Essa semana lemos Parashat Matot e também Parashat Mass’ei.
Parashat Mass’ei nos conta que alguém que matou uma pessoa acidentalmente também é chamado de assassino.
O “Assassino sem intenção” não é condenado à morte como o assassino com intenção, mas recebe um castigo de exílio em uma cidade de refúgio que foi feita para esse fim e geralmente era habitada pela tribo de Levi que não tinha terra própria .
O castigo dele era ficar lá até o Cohen Gadol (sumo sacerdote) falecer e o versículo diz que “depois da morte do Cohen Gadol o assassino pode voltar à sua terra”.
Surge a pergunta: Porque a Torá continua chamando ele de assassino se de acordo com a própria Torá depois da pessoa ter recebido o castigo neste mundo sua transgressão é apagada no tribunal Divino ?
No começo ele é chamado de assassino porque a regra é que coisas boas acontecem por meio de pessoas boas e coisas ruins por meio de pessoas ruins.
O fato de a morte acidental ter acontecido por meio dele justifica o adjetivo assassino.
Depois que ele cumpre sua pena se tornando por meio disso um Tzadik, diz a Torá: “Depois que morrer o Cohen Gadol voltará o assassino para a terra da sua herança”.
A linguagem é estranha! Porque a Torá continua chamando ele de assassino mesmo depois de ele ter cumprido sua pena?
Assassinato por falta de reza
A Guemará em Macot 11b nos conta que o Cohen Gadol na função de sumo sacerdote deveria rezar para que esses acidentes não acontecessem, e o fato de ter acontecido demonstra que o Cohen esqueceu de rezar para isso.
Assassinato por meio de reza
A consequência automática disso é uma reza contrária, o exilado reza para que o Cohen Gadol morra rápido para que ele possa sair do exílio e voltar para a sua família.
Por isso ele é chamado novamente de assassino, por ter causado a morte do Cohen Gadol por meio de suas rezas, nos ensinando que uma reza não só que pode salvar alguém mas pode também matar alguém.
Anulando uma reza assassina
A mãe do Cohen Gadol levava para esses exilados roupas e comida para que eles não desejassem o mal da sua família e esse era o jeito dela de anular essa propensão de reza.
Ou seja, depois que ele recebeu dela roupas e comida ele só iria desejar o bem dela e dar todas as bênçãos para essa família.
Conclusão : sempre temos que rezar e pedir pelas pessoas próximas a nós para que nada de ruim aconteça por meio delas e também sempre ajudar à quem está ligado à nós para que todos sempre desejem o nosso bem.
Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
Rabino Avraham Eitan Gloiber mudou-se para Israel aos 18 anos e estudou no seminário rabínico de Kfar Chabad de 1978 à 1984
Após concluir seus estudos, começou a trabalhar como professor em Israel tendo tido muito sucesso nessa área a ponto de um dos maiores jornais de Israel ter feito sobre ele uma grande reportagem
Rabino Gloiber esteve várias vezes com o Rebe de Lubavitch onde recebeu inúmeras bençãos e instruções
Ele foi aluno do Rav Moshe Weber de Jerusalém e esteve inúmeras vezes com Baba Sali presenciando lá verdadeiros Milagres ligados a sua vida pessoal e pública
A Torá, a Sabedoria Judaica, nunca entra em férias. Por isso o Rabino nunca parou de estudar e sempre após o trabalho em Israel estudava várias horas, continuando esse costume também aqui no Brasil
No ano 2000 voltou para o Brasil aonde continuou sempre ensinando Torá, a Sabedoria Judaica
Em 2012 fundou sua própria ONG, e este ano fundou sua própria editora chamada de Oneg Torá que significa o prazer da Torá