Ciclo do ano Judaico

Hol a Moéd Pessa’h


Pessa’h 2026  (fora de Israel)

 

A proibição de comer qualquer tipo de hametz e seus derivados e usar qualquer tipo de utensílio que foi usado para hametz continua até o final da festa de Pessa’h ao anoitecer de quinta-feira dia 9 de abril de 2026.

 

Hoje, domingo 5 de Abril, segunda-feira 6 de abril e terça-feira , 7 de abril são os dias de Hol a Moed de Pessa’h

 

HOL A MOÉD PESSA’H

 

As atividades normalmente proibidas em Yom Tov como por exemplo andar de carro, falar no telefone, acender e apagar luz elétrica, etc, são permitidas nos dias de hol a moéd.

 

Mas todo trabalho que envolve muito esforço, muito tempo, ou um conserto profissional, são proibidos em hol a moéd.

 

Nas rezas de Arvit que é a reza da noite, Shaharit que é a reza da manhã, e Min’há que é a reza da tarde, falamos a mesma Amidá de todos os dias acrescentando o parágrafo “Yaalé veyavô”, lembrando lendo nele a opção “festa de Pessa’h”. Não colocamos tefilin em hol a moéd.

 

Também no Birkat a Mazon, que no caso de Pessa’h é a reza que fazemos depois de comer a Matzá, acrescentamos “Yaalé veyavô”.

 

Depois do Shaharit falamos meio-Alel, lemos a Torá e falamos uma Amidá adicional chamada de Mussaf de Pessa’h.

 

Ao pôr do sol de terça-feira dia 7 de abril começa o Yom Tov do sétimo dia de Pessa’h que continua durante a quarta-feira dia 8 de abril até o anoitecer.

 

Esse dia é chamado de “Shevií Shel Pessa’h” que é seguido pelo oitavo dia de Pessa’h chamado de “Aharon Shel Pessa’h”.

 

O oitavo e último dia de Pessa’h, “Aharon Shel Pessa’h” começa ao anoitecer de quarta-feira dia 8 de abril e termina somente ao anoitecer de quinta-feira dia 9 de abril de 2026.

 

Pessa’h Kasher veSamea’h

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você

Limpeza de Pessa’h  🪠 A alegria de limpar 

Limpeza de Pessa’h  🪠 A alegria de limpar

 

LIMPEZA DE PESSA’H, A ALEGRIA DE LIMPAR

 

O Brasil tem uma vantagem sobre todos os países. Aqui ninguém limpa a casa sozinha, aqui graças à D’us temos as ajudantes. E mesmo quem não tem ajudante o ano inteiro, quando entra o mês de Nissan a ajudante deixa de ser um luxo do nosso país tão distante, mas se torna uma necessidade básica

 

E sendo que se tornou um costume de toda a nossa geração vender o Hametz antes de Pessa’h pelo motivo de todos nós termos hametz armazenado no freezer e costumarmos fazer compras em grande quantidade nas grandes redes de supermercados, para todos nós eliminar o hametz antes de Pessa’h é um grande prejuízo e por isso é permitido para todos nós vender o Hametz antes de Pessa’h

 

E o que ganhamos com isso é que por causa dessa venda podemos confiar na limpeza da ajudante sendo que de qualquer maneira se ela esqueceu de limpar alguma coisa mesmo que intencionalmente, esse hametz deixará de ser nosso por meio da Mehirat Hametz

 

Vantagens da ajudante sobre nós

 

1-com certeza ela limpa bem melhor do que você.

 

2- se você limpar com toda a sua delicadeza, ninguém vai ser louco de pedir para você limpar de novo, mas para ela sim

 

3- quanto mais dias de trabalho tiver mais feliz ela vai ficar porque assim ela ganha mais, o contrário de você que quanto mais trabalho tiver mais você se desgasta

 

Em outras palavras, deixe a ajudante limpar mas não deixe de supervisionar a limpeza dela, você é a “mashguichá” da limpeza de Pessa’h da sua ajudante

 

Não esqueça de limpar o escritório e o carro, atenção especial para os bolsos das roupas especialmente das crianças, bainhas de calças, punhos de roupas

 

ASPIRADOR DE PÓ:

 

o saco descartável deve ser removido antes de Pessa’h e a caixa limpa, caso o saco do aspirador não seja descartável ele deve ser lavado.

 

Rações

 

Venda a ração e o animal de estimação no preenchimento do formulário da venda do Hametz e peça para alguém que não é judeu vir para a sua casa em Pessa’h dar a ração do não judeu para o animal de estimação do não judeu. Depois de Pêssa’h o Rabino compra automaticamente o animal e a ração de volta para você

 

Quartos

 

Estrados da cama, em baixo do colchão, encostos das camas, passar lustra móvel nos armários dentro e fora.

 

Lavar colchas e edredons, travesseiros colocar para ventilar ou lavar.

 

Aspirar e lavar bem o piso, não esquecendo das frestas

 

Armários de roupas

 

Tirar tudo dos armários, limpar os armários por dentro e aproveitar para separar o que é para doar do que volta para dentro

 

Sala

 

Tampos de mesas com vidro removíveis devem ser retirados e limpos. Nas bordas e cavidades da mesa onde foi retirado o tampo, retirar a sujeira que ficou impregnada…talvez de hamêts.

 

Aspirar e limpar poltronas e sofás;
Não esqueça de limpar as capas dos livros e a estante da sala porque os livros vão da mesa para a estante e da estante para a mesa levando o hametz com eles

 

Banheiros

 

Separar todo o material de higiene em uma prateleira ou armário que não será usado durante Pessa’h reservando lugar limpo para os produtos de higiene da lista Casher para Pessa’h (shampoos, sabonetes, escovas de dente novas e pasta de dente, bem como cosméticos que fazem parte da lista).

 

Sacudir os bolsos de mochilas, bolsas, pastas etc., removendo todos os resíduos

 

Cozinha

 

FOGÃO

 

Se possível, devem ser trocadas as grelhas. Caso contrário, devem ser aquecidas até ficarem incandescentes. A mesa do fogão deve ser limpa e casherizada posteriormente derramando sobre ela água fervente e passando uma pedra ou ferro em brasa para que a água continue fervendo.

 

Após este procedimento, sugere-se cobrir a parte de cima do fogão com folha de alumínio. Se a parte de cima do fogão for esmaltada, deve ser bem limpa e depois coberta com uma folha de alumínio grossa ou chapa.

 

As bocas devem ser bem limpas e depois o fogo é aceso no máximo para eliminar resíduos de hamêts.

 

Os botões do gás devem ser retirados e limpos (há quem costume cobri-los com contact ou folha de alumínio)

 

FOGÃO ELÉTRICO

 

Deve ser aceso no máximo até a chapa avermelhar. Sobre a parte de cima restante joga-se água fervendo, passando na água uma pedra ou ferro incandescente

 

FORNO

 

As grades devem ser aquecidas até ficarem incandescentes. O forno deve ser bem limpo com um produto especial que remova toda a gordura. Em seguida, deve ser aquecido na temperatura máxima durante duas horas. Se possível, as paredes internas devem ser revestidas, bem como o teto, o chão, a parede interna da porta com folhas de alumínio grossa

 

FORNO AUTOLIMPANTE

 

Há dois tipos de autolimpante: aquele que chega até cerca de 500ºC se casheriza automaticamente, ao ser limpo na temperatura máxima até o final do ciclo. Porém, o forno que não chega a esta temperatura deve seguir a limpeza do forno normal

 

FORNO DE MICROONDAS

 

Deve ser limpo internamente com produto de limpeza e ficar 24 horas sem uso. Em seguida, coloca-se um recipiente não usado nas últimas 24 horas com água limpa, deixando o forno ligado até formar bastante vapor.

 

Se possível, este processo deve ser feito três vezes, enchendo o recipiente sempre com água fria. Depois disso, o interior deve ser limpo. Se possível, deve ser trocado o prato de vidro ou coberto com isopor ou plástico grosso. De preferência, ao usar este forno para cozinhar, é prudente cobrir por completo os alimentos

 

PIA

 

Cubas de porcelana, cerâmica ou esmaltadas não podem ser casherizadas. Neste caso, devem ser limpas e cobertas por todos os lados , podem ser usadas folhas de EVA que podem ser compradas em qualquer papelaria, ou qualquer material grosso plastificado ou emborrachado, o importante e que seja impermeável

 

Cubas de metal, mármore ou granito podem ser casherizadas. Para tanto a pia não deve ser usada com alimentos quentes por 24 horas antes da casherização e deve ser meticulosamente limpa.

 

É jogado no ralo um produto desentupidor para destruir qualquer vestígio de hamêts.
Em seguida, seca-se a pia.

 

Posteriormente, é despejada água fervente de uma chaleira ou panela nova, ainda borbulhando, atingindo todos os cantos da cuba, balcão, torneiras, ralos, etc.

 

Enquanto a água é despejada, deve-se passar sobre a pia uma pedra ou ferro incandescente para fazer a água borbulhar.

 

É costume forrar a pia mesmo após a casherização (por todos os lados , podem ser usadas folhas de EVA que podem ser compradas em qualquer papelaria, ou qualquer material grosso plastificado ou emborrachado, o importante e que seja impermeável.)

 

LIQUIDIFICADOR, BATEDEIRA, MULTIPROCESSADOR

 

A máquina deve ser bem limpa e, de preferência, envolvida em papel alumínio. Um novo copo, novas faquinhas para o multiprocessador e liquidificador, e novas pás e tigelas para a batedeira devem ser compradas

 

GELADEIRA E FREEZER

 

Devem ser descongeladas e limpas as paredes internas, prateleiras e gavetas com um pano úmido e produtos de limpeza;

 

na borracha da porta, deve ser usada uma escovinha também para melhor limpeza de resíduos infiltrados.

 

Há o costume de cobrir as prateleiras com borracha, plástico ou alumínio para o uso de Pessa’h

 

ARMÁRIOS da cozinha

Devem ser bem limpos e forrados

 

MESAS E BALCÕES

 

Se possível, água fervente deve ser jogada à semelhança da pia; caso possa estragar a mesa, deve ser limpa e forrada. Basta limpar bem a mesa da sala, sobre a qual não se coloca nada quente com perigo de estragá-la, e cobri-la com uma toalha.

 

A mesinha do cadeirão das crianças também deve ser casherizada. Pode ser coberta com papel contac

 

TOALHAS DE MESA (MENOS AS DE PLÁSTICO) E GUARDANAPOS

 

De preferência devem ser reservados para uso exclusivo de Pessa’h. Se não for possível, as bordas devem ser escovadas para retirar possíveis resíduos de hamêts, e as toalhas lavadas com água quente, sem engomar

 

UTENSÍLIOS

 

Os utensílios que usamos durante todo o ano para hamêts não devem ser utilizados desde a véspera de Pessa’h, até finalizada a Festa; Deve-se lava-los bem, e guarda-los em lugar bem fechado.

 

Hoje em dia está ao alcance de quase todos ter louça especial para Pessa’h.Entretanto, para aqueles que não é possível, poderão usar a vasilha normal depois do processo da Hagalá, excepto os utensílios de porcelana ou cerâmica que não são susceptíveis de hagalá.

 

Devido a que são múltiplos os casos e os detalhes, assim como os costumes sobre este procedimento, aconselhamos consultar o rabino da sua comunidade. Se você não puder ter novos utensílios para Pessa’h, aconselhamos usar utensílios DESCARTÁVEIS

 

A Eliminação do Hametz

 

Como vimos anteriormente, começando na manhã da véspera de Pessa’h e se estendendo até o término desta festa de oito dias (sete em Israel), é proibido comer, possuir ou mesmo se beneficiar de qualquer quantidade de Hametz.

 

Apesar da palavra ser comumente traduzida como “fermento” ou “levedura”, o termo Hametz possui uma definição bem mais precisa.

 

Significa trigo, aveia, cevada, trigo espelta e centeio que permaneceram úmidos por 18 minutos ou mais – tempo suficiente para que se inicie o processo de fermentação e tudo o que deriva disso

 

Mehirat Hametz, a venda do Hametz

 

Alguns dias antes de Pessa’h, vendemos nosso Hametz a um não judeu.

 

A maneira mais simples de realizar essa venda é preenchendo um contrato de venda que é enviado à um rabino, que intermedia tanto a venda a um não judeu na manhã antes do início de Pessa’h, quanto a recompra, ao anoitecer do término dos oito dias de Pessa’h.

 

Isso também pode ser feito pelo internet, mas tenha o máximo cuidado de vender o seu Hametz em um site de um rabinato que se encontra no seu fuso horário

 

Porque se você vende ele em um fuso horário diferente ele será vendido ou comprado de volta pelo Rabino em um horário que a proibição de possuí-lo recai sobre você causando um verdadeiro desastre acesse à esse site e venda o hametz de acordo com o fuso horário da sua cidade

 

https://pt.chabad.org/holidays/passover/sell_chometz_cdo/jewish/Venda-seu-Chamts-Online.htm

 

O Contrato de Venda de hametz permite a guarda dele, na sua casa pois esses alimentos deixam de pertencer a você, passando a ser propriedade do não judeu que os adquiriu.

 

Esse contrato não é, como muitos poderiam pensar, apenas um estratagema para burlar as leis da Torá , porque aquele não judeu que compra o seu Hametz pode, se assim quiser, ficar de posse daquilo que comprou, e eu me lembro que isso quase aconteceu uma vez no Brasil há mais de quarenta anos atrás. Quando você vende o seu Hametz tem que estar ciente de que não se trata de uma venda de “faz-de-conta”

 

 

Rabino Gloiber

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Cosméticos em Pessa’h

COSMÉTICOS em Pessa’h 

Um hametz que chegou a um nível de decomposição que um cachorro está disposto a passar fome mas não comê-lo, recebe pela lei judaica o status de nifssal me’ahilat kelev, deixa de ser um hametz proibido em Pessah e pode ser utilizado.

Sendo que o batom não seria comido por um cachorro mesmo que ele estivesse com muita fome, mesmo se esse batom contém hamets ele pode ser usado em Pessah nos dias em que uma mulher pode colocar batom.

Ou seja, não se pode colocar batom no próprio dia de Yom Tov ou Shabat por que entre os trabalhos proibidos nos dias de Shabat e Yom Tov está o de colorir.

Mesmo que o batom não seria comido por um cachorro e portanto seria considerado pela lei judaica como hametz não comestível que seu uso é permitido em Pessa’h,  a maioria das mulheres judias religiosas não usam batom em Pessa’h a não ser que ele apareça em uma lista de produtos liberados para Pessa’h.

Creme dental e bochecho contêm sorbitol e outros ingredientes que podem ser derivados de hamets.

Embora pela lei judaica esses itens são permitidos para utilização, sendo que que são nifsal me’ahilat kelev, é melhor não usá-los sendo que eles são usados via oral.

Historicamente, temos o costume de seguir as opiniões mais rigorosas em tudo o que é relacionado a  Pêssa’h.

Nosso costume é não usar coisas que possam conter hamets, mesmo quando eles são claramente nifsal me’ahilat kelev. 

Rabino Gloiber

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Dicas de sobrevivência em Pessa’h

Lá vão algumas dicas para você sobreviver com muito amor e carinho a festa de Pessach 5786 que está comemorando 3338 anos da saída do Egito.Manual de sobrevivência de Pessach :

 

1-Em primeiro lugar, agora mesmo acesse ao site:

 

https://pt.chabad.org/holidays/passover/sell_chometz_cdo/jewish/Venda-seu-Chamts-Online.htm

 

e dê a sua permissão aos rabinos para venderem o seu hametz.

 

Lembre-se que a partir da hora que o rabino vende o seu hametz o hametz perdido em casa que não for encontrado já não será mais seu em Pessa’h, e mesmo se for encontrado em Pessa’h não tem problema porque ele está vendido e não é mais seu.

 

Mas não se esqueça de avisar as crianças para não comerem nada que for encontrado em Pessa’h sem mostrar para a mamãe.

 

Então , não perca a paciência com as crianças e dê à eles todo o amor e carinho para eles associarem os preparativos de Pessa’h às boas lembranças da infância.

 

2-Não deixe a cozinha para última hora:

 

O principal da limpeza para Pessach é a cozinha.

 

Os rabinos de Israel costumam dizer : “pó não é hametz e as crianças não são korban Pessach” .

 

Ou seja, você não tem que se desgastar onde não precisa e depois despejar a sua fúria em cima das crianças .

 

Vale a pena adiantar algumas coisas para não entrar em pânico de última hora, como por exemplo , se você tem o freezer da geladeira e outro freezer a parte, passe as coisas do freezer da geladeira para o outro freezer e já deixe o freezer de geladeira limpo para Pessach.

 

3- Armários:

 

Há  treze anos atrás minha esposa estava internada no hospital antes de Pessa’h e eu fiquei responsável por limpar a casa com a ajuda de uma nova ajudante não judia que nunca tinha visto uma limpeza de Pessa’h na vida.

 

Entramos no primeiro quarto. Antes de ir para o hospital minha esposa tinha deixado o quarto limpo e arrumado e a ajudante não tinha entendido o que mais precisava limpar.

 

Eu expliquei para ela que precisamos limpar o quarto para Pessa’h.

 

Mas o que vem a ser isso? Simples! Tirei absolutamente tudo que tinha nos armários , coloquei em cima das camas e pedi para ela limpar o armário por dentro e colocar de volta somente todas as coisas que não são comestíveis, e qualquer coisa comestível encontrada levar para a cozinha.

 

Avisei antecipadamente que para Pessach a gente dá um bônus, sendo que o trabalho é mais difícil.

 

Por incrível que pareça havia lá doces hametz que escondemos e esquecemos que tínhamos escondido!

 

Mas também se você não fizer dessa maneira mas só limpar os armários de maneira genérica e verificar bolsos e bolsas já é o suficiente, principalmente pelo fato de você ter autorizado o rabino à vender o seu chametz.

 

4- Carro: dá para adiantar isso também e lavar o carro muito bem lavado , principalmente por estarmos fazendo as compras de Pessa’h e levando nele.

 

5- Compras para Pessa’h:

 

Não se esqueça de comprar roupas novas para a sua esposa e filhos porque isso faz parte da Mitzvá do Yom Tov de Pessa’h , também devemos comprar uma (pode ser semi) jóia para a esposa.

 

Hoje que a variedade é grande é melhor dar o dinheiro para ela comprar para ela poder escolher o que ela prefere.

 

E o principal, os alimentos , que podem ser comprados de acordo com os produtos liberados na lista que se encontra anexa nos sites

 

https://www.bka.com.br/lista-de-pessach

 

https://bdk.com.br/produtos/?pessach=1

 

 

As carnes podem ser encomendadas no site do Livenn www.livenn.com.br

 

Mesmo os estabelecimentos Casher estarão vendendo produtos Casher Lepessach e também não Casher Lepessach. Quando você faz as compras de Pessach verifique se o produto que você está comprando é Casher Lepessach especificamente.

 

6-Trabalho:

 

Você tem seu próprio negócio? O hametz dos seus colaboradores não é seu. Mesmo assim encaminhe esta página para os seus colaboradores judeus e peça para eles entrarem no site de venda do hametz e autorizarem o rabino à vender o hametz deles .

 

Se você é o dono do seu próprio negócio a Bedikat hametz (verificação do hametz) tem que ser feita no negócio também

 

O importante é fazer tudo com alegria e tranquilidade lembrando à todos à sua volta que Pessa’h é uma festa e não um pesadelo.

 

Muita alegria nessa hora ❤️

 

 

 

 

Rabino Gloiber

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O que aprendemos com a festa de Pessa’h

O que aprendemos com a festa de Pessa’h?

 

Moshe Rabeinu foi o que recebeu a Torá diretamente de AShem , falou com D’us “face a face” .

 

Mas Moshe Rabeinu, mesmo tendo toda essa grandeza, a Torá testemunha sobre ele que ele era o mais humilde de todas as pessoas do mundo.

 

Moshe Rabeinu era filho de Amram , o líder da geração, D’us se revelou para ele na ocasião do “arbusto incandescente”, D’us o chamou para subir ao monte Sinai, etc etc etc , e com tudo isso como ele conseguiu se manter humilde?

 

Moshe imaginou que qualquer outra pessoa que estivesse nessas mesmas circunstâncias que ele estava e tivesse tido essas mesmas oportunidades que ele teve teria feito muito melhor do que ele, chegaria à níveis muito mais elevados e aproveitaria essas dádivas Divinas de uma maneira muito melhor.

 

Temos que usar esse raciocínio de Moshe Rabeinu para nós também.

 

A festa de Pessa’h vem nos ensinar exatamente isso.

 

A Matzá é um pão que não fermentou e vem simbolizar a humildade.

 

O hametz é um pão fermentado, um pão que “estufou” e representa a arrogância.

 

A verificação do hametz vem nos ensinar que devemos verificar todas as nossas atitudes para ver se alguma delas não contém um pouquinho de “arrogância estufada” e tirar totalmente a prepotência da nossa personalidade!

 

Os próprios preparativos de Pessa’h são um grande treino para se chegar à humildade.

 

A gravidade de se comer hametz em Pessa’h (comer hametz em Pessa’h é uma transgressão a nível de “caret” com todas as suas consequências) e os rigores de Pessa’h que não se encontram em nenhuma outra festa judaica, colocam muitos de nós em um estado de “Pessa’h-fobia” com acréscimo de traumas acumulados das festas de Pessa’h anteriores.

 

E depois de limpar a casa inteira ainda é capaz que uma criança corra atrás da outra para os quartos limpos com um pacote de biscoitos na mão esfarelando tudo no meio do caminho deixando os nervos dos pais à flor da pele.

 

Nessa hora devemos despertar o aspecto “Moshe Rabeinu” da nossa alma e manter a alegria em todos os instantes.

 

 

 

Rabino Gloiber

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Hametz e Matzá

 

HAMETZ E MATZÁ 

 

Durante os oito dias da festa de Pessa’h não podemos nem comer e nem possuir nenhum tipo de “Hametz”.

 

Hamêts é qualquer comida ou bebida feita à base de trigo, centeio, cevada, aveia, espelta, que ficaram úmidos por mais de dezoito minutos se tornando dessa forma fermentados de acordo com a Torá.

 

Também qualquer derivado ou mistura desses cinco cereais fermentados é considerado hametz.

 

Sendo que o trigo, a aveia, o centeio, a cevada e a espelta que ficaram molhados por dezoito minutos são considerados fermentados pela Torá e se tornam hametz

 

Não podemos comprar trigo ou farinha de trigo e fazer a nossa própria Matzá, sendo que pela lei brasileira todos os cereais para serem vendidos devem ser devidamente higienizados, e essa higienização já os torna hametz.

 

Mas somente esses cinco cereais são considerados hametz pela Torá.

 

Qualquer outra fermentação é permitida, como por exemplo o vinho que é feito por meio da fermentação da uva, e na noite de Pessa’h temos a obrigação de tomar quatro copos de vinho.

 

A única exceção para o uso desses cereais em Pessa’h é a Matzá que é o pão não fermentado porque foram tomadas precauções especiais para assá-la em até 18 minutos. Ou seja, antes que pudesse fermentar

 

Durante os oito dias da festa de Pessa’h não podemos nem comer e nem possuir nenhum tipo de “Hametz”.

 

Para não possuirmos nenhum Hametz em Pessa’h, a partir de agora já efetuamos a venda do Hametz online pelo link abaixo

 

https://pt.chabad.org/holidays/passover/sell_chometz_cdo/jewish/Venda-seu-Chamts-Online.htm

 

Kasher comum e Kasher LePessa’h

 

Muitos produtos industrializados chegam a nós com o selinho “Kosher” muitas vezes impresso na própria embalagem.

 

Isso quer dizer somente que eles são Kasher quase o ano inteiro….. mas isso ainda não quer dizer que esses produtos são Kasher para Pessa’h.

 

Ao contrário, eles podem conter Hametz e derivados de Hametz.

 

Em Pessa’h temos que comer Matzá, mas não qualquer Matzá, porque se não foram tomados cuidados estritamente minuciosos na fabricação da Matzá para evitar o início do processo de fermentação ela também é considerada hamêts.

 

Por isso a Matzá que comemos em Pessa’h tem que ser uma Matzá “Kasher LePessa’h”

 

Para um alimento industrializado poder ser consumido em Pessa’h ele deve ser Kasher para Pessa’h.

 

Ou seja, deve ter um selinho de “Kasher LePessa’h” ou constar em uma lista de produtos liberados para Pessah. E esse é o caso da Matzá também.

 

A Guemará nos conta que um dos sinais de que você se encontra na geração em que a Gueulá vai acontecer é o fato de que todos os jovens vão fazer todos os velhos passarem vergonha.

 

Em todas as gerações ninguém conseguiu decifrar esse sinal até chegarmos à nossa geração, geração do conhecimento, na qual o velho experiente do passado e o jovem imaturo inverteram suas funções.

 

Agora o jovem é um jovem atualizado e as pessoas da minha idade já são classificadas como velhos desatualizados.

 

Na verdade, essa previsão da Guemará não me atrapalhou em nada até eu tentar acessar às listas de Pessach dos sites de Kashrut. Aí descobri o que a Guemará estava nos avisando.

 

Passei vergonha, mas depois de muitos erros cheguei a conclusão de que sem a ajuda da minha filha de onze anos não conseguiria saber se entrei no “search” de Pessa’h ou da lista hametz.

E assim descobri que estamos na geração da Gueulá !

 

Então, faça você mesmo mas verifique se a lista que você entrou foi a lista de Pessach desse ano ou a lista dos produtos liberados para o ano inteiro e não para Pessa’h.

 

https://bdk.com.br/produtos/?pessach=1

https://bdk.com.br/produtos/?pessach2=1

http://bka.com.br/lista-de-pessach

 

O melhor é evitar ao máximo nesses oito dias qualquer produto industrializado, e fazer o nosso Pessa’h o mais natural possível!

 

Vamos comprar para Pessa’h carnes, aves e peixes, obviamente só Kasher, vegetais e frutas, e fazer sempre nossa festa de Pessa’h o mais natural possível! 🌻

 

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

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Ciclo do ano Judaico

Começamos a nos preparar para Pessa’h

Pessa’h

 

Dizem nossos Sábios: “Trinta dias antes da festa temos que revisar as leis da festa”.

 

Aprendemos isso de Moshe Rabeinu que no primeiro Pessa’h no deserto ensinou ao povo de Israel as leis de “Pessa’h Sheini” que aconteceria um mês depois.

 

Agora estamos na fase de começar a limpar a casa para Pessa’h e depois vendemos o “hametz” para um “não judeu”.

 

Sendo que essa venda tem que ser feita de acordo com todos os tipos de venda da Torá, temos que delegar essa função à um Rabino ortodoxo que sabe como fazer isso.

 

Muitos sites judaicos religiosos no mundo inteiro já abriram essa venda pelo internet.

 

Sendo que essa venda precisa ser feita de acordo com todos os meios de venda da Torá , a própria venda não pode ser feita pelo internet, mas o que fazemos pelo internet é somente dar a permissão para o Rabino vender o nosso “hametz” pessoalmente para o “não judeu” na véspera de Pessa’h , e essa permissão podemos dar pelo internet e já a partir de agora.

 

Uma das regras da Torá é: “Mezakim Laadam Sheló Befanaiv”, isso quer dizer que você pode dar um mérito para alguém mesmo sem ele saber.

 

Por causa disso você pode dar autorização para o Rabino vender o “hametz” de um judeu que pode vir a esquecer de fazer isso, e essa autorização para o Rabino vender o seu hametz e o hametz dessa pessoa você pode fazer pelo internet.

 

Mas prestando toda a atenção no fuso horário do lugar aonde você mora e do lugar aonde seu amigo mora.

 

Por exemplo, alguém que mora em S.Paulo e tem um amigo em Israel que com certeza vai esquecer de vender o hametz e vai ficar feliz de você ter autorizado ao Rabino a venda do hametz dele.

 

Se você entrar em um site de um Beit Chabad em Israel e autorizar a venda do seu hametz e do dele lá em Israel, o hametz dele vai ser vendido nos horários certos, mas o seu vai ser vendido antes da hora e comprado para você de volta pelo Rabino um dia e meio antes de terminar o seu Pessa’h em S.Paulo.

 

Conclusão, você tem que autorizar a venda do hametz do seu amigo que mora em Israel para um Rabino em Israel.

 

Mas para autorizar a venda do seu hametz você tem que procurar um Beit Chabad dentro do seu fuso horário que no caso de S.Paulo é o fuso horário de Brasília conhecido como “-3” .

 

Acesse ao site:

 

https://pt.chabad.org/holidays/passover/sell_chometz_cdo/jewish/Venda-seu-Chamts-Online.htm

 

e autorize a venda do seu hametz para Pessa’h 2026

 

 

Ciclo do ano Judaico

Quando entra o mês de Adar aumentamos a alegria 🥰

 

Quando entra o mês de Adar aumentamos a alegria.

(Guemará, Taanit 29a; Maguen Avraham, Ora’h Hayim 686)

 

O Alter Rebe nos pediu para publicar uma grande regra no trabalho Divino

 

Que da mesma maneira que em uma vitória neste mundo físico, como por exemplo dois homens lutando um contra o outro, um tentando derrubar o outro, se um deles estiver desanimado e lento , será facilmente derrotado e cairá , mesmo que ele seja mais forte do que o outro, sendo que sua preguiça e lentidão vão impedi-lo de revelar a sua força.

 

Desta mesma maneira devemos lutar contra os nossos impulsos.

 

É impossível refinar a nossa natureza com preguiça e negligência que são
consequência da tristeza e de um coração fechado mas sim com entusiasmo, que deriva da alegria e de uma abertura de coração livre da influencia de qualquer sinal de preocupação e tristeza no mundo

 

Quando entra o mês de Adar aumentamos a alegria.

 

O Rebe explica que a intenção aqui não é somente a de aumentarmos a nossa alegria no início de Adar, mas continuamos a aumentar a nossa alegria durante todo o mês de Adar, dia após dia, minuto após minuto.

 

E depois de Adar temos que levar essa alegria para o ano inteiro, e tudo o que fizemos tem que estar repleto dela.

 

A alegria crescente de Adar é uma preparação para a nossa Gueulá, nossa Redenção Final.

 

Mesmo que a alegria da Gueulá vai ser infinita, ela irá crescendo dia após dia, minuto após minuto, cada vez mais, atingindo constantemente novos níveis que transcendem completamente nossa alegria anterior.

 

Devemos nos preparar para isso agora, fazendo o máximo para conseguir atingir uma alegria ilimitada e crescente, e assim vamos conseguir ainda agora provar um pouquinho da grande alegria que em breve chegará para ficar, e não só para ficar, mas para ficar eternamente.

 

 

Rabino Goiber

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Ciclo do ano Judaico

Hanuká e Rosh Hodesh -Zot Hanuka – O oitavo dia de Hanuká

 

Hanuká e o Rosh Hodesh 

 

Os gregos da Síria que dominavam o nosso povo são representados pela escuridão

 

Eles queriam acabar com a nossa identidade.

 

Não importava para eles que tivéssemos nossa própria cultura contando que tirássemos D’us dela

 

Para tirar D’us da nossa vida, eles decretaram que não poderíamos fazer o Brit Milá que é a circuncisão

 

Não poderíamos mais guardar Shabat porque por meio de guardar o Shabat estamos mostrando para o mundo que acreditamos no D’us que criou o mundo em seis dias e no sétimo dia não criou nada

 

Não poderíamos mais fazer o Rosh Hodesh, porque sem o Rosh Hodesh não saberíamos o dia certo das festas judaicas

 

Para comemorarmos a nossa vitória contra eles, sendo que não poderíamos comemorar a vitória da guerra com uma festa porque muitos judeus apoiavam a cultura grega e se alistaram no exército deles contra nós, Hashem (D’us) nos fez um milagre de oito dias

 

Oito dias nos lembra o Brit Milá que é feito no oitavo dia, dentro de oito dias têm um Shabat, e dentro desses oito dias de Hanuká que parte deles é no mês de Kislev e parte deles no mês de Tevet, temos um Rosh Hodesh, Rosh Hodesh Tevet

 

O calendário judaico é baseado na Lua. O nascimento dela determina o começo do  mês judaico que é o ciclo completo da lua. Ela nasce como um fiozinho estreito, que gradualmente se torna maior a cada noite, até ficar perfeitamente cheio e redondo, no meio do mês.

 

Depois a Lua começa a ficar menor até desaparecer totalmente, e isso vai determinar o final do nosso mês judaico.

 

Quando a Lua nasce ela surge como um estreito crescent e é chamada de Molad que é o “nascimento da Lua” “novilúnio” em português .

 

No Shabat antes da Lua nova, anunciamos e abençoamos o novo mês (exceto o mês de Tishrei, que é abençoado unicamente pelo próprio D’us).

 

De um molad ao seguinte passa um pouco mais de vinte e nove dias e meio. Esta é a duração do mês.

 

Mas sendo que não podemos ter metade do dia pertencendo a um mês e a outra metade ao seguinte, o calendário judaico foi construído de um jeito que às vezes o mês tem vinte e nove dias, e outras vezes, trinta dias, mas nunca mais de trinta e nunca menos de vinte e nove.

 

Por isso que às vezes temos um dia de Rosh Hodesh,  que é o início do mês, e às vezes dois.

 

Quando temos um dia de Rosh Hodesh, significa que o mês que terminou tinha 29 dias.

 

Quando temos dois dias de Rosh Hodesh, o primeiro dia pertence ao mês anterior, ou seja, é o 30º dia do mês que está terminando,  e o segundo dia de Rosh Hodesh é o primeiro dia do mês que está entrando.

 

Em um ano “comum” temos seis meses “cheios”, ou seja, com 30 dias cada um, e seis meses “curtos” de 29 dias cada um, seguindo-se um ao outro (30, 29, 30, 29) completando um total de 354 dias no ano judaico.

 

Em alguns anos “perdemos” um dia, e em outros “ganhamos” um, fazendo com que o número total de dias num ano seja de 353, 354, ou 355, conforme o caso.

 

O calendário judaico fixo foi feito dessa forma para evitar que Yom Kipur caia na sexta-feira ou no domingo para não terem dois dias em seguida com a proibição de trabalho nível Shabat.

 

O Rosh Hodesh é uma pequena festa judaica e tem até rezas especiais.

 

A festa de Pêssa’h deve ser na primavera, considerando-se as estações do hemisfério norte, que é a estação do ano em que nossos antepassados saíram do Egito

 

Por isso o calendário judaico tem que fazer uma sincronização entre o sistema lunar e o sistema solar, sendo que o sistema solar determina as quatro estações do ano que são chamadas em hebraico de “Tekufot”.

 

O Ano Solar tem pouco menos de 365 dias e meio. O Ano Lunar às vezes tem 353 dias, às vezes 354 e às vezes 355.

 

Para que a festa de Pessa’h aconteça na primavera temos que sincronizar o ano lunar com o ano solar, por isso o calendário judaico tem um mês a mais a cada três anos

 

Quando o mês de Nissan, que é o mês de Pessach, começa a se distanciar da primavera, acrescentamos um mês de Adar naquele ano empurrando Nissan para frente, para o seu lugar apropriado na primavera.

 

 

O oitavo dia de Hanuká e o oitavo princípio da fé Judaica

 

Nossos Sábios chamam o oitavo dia de Hanuká de “Zot Hanucá”, com base nas palavras da leitura da Torá do 8º dia da inauguração do Mishkan que era o Templo Móvel no deserto:

 

O Ari Zal Hakadosh compara os primeiros sete dias de Chanucá com os primeiros sete princípios da bondade Divina, entre os 13 Princípios (י”ג מידות) que constam na Torá, e o oitavo dia engloba os outros seis juntos.

 

A força espiritual deste dia está oculta no fato de que no judaísmo o número 7 representa a natureza e o número 8 representar o sobrenatural.

 

Por isso é muito importante rezar forte nesse dia e fazer todos os seus pedidos pessoais, porque nesse dia podem ocorrer manifestações sobrenaturais, ou seja, milagres verdadeiros.

 

Sabedoria Divina e sabedoria humana

 

Os judeus se recusaram a permitir que a cultura grega se mesclasse com o judaísmo em virtude de um princípio fundamental da fé judaica: a Torá não é a sabedoria do Povo Judeu, mas a Sabedoria de D’us.

 

Isso significa que ela não é comparável à sabedoria humana.

 

Se a Torá tivesse sido escrita pelos Patriarcas, por Moshé ou pelos Sábios judeus, poderia ser comparada ao conhecimento grego.

 

Mas o judaísmo ensina que os Cinco Livros da Torá foram escritos por D’us e transcritos por Moshé e que os outros livros do Tana’h foram escritos pelos profetas, sob direta inspiração Divina.

 

Os outros trabalhos da Torá – seja os que pertencem a seu lado revelado, como o Talmud, ou a seu lado oculto, como o Zohar, são uma explicação e elucidação da Sabedoria Divina, que foi transmitida por D’us a Moshê no Monte Sinai, e que foi ensinada oralmente, de geração em geração, até que, por fim, foi transcrita.

 

A Torá, portanto, não é apenas a Vontade de D’us nos informando como Ele deseja que o homem aja, mas é a Sua Sabedoria, um livro que Ele mesmo escreveu.

 

Ou seja, ela é infinitamente superior a tudo o que a mente humana possa compreender e criar.

 

O judaísmo não despreza o conhecimento humano, mas ele é limitado e falível, como todos os seres humanos, e sempre está mudando e necessitando de novas atualizações.

 

Se a Torá tivesse sido escrita por eles, seria permitido para nós fazermos críticas à ela, mas os seres humanos não podem adulterar um trabalho de autoria Divina.

 

Assim podemos entender por que o milagre sobrenatural de Hanuká , que está por trás do milagre natural da vitória militar, envolveu azeite puro, que não havia sido contaminado pelos gregos.

 

A sabedoria da Torá é comparada com o óleo de oliva, que não se mistura com nenhum outro líquido e sempre permanece na camada superior.

 

Assim como o azeite, a sabedoria da Torá, sendo Divina, está inevitavelmente acima do conhecimento do homem

 

Por causa da sua incomparável superioridade ela não pode ser mesclada com nenhuma outra.

 

O milagre do óleo de oliva ritualmente puro nos ensina que a Torá de D’us, que Ele nos confiou, precisa permanecer pura.

 

Não pode ser alterada e nem está aberta a conceitos que não pertencem a ela.

 

O oitavo princípio da fé judaica é:

 

Crer com plena fé que toda a Torá que se encontra em nosso poder foi dada a Moshê Rabênu

 

O Sefer Torá, o livro da profecia de Moshe Rabeinu, foi escrito quarenta anos depois da entrega da Torá e repassado de mestre para aluno de geração em geração sem nenhuma interrupção.

 

Quarenta anos depois da entrega da Torá, Moshe escreveu em setenta línguas diferentes o Sefer Torá que D’us pediu para ele escrever.

 

Assim começa a categoria da nossa Torá conhecida como Torá escrita, começando pelo Sefer Torá que é dividido em cinco livros traduzido como pentateuco.

 

A categoria da Torá chamada de “Torá Escrita” é composta por 24 livros e dividida em três categorias:

 

1- “Torá”, que também serve como nome genérico para qualquer livro judaico mas que nesse caso está falando especificamente sobre o pentateuco.

 

2- Neviim, que são os livros dos profetas que sucederam Moshe Rabeinu que foi o maior de todos os profetas.

 

3- Ketuvim, escrituras sagradas.

 

Essas três categorias da Torá escrita juntas são chamadas de TaNa’H que são as iniciais das palavras Torá, Neviim e Ketuvim. O TaNa’H é composto de 24 livros.

 

Como vimos anteriormente, os primeiros desses 24 livros, o Pentateuco, foram escritos somente quarenta anos após a entrega da Torá, e todos os outros livros da Torá escrita foram escritos depois disso.

 

Torá Oral

 

Certa vez uma pessoa que não era judeu perguntou ao grande Sábio Hilel :- Quantas Torot (plural de Torá) vocês tem? :- Duas, respondeu Hilel, a Torá escrita e a Torá oral.

 

Ouvindo isso a pessoa declarou :- Na Torá escrita eu acredito, mas na oral não. Eu quero me converter ao judaísmo na condição de que você só me ensine a Torá escrita.

 

Hilel concordou. Hilel começou a ensinar ele a ler a Torá. Mostrou para ele a letra Alef e explicou oralmente que o nome dela é Alef. Mostrou a letra Beit e explicou que o nome dela é Beit. O mesmo fez com a letra guimel e a letra dalet .

 

Na outra aula Hilel mostrou para ele a letra Alef e disse que isso é o Dalet. O aluno se espantou e disse :- Mas ontem você não me explicou assim! Você confiou no que eu te expliquei oralmente ontem? Disse Hilel, então confie em mim também em relação à Torá oral!

 

Sendo que quando D’us deu à Moshe a Torá escrita, a explicou oralmente e detalhadamente para Moshe, que a ensinou oralmente para o povo de Israel, e assim a Torá chegou até nós desde o começo!

 

Ou seja, sem a Torá oral não saberíamos nem ler e nem entender a Torá escrita

 

Quando D’us nos deu a Torá, elas eram duas desde o começo. Uma escrita e uma oral. Moisés ,o maior de todos os profetas escreveu a Torá escrita e explicou oralmente como colocar ela na prática. Ou seja, de que forma cumprir o que está escrito. Em outras palavras, o “como cumprir” a Mitzvá é chamado de Torá oral.

 

A Torá escrita começa com Moshe, o maior de todos os profetas, e continuou sendo escrita posteriormente por profetas menores até o exílio da Babilônia que aconteceu depois da destruição do primeiro Templo de Jerusalém.

 

Os últimos profetas viveram no exílio da babilônia, continuando até a época em que o império persa dominava o mundo e o segundo Templo foi construído.

 

Depois dos persas veio o império grego e depois o império romano. Na época dos gregos e romanos não tínhamos mais profetas, e portanto não tivemos mais Torá escrita.

 

A Torá escrita terminou de ser escrita nos exílios da Babilônia e Pérsia completando 24 livros. Posteriormente a Torá oral que desde o começo era repassada oralmente, também foi escrita. Incluindo a Torá oculta conhecida como Kabalah.

 

A Torá oral continua sendo escrita a cada geração sendo que surgem novas situações que precisam ser esclarecidas, comparadas às anteriores, diagnosticadas e classificadas. As pessoas também ficaram mais frágeis, consequentemente necessitando de explicações mais detalhadas.

 

As explicações dos Sábios de cada geração de como cumprir a Torá da maneira correta naquela geração também é chamada de Torá oral. Em resumo, o que chamamos de TORÁ inclui Torá oral e escrita .

 

A Torá escrita é composta de 24 livros e a oral hoje já chega à dezenas de milhares de volumes (dos quais mais de 63.000 livros sem direitos autorais já estão disponíveis no site Hebrew books

 

http://www.hebrewbooks.org

 

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Ciclo do ano Judaico

Horários Judaicos

 

Horários Judaicos

 

Os meses judaicos são Lunares e é por meio deles que são determinadas as festas judaicas, o horário das Tefilot (rezas) e outras Mitzvót.

 

O mês judaico se inicia com o nascimento da lua que aparece no céu como um crescente estreito que gradualmente se torna mais pleno a cada noite, até ficar perfeitamente cheio e redondo, no meio do mês.

 

Então, a Lua “encolhe” até desaparecer totalmente por volta do fim do mês, para reaparecer novamente no começo do novo mês.

 

Quando a Lua surge primeiramente como um estreito crescente, é chamada em hebraico de Molad que é o nascimento da Lua.

 

No Shabat anterior a Lua nova, anunciamos e abençoamos o novo mês (exceto o mês de Tishrei, que é abençoado unicamente pelo próprio D’us).

 

De um nascimento da lua ao seguinte passam-se pouco mais de 29 dias e meio e essa é a duração do mês judaico.

 

Mas sendo que não podemos ter metade do dia pertencendo a um mês e a outra metade pertencendo ao mês seguinte, o calendário foi construído de maneira a termos, às vezes 29 dias, e às vezes 30 dias no mês judaico.

 

Nunca mais, nem menos.

 

E é por isso que às vezes, temos um dia de Rosh Hodesh (início do mês) e às vezes dois.

 

Quando temos um dia de Rosh Hodesh, significa que o mês que está terminando tem 29 dias.

 

Se temos dois dias de Rosh Hodesh, o primeiro pertence ao mês anterior, ou seja, é o 30º dia do mês que está terminando, enquanto que o segundo dia de Rosh Hodesh é o primeiro dia do novo mês.

 

Em um ano “comum” temos seis meses de 30 dias que são chamados de meses  “cheios” ou “completos”, e seis meses “curtos” de 29 dias, sempre um mês de trinta dias ao lado de um de 29, completando um total de 354 dias no ano lunar.

 

Em certos anos “perdemos” um dia, e em outros “ganhamos” um, fazendo com que o número total de dias do ano lunar  seja às vezes 353 dias, às vezes, 354 e às vezes 355.

 

O nosso calendário fixo foi montado dessa forma por vários motivos , entre eles o de evitar que Yom Kipur caia na sexta-feira, ou no domingo, para não acontecer de termos dois dias nos quais não se pode cozinhar um em seguida do outro .

 

É importante ter sempre o calendário judaico em mãos , para saber quando chegam as nossas festas religiosas.

 

 

Tekufot

 

A Torá nos traz as datas das festas judaicas, e às vezes até a estação do ano em que ela deve ser comemorada, como é o caso da festa de Pessa’h que deve ser comemorada explicitamente na primavera.

 

Sendo que nossos antepassados saíram do Egito na primavera levamos em conta para isso a primavera do hemisfério norte.

 

As estações do ano são chamadas de  Tekufot e estão ligadas ao ano solar que tem pouco menos de 365 dias e meio, enquanto que o ano lunar tem cerca de 11 dias a menos!

 

Se não levássemos em conta o ano solar, a festa de Pessa’h que pela Torá tem que ser na primavera cairia no Inverno !

 

Por isso, no calendário judaico o ano lunar e o ano solar devem estar sincronizados.

 

Para equilibrar entre o ciclo da lua e o ciclo do sol, o calendário judaico tem um mês a mais a cada três anos.

 

Ou seja, os 11 dias de diferença a cada três anos formam um novo mês de Adar antes de Adar, e nesse caso o mês de Adar normal se torna Adar 2 , empurrando o mês de Nissan para a Primavera.

 

E assim todas as outras festas cairão na época certa e nas estações adequadas.

 

A sincronização entre o ano lunar e o ano solar é um ciclo que se renova a cada 19 anos.

 

Portanto, o calendário judaico está dividido em ciclos de 19 anos nos quais sete têm um mês de Adar a mais. Esses anos são chamados de “Shaná Meuberet” e eles são o 3º, 6º, 8º, 11º, 14º, 17º e 19º ano.

 

Assim fica fácil descobrir se aquele ano judaico vai ter dois meses de Adar ou um só.

 

Dividimos o ano judaico daquele ano por 19; se o resto for 3, 6, 8, 11, 14, 17 ou 19 (no último caso, não sobrará resto), este será um ano com dois meses de Adar.

 

Por exemplo, nosso ano atual è 5786. Dividido por 19 fica 1099,34. Ou seja, vamos ter um Adar só.

 

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