crescimento de vermes nos peixes, facilitando assim o seu consumo

 Comprando peixe em peixaria

Ao comprar peixe em peixarias, conforme a OU, são necessários alguns cuidados

• Pedir ao peixeiro que lave bem a faca antes de cortar o seu peixe (ou possuir uma faca própria)

• Cobrir a tábua sobre a qual for cortar o peixe (ou levar tábua própria)

. • Se o peixeiro for retirar a pele do peixe, o comprador não pode deixar de acompanhar o corte do peixe até ser entregue em suas mãos

Deixar de supervisionar, pode ser um grande problema

Apesar disso, se não há motivo para suspeitar que ele trocou o peixe que foi escolhido, poderá comer deste peixe – se, sem querer, deixou de acompanhar

• Pode-se pedir ao peixeiro que deixe sobrar em cada pedaço um pouco de pele, de forma que dê para reconhecer que é um peixe casher. Neste caso, não será necessário ficar supervisionando

• Se o peixeiro cortou o peixe sem ter lavado a faca, ou colocou em cima da tábua suja – é preciso raspar o peixe com uma faca de fio (sem serra) para retirar a camada externa do peixe

Lembre-se: Na peixaria, você é o supervisor do seu peixe

 

🌻🌻🌻🌻

Curiosidade

Embora normalmente um peixe comprado sem pele, que não foi acompanhado por um supervisor, não possa ser consumido, há uma exceção: a OU permite o uso de salmão fresco, mesmo sem pele, pois apenas o salmão, a truta salmonada e, eventualmente, algum tipo de carpa, têm carne cor de salmão

Conforme pesquisa da OU, não há nenhum outro peixe no mercado que tenha esta cor e tonalidade

O que dá esta tonalidade ao salmão é a astaxantina, da família dos carotenóides. Esta família de químicos dá a tonalidade amarelada, alaranjada ou avermelhada aos alimentos tais como: tomates, cenouras, damascos, abóboras e batata doce

Logicamente, estes carotenóides são muito mais do que corantes; eles são essenciais à vida. Os carotenóides estão associados a uma melhor resposta imunológica, possuindo propriedades antioxidantes e anti cancerígenas, além de ser a fonte de vitamina A para o corpo

O excesso de carotenóides, que o corpo não precisa para funções vitais, é acumulado e armazenado, em diferentes partes do corpo, variando de criatura para criatura

No salmão e truta, é armazenado no tecido muscular, tornando a carne rosada. Isso, independentemente se for astaxantina natural (extraída de camarão, lagosta, plânctons e algas) ou se for artificial. A pele destes, por outro lado, se manterá na cor cinzenta. Os demais peixes não acumulam carotenóides em sua carne, por isso, não há outro peixe de carne rosada-avermelhada

Vale notar que o homem armazena carotenóides, entre outros lugares, na pele. Mas, não há acúmulo significativo na carne. Por isso, uma pessoa que come quantidades excessivas de frutas amarelas e laranjas, pode ficar com aparência amarelada (ictérica)

A astaxantina não modifica a cor da pele do salmão, assim como não muda a cor de nossa carne e dos demais peixes

Os salmões de criação ficariam com a carne branca, uma vez que nas criações não existem os alimentos que são comuns para o salmão nos mares e rios. Ninguém compraria salmão branco. Por isso, os cultivadores dão alimentação rica em astaxantina aos salmões, para que fiquem com a carne rosada

Portanto, a OU considera a cor rosada uma prova clara que o peixe é casher. Esta lei é baseada na lei que o Shulchan Aruch traz sobre ovas vermelhas. O Shulchan Aruch diz que não há ovas vermelhas de peixe não casher e por isso pode-se consumir qualquer ova de peixe que seja vermelha

Esta curiosidade, de acordo com a OU, de preferência, deve ser usada apenas entre os entendidos em peixes. Para o público geral, recomenda-se que o salmão somente seja adquirido quando a pele estiver intacta, com as escamas (como visto acima). Se for manipular qualquer peixe, deve-se levar a faca e tábua casher

Proibido – Comer peixes sem escamas nem nadadeira dorsal, como por exemplo o bagre, o pintado e o cação

frutos do mar

É expressamente proibido comer frutos do mar, ou seja, nunca coma ostras, polvos, moluscos, camarão, caranguejo, siri,
lagosta, ou qualquer outro “fruto do mar
ALGAS MARINHAS

É permitido comer alga marinha mas verifique detalhadamente se não tem algum camarãozinho ou coisa parecida grudado nela

 

Folhas – todo tipo de folha, como alface, repolho, agrião, salsão, salsinha, cebolinha, etc. costuma conter vermes.

Para que possam ser usadas devem ser deixadas de molho por mais ou menos meia hora em água com vinagre, ácido acético ou germicida para matar os vermes. Assim, é mais fácil removê-los posteriormente.

A seguir, folha por folha (mesmo as pequenas) devem ser lavadas em água corrente e examinadas contra a luz para constatar que estão isentas de qualquer verme.

Às vezes, os vermes das folhas são da própria cor da folha. É muito difícil distinguí-los, necessitando muito cuidado na hora da verificação.

 

Couve-flor e brócolis – nestes dois legumes é praticamente impossível detectar vermes, pois contêm infindáveis folhinhas minúsculas e de difícil acesso.

Por isso, em muitas casas judias não se costuma comê-los ou come-se somente os talos após bem verificados.

 

Berinjela – antes de cozinhar ou assar deve-se cortá-la ao meio em pedaços para se certificar de que não contém vermes.

Às vezes, a berinjela não mostra nenhum sinal externo da presença do verme, porém este cresce dentro dela de forma visível (costuma deixar rastros de areia).

 

Tomates – pepinos, batata, cenoura, cebola, alho, abobrinha, mandioquinha, entre outros, se encontram na categoria de legumes mais simples de verificação, já que ao serem cortados, qualquer um poderá notar se estiverem estragados e desta forma, descartá-los para o consumo.

 

Grãos – feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico, etc. devem ser colocados de molho em água por várias horas antes de cozinhar, facilitando assim a verificação.

Depois devem ser examinados cuidadosamente, dos dois lados, certificando-se que não contêm orifícios que comprovam a presença de vermes.

É costume abrir o grão-de-bico na metade, após terem sido colocados de molho, pois os vermes não deixam orifícios visíveis nesta leguminosa.

O milho de pipoca deve ser bem observado, um por um, se não contém orifícios ou pontos pretos, indicando a presença de vermes. A espiga de milho deve ser colocada de molho no vinagre antes de cozida; se contém vermes, estes saem depois deste molho.

Os grãos de arroz devem ser verificados para que não tenham extremidades pretas indicando terem sido comidos por vermes.

Verduras industrializadas

Os vegetais processados, como os congelados ou enlatados, podem apresentar sérios problemas de cashrut. Podem conter ingredientes de carne ou leite ou terem sido processados em recipientes utilizados para carne e laticínios, ou fabricados na mesma divisão ou conectados a outros alimentos não-casher.

Todos os alimentos naturais processados também requerem supervisão de cashrut de confiança, inclusive muitos produtos de soja, doces e bebidas naturais.

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

Yud Alef Nissan, o aniversário do Rebe

Muitas pessoas que escreveram ao Rebe falando sobre seu desespero

receberam uma resposta semelhante a esta:

 

O desespero é totalmente oposto a tudo aquilo em que acreditamos – em outras palavras, uma negação da realidade.

 

É negar que existe um D’us que dirige toda a Sua criação e observa cada indivíduo, e assiste cada um naquilo que deve realizar.

 

Você pergunta: “Como posso ser feliz?” Certo, você não pode controlar a maneira como se sente, mas tem controle sobre o seu pensamento, fala e ação conscientes.

 

Faça algo simples: Cultive bons pensamentos, fale coisas boas, e comporte-se como uma pessoa alegre – mesmo que por dentro não se sinta totalmente assim. Com o tempo, a alegria interior da alma vai se manifestar.

 

 

 

 

Onde seus pensamentos estão – é onde você está, você por inteiro. Tente estar sempre em locais bons.

 

 

 

 

O estado natural do Homem, a maneira em que D’us o criou, é ser feliz. Observe uma criança e você verá.

 

 

 

 

O intelecto e o entusiasmo são dois mundos: o intelecto, um mundo frio e sereno, e o entusiasmo, um mundo efervescente e impetuoso (impulsivo).

 

 

Esta é a avodá, o trabalho Divino do homem: integrá-los para que sejam um.

 

 

Nesse momento a impetuosidade se converte em aspiração, e o intelecto torna-se um guia para uma vida de avodá (serviço a D’us) e ação prática.

 

 

 

Apenas com suspiros não seremos salvos.

 

O suspiro é apenas a chave para abrir o coração e os olhos para não ficarmos de braços cruzados, mas para planejar um trabalho e atividade sistemáticos.

 

 

 

 

Cada um de nós deve atuar e fazer uma campanha

 

para fortalecer e divulgar a Torá e o cumprimento das Mitzvót. Há quem consiga fazer isso através da sua escrita; outros, através de sua oratória, e outros com a sua Tzedaká.

 

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

Hametz e o instinto do mal

 

Hametz e o Instinto do Mal

 

O judaísmo despreza a arrogância e dá muito valor à humildade. Ensina o Talmud que o mundo se preserva pelo mérito das pessoas humildes. Portanto, cabe perguntar: se o hametz é um símbolo de arrogância, maldade e idolatria, por que não é proibido o seu consumo o ano inteiro?

 

Uma das respostas a essa pergunta pode surpreender a muitos. A Torá não proíbe o hametz o ano todo porque o que simboliza – o Instinto do Mal, o Yetzer Ha-Rá, não é, necessariamente, uma coisa ruim.

 

É o que dá ao homem o livre arbítrio. Se o homem tivesse apenas o Instinto do Bem e não se sentisse tentado a pecar, ele não seria merecedor do poder de escolha entre o certo e o errado.

 

Se não houvesse escuridão no mundo, não apreciaríamos a luz. O Instinto do Mal é necessário para que a vida do homem tenha significado, pois não podemos viver sem desafios.

 

A resistência e o esforço resultam em crescimento e progresso. Isso é válido para todas as esferas – a física, a intelectual ou a espiritual. Nesta última, somente se adquire mérito através do esforço.

 

A vida, segundo os Kabalistas, é um campo de batalha, onde lutam os instintos positivos e os negativos do homem. Não fosse pelo Yetzer Ha-Rá, não haveria luta espiritual e, portanto, nenhuma possibilidade de vitória.

 

Há outra razão para que o Instinto do Mal – e tudo o que representa – não seja de todo ruim. É o fato de ser o motor que aciona as pessoas. Ao nos levantarmos pela manhã, vamos ao trabalho em busca de prazer, honra e felicidade. Somente um verdadeiro Tzadik, um homem como Moshé Rabenu, vive todos os momentos de sua vida para servir a D’us e cumprir Sua Vontade. A maior parte de nós vive para si próprio ou para aqueles a quem amamos.

 

O Midrash (Gênesis Rabá) cita um versículo da primeira porção da Torá, que diz o seguinte: “E D’us viu tudo o que fizera, e o achou muito bom: ‘bom’ se refere ao Instinto do Bem, mas ‘muito bom’ se refere ao Instinto do Mal. Por quê? Porque se não fosse pelo Yetzer Ha-Rá, ninguém construiria uma casa, casar-se-ia, teria filhos ou trabalharia”.

 

Essa passagem do Midrash nos ensina que o Yetzer Ha-Rá é uma criação Divina e serve a um propósito muito bom. Como vimos, é o que faz o homem avançar na vida.

 

É o que leva o homem a trabalhar com afinco, escolher uma esposa e constituir uma família. Senão, faria apenas o mínimo indispensável para sobreviver.

 

O Instinto do Mal e suas manifestações – desejo, egoísmo, arrogância e egocentrismo – podem ser ruins e desprezíveis, mas a isso se deve o progresso do mundo.Comemos hametz durante o ano porque temos que aprender a lidar com o Instinto do Mal e usá-lo em nosso benefício. Contudo, o Yetzer Ha-Rá nem sempre é bem vindo. O judeu não pode ter em sua posse quantidade alguma do hametz durante Pessa’h.

 

Tampouco se podia oferecer hametz no Altar do Tabernáculo nem do Templo Sagrado de Jerusalém. No Altar de D’us, não há lugar para hametz – símbolo do Yetzer Ha-Rá.

 

Durante Pessa’h, quando recordamos os inúmeros milagres que D’us realizou em nosso benefício – como nos salvou da escravidão e aniquilação e nos escolheu para ser Seu povo amado – não há espaço para arrogância ou orgulho.

 

Durante o restante do ano, no entanto, bem como em outros lugares que não o Altar, o hametz foi permitido, porque até a Era Messiânica, o homem precisará combater e dominar seu Instinto do Mal, usando-o para realizar coisas grandiosas.

 

O Baal HaTanya ensinava o seguinte: “Nossos Sábios disseram sobre a arrogância, ‘Amaldiçoado é aquele que a possui, e amaldiçoado é aquele que não a possui’. A arrogância torna o ser humano em um ídolo. Mas sem ela, como podemos mudar o mundo?”.

 

Ele nos ensinou como solucionar esse enigma: Deixe sua consciência saber que arrogância de nada vale e o poder que D’us colocou em seu coração poderá, então, ser facilmente encontrado.

 

Em outras palavras, o homem primeiro precisa aprender a ser humilde e modesto como uma Matzá. Quando ele perceber que nada é diante de D’us, ele poderá usar o hametz que tem dentro de si para fazer grandes mudanças no mundo.

 

Durante a Festa das Matzot, eliminamos o hametz de nossa vida, literal e metaforicamente, e retornamos à nossa Origem Inicial, e assim nos lembramos que nada somos comparados ao Infinito.

 

  • Ao término de Pessa’h, retornamos ao mundo, enfrentando-o com firmeza e determinação para executar o propósito para o qual D’us nos enviou a este mundo.

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

Hametz e as forças do mal

Hametz e as forças do mal

A tradição judaica de espalhar pela casa dez pedacinhos de pão antes da verificação do Hametz é bastante antiga, e o motivo dela é prático

 

Se não fosse pelos dez pedacinhos, o chefe da família talvez não encontrasse nenhum vestígio de Hametz em sua casa e a bênção que fazemos antes de começar a verificação teria sido em vão.

 

Mas existe também um motivo cabalístic para espalhar os dez pedaços de pão antes da verificação.

 

Eles também nos lembram as Dez Pragas do Egito e também representam que no lado espiritual impuro existem dez sefirót que correspondem às Dez Sefirot do lado puro.

 

Essas sefirot do lado impuro são chamadas de “dez coroas da impureza”, e são simbolizadas pelos dez pedacinhos de pão que buscamos na verificação do hametz para depois queimar.

 

Na Guemará e na Cabalá, o hametz geralmente é usado como símbolo para o mal.

 

Rabi Moshe Chaim Luzzatto, o Ramhal, dizia que o Hametz simboliza o Yetzer a-Rá, o instinto do mal que existe dentro de todos os seres humanos exceto daqueles que estão em um nível espiritual completamente elevado que são os Tzadikim.

 

O Zohar, clássico da Kabalá, compara o hametz à idolatria, com as seguintes palavras: “Aquele que come hametz em Pessa’h se compara a quem faz idolatria ” (Zohar 2: 182).

 

Alguns comentaristas explicam que o hametz representa o Yetzer Ha-Rá porque, ao contrário da Matzá, ele cresce e incha, simbolizando o orgulho, que é a suprema fonte das forças do mal.

 

O fato de que o hametz faça outro tipo de massa crescer é análogo à maneira pela qual o mal age sobre as funções da alma da pessoa, arruinando-a, e arruinando a alma das pessoas que estejam ao seu redor.

 

Como o hametz é um símbolo de arrogância, podemos entender a razão para o Zohar o comparar à idolatria. Porque, o que é a idolatria?

 

Para o judaísmo, não significa apenas acreditar em mais de um D’us. Significa, também, atribuir poder a qualquer coisa no mundo que não seja a D’us.

 

A arrogância é uma forma de autoidolatria, porque é a crença de que a pessoa é melhor do que os demais, que sabe mais do que todos, e que não deve nada a ninguém.

 

A Guemará nos ensina que se há algo que afaste de nós a Presença Divina, esse algo é a arrogância, porque a pessoa arrogante acha que não existe nada acima dela, ou seja, se auto-idolatra. Somente pode haver um único D’us no mundo. D’us aguenta um pecador, mas não alguém que se julgue um deus.

 

Ninguém personificou a arrogância mais do que o Faraó, o vilão na história de Pessa’h. O rei egípcio, que era idólatra e genocida e desafiava a D’us, proclamava ser uma divindade que havia criado sua própria pessoa.

 

O oposto do Faraó, o herói de Pessa’h, foi Moshe Rabeinu, que a própria Torá atesta que ele foi o “homem mais humilde que jamais se viu”.

 

A pureza e a santidade estão associadas à humildade, enquanto que a impureza e a auto idolatria, ou seja, a prepotência, estão associadas à arrogância.

 

Matzá, o pão da pobreza, que não cresce e não fermenta, simboliza a humildade. O hametz, que fermenta, representa justamente o oposto.

 

A festa de Pessa’h é uma época para agradecermos, pois se D’us não nos tivesse salvado, nossos antepassados e todas as gerações judaicas subsequentes, incluindo a nossa, ainda seríamos escravos ou teríamos sido exterminados pelo Faraó. O reconhecimento e a gratidão vem da humildade.

 

Pessa’h é a “Festa da Liberdade” e quem é vitima de seu próprio ego, quem vive para satisfazer seus desejos e seu orgulho, jamais poderá ser realmente livre. Os temas dessa festa, simbolizados pela Matzá, são a antítese do que representa o hametz

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
www.RabinoGloiber.org

www.RabinoGloiber.org

Remédios em Pessa’h

REMÉDIOS EM PESSA’H

 

Pêssa’h está chegando e vamos nos preparando 😉

 

Ninguém deve se abster de tomar qualquer medicação necessária mesmo se ela contém hamets, sem antes consultar o seu médico e Rav.

 

Todos os medicamentos para doença cardíaca, diabetes, pressão arterial elevada, doença renal e depressão podem ser tomados em Pessa’h.

 

HOLÊ SHEYESH BO SAKANÁ

(doente em perigo de vida)

 

Se alguém está em perigo de vida ou ter risco de ficar em perigo de vida, deve tomar qualquer remédio, mesmo que contenha hamets, a não ser que haja disponível um remédio sem hamets, que seja igualmente eficaz e possa ser adquirido imediatamente.

 

Isto é válido indiferentemente do tipo do medicamento. Ou seja: comprimidos, drágeas, cápsulas, pastilhas mastigáveis e líquidos. Se facilmente disponíveis, é preferível tomar comprimidos ou drágeas.

 

Pessoas em condições de sakaná, perigo de vida, não devem trocar as medicações, mas devem continuar regularmente com as suas prescrições, contenham ou não hametz, a menos que um médico aconselhe de outra forma.

 

HOLÊ SHE’EIN BO SAKANÁ

(doente que não está em perigo de vida)

 

Alguém cuja vida não está em perigo. Isto inclui quem está acamado, ou é perceptível seu funcionamento abaixo do padrão devido à dor ou doença, ou tem uma febre que não é potencialmente fatal, pode tomar qualquer comprimido, cápsula ou drágea independentemente se ela contém hamets, a menos que há disponível um mesmo medicamento eficaz que não contenha hametz.

 

No entanto, se possível, uma pessoa só deve utilizar medicamentos que não contêm hametz.

 

No caso em que não há perigo de vida, todas as pastilhas para mastigar e medicamentos líquidos só podem ser utilizados, se eles aparecerem na lista de aprovados para Pessah ou se puder determinar que eles não sejam hametz.

 

BARÍ (saudável) ou MIHUSH (ligeiro desconforto)

 

Aquele que está sentindo um ligeiro desconforto como ligeiras dores articulares ou corrimento nasal, ou que esteja em bom estado de saúde mas não se sente bem, pode tomar apenas produtos encontrados na lista de aprovados para Pessah.

 

Se uma pessoa precisa mastigar uma pastilha ou tomar uma medicação líquida para um pequeno desconforto, poderá tomá-la apenas se esta aparece na lista.

 

Na maioria dos casos, as informações recolhidas para a lista não são baseadas em uma inspeção de mashguiah às instalações, mas sim em informações fornecidas pelo fabricante.

 

Vitaminas não entram na classificação de remédios mas são classificadas como alimentos e necessitam de selinho Kasher LePessach ou estar em uma lista de produtos liberados para Pessah sem o selinho

 

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
www.RabinoGloiber.org

www.RabinoGloiber.org

Pessa’h 2026

Pessa’h 2026  (fora de Israel)

 

Os primeiros dois dias de Pessa’h são chamados de Yom Tov

 

🌻🌻🌻🌻🌻

 

www.RabinoGloiber.org

Purim

PURIM פּוּרִים

Os Rabinos portugueses de centenas de anos atrás usaram a letra “H” para a transliteração da letra “ח” em Hebraico que equivale a dois erres “rr” em português

 

Na nossa transliteração do hebraico estamos usando a letra “h” com um apóstrofo ( ‘ ) como dois erres (rr) assim: ‘h e a letra “A” para a transliteração da letra “ה” em Hebraico que tem o som da letra A na língua portuguesa

 

Purim é a data mais alegre do ano judaico

 

Comemoramos nela o milagre da salvação do Povo Judeu da trama de Haman, que planejou  exterminar em um único dia todos os judeus, jovens e idosos, crianças e mulheres.

 

Naquela época todo o nosso povo vivia em 127 países que faziam parte do império persa, que naquela época dominava o mundo inteiro.

 

Taanit Ester  תַּעֲנִית אֶסְתֵּר o jejum de Ester

 

No dia 13 de Adar fazemos o  Taanit Ester que é o jejum de Ester. O Taanit Ester começa antes do amanhecer do dia 13 de Adar e termina após o anoitecer.

 

Morde’hai, o Tzadik da geração, a pedido de Ester, reuniu todos os judeus de Shushan, capital da Persia antiga, e fizeram um jejum de três dias antes de Ester arriscar a vida para ser recebida pelo rei e convidá-lo para uma festa na qual ela pediria ao rei para anular o decreto do holocausto que tinha sido decretado para todos os judeus de todos os países que existiam na época.

 

Ester e Morde’hai conseguiram a permissão do rei para que os judeus pudessem se defender e, em 13 de Adar, lutaram contra o inimigo, destruindo-o.

 

Para relembrar este dia nossos Sábios instituíram o Jejum de Ester.

 

פּוּרִים Purim

 

No calendário judaico o dia começa ao pôr-do-sol, por isso a festa de Purim Purim começa ao anoitecer do dia 13 de Adar e termina ao anoitecer do dia seguinte, 14 de Adar

 

Em um ano que tem dois meses de Adar comemorarmos a festa de Purim no dia 14 de Adar 2

 

Nossos Sábios instituíram a festa de Purim e por isso os Mandamentos dela são Derabanan

 

Ou seja, instituídos pelos nossos Sábios por meio da permissão que a Torá deu para eles de que tudo o que eles determinarem não poderemos nos desviar nem para a direita e nem para a esquerda, como está escrito:

 

דברים יז יא – עַל פִּי הַתּוֹרָה אֲשֶׁר יוֹרוּךָ וְעַל הַמִּשְׁפָּט אֲשֶׁר יֹאמְרוּ לְךָ תַּעֲשֶׂה לֹא תָסוּר מִן הַדָּבָר אֲשֶׁר יַגִּידוּ לְךָ יָמִין וּשְׂמֹאל

Os quatro Mandamentos de Purim

 

Nossos Sábios instituíram quatro Mitzvot para a festa de Purim

 

קְרִיאַת מְגִלָּה

 

Ouvir a leitura da Meguilá

 

A Meguilá de Ester é um dos livros do Tana’h que quer dizer Torá, Profetas e Escrituras.

 

A Meguilá nos conta a história de Purim.

 

O mandamento de ouvir a leitura da Meguilá se aplica a homens e mulheres. Como uma das razões para a leitura da Meguilá é divulgar os milagres celebrados nesse dia, o fato de ser feita na sinagoga permite que o Mandamento seja cumprido da melhor forma.

 

A leitura da Meguilá tem que ser feita em uma Meguilá original escrita à mão em um  pergaminho de couro.

 

Para cumprir o mandamento, é necessário ouvir cada uma das palavras.

 

 מַתָּנוֹת לָאֶבְיוֹנִים

Matanot LaEvyonim

(Presentes para os pobres)

 

A palavra Matanot LaEvionim quer dizer dar presentes aos pobres. Devemos dar Tzedaká para duas pessoas necessitadas, no mínimo.

 

Isso pode ser cumprido por meio de qualquer tipo de presente: dinheiro, alimento, bebida ou roupa. O ideal é que seja um presente substancial.

 

Os Matanot LaEvyonim devem ser dados durante o dia de Purim e, de preferência, na parte da manhã, para que quem os recebe possa usufruí-los durante a festa.

 

A quantia dada deve ser suficiente para que comprem alimento e bebida, dessa forma possibilitando que tenham uma refeição festiva nesse dia.

 

Mas quem recebe o presente não é obrigado a gastar o dinheiro em Purim: pode usá-lo em outra data e da forma que quiser.

 

Os Matanot LaEvyonim não devem ser dados antes de Purim, para que quem os recebe não os utilize antes da festa porque nesse caso, o doador não teria cumprido o mandamento.

 

Quem não se deparar com pessoas carentes em Purim, deve doar o dinheiro a uma instituição judaica que esteja arrecadando fundos com esse propósito.

 

É necessário que o dinheiro dado em Purim seja destinado aos necessitados: não pode ser usado para nenhum outro propósito, por mais nobre e sagrada que seja a finalidade.

 

Em Purim, doamos dinheiro a quem o pede: não fazemos perguntas nem procuramos saber se quem pede a Tzedaká realmente a necessita ou não.

 

O mandamento de Matanot LaEvyonim é dever de todos os judeus – homens, mulheres e até crianças.

 

מִשְׁלוֹחַ מָנוֹת Mishloa’h Manot

 

Enviamos para pelo menos uma pessoa um presente de dois alimentos prontos para serem comidos na hora.

 

Pode ser também um alimento e uma bebida.

 

As mulheres mandam para as mulheres e os homens para os homens.

 

O mandamento de Mishloa’h Manot deve ser cumprido durante o dia de Purim, não na noite da festa.

 

É preferível enviar o Mishloa’h Manot por meio de alguém sendo que a Meguilá usa para isso a linguagem Mishloa’h que significa envio.

 

Mas se você entregar o Mishloa’h Manot pessoalmente, você também cumpre plenamente essa Mitzvá.

 

סְעוּדַת פּוּרִים Seudat Purim

O banquete de Purim

 

Um dos mandamentos da festa de Purim é fazer um banquete, uma Seudat Purim.

 

Isso celebra o fato de que na história de Purim, a queda de Haman ocorreu durante um banquete organizado pela Rainha Ester.

 

Essa refeição deve ocorrer durante o dia e se você faz a Seudat Purim durante a noite da festa, você não cumpre a Mitzvá da Seudá de Purim.

 

Mesmo assim, depois de ouvirmos a leitura da Meguilá de noite, devemos fazer uma janta mais festiva do que nos dias comuns, mas para ser considerado um banquete de Purim tem que ser durante o dia.

 

Sendo que  Purim não é um Yom Tov da Torá, não fazemos o Kidush, mas fazemos a Netilat Yadaim e comemos pão.

 

No Birkat a Mazon adicionamos o trecho “ve al a Nissim” que lembra o milagre de Purim.

 

A Seudat Purim deve começar antes do pôr-do-sol e não se esqueça de convidar pessoas para seu banquete.

 

Se Purim cair em uma sexta-feira, a Seudat Purim é realizada mais cedo, e temos que concluir ela antes do Shabat

 

Costumamos comer carne e tomar vinho na Seudat Purim.

 

O Mandamento da Seudat Purim enfatiza, novamente, o tema geral da festa, que é a sobrevivência física e o bem-estar material do nosso povo.

 

O Zohar nos conta que por meio do banquete de Purim, podemos conseguir a mesma elevação espiritual que conseguimos quando jejuamos no Yom Kipur.

 

Nossos Sábios instituíram beber vinho nesse banquete pelo fato de o milagre de Purim ser intimamente ligado ao vinho.

 

A queda da Rainha Vashti, mulher de A’hashverosh, ocorreu em um banquete de vinhos e foi a oportunidade para que Ester tomasse seu lugar ao lado do Rei e salvasse nosso povo do genocídio.

 

Além disso, também a derrota de Haman se deu em meio a uma festa de vinho organizada pela Rainha Ester.

 

Nossos Sábios também instituíram que em Purim devemos beber vinho até ficarmos tão bêbados a ponto de não diferenciar entre  “amaldiçoado Haman” e ” abençoado Morde’hai.

 

O Mandamento de  Matanot LaEvyonim, ou seja, de dar presentes aos pobres , é prioritário não só em relação à Mitzvá de Mishloa’h Manot mas também em relação a Seudat Purim.

 

Ou seja , devemos cumprir com muita alegria os quatro Mandamentos de Purim, mas a maior parte dos gastos com a festa deve ser direcionada aos presentes para os necessitados.

 

O motivo para isso é que não há Mandamento mais importante no Judaísmo do que a Tzedaká, e por isso quando a Guemará fala sobre a Tzedaká ela não usa o termo Tzedaká mas sim Mitzvá, mas quando a Guemará fala sobre outros Mandamentos Divinos ela cita o nome daquele Mandamento específico.

 

Ou seja , quando um Sábio da época antiga pergunta ao outro se ele fez uma Mitzvá, ou afirma que alguém fez uma Mitzvá, eles estão falando sobre a Tzedaká.

 

Nossos Sábios nos ensinaram que não há alegria maior do que a alegria que alegrar os pobres, os órfãos e as viúvas,  e sendo que em Purim devemos ficar mais alegres do que o ano inteiro, devemos caprichar nos presentes para os pobres.

 

O Rambam escreveu que quem alegra o coração dos pobres, dos órfãos e das viúvas é comparado à She’hiná que é a Presença Divina, como diz o versículo: “(D’us) reanima o espírito dos oprimidos e restaura o coração dos humilhados”(Rambam).

 

תְּפִלּוֹת פּוּרִים As Rezas de Purim

 

As rezas especiais para a festa de Purim são somente o acréscimo de ve al a Nissim” nas rezas da Amidá e no Birkat a Mazon.

 

A reza de “ve al a Nissim” descreve os milagres de Purim, e por meio dela agradecemos à AShem (D’us) pelos grandes milagres que Ele fez para os nossos antepassados, e nos salvou do plano de Haman que queria exterminar todos os judeus.

 

A leitura do Sefer Torá na Sinagoga em Purim descreve a batalha de Yehoshua contra Amalek, que era o povo ancestral de Haman. Essa batalha aconteceu quase mil anos antes dos eventos de Purim.

 

Por que nos fantasiamos em Purim?

 

Em Purim, é costume que as crianças – e até mesmo os adultos, se fantasiarem.

 

Essa está ligada ao Mandamento de Purim de dar dinheiro para os pobres que vão de Sinagoga em Sinagoga e de casa em casa, e em muitos casos não querem ser reconhecidos.

 

Essa tradição também representa que AShem salvou o nosso povo por meio de milagres ocultos.

 

A Meguilat Ester é o único livro do Tana’h onde não aparece o nome de AShem (D’us) nem uma  única vez .

 

A razão para isso é que na história de Purim, D’us usou uma “fantasia”: Ele se ocultou e agiu sigilosamente.  Ele salvou o nosso povo com uma série de eventos naturais, uma série incrível de “coincidências!

 

Em Purim, muitas sinagogas organizam uma festa à fantasia, com prêmios para as crianças.

 

Além de acrescentar alegria ao dia e despertar a curiosidade das crianças, o costume de se fantasiar reflete um dos principais temas de Purim: o fato de que D’us está sempre presente no mundo e em nossa vida pessoal, mas que Ele geralmente “Se disfarça”.

 

Na maioria das vezes, D’us age em total segredo. Como ensina a Guemará e como rezamos na oração da Amidá, três vezes ao dia , D’us está sempre fazendo milagres, de manhã, de tarde e de noite.

 

Se a maioria de nós não percebe isso, é porque eles vêm disfarçados em “eventos naturais”.

 

שׁוּשַׁן פּוּרִים Shushan Purim

o PURIM de Jerusalém

 

Em Jerusalém, Purim é celebrado no dia 15 de Adar  e não no dia 14 de Adar.

 

O dia 15 de Adar é chamado de Shushan Purim.

 

Fora de Jerusalém a data de 15 de Adar não é Purim, e não podemos cumprir as Mitzvot de Purim nesse dia.

 

Mesmo assim, Shushan Purim é um dia de alegria para todos nós em qualquer lugar do mundo.

 

Por trás dos bastidores da Meguilá

 

Pergunta o Zohar: porque aquela geração teve que passar por um susto desses? E a resposta do Zohar é: porque eles tiveram o prazer em participar da festa daquele criminoso que era Ahashverosh, o Rei da Pérsia.

 

Mas esse motivo sozinho, diz o Zohar, ainda não seria o suficiente para justificar um susto dessa proporção. Então o próprio Zohar traz mais um motivo:

 

Aquela geração é a mesma que tinha se prostrado na frente da estátua de Nabucodonosor antes dos persas conquistarem a Babilônia.

 

Ou seja, aquela geração tinha uma pendência anterior de ter se prostrado na frente da estátua de Nabucodonosor mesmo sem acreditar nisso, e tiveram a oportunidade de retificar essa transgressão se não tivessem participado da festa que Ahashverosh fez para todos os habitantes de Shushan a Birá.

 

Naquela festa Ahashverosh se vestiu com as roupas do Cohen Gadol e distribuiu vinho nos copos de ouro do Beit a Mikdash, expressando dessa maneira que a nossa religião é um assunto puramente cultural, somente um folklore, mas que não tem um D’us de verdade que interage com a sua criação dando um prêmio para quem faz o bem e um castigo para quem faz o mal.

 

Então aparece um Haman que faz um decreto de morte à todos os judeus que professam a religião judaica colocando todo o nosso povo em uma situação de morrer como judeus ou salvar a própria vida trocando de religião

 

Por trás do decreto de Haman

 

A Meguilá nos conta que em Shushan Habirá havia um judeu, e o seu nome era Morde’hai ben Yair ben Shim’i ben Kish e ele era da tribo de Biniamin.

 

Surge a pergunta: Se ele era da tribo de Biniamin, porque ele é chamado de judeu que é alguém que pertence à tribo de Judá?

 

Explica a Guemará que a palavra “Judeu” recai sobre todos aqueles que não se prostram na frente da idolatria, e portanto tanto os Cohanim quanto os Leviim daquela época foram chamados de judeus pelo motivo de professarem a religião judaica e não se curvarem na frente da idolatria, e não pelo motivo de pertencerem à tribo de Judá.

 

O Midrash nos conta que Haman, à exemplo do faraó do Egito e de Nabucodonosor rei da Babilônia, se considerou um deus. E por isso Morde’hai não se prostrava na frente dele mesmo sendo isso uma ordem do Rei.

 

O Ralbag, um grande Rabino da idade média, nos conta que explicaram para Haman que Morde’hai não pode se prostrar na frente dele por motivos religiosos, por ser judeu, e que por esse motivo Haman decidiu fazer um decreto de morte à todos os judeus,  ou seja, à todos os que professam a religião judaica!

 

Mas se um judeu se convertesse à outras religiões, para Haman ele não seria mais judeu, e esse decreto não recairia mais sobre ele.

 

O povo de Israel se manteve firme na sua religião mesmo consciente de todas as consequências, sendo que aquele decreto foi feito para todos os 127 países do mundo que naquela época pertenciam ao império persa e não tinha para onde fugir.

 

Ou seja, todos os judeus estavam dispostos a morrer pela nossa religião.

 

Diz a Guemará que quando nós fazemos Teshuvá e voltamos a nos comportar de acordo com a Torá, descobrimos que D’us já tinha criado o remédio antes de criar a doença.

 

Ou seja, D’us cria a solução antes de criar o problema, e por meio da nossa Teshuvá AShem nos revela a soluçã.

 

Antes de Haman fazer o decreto contra o nosso povo aconteceram algumas coisas que somente depois do decreto vimos que aqueles acontecimentos tinham sido milagres sobrenaturais e indispensáveis para a nossa salvação.

 

A morte da Rainha

 

Vashti, a rainha da Pérsia, vinha de uma linhagem real, ela era a neta do rei da Babilônia.

 

Quando Ahashverosh se casou com ela, ele também entrou na família real, e portanto ela era o motivo da sua realeza e a última pessoa no mundo a quem ele teria interesse em prejudicar.

 

No sétimo dia do banquete que Ahashverosh fez para os habitantes de Shushan, banquete no qual ele expressou que a profecia do profeta Yermiahu (Jeremias) de os judeus voltarem para Jerusalém depois de setenta anos não aconteceu e portanto esse profeta é falso e esse D’us não existe, ele mandou os sete ministros da Babilônia chamarem a rainha Vashti para mostrar toda a sua beleza no banquete dos homens.

 

Aquele dia era Shabat. A rainha Vasht era uma antissemita diplomada e pós graduada que propositalmente contratava jovens judias para fazer com que elas profanassem o Shabat, e quando elas se recusavam eram obrigadas a desfilarem por toda a cidade nuas e profanando o Shabat montadas a um cavalo.

 

Essa mesma rainha Vashti foi chamada pelo Rei para desfilar totalmente nua no Shabat no banquete dos homens, mostrando que esse D’us que está sendo proclamado nesse mesmo banquete como “inexistente” está interagindo no mundo e fazendo as coisas mais surreais acontecerem de maneira oculta como se fossem as coisas mais naturais.

 

AShem fez um milagre e a rainha Vashti antes da sua “apresentação” teve uma grave doença estética e não pode se apresentar.

 

Um dos sete ministros, que de acordo com o Midrash era o próprio Haman, aconselhou o rei a matar a rainha por ter desobedecido o rei e ter dado um mau exemplo para o povo.

 

O Rei, ao contrário da sua própria ideologia, mandou matar a rainha Vashti, fazendo com que a profecia do próprio profeta Yermiahu sobre a Babilônia que incluía a morte da neta do rei da Babilônia acontecesse.

 

Yermiahu era esse profeta que o rei estava desacreditando no seu banquete pelo fato de o próprio rei ter errado na conta de setenta anos que o profeta Yermiahu fez, e não pelo profeta ter errado.

 

Afinal das contas com esse grande milagre sobrenatural que aconteceu sem que ninguém percebesse, o “status quo” mais sólido da época foi destruído abrindo as portas para uma grande mudança.

 

Quando passou a fúria do rei ele teve um grande remorso pelo que fez, por ter matado a sua rainha, demonstrando que tudo tinha acontecido por um motivo superior à própria vontade dele.

 

Vendo a tristeza do rei, seus servos o aconselharam a fazer um concurso de miss universo entre todos os 127 países para encontrar a mulher mais bonita do mundo e se casar com ela.

 

A nova rainha, mais um milagre surreal

 

A Guemará nos conta que Ester era esverdeada e só por milagre alguém poderia achar ela bonita.

 

AShem fez um milagre surreal e todos acharam que ela era a mulher mais bonita do mundo.

 

Ester era uma judia religiosa que não entendia nada sobre relações íntimas, e a parte mais importante desse concurso era passar uma noite com o rei.

 

Diz o Ari Zal que uma demônia em forma humana substituía Ester nessas horas e deixava o rei  “louquinho”.

 

Ou seja, a artista principal é substituída por alguém muito parecida para as cenas de “perigo”, e nesse caso, essa personagem espiritual negativa se materializava na aparência perfeita de Ester.

 

Bigtan e Teresh

 

Morde’hai era membro do grande tribunal rabínico de Yerushaláim conhecido como Sanedrin. Lá cada pessoa era ouvida na sua própria língua, e o Sábio que não soubesse setenta línguas não era aceito como membro do tribunal.

 

Dois funcionários públicos de Ahashverosh provenientes de um país distante com uma língua rara que ninguém conhecia a não ser quem era de lá, conversaram entre si na frente de Morde’hai e planejaram assassinar o rei.

 

Ninguém conhecia essa língua, fora Morde’hai, e a pessoa mais interessada no mundo em receber essa informação era o próprio Morde’hai, e tudo isso aconteceu na frente dele por milagre surreal.

 

Porque se eles assassinassem o rei que não tinha um filho para o suceder, a segunda figura na corte era Haman e o decreto contra o nosso povo aconteceria sem impecilhos.

 

O único jeito de anular o decreto de Haman era por meio do rei, e esse rei quase foi assassinado se não fosse esse milagre.

 

Morde’hai repassou essa informação para Ester que a repassou para o rei em nome de Morde’hai, e esse fator foi importantíssimo para mudar o imutável “Status quo” de Haman ser a pessoa tomadora das decisões da unica potência mundial, o império persa que dominava o mundo inteiro.

 

Nossos profetas e o anel do rei

 

A Guemará nos conta que desde que o povo de Israel recebeu a Torá até a época em que aconteceu o milagre de Purim, nosso povo teve 48 profetas e sete profetizas que fizeram o possível e o impossível para nos trazer de volta ao judaísmo e não conseguiram, mas quando Ahashverosh tirou seu anel e o entregou à Haman para fazer os seus decretos, nosso povo fez Teshuvá.

 

Morde’hai pediu para Ester pedir ao rei para anular o decreto. Ela respondeu que o rei não a chamou já faz um mês, e todo aquele que entrar no pátio do rei sem ser convidado é condenado à morte, e como sabemos, a rainha Vashti tinha sido executada por muito menos do que isso.

 

Só havia um jeito de a pessoa sobreviver, que era o rei abrindo uma exceção e estendendo seu cetro de ouro para aquela pessoa, e Ester não queria se arriscar.

 

Morde’hai pediu para ela fazer isso de qualquer maneira.

 

Então ela pediu para Morde’hai reunir todos os judeus da cidade e fazer três dias de jejum e rezas, e ela e as suas jovens ajudantes também vão fazer igual.

 

Todo o povo fez Teshuvá, e depois de três dias de jejum e rezas Ester entrou no pátio do rei sem ser chamada.

 

Sabemos que esse rei era obcecado por mulheres bonitas e não existe pessoa mais feia no mundo como alguém que está três dias sem comer, como nos lembram as “vacas magras” do Egito, feias e ruins.

 

AShem faz um milagre surreal e despertou no rei uma enorme paixão por Ester, e ele disse que ela pode pedir qualquer coisa até metade do império.

 

Ela disse que veio convidá-lo para o banquete que ela fez para… Haman. Ou seja, arriscou a própria vida convidá-lo para participar de uma festa que ela está fazendo para outro homem!

 

O plano de Ester

 

Ester queria que o rei perguntasse à si próprio: será que uma pessoa normal arriscaria a própria vida para convidar alguém para uma festa que ela está fazendo para outra pessoa? E dessa maneira despertar os ciúmes do rei em relação à Haman.

 

O rei suspeitando de alguma coisa entre os dois entraria em pânico sendo que se o rei fosse assassinado e Haman se casasse com a rainha, o império continuaria funcionando sem nenhum problema, ninguém precisaria mais do rei e ele seria esquecido.

 

No final do banquete, o rei ofereceu à Ester até metade do reino, e ela pediu para ele vir amanhã também no próximo banquete que ela iria vai fazer para Haman.

 

Naquela noite o Rei não conseguiu dormir. Ele se questionou : “Porque ninguém passaria para ele a informação de que alguém poderia estar querendo assassiná-lo? ”

 

Talvez alguma vez alguém já salvou a vida do rei e o rei não fez nenhuma honraria para aquela pessoa, e por isso ninguém mais estaria motivado para passar alguma informação que salvasse a vida do rei?

 

Com esses pensamentos atrapalhando o seu sono ele pediu para lerem na frente dele o “diário” dos principais acontecimentos do reino.

 

Com certeza muitas páginas se passaram desde que Morde’hai salvou a vida do rei e nada foi dado à ele, mas milagrosamente o longo pergaminho se abre por si só naquela página.

 

O rei perguntou se Morde’hai recebeu algo por ter salvo a vida do rei e a resposta foi negativa. O rei perguntou se havia alguém esperando ele no pátio, e lá estava só Haman esperando para pedir permissão ao rei para enforcar Morde’hai em uma forca de cinquenta metros de altura que ele preparou no pátio da sua casa para enforcar Morde’hai.

 

O milagre da construção da forca

 

Por incrível que pareça o fato de ele ter mandado construir essa forca tão alta no pátio da sua casa para enforcar Morde’hai também entra na lista dos milagres da Meguilá, porque se não fosse essa forca Haman não seria enforcado.

 

O Rei perguntou para Haman o que fazer para a pessoa que o Rei quer honrar? Haman imaginou que obviamente essa pessoa era ele.

 

Haman sugeriu para o Rei vestir essa pessoa com a roupa do Rei, montar ela no cavalo do rei, e um dos maiores ministros levá-lo para um desfile em toda a cidade proclamando na sua frente que esse é o homem que o rei está interessado na sua honra.

 

O rei pediu para Haman fazer tudo isso para Morde’hai e não esquecer nenhum detalhe.

 

Naquela noite, no segundo banquete de Ester, o Rei perguntou à ela qual era o seu pedido até a metade do império.

 

Aí ela declarou que ela quer a própria vida de presente, porque ela e o povo dela foram vendidos para serem mortos.

 

O Rei ficou furioso e perguntou: quem teve a ousadia de fazer uma coisa assim? E ela disse: um homem sádico e inimigo, Haman, esse criminoso.

 

O rei saiu um pouquinho para o Jardim, e quando voltou viu Haman debruçado sobre o divã de Ester pedindo desculpas para ela.

 

O rei que já estava com medo desse “relacionamento” desde que Ester arriscou a própria vida para convidá-lo ao banquete que fez para Haman, exclamou: e também seduzir a rainha comigo em casa?

 

Sendo que essa palavra saiu da boca do rei, já seria um bom motivo para Haman ser condenado, mas sendo que o “status quo” de Haman como primeiro ministro da Pérsia era muito sólido, o rei ainda poderia se acalmar e entrar em um acordo com Haman.

 

Nessa hora vimos o milagre de Haman ter feito a forca para Morde’hai.

 

AShem fez mais um milagre surreal. Eliahu a Navi se materializou como um dos ministros do rei, apontou para a forca de 25 metros visível da casa de Haman e disse ao rei: Veja a forca que Haman fez para enforcar Morde’hai que salvou a vida do rei, 25 metros de altura!

 

O reflexo imediato do rei foi ordenar o enforcamento de Haman na forca que ele próprio preparou para Morde’hai, nos mostrando que: se faltou criar alguma parte do “remédio antes da doença” AShem dá um jeitinho e sempre manda Eliahu a Naví em um caso de emergência.

 

O decreto do Rei de sermos obrigados a matar todos os nossos inimigos.

 

Mais um milagre surreal, o decreto do Rei não pôde ser revogado e os judeus foram obrigados a matar os antissemitas.

 

Você poderia imaginar que simplesmente fomos salvos mas que cada um dos127 países do império persa seriam países antisemitas com cada vez mais atentados terroristas.

 

Mas não,o milagre foi muito maior do que isso!

 

Ahashverosh não tinha como revogar o próprio decreto de morte aos judeus incluindo sua própria rainha, e por isso deu o seu anel para Morde’hai fazer o decreto contra os antissemitas que era o único jeito de resolver o problema.

 

O rei deu a casa de Haman para Ester e Ester colocou nela Morde’hai. Haman tinha sido enforcado, e quando os 127 países receberam o decreto do rei escrito por Morde’hai autorizando aos judeus de matarem todos os seus inimigos e compararam com o decreto de Haman vigente para a mesma data onde os nossos inimigos poderiam nos matar, levaram em conta que Haman estava enforcado, a rainha era judia e o novo primeiro ministro da Pérsia era o Rabino Morde’hai que recebeu da rainha a casa de Haman, e com certeza ninguém queria se complicar com esse novo governo.

 

Nem precisamos dizer que nosso povo se defendeu dos seus inimigos, 75.800 antissemitas foram mortos e todos os povos de todo o império ficaram nossos amigos

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você ❤️

https://rabinogloiber.org/receitas-de-purim/

www.RabinoGloiber.org

Shabat Zahor

Parashat Zahor

 

Nesse Shabat que acontece antes de Purim vamos ouvir na Sinagoga a Parashá mais importante do ano, Parashat Zahor, sendo que esse Shabat antecede Purim e Haman era um descendente direto de Amalek

 

Examinando o primeiro confronto entre o povo judeu e a nação de Amalec (Shemot 17:8-16) sobre o qual lemos em Shabat Zachor nesta semana que antecede Purim, duas perguntas básicas nos vêm à mente. Primeira, por que Amalec atacou os Filhos de Israel sem provocação? O versículo simplesmente relata que Amalec atacou os Filhos de Israel num local chamado Refidim, mas o que motivou este ataque? Segundo, por que eles mereceram esta súbita punição?

 

A primeira pergunta é respondida pelo Midrash, que compara o povo judeu a uma banheira de água fervente. Assim como ninguém ousa pular num recipiente de água fervente por medo de ser escaldado até a morte, assim também os judeus eram aparentemente invencíveis após seu milagroso êxodo, quando então as nações do mundo reagiam a eles com temor e respeito.

 

Ninguém ousava atacar o povo que tinha D’us a seu lado – exceto Amalec. Certa vez ele atacou, e embora tenha perdido, deram um jeito de esfriar a água para que outras nações também pulassem dentro sem medo de ser queimadas.

 

O que deu a Amalec a força para nos atacar? Rabi Yitschac Hutner desenvolve a resposta à primeira questão de outro Midrash, que compara Amalec a uma pessoa que zomba e ridiculariza tudo na vida. Uma personalidade assim procura toda oportunidade de minar e diminuir o que é importante e valioso na sociedade.

 

As Dez Pragas, a Abertura do Mar Vermelho, a destruição do Egito, o maná caindo do céu – todos estes eventos que haviam criado um senso de reverência e trepidação nas outras nações em relação aos judeus, fazendo a água da banheira mais e mais quente, apenas aumentou o desejo de Amalec de ser o primeiro povo a pular dentro. Para Amalec esta banheira fervente de grandeza, espiritualidade e nobreza tinha de ser esfriada, independentemente das conseqüências.

 

Voltemos agora a nossa segunda questão. Por que os judeus mereceram ser atacados por Amalec?

 

A chave para entender esta falha específica é o nome da localidade onde Amalec atacou-nos – Refidim. Embora num nível simples este nome seja meramente uma localização geográfica, o Midrash nos diz que é um acrônimo para “rafu y’dayhem min haTorah – as mãos do povo judeu foram fracas no seu apoio à Torá.”

 

O que significa esta expressão? O termo costumeiro para a falta de estudo de Torá é bitul Torah, negligenciar o estudo de Torá. Qual é então a idéia por trás de dizer que suas mãos eram fracas no seu apoio à Torá?

 

Rabi Yitschac Hutner explica que esta expressão refere-se a uma fraqueza em reconhecer e apreciar a importância e relevância da Torá em nossa vida. Quando deixamos de perceber como a Torá é vital para nossa própria existência e para a existência do mundo inteiro, estamos convidando Amalec a entrar em nosso meio.

 

Não apenas devemos estar preocupados com o quanto de Torá aprendemos, mas também com quanto valor e importância atribuímos à Torá que estudamos.

 

Percebemos que a Torá é sabedoria Divina? Percebemos que a Torá sustenta o mundo inteiro? Percebemos que a suprema perfeição do mundo apenas pode chegar através da Torá?

 

Que D’us nos ajude a aumentar nosso tempo de estudo de Torá e a avaliar sua verdadeira e ilimitada grandeza

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org