Decifrando as linguagens da Torá
Para uma regra da Torá ter uma exceção a própria Torá tem que trazer essa exceção.
Na nossa Parashá encontramos uma linguagem muito pesada em relação ao que pode acontecer se não estudarmos Torá e não cumprirmos as Mitzvót.
A linguagem da Torá é “Se vocês não escutarem a mim” .
O Midrash Sifra nos conta que essa palavra “a mim” vem especificar que todas essas tragédias que a Torá descreve depois disso recaem sobre a pessoa que conhece D’us e tem a intenção de fazer conscientemente contra o pedido Divino.
Como exemplo o Midrash traz Sodoma e Gomorra, que conheciam D’us e faziam intencionalmente o contrário do que ele pediu , assassinando, roubando e etc.
O Ari Zal nos dá um exemplo das pessoas que trocaram intencionalmente o judaísmo pela idolatria na época do primeiro Beit a Mikdash.
A destruição não veio naquela geração porque a bondade Divina determina um longo período para que a pessoa possa fazer Teshuvá, naquela reencarnação ou em outra.
Mas quando chegou a “deadline”, o prazo final, aquelas almas se reencarnaram na época das cruzadas e da inquisição e tiveram a sua purificação , se precisassem morrer queimados em praça pública mas não fazer idolatria eles davam a vida, se precisassem fugir da Espanha e de Portugal deixando os pertences para trás e não fazer idolatria eles fugiam.
Cada um de acordo com o nível de obsessão pela idolatria que ele teve na época do primeiro Beit a Mikdash quando trocou a sua religião.
Mas quem já nasceu em uma família Judia idólatra não entra nessa categoria, como vemos no Midrash, mas é considerado como alguém que não conhece D’us e não tem intenção de fazer algo propositalmente.
A “linguagem pesada” da Torá também vem para dar um ênfase na gravidade do assunto , como um pai bondoso que explica para o filho as consequências de certas coisas.
Então, vamos aproveitar o desconto estudar muita Torá e fazer muitas Mitzvót!

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
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