Mensagem da Parashá

A Parashá da Minha Vida 🌻Ki Tetzê

Ki Tetze

 

Nossa Parashá nos conta sobre o exército do nosso povo.

 

Um exército no qual o Cohen antes da guerra anunciava à todos, entre outras coisas, que quem tem medo de morrer na guerra por ter feito algum pecado que justifique isso, deve voltar para a retaguarda e dar um apoio ao exército como o conserto dos caminhos e etc, mas não ir para a frente de batalha.

 

Nossa própria Parashá continua nos contando que assuntos ligados à relações ilícitas distanciam de nós a ajuda Divina, e com certeza a pessoa que tinha uma “caidinha” para um assunto desses era o primeiro a voltar por saber que sem a ajuda Divina na guerra ele poderia morrer.

 

Ou seja, só participava da guerra quem não fazia pecados (principalmente desse tipo) e com certeza nem tinha vontade de fazer.

 

Nesse ambiente de guerra feroz contra um inimigo cruel a ponto de justificar uma guerra contra ele, ambiente nada romântico, acontece o despertar de uma paixão entre um soldado judeu e a própria inimiga .

 

Como em um ambiente desses um homem se apaixona? E pela inimiga? E a Torá deixa em aberto a opção de eles se casarem!

 

A explicação do Ari Zal

 

Explica o Ari ZaL que quando Adam a Rishon, o primeiro homem, fez a primeira transgressão que foi a ação de comer a fruta da árvore do bem e do mal, ele misturou o bem e o mal no mundo.

 

Todas as Almas Divinas que iriam nascer estavam no Adam a Rishon, e muitas dessas Almas caíram no lado espiritual impuro como consequência dessa mistura entre o bem e o mal.

 

O mapa da queda dessas “Almas Divinas” que afundaram nas impurezas é uma cópia espiritual impura do Adam a Rishon, do primeiro homem, chamada de “Adam de Bliaal” .

 

A cabeça dele representa o exílio da Babilônia, os braços representam os exílios da Pérsia e Média que sucederam o exílio da Babilônia, e o corpo representa o império grego que sucedeu a Pérsia.

 

Até aqui tudo bem definido e mapeado e em cada um desses exílios a maior parte da comunidade judaica se encontrava naquele lugar e as fronteiras eram bem definidas.

 

As duas pernas desse “Adam de Bliaal” representam dois exílios paralelos. O exílio de Edom que são os descendentes de Essav, e o exílio de Ishmael.

 

Dois exílios totalmente distintos e longos, e por isso são representados pelas pernas que são as partes mais longas do corpo e separadas uma da outra .

Ishmael se misturou com os persas antigos que são o Irã e suas ramificações no mundo árabe, e Edom deu origem aos povos europeus e suas ramificações .

 

Por incrível que pareça, vemos que os judeus nos últimos dois mil anos viveram em países árabes e europeus incluindo suas colônias.

 

Não ouvimos que tinha alguma comunidade judaica muito relevante na índia, na China ou no Japão, e mesmo que judeus fugindo dos nazistas ficaram algum tempo na China como foi o caso dos alunos da Yeshivá da cidade de Mir na Bielorrússia, mesmo assim tiveram que se mudar para países de etnia européia como Estados Unidos e Austrália de colonização européia onde hoje existem comunidades judaicas com toda a estrutura montada, enquanto que na China, na Índia, na Coréia ou no Japão, só existem Batei Chabad visitados por turistas e comerciantes que ficam temporariamente nesses lugares.

 

Quase seis milhões de judeus moram em Israel que faz parte de um oriente médio, “galut Ishmael”, e mais de seis milhões vivem nos Estados Unidos , “galut Edom”.

 

Até o Brasil tem uma comunidade judaica que justifica a existência de três Yeshivot .

 

Mas a Índia ou a China com mais de um bilhão de habitantes cada uma, não tem uma comunidade judaica que justifique nem sequer uma Yeshivá.

 

A explicação do Ari Zal

 

Diz o Ari ZaL que o motivo do nosso povo ter passado por esses exílios, inclusive os que estamos agora de Edom e Ishmael, é para elevar as “centelhas Divinas” que afundaram nas impurezas.

 

De acordo com todos os sinais que traz a Guemará, já estamos nos calcanhares dessa figura.

Ou seja, só sobrou dela os calcanhares, últimos refinamentos.

 

Sobre essa figura dizem os nossos Sábios que Mashia’h não chega até terminarem as almas do “corpo”.

De acordo com o Ari Zal, isso quer dizer que Mashia’h vai chegar quando todas as Almas que estão afundadas nesse “corpo espiritual de impureza” se refinarem por causa desses exílios.

 

Diz o Ari ZaL que só dessa maneira conseguimos entender esse assunto da nossa Parashá.

 

Os judeus que iam para aquela guerra eram Tzadikim perfeitos e não existia a possibilidade de eles se apaixonarem por alguém por motivos de “Yetzer Hará”, má inclinação.

Consequentemente o que despertou aquela paixão foi a Alma Divina dela que se misturou no DNA espiritual daquele povo.

 

Essa Alma Divina estava naquela mulher e tinha um vínculo espiritual com a alma do judeu que se apaixonou por ela, e essa era a única possibilidade de esse amor surgir.

 

Ela era “bonita” só para ele, por motivo de a Alma dela estar vinculada à Alma dele .

 

Talvez isso justifique também o fato de que agora que estamos na época em que a nossa redenção final está para acontecer, muitas pessoas quererem se converter ao judaísmo, pegando as comunidades judaicas despreparadas pelo fato de isso não ter sido uma coisa comum antes da nossa geração.

 

E mesmo que tivemos na nossa história pessoas que se converteram e até se tornaram grandes Sábios de Israel, e também ouvimos falar de um povo ou outro que se converteu ao judaísmo, mas não foi uma coisa tão grande que podemos apontar e dizer que aqui esses povos moravam e esses são os seus descendentes.

 

Nunca esse fenômeno foi tão grande e tão diversificado, despertando uma verdadeira confusão em todas as comunidades judaicas do mundo.

 

Conclusão:

 

O fato de estarmos aqui no galut é para elevarmos as centelhas Divinas que estão no nosso país que é o nosso Galut personalizado.

 

Por meio do estudo da Torá, muitas vezes usando a língua do próprio país para explicá-lá, e do cumprimento das Mitzvót, usando as coisas materiais que temos aqui nesse país para o trabalho Divino, por meio disso elevamos todas as ramificações dessas “Centelhas Divinas” que caíram nesses lugares fazendo com que a Gueulá, nossa redenção final, aconteça imediatamente, em breve em nossos dias de verdade.

 

Então, no lugar de pensar no que precisamos e pedir nas nossas rezas só o que precisamos e fazer disso uma condição para ficarmos felizes, devemos nos perguntar: – Para que AShem precisa de nós aqui nesse mundo?

Será que faltava alguma coisa para nós lá em cima que por causa disso tivemos que descer para cá?

 

Então, vamos nos dedicar!

 

Cumprir mais Mitzvót com muita alegria e pedir nas nossas rezas para que Mashia’h venha imediatamente e já aconteça o término do galut!

 

 

Shabat Shalom

Rabino Gloiber

Sempre rezando por você

O que estamos fazendo aqui nesse país ?

 

Nossa Parashá nos conta sobre o exército do nosso povo.

 

Um exército no qual o Cohen antes da guerra anunciava à todos, entre outras coisas, que quem teme morrer na guerra por ter feito algum pecado que justifique o fato de D’us não ajudá-lo por causa disso, deve voltar para a retaguarda e dar apoio ao exército, como o conserto dos caminhos e etc, mas não ir para a frente de batalha para não morrer.

 

Nossa própria Parashá conta na continuação que assuntos ligados à relações ilícitas distanciam de nós a ajuda Divina, e com certeza a pessoa que tinha uma “caidinha” para um assunto desses era o primeiro a voltar por saber que sem a ajuda Divina na guerra ele poderia morrer.

 

Ou seja, só participava da guerra quem não tinha feito pecados ou quem já tinha se arrependido dos pecados que fez e com certeza tinha decidido que já não iria mais fazer, principalmente em assuntos relacionados à relacionamentos ilícitos.

 

O costume na época antiga era de se casar com dezoito anos mas ir para a guerra só com vinte, o que garantia também a responsabilidade e o bom comportamento do soldado, principalmente em relação à mulheres da cidade conquistada.

 

Nesse ambiente de guerra feroz contra um inimigo cruel a ponto de justificar uma guerra, ambiente nada romântico, nossa Parashá prevê que pode acontecer o despertar de uma verdadeira paixão entre um soldado judeu e a própria inimiga.

 

Como em um ambiente desses um homem pode se apaixonar?

 

E ainda, pela própria inimiga?

 

E a Torá dá a opção de eles se casarem!

 

Explica o Ari ZaL que quando Adam a Rishon, o primeiro homem, fez a primeira transgressão comendo a fruta da árvore do bem e do mal, causou para o mundo a mistura espiritual entre o bem e o mal.

 

Todas as almas Divinas que iriam futuramente nascer nesse mundo estavam no Adam a Rishon, e muitas dessas Almas caíram nesse momento no lado espiritual impuro como consequência dessa mistura entre o bem e o mal.

 

O mapa da queda dessas “Almas Divinas” que afundaram nas impurezas é uma cópia espiritual impura do Adam a Rishon chamada de “Adam de Bliial”.

 

A cabeça dele representa o exílio da Babilônia, os braços representam os exílios da Pérsia e Média que sucederam o exílio da Babilônia e o corpo representa o império grego que sucedeu a Pérsia.

 

Até aqui tudo bem definido e mapeado, em cada exílio toda a comunidade judaica se encontrava nele e as fronteiras eram bem definidas.As duas pernas desse Adam de Bliial representam dois exílios paralelos.

 

O exílio de Edom que são os descendentes de Essav, e o exílio de Ishmael.

 

Dois exílios totalmente distintos e longos, e por isso representados pelas pernas dessa figura que são as partes mais longas do corpo e separadas uma da outra .

 

Ishmael deu origem aos árabes e posteriormente se misturou com os persas.

 

Edom deu origem aos povos europeus e suas ramificações étnicas coloniais, como no caso dos americanos que são descendentes dos ingleses.

 

Ou seja, mesmo tendo sido a Índia colônia inglesa, sua população não é de origem inglesa como os Estados Unidos e a Austrália, e mesmo tendo sido a Indonésia colônia holandesa, sua população não é de origem holandesa.

 

O que determina a nossa Galut, nosso exílio, é o povo que habita aquela terra e não o seu espaço geográfico.

 

Galut na prática

 

Por incrível que pareça, vemos que os judeus nos últimos dois mil anos viveram em países árabes e europeus, posteriormente incluindo suas colônias étnicas.

 

Não ouvimos que tivesse alguma comunidade judaica muito relevante na índia, na China, ou no Japão.

 

E mesmo que judeus fugindo dos nazistas ficaram algum tempo na China, mesmo assim tiveram que se mudar para países de etnia européia como Estados Unidos e Austrália onde hoje existem comunidades judaicas com toda a estrutura montada.

 

Mesmo países muito ricos como Coréia ou Japão não conseguiram atrair uma migração judaica.

 

E mesmo existindo nesses lugares sinagogas como por exemplo o Beit Chabad de Tókio e de Kyoto, mesmo assim esses países são visitados geralmente por turistas e comerciantes que ficam temporariamente nesses lugares e não representam uma comunidade judaica verdadeira com toda a sua estrutura.

 

Milhões de judeus moram em Israel que faz parte de um oriente médio árabe.
“Galut Ishmael”, nosso exílio no meio dos descendentes de Ishmael.

 

Outros milhões vivem nos Estados Unidos e na Europa, “Galut Edom”, exílio entre os descendentes de Edom.

 

E até o Brasil tem uma comunidade judaica que justifica a existência da Yeshivá de Petrópolis e outras duas Yeshivot.

 

Mas tanto a Índia quanto a China, ambas com mais de um bilhão de habitantes, não tem uma comunidade judaica que justifique nem sequer a existência de uma única Yeshivá.

 

Diz o Ari ZaL que o motivo do nosso povo ter passado por esses exílios, inclusive os que estamos agora de Edom e Ishmael, é para elevar as “centelhas Divinas” que afundaram nas impurezas.

 

De acordo com todos os sinais que traz a Guemará já estamos nos calcanhares dessa figura.

 

Ou seja, só sobrou dela os calcanhares, os últimos refinamentos.

 

Sobre essa figura dizem nossos Sábios que Mashia’h não chega até terminarem as almas do “corpo”.

 

De acordo com o Ari Zal isso quer dizer:

 

Até todas as Almas afundadas nesse “corpo espiritual de impureza” serem refinadas desses exílios, e esse processo já chegou ao seu final.

 

Diz o Ari ZaL que só dessa maneira conseguimos entender esse assunto da nossa Parashá.

 

Os judeus que iam para aquela guerra eram Tzadikim perfeitos e não existia a possibilidade de eles se apaixonarem por alguém por motivos de “Yetzer a rá”, má inclinação.

 

Consequentemente, o que despertou neles aquela paixão foram as Almas Divinas que se misturaram no DNA espiritual daquele povo.

 

Essa Alma Divina estava naquela mulher e tinha um vínculo espiritual com a Alma do judeu que se apaixonou por ela, e essa era a única possibilidade de esse amor surgir.

 

Ela era ”bonita” só para ele, só pelo motivo de a Alma Divina dela estar vinculada à Alma Divina dele .

 

Talvez isso justifique também o fato de agora que estamos na época em que a nossa redenção final está para acontecer muitas pessoas quererem se converter ao judaísmo, pegando as comunidades judaicas despreparadas pelo fato de isso não ter sido uma coisa comum antes da nossa geração.

 

E mesmo que tivemos na nossa história pessoas que se converteram ao judaísmo e até se tornaram grandes Sábios de Israel, e também ouvimos falar de um povo ou outro que se converteu ao judaísmo, mas não foi uma coisa tão grande que podemos apontar e dizer que aqui esses povos viviam e esses são os seus descendentes.

 

Nunca esse fenômeno foi tão grande e tão diversificado, despertando uma verdadeira confusão em todas as comunidades judaicas do mundo.

 

Conclusão:

 

O fato de estarmos aqui no galut é para elevarmos as centelhas Divinas que estão no nosso país, nosso Galut personalizado.

 

Por meio do estudo da Torá, muitas vezes usando a língua do próprio país para explicá-lá, e do cumprimento das Mitzvót, usando as coisas materiais que temos aqui nesse país para o trabalho Divino, por meio disso elevamos todas as ramificações dessas Centelhas Divinas que caíram nesses lugares fazendo com que a Gueulá, a redenção final, aconteça imediatamente, em breve em nossos dias de verdade.

 

Conclusão: No lugar de pensar no que precisamos e pedir nas nossas rezas só o que precisamos, e fazer disso uma condição para ficarmos felizes, devemos nos perguntar:- Para que AShem precisa de nós aqui nesse mundo?

 

Faltava alguma coisa para nós lá em cima que tivemos que descer para cá?

 

Então, vamos nos dedicar!

 

Cumprir mais Mitzvót com muita alegria e pedir nas nossas rezas para que Mashia’h venha imediatamente e já aconteça o término do galut!

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

Se D’us é a essência do bem, por que a Torá usa uma linguagem tão dura?

 

Frequentemente nos perguntam:

 

Sendo D’us a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e toda a intenção Divina é sempre a de nos ajudar de todas as formas possíveis e imagináveis….

 

mesmo que às vezes para o nosso bem essa ajuda se compara à uma mãe boa e generosa, mas obrigada a trocar a fralda da criança contra a vontade da própria criança que preferiria continuar com a fralda “cheia” sem estar consciente do que isso poderia causar para ela…

 

E sendo Moshe Rabeinu é o mais humilde de todos os homens que já existiram sobre a face da terra, o líder que não pensa no próprio bem mas só no bem do povo…

 

Como pode ser a linguagem da Torá às vezes tão ameaçadora dando uma impressão de D’us e de Moshe totalmente contrária do que vimos anteriormente, dando margem à erros de avaliação de achar que D’us é cruel, o que é o contrário da essência Divina?

 

E a resposta para isso está na nossa Parashá, que diz:

 

“…e todo o povo vai escutar e ver, e não vão fazer o mal novamente”.

 

Ou seja, a Torá faz uma enorme propaganda da gravidade de certos assuntos para que o povo fique longe das coisas erradas.

 

Contudo, essa linguagem preventiva não deve nos dar a impressão de D’us como alguém autoritário e rancoroso ou de Moshe como um líder severo, mas a cada instante devemos nos lembrar de que D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e toda a intenção Divina é sempre a de nos ajudar de todas as formas possíveis e imagináveis.

 

E Moshe sempre foi e sempre será o mais humilde de todos os homens, o líder bondoso, sempre pensando no bem de todos nós.

 

É importante sempre nos lembrarmos disso e também repassarmos para as crianças o conceito certo desde o começo para não causar um trauma para as nossas crianças de terem uma idéia errada do que é D’us e de quem é Moshe.

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você🥰♥️🌻

 

A Alma não é o sangue!🩸

 

Nossa Parashá nos conta que o sangue é a alma.

 

Todos nós temos corpo e alma.

 

A primeira alma a entrar no nosso corpo é chamada de alma animal e sobre ela a Parashá está falando.

 

A Guemará nos conta que são três participantes para que o ser humano seja gerado.

 

O homem, a mulher e AShem (D’us).

 

Ou seja, a mulher entra com o óvulo, o homem com a parte dele, e AShem coloca nesse óvulo uma alma no momento exato em que ele é fecundado.

 

Se AShem não colocar no óvulo uma alma ele não se torna um embrião.

 

Ou seja, no exato momento em que uma mãe engravida é necessária que AShem(D’us) coloque nesse óvulo uma alma, senão ela não tem como engravidar.

 

O Zohar explica que essa alma é uma alma animal do nível onde o bem e o mal deste mundo estão misturados.

 

Esse nível é chamado de “klipat noga”, que mesmo sendo uma “klipá”, ou seja, um lado impuro, ela tem um lado bom também.

 

Mas essa alma animal pode também ser proveniente de um nível mais baixo do que klipat noga, o nível chamado de “três klipot tmeot” que são três níveis impuros que não tem nenhum lado bom.

 

Essa alma animal envolve nosso corpo e também se reveste no nosso corpo, mas a principal revelação dela é no lado esquerdo do coração, no sangue, e por isso está escrito que a alma está no sangue.

 

Mas sendo que ela é uma alma espiritual, mesmo sendo de um nível espiritual relativamente baixo, fazer quantas transfusões de sangue podem ser visíveis (que ninguém nunca precisa) ela continua no nosso corpo.

 

Uma segunda alma é dada à cada judeu e à cada pessoa que fez uma conversão kasher ao judaísmo.

 

Ela é chamada de Neshamá, a Alma Divina.

 

A Neshamá está vinculada a nós desde o momento da fecundação do óvulo.

 

Ela nos envolve, mas só se reveste na nossa alma animal no Bat Mitzvá (quando uma menina judia faz doze anos), no Bar Mitzvá (quando um menino judeu faz treze anos), ou no Guiur (quando alguém se converte ao judaísmo).

 

A principal revelação da nossa Neshamá é no nosso intelecto, e sobre ela não está escrita que “o sangue é a alma”.

 

A Neshamá é você!

 

Você que desceu do céu para vencer essa corrida de obstáculos chamada de vida.

 

A Neshamá é você que vai ganhar pelo próprio mérito um “baixo paraíso” no qual uma hora equivale a setenta anos dos maiores prazeres nesse mundo.

 

Ou um alto paraíso onde uma hora equivale a setenta anos no baixo paraíso.

 

E tudo isso como prêmio por ter feito o trabalho Divino que é a meta dessa corrida de obstáculos.

 

A Neshamá é pura e linda e cada ano que passa ela fica mais refinada e reluzente por meio do estudo da Torá e do cumprimento das Mitzvót (Mandamentos Divinos).

 

Podemos dizer que cada ano que passa, enquanto o corpo fica mais velho, a Neshamá fica “mais jovem”.

 

Então, vamos investir nela, só temos a ganhar 🌻

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
www.RabinoGloiber.org

Você é a sua Alma

 

Nossa Parashá nos conta que o sangue é a alma.

 

No princípio, quando D’us criou o homem, está escrito que D’us “soprou” nele uma Alma, e não que o sangue é a alma.

 

Então, que alma é essa que está no sangue que não é a Alma que “D’us soprou”?

 

Daqui vemos claramente que essas duas linguagens se referem à duas almas diferentes.

 

Duas categorias de Alma

 

1- A alma animal

 

Diz o Zohar, clássico da Kabala de quase 2000 anos atrás, que a primeira alma a entrar no corpo é chamada de alma animal e está vinculada ao sangue, e por isso está escrito que o sangue é a alma e sobre ela a nossa Parashá está falando.

 

Mesmo essa alma animal estando revestida no corpo inteiro, a principal revelação dela é no lado esquerdo do coração que bomba o sangue oxigenado para todo o corpo e por isso a Parashá usa essa expressão de que o sangue é a alma.

 

Sendo que ela é uma alma espiritual, podemos fazer transfusões de sangue e transplante de coração e ela continua no nosso corpo.

 

A Guemará nos conta que no momento em que uma mãe engravida, é colocada nessa gravidez uma alma.

 

Esse óvulo que vai se desenvolver recebe uma alma animal do nível deste mundo onde o bem e o mal estão misturados, o que o Zohar chama de “Klipat noga”, ou até uma alma de um nível mais baixo que o Zohar chama de “três klipot tmeot”. Sem ela nosso corpo não teria como crescer e se desenvolver.

 

2- A Alma Divina

 

Um dos princípios da fé judaica é que D’us não se compara à matéria, mas está infinitamente acima de todo e qualquer conceito material.

 

O Zohar explica que quando D’us criou o homem à sua imagem e semelhança, a intenção é sobre a revelação Divina como ela acontece nas dez sefirot e não imagem e semelhança material.

 

Toda linguagem na Torá indica um assunto espiritual . Quando D’us coloca essa alma no primeiro homem é usada a linguagem “soprou”.

 

Diz o Zohar que essa linguagem é representativa, quem sopra, sopra o que tem dentro de si. Por isso não está escrito que D’us colocou no homem a Alma mas que D’us soprou nele a Alma.

 

A linguagem “soprou” é usada pela Torá para nos indicar o nível daquela Alma, querendo dizer que como o sopro é algo que sai de dentro da pessoa, assim também aquela Alma saiu de dentro da essência Divina e é chamada de “uma parte de D’us”.

 

Ela está vinculada à nós de forma envolvente desde que somos gerados, mas só assume nosso corpo quando fazemos treze anos, ou no caso das meninas doze anos.

 

Essa Alma também é dada à quem faz uma conversão ao judaísmo, ou seja, ela já estava vinculada à essa pessoa desde que foi gerado e isso foi o que causou para aquela pessoa querer se converter, por isso está escrito “guer shemitgaier”, ou seja, convertido que se converte e não “goi shemitgaier”.

 

Essa segunda alma se chama Neshamá.

 

Ela se reveste na alma animal para poder interagir com o corpo sendo que ela é de uma fonte tão elevada que não tem como se revestir diretamente no corpo como a alma animal.

 

A principal revelação dela no nosso corpo é no nosso cérebro, e sendo que por natureza a razão domina o sentimento, o cérebro domina o coração.

 

O objetivo dela nesse mundo é dominar a alma animal que se revela no coração e fazer dela uma plataforma para o trabalho Divino.

 

Essa Alma Divina é você!

 

Você que desceu do céu para vencer uma corrida de obstáculos a qual chamamos de vida, e vai ganhar por próprio mérito um “baixo paraíso” no qual uma hora equivale a setenta anos dos maiores prazeres nesse mundo ou um alto paraíso onde uma hora equivale a setenta anos no baixo paraíso, como prêmio por ter feito o trabalho Divino, meta dessa “corrida de obstáculos”.

 

A Neshamá é pura e linda, e cada ano que passa fica mais refinada e reluzente por meio do cumprimento dos 613 mandamentos Divinos.

 

Poderíamos dizer como exemplo que cada ano que passa, enquanto o corpo que é a roupa da nossa Alma fica mais cada vez mais velho, a Neshamá, nossa Alma Divina fica cada vez “mais jovem”.

 

Ficamos cada vez mais jovens e com uma roupa, ou seja, nosso corpo, cada vez mais velha.

 

Chega uma hora que somos obrigados a trocar de roupa para poder continuar o nosso trabalho Divino.

 

Transmigrações da Alma

 

Nossa Neshamá se reencarna quantas vezes for necessário até cumprir todos os 613 mandamentos Divinos.

 

Então vamos pedir para AShem mandar rápido o Mashia’h para podermos terminar todo esse trabalho Divino com muita alegria!

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

A Parashá da Minha Vida – Ekev

Ekev

Na nossa Parashá está escrito:

“Vea’halta Vessavata Uverah’ta et AShem Elokei’ha”. Você vai comer até se satisfazer e depois disso você vai abençoar AShem seu D’us.

Nosso primeiro patriarca, Avraham Avinu, costumava hospedar os viajantes em sua tenda, que pela descrição dos nossos Sábios teria o tamanho de pelo menos um quarteirão. Essa enorme tenda tinha uma entrada em cada lado para facilitar o acesso à ela.

Na tenda de Avraham os hóspedes comiam do bom e do melhor, e depois de terem comido, Avraham pedia à eles que agradecessem à AShem (D’us) que “a Ele pertence a Terra e tudo o que ela contém”.

A terra pertence a D’us ou foi dada aos seres humanos?

A Guemará questiona o fato de dois versículos do Tehilim aparentemente se contradizerem. O primeiro (Tehilim 24/1) diz : LaAShem Haaretz Umloá , à AShem pertence a Terra e tudo o que ela contém.

לה’ הָאָ֣רֶץ וּמְלוֹאָ֑הּ תֵּ֝בֵ֗ל וְיֹ֣שְׁבֵי בָֽהּ

E o outro (Tehilim 115/16) diz: Vehaaretz Natan Livnei Adam: e a terra foi dada aos homens.
הַשָּׁמַיִם שָׁמַיִם לַה’ וְהָאָרֶץ נָתַן לִבְנֵי-אָדָם

E a própria Guemará responde: o primeiro versículo se refere aos momentos nos quais ainda não dissemos a Bra’há. Já o segundo versículo refere-se ao momento seguinte, quando já fizemos a Bra’há sobre o alimento. Portanto, antes de fazer a Brahá tudo pertence à AShem, e após falarmos a Brahá aquilo que era de AShem para a ser nosso

Nossos Sábios nos ensinaram que aquele que tem proveito deste mundo sem recitar uma Brahá é como se estivesse lesando o Todo Poderoso e a congregação de Israel.

Por tudo que foi explicado agora vemos a importância de uma Brahá e o poder que ela tem de atrair abundância para o mundo. Portanto se não a falamos a Brahá, impedimos a entrada da fartura que viria ao mundo e beneficiaria a nosso povo.

🌻🌻🌻🌻

Diz a nossa Parashá: “Porque não somente de pão viverá a pessoa, mas de toda palavra Divina a pessoa viverá .

“Explica o Ari ZaL que a vitalidade da Alma não vem por meio da comida mas sim por meio da palavra Divina. O que é essa palavra Divina? Diz o Ari ZaL que ela está indicando a benção que fazemos antes de comer. A Bra’há eleva dos alimentos o lado “Alma” deles , “Centelhas Divinas” que se misturaram com o lado espiritual negativo do mundo.

Por meio da Bra’há refinamos essas pequenas revelações Divinas tirando elas das impurezas , delas nossa Neshamá (nossa alma Divina) recebe a sua vitalidade e esse é o “alimento da Alma”.

Nosso corpo se alimenta do lado material do que comemos e nossa Alma do lado espiritual.

Conclusão:

Quer que a sua Alma vibre cheia de energia positiva? Capriche nas Bra’hot
Bençãos da Torá

O Ari Zal explicou que tudo nesse mundo tem um lado ”corpo” e um lado Alma. Como o ser humano foi criado “corpo e Alma” assim também todas as outras coisas.

A própria Torá tem um lado “corpo” que são as Hala’hot (leis práticas) e um lado Alma que está por trás delas.

Por isso os Anjos não queriam que a Torá descesse para esse mundo e recebesse esse lado “corpo”, porque eles não se interessavam por isso, sendo que não há entre eles ódio ou inveja e eles não precisam de leis práticas como “não assassinar”, “não cometer adultério” e etc. Por isso eles pediram para que a Torá ficasse nos mundos superiores e eles tivessem sempre acesso à essa revelação “Alma” da Torá.

E aqui surge novamente a Brahá. Quando falamos as Bra’hot da Torá unimos nossa Alma ao lado Alma da Torá que é uma revelação Divina tão grande que até os Anjos queriam ter ela também.
Bençãos das Mitzvót

As Mitzvot também tem o lado “corpo” e o lado “Alma”. Quando você faz uma Mitzvá é bom para você nesse mundo e ela está guardada para você no próximo mundo, quando falamos a Bra’há da Mitzvá estamos conectando a nossa Alma com o lado Alma da Mitzvá , esse aspecto dela que está lá encima.

Por isso está escrito na nossa Parashá: “Toda a Mitzvá…..” e não somente “a Mitzvá”, indicando o lado “Alma” da Mitzvá.

🌻🌻🌻🌻

 

Terra de Israel espiritual

Nossa Parashá nos conta que na conquista da terra de Israel pela primeira vez a regra era: “Pouco a pouco vou expulsá-los da sua frente “.

Diz o Rebe que o mesmo acontece na vida de cada um de nós , na conquista da terra de Israel espiritual , na parte dela que recebemos por sorteio lá de cima, ou seja, nosso trabalho Divino diário personalizado que inclui nosso refinamento pessoal. A conquista não deve ser feita de uma vez, mas sim pouco a pouco.

Mas não seja radical no pouco a pouco, pouco a pouco não quer dizer não fazer nada , não se esqueça que devemos nos esforçar para fazer o trabalho Divino , como dizem nossos Sábios: “Se você se esforçou e conseguiu acredite!
🌻🌻🌻🌻

“Diz a Parashá :”Talvez você diga no seu coração :- Esses povos são muito mais numerosos do que eu , como poderei conquistá-los?” (דברים ז’ י”ז)

Ou seja, talvez você sinta a realidade !

Você mediu o tamanho do problema e se conscientizou de que não tem a mínima chance de resolvê-lo . Lá vai a regra geral que nos dá Moshe Rabeinu para todo e qualquer problema (incluindo fechar as contas no fim do mês) : “Não tenha medo deles !

Lembre-se do que AShem fez ao faraó e a todo o Egito , os milagres , as maravilhas , etc etc etc. Ou seja , isso é o que devemos pensar e sentir sempre em qualquer situação difícil.

Se não saiu como queríamos , talvez nos espera algo melhor. Mas nós devemos fazer a nossa parte que é viver confiantes a cada instante , nunca pensar que não vai sair como queremos mas sim nos lembrar dos milagres e das maravilhas que AShem fez no Egito e nos conscientizar que assim ele vai nos fazer agora!
 
Shabat Shalom
Rabino Gloiber
Sempre rezando por você

Mensagem da Parashá

“Porque não somente de pão viverá a pessoa, mas de toda palavra Divina a pessoa viverá .

 

Diz a nossa Parashá: “Porque não somente de pão viverá a pessoa, mas de toda palavra Divina a pessoa viverá .

 

“Explica o Ari ZaL que a vitalidade da Alma não vem por meio da comida mas sim por meio da palavra Divina. O que é essa palavra Divina? Diz o Ari ZaL que ela está indicando a benção que fazemos antes de comer. A Bra’há eleva dos alimentos o lado “Alma” deles , “Centelhas Divinas” que se misturaram com o lado espiritual negativo do mundo.

 

Por meio da Bra’há refinamos essas pequenas revelações Divinas tirando elas das impurezas , delas nossa Neshamá (nossa alma Divina) recebe a sua vitalidade e esse é o “alimento da Alma”.

 

Nosso corpo se alimenta do lado material do que comemos e nossa Alma do lado espiritual.

 

Conclusão:

 

Quer que a sua Alma vibre cheia de energia positiva? Capriche nas Bra’hot

 

Bençãos da Torá

 

O Ari Zal explicou que tudo nesse mundo tem um lado ”corpo” e um lado Alma. Como o ser humano foi criado “corpo e Alma” assim também todas as outras coisas.

 

A própria Torá tem um lado “corpo” que são as Hala’hot (leis práticas) e um lado Alma que está por trás delas.

 

Por isso os Anjos não queriam que a Torá descesse para esse mundo e recebesse esse lado “corpo”, porque eles não se interessavam por isso, sendo que não há entre eles ódio ou inveja e eles não precisam de leis práticas como “não assassinar”, “não cometer adultério” e etc. Por isso eles pediram para que a Torá ficasse nos mundos superiores e eles tivessem sempre acesso à essa revelação “Alma” da Torá.

 

E aqui surge novamente a Brahá. Quando falamos as Bra’hot da Torá unimos nossa Alma ao lado Alma da Torá que é uma revelação Divina tão grande que até os Anjos queriam ter ela também.

 

Bençãos das Mitzvót 

 

As Mitzvot também tem o lado “corpo” e o lado “Alma”. Quando você faz uma Mitzvá é bom para você nesse mundo e ela está guardada para você no próximo mundo, quando falamos a Bra’há da Mitzvá estamos conectando a nossa Alma com o lado Alma da Mitzvá , esse aspecto dela que está lá encima.

 

Por isso está escrito na nossa Parashá: “Toda a Mitzvá…..” e não somente “a Mitzvá”, indicando o lado “Alma” da Mitzvá.

Mensagem da Parashá

Vaet’hanan 🌻 A Parashá da Minha Vida

https://www.instagram.com/reel/DbK43iFMKHY/?igsh=OTRxa3Vhand3azdm

 

A Parashá da Minha Vida

 

Vaet’hanan

 

Na nossa Parashá Moshe conta ao povo que “rezou para Ashem (D’us) naquela hora”, e usa a palavra Vaet’hanan se referindo à reza.

 

Rashi diz que a raiz da palavra Vaet’hanan é usada em todas as escrituras no sentido de pedir um presente sem precisar dar nada em troca, e explica:

 

Mesmo podendo os Tzadikim justificarem o atendimento de seus pedidos como merecimento à suas boas ações, mesmo assim, por humildade pedem para que AShem atenda à seus pedidos sem olhar para seus méritos, pedem para que AShem atenda à seus pedido de graça.

 

A primeira coisa que aprendemos aqui é de não pensar nos nossos méritos na hora de rezarmos e fazermos nossos pedidos.

 

O atendimento à nossos pedidos é um presente que AShem nos dá por termos pedido.

 

Diz o Midrash Rabá que o valor numérico da palavra Vaetchanan é 515 nos indicando o número de vezes que Moshe rezou por aquele mesmo motivo.

 

Daqui aprendemos que devemos pedir pedir e pedir, e se até Moshe Rabeinu que era o maior de todos os profetas pediu tantas vezes, quanto mais nós.

 

Quando estamos rezando precisamos ter segurança de que vamos ser atendidos e nunca devemos imaginar no meio da reza que talvez não sejamos atendidos. Isso porque a falta de fé enfraquece o efeito da reza.

 

Por isso, na hora do pedido devemos acreditar com fé perfeita que nosso pedido vai ser atendido.

 

Mas caso aconteça de você não receber o que está pedindo no momento, saiba que quando isso acontece é sempre por motivos que são para o nosso bem.

Bem revelado ou bem oculto

 

E mesmo nesse caso, nossas rezas, que aparentemente não serviram para o que queríamos, são automaticamente direcionadas para algo mais importante que muitas vezes nem sabíamos que estávamos precisando tanto daquilo.

A Mitzvá da Tefilá

 

De acordo com a Torá, a Mitzvá da Tefilá consiste em pedir para AShem (D’us) o que você precisa na hora que você precisa.

 

Por exemplo: em uma hora de perigo, um dos 613 mandamentos da Torá é de rezar e pedir para AShem nos salvar do perigo, e isso é um dos princípios da nossa fé.

 

O motivo desse princípio é que por meio disso a pessoa vai saber e entender que AShem sozinho dirige o mundo e toma conta de cada detalhe de cada uma das criaturas, e somente AShem tem a possibilidade de nos salvar, como escreveu o Rambam no quinto dos treze princípios.

 

O fato de cada um de nós ser obrigado a cumprir o mandamento da Tefilá e pedir para AShem o que precisamos na hora que precisamos, nos mostra que a Mitzvá da Tefilá não é direcionada especificamente à pessoas próximas de AShem como Tzadikim mas sim à cada um de nós.

 

Quando precisamos de alguma coisa, é uma Mitzvat Assé, um Mandamento “Faça”, fazer nossos pedidos para AShem.

 

Por esse motivo, mesmo estando as mulheres liberadas de cumprir os Mandamentos “faça” que tem um tempo determinado, as mulheres também são obrigadas a rezar, sendo que pela Torá o mandamento da reza não tem um tempo determinado.

 

Às vezes nosso pedido será aceito e nosso desejo realizado, e às vezes, para nosso próprio benefício material ou espiritual, nosso pedido não é aceito, mas como vimos anteriormente nunca podemos pensar isso na hora do pedido.

 

Isso se compara a alguém que manda seu pedido à um rei. Qualquer pessoa pode mandar para o rei um pedido, e mesmo sendo a pessoa mais distante dele, pode ser que o rei vai atender à seus pedidos porque condiz à natureza boa e piedosa do rei atender especificamente aos mais humildes e etc…

 

O fato de a pessoa estar mais próxima ou mais distante do rei só vai fazer diferença em relação à pedidos sobre assuntos públicos e de grande importância para o povo, mas em assuntos de necessidades particulares não faz diferença se a pessoa está mais próxima ou mais distante.

 

Dessa mesma maneira AShem se relaciona às rezas que rezamos e aos pedidos que fazemos para Ele. Porque explicitamente Ele atende às rezas de cada pessoa e esse é o mandamento da reza pela Torá.

 

Nossos Profetas e Sábios no exílio da Babilônia viram que estávamos esquecendo o que precisamos e diminuindo a frequência em que deveríamos pedir, e fizeram para nós a Tefilá de 18 Bra’hot conhecida como “Shmone Esrei” ou Amidá, como hoje se encontra no Sidur.

 

Os Sábios da Mishná conhecidos como Tanaim e os Sábios da Guemará conhecidos como Amoraim acrescentaram mais algumas rezas seguidos pelos Sábios das gerações posteriores, até chegarmos ao Sidur que temos hoje.

 

Conclusão:

 

Capriche nas rezas e não economize nos seus pedidos, você só tem a ganhar!

🌻🌻🌻🌻

Muito mais do que isso está guardado para você!

Nossa Parashá nos conta que Moshe Rabeinu, depois de ter conquistado as terras da margem oriental do rio Jordão que seria a herança das tribos de Reuven, Gad e metade da tribo de Menashe imaginou que o decreto Divino de não entrar na terra de Israel poderia ter sido anulado, como é a regra em relação à qualquer profecia negativa.

 

Moshe rezou 515 vezes pedindo à D’us para deixar ele entrar na Terra de Israel e alcançar o nível dos mandamentos Divinos ligados à “Terra Santa.”

 

AShem responde à ele : “Muito mais do que isso está guardado para você, não continue pedindo isso”.

 

Vemos daqui que se ele continuasse a pedir receberia o que estava pedindo, mas o ” Muito mais do que isso está guardado para você” ele perderia.

 

Aprendemos daqui que quando rezamos e pedimos muitas vezes para AShem nos dar algo, e parece que nossos pedidos não estão sendo levados em conta, o motivo por não recebermos o que pedimos pode ser porque “muito mais do que isso” está guardado para nós, e se recebermos a coisa pequena perderemos a grande.

 

Por isso, Ashem não nos dá o que pedimos, para que possamos receber algo muito melhor.

🌻🌻🌻🌻

 

Porque Moshe não fez como Yaakov que rezou para ter uma vida tranquila e foi atendido?

 

Yaakov viveu tranquilamente os últimos 17 anos de sua vida no Egito com seu filho Yossef que era o vice rei.

Moshe poderia pedir à AShem uma vida tranquila entre as tribos de Reuven, Gad e metade da tribo de Menashe que receberam terras fora de Israel, e viver tranquilo com seu sucessor Yehoshua no governo como viveu Yaakov no Egito com Yossef acima dele no governo .

O sucessor de Moshe, Yeoshua Ben Nun era seu aluno exemplar, um filho espiritual que no caso de Moshe era até mais importante do que um filho material.

A resposta para isso veremos mais à frente em Parashat Vayele’h, lá AShem diz para Moshe : “Você se deitará com seus pais e se levantará esse povo e se prostituirá atrás de deuses estranhos…”

 

Nosso patriarca, Avraham Avinu, faleceu com 175 anos . Rashi explica que Avraham teria que viver 180 anos como seu filho Itzhak, mas AShem diminuiu cinco anos da vida dele porque tinha prometido à Avraham que ele iria falecer com tranquilidade.

 

Ismael fez teshuvá e Essav ainda não tinha se corrompido, e isso significava falecer com tranquilidade.

 

Mas se ele vivesse mais, iria sofrer com a idolatria de Essav e não faleceria tranquilo como AShem lhe prometeu. Por isso AShem o levou antes da hora.

 

Portanto, antes do falecimento de Moshe que seria a hora propícia para ele pedir uma vida tranquila na margem oriental do rio Jordão, AShem lhe comunicou que o povo iria fazer idolatria, e assim ele já não tinha mais motivo para pedir isso.

O que é o “Muito mais do que isso” que AShem vai dar à Moshe?

 

Diz o Ari Zal no Shaar Haguilgulim, baseado na primeira parte desse mesmo versículo “Você se deitará com seus pais e se levantará… “A última geração, a geração do Mashia’h, é a reencarnação da geração que faleceu no deserto e Moshe próprio se reencarna e se torna o Mashia’h”.

 

E isso é o “Muito mais do que isso” que AShem vai dar à Moshe. Diz o Rebe que tudo isso vai acontecer em breve nos nossos dias. Existe melhor do que isso?

 

Então vamos rezar forte para que tudo isso aconteça imediatamente !

 

Rabino Gloiber
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Mensagem da Parashá

A Mitzvá da Tefilá

A Mitzvá da Tefilá

 

De acordo com a Torá, a Mitzvá da Tefilá consiste em pedir para AShem  o que você precisa na hora que você precisa.

 

Por exemplo: em uma hora de perigo, um dos 613 mandamentos da Torá é de rezar e pedir para AShem  nos salvar do perigo, e isso é um dos princípios da nossa fé.

 

O motivo desse princípio é que por meio disso a pessoa vai saber e entender que AShem  sozinho dirige o mundo e toma conta de cada detalhe de cada uma das criaturas, e somente AShem  tem a possibilidade de nos salvar, como escreveu o Rambam no quinto dos treze princípios.

 

O fato de cada um de nós ser obrigado a cumprir o mandamento da Tefilá e pedir para AShem  o que precisamos na hora que precisamos nos mostra que a Mitzvá da Tefilá não é direcionada especificamente à pessoas próximas de AShem  como Tzadikim mas sim à cada um de nós.

 

Quando precisamos de alguma coisa, é uma Mitzvat Assé, um Mandamento “Faça”, fazer nossos pedidos para AShem .

 

Por esse motivo, mesmo estando as mulheres liberadas de cumprir os Mandamentos “faça” que tem um tempo determinado, as mulheres também são obrigadas a rezar, sendo que pela Torá o mandamento da reza não tem um tempo determinado.

 

Às vezes nosso pedido será aceito e nosso desejo realizado, e às vezes, para nosso próprio benefício material ou espiritual, nosso pedido não é aceito, mas como vimos anteriormente nunca podemos pensar isso na hora do pedido.

 

Isso se compara a alguém que manda seu pedido à um rei.

 

Qualquer pessoa pode mandar para o rei um pedido, e mesmo sendo a pessoa mais distante dele, pode ser que o rei vai atender à seus pedidos porque condiz à natureza boa e piedosa do rei atender especificamente aos mais humildes e etc…

 

O fato de a pessoa estar mais próxima ou mais distante do rei só vai fazer diferença em relação à pedidos sobre assuntos públicos e de grande importância para o povo, mas em assuntos de necessidades particulares não faz diferença se a pessoa está mais próxima ou mais distante.

 

Dessa mesma maneira AShem  se relaciona às rezas que rezamos e aos pedidos que fazemos para Ele. Porque explicitamente Ele atende às rezas de cada pessoa e esse é o mandamento da reza pela Torá.

 

Nossos Profetas e Sábios no exílio da Babilônia viram que estávamos esquecendo o que precisamos e diminuindo a frequência em que deveríamos pedir, e fizeram para nós a Tefilá de 18 Bra’hot conhecida como “Shmone Esrei” ou Amidá, como hoje se encontra no Sidur.

 

Os Sábios da Mishná conhecidos como Tanaim e os Sábios da Guemará conhecidos como Amoraim acrescentaram mais algumas rezas seguidos pelos Sábios das gerações posteriores, até chegarmos ao Sidur que temos hoje.

 

Conclusão:

 

Capriche nas rezas e não economize nos seus pedidos, você só tem a ganhar!

 

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

Assassinato por falta de reza🌻Assassinato por meio de reza🌻Anulando uma reza assassina

 

Nossa Parashá nos conta que alguém que matou uma pessoa acidentalmente também é chamado de assassino.

 

O  “Assassino sem intenção” não é condenado à morte como o assassino com intenção, mas recebe um castigo de exílio em uma cidade de refúgio que foi feita para esse fim e geralmente era habitada pela tribo de Levi que não tinha terra própria .

 

O castigo dele era ficar lá até o Cohen Gadol (sumo sacerdote) falecer e o versículo diz que “depois da morte do Cohen Gadol o assassino pode voltar à sua terra”.

 

Surge a pergunta:

 

Porque a Torá continua chamando ele de assassino se de acordo com a própria Torá depois da pessoa ter recebido o castigo neste mundo sua transgressão é apagada no tribunal Divino ?

 

No começo ele é chamado de assassino porque a regra da Torá é que coisas boas acontecem por meio de pessoas boas, e coisas ruins por meio de pessoas ruins.

 

O fato de a morte acidental ter acontecido por meio dele justifica o adjetivo assassino.

 

Depois que ele cumpre sua pena, se tornando por meio disso um Tzadik, diz a Torá: “Depois que morrer o Cohen Gadol voltará o assassino para a terra da sua herança”.

 

A linguagem é estranha! Porque a Torá continua chamando ele de assassino mesmo depois de ele ter cumprido sua pena?

 

Assassinato por falta de reza

 

A Guemará em Macot 11b nos conta que o Cohen Gadol na função de sumo sacerdote deveria rezar para que esses acidentes não acontecessem, e o fato de ter acontecido demonstra que o Cohen esqueceu de rezar para isso

 

Assassinato por meio de reza

 

A consequência automática disso é uma reza contrária, o exilado reza para que o Cohen Gadol morra rápido para que ele possa sair do exílio e voltar para a sua família.

 

Por isso ele é chamado novamente de assassino, por ter causado a morte do Cohen Gadol por meio de suas rezas, nos ensinando que uma reza não só que pode salvar alguém mas pode também matar alguém

 

Anulando uma reza assassina

 

A mãe do Cohen Gadol levava para esses exilados roupas e comida para que eles não desejassem o mal da sua família, e esse era o jeito dela de anular essa propensão de reza.

Ou seja, depois que ele recebeu dela roupas e comida, ele só iria desejar o bem dela e dar todas as bênçãos para essa família.

Conclusão : sempre temos que rezar e pedir pelas pessoas próximas a nós para que nada de ruim aconteça por meio delas e também sempre ajudar à quem está ligado à nós para que todos sempre desejem o nosso bem.

Rabino Gloiber

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