Ciclo do ano Judaico

Hanuká e Rosh Hodesh -Zot Hanuka – O oitavo dia de Hanuká

 

Hanuká e o Rosh Hodesh 

 

Os gregos da Síria que dominavam o nosso povo são representados pela escuridão

 

Eles queriam acabar com a nossa identidade.

 

Não importava para eles que tivéssemos nossa própria cultura contando que tirássemos D’us dela

 

Para tirar D’us da nossa vida, eles decretaram que não poderíamos fazer o Brit Milá que é a circuncisão

 

Não poderíamos mais guardar Shabat porque por meio de guardar o Shabat estamos mostrando para o mundo que acreditamos no D’us que criou o mundo em seis dias e no sétimo dia não criou nada

 

Não poderíamos mais fazer o Rosh Hodesh, porque sem o Rosh Hodesh não saberíamos o dia certo das festas judaicas

 

Para comemorarmos a nossa vitória contra eles, sendo que não poderíamos comemorar a vitória da guerra com uma festa porque muitos judeus apoiavam a cultura grega e se alistaram no exército deles contra nós, Hashem (D’us) nos fez um milagre de oito dias

 

Oito dias nos lembra o Brit Milá que é feito no oitavo dia, dentro de oito dias têm um Shabat, e dentro desses oito dias de Hanuká que parte deles é no mês de Kislev e parte deles no mês de Tevet, temos um Rosh Hodesh, Rosh Hodesh Tevet

 

O calendário judaico é baseado na Lua. O nascimento dela determina o começo do  mês judaico que é o ciclo completo da lua. Ela nasce como um fiozinho estreito, que gradualmente se torna maior a cada noite, até ficar perfeitamente cheio e redondo, no meio do mês.

 

Depois a Lua começa a ficar menor até desaparecer totalmente, e isso vai determinar o final do nosso mês judaico.

 

Quando a Lua nasce ela surge como um estreito crescent e é chamada de Molad que é o “nascimento da Lua” “novilúnio” em português .

 

No Shabat antes da Lua nova, anunciamos e abençoamos o novo mês (exceto o mês de Tishrei, que é abençoado unicamente pelo próprio D’us).

 

De um molad ao seguinte passa um pouco mais de vinte e nove dias e meio. Esta é a duração do mês.

 

Mas sendo que não podemos ter metade do dia pertencendo a um mês e a outra metade ao seguinte, o calendário judaico foi construído de um jeito que às vezes o mês tem vinte e nove dias, e outras vezes, trinta dias, mas nunca mais de trinta e nunca menos de vinte e nove.

 

Por isso que às vezes temos um dia de Rosh Hodesh,  que é o início do mês, e às vezes dois.

 

Quando temos um dia de Rosh Hodesh, significa que o mês que terminou tinha 29 dias.

 

Quando temos dois dias de Rosh Hodesh, o primeiro dia pertence ao mês anterior, ou seja, é o 30º dia do mês que está terminando,  e o segundo dia de Rosh Hodesh é o primeiro dia do mês que está entrando.

 

Em um ano “comum” temos seis meses “cheios”, ou seja, com 30 dias cada um, e seis meses “curtos” de 29 dias cada um, seguindo-se um ao outro (30, 29, 30, 29) completando um total de 354 dias no ano judaico.

 

Em alguns anos “perdemos” um dia, e em outros “ganhamos” um, fazendo com que o número total de dias num ano seja de 353, 354, ou 355, conforme o caso.

 

O calendário judaico fixo foi feito dessa forma para evitar que Yom Kipur caia na sexta-feira ou no domingo para não terem dois dias em seguida com a proibição de trabalho nível Shabat.

 

O Rosh Hodesh é uma pequena festa judaica e tem até rezas especiais.

 

A festa de Pêssa’h deve ser na primavera, considerando-se as estações do hemisfério norte, que é a estação do ano em que nossos antepassados saíram do Egito

 

Por isso o calendário judaico tem que fazer uma sincronização entre o sistema lunar e o sistema solar, sendo que o sistema solar determina as quatro estações do ano que são chamadas em hebraico de “Tekufot”.

 

O Ano Solar tem pouco menos de 365 dias e meio. O Ano Lunar às vezes tem 353 dias, às vezes 354 e às vezes 355.

 

Para que a festa de Pessa’h aconteça na primavera temos que sincronizar o ano lunar com o ano solar, por isso o calendário judaico tem um mês a mais a cada três anos

 

Quando o mês de Nissan, que é o mês de Pessach, começa a se distanciar da primavera, acrescentamos um mês de Adar naquele ano empurrando Nissan para frente, para o seu lugar apropriado na primavera.

 

 

O oitavo dia de Hanuká e o oitavo princípio da fé Judaica

 

Nossos Sábios chamam o oitavo dia de Hanuká de “Zot Hanucá”, com base nas palavras da leitura da Torá do 8º dia da inauguração do Mishkan que era o Templo Móvel no deserto:

 

O Ari Zal Hakadosh compara os primeiros sete dias de Chanucá com os primeiros sete princípios da bondade Divina, entre os 13 Princípios (י”ג מידות) que constam na Torá, e o oitavo dia engloba os outros seis juntos.

 

A força espiritual deste dia está oculta no fato de que no judaísmo o número 7 representa a natureza e o número 8 representar o sobrenatural.

 

Por isso é muito importante rezar forte nesse dia e fazer todos os seus pedidos pessoais, porque nesse dia podem ocorrer manifestações sobrenaturais, ou seja, milagres verdadeiros.

 

Sabedoria Divina e sabedoria humana

 

Os judeus se recusaram a permitir que a cultura grega se mesclasse com o judaísmo em virtude de um princípio fundamental da fé judaica: a Torá não é a sabedoria do Povo Judeu, mas a Sabedoria de D’us.

 

Isso significa que ela não é comparável à sabedoria humana.

 

Se a Torá tivesse sido escrita pelos Patriarcas, por Moshé ou pelos Sábios judeus, poderia ser comparada ao conhecimento grego.

 

Mas o judaísmo ensina que os Cinco Livros da Torá foram escritos por D’us e transcritos por Moshé e que os outros livros do Tana’h foram escritos pelos profetas, sob direta inspiração Divina.

 

Os outros trabalhos da Torá – seja os que pertencem a seu lado revelado, como o Talmud, ou a seu lado oculto, como o Zohar, são uma explicação e elucidação da Sabedoria Divina, que foi transmitida por D’us a Moshê no Monte Sinai, e que foi ensinada oralmente, de geração em geração, até que, por fim, foi transcrita.

 

A Torá, portanto, não é apenas a Vontade de D’us nos informando como Ele deseja que o homem aja, mas é a Sua Sabedoria, um livro que Ele mesmo escreveu.

 

Ou seja, ela é infinitamente superior a tudo o que a mente humana possa compreender e criar.

 

O judaísmo não despreza o conhecimento humano, mas ele é limitado e falível, como todos os seres humanos, e sempre está mudando e necessitando de novas atualizações.

 

Se a Torá tivesse sido escrita por eles, seria permitido para nós fazermos críticas à ela, mas os seres humanos não podem adulterar um trabalho de autoria Divina.

 

Assim podemos entender por que o milagre sobrenatural de Hanuká , que está por trás do milagre natural da vitória militar, envolveu azeite puro, que não havia sido contaminado pelos gregos.

 

A sabedoria da Torá é comparada com o óleo de oliva, que não se mistura com nenhum outro líquido e sempre permanece na camada superior.

 

Assim como o azeite, a sabedoria da Torá, sendo Divina, está inevitavelmente acima do conhecimento do homem

 

Por causa da sua incomparável superioridade ela não pode ser mesclada com nenhuma outra.

 

O milagre do óleo de oliva ritualmente puro nos ensina que a Torá de D’us, que Ele nos confiou, precisa permanecer pura.

 

Não pode ser alterada e nem está aberta a conceitos que não pertencem a ela.

 

O oitavo princípio da fé judaica é:

 

Crer com plena fé que toda a Torá que se encontra em nosso poder foi dada a Moshê Rabênu

 

O Sefer Torá, o livro da profecia de Moshe Rabeinu, foi escrito quarenta anos depois da entrega da Torá e repassado de mestre para aluno de geração em geração sem nenhuma interrupção.

 

Quarenta anos depois da entrega da Torá, Moshe escreveu em setenta línguas diferentes o Sefer Torá que D’us pediu para ele escrever.

 

Assim começa a categoria da nossa Torá conhecida como Torá escrita, começando pelo Sefer Torá que é dividido em cinco livros traduzido como pentateuco.

 

A categoria da Torá chamada de “Torá Escrita” é composta por 24 livros e dividida em três categorias:

 

1- “Torá”, que também serve como nome genérico para qualquer livro judaico mas que nesse caso está falando especificamente sobre o pentateuco.

 

2- Neviim, que são os livros dos profetas que sucederam Moshe Rabeinu que foi o maior de todos os profetas.

 

3- Ketuvim, escrituras sagradas.

 

Essas três categorias da Torá escrita juntas são chamadas de TaNa’H que são as iniciais das palavras Torá, Neviim e Ketuvim. O TaNa’H é composto de 24 livros.

 

Como vimos anteriormente, os primeiros desses 24 livros, o Pentateuco, foram escritos somente quarenta anos após a entrega da Torá, e todos os outros livros da Torá escrita foram escritos depois disso.

 

Torá Oral

 

Certa vez uma pessoa que não era judeu perguntou ao grande Sábio Hilel :- Quantas Torot (plural de Torá) vocês tem? :- Duas, respondeu Hilel, a Torá escrita e a Torá oral.

 

Ouvindo isso a pessoa declarou :- Na Torá escrita eu acredito, mas na oral não. Eu quero me converter ao judaísmo na condição de que você só me ensine a Torá escrita.

 

Hilel concordou. Hilel começou a ensinar ele a ler a Torá. Mostrou para ele a letra Alef e explicou oralmente que o nome dela é Alef. Mostrou a letra Beit e explicou que o nome dela é Beit. O mesmo fez com a letra guimel e a letra dalet .

 

Na outra aula Hilel mostrou para ele a letra Alef e disse que isso é o Dalet. O aluno se espantou e disse :- Mas ontem você não me explicou assim! Você confiou no que eu te expliquei oralmente ontem? Disse Hilel, então confie em mim também em relação à Torá oral!

 

Sendo que quando D’us deu à Moshe a Torá escrita, a explicou oralmente e detalhadamente para Moshe, que a ensinou oralmente para o povo de Israel, e assim a Torá chegou até nós desde o começo!

 

Ou seja, sem a Torá oral não saberíamos nem ler e nem entender a Torá escrita

 

Quando D’us nos deu a Torá, elas eram duas desde o começo. Uma escrita e uma oral. Moisés ,o maior de todos os profetas escreveu a Torá escrita e explicou oralmente como colocar ela na prática. Ou seja, de que forma cumprir o que está escrito. Em outras palavras, o “como cumprir” a Mitzvá é chamado de Torá oral.

 

A Torá escrita começa com Moshe, o maior de todos os profetas, e continuou sendo escrita posteriormente por profetas menores até o exílio da Babilônia que aconteceu depois da destruição do primeiro Templo de Jerusalém.

 

Os últimos profetas viveram no exílio da babilônia, continuando até a época em que o império persa dominava o mundo e o segundo Templo foi construído.

 

Depois dos persas veio o império grego e depois o império romano. Na época dos gregos e romanos não tínhamos mais profetas, e portanto não tivemos mais Torá escrita.

 

A Torá escrita terminou de ser escrita nos exílios da Babilônia e Pérsia completando 24 livros. Posteriormente a Torá oral que desde o começo era repassada oralmente, também foi escrita. Incluindo a Torá oculta conhecida como Kabalah.

 

A Torá oral continua sendo escrita a cada geração sendo que surgem novas situações que precisam ser esclarecidas, comparadas às anteriores, diagnosticadas e classificadas. As pessoas também ficaram mais frágeis, consequentemente necessitando de explicações mais detalhadas.

 

As explicações dos Sábios de cada geração de como cumprir a Torá da maneira correta naquela geração também é chamada de Torá oral. Em resumo, o que chamamos de TORÁ inclui Torá oral e escrita .

 

A Torá escrita é composta de 24 livros e a oral hoje já chega à dezenas de milhares de volumes (dos quais mais de 63.000 livros sem direitos autorais já estão disponíveis no site Hebrew books

 

http://www.hebrewbooks.org

 

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Horários Judaicos

 

Horários Judaicos

 

Os meses judaicos são Lunares e é por meio deles que são determinadas as festas judaicas, o horário das Tefilot (rezas) e outras Mitzvót.

 

O mês judaico se inicia com o nascimento da lua que aparece no céu como um crescente estreito que gradualmente se torna mais pleno a cada noite, até ficar perfeitamente cheio e redondo, no meio do mês.

 

Então, a Lua “encolhe” até desaparecer totalmente por volta do fim do mês, para reaparecer novamente no começo do novo mês.

 

Quando a Lua surge primeiramente como um estreito crescente, é chamada em hebraico de Molad que é o nascimento da Lua.

 

No Shabat anterior a Lua nova, anunciamos e abençoamos o novo mês (exceto o mês de Tishrei, que é abençoado unicamente pelo próprio D’us).

 

De um nascimento da lua ao seguinte passam-se pouco mais de 29 dias e meio e essa é a duração do mês judaico.

 

Mas sendo que não podemos ter metade do dia pertencendo a um mês e a outra metade pertencendo ao mês seguinte, o calendário foi construído de maneira a termos, às vezes 29 dias, e às vezes 30 dias no mês judaico.

 

Nunca mais, nem menos.

 

E é por isso que às vezes, temos um dia de Rosh Hodesh (início do mês) e às vezes dois.

 

Quando temos um dia de Rosh Hodesh, significa que o mês que está terminando tem 29 dias.

 

Se temos dois dias de Rosh Hodesh, o primeiro pertence ao mês anterior, ou seja, é o 30º dia do mês que está terminando, enquanto que o segundo dia de Rosh Hodesh é o primeiro dia do novo mês.

 

Em um ano “comum” temos seis meses de 30 dias que são chamados de meses  “cheios” ou “completos”, e seis meses “curtos” de 29 dias, sempre um mês de trinta dias ao lado de um de 29, completando um total de 354 dias no ano lunar.

 

Em certos anos “perdemos” um dia, e em outros “ganhamos” um, fazendo com que o número total de dias do ano lunar  seja às vezes 353 dias, às vezes, 354 e às vezes 355.

 

O nosso calendário fixo foi montado dessa forma por vários motivos , entre eles o de evitar que Yom Kipur caia na sexta-feira, ou no domingo, para não acontecer de termos dois dias nos quais não se pode cozinhar um em seguida do outro .

 

É importante ter sempre o calendário judaico em mãos , para saber quando chegam as nossas festas religiosas.

 

 

Tekufot

 

A Torá nos traz as datas das festas judaicas, e às vezes até a estação do ano em que ela deve ser comemorada, como é o caso da festa de Pessa’h que deve ser comemorada explicitamente na primavera.

 

Sendo que nossos antepassados saíram do Egito na primavera levamos em conta para isso a primavera do hemisfério norte.

 

As estações do ano são chamadas de  Tekufot e estão ligadas ao ano solar que tem pouco menos de 365 dias e meio, enquanto que o ano lunar tem cerca de 11 dias a menos!

 

Se não levássemos em conta o ano solar, a festa de Pessa’h que pela Torá tem que ser na primavera cairia no Inverno !

 

Por isso, no calendário judaico o ano lunar e o ano solar devem estar sincronizados.

 

Para equilibrar entre o ciclo da lua e o ciclo do sol, o calendário judaico tem um mês a mais a cada três anos.

 

Ou seja, os 11 dias de diferença a cada três anos formam um novo mês de Adar antes de Adar, e nesse caso o mês de Adar normal se torna Adar 2 , empurrando o mês de Nissan para a Primavera.

 

E assim todas as outras festas cairão na época certa e nas estações adequadas.

 

A sincronização entre o ano lunar e o ano solar é um ciclo que se renova a cada 19 anos.

 

Portanto, o calendário judaico está dividido em ciclos de 19 anos nos quais sete têm um mês de Adar a mais. Esses anos são chamados de “Shaná Meuberet” e eles são o 3º, 6º, 8º, 11º, 14º, 17º e 19º ano.

 

Assim fica fácil descobrir se aquele ano judaico vai ter dois meses de Adar ou um só.

 

Dividimos o ano judaico daquele ano por 19; se o resto for 3, 6, 8, 11, 14, 17 ou 19 (no último caso, não sobrará resto), este será um ano com dois meses de Adar.

 

Por exemplo, nosso ano atual è 5786. Dividido por 19 fica 1099,34. Ou seja, vamos ter um Adar só.

 

Rabino Gloiber

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Dez dias de Teshuvá nas Sefirót

 

Os Dez Dias de Teshuvá que estamos vivenciando agora são dez dias feitos especialmente para nos aproximarmos de D’us, são conhecidos como “Yamim Noraim”, “Os Dias Temíveis”.

 

Eles se iniciaram em Rosh Hashaná e vão terminar no final do Yom Kipur, esses dias são um período de extrema importância no ciclo do ano judaico.

 

A Guemará nos conta que durante esses dez dias, D’us julga o destino do mundo inteiro.

 

Julga cada um de nós individualmente e todos nós coletivamente.

 

Nesses dias D’us determina o destino do mundo para o ano inteiro que apenas começou.

 

Por isso, nosso comportamento durante os Yamim Noraim é muito importante .

 

Não é coincidência o fato de esse período consistir de dez dias, porque esse número tem um significado profundo no Judaísmo.

 

D’us criou o mundo por meio de Dez Expressões, que se sincronizam com os Dez Mandamentos que são a raíz das 613 Mitzvót da Torá.

 

No lado oculto da Torá representado pela Hassidut e pela Kabalá, aprendemos que D’us cria e mantém o mundo existindo a cada instante por meio de dez emanações diferentes conhecidas como as Dez Sefirot.

 

Essas emanações Divinas constituem a interface mediante a qual D’us Infinito se relaciona com Sua Criação finita .

 

As Dez Sefirót correspondem às Dez Expressões pelas quais D’us criou o Universo e continua criando a cada instante. Ou seja, se D’us para de “falar” essas “palavras” o mundo desaparece retroativamente e sem deixar vestígios, como se nunca tivesse existido antes.

 

As Dez Sefirót são divididas em duas categorias: as intelectuais e as emocionais.

 

As três primeiras são as Sefirot intelectuais que são a Ho’hmá (Sabedoria), Biná (Compreensão) e Da’at (conscientização).

 

As sete Sefirót emocionais são a Hessed (Bondade), Guevurá (Força), Tiferet (Harmonia), Netza’h (Vitória), Hod (Esplendor), Yessod (Fundamento) e Mal’hut (Soberania).

 

Há uma 11ª Sefirá, chamada de Keter (Coroa), que fica acima das outras dez.

 

Mesmo assim as Dez Sefirót são Dez e não onze porque quando a Kéter se revela a Daat se oculta e vice-versa.

 

O Ari a Kadosh nos conta que os Dez Dias de Teshuvá são associados com todas as 11 Sefirot, inclusive a Keter e a Da’at simultaneamente, sem que uma precise se ocultar quando a outra se revela.

 

Cada um dos Dez Dias de Teshuvá é associado com uma Sefirá diferente, começando com a Keter.

 

Mas Yom Kipur, que é um dia tão especial no ciclo do ano judaico, é associado com as duas últimas Sefirót, a Yessod e a Mal’hut.

 

Na Árvore da Vida que é o conjunto das Dez Sefirót, a Kéter é a primeira Sefirá.

 

Kéter representa a “Vontade Divina”, e o lado interno da Kéter e o “Desejo Divino” de criar o universo.

 

Essa Sefirá atua como a origem de todas as forças criativas. A Kéter ocupa uma posição singular como “intermediária” entre o Infinito (Ein Sof) e o finito.

 

Representa o ponto de transição onde o potencial ilimitado de D’us começa a se expressar.

 

A Sefirá de Kéter é simbolizada pela coroa que se encontra acima da cabeça. Ao mesmo tempo ela está conectada ao corpo que é representado pelas Dez Sefirot, e ao mesmo tempo ela não faz parte dele.

 

A Kéter se revela no primeiro dia de Rosh Hashaná porque ela representa a “Vontade Divina”, o potencial para novos começos, refletindo o significado de Rosh Hashaná como o início do ano judaico.

 

Em cada Rosh Hashaná se revela o ato original da Criação Divina: ano após ano, nessa data, D’us decide se renovará o mundo para um novo ano de existência.

 

Por isso, o primeiro dia de Rosh Hashaná é profundamente conectado com a Sefirá de Kéter, simbolizando a “Vontade Divina” de que o mundo exista.

 

Em Rosh Hashaná, a missão do Povo Judeu é reafirmar a soberania Divina coroando D’us como Rei, confirmando Sua autoridade suprema e Seu contínuo papel na sustentação do Universo.

 

Fazendo assim asseguramos que D’us renove Seu compromisso com a Criação para o ano que entrou.

 

O potencial do ano inteiro está contido em Rosh Hashaná, particularmente em seu primeiro dia, fazendo com que seja o dia mais influente do ano, com o poder de influenciar todos os demais.

 

Outra clara conexão entre a Sefirá de Kéter e Rosh Hashaná se expressa por meio do principal mandamento dessa data: ouvir o toque do Shofar, que simboliza a coroação de D’us como Rei e nossa aceitação de Sua soberania, e esse é o tema principal nas rezas de Rosh Hashaná, o nosso reconhecimento de que D’us é o Rei do Universo.

 

A Sefirá de Kéter precede todas as demais Sefirot, porque representa o desejo e a vontade.

 

Por isso, nossos desejos e vontades que são manifestações de Keter da nossa Alma Divina e também da nossa alma animal, dão origem a nossos pensamentos e emoções, que acabam se traduzindo em palavras e atos.

 

Sendo assim, o primeiro dia de Rosh Hashaná é um momento para reflexão em relação à nossa vida e nossos planos para o ano que se inicia.

 

É o melhor dia do ano para se decidir que tipo de mundo queremos criar para nós mesmos.

 

Em Rosh Hashaná, utilizar a Sefirá de Keter da nossa Alma de forma adequada significa alinhar-nos com a Vontade Divina e traçar objetivos que contribuam para a contínua renovação e melhora de nós mesmos e do mundo.

 

Rosh Hashaná é uma festa religiosa de dois dias, tanto na Diáspora como na Terra de Israel.

 

O Ari a Kadosh nos conta que a Ho’hmá é a Sefirá predominante no segundo dia de Rosh Hashaná.

 

Traduzida como “Sabedoria”, Ho’hmá é a segunda Sefirá na Árvore da Vida que representa o conjunto das dez Sefirót, localizada à direita, no topo.

 

Sendo que esse esquema das Sefirót chamado de árvore da vida é uma árvore de cabeça para baixo, a Ho’hmá faz parte das três raízes, e ela é representada pela raíz que se encontra no lado direito.

 

Ho’hmá constitui o início do processo intelectual, no qual as ideias são concebidas em seu estado bruto, sem forma.

 

Essa Sefirá é associada à criatividade, originalidade, inspiração e capacidade de ver as coisas de forma diferente.

 

A Ho’hmá é o canal pelo qual a Sabedoria Divina flui para o mundo.

 

É o ponto inicial onde a Infinita Luz Divina começa a assumir forma, representando a Sabedoria Divina transmitida por meio da Torá.

 

A Guemará nos ensina que sabedoria significa a capacidade de avaliar adequadamente as consequências dos nossos atos.

 

No segundo dia de Rosh Hashaná, nos consentramos na sabedoria que guia nossa vida.

 

A Ho’hmá é a sabedoria necessária para fazer as escolhas certas e realizar esses objetivos. Intenções nobres precisam ser acompanhadas por sabedoria a fim de que os resultados sejam positivos. Isto porque, sem a capacidade de escolher com sabedoria e prever as consequências de nossos atos, até as melhores intenções podem nos levar a resultados negativos.

 

Ao integrar os atributos de Keter e Ho’hmá durante os dois dias de Rosh a Shaná, podemos fincar uma base forte e inspiradora para o ano que nos espera, assegurando que nossas aspirações estejam fundamentadas em sabedoria e visão.

 

De acordo com o Rabi Yitzhak Luria, o terceiro dia dos dez dias de Teshuvá é associado à Sefirá de Biná, traduzida por “Compreensão”.

 

Situada do lado esquerdo da Árvore da Vida, Biná fica diretamente oposta à Ho’hmá.

 

Lembrando que esse esquema é uma árvore de cabeça para baixo e a Biná é a raíz da esquerda.

 

Enquanto a Ho’hmá representa o clarão inicial de ideias puras e disformes, associadas à inspiração, criatividade e originalidade, Biná é a Sefirá que processa ideias, transformando-as em conceitos estruturados.

 

Biná categoriza, define e formata ideias. Essa Sefirá envolve análise lógica e a capacidade de diferenciar e criar ordem a partir do caos inicial das ideias e pensamentos disformes.

 

Em um nível pessoal, Biná nos leva a uma reflexão profunda, uma análise ponderada e à capacidade de nos autoconhecermos.

 

Desempenhando um papel fundamental no estudo da Torá, representa a compreensão necessária para analisar textos e entender suas complexidades, especialmente as discussões talmúdicas.

 

No terceiro dia dos Yamim Noraim, nos concentramos na Sefirá de Biná, refletindo sobre as lições que aprendemos no ano que acabou de transcorrer.

 

Essa reflexão requer que desenvolvamos um plano específico e bem elaborado para o futuro.

 

Biná assegura que a sabedoria que adquirimos não seja meramente teórica, mas que possa ser aplicada de forma prática para aperfeiçoar nossas ações e decisões. Enquanto Ho’hmá provê a visão geral do que queremos alcançar, Biná nos possibilita mapear os passos necessários para realizar nossos objetivos.

 

Com o fortalecimento de nosso atributo de Biná, podemos transformar a inspiração gerada por Ho’hmá em um caminho claro à nossa frente, assegurando que nossas aspirações sejam avaliadas por uma análise criteriosa.

 

A Sefirá de Biná é essencial para o crescimento intelectual e o desenvolvimento espiritual, e nos ajuda a receber o novo ano com clareza e propósito.

 

Da’at, traduzida como “conscientização”, é a terceira Sefirá intelectual na Árvore da Vida, a raíz do meio.

 

Às vezes é incluída entre as dez Sefirot, e outras vezes é excluída em favor de Keter.

 

Da’at representa a síntese e internalização de Ho’hmá (Sabedoria) e Biná (Compreensão).

 

Enquanto Ho’hmá fornece a ideia inicial e Biná a desenvolve em um conceito estruturado, é em Da’at que esse conhecimento é internalizado, transformando a compreensão intelectual em uma experiência vívida.

 

Da’at é o conhecimento “consciente” ou “aplicado”. Por exemplo, é por meio da Sefirá de Da’at que uma discussão talmúdica se transforma em Lei Judaica.

 

Da’at representa a integração e aplicação do conhecimento, transformando a compreensão intelectual em sabedoria prática.

 

Além disso, por ser a última Sefirá intelectual, Da’at conecta Ho’hmá e Biná com os atributos emocionais (as sete Sefirot de baixo, criando uma ponte entre intelecto e emoção.

 

De acordo com o Ari a Kadosh, a Sefirá de Da’at predomina no quarto dia dos Dez Dias de Teshuvá.

 

Assim sendo, esse dia é o momento ideal para transformar inspiração e discernimento em mudanças comportamentais.

 

As reflexões adquiridas com a sabedoria inicial de Ho’hmá e a compreensão analítica de Biná são internalizadas através de Da’at, permitindo que nos aproximemos de D’us de uma maneira mais significativa.

 

Ao integrar as qualidades de Da’at em nossa vida, podemos transformar nossas auto análises em planos práticos, assegurando que nossos empenhos estejam baseados em sabedoria e inteligência.

 

Essa síntese de conhecimentos nos permite chegar ao novo ano com clareza, propósito e uma renovada conexão com D’us.

 

Hessed, traduzida como “Bondade”, é a primeira Sefirá emocional na Árvore da Vida, posicionada do lado direito, abaixo de Ho’hmá.

 

Hessed é a doação incondicional, bondade ilimitada e um total altruísmo, independente dos méritos de quem a iria receber.

 

Essa Sefirá incorpora o impulso de dar sem esperar nada em troca, refletindo o fluxo infinito e irrestrito de bondade Divina.

 

Hessed enfatiza a importância da generosidade e disposição em ajudar os outros, espelhando o atributo Divino de doação infinita.

 

Em termos práticos, Hessed incentiva atos de bondade e amor. Envolve oferecer-se a ajudar os outros, impactando positivamente o mundo e sendo aberto e receptivo aos outros.

 

Durante os Dez Dias de Teshuvá, buscamos o perdão Divino às nossas transgressões, confiando que, em Sua bondade, D’us nos perdoe.

 

Quando buscamos a bondade Divina, a Torá nos ordena despertar o Hessed Divino demonstrando generosidade com os outros.

 

Assim sendo, nossos Sábios nos ensinam a aumentar significativamente nossas ações de Tzedaká (donativos) e Guemilut Hassadim (atos de bondade) durante esse período.

 

O quinto dia dos Yamim Noraim é associado com a Sefirá de Hessed.

 

Nesse dia devemos principalmente refletir sobre o Atributo de Bondade existente em nós mesmos, empenhando-nos em ser mais abertos, demonstrando mais amor e praticando generosidade com os outros.

 

Essa reflexão deve ir além das intenções gerais, fazendo com que possamos identificar áreas específicas onde possamos doar mais de nós mesmos.

 

A Sefirá de Hessed nos ensina que todos os seres humanos, independentemente das circunstâncias, têm algo a dar, e têm a capacidade de ajudar os demais

 

O sexto dia dos Yamim Noraim é representado pela Guevurá. Traduzida como “Força” ou “Severidade”, é a segunda Sefirá emocional. Ela se encontra no lado esquerdo da Árvore da Vida, diretamente oposta à Hessed. Também chamada de Din (Julgamento ou Lei), é o oposto da Hessed.

 

Enquanto que a Hessed representa expansão e generosidade ilimitadas, a Guevurá representa restrição, disciplina e julgamento.

 

Essas duas forças são opostas: a Hessed representa a doação livre e espontânea, enquanto que a Guevurá impõe limites, aplicando leis e assegurando a justiça.

 

Diferente da Hessed, que é aberta e expansiva, a Guevurá é fechada e restritiva.

 

Essa Sefirá é o sinônimo de disciplina, controle e a capacidade de fazer distinções e aplicar limites.

 

Pode ser associada também à coragem, justiça e força interior, se manifestando também como reverência ou temor.

 

O equilíbrio entre a Hessed e a Guevurá é essencial para criar harmonia e ordem.

 

Sem Guevurá, a sociedade seria caótica e sem lei. Por outro lado, uma sociedade governada apenas por Guevurá e sem Hessed seria uma sociedade cruel e egoíst.

 

Quando as pessoas expressam a Sefirá de Guevurá com sabedoria e retidão, elas agem com justiça, ética, integridade e força interior.

 

A Guevurá é essencial para manter a ordem e a disciplina. De modo espiritual, esta Sefirá promove o desenvolvimento da resiliência interna e de uma vida segundo a lei e a justiça, assegurando que nossas ações sejam corretas e justas.

 

Essa Sefirá é fundamental para o Judaísmo, que se expressa principalmente pelas leis da Torá.

 

Durante os Dez Dias de Teshuvá, um período de intensa reflexão e arrependimento pelos erros cometidos, a Guevurá desempenha um papel fundamental na autotransformação, incentivando um rigoroso auto exame e um honesto julgamento de nossas ações e nosso  comportamento.

 

Ao mesmo tempo, Guevurá ajuda os indivíduos a desenvolverem a força para controlar seus impulsos e desejos, essencial para uma mudança duradoura e um crescimento espiritual.

 

O sexto dia dos Yamim Noraim é associado à Guevurá, e nele devemos refletir principalmente sobre as áreas de nosso comportamento em que necessitamos mais disciplina.

 

Devemos otimizar nossa força interior para fazer melhores escolhas e estabelecer limites que nos permitam resistir a tentações.

 

O sétimo dia dos Yamim Noraim é ligado a Tiféret que é a terceira Sefirá emocional.

 

Traduzida de várias maneiras: “Beleza”, “Harmonia”, “Misericórdia” e “Compaixão” e posicionada no centro da Árvore da Vida, a Tiféret serve como a força integrativa que harmoniza as energias opostas de Héssed (expansão) e Guevurá (restrição).

 

A Tiféret não é um meio termo entre a Héssed e a Guevurá, como por exemplo fazer metade de uma doação enquanto que a Héssed faria a doação inteira e a Guevurá não doaria nada.

 

A Tiféret é mais do que um simples meio-termo.

 

Essa Sefirá se concentra no que é mais benéfico.

 

Por exemplo, a chuva é essencial para a vida na Terra, mas se chovesse sem parar, (Héssed), o mundo ficaria inundado e destruído.

 

Por outro lado, se nunca chovesse (Guevurá) haveria uma seca e não haveria mais vida na Terra.

 

D’us age com Tiféret quando manda a quantidade ideal de chuva no momento e local adequados.

 

As pessoas agem com Tiféret quando pensam nos outros e agem com compaixão e misericórdia, refletindo uma abordagem equilibrada ao amor e disciplina.

 

Tiféret representa a capacidade de ter empatia, que é definida como beleza pelo fato de se originar da mistura harmoniosa de vários elementos diferentes.

 

Em outras palavras, agimos com Tiféret quando nossas ações não são determinadas por nossos sentimentos, sejam eles Hessed ou Guevurá, mas sim pelo que é melhor para o outro.

 

Espiritualmente, Tiféret representa a aspiração de refletir a harmonia e beleza Divinas em nossos atos e nosso caráter.

 

Essa Sefirá estimula a vida de uma forma que harmonize forças conflitantes dentro de cada um de nós, promovendo o equilíbrio nos relacionamentos.

 

Essa Sefirá nos ensina a levar os outros em conta em nossas decisões, guiando-nos a não agir de forma impensada, com uma bondade irresponsável ou com uma severidade cruel, mas sim com a consideração do que é melhor para o outro.

 

Ao integrar adequadamente a Sefirá de Tiferet em nossa vida, podemos viver em harmonia com as outras pessoas e com D’us.

 

A Tiféret nos estimula a tomar decisões equilibradas, refletindo uma harmoniosa mistura de bondade e disciplina.

 

O oitavo dia dos Yamim Noraim é representado pela Netza’h, traduzida como “Eternidade” ou “Vitória”. Ela é a quarta Sefirá emocional na Árvore da Vida, posicionada do lado direito, abaixo de Héssed.

 

Nétza’h representa ambição, persistência e a vontade de superar obstáculos. Essa Sefirá se manifesta por meio da busca proativa de objetivos e a determinação de atingi-los, mesmo diante de obstáculos.

 

Em nível pessoal, a Nétza’h alimenta o compromisso com nossos objetivos, enquanto espiritualmente inspira perseverança e luta para conseguir realizações espirituais.

 

Juntamente com a Sefirá de Hod, a Nétza’h canaliza as energias das Sefirot superiores para serem aplicadas na prática.

 

As pessoas com um Nétza’h forte possuem uma determinação inabalável, levando suas tarefas a serem completadas independentemente de quanto tempo levar.

 

Dedicam o tempo que for necessário, anos ou até toda uma vida, para realizar um objetivo de grande significado.

 

Por outro lado, na falta de Nétza’h, a determinação enfraquece e os obstáculos se tornam sufocantes.

 

Quem tem um Nétza’h fraco, geralmente acha difícil perseverar, rendendo-se facilmente diante dos desafios.

 

Segundo o Ari a Kadosh, o oitavo dos Dez Dias de Teshuvá está associado com Nétza’h.

 

Essa Sefirá nos motiva para termos objetivos espirituais de longo prazo.

 

A Nétza’h ajuda as pessoas a terem um planejamento e a se comprometerem com o crescimento sustentável, simbolizando a vitória sobre os traços, hábitos e inclinações negativas.

 

A Nétza’h representa o triunfo do “eu superior” sobre o “eu inferior”, dando às pessoas a coragem e a força para fazerem mudanças significativas, por mais difícil que isso seja.

 

A reflexão para esse dia é considerar os objetivos e aspirações de longo prazo, assegurando que sejam saudáveis, nobres e alinhados com a Vontade Divina.

 

Todos nós devemos pensar em como vencer os desafios com uma determinação completa, usando a força de Nétza’h para persistir na busca do crescimento pessoal e espiritual.

 

O nono dia dos Yamim Noraim é representado pela Hod.

 

A Sefirá de Hod, traduzida como “Glória” ou “Esplendor”, é a quinta Sefirá emocional na Árvore da Vida, posicionada do lado esquerdo, diretamente oposta à Netza’h.

 

Hod representa humildade, aceitação, gratidão e foco, a capacidade de canalizar energia de maneira direta e com propósito.

 

Netza’h incorpora ambição, determinação e a vontade de conquistar os objetivos, ao passo que Hod serve como contrapeso, introduzindo humildade e foco.

 

Essa Sefirá assegura que a vitória de Nétza’h seja equilibrada, evitando que se torne caótica ou excessivamente dominante.

 

Ao invés de agir impulsivamente com pura determinação (Netza’h), Hod refina essa energia direcionando-a com intenção e atenção plena.

 

Como Hod é localizada no lado esquerdo da Árvore da Vida, essa Sefirá se alinha com outras Sefirót restritivas, como Biná e Guevurá.

 

Essas Sefirót contrabalançam a natureza expansiva de suas contrapartes à direita, como Ho’hmá, Hessed e Netza’h.

 

Assim como Biná refina e estrutura o fluxo criativo de Ho’hmá e a Guevurá impõe os limites necessários sobre Hessed, Hod atua como uma contenção para canalizar a energia descontrolada de Netza’h.

 

Esta Sefirá pode impulsionar a ambição e a determinação, mas todo o empenho pode se tornar caótico e improdutivo sem o foco de Hod.

 

Enquanto a Sefirá de Nétza’h representa a energia fluída, semelhante à luz amplamente disseminada do Sol, pode-se comparar Hod com um raio de luz, semelhante a um laser.

 

Nétza’h pode impulsionar determinação, mas os esforços podem tornar-se improdutivos sem o foco de Hod.

 

As pessoas que têm Nétza’h e Hod fortes são chamadas de pessoas eficazes.

 

Combinando energia e foco, eles se dedicam a seus objetivos enquanto mantêm uma atenção concentrada.

 

Essa Sefirá ajuda as pessoas a estarem presentes e a manterem a atenção plena. Ao integrar Hod em nossa vida, asseguramos que nossos esforços sejam bem dirigidos e tenham um propósito, levando a um crescimento duradouro em todas as áreas de nossa vida.

 

O décimo dia dos Yamim Noraim é o próprio dia do Yom kipur, ele é a conclusão dos Dez Dias de Teshuvá.

 

Uma das singularidades desse dia é que, como ensinou o Ari a Kadosh, há duas Sefirot associadas a ele: Yessod e Mal’hut.

 

Yessod significa “Alicerce” e se localiza no centro da Árvore da Vida, abaixo de Tiferet.

 

A Sefirá de Yessod é ligada à conexão e a relacionamentos. Como a Tiferet que se concentra em harmonia e equilíbrio, a Yessod enfatiza a importância de formar e manter conexões significativas e saudáveis.

 

Essa Sefirá funciona como o elo que une todas as Sefirot acima, canalizando suas energias em uma única expressão, coesa e unificada.

 

As pessoas que têm um forte Yessod são, em geral, carismáticas e conseguem atrair e se conectar, naturalmente com os demais.

 

A energia da Yessod, no entanto, é mais do que magnetismo, mas é uma energia que constroi e mantém relacionamentos saudáveis e duradouros.

 

Sendo que o Yom Kipur é o dia do ano em que nossa alma está mais próxima a D’us, ele nos oferece a oportunidade mais favorável para fortalecer nossa conexão e nosso relacionamento com o Ele.

 

Podemos denominar Yom Kipur como o dia da Anistia porque ele é o dia no qual damos e buscamos anistia, e estamos totalmente empenhados em reparar e renovar nossos relacionamentos com os nossos semelhantes.

 

Yom Kipur também é profundamente conectado com a Sefirá de Mal’hut, a última Sefirá na Árvore da Vida.

 

Traduzida, geralmente, como “Reinado” ou “Soberania”, Mal’hut representa as manifestações físicas da Vontade Divina, a Sefirá de Keter.

 

Mal’hut transforma conceitos espirituais abstratos em realidade concreta.

 

A Sefirá de Mal’hut também é associada à She’hiná, o aspecto intrínseco de D’us que habita dentro da Criação.

 

Os Dez Dias de Teshuvá, de Rosh Hashaná à Yom Kipur, constituem uma jornada espiritual que começa com o reconhecimento da Vontade Divina (Keter)e culmina com sua manifestação no mundo físico (Mal’hut).

 

Em Rosh Hashaná, nos conectamos com a Sefirá de Keter, que simboliza a Vontade Divina em seu nível mais alto e abstrato.

 

No Yom Kipur, quando predomina a Mal’hut, a Kéter  é trazida para a realidade de cada um de nós.

 

Assim, os Yamim Noraim, os dias mais influentes do ano judaico, constituem um período de fortalecimento espiritual e reparação das Sefirot.

 

Quando Yom Kipur chega, o objetivo é termos internalizado as virtudes de cada Sefirá, para que possamos manifestá-las em nossa vida diária.

 

Em Rosh Hashaná, coroamos D’us e fazemos a declaração de que Ele é o Rei Supremo (Keter), preparando o mundo para o reinado Divino.

 

Yom Kipur é o dia em que colocamos essa declaração na prática, alinhando nossa vida à Vontade de D’us e reconhecendo Seu reinado (Mal’hut) em nossas ações.

 

O caminho pela Árvore da Vida, de Keter a Mal’hut, representa a materialização das ideias espirituais mais elevadas no mundo físico.

 

Ao unir Keter e Mal’hut, atingimo a harmonia criando uma integração entre os mundos espiritual e material.

 

Agora vamos colocar tudo isso na prática, e mesmo se não tivemos tempo para colocar tudo isso na prática desde o primeiro dia de Rosh a Shaná vamos colocar agora, porque antes tarde do que mais tarde 🥰

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

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