Author page: Rabino Gloiber

A Parashá da Minha Vida 🌻 Shemot

Shemot

 

Nossa Parashá nos conta sobre o exílio do nosso povo no Egito.

 

O Zohar compara esse exílio e a saída dele, aos nossos exílios posteriores.

 

O profeta Yeshaiahu (Isaías), descreve a saída do Egito como algo que AShem (D’us), fez com a maior facilidade.

 

As guerras antigas no Oriente Médio eram feitas por meio de cavaleiros montados em cavalos. O profeta Yeshaiahu (Isaías) traz um exemplo para facilitar o entendimento desse assunto:

 

Ele descreve a revelação Divina no Egito como estando AShem “montado em uma nuvem leve” no lugar do cavalo.

 

Após descrever com que leveza AShem se revelou no Egito, ele descreve que todos os ídolos do Egito se balançaram na frente dele.

 

Nos mostrando que AShem não precisa fazer nenhum “esforço” para destruir até mesmo as superpotências mundiais.

 

O Zohar explica que todos os governantes mais poderosos do mundo e também todos os seus povos inteiros são considerados como nada diante de AShem, como diz o profeta Daniel: “E todos os habitantes da Terra como um nada são considerados”.

 

Mesmo que a nossa saída do Egito tenha acontecido por meio de pragas enormes e de maneira sobrenatural, tudo isso é descrito pelo profeta como um “cavalgar em uma nuvem leve”.

 

Mostrando que AShem, não precisa de qualquer esforço para destruir mesmo as maiores potências mundiais.

 

O que motivou AShem a se revelar pessoalmente para destruir o Egito, se ele poderia fazer isso por meio de um Anjo ou por meio de qualquer outro fator?

 

Diz o Zohar que o motivo para isso é que AShem é comparado ao Rei, e nós somos comparados à Rainha.

 

Por isso o Rei fez questão de vir pessoalmente salvar a Rainha, a fim de demonstrar o seu grande amor por ela.

 

Dessa mesma forma, AShem vai se revelar no final do exílio de Edom que é o nosso exílio atual.

 

Mas sendo que esse nosso exílio atual foi mais longo do que os anteriores, e o nosso sofrimento foi mais intenso, a honra que o Rei dará para a Rainha dessa vez será muito maior, e a revelação Divina acontecerá com muito mais intensidade.

 

Em nossa redenção final, que já está para acontecer, além de o Rei vir pessoalmente salvar a Rainha em honra a ela, ele também mostrará a sua força ao mundo, porque isso enobrece ainda mais a Rainha.

 

Na redenção da Babilônia, quando as tribos de Yehudá e Beniamin saíram do exílio e construíram o segundo Beit a Mikdash, os milagres sobrenaturais não aconteceram a ponto de precisarem da autorização do rei da Pérsia para construir o Beit a Mikdash.

 

O motivo para isso foi que aquela redenção não era uma redenção final, sendo que as dez Tribos perdidas continuaram perdidas.

 

E também o comportamento do nosso povo naquela época não justificou que grandes milagres fossem feitos porque estavam em processo de assimilação entre os povos locais.

 

Diferente do Egito onde a redenção naquela época aconteceu para todo o nosso povo e eles estavam bem diferenciados dos egípcios, como está escrito: “O povo de Israel entrou no Egito” e “O povo de Israel saiu do Egito”.

 

Mas no exílio de Edom, nosso exílio atual, AShem quer revelar a Sua honra no mundo.  Levantar a Rainha definitivamente e tirar dela todos os vestígios de que um dia ela estava exilada.

 

Isso inclui a volta das nossas dez tribos perdidas e também a volta dos descendentes de todos os judeus que se assimilaram entre os povos do mundo por causa das cruzadas e da inquisição.

 

O estado de Israel e a nossa redenção final

 

O atual estado de Israel não está nos critérios mencionados acima, e não representa nem a nossa redenção final e nem o começo dela.

 

Israel é uma grande comunidade judaica no oriente médio, a segunda maior comunidade judaica depois dos Estados Unidos e nada mais do que isso.

 

O local onde será construído nosso futuro Beit a Mikdash, o Templo Sagrado de Jerusalém,  atualmente é um patrimônio tombado da Unesco que não permitiria ao governo de Israel construir lá o nosso futuro “Templo Sagrado de Jerusalém”.

 

A região de Israel chamada de Judéia que por causa dela somos chamados de Judeus, sempre foi a região mais importante do nosso país.

 

Herança da tribo de Judá onde estão tanto o espaço onde estiveram no passado o primeiro e segundo Beit a Mikdash e nele será construído o nosso terceiro Beit a Mikdash, quanto o lugar onde se encontram os túmulos dos patriarcas do nosso povo.

 

Os povos do mundo nos tiraram o direito de anexar essa região ao estado de Israel e também pressionaram o estado de Israel para transformar a Judéia em autonomia Palestina, e hoje o status internacional da Judéia é o de “território ocupado”. Ocupado por quem? Pelos próprios donos do lugar que somos nós!

 

O “PARTO DA GUEULÁ”

 

Diz o Zohar: “Coitado de quem estiver vivendo na época em que acontecer a nossa redenção final”.

 

Coitado de quem estiver contra nós, quando acontecer a profecia do profeta Yeshaiahu (Isaías ) que diz:

 

“Abane o pó, levante e venha sentar no seu trono Yerushalaim (Jerusalém), tire as correntes que estão prendendo o seu pescoço”.

 

Quem é o rei e o povo que poderá desafiar AShem nessa hora? Pergunta o Zohar.

 

O Zohar também nos explica que o fato de os ídolos do Egito terem caído frente a mínima revelação Divina, foi devido à anulação lá em cima dos anjos do lado impuro que eram responsáveis pelas forças ocultas da idolatria egípcia. Esse foi o motivo de elas desaparecerem aqui em baixo.

 

E assim também vai acontecer em breve na nossa Gueulá, só que em uma intensidade infinitamente maior.

 

De todo lugar onde fomos exilados, AShem vai nos tirar. E não só isso, mas AShem também vai cobrar daqueles povos o mal que eles fizeram para nós.

 

Os descendentes dos judeus, que estão misturados com esses povos, incluindo nossas dez tribos perdidas, vão ser redimidos e aqueles povos que nos fizeram o mal serão castigados por terem nos maltratado.

 

Da mesma maneira que as gerações que causaram o dilúvio, fizeram a Torre de Bavel e Sodoma e Gomorra, se reencarnaram como o nosso povo no Egito para receber a sua retificação, assim também vai acontecer para aqueles povos que nos fizeram o mal, mesmo que esse mal foi feito no passado e eles já não estão mais vivos.

 

Eles pessoalmente se reencarnarão e estarão presentes na última geração. Eles próprios receberão o castigo que está decretado para eles, sendo que os filhos não pagam pelos pecados dos pais.

 

E esses povos são os portugueses e espanhóis que viveram na época da inquisição, os ingleses, franceses e alemães que viveram na época das cruzadas, os romanos da época da destruição do segundo Beit Hamikdash, os babilônios da época da destruição do primeiro Beit Hamikdash e os assírios da época da destruição do reino de Israel, que era o país das nossas dez Tribos perdidas.

 

Eles vão se reencarnar no meio dos nossos inimigos e não necessariamente como Assírios e babilônios ou portugueses e espanhóis.

 

Nem precisamos falar sobre o que passamos na Europa desde a época do império romano  os alemães que fizeram o holocausto e os europeus que ajudaram eles a nos exterminar, até o antissemitismo moderno em todas as suas diversas expressões.

 

Todos eles vão se reencarnar na última geração que é a nossa geração, e pessoalmente irão desafiar o Mashia’h com seus exércitos e assim receber o castigo pelo mal que nos fizeram em todas as épocas. Ou seja, eles já estão aqui em idade adulta!

 

E da mesma forma que Moshe Rabeinu (Moisés, nosso mestre) não precisou de um exército para lutar contra o faraó, o Mashia’h também não vai precisar de um exército para lutar contra esses povos.

 

Porque AShem vai lutar por ele, e com muito mais intensidade do que qualquer bomba atômica poderia ter.

 

Porque eles são a reencarnação daquelas pessoas que nos fizeram o mal durante todos os nossos mais de 3.300 anos de história.

 

O Zohar dá ênfase no castigo que esses povos vão receber, comparando a nossa redenção final à saída do Egito dizendo:

 

Se até os egípcios que nos receberam entre eles e nos deram a melhor parte do seu país que era a terra de Goshen.

 

E mesmo que nos maltrataram no exílio não desceram ao nível de roubar os nossos bens. Não roubaram nosso dinheiro e nem a terra que eles nos deram.

 

Mas por terem nos maltratado no exílio foram julgados pelo tribunal Divino e receberam todas aquelas pragas.

 

Quanto mais os Assírios, os babilônios e os romanos que vieram nos atacar sem motivo.

 

Nos assassinaram, roubaram nossas terras e nossos bens e nos exilaram em todos os cantos do mundo.

 

Por isso, na Gueulá final AShem vai revelar a Sua honra em sua maior intensidade, e o castigo que eles receberão será muito maior do que o que receberam os egípcios antigos.

 

O Rebe deixou claro que nós somos essa última geração, nós somos a geração da Gueulá.

 

E nós próprios veremos os milagres que vão acontecer em breve em nossos dias que serão infinitamente maiores do que aqueles que aconteceram no Egito, como dizem nossos Sábios:

 

Os milagres da Gueulá serão chamados de milagres relativos a milagres.

Ou seja, imagine o nosso povo atravessando o Mar Vermelho como se fosse uma coisa normal, e Moshe dizer para eles que daqui a pouco vão acontecer milagres!

 

Esses milagres têm que ter uma intensidade tão grande, que em relação a eles qualquer milagre sobrenatural que aconteceu antes disso não seria mais chamado de milagre!

 

Por isso, diz o profeta Ye’hezkel, na Gueulá futura, brevemente em nossos dias, AShem (D’us) vai se revelar em tal nível de grandeza que causará o reconhecimento do mundo inteiro.

 

 

Shabat Shalom 🌻

Rabino Gloiber

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O motivo dos nossos sofrimentos

No final da nossa Parashá nosso povo se espalha pelo Egito a procura de palha para conseguir trazer a cota de tijolos decretada pelo faraó.

 

Esse decreto de “amargaram nossa vida com cimento e tijolos” já é citado no começo da Parashá

 

A regra da Torá é de que para uma coisa ser decretada aqui embaixo, primeiro ela tem que ser decretada lá em cima.

 

O motivo desse decreto ter acontecido aqui em baixo foi o fato de aquela geração que causou o dilúvio ter se reencarnado posteriormente para consertar o que fez de errado, e no lugar disso fizeram a Torre de Babel para provar cientificamente ao mundo que D’us não existe e consequentemente é permitido fazer qualquer coisa ruim sendo que D’us não dirige o mundo e não nos dá nenhum castigo por nossas más ações.

 

O Anjo Gavriel fez com que eles começassem a falar setenta línguas diferentes para se espalharem e pararem de construir a torre.

 

Naquela época eles não receberam nenhum castigo pelo que fizeram sendo que teriam ainda uma chance de retificação de maneira positiva

 

Essa chance aconteceu na época de Sodoma e Gomorra. Eles se reencarnaram novamente e se tornaram os “simpáticos” habitantes daquela região, conheciam o seu criador mas optaram por agir contra ele.

 

Agora que eles se reencarnam no Egito, o faraó faz o decreto dos “trabalhos forçados”, dando o trabalho dos homens para as mulheres e o das mulheres para os homens, novamente a coisa ruim que vem nos purificar acontece por meio da pessoa ruim, o faraó.

 

No começo da Parashá aparece o decreto de amargurar a nossa vida por meio de cimento e tijolos, e no final a Parashá conta que nosso povo teve que se espalhar pelo Egito inteiro por causa desses tijolos.

 

Nos indicando assim o final do conserto dessas Almas e o começo da sua redenção, sendo que o fato de eles terem se espalhado também aconteceu no final da história da torre de Bavel que eles estavam agora retificando.

 

Antes de uma criança nascer, a mãe sente dores que não sentiu durante toda a gravidez. Aqui também, sendo que a retificação dessas Almas terminou e a redenção delas vai começar, os sofrimentos ficaram maiores, nos mostrando que a saída do Egito agora está na porta!

 

Tudo que vimos anteriormente é uma regra geral da Torá e se aplica também à cada um de nós na nossa vida particular.

 

Cada um de nós passa nesse mundo por sofrimentos relativos ao que fizemos nas reencarnações anteriores como aconteceu com o povo de Israel que nasceu no Egito, e quando esse processo chega ao seu final, o sofrimento fica um pouco maior. Vamos chamar isso de “dores de parto”.

 

Por isso não devemos nos desanimar quando passamos por algum sofrimento, e principalmente quando esse sofrimento aparenta ter aumentado um pouco, sendo que isso é a maior prova de que ele já está para terminar.

 

Rabino Gloiber

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Por que o nosso exílio foi especificamente no Egito?

Nossa Parashá nos conta sobre a descida do nosso povo ao Egito que começa com a descida de Yaakov e seus filhos

O Ari Zal nos conta que até a época de Yaakov nosso povo não pôde se formar devido ao nível espiritual em que nossas Almas se encontravam, como está escrito mais para frente: “tirar um povo de dentro de outro”.Ou seja, eles estavam em um nível espiritual tão baixo que são comparados ao povo de onde saíram

No Egito começou o conserto do nosso povo, começando pelos filhos de Yaakov e se estendendo à sua descendência

O povo de Israel ficou 210 anos no Egito, dentre eles 130 eram para o conserto das Almas Divinas que Adam Harishon trouxe ao mundo nos 130 em que que esteve separado de Havá e se relacionou nesse período com duas demônias .

Nessas relações ele trazia Almas Divinas de um nível muito alto chamado de “Daat”, e por não existir uma mulher material nessas relações, aquelas Almas Divinas se revestiam em corpos de demônios criados pelas próprias demônias com quem ele se relacionou

Posteriormente essas Almas Divinas nasceram como seres humanos, e se tornaram uma geração na qual por suas atrocidades causaram o dilúvio mas morreram felizes antes do dilúvio, e aqui na nossa Parashá esses grandes criminosos nascem como doces crianças judias no Egito e são jogados no Rio Nilo pelo decreto do faraó.

Dessa maneira essas Almas Divinas chegam ao seu conserto, e depois de 130 anos de exilio no Egito, anos que são relacionados à descida daquelas Almas da época em que Adam se separou de Havá, Moshe Rabeinu nasce, e quando é colocado no Rio Nilo o decreto do faraó termina, porque a retificação dessas Almas já terminou

Aquelas Almas também tinham passado por uma reencarnação aonde eles construíram a torre de Bavel, e por isso na nossa Parashá o faraó escraviza nosso povo para construir Pitom e Ramsés

A regra Divina é de que D’us faz acontecer as coisas boas do mundo por meio das pessoas boas e as coisas ruins por meio das pessoas ruins.

As coisas ruins pelas quais passamos purificam nossa Alma, mas isso não as transforma em coisas boas e nem a pessoa que a fez em pessoa boa, mesmo tendo causado para nós ocultamente um bem imensurável

Por isso o faraó foi escolhido lá de cima para nos fazer todos esses sofrimentos, sendo que ele ganhou lá em cima o “concurso Divino” de “pessoa ruim da geração”, incluindo o grande  “prêmio”, ou seja, o grande castigo que ele levou mais futuramente por ter nos causado todo aquele sofrimento.

Mas a Parashá termina com a promessa Divina da nossa Gueulá. Com a promessa Divina de que sairemos do Egito definitivamente.

Rabino Gloiber

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🌻🌻🌻🌻

Reconhecimento humano e reconhecimento Divino

 

Nossa Parashá nos conta que “O rei do Egito conversou com as parteiras judias e o nome de uma era Shifra e o nome da outra era Pua… ”

 

Essa linguagem por mais linda que seja não é a linguagem usual da Torá e isso nos indica que por trás dela existe um ensinamento oculto.

 

Geralmente a Torá chama qualquer rei do Egito de Faraó, e porque nesse caso o versículo usa o termo de “rei do Egito”?

 

As parteiras judias se chamavam Yoheved e Miriam, e porque o versículo diz que o nome de uma era Shifra e o nome da outra era Pua?

 

Rashi explica que Yoheved era apelidada de Shifra porque ela cuidava extremamente bem de cada criança que nascia, “melhorava” a criança.

 

A filha de Yoheved, Miriam, foi apelidada de Pua porque ela conversava com as crianças recém nascidas para acalmá-las.

 

As pessoas chamavam Yoheved e Miriam de Shifra e Pua lembrando a bondade que essas parteiras tinham no seu coração e se dedicavam ao seu trabalho com muito amor e carinho.

 

O faraó era conhecido pela sua imensa crueldade e com certeza não importava para ele que Yoheved cuidava bem dos recém nascidos e Miriam conversava com eles para acalmá-los.

 

Ele às chamou para lhes dar a ordem de assassinar os meninos recém nascidos, então porque ele às chamou pelo apelido que enfatizava as suas boas qualidades?

 

A estratégia do Faraó

 

Rav Moshe Weber foi um grande Tzadik que viveu em Yerushaláim na época que eu cheguei lá.

 

Ele me contou que por trás dessa linguagem se oculta a estratégia que o faraó tentou usar para persuadir essas duas mulheres extremamente boas à se tornarem duas grandes assassinas: a “estratégia do reconhecimento”.

 

Em primeiro lugar elas são convidadas pelo “Rei do Egito”, a pessoa mais importante do país mais importante, a mais alta autoridade da maior potência do mundo.

 

Lá elas recebem o reconhecimento do próprio Rei pelo maravilhoso trabalho que estão fazendo a ponto de terem recebido do povo os títulos lo de “Shifra” e “Pua” que agora serão reconhecidos e oficializados pela mais alta autoridade do país, pelo próprio Rei que às chama por esses nomes.

 

A intenção do Faraó era de que por meio disso essas pobres mulheres aparentemente tão discriminadas por não pertencerem à elite da sociedade egípcia, ficariam repletas de orgulho de si próprias e fariam de tudo para nunca perder esse reconhecimento, o “prêmio Nobel” das parteiras!

 

Agora elas estavam prestes a entrar na história! Finalmente se tornariam pessoas importantes!

 

Estando cheias de orgulho elas estariam dispostas a fazer tudo para não abrir mão desse “poder” que receberam por meio do reconhecimento oficial do faraó, estariam dispostas a fazer qualquer coisa para que o faraó não ficasse decepcionado com elas, o que poderia fazê-las perder esse reconhecimento e voltarem a ser as simples parteiras que sempre foram.

 

A proposta do Faraó

 

Depois de “amarrá-las” por meio desse “reconhecimento oficial”, o faraó faz para elas a proposta de elas se tornarem as heroínas do povo.

 

A proposta é : “Quando vocês fizerem o parto das mulheres judias, vejam na hora do parto, se é um menino vocês devem matá-lo, se é uma menina devem fazê-la viver.

 

Se a proposta do faraó era de assassinar os meninos, por que ele cita as meninas também?

 

Por trás disso se encontra a parte principal dessa estratégia. Elas não se tornarão assassinas de meninos mas sim salvadoras de meninas, e nesse caso o único jeito de salvar as meninas é matando os meninos.

 

O faraó propõe para elas que no lugar de ele fazer um decreto para assassinar toda criança judia que nascer, se elas cooperarem com o governo e assassinarem os meninos na hora do parto, elas estarão salvando as meninas, mas se não fizerem isso despertariam a fúria do faraó que poderia decretar a morte de todas as crianças.

 

E dessa forma, não só que elas perderiam o reconhecimento do faraó mas também se tornariam responsáveis pela morte das meninas, e aí é que elas seriam chamadas de assassinas de verdade e consequentemente perderiam o reconhecimento até das pessoas simples que até agora às chamavam pelos títulos de reconhecimento pelo seu lindo trabalho, Shifra e Pua.

 

Salvando a vida de todas as meninas judias e dando à elas a oportunidade de subirem na vida recebendo uma educação egípcia totalmente subsidiada pelo governo para ajudá-las a mais futuramente se casarem com maridos egípcios sendo que não haveriam mais homens judeus por causa do decreto do faraó, elas se tornariam as mulheres mais importantes do país.

 

O “yetzer a rá”, nossa má inclinação, vive de orgulho e de justificativas, ele está disposto a justificar qualquer coisa em honra ao próprio orgulho.

 

O faraó que era o principal representante do “yetzer a rá” nesse mundo já deu para elas o orgulho junto com a justificativa.

 

E assim ele estava certo de que elas não abririam mão da honra que receberam dele e usariam a justificativa de estarem salvando a vida das meninas e transformando elas de pobres judias em ricas egípcias.

 

E mesmo que para isso seriam obrigadas a matarem os meninos em prol dessa causa tão nobre, elas não seriam assassinas de meninos mas sim heroínas, salvadoras de meninas.

 

A resposta das parteiras:

 

A Parashá continua contando que as parteiras tiveram temor à D’us e não fizeram como disse à elas o Rei do Egito, mas fizeram os meninos viverem e até levando para as suas mães água e comida também .

 

Ou seja, o único temor delas era de perder o “reconhecimento Divino”.

 

O único orgulho delas era o de ter o “reconhecimento Divino” pelo o que elas estão fazendo, e nunca, D’us nos livre, trocar isso pelo inútil reconhecimento do ser humano mesmo sendo ele o ser humano mais importante da face da terra.

 

E isso vemos também na resposta que elas deram ao faraó.

 

Vendo que a sua estratégia não deu certo o faraó mandou chamá-las e perguntou:- Porque vocês fizeram isso? Fizeram viver os meninos!

 

Ou seja, não só que não mataram os meninos mas ainda levaram água e comida para as mães.

 

O faraó as chamou para retirar o seu “reconhecimento oficial” na esperança de que elas pedissem uma segunda chance para não perder o enorme orgulho de si próprias que receberam pelo reconhecimento oficial dele.

 

Mas a resposta delas foi :- As mulheres judias não são como as egípcias, elas são como as feras do campo que não precisam de parteiras, mesmo antes de chegarmos elas já dão a luz.

 

O faraó sabia que as mulheres judias chamavam as parteiras de Shifra e Pua não só porque sim precisavam de parteiras mas até mais do que isso, elas se dedicavam às parturientes muito mais do que precisavam.

 

Como agora tudo pôde ter mudado de um extremo ao outro?

 

A mensagem delas estava clara! As mulheres judias são comparadas às feras selvagens que não precisam do ser humano para cuidar delas mas são cuidadas diretamente por D’us, e toda a nossa participação nesses cuidados é totalmente decorativa.

 

Dessa maneira elas também responderam para o faraó o quanto para uma mulher judia como elas o reconhecimento dele é totalmente inútil e não faz para elas a mínima diferença, sendo que elas também são como as feras selvagens que não precisam do reconhecimento do ser humano porque são cuidadas diretamente por D’us.

 

Por isso quando Yaakov abençoou os seus filhos ele os comparou à animais selvagens como Yehudá que foi comparado à um filhote de leão, Biniamin à um lobo, Naftali à um alce e etc.

 

A Parashá continua nos contando que D’us recompensou as parteiras por elas terem tido temor à D’us e não aos seres humanos, e fez para elas “casas”.

 

Nossos Sábios explicam essa linguagem de “casas” como sendo “famílias nobres”.

 

De Yoheved saiu Aharon que se tornou o primeiro Cohen, nosso primeiro sacerdote, e Moshe que por meio dele a tribo de Levi recebeu uma importância tão grande dentro do no nosso povo.

 

De Miriam saiu o Rei David e toda a sua descendência incluindo o Mashia’h que vai ser um descendente do Rei David.

 

Não só que D’us salvou Yoheved e Miriam do faraó que poderia com certeza matá-las por elas não o terem obedecido, mas também D’us levou em conta o fato de elas terem aberto mão da falsa honra que lhes foi oferecida pelo faraó e as indenizou dando à elas uma honra verdadeira.

 

Aprendemos daqui que não devemos nos entusiasmar com a honra, com prêmios Nobel e com o reconhecimento que recebemos nos países em que as nossas comunidades se encontram.

 

Porque geralmente isso desenvolve o nosso ego muitas vezes tirando ele do nosso controle, nos fazendo concorrer com os povos do mundo para receber deles mais honra e mais reconhecimento, o que pode nos levar a fazer coisas erradas e tentarmos ser como eles para não perdermos o reconhecimento que eles nos dão.

 

Mas temos que fazer como Shifra e Pua, ter temor à D’us, saber que o importante é o reconhecimento Divino.

 

E o principal: Saber que D’us não fica devendo, e quando por motivos religiosos abrimos mão da honra e do reconhecimento que recebemos dos povos que vivemos no meio deles D’us nos recompensa e nos dá a honra e o reconhecimento verdadeiros.

 

 

Rabino Gloiber
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Calendário Judaico

 

Estou compartilhando com vocês dois aplicativos de calendário judaico.
Um é anual e o outro diário

 

Esse é para o próprio dia, o calendário diário que eu uso. Dá para baixar por aplicativo para IOS e Android e você digita o nome da sua cidade para ele te dar todas as informações de acordo com a sua localização

 

https://www.myzmanim.com/day.aspx?vars=60211987

 

Esse é anual, mensal e semanal

 

https://www.hebcal.com/

 

E esse é o nosso calendário de estudos diários:

 

https://play.google.com/store/apps/details?id=org.chabad.android.DailyStudy

 

Esse é o Android mas tem para IOS também

 

 

https://apps.apple.com/us/app/chabad-org-daily-torah-study/id1408133263

O Calendário Judaico

 

O calendário judaico é lunar e solar simultaneamente.

 

O ciclo lunar dura aproximadamente 29,5 dias e um ano lunar de 12 meses lunares contém 354 dias. .

 

O ano solar tem 365 dias de duração, o que torna um ano lunar aproximadamente 11 dias mais curto que um ano solar.

 

A Torá determina que a festa de Pessa’h tem que acontecer na primavera, usando como referencial climático a terra de Israel.

 

Para manter o ano lunar sincronizado com as estações do ano solar, adicionamos um mês completo a cada dois ou três anos, e isso acontece sete vezes em um ciclo de 19 anos.

 

O ano de treze meses é chamado de Shaná Meuberet, um “ano grávido”.

 

A Torá nos traz duas formas de contarmos o ano.

 

1 – A forma “prática”, na qual contamos o ano judaico a partir da criação do mundo.

 

Esse é o nosso calendário judaico usado dia a dia, que começa no mês de Tishrei e termina no mês de Elul.

 

Esse calendário era usado antigamente para qualquer assunto de documentação e sempre foi o nosso calendário oficial.

 

2 – A forma clássica na qual contamos o ano judaico é a partir da saída do Egito. Esse calendário  é mais teórico do que prático. Ele começa no mês de Nissan e termina  no mês de Adar, e era usado antigamente para determinar os anos de reinado dos reis judeus.

 

A Torá chama o mês de Nissan de ” o primeiro dos meses do ano” e ela também chama o mês de Nissan de o mês da primavera.

 

Por isso, para alinharmos o calendário lunar com o solar para que o mês de Nissan caia na primavera, para fazer o  “Shaná Meuberet”, adicionamos um mês no final do ano clássico da Torá que começa em Nissan, por isso o “Shaná Meuberet” tem dois meses de Adar, o Adar I e o Adar II.

 

Horários Judaicos

 

Os meses judaicos são Lunares e é por meio deles que são determinadas as festas judaicas, o horário das Tefilot (rezas) e outras Mitzvót.

 

O mês judaico se inicia com o nascimento da lua que aparece no céu como um crescente estreito que gradualmente se torna mais pleno a cada noite, até ficar perfeitamente cheio e redondo, no meio do mês.

 

Então, a Lua “encolhe” até desaparecer totalmente por volta do fim do mês, para reaparecer novamente no começo do novo mês.

 

Quando a Lua surge primeiramente como um estreito crescente, é chamada em hebraico de Molad que é o nascimento da Lua.

 

No Shabat anterior a Lua nova, anunciamos e abençoamos o novo mês (exceto o mês de Tishrei, que é abençoado unicamente pelo próprio D’us)

 

De um nascimento da lua ao seguinte passam-se pouco mais de 29 dias e meio e essa é a duração do mês judaico.

 

Mas sendo que não podemos ter metade do dia pertencendo a um mês e a outra metade pertencendo ao mês seguinte, o calendário foi construído de maneira a termos, às vezes 29 dias, e às vezes 30 dias no mês judaico.

 

Nunca mais, nem menos

 

E é por isso que às vezes, temos um dia de Rosh Hodesh (início do mês) e às vezes dois.

 

Quando temos um dia de Rosh Hodesh, significa que o mês que está terminando tem 29 dias.

 

Se temos dois dias de Rosh Hodesh, o primeiro pertence ao mês anterior, ou seja, é o 30º dia do mês que está terminando, enquanto que o segundo dia de Rosh Hodesh é o primeiro dia do novo mês.

 

Em um ano “comum” temos seis meses de 30 dias que são chamados de meses  “cheios” ou “completos”, e seis meses “curtos” de 29 dias, sempre um mês de trinta dias ao lado de um de 29, completando um total de 354 dias no ano lunar

 

Em certos anos “perdemos” um dia, e em outros “ganhamos” um, fazendo com que o número total de dias do ano lunar  seja às vezes 353 dias, às vezes, 354 e às vezes 355.

 

O nosso calendário fixo foi montado dessa forma por vários motivos , entre eles o de evitar que Yom Kipur caia na sexta-feira, ou no domingo, para não acontecer de termos dois dias nos quais não se pode cozinhar um em seguida do outro .

 

É importante ter sempre o calendário judaico em mãos , para saber quando chegam as nossas festas religiosas.

 

Tekufot

 

A Torá nos traz as datas das festas judaicas, e às vezes até a estação do ano em que ela deve ser comemorada, como é o caso da festa de Pessa’h que deve ser comemorada explicitamente na primavera.

 

Sendo que nossos antepassados saíram do Egito na primavera levamos em conta para isso a primavera do hemisfério norte.

 

As estações do ano são chamadas de  Tekufot e estão ligadas ao ano solar que tem pouco menos de 365 dias e meio, enquanto que o ano lunar tem cerca de 11 dias a menos!

 

Se não levássemos em conta o ano solar, a festa de Pessa’h que pela Torá tem que ser na primavera cairia no Inverno !

 

Por isso, no calendário judaico o ano lunar e o ano solar devem estar sincronizados.

 

Para equilibrar entre o ciclo da lua e o ciclo do sol, o calendário judaico tem um mês a mais a cada três anos.

 

Ou seja, os 11 dias de diferença a cada três anos formam um novo mês de Adar antes de Adar, e nesse caso o mês de Adar normal se torna Adar 2 , empurrando o mês de Nissan para a Primavera.

 

E assim todas as outras festas cairão na época certa e nas estações adequadas.

 

A sincronização entre o ano lunar e o ano solar é um ciclo que se renova a cada 19 anos.

 

Portanto, o calendário judaico está dividido em ciclos de 19 anos nos quais sete têm um mês de Adar a mais. Esses anos são chamados de “Shaná Meuberet” e eles são o 3º, 6º, 8º, 11º, 14º, 17º e 19º ano.

 

Assim fica fácil descobrir se aquele ano judaico vai ter dois meses de Adar ou um só.

 

Divide-se o ano judaico por 19; se o resto for 3, 6, 8, 11, 14, 17 ou 19 (no último caso, não sobrará resto), este será um ano com dois meses de Adar.

 

 

Rosh Hodesh

O calendário judaico é baseado na Lua. Ela aparece no céu no início de cada mês judaico como um crescente estreito, que gradualmente se torna mais pleno a cada noite, até ficar perfeitamente cheio e redondo, no meio do mês.

 

Então a Lua “encolhe” até desaparecer totalmente por volta do fim do mês, apenas para reaparecer no começo do novo mês.

 

Quando a Lua surge primeiramente como um estreito crescente, é chamada de  “Molad” que é o “nascimento da Lua”( “novilúnio” ).

 

No Shabat antes da Lua nova, anunciamos e abençoamos o novo mês exceto o mês de Tishrei, que é abençoado unicamente pelo próprio D’us.

 

De um Molad ao seguinte passam-se pouco mais de vinte e nove dias e meio, e essa é a duração do mês judaico.

 

Mas sendo que não podemos ter metade do dia pertencendo a um mês e a outra metade ao seguinte, o calendário foi construído de um jeito que às vezes temos vinte e nove dias no mês, e as vezes, trinta, mas nunca mais do que trinta e nunca menos do que vinte e nove.

 

É por isso que às vezes temos somente um dia de Rosh Hodesh que é o início do mês e às vezes dois.

 

Quando temos somente um dia de Rosh Hodesh, significa que o mês que terminou porque tinha somente 29 dias.

 

Quando temos dois dias de Rosh Hodesh, o primeiro dia de Rosh Hodesh  pertence ao mês anterior, ou seja, é o 30º dia do mês que terminou, e o segundo dia de Rosh Hodesh é o primeiro dia do novo mês.

 

Num ano “comum” temos seis meses “cheios”, ou seja, “completos”, que são os meses de 30 dias cada, e seis meses “curtos” de 29 dias, seguindo-se um ao outro (30, 29, 30, 29, etc).

 

Isso nos dá um total de 354 dias no ano judaico. Em certos anos “perdemos” um dia, e em outros “ganhamos” um, fazendo com que o número total de dias num ano seja de 353, 354, ou 355, conforme o caso.

 

As vezes o motivo para isso é para evitar que o Yom Kipur caia numa sexta-feira, ou num domingo, para não se seguirem dois dias de Shabat.

 

A Torá nos diz que Pessa’h deve ser na primavera, considerando-se as estações do hemisfério norte, que é a estação em que nossos antepassados saíram do Egito

 

Portanto, não devemos ignorar o sistema solar que determina as quatro estações do ano que em Hebraico são chamadas de “Tekufot”.

 

O Ano Solar tem pouco menos de 365 dias e meio, enquanto o Ano Lunar tem cerca de onze dias a menos!

 

Portanto, se ignorássemos inteiramente o Ano Solar, nossas festas não seriam na mesma época a cada ano com relação à estação do ano, e iriam atrasar onze dias.

 

Em cerca de três anos, sairiam fora de sua respectiva estação por aproximadamente um mês e em nove anos, por cerca de três meses. Nesse caso Pessa’h não seria mais na primavera, e sim no inverno!

 

Por isso fazemos a sincronização entre o Ano Lunar e o Ano Solar. fazemos essa sincronização adicionando mais um mês de Adar para empurrar o mês de Nissan para frente, para o seu lugar apropriado na primavera. acrescentando um mês a mais a cada dois ou três anos de acordo com a necessidade, e assim o nosso calendário se sincroniza tanto com o ciclo da lua quanto com o ciclo do Sol.

 

Os Meses Judaicos são:

 

Tishrei , Heshvan , Kislev , Tevet , Shevat , Adar (às vezes, Adar II também) Nissan , Iyar , Sivan Tamuz , Av , Elul

 

 

Kidush levaná

 

Quando vemos a Lua pelo menos sete dias após o início do mês judaico, falamos uma bênção que se chama Kidush Levaná.

 

Diferentemente do Sol, que ilumina de forma constante e uniforme, a Lua tem um período em que não é vista.

 

Por isso, quando ressurge e volta a iluminar a noite com seu brilho prateado, agradecemos a D’us.

 

Kidush Levaná é um mandamento da Torá que não deve ser confundido com o Kidush Ha’hodesh que era a proclamação do começo do mês feita pelo Sanhedrin que era o tribunal rabínico de 71 Sábios que ficava em Jerusalém na época do Beit Hamikdash

 

O Kidush Levaná não afeta o calendário judaico e é um mandamento que, ao contrário do Kidush Ha’hodesh, aplica-se a todos os judeus do sexo masculino.

 

Apenas os homens e os meninos têm a obrigação de falar o Kidush Levaná.

 

Por ser um mandamento “faça” da Torá que tem um tempo determinado, as mulheres são isentas de seu cumprimento.

 

A bênção da Lua só pode ser feita à noite, após o surgimento das estrelas.

 

O Kidush Levaná é dito apenas quando a Lua está visível, de preferência após o término do Shabat.

 

Há, basicamente, dois motivos para o mandamento de Kidush Levaná.

 

O primeiro diz respeito a D’us; o segundo, ao povo judeu.

 

No Talmud, Rabi Yochanan ensina que aquele que recita a bênção da Lua é como se estivesse saudando a Presença Divina – a Shechiná.

 

Um dos maiores sábios de nossa história, Rabeinu Yoná, explicou que quando saudamos a Lua, estamos saudando seu Criador, Mestre do Universo.

 

Pois, como o rei David decanta em seus Salmos, pode-se perceber e apreciar a grandeza de D’us através de cada um dos elementos de Sua criação.

 

O segundo motivo para esse ritual é que a Lua simboliza a história do povo judeu.

 

Aos nossos olhos, a Lua parece diminuir, chegando até a desaparecer completamente; mas sempre volta a crescer até chegar à fase de Lua Cheia.

 

Este ciclo lunar simboliza a história de nosso povo. Houve épocas de escuridão – perseguições, opressão e assimilação.

 

Mas os filhos de Israel sempre voltam a crescer física e espiritualmente.

 

Quando a luz do judaísmo parece estar em perigo, prestes a ser ocultada, há uma reviravolta: toda queda é seguida por uma grande ascensão.

 

Como a Lua Cheia numa noite de escuridão, o povo judeu – que nas palavras do profeta Isaías é a “luz entre as nações” – tem o mandado Divino de iluminar o mundo.

 

A Lua ensina o povo judeu a ter fé em D’us. Este tema é especialmente enfatizado em nossas orações do Shabat, quando recitamos, “pela manhã, cantarei Seus louvores, (mas) fé eu terei à noite” (Salmos 92:3).

 

Simbolicamente, é durante a noite, que representa a severidade e as dificuldades, quando mais precisamos de fé.

 

A Lua ilumina a noite, lembrando-nos ser a vida um ciclo, como uma Fonte de Luz e Esperança constantes que rege o Universo.

 

Não é de surpreender que o primeiro mandamento dado por D’us ao povo judeu, mesmo antes do Êxodo do Egito, refere-se ao Rosh Chodesh – o novo mês – determinado pela Lua.

 

Por ser um tributo a D’us e ao povo judeu, o Kidush Levaná deve ser realizado com alegria.

 

Um dos motivos pelos quais deve ser recitado de preferência após o Shabat é que os homens estão vestidos em seus belos trajes.

 

No mês de Menachem Av, o Kidush Levaná só é recitado após Tishá B’Av – o nono dia do mês.

 

Em Tishrei, o mês que se inicia com Rosh Hashaná, a bênção só pode ser dita após Yom Kipur.

 

A razão disto é que os sentimentos de tristeza que permeiam os primeiros dias de Av e a introspecção necessária durante os Dias de Julgamento não condizem com o sentimento de grande alegria inerente à berachá da Lua.

 

Durante a Santificação da Lua, pedimos a D’us que Ele nos proteja de nossos inimigos e que estes passem a temer o povo judeu.

 

Após proferirmos estas palavras, dirigimo-nos a três pessoas e dizemos “Shalom Aleichêm”: “Que a paz esteja entre vós”, indicando que não nos estamos dirigindo a inimigos em nossa comunidade ou um povo.

 

O Midrash revela uma outra explicação mística para este desejo de paz.

 

Explica que a Lua tinha sido criada do mesmo tamanho que o Sol, mas teria reclamado a D’us: “O mesmo reino não pode ser regido por dois soberanos”. Ao que D’us teria respondido: “Então, você, diminua em sua grandeza”.

 

Na Era Messiânica, a Lua “fará as pazes” com o Sol e D’us lhe devolverá todo o seu esplendor original. Conforme está descrito no texto de Kidush Levaná, a Lua terá a mesma grandeza e brilho que o Sol.

 

É muito importante ressaltar que esta bênção não é um culto à Lua.

 

Os idólatras da antiguidade rezavam para a Lua e para outros astros celestiais, pois acreditavam que o mundo era regido por eles.

 

O judaísmo proíbe isto terminantemente. Portanto, para que o Kidush Levaná não seja mal-interpretado, ele é seguido da reza “Aleinu”, que se inicia com as palavras: “É nossa obrigação louvar o Senhor de tudo”.

 

O último parágrafo desta reza termina com a afirmação que “Ein Od” – não há nada em nosso mundo – nem no Céu, nem na Terra – digno de ser adorado, além do Todo-Poderoso.

 

A gratidão é uma virtude intrínseca ao judaísmo. O povo judeu abençoa a D’us todos os dias do ano, louvando e agradecendo a Ele por todas Suas maravilhas e bondades.

 

A Lua sempre foi de grande utilidade para o homem. Portanto, quando ela se renova a cada mês, emitindo luz que beneficia nosso mundo, nós, judeus, recitamos o Kidush Levaná.

 

Através desta benção, afirmamos nossa fé em D’us e nossa confiança no brilho do povo judeu que, como a Lua Cheia, em toda a sua plenitude, “deve ser uma luz entre os povos

 

https://pt.chabad.org/calendar/converter_cdo/aid/6225/jewish/Date-Converter.htm

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

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D’us dirige também o pequeno mundo de cada um de nós 🌻

🌻🌻🌻 Shemot🌻🌻🌻

 

Nossa Parashá nos conta fatos da escravidão no Egito e entre eles que Moshe se revela como o defensor do nosso povo fazendo duas boas ações:

 

1- Salvou a vida de um judeu que quase morreu chicoteado mesmo que para isso Moshe teve que arriscar a própria vida matando e enterrando o egípcio que estava tentando assassinar aquele escravo judeu.

 

2- deu uma grande bronca no judeu que salvou quando o viu depois de salvo batendo em outra pessoa .

 

Quando esse ingrato recebeu a bronca , ameaçou delatar Moshe pelo próprio fato de que o único jeito de poder salvá-lo foi matando o egípcio . Moshe ficou com medo de que o incidente fosse descoberto. No próximo versículo a notícia já chega ao faraó e Moshe foge para Midian!

 

Diz o Rebe que o fato de Moshe ter ficado com medo e não ter tido segurança na proteção Divina, não ter confiado que iria acontecer o milagre de essa notícia não chegar ao faraó, o fato de ele não ter tido “Trust in G-d” isso foi o que causou para ele esse problema, mas se ele tivesse se apoiado na absoluta confiabilidade Divina isso não teria acontecido.

 

Pior ainda , ele expressou esse medo e essa preocupação com palavras mesmo sabendo que de boas ações não saem más consequências, mas se ele tivesse tido plena confiança em D’us e não se preocupasse nem um pouquinho com a situação que se encontrava, isso próprio faria com que esse fato fosse esquecido por todos e tudo estaria bem de forma boa e revelada.

 

Moral da história:De vez em quando pensamos :-“E se acontecer alguma coisa errada?

 

Nessa hora devemos nos lembrar que a única coisa errada que aconteceu foi o fato de pensarmos assim!

 

Ou seja, esse tipo de pensamento foi a coisa errada!

 

Esse pensamento é um desperdício de ânimo e esforço .

 

Devemos nos lembrar que D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e com certeza D’us vai fazer com que tudo dê certo mesmo que o ser humano não imagina como isso vai acontecer.

 

Isso não vai contra o décimo primeiro princípio da nossa fé que “o Criador recompensa aqueles que cumprem Seus preceitos eo contrário para quem os transgride”.

 

Porque quando temos a segurança de que D’us vai nos ajudar , essa segurança já é o motivo da ajuda, D’us está nos recompensando por essa Mitzvá do “Bita’hon” que consiste , não somente em acreditar que tudo o que D’us faz é para o nosso bem (Emuná) mas sim que D’us vai fazer para nós o que é bom aos nossos olhos de maneira revelada (Bita’hon) !

 

Expressamos essa confiança em D’us por meio da nossa alegria e tranquilidade por pior que seja a situação.

 

Alegria é energia!

 

Quando estamos alegres, expressamos por meio disso nossa confiança em D’us.

 

Alegria em situações preocupantes demonstram que confiamos em D’us e por isso não nos preocupamos com nada e estamos com fé total que tudo vai dar certo.

 

A atitude de estarmos alegres e confiar em D’us tem a força de mudar a realidade e fazer com que as coisas ruins desapareçam e o bem oculto no mundo se revele. Sendo assim temos que estar alegres e tranquilos o dia inteiro!

 

Cada um de nós, (tanto homens quanto mulheres) tem que se lembrar que D’us, bendito seja, não só dirige o grande mundo, mas dirige sem dúvida alguma também o pequeno mundo de cada um e um de nós.

 

E da mesma maneira que ele dirige o universo de acordo com o que ele vê que é bom para o universo, assim dessa mesma maneira ele dirige o nosso mundinho particular de acordo com o que ele está vendo que é bom para nós .

 

Temos que confiar nele que com certeza ele dirige o nosso mundo pequeno de um jeito bom.

 

Uma mãe não esquece o seu nenê no supermercado, D’us nunca se esquece de nós.

 

D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, por isso podemos começar o dia confiantes de que tudo vai dar certo, confiar no Criador e Administrador do mundo, que toma conta de cada um de nós particularmente e que não existe um lugar aonde ele não se encontra.

 

E como exemplo nos perguntamos:- Será que podemos ficar tristes quando estamos na presença de um grande e bom Rei , um Rei cheio de bondade verdadeira ?

 

Claro que nesse caso não temos mais com o que nos preocupar e do que teríamos que ter medo se estamos na sala do Rei.

 

O exemplo está claro, e principalmente pelo fato de não ser um exemplo mas sim uma verdadeira realidade, e muito mais do que no exemplo, infinitamente maior e maior, acima e acima disso.

 

Uma mãe não esquece o seu nenê no supermercado , quanto mais D’us não nos esquece por aí mas está cuidando de nós a cada instante !

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

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Mensagem da Parashá

A Parashá da Minha Vida – Vayehi

Vayehi

 

O Rei David escreve no Tehilim (Salmos 90/10) que: “os dias da nossa vida são setenta anos e se forem com Guevurot (durezas) serão oitenta anos”

 

O versículo continua com as palavras: “a melhor parte desses dias é gasta com esforço e sofrimento porque esses anos passam rápido e voando”.

 

Vemos que a expectativa de vida mundial também oscila em volta desses números.

 

O Zohar nos conta que no momento em que a pessoa falece é dada a ela, a permissão de ver a dimensão que ela não conseguia ver antes.

 

Ela vê seus parentes e amigos que já estão no Gan Éden (Paraíso), e eles se revelam para ela com a aparência que tinham neste mundo para que ela possa reconhecê-los.

 

Se essa pessoa era um “Tzadik”, todos vêm alegres ao seu encontro e o cumprimentam com a palavra “Shalom” que quer dizer paz.

 

A palavra Tzadik tem vários significados, e nesse caso se aplica a uma pessoa que passou pelo julgamento do tribunal Divino e saiu vitoriosa.

 

A aplicação desse termo em relação à pessoa que está deixando esse mundo, se refere ao fato de ela ter saído de forma justa do seu julgamento.

 

Passamos por esse julgamento no momento em que a Alma deixa o corpo.

 

Os motivos para uma pessoa sair vitoriosa do julgamento do tribunal Divino, são o fato de ela ter se arrependido em vida das coisas ruins que fez, e por isso receber um grande desconto nos sofrimentos que deveria passar para retificar essas coisas ruins.

 

Ou pelo fato de ela ter sofrido “medida por medida” e retificado dessa maneira todo o mal que fez conscientemente nesse mundo.

 

As coisas boas que uma pessoa fez para ter direito ao Gan Éden (Paraíso Espiritual), raramente se perdem.

 

Só dá para perder a Mitzvá que fizemos se a pessoa tiver se arrependido profundamente de ter cumprido aquela Mitzvá, o que geralmente não acontece por causa da essência da nossa Alma.

 

Na essência da nossa Alma se encontra um amor profundo por Hashem (D’us) mesmo que oculto, por isso não conseguiríamos nos arrepender profundamente de alguma coisa boa que fizemos.

 

Gan Éden e Guehinon

 

A retificação pelas coisas ruins que fizemos são no máximo “medida por medida”, e não mais do que isso, e não existe castigo eterno.

 

Mas para as coisas boas que fizemos recebemos uma recompensa eterna.

 

Quando a pessoa falece com o mérito da recompensa eterna, ela é recebida com muita alegria pelos seus parentes e amigos que vêm especialmente do Gan Éden que é o Paraíso para recebê-la.

 

Mas se ele foi uma pessoa ruim, as únicas pessoas que se revelam para ele no momento da morte, são as pessoas ruins que estão sendo temporariamente atordoadas no “gehinon”.

 

Esse “gehinon” é o lugar da retificação das Almas, pode ser traduzido como o “inferno Judaico”.

 

Ele é limitado para um máximo de doze meses e quando tiver a gueulá essa dimensão espiritual negativa deixará de existir.

 

Caso essa pessoa tenha sido condenada a passar algum tempo no gehinon, quando ela falece, os parentes e amigos dela que estão no gehinon vem recebê-la para acompanhá-la ao gehinon.

 

Todos aparecem para ela tristes, a recebem com um grito de dor e se despedem dela com um grito de dor.

 

Ela olha para eles e os vê como fagulhas que sobem do fogo, e ao vê-los ela também dá um grito de dor.

 

Diz Rabi Shneior Zalman, nosso primeiro Rebe: “sempre devemos nos relacionar aos sofrimentos deste mundo com muita alegria”.

 

Porque não existe sofrimento de verdade, a não ser o do gehinom.

 

Um pouquinho de sofrimentos neste mundo nos livra dos verdadeiros sofrimentos que são os sofrimentos do gehinom.

 

Mesmo sendo o gehinom limitado a 12 meses e não mais, a intensidade dele é muito grande e uma hora lá equivale a setenta anos dos maiores sofrimentos aqui nesse mundo.

 

O “passeio” da Alma

 

Como vimos anteriormente a pessoa que faleceu e está a caminho do Gan Éden é recebida por todos os seus parentes e amigos que estão no Gan Éden.

 

Depois que todos os parentes e amigos se encontram com muita alegria com essa pessoa, eles a elevam para um passeio lá no mundo de cima e mostram o lugar que está reservado para ela no Gan Éden, no Paraíso.

 

Depois ela volta para este mundo para participar do enterro do seu corpo.

 

A Shivá

 

Rabi Yehuda no Zohar, nos conta que após o enterro do corpo, a Alma ainda continua sete dias neste mundo.

 

Todos esses sete dias ela vai da sua casa para o seu túmulo e do seu túmulo para a sua casa, e fica enlutada pelo seu corpo que morreu.

 

Ela se senta dentro de sua casa e vê que todos estão tristes e enlutados, e fica enlutada com eles também.

 

Depois de sete dias ela vai para o seu caminho.

 

Em primeiro lugar, ela chega ao túmulo dos nossos três patriarcas.

 

Esse lugar fica na cidade de Hevron em Israel e é chamado de Mearat a Ma’hpela.

 

Lá, diz o Zohar, ela: “vê o que vê” e “sobe para o lugar que sobe” até chegar ao Gan Éden HaTahton, ao baixo Paraíso.

 

Lá no baixo Paraíso ela encontra os Kruvim que são os anjos guardiões do Gan Éden. Se ela tem o mérito de entrar, eles liberam a entrada dela.

 

A Alma é comparada à Luz, e para ela usufruir do Gan Éden ela precisa de um corpo que é o receptáculo da luz.

 

Da mesma forma que ela precisou do corpo material para interagir aqui no nosso mundo material, ela precisa de um corpo espiritual para usufruir do mundo espiritual, do Gan Éden.

 

Entrando lá ela se encontra com os Anjos Mihael, Gavriel, Uriel e Refael segurando para ela um corpo espiritual lindo feito pelos mandamentos Divinos que ela cumpriu nesse mundo.

 

Aqui no nosso mundo material temos um corpo feito com os elementos básicos do mundo material que são o fogo, o vento, a água e a terra.

 

No Gan Éden a Alma recebe um corpo espiritual feito para ela com quatro elementos básicos espirituais no mérito dos Mandamentos Divinos que ela cumpriu aqui nesse mundo.

 

Ela se reveste nesse corpo espiritual com muita alegria, e assim ela entra no Gan Éden HaTahton, no baixo Paraíso, onde uma hora lá equivale a setenta anos dos maiores prazeres aqui.

 

Ela fica lá até subir ao Gan Éden HaElion, o alto Paraíso, onde uma hora lá equivale a setenta anos dos maiores prazeres no Gan Éden a Tah’ton.

 

Para entendermos essa passagem do Zohar, precisamos primeiro entender o conceito cabalístico de luzes e receptáculos.

 

D’us é a essência do bem e a natureza do bem é fazer o bem.

 

O Zohar chama a revelação Divina de “a Luz Infinita”.

 

A partir do nível chamado de a “Essência Divina” começa uma descida.

 

A primeira etapa dessa descida é a grande ocultação chamada de “o grande tzimtzum” que é a primeira raiz dos “receptáculos”.

 

A partir do nível “Essência Divina”, cada descida de nível nesse desencadeamento é um paralelo de “luzes” e “receptáculos” até o mundo de Atzilut onde finalmente começamos a existir, e nos tornamos “parte de D’us”.

 

Em Atzilut chegamos ao nível no qual deixamos de ser o “brilho do Sol no Sol”; e já recebemos nossa identidade própria. Lá nos tornamos “Parte de Hashem” e podemos dizer que lá é a raíz da nossa Alma.

 

A alma animal

 

A primeira alma a entrar e se revelar no nosso corpo é chamada de alma animal, e está vinculada ao sangue onde acontece a principal revelação dela.

 

A Guemará nos conta que no momento em que uma mãe engravida, aquela futura criança recebe uma alma.

 

Ou seja, uma alma animal do nível deste mundo onde o bem e o mal estão misturados é colocada nesse óvulo que está sendo fecundado e assim aquele óvulo se torna um embrião. Mas se a alma não é colocada nesse óvulo ele vira uma menstruação.

 

Essa alma animal está revestida em todo o corpo e também o envolve por fora, mas a principal revelação dela é no sangue. No lado esquerdo do coração, que bombeia o sangue oxigenado para todo o corpo.

 

Sendo que a alma animal, é uma alma espiritual, podemos fazer transfusões de sangue, transplante de coração, e mesmo assim ela continua no nosso corpo.

 

A Neshamá, nossa Alma Divina

 

Uma segunda Alma é dada à cada judeu e também à quem faz uma conversão kasher ao judaísmo.

 

Ela já estava vinculada à essa pessoa desde que a alma animal foi colocada nela.

 

Essa segunda Alma é chamada de Neshamá, ela é a nossa Alma Divina.

 

No começo ela está no nosso corpo de maneira “envolvente”.

 

Ou seja, ela está no nosso corpo, mas não está “revestida” nele. Portanto, não recebe a influência das coisas “ruins” que fazemos.

 

Quando uma menina faz doze anos ou um menino faz treze anos, nossa Alma Divina, que somos nós próprios, deixa a condição de “envolvente” e se reveste na alma animal.

 

E assim, tanto a alma animal quanto o corpo se tornam acessórios da nossa Alma Divina.

 

Toda linguagem figurada na Torá indica um assunto espiritual. Quando D’us colocou essa Alma Divina no primeiro homem é usada a linguagem “soprou”.

 

Diz o Zohar que essa linguagem é representativa. Quem sopra, sopra o que está dentro dele, e quem coloca, coloca o que esta fora dele.

 

Não está escrito que D’us colocou a Alma no primeiro homem, mas sim que D’us soprou.

 

Nos indicando que essa Alma vem da essência Divina e é definida como sendo “uma parte de D’us”.

 

Essa Alma é você!

 

Você que desceu do céu para vencer uma corrida de obstáculos que chamamos de vida, e ganhará por mérito próprio um “baixo paraíso” no qual uma hora equivale a setenta anos dos maiores prazeres neste mundo.

 

Se você se esforçar mais, você ganhará um alto paraíso, onde uma hora equivale a setenta anos no baixo paraíso.

 

E tudo isso como prêmio por fazer o trabalho Divino, meta da corrida de obstáculos.

 

A Neshamá é pura e linda, cada ano que passa ela fica mais refinada e reluzente por meio do cumprimento dos Mandamentos Divinos.

 

Poderíamos dizer como exemplo que a cada ano que passa, enquanto o corpo fica mais velho, a Neshamá fica “mais jovem”.

 

O povo escolhido

 

O povo de Israel é chamado de “O povo escolhido”. Mas quem participou desse concurso Divino para ser escolhido?

 

Nossa Neshamá não poderia ter participado, sendo que ela é diferente das almas dos povos do mundo.

 

Quem se parece com os povos do mundo? Nosso corpo! Ele foi escolhido!

 

E o que ele ganhou com essa escolha? Ele ganhou Kedushá, ganhou santidade!

 

Quando cumprimos um Mandamento Divino ele recebe Kedushá, ele recebe santidade!

 

A cada Mandamento Divino que cumprimos, nosso corpo e nossa alma animal se tornam mais sagrados e refinados.

 

No futuro, quando ressuscitarmos, este nosso mundo material vai se tornar mais alto Paraiso do que o alto Paraíso. Usufruiremos do mais alto nível chamado de Keter de Atzilut.

 

Sendo que esse nível de revelação está acima da raiz da nossa Alma Divina, só conseguiremos usufruir desse nível tão elevado por meio do nosso corpo e da nossa alma animal, porque a raiz deles é o mundo do Tohu que está acima da raiz da nossa Alma Divina.

 

Com o fenômeno espiritual da “quebra dos receptáculos” do mundo de Tohu, tanto nossa alma animal quanto nosso corpo se tornaram “luzes caídas”, mas mantendo o vínculo com a sua raiz.

 

E por isso vamos precisar deles no futuro, como um filtro para podermos usufruir da intensidade dos prazeres do Keter de Atzilut. Por isso vamos ser obrigados a ressuscitar.

 

Transmigrações da Alma

 

Nossa Neshamá se reencarna quantas vezes for necessário até cumprirmos todos os 613 mandamentos Divinos.

 

De cada um desses Mandamentos que cumprimos surge um novo sentido no corpo espiritual que receberemos para podermos usufruir do mundo de cima, do Gan Éden.

 

Da mesma forma que para usufruirmos deste nosso mundo material precisamos de cinco sentidos, para usufruirmos do Gan Éden precisaremos lá de 613 sentidos.

 

O motivo para isso é que a intensidade dos prazeres do Paraíso espiritual é imensamente maior do que a intensidade dos prazeres deste mundo material. E por isso Hashem, D’us, nos deu os 613 mandamentos na Torá.

 

Diz o Ari Zal que por esse motivo temos que nos reencarnar até cumprirmos todos os Mandamentos Divinos, para não nos faltar nenhum desses sentidos no próximo mundo.

 

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo mas sempre rezando por você.
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Nossos profundos agradecimentos

Emuná e Bita'hon

D’us ajuda os perseguidos no mérito de eles estarem sendo perseguidos

 

D’us ajuda os perseguidos pelo fato de estarem sendo perseguidos

 

Muitas coisas ruins que podem acontecer por não termos estudado a Torá e não termos cumprido os mandamentos Divinos.

 

Ou seja, quando não estudamos Torá e não cumprimos os Mandamentos Divinos as tragédias da vida nos alcançam e não recebemos um Milagre Divino para nos salvar delas.

 

Uma das “maldições” que a Torá nos avisa que pode acontecer é o fato de fugirmos sem que ninguém esteja nos perseguindo.

 

Aparentemente, se ninguém está nos perseguindo, isso deveria estar da lista das bênçãos da Torá, e por qual motivo está na lista das maldições?

 

Explica o rav Moshe Kramer de Vilna que O rei Salomão escreveu no livro do “Kohelet” “D’us ajuda o perseguido”.

 

Quando alguém é perseguido, D’us deixa tudo o que está fazendo para ajudar esse perseguido.

 

E mesmo quando um Tzadik está perseguindo um Rashá, ou seja, uma pessoa boa está perseguindo uma pessoa ruim, D’us deixa tudo o que está fazendo para ajudar o perseguido.

 

Por isso o fato de ninguém estar nos perseguindo entra na lista das maldições.

 

Então, se você sente que existem pessoas que querem o seu mal e tentam te sabotar, você tem que ficar feliz, você está na lista dos abençoados por D’us!

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

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Mensagem da Parashá

O roubo da raiva

O roubo da raiva

 

A brachá de Shimon e Levi foi a maldição à raiva deles , porque nós, o povo de Israel, somos piedosos e a raiva não combina com a nossa natureza.

 

Por isso Yaakov chama eles de ladrões se referindo à agressividade deles que não fazia parte da natureza deles , mas era como um roubo na mão deles, algo que não pertencia à eles. Só um POUQUINHO de ira não justificaria toda essa bronca, por isso Yaakov especifica no versículo o fato de essa ira ter sido dura e forte.

 

A solução para isso também foi dada na Brahá que eles receberam, Yaakov abençoou eles a se espalharem pelo povo de Israel.

 

Dizem nossos Sábios que a tribo de Levi se espalhou por todo Israel ensinando Torá para todo o povo, e diz o Rambam que cada um que assumiu essa função hoje é comparado a um Levi.

 

Talvez por isso nosso grande Rabino e professor na Yeshivá de Kfar Chabad em Israel (onde estudei sete anos) Rabi Mendel Futerfas (1906–1995) nos disse uma vez em um farbrengen, uma festa hassídica, com um sorriso de ponta a ponta :- Meninos , vocês são como adubo orgânico (uma coisa que as vacas fazem…) , quando você saírem daqui vocês vão se espalhar pelo mundo inteiro fazendo o mundo florescer!

 

Mas agora que vocês estão todos no mesmo lugar…. e falou algo em yidish…(se referindo ao cheiro de de uma montanha de esterco……) . E aconteceu! (de termos nos espalhado pelo mundo).

 

Todos os anos me encontro com a minha classe da Yeshivá no congresso rabínico internacional e todos estão espalhados pelo mundo fazendo um trabalho maravilhoso, ensinando Torá para todos e fazendo florescer as comunidades judaicas do mundo inteiro!!!

 

Conclusão, vamos ficar sempre longe da ira (muita calma nessa hora!!)

 

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

Vayehi – Morou ou Viveu?

Vayehi

 

Nossa Parashá nos conta que Yaakov “viveu” dezessete anos na terra do Egito.

 

Porque em relação aos outros lugares onde ele viveu está escrito que ele só morou, e no Egito está escrito que ele viveu?

 

Porque depois de ter adquirido e feito o conserto da alma do Adam a rishon sofrendo aonde ele morou como vimos na Parashá anterior, agora que está com ela pura e refinada com toda a energia e intensidade do seu alto nível se revelou à ele o paraíso do próximo mundo aqui nesse mundo!

 

Yaakov foi a primeira pessoa a ficar doente na história do mundo.

 

A Guemará nos conta que antes de Yaakov , quando chegava a hora da pessoa falecer ela falecia com toda a sua vitalidade , dava um espirro e falecia .

 

O Midrash (um livro sagrado de dois mil anos atrás) nos conta que essa é a origem do motivo que falamos “saúde” para a pessoa que espirra .

 

Yaakov pediu para D’us fazer a pessoa ficar doente antes de falecer para ele saber antecipadamente que iria morrer e poder dividir a herança em vida , a Tefilá de Yaakov foi aceita e ele ficou doente.

 

Yossef foi chamado para visitar o pai que adoeceu . A linguagem do versículo é :”eis que” seu pai está doente”. Diz o Ari Zal que a palavra “eis que” tem um valor numérico de 60 (a numerologia só é aplicada à Torá escrita) e isso vem nos indicar que a pessoa que vem visitar o doente tira 1/60 da doença dele. Por isso quando Yossef veio visitar seu pai , Yaakov se levantou, já se sentiu um pouquinho melhor!

 

O Ari Zal diz que isso só acontece na prática quando a pessoa que vem visitar é seu “ben guiló” , ou seja, alguém que tem o mesmo “Mazal” que o doente, que nesse caso era Yossef.

 

Isso também é válido para os nossos dias e sendo que não sabemos quem é o “ben guiló” de quem, dizemos que todos que visitam um doente reduzem 1/60 da doença dele, então, vamos fazer sempre essa Mitzvá!

 

Yaakov abençoou seus filhos antes de falecer. Diz o Ari Zal que Yaakov recebeu a Alma do Adam a Rishon, o primeiro homem,  e Reuven que era o primogênito de Yaakov recebeu a Alma de Cain que era o primogênito do Adam a rishon.

 

Quando Reuven quis tirar Yossef do buraco e devolver ele ao seu pai tentou salvar seu irmão e assim consertou parcialmente o pecado de Cain que matou seu irmão.

 

O Midrash nos conta que Cain nasceu com uma irmã gêmea e seu irmão Hevel com duas. Aquela geração iria se casar com as irmãs, e Cain que era o primogênito achou que merecia duas mulheres e Hevel teria que ficar com uma só, e por isso Cain matou Hevel. Por isso Yaakov na sua benção para Reuven cita o caso de Bilá que causou para Reuven não ter feito o conserto total da Alma do Cain.

 

Cain teve que se reencarnar novamente como Ytro. Moshe Rabeinu era a reencarnação de Hevel e Tzipora sua esposa era aquela gêmea de Hevel. Ytro trouxe Tzipora para Moshe no deserto e assim terminou o conserto da alma do Cain.

 

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