Author page: Rabino Gloiber

O porquê de cada roupa do Cohen

Tetzavê

 

Nossa Parashá nos conta sobre as roupas dos Cohanim, os sacerdotes do nosso povo

 

Rabbi Anani bar Sasson na Guemará nos conta que essas roupas tinham uma característica espiritual muito interessante: elas faziam a reparação das nossas transgressões.

 

Sendo que D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, quando tomamos a decisão de não fazer mais uma coisa ruim e nos arrependemos de tê-la feito, ele nos dá varias oportunidades de retificação para não precisarmos chegar à “medida por medida”, ou seja, para não precisarmos sofrer relativo ao mal que fizemos.

 

Um exemplo disso é o Shabat que serve como reparação para a transgressão da idolatria.

 

Imagine um judeu que volta da Índia depois de ter rezado para todas as milhares de estátuas que tem lá, ter feito oferendas para as estátuas e etc etc etc.

 

E no final essa pessoa se arrepende de toda a idolatria que fez e vai perguntar ao Rabino o que fazer:

 

– Rabino, diz a pessoa, eu acabei de voltar de uma peregrinação religiosa de um ano na Índia. Não teve uma estátua que eu não me prostrei na frente dela, que não rezei ou fiz uma oferenda para ela. Mas agora estou profundamente arrependido de ter feito isso. Como faço para consertar o que fiz? Vou sentar em um formigueiro?

 

:- D’us nos livre, responde o Rabino. Você vai consertar isso da seguinte maneira:

 

Compre uma roupa muito bonita para Shabat, faça quatro Halot ,(pães para Shabat), compre um peixe bem grande, tire as escamas e prepare ele bem gostoso para Shabat. Compre dois quilos de uva e faça um suco de uva bem gostoso para o kidush. Faça muitas saladinhas e sobremesa,  comemore o Shabat com a sua família com muita alegria, e essa é a sua retificação!

:- Mas Rabino, exclama o homem espantado, isso parece mais um prêmio do que um castigo!

 

:- Você decidiu que não vai mais fazer idolatria? Se arrependeu do que fez? Agora tem dois jeitos de retificar, um muito bom e o outro muito ruim. Qual você escolhe?

 

Como nesse exemplo verídico em relação à idolatria, assim também acontece com todas as transgressões da Torá.

 

Em primeiro lugar temos que tomar a decisão de não fazer a coisa ruim novamente e se arrepender de tê-la feito. O que sobrou agora é retificar o que fizemos.

 

Se não retificarmos de maneira positiva, essa pendência continua. Quando chega o limite, D’us nos livre, somos retificados à força e de maneira negativa, “medida por medida”, ou seja, o que fizemos de errado acontece para nós.

 

Rabi Anani nos conta que no livro de Vaykrá a Torá fala sobre os Korbanot, os sacrifícios de animais, e logo em seguida fala sobre as roupas dos Cohanim. Nos indicando que da mesma maneira que os Korbanot vem para retificar as nossas transgressões, dessa mesma maneira as roupas dos Cohanim retificam as nossas transgressões.

 

Quando essas roupas eram usadas pelo Cohen Gadol no Mishkan que era um Templo móvel, ou posteriormente no Beit Hamikdash que era o Templo Sagrado de Jerusalém, cada uma delas reparava um tipo de transgressão diferente.

 

Cada roupa com a sua função

 

ktonet, túnica do Cohen Gadol, retificava os assassinatos

 

Mihnassaim, a calça do Cohen Gadol, retificava as relações ilícitas

 

Mitznefet, o turbante do Cohen Gadol, retificava a prepotência

 

Avnet, o cinturão do Cohen Gadol, retificava os maus pensamentos

 

Hoshen, a jóia de doze pedras preciosas que o Cohen Gadol tinha sobre o peito, retificava os erros de legislação

Efod, o avental do Cohen Gadol, retificava a idolatria

 

Meil, o manto do Cohen Gadol, retificava a difamação

 

Tzitz, como uma tiara de ouro sobre a testa do Cohen Gadol, retificava a arrogância

 

A explicação do “Rosh”

 

Rabeinu Asher ben Yehiel, conhecido como “o Rosh”, nasceu em Köln na Alemanha antiga aproximadamente no ano de 1250.

 

O Rosh era descendente do grande rabino, Rabi Eliezer ben Nathan, conhecido como o Raaban. Um dos seus oito filhos foi Rabi Yaacov Baal Haturim, autor do Arba’ah Turim, famoso código de lei judaica.

 

 

Seu principal professor foi o o grande Rabi Meir de Rothenburg que naquela época vivia em Worms na Alemanha antiga. Naquela época o Rosh também trabalhou com empréstimos e a situação financeira dele era muito boa

 

Quando Rabi Meir de Rothenburg foi preso pelo governo que queria extorquir a comunidade judaica, o Rosh quis pagar uma fiança astronômica exigida por eles para libertá-lo, mas Rabi Meir recusou, com medo de que isso servisse de incentivo para a prisão de outros rabinos.

 

Após isso, o Rosh assumiu a posição do rabino Meir em Worms. Porém, foi obrigado a emigrar para a França e depois para Toledo na Espanha, onde se tornou o Rabino da cidade por recomendação de Rabi Shlomo ben Aderet conhecido como Rashba.

 

Rabeinu Asher faleceu em Toledo no ano de 1328. Ele trouxe o espírito Talmúdico rigoroso e estreito da Alemanha antiga para a Espanha.

 

Em um dos seus comentários sobre a Guemará, o Rosh explica que as roupas do  Cohen Gadol não conseguiram retificar as transgressões de idolatria, assassinatos e relações ilícitas na época do primeiro Beit aMikdash. O Beit aMikdash foi destruído e nosso povo exilado para a Babilônia por causa dessas transgressões.

 

O motivo para isso, explica o Rosh, é que eles não fizeram Teshuvá, não se arrependeram das atrocidades que tinham feito e não tomaram a decisão de não fazê-las novamente.

 

Mas se tivessem feito Teshuvá, as roupas do Cohen Gadol retificariam as transgressões, o Beit aMikdash não seria destruído e nosso povo não seria exilado.

 

Porque entre as roupas do Cohen Gadol não havia sapato e meia

 

Quando rezamos estamos falando com o Rei. Quando falamos com o Rei devemos estar vestidos adequadamente e ninguém iria visitar um Rei descalço.

 

Como pode ser que o Cohen Gadol, a pessoa que nos representava na frente do rei , não só que deveria estar descalço mas também se ele colocasse uma roupa a mais, como por exemplo os sapatos, seu trabalho seria inválido.

 

Ou seja, ele nem poderia entrar no Mishkan ou no Beit aMikdash assim

 

Don Itzhak Abarbanel, o grande Tzadik que encorajou os judeus a fugirem da Espanha na inquisição, explica que quando AShem se revelou para Moshe Rabeinu pela primeira vez na ocasião do arbusto incandescente, pediu para Moshe tirar os sapatos indicando que a saída do Egito aconteceria de maneira sobrenatural e não por meio do nosso próprio esforço.

 

O mesmo podemos dizer sobre o Cohen no Mishkan ou no Beit aMikdash que eram lugares aonde a revelação Divina acontecia de maneira sobrenatural.

 

Rabino Gloiber

 

Sempre correndo

 

Mas sempre rezando por você

 

www.RabinoGloiber.org

 

Urim veTumim

 

Tetzavê

 

Urim veTumim

 

Nossa Parashá nos conta sobre as roupas do Cohen Gadol.

 

Muitos segredos se ocultam por trás dessas roupas, como por exemplo o pedido Divino de colocar dentro do ‘Hoshen o Urim e o Tumim.

 

Nas doze pedras preciosas encaixadas no ‘Hoshen estavam gravados os nomes dos doze filhos de Yaakov, patriarcas das treze tribos de Israel (no lugar dos nomes de Efraim e Menashe estava o nome de Yossef).

 

Por trás disso, dentro do ‘Hoshen, estava o Urim e Tumim.

 

Quando surgia uma pergunta de importância pública como uma dúvida relativa à estratégia de guerra ou outro assunto público importante que necessitava de uma resposta Divina explícita, ela era perguntada em frente ao Cohen Gadol que vestia o ‘Hoshen.

 

Então, por causa do Urim e Tumim, um milagre acontecia com as letras dos nomes lapidados nas pedras preciosas

 

Rabi Yo’hanan na Guemará (Yoma) diz que um conjunto de letras se destacava e o Cohen Gadol montava com elas palavras por meio de Rua’h aKodesh (Inspiração Divina). Reish Lakish diz que as letras se moviam milagrosamente e montavam palavras.

 

O Ramban, Rabi Moshê ben Na’hman explica que as letras se iluminavam para o Cohen Gadol e assim elas se ressaltavam

 

O que são Urim e Tumim?

 

Rashi esclarece que o Urim e o Tumim são o Nome explícito de AShem escrito e colocado dentro das dobras do ‘Hoshen

 

Por meio dele as palavras ‘Hoshen se tornavam perfeitas e iluminadas, e por causa desse Nome de AShem que estava nele o ‘Hoshen é chamado de ‘Hoshen Mishpat.

 

Porque por meio dessa escrita as perguntas eram milagrosamente julgadas e as respostas do ‘Hoshen eram explícitas determinando se fazer ou não fazer o que foi perguntado.

 

Urim

 

O Ari Zal explica que o Urim era o Nome de AShem conhecido como Nome “Mem Beit”, letra Mem e letra Beit do alfabeto hebraico cujo valor numérico delas juntas é 42.

 

Esse nome é chamado de “Mem Beit” por ser composto pelas iniciais de cada uma das 42 palavras da reza cabalística “Ana Bekoa’h”

 

Tumim

 

O Ari Zal explica que o Tumim era o Nome de AShem conhecido como “Ain Beit” (72) que é assim chamado por ser o valor numérico do “Milui” (preenchimento) do nome de AShem de quatro letras conhecido como Tetragrama,

 

Ou seja, o nome de cada letra é escrito literalmente e o resultado do valor numérico das letras que compõem os nomes das quatro letras é 72

 

Quando o Cohen Gadol estava no Mishkan ou no primeiro Beit aMikdash esses Nomes se encontravam dentro do ‘Hoshen

 

Diz o Ari Zal que não era possível fazer perguntas dessa forma a não ser dentro do Beit aMikdash ou do Mishkan

 

E por isso o ‘Hoshen de Aviatar, o Cohen que fugiu da cidade de Nov que foi atacada por Shaul e se uniu à David antes de ele ser o rei de Israel, não tinha o Urim e Tumim

 

Ou seja, David recebia respostas Divinas do ‘Hoshen de Aviatar por meio do Rua’h aKodesh do próprio David, e não por causa do Urim e Tumim

 

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Más sempre rezando por você
www.RabinoGloiber.org

Por trás dos bastidores da Meguilá

 

Por trás dos bastidores da Meguilá

 

Pergunta o Zohar: porque aquela geração teve que passar por um susto desses?

 

E a resposta do Zohar é: porque eles tiveram o prazer em participar da festa daquele criminoso que era Ahashverosh, o Rei da Pérsia.

 

Mas esse motivo sozinho, diz o Zohar, ainda não seria o suficiente para justificar um susto dessa proporção.

 

Então o próprio Zohar traz mais um motivo:

 

Aquela geração é a mesma que tinha se prostrado na frente da estátua de Nabucodonosor antes dos persas conquistarem a Babilônia

 

Ou seja, aquela geração tinha uma pendência anterior de ter se prostrado na frente da estátua de Nabucodonosor mesmo sem acreditar nisso, e tiveram a oportunidade de retificar essa transgressão se não tivessem participado da festa que Ahashverosh fez para todos os habitantes de Shushan Habirá

 

Naquela festa Ahashverosh se vestiu com as roupas do Cohen Gadol e distribuiu vinho nos copos de ouro do Beit aMikdash, expressando dessa maneira que a nossa religião é um assunto puramente cultural, somente um folklore, mas que não tem um D’us de verdade que interage com a sua criação dando um prêmio para quem faz o bem e um castigo para quem faz o mal

 

Então aparece um Haman que faz um decreto de morte à todos os judeus que professam a religião judaica colocando todo o nosso povo em uma situação de morrer como judeus ou salvar a própria vida trocando de religião

 

Por trás do decreto de Haman

 

A Meguilá nos conta que em Shushan aBirá havia um judeu, e o seu nome era Morde’hai ben Yair ben Shim’i ben Kish e ele era da tribo de Biniamin

 

Surge a pergunta: Se ele era da tribo de Biniamin, porque ele é chamado de judeu que é alguém que pertence à tribo de Judá?

 

Explica a Guemará que a palavra “Judeu” recai sobre todos aqueles que não se prostram na frente da idolatria, e portanto tanto os Cohanim quanto os Leviim daquela época foram chamados de judeus pelo motivo de professarem a religião judaica e não se curvarem na frente da idolatria, e não pelo motivo de pertencerem à tribo de Judá

 

O Midrash nos conta que Haman, à exemplo do faraó do Egito e de Nabucodonosor rei da Babilônia, se considerou um deus.

 

E por isso Morde’hai não se prostrava na frente dele mesmo sendo isso uma ordem do Rei

 

O Ralbag, um grande Rabino da idade média, nos conta que explicaram para Haman que Morde’hai não pode se prostrar na frente dele por motivos religiosos, por ser judeu, e que por esse motivo Haman decidiu fazer um decreto de morte à todos os judeus, ou seja, à todos os que professam a religião judaica!

 

Mas se um judeu se convertesse à outras religiões, para Haman ele não seria mais judeu, e esse decreto não recairia mais sobre ele

 

O povo de Israel se manteve firme na sua religião mesmo consciente de todas as consequências, sendo que aquele decreto foi feito para todos os 127 países do mundo que naquela época pertenciam ao império persa e não tinha para onde fugir.

 

Ou seja, todos os judeus estavam dispostos a morrer pela nossa religião

 

Diz a Guemará que quando nós fazemos Teshuvá e voltamos a nos comportar de acordo com a Torá, descobrimos que D’us já tinha criado o remédio antes de criar a doença.

 

Ou seja, D’us cria a solução antes de criar o problema, e por meio da nossa Teshuvá Hashem nos revela a solução

 

Antes de Haman fazer o decreto contra o nosso povo aconteceram algumas coisas que somente depois do decreto vimos que aqueles acontecimentos tinham sido milagres sobrenaturais e indispensáveis para a nossa salvação.

 

 

A morte da Rainha 

 

Vashti, a rainha da Pérsia, vinha de uma linhagem real, ela era a neta do rei da Babilônia.

 

Quando Ahashverosh se casou com ela, ele também entrou na família real, e portanto ela era o motivo da sua realeza e a última pessoa no mundo a quem ele teria interesse em prejudicar.

 

 

No sétimo dia do banquete que Ahashverosh fez para os habitantes de Shushan, banquete no qual ele expressou que a profecia do profeta Yermiahu (Jeremias) de os judeus voltarem para Jerusalém depois de setenta anos não aconteceu e portanto esse profeta é falso e esse D’us não existe, ele mandou os sete ministros da Babilônia chamarem a rainha Vashti para mostrar toda a sua beleza no banquete dos homens.

 

Aquele dia era Shabat. A rainha Vashti, uma antissemita diplomada e pós graduada que propositalmente contratava jovens judias para fazer com que elas profanassem o Shabat, e quando elas se recusavam eram obrigadas a desfilarem por toda a cidade nuas e montadas a um cavalo.

 

Essa mesma rainha Vashti é chamada pelo Rei para desfilar totalmente nua no Shabat no banquete dos homens, mostrando que esse D’us que está sendo proclamado nesse mesmo banquete como “inexistente” está interagindo no mundo e fazendo as coisas mais surreais acontecerem como se fossem as coisas mais naturais.

 

 

AShem fez um milagre e a rainha Vashti antes da sua “apresentação” tem uma grave doença estética e não pode se apresentar.

 

Um dos sete ministros, que de acordo com o Midrash era o próprio Haman, aconselhou o rei a matar a rainha por ter desobedecido o rei e ter dado um mau exemplo para o povo.

 

O Rei, ao contrário da sua própria ideologia, manda matar a rainha Vashti, fazendo com que a profecia do próprio profeta Yermiahu sobre a Babilônia que incluía a morte da neta do rei da Babilônia acontecesse.

 

Yermiahu era esse profeta que o rei estava desacreditando no seu banquete pelo fato de o próprio rei ter errado na conta de setenta anos que o profeta Yermiahu fez, e não pelo profeta ter errado.

 

 

Afinal das contas com esse grande milagre sobrenatural que aconteceu sem que ninguém percebesse, o “status quo” mais sólido da época foi destruído abrindo as portas para uma grande mudança.

 

Quando passou a fúria do rei ele teve um grande remorso pelo que fez, por ter matado a sua rainha, demonstrando que tudo tinha acontecido por um motivo superior a própria vontade dele.

 

Vendo a tristeza do rei, seus servos o aconselharam a fazer um concurso de miss universo entre todos os 127 países para encontrar a mulher mais bonita do mundo e se casar com ela.

 

Continua…..

 

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

Quando entra o mês de Adar aumentamos a alegria 🥰

 

Quando entra o mês de Adar aumentamos a alegria.

(Guemará, Taanit 29a; Maguen Avraham, Ora’h Hayim 686)

 

O Alter Rebe nos pediu para publicar uma grande regra no trabalho Divino

 

Que da mesma maneira que em uma vitória neste mundo físico, como por exemplo dois homens lutando um contra o outro, um tentando derrubar o outro, se um deles estiver desanimado e lento , será facilmente derrotado e cairá , mesmo que ele seja mais forte do que o outro, sendo que sua preguiça e lentidão vão impedi-lo de revelar a sua força.

 

Desta mesma maneira devemos lutar contra os nossos impulsos.

 

É impossível refinar a nossa natureza com preguiça e negligência que são
consequência da tristeza e de um coração fechado mas sim com entusiasmo, que deriva da alegria e de uma abertura de coração livre da influencia de qualquer sinal de preocupação e tristeza no mundo

 

Quando entra o mês de Adar aumentamos a alegria.

 

O Rebe explica que a intenção aqui não é somente a de aumentarmos a nossa alegria no início de Adar, mas continuamos a aumentar a nossa alegria durante todo o mês de Adar, dia após dia, minuto após minuto.

 

E depois de Adar temos que levar essa alegria para o ano inteiro, e tudo o que fizemos tem que estar repleto dela.

 

A alegria crescente de Adar é uma preparação para a nossa Gueulá, nossa Redenção Final.

 

Mesmo que a alegria da Gueulá vai ser infinita, ela irá crescendo dia após dia, minuto após minuto, cada vez mais, atingindo constantemente novos níveis que transcendem completamente nossa alegria anterior.

 

Devemos nos preparar para isso agora, fazendo o máximo para conseguir atingir uma alegria ilimitada e crescente, e assim vamos conseguir ainda agora provar um pouquinho da grande alegria que em breve chegará para ficar, e não só para ficar, mas para ficar eternamente.

 

 

Rabino Goiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

O segredo da Trumá

 

https://www.instagram.com/reel/DUyARiSkU7b/?igsh=ODJiYjdoa2Fnbm1s

 

Trumá

 

Nossa Parashá nos conta sobre o pedido Divino ao povo de Israel de doarem para a construção do Mishkan.

 

Traduzido como Tobernáculo, palavra que também precisa de uma tradução, então vamos deixar Mishkan mesmo!

 

A linguagem do versículo é : “pegar para AShem (para D’us) uma doação”.

 

Unkelus bar Kalonikus era o filho da irmã do imperador romano Titus que destruiu o segundo Beit aMikdash causando um verdadeiro holocausto para o nosso povo.

 

Unkelus se converteu ao judaísmo e se tornou um “Tana” ou seja, grande Sábio da época da Mishná.

 

Deixou de ser Unkelus bar Kalonikus e se tornou Unkelus ben Avraham Avinu.

 

Ele chegou ao nível de Tzadik e escreveu a tradução explicativa da Torá para o aramaico, e mesmo havendo na época outras traduções da Torá para o aramaico a tradução explicativa dele foi escolhida pelos Sábios da Mishná para ser lida toda semana.

 

Nossos Sábios decretaram ler toda semana duas vezes a Parashá da semana e uma vez a tradução de Unkelus, e por isso ela já vem impressa em todo ‘Humash ao lado da Parashá.

 

Essa tradução foi feita quando ele estava em um nível espiritual elevadíssimo e já tinha Rua’h aKodesh, ou seja, ele viu lá encima como teria que traduzir aqui embaixo.

 

Quando ele chegou nesse versículo que diz “pegar” para AShem (D’us) uma doação, ele traduziu “dar”.

 

Se a tradução é “dar” porque o texto em hebraico diz pegar?

 

Aqui revelamos um segredo oculto da Torá, quando você está dando uma doação na verdade você está “pegando” para você muito mais.

 

Ou seja, no mérito da doação AShem te dá muito dinheiro!

 

Mas a doação tem que ser para o Mishkan, ou seja, para todos os assuntos do judaísmo original que transformam esse mundo não só em uma moradia para AShem, mas na moradia principal 🌻

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

 

🍁🍁🍁🍁

A Parashá da minha vida- Mishpatim

Os Rabinos portugueses de centenas de anos atrás usaram a letra “H” para a transliteração da letra “ח” em Hebraico que equivale a dois erres “rr” em português

 

Na transliteração do hebraico nessa página vamos usar a letra “h” com um apóstrofo ( ‘ ) como dois erres (rr) assim: ‘h e a letra “A” para a transliteração da letra “ה” em Hebraico que tem o som da letra A na língua portuguesa

 

Nossa Parashá nos conta sobre a proibição de se comer carne com leite.

Sabemos que todo animal impuro é considerado impuro porque tem uma alma animal proveniente de três níveis espirituais impuros chamados pela Kabalá de três “Klipot Tmeot”.

 
Nesse caso a impureza é tão grande que não conseguimos elevar o “Nitzutz” (Centelha Divina), a ínfima Kedushá (Santidade) que faz essa Klipá existir.

Esse “Nitzutz” não está revestido na Klipá pelo fato de ela ser uma “Klipá impura”, mas ele dá vida a ela de maneira envolvente sem se revestir nela.

 

Se não houvesse esse Nitzutz do lado bom a klipá não existiria, sendo que AShem(D’us) é a essência do bem e a natureza do bem é fazer o bem.

A coisa ruim só existe enquanto suga a sua vitalidade do lado bom, mas quando esse Nitzutz é tirado da coisa ruim ela não tem mais de onde sugar sua vitalidade e portanto, desaparece.

 

Muitas regras na Torá tem exceção, mas a exceção só pode acontecer se a própria Torá trouxer um versículo que determine essa exceção.

 

No caso de comer uma coisa não kasher por motivos de perigo de vida, a Torá “libera”, ou seja, libera o Nitzutz da comida impura que não teríamos capacidade de liberar em uma situação normal.

 

Se um náufrago judeu se encontra em uma ilha na qual a única coisa que ele tem para comer lá são animais impuros, nesse caso devido ao perigo de vida a Torá libera esses animais impuros.

Por meio dessa exceção de regra, conseguimos liberar o Nitzutz fazendo o lado espiritual ruim desses animais impuros  desaparecer por não ter de onde sugar a sua vitalidade.

 
Em todos os casos de perigo de vida esse fenômeno Kabalistico (de conseguir liberar o Nitzutz de maneira não convencional) acontece.

Tanto no caso do náufrago que teve que comer lagartos quanto no caso do doente que recebeu do médico um remédio não kasher, em todos os casos em que nossa vida é salva dessa forma nossa Alma Divina recebe uma força especial para conseguir liberar o Nitzutz da comida impura.
 

Em uma situação normal, que não é um perigo de vida, não temos essa capacidade de liberar o Nitzutz da comida impura.

Nesse caso, a comida impura nos rebaixa para o nível dela, para o nível das três Klipot Tmeot. Para as três categorias de impureza espiritual, com todas as suas consequências.

 

A carne cozida com leite é o pior problema no assunto de Kashrut.

Essa proibição aparece três vezes na Torá nos ensinando ser proibido para nós, comermos carne com leite, cozinharmos carne com leite, mesmo que não comeremos, e por final, termos qualquer proveito de uma carne cozida com leite mesmo que não fomos nós que fizemos essa mistura.

 
Aqui está se tratando até de uma carne kasher com leite kasher, uma carne que pairava sobre ela uma energia espiritual do lado bom e um leite que pairava sobre ele também uma energia espiritual do lado bom.

Na hora que eles se misturam, essa energia espiritual do lado bom desaparece e lá se revela a maior impureza possível e imaginável do assunto de Kashrut.

 
E A PERGUNTA É:

Se até o próprio porco, que é a “marca registrada” dos animais impuros, se liberta do seu lado impuro quando alguém precisa comê-lo por motivos de perigo de vida, como pode acontecer um caso totalmente oposto que é uma carne kasher e um leite kasher, mas que juntos se tornam a coisa mais não kasher do mundo?

 

Uma carne de animal puro que passou por um abate kasher e o sangue dela foi tirado depois do abate com sal grosso, ou se expeliu quando essa carne estava sendo assada.

 

Como pode ser que depois disso, se ela for cozida com leite, mesmo o leite sendo Kasher, ela se torna o maior de todos os problemas de Kashrut possíveis e imagináveis?

 

A EXPLICAÇÃO DO ZOHAR:

 
Quando AShem trouxe as dez pragas para o Egito, pediu para Moshe fazer uma ação antes de cada uma delas, para que o castigo do tribunal Divino que se encontra em uma dimensão espiritual descesse para o nosso mundo material que é o “mundo da ação”, e por isso Moshe Rabeinu precisou fazer uma ação para cada praga se revelar no Egito.

 
AShem pediu para Moshe bater com seu cajado nas águas do rio Nilo para que ele se transformasse em sangue.

Moshê respondeu que não poderia dar essa cajadada no rio Nilo porque quando Moshe era nenê sua mãe o colocou em uma cestinha impermeável nesse rio e assim sua vida foi salva. Por isso ele não pôde ser ingrato e dar essa cajadada.

Nesse caso AShem poderia fazer com que o rio Nilo se transformasse em sangue sem a cajadada, mas no lugar disso, AShem pediu para Moshe falar para Aharon para ele dar a cajadada, e não Moshe.

A mesma coisa  aconteceu na praga dos piolhos. AShem pediu para Moshe jogar a terra do Egito para cima, e assim começaria a praga dos piolhos.

Moshe disse para AShem que não pode ser ingrato com a terra porque quando ele matou o soldado egípcio que estava tentando assassinar um judeu ele o enterrou na terra para o faraó não descobrir o que ele tinha feito.

Nesse caso também, AShem não fez a praga dos piolhos sem que tivesse uma ação material que sincronizasse a praga com o nosso “mundo da ação”, e pediu para Moshe pedir para Aharon que ele jogasse a terra para cima, e assim a praga começaria.

Diz o Zohar que exatamente isso é o que acontece na mistura da carne com leite.

 

A raiz do leite lá em cima é a Sefirá chamada de Hessed que é a fonte das bondades. A Hessed é representada pela cor branca.

A raiz espiritual da carne, lá em cima é a Sefirá chamada de Guevurá que é a fonte das durezas, a fonte das severidades.

A Hessed sempre limita a Guevurá e nos salva das calamidades que a Guevurá pode nos causar.

Diz o Zohar que quando comemos carne com leite aqui neste mundo estamos fazendo uma ação no mundo da ação, dando a “cajadada” que vai neutralizar a Hessed lá em cima impedindo ela de ser um filtro para a Guevurá.

E quando não há o limite da Hessed, a guevurá desce até o fundo do abismo causando tragédias aqui nesse mundo.

E por isso, diz o Zohar, que todas as comidas de Nabucodonosor, rei da Babilônia, eram compostas de carne com leite, e assim ele recebia suas energias negativas para fazer todo o mal que fazia.

 
Nabucodonosor mandou dar essa comida para o profeta Daniel, que por sua vez subornou o responsável por ele para não precisar comer nada do palácio do rei.

O Zohar nos conta que quando o profeta Daniel foi colocado na cova dos leões, os leões não fizeram nada a ele. O motivo para isso foi o fato de ele não ter comido os derivados de carne com leite que o rei mandava para ele.

 
Diz o Zohar que isso acontece pelo motivo de termos uma aparência espiritual que nós próprios não vemos, mas que os animais conseguem ver.

E se o profeta Daniel tivesse comido a carne com leite que o rei mandava, ele perderia a aparência espiritual de ser humano criado à “imagem e semelhança Divina”, e no lugar disso teria a aparência espiritual do cabritinho, ao qual os demônios também são comparados, e nesse caso os leões o teriam comido.
 

Conclusão: Coma só kasher, você só tem a ganhar!
 

🌻🌻🌻🌻🌻

Nossa Parashá começa com as palavras: “E essas são as sentenças que você vai colocar na frente deles”

 
A Parashá anterior nos contou sobre a entrega da Torá e os de Dez Mandamentos, e aparentemente nossa Parashá está continuando esse assunto com mais detalhes.

 
Mas se a intenção da nossa Parashá é a de nos ensinar as leis judaicas, por que ela usa a linguagem “sentenças” e não “leis”?

 

Sentenças são a consequência dos julgamentos, considerando que a pessoa já sabia anteriormente a lei, tendo sido sentenciada por tê-la transgredido.

 

Sentenças não são o próprio estudo das leis, mas sim a colocação das leis, na prática.

O LADO REVELADO E O LADO OCULTO DA TORÁ

A Torá tem um lado simples e um lado profundo. Quando a linguagem da Torá não se encaixa exatamente no significado simples, ela está nos indicando que por trás disso há algo muito mais profundo.

 
Um exemplo disso é a linguagem, também na nossa Parashá, de “olho por olho, dente por dente, braço por braço, perna por perna, queimadura por queimadura, ferida por ferida”.

Essa linguagem é analisada e explicada, e a conclusão é de que ela quer dizer que a indenização por um olho não é a mesma que a indenização por um dente.

Mas jamais a intenção da Torá seria de que se uma pessoa sem dentes quebrasse os dentes de alguém, estaria isento de punição.

Ou de que alguém que causou a perda de um olho de outra pessoa, tivesse seu próprio olho arrancado, o que provavelmente também poderia causar a sua morte, que não é a penalidade nesse caso.

Então, por que a Torá já não diz diretamente que aqui está se tratando de indenizações?

Por que a Torá não usa uma linguagem direta, mas no lugar disso usa uma linguagem que tem que ser analisada e explicada?

O motivo para isso é que essas linguagens vêm nos indicar grandes segredos que estão por trás delas, como explica o Zohar.

Diz o Zohar que nossa Parashá está nos revelando o segredo das reencarnações, o sentenciamento das Almas, e por isso está escrito que essas são as sentenças que você colocará na frente deles.

A lei do escravo judeu que trabalha seis anos e no sétimo sai livre, representa dois tipos de Alma.

Um tipo de Alma que se reencarna para consertar a si própria, representada pelos seis anos de trabalho que indicam seis Sefirot, seis níveis espirituais que ela tem que consertar.

Outro tipo de Alma que não tem nada para consertar, mas se reencarna para auxiliar os outros a se consertarem, representada pelo sétimo ano, o qual é o ano da liberdade do escravo na Parashá, indicando a Sefirá chamada de Mal’hut.
 

A ESTRUTURA DA REENCARNAÇÃO

 

Quando uma pessoa falece, ou seja, a Alma deixa o corpo e ele se torna um corpo sem vida, devemos enterrá-lo dentro de 24 horas, considerado pela Torá um dia e uma noite.

 

O motivo para isso, é porque talvez tenha sido decretado para ele se reencarnar novamente naquele mesmo dia para o seu próprio bem.

E todo o tempo que o corpo não é enterrado, a Alma não se apresenta na frente de AShem, e não pode entrar em um segundo corpo para uma segunda reencarnação, sendo que não é dado um segundo corpo para a Alma até que seja enterrado o primeiro.
 

O SEGUNDO CORPO

 

O segundo corpo recebe aquela mesma Alma, com o mal que ela fez na reencarnação anterior, e ela deve se refinar nesta segunda reencarnação. Ela deve se separar desse mal ao qual veio ligada.

Conseguimos eliminar esse mal por meio da Teshuvá e do estudo da Torá, estudando as leis do que é permitido e proibido, do que é puro e do que é impuro, do que é adequado e do que é inadequado, e dessa maneira separamos o mal do bem.

E assim, sem o bem para lhe dar a vida, o mal desaparece.

Em último recurso. Se não fizermos Teshuvá (retorno) e estudarmos Torá, esse mal desaparece por meio de sofrimentos relativos ao que fizemos na reencarnação anterior, mas novamente, esse é o último recurso.

E por isso, em relação à reencarnação, a linguagem “olho por olho e dente por dente” está exata.

Se ele causou para alguém na reencarnação anterior a perda de um olho ou de um dente e morreu sem fazer Teshuvá.

Se não corrigir essa pendência de maneira positiva na reencarnação posterior, ele pode chegar a perder o olho ou o dente na prática.

 

O motivo de a Teshuvá, e o estudo da Torá, limparem totalmente as pendências da nossa Alma, sem precisarmos de um castigo adicional pelo que fizemos, é porque a própria reencarnação já é um castigo, e já serve para nos purificar.

Esse é o motivo, diz o Zohar, que vemos às vezes um Tzadik que tem uma vida difícil.

 

Porque talvez ele já tenha estado alguma vez nesse mundo, mas daquela vez ele não foi muito Tzadik, e faleceu assim, sem fazer Teshuvá.

E agora que veio novamente para esse mundo, é cobrado dele o que ele fez da vez passada.

 

Quando  mudamos  de lugar, mudamos o nosso destino para melhor .

A Guemará nos conta que uma pessoa que muda de lugar, muda o seu destino para melhor.

E a fonte dessa Guemará é baseada na história do nosso patriarca Avraham Avinu.

AShem diz para ele deixar a sua terra, e a continuação do assunto, é que AShem fará dele um grande povo, e onde ele morava antes, ele não teria filhos.

Diz o Zohar que uma mudança é considerada uma nova reencarnação.

E por isso, diz o Zohar, quando um Tzadik tem que mudar de lugar para lugar, de uma casa para outra, é como se ele tivesse se reencarnado várias vezes, e sobre isso está escrito no segundo Mandamento “e faz bondade milhares de vezes para os seus amados”.

 
As pessoas ruins, tem direito somente a três reencarnações, três chances de se consertar de maneira positiva.

Se fizerem Teshuvá, o exílio limpa os pecados, e as mudanças de lugar para lugar são consideradas para ele como várias reencarnações, mais do que ele tinha direito, purificando sua Alma mais ainda.

E assim ele chega à perfeição da mesma forma que o Tzadik.

Essa mudança de lugar para lugar, são consideradas uma nova reencarnação e purificam mais um pouquinho a nossa Alma. Pode ser até uma viagem de férias ou de negócios, sendo que nesse caso você não está na sua casa.
 

UMA PESSOA RUIM COM UMA VIDA BOA.

 

Da mesma maneira que existe o Tzadik, que sofre por não ter sido tão Tzadik na reencarnação anterior, existem pessoas que tem uma vida boa agora, por terem sido pessoas melhores na reencarnação anterior.

 
Conclusão:

Aprendemos daqui que devemos sempre estar felizes em qualquer situação, mesmo que nossa situação atual não justifique essa felicidade, e nunca devemos questionar o fato de alguém que se comporta pior do que nós estar tendo uma vida melhor do que a nossa.

Porque  quando estamos felizes sem motivo, AShem nos dá um desconto das pendências anteriores, e nos dá o motivo para estarmos felizes de verdade!

 

Shabat Shalom!
Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você

Mensagem da Parashá

Porque as coisas boas acontecem por meio das pessoas boas ?

 

 

Por que as coisas boas acontecem por meio das pessoas boas?

 

Nossa Parashá nos conta que a pessoa que matou alguém sem intenção é exilada para uma das “cidades de refúgio”.

 

A linguagem do versículo é: “ele não teve intenção mas D’us colocou (esse acontecimento) na mão dele”.

 

Mas porque D’us deixaria acontecer uma coisa dessas por meio dele?

 

Disse o rei David à Shaul:- “Como diz o provérbio original (se relacionando à Torá) “Dos malvados sai o mal”. (e por esse motivo, mesmo tendo tido a oportunidade de matar Shaul em legítima defesa ele não o fez)

 

E aonde a Torá nos diz que dos malvados sai o mal?Nesse nosso exato versículo!

 

“D’us colocou na mão dele” !

 

Ou seja, uma coisa ruim decretada pelo tribunal Divino para acontecer no mundo, acontece por meio de uma pessoa ruim (e por isso David não matou Shaul mas se protegeu de outra maneira, fugindo para a terra dos filisteus)

 

Pergunta Rashi:- Sobre o quê nosso versículo está falando?

 

E ele próprio responde:- Sobre duas pessoas!

 

Uma que assassinou sem intenção e outra que assassinou intencionalmente, e que nesses dois casos não havia testemunhas e eles não receberam nenhum castigo.

 

Um decreto do tribunal Divino trás os dois a um mesmo lugar.Esse que tinha assassinado intencionalmente (nessa reencarnação ou em outra) está sentado embaixo de uma escada, e esse que tinha assassinado sem intenção (também nessa reencarnação ou em outra) sobe na escada.

 

Sem querer, o que tinha assassinado sem intenção cai sobre aquele que tinha assassinado intencionalmente matando ele sem intenção na frente de pessoas que testemunham esse acontecimento , consequentemente ele é condenado à exílio.

 

Final da equação: Esse que matou sem intenção é exilado e esse que matou intencionalmente é morto fazendo acontecer o “Tikun”, o “conserto” daquelas duas almas que carregavam essa pendência até que essa “correção” acontecesse.

Diz o Ari Zal que isso pode ser dividido em duas reencarnações, na primeira ele assassinou intencionalmente e na segunda ele foi morto , e esse é o conserto e refinamento dessa alma, o mesmo se aplica ao segundo caso.

 

Essa equação é aplicada a qualquer transgressão determinando uma regra chamada “megalguelim ze’hut al yedei zacai ve’hová al yedei ‘hayav” .

 

Ou seja, lá de cima fazem uma coisa boa acontecer por meio de uma pessoa boa e uma coisa ruim por meio de uma pessoa ruim.

 

E muitas vezes uma pessoa boa na reencarnação atual infelizmente tinha sido uma pessoa ruim na reencarnação anterior e carrega essa pendência sem saber.

 

Como no caso que trás o Ari Zal sobre um dos inúmeros motivos espirituais pelos quais uma mulher tem um aborto.

 

Nessa reencarnação ou em alguma anterior ela concordou em fazer um aborto não por perigo de vida dela mas talvez por motivos econômicos ou sociais. A partir daí essa mulher carrega essa pendência.

 

Em outro caso uma pessoa cometeu uma transgressão passível de uma pena Divina chamada “caret” (redução da vida para menos de cinquenta anos) mas ela já estava velha e não tinha como passar por esse “caret”.

 

A mulher que carregava a pendência do aborto engravida e o embrião recebe a alma dessa pessoa que precisa receber o caret .

 

No final ela acaba abortando por qualquer motivo contra a vontade dela causando o “caret” dele, e assim as pendências espirituais dele e dela desaparecem, e essas duas almas se purificam.

 

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
www.RabinoGloiber.org

www.RabinoGloiber.org

A mentira na visão judaica

 

A mentira na visão judaica:

 

Nossa Parashá diz : “Fique longe da mentira”!Se a mentira não é coisa boa, por que a Torá não nos proíbe mentir?

 

E se mentira é coisa boa porque a Torá nos pede para ficar longe dela?

 

Diz o Baal Shem Tov que a mentira é um veneno e de um veneno temos que ficar longe.

 

Mas um médico especialista sabe em que dose o veneno vira remédio e em que overdose ele volta a ser veneno, e sem o veneno não dá para fazer o remédio.

 

O exemplo disso na Torá é Aharon Hacohen que por meio de uma “mentirinha” conseguia fazer as pazes entre marido e mulher e entre duas pessoas que estavam brigadas.

 

Ele era o médico especialista que sabia a dose certa do veneno para salvar as pessoas.Outro exemplo encontramos com Beit Hilel na Mishná.

 

Segundo eles devemos dizer em qualquer casamento que a noiva é bonita e simpática (mesmo sendo ela feia e antipática).

 

Muitos exemplos desse gênero encontramos nos livros judaicos.

 

Por outro lado, nem toda verdade é permitida pela Torá e muitas vezes a verdade é classificada como “leshon hará” (publicar uma coisa ruim sobre alguém) que é uma transgressão da Torá.

 

O mito de que se a coisa é verdadeira fica permitido falar foi refutado pelo judaísmo a ponto de o Hofetz  Haim ter escrito um livro inteiro sobre qual verdade é permitido falar e em que caso , para não ser considerado uma “leshon hará”.

 

Ou seja, uma verdade que quando divulgada pode prejudicar alguém também se torna um veneno!

 

Curiosidade :

 

O ditado “a mentira tem perna curta” provavelmente é de origem judaica.

 

Porque  no hebraico cada uma das três letras da palavra mentira (sheker) tem um pé só (perna curta) enquanto que cada uma das três letras da palavra verdade em hebraico (emet) tem dois pés.

 

Mas na língua  portuguesa não há essa lógica, mostrando que a única base para esse ditado é a língua hebraica

 

Talvez isso seja mais um sinal das origens judaicas dos bandeirantes brasileiros.

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

www.RabinoGloiber.org

D’us faz as coisas boas acontecerem por meio das pessoas boas

Mishpatim

 

A Torá nos conta que a pessoa que matou alguém sem intenção é exilada para uma das “cidades de refúgio”.

A linguagem do versículo é: “ele não teve intenção mas D’us colocou (esse acontecimento) na mão dele”.

Mas porque D’us deixaria acontecer uma coisa dessas por meio dele?

Disse o rei David:- “Como dizia o antigo provérbio, dos malvados sai o mal”.

E aonde a Torá diz que dos malvados sai o mal?

Nesse nosso exato versículo! : “D’us colocou na mão dele”

Ou seja, uma coisa ruim que tem que acontecer, acontece por meio de uma pessoa ruim!

Pergunta Rashi:- Sobre o quê o versículo está falando? Sobre duas pessoas , uma que assassinou sem intenção e outra que assassinou intencionalmente .

Nos dois casos não haviam testemunhas e eles não receberam nenhum castigo.

Então D’us faz com que eles se encontrem em um mesmo lugar.

Esse que tinha assassinado intencionalmente está sentado embaixo de uma escada, esse que tinha assassinado sem intenção sobe na escada e sem querer cai sobre aquele que tinha assassinado intencionalmente matando ele sem intenção na frente de pessoas que testemunham esse acontecimento e ele é condenado à exílio.

Conclusão :

Esse que matou sem intenção é exilado e esse que matou intencionalmente é morto fazendo acontecer o Tikun , correção das almas que agora, depois desse Tikun ficam livres de pendências anteriores.

Diz o Ari Zal que isso pode ser dividido em duas reencarnações:

Na primeira reencarnação ele assassinou intencionalmente e na segunda ele foi morto sem querer, e esse é o conserto e refinamento dessas duas almas.

Essa equação é aplicada a qualquer caso e qualquer coisa determinando uma regra chamada “megalguelim ze’hut al yedei zakai ve’hová al yedei ‘hayav” .

Ou seja, lá de cima fazem uma coisa boa acontecer por meio de uma pessoa boa e uma coisa ruim por meio de uma pessoa ruim.

Muitas vezes uma pessoa boa na reencarnação atual infelizmente tinha sido uma pessoa ruim na reencarnação anterior e carrega essa pendência sem saber, como é o caso que traz o Ari Zal na nossa Parashá sobre um dos inúmeros motivos espirituais pelos quais uma mulher tem um aborto .

É o caso em que nessa reencarnação ou em alguma anterior ela concordou em fazer um aborto não por perigo de vida dela mas talvez por motivos econômicos ou sociais. Essa mulher carrega essa pendência.

Outra pessoa cometeu uma transgressão passível de uma pena Divina chamada “caret” (redução das vida para menos de cinquenta anos) mas ela já estava velha e não tinha como passar por esse “caret”.

Essa pessoa falec. A mulher que carrega a pendência do aborto engravida e o embrião recebe a alma dessa pessoa que precisa receber o caret .

No final ela acaba abortando ele contra a própria vontade causando o “caret” dele e as pendências espirituais dele e dela são eliminadas e essas duas almas são purificadas.

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

Mensagem da Parashá

Medicina convencional e medicina alternativa de acordo com a Torá

 

Os Rabinos portugueses de centenas de anos atrás usaram a letra “H” para a transliteração da letra “ח” em Hebraico que equivale a dois erres “rr” em português

 

Na transliteração do hebraico nessa página vamos usar a letra “h” com um apóstrofo ( ‘ ) como dois erres (rr) assim: ‘h e a letra “A” para a transliteração da letra “ה” em Hebraico que tem o som da letra A na língua portuguesa

 

 

 

 

Medicina convencional e Medicina alternativa 

 

A Torá nos ensina que se duas pessoas brigarem e um ferir o outro, uma das coisas que o agressor é condenado é a pagar o custo do médico para curar o agredido.

 

Sendo que a Torá nunca tiraria de alguém um dinheiro indevido e esse custo não aparece aqui como multa, daqui concluem nossos Sábios que a Torá deu ao médico a permissão Divina para curar, como diz Abaye na Guemará em Bra’hót (60/a).

 

Essa “permissão” da Torá não está tratando de “caso ele queira” rezar para AShem (D’us) curar ele é o suficiente e “caso ele queira” ir ao médico está permitido, mas sim que ele é obrigado a ir ao médico.

 

Ou seja, permissão aqui quer dizer obrigação. AShem dá a força para o médico curar e a obrigação para o doente procurar o médico.

 

O Shul’han Aru’h em “Yoré Deá” traz essa lei na prática determinando que ir ao médico quando necessário é uma Mitzvá da Torá para todos os judeus e está incluída na Mitzvá de “Pikua’h Nefesh”. Por isso, diz o Shul’han Aru’h:

 

Qualquer pessoa que está em uma situação que necessita de um médico

 

e opta por não ir, é um criminoso (contra si próprio) (Yoré Deá 336/1)

 

Ou seja, pela Torá um crime contra si próprio também é um crime, e quando a Torá nos pede para agir de maneira natural temos que agir assim porque essa é a vontade Divina.

 

Medicina alternativa

 

A Torá diz que foi dada ao médico a permissão para curar.

 

Em alguns casos a medicina convencional é melhor e em outros a alternativa é mais eficiente.

 

Em um caso de úlcera gástrica por exemplo, algumas vezes pela medicina convencional é necessário fazer uma operação e a medicina alternativa resolve o mesmo problema com uma dieta, o que é uma melhor opção.

 

Ou em caso de dores, às vezes a medicina convencional só consegue resolver isso com remédios fortes que trazem efeitos colaterais ou viciam, e a medicina alternativa resolve o mesmo problema com acupuntura.

 

Sendo que os resultados são reais e até os convênios estão oferecendo medicina alternativa, está claro que devemos optar pelo tratamento mais eficiente, mais eficaz e menos prejudicial à saúde, sendo ele medicina convencional ou alternativa.

 

Mas quando a medicina alternativa envolve assuntos de idolatria como cura por meio de espíritos ou coisas desse gênero, aí entramos na proibição da Torá em relação a idolatria, e esse tipo de medicina alternativa é proibido pela Torá.

 

Três médicos, duas opiniões

 

Quando o problema de saúde é complexo e envolve assuntos irreversíveis, o ideal é se consultar com três médicos diferentes e, sem faltar com o respeito a nenhum deles optar pela melhor solução.

 

No caso que dois médicos estão diagnosticando igual é mais provável que estejam mais certos do que o outro.

 

Médico jovem e médico velho

 

Geralmente um médico jovem está mais atualizado sendo que a medicina se desenvolve de ano para ano e essa área exige muitas horas de estudos diários dificultando aos médicos mais antigos acompanhar esse desenvolvimento. Mas é claro que em toda regra existem exceções!

 

E esse é um dos sinais da vinda do Mashia’h, que “Todos os jovens vão fazer todos os velhos passarem vergonha”.Vemos isso atualmente em quase todas as profissões!

 

Mashia’h está chegando!

 

Diz o Rebe que no caso de nós judeus, nossa saúde material depende da nossa saúde espiritual.

 

 

E da mesma maneira que quando sentimos fraqueza em um órgão material devemos ir ao médico sendo que precisamos nos comportar de maneira natural e a Torá deu permissão, que quer dizer também força, ao médico para curar , assim também devemos nos comportar quando sentimos fraqueza em um assunto espiritual

 

(obs. Nessa carta o Rebe indica estudar no livro Tanya a parte chamada de Shaar Hai’hud Vehaemuná)

 

 

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
www.RabinoGloiber.org

 

🌻🌻🌻🌻🌻