Purim

PURIM פּוּרִים

Os Rabinos portugueses de centenas de anos atrás usaram a letra “H” para a transliteração da letra “ח” em Hebraico que equivale a dois erres “rr” em português

 

Na nossa transliteração do hebraico estamos usando a letra “h” com um apóstrofo ( ‘ ) como dois erres (rr) assim: ‘h e a letra “A” para a transliteração da letra “ה” em Hebraico que tem o som da letra A na língua portuguesa

 

Purim é a data mais alegre do ano judaico

 

Comemoramos nela o milagre da salvação do Povo Judeu da trama de Haman, que planejou  exterminar em um único dia todos os judeus, jovens e idosos, crianças e mulheres.

 

Naquela época todo o nosso povo vivia em 127 países que faziam parte do império persa, que naquela época dominava o mundo inteiro.

 

Taanit Ester  תַּעֲנִית אֶסְתֵּר o jejum de Ester

 

No dia 13 de Adar fazemos o  Taanit Ester que é o jejum de Ester. O Taanit Ester começa antes do amanhecer do dia 13 de Adar e termina após o anoitecer.

 

Morde’hai, o Tzadik da geração, a pedido de Ester, reuniu todos os judeus de Shushan, capital da Persia antiga, e fizeram um jejum de três dias antes de Ester arriscar a vida para ser recebida pelo rei e convidá-lo para uma festa na qual ela pediria ao rei para anular o decreto do holocausto que tinha sido decretado para todos os judeus de todos os países que existiam na época.

 

Ester e Morde’hai conseguiram a permissão do rei para que os judeus pudessem se defender e, em 13 de Adar, lutaram contra o inimigo, destruindo-o.

 

Para relembrar este dia nossos Sábios instituíram o Jejum de Ester.

 

פּוּרִים Purim

 

No calendário judaico o dia começa ao pôr-do-sol, por isso a festa de Purim Purim começa ao anoitecer do dia 13 de Adar e termina ao anoitecer do dia seguinte, 14 de Adar

 

Em um ano que tem dois meses de Adar comemorarmos a festa de Purim no dia 14 de Adar 2

 

Nossos Sábios instituíram a festa de Purim e por isso os Mandamentos dela são Derabanan

 

Ou seja, instituídos pelos nossos Sábios por meio da permissão que a Torá deu para eles de que tudo o que eles determinarem não poderemos nos desviar nem para a direita e nem para a esquerda, como está escrito:

 

דברים יז יא – עַל פִּי הַתּוֹרָה אֲשֶׁר יוֹרוּךָ וְעַל הַמִּשְׁפָּט אֲשֶׁר יֹאמְרוּ לְךָ תַּעֲשֶׂה לֹא תָסוּר מִן הַדָּבָר אֲשֶׁר יַגִּידוּ לְךָ יָמִין וּשְׂמֹאל

Os quatro Mandamentos de Purim

 

Nossos Sábios instituíram quatro Mitzvot para a festa de Purim

 

קְרִיאַת מְגִלָּה

 

Ouvir a leitura da Meguilá

 

A Meguilá de Ester é um dos livros do Tana’h que quer dizer Torá, Profetas e Escrituras.

 

A Meguilá nos conta a história de Purim.

 

O mandamento de ouvir a leitura da Meguilá se aplica a homens e mulheres. Como uma das razões para a leitura da Meguilá é divulgar os milagres celebrados nesse dia, o fato de ser feita na sinagoga permite que o Mandamento seja cumprido da melhor forma.

 

A leitura da Meguilá tem que ser feita em uma Meguilá original escrita à mão em um  pergaminho de couro.

 

Para cumprir o mandamento, é necessário ouvir cada uma das palavras.

 

 מַתָּנוֹת לָאֶבְיוֹנִים

Matanot LaEvyonim

(Presentes para os pobres)

 

A palavra Matanot LaEvionim quer dizer dar presentes aos pobres. Devemos dar Tzedaká para duas pessoas necessitadas, no mínimo.

 

Isso pode ser cumprido por meio de qualquer tipo de presente: dinheiro, alimento, bebida ou roupa. O ideal é que seja um presente substancial.

 

Os Matanot LaEvyonim devem ser dados durante o dia de Purim e, de preferência, na parte da manhã, para que quem os recebe possa usufruí-los durante a festa.

 

A quantia dada deve ser suficiente para que comprem alimento e bebida, dessa forma possibilitando que tenham uma refeição festiva nesse dia.

 

Mas quem recebe o presente não é obrigado a gastar o dinheiro em Purim: pode usá-lo em outra data e da forma que quiser.

 

Os Matanot LaEvyonim não devem ser dados antes de Purim, para que quem os recebe não os utilize antes da festa porque nesse caso, o doador não teria cumprido o mandamento.

 

Quem não se deparar com pessoas carentes em Purim, deve doar o dinheiro a uma instituição judaica que esteja arrecadando fundos com esse propósito.

 

É necessário que o dinheiro dado em Purim seja destinado aos necessitados: não pode ser usado para nenhum outro propósito, por mais nobre e sagrada que seja a finalidade.

 

Em Purim, doamos dinheiro a quem o pede: não fazemos perguntas nem procuramos saber se quem pede a Tzedaká realmente a necessita ou não.

 

O mandamento de Matanot LaEvyonim é dever de todos os judeus – homens, mulheres e até crianças.

 

מִשְׁלוֹחַ מָנוֹת Mishloa’h Manot

 

Enviamos para pelo menos uma pessoa um presente de dois alimentos prontos para serem comidos na hora.

 

Pode ser também um alimento e uma bebida.

 

As mulheres mandam para as mulheres e os homens para os homens.

 

O mandamento de Mishloa’h Manot deve ser cumprido durante o dia de Purim, não na noite da festa.

 

É preferível enviar o Mishloa’h Manot por meio de alguém sendo que a Meguilá usa para isso a linguagem Mishloa’h que significa envio.

 

Mas se você entregar o Mishloa’h Manot pessoalmente, você também cumpre plenamente essa Mitzvá.

 

סְעוּדַת פּוּרִים Seudat Purim

O banquete de Purim

 

Um dos mandamentos da festa de Purim é fazer um banquete, uma Seudat Purim.

 

Isso celebra o fato de que na história de Purim, a queda de Haman ocorreu durante um banquete organizado pela Rainha Ester.

 

Essa refeição deve ocorrer durante o dia e se você faz a Seudat Purim durante a noite da festa, você não cumpre a Mitzvá da Seudá de Purim.

 

Mesmo assim, depois de ouvirmos a leitura da Meguilá de noite, devemos fazer uma janta mais festiva do que nos dias comuns, mas para ser considerado um banquete de Purim tem que ser durante o dia.

 

Sendo que  Purim não é um Yom Tov da Torá, não fazemos o Kidush, mas fazemos a Netilat Yadaim e comemos pão.

 

No Birkat a Mazon adicionamos o trecho “ve al a Nissim” que lembra o milagre de Purim.

 

A Seudat Purim deve começar antes do pôr-do-sol e não se esqueça de convidar pessoas para seu banquete.

 

Se Purim cair em uma sexta-feira, a Seudat Purim é realizada mais cedo, e temos que concluir ela antes do Shabat

 

Costumamos comer carne e tomar vinho na Seudat Purim.

 

O Mandamento da Seudat Purim enfatiza, novamente, o tema geral da festa, que é a sobrevivência física e o bem-estar material do nosso povo.

 

O Zohar nos conta que por meio do banquete de Purim, podemos conseguir a mesma elevação espiritual que conseguimos quando jejuamos no Yom Kipur.

 

Nossos Sábios instituíram beber vinho nesse banquete pelo fato de o milagre de Purim ser intimamente ligado ao vinho.

 

A queda da Rainha Vashti, mulher de A’hashverosh, ocorreu em um banquete de vinhos e foi a oportunidade para que Ester tomasse seu lugar ao lado do Rei e salvasse nosso povo do genocídio.

 

Além disso, também a derrota de Haman se deu em meio a uma festa de vinho organizada pela Rainha Ester.

 

Nossos Sábios também instituíram que em Purim devemos beber vinho até ficarmos tão bêbados a ponto de não diferenciar entre  “amaldiçoado Haman” e ” abençoado Morde’hai.

 

O Mandamento de  Matanot LaEvyonim, ou seja, de dar presentes aos pobres , é prioritário não só em relação à Mitzvá de Mishloa’h Manot mas também em relação a Seudat Purim.

 

Ou seja , devemos cumprir com muita alegria os quatro Mandamentos de Purim, mas a maior parte dos gastos com a festa deve ser direcionada aos presentes para os necessitados.

 

O motivo para isso é que não há Mandamento mais importante no Judaísmo do que a Tzedaká, e por isso quando a Guemará fala sobre a Tzedaká ela não usa o termo Tzedaká mas sim Mitzvá, mas quando a Guemará fala sobre outros Mandamentos Divinos ela cita o nome daquele Mandamento específico.

 

Ou seja , quando um Sábio da época antiga pergunta ao outro se ele fez uma Mitzvá, ou afirma que alguém fez uma Mitzvá, eles estão falando sobre a Tzedaká.

 

Nossos Sábios nos ensinaram que não há alegria maior do que a alegria que alegrar os pobres, os órfãos e as viúvas,  e sendo que em Purim devemos ficar mais alegres do que o ano inteiro, devemos caprichar nos presentes para os pobres.

 

O Rambam escreveu que quem alegra o coração dos pobres, dos órfãos e das viúvas é comparado à She’hiná que é a Presença Divina, como diz o versículo: “(D’us) reanima o espírito dos oprimidos e restaura o coração dos humilhados”(Rambam).

 

תְּפִלּוֹת פּוּרִים As Rezas de Purim

 

As rezas especiais para a festa de Purim são somente o acréscimo de ve al a Nissim” nas rezas da Amidá e no Birkat a Mazon.

 

A reza de “ve al a Nissim” descreve os milagres de Purim, e por meio dela agradecemos à AShem (D’us) pelos grandes milagres que Ele fez para os nossos antepassados, e nos salvou do plano de Haman que queria exterminar todos os judeus.

 

A leitura do Sefer Torá na Sinagoga em Purim descreve a batalha de Yehoshua contra Amalek, que era o povo ancestral de Haman. Essa batalha aconteceu quase mil anos antes dos eventos de Purim.

 

Por que nos fantasiamos em Purim?

 

Em Purim, é costume que as crianças – e até mesmo os adultos, se fantasiarem.

 

Essa está ligada ao Mandamento de Purim de dar dinheiro para os pobres que vão de Sinagoga em Sinagoga e de casa em casa, e em muitos casos não querem ser reconhecidos.

 

Essa tradição também representa que AShem salvou o nosso povo por meio de milagres ocultos.

 

A Meguilat Ester é o único livro do Tana’h onde não aparece o nome de AShem (D’us) nem uma  única vez .

 

A razão para isso é que na história de Purim, D’us usou uma “fantasia”: Ele se ocultou e agiu sigilosamente.  Ele salvou o nosso povo com uma série de eventos naturais, uma série incrível de “coincidências!

 

Em Purim, muitas sinagogas organizam uma festa à fantasia, com prêmios para as crianças.

 

Além de acrescentar alegria ao dia e despertar a curiosidade das crianças, o costume de se fantasiar reflete um dos principais temas de Purim: o fato de que D’us está sempre presente no mundo e em nossa vida pessoal, mas que Ele geralmente “Se disfarça”.

 

Na maioria das vezes, D’us age em total segredo. Como ensina a Guemará e como rezamos na oração da Amidá, três vezes ao dia , D’us está sempre fazendo milagres, de manhã, de tarde e de noite.

 

Se a maioria de nós não percebe isso, é porque eles vêm disfarçados em “eventos naturais”.

 

שׁוּשַׁן פּוּרִים Shushan Purim

o PURIM de Jerusalém

 

Em Jerusalém, Purim é celebrado no dia 15 de Adar  e não no dia 14 de Adar.

 

O dia 15 de Adar é chamado de Shushan Purim.

 

Fora de Jerusalém a data de 15 de Adar não é Purim, e não podemos cumprir as Mitzvot de Purim nesse dia.

 

Mesmo assim, Shushan Purim é um dia de alegria para todos nós em qualquer lugar do mundo.

 

Por trás dos bastidores da Meguilá

 

Pergunta o Zohar: porque aquela geração teve que passar por um susto desses? E a resposta do Zohar é: porque eles tiveram o prazer em participar da festa daquele criminoso que era Ahashverosh, o Rei da Pérsia.

 

Mas esse motivo sozinho, diz o Zohar, ainda não seria o suficiente para justificar um susto dessa proporção. Então o próprio Zohar traz mais um motivo:

 

Aquela geração é a mesma que tinha se prostrado na frente da estátua de Nabucodonosor antes dos persas conquistarem a Babilônia.

 

Ou seja, aquela geração tinha uma pendência anterior de ter se prostrado na frente da estátua de Nabucodonosor mesmo sem acreditar nisso, e tiveram a oportunidade de retificar essa transgressão se não tivessem participado da festa que Ahashverosh fez para todos os habitantes de Shushan a Birá.

 

Naquela festa Ahashverosh se vestiu com as roupas do Cohen Gadol e distribuiu vinho nos copos de ouro do Beit a Mikdash, expressando dessa maneira que a nossa religião é um assunto puramente cultural, somente um folklore, mas que não tem um D’us de verdade que interage com a sua criação dando um prêmio para quem faz o bem e um castigo para quem faz o mal.

 

Então aparece um Haman que faz um decreto de morte à todos os judeus que professam a religião judaica colocando todo o nosso povo em uma situação de morrer como judeus ou salvar a própria vida trocando de religião

 

Por trás do decreto de Haman

 

A Meguilá nos conta que em Shushan Habirá havia um judeu, e o seu nome era Morde’hai ben Yair ben Shim’i ben Kish e ele era da tribo de Biniamin.

 

Surge a pergunta: Se ele era da tribo de Biniamin, porque ele é chamado de judeu que é alguém que pertence à tribo de Judá?

 

Explica a Guemará que a palavra “Judeu” recai sobre todos aqueles que não se prostram na frente da idolatria, e portanto tanto os Cohanim quanto os Leviim daquela época foram chamados de judeus pelo motivo de professarem a religião judaica e não se curvarem na frente da idolatria, e não pelo motivo de pertencerem à tribo de Judá.

 

O Midrash nos conta que Haman, à exemplo do faraó do Egito e de Nabucodonosor rei da Babilônia, se considerou um deus. E por isso Morde’hai não se prostrava na frente dele mesmo sendo isso uma ordem do Rei.

 

O Ralbag, um grande Rabino da idade média, nos conta que explicaram para Haman que Morde’hai não pode se prostrar na frente dele por motivos religiosos, por ser judeu, e que por esse motivo Haman decidiu fazer um decreto de morte à todos os judeus,  ou seja, à todos os que professam a religião judaica!

 

Mas se um judeu se convertesse à outras religiões, para Haman ele não seria mais judeu, e esse decreto não recairia mais sobre ele.

 

O povo de Israel se manteve firme na sua religião mesmo consciente de todas as consequências, sendo que aquele decreto foi feito para todos os 127 países do mundo que naquela época pertenciam ao império persa e não tinha para onde fugir.

 

Ou seja, todos os judeus estavam dispostos a morrer pela nossa religião.

 

Diz a Guemará que quando nós fazemos Teshuvá e voltamos a nos comportar de acordo com a Torá, descobrimos que D’us já tinha criado o remédio antes de criar a doença.

 

Ou seja, D’us cria a solução antes de criar o problema, e por meio da nossa Teshuvá AShem nos revela a soluçã.

 

Antes de Haman fazer o decreto contra o nosso povo aconteceram algumas coisas que somente depois do decreto vimos que aqueles acontecimentos tinham sido milagres sobrenaturais e indispensáveis para a nossa salvação.

 

A morte da Rainha

 

Vashti, a rainha da Pérsia, vinha de uma linhagem real, ela era a neta do rei da Babilônia.

 

Quando Ahashverosh se casou com ela, ele também entrou na família real, e portanto ela era o motivo da sua realeza e a última pessoa no mundo a quem ele teria interesse em prejudicar.

 

No sétimo dia do banquete que Ahashverosh fez para os habitantes de Shushan, banquete no qual ele expressou que a profecia do profeta Yermiahu (Jeremias) de os judeus voltarem para Jerusalém depois de setenta anos não aconteceu e portanto esse profeta é falso e esse D’us não existe, ele mandou os sete ministros da Babilônia chamarem a rainha Vashti para mostrar toda a sua beleza no banquete dos homens.

 

Aquele dia era Shabat. A rainha Vasht era uma antissemita diplomada e pós graduada que propositalmente contratava jovens judias para fazer com que elas profanassem o Shabat, e quando elas se recusavam eram obrigadas a desfilarem por toda a cidade nuas e profanando o Shabat montadas a um cavalo.

 

Essa mesma rainha Vashti foi chamada pelo Rei para desfilar totalmente nua no Shabat no banquete dos homens, mostrando que esse D’us que está sendo proclamado nesse mesmo banquete como “inexistente” está interagindo no mundo e fazendo as coisas mais surreais acontecerem de maneira oculta como se fossem as coisas mais naturais.

 

AShem fez um milagre e a rainha Vashti antes da sua “apresentação” teve uma grave doença estética e não pode se apresentar.

 

Um dos sete ministros, que de acordo com o Midrash era o próprio Haman, aconselhou o rei a matar a rainha por ter desobedecido o rei e ter dado um mau exemplo para o povo.

 

O Rei, ao contrário da sua própria ideologia, mandou matar a rainha Vashti, fazendo com que a profecia do próprio profeta Yermiahu sobre a Babilônia que incluía a morte da neta do rei da Babilônia acontecesse.

 

Yermiahu era esse profeta que o rei estava desacreditando no seu banquete pelo fato de o próprio rei ter errado na conta de setenta anos que o profeta Yermiahu fez, e não pelo profeta ter errado.

 

Afinal das contas com esse grande milagre sobrenatural que aconteceu sem que ninguém percebesse, o “status quo” mais sólido da época foi destruído abrindo as portas para uma grande mudança.

 

Quando passou a fúria do rei ele teve um grande remorso pelo que fez, por ter matado a sua rainha, demonstrando que tudo tinha acontecido por um motivo superior à própria vontade dele.

 

Vendo a tristeza do rei, seus servos o aconselharam a fazer um concurso de miss universo entre todos os 127 países para encontrar a mulher mais bonita do mundo e se casar com ela.

 

A nova rainha, mais um milagre surreal

 

A Guemará nos conta que Ester era esverdeada e só por milagre alguém poderia achar ela bonita.

 

AShem fez um milagre surreal e todos acharam que ela era a mulher mais bonita do mundo.

 

Ester era uma judia religiosa que não entendia nada sobre relações íntimas, e a parte mais importante desse concurso era passar uma noite com o rei.

 

Diz o Ari Zal que uma demônia em forma humana substituía Ester nessas horas e deixava o rei  “louquinho”.

 

Ou seja, a artista principal é substituída por alguém muito parecida para as cenas de “perigo”, e nesse caso, essa personagem espiritual negativa se materializava na aparência perfeita de Ester.

 

Bigtan e Teresh

 

Morde’hai era membro do grande tribunal rabínico de Yerushaláim conhecido como Sanedrin. Lá cada pessoa era ouvida na sua própria língua, e o Sábio que não soubesse setenta línguas não era aceito como membro do tribunal.

 

Dois funcionários públicos de Ahashverosh provenientes de um país distante com uma língua rara que ninguém conhecia a não ser quem era de lá, conversaram entre si na frente de Morde’hai e planejaram assassinar o rei.

 

Ninguém conhecia essa língua, fora Morde’hai, e a pessoa mais interessada no mundo em receber essa informação era o próprio Morde’hai, e tudo isso aconteceu na frente dele por milagre surreal.

 

Porque se eles assassinassem o rei que não tinha um filho para o suceder, a segunda figura na corte era Haman e o decreto contra o nosso povo aconteceria sem impecilhos.

 

O único jeito de anular o decreto de Haman era por meio do rei, e esse rei quase foi assassinado se não fosse esse milagre.

 

Morde’hai repassou essa informação para Ester que a repassou para o rei em nome de Morde’hai, e esse fator foi importantíssimo para mudar o imutável “Status quo” de Haman ser a pessoa tomadora das decisões da unica potência mundial, o império persa que dominava o mundo inteiro.

 

Nossos profetas e o anel do rei

 

A Guemará nos conta que desde que o povo de Israel recebeu a Torá até a época em que aconteceu o milagre de Purim, nosso povo teve 48 profetas e sete profetizas que fizeram o possível e o impossível para nos trazer de volta ao judaísmo e não conseguiram, mas quando Ahashverosh tirou seu anel e o entregou à Haman para fazer os seus decretos, nosso povo fez Teshuvá.

 

Morde’hai pediu para Ester pedir ao rei para anular o decreto. Ela respondeu que o rei não a chamou já faz um mês, e todo aquele que entrar no pátio do rei sem ser convidado é condenado à morte, e como sabemos, a rainha Vashti tinha sido executada por muito menos do que isso.

 

Só havia um jeito de a pessoa sobreviver, que era o rei abrindo uma exceção e estendendo seu cetro de ouro para aquela pessoa, e Ester não queria se arriscar.

 

Morde’hai pediu para ela fazer isso de qualquer maneira.

 

Então ela pediu para Morde’hai reunir todos os judeus da cidade e fazer três dias de jejum e rezas, e ela e as suas jovens ajudantes também vão fazer igual.

 

Todo o povo fez Teshuvá, e depois de três dias de jejum e rezas Ester entrou no pátio do rei sem ser chamada.

 

Sabemos que esse rei era obcecado por mulheres bonitas e não existe pessoa mais feia no mundo como alguém que está três dias sem comer, como nos lembram as “vacas magras” do Egito, feias e ruins.

 

AShem faz um milagre surreal e despertou no rei uma enorme paixão por Ester, e ele disse que ela pode pedir qualquer coisa até metade do império.

 

Ela disse que veio convidá-lo para o banquete que ela fez para… Haman. Ou seja, arriscou a própria vida convidá-lo para participar de uma festa que ela está fazendo para outro homem!

 

O plano de Ester

 

Ester queria que o rei perguntasse à si próprio: será que uma pessoa normal arriscaria a própria vida para convidar alguém para uma festa que ela está fazendo para outra pessoa? E dessa maneira despertar os ciúmes do rei em relação à Haman.

 

O rei suspeitando de alguma coisa entre os dois entraria em pânico sendo que se o rei fosse assassinado e Haman se casasse com a rainha, o império continuaria funcionando sem nenhum problema, ninguém precisaria mais do rei e ele seria esquecido.

 

No final do banquete, o rei ofereceu à Ester até metade do reino, e ela pediu para ele vir amanhã também no próximo banquete que ela iria vai fazer para Haman.

 

Naquela noite o Rei não conseguiu dormir. Ele se questionou : “Porque ninguém passaria para ele a informação de que alguém poderia estar querendo assassiná-lo? ”

 

Talvez alguma vez alguém já salvou a vida do rei e o rei não fez nenhuma honraria para aquela pessoa, e por isso ninguém mais estaria motivado para passar alguma informação que salvasse a vida do rei?

 

Com esses pensamentos atrapalhando o seu sono ele pediu para lerem na frente dele o “diário” dos principais acontecimentos do reino.

 

Com certeza muitas páginas se passaram desde que Morde’hai salvou a vida do rei e nada foi dado à ele, mas milagrosamente o longo pergaminho se abre por si só naquela página.

 

O rei perguntou se Morde’hai recebeu algo por ter salvo a vida do rei e a resposta foi negativa. O rei perguntou se havia alguém esperando ele no pátio, e lá estava só Haman esperando para pedir permissão ao rei para enforcar Morde’hai em uma forca de cinquenta metros de altura que ele preparou no pátio da sua casa para enforcar Morde’hai.

 

O milagre da construção da forca

 

Por incrível que pareça o fato de ele ter mandado construir essa forca tão alta no pátio da sua casa para enforcar Morde’hai também entra na lista dos milagres da Meguilá, porque se não fosse essa forca Haman não seria enforcado.

 

O Rei perguntou para Haman o que fazer para a pessoa que o Rei quer honrar? Haman imaginou que obviamente essa pessoa era ele.

 

Haman sugeriu para o Rei vestir essa pessoa com a roupa do Rei, montar ela no cavalo do rei, e um dos maiores ministros levá-lo para um desfile em toda a cidade proclamando na sua frente que esse é o homem que o rei está interessado na sua honra.

 

O rei pediu para Haman fazer tudo isso para Morde’hai e não esquecer nenhum detalhe.

 

Naquela noite, no segundo banquete de Ester, o Rei perguntou à ela qual era o seu pedido até a metade do império.

 

Aí ela declarou que ela quer a própria vida de presente, porque ela e o povo dela foram vendidos para serem mortos.

 

O Rei ficou furioso e perguntou: quem teve a ousadia de fazer uma coisa assim? E ela disse: um homem sádico e inimigo, Haman, esse criminoso.

 

O rei saiu um pouquinho para o Jardim, e quando voltou viu Haman debruçado sobre o divã de Ester pedindo desculpas para ela.

 

O rei que já estava com medo desse “relacionamento” desde que Ester arriscou a própria vida para convidá-lo ao banquete que fez para Haman, exclamou: e também seduzir a rainha comigo em casa?

 

Sendo que essa palavra saiu da boca do rei, já seria um bom motivo para Haman ser condenado, mas sendo que o “status quo” de Haman como primeiro ministro da Pérsia era muito sólido, o rei ainda poderia se acalmar e entrar em um acordo com Haman.

 

Nessa hora vimos o milagre de Haman ter feito a forca para Morde’hai.

 

AShem fez mais um milagre surreal. Eliahu a Navi se materializou como um dos ministros do rei, apontou para a forca de 25 metros visível da casa de Haman e disse ao rei: Veja a forca que Haman fez para enforcar Morde’hai que salvou a vida do rei, 25 metros de altura!

 

O reflexo imediato do rei foi ordenar o enforcamento de Haman na forca que ele próprio preparou para Morde’hai, nos mostrando que: se faltou criar alguma parte do “remédio antes da doença” AShem dá um jeitinho e sempre manda Eliahu a Naví em um caso de emergência.

 

O decreto do Rei de sermos obrigados a matar todos os nossos inimigos.

 

Mais um milagre surreal, o decreto do Rei não pôde ser revogado e os judeus foram obrigados a matar os antissemitas.

 

Você poderia imaginar que simplesmente fomos salvos mas que cada um dos127 países do império persa seriam países antisemitas com cada vez mais atentados terroristas.

 

Mas não,o milagre foi muito maior do que isso!

 

Ahashverosh não tinha como revogar o próprio decreto de morte aos judeus incluindo sua própria rainha, e por isso deu o seu anel para Morde’hai fazer o decreto contra os antissemitas que era o único jeito de resolver o problema.

 

O rei deu a casa de Haman para Ester e Ester colocou nela Morde’hai. Haman tinha sido enforcado, e quando os 127 países receberam o decreto do rei escrito por Morde’hai autorizando aos judeus de matarem todos os seus inimigos e compararam com o decreto de Haman vigente para a mesma data onde os nossos inimigos poderiam nos matar, levaram em conta que Haman estava enforcado, a rainha era judia e o novo primeiro ministro da Pérsia era o Rabino Morde’hai que recebeu da rainha a casa de Haman, e com certeza ninguém queria se complicar com esse novo governo.

 

Nem precisamos dizer que nosso povo se defendeu dos seus inimigos, 75.800 antissemitas foram mortos e todos os povos de todo o império ficaram nossos amigos

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você ❤️

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Shabat Zahor

Parashat Zahor

 

Nesse Shabat que acontece antes de Purim vamos ouvir na Sinagoga a Parashá mais importante do ano, Parashat Zahor, sendo que esse Shabat antecede Purim e Haman era um descendente direto de Amalek

 

Examinando o primeiro confronto entre o povo judeu e a nação de Amalec (Shemot 17:8-16) sobre o qual lemos em Shabat Zachor nesta semana que antecede Purim, duas perguntas básicas nos vêm à mente. Primeira, por que Amalec atacou os Filhos de Israel sem provocação? O versículo simplesmente relata que Amalec atacou os Filhos de Israel num local chamado Refidim, mas o que motivou este ataque? Segundo, por que eles mereceram esta súbita punição?

 

A primeira pergunta é respondida pelo Midrash, que compara o povo judeu a uma banheira de água fervente. Assim como ninguém ousa pular num recipiente de água fervente por medo de ser escaldado até a morte, assim também os judeus eram aparentemente invencíveis após seu milagroso êxodo, quando então as nações do mundo reagiam a eles com temor e respeito.

 

Ninguém ousava atacar o povo que tinha D’us a seu lado – exceto Amalec. Certa vez ele atacou, e embora tenha perdido, deram um jeito de esfriar a água para que outras nações também pulassem dentro sem medo de ser queimadas.

 

O que deu a Amalec a força para nos atacar? Rabi Yitschac Hutner desenvolve a resposta à primeira questão de outro Midrash, que compara Amalec a uma pessoa que zomba e ridiculariza tudo na vida. Uma personalidade assim procura toda oportunidade de minar e diminuir o que é importante e valioso na sociedade.

 

As Dez Pragas, a Abertura do Mar Vermelho, a destruição do Egito, o maná caindo do céu – todos estes eventos que haviam criado um senso de reverência e trepidação nas outras nações em relação aos judeus, fazendo a água da banheira mais e mais quente, apenas aumentou o desejo de Amalec de ser o primeiro povo a pular dentro. Para Amalec esta banheira fervente de grandeza, espiritualidade e nobreza tinha de ser esfriada, independentemente das conseqüências.

 

Voltemos agora a nossa segunda questão. Por que os judeus mereceram ser atacados por Amalec?

 

A chave para entender esta falha específica é o nome da localidade onde Amalec atacou-nos – Refidim. Embora num nível simples este nome seja meramente uma localização geográfica, o Midrash nos diz que é um acrônimo para “rafu y’dayhem min haTorah – as mãos do povo judeu foram fracas no seu apoio à Torá.”

 

O que significa esta expressão? O termo costumeiro para a falta de estudo de Torá é bitul Torah, negligenciar o estudo de Torá. Qual é então a idéia por trás de dizer que suas mãos eram fracas no seu apoio à Torá?

 

Rabi Yitschac Hutner explica que esta expressão refere-se a uma fraqueza em reconhecer e apreciar a importância e relevância da Torá em nossa vida. Quando deixamos de perceber como a Torá é vital para nossa própria existência e para a existência do mundo inteiro, estamos convidando Amalec a entrar em nosso meio.

 

Não apenas devemos estar preocupados com o quanto de Torá aprendemos, mas também com quanto valor e importância atribuímos à Torá que estudamos.

 

Percebemos que a Torá é sabedoria Divina? Percebemos que a Torá sustenta o mundo inteiro? Percebemos que a suprema perfeição do mundo apenas pode chegar através da Torá?

 

Que D’us nos ajude a aumentar nosso tempo de estudo de Torá e a avaliar sua verdadeira e ilimitada grandeza

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

Por trás dos bastidores da Meguilá

 

Por trás dos bastidores da Meguilá

 

Pergunta o Zohar: porque aquela geração teve que passar por um susto desses?

 

E a resposta do Zohar é: porque eles tiveram o prazer em participar da festa daquele criminoso que era Ahashverosh, o Rei da Pérsia.

 

Mas esse motivo sozinho, diz o Zohar, ainda não seria o suficiente para justificar um susto dessa proporção.

 

Então o próprio Zohar traz mais um motivo:

 

Aquela geração é a mesma que tinha se prostrado na frente da estátua de Nabucodonosor antes dos persas conquistarem a Babilônia

 

Ou seja, aquela geração tinha uma pendência anterior de ter se prostrado na frente da estátua de Nabucodonosor mesmo sem acreditar nisso, e tiveram a oportunidade de retificar essa transgressão se não tivessem participado da festa que Ahashverosh fez para todos os habitantes de Shushan Habirá

 

Naquela festa Ahashverosh se vestiu com as roupas do Cohen Gadol e distribuiu vinho nos copos de ouro do Beit aMikdash, expressando dessa maneira que a nossa religião é um assunto puramente cultural, somente um folklore, mas que não tem um D’us de verdade que interage com a sua criação dando um prêmio para quem faz o bem e um castigo para quem faz o mal

 

Então aparece um Haman que faz um decreto de morte à todos os judeus que professam a religião judaica colocando todo o nosso povo em uma situação de morrer como judeus ou salvar a própria vida trocando de religião

 

Por trás do decreto de Haman

 

A Meguilá nos conta que em Shushan aBirá havia um judeu, e o seu nome era Morde’hai ben Yair ben Shim’i ben Kish e ele era da tribo de Biniamin

 

Surge a pergunta: Se ele era da tribo de Biniamin, porque ele é chamado de judeu que é alguém que pertence à tribo de Judá?

 

Explica a Guemará que a palavra “Judeu” recai sobre todos aqueles que não se prostram na frente da idolatria, e portanto tanto os Cohanim quanto os Leviim daquela época foram chamados de judeus pelo motivo de professarem a religião judaica e não se curvarem na frente da idolatria, e não pelo motivo de pertencerem à tribo de Judá

 

O Midrash nos conta que Haman, à exemplo do faraó do Egito e de Nabucodonosor rei da Babilônia, se considerou um deus.

 

E por isso Morde’hai não se prostrava na frente dele mesmo sendo isso uma ordem do Rei

 

O Ralbag, um grande Rabino da idade média, nos conta que explicaram para Haman que Morde’hai não pode se prostrar na frente dele por motivos religiosos, por ser judeu, e que por esse motivo Haman decidiu fazer um decreto de morte à todos os judeus, ou seja, à todos os que professam a religião judaica!

 

Mas se um judeu se convertesse à outras religiões, para Haman ele não seria mais judeu, e esse decreto não recairia mais sobre ele

 

O povo de Israel se manteve firme na sua religião mesmo consciente de todas as consequências, sendo que aquele decreto foi feito para todos os 127 países do mundo que naquela época pertenciam ao império persa e não tinha para onde fugir.

 

Ou seja, todos os judeus estavam dispostos a morrer pela nossa religião

 

Diz a Guemará que quando nós fazemos Teshuvá e voltamos a nos comportar de acordo com a Torá, descobrimos que D’us já tinha criado o remédio antes de criar a doença.

 

Ou seja, D’us cria a solução antes de criar o problema, e por meio da nossa Teshuvá Hashem nos revela a solução

 

Antes de Haman fazer o decreto contra o nosso povo aconteceram algumas coisas que somente depois do decreto vimos que aqueles acontecimentos tinham sido milagres sobrenaturais e indispensáveis para a nossa salvação.

 

 

A morte da Rainha 

 

Vashti, a rainha da Pérsia, vinha de uma linhagem real, ela era a neta do rei da Babilônia.

 

Quando Ahashverosh se casou com ela, ele também entrou na família real, e portanto ela era o motivo da sua realeza e a última pessoa no mundo a quem ele teria interesse em prejudicar.

 

 

No sétimo dia do banquete que Ahashverosh fez para os habitantes de Shushan, banquete no qual ele expressou que a profecia do profeta Yermiahu (Jeremias) de os judeus voltarem para Jerusalém depois de setenta anos não aconteceu e portanto esse profeta é falso e esse D’us não existe, ele mandou os sete ministros da Babilônia chamarem a rainha Vashti para mostrar toda a sua beleza no banquete dos homens.

 

Aquele dia era Shabat. A rainha Vashti, uma antissemita diplomada e pós graduada que propositalmente contratava jovens judias para fazer com que elas profanassem o Shabat, e quando elas se recusavam eram obrigadas a desfilarem por toda a cidade nuas e montadas a um cavalo.

 

Essa mesma rainha Vashti é chamada pelo Rei para desfilar totalmente nua no Shabat no banquete dos homens, mostrando que esse D’us que está sendo proclamado nesse mesmo banquete como “inexistente” está interagindo no mundo e fazendo as coisas mais surreais acontecerem como se fossem as coisas mais naturais.

 

 

AShem fez um milagre e a rainha Vashti antes da sua “apresentação” tem uma grave doença estética e não pode se apresentar.

 

Um dos sete ministros, que de acordo com o Midrash era o próprio Haman, aconselhou o rei a matar a rainha por ter desobedecido o rei e ter dado um mau exemplo para o povo.

 

O Rei, ao contrário da sua própria ideologia, manda matar a rainha Vashti, fazendo com que a profecia do próprio profeta Yermiahu sobre a Babilônia que incluía a morte da neta do rei da Babilônia acontecesse.

 

Yermiahu era esse profeta que o rei estava desacreditando no seu banquete pelo fato de o próprio rei ter errado na conta de setenta anos que o profeta Yermiahu fez, e não pelo profeta ter errado.

 

 

Afinal das contas com esse grande milagre sobrenatural que aconteceu sem que ninguém percebesse, o “status quo” mais sólido da época foi destruído abrindo as portas para uma grande mudança.

 

Quando passou a fúria do rei ele teve um grande remorso pelo que fez, por ter matado a sua rainha, demonstrando que tudo tinha acontecido por um motivo superior a própria vontade dele.

 

Vendo a tristeza do rei, seus servos o aconselharam a fazer um concurso de miss universo entre todos os 127 países para encontrar a mulher mais bonita do mundo e se casar com ela.

 

Continua…..

 

 

Rabino Gloiber
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A Parashá da minha vida- Mishpatim

Os Rabinos portugueses de centenas de anos atrás usaram a letra “H” para a transliteração da letra “ח” em Hebraico que equivale a dois erres “rr” em português

 

Na transliteração do hebraico nessa página vamos usar a letra “h” com um apóstrofo ( ‘ ) como dois erres (rr) assim: ‘h e a letra “A” para a transliteração da letra “ה” em Hebraico que tem o som da letra A na língua portuguesa

 

Nossa Parashá nos conta sobre a proibição de se comer carne com leite.

Sabemos que todo animal impuro é considerado impuro porque tem uma alma animal proveniente de três níveis espirituais impuros chamados pela Kabalá de três “Klipot Tmeot”.

 
Nesse caso a impureza é tão grande que não conseguimos elevar o “Nitzutz” (Centelha Divina), a ínfima Kedushá (Santidade) que faz essa Klipá existir.

Esse “Nitzutz” não está revestido na Klipá pelo fato de ela ser uma “Klipá impura”, mas ele dá vida a ela de maneira envolvente sem se revestir nela.

 

Se não houvesse esse Nitzutz do lado bom a klipá não existiria, sendo que AShem(D’us) é a essência do bem e a natureza do bem é fazer o bem.

A coisa ruim só existe enquanto suga a sua vitalidade do lado bom, mas quando esse Nitzutz é tirado da coisa ruim ela não tem mais de onde sugar sua vitalidade e portanto, desaparece.

 

Muitas regras na Torá tem exceção, mas a exceção só pode acontecer se a própria Torá trouxer um versículo que determine essa exceção.

 

No caso de comer uma coisa não kasher por motivos de perigo de vida, a Torá “libera”, ou seja, libera o Nitzutz da comida impura que não teríamos capacidade de liberar em uma situação normal.

 

Se um náufrago judeu se encontra em uma ilha na qual a única coisa que ele tem para comer lá são animais impuros, nesse caso devido ao perigo de vida a Torá libera esses animais impuros.

Por meio dessa exceção de regra, conseguimos liberar o Nitzutz fazendo o lado espiritual ruim desses animais impuros  desaparecer por não ter de onde sugar a sua vitalidade.

 
Em todos os casos de perigo de vida esse fenômeno Kabalistico (de conseguir liberar o Nitzutz de maneira não convencional) acontece.

Tanto no caso do náufrago que teve que comer lagartos quanto no caso do doente que recebeu do médico um remédio não kasher, em todos os casos em que nossa vida é salva dessa forma nossa Alma Divina recebe uma força especial para conseguir liberar o Nitzutz da comida impura.
 

Em uma situação normal, que não é um perigo de vida, não temos essa capacidade de liberar o Nitzutz da comida impura.

Nesse caso, a comida impura nos rebaixa para o nível dela, para o nível das três Klipot Tmeot. Para as três categorias de impureza espiritual, com todas as suas consequências.

 

A carne cozida com leite é o pior problema no assunto de Kashrut.

Essa proibição aparece três vezes na Torá nos ensinando ser proibido para nós, comermos carne com leite, cozinharmos carne com leite, mesmo que não comeremos, e por final, termos qualquer proveito de uma carne cozida com leite mesmo que não fomos nós que fizemos essa mistura.

 
Aqui está se tratando até de uma carne kasher com leite kasher, uma carne que pairava sobre ela uma energia espiritual do lado bom e um leite que pairava sobre ele também uma energia espiritual do lado bom.

Na hora que eles se misturam, essa energia espiritual do lado bom desaparece e lá se revela a maior impureza possível e imaginável do assunto de Kashrut.

 
E A PERGUNTA É:

Se até o próprio porco, que é a “marca registrada” dos animais impuros, se liberta do seu lado impuro quando alguém precisa comê-lo por motivos de perigo de vida, como pode acontecer um caso totalmente oposto que é uma carne kasher e um leite kasher, mas que juntos se tornam a coisa mais não kasher do mundo?

 

Uma carne de animal puro que passou por um abate kasher e o sangue dela foi tirado depois do abate com sal grosso, ou se expeliu quando essa carne estava sendo assada.

 

Como pode ser que depois disso, se ela for cozida com leite, mesmo o leite sendo Kasher, ela se torna o maior de todos os problemas de Kashrut possíveis e imagináveis?

 

A EXPLICAÇÃO DO ZOHAR:

 
Quando AShem trouxe as dez pragas para o Egito, pediu para Moshe fazer uma ação antes de cada uma delas, para que o castigo do tribunal Divino que se encontra em uma dimensão espiritual descesse para o nosso mundo material que é o “mundo da ação”, e por isso Moshe Rabeinu precisou fazer uma ação para cada praga se revelar no Egito.

 
AShem pediu para Moshe bater com seu cajado nas águas do rio Nilo para que ele se transformasse em sangue.

Moshê respondeu que não poderia dar essa cajadada no rio Nilo porque quando Moshe era nenê sua mãe o colocou em uma cestinha impermeável nesse rio e assim sua vida foi salva. Por isso ele não pôde ser ingrato e dar essa cajadada.

Nesse caso AShem poderia fazer com que o rio Nilo se transformasse em sangue sem a cajadada, mas no lugar disso, AShem pediu para Moshe falar para Aharon para ele dar a cajadada, e não Moshe.

A mesma coisa  aconteceu na praga dos piolhos. AShem pediu para Moshe jogar a terra do Egito para cima, e assim começaria a praga dos piolhos.

Moshe disse para AShem que não pode ser ingrato com a terra porque quando ele matou o soldado egípcio que estava tentando assassinar um judeu ele o enterrou na terra para o faraó não descobrir o que ele tinha feito.

Nesse caso também, AShem não fez a praga dos piolhos sem que tivesse uma ação material que sincronizasse a praga com o nosso “mundo da ação”, e pediu para Moshe pedir para Aharon que ele jogasse a terra para cima, e assim a praga começaria.

Diz o Zohar que exatamente isso é o que acontece na mistura da carne com leite.

 

A raiz do leite lá em cima é a Sefirá chamada de Hessed que é a fonte das bondades. A Hessed é representada pela cor branca.

A raiz espiritual da carne, lá em cima é a Sefirá chamada de Guevurá que é a fonte das durezas, a fonte das severidades.

A Hessed sempre limita a Guevurá e nos salva das calamidades que a Guevurá pode nos causar.

Diz o Zohar que quando comemos carne com leite aqui neste mundo estamos fazendo uma ação no mundo da ação, dando a “cajadada” que vai neutralizar a Hessed lá em cima impedindo ela de ser um filtro para a Guevurá.

E quando não há o limite da Hessed, a guevurá desce até o fundo do abismo causando tragédias aqui nesse mundo.

E por isso, diz o Zohar, que todas as comidas de Nabucodonosor, rei da Babilônia, eram compostas de carne com leite, e assim ele recebia suas energias negativas para fazer todo o mal que fazia.

 
Nabucodonosor mandou dar essa comida para o profeta Daniel, que por sua vez subornou o responsável por ele para não precisar comer nada do palácio do rei.

O Zohar nos conta que quando o profeta Daniel foi colocado na cova dos leões, os leões não fizeram nada a ele. O motivo para isso foi o fato de ele não ter comido os derivados de carne com leite que o rei mandava para ele.

 
Diz o Zohar que isso acontece pelo motivo de termos uma aparência espiritual que nós próprios não vemos, mas que os animais conseguem ver.

E se o profeta Daniel tivesse comido a carne com leite que o rei mandava, ele perderia a aparência espiritual de ser humano criado à “imagem e semelhança Divina”, e no lugar disso teria a aparência espiritual do cabritinho, ao qual os demônios também são comparados, e nesse caso os leões o teriam comido.
 

Conclusão: Coma só kasher, você só tem a ganhar!
 

🌻🌻🌻🌻🌻

Nossa Parashá começa com as palavras: “E essas são as sentenças que você vai colocar na frente deles”

 
A Parashá anterior nos contou sobre a entrega da Torá e os de Dez Mandamentos, e aparentemente nossa Parashá está continuando esse assunto com mais detalhes.

 
Mas se a intenção da nossa Parashá é a de nos ensinar as leis judaicas, por que ela usa a linguagem “sentenças” e não “leis”?

 

Sentenças são a consequência dos julgamentos, considerando que a pessoa já sabia anteriormente a lei, tendo sido sentenciada por tê-la transgredido.

 

Sentenças não são o próprio estudo das leis, mas sim a colocação das leis, na prática.

O LADO REVELADO E O LADO OCULTO DA TORÁ

A Torá tem um lado simples e um lado profundo. Quando a linguagem da Torá não se encaixa exatamente no significado simples, ela está nos indicando que por trás disso há algo muito mais profundo.

 
Um exemplo disso é a linguagem, também na nossa Parashá, de “olho por olho, dente por dente, braço por braço, perna por perna, queimadura por queimadura, ferida por ferida”.

Essa linguagem é analisada e explicada, e a conclusão é de que ela quer dizer que a indenização por um olho não é a mesma que a indenização por um dente.

Mas jamais a intenção da Torá seria de que se uma pessoa sem dentes quebrasse os dentes de alguém, estaria isento de punição.

Ou de que alguém que causou a perda de um olho de outra pessoa, tivesse seu próprio olho arrancado, o que provavelmente também poderia causar a sua morte, que não é a penalidade nesse caso.

Então, por que a Torá já não diz diretamente que aqui está se tratando de indenizações?

Por que a Torá não usa uma linguagem direta, mas no lugar disso usa uma linguagem que tem que ser analisada e explicada?

O motivo para isso é que essas linguagens vêm nos indicar grandes segredos que estão por trás delas, como explica o Zohar.

Diz o Zohar que nossa Parashá está nos revelando o segredo das reencarnações, o sentenciamento das Almas, e por isso está escrito que essas são as sentenças que você colocará na frente deles.

A lei do escravo judeu que trabalha seis anos e no sétimo sai livre, representa dois tipos de Alma.

Um tipo de Alma que se reencarna para consertar a si própria, representada pelos seis anos de trabalho que indicam seis Sefirot, seis níveis espirituais que ela tem que consertar.

Outro tipo de Alma que não tem nada para consertar, mas se reencarna para auxiliar os outros a se consertarem, representada pelo sétimo ano, o qual é o ano da liberdade do escravo na Parashá, indicando a Sefirá chamada de Mal’hut.
 

A ESTRUTURA DA REENCARNAÇÃO

 

Quando uma pessoa falece, ou seja, a Alma deixa o corpo e ele se torna um corpo sem vida, devemos enterrá-lo dentro de 24 horas, considerado pela Torá um dia e uma noite.

 

O motivo para isso, é porque talvez tenha sido decretado para ele se reencarnar novamente naquele mesmo dia para o seu próprio bem.

E todo o tempo que o corpo não é enterrado, a Alma não se apresenta na frente de AShem, e não pode entrar em um segundo corpo para uma segunda reencarnação, sendo que não é dado um segundo corpo para a Alma até que seja enterrado o primeiro.
 

O SEGUNDO CORPO

 

O segundo corpo recebe aquela mesma Alma, com o mal que ela fez na reencarnação anterior, e ela deve se refinar nesta segunda reencarnação. Ela deve se separar desse mal ao qual veio ligada.

Conseguimos eliminar esse mal por meio da Teshuvá e do estudo da Torá, estudando as leis do que é permitido e proibido, do que é puro e do que é impuro, do que é adequado e do que é inadequado, e dessa maneira separamos o mal do bem.

E assim, sem o bem para lhe dar a vida, o mal desaparece.

Em último recurso. Se não fizermos Teshuvá (retorno) e estudarmos Torá, esse mal desaparece por meio de sofrimentos relativos ao que fizemos na reencarnação anterior, mas novamente, esse é o último recurso.

E por isso, em relação à reencarnação, a linguagem “olho por olho e dente por dente” está exata.

Se ele causou para alguém na reencarnação anterior a perda de um olho ou de um dente e morreu sem fazer Teshuvá.

Se não corrigir essa pendência de maneira positiva na reencarnação posterior, ele pode chegar a perder o olho ou o dente na prática.

 

O motivo de a Teshuvá, e o estudo da Torá, limparem totalmente as pendências da nossa Alma, sem precisarmos de um castigo adicional pelo que fizemos, é porque a própria reencarnação já é um castigo, e já serve para nos purificar.

Esse é o motivo, diz o Zohar, que vemos às vezes um Tzadik que tem uma vida difícil.

 

Porque talvez ele já tenha estado alguma vez nesse mundo, mas daquela vez ele não foi muito Tzadik, e faleceu assim, sem fazer Teshuvá.

E agora que veio novamente para esse mundo, é cobrado dele o que ele fez da vez passada.

 

Quando  mudamos  de lugar, mudamos o nosso destino para melhor .

A Guemará nos conta que uma pessoa que muda de lugar, muda o seu destino para melhor.

E a fonte dessa Guemará é baseada na história do nosso patriarca Avraham Avinu.

AShem diz para ele deixar a sua terra, e a continuação do assunto, é que AShem fará dele um grande povo, e onde ele morava antes, ele não teria filhos.

Diz o Zohar que uma mudança é considerada uma nova reencarnação.

E por isso, diz o Zohar, quando um Tzadik tem que mudar de lugar para lugar, de uma casa para outra, é como se ele tivesse se reencarnado várias vezes, e sobre isso está escrito no segundo Mandamento “e faz bondade milhares de vezes para os seus amados”.

 
As pessoas ruins, tem direito somente a três reencarnações, três chances de se consertar de maneira positiva.

Se fizerem Teshuvá, o exílio limpa os pecados, e as mudanças de lugar para lugar são consideradas para ele como várias reencarnações, mais do que ele tinha direito, purificando sua Alma mais ainda.

E assim ele chega à perfeição da mesma forma que o Tzadik.

Essa mudança de lugar para lugar, são consideradas uma nova reencarnação e purificam mais um pouquinho a nossa Alma. Pode ser até uma viagem de férias ou de negócios, sendo que nesse caso você não está na sua casa.
 

UMA PESSOA RUIM COM UMA VIDA BOA.

 

Da mesma maneira que existe o Tzadik, que sofre por não ter sido tão Tzadik na reencarnação anterior, existem pessoas que tem uma vida boa agora, por terem sido pessoas melhores na reencarnação anterior.

 
Conclusão:

Aprendemos daqui que devemos sempre estar felizes em qualquer situação, mesmo que nossa situação atual não justifique essa felicidade, e nunca devemos questionar o fato de alguém que se comporta pior do que nós estar tendo uma vida melhor do que a nossa.

Porque  quando estamos felizes sem motivo, AShem nos dá um desconto das pendências anteriores, e nos dá o motivo para estarmos felizes de verdade!

 

Shabat Shalom!
Rabino Gloiber
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A mentira na visão judaica

 

A mentira na visão judaica:

 

Nossa Parashá diz : “Fique longe da mentira”!Se a mentira não é coisa boa, por que a Torá não nos proíbe mentir?

 

E se mentira é coisa boa porque a Torá nos pede para ficar longe dela?

 

Diz o Baal Shem Tov que a mentira é um veneno e de um veneno temos que ficar longe.

 

Mas um médico especialista sabe em que dose o veneno vira remédio e em que overdose ele volta a ser veneno, e sem o veneno não dá para fazer o remédio.

 

O exemplo disso na Torá é Aharon Hacohen que por meio de uma “mentirinha” conseguia fazer as pazes entre marido e mulher e entre duas pessoas que estavam brigadas.

 

Ele era o médico especialista que sabia a dose certa do veneno para salvar as pessoas.Outro exemplo encontramos com Beit Hilel na Mishná.

 

Segundo eles devemos dizer em qualquer casamento que a noiva é bonita e simpática (mesmo sendo ela feia e antipática).

 

Muitos exemplos desse gênero encontramos nos livros judaicos.

 

Por outro lado, nem toda verdade é permitida pela Torá e muitas vezes a verdade é classificada como “leshon hará” (publicar uma coisa ruim sobre alguém) que é uma transgressão da Torá.

 

O mito de que se a coisa é verdadeira fica permitido falar foi refutado pelo judaísmo a ponto de o Hofetz  Haim ter escrito um livro inteiro sobre qual verdade é permitido falar e em que caso , para não ser considerado uma “leshon hará”.

 

Ou seja, uma verdade que quando divulgada pode prejudicar alguém também se torna um veneno!

 

Curiosidade :

 

O ditado “a mentira tem perna curta” provavelmente é de origem judaica.

 

Porque  no hebraico cada uma das três letras da palavra mentira (sheker) tem um pé só (perna curta) enquanto que cada uma das três letras da palavra verdade em hebraico (emet) tem dois pés.

 

Mas na língua  portuguesa não há essa lógica, mostrando que a única base para esse ditado é a língua hebraica

 

Talvez isso seja mais um sinal das origens judaicas dos bandeirantes brasileiros.

 

 

Rabino Gloiber

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D’us faz as coisas boas acontecerem por meio das pessoas boas

Mishpatim

 

A Torá nos conta que a pessoa que matou alguém sem intenção é exilada para uma das “cidades de refúgio”.

A linguagem do versículo é: “ele não teve intenção mas D’us colocou (esse acontecimento) na mão dele”.

Mas porque D’us deixaria acontecer uma coisa dessas por meio dele?

Disse o rei David:- “Como dizia o antigo provérbio, dos malvados sai o mal”.

E aonde a Torá diz que dos malvados sai o mal?

Nesse nosso exato versículo! : “D’us colocou na mão dele”

Ou seja, uma coisa ruim que tem que acontecer, acontece por meio de uma pessoa ruim!

Pergunta Rashi:- Sobre o quê o versículo está falando? Sobre duas pessoas , uma que assassinou sem intenção e outra que assassinou intencionalmente .

Nos dois casos não haviam testemunhas e eles não receberam nenhum castigo.

Então D’us faz com que eles se encontrem em um mesmo lugar.

Esse que tinha assassinado intencionalmente está sentado embaixo de uma escada, esse que tinha assassinado sem intenção sobe na escada e sem querer cai sobre aquele que tinha assassinado intencionalmente matando ele sem intenção na frente de pessoas que testemunham esse acontecimento e ele é condenado à exílio.

Conclusão :

Esse que matou sem intenção é exilado e esse que matou intencionalmente é morto fazendo acontecer o Tikun , correção das almas que agora, depois desse Tikun ficam livres de pendências anteriores.

Diz o Ari Zal que isso pode ser dividido em duas reencarnações:

Na primeira reencarnação ele assassinou intencionalmente e na segunda ele foi morto sem querer, e esse é o conserto e refinamento dessas duas almas.

Essa equação é aplicada a qualquer caso e qualquer coisa determinando uma regra chamada “megalguelim ze’hut al yedei zakai ve’hová al yedei ‘hayav” .

Ou seja, lá de cima fazem uma coisa boa acontecer por meio de uma pessoa boa e uma coisa ruim por meio de uma pessoa ruim.

Muitas vezes uma pessoa boa na reencarnação atual infelizmente tinha sido uma pessoa ruim na reencarnação anterior e carrega essa pendência sem saber, como é o caso que traz o Ari Zal na nossa Parashá sobre um dos inúmeros motivos espirituais pelos quais uma mulher tem um aborto .

É o caso em que nessa reencarnação ou em alguma anterior ela concordou em fazer um aborto não por perigo de vida dela mas talvez por motivos econômicos ou sociais. Essa mulher carrega essa pendência.

Outra pessoa cometeu uma transgressão passível de uma pena Divina chamada “caret” (redução das vida para menos de cinquenta anos) mas ela já estava velha e não tinha como passar por esse “caret”.

Essa pessoa falec. A mulher que carrega a pendência do aborto engravida e o embrião recebe a alma dessa pessoa que precisa receber o caret .

No final ela acaba abortando ele contra a própria vontade causando o “caret” dele e as pendências espirituais dele e dela são eliminadas e essas duas almas são purificadas.

 

Rabino Gloiber

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A Parashá da Minha Vida 🌻 Ytró

 

YTRÓ

 

 

Nossa Parashá nos conta sobre a entrega da Torá no Monte Sinai e começa com as palavras “E ouviu Ytró, sacerdote de Midiã, sogro de Moshe, tudo o que fez AShem (D’us) para Moshe e para Israel seu povo, porque AShem tirou o povo de Israel do Egito.”

 

Por que a Torá nos lembra que ele era o sacerdote de Midiã junto com o fato de ele ser o sogro de Moshe, se na época em que ele se tornou o sogro de Moshe ele já tinha abandonado a idolatria?

 

Quando nosso povo saiu do Egito há mais de 3.338 anos atrás, o mundo habitado se encontrava entre o vale do rio Indo e o rio Nilo. Isso era o mundo inteiro e o resto era floresta virgem.

 

Enquanto o faraó era a maior autoridade civil do mundo, Ytró era a maior autoridade religiosa.

 

Tanto o faraó quanto Ytró tinham reconhecimento internacional, eram temidos e respeitados por todos, e o mundo inteiro alinhava suas escolhas às escolhas deles.

 

AShem (D’us) poderia ter dado a Torá antes, mas esperou até o momento em que o mundo estivesse definido e estruturado.

 

Isso aconteceu na época de Moshe, época em que tanto o Faraó quanto Ytró representavam o mundo inteiro e AShem esperou o reconhecimento deles para nós entregar a Torá no Monte Sinai.

 

Na praga do granizo, o faraó declarou que AShem é o Tzadik e ele e seu povo são transgressores.

 

Ou seja, todo o povo egípcio apoiava totalmente o faraó, e por isso, quando o faraó reconheceu a grandeza de AShem, ele pôde representar também seu povo nesse reconhecimento.

 

Quando o mar vermelho se fechou sobre o exército egípcio e todos os soldados egípcios morreram, AShem (D’us) teve que fazer um milagre dentro de outro milagre para o faraó continuar vivo naquela situação.

 

O principal motivo para isso foi o fato de AShem querer o reconhecimento definitivo do faraó que era a maior autoridade civil do mundo.

 

E sendo que o  reconhecimento do faraó era respeitado por todos os governantes do mundo, assim AShem recebeu o reconhecimento mundial dentro dos padrões civis.

 

Sabemos que quando Moshe se casou com Tzipora, filha de Ytró, naquela época Ytró já havia abandonado todas as idolatrias do mundo e se aproximado de AShem, e por isso ele foi hostilizado pelo seu povo e teve que pedir para suas próprias filhas pastorearem seu rebanho.

 

Quando Ytró ouviu que o povo de Israel saiu do Egito, ele expressou seu reconhecimento definitivo dizendo: “Agora eu sei que AShem é maior do que todos os deuses”, expressando dessa forma que ele é a pessoa autorizada a determinar isso, sendo que ele era a única pessoa no mundo que já havia sido o sacerdote de todos os deuses e, portanto, poderia fazer essa comparação.

 

Nossos Sábios discutem sobre o que ouviu Ytró, e por causa disso decidiu se converter oficialmente ao judaísmo, e no final chegaram a conclusão de que o que  levou Ytró a tomar sua decisão definitiva foi o fato de ter chegado a ele a notícia da abertura do mar vermelho e da guerra de Amalek.

 

A expressão de Ytró foi de que “o que eles fizeram aconteceu para eles”. No caso da abertura do mar vermelho podemos entender isso perfeitamente.

 

Os egípcios assassinaram crianças recém-nascidas jogando elas na água, e no final eles morreram embaixo da água, mostrando a justiça Divina de que quando uma pessoa não se arrepende do mal que fez, ela recebe o castigo de “medida por medida”, o que ela fez é feito para ela.

 

Mas onde vemos o conceito de “medida por medida” citado por Ytró no caso da guerra de Amalek?

 

A Guemará em San’hedrin 99/b nos conta sobre Timná, irmã de Lotan.

 

Timná pertencia à realeza da sua região. Ela queria se converter ao judaísmo e veio para Avraham, Itzhak e Yaacov, mas eles não a aceitaram.

 

Por causa disso, ela optou por ser a concubina de Elifaz, que era o primogênito de Essav.

 

Sendo que ela não conseguiu entrar no judaísmo pela porta da frente, ela entrou pela porta de trás!

 

Diz a Guemará que ela preferiu ser uma concubina dentro do nosso povo, a ser uma princesa dentro de outro povo.

 

O filho dela foi Amalek, e a Guemará explica que esse povo é o povo que mais nos faz sofrer.

 

A Guemará conclui que o motivo para isso é que nossos patriarcas não deveriam afastá-la.

 

Do fato citado, entendemos um detalhe importante no mandamento do extermínio de Amalek.

 

A Guemará nos conta que os netos de Haman, que era descendente de Agag, rei de Amalek, se converteram ao judaísmo e estudaram Torá em Bnei Brak.

 

Daqui vemos que quando um amalequita se converte ao judaísmo ele é considerado exterminado.

 

Em outras palavras, alguém que faz uma conversão verdadeira ao judaísmo, se torna judeu de povo, raça, ascendência e etnia.

 

Ele se torna filho de Avraham Avinu. Se torna judeu retroativamente, um convertido que se converte é como um nenê que nasce, e por isso os netos de Haman foram considerados exterminados, por serem considerados como se tivessem nascido naquele momento.

 

A ascendência deles foi trocada pela nossa. Eles deixaram de existir como Amalek e começaram a existir como filhos e filhas de Avraham.

 

Foi isso que deduziu Ytró quando disse que “o que eles fizeram”, que não aceitaram a existência de Timná no nosso povo, “aconteceu para eles”, os amalekitas não aceitaram a nossa existência.

 

Mas como vimos no caso dos netos de Haman, podemos reverter isso.

 

A diferença entre nós e os outros povos foi identificada por Ytró. Ele viu o “medida por medida” que aconteceu aos egípcios, e viu o “medida por medida” que aconteceu para nós.

 

Percebeu claramente que nós não conseguimos chegar ao nível de maldade deles, nível sem conserto.

 

Mas por mais que um judeu afunde, ele não consegue afundar tanto, e sempre ainda sobra a possibilidade de consertar.

 

🌻🌻🌻🌻

O conserto de Caim

 

A Torá nos conta que Adam e Havá tiveram três filhos e três filhas. Os dois primeiros filhos foram Caim e Hevel (Abel).

 

Diz o Zohar que quando AShem criou o primeiro homem ele incluía a primeira mulher.

 

AShem fez um homem de terra que era um lado homem e o outro lado mulher. Depois disso AShem fez o homem adormecer e separou dele o lado mulher.

 

Adam a chamou de Havá porque ela seria a mãe de todas as criaturas, e com ela ele se casou.

 

Em outros termos, Adam e Havá se casaram consigo próprios, sendo que desde o início eles eram uma só pessoa.

 

Na segunda geração, Cain e Hevel se casariam com suas irmãs, e para isso com Caim nasceu uma irmã gêmea e com Hevel nasceram duas.

 

Diz o Midrash que quando eles tinham quarenta anos, Caim fez um sacrifício para AShem. Uma oferenda de linho que tem como raiz espiritual a Guevurá lá em cima.

 

Caim tinha a intenção de fazer a sincronização com o atributo Divino da Guevurá e fazer com que o mundo se conduzisse dessa forma.

 

Hevel (Abel) fez uma oferenda de lã cuja fonte espiritual é a Hessed.

 

Ele queria fazer a sincronização do mundo com o atributo Divino da Hessed para que esse mundo se tornasse um mundo de bondade, um mundo melhor.

 

Caim assassinou Abel por dois motivos.

 

Para roubar uma de suas duas esposas, que Cain achava que pertencia a ele por direito, e para determinar lá em cima a “linha dura” em todos os assuntos espirituais.

 

Depois desse assassinato, AShem se revelou para Cain e deu a ele sete gerações para retificar sua Alma. Não vimos que isso aconteceu.

 

Na sétima geração Caim foi morto, perdeu aquela oportunidade de se retificar.

 

Diz o Zohar que Batya, a filha do faraó, deu à Moshe o nome Moshe por Divina Providência.

 

A palavra Moshe em hebraico משה contém as iniciais de três nomes: Hevel, Shet e Moshe.

 

Moshe era a reencarnação de Hevel e Shet, e entre os trabalhos que ele veio fazer nesse mundo estava o conserto de Cain.

 

Nossa Alma Divina tem cinco níveis, mas somente três deles se revestem nesse mundo.

 

Diz o Ari Zal que o lado bom da Alma Divina de Cain era maior do que o da Alma Divina de Hevel, mas o lado ruim da Alma de Cain era maior do que o lado bom da alma dele.

 

O contrário disso era Hevel. O lado bom da Alma de Hevel não era tão grande quanto o da Alma de Cain, mas o lado ruim da Alma de Hevel era menor do que o lado bom dela.

 

Ytró era a reencarnação de Cain.

 

Rabi Shimshon de Ostropoli foi um grande cabalista que viveu na Polônia há 400 anos. Ele nos conta que quando uma pessoa morre assassinada, o conserto da Alma do assassino quando não se arrepende do que fez, tem que ser feito “medida por medida” pela pessoa assassinada.

 

Assim, Moshe, que era a reencarnação de Hevel, teve que matar o egípcio que era a reencarnação do nível Nefesh de Cain quando esse egípcio estava tentando fazer novamente o que fez na reencarnação anterior, assassinar alguém para roubar sua esposa.

 

Desse modo, Moshe, consertou “medida por medida” o nível mais baixo da Alma de Cain, o nível Nefesh.

 

Outro motivo que levou Cain a assassinar Hevel, foi para roubar sua função em relação ao trabalho Divino.

 

Kora’h que era a reencarnação do nível Rua’h de Cain. Não só que Kora’h não retificou o que tinha que retificar, mas também tentou assassinar novamente, alegando que Moshe era um falso profeta e consequentemente passível de pena de morte conforme a própria Torá.

 

Moshe disse para Kora’h que se ele não voltasse atrás do que estava fazendo e se eles não se arrependesse do que estava tentando fazer, a terra iria se abrir e ele iria morrer dessa forma.

 

Nossa Alma Divina desce para o mundo com a memória das reencarnações anteriores no seu subconsciente, e por isso Moshe lembrou à Kora’h que a terra iria se abrir paralembrá-lo de como ela se abriu para receber o sangue de Hevel quando foi assassinado e tentar retificar isso sem precisar chegar ao extremo de “medida por medida”.

 

Kora’h não voltou atrás e a terra se abriu para ele. E assim, o nível Rua’h de Cain também foi consertado “medida por medida”.

 

Ytró era o nível mais alto da Alma de Cain, o nível Neshamá.

 

Tzipora era a reencarnação daquela gêmea que foi o pivô do assassinato.

 

Ytró devolveu para Moshe sua esposa Tzipora consertando o que fez Cain.

 

Ytró também se converteu ao judaísmo, aceitando Moshe como o responsável por todos os assuntos religiosos do nosso povo.

 

Ytró também salvou a vida de Moshe com o conselho que deu de dividir o trabalho de Moshe em juízes de 10, de 50, de 100 e de 1.000 pessoas, delegando o trabalho de Moshe para 78.600 juízes, e somente o que eles não conseguiam resolver de forma alguma chegaria até Moshe.

 

Ytró fez a completa retificação da Alma de Cain, uma Alma cujo lado bom era maior do que a Alma Divina do próprio Moshe, Ytró conseguiu refiná-la.

 

Por isso, nossa Parashá na qual AShem nos entregou a Torá não é chamada de “Torá”, mas é chamada de Ytró, nos mostrando que o principal da Torá é colocarmos ela na prática.

 

Shabat Shalom

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D’us tem um prazer enorme em ouvir as nossas rezas

Nossa Parashá nos conta sobre a Shirá, a música que o nosso povo fez para AShem (D’us) quando viram que estavam salvos totalmente dos egípcios.

 

O Maguid de Mezritch nos contou que AShem (D’us) tem um prazer enorme em ouvir as nossas rezas.

 

O Maguid deu um exemplo de um grande Rei que tinha um passarinho que falava e o rei ficava muito alegre em ouvir o passarinho falar.

 

Mesmo que o rei tinha ministros e côrte que falavam com muito mais erudição do que o passarinho, ele ficava muito mais feliz em ouvir o passarinho falar , porque um ser humano falando é uma coisa normal mas um passarinho falando é uma coisa fantástica!

 

Dessa mesma maneira, diz o Maguid, lá encima existem infinitos anjos que cantam muito bonito , mas nós somos o passarinho que fala!

 

Uma Alma Divina dentro de uma alma animal dentro de um corpo material , isso “faz a diferença” lá encima.

 

Então quando rezamos temos que nos lembrar que AShem está prestando muita atenção em cada palavra que falamos, mesmo se falamos um pouco errado, e tem um prazer enorme em nos ouvir.

 

🌻🌻🌻🌻

 

Nossa Parashá nos conta sobre o Man.

 

O povo de Israel saiu do Egito com a comida que eles conseguiram carregar , mas na hora que a comida acabou , nessa hora ela começou a cair do céu !

 

Quando chegaram no “fim do caminho” o mar se abriu e quando a comida acabou ela começou a cair do céu nos ensinando que no judaísmo não existe “beco sem saída” !

 

Uma mãe está sempre cuidando das suas crianças, quanto mais AShem está sempre cuidando de nós e não nos esquece por aí!

 

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O maior de todos os Milagres

 

 

O maior dos milagres da saída do Egito  foi a abertura do mar vermelho.

 

A maior das atrocidades dos egípcios antigos contra nós foi jogar os meninos judeus no rio Nilo.

 

Na abertura do mar vermelho chegou a hora de eles receberem o castigo sobre o que eles tinham feito para nós “midá knegued midá”, medida por medida.

 

Ou seja, o que eles fizeram para nós, D’us fez para eles.

 

Nessa hora acontecem os maiores milagres.

 

Eles se esforçaram e correram para dentro do mar que se fechou sobre eles, mostrando que quando chega a hora de alguém receber um castigo lá de cima AShem não precisa trazer esse castigo até ele, mas ele próprio corre atrás da própria destruição e investe tudo o que pode para que isso aconteça!

 

Por natureza, a água em um lugar tão quente como o Egito escorre para baixo e nunca congela se tornando um túnel, mas na abertura do mar vermelho a água primeiro se transformou em muralhas de uma maneira sobrenatural e depois voltou a ser água sobre os egípcios, independente das condições climáticas, somente milagres!

 

Moshe e o povo de Israel vendo esse milagre tão grande fizeram uma Shirá, uma Tefilá de agradecimento em forma de música, e cantaram ela com muita alegria.

 

Nessa hora o povo inteiro se uniu ,mais um benefício da alegria , “quebra barreiras”

 

Essa Shirá se tornou parte da nossa reza de todos os dias.

 

No sidur do Shlá a Kadosh, Rabi Yeshaiau a Levi, um grande cabalista que nasceu em Praga em 1558, está escrito que temos que ler a Shirá na Tefilá com voz alta e com muita alegria porque assim o nosso povo falou a Shirá nas margens do mar vermelho.

 

E  o principal:

 

temos que imaginar nesse momento como se nós próprios estivéssemos saindo do Egito nesse instante.

 

🌻🌻🌻🌻

 

Está escrito no Zohar que o nosso mundo, o mais baixo, recebe tudo lá de cima, e se aqui em baixo estamos reluzindo de alegria nos sincronizamos com a alegria lá de cima.

 

E por causa disso AShem nos dá aqui em baixo todos os motivos para ficarmos reluzentes de alegria de verdade com muita fartura e prosperidade.

 

Ou seja, quando estamos alegres aqui em baixo trazemos para este mundo a alegria lá de cima e tudo fica bom de verdade.

 

Nossa Parashá nos conta sobre a Shirá que foi a música de agradecimento que nossos antepassados fizeram para AShem por nos ter tirado do Egito e de todos os nossos sofrimentos,

 

Pegamos na Shirá o embalo para essa “muita alegria”, continuamos rezando com “muita alegria” e levamos essa “muita alegria” para todo o nosso dia “contagiando com ela todos à nossa volta, “fazendo a diferença”

 

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Como atrair para você Milagres Sobrenaturais

A Parashá da Minha Vida

🌻 Bô 🌻

 

Milagres tão sobrenaturais como as pragas do Egito só aconteceram uma vez na história.

 

Se tivéssemos o mérito aconteceriam de novo na saída do exílio da Babilônia na época dos persas

 

Mas sendo que não tínhamos todo esse mérito , AShem somente inspirou o rei da Pérsia para nos deixar sair do exílio e construir o segundo Beit a Mikdash

 

Mas milagres sobrenaturais muito maiores do que esses que aconteceram na sua do Egito vão acontecer na Gueulá em breve nos nossos dias!

 

O Ramban, Rabi Moshe Ben Na’hman, foi um grande Tzadik que nasceu em 1194 em Girona na Catalunha .

 

Ele nos explicou que o motivo de AShem ter feito somente uma vez esses milagres tão grandes e sobrenaturais foi para mostrar à todos que AShem dirige e renova o mundo cuidando de cada um de nós de uma maneira especial, não nos abandonando ao acaso.

 

Por meio da lembrança desses grandes milagres nós abrimos os olhos para ver os milagres do dia a dia , e essa é a base de toda a Torá , de vermos que tudo o que acontece na nossa vida são Milagres , e tudo depende das nossas atitudes!

 

Quando cumprimos os mandamentos Divinos, os milagres acontecem!

 

Então, vamos acrescentar no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot e os milagres vão acontecer!!!

 

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