
Elul
Nosso patriarca Avraham Avinu escreveu um livro chamado Séfer Yetzirá livro da formação.
Nesse livro ele nos revela que cada mês do ano judaico tem uma letra do alfabeto hebraico, uma constelação, uma das doze tribos de Israel, um sentido e um membro controlador do corpo que correspondem a ele.
No calendário judaico existem duas categorias:
1 – o decorrer do ano a partir do dia da criação de Adam e Havá (Adão e Eva) que foi o sexto dia da criação e foi escolhido por D’us para ser considerado o dia da criação do mundo, sendo que o objetivo da criação do mundo é o ser humano e tudo o que antecede a nossa criação foi criado em nossa função.
2 – o decorrer do ano a partir da saída do Egito, porque lá começa uma nova era.
Elul é o sexto mês do calendário judaico de acordo com a saída do Egito e nele nos preparamos para a chegada de Rosh a Shaná, o início do ano Judaico de acordo com a criação do mundo.
Tocamos o Shofar todas as manhãs para despertar o nosso coração para a Teshuvá que é o retorno para o caminho certo.
Fazemos o check-up de como estamos cuidando de todos os Mandamentos Divinos.
Mandamos nossas Mezuzot e Tefilin para o Sofer verificar se eles ainda estão em ordem e nenhuma letra deles estragou esse ano.
Revisamos as leis de Kashrut e assumimos caprichar um pouco mais no cumprimento delas.
E falamos rezas especiais chamadas de Seli’hot.
Por que fazemos tudo isso no mês de Elul? Não podemos esperar até mais próximo de Rosh a Shaná e Yom Kipur?
De qualquer forma, a maioria de nós “trabalha” melhor sob pressão!
Rabi Shneior Zalman, conhecido como o”Alter Rebe”, nos traz um exemplo para esse assunto no seu livro chamado de Likutei Torá.
Lá ele nos conta que um rei muito poderoso deixa seu palácio um mês por ano, deixa sua guarda real e todo o luxo à sua volta, e vai até o campo para encontrar pessoalmente com os seus súditos.
No campo, as pessoas podem conversar abertamente com o rei e pedir para ele o que quiserem.
Não precisam passar por nenhuma burocracia, esperar em longas filas, passar por revistas de segurança e serem anunciadas ao rei com grande cerimônia.
Mas quando o Rei volta para o seu palácio, os súditos terão novamente que passar por todos os tipos de protocolo para encontrá-lo.
Portanto, obviamente, seus súditos aproveitam essa oportunidade ao máximo.
Elul é chamado “mês do arrependimento”, “da bondade” e “das desculpas”. Elul segue os dois meses anteriores de Tamuz e Av, os meses das duas grandes transgressões de Israel, o bezerro de ouro e o caso dos espiões.
As quatro letras do nome Elul são um acrônimo para as letras iniciais da frase em Shir a Shirim (6:3): “eu sou do meu amado e meu amado é meu.”
As palavras “eu sou do meu amado” expressam nosso desejo determinado de retornar à fonte da nossa Alma que é AShem (D’us). “E meu amado é meu” expressa a vontade Divina de nos fazer o bem e de nos desculpar dos nossos erros.
Este é o mês que “o Rei está no campo”. Todos nós podemos nos aproximar dele, e ele está sorrindo para todos nós.
Elul é o mês de preparação para as grandes festas Judaicas do mês de Tishrei.
Foi no mês de Elul que Moshê subiu ao Monte Sinai pela terceira vez por um período de quarenta dias, de Rosh Hodesh Elul até Yom Kipur, quando ele desceu com as segundas “Lu’hot”. Nestes dias AShem (D’us) revelou a sua grande bondade ao nosso povo.
Na guematria que é a parte da Torá que analisa ovínculo entre as palavras e o valor numérico das suas letras, Elul equivale a 13, nos indicando os 13 princípios da bondade Divina que se revelam no mês de Elul.
Letra: Yud
O yud é a primeira letra do tetragrama, o Nome essencial de AShem (D’us). Esse nome é conhecido como Shem Avaye que é o Nome de AShem vinculado a revelação bondade.
É também a letra final do Nome Adnut, o Nome que encerra o Nome Avaye para revelar e expressá-lo ao mundo.
Assim, o yud é o início da essência da Divina bondade, Avaye, e o yud é o fim da manifestação da Divina bondade, Adnut.
Toda forma criada começa com um “ponto” essencial, de energia e força de vida, representado pelo ponto da letra yud.
O fim do processo criativo também é representado um “ponto” que nesse caso representa a alegria da conclusão daquela criação específica, um yud. “No princípio D’us criou…” é o ponto inicial; “e D’us concluiu no sétimo dia…” é o ponto final.
A palavra Yud, que é o nome da letra Yud, de acordo com a pontuação também pode ser lida como Yad significa “mão”.
Nossos Sábios nos explicam que o versículo que diz: “Até Minha mão fundou a terra, e Minha mão direita desenvolveu os céus” está simbolizando um “como se fosse” que D’us estendeu Sua mão direita para criar os céus e estendeu Sua mão esquerda para criar a terra.” A mão direita é o ponto de início; a mão esquerda é o ponto do final.
No versículo acima citado, a mão esquerda (à qual se refere como “Minha mão” sem qualquer designação definida de esquerda ou direita) aparece antes da mão direita. Isso combina com a opinião de Hillel de que “a terra precedeu [os céus].” A terra representa o término da Criação – “o fim da ação vem primeiro no pensamento”.
O Yud de Elul é, especificamente, a mão esquerda, o controlador do sentido do mês, o sentido da ação e retificação. Este é o ponto final da Criação atingindo seu supremo objetivo e fim que é o Yud de Adnut refletindo-se perfeitamente na realidade criada, o Yudde Avaye.
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Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
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עולם: י”ב מזלות (טלה, שור, תאומים, סרטן, אריה, בתולה, מאזניים, עקרב, קשת, גדי, דלי ודגים).
שנה: י”ב חדשים (ניסן, אייר, סיון, תמוז, אב, אלול, תשרי, חשוון, כסלו, טבת, שבט ואדר)
נפש: י”ב איברים (2 ידיים, 2 רגליים, 2 כליות, כבד, מרה, המסס, קיבה, קרקבן וטחול).
בנוסף נבראו בהם: י”ב גבולי אלכסון
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