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A Tradução da Torá pelo próprio Moshe Rabeinu

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A tradução da Torá para setenta idiomas

 

Nossa Parashá nos conta: “E foi no quadragésimo ano, no décimo primeiro mês, no primeiro dia do mês, começou Moshe a explicar esta Torá dizendo…”.

 

Dizem nossos Sábios, como traz Rashi, que Moshe explicou a Torá em setenta línguas diferentes.

 

Porque Moshê precisaria explicar a Torá em setenta idiomas?

 

Rabi Moshe ben Na’hman, o Ramban, nos ensinou que a Torá, as Profecias e todas as Escrituras Sagradas foram ditas na “Língua Santa” que é o idioma Divino no qual D’us falou com Moshe e com os Profetas.

 

Sendo que a Torá é a “Torá de AShem”(D’us), AShem “nos deu Sua Torá “, aparentemente o estudo da Torá deveria ser somente na “língua Divina”, a “Língua Santa”.

 

A definição da categoria da Torá chamada de Torá “escrita” é: Nenhuma letra a menos e nenhuma letra a mais, mas exatamente como foi dada por D’us.

 

E por esse motivo a leitura do Sefer Torá na sinagoga é considerado estudo, e temos que dizer uma Bra’há, uma Benção com nome de AShem, mesmo que o Judeu que está dizendo a Bênção não entende o que está lendo, e muitas vezes não entende nem a tradução da Benção.

 

Talvez por isso poderíamos dizer que a leitura da Torá escrita em qualquer ocasião só poderia ser feita na “língua Santa”, idioma no qual ela foi dada por D’us !

 

E não somente isso, mas até em relação às explicações da Torá, chamadas de “Torá Oral”, mesmo que aparentemente dependem somente do nosso entendimento, e se não entendemos a Torá Oral não cumprimos a Mitzvá de estudá-la, mesmo assim a lei judaica é que “pensamento não é fala” e para cumprir a Mitzvá devemos falar a Torá Oral.

 

E novamente poderíamos pensar que só cumprimos essa Mitzvá falando a Torá Oral na “língua Santa”.

 

E algumas leis que recaem sobre “falar” palavras de Torá são vigentes também em relação a Torá Oral como a proibição de falar palavras da Torá sem roupas e também o fato de não podermos fazer uma Bênção sobre a Torá que vamos pensar mas somente sobre a que vamos falar.

 

Ainda mais, sendo que a “Torá Oral” também é de D’us, poderíamos dizer que a classificação de “Estudo de Torá” só recaísse sobre a Torá Oral quando fosse dita na língua falada por D’us, na língua Santa.

 

Essa foi a ação de Moshe Rabeinu na nossa Parashá.

 

Por meio de ter explicado a Torá em setenta línguas, a partir daí recai o nome “Torá” sobre assuntos de Torá estudados pelo povo de Israel em outras línguas, mesmo não sendo essa a língua que D’us deu a Torá.

 

Fazendo com que recaia sobre ela a classificação de “Torá” a tal ponto que quando falamos assuntos de Torá em outras línguas estamos falando verdadeiras “Palavras da Torá” e se torna proibido falarmos elas antes de dizer a “Bênção da Torá”, e nem precisamos dizer que é proibido falar assuntos de Torá em qualquer idioma se não estivermos vestidos.

 

A iniciativa que teve Moshe na nossa Parashá foi incentivada pela própria Torá que usa algumas palavras nas línguas dos outros povos, como por exemplo “Yegar Sahaduta” , “Totafot” e etc.

 

O Midrash Tanhuma nos conta que até a primeira palavra dos Dez Mandamentos, Ano’hi (Eu) que engloba todos os mandamentos positivos da Torá é uma palavra retirada da língua egípcia antiga.

 

O motivo que essas palavras fazem parte da Torá que é toda de AShem é para que recaia a santidade da Torá sobre essas palavras e por meio disso as línguas dos povos se tornam refinadas para que se possa “repassar” a Torá por meio delas .

 

Isso acontece nos idiomas atuais também.

 

O que a Torá fez em curta escala somente indicando que isso é possível, e Moshe Rabeinu fez em larga escala , traduzindo toda a Torá para setenta línguas, aparentemente foi uma dica para a nossa situação atual.

 

Surgiram novos idiomas, todos derivados daquelas setenta línguas, e nós somos os que estão refinando esses novos idiomas quando repassamos a Torá por meio deles.

 

Na torre de Bavel aconteceu um milagre que deu origem a setenta línguas e delas saíram todos os idiomas que existem hoje.

 

Sabemos que a “Língua Santa” , que por meio dela D’us criou o mundo, foi falada por Adam e Havá (Adão e Eva) e continuou sendo falada por pessoas de cada geração também depois da torre de Bavel.

 

A maior prova disso é que o Povo de Israel que desceu para o Egito não mudou a sua língua que era a mesma desde a criação do mundo.

 

O Tossfot Yom Tov nos conta que o Hebraico antigo, que foi a primeira língua existente no mundo, deu origem ao aramaico, e o aramaico ao árabe.

 

Poderíamos pensar, será que o aramaico, sendo que é um derivado da “Língua Santa” já vem com a santidade do”Idioma Divino”?

 

A Torá nos dá a dica: Está escrito: “Yaakov chamou aquele lugar de “Gal Ed” e Lavan de “Yegar Sahaduta”.

 

Ou seja, tanto os idiomas derivados da “Língua Santa” quanto os derivados das outras línguas são o idioma de “Lavan o Arameu” e precisam ser refinados pela Torá !

 

O motivo que isso teve que ser feito especificamente por Moshe Rabeinu é porque todos os assuntos da Torá foram dados para o povo de Israel por meio de Moshe , “Moshe recebeu a Torá no Sinai”, a tal ponto que disseram nossos Sábios :-“Tudo que um aluno experiente vai inovar já foi dado para Moshe no Sinai”.

 

Por isso também o fato de serem chamados de “Torá” os assuntos de Torá ditos nas setenta línguas teria que ser revelado pelo próprio Moshe Rabeinu.

 

Porque Moshe pediu para o povo de Israel escrever a Torá nas pedras em setenta línguas?

 

Fora o fato de Moshe ter explicado oralmente a Torá em setenta línguas, Moshe e os anciãos de Israel pediram ao povo que no dia em que atravessassem o rio Jordão erguessem pedras grandes e escrevessem nelas todas as palavras desta Torá nessas setenta línguas, cada uma nas suas letras como nos contou o grande Tzadik Rabi Moshe ben Maimon, o Rambam, que a Torá foi escrita naquelas pedras com as letras de cada idioma.

 

Vemos aqui que Moshe Rabeinu conseguiu fazer com que não haja diferença entre traduzir a Torá oralmente para as setenta línguas e escrever ela em setenta línguas.

 

Nos dois casos ela se tornou considerada “Torá” com toda a devida santidade relacionada a ela.

 

Por esse motivo Moshe também teve que traduzir oralmente a Torá e também pedir para que ela fosse escrita na escrita de cada povo.

 

Duas obras distintas, uma para que recaia a santidade da Torá sobre a língua dos povos e a outra para que essa santidade recaia também sobre a escrita dos povos.

 

Ou seja, para que os livros com assuntos de Torá escritos nas letras dos setenta idiomas também sejam chamados de Livros Sagrados, “Sifrei Kodesh”, e devam ser cuidados com o mesmo respeito que damos aos livros escritos na “Língua Santa”.

 

Rabino Gloiber
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Os Milagres da Gueulá

Os Milagres da Gueulá

 

O profeta Yeshaiahu (Isaías), descreve a saída do Egito como algo que AShem (D’us) fez com a maior facilidade.

 

Ele traz um exemplo para entendermos o raciocínio desse assunto:

 

As guerras antigas eram feitas por meio de cavaleiros montados em cavalos e o Egito antigo era a superpotência mundial.

 

O profeta Yeshaiahu descreve a revelação Divina no Egito como estando AShem “montado em uma nuvem leve”.

 

Após descrever com que leveza AShem se revelou no Egito, ele descreve que todos os ídolos do Egito se balançaram na frente dele, nos mostrando que AShem não precisa fazer nenhum “esforço” até para destruir o país mais forte do mundo.

 

O Zohar explica que todos os governantes mais poderosos do mundo e também todos os seus povos são considerados nada diante de AShem, como diz o profeta Daniel:

 

“E todos os habitantes da Terra como um nada são considerados”.

 

Mesmo que a nossa saída do Egito tenha acontecido por meio de pragas enormes e de maneira sobrenatural, tudo isso é descrito pelo profeta como um “cavalgar em uma nuvem leve”, mostrando que AShem, não precisa de qualquer esforço para destruir a maior potência mundial.

 

O que motivou AShem a se revelar pessoalmente para destruir o Egito, se ele poderia fazer isso por meio de um Anjo ou por meio de qualquer outro fator?

 

Diz o Zohar que o motivo para isso é que AShem é comparado ao Rei, e nós somos comparados à Rainha.

 

Por isso o Rei fez questão de vir pessoalmente salvar a Rainha, a fim de demonstrar o seu grande amor por ela.

 

Dessa mesma forma, AShem vai se revelar no final do exílio de Edom, o qual é o nosso exílio atual.

 

Mas sendo que o nosso exílio atual foi mais longo do que os anteriores, e o nosso sofrimento foi mais intenso, a honra que o Rei dará para a Rainha dessa vez será muito maior, e a revelação Divina acontecerá com muito mais intensidade.

 

Em nossa redenção final, que já está para acontecer, além de o Rei vir pessoalmente salvar a Rainha em honra a ela, ele também mostrará a sua força ao mundo, porque isso enobrece ainda mais a Rainha.

 

Na redenção da Babilônia, quando as tribos de Yehudá e Beniamin saíram do exílio e construíram o segundo Beit a Mikdash com a autorização do rei da Pérsia, os milagres sobrenaturais não aconteceram.

 

O motivo para isso, foi que aquela redenção não era uma redenção final, sendo que dez Tribos ainda se mantiveram perdidas, e o comportamento do nosso povo naquela época não justificou que grandes milagres fossem feitos, sendo que eles eram uma parte do nosso povo e estavam misturados aos povos locais.

 

Diferente do Egito, onde a redenção naquela época aconteceu para todo o nosso povo, que estava diferenciado dos egípcios, “o povo de Israel entrou no Egito e o povo de Israel saiu do Egito”.

 

Mas no exílio de Edom, nosso exílio atual, AShem quer revelar a Sua honra no mundo, levantar a Rainha definitivamente e tirar dela todos os vestígios de que um dia ela estava exilada.

 

Por esse motivo, o atual estado de Israel não representa nem a nossa redenção final, e nem o começo dela, o local do nosso futuro Beit a Mikdash, é um patrimônio tombado pela Unesco e a Judéia onde estão os túmulos dos nossos patriarcas virou autonomia palestina que os povos do mundo não nos dão o direito de anexar.

 

O “PARTO DA GUEULÁ”.

 

Coitado de quem estiver vivendo na época em que acontecer a nossa redenção final, diz o Zohar. Coitado de quem estiver contra nós, quando acontecer a profecia do profeta Yeshaiahu que diz:

 

“abane o pó, levante-se e sente-se no seu trono Yerushalaim (Jerusalém), tire as correntes que estão prendendo o seu pescoço”.

 

Quem é o Rei e o povo que poderá desafiar AShem nessa hora? Pergunta o Zohar.

 

O Zohar também nos explica que o fato de os ídolos do Egito terem caído frente a mínima revelação Divina, foi devido à anulação lá em cima dos anjos do lado impuro que eram responsáveis pelas forças ocultas da idolatria egípcia fazendo com que elas desaparecessem aqui em baixo.

 

O mesmo acontecerá na nossa Gueulá, só que em uma intensidade infinitamente maior.

 

De todo lugar onde fomos exilados, AShem vai nos tirar, e não só isso, mas também cobrará daqueles povos o mal que fizeram para nós.

 

Aqui vemos que também os descendentes dos judeus, que estão misturados com esses povos, incluindo as dez tribos perdidas, vão ser redimidos, e aqueles povos serão castigados por terem nos maltratado.

 

Da mesma maneira que as gerações que causaram o dilúvio, fizeram a Torre de Bavel e Sodoma e Gomorra, se reencarnaram como o nosso povo no Egito para receber a sua retificação, assim também aqueles povos que nos fizeram o mal, se reencarnarão e eles próprios receberão o castigo que está decretado para eles, sendo que os filhos não pagam pelos pecados dos pais.

 

Os portugueses e espanhóis que viveram na época da inquisição, aqueles próprios ingleses, franceses e alemães que viveram na época das cruzadas, os romanos da época da destruição do segundo Beit a Mikdash, os babilônios da época da destruição do primeiro Beit a Mikdash e os assírios da época da destruição do reino de Israel que era o país das nossas dez Tribos perdidas, eles pessoalmente irão desafiar o Mashia’h e receber o castigo pelo que nos fizeram.

 

Assim como Moshe Rabeinu não precisou de um exército para lutar contra o faraó, o Mashia’h lutará contra esses povos, com muito mais intensidade. Esses povos serão a reencarnação daquelas pessoas que nos fizeram o mal durante todos os nossos mais de 3.800 anos de história.

 

O Zohar dá ênfase no castigo que esses povos vão receber, comparando a nossa redenção final à saída do Egito dizendo:

 

Se até os egípcios que nos receberam entre eles, nos deram a melhor parte do seu país que era a terra de Goshen, e mesmo que nos maltrataram no exílio, não roubaram nossos bens, não roubaram nosso dinheiro e nem a terra que eles nos deram, mas por terem nos maltratado no exílio foram julgados pelo tribunal Divino e receberam todas aquelas pragas.

 

Quanto mais os Assírios, os babilônios e os romanos que vieram nos atacar sem motivo, nos assassinaram, roubaram nossas terras e nossos bens e nos exilaram em todos os cantos do mundo, AShem revelará a Sua honra em sua maior intensidade e o castigo que eles receberão será muito maior do que o que receberam os egípcios antigos.

 

Daqui vemos que os milagres que vão acontecer em breve em nossos dias, serão infinitamente maiores do que aqueles que aconteceram no Egito, como dizem nossos Sábios que os milagres da Gueulá serão chamados de milagres relativos a milagres.

 

Ou seja, imagine o nosso povo atravessando o Mar Vermelho, como se fosse uma coisa óbvia, e Moshe dizer para eles que daqui a pouco vão acontecer milagres.

 

Esses milagres têm que ter uma intensidade tão grande, que na frente deles um milagre sobrenatural não seria chamado de milagre!

 

Por isso diz o profeta Yehezkel que na Gueulá futura, brevemente em nossos dias, AShem (D’us) vai se revelar em tal nível de grandeza que causará o reconhecimento de todo o mundo.

 

Rabino Gloiber

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“Entre os apertos”

Bein a Meitzarim

בין המיצרים (entre os apertos)

 

As “Três Semanas” entre os dias 17 de Tamuz e 9 de Av representam um período de luto anual no qual lembramos a destruição do primeiro e do segundo Beit a Mikdash (o Templo Sagrado de Jerusalém) e o início de nosso exílio.

 

Nessas três semanas não fazemos casamentos e nem cortamos o cabelo, também não ouvimos musicas tocadas por instrumentos musicais verdadeiros e ao vivo.

 

Esse período tem início no dia 17 do mês hebraico  de Tamuz, data que marca a destruição das muralhas de Jerusalém pelos romanos no ano 69.

 

Essa época termina com o jejum de Tishá BeAv,  dia 9 do mês de Av, data da destruição do Beit a Mikdash.

 

Tishá BeAv é o dia mais triste do calendário judaico, e é também a data em que muitas outras tragédias aconteceram para o  nosso povo.

 

Um pouquinho de Guemátria

 

O número 21 que é a soma dos dias dessas “Três Semanas” forma a palavra hebraica A’h que significa somente.

 

O dia 17 de Tamuz tem o valor numérico da palavra hebraica “Tov”, que quer dizer “bondade”.

 

Essas duas palavras juntas são o começo do versículo : “A’h tov Leisrael”, que quer dizer “Apenas o bem para Israel”.

 

Isto mostra que, de modo mais profundo, os acontecimentos desagradáveis das Três Semanas, na realidade, levarão somente à coisas boas.

 


17 de Tamuz

 

Cinco acontecimentos trágicos aconteceram nesse dia na história do nosso povo:

 

No dia 6 de Sivan recebemos os Dez Mandamentos no Monte Sinai. No dia 7 de Sivan Moshe Rabeinu subiu bem cedinho no Monte Sinai para receber o resto da Torá, e ficou lá quarenta dias e quarenta noites.

 

No dia 17 de Tamuz Moshe Rabeinu desceu do Monte Sinai, depois de 40 dias de “altas revelações” carregando as duas Lu’hot que eram lousas de pedra preciosa gravadas por AShem (D’us) com os Dez Mandamentos e juntas formavam um cubo de pedra preciosa.

 

Quando Moshe viu o povo dançando em volta do Bezerro de Ouro, as essas Lu’hot que Moshe Rabeinu conseguia carregar somente por milagre de AShem , caíram das suas mãos e se quebraram. Essa tragédia aconteceu no dia 17 de Tamuz.

 

Na época do primeiro Beit a Mikdash que era o Templo Sagrado de Jerusalém, no dia de 17 de Tamuz as oferendas do Beit a Mikdash foram anuladas por causa do cerco em volta da cidade.

 

Nesse dia de 17 de Tamuz, Nebuzaradan, que era o general da Babilônia, quebrou a muralha de Jerusalém e seu exército invadiu a cidade de Jerusalém onde todos os judeus tinham se refugiado, fazendo um verdadeiro holocausto, assassinando uma quantidade enorme de pessoas.

 

Em outra época no dia de 17 de Tamuz foi colocada uma estátua no Beit a Mikdash.

 

O Talmud Yerushalmi nos traz duas opiniões em relação a essa estátua:

 

Uma opinião é de que na época do primeiro Beit a Mikdash, Menashe, que era o rei da Judéia  naquela época, colocou um ídolo no Beit a Mikdash, e isso aconteceu no dia 17 de Tamuz.

 

Outra opinião é de que “Apostomos o Rashá” (Apostomos o criminoso) que era um governador dos gregos da Síria que dominava a nossa terra na época do segundo Beit a Mikdash, colocou uma estátua no Beit a Mikdash.

 

Nesse dia de 17 de Tamuz “Apostomos o Rashá” ordenou queimar o Sefer Torá.

 

Não sabemos se o motivo para esse acontecimento ter entrado na nossa história é pelo fato de isso ter acontecido pela primeira vez ou pelo fato de eles terem confiscado nossos Sifrei Torá durante muito tempo e no dia 17 de Tamuz terem feito um evento público de queima de todos os Sifrei Torá apreendidos.

 

A diferença entre as primeiras e as últimas Lu’hot :

 

As primeiras eram a obra de AShem (D’us) , as segundas eram obra de Moshe, como está escrito:“faça para você” (Moshe as fez).

 

A milagrosa escrita Divina gravada nas primeiras Lu’hot nunca mais foi recuperada.

 

Essa forte revelação Divina cujas letras estavam gravadas de lado à lado de forma legível sob qualquer ângulo e cuja mensagem podia ser claramente transmitida, sem qualquer possibilidade de distorção da escrita.

 

 

Quando as primeiras Lu’hot foram dadas, nosso povo estava em um nível de “Tzadikim” (pessoas altamente elevadas) porque ao acamparem em frente ao Monte Sinai, a impureza que eles tinham antes desapareceu.

 

Quando eles receberam as segundas Lu’hot eles estavam em um nível de Baalei Teshuvá, ou seja, de pessoas que ficaram com remorso do mal que fizeram.

 

Mas as segundas Lu’hot tinham uma grande qualidade: elas foram dadas com as Ala’hot, o Midrash e as Agadot.

 

Elas foram assim “uma dupla doação de sabedoria da Torá”, como o explica a Guemará em Nedarim (22B).

 

Além disso, a partir da hora que recebemos essas segundas Lu’hot, um raio de luz iluminou o rosto de Moshe.

 

Em breve em nossos dias todos esses dias de sofrimento vão se transformar em dias de festa com a chegada do Mashia’h e a Gueulá, nossa redenção final .

 

Rabino Gloiber

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Como mudar o nosso destino

 

 

Bom dia pessoas maravilhosas 🥰🌻❤️

 

 

Mazal

 

O Zohar nos conta sobre um livro da antiguidade que não chegou até os nossos tempos.

 

Esse livro era chamado de “livro dos antepassados”, um livro de Torá oculta.

 

Ele nos revela que o segredo do Mazal é ligado às Sefirot .

 

Todo subconjunto de Sefirót é chamado de “face” que em aramaico é “Anpin”.

 

O “Zeer Anpin”, a “pequena face”, é formado pelas Sefirót Hessed, Guevurá, Tiféret, Netza’h, Hod e Yessod.

 

O Zohar chama o Zeer Anpin de Tiféret.

 

Tem vezes que a Sefirá chamada de Mal’hut que é o nível de Revelação Divina chamado de She’hiná, está com uma falha causada pelas más ações feitas nesse mundo, e não se une a Tiféret para receber dela novas Neshamot que são as Almas Divinas, as Almas judias.

 

Mesmo nesse caso a Mal’hut tem que enviar para o mundo as Neshamot que já recebeu da Tiféret quando estava unida a ela e que ficam no Mal’hut por doze meses.

 

Essas Neshamot que descem para o mundo quando o Mal’hut está em estado de Guevurá e separado da Tiféret vão estar sempre sofrendo nesse mundo.

 

A pobreza e os problemas a perseguem continuamente por toda a sua vida. Tanto se ele é um Tzadik ou não, ele não tem “Mazal “

 

O único jeito de ele “repor” essa falta crônica de Mazal é investindo na Tefilá, na reza, sendo que por meio da nossa Tefilá causamos uma união entre a She’hiná e a Tiféret.

 

Essa união faz com que a Tiféret que é comparada pelo Zohar ao sol, ilumine a Mal’hut que é comparada pelo Zohar à lua sendo que a lua só tem a luz que recebe do sol.

 

A Tiféret repassa um “brilho” de riqueza para a She’hiná.

 

Esse “brilho” ilumina na raiz da nossa Neshamá e por meio disso a She’hiná inverte o que nos foi decretado de pobreza e sofrimento para riqueza e sucesso em tudo.

 

Sendo que o Mazal dessa pessoa não se transforma totalmente por meio da Tefilá, mas é “remediado”, essa pessoa sempre vai ter que rezar “forte” diariamente toda a sua vida para repor essa “falta”.

 

A Neshamá que desce para o mundo quando o Mal’hut está unido com a Tiféret, sempre vai ter sucesso em tudo! Família , saúde , dinheiro e tudo o que precisar,.

 

E isso acontece por causa de uma das seis Sefirot que fazem parte desse grupo que o Zohar chama Tiferet.

 

Essa Sefirá é chamada de Yessod que é apelidado de “Mazal”.

 

Ela é a Sefirá que repassa a fartura e prosperidade do mundo de cima para o nosso mundo.

 

Quando a Mal’hut está unida com esse conjunto de Sefirót chamado de Tiféret, ela consegue repassar para nós toda a felicidade, riqueza e tudo de bom, sendo que tudo isso está ligado à Sefirá chamada de Yessod que é o Mazal.

 

A falta dessa ligação causa uma falta de “Mazal” em tudo, e sobre isso estudamos que :

 

Filhos, saúde e dinheiro não dependem das nossas ações mas dependem do Mazal.

 

Sendo que a falha na She’hiná (Mal’hut) causou isso para esses Tzadikim, AShem está sempre unido à eles, não deixa eles nem por um momento e sofre com os sofrimentos deles.

 

Por isso está escrito: “AShem está próximo dos que tem o coração quebrado”.

 

Porque eles sofreram junto com AShem a falha da She’hiná causada pelas más ações desse mundo.

 

Sendo que a Mal’hut é comparada a lua e esses Tzadikim sofrem por causa dessa falha, no futuro, quando a falha da lua espiritual que é a Mal’hut, for consertada e a luz da lua ficar como a luz dos sete dias da criação, extremamente maior que a luz da lua, esses Tzadikim também usufruirão desse nível de revelação que é extremamente maior do que os outros níveis .

 

Essa falta de Mazal não precisa ser aplicada ao extremo, por isso o Zohar coloca o Rabi Shimon Bar Yo’hái também nessa classificação, sendo que Rabi Shimon teve que fugir dos romanos por treze anos.

 

O próprio exílio de quatrocentos anos que foi decretado no pacto com Avraham Avinu começou com o nascimento de Itzhak e as mudanças de lugar que eles fizeram foi considerada como exílio, e poderia ter passado assim por quatrocentos anos diz o Zohar, não fosse o ódio dos irmãos por Yossef que causou um agravamento total no exílio.

 

Em nosso exílio atual que foi causado por ódio gratuito, isso fica mais grave ainda, sendo que sairemos desse exílio somente por meio de amor gratuito.

 

Sendo assim, o principal trabalho da nossa geração é despertar o amor ao próximo e ajudarmos uns aos outros, como é a característica natural do nosso povo de sermos tímidos , bondosos e gostarmos de ajudar.

 

Conclusão : A Tefilá e o amor ao próximo podem transformar o nosso Mazal é até uma viagem de férias pode ser considerada um exílio !

 

AShem é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem , e por isso , mesmo que o nosso Mazal não é dos bons não temos com o que nos preocupar.

 

Acrescentando em Tefilá e boas ações qualquer decreto pode ser substituído por meios que só AShem sabe fazer.

 

Rabino

Gloiber

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Um profeta tão grande como Moshe?

 

A Torá nos conta que não existiu no povo de Israel um profeta tão grande como Moshe. No povo de Israel não existiu mas entre os povos do mundo sim. E quem era ele? Bil’am!

 

Para os povos do mundo não dizerem que se eles tivessem um profeta tão grande como Moshe Rabeinu eles se comportariam melhor, AShem  deu para eles Bil’am. Mas por causa dele, não só que eles não se comportaram melhor, mas ao contrário, eles se comportaram pior ainda!

 

Bil’am era mundialmente conhecido. Quem ele abençoava era abençoado e quem ele amaldiçoava morria.

 

Da mesma maneira que nós, a força de Bil’am estava nas palavras que ele dizia.

 

Existe um pequeno instante em que a Sefirá da Guevurá desperta lá encima. Bil’am sabia qual era esse instante. Quando a Guevurá despertava ele começava a sua maldição, e quem é amaldiçoado nesse pequeno instante não escapa.

 

A tal ponto que o próprio D’us foi obrigado a impedir o despertar da Guevurá todo o tempo que Bil’am tentou amaldiçoar o nosso povo.

 

Daqui aprendemos que nunca devemos falar palavras ruins, principalmente dentro da família, porque se, D’us nos livre, acertamos sem querer esse instante, estaremos causando um prejuízo irreversível. E depois que a briga terminar não adianta chorar….

 

AShem  trocou a maldição de Bilam por Bençãos.
Bilam profetiza sobre o Rei David e sobre o Mashia’h

 

Por que a Benção de Bilam e suas profecias foram necessárias para nós?

 

Para entender isso vamos votar na nossa história até a época do nosso patriarca Yaakov que lutou contra uma criatura espiritual que era o próprio anjo de Essav. Essav era o patriarca de Edom que mais futuramente deu origem que países europeus.

 

Yaakov pediu para o anjo de Essav abençoar ele. O anjo de Essav abençoou Yaakov dizendo que seu nome não será mais Yaakov mas sim Israel.

 

Poderíamos e com razão dizer que o anjo foi forçado a abençoar Yaakov. Aí vem Bilam e diz : Quanto são boas suas tendas Yaakov, suas moradias Israel. O reconhecimento final vem por meio de Bilam que representa todos os povos do mundo.

 

A profecia de Bilam continua revelando o futuro Rei David e o mais futuro ainda, o descendente do Rei David, o Mashia’h .

 

O Rei David subjugou todos os povos à nossa volta, e o Mashia’h  vai subjugar o mundo inteiro.

 

E por que essa profecia tinha que vir por meio de Bilam?

 

Da mesma maneira que a profecia do término de Edom tinha que vir por meio do profeta Ovadiahu (Abadias) que tinha se convertido ao judaísmo e era proveniente de Edom.

 

Diz o Zohar que o fato de o anjo de Essav ter ferido a perna de Yaakov não foi um simples ferimento material, mas foi um ferimento espiritual profundo que se revelou materialmente.

 

Esse ferimento espiritual teve como consequência o fato de que qualquer profeta judeu que tentasse falar a profecia da destruição de Edom cairia antes de dizê-la.

 

Por isso ela teve que ser dita pelo profeta Ovadiahu que não era um descendente de Yaakov mas sim de Essav.

 

E assim conseguimos entender a necessidade das Bençãos de Bilam e de suas profecias.

 

Conclusão:

 

Nunca devemos amaldiçoar ninguém por pior que seja a situação, sendo que nossas palavras têm uma sincronização espiritual. Se acertamos sem querer o momento em que a Guevurá está revelada podemos causar uma tragédia mesmo não tendo intenção.

 

Sempre devemos dar Bençãos à todos sem limites

 

 

Rabino Gloiber

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O que aprendemos com a Vaca Vermelha

Hukat

A Vaca Vermelha

 

O Baal Shem Tov nos ensinou que todos os mandamentos Divinos são eternos, porque a Torá é a revelação Divina e D’us é eterno.

 

A Torá é a sabedoria Divina que desceu ao nosso nível, como por exemplo um pai muito sábio que ensina ao filho mais velho uma sabedoria muito profunda.

 

Quando ele fala com o filho pequeno, a sabedoria profunda desce ao nível da criança aparentando ser uma coisa simples, mas por trás disso se encontra uma sabedoria profunda.

 

Assim também são os mandamentos Divinos, cada um tem por trás de si diferentes aspectos, muitas vezes desconhecidos.

 

O lado simples do mandamento Divino chamamos de “Pshat”.

 

O Pshat é o jeito simples e específico de cumprir o mandamento na prática tendo muitos deles um local e tempo determinado que não é necessariamente “aqui e agora”.

 

No Pshat o mandamento pode acontecer poucas vezes como no caso da Vaca Vermelha da nossa Parashá, ou não acontecer nunca como no caso do ”ben sorer umore” que é um mandamento da Torá que nunca aconteceu e nunca acontecerá.

 

Mas todos os mandamentos Divinos tem um aspecto no qual eles são eternos e acontecem “aqui e agora” mas em outro nível.

 

Um desses aspectos é chamado de ”Remez” (indicação).

 

Nossa Parashá nos conta sobre o mandamento da Vaca Vermelha, um mandamento que aconteceu na prática somente nove vezes em toda a nossa história e vai acontecer mais uma vez na época do Mashia’h.

 

Esse mandamento tem uma característica interessante que é a de impurificar os puros e purificar os Impuros.

 

Diz o Baal Shem Tov que o “Remez” desse mandamento é o orgulho.

 

Orgulho: qualidade ou defeito?

 

O orgulho é comparado à Pará Adumá, a Vaca Vermelha, ele purifica os impuros e impurifica os puros.

 

Quando uma pessoa se comporta de maneira incorreta ele está distante de D’us, e para conseguir sair dessa impureza a pessoa deve se encher de Orgulho.

 

Ter orgulho de cada mandamento que cumpre, de cada Tzedaká que dá, sentir que faz algo por D’us e que agora D’us está em dívida com ela e vai dar para ela um paraíso enorme.

 

Mas aí ela chega à uma etapa onde ela se acomoda e acha que já fez até demais.

 

Nessa hora o orgulho que serviu para ela crescer faz ela se acomodar. Se torna uma barreira, se torna um um bloqueio. De purificador vira impurificador!

 

Sendo que nessa etapa o orgulho deixa de ser um remédio e se torna um veneno, deve ser eliminado.

 

Para eliminá-lo a pessoa deve se lembrar que toda a Tzedaká que deu foi somente parte do que AShem deu para ela, ainda mais, foi a parte pequena da benção Divina que ela recebeu.

 

E todos os mandamentos Divinos que ela cumpriu foram com a força e saúde que AShem deu para ela, e ainda mais, foi somente com um pouquinho dessa energia que recebeu de AShem.

 

Descobre que ela era somente uma criança pequena segurando a direção do carro do papai e achando que estava dirigindo.

 

Aí o Yetzer Hará que é a nossa má inclinação, pode falar para ela- : Viu ! Você nunca fez nada! Você é uma incapaz! Ou sugerir para ela uma falsa humildade dizendo:- Quem é você para fazer alguma coisa?

 

Dessa maneira o “yetzer hará” tira dela a auto estima e a derruba para baixo para que ela deixe de cumprir os Mandamentos Divinos achando que tudo o que ela faz não tem nenhum valor lá em cima.

 

Aí o orgulho é novamente necessário para fazer ela subir, e agora que ela já está cumprindo os Mandamentos Divinos, ela toma a decisão de acrescentar na qualidade, caprichar mais nos Mandamentos, estudar mais Torá, subir de verdade!

 

Agora ela se sente verdadeiramente alguém importante lá em cima!

 

E nessa hora que ela chegou à um nível mais elevado e parou de subir, o orgulho se torna novamente um veneno.

 

Ela se sente dona da razão, reage com crueldade, de maneira desproporcional e fora de controle à qualquer mínimo ataque feito à ela ou ao que ela representa.

 

Achando que quando atacada, em legítima defesa pode massacrar quem a atacou, principalmente quando se trata de um assunto religioso no qual ela tem razão.

 

Se esquecendo totalmente que as palavras dos sábios são ouvidas com tranquilidade, e principalmente ditas com tranquilidade.

 

Novamente o orgulho faz com que ela volte a ser impura e tem que ser eliminado.

 

Conclusão:

 

O orgulho em relação ao nível superior que devemos alcançar é indispensável, sem ele não chegamos lá, mas em relação ao nível que já foi alcançado é destrutivo.

 

Por isso não temos que olhar para trás, para o que já fizemos, mas sim para frente, para o que podemos fazer melhor. Porque sempre em relação ao nível superior o orgulho é um vento à nosso favor!

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

 

Mas sempre rezando por você

 

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A Parashá da Minha Vida 🌻Kora’h

Kora’h

Nossa Parashá nos conta sobre a primeira “revolução” na história do nosso povo que foi feita por Kora’h da tribo de Levi, Datan, Aviram e On ben Pelet da tribo de Reuven vizinhos de Kora’h, e mais duzentos e cinquenta rabinos de todas as tribos.

Kora’h era visto pelo nosso povo como um grande estudioso da Torá, e por ser muito rico era, consequentemente, muito influente.

Datan e Aviram eram famosos por sua maldade. Agora eles aparecem para  desmoralizar Moshe e Aharon com o apoio de duzentos e cinquenta rabinos que representavam todas as tribos de Israel, todos alegando que estão lutando por uma “causa nobre”, mas visivelmente com “segundas intenções”.

A tenda de Moshe era muito grande, e foi feita assim para receber todos aqueles que queriam estudar a Torá diretamente de quem a recebeu.

Esse grupo de revoltos aparece na tenda de Moshe acusando-o de ter feito as nomeações do nosso povo de acordo com sua própria preferência e não por determinação Divina, colocando em cheque a veracidade da profecia de Moshe Rabeinu e de tudo o que ele ensinava diariamente à todos aqueles que procuravam a palavra de D’us.

Cada um deles representava uma visão diferente, mas todos estavam unidos contra um “inimigo em comum”, que no caso, D’us nos livre, eram Moshe e Aharon.
Por trás da revolução
Desde que o mundo é mundo, desde Adão e Eva, o primogênito tinha privilégios que os outros filhos não tinham.

Sendo que cada primogênito iria ser o sucessor de seu pai, o primogênito do faraó seria o próximo faraó, o primogênito do médico seria o próximo médico, e assim por diante, os pais investiam na educação dos primogênitos o que não investiam na educação dos outros filhos. Em outras palavras, os primogênitos eram a estrutura da sociedade antiga.

Quando AShem  (D’us) trouxe a praga dos primogênitos para abalar a estrutura do Egito para que eles deixassem o nosso povo sair de lá, AShem  “pulou” os nossos primogênitos mesmo eles não tendo nenhum mérito para isso naquele momento, mas no mérito de que mais futuramente eles seriam os sacerdotes do nosso povo, estariam ocupados totalmente com o trabalho Divino.

Quando o povo de Israel fez o bezerro de ouro, acontecimento que não incluiu a tribo de Levi, AShem  trocou os primogênitos do nosso povo pelos membros da tribo de Levi. Kora’h era da tribo de Levi, filho de Itzhar, neto de Kehat.
Kehat teve quatro filhos:
Amram, pai de Moshe e Aharon, era o primogênito de Kehat. Depois dele vinha Itzhar, pai de Kora’h, depois Hevron, e por final Uziel, pai de Elitzafan.

Enquanto tudo acontecia de acordo com uma hierarquia, os filhos de Amram, primogênito de Kehat, Moshe e Aharon, se tornaram respectivamente o líder do nosso povo e o Sumo Sacerdote, Kora’h não reclamou, mas esperou na fila pela próxima nomeação.

Mas quando Moshe nomeou Elitzafan, filho de Uziel que era o filho mais novo de Kehat, para liderar a família de Kehat, Kora’h viu que não havia uma hierarquia, sendo que Elitzafan era o filho do irmão mais novo do seu pai, e aqui começa o problema.

Kora’h não acreditou que AShem  pediria para Moshe nomear Elitzafan ben Uziel fora dessa ordem hierárquica, e concluiu que Moshe Rabeinu fez as nomeações de acordo com sua própria preferência.

Kora’h se sentiu vítima de discriminação, e foi lutar pela igualdade. Alegou que o sumo sacerdócio que foi dado à Aharon poderia ter sido dado à ele sendo que ele é tão primogênito quanto Aharon.

Datan, Aviram e On ben Pelet, todos da tribo de Reuven, também se sentiram vítimas dessa mesma discriminação, sendo que Reuven era o primogênito de Yaakov, e portanto o justo seria dar o sacerdócio de volta para a tribo de Reuven.

Os 250 rabinos que participaram dessa “mahloket” (discórdia) também se sentiram vítimas dessa discriminação. Eles eram primogênitos das outras tribos e alegavam que sendo que Moshe na opinião deles estava fazendo as nomeações de acordo com seu próprio gosto, o justo seria que ele desse o sacerdócio de volta para os primogênitos de todo o povo e não para quem ele quisesse.
A explicação do Zohar
Mesmo que essa história pode ser entendida de maneira simples, nossos Sábios no livro do Zohar nos revelam nela um assunto maravilhoso.

D’us criou o mundo em sete dias e cada um dos dias da criação está ligado à uma Sefirá lá de cima.

A Sefirá do primeiro dia é a Hessed que é a bondade, a união, a expansão. No primeiro dia D’us criou o céu e a terra coberta por água, no primeiro dia D’us criou a luz.

A Sefirá do segundo dia é a Guevurá que é a rigidez, a separação, a contração. No segundo dia D’us criou a separação. Separou entre as águas de cima e as águas de baixo. Criou o firmamento.

O terceiro dia é Tiféret. O equilíbrio entre a Hessed e a Guevurá. No terceiro dia as águas de baixo deram espaço à terra que tirou árvores e frutos, a conciliação convívio e a harmonia entre a Hessed e a Guevurá.

A Hessed é necessária, mas não em excesso, como a chuva que é uma imensa bondade Divina mas em excesso ela se torna uma inundação. E essa era a situação do primeiro dia da criação, “água para tudo quanto é lado”

No segundo dia D’us separou entre as águas de cima e as águas de baixo. Aqui encontramos detalhadamente o segredo da separação, de acordo com o Zohar, o segredo da “esquerda”, o segredo da Guevurá que é a Sefirá da esquerda.

A direita, a Hessed, é a perfeição de tudo, e por causa disso sobre a direita está escrito a palavra “tudo”, por que dela depende toda a perfeição

Quando a esquerda desperta, desperta a separação, e se não for contida pela Tiféret que à coloca na medida certa, ela pode descer ao precipício, ao lado impuro, se tornando fogo e fúria, dando origem ao guehinon, ao inferno

Moshe na sua grande sabedoria olhou para isso, olhou para os dias da criação. Viu que o gehinon estava vinculado à Guevurá e quiz fazer o equilíbrio entre a Hessed e a Guevurá como vimos mais futuramente nas discussões entre os Sábios de “Beit Shamai” que eram a Guevurá e os Sábios de Beit Hilel que eram Hessed.

Naquele caso a Guevurá ficou dentro do equilíbrio, e mesmo sendo as duas opiniões válidas, a lei judaica foi de acordo com Beit Hilel, e sendo que esse tipo de “mahloket”(discórdia) não tinha “segundas intenções” ela só trouxe coisas boas para o nosso povo.

No caso de Kora’h e os que se uniram à ele, sendo que haviam “segundas intenções”, eles perderam o controle e escorregaram para baixo, e esse é o grande risco da Guevurá sendo que o guehinon está vinculado à ela.

Diz o Rav Haim Vital no seu livro “Etz Hadaat Tov” que Moshe na sua imensa bondade, sempre querendo o bem até dos piores judeus, propôs à eles em primeira instância oferecer o incenso no Mishkan dizendo que dessa maneira AShem  vai mostrar quem é o escolhido por Ele.

Moshe imaginou fazer algo como fez mais futuramente Eliahu Hanavi no Monte Carmel quando o fogo desceu do céu para o Korban de Eliahu revelando que AShem  é o D’us verdadeiro e Eliahu é o seu profeta.

Se acontecesse dessa forma, todos veriam que AShem  escolheu Aharon para ser o Cohen Gadol e ninguém morreria.

E também, ouvindo essa proposta eles poderiam optar por voltar atrás até antes de trazerem o incenso e o milagre acontecer, vendo que Moshe está convicto de que AShem  vai escolher Aharon e eles iriam passar vergonha. Dessa maneira eles poderiam voltar atrás respeitosamente antes que isso acontecesse.

Mas sendo que eles acrescentaram Guevurá à Guevurá, e a Guevurá é o escorregador para o guehinon, eles causaram uma situação em que a terra se abriu e o guehinon espiritual se revelou de forma material.

E esse é o problema com a Guevurá, ela é comparada pelo Zohar ao fogo. Você acende um fogo pequeno e em poucos minutos ele se torna um fogo grande e incontrolável.

E sendo que a Guevurá desce com tanta facilidade direto para o inferno, aprendemos da nossa Parashá que não devemos ser como Kora’h.

Não devemos correr o risco de nos sincronizar com uma conexão espiritual tão perigosa como a Guevurá.

Sempre que nos sentimos oprimidos devemos nos lembrar do que nos contou o Baal Shem Tov, de que até uma folha que cai de uma árvore, quantas cambalhotas ela vai dar, e se isso vai ser por meio do vento ou por meio de uma pessoa, tudo isso já está pré-determinado lá de cima, tudo isso acontece por Divina Providência.

Não podemos deixar a Guevurá despertar dentro de nós, e logo que sentimos a menor inclinação para ela devemos eliminá-la imediatamente sendo que ela nos conecta diretamente ao gehinon, ela se expande rapidamente e o controle sobre ela é dificílimo.

Mas como uma doença que deve ser tratada imediatamente quando diagnosticada para salvar a nossa vida, dessa mesma maneira quando diagnosticamos a Guevurá despertando dentro de nós não podemos dar a ela nem uma mínima chance e devemos tirá-la de dentro de nós no mesmo instante.
🌻🌻🌻🌻
Nossa Parashá começa com as palavras “E pegou Kora’h”.

Nossos sábios analisam essa linguagem dizendo que ele ”pegou uma mercadoria ruim”. E aparentemente por causa da continuação da história onde Kora’h faz uma revolução inteira contra Moshe, a “mercadoria ruim” provavelmente seria a Mahloket fazer intrigas e causar brigas.

Ou seja,  ele pegou uma “mercadoria” que se compara à uma maçã podre que apodrece as que estão próximas a ela. Kora’h pegou a “Mahloket” e contaminou com ela todos os que estavam geograficamente próximos à ele.

Mas como dissemos, tudo isso é aparentemente. O Ari Zal diz que por trás da expressão dos nossos Sábios está um assunto muito mais profundo.

Moshe Rabeinu era a reencarnação do lado bom da alma de Hevel (Abel) e as Almas de toda a geração que saiu do Egito e faleceu no deserto eram ramificações da alma de Moshe.

Todos fora um: Ytró, que era a parte boa da alma de Caim.

Ytró trouxe Tzipora para Moshe e se converteu ao judaísmo fazendo o “Tikun” (o conserto) do lado ruim da alma de Hevel (Abel), ou seja, a parte da alma de Hevel que foi mais afetada pela mistura espiritual entre o bem e o mal causada por Adam Harishon.

Mesmo vindo Kora’h de uma linhagem privilegiada dentro de uma tribo privilegiada e mesmo tendo ele estudado muita Torá, por meio de suas más ações ele recebeu uma encarnação em vida do lado ruim da alma de Cain.

D’us não  dá para alguém um trabalho que ele não tenha recebido as forças para fazê-lo, e ao contrário de Ytró que não nasceu judeu mas nasceu em uma família idólatra e fez todas as idolatrias tendo que se esforçar ao extremo para se tornar um bom judeu, Kora’h já nasceu um judeu religioso e de linhagem privilegiada.

Todo o teste dele nesse mundo era só o de não jogar fora tudo o que recebeu, e assim seriam consertados por ele os lados ruins das Almas de Cain e Hevel elevando ele aos mais altos níveis.

As almas de quase todo o povo de Israel eram ramificações da alma de Moshe e por isso de maneira natural Moshe era o líder do nosso povo e não outro.

Dizem nossos Sábios que a Torá é um remédio para a nossa Alma, mas a mesma Torá pode ser um veneno se a pessoa que a estuda causar isso.

A mesma Torá que  foi o remédio que tirou Ytró da idolatria, essa mesma Torá nas mãos de Kora’h se tornou um veneno que contaminou duzentas e cinquenta pessoas, e se não fosse o milagre da terra se abrir contaminaria o povo inteiro.

A Alma de Cain, por não ter sido refinada por Kora’h acrescentou maldade à maldade dele causando com que ele se revoltasse contra Moshe e influenciando vizinhos estudiosos a fazer igual, “envenenando” a Torá deles também.
Porque a terra tinha que se abrir?
Quando Ytró ouviu que os egípcios afundaram no mar vermelho ele disse: Agora eu sei que AShem  é maior do que todos os ”deuses”, porque o que eles fizeram, afundaram as crianças judias no Nilo, aconteceu para eles!

Aprendemos com Ytró que quando a pessoa não faz o “Tikun”, “o conserto da Alma”, de maneira positiva como fez Ytró, o Tikun acontece de maneira negativa, o que a Torá chama de “midá knegued midá”, ou seja, “o que eles fizeram acontece para eles”.

Por isso Moshe disse para eles:- “Se essas pessoas morrerem como qualquer pessoa não foi D’us que me mandou, mas se a terra se abrir… etc”.

Terminando de falar essas palavras a terra se abriu e Kora’h com todos os seus cúmplices foram absorvidos por ela.

Isso era o “midá knegued midá” de Cain e Hevel.

Cain matou Hevel por vaidade, e a terra se abriu milagrosamente para receber o sangue de Hevel.

Agora Kora’h, a reencarnação de Cain, por vaidade tenta novamente matar Moshe, classificando Moshe como falso profeta, e a terra se abre para receber Cain e seus cúmplices, “midá knegued midá”.

Aharon Hacohen era o contrário de Kora’h. Toda sua vida ele se dedicou a fazer as pazes entre as pessoas e entre maridos e mulheres, mesmo que para isso tivesse que ser “aparentemente” um pouquinho menos “religioso” do que Kora’h, falando de vez em quando uma ”mentirinha” para fazer as pessoas se reconciliarem.

A Torá diz para ficarmos longe da mentira, mas Aharon Hacohen era o médico especialista que sabia dosar a mentira na dose correta transformando o veneno em remédio, enquanto que Kora’h conseguiu transformar a Torá, que é o remédio para tudo, em um veneno mortal.

AShem  fez o cajado de Aharon florir e dar frutos mostrando que essa pessoa que transformou corações duros em flores e frutos de reconciliação ele tem que ser o Cohen Gadol, ele que é o escolhido por D’us !

A explicação do Ari Zal

Nossa Parashá começa com as palavras “e pegou Kora’h” mas continua o assunto sem dizer o que ele pegou mas dizendo somente o que ele fez.

O que ele “pegou” que causou para ele fazer o que ele fez?
Os cinco níveis da Alma Divina
Nossa Alma Divina tem cinco níveis, mas só três deles se revestem no nosso corpo, os outros dois estão sempre em um aspecto de “luz envolvente”

O nível mais baixo da nossa Alma Divina é chamado de Nefesh

O nível acima da Nefesh é chamado de Rua’h

O nível acima do Rua’h é chamado de Neshamá

O nível acima da Neshamá é chamado de Haia

O nível da Haia é chamado de Ye’hida

Muitas vezes as escrituras sagradas usam uma linguagem genérica para a Nossa Alma chamando ela de Nefesh ou de Neshamá, sem nenhuma intenção em relação àquele nível da Alma.

Ou seja, às vezes a palavra Nefesh ou Neshamá querem dizer simplesmente “Alma”, e às vezes as palavras Nefesh e Neshamá estão se referindo ao nível Nefesh e ao nível Neshamá.

O Zohar nos conta que Adam Harishon, o primeiro homem, fez as três maiores transgressões que são:

idolatria, assassinato e relações ilícitas

Idolatria, porque o argumento da cobra foi que se ele comesse a fruta da Etz HaDaat ele viraria D’us, e ele comeu aquela fruta para virar D’us. Essa transgressão afetou o nível mais baixo da Alma dele, o nível Nefesh.

Assassinatos, porque AShem  (D’us) tinha avisado à ele que se ele comesse aquela fruta ele morreria e todos morreriam por causa dele. Essa transgressão afetou o nível Rua’h da Alma dele.

Relações ilícitas, porque depois que ele comeu aquela fruta ele culpou a mulher por ter causado isso para ele e teve durante 130 anos relações ilícitas com duas demônias que se materializavam para ter a relação com ele. Mas sendo que elas eram demônias materializadas, não conseguiam engravidar  crianças materiais mas engravidavam demônios.

Uma delas era a “Li…” que é o aspecto feminino do anjo da morte. Ou seja, a esposa da “coisa ruim”. A outra era a “Na…”, outra demônia. (Usamos somente as primeiras duas letras do nome delas para não atrair elas por meio de pronunciar o nome delas inteiro)

Essa transgressão afetou o nível mais elevado da Alma que se reveste no corpo e portanto pode ser afetado pelas nossas transgressões, o nível Neshamá da nossa Alma.

Para retificar essas três transgressões Adam Harishon se reencarnou simultaneamente em três pessoas que viveram na mesma época, que são os nossos três patriarcas

Avraham Avinu retificou o nível Nefesh de Adam Harishon.

Itzhak Avinu retificou o nível Rua’h de Adam Harishon.

Yaakov Avinu retificou o nível Neshamá de Adam Harishon.

Diz o Ari Zal que essa Alma pôde se reencarnar simultaneamente em três pessoas que viveram na mesma época sendo que são três níveis diferentes da mesma Alma.

Mas se fosse o mesmo nível só teria como se reencarnar se a pessoa anterior falecesse, só assim ele poderia se reencarnar em outra pessoa.

Mas como são três níveis diferentes podem se reencarnar simultaneamente.

O Ari Zal nos conta que depois do conserto da Alma de Adam Harishon pelos nossos três patriarcas, começa o conserto da Alma de Caim que também se reencarna em seus três níveis em três pessoas diferentes simultaneamente.

Ytró era o nível Neshamá, o nível mais alto da Alma de Caim.

Kora’h era o nível Rua’h da Alma de Caim, e o “Mitzri”, o egípcio que Moshe matou para salvar o judeu que estava sendo assassinado por ele, era o nível Nefesh, o nível mais baixo da Alma de Caim.

Quando uma Alma volta para consertar o que fez em uma reencarnação passada, ela volta com a mesma vontade de fazer a coisa errada que fez na reencarnação anterior.

Mas dessa vez, ou ela conserta o que fez na reencarnação anterior se controlando para não fazer aquela coisa errada novamente.

Senão ela passa por esse conserto recebendo o castigo “medida por medida” do que fez.

Adam Harishon impurificou o nível Nefesh da sua Alma por meio da idolatria. Avraham Avinu retificou a Nefesh de Adam Harishon por meio de ter nascido filho de Tera’h que era fabricante e vendedor de estátuas para a idolatria.

E não só pelo fato de ter deixado a idolatria do seu pai, mas também por ter dedicado toda a sua vida ensinando os idólatras à deixarem a idolatria e rezarem somente para AShem .

O Midrash nos conta que a linguagem do versículo que fala sobre o nascimento de Caim e Abel nos indica que com Caim nasceu uma irmã gêmea e com Abel nasceram duas, como diz o versículo: “ela deu à luz à…”e” Caim” “e ela deu à luz…”e”… à seu irmão…”e”…Abel”. Cada “e” no versículo vem acrescentar uma irmã gêmea, como dizendo “ela “e” Caim.

Sendo que Havá era parte de Adam Harishon podemos dizer que Adam Harishon se casou com si próprio sendo que ela era um lado dele.

A palavra “tzela” que quer dizer “lado” foi traduzida pela igreja erroneamente como costela, mas o Midrash nos conta que quando AShem  fez o primeiro homem, um lado era Adam e o outro Havá, e para criar a mulher AShem  somente separou esses dois lados.

A segunda geração que eram Caim e Abel se casariam com as próprias irmãs, e por isso Caim nasceu com uma gêmea e Abel com duas.

O nível Nefesh de Caim se reencarnou no “Mitzri”, no egípcio que estava tentando assassinar um judeu à chicotadas.

Quando Moshe saiu do palácio do Faraó para ver de perto o que está acontecendo com o nosso povo ele tinha vinte anos.

Moshe viu o egípcio tentando assassinar um judeu à chicotadas. Diz o versículo que Moshe olhou para um lado e para o outro.

O Midrash diz que Moshe olhou para um lado e viu o que o egípcio fez na casa e o que ele fez no campo.

Depois disso Moshe falou o nome de AShem  de quarenta e duas letras que são as iniciais das quarenta e duas palavras da reza “Ana Bekoa’h” tirando dessa forma a alma do egípcio do corpo.

Diz o Ari Zal que o que Moshe viu que o egípcio fez no campo não se referia ao egípcio mas sim ao nível Nefesh da Alma de Caim que estava nele.

Ou seja, Caim matou Abel no campo para roubar dele a gêmea que tinha nascido a mais, e esse egípcio que era a reencarnação de Caim (nível Nefesh) tinha passado a noite na casa do judeu violentando a esposa dele, e agora estava assassinando o marido para pegar ela definitivamente.

Moshe matou o egípcio e o escondeu dentro da terra, e essa foi a retificação “midá kneged midá”, “medida por medida” sendo que Caim matou Abel e “a terra se abriu para receber o sangue dele”.

Depois desse acontecimento, Moshe fugiu, e posteriormente chegou em  Midian e se encontrou com Ytró que precisaria retificar o nível Neshamá de Caim que foi afetado pela relação ilícita que Caim teve com a gêmea que roubou de Abel. Aquela gêmea se reencarnou como Tzipora, a filha de Ytró.

Ytró deu sua filha Tzipora para se casar com Moshe, e depois da saída do Egito ele levou Tzipora pessoalmente para Moshe no deserto, fazendo o conserto do nível Neshamá da Alma de Caim.

Ytró retificou Caim por meio de uma ação positiva, e por isso não precisou passar pela retificação “medida por medida” como o egípcio
O que Kora’h pegou?
Kora’h, diz o Ari Zal, pegou o Rua’h de Caim. O que estava faltando nessa retificação é o fato de Caim ter assassinado Abel porque o korban, o sacrifício de Abel, foi aceito por AShem  e o dele não.

O fato de Caim ter assassinado Abel também por esse motivo foi o que afetou o nível Rua’h da Alma de Caim.

Kora’h não retificou o nível Rua’h de Caim por meio de uma ação positiva, mas muito pelo contrário.

Ele tentou fazer com que Moshe fosse condenado como falso profeta para que ninguém mais do que Kora’h se tornasse o “Cohen Gadol”, o sumo sacerdote, o responsável por todos os assuntos religiosos do nosso povo.

Por isso Moshe disse para ele que se a terra se abrir esse é o sinal de que a profecia de Moshe foi dada por AShem . Ou seja, medida por medida.

Como a terra se abriu para receber o sangue de Abel, agora ela vai se abrir para receber Kora’h, ou seja, para receber Caim.

O “Tikun”(conserto) de Caim, diz o Ari Zal, está indicado no seu próprio nome. Daqui vemos que Havá tinha visto isso quando deu à luz à ele e o chamou de Ca-i-m que são as iniciais de Cora’h (Kora’h), Itró (Ytró), e Mitzri (o egípcio).
🌻🌻🌻
Mais detalhes sobre o assunto anterior:

O que leva uma pessoa extremamente rica, muito inteligente e de boa família como era Kora’h tentar abalar toda a estrutura do nosso povo?

E mais, tentar dessa maneira também assassinar à Moshe Rabeinu sendo que pela Torá o falso profeta é passível de pena de morte!
Caim e Abel, Kora’h e Moshe
Para entendermos isso temos que voltar ao começo do mundo quando aconteceu o primeiro assassinato da história. Caim tinha nascido antes de Abel e com ele nasceu uma irmã gêmea que seria sua esposa.

Abel nasceu depois e com ele nasceram duas irmãs gêmeas que seriam suas duas esposas.

Caim ficou com inveja e planejou matar seu irmão para pegar essa esposa que ele achava merecer mais do que seu irmão

Caim fez um sacrifício para D’us. Ele plantou linho, pegou a pior parte da sua colheita, a parte que ele iria descartar de qualquer jeito, essa parte ele queimou no altar.

Ou seja, no lugar de jogar fora ele fez dela uma oferenda para D’us, a primeira “reciclagem” da história da humanidade!

A fumaça do linho oferecido no altar foi dispersa por um vento forte mesmo que naquele dia não houve nenhum vento em nenhum lugar a não ser esse diretamente em cima do altar de Caim demonstrando claramente que AShem  não quer o sacrifício oferecido por ele.

Abel criava ovelhas. Ele também fez uma oferenda para D’us, trouxe o melhor carneiro do seu rebanho e fez dele um sacrifício no altar.

Mesmo sendo aquele dia um dia de forte ventania, a fumaça do sacrifício de Abel milagrosamente subiu direto para o céu em uma linha reta, demonstrando que D’us aceitou o sacrifício de Abel.

Por esses dois motivos Caim matou Abel, por achar que, sendo que ele é mais importante do que o seu irmão ele deve estar mais próximo à D’us do que o seu irmão e também merece ter mais mulheres do que seu irmão.

Várias passagens da Torá são verdadeiras incógnitas que somente são decifradas como sendo referência à assuntos espirituais muito profundos.

Entre essas passagens estão o versículo “olho por olho e dente por dente” e também o versículo no qual D’us cobra até a quarta geração dos que fazem o mal.

O versículo olho por olho e dente por dente não tem como ser aplicado na prática porque o castigo na prática de quem quebrou o dente de alguém é pagar o médico, a indenização pela vergonha que a vítima passou, e os dias de trabalho que perdeu por causa do ferimento, mas não retirar o dente do agressor.

E ainda mais, nada justificaria alguém que não tem dentes ser absolvido desse tipo de julgamento.

Sendo assim nossos sábios aprendem desse versículo que a indenização cobrada por um olho não é a mesma cobrada por um dente.

Mas sendo que a indenização tem que ser determinada por meio de um julgamento, o tribunal rabínico já determinaria por motivos lógicos que a indenização de um olho não é a mesma que a indenização de um dente.

O versículo que diz que D’us cobra até a quarta geração de quem faz o mal também não é aplicável, sendo que a própria Torá determina que os filhos não pagam pelos pecados dos pais.

E mais, o fato de o filho ter sido educado de maneira errada não é culpa do filho mas sim do pai, então absolutamente não há como cobrar dos filhos nem o comportamento do próprio filho, quanto mais o comportamento dos pais, e quanto mais o comportamento dos netos e dos bisnetos.
A explicação do Zohar
No lado oculto da Torá a explicação desse dois versículos e a ligação entre eles é clara.

Quando alguém fere uma pessoa e causa a perda do seu olho ou do seu dente, naquele momento é imediatamente decretado lá encima que o agressor vai perder o olho ou o dente, e essa é a explicação do versículo “olho por olho e dente por dente”.

AShem  (D’us) na sua infinita bondade dá para aquele agressor o longo prazo de quatro reencarnações para ele retificar o que fez.

Ou seja, as quatro gerações do versículo não são quatro gerações biológicas, mas sim quatro reencarnações da mesma pessoa.

Ou ele consegue retificar o que fez de maneira positiva, ou vai acontecer para ele o que ele fez para o outro, “olho por olho dente por dente”.

O nível mais baixo da nossa Alma Divina é chamado de Nefesh. Caim matou Abel por dois motivos: ele achava que por ser mais importante do que Abel ele merecia ter aquela esposa a mais, e matou Abel para roubar dele a mulher.

O nível Nefesh de Caim se reencarnou como o soldado egípcio que tinha colocado o judeu para trabalhar a noite inteira e enquanto isso aquele soldado passou a noite com a mulher daquele judeu, e de manhã estava tentando assassinar o judeu a chicotadas.

Não só que ele não retificou o que fez, mas tentou repetir o erro. Para salvar o judeu, Moshe teve que falar um nome de AShem  que faz a alma do egípcio sair do corpo, e depois enterrou o corpo morto dele na terra.

E assim, da mesma maneira que a terra se abriu para receber o sangue de Abel quando foi assassinado, agora ela recebe o sangue desse egípcio.

Ou seja, sendo que ele não retificou o que fez na reencarnação anterior mas ainda continuo insistindo no erro, aconteceu para ele agora o “olho por olho e dente por dente”, o que ele fez antes levou agora.

Um nível superior da alma de Caim se reencarnou como Ytró, e a esposa de Abel que era o pivô da briga se reencarnou como Tzipora, a filha de Ytró.

A retificação desse nível da alma do Caim nesse caso aconteceu de maneira positiva. Ytró levou Tzipora para Moshe no deserto e deu para Moshe o conselho que salvou a sua vida.

Agora chegamos à parte mais complexa. Caim tinha assassinado Abel também porque ele achava que por ser mais importante do que Abel, D’us teria que aceitar o sacrifício que ele fez e não aceitar o de Abel, e essa foi a parte que pegou Kora’h.

O teste de Kora’h foi o de aceitar que Moshe estava mais próximo de D’us do que ele. Mas como poderia Kora’h aceitar esse fato?

Quando Moshe tinha três meses de idade a filha do faraó o levou para seu palácio e lá ele foi criado.

Moshe cresceu no palácio do faraó. Claro que a princesa trouxe para ele os melhores professores particulares da comunidade judaica, mas olha onde ele estava! Como comparar ele à Kora’h que cresceu no coração da comunidade judaica que era a terra de Goshen.

E ainda mais, depois de ter crescido entre os egípcios no palácio do faraó, Moshe foi morar em Midian e se casou com Tzipora, a filha do sacerdote de Midian!

Claro que ela se converteu ao judaísmo, mas comparar ela com a mulher de Kora’h que era judia religiosa de nobre linhagem…

Para Kora’h não faltavam motivos para justificar por que ele tinha que ser a pessoa mais próxima de D’us e não Moshe Rabeinu, da mesma forma que para Caim era óbvio que o sacrifício dele deveria ser aceito e não o de Abel.

E aqui chegamos à reta final da retificação de Caim. Ou Kora’h consegue se controlar, ou o que ele fez na vida anterior vai ser cobrado dele agora.

Por isso Moshe avisou Kora’h que se a terra se abrir para recebê-lo, esse é o Sinal de que Moshe é um profeta verdadeiro.

Por que Moshe Rabeinu precisava lembrar à Kora’h esse detalhe?

Moshe Rabeinu era a reencarnação de Abel, e Kora’h pegou o lado difícil do Caim.

Sendo que a Alma Divina tem a memória das reencarnações anteriores que se despertam no nosso subconsciente.

Moshe apelou para esse fator também, lembrando Kora’hque da mesma forma que a terra se abriu para receber o sangue de Abel, se ele não retifica isso de maneira positiva vai acontecer para ele o olho por olho e dente por dente, e milagrosamente a terra vai se abrir para receber Kora’h e todos os que estão dando apoio à ele, porque sem esse apoio ele não teria como fazer o que tentou fazer.

De Kora’h aprendemos que não devemos ser como Kora’h!

Muitas vezes achamos que merecemos muito mais e estamos recebendo muito menos enquanto que nossos amigos que na nossa opinião merecem muito menos estão recebendo muito mais.

Então vamos sempre nos controlar, só temos a ganhar!
Shabat Shalom🌻
Rabino Gloiber
Sempre rezando por vocês

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A Gueulá está próxima

A Guemará em Sanedrin nos conta que o Mashia’h pode ser dos mortos ou dos vivos contanto que seja um descendente direto do Rei David, saiba tanta Torá como o David e cumpra todas as Mitzvót como o Rei David 

 

A Guemará nos  trás o exemplo do profeta Daniel com um versículo comprovando que se a Gueulá acontecesse na época dele, mesmo depois da sua morte, ele levantaria e se tornaria o Mashia’h.

 

O que é considerado a época dele? Rashi explica que todo o tempo que Josué, o aluno de Moshe, estava vivo, Moshe era considerado vivo também 🥰

 

Nós somos os alunos do Rebe, participamos pessoalmente das palestras dele e estamos aqui com vocês. 

 

Ou seja, nós somos a geração do Rebe e todos nós vamos estar juntos na hora da Gueulá. O Rebe e todos nós.

 

Os romanos antigos copiaram também esse aspecto da religião judaica e aplicaram esse princípio inadequadamente à alguém que não era um descendente do rei David, não cumpriu a Torá e as Mitzvot, e que na época dele o Beit a Mikdash foi destruído, as guerras perdidas e o povo se espalhou para fora de Israel, sinais contrários à vinda do Mashia’h e não tendo qualquer relação ou comparação com o princípio judaico da vinda do Mashia’h e com o fato de os alunos dos Sábios de Israel dizerem que o Rebe deles era o Mashia’h.

 

Na época da Mishná, há pouco menos de 2.000 anos atrás, os judeus liderados por Shimon bar Ko’hva, intitulado como “presidente de Israel”, fizeram uma revolução contra o império romano e conseguiram provavelmente três anos de independência.

 

Naquela ocasião, Rabi Akiva acreditou que Bar Ko’hva fosse o Mashia’h.

 

Como pôde Rabi Akiva fazer tal erro de avaliação?

 

Para entendermos isso voltamos à época do Rei David, que mesmo tendo sido ungido pelo profeta Shmuel como o Rei Ungido, ou seja, Mashia’h, não pôde construir o Beit Hamikdash, o Templo de Jerusalém, porque teve a obrigação de guerrear para salvar nosso povo dos seus inimigos.

 

Seu filho, o Rei Salomão, por não ter precisado fazer guerras, recebeu a ordem Divina de construir o Beit a Mikdash.

 

Quando falamos sobre Mashia’h vemos a alusão à uma guerra chamada de Gog e Magog.

 

Se o Mashia’h participar da guerra ele não poderá construir o Beit a Mikdash, por isso existe uma referência à um “pré Mashia’h” chamado Mashia’h Ben Yossef” que faz as guerras e falece depois de vencê-las.

 

Sendo que a regra é que uma profecia negativa como lutar em uma guerra não é obrigada a acontecer, o Mashia’h Ben Yossef não é obrigado a existir e AShem pode fazer a guerra de Gog e Magog ser vencida milagrosamente como vemos na história do Rei Hizkiahu.

 

O Rei da Judéia, Hizkiahu, venceu o Rei da Assíria, Sanherib sem sair da cama.

 

O Anjo Gabriel se revelou para o exército dos Assírios e todos eles morreram, com exceção de cinco.

 

A Guemará nos conta que Hizkiahu, que era um descendente do rei David, poderia ser diretamente o Mashia’h Ben David, e Sanherib Gog e Magog, caso tivessem tido o mérito da Gueulá acontecer na época dele.

 

Nesse caso não teria havido a necessidade de um Mashia’h Ben Yossef. Mas no caso de Rabi Akiva, sendo que a revolução já estava acontecendo, ele achou que Bar Ko’hva poderia ser esse Mashia’h Ben Yossef sendo que ele começou a fazer as guerras.

 

Quando ele foi morto pelos romanos Rabi Akiva viu que ele não era o Mashia’h Ben Yossef.

 

Sinais de que Mashia’h está chegando

 

Porque a Guemará nos traz sinais para sabermos que estamos na geração da Gueulá, da redenção final? Para fazermos isso acontecer mais rápido acrescentando nas nossas Tefilot e nas nossas Mitzvót!

 

Um dos sinais da Guemará é de que os jovens vão fazer os velhos passarem vergonha.

 

Sempre que compramos um equipamento novo e não conseguimos usar ele sem a ajuda de um adolescente para nos explicar com muita paciência dezenas de vezes como ele funciona, sentimos que esse sinal está acontecendo na prática…

 

Outro sinal é de que os principais rios da cidade vão andar como óleo e não vai dar para pescar neles nem um peixe para um doente. 

 

Essa é uma das coisas que nem Rashi conseguiu explicar.

 

Rashi tentou imaginar que talvez os rios ficassem semi congelados e andariam devagar como óleo, mas o problema com essa explicação é de que mesmo assim ainda daria para pescar um peixe neles. 

 

Quem na idade média poderia imaginar o Rio Tietê? Nem na pior das hipóteses Rashi não conseguiu imaginar uma coisa tão ruim assim.

 

E daí para adiante, todos os sinais da Guemará já aconteceram, e agora só nos resta a explicação de Rashi sobre  “Pense no futuro!”

 

Veja o que você poderia estar ganhando:

 

D’us tem o poder de te dar coisas mega maravilhosas que são os tempos do Mashia’h e o próximo mundo

 

Acrescente no estudo da Torá e no Cumprimento das Mitzvót e Mashia’h vai chegar! você só tem a ganhar!

 

 

Rabino Gloiber 

Sempre correndo 

Mas sempre rezando por você 

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Shalom Uvra’ha, muita saúde, muitas notícias boas para todos nós hoje .

 

2 de Tamuz de 5786 no calendário judaico .

 

Tamuz não é apenas um mês do calendário judaico. Tamuz é um espelho.

 

E poucas pessoas gostam de olhar para espelhos quando eles mostram as rachaduras da alma.

 

No dia 17 de Tamuz começaram as brechas que culminaram na destruição de Jerusalém e do Beit Hamikdash.

 

A muralha foi rompida primeiro por fora, mas a verdadeira destruição já havia acontecido por dentro.

 

Os inimigos apenas concluíram uma obra que o ódio gratuito, a divisão e a indiferença já haviam iniciado.

 

O problema é que, no século XXI, continuamos repetindo exatamente o mesmo erro, apenas com ferramentas mais sofisticadas.

 

Hoje não precisamos de muralhas de pedra para serem quebradas. Temos celulares, redes sociais, comentários anônimos e grupos de discussão.

 

Em poucos segundos uma pessoa pode destruir a reputação de outra, humilhar alguém diante de milhares ou espalhar veneno para multidões.

 

As Três Semanas nos convidam a perguntar:

 

O que meus olhos estão consumindo?

 

*O olhar é a porta da alma.*

 

O Zohar ensina repetidamente que os olhos são emissários do coração. O que entra pelos olhos desce ao pensamento, do pensamento para o desejo e do desejo para a ação.

 

A impureza raramente começa com um ato.

 

Ela quase sempre começa com um olhar aparentemente inocente.
Vivemos numa geração que vê tudo e contempla quase nada.

 

Rolamos telas por horas, observamos a vida dos outros, desejamos o que não temos, invejamos o que não precisamos e alimentamos uma ansiedade que nunca existiu em tamanha escala.
Nossos olhos estão cheios de imagens, mas vazios de significado.

 

E o coração?

O Zohar explica que o coração é o centro onde as forças da santidade e da impureza travam sua batalha.

 

O problema do nosso tempo não é falta de informação.

 

É excesso de endurecimento.

 

As pessoas choram diante de filmes, mas permanecem indiferentes ao sofrimento do vizinho.

Defendem causas globais, mas não conseguem pedir desculpas dentro da própria casa.

 

Falam de amor à humanidade enquanto cultivam ressentimentos antigos.

 

O coração moderno está hiperestimulado e ao mesmo tempo anestesiado.

 

E então chegamos à ferida mais dolorosa:

 

O ódio gratuito.

Nossos sábios ensinaram que o Segundo Beit Hamikdash foi destruído por ódio sem motivo.

 

Mas talvez a pergunta mais desconfortável seja:
Será que realmente acreditamos que isso acabou?

 

Hoje o ódio gratuito veste roupas elegantes , de grife.

 

Ele aparece como cancelamento.

Como desprezo por quem pensa diferente.

Como arrogância intelectual.

Como polarização política.

Como brigas religiosas.

Como fofoca disfarçada de preocupação.
Como comentários cruéis escritos atrás de uma tela.

 

O Templo não foi destruído porque os judeus deixaram de estudar Torá.

 

Foi destruído porque deixaram de enxergar a imagem de Ashem uns nos outros.
Essa é a verdadeira tragédia.

 

O Zohar ensina que quando Israel está unido, a Shechiná repousa sobre ele.

 

Quando há divisão, cria-se uma separação também nos mundos espirituais.

Por isso, durante as Três Semanas, não estamos apenas lamentando pedras queimadas há quase dois mil anos.

 

Estamos lamentando cada vez que escolhemos o ego em vez da compaixão.

Cada vez que preferimos vencer uma discussão a preservar uma pessoa.

Cada vez que olhamos para alguém e enxergamos um adversário em vez de uma alma.

 

*Talvez a pergunta mais importante de Tamuz seja:*

 

Onde existe uma brecha na minha muralha?

Nos meus olhos?

No meu coração?

Na minha fala?

Nos meus relacionamentos?

 

Porque Jerusalém continua sendo reconstruída toda vez que uma pessoa fecha a porta para o ódio e abre espaço para a Chessed ( bondade )

 

E talvez o maior desafio do século XXI não seja a inteligência artificial, a tecnologia ou as crises mundiais.

Talvez seja algo muito mais difícil:
Aprender novamente a olhar para o outro sem inveja.

Falar sem ferir.

Discordar sem odiar.

 

E lembrar que o Terceiro Beit Hamikdash será construído não apenas por pedras, mas por corações que finalmente aprenderam a permanecer unidos.

 

Que Ashem nos permita transformar estas Três Semanas de luto em dias de introspecção verdadeira, e que possamos merecer ver a Gueulá e a consolação de Jerusalém, rapidamente em nossos dias. Amén.

 

Um beijo no coração de todos vocês e tudo de bom

 

Rivka Haia Eitan , filha de Rav Avraham Eitan Gloiber 🌻🥰

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Pensando no Futuro

Pensando no Futuro

 

Pense no futuro, veja o que você poderia estar ganhando. D’us tem o poder de te dar coisas maravilhosas que são os tempos do Mashia’h e o próximo mundo, faça o certo e você só tem a ganhar!

 

Um dos 13 princípios da fé judaica é que Mashia’h vai chegar

 

Esse princípio consiste em que no fim do “Galut”, no final do nosso exílio entre os povos do mundo Mashia’h vai chegar

 

A era do Mashia’h é uma época maravilhosa, uma época de fartura

 

Uma época sem crises, sem guerras, sem doenças, sem acidentes, um mundo bom em que todos vamos estar felizes

 

A Mele’h a Mashia’h

 

Diz o Rambam que o Mashia’h é um descendente direto, filho após filho, do rei David e que se iguala ao rei David no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot.

 

Ele vai construir o Beit a Mikdash, nosso Templo Sagrado de Jerusalém, no lugar sagrado onde hoje se encontra o Kotel que é o muro ocidental do “Monte do Templo”.

 

Ele vence as guerras de AShem e depois traz todos os judeus, incluindo as dez tribos perdidas, de volta para a terra de Israel.

 

Fazendo isso ele se torna o Mashia’h que em hebraico quer dizer simplesmente o “Rei Ungido”, sendo que ele é um descendente direto do rei David que foi ungido pelo profeta Shmuel ele herda a unção do rei David automaticamente e não precisa de uma segunda unção para ser o rei de Israel.

 

Daqui aprendemos que a solução para o nosso exílio não é um presidente eleito e nem um primeiro ministro, mas sim o Mashia’h

 

A Guemará em Sanedrin nos conta que os alunos dos grandes Sábios que estavam dentro desse critério, ou seja, que eram descendentes do rei David e eram grandes como ele no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot, diziam que o Rebe (mestre em hebraico) deles era o Mashia’h.

 

Com isso queriam dizer que, caso acontecesse a Gueulá naquela época, o candidato mais adequado para ser o Mashia’h seria aquele Sábio.

 

Dessa mesma maneira, na nossa geração o Rebe de Lubavitch foi apontado por muitos como candidato dentro desses critérios dos antigos Sábios da Guemará e por esse motivo isso não foi visto como uma transgressão à Halachá, à lei judaica.

 

Quando acontecer a Gueulá e o Beit a Mikdash for reconstruído em Jerusalém incluindo a parte principal que desce pronta do céu, o povo de Israel trazido para a Terra Santa incluindo as dez tribos, o candidato a Mashia’h se torna o Mashia’h na prática.

 

Antes disso, os alunos do Rabi Hanina ou os alunos do Rabi Inon na Guemará puderam dizer que o Rebe deles era o Mashiach, dentro dessa intenção.

 

A Guemará em Sanhedrin também nos conta que o fato de o Mashia’h ser dos vivos ou dos mortos não é relevante nesse caso contanto que ele venha a construir o Beit a Mikdash, vença as guerras de AShem e traga o nosso povo de volta para a terra prometida passando depois junto com todo o povo de Israel para a etapa em que a vida será eterna, o próximo mundo

 

Os romanos antigos copiaram também esse aspecto da religião judaica e aplicaram ele inadequadamente à alguém que não era um descendente do rei David, não cumpriu a Torá e as Mitzvot, e que na época dele o Beit a Mikdash foi destruído, as guerras perdidas e o povo se espalhou para fora de Israel, sinais contrários à vinda do Mashia’h e não tendo qualquer relação ou comparação com o princípio judaico da vinda do Mashia’h e com o fato de os alunos dos Sábios de Israel dizerem que o Rebe deles era o Mashia’h.

 

A Guemará no tratado de Rosh a Shaná nos conta que Rabi Eliezer diz que no mês de Nissan aconteceu a Gueulá dos nossos ancestrais que saíram do Egito e em Tishrei será a Gueulá futura.

 

Sendo que a festa de Sucot foi dada pela Torá em comemoração à Gueulá do Egito, e como diz a Meguilá: “Esses dias são lembrados e acontecem”, esses dias de Sucot são uma hora propícia para a Gueulá! O mesmo acontece em relação à festa de Pessa’h

 

Então, vamos pedir para

AShem trazer a Gueulá Só temos a ganhar!