Parashat Behukotai nos conta que quando estudamos Torá e cumprimos as Mitzvót (Mandamentos Divinos) AShem (D’us) nos dá a chuva na hora certa e na quantidade adequada.
A linguagem da Torá é : “a terra dará seus produtos e as árvores darão seus frutos”. E a pergunta é: Se a terra dará a seus produtos isso já inclui os frutos das árvores, então, quais são essas árvores que darão seus frutos como consequência do nosso estudo de Torá e do cumprimento das Mitzvót?
O Midrash Sifra nos conta que essas são as árvores estéreis que nos tempos do Mashia’h elas darão frutos!
Ou seja, hoje nosso estudo de Torá é comparado a um pai muito sábio que ensina a sua sabedoria para uma criança pequena, a sabedoria do pai desce ao nível da criança , ele ensina a criança que é proibido roubar e etc.
Ou seja, a Torá que estudamos hoje está em um nível de “não roube” e etc , (e mesmo assim vemos muitos “representantes do povo” que não estão morrendo de fome roubarem quantias que nunca vão conseguir gastar na vida).
E mais, nosso nível de cumprimento de Mitzvót ainda é limitado por não podermos cumprir as Mitzvót ligadas ao Beit a Mikdash, e mesmo a Mitzvá da Shemitá hoje , de acordo com a maior parte dos “Posskim” (legisladores que determinam a aplicação da lei judaica) a Shemitá é “Derabanan” (decreto dos Sábios de Israel usando a autoridade que a Torá lhes deu para fazê-los) e não “Deoraita” (Mitzvá direta da Torá).
Isso porque dez tribos de Israel estão temporariamente perdidas e as Mitzvót relacionadas à terra de Israel só voltarão a ser cumpridas em todos os seus aspectos quando cada tribo de Israel estiver nas partes da “Terra Santa” relacionadas à sua herança, e isso só vai acontecer nos tempos do Mashia’h.
Nosso estudo de Torá e cumprimento de Mitzvót hoje é o suficiente para a terra dar os seus frutos convencionais.
O estudo da Torá nos tempos do Mashia’h é comparado a um pai muito sábio ensinando segredos muito profundos à um filho muito sábio.
Hoje só conseguimos “provar” um pouquinho disso estudando a parte oculta da Torá que antes era revelada somente para um “petit comité” e hoje, de acordo com o Ari Zal, é uma Mitzvá revelar essa sabedoria, e mesmo assim a quantidade desse estudo é limitada.
E mesmo que nas últimas gerações foram revelados muitos assuntos profundos por meio da “Hassidut”, mesmo assim em relação às revelações dos tempos do Mashia’h quando o mundo inteiro de encherá com o conhecimento Divino em quantidade e qualidade , o que estudamos hoje ainda não é o suficiente para as árvores estéreis darem os frutos exóticos que elas darão no futuro.
Conclusão: vamos pedir todo dia para AShem mandar o Mashia’h imediatamente e usufruir todas as maravilhas desse futuro próximo !
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Para uma regra da Torá ter uma exceção a própria Torá tem que trazer essa exceção.
Na nossa Parashá encontramos uma linguagem muito pesada em relação ao que pode acontecer se não estudarmos Torá e não cumprirmos as Mitzvót.
A linguagem da Torá é “Se vocês não escutarem a mim” .
O Midrash Sifra nos conta que essa palavra “a mim” vem especificar que todas essas tragédias que a Torá descreve depois disso recaem sobre a pessoa que conhece D’us e tem a intenção de fazer conscientemente contra o pedido Divino.
Como exemplo o Midrash traz Sodoma e Gomorra, que conheciam D’us e faziam intencionalmente o contrário do que ele pediu , assassinando, roubando e etc.
O Ari Zal nos dá um exemplo das pessoas que trocaram intencionalmente o judaísmo pela idolatria na época do primeiro Beit a Mikdash.
A destruição não veio naquela geração porque a bondade Divina determina um longo período para que a pessoa possa fazer Teshuvá, naquela reencarnação ou em outra.
Mas quando chegou a “deadline”, o prazo final, aquelas almas se reencarnaram na época das cruzadas e da inquisição e tiveram a sua purificação , se precisassem morrer queimados em praça pública mas não fazer idolatria eles davam a vida, se precisassem fugir da Espanha e de Portugal deixando os pertences para trás e não fazer idolatria eles fugiam.
Cada um de acordo com o nível de obsessão pela idolatria que ele teve na época do primeiro Beit a Mikdash quando trocou a sua religião.
Mas quem já nasceu em uma família Judia idólatra não entra nessa categoria, como vemos no Midrash, mas é considerado como alguém que não conhece D’us e não tem intenção de fazer algo propositalmente.
A “linguagem pesada” da Torá também vem para dar um ênfase na gravidade do assunto , como um pai bondoso que explica para o filho as consequências de certas coisas.
Então, vamos aproveitar o desconto estudar muita Torá e fazer muitas Mitzvót!
Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
www.RabinoGloiber.org

