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Aprendemos com o nosso patriarca Avraham Avinu a base do sucesso nos negócios

Vayerá

 

Aprendemos com o nosso patriarca Avraham Avinu a base do sucesso nos negócios .

 

Avraham não se fechou em um quarto dentro de uma casa esperando alguém bater na porta da casa, depois bater na porta do quarto e depois perguntar qual é a mensagem que ele tem para a humanidade.

 

Mas foi à um lugar onde muita gente passava, abriu sua tenda aos quatro ventos e ainda ficou na porta no sol escaldante chamando as pessoas para comerem em sua tenda e aprenderem a agradecer à D’us que criou o céu e a terra !

 

Daqui aprendemos que:

Se você faz e não divulga, é como se não tivesse feito.

 

Esse é o segredo do sucesso nos assuntos materiais e espirituais , divulgar o que fazemos por todos os meios que temos alcance, sempre fazendo todo mundo saber que você existe e o que você está oferecendo , transformando as pessoas a sua volta em fãs e sempre tomando a iniciativa !

 

Muitos de nós somos limitados por velhos e desatualizados conceitos de sermos divas inacessíveis demonstrando assim nosso alto nível e valor, noções inadequadas para a era atual.

 

Achamos que não precisamos interagir com as pessoas porque que fazer isso é uma atitude que nos rebaixaria ao nível delas , ou porque não damos importância a essa interação , ou porque não nos sentimos confortáveis interagindo , e por final nos fechamos no nosso “mundinho”.

 

Aprendemos com Avraham Avinu a interagir!

 

Quando Avraham recebeu os anjos disfarçados de simples viajantes, foi pessoalmente chamá-los para a sua tenda, pediu à Sarah para fazer bolos, correu para fazer a comida, pediu para seu filho Ishmael ajudar, e por fim ficou em pé ao lado deles pronto para servi-los no que for preciso.

 

No final ele descobriu que eram anjos do céu, e recebeu deles o maior presente da sua vida, ter um filho com Sarah.

 

Aprendemos com ele que quando interagimos com as pessoas só temos a ganhar.

 

Cada pessoa pode ser o anjo que vai te ajudar, ou se não, pelo menos você ganhou uma grande Mitzvá.

 

 

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Mashia’h, Gueulá, e o rio Tietê

Porque a Guemará nos traz sinais para sabermos que estamos na geração da Gueulá, da redenção final?Para fazermos isso acontecer mais rápido acrescentando nas nossas Tefilot e nas nossas Mitzvót.

 

Um dos sinais da Guemará é de que os jovens vão fazer os velhos passarem vergonha.

 

Sempre que compramos um telefone novo e não conseguimos usar ele sem a ajuda de um adolescente para nos explicar com muita paciência dezenas de vezes como ele funciona, sentimos que esse sinal está acontecendo na prática…

 

Outro sinal é de que os principais rios da cidade vão andar como óleo e não vai dar para pescar neles nem um peixe para um doente. Essa é uma das coisas que nem Rashi conseguiu explicar.

 

Rashi tentou imaginar que talvez os rios ficassem semi congelados e andariam devagar como óleo, mas o problema com essa explicação é de que mesmo assim ainda daria para pescar um peixe neles. Quem na idade média poderia imaginar o Rio Tietê? Nem na pior das hipóteses Rashi não conseguiu imaginar uma coisa tão ruim assim.

 

E daí para adiante, todos os sinais da Guemará já aconteceram, e agora veja o que você poderia estar ganhando:

 

D’us tem o poder de te dar coisas mega maravilhosas que são os tempos do Mashia’h e o próximo mundo. Vamos acrescentar no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvót e Mashia’h vai chegar! você só tem a ganhar!

 

Rabino Gloiber

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O Kidush do Shabat

 

 

O Kidush da noite de Shabat

 

A Guemará nos conta que “aquele que fala o ‘Vaye’hulu’ (o Kidush) na noite do Shabat é considerado como se ele se tornasse parceiro de D’us na criação do mundo”.

 

A leitura do Kidush na noite de Shabat é uma Mitzvá que recai igualmente tanto para os homens quanto para as mulheres

 

A guarda do Shabat é o único ritual judaico que é um dos Dez Mandamentos é um mandamento tanto positivo quanto negativo e por isso recai sobre as mulheres também.

 

A Torá nos ordena “lembrar” (Za’hor) e “guardar” (Shamor) o Shabat.

 

Shamor – guardar

 

“Guardamos” o Shabat por meio de não fazer nenhum dos 39 trabalhos proibidos no Shabat que são chamados de mela’hot.

 

Esses 39 trabalhos proibidos de serem feitos no Shabat são chamados de “pais do trabalho”. Também suas derivações chamados de toladot, ou seja, filhos do trabalho, são proibidas de serem feitas no Shabat por serem ramificações derivadas desses trabalhos.

 

Za’hor – lembrar

 

“lembramos” o Shabat falando o Kidush na noite de sexta-feira e no dia de Sábado

 

Quando fazemos o Kidush cumprimos o mandamento positivo de “lembrar” do Shabat pelo fato de que o texto do Kidush enfatiza a santidade do dia, a distinção entre o Shabat e os seis dias da semana.

 

Sendo que estamos no mundo da ação, para trazer as bênçãos de cima temos que fazer uma ação material que é a sincronização entre o mundo de cima e o mundo de baixo.

 

Assim também em relação ao Shabat. Para trazermos as bênçãos do Shabat para esse mundo fazemos o Kidush com um copo de vinho e duas Halot (plural de Halá) que são nada mais e nada menos do que dois pães.

 

O vinho ou o suco de uva deve ser Kasher, e onde não é encontrado vinho Kasher você pode fazer pessoalmente um suco de uva Kasher para Shabat

 

Para facilitar para quem está começando, lá vão umas dicas básicas. Escrevemos essas dicas principalmente para quem mora no interior e não tem facilidade em comprar as coisas para Shabat.

 

Como fazer em casa o seu vinho para o Kidush:

 

Pela Halachá um suco de uva verdadeiro também é considerado vinho para o Kidush, aqui vai uma receita para fazer o seu suco de uva “bore pri hagafen” para todos os Shabatot do ano, principalmente se você tem crianças em casa.

 

Modo de preparo:

 

1- Compre uvas de qualquer tipo, lave as uvas, separe elas dos galhos e coloque elas dentro de uma panela (de preferência de pressão.

 

2- coloque a mão sobre as uvas e adicione água e açúcar . Essa água e açúcar tem que preencher somente os espaços entre as uvas e você coloca a mão encima para elas não flutuarem encima da água com açúcar sendo que a água com açúcar tem que preencher somente os “buraquinhos” entre as uvas mas não pode cobrir elas por cima nem se acumular separadamente no espaço de baixo caso elas flutuem, por isso você não deixa elas flutuarem.

 

3- Tampe a panela , acenda o fogo e deixe ferver um pouquinho.

 

4- Peneire o conteúdo da panela para uma jarra apertando e amassando totalmente as uvas dentro da peneira com uma colher até que todo o suco passe pela peneira e sobre dentro da peneira somente uma polpa

 

5- Coloque o suco em garrafas ou em uma jarra.

 

6- Mantenha o suco na geladeira e só retire para as refeições.

 

Se você não tiver vinho ou suco de uva kosher, você pode fazer o Kidush sobre o pão e, em vez de dizer a bênção Bore Peri HaGuefen, “que cria o fruto da videira”, você diz a benção, Hamotzi Le’hem min Ha’aretz, “que tira o pão da terra”.

 

Quando se usa pão em lugar de vinho, é preciso fazer a Netilat Yadaim antes de fazer o Kidush, para que se possa comer o pão imediatamente quando você termina o Kidush.

 

Netilat Yadaim

 

A Netilat Yadaiim é um jeito específico de se lavar as mãos. Antes de comer o pão, você pega um copo bem grande com a mão direita, enche ele de água e passa esse copo com a água para a mão esquerda.

 

A mão esquerda joga água três vezes sobre a mão direita e passa o copo para a mão direita. A mão direita joga água três vezes sobre a mão esquerda. Você faz a Brahá, a benção de Netilat Yadaiim e começa a falar o Kidush. Nesse caso, no lugar da Brahá do vinho no meio do Kidush você fala a Brahá do pão.

 

Mas em uma situação normal, quando você fez o Kidush sobre o vinho ou suco de uva, você bebe o vinho no final do Kidush e depois faz a Netilat Yadaiim e a Brahá do pão sobre dois pães.

 

Entre a Brahá da Netilat Yadaiim e a ação de comer um pedaço do pão depois da Brahá, não podemos falar para não fazer uma interrupção entre a Brahá e a ação. Depois que você comeu um pedaço do pão já pode falar Novamente.

 

O motivo de enchermos o copo com a mão direita e darmos o copo cheio para a mão esquerda jogar a água três vezes sobre a mão direita é uma sincronização espiritual que está ligada às Sefirót lá em cima.

 

Tanto a água quanto o lado direito estão ligados à Hessed, e o lado esquerdo está sincronizado com a Guevura. Por meio de enchermos o copo de água com a mão direita e passarmos ele para a esquerda para que ela comece o trabalho de purificação, subjugamos a Guevurá e ela se torna um acessório da Hessed 🌻🌻🌻🌻

 

Rosh Hodesh

Rosh Hodesh

O calendário judaico é baseado na Lua. Ela aparece no céu no início de cada mês judaico como um crescente estreito, que gradualmente se torna mais pleno a cada noite, até ficar perfeitamente cheio e redondo, no meio do mês.

 

Então a Lua “encolhe” até desaparecer totalmente por volta do fim do mês, apenas para reaparecer no começo do novo mês.

 

Quando a Lua surge primeiramente como um estreito crescente, é chamada de  “Molad” que é o “nascimento da Lua”( “novilúnio” ).

 

No Shabat antes da Lua nova, anunciamos e abençoamos o novo mês exceto o mês de Tishrei, que é abençoado unicamente pelo próprio D’us.

 

De um Molad ao seguinte passam-se pouco mais de vinte e nove dias e meio, e essa é a duração do mês judaico.

 

Mas sendo que não podemos ter metade do dia pertencendo a um mês e a outra metade ao seguinte, o calendário foi construído de um jeito que às vezes temos vinte e nove dias no mês, e as vezes, trinta, mas nunca mais do que trinta e nunca menos do que vinte e nove.

 

É por isso que às vezes temos somente um dia de Rosh Hodesh que é o início do mês e às vezes dois.

 

Quando temos somente um dia de Rosh Hodesh, significa que o mês que terminou porque tinha somente 29 dias.

 

Quando temos dois dias de Rosh Hodesh, o primeiro dia de Rosh Hodesh  pertence ao mês anterior, ou seja, é o 30º dia do mês que terminou, e o segundo dia de Rosh Hodesh é o primeiro dia do novo mês.

 

Num ano “comum” temos seis meses “cheios”, ou seja, “completos”, que são os meses de 30 dias cada, e seis meses “curtos” de 29 dias, seguindo-se um ao outro (30, 29, 30, 29, etc).

 

Isso nos dá um total de 354 dias no ano judaico. Em certos anos “perdemos” um dia, e em outros “ganhamos” um, fazendo com que o número total de dias num ano seja de 353, 354, ou 355, conforme o caso.

 

As vezes o motivo para isso é para evitar que o Yom Kipur caia numa sexta-feira, ou num domingo, para não se seguirem dois dias de Shabat.

 

A Torá nos diz que Pessa’h deve ser na primavera, considerando-se as estações do hemisfério norte, que é a estação em que nossos antepassados saíram do Egito

 

Portanto, não devemos ignorar o sistema solar que determina as quatro estações do ano que em Hebraico são chamadas de “Tekufot”.

 

O Ano Solar tem pouco menos de 365 dias e meio, enquanto o Ano Lunar tem cerca de onze dias a menos!

 

Portanto, se ignorássemos inteiramente o Ano Solar, nossas festas não seriam na mesma época a cada ano com relação à estação do ano, e iriam atrasar onze dias.

 

Em cerca de três anos, sairiam fora de sua respectiva estação por aproximadamente um mês e em nove anos, por cerca de três meses. Nesse caso Pessa’h não seria mais na primavera, e sim no inverno!

 

Por isso fazemos a sincronização entre o Ano Lunar e o Ano Solar. fazemos essa sincronização adicionando mais um mês de Adar para empurrar o mês de Nissan para frente, para o seu lugar apropriado na primavera. acrescentando um mês a mais a cada dois ou três anos de acordo com a necessidade, e assim o nosso calendário se sincroniza tanto com o ciclo da lua quanto com o ciclo do Sol.

 

Shabat Bereshit


O Shabat Mais Impactante!

 

Como nos comportamos nesse Shabat, Shabat Bereshit, é assim que vamos nos comportar durante todo o ano.

 

Este Shabat é chamado de “Shabat Bereshit” e é o Shabat mais especial de todos os Shabatot do ano.

A singularidade deste Shabat se encontra no fato de ele constituir um ponto de conexão entre o mês de Tishrei, um mês cheio de festas Judaicas, cheio de santidade, e o mês de Heshvan que é um mês “vazio” porque não tem festas Judaicas, ele é o mês “mundano”, omês de coisas desse mundo.

 

Sendo que este Shabat inclui esses dois opostos, a alegria e a santidade das festas Judaicas em comparação com a rotina e a mundanidade, ele nos dá forças especiais para continuarmos nosso elevado estado de santidade e alegria do mês de Tishrei, em nosso trabalho diário no mundo, nos “dias mundanos”!

 

Os Rebes de Lubavitch explicam que da maneira que nos comportamos no Shabat Bereshit dessa mesma maneira vamos nos comportar o resto do ano.

 

Por que este Shabat é mais especial do que outros Shabatot?

 

O Rebe explicou que é porque neste Shabat lemos as palavras “Bereshit Bara Elokim et a shamaim v’et a aretz”  (“No princípio D’us criou os céus e a terra”).

 

Isso nos ensina que D’us criou este mundo. É o Seu mundo! Ele o criou do nada. E, além disso, o grande milagre é que a criação do mundo acontece a cada segundo!

 

D’us está recriando o mundo a cada segundo para nos dar a oportunidade de realizar Seu desejo de que sejamos Seus parceiros em tornar este mundo um lugar mais sagrado e melhor, aprendendo Torá e praticando atos de bondade e benevolência.

 

Às vezes, podemos encontrar desafios ao aprender a Torá ou cumprir os Mandamentos Divinos. Podemos até encontrar muitas coisas que parecem ser “obstáculos”.

 

Mas quando nos lembramos de que este é o mundo de D’us, Ele o criou, Ele o recria continuamente, e foi Ele quem nos ordenou a cumprir nossa missão, e Ele não nos pediria para fazer algo impossível, então a questão realmente depende da nossa vontade e dos nossos esforços. E, claro, com a ajuda de D’us, teremos muito sucesso!

 

O primeiro homem recebeu o Mandamento de não comer a fruta da Etz a Daat por três horas. Ou seja, desde o momento no qual ele foi criado até depois do pôr do Sol que era o  momento da entrada do Shabat da criação.

 

Por que Adão fez o que fez? Ele não podia simplesmente esperar algumas horas para comer a fruta daquela árvore?

 

O Rebe explica que quanto maior e a pessoa também maior e a má inclinação dela, ou seja, maior seu yetzer aRá.

 

Aprendemos com isso que quanto mais algo é importante para nós, mais o lado ruim, o Yetzer ará, opõe resistência a ele.

 

E faz com que todos os tipos de desafios e obstáculos pareçam existir.

 

Então vamos ficar muito alegres neste Shabat e não dar importância para os obstáculos desse mundo, e assim vamos continuar o ano inteiro, olhando para as coisas boas que temos a frente e ficando feliz por termos deixado os obstáculos desse mundo para trás.

 

Rabino Gloiber

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Sheminí Atzéret

Sheminí Atzéret

Em 22 de Tishrei começa a festa de Sheminí Atzéret  que é uma festa à parte ao final de Sucót. Nessa festa também fazemos uma reza especial por chuvas para a Terra de Israel.

Em Sheminí Atzéret fazemos o kidush dentro da Sucá mas não falamos mais a Bra’há da Sucá. No dia de Sheminí Atzéret falamos a reza de Yizcor em memória de entes queridos falecidos.

 

Costumes de Sheminí Atzéret

Akafót

Na noite de Sheminí Atzéret, depois da reza da noite que é chamada de Arvít, fazemos sete Akafót (voltas) segurando o Séfer Torá que é o pergaminho onde estão escritos os cinco livros da Torá.

Damos essas voltas em volta da bimá que é a mesa onde lemos o Séfer Torá. Fazemos essas voltas segurando o Séfer Torá com danças e alegria e o principal é trazer as crianças para participarem das Akafót para que elas cresçam sentindo sempre a alegria do judaísmo.

Em Sheminí Atzéret fora de Israel ainda comemos na Sucá, mas já não falamos a Bra’há Lishév Bassucá. Costumamos fazer as Halot de Sheminí Atzéret redondas.

Proibições

Sheminí Atzéret é uma festa da Torá que se encontra na categoria de Yom Tov

Quando o Yom Tov acontece no Shabat, as mesmas proibições de Shabat recaem sobre ele.

Quando o Yom Tov acontece durante a semana, os  trabalhos proibidos de fazermos no Shabat são proibidos de fazermos em Yom Tov fora as seguintes exceções.

Permissões

No Yom Tov é permitido carregar de casa para o domínio público e vice versa tudo o que você precisa usar no Yom Tov.

No Yom Tov é permitido cozinhar e também fazer outras atividades ligadas à preparação dos alimentos.

Podemos cozinhar no Yom Tov usando o fogo de uma chama acesa na véspera de Yom Tov ou passando a chama desse fogo aceso na véspera de Yom Tov para o fogão por meio de um palito grande, mas não podemos apagar fogo no Yom Tov.

Por isso não podemos apagar o palito que usamos para passar o fogo da vela para o fogão e nem abaixar o fogo.

O lado Sobrenatural de Sheminí Atzéret       

Sucót é uma festa de sete dias e que Sheminí Atzéret é chamada pela Torá de o “oitavo dia”

No judaísmo, o número sete representa um ciclo natural. D’us criou o mundo em sete dias, cada um correspondendo a uma das sete Sefirot emocionais, e é por isso que uma semana que é um ciclo básico e fixo de tempo é composta de sete dias.

Muitos dos mandamentos do judaísmo são associados com o número sete: o Shabat, o ano sabático, as Sheva Bra’hót que são os sete dias que temos que alegrar o noivo e a noiva após o casamento, e etc.

O número oito representa o sobrenatural.

O Brit Milá acontece no oitavo dia do nascimento de um menino porque simboliza a conexão sobrenatural entre nós e D’us.

Hanuká, por exemplo, é celebrado durante oito dias por causa do milagre sobrenatural do azeite. A festa de Hanuká é uma festa Derabanan, ou seja, instituída pelos nossos sábios por causa do milagre de oito dias que aconteceu na época do segundo Beit a Mikdash

Sheminí Atzéret é uma festa Deoráita, uma festa da própria Torá, e ela é a única festa da Torá associada ao número oito.

Pela Torá, a festa de Pessa’h é uma festa de sete dias, e o oitavo dia de Pessa’h que acontece fora da nossa “Terra Santa” é uma Mitzvá Derabanan baseada no direito que a Torá deu aos nossos Sábios de que tudo o que eles vão decretar no Beit a Mikdash não vamos nos desviar nem para a direita e nem para a esquerda.

Sheminí Atzéret  nos ensina, assim como o Brit Milá, que a nossa conexão com D’us é sobrenatural, está acima de todas as limitações.

O tema principal de Sheminí Atzéret é a alegria que representa nossa conexão íntima e sobrenatural com D’us, sendo que sobre D’us está escrito:  עֹז וְחֶדְוָה בִּמְקֹמוֹ.

Que quer dizer “Força e alegria em seu lugar”. Ou seja, não existe tristeza lá em cima mas tudo lá em cima é força e alegria.

A alegria rompe todas as fronteiras, nos dá a capacidade de transcender todas as barreiras e obstáculos do mundo natural e atingir objetivos sublimes tanto no âmbito material quanto no âmbito espiritual.

O quarto Rebe de Lubavitch, Rabi Shmuel Schneerson  nos ensinou: “O mundo diz: ‘Se você não puder passar por baixo de um obstáculo, pule por cima dele. Mas eu digo: “Em primeiro lugar já pule por cima dele”!

Esse conceito de pular por cima dos obstáculos é o que Sheminí Atzéret nos ensina: que por força de nossa Alma e nossa conexão com D’us, temos o poder de transcender o mundo natural e todos os seus limites e limitações.

A vida nesse mundo é uma corrida de obstáculos, e quando fazemos nosso Trabalho Divino com alegria, ou seja, quando servimos a D’us com alegria, conseguimos pular todos os obstáculos.

O número oito no judaísmo, além de representar o milagroso, também simboliza a perfeição.

Outra razão para o Brit Milá se realizar no oitavo dia é porque um dos vários motivos da circuncisão é “completar” o potencial de perfeição no ser humano.

Um dos significados da palavra “Atzéret” é “reter”.  Reter algo para levá-lo ao seu estado de inteireza ou perfeição.

Assim sendo, o nome Sheminí Atzéret significa o oitavo dia, que é o dia adicional que leva o sétimo dia de Sucót a seu estado de perfeição.

E essa é mais uma razão para representar o clímax da nossa alegria em Sheminí Atzéret que é maior do que a nossa alegria em Sucot, porque representa um estado de perfeição da alegria.

A Mitzvá de Sheminí Atzéret

Está escrito: בַּיּוֹם֙ הַשְּׁמִינִ֔י עֲצֶ֖רֶת תִּהְיֶ֣ה לָכֶ֑ם כׇּל־מְלֶ֥אכֶת עֲבֹדָ֖ה לֹ֥א תַעֲשֽׂוּ

Nessa ocasião D’us nos promete que vamos nos alegrar juntos”.

O Rei Shlomó (Salomão) explicou: ‘ Em Você nos alegraremos…’ (Cântico dos Cânticos, 1:4):   ‘Em Você’ quer dizer: na Sua Torá,  nas Suas salvações”. (Pessikta de R. Kahana, seção 30)

Sheminí Atzéret, diferentemente de outras festas do calendário judaico, não possui um ritual especial a não ser um: Sim’há, uma alegria extraordinária.

O mandamento da Sim’há desse dia é ordenado na própria Torá, no versículo: “E você vai ser somente alegre” (Re’ê16:15).

Nossos Sábios nos ensinaram que esse versículo não é apenas um Mandamento, mas também uma promessa Divina: “Se vocês cumprirem o mandamento de Sim’há (estar alegre em Sheminí Atzéret), vocês têm a garantia (Divina) de que estarão alegres para sempre”.

Contam sobre Rabi Yonatan Eybeschutz

que era um grande Tzadik (uma pessoa altamente elevada), que quando ele era criança pediu para o seu pai uma maçã e o painão concordou em dar aquela maçã para ele.

Então o pequeno Yonatan falou a Bra’há que precisamos falar antes de comer uma fruta, e o pai, não querendo que o filho fosse culpado por ter dito uma Bra’há com o nome de D’us em vão, não teve escolha a não será de dar prontamente a maçã ao filho…

E essa é a mensagem de Sheminí Atzéret:

Se nessa data festiva nós nos alegrarmos como nos ordena a Torá, com fé absoluta de que D’us dará para todos nós um ano bom e doce, esta alegria por si só já obriga nosso Pai Celestial a atender os desejos fervorosos de Seus filhos, não permitindo que nossos desejos e o cumprimento do mandamento de sermos felizes, tenham sido em vão.

🌻🌻🌻🌻
Sheminí Atzéret e a Gueulá

Outro significado do termo Atzéret é “final, encerramento”, já que Sheminí Atzéret é a conclusão das festas da Torá que se iniciam com a saída do Egito em Pessa’h.

Rabi Abraham Sabá que foi um grande cabalista refugiado da inquisição portuguesa depois de ter passado por grandes torturas, escreveu que o número oito de Sheminí Atzéret (“o oitavo dia”) se refere às oito impérios que oprimiram o nosso povo durante toda a nossa história e o “oitavo dia” indica o fim de todos esses opressores

Está escrito, ‘No Oitavo Dia será Atzéret para vocês’, nos ensinando que esse é o dia de nossa Gueulá, o dia de nossa redenção final e salvação de nossas Almas” (Tzror Hamor, Pinchas 29:35).

As Festas da Torá celebram eventos do passado do nosso povo:

Pessa’h celebra nossa libertação da escravidão no Egito. Shavuot, a entrega da Torá e Sucot, os 40 anos em que o nosso povo vagou pelo deserto sob a proteção das nuvens do Todo Poderoso.

Sheminí Atzéret, por outro lado, celebra um evento futuro, o mais esperado de toda a história humana.

Shemini Atzéret é a mais alegre das festas da Torá porque ela celebra o que vai acontecer, a chegada do Yom Shekulo Tov, a época inteiramente boa que durará por toda a eternidade.

A Gueulá verdadeira e completa em breve em nossos dias Amén

Não se esqueçam de acender as velas de Yom Tov dezoito minutos antes do pôr do Sol. Junto com as velas de Yom Tov acrescentamos uma vela de sete dias para a partir dela passarmos o fogo para as velas de Sim’hat Torá amanhã depois da saída das estrelas.

Pelo menos a vela de sete dias você tem que acender hoje antes do pôr do Sol e as velas de Yom Tov de hoje você pode acender de noite passando o fogo da vela de sete dias para as velas de Yom Tov

Hag Samea’h

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Oshaná Rabá

 

O sétimo e último dia de Sucot, Oshaná Rabá, é considerado o último dia do Julgamento Divino, quando o que foi decretado em Yom Kipur é selado e o destino do novo ano determinado.

 

São chamados de Oshanot que é o plural de Oshaná os pequenos cânticos que falamos diariamente durante a semana de Sucot.

 

A cada dia, uma reza de Oshaná é feita e nessa hora todos dão uma volta com os Arbaat a Minim em volta da Bimá que é a mesa onde lemos a Torá.

 

Em Oshaná Rabá que é o sétimo dia de Sucot, fora os Arbaat a Minim que  usamos durante os dias de Sucot, fazemos um ritual especial com cinco ramos de um tipo de salgueiro que são as aravot, as Oshanot.

 

Esta é a razão pela qual, no Talmud, o sétimo dia de Sucot é chamado de “Dia do Salgueiro” ou “Dia de Oshaná”.

 

Neste dia, com os Arbaat a Minim na mão, falamos sete pequenas rezas que são chamadas de Oshanot , dando sete voltas ao redor da Bimá com os Arbaat a Minim.

 

 

Terminando as Oshanot, nossos  Profetas instituíram o costume judaico de bater estes ramos de salgueiro no chão, cinco vezes, para assim “adoçar as “cinco guevurót” que são cinco tipos de severidade que podem chegar até nós como consequência do nosso Julgamento no Tribunal Divino”.

Em várias comunidades judaicas esse dia é considerado uma espécie de Yom Kipur.

Costumamos permanecer acordados durante toda a noite, estudando a Torá e lendo os Tehilim.

Há os que estudam Torá dentro da sucá, pois há uma tradição segundo a qual os Ushpitzin – que a visitaram durante Sucot – poderiam atuar como advogados de defesa perante a Corte Celestial.

 

 

 

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A importância de estar alegre mesmo sem ter um motivo que justifique isso

A importância de estar alegre mesmo sem ter um motivo que justifique isso 

O Zohar nos revela que quando estamos alegres aqui nesse mundo, mesmo com todos os motivos para ficarmos tristes, despertamos lá em cima uma revelação Divina personalizada para nós, e D’us nos dá tudo de bom para continuarmos alegres, mas agora com motivos para isso.

D’us é a essência do bem e a natureza do bem é fazer o bem.

Nos unimos à Hashem em um nível de revelação da Sefirá chamada de Hessed, e nossa alegria aqui embaixo faz com que D’us nos traga outra alegria lá de cima e nos dê milagrosamente todos os motivos materiais para estarmos alegres.

Ou seja, quando estamos alegres aqui em baixo mesmo sem termos absolutamente nenhum motivo para estarmos alegres, mas muito pelo contrário, todos os motivos eram para estarmos tristes, mas mesmo assim continuamos alegres, a revelação Divina em relação a nós também se torna alegria.


E por esse motivo os milagres acontecem invertendo todos os motivos que tínhamos para ficar tristes em motivos para ficarmos alegres.


A vida é como uma corrida de obstáculos e não existe corrida de obstáculos sem obstáculos.


As dificuldades preparam pessoas como nós para destinos extraordinários, e se não fossem elas continuaríamos sendo pessoas comuns.

Se foque no que é importante, capture os bons momentos e não se esqueça que lá em cima tem alguém que te ama incondicionalmente e que está cuidando bem de você!

Acordamos e nos lembramos que D’us é a essência do bem

Agradecemos a D’us por mais um bom dia

Onde estivermos hoje, D’us já está lá antes de nós para nos fazer os milagres do dia.

Só abrir os olhos e ver em cada paisagem a presença Divina em primeiro lugar, fazendo para nós mais uma surpresa e mais uma surpresa! Fazendo para nós milagres pelas costas e às vezes demoramos para saber que esses milagres aconteceram, mas quando descobrimos isso veja que se não fossem esses grandes milagres ocultos talvez até não estaríamos mais aqui.

Então vamos acrescentar na alegria e assim vamos ganhar lá de cima um ano doce e maravilhoso 🍯

ketivá ve’Hatimá Tová Leshaná Tová uMetuká

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Como devemos nos relacionar aos nossos problemas

Está escrito : ”Talvez você diga no seu coração :

Esses povos são muito mais numerosos do que eu, como poderei conquistá-los?” (דברים ז’ י”ז)

 

Ou seja, talvez você sinta a realidade!

 

Você mediu o tamanho do problema e se conscientizou de que não tem a mínima chance de resolvê-lo.

 

Lá vai a regra geral que Moshe Rabeinu nos dá aqui para todo e qualquer problema (incluindo fechar as contas no fim do mês) :

 

“Não tenha medo deles !

 

Lembre-se do que Hashem fez ao faraó e a todo o Egito, os milagres, as maravilhas etc etc etc.

 

Ou seja, isso é o que devemos pensar e sentir sempre em qualquer situação difícil.

 

Se não saiu como queríamos, com certeza nos espera algo melhor.

 

Mas nós devemos fazer a nossa parte que é fazer os nossos pedidos para Hashem e vivermos confiantes a cada instante, nunca pensarmos que não vai sair como queremos, mas sim nos lembrar dos milagres e das maravilhas que Hashem fez no Egito e nos conscientizar de que assim ele vai nos fazer agora !

 

 

Tefilá:

Aprendemos com Yaakov, nosso terceiro patriarca, que quando surge um problema, em primeiro lugar fazemos nossos pedidos para Hashem (D’us)

 

Yaakov rezou para Hashem ajudá-lo e não precisou usar seu mérito e nem o mérito das bençãos que ele recebeu do seu pai.

 

O mérito de fazermos nossos pedidos para Hashem já justifica recebermos o que estamos pedindo, e isso somente pelo fato de estarmos pedindo para Hashem o que precisamos na hora que precisamos.

 

Com nosso patriarca Yaakov aprendemos algumas regras básicas de como fazer um pedido para Hashem:

Aprendemos com ele que quando rezamos, devemos explicar e especificar o que queremos de maneira clara e detalhada.

Hashem está em todo lugar e sabe o que queremos mesmo sem pedirmos, mas aprendemos com Yaakov que para recebermos alguma coisa sem pedir, necessitamos de um grande mérito lá em cima.

Mérito que até o próprio Yaakov, o maior dos patriarcas, preferiu não usá-lo enquanto não fosse extremamente necessário.

E se até Yaakov que tinha de verdade esse mérito lá em cima, preferiu guardá-lo para que pudéssemos usá-lo nos tempos do Mashia’h, e por isso rezou detalhadamente para não precisar usar aquele mérito, quem somos nós para esperar que Hashem nos faça um milagre sem pedirmos.

E mesmo que muitas vezes Hashem nos faz verdadeiros milagres sem que cheguemos a saber, ou seja, Hashem nos faz grandes milagres ” pelas costas”, mesmo assim o certo é pedirmos detalhadamente quando sabemos o que precisamos, e isso por dois motivos:

1- Se não rezarmos talvez o milagre não aconteça.

2- Se acontecer sem rezarmos, ele poderá ser descontado dos nossos méritos.

 Por isso, diz o Zohar,  Yaakov detalhou sua reza dizendo: – “Me salve por favor, do meu irmão, de Essav, para que ele não venha e ataque as mulheres e as crianças”.


Analisando a reza de Yaakov

1 – “Me salve por favor” (mas de quem? talvez de Lavan?).

 

2 – “do meu irmão” (mas antigamente parentes eram chamados de irmãos!).

 

3- “de Essav” (mas por qual motivo isso é necessário?).

 4- “para que ele não venha e ataque mulheres e crianças”.

 Mesmo que a reza foi curta, uma reza de três versículos, vemos que ela conteve todos esses detalhes e foi eficiente. Nós próprios somos a prova ”viva” de que a Tefilá dele funcionou, senão não estaríamos aqui!

 

O segredo dos Tehilim

 

Se é assim, porque lemos os Tehilim (Salmos) como sendo a melhor reza quando (D’us nos livre) surgem problemas de saúde , financeiros  ou de qualquer outro tipo, se esses Tehilim não estão especificando detalhadamente nenhum dos nossos pedidos, como pode ser que eles servem para tudo?

 Como pode ser que você, lendo uma súplica do rei David pedindo para Hashem o salvar de Shaul, isso vai ser considerado como se você tivesse pedido detalhadamente e da maneira mais correta possível tudo o que você tinha intenção de pedir?

Sobre isso diz o Zohar na nossa Parashá:

 

– “Venha e veja! Nesses Tehilim que falou David, existem segredos e assuntos elevados nos segredos da sabedoria.

 Sendo que todos foram ditos por meio do Rua’h Hakodesh, inspiração Divina,  que pairava sobre David e então ele os cantava. Portanto, todos os Tehilim foram ditos por meio de segredos profundos da sabedoria” .

 Ou seja, quando você lê os Tehilim em hebraico você está expressando o seu sentimento e o pedido do seu coração da maneira mais profunda possível.

 

A intenção do rei David quando ele os escreveu era oculta e as palavras dele representam forças ocultas apelidadas por ele dessa maneira.

 

Mesmo que ler os Tehilim já é o suficiente, mesmo assim é bom antes ou depois do Tehilim fazer o seu pedido explícito e detalhado como o fez Yaakov!

Fora a reza, Yaakov se preparou para uma guerra, e também mandou presentes para Essav, nos mostrando que a Tefilá tem que recair sobre uma ação material.

 Rezamos para que o nosso trabalho dê frutos e fazemos o nosso trabalho com toda a dedicação e empenho.  Pedimos para Hashem nos dar sucesso em tudo o que fizermos e fazemos tudo da melhor forma possível. Somente no caso em que realmente não há o que fazer, a Tefilá por si só já é o suficiente.

 

Rezando por outras pessoas

 

O Baal Shem Tov tinha um mestre que descia do céu para ensinar a ele Torá. Esse mestre era o profeta Ahia Hashiloni que viveu na época do Rei Salomão e foi posteriormente o mestre de Eliahu Hanavi.

 

Disse o Baal Shem Tov que o profeta Ahia revelou para ele que a Sefirá chamada Mal’hut é chamada de din (decreto rígido) e raíz dos dinim é a Sefirá chamada Bina.

 

Por meio da reza elevamos o “din” até a biná e lá adoçamos ele. Ou seja, mudamos o DNA dele na sua fonte e transformamos ele em bondade. Quando rezamos por outra pessoa ligamos ela a essa raiz espiritual, à Biná, e lá ela já é outra pessoa. Então vamos tentar e rezar bastante para que todos os que estão ligados à nós tenhan só alegrias.

 

Pedindo tudo de graça

Mesmo podendo os Tzadikim justificarem o atendimento de seus pedidos, mesmo assim,  pedem à Hashem que atenda aos seus pedidos sem olhar para seus méritos. Pedem para que Hashem atenda aos seus pedidos de graça.

 

A primeira coisa que aprendemos daqui é de não pensar nos nossos méritos na hora de rezarmos e fazermos nossos pedidos. O atendimento à nossos pedidos é um presente que Hashem nos dá por termos pedido.

 

Mesmo assim, quando rezamos, devemos a segurança de que vamos ser atendidos. Nunca podemos imaginar no meio da reza que talvez não sejamos atendidos, porque a falta de fé enfraquece o efeito da reza.

 

Na hora que estamos pedindo qualquer coisa para Hashem temos que acreditar com fé perfeita que o nosso pedido vai ser atendido. Assim, com a nossa fé facilitamos para Hashem (D’us) nos dar tudo o que estamos pedindo para ele

 

Mas se acontecer de você não receber o que está pedindo no momento, saiba que isso é sempre por motivos que são para o nosso bem e em breve veremos isso de forma revelada ou  essa bondade por motivos Divinos vai continuar oculta para nós .

 

Nunca nenhuma  reza é perdida, e quando ela não é atendida ela é redirecionada para algo mais importante que muitas vezes nem sabíamos que precisaríamos tanto disso.

 

E quando recebemos aquela coisa que tanto precisávamos agradecemos à Hashem por ter nos dado aquilo e temos certeza que tínhamos totalmente esquecido de rezar por aquilo.

 

Pedindo para Hashem o que precisamos na hora que precisamos 

 

De acordo com a Torá, a Mitzvá da Tefilá é pedir para Hashem o que você precisa na hora que você precisa, como por exemplo em uma hora de perigo, um dos 613 mandamentos da Torá é rezar pedir para Hashem nos salvar do perigo, e isso é um dos princípios da nossa fé.

 

O motivo desse princípio é que por meio disso a pessoa vai saber e entender que Hashem dirige o mundo e toma conta de cada detalhe de cada uma das criaturas, e somente Hashem sozinho tem a possibilidade de nos salvar.

 

O Rambam nos conta no  quinto princípio da fé judaica que o fato de cada cada um de nós ser obrigado a cumprir o mandamento da Tefilá que consiste em pedir para Hashem o que você precisa na hora que você precisa, é para nos mostrar que a Mitzvá da Tefilá não é específica para pessoas próximas de Hashem como Tzadikim mas sim para cada um de nós.

 

Quando precisamos de alguma coisa é uma Mitzvat Assé, um Mandamento “Faça”, fazer nossos pedidos para Hashem.

 

Algumas vezes nosso pedido será aceito e realizado, e algumas vezes, para nosso próprio benefício material ou espiritual, nosso pedido não é aceito.

 

Isso se compara a alguém que manda o seu pedido para um rei.

 

Qualquer pessoa pode mandar para o rei um pedido, e mesmo sendo ela a pessoa mais distante, pode ser que o rei vai atender à seus pedidos porque condiz à boa natureza e piedosa do rei atender especificamente aos mais humildes e etc…

 

O fato da pessoa estar mais próximo ou mais distante do rei vai fazer diferença somente em relação aos pedidos sobre assuntos públicos e de grande importância para o povo.

 

Mas assuntos de interesse pessoal de cada um não faz diferença se a pessoa está mais próxima ou mais distante do rei.

 

Nossos Sábios e profetas no exílio da Babilônia viram que estamos esquecendo o que devemos pedir e a frequência na qual devemos pedir, e escreveram para nós a reza de 18 bençãos conhecida como Amidá por falarmos ela em pé como alguém que se encontra na frente do Rei.

 

Os Sábios da Mishná conhecidos como Tanaim e os Sábios da Guemará conhecidos como Amoraim acrescentaram mais algumas rezas seguidos pelos Sábios das outras gerações até chegarmos ao Sidur que é o livro de rezas que temos hoje.

 

Conclusão:

 

Vamos rezar forte e pedir para Hashem tudo o que precisamos na hora que precisamos e ter muita fé de que vamos receber tudo o que estamos pedindo ou que muito mais do que isso Hashem vai dar para nós

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
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Para quem Moshe Rabeinu traduziu a Torá ?

*Mais detalhes sobre a nossa Parashá*

Nossa Parashá nos conta que antes de falecer, Moshe Rabeinu começou a traduzir a Torá para setenta línguas.

Pelo fato de ele ter feito isso no final da sua vida no lugar de passar seus últimos momentos com a sua família vemos a extrema necessidade e importância dessas traduções.

Mas quando nos perguntamos para quem ele precisou fazer essas traduções não sabemos responder!

Se essas traduções foram feitas para o nosso povo, sabemos que mesmo estando no Egito durante 210 anos eles não mudaram seu idioma mas continuaram falando o hebraico clássico que era falado pelos nossos patriarcas e que vinha desde a criação do mundo.

Se essas traduções foram feitas para a “Erev Rav”, a “grande mistura” que era uma multidão de egípcios que saíram com o nosso povo de lá, seria o suficiente traduzir a Torá para a língua egípcia antiga.

Se essas traduções foram feitas para as pessoas que futuramente iriam se converter ao judaísmo elas seriam desnecessárias, sendo que essas pessoas teriam que fazer parte de uma comunidade judaica e para isso teriam que falar a língua falada pela comunidade.

Na época de Moshe Rabeinu a única comunidade judaica que existia no mundo era o povo de Israel no deserto que em breve entraria na “terra prometida” transformando ela em “Terra Santa” e fazendo do hebraico clássico sua língua oficial.

Portanto qualquer pessoa que quisesse se converter ao judaísmo e consequentemente viver na comunidade judaica teria que aprender o hebraico clássico, a língua do único lugar do mundo onde se encontrava absolutamente toda a comunidade judaica.

Sendo assim, aparentemente não havia nenhuma necessidade de traduzir a Torá para setenta línguas na época de Moshe Rabeinu.

Somente 810 anos depois de Moshe quando nosso povo foi exilado para a Babilônia e trocou sua língua oficial para o aramaico surgiu a necessidade de traduzir a Torá.

A tradução da Torá para o aramaico foi feita por Unkelus, o sobrinho do imperador romano Titus que destruiu o segundo Beit Hamikdash.

O próprio Unkelus tinha se convertido ao judaísmo e traduziu a Torá para o aramaico que não era uma das setenta línguas para as quais Moshe Rabeinu traduziu a Torá no final da sua vida.

D’us criou o mundo em hebraico clássico.

No sexto dia da criação, Adam e Havá (Adão e Eva) foram criados já falando hebraico clássico, e essa foi a língua do mundo inteiro até a Torre de Bavel.

Todas as pessoas naquela época tinham uma única língua que era o hebraico e juntos fizeram uma torre que chegaria até acima das nuvens, para provar cientificamente que não existe D’us.

Foi necessário um grande milagre para que a união de todos com o objetivo de fazer o mal terminasse.

D’us mandou para eles o anjo Gavriel que fez com que eles começassem a falar setenta línguas diferentes que deram origem à absolutamente todas as línguas do mundo fora o aramaico e o árabe.

O milagre das setenta línguas fez com que aquelas pessoas se espalhassem pelo mundo e dessem origem à setenta povos diferentes que são a origem de todos os povos de hoje.

Uma parte da humanidade, provavelmente a pequena parte que não havia participado da construção da torre de Bavel, continuou falando hebraico.

O hebraico mal falado virou o aramaico e o aramaico mal falado virou o árabe.

Sendo assim, a primeira vez que o nosso povo precisou realmente de uma tradução da Torá foi pelo menos 810 anos depois de Moshe Rabeinu.

Então voltamos à nossa pergunta inicial, porque Moshe Rabeinu gastou o precioso tempo do final da sua vida traduzindo a Torá para setenta línguas, tradução aparentemente desnecessária e que jamais foi usada?

*Moshe Rabeinu traduziu a Torá para nós!*

Com a entrega da Torá no Monte Sinai começou a sincronização entre o mundo de cima, o mundo espiritual, e o nosso mundo de baixo, o mundo material.

Por meio dos Mandamentos Divinos que recebemos no Monte Sinai trazemos a Santidade do mundo superior para nós próprios e para todo esse mundo, e o maior de todos os mandamentos Divinos é o próprio estudo da Torá.

Sendo que o aspecto mais elevado da nossa Alma Divina é o intelecto que são as três primeiras “Sefirot” chamadas de “Mo’him”, o estudo da Torá, principalmente da parte oculta da Torá, é o Mandamento Divino que mais nos traz Kedushá (Santidade).

Sendo que o mundo foi criado em hebraico clássico e a Torá foi dada ao nosso povo no hebraico clássico, o Mandamento Divino do estudo da Torá e a Santidade que ele nos traz não teria como recair sobre um estudo de Torá feito em outra língua que não fosse o próprio hebraico clássico.

Por isso Moshe Rabeinu se empenhou tanto na tradução da Torá para as setenta línguas que eram as raízes das línguas atuais, porque por meio dessa tradução feita por ele próprio que recebeu a Torá de Hashem (D’us) e a repassou para nós, o Mandamento Divino de estudar Torá se estendeu também para o estudo da Torá em qualquer língua que a Torá seja estudada.

Por isso, hoje quando você estuda a Torá em português você também cumpre o Mandamento Divino de estudar Torá e traz Kedushá para você e para o nosso mundo material.

Por isso devemos tomar todo o cuidado de não usar nas nossas traduções o português eclesiástico que tem como base o cristianismo que é o derivado direto da mitologia dos antigos romanos.

Para entendermos o que tem de tão grave com esse estilo de tradução vamos usar como exemplo a história que a Guemará nos conta sobre Adrianus, o imperador de Roma.

Adrianus estava incomodado com o fato de Unkelus, o sobrinho de Titus, ter se convertido ao judaísmo.

Adrianus mandou três vezes tropas de soldados romanos para trazer Unkelus de volta para Roma, mas sem sucesso.

Cada tropa que veio ouviu de Unkelus uma explicação diferente sobre a diferença entre o nosso D’us e a cultura deles, e a mensagem dessas histórias era a mesma:

A humildade Divina no judaísmo, a essência do bem que é o nosso D’us, exatamente o contrário da prepotência e tirania dos deuses mitológicos.

Mais futuramente a mitologia deu origem ao cristianismo mantendo os padrões dela na sua cultura, e isso vemos claramente nas traduções da Torá feitas por esses povos que enfatizam a distância entre D’us e o ser humano, sempre usando a terceira pessoa para se referir à D’us, traduzindo o “Atá” (você) da Torá como “vós”, e daí para frente em uma coletânea de erros de tradução com a clara intenção de fazer da nossa Torá a mitologia atualizada, deturpando intencionalmente a nossa cultura em prol da cultura deles.

Conclusão:

Moshe Rabeinu abriu mão dos últimos momentos da sua vida traduzindo a Torá para setenta línguas para que a santidade da Torá recaísse sobre as nossas traduções.

Temos a obrigação de valorizar o que ele fez por nós e fazer uma ponte direta entre as traduções de Moshe Rabeinu e as nossas traduções sem colocar no meio desse caminho as traduções de outras religiões que não são a nossa.

A Torá usa a linguagem que usavam as pessoas da época para facilitar à elas o entendimento.

Como por exemplo no caso da proibição de não comer, cozinhar ou ter proveito de carne cozida com leite, onde a Torá usa o termo “ não cozinhe o carneirinho com o leite da sua mãe”

Dizem nossos Sábios que “a Torá falou essa frase na linguagem das pessoas”, ou seja, das pessoas daquela época.

Aqui a Torá nos dá o exemplo de como devem ser as traduções.

Devem ser uma linguagem atual, clara, objetiva e de fácil entendimento para a maioria das pessoas da nossa época.

Como uma revista que você compra na semana em que ela foi escrita, e não uma tradução eclesiástica baseada nas traduções da Torá para o português pelos padres católicos da época da inquisição.

O mesmo se refere à transliteração que tem que ser acessível ao idioma falado pelas pessoas daquele país.

Os rabinos de Portugal de antes da inquisição faziam a transliteração da letra “ח” como “H”.

Daqui vemos que na língua portuguesa a letra mais próxima da letra “ח” é o”h”.

Rabino Gloiber
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