Mensagem da Parashá

O motivo dos nossos sofrimentos

No final da nossa Parashá nosso povo se espalha pelo Egito a procura de palha para conseguir trazer a cota de tijolos decretada pelo faraó.

 

Esse decreto de “amargaram nossa vida com cimento e tijolos” já é citado no começo da Parashá

 

A regra da Torá é de que para uma coisa ser decretada aqui embaixo, primeiro ela tem que ser decretada lá em cima.

 

O motivo desse decreto ter acontecido aqui em baixo foi o fato de aquela geração que causou o dilúvio ter se reencarnado posteriormente para consertar o que fez de errado, e no lugar disso fizeram a Torre de Babel para provar cientificamente ao mundo que D’us não existe e consequentemente é permitido fazer qualquer coisa ruim sendo que D’us não dirige o mundo e não nos dá nenhum castigo por nossas más ações.

 

O Anjo Gavriel fez com que eles começassem a falar setenta línguas diferentes para se espalharem e pararem de construir a torre.

 

Naquela época eles não receberam nenhum castigo pelo que fizeram sendo que teriam ainda uma chance de retificação de maneira positiva

 

Essa chance aconteceu na época de Sodoma e Gomorra. Eles se reencarnaram novamente e se tornaram os “simpáticos” habitantes daquela região, conheciam o seu criador mas optaram por agir contra ele.

 

Agora que eles se reencarnam no Egito, o faraó faz o decreto dos “trabalhos forçados”, dando o trabalho dos homens para as mulheres e o das mulheres para os homens, novamente a coisa ruim que vem nos purificar acontece por meio da pessoa ruim, o faraó.

 

No começo da Parashá aparece o decreto de amargurar a nossa vida por meio de cimento e tijolos, e no final a Parashá conta que nosso povo teve que se espalhar pelo Egito inteiro por causa desses tijolos.

 

Nos indicando assim o final do conserto dessas Almas e o começo da sua redenção, sendo que o fato de eles terem se espalhado também aconteceu no final da história da torre de Bavel que eles estavam agora retificando.

 

Antes de uma criança nascer, a mãe sente dores que não sentiu durante toda a gravidez. Aqui também, sendo que a retificação dessas Almas terminou e a redenção delas vai começar, os sofrimentos ficaram maiores, nos mostrando que a saída do Egito agora está na porta!

 

Tudo que vimos anteriormente é uma regra geral da Torá e se aplica também à cada um de nós na nossa vida particular.

 

Cada um de nós passa nesse mundo por sofrimentos relativos ao que fizemos nas reencarnações anteriores como aconteceu com o povo de Israel que nasceu no Egito, e quando esse processo chega ao seu final, o sofrimento fica um pouco maior. Vamos chamar isso de “dores de parto”.

 

Por isso não devemos nos desanimar quando passamos por algum sofrimento, e principalmente quando esse sofrimento aparenta ter aumentado um pouco, sendo que isso é a maior prova de que ele já está para terminar.

 

Rabino Gloiber

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Reconhecimento humano e reconhecimento Divino

 

Nossa Parashá nos conta que “O rei do Egito conversou com as parteiras judias e o nome de uma era Shifra e o nome da outra era Pua… ”

 

Essa linguagem por mais linda que seja não é a linguagem usual da Torá e isso nos indica que por trás dela existe um ensinamento oculto.

 

Geralmente a Torá chama qualquer rei do Egito de Faraó, e porque nesse caso o versículo usa o termo de “rei do Egito”?

 

As parteiras judias se chamavam Yoheved e Miriam, e porque o versículo diz que o nome de uma era Shifra e o nome da outra era Pua?

 

Rashi explica que Yoheved era apelidada de Shifra porque ela cuidava extremamente bem de cada criança que nascia, “melhorava” a criança.

 

A filha de Yoheved, Miriam, foi apelidada de Pua porque ela conversava com as crianças recém nascidas para acalmá-las.

 

As pessoas chamavam Yoheved e Miriam de Shifra e Pua lembrando a bondade que essas parteiras tinham no seu coração e se dedicavam ao seu trabalho com muito amor e carinho.

 

O faraó era conhecido pela sua imensa crueldade e com certeza não importava para ele que Yoheved cuidava bem dos recém nascidos e Miriam conversava com eles para acalmá-los.

 

Ele às chamou para lhes dar a ordem de assassinar os meninos recém nascidos, então porque ele às chamou pelo apelido que enfatizava as suas boas qualidades?

 

A estratégia do Faraó

 

Rav Moshe Weber foi um grande Tzadik que viveu em Yerushaláim na época que eu cheguei lá.

 

Ele me contou que por trás dessa linguagem se oculta a estratégia que o faraó tentou usar para persuadir essas duas mulheres extremamente boas à se tornarem duas grandes assassinas: a “estratégia do reconhecimento”.

 

Em primeiro lugar elas são convidadas pelo “Rei do Egito”, a pessoa mais importante do país mais importante, a mais alta autoridade da maior potência do mundo.

 

Lá elas recebem o reconhecimento do próprio Rei pelo maravilhoso trabalho que estão fazendo a ponto de terem recebido do povo os títulos lo de “Shifra” e “Pua” que agora serão reconhecidos e oficializados pela mais alta autoridade do país, pelo próprio Rei que às chama por esses nomes.

 

A intenção do Faraó era de que por meio disso essas pobres mulheres aparentemente tão discriminadas por não pertencerem à elite da sociedade egípcia, ficariam repletas de orgulho de si próprias e fariam de tudo para nunca perder esse reconhecimento, o “prêmio Nobel” das parteiras!

 

Agora elas estavam prestes a entrar na história! Finalmente se tornariam pessoas importantes!

 

Estando cheias de orgulho elas estariam dispostas a fazer tudo para não abrir mão desse “poder” que receberam por meio do reconhecimento oficial do faraó, estariam dispostas a fazer qualquer coisa para que o faraó não ficasse decepcionado com elas, o que poderia fazê-las perder esse reconhecimento e voltarem a ser as simples parteiras que sempre foram.

 

A proposta do Faraó

 

Depois de “amarrá-las” por meio desse “reconhecimento oficial”, o faraó faz para elas a proposta de elas se tornarem as heroínas do povo.

 

A proposta é : “Quando vocês fizerem o parto das mulheres judias, vejam na hora do parto, se é um menino vocês devem matá-lo, se é uma menina devem fazê-la viver.

 

Se a proposta do faraó era de assassinar os meninos, por que ele cita as meninas também?

 

Por trás disso se encontra a parte principal dessa estratégia. Elas não se tornarão assassinas de meninos mas sim salvadoras de meninas, e nesse caso o único jeito de salvar as meninas é matando os meninos.

 

O faraó propõe para elas que no lugar de ele fazer um decreto para assassinar toda criança judia que nascer, se elas cooperarem com o governo e assassinarem os meninos na hora do parto, elas estarão salvando as meninas, mas se não fizerem isso despertariam a fúria do faraó que poderia decretar a morte de todas as crianças.

 

E dessa forma, não só que elas perderiam o reconhecimento do faraó mas também se tornariam responsáveis pela morte das meninas, e aí é que elas seriam chamadas de assassinas de verdade e consequentemente perderiam o reconhecimento até das pessoas simples que até agora às chamavam pelos títulos de reconhecimento pelo seu lindo trabalho, Shifra e Pua.

 

Salvando a vida de todas as meninas judias e dando à elas a oportunidade de subirem na vida recebendo uma educação egípcia totalmente subsidiada pelo governo para ajudá-las a mais futuramente se casarem com maridos egípcios sendo que não haveriam mais homens judeus por causa do decreto do faraó, elas se tornariam as mulheres mais importantes do país.

 

O “yetzer a rá”, nossa má inclinação, vive de orgulho e de justificativas, ele está disposto a justificar qualquer coisa em honra ao próprio orgulho.

 

O faraó que era o principal representante do “yetzer a rá” nesse mundo já deu para elas o orgulho junto com a justificativa.

 

E assim ele estava certo de que elas não abririam mão da honra que receberam dele e usariam a justificativa de estarem salvando a vida das meninas e transformando elas de pobres judias em ricas egípcias.

 

E mesmo que para isso seriam obrigadas a matarem os meninos em prol dessa causa tão nobre, elas não seriam assassinas de meninos mas sim heroínas, salvadoras de meninas.

 

A resposta das parteiras:

 

A Parashá continua contando que as parteiras tiveram temor à D’us e não fizeram como disse à elas o Rei do Egito, mas fizeram os meninos viverem e até levando para as suas mães água e comida também .

 

Ou seja, o único temor delas era de perder o “reconhecimento Divino”.

 

O único orgulho delas era o de ter o “reconhecimento Divino” pelo o que elas estão fazendo, e nunca, D’us nos livre, trocar isso pelo inútil reconhecimento do ser humano mesmo sendo ele o ser humano mais importante da face da terra.

 

E isso vemos também na resposta que elas deram ao faraó.

 

Vendo que a sua estratégia não deu certo o faraó mandou chamá-las e perguntou:- Porque vocês fizeram isso? Fizeram viver os meninos!

 

Ou seja, não só que não mataram os meninos mas ainda levaram água e comida para as mães.

 

O faraó as chamou para retirar o seu “reconhecimento oficial” na esperança de que elas pedissem uma segunda chance para não perder o enorme orgulho de si próprias que receberam pelo reconhecimento oficial dele.

 

Mas a resposta delas foi :- As mulheres judias não são como as egípcias, elas são como as feras do campo que não precisam de parteiras, mesmo antes de chegarmos elas já dão a luz.

 

O faraó sabia que as mulheres judias chamavam as parteiras de Shifra e Pua não só porque sim precisavam de parteiras mas até mais do que isso, elas se dedicavam às parturientes muito mais do que precisavam.

 

Como agora tudo pôde ter mudado de um extremo ao outro?

 

A mensagem delas estava clara! As mulheres judias são comparadas às feras selvagens que não precisam do ser humano para cuidar delas mas são cuidadas diretamente por D’us, e toda a nossa participação nesses cuidados é totalmente decorativa.

 

Dessa maneira elas também responderam para o faraó o quanto para uma mulher judia como elas o reconhecimento dele é totalmente inútil e não faz para elas a mínima diferença, sendo que elas também são como as feras selvagens que não precisam do reconhecimento do ser humano porque são cuidadas diretamente por D’us.

 

Por isso quando Yaakov abençoou os seus filhos ele os comparou à animais selvagens como Yehudá que foi comparado à um filhote de leão, Biniamin à um lobo, Naftali à um alce e etc.

 

A Parashá continua nos contando que D’us recompensou as parteiras por elas terem tido temor à D’us e não aos seres humanos, e fez para elas “casas”.

 

Nossos Sábios explicam essa linguagem de “casas” como sendo “famílias nobres”.

 

De Yoheved saiu Aharon que se tornou o primeiro Cohen, nosso primeiro sacerdote, e Moshe que por meio dele a tribo de Levi recebeu uma importância tão grande dentro do no nosso povo.

 

De Miriam saiu o Rei David e toda a sua descendência incluindo o Mashia’h que vai ser um descendente do Rei David.

 

Não só que D’us salvou Yoheved e Miriam do faraó que poderia com certeza matá-las por elas não o terem obedecido, mas também D’us levou em conta o fato de elas terem aberto mão da falsa honra que lhes foi oferecida pelo faraó e as indenizou dando à elas uma honra verdadeira.

 

Aprendemos daqui que não devemos nos entusiasmar com a honra, com prêmios Nobel e com o reconhecimento que recebemos nos países em que as nossas comunidades se encontram.

 

Porque geralmente isso desenvolve o nosso ego muitas vezes tirando ele do nosso controle, nos fazendo concorrer com os povos do mundo para receber deles mais honra e mais reconhecimento, o que pode nos levar a fazer coisas erradas e tentarmos ser como eles para não perdermos o reconhecimento que eles nos dão.

 

Mas temos que fazer como Shifra e Pua, ter temor à D’us, saber que o importante é o reconhecimento Divino.

 

E o principal: Saber que D’us não fica devendo, e quando por motivos religiosos abrimos mão da honra e do reconhecimento que recebemos dos povos que vivemos no meio deles D’us nos recompensa e nos dá a honra e o reconhecimento verdadeiros.

 

 

Rabino Gloiber
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D’us dirige também o pequeno mundo de cada um de nós 🌻

🌻🌻🌻 Shemot🌻🌻🌻

 

Nossa Parashá nos conta fatos da escravidão no Egito e entre eles que Moshe se revela como o defensor do nosso povo fazendo duas boas ações:

 

1- Salvou a vida de um judeu que quase morreu chicoteado mesmo que para isso Moshe teve que arriscar a própria vida matando e enterrando o egípcio que estava tentando assassinar aquele escravo judeu.

 

2- deu uma grande bronca no judeu que salvou quando o viu depois de salvo batendo em outra pessoa .

 

Quando esse ingrato recebeu a bronca , ameaçou delatar Moshe pelo próprio fato de que o único jeito de poder salvá-lo foi matando o egípcio . Moshe ficou com medo de que o incidente fosse descoberto. No próximo versículo a notícia já chega ao faraó e Moshe foge para Midian!

 

Diz o Rebe que o fato de Moshe ter ficado com medo e não ter tido segurança na proteção Divina, não ter confiado que iria acontecer o milagre de essa notícia não chegar ao faraó, o fato de ele não ter tido “Trust in G-d” isso foi o que causou para ele esse problema, mas se ele tivesse se apoiado na absoluta confiabilidade Divina isso não teria acontecido.

 

Pior ainda , ele expressou esse medo e essa preocupação com palavras mesmo sabendo que de boas ações não saem más consequências, mas se ele tivesse tido plena confiança em D’us e não se preocupasse nem um pouquinho com a situação que se encontrava, isso próprio faria com que esse fato fosse esquecido por todos e tudo estaria bem de forma boa e revelada.

 

Moral da história:De vez em quando pensamos :-“E se acontecer alguma coisa errada?

 

Nessa hora devemos nos lembrar que a única coisa errada que aconteceu foi o fato de pensarmos assim!

 

Ou seja, esse tipo de pensamento foi a coisa errada!

 

Esse pensamento é um desperdício de ânimo e esforço .

 

Devemos nos lembrar que D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e com certeza D’us vai fazer com que tudo dê certo mesmo que o ser humano não imagina como isso vai acontecer.

 

Isso não vai contra o décimo primeiro princípio da nossa fé que “o Criador recompensa aqueles que cumprem Seus preceitos eo contrário para quem os transgride”.

 

Porque quando temos a segurança de que D’us vai nos ajudar , essa segurança já é o motivo da ajuda, D’us está nos recompensando por essa Mitzvá do “Bita’hon” que consiste , não somente em acreditar que tudo o que D’us faz é para o nosso bem (Emuná) mas sim que D’us vai fazer para nós o que é bom aos nossos olhos de maneira revelada (Bita’hon) !

 

Expressamos essa confiança em D’us por meio da nossa alegria e tranquilidade por pior que seja a situação.

 

Alegria é energia!

 

Quando estamos alegres, expressamos por meio disso nossa confiança em D’us.

 

Alegria em situações preocupantes demonstram que confiamos em D’us e por isso não nos preocupamos com nada e estamos com fé total que tudo vai dar certo.

 

A atitude de estarmos alegres e confiar em D’us tem a força de mudar a realidade e fazer com que as coisas ruins desapareçam e o bem oculto no mundo se revele. Sendo assim temos que estar alegres e tranquilos o dia inteiro!

 

Cada um de nós, (tanto homens quanto mulheres) tem que se lembrar que D’us, bendito seja, não só dirige o grande mundo, mas dirige sem dúvida alguma também o pequeno mundo de cada um e um de nós.

 

E da mesma maneira que ele dirige o universo de acordo com o que ele vê que é bom para o universo, assim dessa mesma maneira ele dirige o nosso mundinho particular de acordo com o que ele está vendo que é bom para nós .

 

Temos que confiar nele que com certeza ele dirige o nosso mundo pequeno de um jeito bom.

 

Uma mãe não esquece o seu nenê no supermercado, D’us nunca se esquece de nós.

 

D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, por isso podemos começar o dia confiantes de que tudo vai dar certo, confiar no Criador e Administrador do mundo, que toma conta de cada um de nós particularmente e que não existe um lugar aonde ele não se encontra.

 

E como exemplo nos perguntamos:- Será que podemos ficar tristes quando estamos na presença de um grande e bom Rei , um Rei cheio de bondade verdadeira ?

 

Claro que nesse caso não temos mais com o que nos preocupar e do que teríamos que ter medo se estamos na sala do Rei.

 

O exemplo está claro, e principalmente pelo fato de não ser um exemplo mas sim uma verdadeira realidade, e muito mais do que no exemplo, infinitamente maior e maior, acima e acima disso.

 

Uma mãe não esquece o seu nenê no supermercado , quanto mais D’us não nos esquece por aí mas está cuidando de nós a cada instante !

 

Rabino Gloiber

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A Parashá da Minha Vida – Vayehi

Vayehi

 

O Rei David escreve no Tehilim (Salmos 90/10) que: “os dias da nossa vida são setenta anos e se forem com Guevurot (durezas) serão oitenta anos”

 

O versículo continua com as palavras: “a melhor parte desses dias é gasta com esforço e sofrimento porque esses anos passam rápido e voando”.

 

Vemos que a expectativa de vida mundial também oscila em volta desses números.

 

O Zohar nos conta que no momento em que a pessoa falece é dada a ela, a permissão de ver a dimensão que ela não conseguia ver antes.

 

Ela vê seus parentes e amigos que já estão no Gan Éden (Paraíso), e eles se revelam para ela com a aparência que tinham neste mundo para que ela possa reconhecê-los.

 

Se essa pessoa era um “Tzadik”, todos vêm alegres ao seu encontro e o cumprimentam com a palavra “Shalom” que quer dizer paz.

 

A palavra Tzadik tem vários significados, e nesse caso se aplica a uma pessoa que passou pelo julgamento do tribunal Divino e saiu vitoriosa.

 

A aplicação desse termo em relação à pessoa que está deixando esse mundo, se refere ao fato de ela ter saído de forma justa do seu julgamento.

 

Passamos por esse julgamento no momento em que a Alma deixa o corpo.

 

Os motivos para uma pessoa sair vitoriosa do julgamento do tribunal Divino, são o fato de ela ter se arrependido em vida das coisas ruins que fez, e por isso receber um grande desconto nos sofrimentos que deveria passar para retificar essas coisas ruins.

 

Ou pelo fato de ela ter sofrido “medida por medida” e retificado dessa maneira todo o mal que fez conscientemente nesse mundo.

 

As coisas boas que uma pessoa fez para ter direito ao Gan Éden (Paraíso Espiritual), raramente se perdem.

 

Só dá para perder a Mitzvá que fizemos se a pessoa tiver se arrependido profundamente de ter cumprido aquela Mitzvá, o que geralmente não acontece por causa da essência da nossa Alma.

 

Na essência da nossa Alma se encontra um amor profundo por Hashem (D’us) mesmo que oculto, por isso não conseguiríamos nos arrepender profundamente de alguma coisa boa que fizemos.

 

Gan Éden e Guehinon

 

A retificação pelas coisas ruins que fizemos são no máximo “medida por medida”, e não mais do que isso, e não existe castigo eterno.

 

Mas para as coisas boas que fizemos recebemos uma recompensa eterna.

 

Quando a pessoa falece com o mérito da recompensa eterna, ela é recebida com muita alegria pelos seus parentes e amigos que vêm especialmente do Gan Éden que é o Paraíso para recebê-la.

 

Mas se ele foi uma pessoa ruim, as únicas pessoas que se revelam para ele no momento da morte, são as pessoas ruins que estão sendo temporariamente atordoadas no “gehinon”.

 

Esse “gehinon” é o lugar da retificação das Almas, pode ser traduzido como o “inferno Judaico”.

 

Ele é limitado para um máximo de doze meses e quando tiver a gueulá essa dimensão espiritual negativa deixará de existir.

 

Caso essa pessoa tenha sido condenada a passar algum tempo no gehinon, quando ela falece, os parentes e amigos dela que estão no gehinon vem recebê-la para acompanhá-la ao gehinon.

 

Todos aparecem para ela tristes, a recebem com um grito de dor e se despedem dela com um grito de dor.

 

Ela olha para eles e os vê como fagulhas que sobem do fogo, e ao vê-los ela também dá um grito de dor.

 

Diz Rabi Shneior Zalman, nosso primeiro Rebe: “sempre devemos nos relacionar aos sofrimentos deste mundo com muita alegria”.

 

Porque não existe sofrimento de verdade, a não ser o do gehinom.

 

Um pouquinho de sofrimentos neste mundo nos livra dos verdadeiros sofrimentos que são os sofrimentos do gehinom.

 

Mesmo sendo o gehinom limitado a 12 meses e não mais, a intensidade dele é muito grande e uma hora lá equivale a setenta anos dos maiores sofrimentos aqui nesse mundo.

 

O “passeio” da Alma

 

Como vimos anteriormente a pessoa que faleceu e está a caminho do Gan Éden é recebida por todos os seus parentes e amigos que estão no Gan Éden.

 

Depois que todos os parentes e amigos se encontram com muita alegria com essa pessoa, eles a elevam para um passeio lá no mundo de cima e mostram o lugar que está reservado para ela no Gan Éden, no Paraíso.

 

Depois ela volta para este mundo para participar do enterro do seu corpo.

 

A Shivá

 

Rabi Yehuda no Zohar, nos conta que após o enterro do corpo, a Alma ainda continua sete dias neste mundo.

 

Todos esses sete dias ela vai da sua casa para o seu túmulo e do seu túmulo para a sua casa, e fica enlutada pelo seu corpo que morreu.

 

Ela se senta dentro de sua casa e vê que todos estão tristes e enlutados, e fica enlutada com eles também.

 

Depois de sete dias ela vai para o seu caminho.

 

Em primeiro lugar, ela chega ao túmulo dos nossos três patriarcas.

 

Esse lugar fica na cidade de Hevron em Israel e é chamado de Mearat a Ma’hpela.

 

Lá, diz o Zohar, ela: “vê o que vê” e “sobe para o lugar que sobe” até chegar ao Gan Éden HaTahton, ao baixo Paraíso.

 

Lá no baixo Paraíso ela encontra os Kruvim que são os anjos guardiões do Gan Éden. Se ela tem o mérito de entrar, eles liberam a entrada dela.

 

A Alma é comparada à Luz, e para ela usufruir do Gan Éden ela precisa de um corpo que é o receptáculo da luz.

 

Da mesma forma que ela precisou do corpo material para interagir aqui no nosso mundo material, ela precisa de um corpo espiritual para usufruir do mundo espiritual, do Gan Éden.

 

Entrando lá ela se encontra com os Anjos Mihael, Gavriel, Uriel e Refael segurando para ela um corpo espiritual lindo feito pelos mandamentos Divinos que ela cumpriu nesse mundo.

 

Aqui no nosso mundo material temos um corpo feito com os elementos básicos do mundo material que são o fogo, o vento, a água e a terra.

 

No Gan Éden a Alma recebe um corpo espiritual feito para ela com quatro elementos básicos espirituais no mérito dos Mandamentos Divinos que ela cumpriu aqui nesse mundo.

 

Ela se reveste nesse corpo espiritual com muita alegria, e assim ela entra no Gan Éden HaTahton, no baixo Paraíso, onde uma hora lá equivale a setenta anos dos maiores prazeres aqui.

 

Ela fica lá até subir ao Gan Éden HaElion, o alto Paraíso, onde uma hora lá equivale a setenta anos dos maiores prazeres no Gan Éden a Tah’ton.

 

Para entendermos essa passagem do Zohar, precisamos primeiro entender o conceito cabalístico de luzes e receptáculos.

 

D’us é a essência do bem e a natureza do bem é fazer o bem.

 

O Zohar chama a revelação Divina de “a Luz Infinita”.

 

A partir do nível chamado de a “Essência Divina” começa uma descida.

 

A primeira etapa dessa descida é a grande ocultação chamada de “o grande tzimtzum” que é a primeira raiz dos “receptáculos”.

 

A partir do nível “Essência Divina”, cada descida de nível nesse desencadeamento é um paralelo de “luzes” e “receptáculos” até o mundo de Atzilut onde finalmente começamos a existir, e nos tornamos “parte de D’us”.

 

Em Atzilut chegamos ao nível no qual deixamos de ser o “brilho do Sol no Sol”; e já recebemos nossa identidade própria. Lá nos tornamos “Parte de Hashem” e podemos dizer que lá é a raíz da nossa Alma.

 

A alma animal

 

A primeira alma a entrar e se revelar no nosso corpo é chamada de alma animal, e está vinculada ao sangue onde acontece a principal revelação dela.

 

A Guemará nos conta que no momento em que uma mãe engravida, aquela futura criança recebe uma alma.

 

Ou seja, uma alma animal do nível deste mundo onde o bem e o mal estão misturados é colocada nesse óvulo que está sendo fecundado e assim aquele óvulo se torna um embrião. Mas se a alma não é colocada nesse óvulo ele vira uma menstruação.

 

Essa alma animal está revestida em todo o corpo e também o envolve por fora, mas a principal revelação dela é no sangue. No lado esquerdo do coração, que bombeia o sangue oxigenado para todo o corpo.

 

Sendo que a alma animal, é uma alma espiritual, podemos fazer transfusões de sangue, transplante de coração, e mesmo assim ela continua no nosso corpo.

 

A Neshamá, nossa Alma Divina

 

Uma segunda Alma é dada à cada judeu e também à quem faz uma conversão kasher ao judaísmo.

 

Ela já estava vinculada à essa pessoa desde que a alma animal foi colocada nela.

 

Essa segunda Alma é chamada de Neshamá, ela é a nossa Alma Divina.

 

No começo ela está no nosso corpo de maneira “envolvente”.

 

Ou seja, ela está no nosso corpo, mas não está “revestida” nele. Portanto, não recebe a influência das coisas “ruins” que fazemos.

 

Quando uma menina faz doze anos ou um menino faz treze anos, nossa Alma Divina, que somos nós próprios, deixa a condição de “envolvente” e se reveste na alma animal.

 

E assim, tanto a alma animal quanto o corpo se tornam acessórios da nossa Alma Divina.

 

Toda linguagem figurada na Torá indica um assunto espiritual. Quando D’us colocou essa Alma Divina no primeiro homem é usada a linguagem “soprou”.

 

Diz o Zohar que essa linguagem é representativa. Quem sopra, sopra o que está dentro dele, e quem coloca, coloca o que esta fora dele.

 

Não está escrito que D’us colocou a Alma no primeiro homem, mas sim que D’us soprou.

 

Nos indicando que essa Alma vem da essência Divina e é definida como sendo “uma parte de D’us”.

 

Essa Alma é você!

 

Você que desceu do céu para vencer uma corrida de obstáculos que chamamos de vida, e ganhará por mérito próprio um “baixo paraíso” no qual uma hora equivale a setenta anos dos maiores prazeres neste mundo.

 

Se você se esforçar mais, você ganhará um alto paraíso, onde uma hora equivale a setenta anos no baixo paraíso.

 

E tudo isso como prêmio por fazer o trabalho Divino, meta da corrida de obstáculos.

 

A Neshamá é pura e linda, cada ano que passa ela fica mais refinada e reluzente por meio do cumprimento dos Mandamentos Divinos.

 

Poderíamos dizer como exemplo que a cada ano que passa, enquanto o corpo fica mais velho, a Neshamá fica “mais jovem”.

 

O povo escolhido

 

O povo de Israel é chamado de “O povo escolhido”. Mas quem participou desse concurso Divino para ser escolhido?

 

Nossa Neshamá não poderia ter participado, sendo que ela é diferente das almas dos povos do mundo.

 

Quem se parece com os povos do mundo? Nosso corpo! Ele foi escolhido!

 

E o que ele ganhou com essa escolha? Ele ganhou Kedushá, ganhou santidade!

 

Quando cumprimos um Mandamento Divino ele recebe Kedushá, ele recebe santidade!

 

A cada Mandamento Divino que cumprimos, nosso corpo e nossa alma animal se tornam mais sagrados e refinados.

 

No futuro, quando ressuscitarmos, este nosso mundo material vai se tornar mais alto Paraiso do que o alto Paraíso. Usufruiremos do mais alto nível chamado de Keter de Atzilut.

 

Sendo que esse nível de revelação está acima da raiz da nossa Alma Divina, só conseguiremos usufruir desse nível tão elevado por meio do nosso corpo e da nossa alma animal, porque a raiz deles é o mundo do Tohu que está acima da raiz da nossa Alma Divina.

 

Com o fenômeno espiritual da “quebra dos receptáculos” do mundo de Tohu, tanto nossa alma animal quanto nosso corpo se tornaram “luzes caídas”, mas mantendo o vínculo com a sua raiz.

 

E por isso vamos precisar deles no futuro, como um filtro para podermos usufruir da intensidade dos prazeres do Keter de Atzilut. Por isso vamos ser obrigados a ressuscitar.

 

Transmigrações da Alma

 

Nossa Neshamá se reencarna quantas vezes for necessário até cumprirmos todos os 613 mandamentos Divinos.

 

De cada um desses Mandamentos que cumprimos surge um novo sentido no corpo espiritual que receberemos para podermos usufruir do mundo de cima, do Gan Éden.

 

Da mesma forma que para usufruirmos deste nosso mundo material precisamos de cinco sentidos, para usufruirmos do Gan Éden precisaremos lá de 613 sentidos.

 

O motivo para isso é que a intensidade dos prazeres do Paraíso espiritual é imensamente maior do que a intensidade dos prazeres deste mundo material. E por isso Hashem, D’us, nos deu os 613 mandamentos na Torá.

 

Diz o Ari Zal que por esse motivo temos que nos reencarnar até cumprirmos todos os Mandamentos Divinos, para não nos faltar nenhum desses sentidos no próximo mundo.

 

 

Rabino Gloiber
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Nossos profundos agradecimentos

O roubo da raiva

O roubo da raiva

 

A brachá de Shimon e Levi foi a maldição à raiva deles , porque nós, o povo de Israel, somos piedosos e a raiva não combina com a nossa natureza.

 

Por isso Yaakov chama eles de ladrões se referindo à agressividade deles que não fazia parte da natureza deles , mas era como um roubo na mão deles, algo que não pertencia à eles. Só um POUQUINHO de ira não justificaria toda essa bronca, por isso Yaakov especifica no versículo o fato de essa ira ter sido dura e forte.

 

A solução para isso também foi dada na Brahá que eles receberam, Yaakov abençoou eles a se espalharem pelo povo de Israel.

 

Dizem nossos Sábios que a tribo de Levi se espalhou por todo Israel ensinando Torá para todo o povo, e diz o Rambam que cada um que assumiu essa função hoje é comparado a um Levi.

 

Talvez por isso nosso grande Rabino e professor na Yeshivá de Kfar Chabad em Israel (onde estudei sete anos) Rabi Mendel Futerfas (1906–1995) nos disse uma vez em um farbrengen, uma festa hassídica, com um sorriso de ponta a ponta :- Meninos , vocês são como adubo orgânico (uma coisa que as vacas fazem…) , quando você saírem daqui vocês vão se espalhar pelo mundo inteiro fazendo o mundo florescer!

 

Mas agora que vocês estão todos no mesmo lugar…. e falou algo em yidish…(se referindo ao cheiro de de uma montanha de esterco……) . E aconteceu! (de termos nos espalhado pelo mundo).

 

Todos os anos me encontro com a minha classe da Yeshivá no congresso rabínico internacional e todos estão espalhados pelo mundo fazendo um trabalho maravilhoso, ensinando Torá para todos e fazendo florescer as comunidades judaicas do mundo inteiro!!!

 

Conclusão, vamos ficar sempre longe da ira (muita calma nessa hora!!)

 

Rabino Gloiber

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Vayehi – Morou ou Viveu?

Vayehi

 

Nossa Parashá nos conta que Yaakov “viveu” dezessete anos na terra do Egito.

 

Porque em relação aos outros lugares onde ele viveu está escrito que ele só morou, e no Egito está escrito que ele viveu?

 

Porque depois de ter adquirido e feito o conserto da alma do Adam a rishon sofrendo aonde ele morou como vimos na Parashá anterior, agora que está com ela pura e refinada com toda a energia e intensidade do seu alto nível se revelou à ele o paraíso do próximo mundo aqui nesse mundo!

 

Yaakov foi a primeira pessoa a ficar doente na história do mundo.

 

A Guemará nos conta que antes de Yaakov , quando chegava a hora da pessoa falecer ela falecia com toda a sua vitalidade , dava um espirro e falecia .

 

O Midrash (um livro sagrado de dois mil anos atrás) nos conta que essa é a origem do motivo que falamos “saúde” para a pessoa que espirra .

 

Yaakov pediu para D’us fazer a pessoa ficar doente antes de falecer para ele saber antecipadamente que iria morrer e poder dividir a herança em vida , a Tefilá de Yaakov foi aceita e ele ficou doente.

 

Yossef foi chamado para visitar o pai que adoeceu . A linguagem do versículo é :”eis que” seu pai está doente”. Diz o Ari Zal que a palavra “eis que” tem um valor numérico de 60 (a numerologia só é aplicada à Torá escrita) e isso vem nos indicar que a pessoa que vem visitar o doente tira 1/60 da doença dele. Por isso quando Yossef veio visitar seu pai , Yaakov se levantou, já se sentiu um pouquinho melhor!

 

O Ari Zal diz que isso só acontece na prática quando a pessoa que vem visitar é seu “ben guiló” , ou seja, alguém que tem o mesmo “Mazal” que o doente, que nesse caso era Yossef.

 

Isso também é válido para os nossos dias e sendo que não sabemos quem é o “ben guiló” de quem, dizemos que todos que visitam um doente reduzem 1/60 da doença dele, então, vamos fazer sempre essa Mitzvá!

 

Yaakov abençoou seus filhos antes de falecer. Diz o Ari Zal que Yaakov recebeu a Alma do Adam a Rishon, o primeiro homem,  e Reuven que era o primogênito de Yaakov recebeu a Alma de Cain que era o primogênito do Adam a rishon.

 

Quando Reuven quis tirar Yossef do buraco e devolver ele ao seu pai tentou salvar seu irmão e assim consertou parcialmente o pecado de Cain que matou seu irmão.

 

O Midrash nos conta que Cain nasceu com uma irmã gêmea e seu irmão Hevel com duas. Aquela geração iria se casar com as irmãs, e Cain que era o primogênito achou que merecia duas mulheres e Hevel teria que ficar com uma só, e por isso Cain matou Hevel. Por isso Yaakov na sua benção para Reuven cita o caso de Bilá que causou para Reuven não ter feito o conserto total da Alma do Cain.

 

Cain teve que se reencarnar novamente como Ytro. Moshe Rabeinu era a reencarnação de Hevel e Tzipora sua esposa era aquela gêmea de Hevel. Ytro trouxe Tzipora para Moshe no deserto e assim terminou o conserto da alma do Cain.

 

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Mensagem da Parashá

O patriarca da humanidade e os patriarcas do nosso povo

Quando nosso patriarca Yaakov chegou ao Egito e é apresentado por Yossef ao faraó.

 

Quando o Faraó pergunta à Yaakov qual é a sua idade ele responde :- “Os dias da minha vida foram poucos e ruins.”..

 

Porque a vida de um Tzadik tão grande como Yaakov , o maior dos patriarcas, foi tão ruim?

 

A resposta para isso é dada pelo Ari Zal.

 

Diz o Ari Zal que os patriarcas são chamados de patriarcas porque o primeiro homem, Adam a Rishon, que era o patriarca da humanidade inteira, se reencarnou em Avraham , Itzhak e Yaakov.

 

Sabemos que o primeiro homem antes de fazer a primeira transgressão da história do mundo não tinha yetzer a rá . Ele fez um erro de avaliação. Achou que o mundo já existia antes de D’us e D’us se tornou D’us por ter comido a fruta proibida, e se ele comesse essa fruta ele também seria D’us.

 

Esse ato foi considerado idolatria e o nível “Nefesh” da Alma do Adam Harishon se reencarnou em Avraham Avinu que fez a retificação dela divulgando ao mundo que somente D’us cria e dirige o universo e somente para Ele devemos rezar, lutando a vida inteira conta a idolatria.

 

Quando o Adam a Rishon comeu a fruta proibida ele trouxe a morte para si e para o mundo.

 

Esse ato foi considerado assassinato e o nível “Rua’h” de Adam a Rishon se reencarnou em Ytzhak que faz a retificação dele.

 

A pior parte foi a de Yaakov. Havá deu a fruta proibida para Adam e ele a culpou por tudo o que ele fez de errado (hoje em dia os homens já não são mais assim…) e se separou dela por cento e trinta anos.

 

Nesses cento e trinta anos ele teve “sonhos eróticos” e … vamos chamar a outra coisa de “acidentes hidráulicos” (só acontece quando um homem tem um sonho dessa categoria…) e sendo que nessa hora se unia a ele a esposa da “coisa ruim” (a coisa ruim é o anjo da morte) e ainda mais, ele teve muito prazer nisso e “ela” deu a luz à coisas como ela mas com Almas Divinas que Adam tinha a capacidade de trazer durante essas “relações” , por isso esses cento e trinta anos foram considerados “relações proibidas”.

 

Diz o Ari Zal que esses cento e trinta anos que Yaakov sofreu foi a correção daqueles cento e trinta anos que Adam a Rishon teve os prazeres proibidos, sendo que o nível mais alto do Adam, a “Neshamá” foi retificada por Yaakov que é o conserto final da Alma de Adam a Rishon.

 

Quando Yaakov terminou esse conserto e a Alma do Adam a Rishon já estava totalmente refinada, então Yaakov desce ao Egito aonde vai começar agora a retificação de todas aquelas almas Divinas que foram trazidas ao mundo naqueles 130 anos que Adam se separou de Havá , eles seriam o povo de Israel que nasceu no Egito e a “erev rav”.

 

Quando os egípcios já não tinham mais como pagar pelo trigo e pagaram para Yossef com a própria terra e se venderam à Yossef como escravos , Yossef fez com que eles mudassem de terras entre si causando entre os próprios egípcios um exílio e ordenou à eles fazerem Brit Milá começando assim a retificação da “erev rav”.

 

Por isso Yaakov disse ao faraó que os seus cento e trinta anos foram poucos e ruins, já que tinham que ser ruins ele agradeceu que foram poucos, mas a partir do momento em que a Alma de Adam a Rishon estava pura e refinada no corpo de Yaakov, então Yaakov já começou a viver no paraíso mesmo  estando ainda nesse mundo!

 

 

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Mensagem da Parashá

As bençãos que Yaakov deu aos seus filhos

As bençãos que Yaakov deu aos seus filhos

 

A Brahá que Yaakov deu para Shimon e Levi foi a maldição à raiva deles.

 

Porque nós, o povo de Israel, somos piedosos e a ira não combina com a nossa natureza.

 

Por isso Yaakov chama eles de ladrões, se referindo à agressividade deles que não fazia parte da natureza judaica, mas era como um roubo na mão deles, algo que não pertencia à eles.

 

Só um pouquinho de ira não justificaria toda essa bronca, um pouquinho de ”guevurá” também pode fazer parte da nossa natureza, por isso Yaakov especifica no versículo o fato deque a ira deles era dura e forte.

 

Também a solução para se livrar dessa “ira roubada” também foi dada na Bra’há que eles receberam.

 

Yaakov abençoou Shimon e Levi a se espalharem pelo povo de Israel, e assim essa ira desapareceria.

 

Dizem nossos Sábios que a tribo de Levi se espalhou por todo Israel ensinando Torá para todo o povo, e diz o Rambam que cada um que assumiu essa função hoje é comparado a um Levi.

 

Um dos meus professores na Yeshivá de Kfar Chabad em Israel onde estudei durante sete anos se chamava Rabi Mendel Futerfas (1906–1995).

 

Ele era um grande Rabino e também uma pessoa altamente elevada espiritualmente.

 

Uma vez ele nos disse em um farbrenguen (festa de confraternização hassídica) com um sorriso de ponta a ponta :- Meninos , vocês são como adubo orgânico (o que as vacas fazem… ) quando você saírem daqui vocês vão se espalhar pelo mundo inteiro fazendo o mundo inteiro florescer!

 

Mas agora que vocês estão todos juntos aqui no mesmo lugar vocês são…. (e falou algo em yidish se referindo ao cheiro de de uma montanha de esterco……).

 

E realmente aconteceu de termos nos espalhado pelo mundo.

 

Todos os anos me encontro com a minha classe da Yeshivá no congresso rabínico internacional e todos estão espalhados pelo mundo fazendo um trabalho maravilhoso, ensinando Torá para todos e fazendo florescer as comunidades judaicas em todo o mundo!

 

E essa foi a benção que Yaakov deu para a tribo de Levi.

 

Diz o Ari Zal que Yaakov recebeu a alma do Adam a Rishon e Reuven que era o primogênito de Yaakov recebeu a alma de Cain que era o primogênito do Adam a Rishon.

 

Quando Reuven quis tirar Yossef do buraco e devolver ele ao seu pai, tentou salvar seu irmão, e assim começou a consertar o pecado de Cain que matou o irmão.

 

O Midrash nos conta que Cain nasceu com uma irmã gêmea e seu irmão Hevel com duas. Aquela geração iria se casar com as irmãs.

 

Cain que era o primogênito achou que merecia duas mulheres e Hevel teria que ficar com uma, e por isso Cain matou Hevel.

 

Por isso Yaakov na sua benção para Reuven cita o caso de Bilá que causou para Reuven não ter feito o conserto total da Alma do Cain.

 

Cain teve que se reencarnar novamente como Ytro.

 

Moshe Rabeinu era a reencarnação de Hevel e Tzipora sua esposa era aquela gêmea de Hevel que causou o problema.

 

Ytro trouxeTzipora para Moshe no deserto e assim terminou o conserto da alma do Cain.

 

Mensagem da Parashá

A Parashá da Minha Vida – Vaygash

פָּרָשַׁת וַיִּגַּשׁ

Vaygash 

 

Os dias estão chegando

 

O Zohar nos traz um conceito chamado de Ketz a yamim, o extremo dos dias, se referindo ao extremo do mal, e Ketz a yamin, o extremo da direita, se referindo ao extremo das Sefirót que é a Mal’hut representando nesse caso o extremo do bem

 

Explica o Rebe que antes da redenção final, durante o período chamado de “calcanhares do Mashia’h” que é o período no qual estamos vivendo, o mal aumenta no mundo em forma de disputas entre judeus e também entre não judeus.

 

Isso entre outros sinais negativos que acontecem nessa época e que não aconteceram em épocas anteriores.

 

Sinais para sabermos que estamos próximos à nossa Gueulá, à nossa redenção final.

 

Por outro lado o bem também aumenta.

 

Novas formas de estudar a Torá são reveladas e ações de caridade e bondade são feitas em uma escala sem precedentes.

 

Como podemos entender essa tão grande contradição no comportamento das pessoas da nossa época?

 

Em relação ao povo de Israel, e em particular agora que estamos no final do nosso exílio, depois de termos passado por todas as previsões em relação aos prazos finais dele incluindo a condição de fazer “Teshuvá” antes da Gueulá, da redenção final.

 

Como atestou o Rebe Yossef Yitzhak que foi o Rebe Anterior de Lubavitch, que também esse requisito nosso povo já cumpriu.

 

E com tudo isso esperamos todo dia pela nossa verdadeira e completa redenção final, e ela ainda não chegou!

 

A palavra “Ketz”, é traduzida como “extremo”, mas também pode ser traduzida como “final”. Assim também a ligação entre o conceito de “Ketz” e a nossa redenção é dupla.

 

“Ketz” se refere ao extremo final da escuridão do nosso exílio, “final dos dias”, final do nosso exílio.

 

E junto a isso, a palavra “Ketz” também está se referindo à uma nova era, a era da Gueulá. “Ketz hayamin, o extremo do bem.

 

E assim nos conta o Zohar que a palavra Ketz pode estar representando o extremo do bem, e ao contrário, pode também estar representando o extremo do mal.

 

Esses dois extremos, sendo um o extremo da direita que representa a Hessed, a bondade, e o outro que é o extremo da esquerda que representa a Guevura, a rigidez, são os dois caminhos que temos à nossa frente nesse mundo.

 

O extremo da direita que é o extremo do bem é citado no final do livro do profeta Daniel, e o extremo da esquerda é citado no livro de Yov (Jó), quando diz que D’us colocou um final para a escuridão.

 

Também em relação à Yossef na nossa Parashá, quando a Torá usa a palavra “Ketz” se referindo ao final dos dois últimos anos que Yossef estava na cadeia, encontramos esses dois significados.

 

Por um lado o versículo está se referindo ao final da “estadia” de Yossef na prisão, e por outro se referindo ao começo da “redenção” de Yossef que se torna o vice-rei do Egito.

 

Esses dois conceitos, mesmo aparecendo juntos, representam duas coisas totalmente opostas, como nos conta o Tzema’h Tzedek que foi o terceiro Rebe de Lubavitch no seu livro chamado de “explicações sobre o Zohar”:

 

Diz o Tzema’h Tzedek que “Ketz hayamim representa a parte final da “Klipá”, o extremo do lado ruim, indicando o fortalecimento do lado ruim antes de ele desaparecer totalmente.

 

Ou seja, o “extremo de baixo” do lado “esquerdo”, o mal em sua maior intensidade.

 

Enquanto que “Ketz hayamin” representa o supremo bem da Gueulá, da nossa redenção final.

 

Se trata de dois opostos que chegam ao mesmo tempo. Com o começo do brilho da luz da Gueulá, “Ketz hayamin”, começa também o fortalecimento do mal ao encontro do seu final definitivo. “Ketz hayamim”, a extrema intensidade do mal.

 

A ligação entre esses dois opostos se encontra em muitas citações dos nossos Sábios, como por exemplo no final do tratado de Sotá que nos conta sobre a depravação que acontece no mundo na época que antecede a Gueulá, e isso vemos hoje com os nossos próprios olhos.

 

Essas citações aparecem também em algumas partes do tratado de Sanedrin, como por exemplo: “o filho de David não chegará a não ser em uma geração que seja totalmente boa ou totalmente ruim”, nos indicando que a geração da Gueulá vai ser caracterizada por esses dois extremos. Diz o Rebe que eles acontecem simultaneamente.

 

E qual é realmente a ligação entre esses dois “extremos”?

 

A separação entre o bem e o mal

 

O principal problema causado pelo primeiro homem quando ele fez a primeira transgressão foi a mistura entre o bem e o mal. Ele causou a indefinição entre os limites da “luz” e da “escuridão”.

 

Mesmo no início da criação havia uma realidade de ‘mal’ no mundo como consequência da quebra dos receptáculos do “mundo de Tou”, mas esse mal estava separado e isolado, sem nenhum contato e ligação com o lado bom.

 

Em tal situação, o mal estava claramente definido e as criaturas não cometeriam um erro seguindo algo que é claramente visto como mal, algo determinadamente visto como uma coisa negativa.

 

O que levou ao fortalecimento do mal e da impureza foi a transgressão que fez o primeiro homem ao comer o fruto da árvore do conhecimento.

 

Essa ação aqui no “mundo da ação” misturou os conceitos e criou uma situação em que não há bem sem mal e não há mal sem bem.

 

Em tal situação, quando não há uma definição clara de quem é bom e de quem é ruim, o mal engana, prevalece e domina.

 

Além disso, o mal entrelaçado na realidade do bem impede o bem de atingir sua perfeição.

 

O papel da redenção é acabar com essa mistura e confusão, e criar limites claros e definidos para a realidade do mal, como última etapa antes de ele desaparecer totalmente.

 

Quando a verdade for revelada com a chegada da redenção, o mal será visto em seu verdadeiro estado.

 

A mentira por si só “não tem pernas”, a única coisa que permite a existência da mentira e do engano, é um pouquinho de verdade que existe nela.

 

Quando essa centelha do bem que existe no mal é removida, o mal perde toda a sua capacidade de existência, e então retorna às suas dimensões originais e verdadeiras.

 

E assim escreveu Rabi Shneior Zalman que foi nosso primeiro Rebe, “O trabalho do Mashia’h vai ser o de separar entre o bem e o mal.

 

Portanto, a preparação do mundo para a redenção é a de se separar totalmente do mal causando com que o bem e o mal se tornem claramente separados e isolados um do outro.

 

Dessa forma há até uma vantagem na situação trágica que previram nossos Sábios em relação aos acontecimentos que antecedem a nossa redenção final, situação em que o mal predomina completamente.

 

Por que dessa forma ele se torna totalmente visível, claro e definido, e está mais exposto ao seu final do que em uma situação na qual o mal está menos forte por estar misturado com o bem.

 

Por isso dizem nossos Sábios no tratado de Sanedrin que na geração que antecede a Gueulá os governos se tornarão totalmente corruptos, indicando que o mal que se encontra no mundo se tornará cada vez mais “reconhecível”.

 

E a verdade de que qualquer governo que não se comporta de acordo com o “governo Divino” é uma “corrupção absoluta” estará claramente visível.

 

A verdadeira crença na unidade de D’us é encontrada apenas entre os judeus. Esta é a preparação para a redenção, quando todos conhecerão a pura verdade e seguirão a verdadeira fé que o nosso povo representa.

 

Essa também é a explicação para o que disseram nossos Sábios, que Mashia’h chegará em uma geração totalmente boa ou totalmente ruim.

 

A redenção, conforme mencionado, virá quando o trabalho de diferenciar o bem do mal for concluído.

 

Nosso trabalho é separar o mal que se misturou com o bem e estabelecer limites claros entre o que é bom e o que é ruim.

 

Enquanto o bem e o mal estiverem misturados, a redenção completa não pode vir.

 

Mas virá quando uma das duas possibilidades ocorrer:

 

Ou nos refinamos causando com que o nosso lado ruim gradativamente nos deixe.

 

Ou, D’us nos livre, o lado ruim nos domina por não encontrar em nós uma resistência compatível com a sua intensidade.

 

O Rebe nos contou que nos nossos tempos, coisas assustadoras estão acontecendo no mundo, tanto para o bem quanto para o mal.

 

A começar pela questão da disputas

 

Hoje em dia vemos disputas até entre tais judeus que nunca foi possível supor que haveria uma disputa entre eles.

 

Isso causou para eles uma real mudança de perfil, e eles até tentaram disfarçar isso dizendo que tinham entrado nessas discussões por motivos religiosos e etc…

 

E por outro lado, em relação às coisas boas

 

Em nossos tempos vemos atos de bondade e amor ao próximo tão grandes que não imaginávamos antes que isso poderia um dia se tornar uma realidade.

 

Doações para a caridade em tão grande proporção, dedicação tão grande em benefício de outros judeus.

 

Temos histórias de gerações passadas, e em todas as gerações houve caridade e benevolência entre os judeus, mas nunca tínhamos alcançado níveis tão altos em relação à Tzedaká, em relação à caridade.

 

E também em relação ao estudo e ensino da Torá

 

Justamente nas gerações mais recentes conseguimos revelar por meio do intenso estudo da Torá assuntos profundos que ninguém imaginou que poderiam ser decifrados.

 

E não vemos esses assuntos nos livros das gerações anteriores.

 

Também a forma de ensinar e aprender em nossos tempos é especial, uma nova forma de estudar.

 

Mas a mudança é tanto para o bem quanto vice-versa.

 

Entre os sinais que mencionamos sobre o período da redenção, a questão de “países que se provocam” também aconteceu no passado

 

Mas hoje em dia a situação nesta categoria é de uma forma que não se imaginava, com uma crueldade desproporcional

 

Como vemos acontecer na prática em muitos países nesses dias mesmo e que não existia nas gerações anteriores, e ninguém está se importando muito com isso.

 

Sendo que a nossa Torá é uma Torá “luz”, tudo tem uma resposta na Torá e de forma clara e esclarecedora.

 

E se assim for, a explicação para esta situação alarmante também deve estar na Torá. E em relação a nós, não há necessidade de pesquisar muito, porque a Guemará fala abertamente sobre esse assunto

 

De acordo com todos os sinais que foram ditos no final do Tratado Sota, nosso tempo está próximo do ‘final dos dias’, tão próximo que não existe mais próximo do que isso, porque nunca houve uma existência real de todos os sinais como nestes dias.

 

E em relação ao ‘final dos dias’, tempo em que se aplicarão muitas mudanças no mundo, até chegarmos à grande mudança vinculada ao mundo inteiro que será a redenção final, está explícito no final do livro do profeta Daniel:

 

“Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, e os maus farão maldades”.

 

Termina o profeta Daniel com as palavras: “e os sábios entenderão do que se trata.

 

Ou seja, há coisas que até o final dos tempos existem na realidade, mas não estão claras.

 

Ou que se tornaram claras, mas ainda estão misturadas com outras coisas e ainda não se separaram delas, e por isso ainda não são totalmente reconhecíveis. Ou que já são reconhecíveis mas não de maneira claramente explícita.

 

Mas, quando chegarem muito perto do final dos dias, e este é um dos principais sinais de que já estamos na etapa em que isso vai começar a acontecer, vai se cumprir a profecia do profeta Daniel de que “Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, e os maus farão maldades”.

 

Ou seja, não se trata de algo que vai acontecer para um grupo pequeno de pessoas, mas como diz o profeta Daniel, “Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão”, se trata do mundo inteiro. E conclui com a afirmação de que “os sábios entenderão”.

 

Ou seja, para entender porque isso está acontecendo é preciso ser um Sábio, mas para ver que isso está acontecendo, qualquer um pode ver.

 

O Rebe nos explicou por que existe a necessidade de o bem e o mal se revelarem separadamente em sua maior potência antes da Gueulá, como o mundo inteiro está vendo isso acontecer diariamente.

 

O motivo para isso, diz o Rebe, é que cada um de nós tem forças ocultas que não poderiam ser refinadas porque não sabíamos da existência delas.

 

Nessa situação todas as nossas forças ocultas se revelam, se tornam forças reveladas, e se existe nelas um lado ruim que precisa ser refinado agora é a hora para isso.

 

Ou seja, tirar esse lado ruim de nós que somos parte de D’us que é a essência do bem.

 

Na hora que o lado mal cresce e portanto fica visível, imediatamente reconhecemos sua existência e o consertamos. Ou o excluímos, ou direcionamos ele para o bem.

 

Não teríamos como retificar nossas forças ocultas se elas não se revelassem e portanto não saberíamos que elas existem.

 

Porque afinal das contas somos obrigados a refinar o mal das nossas forças ocultas, e se elas continuassem ocultas estaríamos ocupados com outras coisas, mesmo sendo elas coisas boas, e não consertaríamos o que precisamos consertar.

 

E assim conseguimos entender que quando o profeta Daniel fala sobre essa época de refinamento, ele está nos indicando o lado bom que ela nos traz

 

Porque somente assim conseguimos descobrir o lado ruim das nossas forças ocultas e fazer nelas o reparo necessário.

 

O fato de a revelação das nossas forças ocultas acontecer somente agora nessa época está ligado aos dois “extremos”, Ketz a yamim e Ketz a yamin.

 

Porque à medida que nos aproximamos do “final dos tempos”, do final do nosso exílio, a escuridão no mundo se fortalece e aumenta cada vez mais.

 

As forças negativas que até agora estavam ocultas se revelam, e por isso há necessidade de revelarmos forças superiores, por meio das quais você pode superar a escuridão e resistir.

 

E mais uma razão para isso:

 

Já que nos aproximamos do “Ketz a yamin”, da nossa redenção final, começa a se materializar o fenômeno do fortalecimento do bem, que também se torna “claro” e se revela em toda a sua intensidade.

 

Uma das manifestações disso é a descoberta dos segredos da Torá, a Torá oculta, a categoria da Torá que é comparada ao azeite que se transforma em luz.

 

Por isso, já começamos agora por meio do estudo da Hassidut a provar um pouquinho dos segredos da Torá oculta que o Mashia’h vai nos revelar.

 

A palavra Mashia’h quer dizer ungido, como diz o Tehilim (89/21) e o lado oculto da Torá é comparado ao azeite de unção, por isso o principal trabalho do Mashia’h vai ser divulgar para todos o lado oculto da Torá, e aí toda a
Terra se preencherá com o conhecimento Divino como a água preenche o mar (Isaías 11/9).

 

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Mensagem da Parashá

Erros de avaliação

Na nossa Parashá Yaakov chega ao Egito e é apresentado por Yossef ao faraó.

 

Quando o Faraó pergunta à Yaakov qual é a sua idade ele responde :- “Os dias da minha vida foram poucos e ruins.”..

 

Porque a vida de um Tzadik tão grande como Yaakov , o maior dos patriarcas, foi tão ruim?

 

Diz o Ari Zal que os patriarcas são chamados de patriarcas porque o primeiro homem, Adam Harishon, que era o patriarca da humanidade inteira se reencarnou como Avraham , Itzchak e Yaakov.

 

Esse primeiro homem, por meio de ter comido a famosa fruta proibida cometeu as três maiores transgressões que estão em um nível de “preferível morrer do que transgredir”, fazendo com que sua Alma Divina nos seus três níveis de “Nefesh” , “Rua’h” e “Neshamá” caísse dentro das impurezas

 

Sabemos que o primeiro homem antes de fazer a primeira transgressão da história do mundo não tinha Yetzer Hará (inclinação para o mal) .

 

Se ele não tinha “yetzer hará” como pode ele ter feito uma transgressão tão grande?

 

Simples assim! Ele fez um erro de avaliação!

 

o primeiro homem. Mesmo tendo sido diretamente criado por D’us (e não cópia de cópia como nós) e o tempo em que ele foi criado era antes de comer a fruta proibida e receber o “yetzer a rá” (má inclinação) , mesmo assim tropeçou e caiu no caso “escândalo da fruta proibida”.

 

Com certeza tinha uma justificativa, como ele próprio disse :- “a mulher que você me deu….”.

 

Ou seja, o primeiro homem que não tinha Yetzer a rá achou que D’us iria ficar feliz de ele ter obedecido à Havá que era a “Mãe de todas as criaturas” ,

 

Havá imaginou que se ela comesse a fruta e ficasse como D’us seria um orgulho para o Criador

 

e erraram porque D’us queria que eles ficassem como D’us em “Kedoshim Tihiu” , em coisas boas , não em vivenciar a “coisa ruim”.

 

Fizeram um erro de avaliação sem ter feito ainda o primeiro pecado e ter recebido uma má inclinação .

 

Ou seja, ninguém é perfeito, todos nós somos passíveis de erros de avaliação.

 

Um ser humano criado pelo próprio D’us sem Yetzer a rá faz um erro de avaliação , o que dizer sobre nós , geração descartável , será que existe entre nós alguém que D’us não criou e portanto é perfeito ?

 

Mais provável que alguem se ache perfeito , ou se achava até ler o Rashi do Midrash Rabá !

 

A nós só resta não cobrar perfeição do nosso próximo , não cobrar dele o que D’us não criou e julgar ao nosso próximo com bons olhos porque da mesma maneira que julgamos o nosso próximo assim somos julgados lá em cima.

 

Qualquer criatura, mesmo um Anjo ou uma criatura mais elevada é impossível que seja totalmente perfeito , como diz a conhecida explicação de Rashi no Midrash Rabá sobre o versículo “Asher Bará Elokim Láassot”.

 

Rashi traduz a palavra “Laassot” como consertar. Ou seja, tudo o que D’us fez ainda precisa de um consertozinho

 

E se ainda é preciso fazer alguma coisa em tudo o que D’us fez quer dizer que nada é perfeito, portanto tudo o que D’us fez é  passível de erro e será que existe alguma coisa que D’us não fez?

 

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