

O AMOR
por Dr. Ciro Jones Cardoso
Com Amor o mundo foi criado, com Amor o homem se uniu a sua metade, mulher e seus filhos também foram criados, Com Amor, D’us ensinou o Homem sobre suas leis e com mais Amor ainda o perdoou!!!
O Amor, Ahavá, אהבאה, na língua da Criação, aonde cada letra tem seu valor, e o Amor em hebraico tem o Valor de 13, e a 13ª letra da Criação é o Men, מ, que significa Água, por isso a água foi sua Criação que quando tudo criou, viu que era bom, e então dividiu as Águas de Cima das águas de baixo e hoje sabemos que todo o nosso planeta é feito de água, três quartos e apenas um terço de terra onde vivemos!!!
Então o mundo é repleto de Amor e apenas uma pequena parte dele esconde o amor dentro da terra, e dentro de cada ser, em nós humanos, 70% ou um pouco mais!!!
Amor e ódio são equivalentes??? Pelo que vimos, não!!!
O AMOR manifesto tem sua majestade nos oceanos e seus segredos dentro de nós física e espiritualmente!!! Como podemos entender uma força que possa vencer esse sentimento tão Potente e Prevalente em tudo o que podemos ver e sentir aqui nesse mundo???
Seja lá qual oposição for contra o nobre e imenso sentimento, será passageiro como como tudo o que é finito porque o Grande Sentimento vem do Criador, Da Infinitude, e a finitude guarda relação tempo espaço enquanto o Amor sempre existiu, existe e sempre existirá assim como Seu Pai que o criou!!! Ame ao próximo como a ti mesmo e não faça ao próximo aquilo que não deseja para ti!!! Assim está escrito por Amor a todos nós!!!
Toda existência depende do Amor e seu futuro tudo se apoia no Amor, e por amor tudo podemos!!! As guerras e o ódio respiram porque ainda temos que completar a terra com as Águas do Amor que tudo repara, tudo perdoa, tudo equilibra e segue em direção a tudo e a todos!!!
E que assim seja!!!
Seu Shalom Bait está vivendo de aparências?
Existe uma tragédia silenciosa dentro de muitas casas modernas: o lar deixou de ser refúgio e virou campo de batalha.
A Torá descreve o lar judaico como um lugar onde a She’hiná repousa.
Não porque as paredes sejam bonitas.
Não porque exista dinheiro.
Mas porque existe respeito.
Existe temor de ferir o outro.
Existe cuidado com as palavras.
Hoje, muitos homens chegam em casa cansados da guerra do lado de fora… apenas para encontrar outra guerra do lado de dentro.
Uma mulher que grita por qualquer coisa.
Que humilha em público.
Que transforma o marido em alvo emocional.
Que usa palavras como facas.
Que controla, ameaça, diminui e destrói lentamente a dignidade daquele homem.
E o mais assustador: a sociedade muitas vezes ri disso.
Se um homem grita, todos enxergam violência.
Mas quando uma mulher destrói um homem com ironias, desprezo, manipulação e agressões constantes, chamam isso de “personalidade forte”.
Não é força. É destruição.
A mulher judaica foi chamada de עקרת הבית. Não porque “fica em casa”, como o mundo moderno superficialmente imagina.
Mas porque ela é o eixo espiritual da casa. A raiz da atmosfera do lar.
Ela pode transformar um pequeno apartamento em Gan Eden.
Ou transformar uma casa luxuosa em Gehinnom emocional.
Há homens hoje que não têm paz para sentar à mesa.
Não têm paz para falar.
Não têm paz para errar.
Vivem pisando em ovos dentro da própria casa.
E então surgem:
homens emocionalmente quebrados,
filhos traumatizados,
crianças que aprendem que amor significa grito,
lares onde ninguém conversa, apenas reage.
Shalom Bait não é “quem manda”.
Não é disputa de ego.
Não é competição para ver quem vence.
Porque quando um vence dentro do casamento… os dois perderam.
A mulher virtuosa não é fraca. Nunca foi.
As grandes mulheres da Torá eram fortes, inteligentes, espiritualmente gigantescas. Mas sua força construía. Não esmagava.
O Mishlei diz:
“A mulher sábia constrói sua casa.”
E os ha’hamim explicam:
com palavras, com postura, com sensibilidade e temor de Ashem.
Uma casa não desmorona apenas com violência física.
Palavras também derrubam paredes invisíveis.
Às vezes, o marido ainda continua sentado à mesa…
mas por dentro já foi expulso daquele lar há muitos anos.
E talvez uma das maiores pobrezas da geração seja justamente essa: casas cheias de móveis… e vazias de paz.
Porque sem respeito mútuo, sem delicadeza, sem autocontrole e sem responsabilidade emocional, o casamento deixa de ser aliança e vira sobrevivência.
E ninguém deveria sobreviver dentro do lugar que deveria chamar de lar.
Muita gente fala sobre Shalom Bait apenas como “frases bonitas”, mas ignora o desgaste emocional diário que destrói casamentos lentamente.
E a Torá não trabalha com teatro social. Ela trabalha com verdade, responsabilidade e construção.
O mais assustador é que palavras deixam marcas invisíveis.
Às vezes mais profundas que agressões físicas. Um lar pode continuar aparentemente “funcionando”, enquanto por dentro já virou silêncio, medo e distância.
E sabe o que é triste?
Muitos homens simplesmente calam.
Trabalham, sustentam, sorriem em público… mas dentro de casa vivem emocionalmente encurralados.
Porque a sociedade ensinou que homem não pode admitir sofrimento emocional sem virar motivo de piada.
Civilização moderna: extremamente avançada tecnologicamente. Emocionalmente, um zoológico com Wi-Fi.
Mas a Torá pede outra coisa:
respeito mútuo,
domínio das palavras,
humildade,
escuta,
construção.
Simmmmmmmmmmmmmm
Sem isso, não existe She’hiná no lar. Existe apenas convivência cansada.
E o contrário também é verdadeiro: uma mulher sábia pode levantar um homem destruído, fortalecer filhos, trazer paz ao ambiente e transformar o lar inteiro apenas pela maneira como fala e conduz a casa. Isso é poder de verdade.
Um beijo no coração de todas as mulheres que com amor constroem lares onde os filhos amam estar e o marido também 😃
Rifka Haia Eitan 🌻🥰

O lado bom da coisa ruim

O lado bom da coisa ruim
Por Morá Rifka Haia Eitan
Shalom Uvra’ha 😃
Por que tantas vezes as melhores coisas chegam na nossa vida vestidas de sofrimento?
*O Lado Bom da Coisa Ruim*
Existe uma ilusão que acompanha o ser humano desde o nascimento.
Acreditamos que o bem sempre chegará com aparência de bem.
E que o mal sempre chegará com aparência de mal.
*Mas o Zohar revela algo muito diferente.*
Enquanto vivemos neste mundo, chamado pelos nossos sábios de Olam a Assiyá, o mundo da ação, o bem e o mal encontram-se misturados.
A luz está escondida.
A verdade está coberta.
O ouro está enterrado.
A Alma está dentro do corpo.
E muitas bênçãos chegam até nós envolvidas em embalagens que jamais escolheríamos.
Uma doença pode revelar uma força que a pessoa nunca imaginou possuir.
Uma demissão pode abrir a porta para uma missão muito maior.
Um fracasso pode destruir uma ilusão que impediria um sucesso verdadeiro.
Uma humilhação pode quebrar um orgulho que estava destruindo a alma.
Uma perda pode ensinar o valor daquilo que ainda permanece.
Por isso os sábios não perguntavam apenas:
“Por que isso aconteceu?”
Mas também:
“O que está escondido aqui?”
O Zohar ensina que existem centelhas de santidade espalhadas por toda a criação.
Algumas delas estão em lugares agradáveis.
Outras estão escondidas exatamente nos lugares que tentamos evitar.
É por isso que tantas pessoas relatam que os maiores crescimentos de suas vidas nasceram das fases mais difíceis.
Não porque a dor seja boa.
A dor continua sendo dor.
Mas porque muitas vezes existe uma luz escondida atrás dela.
Pense numa semente.
Se alguém nunca tivesse visto uma árvore, pareceria uma tragédia.
A semente é enterrada.
Fica cercada por terra escura.
É esmagada pela umidade.
Sua estrutura se rompe.
Ela literalmente deixa de ser aquilo que era.
Mas justamente nesse momento começa a transformação.
O fim da semente é o início da árvore.
O que parecia destruição era crescimento.
O que parecia perda era nascimento.
Quantas vezes isso acontece conosco?
Rezamos para que Ashem abra uma porta.
E quando a porta se fecha, acreditamos que a nossa reza foi rejeitada.
Meses depois descobrimos que aquela porta fechada nos impediu de entrar num caminho errado.
Naquele momento parecia castigo.
Mais tarde percebemos que era proteção.
O problema é que enxergamos apenas um capítulo.
Ashem vê o livro inteiro.
Nós vemos uma peça do quebra-cabeça.
Ashem vê a imagem completa.
Nós observamos o fio.
Ashem contempla toda a tapeçaria.
Por isso tantas vezes chamamos de desastre aquilo que o Céu chama de preparação.
Chamamos de atraso aquilo que o Céu chama de proteção.
Chamamos de perda aquilo que o Céu chama de direcionamento.
Isso não significa que tudo o que dói deixa de doer.
O judaísmo nunca ensinou a fingir felicidade diante do sofrimento.
Avraham chorou.
Yaakov chorou.
David chorou.
Yirmiyahu chorou.
As lágrimas são humanas.
Mas junto com as lágrimas existe uma fé silenciosa:
Se Ashem permitiu que isso chegasse até mim, existe algo escondido aqui que ainda não consigo enxergar.
Talvez seja essa a grande diferença entre desespero e emuná.
O desespero olha para a escuridão e conclui que só existe escuridão.
A emuná olha para a mesma escuridão e diz:
“Ainda não encontrei a luz.”
E talvez essa seja uma das maiores mensagens do Zohar.
Neste mundo, o bem raramente chega anunciando sua presença.
Frequentemente ele vem disfarçado.
Vem vestido de atraso.
Vem vestido de espera.
Vem vestido de luta.
Vem vestido de lágrimas.
Vem vestido de perguntas.
Mas continua sendo bem.
Porque as maiores revelações da vida costumam chegar dentro das embalagens que jamais escolheríamos abrir.
E somente depois de muito tempo percebemos que aquilo que chamávamos de “coisa ruim” era apenas o invólucro.
O presente sempre esteve lá dentro.
E Ashem, em Sua infinita sabedoria, estava conduzindo cada passo mesmo quando nós só conseguíamos enxergar a escuridão.
Um beijo no coração de todos vocês e tudo de bom 🌻

Morá Rifka Haia Eitan
Jerusalém – Israel
+972552852555
🌻🌻🌻🌻🌻

*Shavua tov*, uma semana incrível para todos nós, cheia de boas notícias e muita alegria !!
Nossa Parashá nós conta a história de um homem que foi pego catando galhos e recolhendo lenha no Shabat !!
O que tem em comum o catador de galhos de mais de três mil anos atrás com a Nossa Geração?
Quando lemos a Torá, parece estranho que um homem tenha sido punido por recolher alguns galhos.
Alguns galhos.
Nada mais.
*Mas o Zohar nos convida a olhar além da madeira que estava em suas mãos.*
A pergunta não é quantos galhos ele carregava.
A pergunta é:
Por que ele estava catando galhos justamente no Shabat?
O Shabat é o dia em que Ashem cessou Sua obra criadora.
Não porque estivesse cansado.
AShem não se cansa.
Ele parou para revelar ao mundo uma verdade eterna:
a criação não pertence ao homem.
Durante seis dias nós construímos.
Plantamos.
Vendemos.
Compramos.
Planejamos.
Consertamos.
Produzimos.
Mas chega o Shabat e Hashem nos diz:
“Agora pare.”
“Olhe para Minha criação.”
“Observe o que Eu já fiz.”
“Confie que o mundo continuará existindo sem você por vinte e cinco horas.”
E é justamente aí que muitos de nós nos tornamos catadores de galhos.
Não galhos de árvores. Galhos da mente !
Quais são os galhos que carregamos?
Há quem carregue o galho da preocupação.
“Como vou pagar aquela conta?”
“E se eu perder o emprego?”
“E se não der certo?”
“E se acontecer alguma coisa?”
O corpo está sentado à mesa do Shabat.
Mas a mente continua trabalhando.
Continua recolhendo lenha.
Continua alimentando o fogo da ansiedade.
Há quem carregue o galho do controle.
Quer resolver tudo.
Organizar tudo.
Consertar tudo.
Controlar tudo.
Controlar os filhos.
Controlar o marido.
Controlar a esposa.
Controlar os alunos.
Controlar a comunidade.
Controlar o futuro.
Controlar até aquilo que pertence somente a Ashem.
Há quem carregue o galho do celular.
O mundo moderno transformou milhões de pessoas em catadores profissionais de galhos.
Notificações.
Mensagens.
Vídeos.
Comentários.
Curtidas.
Notícias.
Escândalos.
Discussões.
Mais notícias.
Mais vídeos.
Mais preocupações.
A Alma não descansa.
O coração não descansa.
A mente não descansa.
A pessoa passa o dia inteiro recolhendo gravetos para alimentar um fogo que nunca fica satisfeito.
Há também o galho do passado.
Pessoas que vivem revivendo erros antigos.
Culpa.
Vergonha.
Mágoas.
Feridas.
Discussões de anos atrás.
Elas não estão vivendo o presente.
Estão recolhendo lenha em um bosque que já queimou há muito tempo.
E existe o galho do ego.
O mais pesado de todos.
“O que pensam de mim?”
“Reconheceram meu trabalho?”
“Recebi elogios?”
“Fui valorizado?”
“Ganhei destaque?”
A pessoa se torna escrava da própria imagem.
E o Shabat vem quebrar essa prisão.
*O Grande Convite do Shabat*
O Shabat não é apenas um dia sem trabalho.
É um dia sem escravidão.
Durante a semana somos servos das nossas necessidades.
No Shabat nos lembramos que somos servos apenas de Ashem.
Durante a semana corremos atrás do sustento.
No Shabat lembramos Quem envia o sustento.
Durante a semana tentamos construir o mundo.
No Shabat contemplamos o mundo já construído.
Durante a semana tentamos controlar tudo.
No Shabat aprendemos a confiar.
*A Pergunta da Parashá*
Por isso a história do catador de galhos continua viva.
Porque a Torá não está perguntando sobre aquele homem.
Ela está perguntando sobre nós.
Quando chega o Shabat…
Nós realmente descansamos?
Ou apenas trocamos os galhos das mãos pelos galhos da cabeça?
Será que estamos entrando no palácio do Rei?
Ou continuamos andando pela floresta recolhendo preocupações?
Será que estamos contemplando a criação?
Ou ainda estamos tentando administrá-la melhor do que o próprio Criador?
Talvez o maior milagre do Shabat não seja parar de trabalhar.
Talvez o maior milagre seja parar de acreditar que tudo depende de nós.
Quando o Shabat entra, Ashem parece nos dizer:
“Filho, largue os galhos.”
“Por um dia, solte os pesos.”
“Solte os medos.”
“Solte as preocupações.”
“Solte a necessidade de controlar.”
“Solte a ansiedade.”
“Eu continuei sustentando o universo antes de você nascer.”
“Continuo sustentando enquanto você vive.”
“E continuarei sustentando depois.”
A pergunta da Parashá não é:
“Quem era o catador de galhos?”
A pergunta é:
“Quais galhos eu ainda me recuso a largar quando o Shabat chega?”
Esse é o ponto onde a mensagem deixa de ser uma história do deserto e se transforma em um espelho para cada um de nós , que amamos a Torá de Ashem e nos sentimos atraídos por ela.
E se vocês se sentem atraídos é porquê sua alma tem raiz lá no deserto.
Será que esse catador de galhos no Shabat não somos nós?
Um beijo no coração de todos vc e tudo de bom!

🌻🌻🌻🌻🌻
Shalom Uvra’ha, muita saúde, muitas notícias boas para todos nós hoje .
2 de Tamuz de 5786 no calendário judaico .
Tamuz não é apenas um mês do calendário judaico. Tamuz é um espelho.
E poucas pessoas gostam de olhar para espelhos quando eles mostram as rachaduras da alma.
No dia 17 de Tamuz começaram as brechas que culminaram na destruição de Jerusalém e do Beit a Mikdash.
A muralha foi rompida primeiro por fora, mas a verdadeira destruição já havia acontecido por dentro.
Os inimigos apenas concluíram uma obra que o ódio gratuito, a divisão e a indiferença já haviam iniciado.
O problema é que, no século XXI, continuamos repetindo exatamente o mesmo erro, apenas com ferramentas mais sofisticadas.
Hoje não precisamos de muralhas de pedra para serem quebradas.
Temos celulares,
redes sociais,
comentários anônimos
e grupos de discussão.
Em poucos segundos uma pessoa pode:
destruir a reputação de outra,
humilhar alguém diante de milhares
ou espalhar veneno para multidões.
As Três Semanas nos convidam a perguntar:
O que meus olhos estão consumindo?
*O olhar é a porta da alma.*
O Zohar ensina repetidamente que os olhos são emissários do coração.
O que entra pelos olhos desce ao pensamento, do pensamento para o desejo e do desejo para a ação.
A impureza raramente começa com um ato.
Ela quase sempre começa com um olhar aparentemente inocente.
Vivemos numa geração que vê tudo e contempla quase nada.
Rolamos telas por horas,
observamos a vida dos outros,
desejamos o que não temos,
invejamos o que não precisamos
e alimentamos uma ansiedade que nunca existiu em tamanha escala.
Nossos olhos estão cheios de imagens, mas vazios de significado.
E o coração?
O Zohar explica que o coração é o centro onde as forças da santidade e da impureza travam sua batalha.
O problema do nosso tempo não é falta de informação.
É excesso de endurecimento.
As pessoas choram diante de filmes, mas permanecem indiferentes ao sofrimento do vizinho.
Defendem causas globais, mas não conseguem pedir desculpas dentro da própria casa.
Falam de amor à humanidade enquanto cultivam ressentimentos antigos.
O coração moderno está hiperestimulado e ao mesmo tempo anestesiado.
E então chegamos à ferida mais dolorosa:
O ódio gratuito.
Nossos sábios ensinaram que o Segundo Beit a Mikdash foi destruído por ódio sem motivo.
Mas talvez a pergunta mais desconfortável seja:
Será que realmente acreditamos que isso acabou?
Hoje o ódio gratuito veste roupas elegantes , de grife.
Ele aparece como cancelamento.
Como desprezo por quem pensa diferente.
Como arrogância intelectual.
Como polarização política.
Como brigas religiosas.
Como fofoca disfarçada de preocupação.
Como comentários cruéis escritos atrás de uma tela.
O Templo não foi destruído porque os judeus deixaram de estudar Torá.
Foi destruído porque deixaram de enxergar a imagem de Ashem uns nos outros.
Essa é a verdadeira tragédia.
O Zohar ensina que quando Israel está unido, a She’hiná paira sobre ele.
Quando há divisão, cria-se uma separação também nos mundos espirituais.
Por isso, durante as Três Semanas, não estamos apenas lamentando pedras queimadas há quase dois mil anos.
Estamos lamentando cada vez que escolhemos o ego em vez da compaixão.
Cada vez que preferimos vencer uma discussão a preservar uma pessoa.
Cada vez que olhamos para alguém e enxergamos um adversário em vez de uma alma.
*Talvez a pergunta mais importante de Tamuz seja:*
Onde existe uma brecha na minha muralha?
Nos meus olhos?
No meu coração?
Na minha fala?
Nos meus relacionamentos?
Porque Jerusalém continua sendo reconstruída toda vez que uma pessoa fecha a porta para o ódio e abre espaço para a hessed ( bondade )
E talvez o maior desafio do século XXI não seja a inteligência artificial, a tecnologia ou as crises mundiais.
Talvez seja algo muito mais difícil:
Aprender novamente a olhar para o outro sem inveja.
Falar sem ferir.
Discordar sem odiar.
E lembrar que o Terceiro Beit a Mikdash será construído não apenas por pedras, mas por corações que finalmente aprenderam a permanecer unidos.
Que Ashem nos permita transformar estas Três Semanas de luto em dias de introspecção verdadeira, e que possamos merecer ver a Gueulá e a consolação de Jerusalém, rapidamente em nossos dias. Amén.
Um beijo no coração de todos vocês e tudo de bom

🌻🌻🌻🌻🌻
Shalom Uvra’ha, muita saúde e boas notícias para todos nós hoje 9 de tamuz 5786
Esse é um tema que realmente toca numa ferida aberta da nossa geração.
O meu objetivo é despertar, não condenar.
Afinal, os seres humanos têm um talento impressionante para lamentar os resultados enquanto alimentam exatamente as causas que os produziram.
Vivemos em uma geração conectada com o mundo inteiro e, ao mesmo tempo, muitas vezes desconectada do próximo.
Nunca foi tão fácil observar a vida dos outros.
Nunca foi tão fácil comparar, julgar, competir, invejar e criticar.
Em poucos segundos, alguém vê uma foto,
uma conquista,
uma viagem,
um casamento,
um emprego,
uma aula
ou uma roupa, e sem perceber, seu coração já começou uma disputa que Ashem nunca lhe pediu para travar.
O ciúme corrói silenciosamente.
A competição exagerada transforma irmãos em rivais.
A crítica constante destrói aquilo que nenhuma guerra externa consegue destruir: a unidade do povo.
O Zohar ensina repetidamente que a She’hiná, a presença Divina, paira onde existe união e amor entre os filhos de Israel.
Quando há divisão, a Presença Divina se afasta.
Não porque Ashem abandone seu povo, mas porque os recipientes capazes de receber Sua luz foram quebrados.
O Segundo Beit a Mikdash não foi destruído por falta de estudo.
Não foi destruído por falta de conhecimento.
Não foi destruído por falta de observância.
Nossos sábios ensinaram que foi destruído por sinat ‘hinam, o ódio gratuito.
Séculos se passaram.
As roupas mudaram.
A tecnologia mudou.
As cidades mudaram.
Mas a doença continua a mesma.
Hoje o ódio gratuito muitas vezes veste roupas respeitáveis.
Chama-se comentário.
Chama-se opinião.
Chama-se sinceridade.
Chama-se defesa da verdade.
Mas quando a verdade é usada para humilhar, diminuir ou destruir outra pessoa, ela deixa de ser uma ferramenta de luz.
O Zohar compara a fala negativa a uma força que sobe aos mundos superiores e cria acusadores espirituais.
Cada palavra lançada contra um irmão não desaparece.
Ela produz consequências.
E talvez a pergunta mais dolorosa seja:
Como podemos pedir a reconstrução do Terceiro Beit a Mikdash enquanto continuamos demolindo os pequenos santuários que são os corações das pessoas?
Três vezes ao dia pedimos:
“Reconstrói Jerusalém.”
Mas Jerusalém não é apenas pedra.
Jerusalém é unidade.
Jerusalém é responsabilidade mútua.
Jerusalém é aprender a enxergar a centelha divina dentro do outro mesmo quando discordamos dele.
A geração atual possui um enorme potencial espiritual.
Temos acesso à Torá, aos livros, às aulas e ao conhecimento como nenhuma outra geração teve.
Mas existe um perigo.
Conhecimento sem refinamento do caráter produz arrogância.
Religião sem humildade produz julgamento.
Espiritualidade sem amor produz divisão.
Se continuarmos transformando irmãos em adversários, comunidades em campos de batalha e diferenças em motivos de desprezo, a destruição continuará acontecendo diante dos nossos olhos, mesmo sem fogo e sem exércitos.
Uma pessoa pode frequentar a Sinagoga todos os dias e ainda participar da destruição.
Pode estudar horas de Torá e ainda participar da destruição.
Pode rezar pela Gueulá e, ao mesmo tempo, afastá-la através da forma como trata os outros.
O Terceiro Beit a Mikdash será um edifício de pedras, mas antes disso ele precisa ser construído dentro do coração.
Cada vez que vencemos a inveja.
Cada vez que silenciamos uma crítica desnecessária.
Cada vez que escolhemos compreender em vez de atacar.
Cada vez que nos alegramos sinceramente pelo sucesso do próximo.
Uma nova pedra é colocada nessa construção.
Talvez a pergunta que o Céu esteja fazendo à nossa geração não seja:
“Vocês desejam o Terceiro Templo?”
Talvez seja:
“Vocês estão preparados para viver como o povo que merece recebê-lo?”
Que Ashem nos ajude a trocar a competição pela inspiração, o ciúme pela gratidão, a crítica pela compaixão e a divisão pela unidade.
Porque o contrário da destruição não é apenas construir.
É aprender a amar.
Você quer a Gueulá quer a reconstrução do terceiro Beit a Mikdash, sim , então pare de odiar e aprenda a amar.
Um beijo no coração de todos vcs e tudo de bom

Rivka Haia Eitan ,
filha do Rabino Avraham Eitan
https://www.instagram.com/reel/DaPiOkmsmfx/?igsh=MWNvZ3Y4anY0dmU3ag==
Bom dia pessoas maravilhosas ❤️🌻🥰
Hoje é dia 16 de Tamuz e o Tehilim do dia é:
79
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81
82
Hoje quero falar diretamente com você.
cada pessoa deve reconhecer o valor de sua missão única diante de Ashem.
“Eu criei o mundo para você”
Quando Ashem diz, por meio dos ensinamentos dos nossos sábios, que o mundo foi criado para você, Ele não está alimentando o nosso ego.
Está despertando a nossa responsabilidade.
Se o mundo foi criado para mim, então cada palavra que pronuncio importa.
Cada escolha que faço importa.
Cada mitzvá importa.
Cada ato de bondade importa.
Cada pessoa que encontro faz parte da missão que Ashem preparou para mim.
Ao mesmo tempo, os sábios também ensinam: “Eu sou pó e cinza.”
Como conciliar essas duas ideias?
Porque a Torá nos ensina a viver em equilíbrio!
Por um lado, ninguém pode dizer: “Minha vida não tem valor.”
Por outro, ninguém pode dizer: “O mundo gira ao meu redor.”
O mundo foi criado para que cada alma revele uma parte da luz de Hashem que ninguém mais pode revelar.
Se eu deixar de cumprir minha missão, haverá uma luz que permanecerá oculta.
Se eu cumprir minha missão com humildade, estudo da Torá, tefilá, mitzvot e amor ao próximo, todo o universo se torna um pouco mais iluminado.
Por isso, não acorde pensando: “O mundo me deve alguma coisa.”
Acorde pensando:
“Ashem confiou este mundo às minhas mãos por mais um dia.”
Que eu fale com bondade.
Que eu julgue com misericórdia.
Que eu ajude quem precisa.
Que eu santifique o Nome de Ashem através das minhas atitudes.
Talvez eu nunca saiba quantas vidas uma única palavra de encorajamento transformou.
Talvez eu nunca descubra quantas lágrimas uma única demonstração de amor enxugou.
Mas Ashem sabe.
Se Ele criou este mundo para mim, então também me deu a capacidade de torná-lo melhor do que o encontrei.
Essa é a verdadeira grandeza do ser humano:
não viver para si mesmo, mas viver de tal maneira que o mundo inteiro seja elevado por sua presença.
Esse ensinamento fica ainda mais profundo quando lembramos a continuação da Mishná em Mishná Sanhedrin: cada pessoa deve dizer:
“Por minha causa o mundo foi criado.”
Não como um convite à vaidade, mas como um chamado a viver sabendo que nenhuma vida é insignificante e que nenhuma boa ação é pequena aos olhos de Ashem.
Você importa, sua vida única, um beijo no seu coração e tudo de bom
Rivka Haia Eitan , filha do Rabino Avraham Eitan Gloiber 🌻

O Significado do Jejum na Torá
Quando a Torá nos pede um jejum, ela não está interessada no nosso estômago.
Ela está interessada no nosso coração.
Hashem não precisa que uma pessoa passe fome. O Criador do universo não recebe benefício algum porque alguém deixou de comer pão, beber água ou tomar café.
Então por que jejuamos?
Porque o ser humano vive constantemente ocupado alimentando o corpo e raramente alimentando a alma.
Durante a maior parte da vida, corremos atrás de comida, dinheiro, conforto, prazer, distrações, opiniões e desejos. O corpo fala alto. A alma fala baixo.
O jejum interrompe esse ciclo.
Por algumas horas, a pessoa declara:
“Hoje eu não sou governado pelos meus impulsos. Hoje eu lembro que existe algo acima deles.”
Por isso a Torá usa a expressão:
“וְעִנִּיתֶם אֶת נַפְשֹׁתֵיכֶם”
“Afligireis as vossas almas.”
Nossos sábios explicam que a aflição não é um objetivo em si mesma. O objetivo é despertar a consciência.
O desconforto físico faz a pessoa perceber coisas que normalmente ignora.
Ela percebe sua fragilidade.
Percebe sua dependência de Hashem.
Percebe que não controla tudo.
Percebe que sua existência é um presente renovado a cada instante.
Mas existe algo ainda mais profundo.
O Zohar ensina que o alimento sustenta o corpo físico. Porém a alma é sustentada pela proximidade com Ashem.
Quando uma pessoa jejua da maneira correta, ela não está apenas deixando de comer.
Ela está abrindo espaço para uma alimentação espiritual.
Mais Torá.
Mais tefilá.
Mais reflexão.
Mais arrependimento.
Mais sensibilidade.
Mais humildade.
Por isso um jejum sem mudança interior perde seu significado.
Uma pessoa pode passar o dia inteiro sem comer e terminar exatamente igual ao que começou.
O profeta Yeshayahu já advertia sobre isso.
Ele pergunta:
“É este o jejum que Eu escolhi?”
E responde que o verdadeiro jejum é quebrar a arrogância, libertar o oprimido, ajudar o necessitado, corrigir os próprios caminhos e aproximar-se de Ashem.
O jejum não foi criado para enfraquecer o corpo.
Foi criado para despertar a alma.
E isso nos leva ao dia 17 de Tamuz.
Nesse dia recordamos o início da destruição.
As muralhas de Jerusalém foram rompidas.
Mas a pergunta que devemos fazer é:
Como uma muralha foi rompida?
A resposta é que ela já estava enfraquecida por dentro.
Nenhuma cidade cai primeiro por fora.
Ela cai primeiro por dentro.
O mesmo acontece conosco.
O Beit Hamikdash não foi destruído apenas por exércitos.
Foi destruído por inveja.
Foi destruído por arrogância.
Foi destruído por ódio gratuito.
Foi destruído por divisões entre irmãos.
E é por isso que jejuamos.
Não para lembrar apenas um acontecimento histórico.
Mas para perguntar:
Quais muralhas estão sendo rompidas dentro de mim?
Onde permiti que a inveja entrasse?
Onde deixei a crítica substituir a compaixão?
Onde deixei o ego substituir a humildade?
Onde deixei de enxergar a imagem divina no outro?
O jejum de 17 de Tamuz não é uma viagem ao passado.
É um chamado para olhar o presente.
A destruição começou quando o povo deixou de proteger aquilo que sustentava sua unidade espiritual.
E a reconstrução começará quando cada um reconstruir seu próprio coração.
Toda vez que vencemos o orgulho, colocamos uma pedra no Terceiro Beit Hamikdash.
Toda vez que vencemos a inveja, colocamos outra.
Toda vez que escolhemos amar em vez de julgar, outra pedra é colocada.
O verdadeiro jejum não termina quando voltamos a comer.
O verdadeiro jejum termina quando voltamos a viver de forma diferente.
E talvez seja por isso que Ashem nos pede o jejum.
Porque algumas lições só entram no coração quando o corpo fica em silêncio.

Morá Rifka מורה רבקה
Hoje é Rosh Hodesh, dia 1 de AV 5786
O período de Tishá BeAv nos convida a olhar para dentro de nós mesmos.
Nossos Sábios ensinam que o Beit a Mikdash não foi destruído apenas por um exército, mas porque havia falhas espirituais entre o povo.
Por isso, uma das formas mais profundas de nos prepararmos para esse dia é estudar as leis do Templo e fortalecer a prática da tzedaká e da bondade.
Tishá BeAv:
*O Beit a Mikdash e o poder da Tzedaká*
Tishá BeAv é o dia mais triste do calendário judaico.
Nesse dia lembramos a destruição do Primeiro e do Segundo Beit a Mikdash, além de muitas outras tragédias que marcaram a história do povo de Israel. No entanto, esse dia não foi estabelecido apenas para recordar o passado, mas para despertar em nós o desejo sincero de reconstrução espiritual.
Nossos Sábios ensinam que toda geração que não merece ver a reconstrução do Beit a Mikdash deve considerar como se ele tivesse sido destruído em seus próprios dias.
Essa afirmação nos ensina que o Templo não é apenas uma construção de pedras. Ele representa a presença revelada da Shechiná entre o povo de Israel.
Por esse motivo, existe um costume muito importante durante os dias que antecedem Tishá BeAv: estudar as leis do Beit a Mikdash.
O profeta Ye’hezkel recebeu de Ashem a ordem de ensinar ao povo a estrutura do Templo mesmo quando ele ainda estava destruído. Os Sábios explicam que o estudo dessas leis é considerado, diante de Ashem, como se estivéssemos participando da sua construção.
Quando estudamos a disposição do Mizbeach, o serviço dos Cohanim, os utensílios sagrados e as leis da pureza, demonstramos que o Beit a Mikdash continua vivo em nossos corações. Não aceitamos o exílio como algo definitivo.
Continuamos esperando e nos preparando para o dia em que a presença de Ashem voltará a ser plenamente revelada em Jerusalém.
Ao mesmo tempo, Tishá BeAv nos lembra que a reconstrução não depende apenas do conhecimento. Ela exige transformação interior.
O Segundo Beit a Mikdash foi destruído por causa do ódio gratuito .
Portanto, sua reconstrução passa pelo caminho oposto: o amor gratuito (ahavat H’inam), o respeito e a união entre os judeus.
É nesse contexto que a tzedaká assume um papel central.
Muitas pessoas traduzem tzedaká como “caridade”, mas seu significado é muito mais profundo.
A palavra vem da mesma raiz de tzedek, justiça.
Ajudar quem necessita não é apenas um ato de generosidade; é cumprir uma responsabilidade que Ashem confiou a cada um de nós.
A tzedaká restaura a dignidade de quem recebe e purifica o coração de quem oferece. Ela nos ensina que aquilo que possuímos não nos pertence de forma absoluta.
Somos administradores das bênçãos que Ashem nos concede.
Durante este período, muitos aumentam suas ações de bondade: ajudam uma família necessitada, apoiam instituições de Torá, visitam enfermos, consolam enlutados, oferecem palavras de incentivo e procuram evitar qualquer forma de lashon hará ou desunião.
Cada ato de bondade coloca mais um “tijolo” na reconstrução espiritual do Beit a Mikdash.
Os Sábios afirmam que o estudo da Torá, a oração e a tzedaká possuem um enorme poder de elevar o mundo.
Quando essas três colunas caminham juntas, aproximam a redenção e revelam mais intensamente a presença da Shechiná entre nós.
Que Tishá BeAv não seja apenas um dia de lágrimas pelo que perdemos, mas também um dia de compromisso com aquilo que podemos construir.
Que o estudo das leis do Beit a Mikdash desperte em nós o desejo sincero pela sua reconstrução.
Que nossas mãos estejam sempre abertas para a tzedaká, nosso coração cheio de amor ao próximo e nossa vida dedicada ao serviço de AShem.
Que possamos testemunhar, em nossos dias, o cumprimento da promessa dos profetas: Jerusalém reconstruída, o Beit a Mikdash novamente erguido e toda a humanidade reconhecendo a soberania de Ashem. Amén.
Que essas palavras fortaleçam sua vida e inspire todos a compreender que cada mitzvá, cada ato de tzedaká e cada gesto de amor ao próximo aproxima um pouco mais a redenção.
Como ensinam nossos Sábios: a reconstrução do Beit a Mikdash começa no coração de cadajudeu.
Rifka Haia Eitan, filha do Rabino Avraham Eitan Gloiber 🌻✨🥂🍾

