Nossa Parashá nos conta sobre as últimas pragas do Egito.
A História do povo de Israel no Egito começa com Yossef que não só salva o Egito da maior crise internacional mas também o transforma na maior potência mundial .
Os egípcios antigos, não só que não nos agradeceram por termos feito do Egito o país mais rico do mundo, mas ao contrário, disseram que nós éramos como “espinhos nos olhos deles”.
E sendo que um país rico da época antiga precisava de muitos escravos, nós , que causamos toda essa riqueza , fomos os escolhidos” para sermos esses muitos escravos!
Como pode um acontecimento histórico ser tão absurdo e ilógico?
O Ari a Kadosh explica que sendo que as almas do povo de Israel no Egito eram a reencarnação da geração do dilúvio, da torre de Bavel e de Sodoma e Gomorra, tínhamos que passar por esses sofrimentos para retificar as nossas almas daquelas pendências anteriores.
E por isso não adiantou trazermos a prosperidade ao Egito, porque sem eles saberem essa pendência espiritual foi o que fez com que eles nos escravizarem contra a lógica.
Depois que nossas Almas por meio dos sofrimentos ficaram puras e refinadas de todas as pendências anteriores, não só que os egípcios nos deixaram sair, mas ainda nos ajudaram, nos deram jóias de ouro, prata e roupas caras .
E o mais absurdo foi o jeito com que isso aconteceu!
Todos no Egito sabiam que quando Moshe avisava que iria acontecer uma praga, a praga acontecia.
Moshe avisou que iria ter uma última praga onde morreriam os primogênitos. Todos sabiam que isso iria acontecer, que um filho em cada família morreria.
As mulheres egípcias costumavam “brincar” com os filhos das amigas, engravidavam deles e pensavam que era do marido.
Ou seja, muitos filhos em uma casa eram primogênitos sem que eles ou os próprios pais soubessem.
Na meia noite, quando aconteceu a praga dos primogênitos, muitas crianças morreram em cada casa , e todos sabiam que o motivo disso eramos nós.
Nessa exata hora fomos para as casas dos egípcios, batemos na porta e dissemos :- Estamos indo fazer uma festa no deserto e não é bonito irmos assim para a festa, com essas roupas pobres…e sem jóias….
Nessa hora que nós, os “culpados” por todas essas mortes, entramos nas casas dos egípcios comunicando que precisamos de roupas caras e jóias para fazermos uma festa, nessa hora os egípcios deveriam nos chamar de “espinhos nos olhos”, mas aí aconteceu exatamente o contrário!
Nessa hora eles ficaram cheios de amor e carinho por nós e nos deram jóias e roupas caríssimas, e só depois que fomos embora com beijos e abraços eles foram enterrar os filhos.
Daqui vemos que o relacionamento dos povos do mundo com o nosso povo não têm nenhuma conexão com o que fazemos para eles mas sim com o que fazemos para D’us.
Tem a ver somente com as pendências espirituais atuais ou anteriores das nossas Almas.
Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
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