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Pêgo no flagra catando galhos no Shabat 😱

 

*Shavua tov*, uma semana incrível para todos nós, cheia de boas notícias e muita alegria !!

 

Nossa Parashá nós conta a história de um homem que foi pego catando galhos e recolhendo lenha no Shabat !!

 

O que tem em comum o catador de galhos de mais de três mil anos atrás com a Nossa Geração?

 

Quando lemos a Torá, parece estranho que um homem tenha sido punido por recolher alguns galhos.

Alguns galhos.

Nada mais.

 

*Mas o Zohar nos convida a olhar além da madeira que estava em suas mãos.*

 

A pergunta não é quantos galhos ele carregava.

A pergunta é:

Por que ele estava catando galhos justamente no Shabat?

 

O Shabat é o dia em que Ashem cessou Sua obra criadora.

Não porque estivesse cansado.

AShem não se cansa.

Ele parou para revelar ao mundo uma verdade eterna:
a criação não pertence ao homem.

Durante seis dias nós construímos.

Plantamos.

Vendemos.

Compramos.

Planejamos.

Consertamos.

Produzimos.

 

Mas chega o Shabat e Hashem nos diz:

 

“Agora pare.”

“Olhe para Minha criação.”

“Observe o que Eu já fiz.”

“Confie que o mundo continuará existindo sem você por vinte e cinco horas.”

 

E é justamente aí que muitos de nós nos tornamos catadores de galhos.

 

Não galhos de árvores. Galhos da mente !

Quais são os galhos que carregamos?

Há quem carregue o galho da preocupação.

“Como vou pagar aquela conta?”

“E se eu perder o emprego?”

“E se não der certo?”

“E se acontecer alguma coisa?”

 

O corpo está sentado à mesa do Shabat.

Mas a mente continua trabalhando.

Continua recolhendo lenha.

 

Continua alimentando o fogo da ansiedade.

Há quem carregue o galho do controle.

Quer resolver tudo.

Organizar tudo.

Consertar tudo.

Controlar tudo.

Controlar os filhos.

Controlar o marido.

Controlar a esposa.

Controlar os alunos.

Controlar a comunidade.

Controlar o futuro.

 

Controlar até aquilo que pertence somente a Ashem.

 

Há quem carregue o galho do celular.

O mundo moderno transformou milhões de pessoas em catadores profissionais de galhos.

 

Notificações.

Mensagens.

Vídeos.

Comentários.

Curtidas.

Notícias.

Escândalos.

Discussões.

Mais notícias.

Mais vídeos.

Mais preocupações.

 

A Alma não descansa.

O coração não descansa.

A mente não descansa.

A pessoa passa o dia inteiro recolhendo gravetos para alimentar um fogo que nunca fica satisfeito.

 

Há também o galho do passado.

Pessoas que vivem revivendo erros antigos.

Culpa.

Vergonha.

Mágoas.

Feridas.

Discussões de anos atrás.

Elas não estão vivendo o presente.

Estão recolhendo lenha em um bosque que já queimou há muito tempo.

 

E existe o galho do ego.

O mais pesado de todos.

“O que pensam de mim?”

“Reconheceram meu trabalho?”

“Recebi elogios?”

“Fui valorizado?”

“Ganhei destaque?”

A pessoa se torna escrava da própria imagem.

E o Shabat vem quebrar essa prisão.

 

*O Grande Convite do Shabat*

 

O Shabat não é apenas um dia sem trabalho.

É um dia sem escravidão.

Durante a semana somos servos das nossas necessidades.

 

No Shabat nos lembramos que somos servos apenas de Ashem.

 

Durante a semana corremos atrás do sustento.
No Shabat lembramos Quem envia o sustento.
Durante a semana tentamos construir o mundo.

 

No Shabat contemplamos o mundo já construído.

 

Durante a semana tentamos controlar tudo.

 

No Shabat aprendemos a confiar.

 

*A Pergunta da Parashá*

 

Por isso a história do catador de galhos continua viva.
Porque a Torá não está perguntando sobre aquele homem.

Ela está perguntando sobre nós.

Quando chega o Shabat…

Nós realmente descansamos?

 

Ou apenas trocamos os galhos das mãos pelos galhos da cabeça?

 

Será que estamos entrando no palácio do Rei?
Ou continuamos andando pela floresta recolhendo preocupações?

 

Será que estamos contemplando a criação?

 

Ou ainda estamos tentando administrá-la melhor do que o próprio Criador?

 

Talvez o maior milagre do Shabat não seja parar de trabalhar.

Talvez o maior milagre seja parar de acreditar que tudo depende de nós.

 

Quando o Shabat entra, Ashem parece nos dizer:

 

“Filho, largue os galhos.”

“Por um dia, solte os pesos.”

“Solte os medos.”

“Solte as preocupações.”

“Solte a necessidade de controlar.”

“Solte a ansiedade.”

 

“Eu continuei sustentando o universo antes de você nascer.”

 

“Continuo sustentando enquanto você vive.”

 

“E continuarei sustentando depois.”

 

A pergunta da Parashá não é:

“Quem era o catador de galhos?”

 

A pergunta é:

 

“Quais galhos eu ainda me recuso a largar quando o Shabat chega?”

 

Esse é o ponto onde a mensagem deixa de ser uma história do deserto e se transforma em um espelho para cada um de nós , que amamos a Torá de Ashem e nos sentimos atraídos por ela.

 

E se vocês se sentem atraídos é porquê sua alma tem raiz lá no deserto.

 

Será que esse catador de galhos no Shabat não somos nós?

 

Um beijo no coração de todos vc e tudo de bom!

 

A Parashá da Minha Vida 🌻 Beaalote’ha

 

בְּהַעֲלֹתְךָ

 

 

 

Nossa Parashá nos conta sobre Miriam, irmã de Moshe, que era uma das sete profetisas que nosso povo teve.

 

Nossas sete profetisas foram:

 

Sarah, Miriam, Dvorá, Hana, Abigail, Huldá e Esther.

 

Cada uma dessas sete profetisas está ligada a uma Sefirá lá em cima representada pelas sete velas de azeite da Menorá

 

Sarah

 

Sarah, nossa primeira matriarca, está ligada à Biná que é a fonte do aspecto feminino da Alma. Sarah é chamada de “a mãe das profetizas”.

 

Miriam

 

Miriam, irmã de Moshe, está ligada à Hessed.

 

Por isso, no mérito dela uma quilométrica fonte de água, que tinha pelo menos o tamanho de uma grande represa, seguia o nosso povo no deserto e serviu como abastecimento de água para todo o nosso povo durante os quarenta anos que estávamos no deserto.

 

A água é a principal característica da Sefirá chamada de Hessed.

 

Dvora

 

Dvora está ligada à Sefirá chamada de Guevurá, ela era a quarta pessoa a ocupar o cargo de juiz do nosso povo antes de termos um rei, uma função ligada diretamente à Sefirá chamada de Guevurá que representa a rigidez e a severidade. Naquela época o juiz era a autoridade máxima do nosso povo.

 

Ela acompanhou o general Barak na principal guerra daquela época. No mérito dela nosso povo venceu aquela guerra e uma mulher chamada de Yael que era dos descendentes de Ytró conseguiu matar Sisrá, o general inimigo, e assim a guerra terminou.

 

Dvorá foi a juíza do nosso povo durante quarenta anos na época dos juízes há mais ou menos 3.250 anos atrás

 

Hana

 

Hana está ligada à Sefirá chamada de Tiféret, que é traduzido como beleza.

 

A Tiféret é uma categoria de bondade superior à Hessed mas diferente dela, fazendo com que as duas sejam necessárias sendo que cada uma é uma bondade de um aspecto diferente.

 

A Hessed é representada pela expansão, e essa expansão torna a Guevura necessária para contê-la.

 

Sendo que a Guevura se torna necessária por causa da Hessed, podemos dizer que a Hessed dá origem à Guevurá.

 

Ou seja, depois de uma grande chuva vem uma grande enchente, e a Guevurá se torna necessária para separar entre as “águas de cima” e as “águas de baixo”.

 

Os limites causados pela Guevura trazem a necessidade da existência da Tiféret que é novamente uma expansão, mas uma expansão na medida certa.

 

Podemos dizer que a Guevura dá origem à Tiféret que é a verdadeira bondade, a bondade na medida certa, nem menos do que você precisa e nem mais.

 

A Tiféret é a roupa do tamanho do seu corpo, o sapato no número certo, nem apertado que pode deformar o seu pé e nem largo a ponto de você escorregar dentro dele.

 

Por isso a Tiféret é mais bondade do que a bondade, porque ela é uma bondade que dela não sai coisa ruim, ela é a bondade sem “efeitos colaterais”.

 

Podemos dizer que a diferença básica entre a Hessed e a Tiféret é que a Hessed é uma bondade em quantidade e a Tiféret é uma bondade em qualidade.

 

Hana, a mãe do profeta Shmuel foi uma pessoa que sofreu muita pressão dentro da família. Passou por uma longa situação de Guevurá.

 

A consequência disso foi o surgimento da Tiféret que vem automaticamente depois da Guevurá e é uma bondade que dela não sai nada de ruim, uma bondade constante.

 

No mérito desses sofrimentos ela se tornou a mãe do profeta Shmuel, e com a alegria do nascimento dele ela chegou ao mesmo nível de profecia do rei David que seria ungido como rei de Israel pelo seu próprio filho, o profeta Shmuel.

 

Avigail

 

Avigail que foi a esposa de Naval que era uma pessoa muito cruel, e depois que ele faleceu ela se tornou esposa do rei David está ligada às Sefirót Netza’h e Hod

 

A Netza’h, traduzida como vitória e eternidade, é um tipo de bondade diferente da Hessed e da Tiféret.

 

A principal característica da Netza’h é fazer o bem à alguém mesmo contra a vontade dessa pessoa.

 

Essa foi a característica de Moshe Rabeinu que tirou nosso povo do Egito e os conduziu para a terra prometida, mesmo quando muitos do nosso povo não queriam sair de lá, ou mesmo depois de já terem saído queriam voltar para lá.

 

A Hod, traduzida como esplendor, conformação ou concordância, é um tipo de Guevurá diferente da Sefirá chamada de Guevurá pelo fato de a Hod ser uma Guevura introvertida que se expressa por meio de a pessoa aplicar esse tipo de Guevurá para corrigir a si própria.

 

Essa foi a principal característica de Aharon, irmão de Moshe, que nunca atribuía sua grandeza à si próprio, mas sempre concordava que toda sua grandeza é de AShem (D’us) e ele é um simples funcionário que presta um serviço para Ele.

 

Huldá

 

Huldá viveu no reino da Judéia há aproximadamente 2.650 anos atrás. Dizem nossos Sábios que ela se tornou uma profetiza no mérito da Tzedaká que fazia seu marido que se chamava Shalum ben Tikva.

 

Shalum ben Tikva ficou famoso por sua bondade. Mesmo sendo uma pessoa importante, ele se encontrava sempre nos portões da cidade distribuindo água aos viajantes que chegavam sedentos à cidade, fazendo com que essas pessoas revivessem. Nesse mérito, sua esposa Huldá se tornou uma profetiza.

 

Sendo que no mérito da Tzedaká do seu marido ela se tornou uma profetiza, o vínculo dela é com a Sefirá chamada de Yessod que é a Sefirá que repassa a fartura e abundância do mundo superior para a Mal’hut que vai transformar essa fartura e abundância em bens materiais repassando tudo isso para o nosso mundo.

 

No dia em que Shalum ben Tikva faleceu, todas as pessoas acompanharam seu enterro para o cemitério que ficava fora da cidade.

 

Nessa hora uma tropa inimiga se aproximou. As pessoas entraram em pânico, jogaram o corpo de Shalum ben Tikva em cima do túmulo do profeta Elishá (Eliseu) e voltaram correndo para a cidade.

 

Ao cair sobre o túmulo do profeta Elishá, Shalum ben Tikva ressuscitou e saiu correndo para a cidade junto com eles.

 

Dessa forma o profeta Eliahu (Elias) cumpriu o que prometeu para Elishá, de que tudo o que fez Eliahu, Elishá iria fazer em dobro.

 

Eliahu tinha ressuscitado um morto e Elishá também. Agora Elishá ressuscitou o segundo morto e assim a promessa de Eliahu para com ele se cumpriu.

 

Shalom ben Tikva, ressuscitado e em boa forma, voltou para casa e continuou fazendo todas as bondades que fazia antes, e agora com muito mais energia.

 

Depois de ter ressuscitado, Shalom ben Tikva e sua esposa Huldá a profetiza tiveram um filho chamado Hanamel ben Shalum, primo do profeta Yermiahu (Jeremias).

 

A Guemará nos conta que Huldá a profetiza e sua família eram descendentes de Rahav, a prostituta de Yeri’hó (Jericó) que se converteu ao judaísmo e se casou com Josué, que foi o sucessor de Moshe Rabeinu.

 

Entre os descendentes de Rahav estão oito profetas, todos Cohanin (linhagem sacerdotal).

 

Os oito profetas são Neria, Baru’h, Sraya, Ma’hseya, Yermiahu (Jeremias) Helkya, Hanamel e Shalum.

 

Ester

 

Ester, a sétima profetiza está ligada à Sefirá chamada de Mal’hut, tanto pelo fato de ela ter sido a última profetisa quanto pelo fato de que na sua época a profecia terminou.

 

A esposa do maior de todos os profetas

 

Nossa Parashá nos conta que Tzipora, a esposa de Moshe, ficou com dó das esposas dos novos profetas, sendo que ela achava que agora que seus maridos chegaram ao nível de profecia, não teriam mais contato físico com elas.

 

Tzipora achava que todos os profetas chegariam rapidamente ao nível de Moshe, e devido a intensidade da revelação Divina que poderia acontecer para eles a qualquer momento, esses novos profetas estariam sempre de prontidão e não teriam a possibilidade de se relacionarem com suas esposas.

 

O erro de avaliação de Tzipora foi o de ela achar que qualquer pessoa poderia chegar facilmente ao nível de “Tzadik a dór” que é o maior Tzadik da geração como era seu marido.

 

Tzipora não sabia que pelo fato de seu marido estar nesse nível tão elevado que é um nível acessível a uma única pessoa em cada geração, ninguém mais teria a possibilidade de chegar lá enquanto ele estivesse vivo.

 

Ou seja, todo o tempo que Moshe estivesse vivo, a única pessoa que teria a preocupação de seu marido não se relacionar com ela seria a própria Tzipora, e não as esposas dos novos profetas.

 

Tzipora não fez nada de errado em avaliar que qualquer pessoa pudesse chegar rapidamente ao nível de Moshe, seu marido.

 

Aaron e Miriam também eram respectivamente profeta e profetiza e mesmo assim tinham tempo para viver com seus cônjuges.

 

Moshe era o irmão mais novo deles e eles contestaram o comportamento de Moshe achando que todos os profetas são iguais e Moshe não é exceção.

 

Quase que eles tinham razão!

 

Mas…nessa hora AShem se revelou para os três, Moshe Aharon e Miriam, e mostrou para eles que existem níveis diferentes de revelação profética.

 

Essa passagem aparece em uma linguagem exclusiva que é explicada pelo Zohar e pela Guemará :

 

A profecia não é somente uma informação Divina mas para ela acontecer ela tem que se incorporar no mundo causando uma transformação nele.

 

Para a profecia se incorporar no mundo ela tem que primeiramente ser incorporada pelo profeta e por meio dele ela se reveste no mundo material causando a mudança da natureza naquele assunto específico que foi profetizado.

 

A revelação e incorporação da profecia para Moshe Rabeinu era direta, como alguém que olha por uma janela de vidro transparente e vê claramente o que há do outro lado, uma profecia clara e objetiva, na linguagem dos nossos Sábios “Aspaklaria Meirá” (vidro transparente).

 

A revelação da profecia para todos os outros profetas é oculta e indireta, um nível mais baixo, e também levando em consideração a capacidade do profeta de incorporá-la .

 

Nesse caso ela acontece por meio de visões e sonhos, por meio de exemplos e enigmas, como alguém que olha para um espelho que reflete a imagem e não está vendo ela diretamente mas sim um reflexo dela que tem que ser decifrado, na linguagem dos nossos Sábios “Aspaklaria Sheeina Meirá” (um vidro que não é transparente).

 

(Algumas palavras no aramaico falado em Israel na época da Guemará tem origem no latim por causa da colonização romana em Israel, provavelmente a palavra aspaklaria vem de “specularia” que em latim é o vidro da janela).

 

Critérios básicos para que uma profecia aconteça

 

A Revelação Divina só acontece em um lugar adequado, em um ambiente adequado e sobre uma pessoa adequada para recebê-la, e também tem que ser de acordo com o nível que o profeta pode incorporar senão ele não sobrevive à própria profecia.

 

O profeta Yoná (Jonas) tentou fugir para o “lugar inadequado”, ou seja, para fora da Terra Santa, para que a profecia em relação à Nínive não descesse ao mundo por meio dele.

 

Nahar Kvar, o rio que “já foi”

 

O profeta Yehezkel recebeu sua profecia na Babilônia, lugar inadequado, como ele próprio diz :- “e eu estou dentro da Golá (exílio) sobre o rio Kvar.

 

Explica Rashi que dentro da “Golá” quer dizer fora da terra de Israel.

 

Diz o Zohar que se não fosse o próprio acontecimento comprovando que isso aconteceu não saberíamos que isso poderia acontecer.

 

A Guemará no tratado de Moed Katan nos conta que a profecia não paira sobre o profeta fora da terra de Israel e explica que quando o profeta Yehezkel diz que estava no rio “kvar” na Babilônia ele está indicando assim que a profecia dele já tinha começado antes.

 

A palavra kvar quer dizer que já foi ou já estava, nos indicando que essa profecia já começou a acontecer antes, na terra de Israel (essa é a segunda explicação de Rashi lá).

 

Rashi explica essa passagem da Guemará também de outra forma, que a palavra kvar (já foi) quer dizer que a profecia do profeta Yehezkel mesmo sendo desde o começo fora da terra de Israel, “já foi” mas não será mais dessa forma

 

Diz o Zohar em Le,’h Le’há que aquela profecia aconteceu na Babilônia como exceção de regra porque o povo de Israel precisava dela naquela hora por causa dos grandes sofrimentos que eles estavam passando

 

Dessa linguagem entendemos que o Zohar não opina como Rashi mas sim que a profecia pode acontecer às vezes, quando necessário, fora da terra de Israel, principalmente por causa dos sofrimentos do nosso povo.

 

E até Rashi que diz que o profeta Yehezkel não teve outra profecia porque estava fora da terra Santa, não determina que isso está impedido de às vezes acontecer.

 

Da linguagem do Zohar em Ytró vemos que ele opina que a profecia pode acontecer fora da terra de Israel também de maneira fixa para comunicar ao povo as palavras Divinas.

 

O Rambam nos trás essa lei na prática, e aparentemente ele opina como o Zohar em Ytró, sendo que o Rambam abrange todos os detalhes sobre o assunto das profecias mas omite o fato de que estar na terra de Israel seja uma condição.

 

Avraham Avinu, nosso primeiro patriarca era a pessoa adequada no lugar adequado, mas Lot estava morando ao lado dele e se comportando como em Sodoma, fazendo com que o ambiente ficasse inadequado .

 

AShem se revelou para Avraham naquele mesmo lugar somente depois que Lot saiu de lá e foi morar em Sodoma, e o ambiente de Avraham voltou a ser adequado.

 

Mesmo assim a profecia era somente no nível que ele tinha a capacidade de incorporar.Yaakov Avinu, nosso terceiro patriarca teve uma revelação profética quando fugiu de Essav.

 

Essa revelação foi por meio de um sonho que é o nível mais baixo do recebimento de uma profecia.

 

Diz o Zohar que o motivo disso foi o fato de Yaakov ainda não estar casado, e mesmo estando em Beit E-l, lugar adequado, ainda não era a pessoa totalmente adequada por estar solteiro.

 

Depois que ele se casou em Haran, teve uma revelação profética novamente por meio de sonho, aí ele já era a pessoa adequada mas o lugar, Haran na Síria, fora da terra de Israel, não era adequado e por isso o nível da profecia foi o mais baixo.

 

Quando ele voltou casado, para a “Terra Santa”, a revelação profética já aconteceu para ele estando acordado e por meio de uma visão.

 

Mas ela ainda era no nível dos patriarcas, não tinha chegado ao nível de Moshe.

 

O Zohar nos conta que esse nível só foi alcançado porque seu pai Itzhak já havia falecido, mais um critério na profecia: enquanto o “Tzadik a dór”, o maior Tzadik da geração, está vivo, ninguém chega ao nível dele.

 

Ou seja, enquanto um profeta está no mais alto nível possível da sua época, outro profeta não tem como acessar à esse nível.

 

Diz o Zohar que Moshe teve o maior de todos os níveis de profecia.

 

Ele incorporava a revelação profética para trazê-la ao mundo diretamente, em pé e com toda a sua força e energia, ele via a revelação claramente.

 

Diferente dos outros profetas que na hora de incorporar a profecia caíam sobre suas faces, enfraqueciam e não tinham a capacidade de incorporar a profecia claramente.

 

E qual era o motivo dessa fraqueza? Diz o Zohar que era pelo fato de o “anjo de Essav” ter ferido a perna de Yaakov e Yaakov ter saído mancando desse acontecimento.

 

Espiritualmente o anjo ”sugou” a força das pernas de Yaakov causando com que depois disso nenhum profeta conseguisse incorporar, trazer para esse mundo a profecia do que AShem vai fazer para os “Bnei Essav”. E se a profecia não descesse ela não aconteceria

 

Don Itzhak Abarbanel escreveu que os Bnei Essav são os povos da Europa e suas ramificações coloniais étnicas.

 

Somente o profeta Ovadiau (Abadias), um profeta que originalmente se converteu ao judaísmo e era proveniente de Edom que eram os descendentes diretos de Essav, conseguiu incorporar a profecia do final dos Bnei Essav.

 

Porque sobre ele o assunto espiritual do anjo de Essav não recaiu pelo fato de ele ser um “guer”, (alguém que se converteu ao judaísmo) dos Bnei Essav.

 

Ele pôde incorporar claramente a profecia do final de Essav e não enfraqueceu, e nenhum outro profeta pôde incorporar isso.

 

Por isso o profeta Ovadiau (Abadias) recebeu a profecia por exceção de regra sendo que uma das regras para que a profecia paire sobre o profeta é a de que ele tenha nascido dentro do nosso povo.

 

Moshe é a excessão de todas essas regras por estar em um nível tão alto que poderia incorporar claramente qualquer revelação sem enfraquecer.

 

Diz o Zohar que Moshe recebia a profecia em um nível de Sefirat HaTiferet de Atzilut , nível espiritual que nenhum profeta teve acesso

 

Diz o Ari Zal que o Mashia’h vai ser a reencarnação de Moshe Rabeinu e vai revelar para todos nós as maravilhas ocultas da Torá.

 

Tzaraat, o castigo para quem faz um erro de suspeita

 

A Parashá nos conta que Miriam, por ter falado de Moshe ficou “metzoraat” como neve por uma semana.

 

A tzaraat não é um tipo de lepra, não é uma doença mas sim uma manifestação espiritual

 

Don Itzhak Abarbanel nos conta que se a tzaraat fosse doença a Torá pediria para encaminhar o portador dela para o médico sendo que a Torá deu permissão, ou seja, deu uma força espiritual para o médico curar.

 

No caso da tzaraat a pessoa não é levada para o médico em nenhuma etapa mas é feito um diagnóstico pelo Coen (o sacerdote) e no final um ritual religioso.

 

A fonte desse erro de tradução que entrou na nossa cultura são os padres portugueses que traduziram a Torá na idade média, e vendo que está escrito “metzoraat como neve” traduziram erroneamente a tzaraat como lepra.

 

Don Itzhak Abarbanel também nos conta que se a tzaraat fosse doença ela seria encontrada em seres humanos, e o fato de a mesma manifestação aparecer igualmente nas paredes de pedra que são de origem mineral, nas roupas de linho que são de origem vegetal, nas roupas de lã que são de origem animal, e nas pessoas, é mais uma prova de que ela é um assunto espiritual e não um tipo de lepra.

 

Ou seja, você pode espirrar na frente da parede que ela não vai pegar o seu resfriado !

 

Em algumas traduções da Torá esse erro já está corrigido e a maior dificuldade em corrigí-lo é assumir que isso é um erro que erramos sessenta anos em seguida, mas “antes tarde do que mais tarde”!

 

Cada um de nós pode fazer um erro de avaliação

 

Aprendemos daqui que se até Miriam a profetiza fez um erro de avaliação em relação à alguém tão próximo à ela como o próprio irmão, quanto mais nós que estamos longe de estar no nível dela.

 

Então o certo é sempre nos apoiar no ”benefício da dúvida” e julgar o nosso próximo de maneira positiva, e mesmo quando não temos a mínima dúvida temos que saber que talvez o fato de não termos dúvida é por nossa falta de informação, como foi no caso de Miriam.

 

Então,

com o benefício da dúvida ou até mesmo quando não há dúvida nenhuma temos que julgar o nosso próximo somente de maneira positiva e assim também seremos julgados lá em cima

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você ❤️🥰🌻

 

 

 

O lado oculto da Tzedaká

 

O lado oculto da Tzedaká 

 

Os Sábios de Israel são aqueles que assumiram voluntariamente a função da tribo de Levi. Quando AShem deu a Terra Santa para o nosso povo, ele pediu para a tribo de Levi não participar da partilha dela, sendo que a função deles seria a de ensinar Torá para o povo.

 

Diz o Rambam que todo aquele que estuda e ensina Torá está preenchendo a função que teve a tribo de Levi no passado, e por isso os Sábios de Israel tem o direito de receber o seu salário da Tzedaká.

 

Os órfãos, as viúvas e os Guerim (convertidos) também estão nessa categoria.

 

Os Guerim por não terem recebido uma parte na terra, as viúvas por não terem os maridos que são seus provedores e os órfãos por não terem os pais.

 

Então porque Rabi Shimon bar Yohai dá ênfase ao pobre? Mesmo que parte das pessoas das categorias anteriormente citadas podem ser pobres também, e também sobre eles Rabi Shimon bar Yohai está dando esse ênfase.

 

Rabi Shimon explica que a Mal’hut é chamada de Tzedek, que quer dizer justiça, e esse aspecto de rigidez da Mal’hut é a principal característica dela.

 

Independentemente do fato de ele ser um rei pobre, um Guer pobre, uma viúva pobre, um órfão pobre, um ignorante pobre ou um rabino pobre, o principal nesse caso vai ser o fato de ele estar pobre, porque aí está diagnosticada a quebra na Mal’hut.

 

Dando todo o apoio ao pobre você está fazendo esse conserto aqui embaixo, e desse jeito você conserta automaticamente o nome de AShem lá em cima, unindo a Mal’hut ao Zeir Anpin.

 

E por meio disso a Yessod se une a Mal’hut e repassa a fartura de cima para ela. Dessa forma trazemos a fartura do mundo de cima para o nosso mundo material.

 

Porque a ação da Tzedaká está ligada a árvore da vida que é o Zeir Anpin enquanto que a Mal’hut é chamada pelo Zohar de árvore da morte, sendo que ela não tem de si própria nada a não ser o que ela recebe do Zeir Anpin por meio da Yessod.

 

E por isso o pobre é comparado ao morto, pelo fato de estar sincronizado com a Mal’hut que é a árvore da morte.

 

E por meio da ação da Tzedaká, a Mal’hut se une ao Zeir Anpin e recebe de lá a fartura que vai ser repassada para o nosso mundo.

 

A Mal’hut é comparada à uma jovem mãe, que depois de comer qualquer coisa ela transforma isso em leitinho e dá de mamar para o nenê.

 

E quem fez essa Tzedaká para o pobre consertando o nome Divino lá em cima e trazendo as bênçãos celestiais aqui para baixo, é o maior beneficiado nessa transação.

 

E por isso, mesmo sendo a ação da Tzedaká feita por meio da diminuição do dinheiro sendo que tiramos de nós próprios para darmos ao pobre, mesmo assim, no lugar de o nosso dinheiro diminuir por causa disso, exatamente o contrário acontece.

 

Ele aumenta grandemente devido ao fenômeno espiritual despertado pela Tzedaká .

 

E isso é o que a Torá nos revela quando diz que a terra vai dar a sua produção e a árvore vai dar o seu fruto. A terra é a Mal’hut e a árvore é a árvore da vida, o Zeir Anpin

 

Quando você faz a ação da Tzedaká, você causa lá em cima a união entre o Zeir Anpin e a Mal’hut. Essa união é chamada de “Y’hud Zun”.

 

Você desperta lá em cima a árvore da vida que é o Zeir Anpin que por meio dessa Mitzvá começa a pairar sobre você.

 

E por isso está escrito que a Tzedaká salva nossas vidas não somente de uma morte prematura, mas a Tzedaká nos salva do próprio sua da morte sendo que ela faz com que a árvore da vida paire sobre nós.

 

Nosso novo PIX 

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Rabino Gloiber

Sempre rezando por você.

 

A Menorá nas Sefirót

 

Nossa Parashá nos conta sobre a Menorá

 

As sete velas de azeite da Menorá simbolizam as sete Sefirot do Ze’er Anpin representadas pelas Almas dos sete maiores líderes do nosso povo que começam com os nossos três Patriarcas, Avraham, Itzhak e Yaacov, e continuam com Moshe, o maior de todos os profetas, Aharon, nosso primeiro Sumo Sacerdote e ele era quem acendia nossa primeira Menorá. Yossef que por meio dele nosso povo se formou no Egito e o Rei David que foi o nosso maior Rei.

 

Estas Sefirót são as emanações Divinas que por meio dela D’us cria, controla e influencia toda a existência.

 

A Criação, em geral, e a nossa Alma em particular, são compostas das dez Sefirot: sete emocionais: ‘hessed (Bondade, Generosidade), Guevurá (Severidade, Disciplina), Tiferet (Harmonia, Compaixão), Netza’h (Eternidade, Vitória), Hod (Esplendor, Humildade), Yessod (Fundamento, Carisma) e Mal’hut (Realeza, Liderança); e três intelectuais, que são ‘hochmá (Sabedoria), Biná (Compreensão) e Daat (Conscientização, Conhecimento).

 

Nossos sete Líderes e as Sefirot que personificam são tema de duas festas judaicas: Sucot e Pessa’h.

 

Em cada um dos sete dias de Sucot os sete Líderes do nosso povo visitam todas as sucás.

 

No primeiro dia da festa, Avraham lidera os outros seis, na segunda noite, é Itzhak que lidera,  na terceira é Yaacov, na quarta, Moshe, na quinta, Aharon, na sexta, Yossef e, na sétima noite, é o Rei David.

 

Esta ordem não é cronológica e a prova disso é que Yossef faleceu antes do nascimento de Moshe e Aharon.

 

A ordem das Sefirot é chamada de Árvore da Vida.

 

As Sefirot emocionais são representadas pelas sete velas de azeite da Menorá.

 

Está escrito no Livro dos Provérbios que a vela de D’us é a Alma do homem.

 

Nossas Almas se dividem genericamente em sete categorias como os líderes do nosso povo que são sete categorias de Almas diferentes. Uma Alma que é Hessed como a Alma do nosso patriarca Avraham e a outra que é Guevurá como a Alma do nosso patriarca Itzhak.

 

Cada um de nós se enquadra em uma dessas sete categorias diferentes de Almas é representado por uma das sete velas da Menorá.

 

E da mesma forma que a Menorá era um só pedaço de ouro e não uma montagem de sete pedaços de ouro, dessa mesma forma por um lado nós somos sete categorias de Almas e por outro somos todos ramificações de uma Alma só e continuamos sendo todos uma coisa só, e por isso temos o Mandamento de”Ahavat Israel”.

 

Continua amanhã….

 

O que é uma Profecia?

 

לעילוי נשמת שרה פעלדמאן לוי ז”ל

 

 

Nossa Parashá nos conta um fato muito interessante. Tzipora, esposa de Moshe Rabeinu deixou vazar um desabafo que daria a entender de que seu marido, por ser um profeta, não tinha mais tempo para ela.

 

Aaron e Miriam também eram respectivamente profeta e profetiza e mesmo assim tinham tempo para viver com seus cônjuges.

 

Moshe era o irmão mais novo deles e eles contestaram o comportamento de Moshe achando que todos os profetas são iguais e Moshe não é exceção.

 

Quase que eles tinham razão!

 

Mas…nessa hora AShem se revela para os três, Moshe Aharon e Miriam, e mostra para eles que existem níveis diferentes de revelação profética.

 

Essa passagem aparece em uma linguagem exclusiva que é explicada pelo Zohar e pela Guemará :

 

A profecia não é somente uma informação Divina mas para ela acontecer ela tem que se incorporar no mundo causando uma transformação nele.

 

Para a profecia se incorporar no mundo ela tem que primeiramente ser incorporada pelo profeta e por meio dele ela se reveste no mundo material causando a mudança da natureza naquele assunto específico que foi profetizado.

 

A revelação e incorporação da profecia para Moshe Rabeinu era direta, como alguém que olha por uma janela de vidro transparente e vê claramente o que há do outro lado, uma profecia clara e objetiva, na linguagem dos nossos Sábios “Aspaklaria Meirá” (vidro transparente)

 

A revelação da profecia para todos os outros profetas é oculta e indireta, um nível mais baixo, e também levando em consideração a capacidade do profeta de incorporá-la .

 

Nesse caso ela acontece por meio de visões e sonhos, por meio de exemplos e enigmas, como alguém que olha para um espelho que reflete a imagem e não está vendo ela diretamente mas sim um reflexo dela que tem que ser decifrado, na linguagem dos nossos Sábios “Aspaklaria Sheeina Meirá” (um vidro que não é transparente)(Algumas palavras no aramaico da Guemará tem origem no latim por causa da colonização romana em Israel, provavelmente a palavra aspaklaria vem de “specularia” que em latim é o vidro da janela)

 

No contexto da profecia existem alguns critérios

 

A Revelação Divina só acontece em um lugar adequado, em um ambiente adequado e sobre uma pessoa adequada para recebê-la, e também tem que ser de acordo com o nível que o profeta pode incorporar senão ele não sobrevive à própria profecia

 

O profeta Yoná (Jonas) tentou fugir para o “lugar inadequado”, ou seja, para fora da Terra Santa, para que a profecia em relação à Nínive não descesse ao mundo por meio dele

 

Nahar Kvar, o rio que “já foi”

 

O profeta Yehezkel recebeu sua profecia na Babilônia, lugar inadequado, como ele próprio diz :- “e eu estou dentro da Golá (exílio) sobre o rio Kvar

 

Explica Rashi que dentro da “Golá” quer dizer fora da terra de Israel

 

Diz o Zohar que se não fosse o próprio acontecimento comprovando que isso aconteceu não saberíamos que isso poderia acontecer

 

A Guemará no tratado de Moed Katan nos conta que a profecia não paira sobre o profeta fora da terra de Israel e explica que quando o profeta Yehezkel diz que estava no rio “kvar” na Babilônia ele está indicando assim que a profecia dele já tinha começado antes

 

A palavra kvar quer dizer que já foi ou já estava, nos indicando que essa profecia já começou a acontecer antes, na terra de Israel (essa é a segunda explicação de Rashi lá)

 

Rashi explica essa passagem da Guemará também de outra forma, que a palavra kvar (já foi) quer dizer que a profecia do profeta Yehezkel mesmo sendo desde o começo fora da terra de Israel, “já foi” mas não será mais dessa forma

 

Diz o Zohar em Le’h Le’há que aquela profecia aconteceu na Babilônia naquela ocasião porque o povo de Israel precisava dela naquela hora por causa do sofrimento que eles estavam passando

 

Dessa linguagem entendemos que o Zohar não opina como Rashi mas sim que a profecia pode acontecer às vezes, quando necessário, fora da terra de Israel, principalmente por causa dos sofrimentos do nosso povo.

 

E até Rashi que diz que o profeta Yehezkel não teve outra profecia porque estava fora da terra Santa, não determina que isso está impedido de às vezes acontecer

 

Da linguagem do Zohar em Ytró vemos que ele opina que a profecia pode acontecer fora da terra de Israel também de maneira fixa para comunicar ao povo as palavras Divinas

 

O Rambam nos trás a lei na prática, e aparentemente ele opina como o Zohar em Ytró, sendo que o Rambam abrange todos os detalhes sobre o assunto das profecias mas omite o fato de que estar na terra de Israel seja uma condição (Rambam Hil’hot Yessodei Hatorá)

 

Avraham Avinu, nosso primeiro patriarca era a pessoa adequada no lugar adequado, mas Lot estava morando ao lado dele e se comportando como em Sodoma, fazendo com que o ambiente ficasse inadequado .

 

AShem se revelou para Avraham naquele mesmo lugar somente depois que Lot saiu de lá e foi morar em Sodoma, e o ambiente de Avraham voltou a ser adequado.

 

Mesmo assim a profecia era somente no nível que ele tinha a capacidade de incorporar.Yaakov Avinu, nosso terceiro patriarca teve uma revelação profética quando fugiu de Essav.

 

Essa revelação foi por meio de um sonho que é o nível mais baixo do recebimento de uma profecia.

 

Diz o Zohar que o motivo disso foi o fato de Yaakov ainda não estar casado, e mesmo estando em Beit E-l, lugar adequado, ainda não era a pessoa totalmente adequada por estar solteiro.

 

Depois que ele se casou em Haran, teve uma revelação profética novamente por meio de sonho, aí ele já era a pessoa adequada mas o lugar, Haran na Síria, fora da terra de Israel, não era adequado e por isso o nível da profecia foi o mais baixo.

 

Quando ele voltou casado, para a “Terra Santa”, a revelação profética já aconteceu para ele estando acordado e por meio de uma visão.

 

Mas ela ainda era no nível dos patriarcas, não tinha chegado ao nível de Moshe, e mesmo assim diz o Zohar que esse nível só foi alcançado porque seu pai Itzhak já havia falecido, mais um critério na profecia

 

Enquanto um profeta está no mais alto nível possível da sua época outro profeta não tem como acessar à esse nível.

 

Diz o Zohar que Moshe teve o maior de todos os níveis de profecia, ele incorporava a revelação profética para trazê-la ao mundo diretamente, em pé e com toda a sua força e energia, via a revelação claramente.

 

Diferente dos outros profetas que na hora de incorporar a profecia caíam sobre suas faces, enfraqueciam e não tinham a capacidade de incorporar a profecia claramente.

 

E qual era o motivo dessa fraqueza? Diz o Zohar que era pelo fato de o “anjo de Essav” ter ferido a perna de Yaakov e Yaakov ter saído mancando desse acontecimento.

 

Espiritualmente o anjo ”sugou” a força das pernas de Yaakov causando com que depois disso nenhum profeta conseguisse incorporar, trazer para esse mundo a profecia do que AShem vai fazer para os “Bnei Essav”, e se a profecia não descesse ela não aconteceria(de acordo com Don Itzhak Abarbanel os Bnei Essav são os povos da Europa e suas ramificações coloniais)

 

Somente o profeta Ovadiahu (Abadias), um profeta que originalmente se converteu ao judaísmo e era proveniente de Edom que eram os descendentes diretos de Essav conseguiu incorporar a profecia do final dos Bnei Essav

 

Porque sobre ele o assunto espiritual do anjo de Essav não recaiu pelo fato de ele ser um “guer” dos Bnei Essav. Ele pôde incorporar claramente a profecia do final de Essav e não enfraqueceu, e nenhum outro profeta pôde incorporar isso.

 

Moshe é a excessão de todas essas regras por estar em um nível tão alto que poderia incorporar claramente qualquer revelação sem enfraquecer.

 

Diz o Zohar que Moshe recebia a profecia em um nível de Sefirat HaTiferet de Atzilut , nível espiritual que nenhum profeta teve acesso

 

Diz o Ari Zal que o Mashiach vai ser a reencarnação de Moshe Rabeinu e vai revelar para todos nós as maravilhas ocultas da Torá.

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

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Muitas pesquisas em muitos países durante muitos anos chegaram a conclusão que : Quando a pessoa não ganha o que precisa não está feliz.

 

Quando ele já ganha o que precisa, nessa etapa está feliz.

 

Quando ganha acima disso, o dinheiro já traz preocupações .

 

Se eles tivessem pesquisado no Pirkei Avot, um livro judaico de mais de dois mil anos mas mais do que atual para hoje , não precisariam fazer muitas pesquisas em muitos países durante muitos anos.

 

Diz o Pirkei Avot :- Quem é rico? Quem está feliz com o que tem!

 

O mesmo Pirkei Avot também diz :- Quando crescem os bens crescem as preocupações. Ou seja, muito dinheiro traz muita preocupação!

 

Nosso Patriarca Avraham foi a exceção dessa regra. Ele usou seu dinheiro para fazer Tzedaká!

 

Abriu uma tenda no deserto aos quatro ventos, dava comida e bebida à todos que passavam e ensinava seus hóspedes à rezar para D’us que criou o mundo.

 

Sua riqueza, no lugar de ser fonte de preocupação, se tornou uma fonte de prazer, o prazer de ajudar o próximo materialmente e espiritualmente.

 

Nessa nossa geração pré-redenção já conseguimos ensinar Torá simultaneamente para quem está ao nosso lado e para quem está do outro lado do mundo pelas mais de mil aulas disponíveis nos nossos canais.

 

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Este ano, centenas de pessoas visitaram nosso site. Eles nos visitaram para aprender Torá, para se inspirar e se conectar à sua essência interior.

 

Todos os dias, centenas de pessoas abrem nossas páginas à procura de informação, serviços, ou para fazer perguntas ao Rabino.

 

Alguém à procura de conselhos sobre seu casamento, alguém que quer começar a aprender Torá e não sabe por onde começar, e muitas e muitas coisas mais.

 

E tudo isso acontece por causa do seu apoio.
Nosso site é financiado através da contribuição de pessoas generosas como vocês e as suas famílias, que se tornam sócios nessa Mitzvá. Sua doação é investida diretamente para ajudar as pessoas a se reconectar com a nossa cultura.

 

Agradecemos do fundo do coração pela sua generosidade em apoiar uma causa nobre.
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Três categorias de impureza

Nossa Parashá nós conta sobre três casos de impureza nos quais a pessoa deveria acampar fora do acampamento do nosso povo, em média por uma semana, como aconteceu com Miriam a profetiza que era a irmã de Moshe.

 

Essas três impurezas que o portador delas tinha que acampar fora do acampamento do nosso povo estão dentro da categoria de impurezas espirituais.

 

Três categorias de impureza:

 

Impureza espiritual

 

Como por exemplo o “espírito de impureza” que entra no nosso corpo durante o nosso sono, quando nossa Alma tem acesso ao mundo superior.

 

Essa categoria de impureza é retirada por meio da “Netilat Yadaiim”. Lavamos as mãos de maneira intercalada pelas manhãs e assim nos purificamos dessa impureza.

 

Você pega com a mão direita um recipiente cheio de água e passa para a mão esquerda. Então você despeja um pouco dessa água inicialmente sobre a mão direita. Depois você segura novamente o recipiente com a mão direita, despejando um pouco dessa água na mão esquerda. Faça isso três vezes, alternadamente.

 

Caso não haja água suficiente você pode despejar a água sobre os dedos (até a junção dos dedos com as mãos) mas o ideal é ter água o suficiente para cada vez jorrar a água sobre todo o punho.

 

Essa netilá deve ser feita sempre com um recipiente. Compre um pote redondo e grande, encha ele de água e coloque ele dentro de uma bacia ao lado da sua cama. De manhã, sem descer da cama, faça a Netilat Yadaiim.

 

A água utilizada para a netilá não poderá ser usada para nenhuma outra finalidade porque um espírito de impureza paira sobre ela. E também não deve ser jogada em lugares por onde transitam pessoas que possam entrar em contato com ela.

 

Impureza parcialmente espiritual e
parcialmente material

 

A impureza parcialmente espiritual e parcialmente material é a causada quando mexemos em animais mortos, sendo que quando o animal morre, mesmo tendo sido ele em vida um animal puro, após a morte paira sobre ele um espírito impuro.

 

O animal que passou por um abate Kasher não impurifica, porque sendo que o abate foi feito da maneira que a Torá pede para ser feito, nesse caso no lugar de pairar sobre ele um espírito impuro, paira sobre ele um espírito puro.

 

Impureza material

 

A impureza material é aquela que é causada pelo sangue que saiu do útero da mulher, como no caso da nossa Parashá e tudo o que é comparado a isso.

 

A purificação desses tipos de impureza citados acima é por meio do mergulho no Mikve.

O Rambam nos conta que as purezas e impurezas citadas pela Torá são um “decreto do versículo”. Ou seja, mandamentos Divinos que estão acima da nossa capacidade de entendimento, e por isso são chamados de hukim חוקים.

Diferente da categoria de leis da Torá chamadas de “Mishpatim” que são leis que conseguimos entender, como por exemplo “não assassinar”, “não roubar” e etc, os “hukim” são leis da Torá que estão acima do nosso entendimento, e todas as leis da Torá relacionadas a assuntos de pureza e impureza estão nessa categoria.

Quando fazemos uma Mitzvá, ou seja, quando cumprimos um mandamento Divino, trazemos para nós próprios uma grande pureza espiritual. E não somente para a nossa Alma, mas principalmente para o nosso corpo.

E esse é o motivo da descida da nossa Alma para esse mundo, cumprir os Mandamentos Divinos. Como por exemplo, dar a luz a uma menina ou a um menino, e por meio disso trazer uma enorme pureza espiritual para o nosso corpo e também para a nossa Alma.

Ao mesmo tempo que a mulher por meio de cumprir o Mandamento Divino de dar a luz recebe toda aquela imensa pureza espiritual para seu corpo e sua Alma, uma pureza que vai reluzir eternamente nela, junto com isso ela recebe uma impureza material não detectável que veio para ela por meio de uma ação material e vai sair dela por meio de outra ação material, e não por meio de rezas ou outros assuntos espirituais.

 

O Rambam nos ensina que todo o assunto da pureza e impureza não é detectável, e por isso é chamado de “‘hok” que é uma lei da Torá que está acima do nosso entendimento. Assim também a purificação por meio do mergulho no Mikve é um “‘hok”.

 

Ou seja, da mesma maneira que a impureza não é detectável, sua purificação por meio da água também não é detectável, e todo esse assunto é chamado pelo Rambam de “decreto do versículo” por estar acima do nosso entendimento.

 

No caso da impureza e sua purificação, esse “decreto do versículo” vem nos revelar a impureza que existe nesse mundo material e não temos como saber que ela existe a não ser pelo fato de o versículo nos revelar a existência dela.

 

Ela aparece no nosso corpo por meio de uma ação material como no caso da mulher que deu a luz. Nesse caso a impureza material surge por consequência do corrimento de sangue para fora do ventre, e desaparece por meio de outra ação material que é o mergulho no Mikve após sete ou quatorze dias.

 

Mas nem a entrada dessa impureza material no nosso corpo e nem a sua saída são materialmente detectáveis.

Morte e impureza.

Rabi Yehudah Halevi nos ensinou que a impureza está sempre ligada à morte e o caso mais grave de impureza é um judeu ou judia que faleceram.

 

Abaixo disso está a mulher que dá à luz uma menina. Antes de dar a luz ela era um conjunto de dois corpos e duas Almas, no parto ela volta a ser um corpo e uma Alma, ou seja, menos vida.

 

E sendo que essa vida que saiu dela vai dar origem à outras vidas ela fica impura 66 dias por causa da vida que saiu do seu próprio corpo, mesmo que a menina que saiu dela não só que tem vida própria mas também futuramente vai dar a luz à mais vidas.

 

Abaixo disso está a mulher que dá à luz a um menino. Antes de dar à luz ela era um conjunto de dois corpos e duas Almas, no parto ela volta a ser um corpo e uma Alma. Ou seja, menos vida.

 

Abaixo disso está a mulher que perdeu o óvulo e por isso ficou Nidá. O óvulo era vida, e ele saiu dela, agora ela é menos vida.

 

Abaixo disso está o marido que teve relação com a mulher. O que saiu dele entrou nela, mas quem ficou impuro foi ele e não ela, porque dele saiu vida, e nela entrou.

 

Nessa regra se aplica também no caso da “nega tzaraat”, a manifestação espiritual que se revelava na pele da pessoa causando a morte das células, e onde há morte há impureza, e por isso a pessoa ficava impura por causa da “nega tzaraat”

 

Quando acordamos de manhã estamos impuros (até jogarmos água nas nossas mãos por meio de um recipiente seis vezes intercaladamente) porque nossa Alma sobe para os céus nos colocando em uma situação de 1/60 da morte.

 

Ou seja, durante o sono estamos menos vivos
Quando cortamos as unhas ou os cabelos, ou quando fazemos uma doação de sangue, também devemos fazer a “netilat yadayim”, (jogarmos água nas nossas mãos por meio de um recipiente seis vezes intercaladamente) para tirar a impureza que pairou sobre nós por causa da perda de uma pequena parte de vida, uma pequena parte do nosso sangue, dos nossos cabelos ou das nossas unhas.

 

Mas porque a impureza paira sobre nosso corpo sempre que há nele um pouquinho de redução de vida, ou, D’us nos livre, a própria morte que traz com ela a maior de todas as impurezas?

 

A explicação do Zohar

Diz o Zohar que a pessoa não morre antes de ver a “She’hiná” (Presença Divina) e por causa do intenso desejo da nossa Alma em se unir à She’hiná, nossa Alma sai do corpo ao seu encontro.

Depois que a Alma sai do corpo e consequentemente aquele corpo se torna um corpo morto, é proibido deixá-lo sem que seja enterrado.

O Zohar traz vários motivos para isso:

1- Porque se deixamos passar 24 horas entre a morte e o enterro causamos uma fraqueza nas Sefirot do mundo superior, sendo que a “imagem e semelhança” Divina descritas pela Torá em relação à criação do homem se refere às Sefirot lá de cima e por isso cada um de nós está sincronizado com essas Sefirot.

E da mesma maneira que existe a infiltração do lado espiritual negativo no corpo do falecido aqui em baixo, se ele não é enterrado em 24 horas esse lado espiritual negativo acessa ao mundo superior e suga vitalidade das Sefirot lá de cima.

2- Outro motivo que não podemos atrasar o enterro é para não atrasar a ajuda Divina decretada para aquela pessoa. Porque talvez AShemtenha decretado para o bem daquela pessoa que ela vai se reencarnar naquele mesmo dia que faleceu, explicitamente para o bem dela.

E enquanto o corpo não é enterrado, a Alma não pode se apresentar na frente de Hashem, e consequentemente não pode entrar em uma próxima reencarnação. Isso pelo motivo de que não é dado para a Alma um segundo corpo enquanto o primeiro não é enterrado.

O Zohar compara esse caso à uma pessoa cuja esposa faleceu. Não é correto ele se casar com outra mulher enquanto a esposa falecida não é enterrada, assim também não é correto ele receber um novo corpo enquanto o corpo anterior não é enterrado.

3- Outro motivo para que a pessoa seja enterrada no mesmo dia é porque quando a Alma sai do corpo e precisa ir para o mundo superior, para o Gan Éden (o Paraíso) e ela não pode entrar lá enquanto não é dado a ela um novo corpo.

Mas sendo que o Gan Éden fica no mundo superior, esse novo corpo é infinitamente melhor do que o nosso corpo atual, e é denominado pelo Zohar como um “corpo de luz”.

Um corpo espiritual para usufruir do Gan Éden HaTa’hton (Baixo Paraíso) onde uma hora lá equivale à setenta anos dos maiores prazeres aqui nesse mundo, ou do Gan Éden HaElion (Alto Paraíso) onde uma hora lá é comparada à setenta anos no Gan Éden HaTa’hton.

Mas só depois que a Alma recebe esse corpo espiritual ela pode entrar no mundo superior, e isso só acontece depois que o corpo material que ela usou aqui embaixo é enterrado. Somente depois disso ela recebe o corpo espiritual e pode entrar no mundo superior.

Diz o Zohar que aprendemos isso de Eliahu Hanavi (o profeta Elias) que tem dois corpos. Um corpo que ele usa para aparecer para as pessoas aqui nesse mundo, mas com esse corpo ele não consegue subir para o mundo superior. Outro corpo ele usa para aparecer lá em cima entre os Anjos do céu.

4- Mais um motivo que traz o Zohar é o de que todo o tempo em que o corpo ainda não foi enterrado, a Alma, mesmo já não estando mais nele, sofre por causa do espírito impuro que aparece para habitar nele causando com que o corpo morto fique impuro.

E sendo que o espírito impuro aparece por causa da morte, a pessoa não deve deixar aquele corpo por uma noite sem enterrá-lo porque o espírito impuro se encontra com mais intensidade durante a noite e vaga por toda a terra procurando um corpo sem Alma para impurificá-lo, e de noite ele impurifica com muito mais intensidade.

Então vamos rezar forte para o Mashia’h chegar e não só que ninguém mais vai precisar morrer mas todos nós vamos passar para a vida eterna com muita alegria

Rabino Gloiber
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Seu Shalom Bait está vivendo de aparências?

Existe uma tragédia silenciosa dentro de muitas casas modernas: o lar deixou de ser refúgio e virou campo de batalha.

 

A Torá descreve o lar judaico como um lugar onde a She’hiná repousa.

 

Não porque as paredes sejam bonitas.

 

Não porque exista dinheiro.

 

Mas porque existe respeito.

 

Existe temor de ferir o outro.

 

Existe cuidado com as palavras.

 

Hoje, muitos homens chegam em casa cansados da guerra do lado de fora… apenas para encontrar outra guerra do lado de dentro.

 

Uma mulher que grita por qualquer coisa.

 

Que humilha em público.

Que transforma o marido em alvo emocional.
Que usa palavras como facas.

Que controla, ameaça, diminui e destrói lentamente a dignidade daquele homem.

E o mais assustador: a sociedade muitas vezes ri disso.

 

Se um homem grita, todos enxergam violência.
Mas quando uma mulher destrói um homem com ironias, desprezo, manipulação e agressões constantes, chamam isso de “personalidade forte”.

 

Não é força. É destruição.

 

A mulher judaica foi chamada de עקרת הבית. Não porque “fica em casa”, como o mundo moderno superficialmente imagina.

 

Mas porque ela é o eixo espiritual da casa. A raiz da atmosfera do lar.

 

Ela pode transformar um pequeno apartamento em Gan Eden.

 

Ou transformar uma casa luxuosa em Gehinnom emocional.

 

Há homens hoje que não têm paz para sentar à mesa.

Não têm paz para falar.

Não têm paz para errar.

Vivem pisando em ovos dentro da própria casa.

 

E então surgem:

homens emocionalmente quebrados,
filhos traumatizados,
crianças que aprendem que amor significa grito,
lares onde ninguém conversa, apenas reage.

 

Shalom Bait não é “quem manda”.

 

Não é disputa de ego.

Não é competição para ver quem vence.

Porque quando um vence dentro do casamento… os dois perderam.

 

A mulher virtuosa não é fraca. Nunca foi.

 

As grandes mulheres da Torá eram fortes, inteligentes, espiritualmente gigantescas. Mas sua força construía. Não esmagava.

 

O Mishlei diz:

 

“A mulher sábia constrói sua casa.”

 

E os ha’hamim explicam:
com palavras, com postura, com sensibilidade e temor de Ashem.

 

Uma casa não desmorona apenas com violência física.

Palavras também derrubam paredes invisíveis.

 

Às vezes, o marido ainda continua sentado à mesa…

mas por dentro já foi expulso daquele lar há muitos anos.

 

E talvez uma das maiores pobrezas da geração seja justamente essa: casas cheias de móveis… e vazias de paz.

 

Porque sem respeito mútuo, sem delicadeza, sem autocontrole e sem responsabilidade emocional, o casamento deixa de ser aliança e vira sobrevivência.

 

E ninguém deveria sobreviver dentro do lugar que deveria chamar de lar.

 

Muita gente fala sobre Shalom Bait apenas como “frases bonitas”, mas ignora o desgaste emocional diário que destrói casamentos lentamente.

 

E a Torá não trabalha com teatro social. Ela trabalha com verdade, responsabilidade e construção.

 

O mais assustador é que palavras deixam marcas invisíveis.

 

Às vezes mais profundas que agressões físicas. Um lar pode continuar aparentemente “funcionando”, enquanto por dentro já virou silêncio, medo e distância.

 

E sabe o que é triste?

Muitos homens simplesmente calam.

 

Trabalham, sustentam, sorriem em público… mas dentro de casa vivem emocionalmente encurralados.

 

Porque a sociedade ensinou que homem não pode admitir sofrimento emocional sem virar motivo de piada.

 

Civilização moderna: extremamente avançada tecnologicamente. Emocionalmente, um zoológico com Wi-Fi.

 

Mas a Torá pede outra coisa:
respeito mútuo,
domínio das palavras,
humildade,
escuta,
construção.
Simmmmmmmmmmmmmm
Sem isso, não existe She’hiná no lar. Existe apenas convivência cansada.

 

E o contrário também é verdadeiro: uma mulher sábia pode levantar um homem destruído, fortalecer filhos, trazer paz ao ambiente e transformar o lar inteiro apenas pela maneira como fala e conduz a casa. Isso é poder de verdade.

 

Um beijo no coração de todas as mulheres que com amor constroem lares onde os filhos amam estar e o marido também 😃

 

Rifka Haia Eitan 🌻🥰

 

 

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Transformando nossa má inclinação em aliada da nossa boa inclinação

Transformando o Yetzer a rá em Yetzer a Tov

 

O Yetzer a rá é um imediatista.

 

Ele nos inclina a querer tudo perfeito e de imediato, “ou tudo ou nada”.

 

Ele é a nossa má inclinação, o raciocínio do lado impuro.

 

O Yetzer a Tov nos induz à ter paciência, a nos controlarmos, a fazermos tudo passo a passo e nunca ficarmos desanimados pelo fato de tudo o que queremos não acontecer imediatamente e do jeito que queremos.

 

Ele é a nossa boa inclinação, o raciocínio do lado puro.

 

Nosso trabalho é desanimar o Yetzer a rá não alimentando ele, não dando à ele de imediato o que ele quer mesmo que seja uma coisa permitida.

 

Mas dando à ele o que ele queria antes e agora já não quer, depois de ter ficado emburrado e ter decidido que se ele não pode ter tudo na hora, então ele não quer nada.

 

Ou seja, não dê para ele tudo no momento em que ele quer tudo, mas dê para ele o necessário na hora que ele já não quer mais nada “só de pirraça”. Isso é chamado de “Itkáfia”.

 

Assim você domina o Yetzer a rá e consequentemente o anjo que está por trás dele transformando ele em um anjo a seu favor.

 

Você subjuga o seu Yetzer a rá para o seu Yetzer a Tov e o anjo dele com seus superpoderes passam a ser seu aliado.

 

O anjo do Yetzer a rá se torna um anjo do bem e você fica com superpoderes em dobro!

 

E por isso Yaakov mandou esses dois anjos para Essav. Para contar para Essav que Yaakov morou com Lavan, o maior feiticeiro do mundo, e mesmo assim continuou cumprindo todos os mandamentos Divinos.

 

Yaakov mostrou dessa maneira para Essav que é possível fazer isso, transformar o Yetzer a rá em um aliado do Yetzer a Tov,  dando à Essav a sugestão de fazer isso também.

 

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Por que Moshe Rabeinu teve que traduzir a Torá para setenta línguas?

 

A tradução da Torá para setenta idiomas

 

Está escrito: “E foi no quadragésimo ano, no décimo primeiro mês, no primeiro dia do mês, começou Moshe a explicar esta Torá dizendo…”.

 

Dizem nossos Sábios, como traz Rashi, que Moshe explicou a Torá em setenta línguas diferentes.Porque Moshê precisaria explicar a Torá em setenta idiomas?

 

Rabi Moshe ben Na’hman, o Ramban, nos ensinou que a Torá, as Profecias e todas as Escrituras Sagradas foram ditas na “Língua Santa” que é o idioma Divino no qual D’us falou com Moshe e com os Profetas.

 

Sendo que a Torá é a “Torá de AShem”, AShem “nos deu Sua Torá “, aparentemente o estudo da Torá deveria ser somente na “língua Divina”, a “Língua Santa”.

 

A definição de Torá “escrita” é : Nenhuma letra a menos e nenhuma letra a mais, mas exatamente como foi dada por D’us, e por esse motivo a leitura do Sefer Torá na sinagoga é considerado estudo, e temos que dizer uma Bra’há com nome de AShem mesmo que o Judeu que está dizendo a Bênção não entende o que está lendo, e muitas vezes não entende nem a tradução da Benção.

 

Talvez por isso poderíamos dizer que a leitura da Torá escrita em qualquer ocasião só poderia ser feita na “língua Santa”, idioma no qual ela foi dada por D’us !

 

E não somente isso, mas até em relação às explicações da Torá, chamadas de “Torá Oral”, mesmo que aparentemente dependem somente do nosso entendimento, e se não entendemos a Torá Oral não cumprimos a Mitzvá de estudá-la, mesmo assim a Ala’há, a lei judaica, é que “pensamento não é fala” e para cumprir a Mitzvá devemos falar a Torá Oral.

 

E novamente poderíamos pensar que só cumprimos essa Mitzvá falando a Torá Oral na “língua Santa”.

 

E algumas leis que recaem sobre “falar” palavras de Torá são vigentes também em relação a Torá Oral como a proibição de falar palavras da Torá sem roupas e também o fato de não podermos fazer uma Bênção sobre a Torá que vamos pensar mas somente sobre a que vamos falar.

 

Ainda mais, sendo que a “Torá Oral” também é de D’us, poderíamos dizer que a classificação de “Estudo de Torá” só recaísse sobre a Torá Oral quando fosse dita na língua falada por D’us, na língua Santa. Essa foi a ação de Moshe Rabeinu na tradução da Torá..

 

Por meio de ter explicado a Torá em setenta línguas, a partir daí recai o nome “Torá” sobre assuntos de Torá estudados pelo povo de Israel em outras línguas mesmo não sendo essa a língua que D’us deu a Torá.

 

Fazendo com que recaia sobre ela a classificação de “Torá” a tal ponto que quando falamos assuntos de Torá em outras línguas estamos falando verdadeiras “Palavras da Torá” e se torna proibido falarmos elas antes de dizer a “Bênção da Torá”, e nem precisamos dizer que é proibido falar assuntos de Torá em qualquer idioma se não estivermos vestidos.

 

A iniciativa que teve Moshe de traduzir a Torá para setenta idiomas no final da sua vida foi incentivada pela própria Torá que usa algumas palavras nas línguas dos outros povos, como por exemplo “Yegar Sahaduta” , “Totafot” e etc.

 

O Midrash Tanhuma nos conta que até a primeira palavra dos Dez Mandamentos, Ano’hi (Eu) que engloba todos os mandamentos positivos da Torá é uma palavra retirada da língua egípcia antiga.

 

O motivo que essas palavras fazem parte da Torá que é toda de AShem é para que recaia a santidade da Torá sobre essas palavras e por meio disso as línguas dos povos se tornam refinadas para que se possa “repassar” a Torá por meio delas .

 

Isso acontece nos idiomas atuais também. O que a Torá fez em curta escala somente indicando que isso é possível, e Moshe Rabeinu fez em larga escala , traduzindo toda a Torá para setenta línguas que são as raízes de todos os idiomas, aparentemente foi uma dica para a nossa situação atual.

 

Surgiram novos idiomas, todos derivados daquelas setenta línguas, e nós somos os que estão refinando esses novos idiomas quando repassamos a Torá por meio deles.

 

Na torre de Bavel aconteceu um milagre que deu origem a setenta línguas e delas saíram todos os idiomas que existem hoje.

 

Sabemos que a “Lingua Santa” , que por meio dela D’us criou o mundo, foi falada por Adam e Havá (Adão e Eva) e continuou sendo falada por pessoas de cada geração também depois da torre de Bavel.

 

A maior prova disso é que o Povo de Israel que desceu para o Egito não mudou a sua língua que era a mesma desde a criação do mundo.

 

O Tossfot Yom Tov nos conta que o Hebraico antigo, que foi a primeira língua existente no mundo, deu origem ao aramaico, e o aramaico ao árabe.

 

Poderíamos pensar, será que o aramaico, sendo que é um derivado da “Língua Santa” já vem com a santidade do”Idioma Divino”?

 

A Torá nos dá a dica: Está escrito: “Yaakov chamou aquele lugar de “Gal Ed” e Lavan de “Yegar Sahaduta”.

 

Ou seja, tanto os idiomas derivados da “Língua Santa” quanto os derivados das outras línguas são o idioma de “Lavan o Arameu” e precisam ser refinados pela Torá !

 

O motivo que isso teve que ser feito especificamente por Moshe Rabeinu é porque todos os assuntos da Torá foram dados para o povo de Israel por meio de Moshe , “Moshe recebeu a Torá no Sinai”, a tal ponto que disseram nossos Sábios :-“Tudo que um aluno experiente vai inovar já foi dado para Moshe no Sinai”.

 

Por isso também o fato de serem chamados de “Torá” os assuntos de Torá ditos nas setenta línguas, isso teria que ser revelado pelo próprio Moshe Rabeinu.

 

Porque Moshe pediu para o povo de Israel escrever a Torá nas pedras em setenta línguas?

 

Fora o fato de Moshe ter explicado oralmente a Torá em setenta línguas, Moshe e os anciãos de Israel pediram ao povo que no dia em que atravessassem o rio Jordão erguessem pedras grandes e escrevessem nelas todas as palavras desta Torá nessas setenta línguas.

 

Cada uma nas suas próprias letras, como nos contou o grande Tzadik Rabi Moshe ben Maimon, o Rambam, que a Torá foi escrita naquelas pedras com as letras de cada idioma.

 

Vemos aqui que Moshe Rabeinu conseguiu fazer com que não haja diferença entre traduzir a Torá oralmente para as setenta línguas diferentes e também escrever ela em setenta línguas, cada uma com as suas próprias letras.

 

Nos dois casos ela foi considerada “Torá” com toda a devida santidade relacionada a ela.

 

Por esse motivo, Moshe também teve que traduzir oralmente a Torá e também pedir para que ela fosse escrita na escrita de cada povo. Duas obras distintas.

 

Uma para que recaia a santidade da Torá sobre a língua dos povos e a outra para que essa santidade recaia também sobre a escrita desses povos.

 

Ou seja, para que os livros com assuntos de Torá escritos nas letras dos setenta idiomas e seus inúmeros derivados, também sejam chamados de Livros Sagrados, “Sifrei Kodesh”, e devam ser cuidados com o mesmo respeito que damos aos livros escritos na “Língua Santa”.

 

O que fez Moshe em suas últimas cinco semanas de vida?

 

Nosso quinto livro da Torá, Devarim, é conhecido como Mishnê Torá, a revisão da Torá. Seu conteúdo foi dito por Moshê ao povo judeu durante as cinco semanas finais de sua vida, enquanto o povo se preparava para entrar na Terra de Israel.

 

Moshe sabia que tinha os dias contados e pouquíssimo tempo de vida, e teria que se dedicar somente para fazer as coisas mais importantes.

 

Nesses dias ele estava traduzindo a Torá para setenta línguas para facilitar o estudo da Torá aos judeus, para dar mérito a judeus que só sabem falar outros idiomas, para tornar o acesso à Torá mais fácil.

 

Ele estava empenhado e dedicado para que pessoas que nem sabem falar a “Língua Santa” possam saber o motivo que D’us criou o mundo e o motivo pelo qual nós estamos aqui.

 

Moshe Rabeinu não só nos deu a Torá, mas também mostrou para nós que ela é a coisa mais importante que existe no mundo.

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

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