Mensagem da Parashá

A pessoa que queria se converter ao judaísmo com a condição de ele ser o “Cohen Gadol”

A pessoa que queria se converter ao judaísmo com a condição de ele ser o “Cohen Gadol”

 

A Guemará nos conta que certa vez alguém estava passando por trás de uma sinagoga , escutou de fora uma descrição sobre essas roupas e perguntou :- Quem vai vestir essas roupas?

 

:- O Cohen Gadol, respondeu o professor.

 

A pessoa que não era judeu tomou uma decisão consigo próprio: – vou me converter ao judaísmo com a condição de ser o Cohen Gadol!

 

Chegou ao tribunal rabínico onde se encontrou com Shamai que ouvindo o argumento concluiu que a pessoa não tinha boa intenção…..

 

Mas aquela pessoa não desistiu e foi procurar o outro grande Rabino da época que se chamava Hilel.

 

Hilel fez para ele um curso de Cohen Gadol aonde a pessoa descobriu que não poderia ser Cohen Gadol e se tornou um bom judeu.

 

O que Hilel viu nele que Shamai não tinha visto?

 

Hilel viu que essa pessoa era muito caprichosa e queria fazer tudo do jeito mais certo possível, a pessoa deduziu que o fato de o Cohen Gadol ir com essas roupas demonstrava que ele era mais religioso do que os outros e isso despertou nele a vontade de ser o Cohen Gadol.

 

No curso de Cohen Gadol que Hilel fez para ele, ele aprendeu que até o Rei David, um Tzadik maior do que o Cohen Gadol , não poderia ser Cohen Gadol.

 

Ou seja, dá para ser um Tzadik maior ainda do que o Cohen Gadol sem precisar usar aquelas roupas.

 

Aprendemos daqui que as vezes acontece de alguém errar e medir o nível de religiosidade de alguém por causa das roupas que ele usa, achar que quanto mais sofisticada a roupa mais religiosa aquela pessoa é, isso é um erro de avaliação muito comum nos dias de hoje.

 

Ou seja, se você viu no noticiário um Rabino vestido de Rabino no congresso anti-semita no Irã,  saiba que aquelas roupas não representam nada mas sim as atitudes da pessoa é o que qualifica ou desqualifica ela quando se trata da nossa religião.

 

Ou seja, se ele estava no congresso anti-semita não precisamos dizer que um Rabino estava lá mesmo que ele estava vestido assim

 

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O porquê de cada roupa do Cohen

Tetzavê

 

Nossa Parashá nos conta sobre as roupas dos Cohanim, os sacerdotes do nosso povo

 

Rabbi Anani bar Sasson na Guemará nos conta que essas roupas tinham uma característica espiritual muito interessante: elas faziam a reparação das nossas transgressões.

 

Sendo que D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, quando tomamos a decisão de não fazer mais uma coisa ruim e nos arrependemos de tê-la feito, ele nos dá varias oportunidades de retificação para não precisarmos chegar à “medida por medida”, ou seja, para não precisarmos sofrer relativo ao mal que fizemos.

 

Um exemplo disso é o Shabat que serve como reparação para a transgressão da idolatria.

 

Imagine um judeu que volta da Índia depois de ter rezado para todas as milhares de estátuas que tem lá, ter feito oferendas para as estátuas e etc etc etc.

 

E no final essa pessoa se arrepende de toda a idolatria que fez e vai perguntar ao Rabino o que fazer:

 

– Rabino, diz a pessoa, eu acabei de voltar de uma peregrinação religiosa de um ano na Índia. Não teve uma estátua que eu não me prostrei na frente dela, que não rezei ou fiz uma oferenda para ela. Mas agora estou profundamente arrependido de ter feito isso. Como faço para consertar o que fiz? Vou sentar em um formigueiro?

 

:- D’us nos livre, responde o Rabino. Você vai consertar isso da seguinte maneira:

 

Compre uma roupa muito bonita para Shabat, faça quatro Halot ,(pães para Shabat), compre um peixe bem grande, tire as escamas e prepare ele bem gostoso para Shabat. Compre dois quilos de uva e faça um suco de uva bem gostoso para o kidush. Faça muitas saladinhas e sobremesa,  comemore o Shabat com a sua família com muita alegria, e essa é a sua retificação!

:- Mas Rabino, exclama o homem espantado, isso parece mais um prêmio do que um castigo!

 

:- Você decidiu que não vai mais fazer idolatria? Se arrependeu do que fez? Agora tem dois jeitos de retificar, um muito bom e o outro muito ruim. Qual você escolhe?

 

Como nesse exemplo verídico em relação à idolatria, assim também acontece com todas as transgressões da Torá.

 

Em primeiro lugar temos que tomar a decisão de não fazer a coisa ruim novamente e se arrepender de tê-la feito. O que sobrou agora é retificar o que fizemos.

 

Se não retificarmos de maneira positiva, essa pendência continua. Quando chega o limite, D’us nos livre, somos retificados à força e de maneira negativa, “medida por medida”, ou seja, o que fizemos de errado acontece para nós.

 

Rabi Anani nos conta que no livro de Vaykrá a Torá fala sobre os Korbanot, os sacrifícios de animais, e logo em seguida fala sobre as roupas dos Cohanim. Nos indicando que da mesma maneira que os Korbanot vem para retificar as nossas transgressões, dessa mesma maneira as roupas dos Cohanim retificam as nossas transgressões.

 

Quando essas roupas eram usadas pelo Cohen Gadol no Mishkan que era um Templo móvel, ou posteriormente no Beit Hamikdash que era o Templo Sagrado de Jerusalém, cada uma delas reparava um tipo de transgressão diferente.

 

Cada roupa com a sua função

 

ktonet, túnica do Cohen Gadol, retificava os assassinatos

 

Mihnassaim, a calça do Cohen Gadol, retificava as relações ilícitas

 

Mitznefet, o turbante do Cohen Gadol, retificava a prepotência

 

Avnet, o cinturão do Cohen Gadol, retificava os maus pensamentos

 

Hoshen, a jóia de doze pedras preciosas que o Cohen Gadol tinha sobre o peito, retificava os erros de legislação

Efod, o avental do Cohen Gadol, retificava a idolatria

 

Meil, o manto do Cohen Gadol, retificava a difamação

 

Tzitz, como uma tiara de ouro sobre a testa do Cohen Gadol, retificava a arrogância

 

A explicação do “Rosh”

 

Rabeinu Asher ben Yehiel, conhecido como “o Rosh”, nasceu em Köln na Alemanha antiga aproximadamente no ano de 1250.

 

O Rosh era descendente do grande rabino, Rabi Eliezer ben Nathan, conhecido como o Raaban. Um dos seus oito filhos foi Rabi Yaacov Baal Haturim, autor do Arba’ah Turim, famoso código de lei judaica.

 

 

Seu principal professor foi o o grande Rabi Meir de Rothenburg que naquela época vivia em Worms na Alemanha antiga. Naquela época o Rosh também trabalhou com empréstimos e a situação financeira dele era muito boa

 

Quando Rabi Meir de Rothenburg foi preso pelo governo que queria extorquir a comunidade judaica, o Rosh quis pagar uma fiança astronômica exigida por eles para libertá-lo, mas Rabi Meir recusou, com medo de que isso servisse de incentivo para a prisão de outros rabinos.

 

Após isso, o Rosh assumiu a posição do rabino Meir em Worms. Porém, foi obrigado a emigrar para a França e depois para Toledo na Espanha, onde se tornou o Rabino da cidade por recomendação de Rabi Shlomo ben Aderet conhecido como Rashba.

 

Rabeinu Asher faleceu em Toledo no ano de 1328. Ele trouxe o espírito Talmúdico rigoroso e estreito da Alemanha antiga para a Espanha.

 

Em um dos seus comentários sobre a Guemará, o Rosh explica que as roupas do  Cohen Gadol não conseguiram retificar as transgressões de idolatria, assassinatos e relações ilícitas na época do primeiro Beit aMikdash. O Beit aMikdash foi destruído e nosso povo exilado para a Babilônia por causa dessas transgressões.

 

O motivo para isso, explica o Rosh, é que eles não fizeram Teshuvá, não se arrependeram das atrocidades que tinham feito e não tomaram a decisão de não fazê-las novamente.

 

Mas se tivessem feito Teshuvá, as roupas do Cohen Gadol retificariam as transgressões, o Beit aMikdash não seria destruído e nosso povo não seria exilado.

 

Porque entre as roupas do Cohen Gadol não havia sapato e meia

 

Quando rezamos estamos falando com o Rei. Quando falamos com o Rei devemos estar vestidos adequadamente e ninguém iria visitar um Rei descalço.

 

Como pode ser que o Cohen Gadol, a pessoa que nos representava na frente do rei , não só que deveria estar descalço mas também se ele colocasse uma roupa a mais, como por exemplo os sapatos, seu trabalho seria inválido.

 

Ou seja, ele nem poderia entrar no Mishkan ou no Beit aMikdash assim

 

Don Itzhak Abarbanel, o grande Tzadik que encorajou os judeus a fugirem da Espanha na inquisição, explica que quando AShem se revelou para Moshe Rabeinu pela primeira vez na ocasião do arbusto incandescente, pediu para Moshe tirar os sapatos indicando que a saída do Egito aconteceria de maneira sobrenatural e não por meio do nosso próprio esforço.

 

O mesmo podemos dizer sobre o Cohen no Mishkan ou no Beit aMikdash que eram lugares aonde a revelação Divina acontecia de maneira sobrenatural.

 

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Urim veTumim

 

Tetzavê

 

Urim veTumim

 

Nossa Parashá nos conta sobre as roupas do Cohen Gadol.

 

Muitos segredos se ocultam por trás dessas roupas, como por exemplo o pedido Divino de colocar dentro do ‘Hoshen o Urim e o Tumim.

 

Nas doze pedras preciosas encaixadas no ‘Hoshen estavam gravados os nomes dos doze filhos de Yaakov, patriarcas das treze tribos de Israel (no lugar dos nomes de Efraim e Menashe estava o nome de Yossef).

 

Por trás disso, dentro do ‘Hoshen, estava o Urim e Tumim.

 

Quando surgia uma pergunta de importância pública como uma dúvida relativa à estratégia de guerra ou outro assunto público importante que necessitava de uma resposta Divina explícita, ela era perguntada em frente ao Cohen Gadol que vestia o ‘Hoshen.

 

Então, por causa do Urim e Tumim, um milagre acontecia com as letras dos nomes lapidados nas pedras preciosas

 

Rabi Yo’hanan na Guemará (Yoma) diz que um conjunto de letras se destacava e o Cohen Gadol montava com elas palavras por meio de Rua’h aKodesh (Inspiração Divina). Reish Lakish diz que as letras se moviam milagrosamente e montavam palavras.

 

O Ramban, Rabi Moshê ben Na’hman explica que as letras se iluminavam para o Cohen Gadol e assim elas se ressaltavam

 

O que são Urim e Tumim?

 

Rashi esclarece que o Urim e o Tumim são o Nome explícito de AShem escrito e colocado dentro das dobras do ‘Hoshen

 

Por meio dele as palavras ‘Hoshen se tornavam perfeitas e iluminadas, e por causa desse Nome de AShem que estava nele o ‘Hoshen é chamado de ‘Hoshen Mishpat.

 

Porque por meio dessa escrita as perguntas eram milagrosamente julgadas e as respostas do ‘Hoshen eram explícitas determinando se fazer ou não fazer o que foi perguntado.

 

Urim

 

O Ari Zal explica que o Urim era o Nome de AShem conhecido como Nome “Mem Beit”, letra Mem e letra Beit do alfabeto hebraico cujo valor numérico delas juntas é 42.

 

Esse nome é chamado de “Mem Beit” por ser composto pelas iniciais de cada uma das 42 palavras da reza cabalística “Ana Bekoa’h”

 

Tumim

 

O Ari Zal explica que o Tumim era o Nome de AShem conhecido como “Ain Beit” (72) que é assim chamado por ser o valor numérico do “Milui” (preenchimento) do nome de AShem de quatro letras conhecido como Tetragrama,

 

Ou seja, o nome de cada letra é escrito literalmente e o resultado do valor numérico das letras que compõem os nomes das quatro letras é 72

 

Quando o Cohen Gadol estava no Mishkan ou no primeiro Beit aMikdash esses Nomes se encontravam dentro do ‘Hoshen

 

Diz o Ari Zal que não era possível fazer perguntas dessa forma a não ser dentro do Beit aMikdash ou do Mishkan

 

E por isso o ‘Hoshen de Aviatar, o Cohen que fugiu da cidade de Nov que foi atacada por Shaul e se uniu à David antes de ele ser o rei de Israel, não tinha o Urim e Tumim

 

Ou seja, David recebia respostas Divinas do ‘Hoshen de Aviatar por meio do Rua’h aKodesh do próprio David, e não por causa do Urim e Tumim

 

 

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O segredo da Trumá

 

https://www.instagram.com/reel/DUyARiSkU7b/?igsh=ODJiYjdoa2Fnbm1s

 

Trumá

 

Nossa Parashá nos conta sobre o pedido Divino ao povo de Israel de doarem para a construção do Mishkan.

 

Traduzido como Tobernáculo, palavra que também precisa de uma tradução, então vamos deixar Mishkan mesmo!

 

A linguagem do versículo é : “pegar para AShem (para D’us) uma doação”.

 

Unkelus bar Kalonikus era o filho da irmã do imperador romano Titus que destruiu o segundo Beit aMikdash causando um verdadeiro holocausto para o nosso povo.

 

Unkelus se converteu ao judaísmo e se tornou um “Tana” ou seja, grande Sábio da época da Mishná.

 

Deixou de ser Unkelus bar Kalonikus e se tornou Unkelus ben Avraham Avinu.

 

Ele chegou ao nível de Tzadik e escreveu a tradução explicativa da Torá para o aramaico, e mesmo havendo na época outras traduções da Torá para o aramaico a tradução explicativa dele foi escolhida pelos Sábios da Mishná para ser lida toda semana.

 

Nossos Sábios decretaram ler toda semana duas vezes a Parashá da semana e uma vez a tradução de Unkelus, e por isso ela já vem impressa em todo ‘Humash ao lado da Parashá.

 

Essa tradução foi feita quando ele estava em um nível espiritual elevadíssimo e já tinha Rua’h aKodesh, ou seja, ele viu lá encima como teria que traduzir aqui embaixo.

 

Quando ele chegou nesse versículo que diz “pegar” para AShem (D’us) uma doação, ele traduziu “dar”.

 

Se a tradução é “dar” porque o texto em hebraico diz pegar?

 

Aqui revelamos um segredo oculto da Torá, quando você está dando uma doação na verdade você está “pegando” para você muito mais.

 

Ou seja, no mérito da doação AShem te dá muito dinheiro!

 

Mas a doação tem que ser para o Mishkan, ou seja, para todos os assuntos do judaísmo original que transformam esse mundo não só em uma moradia para AShem, mas na moradia principal 🌻

 

 

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Porque as coisas boas acontecem por meio das pessoas boas ?

 

 

Por que as coisas boas acontecem por meio das pessoas boas?

 

Nossa Parashá nos conta que a pessoa que matou alguém sem intenção é exilada para uma das “cidades de refúgio”.

 

A linguagem do versículo é: “ele não teve intenção mas D’us colocou (esse acontecimento) na mão dele”.

 

Mas porque D’us deixaria acontecer uma coisa dessas por meio dele?

 

Disse o rei David à Shaul:- “Como diz o provérbio original (se relacionando à Torá) “Dos malvados sai o mal”. (e por esse motivo, mesmo tendo tido a oportunidade de matar Shaul em legítima defesa ele não o fez)

 

E aonde a Torá nos diz que dos malvados sai o mal?Nesse nosso exato versículo!

 

“D’us colocou na mão dele” !

 

Ou seja, uma coisa ruim decretada pelo tribunal Divino para acontecer no mundo, acontece por meio de uma pessoa ruim (e por isso David não matou Shaul mas se protegeu de outra maneira, fugindo para a terra dos filisteus)

 

Pergunta Rashi:- Sobre o quê nosso versículo está falando?

 

E ele próprio responde:- Sobre duas pessoas!

 

Uma que assassinou sem intenção e outra que assassinou intencionalmente, e que nesses dois casos não havia testemunhas e eles não receberam nenhum castigo.

 

Um decreto do tribunal Divino trás os dois a um mesmo lugar.Esse que tinha assassinado intencionalmente (nessa reencarnação ou em outra) está sentado embaixo de uma escada, e esse que tinha assassinado sem intenção (também nessa reencarnação ou em outra) sobe na escada.

 

Sem querer, o que tinha assassinado sem intenção cai sobre aquele que tinha assassinado intencionalmente matando ele sem intenção na frente de pessoas que testemunham esse acontecimento , consequentemente ele é condenado à exílio.

 

Final da equação: Esse que matou sem intenção é exilado e esse que matou intencionalmente é morto fazendo acontecer o “Tikun”, o “conserto” daquelas duas almas que carregavam essa pendência até que essa “correção” acontecesse.

Diz o Ari Zal que isso pode ser dividido em duas reencarnações, na primeira ele assassinou intencionalmente e na segunda ele foi morto , e esse é o conserto e refinamento dessa alma, o mesmo se aplica ao segundo caso.

 

Essa equação é aplicada a qualquer transgressão determinando uma regra chamada “megalguelim ze’hut al yedei zacai ve’hová al yedei ‘hayav” .

 

Ou seja, lá de cima fazem uma coisa boa acontecer por meio de uma pessoa boa e uma coisa ruim por meio de uma pessoa ruim.

 

E muitas vezes uma pessoa boa na reencarnação atual infelizmente tinha sido uma pessoa ruim na reencarnação anterior e carrega essa pendência sem saber.

 

Como no caso que trás o Ari Zal sobre um dos inúmeros motivos espirituais pelos quais uma mulher tem um aborto.

 

Nessa reencarnação ou em alguma anterior ela concordou em fazer um aborto não por perigo de vida dela mas talvez por motivos econômicos ou sociais. A partir daí essa mulher carrega essa pendência.

 

Em outro caso uma pessoa cometeu uma transgressão passível de uma pena Divina chamada “caret” (redução da vida para menos de cinquenta anos) mas ela já estava velha e não tinha como passar por esse “caret”.

 

A mulher que carregava a pendência do aborto engravida e o embrião recebe a alma dessa pessoa que precisa receber o caret .

 

No final ela acaba abortando por qualquer motivo contra a vontade dela causando o “caret” dele, e assim as pendências espirituais dele e dela desaparecem, e essas duas almas se purificam.

 

 

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Medicina convencional e medicina alternativa de acordo com a Torá

 

Os Rabinos portugueses de centenas de anos atrás usaram a letra “H” para a transliteração da letra “ח” em Hebraico que equivale a dois erres “rr” em português

 

Na transliteração do hebraico nessa página vamos usar a letra “h” com um apóstrofo ( ‘ ) como dois erres (rr) assim: ‘h e a letra “A” para a transliteração da letra “ה” em Hebraico que tem o som da letra A na língua portuguesa

 

 

 

 

Medicina convencional e Medicina alternativa 

 

A Torá nos ensina que se duas pessoas brigarem e um ferir o outro, uma das coisas que o agressor é condenado é a pagar o custo do médico para curar o agredido.

 

Sendo que a Torá nunca tiraria de alguém um dinheiro indevido e esse custo não aparece aqui como multa, daqui concluem nossos Sábios que a Torá deu ao médico a permissão Divina para curar, como diz Abaye na Guemará em Bra’hót (60/a).

 

Essa “permissão” da Torá não está tratando de “caso ele queira” rezar para AShem (D’us) curar ele é o suficiente e “caso ele queira” ir ao médico está permitido, mas sim que ele é obrigado a ir ao médico.

 

Ou seja, permissão aqui quer dizer obrigação. AShem dá a força para o médico curar e a obrigação para o doente procurar o médico.

 

O Shul’han Aru’h em “Yoré Deá” traz essa lei na prática determinando que ir ao médico quando necessário é uma Mitzvá da Torá para todos os judeus e está incluída na Mitzvá de “Pikua’h Nefesh”. Por isso, diz o Shul’han Aru’h:

 

Qualquer pessoa que está em uma situação que necessita de um médico

 

e opta por não ir, é um criminoso (contra si próprio) (Yoré Deá 336/1)

 

Ou seja, pela Torá um crime contra si próprio também é um crime, e quando a Torá nos pede para agir de maneira natural temos que agir assim porque essa é a vontade Divina.

 

Medicina alternativa

 

A Torá diz que foi dada ao médico a permissão para curar.

 

Em alguns casos a medicina convencional é melhor e em outros a alternativa é mais eficiente.

 

Em um caso de úlcera gástrica por exemplo, algumas vezes pela medicina convencional é necessário fazer uma operação e a medicina alternativa resolve o mesmo problema com uma dieta, o que é uma melhor opção.

 

Ou em caso de dores, às vezes a medicina convencional só consegue resolver isso com remédios fortes que trazem efeitos colaterais ou viciam, e a medicina alternativa resolve o mesmo problema com acupuntura.

 

Sendo que os resultados são reais e até os convênios estão oferecendo medicina alternativa, está claro que devemos optar pelo tratamento mais eficiente, mais eficaz e menos prejudicial à saúde, sendo ele medicina convencional ou alternativa.

 

Mas quando a medicina alternativa envolve assuntos de idolatria como cura por meio de espíritos ou coisas desse gênero, aí entramos na proibição da Torá em relação a idolatria, e esse tipo de medicina alternativa é proibido pela Torá.

 

Três médicos, duas opiniões

 

Quando o problema de saúde é complexo e envolve assuntos irreversíveis, o ideal é se consultar com três médicos diferentes e, sem faltar com o respeito a nenhum deles optar pela melhor solução.

 

No caso que dois médicos estão diagnosticando igual é mais provável que estejam mais certos do que o outro.

 

Médico jovem e médico velho

 

Geralmente um médico jovem está mais atualizado sendo que a medicina se desenvolve de ano para ano e essa área exige muitas horas de estudos diários dificultando aos médicos mais antigos acompanhar esse desenvolvimento. Mas é claro que em toda regra existem exceções!

 

E esse é um dos sinais da vinda do Mashia’h, que “Todos os jovens vão fazer todos os velhos passarem vergonha”.Vemos isso atualmente em quase todas as profissões!

 

Mashia’h está chegando!

 

Diz o Rebe que no caso de nós judeus, nossa saúde material depende da nossa saúde espiritual.

 

 

E da mesma maneira que quando sentimos fraqueza em um órgão material devemos ir ao médico sendo que precisamos nos comportar de maneira natural e a Torá deu permissão, que quer dizer também força, ao médico para curar , assim também devemos nos comportar quando sentimos fraqueza em um assunto espiritual

 

(obs. Nessa carta o Rebe indica estudar no livro Tanya a parte chamada de Shaar Hai’hud Vehaemuná)

 

 

 

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Mensagem da Parashá

Por que Ytró optou por se converter ao judaísmo?

Nossos Sábios nos contam que Ytró optou por se converter ao judaísmo depois que ouviu sobre a abertura do mar vermelho e a guerra de Amalek .

 

O que tem a ver a abertura do mar vermelho com a guerra de Amalek?

 

A abertura do mar vermelho nos lembra o carinho que AShem (D’us) tem por nós, nos fazendo milagres revelados, cuidando de nós e nos protegendo .

 

Depois de todos esses milagres enormes aparece o extremo dos povos , o mais prepotente e arrogante, e faz o que todos os outros povos gostariam de ter feito mas tinham medo, lutam contra nós!

 

Ytró vê os dois extremos, o amor que D’us tem por cada judeu e a frieza dos povos do mundo, que mesmo vendo os milagres revelados que AShem faz para nós , no lugar de se unir à D’us lutam contra ele , e qualquer meio termo sempre vai estar vinculado a um desses dois extremos, ou seja, os outros povos estavam felizes com a atitude de Amalek mesmo não tendo a coragem de fazer igual.

 

A Torá nos conta que a guerra contra Amalek acontece em cada geração.

 

Na prática ela aconteceu somente duas vezes e na época do Mashia’h vai acontecer mais uma vez. Entre essa primeira guerra de Amalek no deserto e a segunda guerra na época do rei Shaul não tínhamos a Mitzvá de exterminar o Amalek até que fosse nomeado o primeiro rei de Israel.

 

Depois que Shaul não fez isso totalmente, Amalek se misturou com os povos do mundo nos tirando a possibilidade de saber quem é Amalek.

 

Na época do Mashiach acontecerá a terceira guerra contra Amalek e depois disso eles já não existirão mais .

 

Então, se são somente três guerras na história, como podemos cumprir o mandamento que nos foi dado na Parashá de lutar contra Amalek em cada geração?

 

Diz o Rebe que esse assunto extremamente importante é totalmente espiritual. Amalek representa uma força espiritual negativa que chamamos de “Klipá”. Essa Klipá de Amalek causa a frieza e a insensibilidade em todos os assuntos espirituais.

 

A consequência dela em cada um de nós é: mesmo vendo milagres no dia a dia, mesmo conscientes de que D’us está cuidando de nós o tempo todo como crianças pequenas, mesmo assim somos capazes de rezar com frieza, cumprir os mandamentos Divinos sem entusiasmo fazendo “nada mais que a obrigação”.

 

Achando que mesmo AShem tendo nos ajudado no passado com certeza ele não vai nos ajudar mais, e por último estudando Torá e cumprindo as Mitzvot SEM a mínima consciência de que D’us existe e achando que tudo está dependendo somente de nós. Assim era Caim , e agora dá para entender porque a guerra de Amalek sensibilizou tanto Ytró!

 

Como lutar contra esse Amalek espiritual :

 

1-Todo dia se conscientizar de que D’us existe, de que ele é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e de que ele está cuidando de cada um de nós e nos protegendo a cada instante!

 

2- Rezar todo dia com muita alegria e entusiasmo e saber que Hashem está ouvindo com muito prazer cada palavra da nossa reza e está cheio de orgulho de nós!

 

3-Cumprir os mandamentos Divinos com muita alegria , muito entusiasmo e muito capricho, sabendo que AShem (D’us ) está cheio de alegria por cada mandamento que cumprimos!

 

4- Se lembrar de todas as vezes que AShem te ajudou no passado, se lembrar de todos os pequenos milagres do dia a dia e saber que agora AShem vai te ajudar muito mais e te fazer muito mais milagres!

 

E o principal, expulsar todos os pensamentos contrários aos quatro itens anteriores alinhando nosso intelecto dessa maneira todo dia e toda hora 365 dias por ano!

 

 

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Mensagem da Parashá

Porque Ytró não se converteu ao judaísmo durante os quarenta anos que Moshe Rabeinu morava com ele?

 

Nossa Parashá começa com as palavras: “E ouviu Ytró, sacerdote de Midian, sogro de Moshe, tudo o que fez AShem (D’us) para Moshe e para Israel seu povo, que AShem tirou o povo de Israel do Egito”.

 

Rashi explica: Que notícia ouviu Ytró e por causa disso veio? (veio se converter ao judaísmo). Ouviu sobre a abertura do mar vermelho e a guerra de Amalek.

 

Rabi Yehuda Arie Leib Alter, conhecido como o “Sfat Emet”, foi o terceiro Rebe da cidade de Gur na Polônia há mais de cento e vinte anos atrás.

 

Ele explicou que com a força da saída do Egito, os portões celestiais se abriram para que as pessoas pudessem se converter ao judaísmo, como está escrito: “até esse momento nenhum escravo conseguia fugir do Egito”. Ou seja, nenhuma Alma Divina que estava subjugada pelo lado impuro conseguia sair dele.

 

Com a força da saída do Egito se expandiu a força da santidade atraindo pessoas ao judaísmo, como está escrito: “e também uma grande multidão subiu com eles.

 

Por isso Ytró teve a força espiritual para ouvir e se submeter ao lado da santidade, mesmo que antes disso ele conviveu quarenta anos com Moshe Rabeinu era seu genro, pai dos seus netos, pastor do seu rebanho e morava com ele em Midian. Moshe Rabeinu fugiu do Egito para Midian com quarenta anos e se casou com Tzipora, a filha de Ytró, e somente quarenta anos depois, quando Moshe Rabeinu já estava com oitenta anos, ele deixou Midian e foi tirar o povo de Israel do Egito

 

Ytró e a guerra de Amalek

 

Diz o Sfat Emet que o fato de a história de Ytró estar escrita na Torá  junto com a história de Amalek vem nos indicar que por meio da saída do Egito se refinou a mistura entre o bem e o mal, o bem se separou do mal e , consequentemente, o mal se separou do bem.

 

Também entre os povos do mundo existem pessoas do lado bom, Almas Divinas, mas estão misturadas com o lado mal.

 

Com a saída do Egito, quando o povo de Israel foi refinado da impureza e se tornou santificado para AShem, automaticamente todos aqueles que tinham uma boa vontade e quisessem por opção própria deixar o mal e se aproximar de AShem, poderiam fazer isso se unindo ao povo de Israel que já tinha saído do lado impuro, já tinha saído do mal.

 

E  todos aqueles que eram pessoas ruins por opção, ou seja, optaram pelo lado do mal que se separou do bem,  se uniram à Amalek que já tinha saído do lado puro,  já tinha saído do bem.

 

Por meio do povo de Israel ficou definitivamente clara a maldade de Amalek e a bondade de Ytró.

 

O “Sfat Emet”

 

Rabi Yehuda, conhecido posteriormente como o Sfat Emet, nasceu em 1847 e era neto do Rebe Itzhak Meir Alter conhecido como Hidushei Harim.

 

Com dois anos de idade ficou órfão de mãe e com oito de pai, passando a morar com seu avô, Rabi Itzhak Meir Alter, fundador da Hassidut Gur, que ensinou à ele os mais profundos segredos da Torá.

 

Rabi Yehuda casou-se com 15 anos de idade e o nome do seu sogro também era Yehuda. Por motivo cabalistico,  sogro e  genro não podem ter o mesmo nome, e por causa disso seu avô , Rabi Itzhak Meir,  acrescentou à ele o nome de Arie Leib. E assim, com 15 anos de idade ele passou a ser chamado de Rabi Yehuda Arie Leib.

Rabi Yehuda Arie Leib se tornou o Rebe de Gur com apenas 23 anos de idade,  quatro anos depois do falecimento de seu avô.

 

Por ser um jovem Rebe, Rabi Yehuda Arie Leib atraiu milhares de jovens estudiosos da Torá para a Hassidut Gur que na época se tornou a maior Hassidut da Polônia chegando a contar com 100.000 Hassidim.

 

Em 1904 os russos, que na época dominavam a Polônia, recrutaram dezenas de milhares de judeus que foram mandados diretamente para a frente de batalha na guerra contra o Japão.

 

Milhares de Hassidim de Gur foram mandados para a guerra, o que afetou diretamente a saúde do Rebe que faleceu em 1905 no mês judaico de Shvat (o mês judaico atual) com apenas 57 anos de idade, deixando como herança para nós uma profunda explicação da Torá que foi editada depois do seu falecimento e recebeu o nome de Sfat Emet.

 

A partir daí Rabi Yehuda Arie Leib Alter vai ser conhecido por todos como Sfat Emet.

 

Ele nos contou também que o fato de Ytró ter vindo se converter ao judaísmo era a nossa recompensa por termos passado pelo exílio do Egito, como disseram nossos Sábios na Guemará em Pessa’him: “o povo de Israel não foi exilado a não ser para que se unissem à eles os guerim (os convertidos).

 

E portanto, com a força da Galut (exílio) do Egito, saiu de lá uma grande multidão e Ytró acima de todos.

 

Dessa maneira se concretizou o provérbio do rei Salomão: “em toda tristeza existirá uma vantagem”.

 

Ou seja, de todo acontecimento ruim também ganhamos alguma coisa boa.

 

E isso é o que está indicando o versículo quando diz que temos que amar o guer porque guerim fomos na terra do Egito. Esse versículo nos indica que o principal objetivo do exílio do Egito era por causa dos guerim que iriam sair de lá.

 

E provavelmente isso é o que estavam indicando nossos Sábios quando disseram que os guerim são difíceis para o nosso povo como a “sapa’hat”, pelo motivo de termos que nos misturar entre os povos do mundo por causa dos guerim.

 

E por isso escreveram nossos Sábios que a “seet” a “sapahat” a “baheret” e a “tzaraat” indicam os quatro impérios dentro dos quais somos exilados.

 

porque todos os quatro exílios aconteceram para nos possibilitar de tirar deles as “luzinhas de santidade” que estão misturadas com o “outro lado”, e por meio do nosso exílio entre eles, essas “faíscas Divinas” se refinam e sobem.

 

Não haverão mais guerim na época do Mashia’h

 

O Sfat Emet nos explica uma passagem do Midrash Rabá que diz: “Três coisas perdidas encontrou AShem”.

 

1- encontrou fidelidade no seu coração: esse é Avraham Avinu, o primeiro “guer”, o primeiro de todos os convertidos.

 

2- “Como uvas no deserto encontrei Israel”: Eles são o principal da conversão, porque tiveram o mérito de ser escolhidos para AShem para ser seu povo e sua herança.

 

3- “encontrei David meu servo”: esse é o Rei Mashia’h que determina o final das conversões, porque nos dias do Mashia’h não serão recebidos mais convertidos.

 

O motivo para isso é que já estarão consertadas e separadas do mal todas as Almas adequadas para se unir à Santidade.

 

Conclusão: sendo que estamos no exílio para atrair as Almas do lado bom, a saída do exílio é a prova mais clara de que esse trabalho terminou !

 

 

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

O que aprendemos com a Shirá e com o Man?

O que aprendemos com a Shirá, a música que o nosso povo fez para AShem (D’us) quando viram que estavam salvos totalmente dos egípcios?

O Maguid de Mezritch nos contou que AShem (D’us) tem um prazer enorme em ouvir as nossas rezas.

 

O Maguid deu um exemplo de um grande Rei que tinha um passarinho que falava e o rei ficava muito alegre em ouvir o passarinho falar.

 

Mesmo que o rei tinha  ministros e côrte que falavam com muito mais erudição do que o passarinho, ele ficava muito mais feliz em ouvir o passarinho falar , porque um ser humano falando é uma coisa normal, mas um passarinho falando é uma coisa fantástica!

 

Dessa mesma maneira, diz o Maguid, lá em cima existem infinitos anjos que cantam muito bonito , mas nós somos o passarinho que fala!

 

Uma Alma Divina dentro de uma alma animal dentro de um corpo material , isso “faz a diferença” lá em cima.

 

Então quando rezamos temos que nos lembrar que AShem está prestando muita atenção em cada palavra que falamos, mesmo se falamos um pouco errado, e tem um prazer enorme em nos ouvir.

 

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O que aprendemos com o Man, a comida que caiu do céu literalmente durante os quarenta anos que o nosso povo estava no deserto?

 

O povo de Israel saiu do Egito com a comida que eles conseguiram carregar , mas na hora que a comida acabou, somente nessa hora uma comida muito melhor começou a cair do céu !

 

Quando chegaram no “fim do caminho” o mar se abriu e quando a comida acabou ela começou a cair do céu nos ensinando que no judaísmo não existe “beco sem saída” !

 

Uma mãe está sempre cuidando das suas crianças, quanto mais AShem está sempre cuidando de nós e não nos esquece por aí!

 

 

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

O conserto de Caim

 

Ytro

 

Nossa Parashá nos conta que Ytró, o sogro de Moshe , levou sua filha Tzipora junto com os dois filhos dela para Moshe no deserto.

 

Porque Ytró teve que se arriscar dessa maneira e não podia esperar Moshe vir pessoalmente buscar sua família?

 

O Ari Zal nos conta que Ytró era a reencarnação de Caim e Moshe era a reencarnação de Abel. A Torá nos conta que Caim teve um filho com sua esposa e o chamou de ‘Hano’h.

 

Quem era essa esposa que a Torá não conta de onde ela nasceu ? E claro que ela não era sua própria mãe!

 

Quando a Torá nos conta sobre o nascimento de Caim e Abel aparece três vezes a palavra “et”. O Midrash decifra disso que junto com Caim nasceu uma irmã gêmea e com Abel nasceram duas e elas seriam as futuras esposas deles.

 

Caim ficou indignado por ter uma esposa só enquanto seu irmão teria duas , encontrou um motivo para briga justificando como sendo por um assunto religioso (de seu korban não ter sido aceito) e terminou assassinando seu irmão por achar que não tem no mundo nem lei e nem juiz e que nada vai acontecer por causa disso.

 

Os três se reencarnam novamente. Caim é Ytró, Abel é Moshe, e aquela gêmea, pivô da briga entre eles é Tzipora.

 

Por isso Ytró tinha que tomar a iniciativa de ele levar Tzipora para Moshe, porque esse era o “Tikun” (conserto) da alma de Caim, devolver a “gêmea” e salvar o “irmão” para consertar o fato de tê-lo assassinado por causa dela.

 

Ytró leva Tzipora para Moshe e por meio de seus conselhos salva a vida de Moshe de um infarto por stress delegando o trabalho de Moshe à milhares de juízes e construindo uma estrutura de governo jamais vista antes.

 

Sendo que Caim tinha assassinado Abel porque achava que o mundo não tem um juiz , essa parte da Torá que é chamada “Parashat a Dayanim” (“a Parashá dos juízes”) teve que chegar à nós por meio de Ytró, e assim ele “acrescentou” uma Parashá na Torá.

 

Aprendemos daqui um ensinamento muito importante:

 

Se até o próprio Moshe poderia ter terminado sua vida de maneira fatal por ter centralizado tudo envolta de si próprio , e foi salvo por Ytró que fez ele delegar seu trabalho à pessoas adequadas para essa função mesmo não sendo tão adequadas como ele próprio era , quanto mais nós, que muitas vezes encontramos pessoas muito mais adequadas do que nós para delegar funções de muito menos responsabilidade do que era a deles !

 

Então, vamos começar a nossa “descentralização” e salvar nossas próprias vidas!

 

 

Rabino Gloiber
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