Mensagem da Parashá

Bereshit 5787 parte 1

Mensagem do Rabino:

 

Bom dia pessoas maravilhosas🥰🌻❤️

 

Nossa Parashá nos conta que no princípio D’us criou o Céu e a Terra. A Terra estava vazia e desolada e o”vento Divino” pairava sobre as águas.

 

Às vezes a palavra vento na Torá é traduzida como um vento de verdade e às vezes ela se refere à um assunto espiritual.

 

Rabi Shlomo Yitzhaki, conhecido como Rashi, foi um dos maiores Sábios do nosso povo.

 

Ele nasceu no ano de 1040 em Troyes, na França antiga, e faleceu no dia 29 de Tamuz no ano de 1105.

 

O local do seu sepultamento é provavelmente em Troyes também.

 

Ele é considerado a melhor explicação da Torá e da Guemará e sua família descendia do próprio rei David.

 

Aos oito anos de idade, ele se mudou para Worms na Alemanha e depois para Mainz, que eram os maiores centros de estudos judaicos naquela época.

 

Depois de muitos anos de estudo, casado e pai de duas filhas, Yoheved e Miriam, Rashi retornou à cidade de Troyes, para ser o Rabino da cidade, e lá ele teve sua terceira filha, Rahel.

 

Próximo à sua morte, começou a Primeira Cruzada, na qual judeus da região incluindo alunos e de Rashi foram capturados e assassinados pelos cruzados por não quererem se converter ao cristianismo.

 

Os judeus de Troyes tiveram um milagre surreal, e no mérito desse grande Tzadik, os cruzados não passaram por eles, mesmo estando eles no centro das cruzadas.

 

Rashi não teve filhos homens, somente três filhas, e junto com elas escreveu suas explicações sobre a Parashá e também sobre a Guemará.

 

Elas também ajudavam ele responder às cartas com perguntas que lhe eram enviadas.

 

Suas filhas Yoheved e Miriam se casaram com dois eruditos da Torá, o Rabino Meir e o Rabino Yehuda ben Natan, que, com o tempo, escreveram suas próprias explicações sobre a Torá.

 

Seus filhos e netos também foram líderes da comunidade judaica na França e eram conhecidos como baalei a Tossafot.

 

Entre eles estava o famoso neto de Rashi, o Rabeinu Tam , que liderou a geração seguinte durante o difícil período das Cruzadas.

 

Nos últimos anos da sua vida, Rashi se dedicou ao estudo com seu neto, o rabino Shlomo ben Meir (que mais tarde se tornou o famoso Rashbam).

 

A explicação de Rashi sobre a Torá se tornou a principal explicação da Torá pelo fato de ser ao mesmo tempo simples e acessível para “crianças de cinco anos” e ao mesmo tempo ser um conteúdo de grande profundidade ajudando grandes eruditos ao longo das gerações.

 

Rashi explica na nossa Parashá que o “vento Divino” pairava sobre as águas não era um vento de verdade, mas que se trata de um assunto espiritual.

 

Ele traz um Midrash que explica que esse vento Divino representa a revelação da própria essência Divina que vai acontecer na época do Mashia’h.

 

O Rebe explica que consta nos livros sagrados que as quatro palavras que a Torá cita no começo da criação, dizendo que a Terra estava:

 

“Caos e confusão, escuridão e abismo”

 

estão nos indicando quatro níveis de Klipá que são as quatro fontes das energias espirituais negativas.

 

Elas se dividem em “três klipot tmeot” que quer dizer klipot impuras.

 

e uma quarta Klipá que não é totalmente negativa mas que tem um pequeno lado bom e é chamada de “klipat nôga” que quer dizer “klipa neutra”.

 

Sobre o espírito Divino que paira sobre as Águas que vem na continuação desse versículo, disseram nossos Sábios que isso está nos indicando o Mashia’h que vai trazer para esse mundo o mais alto nível de revelação Divina.

 

Aprendemos daqui que não devemos nos preocupar mesmo vendo uma klipá chegando depois da outra, porque o final da história é a mais alta revelação Divina que vai acontecer em breve nos nossos tempos que vão se tornar os tempos do Mashia’h.

 

Há trezentos anos atrás se falava sobre um conceito da Guemará chamado de “calcanhares do Mashia’h”.

 

O Rebe nos revelou que a nossa geração é a geração do Mashia’h, um novo conceito.

 

O Midrash chamado Yalkut Shim’oni nos conta sobre o que vai acontecer no ano em que chega o Mashia’h, e ao que parece já estamos entrando nessa fase.

 

(Vamos continuar falando sobre isso amanhã🥰🌻❤️)

 

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

 

A Parashá da Minha Vida 🌻 Nitzavim – Vayele’h

Nitzavim

 

Parashat Nitzavim, é sempre lida no Shabat antes de Rosh a Shaná  porque o Shabat envolve espiritualmente os dias posteriores e Rosh a Shaná  é o dia do julgamento no qual todas as Neshamot, as nossas Almas, se apresentam na frente de AShem.

 

Nossa Parashá cita diferentes níveis de pessoas, como os presidentes das tribos, lenhadores e aguadeiros.

 

Nos indicando que tanto os presidentes das tribos que representam as pessoas mais importantes, quanto o lenhador e o aguadeiro, que representam as pessoas menos importantes são julgados juntos com total igualdade

 

E o motivo para isso é que somos comparados à um corpo onde cabeça e pés se completam, nenhuma parte pode faltar, e cada uma é julgada de acordo com a sua função.

 

O dia de Rosh a Shaná  foi escolhido por D’us para ser o aniversário da criação do mundo.

 

O mundo foi criado em seis dias e cada um deles é o dia da criação do mundo, mas o sexto dia que é o dia no qual o homem foi criado, foi escolhido para ser o aniversário do mundo porque o ser humano é o objetivo da criação.

 

Porque então D’us falou para os anjos façamos o homem se somos mais importantes que os anjos?

 

Diz o Midrash que foi para nos ensinar a importância da humildade.

 

Se até D’us quando fez o homem compartilhou essa informação com os anjos porque eles teriam ligação com essa nova criatura, quanto mais nós devemos nos comportar com humildade.

 

Um dos vínculos que encontramos entre nós e os anjos é o chamado “Tribunal Divino”. Ele é composto de anjos e Neshamot de Tzadikim.

 

Quando fazemos uma coisa boa criamos naquele tribunal um anjo à nosso favor, quando fazemos algo ruim criamos um anjo contra nós. Consequentemente o Tribunal Divino de cada um de nós é personalizado.

 

Diferente das outras “religiões” onde a divindade faz o que quer, no judaísmo, antes de D’us nos criar ele já tinha criado o tribunal Divino que fiscaliza nossas ações usando a Torá como referencial, e por mais que D’us seja a essência do bem, ele não pode ser tirano com esse tribunal e obrigá-los a mudar um decreto à nosso favor sem um motivo que justifique isso.

 

Rezando por nós próprios

 

Sendo assim, como conseguimos por meio das nossas rezas anular os decretos do tribunal Divino?

 

Rabi Yossef Albo que viveu na Espanha no ano de 1400 nos explica que quando nos arrependemos do que fizemos e rezamos, nos tornamos pessoas melhores e aquele decreto que tinha sido feito para uma pessoa pior perde o efeito porque essa pessoa pior deixou de existir, e para a pessoa melhor que você ficou agora é feito um decreto melhor.

 

Rezando por outras pessoas

 

O Baal Shem Tov tinha um mestre que descia do céu para ensinar à ele Torá.

 

Esse mestre era o profeta Ahia a Shiloni que viveu na época do Rei Salomão e foi posteriormente o mestre de Eliahu a Naví.

 

Disse o Baal Shem Tov que o profeta Ahia revelou para ele que a Sefirá chamada Mal’hut é chamada de din, decreto rígido, e a raíz dos dinim é a sefirá chamada de Biná.

 

Por meio da reza elevamos o “din” até a Biná e lá adoçamos ele, ou seja, mudamos o DNA dele na sua fonte e transformamos ele em bondade.

 

Quando rezamos por outra pessoa ligamos ela a essa raiz espiritual, à Biná, e lá ela já é outra pessoa.

 

Então vamos aproveitar o Rosh a Shaná  e rezar bastante para que nós e todos os que estão ligados à nós tenhamos um ano bom e doce e que Mashia’h chegue já!

 

Vaiele’h

 

Encontramos na nossa Parashá um dos cinco versículos que são exceção de regra na leitura da Torá.

 

Sendo que o Sefer Torá não tem pontos, nos baseamos nos sinais de música chamados de Teamim que vem desde a época de Moshe Rabeinu para saber onde começa ou acaba o versículo .

 

O motivo de precisarmos saber isso é porque não podemos dizer meio versículo quando há nele o nome de AShem para não falarmos o nome de D’us em vão.

 

Sendo assim nos baseamos no sinal de música chamado etna’hta que representa um ponto e vírgula, ou no sinal sof passuk que representa um ponto final, para sabermos aonde o versículo termina.

 

A Guemará em Yoma nos conta que o grande Sábio Issi ben Yehuda nos ensinou que cinco versículos na Torá inteira saem dessa regra. Um deles está na nossa Parashá .

 

O versículo diz:- “E disse D’us à Moshe, você se deita com seus pais e levanta esse povo e…..etc. (Nesse versículo AShem comunica à Moshe que esse é o dia da morte dele).

 

O ponto e vírgula, chamado de etna’hta, se encontra na palavra “seus pais”, aparentemente determinando que lá termina o assunto (mas que nesse caso não vai determinar por causa da exceção de regra).

 

Dizem nossos sábios na Guemará em Sanedrin que desse nosso versículo :- “Você se deita com os seus pais e levanta”, ultrapassando o ponto e vírgula, aprendemos a ressurreição dos mortos pela Torá escrita .

 

O Ari Zal nos explica que, sendo que esse versículo não tem determinação e se aplica tanto ao antes do etna’hta (Moshe) e ao depois (esse povo) , que tanto Moshe quanto esse povo se reencarnam e se tornam à última geração.

 

Diz o Ari ZaL, que Moshe Rabeinu e toda sua geração eram a “Dór Deá”, a geração do conhecimento, e a raíz das almas deles era o lado oculto da Sefirat Daat que é chamado no “Etz Haim” de “Leáh”.

 

A geração paralela chamada “erev rav” também tinha a raíz na Daat, mas era afetada pela mistura do bem e do mal nesse mundo.

 

Na última geração, Moshe Rabeinu se reencarna e se torna Mashia’h, e a geração dele também se reencarna e se tornam a geração do Mashia’h .

 

Até a “erev rav” também se reencarna por também ser “dór deá” e à ela se refere o final do versículo que diz:- “esse povo vai se levantar e ….(……)”.

 

O sinal dessa última geração, diz o Ari ZaL, é o fato de as mulheres mandarem nos maridos.

 

O motivo para isso é porque na reencarnação anterior, no deserto, os maridos deram os anéis para fazer o bezerro de ouro, e as mulheres não quiseram dar.

 

Por isso, na reencarnação daquela geração elas mandam neles. (Chegamos à conclusão que essa geração é a nossa!!!)

 

Diz o Maguid de Mezritch que uma característica da”dór deá” é que o assunto principal deles era o conhecimento que se expressa pela fala, e eles não tinham a característica da ação.

 

Até o próprio Moshe, para abrir o mar vermelho levantou o cajado mas não bateu no mar.

 

Quando Moshe chegou perto da Terra Santa na qual o trabalho principal seria a ação expressada pelo cumprimento das Mitzvot, AShem disse para ele falar para a pedra para que saia dela água para todo o nosso povo que chegava a milhões de pessoas.

 

Mas Moshe bateu na pedra para começar o trabalho da próxima geração que seria a ação.

 

AShem queria que Moshe falasse com a pedra para elevar a próxima geração, a geração da ação, ao nível elevado da geração de Moshe que era a geração do conhecimento, a geração da fala.

 

Toda aquela geração com Moshe Rabeinu e a “erev rav” tiveram que falecer no deserto, e esse é o trabalho de Moshe: voltar como Mashia’h e elevar toda a “geração do conhecimento”, incluindo a erev rav, por meio do estudo Torá e o cumprimento das Mitzvót, “fala e ação” .

 

O Rebe de Lubavitch disse que essa geração somos nós

 

 

Rabino Gloiber

Sempre rezando por você

כתיבה וחתימה טובה לשנה טובה ומתוקה

A Parashá da Minha Vida 🌻 Ki Tavô

 

Nossa Parashá conta sobre bençãos e maldições.

 

Sabemos que D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem , então o que são essas maldições?

 

Rabi Shneor Zalman fazia pessoalmente a leitura do Sefer Torá em Liozna, na Rússia.

 

Uma vez ele não estava na cidade, e outra pessoa leu exatamente essa Parashá, Ki Tavô.

 

O filho de Rabi Shneor Zalman, que se chamava Dov Ber, ficou tão angustiado quando ouviu as maldições, que passou mal o mês inteiro, e quase que não pôde jejuar no Yom Kipur por causa disso.

 

Quando perguntaram para ele: por que nos anos anteriores ele não passou mal?

 

Ele respondeu: -Quando meu pai lia, não se ouvia nenhuma maldição!

 

Quando esse filho cresceu e se tornou o Rebe da cidade de Lubavitch na Rússia, ele deu a seguinte explicação:

 

“Dentro de todo acontecimento infeliz, está revestida uma bondade enorme.

 

Tudo o que D’us faz é para o bem, e não existe mal que desce lá de cima, e por isso se faz uma benção sobre um acontecimento infeliz, da mesma maneira que se faz uma benção sobre um acontecimento feliz.

 

Quando termina esse aspecto negativo, automaticamente se revela o bem, que estava oculto nele, sendo muito superior a uma bondade revelada.

 

Como ouvi do meu pai, Rabi Shneor Zalman, sobre a raiz do assunto das maldições da Torá, que no final elas se transformam em “super bençãos” devido à grande intensidade da bondade oculta nelas, que se revela quando termina esse revestimento de “extrema rigidez”.

 

O Baal Shem Tov deu sobre isso um exemplo de uma pessoa que fez algo contra um Rei muito bondoso e poderoso.

 

Essa pessoa foi condenada pelo tribunal, mas no lugar disso o Rei pediu para darem a ele, um cargo no governo, e depois ir promovendo ele cada vez para um cargo mais alto e mais próximo ao Rei.

 

Quanto mais essa pessoa subia e se aproximava do Rei, mais ela ficava com vergonha do que havia feito.

 

À medida que ela ia percebendo a força e o poder do Rei, bem como a grande bondade dele, com que usava todo o seu poder, para auxiliar as pessoas, mais ele sofria vendo a honra que todos davam ao Rei por causa disso e antes ele tinha feito o contrário.

 

No final ela chegou à conclusão de que não existia castigo pior do que esse.

 

Porque se tivesse sido condenado à morte não sofreria tanto com esses remorsos.

 

O Rei vendo que essa pessoa se arrependeu do seu comportamento, e voltou a se comportar certo, o desculpou totalmente.

 

Esse Rei é AShem e essa pessoa somos nós!

 

A maldição não precisa ser necessariamente uma tragédia para fazermos teshuvá, mas podemos cumprir essas maldições dessa forma também, por meio do remorso que sentimos por termos feito a coisa errada.

 

Por isso está escrito:-“E será quando vier para você a benção e a maldição , você vai colocar no seu coração (se conscientizar) etc”

 

A benção, nesse caso, pode ser considerada uma maldição por nos trazer esse remorso, devido à nossa conscientização.

 

Conclusão:

 

O acontecimento infeliz, é um bem oculto de uma intensidade tão grande, que não tem como ele descer para esse mundo, de uma forma revelada e por isso ele desce com um revestimento de maldição.

 

Por isso, devemos estar sempre alegres, mesmo que aparentemente as coisas não estejam como deveriam estar.

 

Devemos ter a fé total de que quando esse revestimento terminar, e o bem oculto se revelar, veremos que valeu a pena ter tido um “pouquinho” de paciência para depois usufruir de uma bondade, que não teríamos como chegar a ela de outra maneira.

 

O desencadeamento das Sefirót é primeiro Hessed, a qual é a bondade, depois Guevurá que é a rigidez, e depois Tiféret que é a bondade intensa que não sai dela nenhuma Guevurá.

 

Para chegarmos a essa bondade intensa, obrigatoriamente temos que passar por um pouquinho de guevurá.

 

Mas logo chegará o Mashia’h, e aí será só bondade, intensa e revelada eternamente!

 

Rabino Gloiber
Sempre rezando por você
כתיבה וחתימה טובה לשנה טובה ומתוקה

 

A Parashá da Minha Vida 🌻Ki Tetzê

Ki Tetze

 

Nossa Parashá nos conta sobre o exército do nosso povo.

 

Um exército no qual o Cohen antes da guerra anunciava à todos, entre outras coisas, que quem tem medo de morrer na guerra por ter feito algum pecado que justifique isso, deve voltar para a retaguarda e dar um apoio ao exército como o conserto dos caminhos e etc, mas não ir para a frente de batalha.

 

Nossa própria Parashá continua nos contando que assuntos ligados à relações ilícitas distanciam de nós a ajuda Divina, e com certeza a pessoa que tinha uma “caidinha” para um assunto desses era o primeiro a voltar por saber que sem a ajuda Divina na guerra ele poderia morrer.

 

Ou seja, só participava da guerra quem não fazia pecados (principalmente desse tipo) e com certeza nem tinha vontade de fazer.

 

Nesse ambiente de guerra feroz contra um inimigo cruel a ponto de justificar uma guerra contra ele, ambiente nada romântico, acontece o despertar de uma paixão entre um soldado judeu e a própria inimiga .

 

Como em um ambiente desses um homem se apaixona? E pela inimiga? E a Torá deixa em aberto a opção de eles se casarem!

 

A explicação do Ari Zal

 

Explica o Ari ZaL que quando Adam a Rishon, o primeiro homem, fez a primeira transgressão que foi a ação de comer a fruta da árvore do bem e do mal, ele misturou o bem e o mal no mundo.

 

Todas as Almas Divinas que iriam nascer estavam no Adam a Rishon, e muitas dessas Almas caíram no lado espiritual impuro como consequência dessa mistura entre o bem e o mal.

 

O mapa da queda dessas “Almas Divinas” que afundaram nas impurezas é uma cópia espiritual impura do Adam a Rishon, do primeiro homem, chamada de “Adam de Bliaal” .

 

A cabeça dele representa o exílio da Babilônia, os braços representam os exílios da Pérsia e Média que sucederam o exílio da Babilônia, e o corpo representa o império grego que sucedeu a Pérsia.

 

Até aqui tudo bem definido e mapeado e em cada um desses exílios a maior parte da comunidade judaica se encontrava naquele lugar e as fronteiras eram bem definidas.

 

As duas pernas desse “Adam de Bliaal” representam dois exílios paralelos. O exílio de Edom que são os descendentes de Essav, e o exílio de Ishmael.

 

Dois exílios totalmente distintos e longos, e por isso são representados pelas pernas que são as partes mais longas do corpo e separadas uma da outra .

Ishmael se misturou com os persas antigos que são o Irã e suas ramificações no mundo árabe, e Edom deu origem aos povos europeus e suas ramificações .

 

Por incrível que pareça, vemos que os judeus nos últimos dois mil anos viveram em países árabes e europeus incluindo suas colônias.

 

Não ouvimos que tinha alguma comunidade judaica muito relevante na índia, na China ou no Japão, e mesmo que judeus fugindo dos nazistas ficaram algum tempo na China como foi o caso dos alunos da Yeshivá da cidade de Mir na Bielorrússia, mesmo assim tiveram que se mudar para países de etnia européia como Estados Unidos e Austrália de colonização européia onde hoje existem comunidades judaicas com toda a estrutura montada, enquanto que na China, na Índia, na Coréia ou no Japão, só existem Batei Chabad visitados por turistas e comerciantes que ficam temporariamente nesses lugares.

 

Quase seis milhões de judeus moram em Israel que faz parte de um oriente médio, “galut Ishmael”, e mais de seis milhões vivem nos Estados Unidos , “galut Edom”.

 

Até o Brasil tem uma comunidade judaica que justifica a existência de três Yeshivot .

 

Mas a Índia ou a China com mais de um bilhão de habitantes cada uma, não tem uma comunidade judaica que justifique nem sequer uma Yeshivá.

 

A explicação do Ari Zal

 

Diz o Ari ZaL que o motivo do nosso povo ter passado por esses exílios, inclusive os que estamos agora de Edom e Ishmael, é para elevar as “centelhas Divinas” que afundaram nas impurezas.

 

De acordo com todos os sinais que traz a Guemará, já estamos nos calcanhares dessa figura.

Ou seja, só sobrou dela os calcanhares, últimos refinamentos.

 

Sobre essa figura dizem os nossos Sábios que Mashia’h não chega até terminarem as almas do “corpo”.

De acordo com o Ari Zal, isso quer dizer que Mashia’h vai chegar quando todas as Almas que estão afundadas nesse “corpo espiritual de impureza” se refinarem por causa desses exílios.

 

Diz o Ari ZaL que só dessa maneira conseguimos entender esse assunto da nossa Parashá.

 

Os judeus que iam para aquela guerra eram Tzadikim perfeitos e não existia a possibilidade de eles se apaixonarem por alguém por motivos de “Yetzer Hará”, má inclinação.

Consequentemente o que despertou aquela paixão foi a Alma Divina dela que se misturou no DNA espiritual daquele povo.

 

Essa Alma Divina estava naquela mulher e tinha um vínculo espiritual com a alma do judeu que se apaixonou por ela, e essa era a única possibilidade de esse amor surgir.

 

Ela era “bonita” só para ele, por motivo de a Alma dela estar vinculada à Alma dele .

 

Talvez isso justifique também o fato de que agora que estamos na época em que a nossa redenção final está para acontecer, muitas pessoas quererem se converter ao judaísmo, pegando as comunidades judaicas despreparadas pelo fato de isso não ter sido uma coisa comum antes da nossa geração.

 

E mesmo que tivemos na nossa história pessoas que se converteram e até se tornaram grandes Sábios de Israel, e também ouvimos falar de um povo ou outro que se converteu ao judaísmo, mas não foi uma coisa tão grande que podemos apontar e dizer que aqui esses povos moravam e esses são os seus descendentes.

 

Nunca esse fenômeno foi tão grande e tão diversificado, despertando uma verdadeira confusão em todas as comunidades judaicas do mundo.

 

Conclusão:

 

O fato de estarmos aqui no galut é para elevarmos as centelhas Divinas que estão no nosso país que é o nosso Galut personalizado.

 

Por meio do estudo da Torá, muitas vezes usando a língua do próprio país para explicá-lá, e do cumprimento das Mitzvót, usando as coisas materiais que temos aqui nesse país para o trabalho Divino, por meio disso elevamos todas as ramificações dessas “Centelhas Divinas” que caíram nesses lugares fazendo com que a Gueulá, nossa redenção final, aconteça imediatamente, em breve em nossos dias de verdade.

 

Então, no lugar de pensar no que precisamos e pedir nas nossas rezas só o que precisamos e fazer disso uma condição para ficarmos felizes, devemos nos perguntar: – Para que AShem precisa de nós aqui nesse mundo?

Será que faltava alguma coisa para nós lá em cima que por causa disso tivemos que descer para cá?

 

Então, vamos nos dedicar!

 

Cumprir mais Mitzvót com muita alegria e pedir nas nossas rezas para que Mashia’h venha imediatamente e já aconteça o término do galut!

 

 

Shabat Shalom

Rabino Gloiber

Sempre rezando por você

O que estamos fazendo aqui nesse país ?

 

Nossa Parashá nos conta sobre o exército do nosso povo.

 

Um exército no qual o Cohen antes da guerra anunciava à todos, entre outras coisas, que quem teme morrer na guerra por ter feito algum pecado que justifique o fato de D’us não ajudá-lo por causa disso, deve voltar para a retaguarda e dar apoio ao exército, como o conserto dos caminhos e etc, mas não ir para a frente de batalha para não morrer.

 

Nossa própria Parashá conta na continuação que assuntos ligados à relações ilícitas distanciam de nós a ajuda Divina, e com certeza a pessoa que tinha uma “caidinha” para um assunto desses era o primeiro a voltar por saber que sem a ajuda Divina na guerra ele poderia morrer.

 

Ou seja, só participava da guerra quem não tinha feito pecados ou quem já tinha se arrependido dos pecados que fez e com certeza tinha decidido que já não iria mais fazer, principalmente em assuntos relacionados à relacionamentos ilícitos.

 

O costume na época antiga era de se casar com dezoito anos mas ir para a guerra só com vinte, o que garantia também a responsabilidade e o bom comportamento do soldado, principalmente em relação à mulheres da cidade conquistada.

 

Nesse ambiente de guerra feroz contra um inimigo cruel a ponto de justificar uma guerra, ambiente nada romântico, nossa Parashá prevê que pode acontecer o despertar de uma verdadeira paixão entre um soldado judeu e a própria inimiga.

 

Como em um ambiente desses um homem pode se apaixonar?

 

E ainda, pela própria inimiga?

 

E a Torá dá a opção de eles se casarem!

 

Explica o Ari ZaL que quando Adam a Rishon, o primeiro homem, fez a primeira transgressão comendo a fruta da árvore do bem e do mal, causou para o mundo a mistura espiritual entre o bem e o mal.

 

Todas as almas Divinas que iriam futuramente nascer nesse mundo estavam no Adam a Rishon, e muitas dessas Almas caíram nesse momento no lado espiritual impuro como consequência dessa mistura entre o bem e o mal.

 

O mapa da queda dessas “Almas Divinas” que afundaram nas impurezas é uma cópia espiritual impura do Adam a Rishon chamada de “Adam de Bliial”.

 

A cabeça dele representa o exílio da Babilônia, os braços representam os exílios da Pérsia e Média que sucederam o exílio da Babilônia e o corpo representa o império grego que sucedeu a Pérsia.

 

Até aqui tudo bem definido e mapeado, em cada exílio toda a comunidade judaica se encontrava nele e as fronteiras eram bem definidas.As duas pernas desse Adam de Bliial representam dois exílios paralelos.

 

O exílio de Edom que são os descendentes de Essav, e o exílio de Ishmael.

 

Dois exílios totalmente distintos e longos, e por isso representados pelas pernas dessa figura que são as partes mais longas do corpo e separadas uma da outra .

 

Ishmael deu origem aos árabes e posteriormente se misturou com os persas.

 

Edom deu origem aos povos europeus e suas ramificações étnicas coloniais, como no caso dos americanos que são descendentes dos ingleses.

 

Ou seja, mesmo tendo sido a Índia colônia inglesa, sua população não é de origem inglesa como os Estados Unidos e a Austrália, e mesmo tendo sido a Indonésia colônia holandesa, sua população não é de origem holandesa.

 

O que determina a nossa Galut, nosso exílio, é o povo que habita aquela terra e não o seu espaço geográfico.

 

Galut na prática

 

Por incrível que pareça, vemos que os judeus nos últimos dois mil anos viveram em países árabes e europeus, posteriormente incluindo suas colônias étnicas.

 

Não ouvimos que tivesse alguma comunidade judaica muito relevante na índia, na China, ou no Japão.

 

E mesmo que judeus fugindo dos nazistas ficaram algum tempo na China, mesmo assim tiveram que se mudar para países de etnia européia como Estados Unidos e Austrália onde hoje existem comunidades judaicas com toda a estrutura montada.

 

Mesmo países muito ricos como Coréia ou Japão não conseguiram atrair uma migração judaica.

 

E mesmo existindo nesses lugares sinagogas como por exemplo o Beit Chabad de Tókio e de Kyoto, mesmo assim esses países são visitados geralmente por turistas e comerciantes que ficam temporariamente nesses lugares e não representam uma comunidade judaica verdadeira com toda a sua estrutura.

 

Milhões de judeus moram em Israel que faz parte de um oriente médio árabe.
“Galut Ishmael”, nosso exílio no meio dos descendentes de Ishmael.

 

Outros milhões vivem nos Estados Unidos e na Europa, “Galut Edom”, exílio entre os descendentes de Edom.

 

E até o Brasil tem uma comunidade judaica que justifica a existência da Yeshivá de Petrópolis e outras duas Yeshivot.

 

Mas tanto a Índia quanto a China, ambas com mais de um bilhão de habitantes, não tem uma comunidade judaica que justifique nem sequer a existência de uma única Yeshivá.

 

Diz o Ari ZaL que o motivo do nosso povo ter passado por esses exílios, inclusive os que estamos agora de Edom e Ishmael, é para elevar as “centelhas Divinas” que afundaram nas impurezas.

 

De acordo com todos os sinais que traz a Guemará já estamos nos calcanhares dessa figura.

 

Ou seja, só sobrou dela os calcanhares, os últimos refinamentos.

 

Sobre essa figura dizem nossos Sábios que Mashia’h não chega até terminarem as almas do “corpo”.

 

De acordo com o Ari Zal isso quer dizer:

 

Até todas as Almas afundadas nesse “corpo espiritual de impureza” serem refinadas desses exílios, e esse processo já chegou ao seu final.

 

Diz o Ari ZaL que só dessa maneira conseguimos entender esse assunto da nossa Parashá.

 

Os judeus que iam para aquela guerra eram Tzadikim perfeitos e não existia a possibilidade de eles se apaixonarem por alguém por motivos de “Yetzer a rá”, má inclinação.

 

Consequentemente, o que despertou neles aquela paixão foram as Almas Divinas que se misturaram no DNA espiritual daquele povo.

 

Essa Alma Divina estava naquela mulher e tinha um vínculo espiritual com a Alma do judeu que se apaixonou por ela, e essa era a única possibilidade de esse amor surgir.

 

Ela era ”bonita” só para ele, só pelo motivo de a Alma Divina dela estar vinculada à Alma Divina dele .

 

Talvez isso justifique também o fato de agora que estamos na época em que a nossa redenção final está para acontecer muitas pessoas quererem se converter ao judaísmo, pegando as comunidades judaicas despreparadas pelo fato de isso não ter sido uma coisa comum antes da nossa geração.

 

E mesmo que tivemos na nossa história pessoas que se converteram ao judaísmo e até se tornaram grandes Sábios de Israel, e também ouvimos falar de um povo ou outro que se converteu ao judaísmo, mas não foi uma coisa tão grande que podemos apontar e dizer que aqui esses povos viviam e esses são os seus descendentes.

 

Nunca esse fenômeno foi tão grande e tão diversificado, despertando uma verdadeira confusão em todas as comunidades judaicas do mundo.

 

Conclusão:

 

O fato de estarmos aqui no galut é para elevarmos as centelhas Divinas que estão no nosso país, nosso Galut personalizado.

 

Por meio do estudo da Torá, muitas vezes usando a língua do próprio país para explicá-lá, e do cumprimento das Mitzvót, usando as coisas materiais que temos aqui nesse país para o trabalho Divino, por meio disso elevamos todas as ramificações dessas Centelhas Divinas que caíram nesses lugares fazendo com que a Gueulá, a redenção final, aconteça imediatamente, em breve em nossos dias de verdade.

 

Conclusão: No lugar de pensar no que precisamos e pedir nas nossas rezas só o que precisamos, e fazer disso uma condição para ficarmos felizes, devemos nos perguntar:- Para que AShem precisa de nós aqui nesse mundo?

 

Faltava alguma coisa para nós lá em cima que tivemos que descer para cá?

 

Então, vamos nos dedicar!

 

Cumprir mais Mitzvót com muita alegria e pedir nas nossas rezas para que Mashia’h venha imediatamente e já aconteça o término do galut!

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

Se D’us é a essência do bem, por que a Torá usa uma linguagem tão dura?

 

Frequentemente nos perguntam:

 

Sendo D’us a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e toda a intenção Divina é sempre a de nos ajudar de todas as formas possíveis e imagináveis….

 

mesmo que às vezes para o nosso bem essa ajuda se compara à uma mãe boa e generosa, mas obrigada a trocar a fralda da criança contra a vontade da própria criança que preferiria continuar com a fralda “cheia” sem estar consciente do que isso poderia causar para ela…

 

E sendo Moshe Rabeinu é o mais humilde de todos os homens que já existiram sobre a face da terra, o líder que não pensa no próprio bem mas só no bem do povo…

 

Como pode ser a linguagem da Torá às vezes tão ameaçadora dando uma impressão de D’us e de Moshe totalmente contrária do que vimos anteriormente, dando margem à erros de avaliação de achar que D’us é cruel, o que é o contrário da essência Divina?

 

E a resposta para isso está na nossa Parashá, que diz:

 

“…e todo o povo vai escutar e ver, e não vão fazer o mal novamente”.

 

Ou seja, a Torá faz uma enorme propaganda da gravidade de certos assuntos para que o povo fique longe das coisas erradas.

 

Contudo, essa linguagem preventiva não deve nos dar a impressão de D’us como alguém autoritário e rancoroso ou de Moshe como um líder severo, mas a cada instante devemos nos lembrar de que D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e toda a intenção Divina é sempre a de nos ajudar de todas as formas possíveis e imagináveis.

 

E Moshe sempre foi e sempre será o mais humilde de todos os homens, o líder bondoso, sempre pensando no bem de todos nós.

 

É importante sempre nos lembrarmos disso e também repassarmos para as crianças o conceito certo desde o começo para não causar um trauma para as nossas crianças de terem uma idéia errada do que é D’us e de quem é Moshe.

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você🥰♥️🌻

 

Mensagem da Parashá

A Alma não é o sangue!🩸

 

Nossa Parashá nos conta que o sangue é a alma.

 

Todos nós temos corpo e alma.

 

A primeira alma a entrar no nosso corpo é chamada de alma animal e sobre ela a Parashá está falando.

 

A Guemará nos conta que são três participantes para que o ser humano seja gerado.

 

O homem, a mulher e AShem (D’us).

 

Ou seja, a mulher entra com o óvulo, o homem com a parte dele, e AShem coloca nesse óvulo uma alma no momento exato em que ele é fecundado.

 

Se AShem não colocar no óvulo uma alma ele não se torna um embrião.

 

Ou seja, no exato momento em que uma mãe engravida é necessária que AShem(D’us) coloque nesse óvulo uma alma, senão ela não tem como engravidar.

 

O Zohar explica que essa alma é uma alma animal do nível onde o bem e o mal deste mundo estão misturados.

 

Esse nível é chamado de “klipat noga”, que mesmo sendo uma “klipá”, ou seja, um lado impuro, ela tem um lado bom também.

 

Mas essa alma animal pode também ser proveniente de um nível mais baixo do que klipat noga, o nível chamado de “três klipot tmeot” que são três níveis impuros que não tem nenhum lado bom.

 

Essa alma animal envolve nosso corpo e também se reveste no nosso corpo, mas a principal revelação dela é no lado esquerdo do coração, no sangue, e por isso está escrito que a alma está no sangue.

 

Mas sendo que ela é uma alma espiritual, mesmo sendo de um nível espiritual relativamente baixo, fazer quantas transfusões de sangue podem ser visíveis (que ninguém nunca precisa) ela continua no nosso corpo.

 

Uma segunda alma é dada à cada judeu e à cada pessoa que fez uma conversão kasher ao judaísmo.

 

Ela é chamada de Neshamá, a Alma Divina.

 

A Neshamá está vinculada a nós desde o momento da fecundação do óvulo.

 

Ela nos envolve, mas só se reveste na nossa alma animal no Bat Mitzvá (quando uma menina judia faz doze anos), no Bar Mitzvá (quando um menino judeu faz treze anos), ou no Guiur (quando alguém se converte ao judaísmo).

 

A principal revelação da nossa Neshamá é no nosso intelecto, e sobre ela não está escrita que “o sangue é a alma”.

 

A Neshamá é você!

 

Você que desceu do céu para vencer essa corrida de obstáculos chamada de vida.

 

A Neshamá é você que vai ganhar pelo próprio mérito um “baixo paraíso” no qual uma hora equivale a setenta anos dos maiores prazeres nesse mundo.

 

Ou um alto paraíso onde uma hora equivale a setenta anos no baixo paraíso.

 

E tudo isso como prêmio por ter feito o trabalho Divino que é a meta dessa corrida de obstáculos.

 

A Neshamá é pura e linda e cada ano que passa ela fica mais refinada e reluzente por meio do estudo da Torá e do cumprimento das Mitzvót (Mandamentos Divinos).

 

Podemos dizer que cada ano que passa, enquanto o corpo fica mais velho, a Neshamá fica “mais jovem”.

 

Então, vamos investir nela, só temos a ganhar 🌻

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
www.RabinoGloiber.org

Mensagem da Parashá

Você é a sua Alma

 

Nossa Parashá nos conta que o sangue é a alma.

 

No princípio, quando D’us criou o homem, está escrito que D’us “soprou” nele uma Alma, e não que o sangue é a alma.

 

Então, que alma é essa que está no sangue que não é a Alma que “D’us soprou”?

 

Daqui vemos claramente que essas duas linguagens se referem à duas almas diferentes.

 

Duas categorias de Alma

 

1- A alma animal

 

Diz o Zohar, clássico da Kabala de quase 2000 anos atrás, que a primeira alma a entrar no corpo é chamada de alma animal e está vinculada ao sangue, e por isso está escrito que o sangue é a alma e sobre ela a nossa Parashá está falando.

 

Mesmo essa alma animal estando revestida no corpo inteiro, a principal revelação dela é no lado esquerdo do coração que bomba o sangue oxigenado para todo o corpo e por isso a Parashá usa essa expressão de que o sangue é a alma.

 

Sendo que ela é uma alma espiritual, podemos fazer transfusões de sangue e transplante de coração e ela continua no nosso corpo.

 

A Guemará nos conta que no momento em que uma mãe engravida, é colocada nessa gravidez uma alma.

 

Esse óvulo que vai se desenvolver recebe uma alma animal do nível deste mundo onde o bem e o mal estão misturados, o que o Zohar chama de “Klipat noga”, ou até uma alma de um nível mais baixo que o Zohar chama de “três klipot tmeot”. Sem ela nosso corpo não teria como crescer e se desenvolver.

 

2- A Alma Divina

 

Um dos princípios da fé judaica é que D’us não se compara à matéria, mas está infinitamente acima de todo e qualquer conceito material.

 

O Zohar explica que quando D’us criou o homem à sua imagem e semelhança, a intenção é sobre a revelação Divina como ela acontece nas dez sefirot e não imagem e semelhança material.

 

Toda linguagem na Torá indica um assunto espiritual . Quando D’us coloca essa alma no primeiro homem é usada a linguagem “soprou”.

 

Diz o Zohar que essa linguagem é representativa, quem sopra, sopra o que tem dentro de si. Por isso não está escrito que D’us colocou no homem a Alma mas que D’us soprou nele a Alma.

 

A linguagem “soprou” é usada pela Torá para nos indicar o nível daquela Alma, querendo dizer que como o sopro é algo que sai de dentro da pessoa, assim também aquela Alma saiu de dentro da essência Divina e é chamada de “uma parte de D’us”.

 

Ela está vinculada à nós de forma envolvente desde que somos gerados, mas só assume nosso corpo quando fazemos treze anos, ou no caso das meninas doze anos.

 

Essa Alma também é dada à quem faz uma conversão ao judaísmo, ou seja, ela já estava vinculada à essa pessoa desde que foi gerado e isso foi o que causou para aquela pessoa querer se converter, por isso está escrito “guer shemitgaier”, ou seja, convertido que se converte e não “goi shemitgaier”.

 

Essa segunda alma se chama Neshamá.

 

Ela se reveste na alma animal para poder interagir com o corpo sendo que ela é de uma fonte tão elevada que não tem como se revestir diretamente no corpo como a alma animal.

 

A principal revelação dela no nosso corpo é no nosso cérebro, e sendo que por natureza a razão domina o sentimento, o cérebro domina o coração.

 

O objetivo dela nesse mundo é dominar a alma animal que se revela no coração e fazer dela uma plataforma para o trabalho Divino.

 

Essa Alma Divina é você!

 

Você que desceu do céu para vencer uma corrida de obstáculos a qual chamamos de vida, e vai ganhar por próprio mérito um “baixo paraíso” no qual uma hora equivale a setenta anos dos maiores prazeres nesse mundo ou um alto paraíso onde uma hora equivale a setenta anos no baixo paraíso, como prêmio por ter feito o trabalho Divino, meta dessa “corrida de obstáculos”.

 

A Neshamá é pura e linda, e cada ano que passa fica mais refinada e reluzente por meio do cumprimento dos 613 mandamentos Divinos.

 

Poderíamos dizer como exemplo que cada ano que passa, enquanto o corpo que é a roupa da nossa Alma fica mais cada vez mais velho, a Neshamá, nossa Alma Divina fica cada vez “mais jovem”.

 

Ficamos cada vez mais jovens e com uma roupa, ou seja, nosso corpo, cada vez mais velha.

 

Chega uma hora que somos obrigados a trocar de roupa para poder continuar o nosso trabalho Divino.

 

Transmigrações da Alma

 

Nossa Neshamá se reencarna quantas vezes for necessário até cumprir todos os 613 mandamentos Divinos.

 

Então vamos pedir para AShem mandar rápido o Mashia’h para podermos terminar todo esse trabalho Divino com muita alegria!

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

Mensagem da Parashá

A Parashá da Minha Vida – Ekev

Ekev

Na nossa Parashá está escrito:

“Vea’halta Vessavata Uverah’ta et AShem Elokei’ha”. Você vai comer até se satisfazer e depois disso você vai abençoar AShem seu D’us.

Nosso primeiro patriarca, Avraham Avinu, costumava hospedar os viajantes em sua tenda, que pela descrição dos nossos Sábios teria o tamanho de pelo menos um quarteirão. Essa enorme tenda tinha uma entrada em cada lado para facilitar o acesso à ela.

Na tenda de Avraham os hóspedes comiam do bom e do melhor, e depois de terem comido, Avraham pedia à eles que agradecessem à AShem (D’us) que “a Ele pertence a Terra e tudo o que ela contém”.

A terra pertence a D’us ou foi dada aos seres humanos?

A Guemará questiona o fato de dois versículos do Tehilim aparentemente se contradizerem. O primeiro (Tehilim 24/1) diz : LaAShem Haaretz Umloá , à AShem pertence a Terra e tudo o que ela contém.

לה’ הָאָ֣רֶץ וּמְלוֹאָ֑הּ תֵּ֝בֵ֗ל וְיֹ֣שְׁבֵי בָֽהּ

E o outro (Tehilim 115/16) diz: Vehaaretz Natan Livnei Adam: e a terra foi dada aos homens.
הַשָּׁמַיִם שָׁמַיִם לַה’ וְהָאָרֶץ נָתַן לִבְנֵי-אָדָם

E a própria Guemará responde: o primeiro versículo se refere aos momentos nos quais ainda não dissemos a Bra’há. Já o segundo versículo refere-se ao momento seguinte, quando já fizemos a Bra’há sobre o alimento. Portanto, antes de fazer a Brahá tudo pertence à AShem, e após falarmos a Brahá aquilo que era de AShem para a ser nosso

Nossos Sábios nos ensinaram que aquele que tem proveito deste mundo sem recitar uma Brahá é como se estivesse lesando o Todo Poderoso e a congregação de Israel.

Por tudo que foi explicado agora vemos a importância de uma Brahá e o poder que ela tem de atrair abundância para o mundo. Portanto se não a falamos a Brahá, impedimos a entrada da fartura que viria ao mundo e beneficiaria a nosso povo.

🌻🌻🌻🌻

Diz a nossa Parashá: “Porque não somente de pão viverá a pessoa, mas de toda palavra Divina a pessoa viverá .

“Explica o Ari ZaL que a vitalidade da Alma não vem por meio da comida mas sim por meio da palavra Divina. O que é essa palavra Divina? Diz o Ari ZaL que ela está indicando a benção que fazemos antes de comer. A Bra’há eleva dos alimentos o lado “Alma” deles , “Centelhas Divinas” que se misturaram com o lado espiritual negativo do mundo.

Por meio da Bra’há refinamos essas pequenas revelações Divinas tirando elas das impurezas , delas nossa Neshamá (nossa alma Divina) recebe a sua vitalidade e esse é o “alimento da Alma”.

Nosso corpo se alimenta do lado material do que comemos e nossa Alma do lado espiritual.

Conclusão:

Quer que a sua Alma vibre cheia de energia positiva? Capriche nas Bra’hot
Bençãos da Torá

O Ari Zal explicou que tudo nesse mundo tem um lado ”corpo” e um lado Alma. Como o ser humano foi criado “corpo e Alma” assim também todas as outras coisas.

A própria Torá tem um lado “corpo” que são as Hala’hot (leis práticas) e um lado Alma que está por trás delas.

Por isso os Anjos não queriam que a Torá descesse para esse mundo e recebesse esse lado “corpo”, porque eles não se interessavam por isso, sendo que não há entre eles ódio ou inveja e eles não precisam de leis práticas como “não assassinar”, “não cometer adultério” e etc. Por isso eles pediram para que a Torá ficasse nos mundos superiores e eles tivessem sempre acesso à essa revelação “Alma” da Torá.

E aqui surge novamente a Brahá. Quando falamos as Bra’hot da Torá unimos nossa Alma ao lado Alma da Torá que é uma revelação Divina tão grande que até os Anjos queriam ter ela também.
Bençãos das Mitzvót

As Mitzvot também tem o lado “corpo” e o lado “Alma”. Quando você faz uma Mitzvá é bom para você nesse mundo e ela está guardada para você no próximo mundo, quando falamos a Bra’há da Mitzvá estamos conectando a nossa Alma com o lado Alma da Mitzvá , esse aspecto dela que está lá encima.

Por isso está escrito na nossa Parashá: “Toda a Mitzvá…..” e não somente “a Mitzvá”, indicando o lado “Alma” da Mitzvá.

🌻🌻🌻🌻

 

Terra de Israel espiritual

Nossa Parashá nos conta que na conquista da terra de Israel pela primeira vez a regra era: “Pouco a pouco vou expulsá-los da sua frente “.

Diz o Rebe que o mesmo acontece na vida de cada um de nós , na conquista da terra de Israel espiritual , na parte dela que recebemos por sorteio lá de cima, ou seja, nosso trabalho Divino diário personalizado que inclui nosso refinamento pessoal. A conquista não deve ser feita de uma vez, mas sim pouco a pouco.

Mas não seja radical no pouco a pouco, pouco a pouco não quer dizer não fazer nada , não se esqueça que devemos nos esforçar para fazer o trabalho Divino , como dizem nossos Sábios: “Se você se esforçou e conseguiu acredite!
🌻🌻🌻🌻

“Diz a Parashá :”Talvez você diga no seu coração :- Esses povos são muito mais numerosos do que eu , como poderei conquistá-los?” (דברים ז’ י”ז)

Ou seja, talvez você sinta a realidade !

Você mediu o tamanho do problema e se conscientizou de que não tem a mínima chance de resolvê-lo . Lá vai a regra geral que nos dá Moshe Rabeinu para todo e qualquer problema (incluindo fechar as contas no fim do mês) : “Não tenha medo deles !

Lembre-se do que AShem fez ao faraó e a todo o Egito , os milagres , as maravilhas , etc etc etc. Ou seja , isso é o que devemos pensar e sentir sempre em qualquer situação difícil.

Se não saiu como queríamos , talvez nos espera algo melhor. Mas nós devemos fazer a nossa parte que é viver confiantes a cada instante , nunca pensar que não vai sair como queremos mas sim nos lembrar dos milagres e das maravilhas que AShem fez no Egito e nos conscientizar que assim ele vai nos fazer agora!
 
Shabat Shalom
Rabino Gloiber
Sempre rezando por você

Mensagem da Parashá

“Porque não somente de pão viverá a pessoa, mas de toda palavra Divina a pessoa viverá .

 

Diz a nossa Parashá: “Porque não somente de pão viverá a pessoa, mas de toda palavra Divina a pessoa viverá .

 

“Explica o Ari ZaL que a vitalidade da Alma não vem por meio da comida mas sim por meio da palavra Divina. O que é essa palavra Divina? Diz o Ari ZaL que ela está indicando a benção que fazemos antes de comer. A Bra’há eleva dos alimentos o lado “Alma” deles , “Centelhas Divinas” que se misturaram com o lado espiritual negativo do mundo.

 

Por meio da Bra’há refinamos essas pequenas revelações Divinas tirando elas das impurezas , delas nossa Neshamá (nossa alma Divina) recebe a sua vitalidade e esse é o “alimento da Alma”.

 

Nosso corpo se alimenta do lado material do que comemos e nossa Alma do lado espiritual.

 

Conclusão:

 

Quer que a sua Alma vibre cheia de energia positiva? Capriche nas Bra’hot

 

Bençãos da Torá

 

O Ari Zal explicou que tudo nesse mundo tem um lado ”corpo” e um lado Alma. Como o ser humano foi criado “corpo e Alma” assim também todas as outras coisas.

 

A própria Torá tem um lado “corpo” que são as Hala’hot (leis práticas) e um lado Alma que está por trás delas.

 

Por isso os Anjos não queriam que a Torá descesse para esse mundo e recebesse esse lado “corpo”, porque eles não se interessavam por isso, sendo que não há entre eles ódio ou inveja e eles não precisam de leis práticas como “não assassinar”, “não cometer adultério” e etc. Por isso eles pediram para que a Torá ficasse nos mundos superiores e eles tivessem sempre acesso à essa revelação “Alma” da Torá.

 

E aqui surge novamente a Brahá. Quando falamos as Bra’hot da Torá unimos nossa Alma ao lado Alma da Torá que é uma revelação Divina tão grande que até os Anjos queriam ter ela também.

 

Bençãos das Mitzvót 

 

As Mitzvot também tem o lado “corpo” e o lado “Alma”. Quando você faz uma Mitzvá é bom para você nesse mundo e ela está guardada para você no próximo mundo, quando falamos a Bra’há da Mitzvá estamos conectando a nossa Alma com o lado Alma da Mitzvá , esse aspecto dela que está lá encima.

 

Por isso está escrito na nossa Parashá: “Toda a Mitzvá…..” e não somente “a Mitzvá”, indicando o lado “Alma” da Mitzvá.