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Por trás dos bastidores da Meguilá

 

Por trás dos bastidores da Meguilá

 

Pergunta o Zohar: porque aquela geração teve que passar por um susto desses?

 

E a resposta do Zohar é: porque eles tiveram o prazer em participar da festa daquele criminoso que era Ahashverosh, o Rei da Pérsia.

 

Mas esse motivo sozinho, diz o Zohar, ainda não seria o suficiente para justificar um susto dessa proporção.

 

Então o próprio Zohar traz mais um motivo:

 

Aquela geração é a mesma que tinha se prostrado na frente da estátua de Nabucodonosor antes dos persas conquistarem a Babilônia

 

Ou seja, aquela geração tinha uma pendência anterior de ter se prostrado na frente da estátua de Nabucodonosor mesmo sem acreditar nisso, e tiveram a oportunidade de retificar essa transgressão se não tivessem participado da festa que Ahashverosh fez para todos os habitantes de Shushan Habirá

 

Naquela festa Ahashverosh se vestiu com as roupas do Cohen Gadol e distribuiu vinho nos copos de ouro do Beit aMikdash, expressando dessa maneira que a nossa religião é um assunto puramente cultural, somente um folklore, mas que não tem um D’us de verdade que interage com a sua criação dando um prêmio para quem faz o bem e um castigo para quem faz o mal

 

Então aparece um Haman que faz um decreto de morte à todos os judeus que professam a religião judaica colocando todo o nosso povo em uma situação de morrer como judeus ou salvar a própria vida trocando de religião

 

Por trás do decreto de Haman

 

A Meguilá nos conta que em Shushan aBirá havia um judeu, e o seu nome era Morde’hai ben Yair ben Shim’i ben Kish e ele era da tribo de Biniamin

 

Surge a pergunta: Se ele era da tribo de Biniamin, porque ele é chamado de judeu que é alguém que pertence à tribo de Judá?

 

Explica a Guemará que a palavra “Judeu” recai sobre todos aqueles que não se prostram na frente da idolatria, e portanto tanto os Cohanim quanto os Leviim daquela época foram chamados de judeus pelo motivo de professarem a religião judaica e não se curvarem na frente da idolatria, e não pelo motivo de pertencerem à tribo de Judá

 

O Midrash nos conta que Haman, à exemplo do faraó do Egito e de Nabucodonosor rei da Babilônia, se considerou um deus.

 

E por isso Morde’hai não se prostrava na frente dele mesmo sendo isso uma ordem do Rei

 

O Ralbag, um grande Rabino da idade média, nos conta que explicaram para Haman que Morde’hai não pode se prostrar na frente dele por motivos religiosos, por ser judeu, e que por esse motivo Haman decidiu fazer um decreto de morte à todos os judeus, ou seja, à todos os que professam a religião judaica!

 

Mas se um judeu se convertesse à outras religiões, para Haman ele não seria mais judeu, e esse decreto não recairia mais sobre ele

 

O povo de Israel se manteve firme na sua religião mesmo consciente de todas as consequências, sendo que aquele decreto foi feito para todos os 127 países do mundo que naquela época pertenciam ao império persa e não tinha para onde fugir.

 

Ou seja, todos os judeus estavam dispostos a morrer pela nossa religião

 

Diz a Guemará que quando nós fazemos Teshuvá e voltamos a nos comportar de acordo com a Torá, descobrimos que D’us já tinha criado o remédio antes de criar a doença.

 

Ou seja, D’us cria a solução antes de criar o problema, e por meio da nossa Teshuvá Hashem nos revela a solução

 

Antes de Haman fazer o decreto contra o nosso povo aconteceram algumas coisas que somente depois do decreto vimos que aqueles acontecimentos tinham sido milagres sobrenaturais e indispensáveis para a nossa salvação.

 

 

A morte da Rainha 

 

Vashti, a rainha da Pérsia, vinha de uma linhagem real, ela era a neta do rei da Babilônia.

 

Quando Ahashverosh se casou com ela, ele também entrou na família real, e portanto ela era o motivo da sua realeza e a última pessoa no mundo a quem ele teria interesse em prejudicar.

 

 

No sétimo dia do banquete que Ahashverosh fez para os habitantes de Shushan, banquete no qual ele expressou que a profecia do profeta Yermiahu (Jeremias) de os judeus voltarem para Jerusalém depois de setenta anos não aconteceu e portanto esse profeta é falso e esse D’us não existe, ele mandou os sete ministros da Babilônia chamarem a rainha Vashti para mostrar toda a sua beleza no banquete dos homens.

 

Aquele dia era Shabat. A rainha Vashti, uma antissemita diplomada e pós graduada que propositalmente contratava jovens judias para fazer com que elas profanassem o Shabat, e quando elas se recusavam eram obrigadas a desfilarem por toda a cidade nuas e montadas a um cavalo.

 

Essa mesma rainha Vashti é chamada pelo Rei para desfilar totalmente nua no Shabat no banquete dos homens, mostrando que esse D’us que está sendo proclamado nesse mesmo banquete como “inexistente” está interagindo no mundo e fazendo as coisas mais surreais acontecerem como se fossem as coisas mais naturais.

 

 

AShem fez um milagre e a rainha Vashti antes da sua “apresentação” tem uma grave doença estética e não pode se apresentar.

 

Um dos sete ministros, que de acordo com o Midrash era o próprio Haman, aconselhou o rei a matar a rainha por ter desobedecido o rei e ter dado um mau exemplo para o povo.

 

O Rei, ao contrário da sua própria ideologia, manda matar a rainha Vashti, fazendo com que a profecia do próprio profeta Yermiahu sobre a Babilônia que incluía a morte da neta do rei da Babilônia acontecesse.

 

Yermiahu era esse profeta que o rei estava desacreditando no seu banquete pelo fato de o próprio rei ter errado na conta de setenta anos que o profeta Yermiahu fez, e não pelo profeta ter errado.

 

 

Afinal das contas com esse grande milagre sobrenatural que aconteceu sem que ninguém percebesse, o “status quo” mais sólido da época foi destruído abrindo as portas para uma grande mudança.

 

Quando passou a fúria do rei ele teve um grande remorso pelo que fez, por ter matado a sua rainha, demonstrando que tudo tinha acontecido por um motivo superior a própria vontade dele.

 

Vendo a tristeza do rei, seus servos o aconselharam a fazer um concurso de miss universo entre todos os 127 países para encontrar a mulher mais bonita do mundo e se casar com ela.

 

Continua…..

 

 

Rabino Gloiber
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A Parashá da minha vida- Mishpatim

Os Rabinos portugueses de centenas de anos atrás usaram a letra “H” para a transliteração da letra “ח” em Hebraico que equivale a dois erres “rr” em português

 

Na transliteração do hebraico nessa página vamos usar a letra “h” com um apóstrofo ( ‘ ) como dois erres (rr) assim: ‘h e a letra “A” para a transliteração da letra “ה” em Hebraico que tem o som da letra A na língua portuguesa

 

Nossa Parashá nos conta sobre a proibição de se comer carne com leite.

Sabemos que todo animal impuro é considerado impuro porque tem uma alma animal proveniente de três níveis espirituais impuros chamados pela Kabalá de três “Klipot Tmeot”.

 
Nesse caso a impureza é tão grande que não conseguimos elevar o “Nitzutz” (Centelha Divina), a ínfima Kedushá (Santidade) que faz essa Klipá existir.

Esse “Nitzutz” não está revestido na Klipá pelo fato de ela ser uma “Klipá impura”, mas ele dá vida a ela de maneira envolvente sem se revestir nela.

 

Se não houvesse esse Nitzutz do lado bom a klipá não existiria, sendo que AShem(D’us) é a essência do bem e a natureza do bem é fazer o bem.

A coisa ruim só existe enquanto suga a sua vitalidade do lado bom, mas quando esse Nitzutz é tirado da coisa ruim ela não tem mais de onde sugar sua vitalidade e portanto, desaparece.

 

Muitas regras na Torá tem exceção, mas a exceção só pode acontecer se a própria Torá trouxer um versículo que determine essa exceção.

 

No caso de comer uma coisa não kasher por motivos de perigo de vida, a Torá “libera”, ou seja, libera o Nitzutz da comida impura que não teríamos capacidade de liberar em uma situação normal.

 

Se um náufrago judeu se encontra em uma ilha na qual a única coisa que ele tem para comer lá são animais impuros, nesse caso devido ao perigo de vida a Torá libera esses animais impuros.

Por meio dessa exceção de regra, conseguimos liberar o Nitzutz fazendo o lado espiritual ruim desses animais impuros  desaparecer por não ter de onde sugar a sua vitalidade.

 
Em todos os casos de perigo de vida esse fenômeno Kabalistico (de conseguir liberar o Nitzutz de maneira não convencional) acontece.

Tanto no caso do náufrago que teve que comer lagartos quanto no caso do doente que recebeu do médico um remédio não kasher, em todos os casos em que nossa vida é salva dessa forma nossa Alma Divina recebe uma força especial para conseguir liberar o Nitzutz da comida impura.
 

Em uma situação normal, que não é um perigo de vida, não temos essa capacidade de liberar o Nitzutz da comida impura.

Nesse caso, a comida impura nos rebaixa para o nível dela, para o nível das três Klipot Tmeot. Para as três categorias de impureza espiritual, com todas as suas consequências.

 

A carne cozida com leite é o pior problema no assunto de Kashrut.

Essa proibição aparece três vezes na Torá nos ensinando ser proibido para nós, comermos carne com leite, cozinharmos carne com leite, mesmo que não comeremos, e por final, termos qualquer proveito de uma carne cozida com leite mesmo que não fomos nós que fizemos essa mistura.

 
Aqui está se tratando até de uma carne kasher com leite kasher, uma carne que pairava sobre ela uma energia espiritual do lado bom e um leite que pairava sobre ele também uma energia espiritual do lado bom.

Na hora que eles se misturam, essa energia espiritual do lado bom desaparece e lá se revela a maior impureza possível e imaginável do assunto de Kashrut.

 
E A PERGUNTA É:

Se até o próprio porco, que é a “marca registrada” dos animais impuros, se liberta do seu lado impuro quando alguém precisa comê-lo por motivos de perigo de vida, como pode acontecer um caso totalmente oposto que é uma carne kasher e um leite kasher, mas que juntos se tornam a coisa mais não kasher do mundo?

 

Uma carne de animal puro que passou por um abate kasher e o sangue dela foi tirado depois do abate com sal grosso, ou se expeliu quando essa carne estava sendo assada.

 

Como pode ser que depois disso, se ela for cozida com leite, mesmo o leite sendo Kasher, ela se torna o maior de todos os problemas de Kashrut possíveis e imagináveis?

 

A EXPLICAÇÃO DO ZOHAR:

 
Quando AShem trouxe as dez pragas para o Egito, pediu para Moshe fazer uma ação antes de cada uma delas, para que o castigo do tribunal Divino que se encontra em uma dimensão espiritual descesse para o nosso mundo material que é o “mundo da ação”, e por isso Moshe Rabeinu precisou fazer uma ação para cada praga se revelar no Egito.

 
AShem pediu para Moshe bater com seu cajado nas águas do rio Nilo para que ele se transformasse em sangue.

Moshê respondeu que não poderia dar essa cajadada no rio Nilo porque quando Moshe era nenê sua mãe o colocou em uma cestinha impermeável nesse rio e assim sua vida foi salva. Por isso ele não pôde ser ingrato e dar essa cajadada.

Nesse caso AShem poderia fazer com que o rio Nilo se transformasse em sangue sem a cajadada, mas no lugar disso, AShem pediu para Moshe falar para Aharon para ele dar a cajadada, e não Moshe.

A mesma coisa  aconteceu na praga dos piolhos. AShem pediu para Moshe jogar a terra do Egito para cima, e assim começaria a praga dos piolhos.

Moshe disse para AShem que não pode ser ingrato com a terra porque quando ele matou o soldado egípcio que estava tentando assassinar um judeu ele o enterrou na terra para o faraó não descobrir o que ele tinha feito.

Nesse caso também, AShem não fez a praga dos piolhos sem que tivesse uma ação material que sincronizasse a praga com o nosso “mundo da ação”, e pediu para Moshe pedir para Aharon que ele jogasse a terra para cima, e assim a praga começaria.

Diz o Zohar que exatamente isso é o que acontece na mistura da carne com leite.

 

A raiz do leite lá em cima é a Sefirá chamada de Hessed que é a fonte das bondades. A Hessed é representada pela cor branca.

A raiz espiritual da carne, lá em cima é a Sefirá chamada de Guevurá que é a fonte das durezas, a fonte das severidades.

A Hessed sempre limita a Guevurá e nos salva das calamidades que a Guevurá pode nos causar.

Diz o Zohar que quando comemos carne com leite aqui neste mundo estamos fazendo uma ação no mundo da ação, dando a “cajadada” que vai neutralizar a Hessed lá em cima impedindo ela de ser um filtro para a Guevurá.

E quando não há o limite da Hessed, a guevurá desce até o fundo do abismo causando tragédias aqui nesse mundo.

E por isso, diz o Zohar, que todas as comidas de Nabucodonosor, rei da Babilônia, eram compostas de carne com leite, e assim ele recebia suas energias negativas para fazer todo o mal que fazia.

 
Nabucodonosor mandou dar essa comida para o profeta Daniel, que por sua vez subornou o responsável por ele para não precisar comer nada do palácio do rei.

O Zohar nos conta que quando o profeta Daniel foi colocado na cova dos leões, os leões não fizeram nada a ele. O motivo para isso foi o fato de ele não ter comido os derivados de carne com leite que o rei mandava para ele.

 
Diz o Zohar que isso acontece pelo motivo de termos uma aparência espiritual que nós próprios não vemos, mas que os animais conseguem ver.

E se o profeta Daniel tivesse comido a carne com leite que o rei mandava, ele perderia a aparência espiritual de ser humano criado à “imagem e semelhança Divina”, e no lugar disso teria a aparência espiritual do cabritinho, ao qual os demônios também são comparados, e nesse caso os leões o teriam comido.
 

Conclusão: Coma só kasher, você só tem a ganhar!
 

🌻🌻🌻🌻🌻

Nossa Parashá começa com as palavras: “E essas são as sentenças que você vai colocar na frente deles”

 
A Parashá anterior nos contou sobre a entrega da Torá e os de Dez Mandamentos, e aparentemente nossa Parashá está continuando esse assunto com mais detalhes.

 
Mas se a intenção da nossa Parashá é a de nos ensinar as leis judaicas, por que ela usa a linguagem “sentenças” e não “leis”?

 

Sentenças são a consequência dos julgamentos, considerando que a pessoa já sabia anteriormente a lei, tendo sido sentenciada por tê-la transgredido.

 

Sentenças não são o próprio estudo das leis, mas sim a colocação das leis, na prática.

O LADO REVELADO E O LADO OCULTO DA TORÁ

A Torá tem um lado simples e um lado profundo. Quando a linguagem da Torá não se encaixa exatamente no significado simples, ela está nos indicando que por trás disso há algo muito mais profundo.

 
Um exemplo disso é a linguagem, também na nossa Parashá, de “olho por olho, dente por dente, braço por braço, perna por perna, queimadura por queimadura, ferida por ferida”.

Essa linguagem é analisada e explicada, e a conclusão é de que ela quer dizer que a indenização por um olho não é a mesma que a indenização por um dente.

Mas jamais a intenção da Torá seria de que se uma pessoa sem dentes quebrasse os dentes de alguém, estaria isento de punição.

Ou de que alguém que causou a perda de um olho de outra pessoa, tivesse seu próprio olho arrancado, o que provavelmente também poderia causar a sua morte, que não é a penalidade nesse caso.

Então, por que a Torá já não diz diretamente que aqui está se tratando de indenizações?

Por que a Torá não usa uma linguagem direta, mas no lugar disso usa uma linguagem que tem que ser analisada e explicada?

O motivo para isso é que essas linguagens vêm nos indicar grandes segredos que estão por trás delas, como explica o Zohar.

Diz o Zohar que nossa Parashá está nos revelando o segredo das reencarnações, o sentenciamento das Almas, e por isso está escrito que essas são as sentenças que você colocará na frente deles.

A lei do escravo judeu que trabalha seis anos e no sétimo sai livre, representa dois tipos de Alma.

Um tipo de Alma que se reencarna para consertar a si própria, representada pelos seis anos de trabalho que indicam seis Sefirot, seis níveis espirituais que ela tem que consertar.

Outro tipo de Alma que não tem nada para consertar, mas se reencarna para auxiliar os outros a se consertarem, representada pelo sétimo ano, o qual é o ano da liberdade do escravo na Parashá, indicando a Sefirá chamada de Mal’hut.
 

A ESTRUTURA DA REENCARNAÇÃO

 

Quando uma pessoa falece, ou seja, a Alma deixa o corpo e ele se torna um corpo sem vida, devemos enterrá-lo dentro de 24 horas, considerado pela Torá um dia e uma noite.

 

O motivo para isso, é porque talvez tenha sido decretado para ele se reencarnar novamente naquele mesmo dia para o seu próprio bem.

E todo o tempo que o corpo não é enterrado, a Alma não se apresenta na frente de AShem, e não pode entrar em um segundo corpo para uma segunda reencarnação, sendo que não é dado um segundo corpo para a Alma até que seja enterrado o primeiro.
 

O SEGUNDO CORPO

 

O segundo corpo recebe aquela mesma Alma, com o mal que ela fez na reencarnação anterior, e ela deve se refinar nesta segunda reencarnação. Ela deve se separar desse mal ao qual veio ligada.

Conseguimos eliminar esse mal por meio da Teshuvá e do estudo da Torá, estudando as leis do que é permitido e proibido, do que é puro e do que é impuro, do que é adequado e do que é inadequado, e dessa maneira separamos o mal do bem.

E assim, sem o bem para lhe dar a vida, o mal desaparece.

Em último recurso. Se não fizermos Teshuvá (retorno) e estudarmos Torá, esse mal desaparece por meio de sofrimentos relativos ao que fizemos na reencarnação anterior, mas novamente, esse é o último recurso.

E por isso, em relação à reencarnação, a linguagem “olho por olho e dente por dente” está exata.

Se ele causou para alguém na reencarnação anterior a perda de um olho ou de um dente e morreu sem fazer Teshuvá.

Se não corrigir essa pendência de maneira positiva na reencarnação posterior, ele pode chegar a perder o olho ou o dente na prática.

 

O motivo de a Teshuvá, e o estudo da Torá, limparem totalmente as pendências da nossa Alma, sem precisarmos de um castigo adicional pelo que fizemos, é porque a própria reencarnação já é um castigo, e já serve para nos purificar.

Esse é o motivo, diz o Zohar, que vemos às vezes um Tzadik que tem uma vida difícil.

 

Porque talvez ele já tenha estado alguma vez nesse mundo, mas daquela vez ele não foi muito Tzadik, e faleceu assim, sem fazer Teshuvá.

E agora que veio novamente para esse mundo, é cobrado dele o que ele fez da vez passada.

 

Quando  mudamos  de lugar, mudamos o nosso destino para melhor .

A Guemará nos conta que uma pessoa que muda de lugar, muda o seu destino para melhor.

E a fonte dessa Guemará é baseada na história do nosso patriarca Avraham Avinu.

AShem diz para ele deixar a sua terra, e a continuação do assunto, é que AShem fará dele um grande povo, e onde ele morava antes, ele não teria filhos.

Diz o Zohar que uma mudança é considerada uma nova reencarnação.

E por isso, diz o Zohar, quando um Tzadik tem que mudar de lugar para lugar, de uma casa para outra, é como se ele tivesse se reencarnado várias vezes, e sobre isso está escrito no segundo Mandamento “e faz bondade milhares de vezes para os seus amados”.

 
As pessoas ruins, tem direito somente a três reencarnações, três chances de se consertar de maneira positiva.

Se fizerem Teshuvá, o exílio limpa os pecados, e as mudanças de lugar para lugar são consideradas para ele como várias reencarnações, mais do que ele tinha direito, purificando sua Alma mais ainda.

E assim ele chega à perfeição da mesma forma que o Tzadik.

Essa mudança de lugar para lugar, são consideradas uma nova reencarnação e purificam mais um pouquinho a nossa Alma. Pode ser até uma viagem de férias ou de negócios, sendo que nesse caso você não está na sua casa.
 

UMA PESSOA RUIM COM UMA VIDA BOA.

 

Da mesma maneira que existe o Tzadik, que sofre por não ter sido tão Tzadik na reencarnação anterior, existem pessoas que tem uma vida boa agora, por terem sido pessoas melhores na reencarnação anterior.

 
Conclusão:

Aprendemos daqui que devemos sempre estar felizes em qualquer situação, mesmo que nossa situação atual não justifique essa felicidade, e nunca devemos questionar o fato de alguém que se comporta pior do que nós estar tendo uma vida melhor do que a nossa.

Porque  quando estamos felizes sem motivo, AShem nos dá um desconto das pendências anteriores, e nos dá o motivo para estarmos felizes de verdade!

 

Shabat Shalom!
Rabino Gloiber
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A mentira na visão judaica

 

A mentira na visão judaica:

 

Nossa Parashá diz : “Fique longe da mentira”!Se a mentira não é coisa boa, por que a Torá não nos proíbe mentir?

 

E se mentira é coisa boa porque a Torá nos pede para ficar longe dela?

 

Diz o Baal Shem Tov que a mentira é um veneno e de um veneno temos que ficar longe.

 

Mas um médico especialista sabe em que dose o veneno vira remédio e em que overdose ele volta a ser veneno, e sem o veneno não dá para fazer o remédio.

 

O exemplo disso na Torá é Aharon Hacohen que por meio de uma “mentirinha” conseguia fazer as pazes entre marido e mulher e entre duas pessoas que estavam brigadas.

 

Ele era o médico especialista que sabia a dose certa do veneno para salvar as pessoas.Outro exemplo encontramos com Beit Hilel na Mishná.

 

Segundo eles devemos dizer em qualquer casamento que a noiva é bonita e simpática (mesmo sendo ela feia e antipática).

 

Muitos exemplos desse gênero encontramos nos livros judaicos.

 

Por outro lado, nem toda verdade é permitida pela Torá e muitas vezes a verdade é classificada como “leshon hará” (publicar uma coisa ruim sobre alguém) que é uma transgressão da Torá.

 

O mito de que se a coisa é verdadeira fica permitido falar foi refutado pelo judaísmo a ponto de o Hofetz  Haim ter escrito um livro inteiro sobre qual verdade é permitido falar e em que caso , para não ser considerado uma “leshon hará”.

 

Ou seja, uma verdade que quando divulgada pode prejudicar alguém também se torna um veneno!

 

Curiosidade :

 

O ditado “a mentira tem perna curta” provavelmente é de origem judaica.

 

Porque  no hebraico cada uma das três letras da palavra mentira (sheker) tem um pé só (perna curta) enquanto que cada uma das três letras da palavra verdade em hebraico (emet) tem dois pés.

 

Mas na língua  portuguesa não há essa lógica, mostrando que a única base para esse ditado é a língua hebraica

 

Talvez isso seja mais um sinal das origens judaicas dos bandeirantes brasileiros.

 

 

Rabino Gloiber

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D’us faz as coisas boas acontecerem por meio das pessoas boas

Mishpatim

 

A Torá nos conta que a pessoa que matou alguém sem intenção é exilada para uma das “cidades de refúgio”.

A linguagem do versículo é: “ele não teve intenção mas D’us colocou (esse acontecimento) na mão dele”.

Mas porque D’us deixaria acontecer uma coisa dessas por meio dele?

Disse o rei David:- “Como dizia o antigo provérbio, dos malvados sai o mal”.

E aonde a Torá diz que dos malvados sai o mal?

Nesse nosso exato versículo! : “D’us colocou na mão dele”

Ou seja, uma coisa ruim que tem que acontecer, acontece por meio de uma pessoa ruim!

Pergunta Rashi:- Sobre o quê o versículo está falando? Sobre duas pessoas , uma que assassinou sem intenção e outra que assassinou intencionalmente .

Nos dois casos não haviam testemunhas e eles não receberam nenhum castigo.

Então D’us faz com que eles se encontrem em um mesmo lugar.

Esse que tinha assassinado intencionalmente está sentado embaixo de uma escada, esse que tinha assassinado sem intenção sobe na escada e sem querer cai sobre aquele que tinha assassinado intencionalmente matando ele sem intenção na frente de pessoas que testemunham esse acontecimento e ele é condenado à exílio.

Conclusão :

Esse que matou sem intenção é exilado e esse que matou intencionalmente é morto fazendo acontecer o Tikun , correção das almas que agora, depois desse Tikun ficam livres de pendências anteriores.

Diz o Ari Zal que isso pode ser dividido em duas reencarnações:

Na primeira reencarnação ele assassinou intencionalmente e na segunda ele foi morto sem querer, e esse é o conserto e refinamento dessas duas almas.

Essa equação é aplicada a qualquer caso e qualquer coisa determinando uma regra chamada “megalguelim ze’hut al yedei zakai ve’hová al yedei ‘hayav” .

Ou seja, lá de cima fazem uma coisa boa acontecer por meio de uma pessoa boa e uma coisa ruim por meio de uma pessoa ruim.

Muitas vezes uma pessoa boa na reencarnação atual infelizmente tinha sido uma pessoa ruim na reencarnação anterior e carrega essa pendência sem saber, como é o caso que traz o Ari Zal na nossa Parashá sobre um dos inúmeros motivos espirituais pelos quais uma mulher tem um aborto .

É o caso em que nessa reencarnação ou em alguma anterior ela concordou em fazer um aborto não por perigo de vida dela mas talvez por motivos econômicos ou sociais. Essa mulher carrega essa pendência.

Outra pessoa cometeu uma transgressão passível de uma pena Divina chamada “caret” (redução das vida para menos de cinquenta anos) mas ela já estava velha e não tinha como passar por esse “caret”.

Essa pessoa falec. A mulher que carrega a pendência do aborto engravida e o embrião recebe a alma dessa pessoa que precisa receber o caret .

No final ela acaba abortando ele contra a própria vontade causando o “caret” dele e as pendências espirituais dele e dela são eliminadas e essas duas almas são purificadas.

 

Rabino Gloiber

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A Parashá da Minha Vida 🌻 Ytró

 

YTRÓ

 

 

Nossa Parashá nos conta sobre a entrega da Torá no Monte Sinai e começa com as palavras “E ouviu Ytró, sacerdote de Midiã, sogro de Moshe, tudo o que fez AShem (D’us) para Moshe e para Israel seu povo, porque AShem tirou o povo de Israel do Egito.”

 

Por que a Torá nos lembra que ele era o sacerdote de Midiã junto com o fato de ele ser o sogro de Moshe, se na época em que ele se tornou o sogro de Moshe ele já tinha abandonado a idolatria?

 

Quando nosso povo saiu do Egito há mais de 3.338 anos atrás, o mundo habitado se encontrava entre o vale do rio Indo e o rio Nilo. Isso era o mundo inteiro e o resto era floresta virgem.

 

Enquanto o faraó era a maior autoridade civil do mundo, Ytró era a maior autoridade religiosa.

 

Tanto o faraó quanto Ytró tinham reconhecimento internacional, eram temidos e respeitados por todos, e o mundo inteiro alinhava suas escolhas às escolhas deles.

 

AShem (D’us) poderia ter dado a Torá antes, mas esperou até o momento em que o mundo estivesse definido e estruturado.

 

Isso aconteceu na época de Moshe, época em que tanto o Faraó quanto Ytró representavam o mundo inteiro e AShem esperou o reconhecimento deles para nós entregar a Torá no Monte Sinai.

 

Na praga do granizo, o faraó declarou que AShem é o Tzadik e ele e seu povo são transgressores.

 

Ou seja, todo o povo egípcio apoiava totalmente o faraó, e por isso, quando o faraó reconheceu a grandeza de AShem, ele pôde representar também seu povo nesse reconhecimento.

 

Quando o mar vermelho se fechou sobre o exército egípcio e todos os soldados egípcios morreram, AShem (D’us) teve que fazer um milagre dentro de outro milagre para o faraó continuar vivo naquela situação.

 

O principal motivo para isso foi o fato de AShem querer o reconhecimento definitivo do faraó que era a maior autoridade civil do mundo.

 

E sendo que o  reconhecimento do faraó era respeitado por todos os governantes do mundo, assim AShem recebeu o reconhecimento mundial dentro dos padrões civis.

 

Sabemos que quando Moshe se casou com Tzipora, filha de Ytró, naquela época Ytró já havia abandonado todas as idolatrias do mundo e se aproximado de AShem, e por isso ele foi hostilizado pelo seu povo e teve que pedir para suas próprias filhas pastorearem seu rebanho.

 

Quando Ytró ouviu que o povo de Israel saiu do Egito, ele expressou seu reconhecimento definitivo dizendo: “Agora eu sei que AShem é maior do que todos os deuses”, expressando dessa forma que ele é a pessoa autorizada a determinar isso, sendo que ele era a única pessoa no mundo que já havia sido o sacerdote de todos os deuses e, portanto, poderia fazer essa comparação.

 

Nossos Sábios discutem sobre o que ouviu Ytró, e por causa disso decidiu se converter oficialmente ao judaísmo, e no final chegaram a conclusão de que o que  levou Ytró a tomar sua decisão definitiva foi o fato de ter chegado a ele a notícia da abertura do mar vermelho e da guerra de Amalek.

 

A expressão de Ytró foi de que “o que eles fizeram aconteceu para eles”. No caso da abertura do mar vermelho podemos entender isso perfeitamente.

 

Os egípcios assassinaram crianças recém-nascidas jogando elas na água, e no final eles morreram embaixo da água, mostrando a justiça Divina de que quando uma pessoa não se arrepende do mal que fez, ela recebe o castigo de “medida por medida”, o que ela fez é feito para ela.

 

Mas onde vemos o conceito de “medida por medida” citado por Ytró no caso da guerra de Amalek?

 

A Guemará em San’hedrin 99/b nos conta sobre Timná, irmã de Lotan.

 

Timná pertencia à realeza da sua região. Ela queria se converter ao judaísmo e veio para Avraham, Itzhak e Yaacov, mas eles não a aceitaram.

 

Por causa disso, ela optou por ser a concubina de Elifaz, que era o primogênito de Essav.

 

Sendo que ela não conseguiu entrar no judaísmo pela porta da frente, ela entrou pela porta de trás!

 

Diz a Guemará que ela preferiu ser uma concubina dentro do nosso povo, a ser uma princesa dentro de outro povo.

 

O filho dela foi Amalek, e a Guemará explica que esse povo é o povo que mais nos faz sofrer.

 

A Guemará conclui que o motivo para isso é que nossos patriarcas não deveriam afastá-la.

 

Do fato citado, entendemos um detalhe importante no mandamento do extermínio de Amalek.

 

A Guemará nos conta que os netos de Haman, que era descendente de Agag, rei de Amalek, se converteram ao judaísmo e estudaram Torá em Bnei Brak.

 

Daqui vemos que quando um amalequita se converte ao judaísmo ele é considerado exterminado.

 

Em outras palavras, alguém que faz uma conversão verdadeira ao judaísmo, se torna judeu de povo, raça, ascendência e etnia.

 

Ele se torna filho de Avraham Avinu. Se torna judeu retroativamente, um convertido que se converte é como um nenê que nasce, e por isso os netos de Haman foram considerados exterminados, por serem considerados como se tivessem nascido naquele momento.

 

A ascendência deles foi trocada pela nossa. Eles deixaram de existir como Amalek e começaram a existir como filhos e filhas de Avraham.

 

Foi isso que deduziu Ytró quando disse que “o que eles fizeram”, que não aceitaram a existência de Timná no nosso povo, “aconteceu para eles”, os amalekitas não aceitaram a nossa existência.

 

Mas como vimos no caso dos netos de Haman, podemos reverter isso.

 

A diferença entre nós e os outros povos foi identificada por Ytró. Ele viu o “medida por medida” que aconteceu aos egípcios, e viu o “medida por medida” que aconteceu para nós.

 

Percebeu claramente que nós não conseguimos chegar ao nível de maldade deles, nível sem conserto.

 

Mas por mais que um judeu afunde, ele não consegue afundar tanto, e sempre ainda sobra a possibilidade de consertar.

 

🌻🌻🌻🌻

O conserto de Caim

 

A Torá nos conta que Adam e Havá tiveram três filhos e três filhas. Os dois primeiros filhos foram Caim e Hevel (Abel).

 

Diz o Zohar que quando AShem criou o primeiro homem ele incluía a primeira mulher.

 

AShem fez um homem de terra que era um lado homem e o outro lado mulher. Depois disso AShem fez o homem adormecer e separou dele o lado mulher.

 

Adam a chamou de Havá porque ela seria a mãe de todas as criaturas, e com ela ele se casou.

 

Em outros termos, Adam e Havá se casaram consigo próprios, sendo que desde o início eles eram uma só pessoa.

 

Na segunda geração, Cain e Hevel se casariam com suas irmãs, e para isso com Caim nasceu uma irmã gêmea e com Hevel nasceram duas.

 

Diz o Midrash que quando eles tinham quarenta anos, Caim fez um sacrifício para AShem. Uma oferenda de linho que tem como raiz espiritual a Guevurá lá em cima.

 

Caim tinha a intenção de fazer a sincronização com o atributo Divino da Guevurá e fazer com que o mundo se conduzisse dessa forma.

 

Hevel (Abel) fez uma oferenda de lã cuja fonte espiritual é a Hessed.

 

Ele queria fazer a sincronização do mundo com o atributo Divino da Hessed para que esse mundo se tornasse um mundo de bondade, um mundo melhor.

 

Caim assassinou Abel por dois motivos.

 

Para roubar uma de suas duas esposas, que Cain achava que pertencia a ele por direito, e para determinar lá em cima a “linha dura” em todos os assuntos espirituais.

 

Depois desse assassinato, AShem se revelou para Cain e deu a ele sete gerações para retificar sua Alma. Não vimos que isso aconteceu.

 

Na sétima geração Caim foi morto, perdeu aquela oportunidade de se retificar.

 

Diz o Zohar que Batya, a filha do faraó, deu à Moshe o nome Moshe por Divina Providência.

 

A palavra Moshe em hebraico משה contém as iniciais de três nomes: Hevel, Shet e Moshe.

 

Moshe era a reencarnação de Hevel e Shet, e entre os trabalhos que ele veio fazer nesse mundo estava o conserto de Cain.

 

Nossa Alma Divina tem cinco níveis, mas somente três deles se revestem nesse mundo.

 

Diz o Ari Zal que o lado bom da Alma Divina de Cain era maior do que o da Alma Divina de Hevel, mas o lado ruim da Alma de Cain era maior do que o lado bom da alma dele.

 

O contrário disso era Hevel. O lado bom da Alma de Hevel não era tão grande quanto o da Alma de Cain, mas o lado ruim da Alma de Hevel era menor do que o lado bom dela.

 

Ytró era a reencarnação de Cain.

 

Rabi Shimshon de Ostropoli foi um grande cabalista que viveu na Polônia há 400 anos. Ele nos conta que quando uma pessoa morre assassinada, o conserto da Alma do assassino quando não se arrepende do que fez, tem que ser feito “medida por medida” pela pessoa assassinada.

 

Assim, Moshe, que era a reencarnação de Hevel, teve que matar o egípcio que era a reencarnação do nível Nefesh de Cain quando esse egípcio estava tentando fazer novamente o que fez na reencarnação anterior, assassinar alguém para roubar sua esposa.

 

Desse modo, Moshe, consertou “medida por medida” o nível mais baixo da Alma de Cain, o nível Nefesh.

 

Outro motivo que levou Cain a assassinar Hevel, foi para roubar sua função em relação ao trabalho Divino.

 

Kora’h que era a reencarnação do nível Rua’h de Cain. Não só que Kora’h não retificou o que tinha que retificar, mas também tentou assassinar novamente, alegando que Moshe era um falso profeta e consequentemente passível de pena de morte conforme a própria Torá.

 

Moshe disse para Kora’h que se ele não voltasse atrás do que estava fazendo e se eles não se arrependesse do que estava tentando fazer, a terra iria se abrir e ele iria morrer dessa forma.

 

Nossa Alma Divina desce para o mundo com a memória das reencarnações anteriores no seu subconsciente, e por isso Moshe lembrou à Kora’h que a terra iria se abrir paralembrá-lo de como ela se abriu para receber o sangue de Hevel quando foi assassinado e tentar retificar isso sem precisar chegar ao extremo de “medida por medida”.

 

Kora’h não voltou atrás e a terra se abriu para ele. E assim, o nível Rua’h de Cain também foi consertado “medida por medida”.

 

Ytró era o nível mais alto da Alma de Cain, o nível Neshamá.

 

Tzipora era a reencarnação daquela gêmea que foi o pivô do assassinato.

 

Ytró devolveu para Moshe sua esposa Tzipora consertando o que fez Cain.

 

Ytró também se converteu ao judaísmo, aceitando Moshe como o responsável por todos os assuntos religiosos do nosso povo.

 

Ytró também salvou a vida de Moshe com o conselho que deu de dividir o trabalho de Moshe em juízes de 10, de 50, de 100 e de 1.000 pessoas, delegando o trabalho de Moshe para 78.600 juízes, e somente o que eles não conseguiam resolver de forma alguma chegaria até Moshe.

 

Ytró fez a completa retificação da Alma de Cain, uma Alma cujo lado bom era maior do que a Alma Divina do próprio Moshe, Ytró conseguiu refiná-la.

 

Por isso, nossa Parashá na qual AShem nos entregou a Torá não é chamada de “Torá”, mas é chamada de Ytró, nos mostrando que o principal da Torá é colocarmos ela na prática.

 

Shabat Shalom

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D’us tem um prazer enorme em ouvir as nossas rezas

Nossa Parashá nos conta sobre a Shirá, a música que o nosso povo fez para AShem (D’us) quando viram que estavam salvos totalmente dos egípcios.

 

O Maguid de Mezritch nos contou que AShem (D’us) tem um prazer enorme em ouvir as nossas rezas.

 

O Maguid deu um exemplo de um grande Rei que tinha um passarinho que falava e o rei ficava muito alegre em ouvir o passarinho falar.

 

Mesmo que o rei tinha ministros e côrte que falavam com muito mais erudição do que o passarinho, ele ficava muito mais feliz em ouvir o passarinho falar , porque um ser humano falando é uma coisa normal mas um passarinho falando é uma coisa fantástica!

 

Dessa mesma maneira, diz o Maguid, lá encima existem infinitos anjos que cantam muito bonito , mas nós somos o passarinho que fala!

 

Uma Alma Divina dentro de uma alma animal dentro de um corpo material , isso “faz a diferença” lá encima.

 

Então quando rezamos temos que nos lembrar que AShem está prestando muita atenção em cada palavra que falamos, mesmo se falamos um pouco errado, e tem um prazer enorme em nos ouvir.

 

🌻🌻🌻🌻

 

Nossa Parashá nos conta sobre o Man.

 

O povo de Israel saiu do Egito com a comida que eles conseguiram carregar , mas na hora que a comida acabou , nessa hora ela começou a cair do céu !

 

Quando chegaram no “fim do caminho” o mar se abriu e quando a comida acabou ela começou a cair do céu nos ensinando que no judaísmo não existe “beco sem saída” !

 

Uma mãe está sempre cuidando das suas crianças, quanto mais AShem está sempre cuidando de nós e não nos esquece por aí!

 

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O maior de todos os Milagres

 

 

O maior dos milagres da saída do Egito  foi a abertura do mar vermelho.

 

A maior das atrocidades dos egípcios antigos contra nós foi jogar os meninos judeus no rio Nilo.

 

Na abertura do mar vermelho chegou a hora de eles receberem o castigo sobre o que eles tinham feito para nós “midá knegued midá”, medida por medida.

 

Ou seja, o que eles fizeram para nós, D’us fez para eles.

 

Nessa hora acontecem os maiores milagres.

 

Eles se esforçaram e correram para dentro do mar que se fechou sobre eles, mostrando que quando chega a hora de alguém receber um castigo lá de cima AShem não precisa trazer esse castigo até ele, mas ele próprio corre atrás da própria destruição e investe tudo o que pode para que isso aconteça!

 

Por natureza, a água em um lugar tão quente como o Egito escorre para baixo e nunca congela se tornando um túnel, mas na abertura do mar vermelho a água primeiro se transformou em muralhas de uma maneira sobrenatural e depois voltou a ser água sobre os egípcios, independente das condições climáticas, somente milagres!

 

Moshe e o povo de Israel vendo esse milagre tão grande fizeram uma Shirá, uma Tefilá de agradecimento em forma de música, e cantaram ela com muita alegria.

 

Nessa hora o povo inteiro se uniu ,mais um benefício da alegria , “quebra barreiras”

 

Essa Shirá se tornou parte da nossa reza de todos os dias.

 

No sidur do Shlá a Kadosh, Rabi Yeshaiau a Levi, um grande cabalista que nasceu em Praga em 1558, está escrito que temos que ler a Shirá na Tefilá com voz alta e com muita alegria porque assim o nosso povo falou a Shirá nas margens do mar vermelho.

 

E  o principal:

 

temos que imaginar nesse momento como se nós próprios estivéssemos saindo do Egito nesse instante.

 

🌻🌻🌻🌻

 

Está escrito no Zohar que o nosso mundo, o mais baixo, recebe tudo lá de cima, e se aqui em baixo estamos reluzindo de alegria nos sincronizamos com a alegria lá de cima.

 

E por causa disso AShem nos dá aqui em baixo todos os motivos para ficarmos reluzentes de alegria de verdade com muita fartura e prosperidade.

 

Ou seja, quando estamos alegres aqui em baixo trazemos para este mundo a alegria lá de cima e tudo fica bom de verdade.

 

Nossa Parashá nos conta sobre a Shirá que foi a música de agradecimento que nossos antepassados fizeram para AShem por nos ter tirado do Egito e de todos os nossos sofrimentos,

 

Pegamos na Shirá o embalo para essa “muita alegria”, continuamos rezando com “muita alegria” e levamos essa “muita alegria” para todo o nosso dia “contagiando com ela todos à nossa volta, “fazendo a diferença”

 

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Como atrair para você Milagres Sobrenaturais

A Parashá da Minha Vida

🌻 Bô 🌻

 

Milagres tão sobrenaturais como as pragas do Egito só aconteceram uma vez na história.

 

Se tivéssemos o mérito aconteceriam de novo na saída do exílio da Babilônia na época dos persas

 

Mas sendo que não tínhamos todo esse mérito , AShem somente inspirou o rei da Pérsia para nos deixar sair do exílio e construir o segundo Beit a Mikdash

 

Mas milagres sobrenaturais muito maiores do que esses que aconteceram na sua do Egito vão acontecer na Gueulá em breve nos nossos dias!

 

O Ramban, Rabi Moshe Ben Na’hman, foi um grande Tzadik que nasceu em 1194 em Girona na Catalunha .

 

Ele nos explicou que o motivo de AShem ter feito somente uma vez esses milagres tão grandes e sobrenaturais foi para mostrar à todos que AShem dirige e renova o mundo cuidando de cada um de nós de uma maneira especial, não nos abandonando ao acaso.

 

Por meio da lembrança desses grandes milagres nós abrimos os olhos para ver os milagres do dia a dia , e essa é a base de toda a Torá , de vermos que tudo o que acontece na nossa vida são Milagres , e tudo depende das nossas atitudes!

 

Quando cumprimos os mandamentos Divinos, os milagres acontecem!

 

Então, vamos acrescentar no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot e os milagres vão acontecer!!!

 

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A bondade Divina por trás das pragas

Nossa Parashá nos conta sobre as pragas que AShem mandou aos egípcios para nos tirar de lá.

 

Muitas vezes AShem diz para Moshe Rabeinu que vai endurecer o coração do faraó, o que nos dá a impressão de que o “coitadinho” do faraó não é mais o culpado de nos segurar no Egito sendo que AShem endureceu o coração dele, aparentemente tirando dele o livre arbítrio

 

Mas o contrário é o certo, AShem endureceu o coração do faraó para que ele pudesse optar em nos deixar sair da escravidão por própria opção, com seu próprio livre arbítrio!

 

Poderíamos perguntar : Como pode o fato de AShem ter endurecido o coração do faraó fazer com que ele chegue à um verdadeiro livre arbítrio, e para que esse livre arbítrio é tão importante?

 

A primeira pergunta é fácil de responder

 

A praga fez com que o faraó ficasse intimidado e ele poderia deixar o povo de Israel sair do Egito não por causa que AShem pediu, mas por estar amedrontado

 

Para que isso não aconteça, AShem dá para ele uma coragem anormal para equilibrar o medo que a praga causou, e assim ele vai poder dar a própria opinião, por livre arbítrio, sem ser intimidado pela pressão da praga

 

Mas o que importa para nós se o faraó vai fazer teshuvá, se arrepender de nos ter escravizado, e nos deixar sair do Egito por livre e espontânea vontade? Para nós o suficiente é que ele nos deixe sair

 

E ainda mais, o motivo que AShem dá para Moshe de endurecer o coração do faraó é para aumentar o número de pragas para termos o que contar para os nossos filhos no futuro

 

Aparentemente para nós isso não seria necessário, sendo que os milagres que sucederam a saída do Egito como o “poço de Miriam que nos acompanhou durante quarenta anos no deserto provendo água para milhões de pessoas durante todo esse tempo, a comida que caiu do céu e as nuvens que nos protegeram do clima e dos perigos do deserto foram milagres muito maiores do que o granizo que caiu no Egito ou os animais selvagens que o infestaram, e aparentemente já teríamos o que contar para os nossos filhos sem precisar das pragas do Egito

 

E se AShem fez isso para os egípcios verem a grandeza Divina, com certeza ele teria melhores meios de mostrar sua grandeza do que por meio de pragas.

 

A explicação do Rav Ovadia Sforno

 

Rabi Ovadia Sforno foi um grande Tzadik que nasceu e viveu na Itália há 500 anos atrás

 

Ele nos contou que tanto a última praga, quando morreram os primogênitos do Egito, quanto o milagre de o mar ter se fechado sobre os egípcios uma semana depois, foram o castigo que eles levaram pelo que nos fizeram.

 

Isso é a regra Divina chamada de “midá knegued midá”, medida contra medida, colocada na prática

 

Vemos isso também nas palavras de Ytró que quando ouviu sobre a saída do Egito e a abertura do mar vermelho disse que “de acordo com o que eles fizeram eles receberam”

 

Nenhum rei consegue fazer atrocidades se não tem um povo inteiro que o apóie, e o castigo deles por terem participado do projeto do faraó foi perder os filhos na praga dos primogênitos que recaiu sobre todos os egípcios, e os que persistiram no erro e correram atrás de nós depois que já tínhamos saído morreram afogados no mar vermelho

 

Mas as outras pragas, diz o Rav Ovadia Sforno, não foram o castigo deles mas sim fenômenos colossais que vieram como sinais de que se eles não fizessem teshuvá o castigo iria chegar

 

Esses “avisos” aconteceram porque AShem não deseja a morte de uma pessoa por pior que ela seja, mas sim que ela faça Teshuvá, se arrependa das suas maldades

 

E até no caso dos egípcios, AShem não fechou para eles em nenhum aspecto os caminhos da Teshuvá verdadeira, e se eles fossem espertos e voltassem para AShem por amor à sua bondade e temor à sua grandeza, o castigo decretado para eles não aconteceria

 

Essa é a Teshuvá que chega até o “Trono Divino”, voltar para AShem por amor à sua bondade e temor à sua grandeza, ela é a que nos salva e nos dá afinidade com AShem.

 

Mas mesmo se eles fizessem uma Teshuvá mais simples, como escravos em relação ao dono, não por amor à sua bondade e temor à sua grandeza mas somente por temor ao castigo que poderiam receber, até isso já seria bom

 

E por isso, diz o Rav Ovadia Sforno, sendo que AShem deseja a Teshuvá dos malfeitores e não a sua morte, Hashem aumentou o número de pragas endurecendo o coração do faraó para que os egípcios fizessem Teshuvá vendo a expressão da grandeza e bondade Divina por meio desses fenômenos colossais atemorizadores, como está escrito “para mostrar à você a minha força”

 

E junto com isso a intenção Divina era para nós também vermos o que aconteceu lá e despertarmos o nosso temor.

 

E esse é o motivo que AShem dá para Moshe de endurecer o coração do faraó para termos o que contar aos nossos filhos no futuro

 

Ou seja, para nós que vimos o que aconteceu com eles contarmos aos nossos filhos que tudo isso fará AShem com uma pessoa para trazê-lo de volta ao bom caminho, e quando vemos que alguma coisa desse gênero está acontecendo conosco, temos que ser espertos e rapidamente reavaliar nosso comportamento e fazer Teshuvá para não chegar até o final como aconteceu para eles

 

Em resumo, se Hashem não endurecesse o coração do faraó ele sem dúvida nos deixaria sair.

 

Não por motivo de ter feito Teshuvá, de ter se arrependido de, mesmo consciente da grandeza e bondade Divina, ter atuado contra a vontade Divina.

 

Mas por motivo de não conseguir mais suportar o sofrimento da praga, e isso claro, não seria considerado uma Teshuvá

 

Mas se o faraó quisesse se submeter à AShem e voltar para ele por meio da Teshuvá, nada o impediria.

 

Ou seja, o endurecimento do seu coração não tirou dele o livre arbítrio e ele poderia optar por fazer teshuvá a qualquer momento

 

Hashem endureceu o coração do faraó para ele se esforçar em aguentar as pragas e não deixar nosso povo sair de lá simplesmente por causa delas, porque por meio delas os egípcios iriam reconhecer a grandeza e bondade Divina e fazer alguma teshuvá verdadeira

 

Aviso antes das pragas

 

Moshe Rabeinu avisava o faraó antes da praga chegar, mas em três casos ele não avisou com antecedência

 

1- Quando Aharon transformou o pó da terra do Egito em piolhos

 

2- Quando Moshe jogou as cinzas na frente do faraó e elas se transformaram em uma epidemia bulhosa

 

3- Quando Moshe inclinou sua mão aos céus e trouxe a praga da escuridão

 

O motivo para isso é que as nove pragas que serviram como sinais (porque a décima foi castigo) são divididas em três grupos:

 

1- sangue, rãns e piolhos foram sinais que aconteceram por meio dos dois elementos minerais pesados, a terra e a água

 

2- feras, epidemia animal e epidemia geral foram sinais que aconteceram por meio dos animais

 

3- granizo, gafanhotos e escuridão foram sinais que aconteceram por meio do espaço aéreo

 

A cada duas pragas de cada categoria Moshe avisava com antecedência e a terceira acontecia sem aviso prévio

 

No começo da terceira categoria de pragas que foram os sinais que aconteceram no espaço aéreo do Egito, Moshe avisa o faraó que dessa vez AShem vai mandar todas as pragas ao “coração” do faraó, da sua corte e do seu povo.

 

Essa expressão nos indica que as pragas das duas primeiras categorias, quando terminaram o medo passou

 

Mas essas, dessa próxima categoria vão deixar eles traumatizados para o resto da vida.

 

Cada uma dessas próximas pragas vai ficar no coração, no sentimento de cada um, o medo de cada uma delas vai continuar também depois de elas passarem

 

Como vemos, até aqui AShem vai revelando para eles gradativamente seu poder dentro da natureza, cada vez com mais intensidade.

 

Mas em relação ao sobrenatural AShem só mostrou isso para eles no mar vermelho quando se revelam coisas como o Anjo de AShem , a coluna de nuvem e a coluna de fogo, que a realidade dessas coisas era totalmente sobrenatural

 

Rabi Ovadia Sforno nasceu em cesena, uma cidadezinha bem pequenininha no norte da Itália, e teve que se mudar de lá por causa dos anti-semitas.

 

Fora o fato de ter sido um grande erudito da Torá , também estudou medicina

 

Morou em Roma em uma época em que ao mesmo tempo que Portugal e Espanha passavam pelo pico da inquisição em Roma não só que o Papa tinha afeto pelos judeus mas até deixou editar lá o Talmud e deu aos judeus de Roma direitos de cidadania iguais aos não judeus.

 

No final ele teve que deixar Roma por motivos financeiros e depois de ter morado em várias cidades da Itália mudou-se para Bologna e de lá divulgou seus conhecimentos para

todo o mundo

 

Rabino Gloiber

 

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Os nomes de D’us

Na nossa Parashá D’us diz à Moshe que se revelou aos patriarcas com o nome de E-l Sha-dai (falamos Kel Shakai para não falar um nome de D-us em vão) e seu nome Y-H-V-H (o que chamamos de AShem que quer dizer “o Nome”) não revelou para eles.D’us está acima de todos os nomes, o que chamamos de “extrema simplicidade”, mas mesmo que sua essência está acima de todos os nomes, mas no lugar aonde você encontra a sua grandeza você encontra a sua humildade.

 

Por isso ele desce ao nível dos receptáculos das dez Sefirot de Atzilut e lá é chamado de E-L (Kel) na Sefirá da Hessed e Elo-him (Elokim) na Sefirá da Guevurá , em cada aspecto de revelação ele é chamado com um nome diferente.Quando a revelação Divina é diferente , queremos dizer com isso que o comportamento Divino em relação ao mundo também é diferente.

 

Rabi Avraham Ben Meir Ibn Ezra foi um grande Tzadik que nasceu na Espanha no século 11 , fugiu dos árabes que perseguiram os judeus e viveu uma vida de muitas e longas viagens divulgando a Torá por muitos lugares.

 

Ele nos explicou que existem três níveis de comportamento Divino diferentes :Quando D’us é chamado de Elokim (trocamos a letra h pela letra K porque esse é um dos sete nomes de D’us que não podem ser apagados e nem falados em vão) isso quer dizer que Ele está atuando somente de acordo com as leis de natureza , dirigindo o mundo por meio de um sistema astrológico que aciona toda a natureza não levando em conta as nossas ações sendo elas boas ou não. (dentro disso os astrólogos antigos conseguiam saber antecipadamente certas coisas que iriam acontecer sendo que esse comportamento Divino independe das nossas ações)

 

Quando D’us é chamado de Kel Shakai (novamente trocamos a letra h pela letra K porque esse é um dos sete nomes de D’us que não podem ser apagados e nem falados em vão) isso quer dizer que Ele está atuando de maneira sobrenatural mas totalmente dentro da natureza.Nesse nível ele está levando em conta nossas ações e fazendo a natureza agir à nosso favor quando nos comportamos bem (e o contrário está subentendido) , nos fazendo verdadeiros milagres mas totalmente revestidos na natureza, e esse foi o comportamento Divino com os Patriarcas.

 

Nesse nível de revelação D’us pode prometer milagres sobrenaturais mas eles ainda não acontecem na prática , e por isso nosso patriarca Avraham até o túmulo da própria esposa teve que comprar por uma exorbitância mesmo que AShem tinha prometido à ele aquela terra.

 

Quando D’us é chamado de Avaie [Y-H-V-H] (vamos falar AShem), isso quer dizer que Ele está atuando de maneira sobrenatural , surreal com milagres revelados que não tem nenhuma conexão com a natureza como no caso das dez pragas ,(mesmo aquelas que superficialmente parecem naturais tem um fundo totalmente sobrenatural) Esse comportamento Divino não depende de nenhuma forma das nossas ações boas ou não mas sim da nossa origem.

 

Esse nível de revelação é específico para o povo de Israel, como o próprio D’us diz para Moshe que vai cumprir o que prometeu à Avraham , ou seja , recebemos os milagres sobrenaturais no Egito porque éramos descendentes de Avraham.

 

Não pelo nosso próprio mérito mas sim pela essência de sermos judeus que é relacionada à nossa Alma.

 

Conclusão: hoje que se passaram mais de 3335 anos da saida do Egito vimos que o único povo que saiu de lá dessa maneira sobrenatural fomos nós.

 

Mesmo que o continente africano sempre foi cheio de genocídios interpopulacionais e muitos povos tiveram que fugir de um lado para o outro, e com certeza a Divina providência levou em conta as ações de cada um e o comportamento Divino é “midá knegued midá”Mas milagres sobrenaturais como o rio Nilo se transformar em sangue ou uma grande rã dar origem à milhões de rãs que entravam nos fornos , contrário da natureza animal, ou a terra se transformar em piolhos, isso só aconteceu por causa de nós.

 

Não por causa das nossas ações mas por causa das nossas almas judias. AShem atendeu aos gritos do nosso povo para antecipar os milagres sobrenaturais que já estavam prometidos .

 

O mesmo acontece agora que estamos antes da Gueulá, nossa Redenção final .

 

Até agora os milagres do Egito tinham sido os maiores e mais surreais que a humanidade já presenciou, mas a nossa Gueulá vai colocar os milagres do Egito em segundo plano de tão sobrenaturais que vão ser.

 

Então pra que esperar , vamos fazer como os nossos ancestrais no Egito e gritar, pedir para AShem nos tirar do exílio já!

 

 

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Dar os nossos gritos agora e antecipar para imediatamente os maiores milagres sobrenaturais que o mundo nunca viu!!

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