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Por que o nosso exílio foi especificamente no Egito?

Nossa Parashá nos conta sobre a descida do nosso povo ao Egito que começa com a descida de Yaakov e seus filhos

O Ari Zal nos conta que até a época de Yaakov nosso povo não pôde se formar devido ao nível espiritual em que nossas Almas se encontravam, como está escrito mais para frente: “tirar um povo de dentro de outro”.Ou seja, eles estavam em um nível espiritual tão baixo que são comparados ao povo de onde saíram

No Egito começou o conserto do nosso povo, começando pelos filhos de Yaakov e se estendendo à sua descendência

O povo de Israel ficou 210 anos no Egito, dentre eles 130 eram para o conserto das Almas Divinas que Adam Harishon trouxe ao mundo nos 130 em que que esteve separado de Havá e se relacionou nesse período com duas demônias .

Nessas relações ele trazia Almas Divinas de um nível muito alto chamado de “Daat”, e por não existir uma mulher material nessas relações, aquelas Almas Divinas se revestiam em corpos de demônios criados pelas próprias demônias com quem ele se relacionou

Posteriormente essas Almas Divinas nasceram como seres humanos, e se tornaram uma geração na qual por suas atrocidades causaram o dilúvio mas morreram felizes antes do dilúvio, e aqui na nossa Parashá esses grandes criminosos nascem como doces crianças judias no Egito e são jogados no Rio Nilo pelo decreto do faraó.

Dessa maneira essas Almas Divinas chegam ao seu conserto, e depois de 130 anos de exilio no Egito, anos que são relacionados à descida daquelas Almas da época em que Adam se separou de Havá, Moshe Rabeinu nasce, e quando é colocado no Rio Nilo o decreto do faraó termina, porque a retificação dessas Almas já terminou

Aquelas Almas também tinham passado por uma reencarnação aonde eles construíram a torre de Bavel, e por isso na nossa Parashá o faraó escraviza nosso povo para construir Pitom e Ramsés

A regra Divina é de que D’us faz acontecer as coisas boas do mundo por meio das pessoas boas e as coisas ruins por meio das pessoas ruins.

As coisas ruins pelas quais passamos purificam nossa Alma, mas isso não as transforma em coisas boas e nem a pessoa que a fez em pessoa boa, mesmo tendo causado para nós ocultamente um bem imensurável

Por isso o faraó foi escolhido lá de cima para nos fazer todos esses sofrimentos, sendo que ele ganhou lá em cima o “concurso Divino” de “pessoa ruim da geração”, incluindo o grande  “prêmio”, ou seja, o grande castigo que ele levou mais futuramente por ter nos causado todo aquele sofrimento.

Mas a Parashá termina com a promessa Divina da nossa Gueulá. Com a promessa Divina de que sairemos do Egito definitivamente.

Rabino Gloiber

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Calendário Judaico

 

Estou compartilhando com vocês dois aplicativos de calendário judaico.
Um é anual e o outro diário

 

Esse é para o próprio dia, o calendário diário que eu uso. Dá para baixar por aplicativo para IOS e Android e você digita o nome da sua cidade para ele te dar todas as informações de acordo com a sua localização

 

https://www.myzmanim.com/day.aspx?vars=60211987

 

Esse é anual, mensal e semanal

 

https://www.hebcal.com/

 

E esse é o nosso calendário de estudos diários:

 

https://play.google.com/store/apps/details?id=org.chabad.android.DailyStudy

 

Esse é o Android mas tem para IOS também

 

 

https://apps.apple.com/us/app/chabad-org-daily-torah-study/id1408133263

O Calendário Judaico

 

O calendário judaico é lunar e solar simultaneamente.

 

O ciclo lunar dura aproximadamente 29,5 dias e um ano lunar de 12 meses lunares contém 354 dias. .

 

O ano solar tem 365 dias de duração, o que torna um ano lunar aproximadamente 11 dias mais curto que um ano solar.

 

A Torá determina que a festa de Pessa’h tem que acontecer na primavera, usando como referencial climático a terra de Israel.

 

Para manter o ano lunar sincronizado com as estações do ano solar, adicionamos um mês completo a cada dois ou três anos, e isso acontece sete vezes em um ciclo de 19 anos.

 

O ano de treze meses é chamado de Shaná Meuberet, um “ano grávido”.

 

A Torá nos traz duas formas de contarmos o ano.

 

1 – A forma “prática”, na qual contamos o ano judaico a partir da criação do mundo.

 

Esse é o nosso calendário judaico usado dia a dia, que começa no mês de Tishrei e termina no mês de Elul.

 

Esse calendário era usado antigamente para qualquer assunto de documentação e sempre foi o nosso calendário oficial.

 

2 – A forma clássica na qual contamos o ano judaico é a partir da saída do Egito. Esse calendário  é mais teórico do que prático. Ele começa no mês de Nissan e termina  no mês de Adar, e era usado antigamente para determinar os anos de reinado dos reis judeus.

 

A Torá chama o mês de Nissan de ” o primeiro dos meses do ano” e ela também chama o mês de Nissan de o mês da primavera.

 

Por isso, para alinharmos o calendário lunar com o solar para que o mês de Nissan caia na primavera, para fazer o  “Shaná Meuberet”, adicionamos um mês no final do ano clássico da Torá que começa em Nissan, por isso o “Shaná Meuberet” tem dois meses de Adar, o Adar I e o Adar II.

 

Horários Judaicos

 

Os meses judaicos são Lunares e é por meio deles que são determinadas as festas judaicas, o horário das Tefilot (rezas) e outras Mitzvót.

 

O mês judaico se inicia com o nascimento da lua que aparece no céu como um crescente estreito que gradualmente se torna mais pleno a cada noite, até ficar perfeitamente cheio e redondo, no meio do mês.

 

Então, a Lua “encolhe” até desaparecer totalmente por volta do fim do mês, para reaparecer novamente no começo do novo mês.

 

Quando a Lua surge primeiramente como um estreito crescente, é chamada em hebraico de Molad que é o nascimento da Lua.

 

No Shabat anterior a Lua nova, anunciamos e abençoamos o novo mês (exceto o mês de Tishrei, que é abençoado unicamente pelo próprio D’us)

 

De um nascimento da lua ao seguinte passam-se pouco mais de 29 dias e meio e essa é a duração do mês judaico.

 

Mas sendo que não podemos ter metade do dia pertencendo a um mês e a outra metade pertencendo ao mês seguinte, o calendário foi construído de maneira a termos, às vezes 29 dias, e às vezes 30 dias no mês judaico.

 

Nunca mais, nem menos

 

E é por isso que às vezes, temos um dia de Rosh Hodesh (início do mês) e às vezes dois.

 

Quando temos um dia de Rosh Hodesh, significa que o mês que está terminando tem 29 dias.

 

Se temos dois dias de Rosh Hodesh, o primeiro pertence ao mês anterior, ou seja, é o 30º dia do mês que está terminando, enquanto que o segundo dia de Rosh Hodesh é o primeiro dia do novo mês.

 

Em um ano “comum” temos seis meses de 30 dias que são chamados de meses  “cheios” ou “completos”, e seis meses “curtos” de 29 dias, sempre um mês de trinta dias ao lado de um de 29, completando um total de 354 dias no ano lunar

 

Em certos anos “perdemos” um dia, e em outros “ganhamos” um, fazendo com que o número total de dias do ano lunar  seja às vezes 353 dias, às vezes, 354 e às vezes 355.

 

O nosso calendário fixo foi montado dessa forma por vários motivos , entre eles o de evitar que Yom Kipur caia na sexta-feira, ou no domingo, para não acontecer de termos dois dias nos quais não se pode cozinhar um em seguida do outro .

 

É importante ter sempre o calendário judaico em mãos , para saber quando chegam as nossas festas religiosas.

 

Tekufot

 

A Torá nos traz as datas das festas judaicas, e às vezes até a estação do ano em que ela deve ser comemorada, como é o caso da festa de Pessa’h que deve ser comemorada explicitamente na primavera.

 

Sendo que nossos antepassados saíram do Egito na primavera levamos em conta para isso a primavera do hemisfério norte.

 

As estações do ano são chamadas de  Tekufot e estão ligadas ao ano solar que tem pouco menos de 365 dias e meio, enquanto que o ano lunar tem cerca de 11 dias a menos!

 

Se não levássemos em conta o ano solar, a festa de Pessa’h que pela Torá tem que ser na primavera cairia no Inverno !

 

Por isso, no calendário judaico o ano lunar e o ano solar devem estar sincronizados.

 

Para equilibrar entre o ciclo da lua e o ciclo do sol, o calendário judaico tem um mês a mais a cada três anos.

 

Ou seja, os 11 dias de diferença a cada três anos formam um novo mês de Adar antes de Adar, e nesse caso o mês de Adar normal se torna Adar 2 , empurrando o mês de Nissan para a Primavera.

 

E assim todas as outras festas cairão na época certa e nas estações adequadas.

 

A sincronização entre o ano lunar e o ano solar é um ciclo que se renova a cada 19 anos.

 

Portanto, o calendário judaico está dividido em ciclos de 19 anos nos quais sete têm um mês de Adar a mais. Esses anos são chamados de “Shaná Meuberet” e eles são o 3º, 6º, 8º, 11º, 14º, 17º e 19º ano.

 

Assim fica fácil descobrir se aquele ano judaico vai ter dois meses de Adar ou um só.

 

Divide-se o ano judaico por 19; se o resto for 3, 6, 8, 11, 14, 17 ou 19 (no último caso, não sobrará resto), este será um ano com dois meses de Adar.

 

 

Rosh Hodesh

O calendário judaico é baseado na Lua. Ela aparece no céu no início de cada mês judaico como um crescente estreito, que gradualmente se torna mais pleno a cada noite, até ficar perfeitamente cheio e redondo, no meio do mês.

 

Então a Lua “encolhe” até desaparecer totalmente por volta do fim do mês, apenas para reaparecer no começo do novo mês.

 

Quando a Lua surge primeiramente como um estreito crescente, é chamada de  “Molad” que é o “nascimento da Lua”( “novilúnio” ).

 

No Shabat antes da Lua nova, anunciamos e abençoamos o novo mês exceto o mês de Tishrei, que é abençoado unicamente pelo próprio D’us.

 

De um Molad ao seguinte passam-se pouco mais de vinte e nove dias e meio, e essa é a duração do mês judaico.

 

Mas sendo que não podemos ter metade do dia pertencendo a um mês e a outra metade ao seguinte, o calendário foi construído de um jeito que às vezes temos vinte e nove dias no mês, e as vezes, trinta, mas nunca mais do que trinta e nunca menos do que vinte e nove.

 

É por isso que às vezes temos somente um dia de Rosh Hodesh que é o início do mês e às vezes dois.

 

Quando temos somente um dia de Rosh Hodesh, significa que o mês que terminou porque tinha somente 29 dias.

 

Quando temos dois dias de Rosh Hodesh, o primeiro dia de Rosh Hodesh  pertence ao mês anterior, ou seja, é o 30º dia do mês que terminou, e o segundo dia de Rosh Hodesh é o primeiro dia do novo mês.

 

Num ano “comum” temos seis meses “cheios”, ou seja, “completos”, que são os meses de 30 dias cada, e seis meses “curtos” de 29 dias, seguindo-se um ao outro (30, 29, 30, 29, etc).

 

Isso nos dá um total de 354 dias no ano judaico. Em certos anos “perdemos” um dia, e em outros “ganhamos” um, fazendo com que o número total de dias num ano seja de 353, 354, ou 355, conforme o caso.

 

As vezes o motivo para isso é para evitar que o Yom Kipur caia numa sexta-feira, ou num domingo, para não se seguirem dois dias de Shabat.

 

A Torá nos diz que Pessa’h deve ser na primavera, considerando-se as estações do hemisfério norte, que é a estação em que nossos antepassados saíram do Egito

 

Portanto, não devemos ignorar o sistema solar que determina as quatro estações do ano que em Hebraico são chamadas de “Tekufot”.

 

O Ano Solar tem pouco menos de 365 dias e meio, enquanto o Ano Lunar tem cerca de onze dias a menos!

 

Portanto, se ignorássemos inteiramente o Ano Solar, nossas festas não seriam na mesma época a cada ano com relação à estação do ano, e iriam atrasar onze dias.

 

Em cerca de três anos, sairiam fora de sua respectiva estação por aproximadamente um mês e em nove anos, por cerca de três meses. Nesse caso Pessa’h não seria mais na primavera, e sim no inverno!

 

Por isso fazemos a sincronização entre o Ano Lunar e o Ano Solar. fazemos essa sincronização adicionando mais um mês de Adar para empurrar o mês de Nissan para frente, para o seu lugar apropriado na primavera. acrescentando um mês a mais a cada dois ou três anos de acordo com a necessidade, e assim o nosso calendário se sincroniza tanto com o ciclo da lua quanto com o ciclo do Sol.

 

Os Meses Judaicos são:

 

Tishrei , Heshvan , Kislev , Tevet , Shevat , Adar (às vezes, Adar II também) Nissan , Iyar , Sivan Tamuz , Av , Elul

 

 

Kidush levaná

 

Quando vemos a Lua pelo menos sete dias após o início do mês judaico, falamos uma bênção que se chama Kidush Levaná.

 

Diferentemente do Sol, que ilumina de forma constante e uniforme, a Lua tem um período em que não é vista.

 

Por isso, quando ressurge e volta a iluminar a noite com seu brilho prateado, agradecemos a D’us.

 

Kidush Levaná é um mandamento da Torá que não deve ser confundido com o Kidush Ha’hodesh que era a proclamação do começo do mês feita pelo Sanhedrin que era o tribunal rabínico de 71 Sábios que ficava em Jerusalém na época do Beit Hamikdash

 

O Kidush Levaná não afeta o calendário judaico e é um mandamento que, ao contrário do Kidush Ha’hodesh, aplica-se a todos os judeus do sexo masculino.

 

Apenas os homens e os meninos têm a obrigação de falar o Kidush Levaná.

 

Por ser um mandamento “faça” da Torá que tem um tempo determinado, as mulheres são isentas de seu cumprimento.

 

A bênção da Lua só pode ser feita à noite, após o surgimento das estrelas.

 

O Kidush Levaná é dito apenas quando a Lua está visível, de preferência após o término do Shabat.

 

Há, basicamente, dois motivos para o mandamento de Kidush Levaná.

 

O primeiro diz respeito a D’us; o segundo, ao povo judeu.

 

No Talmud, Rabi Yochanan ensina que aquele que recita a bênção da Lua é como se estivesse saudando a Presença Divina – a Shechiná.

 

Um dos maiores sábios de nossa história, Rabeinu Yoná, explicou que quando saudamos a Lua, estamos saudando seu Criador, Mestre do Universo.

 

Pois, como o rei David decanta em seus Salmos, pode-se perceber e apreciar a grandeza de D’us através de cada um dos elementos de Sua criação.

 

O segundo motivo para esse ritual é que a Lua simboliza a história do povo judeu.

 

Aos nossos olhos, a Lua parece diminuir, chegando até a desaparecer completamente; mas sempre volta a crescer até chegar à fase de Lua Cheia.

 

Este ciclo lunar simboliza a história de nosso povo. Houve épocas de escuridão – perseguições, opressão e assimilação.

 

Mas os filhos de Israel sempre voltam a crescer física e espiritualmente.

 

Quando a luz do judaísmo parece estar em perigo, prestes a ser ocultada, há uma reviravolta: toda queda é seguida por uma grande ascensão.

 

Como a Lua Cheia numa noite de escuridão, o povo judeu – que nas palavras do profeta Isaías é a “luz entre as nações” – tem o mandado Divino de iluminar o mundo.

 

A Lua ensina o povo judeu a ter fé em D’us. Este tema é especialmente enfatizado em nossas orações do Shabat, quando recitamos, “pela manhã, cantarei Seus louvores, (mas) fé eu terei à noite” (Salmos 92:3).

 

Simbolicamente, é durante a noite, que representa a severidade e as dificuldades, quando mais precisamos de fé.

 

A Lua ilumina a noite, lembrando-nos ser a vida um ciclo, como uma Fonte de Luz e Esperança constantes que rege o Universo.

 

Não é de surpreender que o primeiro mandamento dado por D’us ao povo judeu, mesmo antes do Êxodo do Egito, refere-se ao Rosh Chodesh – o novo mês – determinado pela Lua.

 

Por ser um tributo a D’us e ao povo judeu, o Kidush Levaná deve ser realizado com alegria.

 

Um dos motivos pelos quais deve ser recitado de preferência após o Shabat é que os homens estão vestidos em seus belos trajes.

 

No mês de Menachem Av, o Kidush Levaná só é recitado após Tishá B’Av – o nono dia do mês.

 

Em Tishrei, o mês que se inicia com Rosh Hashaná, a bênção só pode ser dita após Yom Kipur.

 

A razão disto é que os sentimentos de tristeza que permeiam os primeiros dias de Av e a introspecção necessária durante os Dias de Julgamento não condizem com o sentimento de grande alegria inerente à berachá da Lua.

 

Durante a Santificação da Lua, pedimos a D’us que Ele nos proteja de nossos inimigos e que estes passem a temer o povo judeu.

 

Após proferirmos estas palavras, dirigimo-nos a três pessoas e dizemos “Shalom Aleichêm”: “Que a paz esteja entre vós”, indicando que não nos estamos dirigindo a inimigos em nossa comunidade ou um povo.

 

O Midrash revela uma outra explicação mística para este desejo de paz.

 

Explica que a Lua tinha sido criada do mesmo tamanho que o Sol, mas teria reclamado a D’us: “O mesmo reino não pode ser regido por dois soberanos”. Ao que D’us teria respondido: “Então, você, diminua em sua grandeza”.

 

Na Era Messiânica, a Lua “fará as pazes” com o Sol e D’us lhe devolverá todo o seu esplendor original. Conforme está descrito no texto de Kidush Levaná, a Lua terá a mesma grandeza e brilho que o Sol.

 

É muito importante ressaltar que esta bênção não é um culto à Lua.

 

Os idólatras da antiguidade rezavam para a Lua e para outros astros celestiais, pois acreditavam que o mundo era regido por eles.

 

O judaísmo proíbe isto terminantemente. Portanto, para que o Kidush Levaná não seja mal-interpretado, ele é seguido da reza “Aleinu”, que se inicia com as palavras: “É nossa obrigação louvar o Senhor de tudo”.

 

O último parágrafo desta reza termina com a afirmação que “Ein Od” – não há nada em nosso mundo – nem no Céu, nem na Terra – digno de ser adorado, além do Todo-Poderoso.

 

A gratidão é uma virtude intrínseca ao judaísmo. O povo judeu abençoa a D’us todos os dias do ano, louvando e agradecendo a Ele por todas Suas maravilhas e bondades.

 

A Lua sempre foi de grande utilidade para o homem. Portanto, quando ela se renova a cada mês, emitindo luz que beneficia nosso mundo, nós, judeus, recitamos o Kidush Levaná.

 

Através desta benção, afirmamos nossa fé em D’us e nossa confiança no brilho do povo judeu que, como a Lua Cheia, em toda a sua plenitude, “deve ser uma luz entre os povos

 

https://pt.chabad.org/calendar/converter_cdo/aid/6225/jewish/Date-Converter.htm

 

Rabino Gloiber

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A Parashá da Minha Vida – Miketz

Miketz

 

Nossa Parashá nos conta sobre os sonhos do faraó que por causa deles Yossef foi tirado da prisão e se tornou o vice rei do Egito.

 

O versículo diz: “e foi do final de dois anos e o faraó sonhou”. A Parashá usa a palavra Miketz que quer dizer “do final” no lugar de dizer “no final”.

 

Sempre que a Torá usa uma linguagem não usual ela está nos indicando que existe algo oculto por trás dessas palavras.

Diz o Zohar que essa linguagem quer dizer “depois do final”, e o “final” é o “Satan” que em hebraico quer dizer desviador .

 

Ele é o próprio anjo da morte que é o final de todos os que caem em suas mãos.

 

O Zohar nos ensina que o versículo usa a linguagem “depois do final” querendo dizer: depois de ter saído do esquecimento do ministro das bebidas que tinha prometido conversar sobre ele com o faraó, e dos sofrimentos na prisão.

 

Tanto o esquecimento que é um limite de memória quanto os sofrimentos que são limite de saúde, de dinheiro e etc sempre são causados pelo “satan” que é o extremo de baixo da Guevura que é a raiz dos limites.

 

O satan atua no mundo por meio de suas inúmeras ramificações, e o fato de o ministro das bebidas ter esquecido Yossef, também foi “trabalho” dele.

 

Depois de Yossef ter saído do “final”, aí aconteceu uma reviravolta de um extremo ao outro.

 

Diz o Zohar que esse “anjo do mal” é chamado de final porque ele é o extremo dos resquícios da Guevurá, ou seja, pior do que isso não existe.

 

No começo do mundo ele “baixou” na cobra e a cobra começou a falar.

 

Ela escolheu falar com Havá (Eva) por que sentiu mais proximidade com ela sendo que a raiz do aspecto feminino da Alma começa na Sefirá chamada de Biná que também é raiz da Sefirá chamada de Guevurá.

Trapaceando dessa forma, o Satan conseguiu roubar as bençãos de Adam. Esse é o cartão de visitas desse “satan”, desse desviador.

Ele se une às coisas ruins para interagir no mundo por meio delas, e sempre encontra alguém ou alguma coisa compatível para que por meio dela possa roubar as nossas bençãos também.

 

Por isso, dizem nossos Sábios, que quando tem que acontecer uma coisa ruim no mundo o tribunal Divino dá autorização ao “satan” para fazer essa coisa ruim acontecer somente por meio de uma pessoa ruim.

 

O Zohar nos conta que todo esse “sistema” chamado de “sitra ahara” que quer dizer “o outro lado”, funciona da seguinte forma:

 

Em primeiro lugar o “satan” pessoalmente ou por meio de algumas das suas inúmeras ramificações, aborda a pessoa de várias maneiras para tentar seduzi-la a fazer uma coisa errada.

 

Nessa etapa ele também “joga baixo” como fez com “Adam a Rishon”, o primeiro homem, que comeu a fruta do Etz a Daat pressionado por sua própria esposa sem saber que por trás disso estava “a cobra”, ou seja, o satan encarnado na cobra.

 

Cada um de nós é abordado diariamente por alguma ramificação dessa coisa ruim que “baixou” em alguém ou em alguma coisa para nos seduzir.

 

Se a pessoa se deixa seduzir, esse anjo ruim registra o B.O. imediatamente no tribunal Divino, e pede a autorização para castigar severamente essa pessoa por meio dele próprio que tem o maior prazer em castigar cruelmente a pessoa que ele próprio seduziu.

 

Como fazer para nos proteger do “satan”?

 

Quando D’us perguntou para Adam a Rishon (Adão) por que ele comeu a fruta do Etz a Daat, Adam jogou culpa em Havá (Eva) e Havá jogou a culpa na cobra. A justificativa é o maior privilégio do satan.

 

Porque se eles tivessem assumido que fizeram uma coisa errada e pedido para D’us desculpá-los, com certeza eles não teriam recebido castigo nenhum.

 

O que a “cobra” queria era isso mesmo, que Adam jogasse a culpa na Eva e Eva na cobra, porque a cobra já tinha uma resposta automática: D’us pediu para não comer aquela fruta, e uma conta pediu para eles comerem, a quem eles deveriam escutar?

 

E essa é a resposta que devemos dar para nós próprios sempre que recebemos uma sedução, como por exemplo quando alguém por qualquer motivo te tirou do sério e se trata de uma pessoa fraca em todos os aspectos a ponto de, se você “pisar nela”, ela simplesmente quebra e nada vai te acontecer por causa disso.

 

E você está com toda a vontade de quebrar essa pessoa com muito prazer, e só assim você vai dormir melhor!

 

Nessa hora  você tem que dizer para si próprio :- D’us falou para não maltratar nem um animal, e essa pessoa está “pedindo” para ser maltratada, a quem eu devo ouvir?

 

O Zohar nos conta que tanto esse “anjo ruim” quanto todo o lado ruim já não vão mais existir no futuro quando D’us tirar o lado ruim do mundo.

Então vamos rezar forte para que isso aconteça o mais rápido possível!

 

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Os dias estão chegando

 

O Zohar nos traz um conceito chamado de Ketz hayamim, o extremo dos dias, se referindo ao extremo do mal, e Ketz hayamin, o extremo da direita, se referindo ao extremo das Sefirót que é a Mal’hut representando nesse caso o extremo do bem.

 

Explica o Rebe que antes da redenção final, durante o período chamado de “calcanhares do Mashiah” que é o período no qual estamos vivendo, o mal aumenta no mundo em forma de disputas entre judeus e também entre não judeus.

 

Isso entre outros sinais negativos que acontecem nessa época e que não aconteceram em épocas anteriores. Sinais para sabermos que estamos próximos à nossa Gueulá, à nossa redenção final.

 

Por outro lado o bem também aumenta, novas formas de estudar a Torá são reveladas e ações de caridade e bondade são feitas em uma escala sem precedentes.

 

Como podemos entender essa tão grande contradição no comportamento das pessoas da nossa época?

 

Em relação ao povo de Israel, e em particular agora que estamos no final do nosso exílio, depois de termos passado por todas as previsões em relação aos prazos finais dele incluindo a condição de fazer “Teshuvá” antes da Gueulá, da redenção final.

 

Como atestou o Rebe Yossef Yitzhak, o Rebe de Lubavitch anterior, que também esse requisito nosso povo já cumpriu. E com tudo isso esperamos todo dia pela nossa verdadeira e completa redenção final, e ela ainda não chegou!

 

A palavra “Ketz”, é traduzida como “extremo”, mas também pode ser traduzida como “final”. Assim também a ligação entre o conceito de “Ketz” e a nossa redenção é dupla.

 

“Ketz” se refere ao extremo final da escuridão do nosso exílio, “final dos dias” final do nosso exílio, e junto a isso, a palavra “Ketz” também está se referindo à uma nova era, a era da Gueulá. “Ketz hayamin, o extremo do bem.

 

E assim nos conta o Zohar que a palavra Ketz pode estar representando o extremo do bem, e ao contrário, pode também estar representando o extremo do mal.

 

Esses dois extremos, sendo um o extremo da direita que representa a Hessed, a bondade, e o outro que é o extremo da esquerda que representa a Guevura, a rigidez, são os dois caminhos que temos à nossa frente nesse mundo.

 

O extremo da direita que é o extremo do bem é citado no final do livro do profeta Daniel, e o extremo da esquerda é citado no livro de Yov (Jó), quando diz que D’us colocou um final para a escuridão.

 

Também em relação a Yossef, quando a Torá usa a palavra “Ketz” se referindo ao final dos dois últimos anos que Yossef estava na cadeia encontramos esses dois significados.

 

Por um lado o versículo está se referindo ao final da “estadia” de Yossef na prisão, e por outro se referindo ao começo da “redenção” de Yossef que se torna o vice rei do Egito.

 

Esses dois conceitos, mesmo aparecendo juntos, representam duas coisas totalmente opostas, como nos conta o Tzema’h Tzedek que foi o terceiro Rebe de Lubavitch no seu livro chamado de “explicações sobre o Zohar”:

 

Diz o Tzema’h Tzedek que “Ketz hayamim representa a parte final da “Klipá”, o extremo do lado ruim, indicando o fortalecimento do lado ruim antes de ele desaparecer totalmente. Ou seja, o “extremo de baixo” do lado “esquerdo”, o mal em sua maior intensidade. Enquanto que “Ketz hayamin” representa o supremo bem da Gueulá, da nossa redenção final.

 

Se trata de dois opostos que chegam ao mesmo tempo. Com o começo do brilho da luz da Gueulá, “Ketz hayamin”, começa também o fortalecimento do mal ao encontro do seu final definitivo. “Ketz hayamim”, a extrema intensidade do mal.

 

A ligação entre esses dois opostos se encontra em muitas citações dos nossos Sábios, como por exemplo no final do tratado de Sotá que nos conta sobre a depravação que acontece no mundo na época que antecede a Gueulá, e isso vemos hoje com os nossos próprios olhos.

 

Essas citações aparecem também em algumas partes do tratado de Sanedrin, como por exemplo: “o filho de David não chegará a não ser em uma geração que seja totalmente boa ou totalmente ruim”, nos indicando que a geração da Gueulá vai ser caracterizada por esses dois extremos. Diz o Rebe que eles acontecem simultaneamente.

 

E qual é realmente a ligação entre esses dois “extremos”?

 

A separação entre o bem e o mal

 

O principal problema causado pelo primeiro homem quando ele fez a primeira transgressão foi a mistura entre o bem e o mal. Ele causou a indefinição entre os limites da “luz” e da “escuridão”.

 

Mesmo no início da criação havia uma realidade de ‘mal’ no mundo como consequência da quebra dos receptáculos do mundo de Tohu, mas esse mal estava separado e isolado, sem nenhum contato e ligação com o lado bom, com o lado puro.

 

Em tal situação, o mal estava claramente definido e as criaturas não cometeriam um erro seguindo algo que é claramente visto como mal, visto como uma coisa negativa.

 

O que levou ao fortalecimento do mal e da impureza foi o pecado da árvore do conhecimento que misturou os conceitos e criou uma situação em que não há bem sem mal e não há mal sem bem.

 

Em tal situação, quando não há uma definição clara de quem é bom e de quem é ruim, o mal engana, prevalece e domina. Além disso, o mal entrelaçado na realidade do bem o impede de atingir sua perfeição.

 

O papel da redenção é acabar com essa mistura e confusão, e criar limites claros e definidos para a realidade do mal como última etapa antes de ele desaparecer totalmente.

 

Quando a verdade for revelada com a chegada da redenção, o mal será visto em seu verdadeiro estado.

 

A mentira por si só “não tem pernas”, a única coisa que permite a existência da mentira e do engano, é um pouquinho de verdade que existe nela.

 

Quando essa centelha do bem que existe no mal é removida, o mal perde toda a sua capacidade de existência, e então retorna às suas dimensões originais e verdadeiras.

 

E assim escreveu Rabi Shneior Zalman que foi nosso primeiro Rebe, “O trabalho do Mashiah vai ser o de separar entre o bem e o mal. Portanto, a preparação do mundo para a redenção é a de se separar totalmente do mal causando com que o bem e o mal se tornem claramente separados e isolados um do outro.

 

Dessa forma há até uma vantagem na situação trágica que previram nossos Sábios em relação aos acontecimentos que antecedem a nossa redenção final, situação em que o mal predomina completamente.

 

Por que dessa forma ele se torna totalmente visível, claro e definido, e está mais exposto ao seu final do que em uma situação na qual o mal está menos forte por estar misturado com o bem.

 

Por isso dizem nossos Sábios no tratado de Sanedrin que na geração que antecede a Gueulá os governos se tornarão totalmente corruptos, indicando que o mal que se encontra no mundo se tornará cada vez mais “reconhecível” e a verdade de que qualquer governo que não se comporta de acordo com o “governo Divino” é uma “corrupção absoluta” estará claramente visível.

 

A verdadeira crença na unidade de D’us é encontrada apenas entre os judeus. Esta é a preparação para a redenção, quando todos conhecerão a pura verdade e seguirão a verdadeira fé que o nosso povo representa.

 

Essa também é a explicação para o que disseram nossos Sábios que Mashiah chegará em uma geração totalmente boa ou totalmente ruim. A redenção, conforme mencionado, virá quando o trabalho de diferenciar o bem do mal for concluído. Nosso trabalho é separar o mal que se misturou com o bem e estabelecer limites claros entre o que é bom e o que é ruim.

 

Enquanto o bem e o mal estiverem misturados, a redenção completa não pode vir. Mas virá quando uma das duas possibilidades ocorrer: ou nos refinamos causando com que o nosso lado ruim gradativamente nos deixe, ou, D’us nos livre, o lado ruim nos domina por não encontrar em nós uma resistência compatível com a sua intensidade.

 

O Rebe nos contou que nos nossos tempos, coisas assustadoras estão acontecendo no mundo, tanto para o bem quanto para o mal.

 

A começar pela questão da disputas – hoje em dia vemos disputas até entre tais judeus que nunca foi possível supor que haveria uma disputa entre eles. Isso causou para eles uma real mudança de perfil, e eles até tentaram disfarçar isso dizendo que tinham entrado nessas discussões por motivos religiosos e etc…

 

E por outro lado, em relação as coisas boas, em nossos tempos vemos atos de bondade e amor ao próximo tão grandes que não imaginávamos antes que isso poderia um dia se tornar uma realidade.

 

Doações para a caridade em tão grande proporção, dedicação tão grande em benefício de outros judeus.

 

Temos histórias de gerações passadas, e em todas as gerações houve caridade e benevolência entre os judeus, mas nunca tínhamos alcançado níveis tão altos em relação à Tzedaká, em relação a caridade.

 

E também em relação ao estudo e ensino da Torá, justamente nas gerações mais recentes conseguimos revelar por meio do intenso estudo da Torá assuntos profundos que ninguém imaginou que poderiam ser decifrados e não vemos esses assuntos nos livros das gerações anteriores. Também a forma de ensinar e aprender em nossos tempos é especial, uma nova forma de estudar.

 

Mas a mudança é tanto para o bem, quanto vice-versa. Entre os sinais que mencionamos sobre o período da redenção, a questão de “países que se provocam” também aconteceu no passado, mas hoje em dia a situação nesta categoria é de uma forma que não se imaginava, com uma crueldade desproporcional, como vemos acontecer na prática em muitos países nesses dias mesmo e que não existia nas gerações anteriores, e ninguém está se importando muito com isso.

 

Sendo que a nossa Torá é uma Torá “luz”, tudo tem uma resposta na Torá e de forma clara e esclarecedora. E se assim for, a explicação para esta situação alarmante também deve estar na Torá. E em relação a nós, não há necessidade de pesquisar muito, porque a Guemará fala abertamente sobre esse assunto

 

De acordo com todos os sinais que foram ditos no final do Tratado Sota, nosso tempo está próximo do ‘final dos dias’, tão próximo que não existe mais próximo do que isso, porque nunca houve uma existência real de todos os sinais como nestes dias.

 

E em relação ao ‘final dos dias’, tempo em que se aplicarão muitas mudanças no mundo até a grande mudança concernente ao mundo inteiro que será a redenção final, está explícito no final do livro do profeta Daniel: “Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, e os maus farão maldades”. Termina o profeta Daniel com as palavras: “e os sábios entenderão do que se trata

 

Ou seja, há coisas que até o final dos tempos existem na realidade, mas não estão claras. Ou que se tornaram claras, mas ainda estão misturadas com outras coisas e ainda não se separaram delas e por isso ainda não são totalmente reconhecíveis. Ou que já são reconhecíveis mas não de maneira claramente explícita.

 

Mas, quando chegarem muito perto do final dos dias, e este é um dos principais sinais de que já estamos na etapa em que isso vai começar a acontecer, vai se cumprir a profecia do profeta Daniel de que “Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, e os maus farão maldades”.

 

Ou seja, não se trata de algo que vai acontecer para um grupo pequeno de pessoas, mas como diz o profeta Daniel, Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, se trata do mundo inteiro. E conclui que “os sábios entenderão”. Ou seja, para entender porque isso está acontecendo é preciso ser um sábio, mas para ver que isso está acontecendo, qualquer um pode ver.

 

O Rebe nos explicou por que existe a necessidade de o bem e o mal se revelarem separadamente em sua maior potência antes da Gueulá, como o mundo inteiro está vendo isso acontecer diariamente.

 

O motivo para isso, diz o Rebe, é que cada um de nós tem forças ocultas que não poderiam ser refinadas porque não sabíamos da existência delas. Nessa situação todas as nossas forças ocultas se revelam, se tornam forças reveladas, e se existe nelas um lado ruim que precisa ser refinado.

 

Ou seja, excluído de nós que somos parte de D’us que é a essência do bem, imediatamente reconhecemos sua existência e o consertamos, ou o excluímos, ou direcionamos ele para o bem.

 

Não teríamos como retificar nossas forças ocultas se elas não se revelassem e portanto não saberíamos que elas existem. Porque afinal das contas somos obrigados a refinar o mal das nossas forças ocultas, e se elas continuassem ocultas estaríamos ocupados com outras coisas, mesmo sendo elas coisas boas, e não consertaríamos o que precisamos consertar.

 

E assim conseguimos entender que quando o profeta Daniel fala sobre essa época de refinamento ele está nos indicando o lado bom que ela nos traz, porque somente assim conseguimos descobrir o lado ruim das nossas forças ocultas e fazer nelas o reparo necessário.

 

O fato de a revelação das nossas forças ocultas acontecer somente agora nessa época está ligado aos dois “extremos”, Ketz hayamim e Ketz hayamin.

 

Porque à medida que nos aproximamos do “final dos tempos”, do final do nosso exílio, a escuridão no mundo se fortalece e aumenta cada vez mais. As forças negativas que até agora estavam ocultas se revelam, e por isso há necessidade de revelarmos forças superiores, por meio das quais você pode superar a escuridão e resistir.

 

E mais uma razão para isso: já que nos aproximamos do “Ketz Hayamin”, da nossa redenção final, começa a se materializar o fenômeno do fortalecimento do bem, que também se torna “claro” e se revela em toda a sua intensidade.

 

Uma das manifestações disso é a descoberta dos segredos da Torá, a Torá oculta, a categoria da Torá que é comparada ao azeite que se transforma em luz.

 

Por isso já começamos agora por meio do estudo da Hassidut a provar um pouquinho dos segredos da Torá oculta que o Mashiah vai nos revelar. A palavra Mashiah quer dizer ungido, como diz o Tehilim (89/21)

 

 

Rabino Gloiber
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Hanuká

Clique aqui para abrir o guia de Hanuká 2025 – 5786

 

Guia de Hanuká
Este ano, 2025, a festa de Hanuká que é uma festa de oito dias começa ao pôr do sol de domingo, dia 14 de dezembro, e termina só no dia 22

 

 

Hanuká

A partir do pôr do Sol de domingo dia 14 de dezembro

acendemos as velas de Hanuká na seguinte ordem

 

 

Hanuká comemora a reinauguração do Templo Sagrado de Jerusalem após a vitória dos macabeus e é celebrada durante oito dias através do acendimento da hanukiá.

 

Hanuká significa, literalmente, “Inauguração”.

 

A festa recebeu este nome em comemoração ao fato histórico de que os Macabeus “hanu”,descansaram das batalhas no “ká” (25º dia) de Kislêv.

 

 

Por que comemoramos Hanuká

 

Durante o período do segundo Templo Sagrado, Antiohus, o rei da Síria grega, governou a Terra de Israel depois da morte de Alexandre, o Grande.

 

Ele pressionou os judeus a aceitarem a cultura grega proibindo o cumprimento dos mandamentos da Torá e forçando a prática da idolatria.

 

Os gregos da Síria fizeram decretos rigorosos contra o nosso povo, proibindo nossas práticas religiosas e nos proibindo de estudar Torá e cumprir as Mitzvot.

 

Eles roubaram nosso dinheiro e nossas filhas, entraram no Beit a Mikdash, nosso Templo Sagrado de Jerusalém, e profanaram tudo que era puro.

 

Eles causaram um grande sofrimento a ao nosso povo e nos oprimiram, até que D’us nos libertou e nos salvou das mãos dos inimigos.

 

 

A revolução dos Macabeus

 

Há aproximadamente 2.200 anos atrás, os Macabeus que eram uma família sacerdotal do nosso povo, se revoltaram contra o inimigo e os venceram milagrosamente.

 

O Beit a Mikdash, o Templo Sagrado de Jerusalém que tinha sido violado pelos rituais idólatras foi purificado e a Menorá reacesa com o azeite de oliva puro que foi descoberto no Templo.

 

A quantidade de azeite encontrada era suficiente para apenas um dia, mas milagrosamente durou 8 dias, até que um novo azeite puro pudesse ser produzido e trazido ao Beit a Mikdash.

 

Em lembrança destes milagres comemoramos Hanuká durante oito dias.

 

 


O que é Hanuká 

 

Os gregos da Síria que dominavam o nosso povo são representados pela escuridão.

 

Eles queriam acabar com a nossa identidade.

 

Não importava para eles que tivéssemos nossa própria cultura contando que tirássemos D’us dela.

 

Para tirar D’us da nossa vida, eles decretaram que não poderíamos fazer o Brit Milá que é a circuncisão.

 

Não poderíamos mais guardar Shabat porque por meio de guardar o Shabat estamos mostrando para o mundo que acreditamos no D’us que criou o mundo em seis dias e no sétimo dia não criou nada.

 

Não poderíamos mais fazer o Rosh Hodesh, porque sem o Rosh Hodesh não saberíamos o dia certo das festas judaicas.

 

Para comemorarmos a nossa vitória contra eles, sendo que não poderíamos comemorar a vitória da guerra com uma festa porque muitos judeus apoiavam a cultura grega e se alistaram no exército deles contra nós, D’us nos fez um milagre de oito dias.

 

Oito dias nos lembra o Brit Milá que é feito no oitavo dia, dentro de oito dias têm um Shabat, e dentro desses oito dias de Hanuká que parte deles é no mês de Kislev e parte deles no mês de Tevet, temos um Rosh Hodesh, Rosh Hodesh Tevet.

 

 

Nossos Sábios na Guemará Shabat 21b perguntaram: – O que é Hanuká?

 

E nos ensinam: A partir do vigésimo quinto dia de Kislev, são comemorados oito dias de Hanuká, durante os quais não são feitos discursos fúnebres e nem jejuns.

 

Quando os gregos entraram no Templo Sagrado de Jerusalém profanaram todos os azeites usados para acender a Menorá.

 

E quando a família dos Hasmoneus lutou contra eles e os expulsou, procuraram e encontraram apenas um potinho de azeite com o selo do Cohen Gadol que tinha azeite suficiente para um dia.

 

O milagre do primeiro dia foi que encontraram aquele potinho que tinha azeite o suficiente para ficar aceso um dia, e o milagre dos outros sete dias foi que a Menorá, o candelabro do Beit a Mikdash, continuou acesa por milagre milagre mais sete dias.

 

Tem quem diz que dividiram o conteúdo desse potinho em oito partes e cada um dos oito dias aconteceu um milagre que aquela pequena quantidade de azeite ficou acesa durante 24 horas.

 

No ano seguinte, os Sábios da época instituíram estes oito dias como uma festa, com cânticos de louvor e agradecimentos. e que se acendessem luzes na entrada das casas em cada uma dessas oito noites, para divulgar o milagre.

 

Estes dias são chamados de Hanuká que quer dizer inauguração.

 

Pode-se também interpretar a palavra como “hanu”= eles descansaram “ka”= no vigésimo quinto, porque no vigésimo quinto dia eles descansaram da batalha contra seus inimigos.

 

A Guemará nos conta que esses dias foram  transformados em dias de “reza e agradecimento”.

 

Cumprimos a obrigação de “louvor” recitando Hallel completo durante a reza da manhã, Shaharit, em todos os oito dias de Hanuká.

 

A obrigação de “agradecimento” é cumprida por meio da leitura do Al haNissim na reza da Amidá, e também no Bircat Hamazon que é a Bênção que fazemos depois de comer o pão.

 

 

 

Você não precisa ter um candelabro, uma Hanukiá ou velas coloridas. O Mandamento de Hanuká é acender uma vela no primeiro dia, duas no segundo, três no terceiro, quatro no quarto, cinco no quinto, seis no sexto, sete no sétimo e oito no oitavo.

 

O importante é que essas velas estejam em uma linha reta e não formem uma meia lua ou um círculo porque aí elas receberiam a classificação de fogueira e não de velas.

 

Essa é a Mitzvá de Hanuká e é uma Mitzvá que cada um de nós pode cumprir em qualquer lugar.

 

Hoje ao por do Sol é o primeiro dia de Hanuká, compre uma vela no supermercado e acenda ela hoje há noite dizendo as seguintes Bra’hót:

 

 

Os Rabinos portugueses de centenas de anos atrás usaram a letra “H” para a transliteração da letra “ח” em Hebraico que equivale a dois erres “rr” em português

 

Na transliteração do hebraico nessa página vamos usar a letra “h” com um apóstrofo ( ‘ ) como dois erres (rr) assim: ‘h

 

🌻🌻🌻🌻🌻

 

Primeiro, acendemos o shamash e depois vamos dizer as seguintes bênçãos:

 

בָּרוּךְ אַתָּה אֲדֹנָי אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם אֲשֶׁר קִדְּשָׁנוּ בְּמִצְוֹתָיו וְצִוָּנוּ לְהַדְלִיק נֵר חֲנֻכָּה

 

Baru’h Atá A-do-nai, E-lo-hêi-nu Mêle’h a olam, asher kideshanu bemitsvotav, vetzivanu lehadlik ner hanuká

 

Bendito é Você A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus Mandamentos, e nos ordenou acender a vela de hanuká.

 

בָּרוּךְ אַתָּה אֲדֹנָי אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם שֶׁעָשָׂה נִסִּים לַאֲבוֹתֵינוּ בַּיָּמִים הָהֵם בַּזְּמַן הַזֶּה

 

Baru’h Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech a olam, sheassá nissim laavotêinu, bayamim haêm, bizman a zé

 

Bendito é Você, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que fez milagres para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época.

 

Na primeira noite ou na primeira vez que você acende as velas de Hanuká esse ano , acrescentamos:

 

בָּרוּךְ אַתָּה אֲדֹנָי אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם שֶׁהֶחֱיָנוּ וְקִיְּמָנוּ וְהִגִּיעָנוּ לַזְּמַן הַזֶּה

 

Baru’h Atá A-do-nai, E-lo-hei-nu Mele’h a olam, shehe’heyanu vekiymanu vehiguianu lizman a zé

 

Bendito é Você, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até esse tempo

 

Em seguida, acendem-se as velas da hanukiá com o shamash, da esquerda para a direita.

 

Depois de acender as velas, colocamos o shamash à esquerda da hanukiá de modo que fique mais alto do que as chamas da hanukiá, e dizemos:

 

הַנֵּרוֹת הַלָּלוּ אָנוּ מַדְלִיקִין עַל הַנִּסִּים וְעַל הַנִּפְלָאוֹת וְעַל הַתְּשׁוּעוֹת וְעַל הַמִּלְחָמוֹת. שֶׁעָשִׂיתָ לַאֲבוֹתֵינוּ בַּיָּמִים הָהֵם בַּזְּמַן הַזֶּה. עַל יְדֵי כֹּהֲנֶיךָ הַקְּדוֹשִׁים. וְכָל מִצְוַת שְׁמוֹנַת יְמֵי חֲנֻכָּה. הַנֵּרוֹת הַלָּלוּ קֹדֶשׁ הֵם. וְאֵין לָנוּ רְשׁוּת לְהִשְׁתַּמֵּשׁ בָּהֶם. אֶלָּא לִרְאוֹתָם בִּלְבָד. כְּדֵי לְהוֹדוֹת וּלְהַלֵּל לְשִׁמְךָ הַגָּדוֹל עַל נִסֶּיךָ וְעַל נִפְלְאוֹתֶיךָ וְעַל יְשׁוּעָתֶךָ.

 

Transliteração

 

A nerot alálu ánu madlikin al a teshuot, veal a nissim, veal a niflaot, sheassíta laavotêinu, bayamim a êm, bizman a zé, al yedei cohanei’ha a kedoshim. Ve’hol shemonat yemei hanuká, a nerot alálu kodesh em, vein lanu reshut leishtamesh baen, éla lir’otan bilvad, kedêi leodot ulealel leshim’há a gadol, al nissêi’ha, veal nifleotêi’ha, veal yeshuotêi’ha.

 

Tradução

 

Essas velas nós acendemos por causa dos milagres, das redenções, e maravilhas que Você fez para os nossos antepassados, naqueles dias, nesta época, por intermédio de seus sacerdotes sagrados

 

Receitas de Hanuká 

 

 

Durante todos os oito dias de hanuká, estas luzes são sagradas, e não é permitido para nós fazermos qualquer uso delas, só olhar para elas para que possamos agradecer e louvar seu grande nome, por seus milagres, seus feitos maravilhosos e suas salvações.

 

Na festa de Hanucá há o costume de comer comidas fritas em óleo como bolinhos de batata (levivot ou latkes), e sonhos (sufganiyot).

 

Estes alimentos são servidos e em honra ao milagre que ocorreu com o azeite.

 

Pratos à base de laticínios, como bolinhos de queijo também são servidos em Hanuká para nos lembrarmos da história de Yehudit que teve uma participação tão importante nessa guerra.

 

Ela se apresentou ao general dos gregos como alguém que está muito a favor deles e trouxe à eles informações muito importantes

 

Deu a ele queijo salgado para comer, acompanhado de vinho forte para eliminar sua sede. O vinho o “derrubou” fazendo-o cair em sono profundo.

 

Yehudit então pegou a própria espada do general e cortou a cabeça dele e assim ganhamos a guerra .

 

 

https://rabinogloiber.org/receitas-de-chanuca/

 

Trouxemos aqui para vocês a receita principal de Hanuká que é o Sonho de Hanuká

 

https://rabinogloiber.org/receitas-de-chanuca/

 

Por Rifka Haia Eitan

 

Rifka Haia Eitan

 

INGREDIENTES

 

(Consulte a lista kosher no final desta página.)

 

Massa

 

400 g de farinha de trigo

 

4 colheres de sopa de açúcar

 

10g de fermento biológico seco

 

½ colher de chá de extrato de baunilha

 

1 ovo

 

50 g de manteiga

 

180ml de leite morno

 

1 pitada de sal

 

Primeiramente a massa: em uma tigela grande misture metade da farinha, o açúcar e o fermento.

 

Em seguida abra um buraquinho no meio da tigela adicione o leite morno, a manteiga, o ovo, o extrato de baunilha e a pitada de sal. Misture bem com uma espátula.

 

Junte o restante da farinha de trigo e quando a massa começar a ficar pesada comece a sova – por 15 minutos ou até que fique homogênea.

 

Coloque a massa de volta na tigela, cobra com um pano e deixe crescer por 30 minutos ou até dobrar de volume.

 

Após esse tempo divida a massa no tamanho que desejar e boleie cada pedaço.

 

Deixe crescer por mais 30 minutos e em seguida frite em óleo novo e limpo até dourar de todos os lados.

 

Recheio

 

180ml de leite integral

 

12 gramas de amido de milho

 

2 gemas verificadas

 

½ colher de sopa de manteiga Kasher

 

3 colheres de sopa de açúcar

 

1 colher de chá de extrato de baunilha

 

Modo de preparar o Recheio

 

Coloque um pouquinho do leite em uma tigela e dissolva o amido de milho.

 

É importante fazer isso agora para o creme não empelotar depois.

 

Em seguida junte as gemas e misture muito bem. Reserve em uma panela misture o restante do leite, o açúcar e a manteiga e leve ao fogo até ferver.

 

Tire do fogo e acrescente aos poucos na mistura de leite com amido e gemas que preparamos anteriormente. Mexa sem parar a cada adição.

 

Volte a mistura para a panela e leve ao fogo até engrossar.

 

Mexa sempre para não grudar o fundo – essa etapa é bem rápida, então não saia de perto do fogão!

 

Desligue o fogo, acrescente o extrato de baunilha e mexa bem.

 

Essa receita rende 18 sonhos médios .

 

Se você quiser bastante recheio dobre a receita do Recheio.

 

Hag Hanuká Samea’h

🌻🧁🧆🥂

 

Hanuká nas Sefirót

 

Em Hanuká costumamos durante oito dias acender a Hanukiá que é o candelabro de Hanuká com óleo de oliva, mas também podemos acender com qualquer óleo de cozinha ou velas.

 

Suas luzes nos fazem lembrar e celebrar o milagre que aconteceu logo após a vitória dos Macabeus contra os gregos da Síria que dominavam o nosso povo.

 

Quando os Macabeus recapturaram o Templo Sagrado de Jerusalém, encontraram um único pote com azeite de oliva não profanado para com ele acender a Menorá.

 

E  D’us fez para nós um milagre:

 

Aquele único pote de azeite, que deveria durar apenas um dia, ficou aceso ininterruptamente durante oito dias que foi o tempo suficiente para que o Povo Judeu pudesse produzir mais azeite considerado puro de acordo com os Mandamentos de pureza e impureza da Torá.

 

Para celebrar a vitória dos Macabeus, simbolizado pelo milagre do azeite que manteve a Menorá acesa por oito dias, nossos Sábios instituíram a Festa das Luzes, Hanuká.

 

Como se trata de uma festa de oito dias, o candelabro que usamos durante a festa, a hanukiá, tem oito braços. Mas a Menorá do Beit a Mikdash tinha sete braços.

 

Na Torá, o número sete é altamente significativo, sendo uma das razões o fato de D’us ter criado o universo em um processo que durou sete dias.

 

Os sete braços da Menorá representam os sete líderes do nosso povo, Avraham, Yitzhak, Yaakov, Moshe, Aharon, Yossef e David.

 

Eles aparecem em diferentes contextos e ocasiões como por exemplo, eles são os Ushpizin, os visitantes celestiais, que visitam toda Sucá durante os sete dias da festa de Sucot, a festa das cabanas.

 

Os sete braços da Menorá representam cada uma de suas contribuições espirituais singulares.

 

Cada um deles personifica um dos sete atributos da Árvore da Vida da Kabalá, também conhecidos como as Sete Sefirot emocionais.

 

O estudo das Sefirot é um dos alicerces do lado oculto da Torá. Elas são modos ou atributos mediante os quais D’us se manifesta – três delas são intelectuais e sete, emocionais.

 

As Sefirot não representam D’us, mas sim, o meio pelo qual a Torá atribui à D’us qualidades e atributos específicos.

 

D’us é a essência do bem, Infinito e Indefinível de tão elevado. O amor, uma manifestação da Sefirá de Hessed, é uma emanação de D’us.

 

Esse mesmo conceito se aplica para todas as Sefirót, elas são emanações Divinas por meio das quais D’us cria e se relaciona com toda a sua criação.

 

As Sefirot constituem a composição espiritual de cada ser humano, e sobre isso está escrito que D’us criou o homem à Sua imagem e semelhança.

 

Porque da mesma forma que D’us interage com o mundo por meio das Sefirot, o ser humano também interage com o mundo por meio de dez Sefirót.

 

Quando uma pessoa utiliza as Sefirot que tem dentro de si, ou seja, os poderes de sua alma, para fazer o Trabalho Divino aqui no nosso mundo, ela desperta essas mesmas Sefirót nos mundos superiores.

 

Hessed

 

O primeiro braço da Menorá representa a primeira Sefirá emocional que é a Hessed, fonte do amor, da bondade, da generosidade e da benevolência.

 

A Hessed também é conhecida como Guedulá, grandeza, porque a vida provém de D’us e é dirigida a um número quase ilimitado de mundos e criaturas.

 

O Zohar, livro clássico da Kabalá, se refere a Hessed como “o primeiro dia da criação, o primeiro atributo, que acompanha todos os demais dias da Criação” (Zohar 1, 46a).

 

Representa a benevolência ilimitada com que D’us criou tudo o que existe, como descreve um versículo do Tehilim (89-3): “O mundo foi construído com Hessed”.

 

O livro clássico da Kabalá chamado de Etz Haim nos ensina que a Hessed foi o motivo da Criação do mundo. “Fazer o bem é da natureza d’Aquele que é bom”.

 

Cada dia da semana corresponde a uma das sete Sefirot emocionais. Como nos ensina a Torá, no Primeiro Dia, D’us criou a luz.

 

O primeiro braço da Menorá, que simboliza Hessed, a primeira Sefirá emocional, está ligado ao nosso primeiro patriarca, Avraham Avinu.

 

Ele é a personificação desse atributo. Ele foi o exemplo vivo do “homem de bondade e benevolência”, que amava D’us e todas as pessoas, e praticava uma ilimitada generosidade material e espiritual.

 

Em nosso relacionamento com D’us expressamos nossa Hessed por meio do nosso amor por Ele e ao próximo.

 

Como nos ensina a Guemará, uma das formas de se unir a D’us é se comportar como D’us, e as qualidades Divinas são as Sefirot.

 

Quando uma pessoa pratica a Hessed, realizando atos de bondade, amor e generosidade, ela está fazendo como D’us, e unindo-se, assim, a Ele.

 

Guevurá

 

O segundo braço da Menorá simboliza a segunda Sefirá emocional, a Guevurá – que significa disciplina, força, bravura e justiça.

 

Guevurá é um movimento que segue em direção oposta a Hessed. A Hessed representa doação e compartilhamento, mesmo quando de forma incondicional e não criteriosa.

 

Guevurá representa a retenção e retraimento que é o contrário da Hessed. Como um poder da alma, representa o atributo emocional da reverência, do temor e da restrição.

 

Hessed é atração e Guevurá é repulsa

 

Hessed determina que se deve doar generosa e incondicionalmente, sem considerar o mérito de quem irá receber.

 

Guevurá argumenta contra a doação àquele que não a merece ou que fará mau uso do que receber.

 

Contudo, Guevurá também possui um aspecto essencial da bondade Divina, pois se a Hessed de D’us fosse irrestrita, provocaria o anulamento de toda a existência como no primeiro dia da criação onde o mundo todo era água que é a maior manifestação da Hessed. Água é vida, mas água sem limites não dá espaço à vida.

 

Sendo assim, tanto a Guevurá quanto a Hessed, mantém a existência do mundo.

 

A Sefirá de Guevurá é a manifestação do poder Divino em restringir e ocultar Sua Luz Infinita, possibilitando que Suas criaturas recebam a Hessed Divina segundo a capacidade de cada criatura, sem serem anulados pela Infinitude Divina.

 

A Sefirá de Guevurá é a manifestação Divina que por meio dela D’us fez o segundo dia da Criação, quando D’us criou o firmamento, em hebraico, Rakía, que são os limites materiais que sem a qual a vida na Terra não seria possível.

 

A Guevurá é a Sefirá associada a Yitzhak Avinu, nosso segundo Patriarca

 

O evento paradigmático na vida de Yitzhak foi quando ele anulou sua vontade, permitindo ser amarrado no altar a fim de ser sacrificado por seu pai, Avraham.

 

O Midrash descreve como Yitzhak estava em completo controle de si mesmo.

 

Ele personificou a bravura, a Guevurá, em sua capacidade e força de dominar seu sentido natural de autopreservação, exercendo total disciplina e resiliência ao se dispor a sacrificar sua vida em obediência à ordem de D’us.

 

Servimos D’us com Guevurá por temor e reverência a Ele. Servir a D’us com Guevurá consiste em usar a disciplina para cumprir os Mandamentos Divinos, não cedendo à tentação.

 

O Zohar nos ensina que assim como um pássaro necessita duas asas para voar, também nós, seres humanos, devemos amar e temer a D’us, ao mesmo tempo, ou seja, servindo a D’us com os atributos de Hessed e de Guevurá.

 

Tiferet

 

O terceiro braço da Menorá simboliza a terceira Sefirá emocional, a Tiferet, que tem várias definições: beleza, harmonia, compaixão, misericórdia, verdade e paz.

 

A Tiferet faz a harmonia entre a Hessed e a Guevurá. Se D’us emanasse apenas Hessed, o mundo seria anulado perante sua Guedulá, sua Grandeza Infinita.

 

Por outro lado, se D’us manifestasse apenas Guevurá, se Ele Se contivesse totalmente, o mundo deixaria de existir.

 

Nosso mundo somente pode existir se Hessed e a Guevurá se equilibrarem, uma à outra. Tem de haver uma constante interação, uma reciprocidade, entre essas duas Sefirot.

 

Tiferet possibilita que as duas se auto equilibrem uma à outra, a fim de que este nosso mundo finito possa absorver a Infinita benevolência Divina, sem deixar de existir.

 

No Terceiro Dia da Criação, D’us determinou um equilíbrio entre água e terra, de forma que ambos sustentassem o reino vegetal, animal e humano.

 

Yaakov Avinu, nosso terceiro e último Patriarca, personifica a Sefirá chamada de Tiferet.

 

Yaakov foi a primeira pessoa na Torá a revelar o espectro total das emoções humanas. Ele combina a Hessed de seu avô Avraham, com a Guevurá de seu pai, Yitzhak.

 

Em nosso relacionamento com D’us, expressamos Tiferet ao estudar a Sua Torá, que representa a busca pela harmonia, verdade, compaixão e paz.

 

Também exercitamos esta Sefirá glorificando D’us por meio do embelezamento do cumprimento dos mandamentos de Sua Torá.

 

Netza’h

 

O quarto braço da Menorá representa a quarta Sefirá emocional, Netza’h, que significa “conquistar” ou “vencer”.

 

A Netza’h expressa a ideia de dominação, ambição e a iniciativa necessária para se chegar à vitória.

 

Esta Sefirá caracterizou o Quarto Dia da Criação – quando D’us criou as estrelas e os corpos celestes que são uma expressão de Netza’h pelo fato de exercitarem uma medida de dominação sobre todos os seres vivos.

 

Como por exemplo, a luz do Sol que é essencial para a existência de vida na Terra.

 

Dia e noite, as quatro estações, o Shabat e os Haguim que são os dias festivos no calendário judaico dependem do ciclo lunar e do ciclo solar.

 

Os corpos celestes expressam Netza’h de uma outra forma: eles não se desviam de sua missão, seguindo as rígidas leis que lhes foram impostas por D’us.

 

Entre os sete líderes do nosso povo, Moshe Rabenu, o maior de todos os líderes e profetas que nosso povo já teve, personificou a Sefirá de Netza’h.

 

Todas as ações de Moshé foram duradouras, especialmente ao trazer a Torá à Terra e a transmitir ao Povo Judeu.

 

Aquele que serve a D’us com o atributo de Netza’h está determinado a cumprir Sua Vontade, quaisquer que sejam os desafios ou dificuldades.

 

A qualidade de Netza’h que reside na alma de cada um de nós depende da confiança que ela tem na missão Divina que lhe cabe.

 

E essa pessoa a executará com total determinação até chegar à vitória.

 

Hod

 

A quinta Sefirá emocional é a Hod, traduzida como humildade, entrega, gratidão e aceitação. Hod representa o poder da alma que complementa Netza’h.

 

Enquanto Netza’h nos impele para a frente, vencendo barreiras, Hod assegura que nosso sucesso se baseie em nosso reconhecimento da origem Divina de nosso poder e força. Assim sendo, Hod representa sinceridade, humildade e gratidão.

 

É a Sefirá de Netza’h que energiza nossa ambição. Mas é a Sefirá de Hod que nos obriga a reconhecer que devemos nosso sucesso à Providência Divina.

 

A Hod desperta dentro de nós a humildade de reconhecer que não somos senhores únicos de nossa vida e nosso destino. Netza’h se expressa por meio de dominação, e Hod por meio de submissão.

 

Às vezes temos que exercitar nossa Netza’h e impor nossa vontade, e outras vezes temos que agir com Hod, submetendo-nos à vontade dos outros.

 

A Sefirá de Hod caracterizou o Quinto Dia da Criação. Neste dia, D’us criou as aves e as criaturas marinhas que foram os primeiros seres que receberam a benevolência Divina.

 

Entre os sete líderes do nosso povo, Aharon, irmão de Moshe, que foi o primeiro Cohen Gadol, primeiro Sumo Sacerdote, é quem personifica a Sefirá de Hod.

 

Sua capacidade de fazer a paz entre as pessoas era proveniente de seu desejo de se submeter aos outros em troca de promover a união entre eles.

 

Em nosso relacionamento com D’us, expressamos a Sefirá de Hod por meio do autocontrole e o reconhecimento da transcendência Divina que está infinitamente acima do nosso entendimento.

 

Exercitamos Hod em nosso Trabalho Divino por meio do reconhecimento de que, apesar de nosso grande empenho e determinação, a Vontade de D’us sempre prevalecerá.

 

Por meio de Hod, nós, seres humanos, reconhecemos depender totalmente de D’us. E percebemos que nossa visão limitada se deve à nossa perspectiva material e finita.

 

Expressamos nossa gratidão a D’us por todos os favores que Ele nos concede e a Ele agradecemos por tudo. Hod significa ser sincero em nossos atos de gratidão.

 

Yessod

 

O sexto braço da Menorá representa a sexta Sefirá emocional chamada de Yessod, que significa “a base, o fundamento”.

 

A Sefirá de Tiferet que está acima da Yessod harmoniza e equilibra a Hessed e a Guevurá.

 

Dessa mesma forma a Sefirá de Yessod faz a harmonia e o equilíbrio entre a Netza’h e a Hod.

 

Netza’h e Hod têm a ver com dominação ou submissão, a Yessod se expressa por meio do equilíbrio entre a dominação e a submissão na nossa personalidade tanto no relacionamento entre o ser humano e D’us como na interação que temos com as outras pessoas.

 

O Sexto Dia da Criação foi feito por meio da revelação da Yessod, quando D’us criou o primeiro ser humano.

 

O homem e a mulher constituem a base da Criação. D’us dá a todas as suas criaturas tudo o que elas precisam para a sua sobrevivência, mas os seres humanos retribuem cumprindo o seu propósito na Criação.

 

O homem e a mulher expressam a Yessod por meio do livre arbítrio. Temos a possibilidade de fazer o mal mas optamos por fazer o bem.

 

A Sefirá de Yessod une D’us e Sua Criação em um vínculo de empatia e amor.

 

Yossef a Tzadik, o José da Torá, filho do nosso patriarca Yaakov, foi a revelação da Sefirá de Yessod no nosso mundo.

 

Com a sua integridade e retidão, Yossef resistiu à tentação e teve sucesso em todos os seus esforços, trazendo bênçãos, salvação e prosperidade para o mundo, pelo fato de estar constantemente conectado com D’us.

 

Utilizamos o poder de Yessod em nossa alma ao sermos fiéis a D’us com intensa vontade e temos o prazer em cumprirmos os Mandamentos Divinos que nos conectam à ele.

 

O Midrash nos conta que os seis primeiros dias da Criação constituem dois conjuntos de três dias cada, sendo que o segundo conjunto aperfeiçoa e complementa o primeiro.

 

A primeira composição espiritual das Sefirot Hessed, Guevurá e Tiferet se compara à segunda que é o conjunto de Netzach, Hod e Yessod.

 

No primeiro dia da criação que foi feito por meio da revelação da Sefirá de Hessed, D’us criou a luz.

 

No quarto dia da criação, que foi feito por meio da Sefirá de Netzach, D’us criou as fontes de luz que são o Sol, a lua que nos repassa um pouquinho da luz do sol, e as estrelas.

 

No segundo dia da criação, que foi feito por meio da revelação da Sefirá de Guevurá, D’us criou os oceanos quando criou a força da gravidade e outras forças materiais que separaram  as águas de cima das águas de baixo.

 

No quinto dia da criação, que foi feito por meio da revelação da Sefirá chamada de Hod, Ele criou os peixes.

 

No terceiro dia da criação, que foi feito por meio da revelação da Sefirá chamada de Tiferet, D’us criou a terra seca.

 

No no sexto dia da criação que foi feito por meio da revelação da Sefirá chamada de Yessod, Ele criou o ser humano

 

Mal’hut

 

O sétimo braço da Menorá representa a sétima Sefirá emocional, a Mal’hut.

 

Traduzida como “realeza”, essa Sefirá é única entre as sete Sefirot emocionais:

 

as seis primeiras são ativas ao passo que Malchut é passiva, transmitindo a ideia de receber.

 

A Yessod, a sexta Sefirá, combina todas as demais Sefirot e as conecta a Mal’hut.

 

Tendo recebido a luz de todas as demais Sefirot, a Mal’hut canaliza e direciona uma luz unificada ao mundo, harmonizando todos os diversos atributos das demais Sefirot e os projetando para baixo, para a Criação.

 

A Mal’hut é comparada à lua, que não tem nenhuma luz de si própria, mas toda a sua luz é somente a luz que ela recebe do Sol.

 

Diferentemente das demais Sefirot, Mal’hut não tem nenhuma característica nem mesmo uma qualidade própria, e isto lhe permite unificar todas as Sefirot dentro de si e as projetar para nosso mundo.

 

Mal’hut é o instrumento por meio do qual todo o plano da Criação passa a existir.

 

A Mal’hut sozinha é chamada de “Nukva” que é o “aspecto feminino” das Sefirót , o lado receptor. A Mal’hut é comparada à uma jovem mãe, que depois de comer qualquer coisa ela transforma isso em leitinho e dá de mamar para o nenê.

 

A revelação Divina na Mal’hut é chamada de “Sh’hinta” que quer dizer “a presença Divina”. A Mal’hut é representada pela letra Hei que se encontra no final do nome de D’us.

 

A Kabalá nos ensina que “nada ocorre com os seres inferiores a não ser que seja através de Mal’hut” (Tikunei Zohar 19:40b, Zohar hadash, 11a). Esta Sefirá é conhecida como “o arquiteto mediante o qual se fez toda a Criação” (Pardes Rimonim 11:2).

 

A receptividade inata em Mal’hut, que chega mesmo à sensação de vazio, é personificada pelo rei judeu ideal, que deve ser excessivamente humilde.

 

Ele precisa estar constantemente ciente de sua nulidade perante o verdadeiro Rei dos Reis.

 

A humildade é como um copo vazio, pronto para receber.

 

A humildade de um rei é o portão que se abre para que ele possa receber o influxo Divino, o qual ele, por sua vez, pode compartilhar com os demais.

 

David HaMele’h, o Rei David, é o sétimo líder do nosso povo e personifica a Sefirá de Mal’hut.

 

Em seus Tehilim, ele se auto descreve como “pobre e carente”, apesar de descender de uma das famílias judias mais ricas e distintas.

 

No entanto, ele se considerava pobre, pois assim como alguém que nada possui depende da generosidade dos demais, o Rei David reconhecia que todas as suas posses, seu reino, suas riquezas, seu poder, provinham exclusivamente de D’us.

 

Mal’hut é o poder que D’us nos dá para que possamos receber d’Ele. Essa Sefirá expressa um relacionamento no qual o que recebe pode retribuir, tornando-se um doador.

 

A Sefirá de Mal’hut caracteriza o Sétimo Dia da Criação, o Shabat.

 

As seis primeiras Sefirot emocionais são ativas, ao passo que a sétima, Mal’hut, é passiva.

 

Essa ideia se aplica ao ciclo semanal. A Torá nos pede para trabalhar somente nos seis dias da semana e descansar no sétimo.

 

O Shabat, o sétimo dia, o Shabat Sagrado, recebe bênçãos dos outros seis dias que o precedem, assim como a Mal’hut recebe das demais seis Sefiro, e retribui, tornando-se, pelo fato de abençoar os dias da semana que a seguem, uma doadora.

 

O Zohar justamente nos ensina que “Através dos dias de Shabat, todos os outros dias se tornam abençoados”.

 

Nós expressamos a Mal’hut por meio da aceitação da soberania Divina e do cumprimento dos Mandamentos Divinos. Quando fazemos o Trabalho Divino com humildade estamos manifestando o poder da Mal’hut

Nossos Sábios nos ensinaram que: “As mulheres também participaram daquele milagre”

 

A Guemará nos conta que as mulheres tem a mesma obrigação que os homens em relação ao acendimento das velas de Hanuká porque elas também participaram daquele grande milagre.

 

Sendo que os maridos acendem a Hanukiá, as mulheres costumam não fazer nenhum trabalho por meia hora enquanto as velas de Hanuká estão acesas para mostrar que elas tem a mesma obrigação que os maridos.

 

A participação das mulheres nos milagres de Hanuká acontece por meio de uma mulher chamada de Yehudit.

 

A história de Yehudit foi contada em um livro muito antigo, que leva seu nome em hebraico, Yehudit. Infelizmente, o texto original se perdeu e não sabemos ao certo o que aconteceu.

 

E sendo que essa história é contada de várias maneiras diferentes e as fontes não são judaicas, a Guemará não traz nenhuma dessas versões mas simplesmente nos traz o fato principal: que as mulheres também participaram daquele milagre.

 

Para entendermos a grandeza das mulheres tanto em relação à Gueulá de Hanuká quanto em relação à nossa Gueulá, nossa redenção final que vai acontecer em breve em nossos dias, vamos para o Ari Zal que nos conta que tanto Moshe Rabeinu quanto o povo de Israel que faleceu no deserto, se reencarnam e se tornam a última geração.

 

Diz o Ari ZaL que Moshe Rabeinu e toda sua geração eram a “Dór Deáh”, a geração do conhecimento, e a raiz das almas deles era o lado oculto da Sefirat Daat que é chamado no “Etz Haim” de “Leáh”.

 

A geração paralela chamada de “erev rav” também tinha a raiz na Daat, mas era afetada pela mistura do bem e do mal nesse mundo.

 

Moshe se reencarna e se torna Mashia’h e a geração dele também se reencarna e se torna a geração do Mashia’h.

 

até a “erev rav” também se reencarna por também ser “dór deáh” e à ela se refere o final do versículo que diz:- “esse povo vai se levantar e ….

 

As mulheres mandam nos maridos? Mashia’h vai chegar!

 

Uma característica dessa última geração, diz o Ari ZaL, é o fato de as mulheres mandarem nos maridos.

 

Na reencarnação anterior dessa geração, no deserto, os maridos doaram os anéis para fazer o bezerro de ouro mas as mulheres recusaram apoiar a idolatria.

 

Por isso elas ganharam esse prêmio de mandar neles nessa reencarnação.

 

Chegamos à conclusão de que essa geração é a nossa!!!!

 

Diz o Maguid de Mezritsh que outra característica da “dór deáh” é de que o assunto principal deles era o conhecimento que se expressa pela fala e eles não tinham a característica da ação.

 

Até o próprio Moshe para abrir o mar vermelho somente levantou o cajado mas não bateu no mar.

 

Quando Moshe chegou perto da Terra Santa na qual o trabalho principal seria a ação das Mitzvot, Hashem disse para ele falar para a pedra para que a água volte mas ele bateu na pedra para começar já o trabalho da próxima geração, a ação

 

Hashem queria que ele falasse com a pedra para elevar a próxima geração, a geração da ação, ao nível elevado da geração dele, do conhecimento, da fala.

 

Toda aquela geração com Moshe e a “erev rav” tiveram que falecer no deserto e esse é o trabalho de Moshe:

 

Voltar como Mashia’h e elevar toda a “geração do conhecimento”, incluindo a erev rav, por meio do estudo Torá e o cumprimento das Mitzvót, “fala e ação”

 

O Rebe de Lubavitch disse que essa geração somos nós!

 

 

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O casamento do Rebe


O casamento do Rebe

 

Em 14 de kislev (27 de novembro de 1928) o Rebe se casou com a Rabanit Haya Mushka (1901-1988), que era segunda filha do Rabi Yossef Yitzhak.

 

O casamento do nosso Rebe com a Rabanit Haya Mushka aconteceu em Varsóvia, Polônia, na terça-feira à tarde, em 14 de Kislêv de 1928.

 

Centenas de hassidim da Polônia , da Lituânia e da Rússia Branca vieram para o casamento, e também grandes Rebes e grandes rabinos.

 

Logo após o casamento, o pai da Rabanit Haya Mushka, o Rebe Yossef Itzhak, pediu para o jovem casal morar em Berlim que era naquela época a capital intelectual da Europa Ocidental.

 

Em Berlim o Rebe atuou como Tzadik Nistar, um Tzadik oculto. Tudo o que o jovem casal fez em Berlim foi orientado pelo seu sogro. Uma dessas missões ocultas foi o fato de o Rebe ter ido estudar na universidade de Berlim.

 

Rabi Yossef Ber Soloveichik também se encontrava em Berlim naquela época e os dois estudaram na universidade juntos.

 

Rabi Soloveichik contou que o Rebe trazia uma Guemará ou outros livros sagrados nas aulas da universidade, e o colocava o livro  dentro dos livros da universidade.

 

Uma vez um dos professores viu que o Rebe estava lendo um livro judaico no  falta no meio da sua palestra, e disse ao Rebe:- “você pode repetir alguma palavra daquilo que eu disse?” Humildemente, o Rebe se levantou e repetiu a palestra inteira, palavra por palavra!

 

Em 1933 o Rebe teve que deixar a Alemanha por causa do nazismo. Em Heidelberg o Rebe recebeu um diploma de engenharia superior, e de lá o jovem casal se mudou para Paris.

 

Em Paris o Rebe entrou na universidade de Sorbonne e recebeu um diploma de engenharia mecânica, com especialização em engenharia naval.

 

Em Paris o Rebe dava aulas de Guemará, e o rabino Eliyáhu Reichman contou que quando era jovem participava todo dia da aula de Guemará do Rebe.

 

Uma vez, depois da aula, foram à estante do Rebe para ver o livro de Guemará que ele estava usando para dar a aula, e descobriram que o livro do Rebe não era aquela Guemará que o Rebe estava ensinando.

 

Ou seja, para que os alunos pudessem usar a Guemará certa, o Rebe usava outro livro, fingia que estava lendo aquela Guemará, mas na verdade ele estava falando tudo decor!

 

O estudo na universidade de Berlim e Sorbonne ajudou o Rebe a resolver dúvidas halá’hicas que surgiram com a fundação do Estado de Israel nos anos posteriores, problemas halá’hicos que não existiram antes disso, aí entendemos porque o Rebe teve que estudar nesses lugares.

 

Muitos desses problemas foram em relação à frota israelense de navegação. Os capitães dos navios alegaram que um navio com tripulação de judeus poderia viajar no Shabat por motivos de perigo de vida.

 

Sendo que eram problemas de segurança em alto mar, o Rebe era obrigado a ter um diploma de engenharia mecânica e naval de uma universidade renomada para que a sua opinião disse levada em conta pelos responsáveis pela frota.

 

O Rebe publicou que a alegação de que certos trabalhos proibidos poderiam ser realizados automaticamente no navio, e de que o navio não poderia parar no meio do mar, demonstrava não somente a ignorância do capitão do navio em relação aos princípios halá’hicos sobre trabalhos automáticos, mas também uma ignorância total em relação à engenharia naval.

 

Com esses diplomas o Rebe conseguiu convencer os rabinos de Israel a não acreditarem nas justificativas dos capitães dos navios israelenses que tinha outros interesses e se aproveitavam da ignorância do rabinato em relação à engenharia naval para acionar os navios no Shabat e até destilar água do mar para o consumo dos passageiros no meio do próprio Shabat .

 

 

 

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Por que marido e mulher não podem ser iguais?

Rav Moshe Weber explica o que era a caça de Essav:

 

No versículo :- “E amou Itzhak a Essav porque a caça dele estava na sua boca, mas Rifka gostava de Yaakov”. A palavra “caça” geralmente é relacionada ao fato de Essav fazer agrados à seu pai caçando para ele , demonstrando ser um filho prestativo e assim despertando ainda mais o amor natural que o pai já tinha por ele.

 

O Rav Moishe Weber, grande Tzadik que viveu em Jerusalém , explica que a palavra “caça na sua boca” se refere ao próprio Essav que possuía “aprisionada” dentro de si as Almas de grandes Tzadikim que iriam nascer no futuro, como Rabi Akiva e Rabi Meir Baal a Nés entre outros .

 

Itzhak sabia que de Essav iria sair o grande Rabi Akiva e achava que por isso Essav iria fazer Teshuvá. Isso foi o que impulsionou Itzhak a querer dar a Brahá para Essav.

 

A Rabanit Miriam , esposa do Rav Moishe acrescentou:- Se Essav tivesse recebido a Brahá de Itzhak, com certeza Rabi Akiva não seria nem Rabi e até mesmo nem judeu.

 

Por que Rifká pensava diferente?

 

O Zohar nos conta que Itzhak era a Guevurá intensa e Rifka era “Guevurá leve com um fio de Hessed pendente”. Por causa desse ” fio de Hessed” Itzhak não se apaixonou por ela logo que se casou , mas com o tempo o amor surgiu , como está escrito :- “Ele se casou e a amou”. Primeiro se casou e depois a amou .

 

O Zohar nos conta que D’us faz por milagre as pessoas se casarem dessa maneira , uma diferente da outra, como no caso de Itzhak e Rifka , ele Guevurá e ela uma leve guevura com um fio de Hessed pendente, para que um equilibre o outro criando harmonia no mundo.

 

 

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Aprendendo com Yaakov

Nossa Parashá nos pergunta por que Yaacov fez uma promessa condicional para D’us , quando o certo seria fazer o trabalho Divino sem querer nada em troca ?

 

A resposta para isso é:

 

Yaakov não achava que podia confiar em seus próprios méritos e também não estava esperando que D’us o recompensasse pelo fato de ele estar cumprindo as Mitzvot , por isso ele optou por acrescentar coisas que se entendiam além das obrigações básicas da lei judaica .

 

Aparentemente uma coisa assim parece ir contra a ideologia dos nossos Patriarcas .

 

Nossos sábios ensinaram que nossos Patriarcas eram tão dedicados à D’us, a ponto de abrir mão de suas vontades pessoais para fazer o trabalho Divino.

 

Eles são comparados a uma “carruagem” que está totalmente submissa a quem a conduz.

 

Assim como no caso de Avraham, quando D’us pediu para ele que fazer uma ação, um “ato físico” para reforçar sua futura posse da terra , através do seu comprimento e amplitude, pediu para ele se levantar e caminhar pela terra , porque aquela terra seria dada para ele” .

 

Também aqui no caso de Yaacov, D’us compactou fisicamente toda a terra de Israel embaixo de Yaacov enquanto ele dormia para enfatizar a futura posse da terra por seus descendentes.

 

O fato de Yaacov ter “dormido” sob a terra , mostraria que Yaacov iria conquistar essa terra de modo fácil .

 

D’us mostrou para Yaacov que para os descendentes dele essa terra seria tão facilmente conquistada como uma área de 4 amot (2 metros) que era a medida do espaço onde Yaacov dormiu.

 

D’us mostrou para Yaacov que a terra que Ele estava prometendo aos seus descendentes não necessitaria de qualquer esforço para conquista-la , assim como dormir sobre o solo.

 

Ou seja, quando chegar a hora da Gueulá a nossa terra prometida desde o rio Eufrates no oriente até o rio Nilo no Egito será nossa com tanta facilidade como o esforço que alguém precisa fazer para deitar e dormir.

 

Então vamos rezar forte para a Gueulá chegar imediatamente e assim vamos receber com toda a facilidade possível e imaginável a Terra que D’us prometeu aos nossos patriarcas dar para os seus filhos que somos nós.

 

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Mensagem da Parashá www.RabinoGloiber.org

Os fatos por trás do aparente “roubo das Brahot”

 

Adam, o primeiro homem e Hava, a primeira mulher foram abençoados por D’us e a vida no paraíso terrestre era um “verdadeiro Paraíso”.

 

Mas o anjo da morte baixou na cobra que na época tinha forma humana, por meio de trapaça “roubou” deles as bençãos Divinas.

 

O Zohar nos conta que Yaakov tinha a alma do Adam e Essav tinha a alma da cobra. Se Itzhak desse a Brahá, a benção, para Essav, iria causar com que a cobra (Essav) recebesse oficialmente a Brahá que tinha roubado de Adam e Havá.

 

Diz o Zohar que sendo que a cobra tinha tirado a Brahá por trapaça , o único jeito de tirar essa Brahá do poder espiritual da cobra teria que ser também por meio de trapaça .

 

Yaakov não tinha pensado no lado material das Brahot , mas sim na função espiritual que o primogênito receberia que era a de ser o responsável por todo o trabalho espiritual do nosso povo.

 

Yaakov conhecia Essav muito bem e estava consciente de que ser responsável por alguma função religiosa era a última coisa que poderia ser relacionada ao  perfil de Essav, e se isso acontecesse seria uma catástrofe.

 

Sem restar outra opção para fazer isso a não ser a trapaça , Yaakov comprou a primogenitura de Essav em uma hora de aperto para que Essav não fosse mais o responsável pelos assuntos religiosos do nosso povo.

 

A Brahá que foi roubada pela cobra por trapaça agora volta ao seu dono original também por trapaça , único jeito de resgatá-la !

 

Cheiro de “Gan Éden”

 

Quando Yaakov vai receber as Brahot de seu pai que já estava cego, entra fantasiado de Essav vestido com peles de bode recém extraídas e ainda não curtidas (e com certeza ainda com um grande cheirinho de bode).

 

Yaakov ouve do seu pai a seguinte frase:- “O cheiro do meu filho é como o cheiro do campo que D’us abençoou” , referência ao Gan Eden (o paraíso).

 

Parece que Itzchak quis dizer com isso que já entendeu que essa história está cheirando uma continuação do que aconteceu no Gan Éden” entre o Adam e a cobra e por isso deu a Brahá para Yaakov mesmo sentindo que está sendo enganado.

 

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O Beit a Mikdash vai descer quase pronto do Céu

O Beit Hamikdash, o Terceiro Templo

 

Nossos sábios afirmam que o Terceiro Beit a Mikdash, terceiro e último Templo Sagrado, já está construído pelo próprio D’us, e está aguardando o momento da Gueulá quando será materializado na forma física, no seu lugar designado em Jerusalém,  e ele será eterno.

 

Na verdade, existe uma opinião na Guemará de que um “Kohên” (Sacerdote) deve sempre se manter sóbrio, e assim ele está preparado para, de um momento para outro, participar do trabalho sacerdotal do Templo que pode descer pronto do céu a cada instante.

 

Porque quando Mashia’h se revelar, o Templo será restaurado imediatamente e os Kohanim começarão imediatamente a trabalhar nele.

 

O profeta Isaías descreve Mashia’h:

 

“E um espíríto de D’us (profecia) vai pairar sobre ele, um espírito de sabedoria e compreensão… de conhecimento e temor a D’us… ele será dotado extraordinariamente de sentidos que o habilitarão a perceber o bem e o mal nos homens… e com justiça julgará… Tirará (os maus) da Terra com o bastão (a expressão) de sua boca e com o sopro de seus lábios destruirá os perversos.”

 

A isto segue uma descrição da Era: “E o lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito… e o bezerro com o filhote do leão… e uma criancinha os guiará.

 

Eles não causarão dano nem destruição, pois a Terra estará plena de conhecimento de D’us e de Torá, da mesma maneira que as águas cobrem os oceanos.”

 

De acordo com o hassidismo, esta profecia, além de seu profundo significado, deverá ser tomada literalmente.

 

Onde o conhecimento de D’us não somente elevará a humanidade, mas provocará urna completa mudança até no comportamento da vida animal.

 

O profeta Habakúk diz que a poderosa influência do Mashia’h penetrará até nos domínios vegetais e nas matérias inorgânicas: “porque a pedra (se tiver sido roubada) gritará das paredes, e a viga (roubada) do teto lhe responderá (anunciando que haviam sido roubadas e usadas na construção).”

 

Isto será Possível, porque a “Centelha Divina” que se encontra em cada criatura se revelará.

 

Desta forma todos os males serão conhecidos e consequentemente, retificados.

 

Rabi Yossef Yitzhak, o Rebe anterior de Lubavitch nos contou que hoje as coisas inanimadas, como o solo por exemplo, são silenciosas. Você pisa nelas e elas permanecem caladas.

 

Mas virá o tempo em que a coisa inanimada começará a falar e a contar os fatos.

 

Exigirá uma explicação: Porque as pessoas pisaram nele sem pensar ou conversar sobre assuntos da Torá.

 

É um fato que o ser inanimado na verdade sente quando falamos e pensamos sobre a Torá. Mesmo que hoje se encontre silencioso, no futuro relatará tudo.”

 

 

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Rosh Hodesh – primeira parte

Rosh Hodesh

 

O calendário judaico é baseado na Lua. Ela aparece no céu no início de cada mês judaico como um crescente estreito, que gradualmente se torna mais pleno a cada noite, até ficar perfeitamente cheio e redondo, no meio do mês.

 

Então a Lua “encolhe” até desaparecer totalmente por volta do fim do mês, apenas para reaparecer no começo do novo mês.

 

Quando a Lua surge primeiramente como um estreito crescente, é chamada de  “Molad” que é o “nascimento da Lua”( “novilúnio” ).

 

No Shabat antes da Lua nova, anunciamos e abençoamos o novo mês exceto o mês de Tishrei, que é abençoado unicamente pelo próprio D’us.

 

De um Molad ao seguinte passam-se pouco mais de vinte e nove dias e meio, e essa é a duração do mês judaico.

 

Mas sendo que não podemos ter metade do dia pertencendo a um mês e a outra metade ao seguinte, o calendário foi construído de um jeito que às vezes temos vinte e nove dias no mês, e as vezes, trinta, mas nunca mais do que trinta e nunca menos do que vinte e nove.

 

É por isso que às vezes temos somente um dia de Rosh Hodesh que é o início do mês e às vezes dois.

 

Quando temos somente um dia de Rosh Hodesh, significa que o mês que terminou porque tinha somente 29 dias.

 

Quando temos dois dias de Rosh Hodesh, o primeiro dia de Rosh Hodesh  pertence ao mês anterior, ou seja, é o 30º dia do mês que terminou, e o segundo dia de Rosh Hodesh é o primeiro dia do novo mês.

 

Num ano “comum” temos seis meses “cheios”, ou seja, “completos”, que são os meses de 30 dias cada, e seis meses “curtos” de 29 dias, seguindo-se um ao outro (30, 29, 30, 29, etc).

 

Isso nos dá um total de 354 dias no ano judaico. Em certos anos “perdemos” um dia, e em outros “ganhamos” um, fazendo com que o número total de dias num ano seja de 353, 354, ou 355, conforme o caso.

 

As vezes o motivo para isso é para evitar que o Yom Kipur caia numa sexta-feira, ou num domingo, para não se seguirem dois dias de Shabat.

 

A Torá nos diz que Pessa’h deve ser na primavera, considerando-se as estações do hemisfério norte, que é a estação em que nossos antepassados saíram do Egito

 

Portanto, não devemos ignorar o sistema solar que determina as quatro estações do ano que em Hebraico são chamadas de “Tekufot”.

 

O Ano Solar tem pouco menos de 365 dias e meio, enquanto o Ano Lunar tem cerca de onze dias a menos!

 

Portanto, se ignorássemos inteiramente o Ano Solar, nossas festas não seriam na mesma época a cada ano com relação à estação do ano, e iriam atrasar onze dias.

 

Em cerca de três anos, sairiam fora de sua respectiva estação por aproximadamente um mês e em nove anos, por cerca de três meses. Nesse caso Pessa’h não seria mais na primavera, e sim no inverno!

 

Por isso fazemos a sincronização entre o Ano Lunar e o Ano Solar. fazemos essa sincronização adicionando mais um mês de Adar para empurrar o mês de Nissan para frente, para o seu lugar apropriado na primavera. acrescentando um mês a mais a cada dois ou três anos de acordo com a necessidade, e assim o nosso calendário se sincroniza tanto com o ciclo da lua quanto com o ciclo do Sol.

 

 

Rabino Gloiber

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