Author page: Rabino Gloiber

Não deixe a tristeza chegar perto da sua família

 

Não deixe a tristeza chegar perto da sua família.

 

A tristeza chega de mansinho, assim como quem não quer nada.

 

Num dia, você acorda triste, desanimado.

 

No outro, bate uma sensação de vazio e uma vontade incontrolável de chorar, sem qualquer motivo aparente.

 

Previna-se :

 

fortaleça o pensamento positivo que no judaísmo é chamado de Bita’hon, ou seja, confiança em Hashem.

 

Fortaleça a fé que em hebraico é chamada de Emuná.

 

Fortaleça a alegria que em Hebraico é chamada de Sim’há.

 

E assim você se protege contra as tentativas da tristeza de entrar em você.

 

A Guemará nos conta que quando uma pessoa vê um sinal de que coisas ruins virão e esse sinal causa para ela tristeza e sofrimento, o sinal por si só não tem força alguma.

 

Mas a tristeza e o sofrimento causado por ele, isso sim tem a força espiritual de enfraquecer o nosso “Mazal” (DNA espiritual) lá em cima e nos causar uma tragédia para nós aqui em baixo.

 

A regra básica da Torá é de que uma coisa boa tem uma força quinhentas vezes maior do que uma coisa ruim.

 

E se até uma tristeza e sofrimento causados por um erro de avaliação tem a força de mudar a realidade para muito pior, quanto mais (quinhentas vezes mais) a alegria causada pela confiança em Hashem (D’us) e a tranquilidade consequente dela junto com a fé de que mesmo se não merecemos, Hashem (D’us) só vai nos fazer o bem.

 

Isso é o que trás para nós todas as coisas boas nesse mundo.

 

Você está triste porque ficou para trás?

 

Um dos sinais da geração em que o Mashia’h chegará, é que todos os jovens vão fazer todos os velhos passarem vergonha .

 

Em todas as gerações os jovens tinham que se consultar com os velhos, pelo fato de os velhos sempre terem sido mais maduros e experientes.

 

Na “geração digital” , nós adultos estamos passando vergonha em termos que perguntar dezenas de vezes aos nossos filhos, ou até mesmo aos filhos do vizinho, como usar um telefone celular com dezenas de funções que coloca o computador da nossa época junto conosco no jardim da infância da história.

 

E ver que esses adolescentes em segundos manipulam qualquer aparelho e resolvem qualquer problema, invertendo a herança histórica e se tornando adolescentes “maduros e experientes” contra nós, adultos imaturos e inexperientes, isso nos causa desânimo.

 

O que fazer?

 

Se prepare para a Gueulá acrescentando em Bita’hon e Emuná

 

Rabino Gloiber
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Fazendo Teshuvá com muita alegria ❤️🌻🥰

Onde há alegria não há tristeza

 

Esse foi o caso do profeta Elishá. Na época dele os países de Israel, Judéia e Edom se uniram para fazer uma guerra contra Moav.

 

Por um erro de avaliação a água desses exércitos acabou no meio do deserto a três dias de distância de qualquer lugar que tivesse um pouquinho de água

 

Os três reis se reuniram e chegaram à conclusão de que se não houver um verdadeiro milagre todos morrerão.

 

O Rei da Judéia que se chamava Yoshafat era um judeu religioso, e em vista à situação ele perguntou se não havia entre eles um profeta de Hashem.

 

Disseram para ele que está aqui no acampamento Elishá, o profeta que ficou famoso por ter feito um grande milagre em relação à água.

 

Ou seja, não só que havia lá um profeta, mas também que esse era exatamente o profeta que eles precisavam naquela hora, e se ele acompanhou o exército não foi por querer participar da guerra mas sim porque ele tinha uma profecia para falar.

 

Elishá foi chamado para a reunião dos reis. Vendo o rei de Israel que era um idólatra e obrigava todo o seu país a fazer idolatria Elishá ficou triste, e como consequência disso a revelação Divina deixou de pairar sobre ele e a profecia o deixou.

 

Sendo que o profeta antigo incorporava a profecia e fazia com que ela descesse para o mundo, se o profeta não ficasse alegre a profecia não pairaria sobre ele e consequentemente não desceria para o mundo e o milagre não aconteceria.

 

Elishá não tinha escolha, ele viu a pessoa ruim e isso despertou nele a tristeza, como tirar essa tristeza agora?

 

Ele teve uma ideia de como fazer isso artificialmente. Pediu para trazerem alguém para tocar uma música.

 

Quando o músico começou a tocar, Elishá ficou alegre e aí pairou sobre ele a presença Divina e ele voltou a ser um profeta.

 

O final dessa história vocês já devem ter imaginado, ele falou a profecia de que Hashem iria trazer muita água para todos esses exércitos e pouco tempo depois aquele lugar virou um lago!

 

Daqui aprendemos que não é o suficiente sermos os juízes e guardas do nosso corpo, de vez em quando deixamos sem querer passar alguma coisa.

 

Então temos que fazer como o profeta Elishá e não viver na tristeza mesmo que ela tenha um motivo espiritual para se revelar dentro de nós, mas despertar a alegria mesmo que para isso precisemos de um artifício.

 

O objetivo de policiarmos nossos cinco sentidos é para que a presença Divina paire sobre cada um de nós e ela só paira onde há alegria, precisamos nos fechar para que as coisas ruins não entrem para dentro de nós mas temos que nos abrir em dobro para as coisas boas, para que elas entrem dentro de nós.

 

Elul é o mês da Teshuvá, e como toda Mitzvá deve ser feita com muita alegria, a Mitzvá da Teshuvá deve ser feita com mais alegria ainda, como a alegria de uma criança perdida na floresta que encontra o caminho para voltar para casa!

 

Então, vamos fazer a nossa Teshuvá com muita alegria e entusiasmo, fazer o balanço anual de tudo o que fizemos de certo e errado, assumir que não voltaremos a fazer as coisas erradas, acrescentar na quantidade e qualidade das coisas certas, e no mérito da nossa correção de rumo Hashem vai dar para cada um de nós um ano bom e doce.

 

Rabino Gloiber

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Ki Tetzê

Ki Tetzê

 

Nossa Parashá nos conta sobre um exército no qual o Cohen antes da guerra anunciava à todos , entre outras coisas , que quem teme morrer na guerra por ter feito um pecado deve voltar para a retaguarda.

 

Ou seja, só participava da guerra quem não fazia pecados e com certeza nem tinha vontade de fazer.

 

Nesse ambiente de guerra feroz contra o inimigo cruel (ambiente nada romântico)  acontece o despertar de uma paixão entre um soldado judeu religioso e a própria inimiga .

 

Como em um ambiente desses um homem religioso se apaixona? E pela inimiga? E a Torá deixa em aberto a opção de eles se casarem!

 

Explica o Ari ZaL que quando o primeiro homem fez a primeira transgressão , misturou o bem e o mal no mundo e muitas Almas que estavam no Adam Harishon (O primeiro homem) caíram no lado mal.

 

O mapa da queda dessas “Almas Divinas”  que afundaram nas impurezas é uma cópia do Adam Harishon chamada “Adam de Bliaal” .

 

A cabeça dele representa o exílio da Babilônia , os braços representam os exílios da Persia e Meda que sucederam o exílio da Babilônia, o corpo representa o império grego que sucedeu a Pérsia.

 

Até aqui tudo bem definido e mapeado, em cada exílio a maior parte da comunidade judaica se encontrava nele e as fronteiras eram bem definidas.

 

As duas pernas representam dois exílios paralelos. O exílio de Edom (descendentes de Essav) e o exílio de Ishmael  , dois exílios totalmente distintos.

 

Ishmael está vinculado ao Irã e aos árabes da área que era a antiga Pérsia e Edom deu origem aos povos  europeus .

 

Por incrível que pareça vemos que os judeus nos últimos dois mil anos viveram em países árabes e europeus.

 

Não ouvimos que tinha alguma Yeshivá na índia, na China ou no Japão , mesmo que judeus fugindo dos nazistas ficaram um tempo na China e na Índia , mesmo assim tiveram que se mudar para países de etnia européia como Estados Unidos e Austrália onde hoje existem comunidades judaicas com toda a estrutura montada, enquanto que na Índia, na Coréia ou no Japão só existem Batei Chabad visados por turistas e comerciantes que ficam temporariamente nesses lugares.

 

Quase seis milhões de judeus moram em Israel que faz parte de um oriente médio, “galut Ishmael” , e outros milhões vivem nos Estados Unidos cujo povo provém de etnia européia, “galut Edom”.

 

Até o Brasil tem três Yeshivot e a Índia com  um bilhão e 451.000 habitantes não tem uma Yeshivá.

 

Diz o Ari ZaL que o motivo do nosso povo ter passado por esses exílios inclusive os que estamos agora de Edom e Ishmael , é para elevar as “centelhas Divinas” que afundaram nas impurezas.

 

De acordo com todos os sinais que traz a Guemará já estamos nos calcanhares dessa figura, ou seja, só sobrou dela os calcanhares, últimos refinamentos.

 

Sobre essa figura dizem os nossos Sábios que Mashia’h não chega até terminarem as almas do corpo, ou seja, até todas as Almas afundadas nesse “corpo espiritual de impureza” serem resgatadas .

 

Diz o Ari ZaL que só dessa maneira dá para entender nossa Parashá. Os judeus que iam para aquela guerra eram Tzadikim perfeitos e não existia a possibilidade de eles se apaixonarem por alguém por motivos de “Yetzer Hará” , consequentemente o que despertou aquela paixão foi a Alma Divina que se misturou naquele povo e estava naquela mulher e tinha um vínculo espiritual com a alma dele, e essa era a única possibilidade de esse amor surgir.

 

Conclusão:

 

O fato de estarmos aqui no galut é para elevarmos as centelhas Divinas que estão no nosso país por meio do estudo da Torá e do cumprimento das Mitzvót que fazemos usando as coisas materiais que temos aqui para o trabalho Divino.

 

Então, no lugar de  pensar no que precisamos e pedir nas nossas rezas só o que precisamos devemos pensar para que precisam de nós!

 

Para que Hashem precisa de nós aqui e agora, e pedir nas nossas rezas para que Mashia’h venha imediatamente e já seja o término do galut !

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

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Shoftim


Nossa Parashá é Shoftim

 

D’us a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e toda a intenção Divina é sempre a de nos ajudar de todas as formas possíveis e imagináveis.

 

Mesmo que às vezes, para o nosso bem, essa ajuda se compara à uma mãe bondosa e generosa, mas junto a isso obrigada a trocar a fralda da criança contra a vontade da própria criança que preferiria continuar com a fraldinha “cheia” sem estar consciente do que isso poderia causar para ela…

 

E sendo Moshe Rabeinu o mais humilde de todos os homens que já existiram sobre a face da terra, o líder que não pensa no próprio bem, mas somente no bem do povo, como pode ser a linguagem da Torá às vezes tão ameaçadora ?

 

A ponto de dar uma impressão de D’us e de Moshe totalmente contrária ao que vimos anteriormente, dando margem a erros de avaliação de achar que D’us é cruel, o que é o contrário da essência Divina.

 

A resposta para isso está na nossa Parashá, que diz: “…e todo o povo vai escutar e ver, e não vão fazer o mal novamente”.

 

Ou seja, a Torá faz uma enorme propaganda da gravidade de certos assuntos para que o povo fique longe das coisas erradas.

 

Contudo, essa linguagem preventiva não deve nos dar a impressão de D’us como alguém autoritário e rancoroso, ou de Moshe como um líder severo.

 

Mas a cada instante devemos nos lembrar de que D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e toda a intenção Divina é sempre a de nos ajudar de todas as formas possíveis e imagináveis.

 

Moshe sempre foi e sempre será o mais humilde de todos os homens, o líder bondoso, sempre pensando no bem de todos nós.

 

É importante sempre nos lembrarmos disso e também repassarmos para as crianças o conceito certo desde o começo para não causar um trauma para as nossas crianças de terem uma idéia errada do que é D’us e de quem é Moshe.

 

Nossa Parashá nos conta sobre os direitos e deveres do Rei, terminando com o versículo de que esses direitos e deveres são para que ele tenha um longo reinado.

 

Imediatamente depois disso, a Parashá conta sobre direitos e deveres do Cohen e do Levi. O denominador comum entre eles é o de que eles têm o patrocínio do povo.

 

Sobre o rei está escrito que ele não pode ter mais cavalos do que o necessário, ou seja, realeza não é exibicionismo.

 

O Rambam diz que hoje em dia, todos aqueles que se dedicam ao estudo e ensino da Torá e à divulgação do judaísmo estão fazendo o trabalho daquela tribo de Levi que ensinava a Torá para o povo, e portanto podem receber o patrocínio do povo.

 

Como o Levi que não recebeu uma parte na terra de Israel mas a parte dele era o trabalho Divino patrocinado pelo povo.

 

O Rebe nos conta que o motivo desse denominador comum é o de nos ensinar que da mesma maneira que o rei não poderia ter mais cavalos do que o necessário, também as pessoas que se ocupam com o estudo e ensino da Torá e a divulgação do judaísmo tem o direito de receber o patrocínio da comunidade, mas junto à isso também tem todo o dever de usar esse patrocínio apenas da maneira correta.

 

🌻🌻🌻🌻

 

Nossa Parashá diz: “Seja Tamim com Hashem seu D’us.” A palavra “Tamim” quer dizer: inocente, puro, simples, íntegro.

 

O Shul’han Aru’h coloca esse versículo na prática determinando que não é permitido para nós judeus consultarmos astrólogos, e quanto mais feiticeiros e videntes.

 

A Guemará nos conta que quando nasceu o grande Sábio de Israel, Rabi Na’hman bar Itzhak, os astrólogos disseram para a mãe dele :- Seu filho vai ser um ladrão!

 

Ouvindo isso, ela decidiu que nunca iria deixar ele andar com a cabeça descoberta, e dizia para ele :- cubra a sua cabeça para que você tenha “Irat Shamaim”, temor à D’us, e peça sempre à D’us para que o seu “yetzer hará”, sua má inclinação, não te domine.

 

Ele não sabia porque ela insistia tanto nisso. Certo dia ele estava sentado embaixo de uma tamareira que não era dele, e a “glimá”, a kipá da época, que cobria a cabeça dele, caiu.

 

O “yetzer hará” despertou, e por incrível que pareça ele conseguiu escalar a tamareira e arrancar um cacho de tâmaras com os próprios dentes!

 

Afinal de contas, ele continuou seguindo os conselhos da sua mãe e se tornou um dos maiores Tzadikim da Guemará e Rosh Yeshivá de Pumbedita, uma das comunidades judaicas mais importantes da Babilônia.

 

Surge a pergunta:

 

Se é proibido consultar os astrólogos, porque a mãe de Rabi Na’hman bar Itzhak levou em conta o que eles disseram e fez com que ele se esforçasse tanto para que isso não acontecesse?

 

O próprio Shul’han Aru’h, na continuação desse assunto nos conta que, nas coisas que já sabemos que o “Mazal”, o destino, não é bom, temos que levar isso em conta e nos proteger, e não confiar em um milagre.

 

Mas o que é proibido fazer é o ato de nós próprios verificarmos as coisas dessa maneira.

 

Ou seja, se os astrólogos da Babilônia verificaram isso para ela, mesmo que ela, por motivos religiosos, não pediu para eles verificarem.

 

Ou seja, quando a coisa já está verificada, temos que fazer o que precisamos para nos proteger e não esperar por um milagre.

 

Conclusão: Não tenha vergonha de andar na rua com a kipá, pode ser um boné também, porque isso nos traz “Irat Shamaim”

 

🌻🌻🌻🌻

 

Leitura de mãos

 

Os livros de Kabalá trazem assuntos como leitura de mãos.

 

O fato de isso estar na Kabalá mostra que isso não entra nessa proibição mas diz o Rebe que isso se refere somente à alguém que tem esse recebimento de Kabalá prática de mestre para aluno desde a época em que os livros de Kabalá que tratam desse assunto foram escritos.

 

Mas diz o Rebe, hoje em dia já não existem mais pessoas que tenham esse recebimento direto, e sendo que nesse caso não adianta estudar diretamente dos livros, a leitura de mãos atualmente é inválida.

 

🌻🌻🌻🌻

 

Nossa Parashá diz que devemos colocar juízes e guardas em todos os nossos portões.

 

O Rav Haim Vital que foi o principal aluno do Ari ZaL nos conta que a palavra portões aparece aqui no plural para nos indicar uma coisa mais profunda:

 

Os portões do nosso corpo!

 

1- O portão da visão, que são nossos olhos:

 

Não olhar para coisas que a Torá, nosso referencial do que é luz e o que é escuridão, recomenda não olharmos, principalmente hoje na era do internet !

 

2- O portão da audição que são nossos ouvidos:

 

Não dar ouvidos a coisas inadequadas como ouvir leshon hará, ouvir alguém falando mal das pessoas (principalmente hoje, na era da informação).

 

3- O portão da fala que é a nossa boca:não falar coisas feias e nem “leva e traz”, falar “leshon hará” (principalmente hoje na nossa era do Facebook).

 

4- O portão do olfato que é o nosso nariz:

 

Não cheirar o perfume da pessoa proibida à você (bons e velhos tempos quando não havia poluição e nem rinite alérgica).

 

5- O portão do tato, do contato físico, que são nossas mãos e pés:

 

Não tocar a pessoa proibida (fácil), não ir à um lugar inadequado que pode nos despertar desejos proibidos (principalmente na era do entretenimento).

 

Quando protegemos nossos “portões” das coisas ruins recebemos um enorme presente de Hashem, como diz o profeta Yashaiahu :

 

-“Abram os portões e entre o povo sagrado … ”Quando fechamos os nossos “portões” para as coisas ruins os portões celestiais se abrem para nós e ganhamos no paraíso futuro 310 mundos paradisíacos no qual cada mundo tem um portão que se abre para nós.

 

Continua o rav Haim Vital que daqui para o paraíso celestial existem muitos tipos de “anjos” que tentam nos impedir de chegar lá, também os sete céus tem muitos e muitos portões com muitos guardas celestiais em cada portão e portão.

 

Depois dos 120 quando a nossa Neshamá deixa esse mundo (e infelizmente hoje em dia os 120 estão ficando modo de falar) esses anjos nos verificam.

 

Se tivermos mérito, eles abrem os portões e nos deixam entrar.

 

Se não tivermos, eles nos empurram para fora e trancam os portões na nossa frente não nos deixando entrar.

 

Por isso devemos ter a sabedoria de demarcar nossos limites e proteger nossos “portões”. Quando nos conscientizamos disso durante a nossa vida neste mundo teremos o mérito de todos os portões celestiais serem abertos para nós no mundo vindouro.

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você

 

 

Astrologia e leitura de mãos na visão judaica

Astrologia e leitura de mãos

 

A Guemará nos conta que quando nasceu o grande Sábio de Israel, Rabi Na’hman bar Itzhak, os astrólogos disseram para sua mãe:- seu filho vai ser um ladrão!

 

Ela nunca o deixou andar com a cabeça descoberta, e dizia sempre para ele:- Cubra a sua cabeça para que você tenha “Irat Shamaim” (temor à D’us), e peça sempre à D’us para o seu “yetzer hará” (má inclinação) não te dominar

 

Ele não sabia por que ela insistia tanto nisso.

 

Um dia ele estava sentado embaixo de uma tamareira (que não era dele) e a “glimá” (a kipá da época) que cobria a cabeça dele caiu

 

O “yetzer hará” despertou nele, ele escalou aquela tamareira que não era dele e arrancou dela um cacho de tâmaras com os próprios dentes, prova de que os astrólogos estavam certos!

 

Claro que depois disso ele colocou a Kipá de volta e foi devolver o cacho de tâmaras para o seu dono, mas vemos dessa “recaída” que os astrólogos estavam certos em relação à ele

 

Afinal das contas ele continuou seguindo os conselhos de sua mãe e se tornou um dos maiores Tzadikim da Guemará e Rosh Yeshivá de Pumbedita (em aramaico Boca do Rio) que era uma cidade importante da Babilônia antiga

 

Surge a pergunta: Se é proibido consultar os astrólogos, porque a mãe de Rabi Na’hman bar Itzhak levou em conta o que eles disseram e fez com que ele se esforçasse tanto para que a previsão deles não acontecesse?

 

O próprio Shul’han Aru’h na continuação nos conta que quando acontece de já sabermos que o “Mazal” não é bom em uma certa coisa (como na história de Rabi Na’hman bar Itzhak) temos que levar isso em conta e nos proteger, e não confiar em um milagre.

 

Mas o que é proibido fazer é o ato de nós próprios verificarmos.

 

Ou seja, se os astrólogos da Babilônia verificaram isso para ela sem que ela tivesse pedido, mesmo que ela, por motivos religiosos judaicos não pediu para eles verificarem, quando a coisa já está verificada temos que fazer o que precisamos para nos proteger e não esperar por um milagre

 

Conclusão: não tenha vergonha de andar na rua com a kipá. Pode ser um boné também sendo que nossos Sábios pediram para cobrirmos a cabeça, e para isso qualquer coisa serve!

Leitura de mãos de acordo com a Torá

 

Os livros de Kabalá trazem assuntos como leitura de mãos. Aparentemente o fato de esse assunto estar escrito nos livros de Kabalá mostra que isso não entra nessa proibição

 

Mas o Rebe de Lubavitch nos ensinou que isso é permitido somente quando alguém tem esse recebimento de Kabalá prática de mestre para aluno desde a época da escrita daqueles primeiros livros de Kabala, e hoje não existem mais pessoas que tem esse recebimento direto.

 

E sendo que nesse caso não adianta estudar diretamente dos livros, a leitura de mãos atualmente é inválida.

 

Conclusão: Pare de ler o horóscopo e acrescente na fé em Hashem (D’us), você só tem a ganhar!

 

Rabino Gloiber
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Ketivá Ve’Hatimá Tová Leshaná Tová Umetuká

 

 

Os juízes e guardas do nosso corpo

Nossa Parashá diz que devemos colocar juízes e guardas em todos os nossos portões.

 

O Rav Haim Vital que foi o principal aluno do Ari HaKadosh nos conta que a palavra portões aparece aqui no plural para nos indicar uma coisa mais profunda:

 

Os portões do nosso corpo!

 

1- o portão da visão, que são nossos olhos:

 

Não olhar para coisas que a Torá, nosso referencial do que é luz e o que é escuridão, recomenda não olharmos, principalmente hoje na era do internet !

 

2- o portão da audição que são nossos ouvidos:

 

Não dar ouvidos a coisas inadequadas como ouvir leshon hará, ouvir alguém falando mal das pessoas (principalmente hoje, na era da informação).

 

3- o portão da fala que é a nossa boca:não falar coisas feias e nem “leva e traz”, falar “leshon hará” (principalmente hoje na nossa era do Facebook)

 

4- o portão do olfato que é o nosso nariz:

 

Não cheirar o perfume da pessoa proibida à você (bons e velhos tempos quando não havia poluição e nem rinite alérgica)

 

5- o portão do tato, do contato físico, que são nossas mãos e pés:

 

Não tocar a pessoa proibida (fácil), não ir à um lugar inadequado que pode nos despertar desejos proibidos (principalmente na era do entretenimento)

 

Quando protegemos nossos “portões” das coisas ruins recebemos um enorme presente de Hashem, como diz o profeta Yashaiahu :

 

-“Abram os portões e entre o povo sagrado …”Quando fechamos os nossos “portões” para as coisas ruins os portões celestiais se abrem para nós e ganhamos no paraíso futuro 310 mundos paradisíacos no qual cada mundo tem um portão que se abre para nós.

 

Continua o rav Haim Vital que daqui para o paraíso celestial existem muitos tipos de “anjos” que tentam nos impedir de chegar lá, também os sete céus tem muitos e muitos portões com muitos guardas celestiais em cada portão e portão

 

Depois dos 120 quando a nossa Neshamá deixa esse mundo

 

(e infelizmente hoje em dia os 120 estão ficando modo de falar sendo que a média de vida em qualquer país do mundo é entre 70 e 80)

 

Chegamos no mundo de cima e esses anjos nos verificam.

 

Se tivermos mérito, eles abrem os portões e nos deixam entrar.

 

Se não tivermos, eles nos empurram para fora e trancam os portões na nossa frente não nos deixando entrar.

 

Por isso devemos ter a sabedoria de demarcar nossos limites e proteger nossos “portões”.

 

Quando nos conscientizamos disso durante a nossa vida nesse mundo teremos o mérito de todos os portões celestiais serem abertos para nós no mundo vindouro

Ketivá Ve’Hatimá Tová Leshaná Tová Umetuká

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Mensagem da Parashá

Hashem (D’us) é a essência do bem. Porque a Torá usa uma linguagem tão dura?

Shoftim

 

Frequentemente nos perguntam:

 

Sendo D’us a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e toda a intenção Divina é sempre a de nos ajudar de todas as formas possíveis e imagináveis

 

mesmo que às vezes para o nosso bem essa ajuda se compara à uma mãe boa e generosa, mas obrigada a trocar a fralda da criança contra a vontade da própria criança que preferiria continuar com a fralda “cheia” sem estar consciente do que isso poderia causar para ela…

 

E sendo Moshe Rabeinu o mais humilde de todos os homens que já existiram sobre a face da terra, o líder que não pensa no próprio bem mas só no bem do povo

 

Como pode ser a linguagem da Torá as vezes tão ameaçadora dando uma impressão de D’us e de Moshe totalmente contrária do que vimos anteriormente, dando margem à erros de avaliação de achar que D’us é cruel, o que é o contrário da essência Divina?

 

E a resposta para isso está na nossa Parashá, que diz:

 

“…e todo o povo vai escutar e ver, e não vão fazer o mal novamente”

 

Ou seja, a Torá faz uma enorme propaganda da gravidade de certos assuntos para que o povo fique longe das coisas erradas.

 

Contudo, essa linguagem preventiva não deve nos dar a impressão de D’us como alguém autoritário e rancoroso ou de Moshe como um líder severo

 

mas a cada instante devemos nos lembrar de que D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e toda a intenção Divina é sempre a de nos ajudar de todas as formas possíveis e imagináveis

 

e Moshe sempre foi e sempre será o mais humilde de todos os homens, o líder bondoso, sempre pensando no bem de todos nós

 

É importante sempre nos lembrarmos disso e também repassarmos para as crianças o conceito certo desde o começo para não causar um trauma para às nossas crianças de terem uma idéia errada do que é D’us e de quem é Moshe

 

Rabino Gloiber

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Conselhos


Sexta feira é dia de faxina 

 

Em primeiro lugar limpar a cabeça dos pensamentos negativos.

 

Vamos limpar o nosso cérebro e o nosso coração de todos os pensamentos errados.

 

Vamos tirar da nossa cabeça as preocupações, os receios, a inquietação, o medo, a apreensão, o desassossego, o temor, o afligimento, a ansiedade, o sofrimento, a angústia, a agonia, a aflição, a inquietude, a tormenta, o receio, a Ideia fixa ,a obsessão, a compulsão , o preconceito, a implicância, a desconfiança, a cisma, o prejulgamento

 

Se não houver nada ocupando o lugar que esses pensamentos negativos deixaram, eles podem voltar.

 

Então coloque no lugar deles a lembrança de que D’us ama a cada um de nós mais do que nós amamos nossas próprias crianças, e não só que nunca se esquece de nós, mas a cada instante está preparando para nós novos milagres, novas surpresas!

 

Preencha esse espaço vazio com fé , esperança , confiança , tranquilidade, positividade , afeição , bondade, fraternidade, simpatia, ternura, estima, afinidade, bem-querer, apego, amizade, afeto, carinho , afabilidade.

 

E você já estará pronto para entrar no clima do Shabat !

 

 

Faxina interna, a desmaterialização dos conceitos 

 

Às vezes acontece de conseguirmos nos desfazer das nossas estátua de fora, mas continuamos com as nossas estátuas de dentro.

 

Ou seja, saímos do Egito mas levamos o Egito junto.

 

Por isso é importante nos conscientizarmos de que Hashem (D’us) é a essência do bem, e está definitivamente acima dos conceitos materiais sendo que a matéria é limite e o conceito limite não se aplica à Ele.

 

O Criador não é corpo. Conceitos físicos não se aplicam a Ele. Não há nada que se assemelhe a Ele.

 

Quando falamos sobre diferenças entre matéria e Revelação Divina temos que entender que os conceitos espirituais estão tão acima do material que qualquer exemplo material dado sobre um assunto espiritual só serve para “acalmar o ouvido” como dizem nossos sábios.

 

Quando morava em Haifa , Israel , vivia lá um grande rabino que no passado foi fazendeiro, trabalhava com um trator em um Kibutz e por fim foi estudar Torá e se tornou um grande rabino.

 

Voltando para o Kibutz onde criavam vacas e ovelhas tentou explicar para os amigos assuntos cabalísticos extremamente profundos sempre sendo rudemente contestado com muitos palpites cuja fonte era uma ignorância profunda em relação a qualquer assunto espiritual.

 

A linguagem era direta e grossa, até que ele próprio acabou sendo novamente envolvido pelo ambiente do qual fazia parte no passado e disse com uma voz determinada:- Vamos conversar sobre o que realmente entendemos, sobre vacas e ovelhas.

 

Os ânimos se exaltaram, isso era realmente um assunto interessante !

 

O rabino pergunta , minha gente, porque a vaca faz omeletes e a ovelha azeitonas (referindo-se a forma que as fezes de cada animal é expelida).

 

Todos se calaram,ninguém sabia. Respondeu ele com uma voz entusiástica :

 

– Minha gente, nem de mer…… (Se referindo às fezes dos animais) a gente entende, como podemos dar palpite sobre o que é uma revelação Divina.?

 

Ou seja , falar com um ser humano sobre o que é um “mundo da Yetzirá” (Baixo Paraíso) ou um “Mundo da Briá” (Alto Paraíso) e que revelações Divinas temos nessas grandes alturas espirituais é como por exemplo descrever para um cego que nasceu cego e só vê escuridão , contar para ele sobre tudo o que você viu nas suas ultimas férias ,paisagens maravilhosas que ele não tem como imaginar.

 

Você vai contando para ele e no pensamento dele “preto mais preto é igual a preto” “escuro mais escuro é igual a escuro” e por fim ele te diz que já conseguiu imaginar tudo o que você contou.Você responde :

 

– Querido, você não tem culpa, mas se você conseguiu imaginar saiba que não é isso!

 

Simplesmente você pode ouvir mas não pode imaginar, tudo que você vai imaginar vai ser “preto mais preto é igual a preto”.

 

Assim funciona o nosso pensamento , ” matéria mais matéria é igual a matéria ” e novamente “matéria mais matéria é igual a matéria” e você acha que já sabe tudo!

 

Ou seja , espiritualmente falando “preto mais preto é igual a preto” se conseguimos com nosso pensamento imaginar o espiritual uma coisa já podemos ter certeza :- Que não era isso!!!

 

Ou seja, o espiritual é tão bom, tão melhor , que não temos os sentidos para imaginá-lo .

 

Então simplesmente temos que saber que O Criador não é corpo. Conceitos físicos não se aplicam a Ele. Não há nada que se assemelhe a Ele.

 

Nosso principal problema é que desde pequenos damos forma ao que ouvimos (e sendo que são formas materiais, consequentemente estão erradas)

 

O nosso trabalho principal é eliminar essas materializações dos assuntos espirituais e cada vez, novamente nos conscientizarmos de que O Criador não é corpo. Conceitos físicos não se aplicam a Ele. Não há nada que se assemelhe a Ele !

 

Shabat Shalom
Rabino Gloiber
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Mas sempre rezando por você

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Mensagem da Parashá

Elul

Elul

Segundo o Sêfer Yetzirah, cada mês do ano judaico tem uma letra do alfabeto hebraico, um signo do Zodíaco, uma das doze tribos de Israel, um sentido e um membro controlador do corpo que correspondem a ele.

Elul é o sexto mês do calendário judaico

Em Elul nos preparamos para a chegada dos Grandes Dias festivos, tocando o shofar todas as manhãs, tendo nossas mezuzot e nossos tefilin examinados para ter certeza de que ainda estão adequados, tendo mais cuidado com a Kashrut e falando seli’hot especiais à medida que se aproxima o final do mês.

Por que fazemos tudo isso no mês de Elul? Não podemos esperar até mais próximo de Rosh Hashaná e Yom Kipur?

De qualquer forma, a maioria de nós “trabalha” melhor sob pressão!

Estas questões podem ser explicadas por uma linda parábola:

Uma vez por ano, um rei muito poderoso deixa seu palácio, seus guardas, seu luxo e vai até o campo para encontrar seus súditos.

No campo, as pessoas podem perguntar o que quiserem ao rei. Não precisam esperar em longas filas, passar por revistas de segurança, ser anunciados com cerimônia. Podem falar com ele sem hesitação.

Mas quando o Rei volta  para o seu palácio, os súditos terão novamente que passar por todos os tipos de protocolo para encontrá-lo. Portanto, obviamente, seus súditos aproveitam essa oportunidade ao máximo.

Elul é chamado “mês do arrependimento”, “da bondade” e “das desculpas”. Elul segue os dois meses anteriores de Tamuz e Av, os meses das duas grandes transgressões de Israel, o bezerro de ouro e o caso dos espiões.

As quatro letras do nome Elul são um acrônimo para as letras iniciais da frase em Shir Hashirim (6:3): “Sou do meu amado e meu amado é meu.”

“Sou do meu amado” em desejo determinado de retornar à raiz de minha Alma em Hashem (D’us). “E meu amado é meu” com expressão Divina de bondade e desculpas.

Este é o mês que “o Rei está no campo”. Todos podem aproximar-se d’Ele, e Seu semblante reluz para todos.

Elul é o mês de preparação para os grandes Dias Festivos de Tishrei. Foi neste mês que Moshê subiu ao Monte Sinai pela terceira vez por um período de quarenta dias, de Rosh Hodesh Elul a Yom Kipur, quando ele desceu com as segundas “Lu’hot”. Nestes dias Hashem (D’us) revelou sua grande bondade ao nosso povo.

Na guematria, Elul equivale a 13, aludindo aos 13 princípios da bondade Divina que são revelados no mês de Elul.

Letra: Yud

O yud é a primeira letra do tetragrama, o Nome essencial de Hashem (D’us), esse nome é conhecido como Shem Havayah, o Nome de Hashem vinculado a bondade.

É também a letra final do Nome Adnut, o Nome que encerra o Nome Havayah para revelar e expressá-lo ao mundo. Assim, o yud é o início da essência da Divina bondade, Havayah, e o yud é o fim da manifestação da Divina bondade, Adnut.

Toda forma criada começa com um “ponto” essencial, de energia e força de vida, o ponto da letra yud. O fim do processo criativo é também um “ponto” de consumação e satisfação, um yud. “No princípio D’us criou…” é o ponto inicial; “e D’us concluiu no sétimo dia…” é o ponto final.

A palavra yud significa “mão”. Nossos Sábios interpretam o versículo: “Até Minha mão fundou a terra, e Minha mão direita desenvolveu os céus” – que D’us estendeu Sua mão direita para criar os céus e estendeu Sua mão esquerda para criar a terra.” A mão direita é o ponto de início; a mão esquerda é o ponto do final.

No versículo acima citado, a mão esquerda (à qual se refere como “Minha mão” sem qualquer designação definida de esquerda ou direita) aparece antes da mão direita. Isso combina com a opinião de Hillel de que “a terra precedeu [os céus].” A terra representa a consumação da Criação – “o fim da ação vem primeiro no pensamento”.

O yud de Elul é, especificamente, a mão esquerda, o controlador do sentido do mês, o sentido da ação e retificação. Este é o ponto final da Criação atingindo seu supremo objetivo e fim, o yud de Adnut refletindo-se perfeitamente na realidade criada, o yud de Havayah.

Continua…

Judaísmo

O lado espiritual da comida 

 


O lado espiritual da comida 

 

O Zohar que nos traz detalhadamente o motivo que se encontra por trás de todos os assuntos de Kashrut.

 

Quando uma pessoa falece, a Alma deixa o corpo, e consequentemente paira sobre esse corpo um espírito impuro, por esse motivo o cemitério é considerado um lugar impuro.

 

O mesmo acontece com o animal. Quando um animal morre, paira sobre ele um espírito impuro em um nível de impureza menor do que o que paira sobre o ser humano que falece, mas que não deixa de ser um espírito impuro.

 

Sendo que essa carne do animal que não foi abatido de maneira kasher, ou que o sangue dele não foi retirado depois do abate kasher, se une à esse espírito impuro, a pessoa que come essa carne se une à essa impureza.

 

Sendo que não temos a capacidade de elevar essa categoria de alimentos, no lugar de recebermos a energia vital dessa carne e elevarmos ela para cima nos elevando junto com ela, no lugar disso ela nos arrasta para baixo, para o lado impuro

 

E por isso, para o nosso próprio bem, a Torá nos proíbe comer essa categoria de alimentos

 

O mesmo acontece quando comemos a carne dos animais que a Torá classifica como impuros.

 

Nesse caso nem o abate kasher consegue mudar a realidade da impureza espiritual do próprio animal, sendo que ele está verdadeiramente amarrado ao lado impuro

 

O mesmo acontece quando comemos peixes que a Torá classifica como impuros e aves que a Torá classifica como impuras.

 

Se todas as criaturas vem da mesma fonte Divina, porque existem criaturas puras e criaturas impuras?

 

O Zohar nos conta que a fonte das almas dos animais puros é chamada de “klipat noga”.

 

Na klipat noga o bem e o mal estão misturados, e por isso temos a capacidade de elevar o lado bom dessas criaturas e consequentemente nos elevarmos espiritualmente junto com elas.

Quando Hashem (D’us) criou o ser humano, Adam e Havá, era proibido para eles comerem carne.

 

A partir da entrega da Torá, foi permitido para nós comermos a carne dos animais que sacrificávamos no Mishkan, no Templo Móvel.

 

Sendo que a permissão de comermos carne de um animal que não foi sacrificado no Mishkan é uma extensão do status original de podermos comer apenas  a carne dos animais que sacrificamos no Mishkan, a Shehitá (abate kasher) é derivada da zevi’há, abate dos korbanot (sacrifícios), que só pode ser feito por um judeu.

 

E mesmo se for inventada uma máquina que faz o abate kasher exatamente como precisa, o animal que o abate dele foi feito por essa máquina não será kasher por esse motivo.

 

Rabino Gloiber
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