Mensagem da Parashá

O roubo da raiva

O roubo da raiva

 

A brachá de Shimon e Levi foi a maldição à raiva deles , porque nós, o povo de Israel, somos piedosos e a raiva não combina com a nossa natureza.

 

Por isso Yaakov chama eles de ladrões se referindo à agressividade deles que não fazia parte da natureza deles , mas era como um roubo na mão deles, algo que não pertencia à eles. Só um POUQUINHO de ira não justificaria toda essa bronca, por isso Yaakov especifica no versículo o fato de essa ira ter sido dura e forte.

 

A solução para isso também foi dada na Brahá que eles receberam, Yaakov abençoou eles a se espalharem pelo povo de Israel.

 

Dizem nossos Sábios que a tribo de Levi se espalhou por todo Israel ensinando Torá para todo o povo, e diz o Rambam que cada um que assumiu essa função hoje é comparado a um Levi.

 

Talvez por isso nosso grande Rabino e professor na Yeshivá de Kfar Chabad em Israel (onde estudei sete anos) Rabi Mendel Futerfas (1906–1995) nos disse uma vez em um farbrengen, uma festa hassídica, com um sorriso de ponta a ponta :- Meninos , vocês são como adubo orgânico (uma coisa que as vacas fazem…) , quando você saírem daqui vocês vão se espalhar pelo mundo inteiro fazendo o mundo florescer!

 

Mas agora que vocês estão todos no mesmo lugar…. e falou algo em yidish…(se referindo ao cheiro de de uma montanha de esterco……) . E aconteceu! (de termos nos espalhado pelo mundo).

 

Todos os anos me encontro com a minha classe da Yeshivá no congresso rabínico internacional e todos estão espalhados pelo mundo fazendo um trabalho maravilhoso, ensinando Torá para todos e fazendo florescer as comunidades judaicas do mundo inteiro!!!

 

Conclusão, vamos ficar sempre longe da ira (muita calma nessa hora!!)

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

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Vayehi – Morou ou Viveu?

Vayehi

 

Nossa Parashá nos conta que Yaakov “viveu” dezessete anos na terra do Egito.

 

Porque em relação aos outros lugares onde ele viveu está escrito que ele só morou, e no Egito está escrito que ele viveu?

 

Porque depois de ter adquirido e feito o conserto da alma do Adam a rishon sofrendo aonde ele morou como vimos na Parashá anterior, agora que está com ela pura e refinada com toda a energia e intensidade do seu alto nível se revelou à ele o paraíso do próximo mundo aqui nesse mundo!

 

Yaakov foi a primeira pessoa a ficar doente na história do mundo.

 

A Guemará nos conta que antes de Yaakov , quando chegava a hora da pessoa falecer ela falecia com toda a sua vitalidade , dava um espirro e falecia .

 

O Midrash (um livro sagrado de dois mil anos atrás) nos conta que essa é a origem do motivo que falamos “saúde” para a pessoa que espirra .

 

Yaakov pediu para D’us fazer a pessoa ficar doente antes de falecer para ele saber antecipadamente que iria morrer e poder dividir a herança em vida , a Tefilá de Yaakov foi aceita e ele ficou doente.

 

Yossef foi chamado para visitar o pai que adoeceu . A linguagem do versículo é :”eis que” seu pai está doente”. Diz o Ari Zal que a palavra “eis que” tem um valor numérico de 60 (a numerologia só é aplicada à Torá escrita) e isso vem nos indicar que a pessoa que vem visitar o doente tira 1/60 da doença dele. Por isso quando Yossef veio visitar seu pai , Yaakov se levantou, já se sentiu um pouquinho melhor!

 

O Ari Zal diz que isso só acontece na prática quando a pessoa que vem visitar é seu “ben guiló” , ou seja, alguém que tem o mesmo “Mazal” que o doente, que nesse caso era Yossef.

 

Isso também é válido para os nossos dias e sendo que não sabemos quem é o “ben guiló” de quem, dizemos que todos que visitam um doente reduzem 1/60 da doença dele, então, vamos fazer sempre essa Mitzvá!

 

Yaakov abençoou seus filhos antes de falecer. Diz o Ari Zal que Yaakov recebeu a Alma do Adam a Rishon, o primeiro homem,  e Reuven que era o primogênito de Yaakov recebeu a Alma de Cain que era o primogênito do Adam a rishon.

 

Quando Reuven quis tirar Yossef do buraco e devolver ele ao seu pai tentou salvar seu irmão e assim consertou parcialmente o pecado de Cain que matou seu irmão.

 

O Midrash nos conta que Cain nasceu com uma irmã gêmea e seu irmão Hevel com duas. Aquela geração iria se casar com as irmãs, e Cain que era o primogênito achou que merecia duas mulheres e Hevel teria que ficar com uma só, e por isso Cain matou Hevel. Por isso Yaakov na sua benção para Reuven cita o caso de Bilá que causou para Reuven não ter feito o conserto total da Alma do Cain.

 

Cain teve que se reencarnar novamente como Ytro. Moshe Rabeinu era a reencarnação de Hevel e Tzipora sua esposa era aquela gêmea de Hevel. Ytro trouxe Tzipora para Moshe no deserto e assim terminou o conserto da alma do Cain.

 

Rabino Gloiber

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O patriarca da humanidade e os patriarcas do nosso povo

Quando nosso patriarca Yaakov chegou ao Egito e é apresentado por Yossef ao faraó.

 

Quando o Faraó pergunta à Yaakov qual é a sua idade ele responde :- “Os dias da minha vida foram poucos e ruins.”..

 

Porque a vida de um Tzadik tão grande como Yaakov , o maior dos patriarcas, foi tão ruim?

 

A resposta para isso é dada pelo Ari Zal.

 

Diz o Ari Zal que os patriarcas são chamados de patriarcas porque o primeiro homem, Adam a Rishon, que era o patriarca da humanidade inteira, se reencarnou em Avraham , Itzhak e Yaakov.

 

Sabemos que o primeiro homem antes de fazer a primeira transgressão da história do mundo não tinha yetzer a rá . Ele fez um erro de avaliação. Achou que o mundo já existia antes de D’us e D’us se tornou D’us por ter comido a fruta proibida, e se ele comesse essa fruta ele também seria D’us.

 

Esse ato foi considerado idolatria e o nível “Nefesh” da Alma do Adam Harishon se reencarnou em Avraham Avinu que fez a retificação dela divulgando ao mundo que somente D’us cria e dirige o universo e somente para Ele devemos rezar, lutando a vida inteira conta a idolatria.

 

Quando o Adam a Rishon comeu a fruta proibida ele trouxe a morte para si e para o mundo.

 

Esse ato foi considerado assassinato e o nível “Rua’h” de Adam a Rishon se reencarnou em Ytzhak que faz a retificação dele.

 

A pior parte foi a de Yaakov. Havá deu a fruta proibida para Adam e ele a culpou por tudo o que ele fez de errado (hoje em dia os homens já não são mais assim…) e se separou dela por cento e trinta anos.

 

Nesses cento e trinta anos ele teve “sonhos eróticos” e … vamos chamar a outra coisa de “acidentes hidráulicos” (só acontece quando um homem tem um sonho dessa categoria…) e sendo que nessa hora se unia a ele a esposa da “coisa ruim” (a coisa ruim é o anjo da morte) e ainda mais, ele teve muito prazer nisso e “ela” deu a luz à coisas como ela mas com Almas Divinas que Adam tinha a capacidade de trazer durante essas “relações” , por isso esses cento e trinta anos foram considerados “relações proibidas”.

 

Diz o Ari Zal que esses cento e trinta anos que Yaakov sofreu foi a correção daqueles cento e trinta anos que Adam a Rishon teve os prazeres proibidos, sendo que o nível mais alto do Adam, a “Neshamá” foi retificada por Yaakov que é o conserto final da Alma de Adam a Rishon.

 

Quando Yaakov terminou esse conserto e a Alma do Adam a Rishon já estava totalmente refinada, então Yaakov desce ao Egito aonde vai começar agora a retificação de todas aquelas almas Divinas que foram trazidas ao mundo naqueles 130 anos que Adam se separou de Havá , eles seriam o povo de Israel que nasceu no Egito e a “erev rav”.

 

Quando os egípcios já não tinham mais como pagar pelo trigo e pagaram para Yossef com a própria terra e se venderam à Yossef como escravos , Yossef fez com que eles mudassem de terras entre si causando entre os próprios egípcios um exílio e ordenou à eles fazerem Brit Milá começando assim a retificação da “erev rav”.

 

Por isso Yaakov disse ao faraó que os seus cento e trinta anos foram poucos e ruins, já que tinham que ser ruins ele agradeceu que foram poucos, mas a partir do momento em que a Alma de Adam a Rishon estava pura e refinada no corpo de Yaakov, então Yaakov já começou a viver no paraíso mesmo  estando ainda nesse mundo!

 

 

Rabino Gloiber

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As bençãos que Yaakov deu aos seus filhos

As bençãos que Yaakov deu aos seus filhos

 

A Brahá que Yaakov deu para Shimon e Levi foi a maldição à raiva deles.

 

Porque nós, o povo de Israel, somos piedosos e a ira não combina com a nossa natureza.

 

Por isso Yaakov chama eles de ladrões, se referindo à agressividade deles que não fazia parte da natureza judaica, mas era como um roubo na mão deles, algo que não pertencia à eles.

 

Só um pouquinho de ira não justificaria toda essa bronca, um pouquinho de ”guevurá” também pode fazer parte da nossa natureza, por isso Yaakov especifica no versículo o fato deque a ira deles era dura e forte.

 

Também a solução para se livrar dessa “ira roubada” também foi dada na Bra’há que eles receberam.

 

Yaakov abençoou Shimon e Levi a se espalharem pelo povo de Israel, e assim essa ira desapareceria.

 

Dizem nossos Sábios que a tribo de Levi se espalhou por todo Israel ensinando Torá para todo o povo, e diz o Rambam que cada um que assumiu essa função hoje é comparado a um Levi.

 

Um dos meus professores na Yeshivá de Kfar Chabad em Israel onde estudei durante sete anos se chamava Rabi Mendel Futerfas (1906–1995).

 

Ele era um grande Rabino e também uma pessoa altamente elevada espiritualmente.

 

Uma vez ele nos disse em um farbrenguen (festa de confraternização hassídica) com um sorriso de ponta a ponta :- Meninos , vocês são como adubo orgânico (o que as vacas fazem… ) quando você saírem daqui vocês vão se espalhar pelo mundo inteiro fazendo o mundo inteiro florescer!

 

Mas agora que vocês estão todos juntos aqui no mesmo lugar vocês são…. (e falou algo em yidish se referindo ao cheiro de de uma montanha de esterco……).

 

E realmente aconteceu de termos nos espalhado pelo mundo.

 

Todos os anos me encontro com a minha classe da Yeshivá no congresso rabínico internacional e todos estão espalhados pelo mundo fazendo um trabalho maravilhoso, ensinando Torá para todos e fazendo florescer as comunidades judaicas em todo o mundo!

 

E essa foi a benção que Yaakov deu para a tribo de Levi.

 

Diz o Ari Zal que Yaakov recebeu a alma do Adam a Rishon e Reuven que era o primogênito de Yaakov recebeu a alma de Cain que era o primogênito do Adam a Rishon.

 

Quando Reuven quis tirar Yossef do buraco e devolver ele ao seu pai, tentou salvar seu irmão, e assim começou a consertar o pecado de Cain que matou o irmão.

 

O Midrash nos conta que Cain nasceu com uma irmã gêmea e seu irmão Hevel com duas. Aquela geração iria se casar com as irmãs.

 

Cain que era o primogênito achou que merecia duas mulheres e Hevel teria que ficar com uma, e por isso Cain matou Hevel.

 

Por isso Yaakov na sua benção para Reuven cita o caso de Bilá que causou para Reuven não ter feito o conserto total da Alma do Cain.

 

Cain teve que se reencarnar novamente como Ytro.

 

Moshe Rabeinu era a reencarnação de Hevel e Tzipora sua esposa era aquela gêmea de Hevel que causou o problema.

 

Ytro trouxeTzipora para Moshe no deserto e assim terminou o conserto da alma do Cain.

 

A Parashá da Minha Vida – Vaygash

פָּרָשַׁת וַיִּגַּשׁ

Vaygash 

 

Os dias estão chegando

 

O Zohar nos traz um conceito chamado de Ketz a yamim, o extremo dos dias, se referindo ao extremo do mal, e Ketz a yamin, o extremo da direita, se referindo ao extremo das Sefirót que é a Mal’hut representando nesse caso o extremo do bem

 

Explica o Rebe que antes da redenção final, durante o período chamado de “calcanhares do Mashia’h” que é o período no qual estamos vivendo, o mal aumenta no mundo em forma de disputas entre judeus e também entre não judeus.

 

Isso entre outros sinais negativos que acontecem nessa época e que não aconteceram em épocas anteriores.

 

Sinais para sabermos que estamos próximos à nossa Gueulá, à nossa redenção final.

 

Por outro lado o bem também aumenta.

 

Novas formas de estudar a Torá são reveladas e ações de caridade e bondade são feitas em uma escala sem precedentes.

 

Como podemos entender essa tão grande contradição no comportamento das pessoas da nossa época?

 

Em relação ao povo de Israel, e em particular agora que estamos no final do nosso exílio, depois de termos passado por todas as previsões em relação aos prazos finais dele incluindo a condição de fazer “Teshuvá” antes da Gueulá, da redenção final.

 

Como atestou o Rebe Yossef Yitzhak que foi o Rebe Anterior de Lubavitch, que também esse requisito nosso povo já cumpriu.

 

E com tudo isso esperamos todo dia pela nossa verdadeira e completa redenção final, e ela ainda não chegou!

 

A palavra “Ketz”, é traduzida como “extremo”, mas também pode ser traduzida como “final”. Assim também a ligação entre o conceito de “Ketz” e a nossa redenção é dupla.

 

“Ketz” se refere ao extremo final da escuridão do nosso exílio, “final dos dias”, final do nosso exílio.

 

E junto a isso, a palavra “Ketz” também está se referindo à uma nova era, a era da Gueulá. “Ketz hayamin, o extremo do bem.

 

E assim nos conta o Zohar que a palavra Ketz pode estar representando o extremo do bem, e ao contrário, pode também estar representando o extremo do mal.

 

Esses dois extremos, sendo um o extremo da direita que representa a Hessed, a bondade, e o outro que é o extremo da esquerda que representa a Guevura, a rigidez, são os dois caminhos que temos à nossa frente nesse mundo.

 

O extremo da direita que é o extremo do bem é citado no final do livro do profeta Daniel, e o extremo da esquerda é citado no livro de Yov (Jó), quando diz que D’us colocou um final para a escuridão.

 

Também em relação à Yossef na nossa Parashá, quando a Torá usa a palavra “Ketz” se referindo ao final dos dois últimos anos que Yossef estava na cadeia, encontramos esses dois significados.

 

Por um lado o versículo está se referindo ao final da “estadia” de Yossef na prisão, e por outro se referindo ao começo da “redenção” de Yossef que se torna o vice-rei do Egito.

 

Esses dois conceitos, mesmo aparecendo juntos, representam duas coisas totalmente opostas, como nos conta o Tzema’h Tzedek que foi o terceiro Rebe de Lubavitch no seu livro chamado de “explicações sobre o Zohar”:

 

Diz o Tzema’h Tzedek que “Ketz hayamim representa a parte final da “Klipá”, o extremo do lado ruim, indicando o fortalecimento do lado ruim antes de ele desaparecer totalmente.

 

Ou seja, o “extremo de baixo” do lado “esquerdo”, o mal em sua maior intensidade.

 

Enquanto que “Ketz hayamin” representa o supremo bem da Gueulá, da nossa redenção final.

 

Se trata de dois opostos que chegam ao mesmo tempo. Com o começo do brilho da luz da Gueulá, “Ketz hayamin”, começa também o fortalecimento do mal ao encontro do seu final definitivo. “Ketz hayamim”, a extrema intensidade do mal.

 

A ligação entre esses dois opostos se encontra em muitas citações dos nossos Sábios, como por exemplo no final do tratado de Sotá que nos conta sobre a depravação que acontece no mundo na época que antecede a Gueulá, e isso vemos hoje com os nossos próprios olhos.

 

Essas citações aparecem também em algumas partes do tratado de Sanedrin, como por exemplo: “o filho de David não chegará a não ser em uma geração que seja totalmente boa ou totalmente ruim”, nos indicando que a geração da Gueulá vai ser caracterizada por esses dois extremos. Diz o Rebe que eles acontecem simultaneamente.

 

E qual é realmente a ligação entre esses dois “extremos”?

 

A separação entre o bem e o mal

 

O principal problema causado pelo primeiro homem quando ele fez a primeira transgressão foi a mistura entre o bem e o mal. Ele causou a indefinição entre os limites da “luz” e da “escuridão”.

 

Mesmo no início da criação havia uma realidade de ‘mal’ no mundo como consequência da quebra dos receptáculos do “mundo de Tou”, mas esse mal estava separado e isolado, sem nenhum contato e ligação com o lado bom.

 

Em tal situação, o mal estava claramente definido e as criaturas não cometeriam um erro seguindo algo que é claramente visto como mal, algo determinadamente visto como uma coisa negativa.

 

O que levou ao fortalecimento do mal e da impureza foi a transgressão que fez o primeiro homem ao comer o fruto da árvore do conhecimento.

 

Essa ação aqui no “mundo da ação” misturou os conceitos e criou uma situação em que não há bem sem mal e não há mal sem bem.

 

Em tal situação, quando não há uma definição clara de quem é bom e de quem é ruim, o mal engana, prevalece e domina.

 

Além disso, o mal entrelaçado na realidade do bem impede o bem de atingir sua perfeição.

 

O papel da redenção é acabar com essa mistura e confusão, e criar limites claros e definidos para a realidade do mal, como última etapa antes de ele desaparecer totalmente.

 

Quando a verdade for revelada com a chegada da redenção, o mal será visto em seu verdadeiro estado.

 

A mentira por si só “não tem pernas”, a única coisa que permite a existência da mentira e do engano, é um pouquinho de verdade que existe nela.

 

Quando essa centelha do bem que existe no mal é removida, o mal perde toda a sua capacidade de existência, e então retorna às suas dimensões originais e verdadeiras.

 

E assim escreveu Rabi Shneior Zalman que foi nosso primeiro Rebe, “O trabalho do Mashia’h vai ser o de separar entre o bem e o mal.

 

Portanto, a preparação do mundo para a redenção é a de se separar totalmente do mal causando com que o bem e o mal se tornem claramente separados e isolados um do outro.

 

Dessa forma há até uma vantagem na situação trágica que previram nossos Sábios em relação aos acontecimentos que antecedem a nossa redenção final, situação em que o mal predomina completamente.

 

Por que dessa forma ele se torna totalmente visível, claro e definido, e está mais exposto ao seu final do que em uma situação na qual o mal está menos forte por estar misturado com o bem.

 

Por isso dizem nossos Sábios no tratado de Sanedrin que na geração que antecede a Gueulá os governos se tornarão totalmente corruptos, indicando que o mal que se encontra no mundo se tornará cada vez mais “reconhecível”.

 

E a verdade de que qualquer governo que não se comporta de acordo com o “governo Divino” é uma “corrupção absoluta” estará claramente visível.

 

A verdadeira crença na unidade de D’us é encontrada apenas entre os judeus. Esta é a preparação para a redenção, quando todos conhecerão a pura verdade e seguirão a verdadeira fé que o nosso povo representa.

 

Essa também é a explicação para o que disseram nossos Sábios, que Mashia’h chegará em uma geração totalmente boa ou totalmente ruim.

 

A redenção, conforme mencionado, virá quando o trabalho de diferenciar o bem do mal for concluído.

 

Nosso trabalho é separar o mal que se misturou com o bem e estabelecer limites claros entre o que é bom e o que é ruim.

 

Enquanto o bem e o mal estiverem misturados, a redenção completa não pode vir.

 

Mas virá quando uma das duas possibilidades ocorrer:

 

Ou nos refinamos causando com que o nosso lado ruim gradativamente nos deixe.

 

Ou, D’us nos livre, o lado ruim nos domina por não encontrar em nós uma resistência compatível com a sua intensidade.

 

O Rebe nos contou que nos nossos tempos, coisas assustadoras estão acontecendo no mundo, tanto para o bem quanto para o mal.

 

A começar pela questão da disputas

 

Hoje em dia vemos disputas até entre tais judeus que nunca foi possível supor que haveria uma disputa entre eles.

 

Isso causou para eles uma real mudança de perfil, e eles até tentaram disfarçar isso dizendo que tinham entrado nessas discussões por motivos religiosos e etc…

 

E por outro lado, em relação às coisas boas

 

Em nossos tempos vemos atos de bondade e amor ao próximo tão grandes que não imaginávamos antes que isso poderia um dia se tornar uma realidade.

 

Doações para a caridade em tão grande proporção, dedicação tão grande em benefício de outros judeus.

 

Temos histórias de gerações passadas, e em todas as gerações houve caridade e benevolência entre os judeus, mas nunca tínhamos alcançado níveis tão altos em relação à Tzedaká, em relação à caridade.

 

E também em relação ao estudo e ensino da Torá

 

Justamente nas gerações mais recentes conseguimos revelar por meio do intenso estudo da Torá assuntos profundos que ninguém imaginou que poderiam ser decifrados.

 

E não vemos esses assuntos nos livros das gerações anteriores.

 

Também a forma de ensinar e aprender em nossos tempos é especial, uma nova forma de estudar.

 

Mas a mudança é tanto para o bem quanto vice-versa.

 

Entre os sinais que mencionamos sobre o período da redenção, a questão de “países que se provocam” também aconteceu no passado

 

Mas hoje em dia a situação nesta categoria é de uma forma que não se imaginava, com uma crueldade desproporcional

 

Como vemos acontecer na prática em muitos países nesses dias mesmo e que não existia nas gerações anteriores, e ninguém está se importando muito com isso.

 

Sendo que a nossa Torá é uma Torá “luz”, tudo tem uma resposta na Torá e de forma clara e esclarecedora.

 

E se assim for, a explicação para esta situação alarmante também deve estar na Torá. E em relação a nós, não há necessidade de pesquisar muito, porque a Guemará fala abertamente sobre esse assunto

 

De acordo com todos os sinais que foram ditos no final do Tratado Sota, nosso tempo está próximo do ‘final dos dias’, tão próximo que não existe mais próximo do que isso, porque nunca houve uma existência real de todos os sinais como nestes dias.

 

E em relação ao ‘final dos dias’, tempo em que se aplicarão muitas mudanças no mundo, até chegarmos à grande mudança vinculada ao mundo inteiro que será a redenção final, está explícito no final do livro do profeta Daniel:

 

“Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, e os maus farão maldades”.

 

Termina o profeta Daniel com as palavras: “e os sábios entenderão do que se trata.

 

Ou seja, há coisas que até o final dos tempos existem na realidade, mas não estão claras.

 

Ou que se tornaram claras, mas ainda estão misturadas com outras coisas e ainda não se separaram delas, e por isso ainda não são totalmente reconhecíveis. Ou que já são reconhecíveis mas não de maneira claramente explícita.

 

Mas, quando chegarem muito perto do final dos dias, e este é um dos principais sinais de que já estamos na etapa em que isso vai começar a acontecer, vai se cumprir a profecia do profeta Daniel de que “Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, e os maus farão maldades”.

 

Ou seja, não se trata de algo que vai acontecer para um grupo pequeno de pessoas, mas como diz o profeta Daniel, “Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão”, se trata do mundo inteiro. E conclui com a afirmação de que “os sábios entenderão”.

 

Ou seja, para entender porque isso está acontecendo é preciso ser um Sábio, mas para ver que isso está acontecendo, qualquer um pode ver.

 

O Rebe nos explicou por que existe a necessidade de o bem e o mal se revelarem separadamente em sua maior potência antes da Gueulá, como o mundo inteiro está vendo isso acontecer diariamente.

 

O motivo para isso, diz o Rebe, é que cada um de nós tem forças ocultas que não poderiam ser refinadas porque não sabíamos da existência delas.

 

Nessa situação todas as nossas forças ocultas se revelam, se tornam forças reveladas, e se existe nelas um lado ruim que precisa ser refinado agora é a hora para isso.

 

Ou seja, tirar esse lado ruim de nós que somos parte de D’us que é a essência do bem.

 

Na hora que o lado mal cresce e portanto fica visível, imediatamente reconhecemos sua existência e o consertamos. Ou o excluímos, ou direcionamos ele para o bem.

 

Não teríamos como retificar nossas forças ocultas se elas não se revelassem e portanto não saberíamos que elas existem.

 

Porque afinal das contas somos obrigados a refinar o mal das nossas forças ocultas, e se elas continuassem ocultas estaríamos ocupados com outras coisas, mesmo sendo elas coisas boas, e não consertaríamos o que precisamos consertar.

 

E assim conseguimos entender que quando o profeta Daniel fala sobre essa época de refinamento, ele está nos indicando o lado bom que ela nos traz

 

Porque somente assim conseguimos descobrir o lado ruim das nossas forças ocultas e fazer nelas o reparo necessário.

 

O fato de a revelação das nossas forças ocultas acontecer somente agora nessa época está ligado aos dois “extremos”, Ketz a yamim e Ketz a yamin.

 

Porque à medida que nos aproximamos do “final dos tempos”, do final do nosso exílio, a escuridão no mundo se fortalece e aumenta cada vez mais.

 

As forças negativas que até agora estavam ocultas se revelam, e por isso há necessidade de revelarmos forças superiores, por meio das quais você pode superar a escuridão e resistir.

 

E mais uma razão para isso:

 

Já que nos aproximamos do “Ketz a yamin”, da nossa redenção final, começa a se materializar o fenômeno do fortalecimento do bem, que também se torna “claro” e se revela em toda a sua intensidade.

 

Uma das manifestações disso é a descoberta dos segredos da Torá, a Torá oculta, a categoria da Torá que é comparada ao azeite que se transforma em luz.

 

Por isso, já começamos agora por meio do estudo da Hassidut a provar um pouquinho dos segredos da Torá oculta que o Mashia’h vai nos revelar.

 

A palavra Mashia’h quer dizer ungido, como diz o Tehilim (89/21) e o lado oculto da Torá é comparado ao azeite de unção, por isso o principal trabalho do Mashia’h vai ser divulgar para todos o lado oculto da Torá, e aí toda a
Terra se preencherá com o conhecimento Divino como a água preenche o mar (Isaías 11/9).

 

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Erros de avaliação

Na nossa Parashá Yaakov chega ao Egito e é apresentado por Yossef ao faraó.

 

Quando o Faraó pergunta à Yaakov qual é a sua idade ele responde :- “Os dias da minha vida foram poucos e ruins.”..

 

Porque a vida de um Tzadik tão grande como Yaakov , o maior dos patriarcas, foi tão ruim?

 

Diz o Ari Zal que os patriarcas são chamados de patriarcas porque o primeiro homem, Adam Harishon, que era o patriarca da humanidade inteira se reencarnou como Avraham , Itzchak e Yaakov.

 

Esse primeiro homem, por meio de ter comido a famosa fruta proibida cometeu as três maiores transgressões que estão em um nível de “preferível morrer do que transgredir”, fazendo com que sua Alma Divina nos seus três níveis de “Nefesh” , “Rua’h” e “Neshamá” caísse dentro das impurezas

 

Sabemos que o primeiro homem antes de fazer a primeira transgressão da história do mundo não tinha Yetzer Hará (inclinação para o mal) .

 

Se ele não tinha “yetzer hará” como pode ele ter feito uma transgressão tão grande?

 

Simples assim! Ele fez um erro de avaliação!

 

o primeiro homem. Mesmo tendo sido diretamente criado por D’us (e não cópia de cópia como nós) e o tempo em que ele foi criado era antes de comer a fruta proibida e receber o “yetzer a rá” (má inclinação) , mesmo assim tropeçou e caiu no caso “escândalo da fruta proibida”.

 

Com certeza tinha uma justificativa, como ele próprio disse :- “a mulher que você me deu….”.

 

Ou seja, o primeiro homem que não tinha Yetzer a rá achou que D’us iria ficar feliz de ele ter obedecido à Havá que era a “Mãe de todas as criaturas” ,

 

Havá imaginou que se ela comesse a fruta e ficasse como D’us seria um orgulho para o Criador

 

e erraram porque D’us queria que eles ficassem como D’us em “Kedoshim Tihiu” , em coisas boas , não em vivenciar a “coisa ruim”.

 

Fizeram um erro de avaliação sem ter feito ainda o primeiro pecado e ter recebido uma má inclinação .

 

Ou seja, ninguém é perfeito, todos nós somos passíveis de erros de avaliação.

 

Um ser humano criado pelo próprio D’us sem Yetzer a rá faz um erro de avaliação , o que dizer sobre nós , geração descartável , será que existe entre nós alguém que D’us não criou e portanto é perfeito ?

 

Mais provável que alguem se ache perfeito , ou se achava até ler o Rashi do Midrash Rabá !

 

A nós só resta não cobrar perfeição do nosso próximo , não cobrar dele o que D’us não criou e julgar ao nosso próximo com bons olhos porque da mesma maneira que julgamos o nosso próximo assim somos julgados lá em cima.

 

Qualquer criatura, mesmo um Anjo ou uma criatura mais elevada é impossível que seja totalmente perfeito , como diz a conhecida explicação de Rashi no Midrash Rabá sobre o versículo “Asher Bará Elokim Láassot”.

 

Rashi traduz a palavra “Laassot” como consertar. Ou seja, tudo o que D’us fez ainda precisa de um consertozinho

 

E se ainda é preciso fazer alguma coisa em tudo o que D’us fez quer dizer que nada é perfeito, portanto tudo o que D’us fez é  passível de erro e será que existe alguma coisa que D’us não fez?

 

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

Os dias estão chegando

Vaygash

 

Eis que os dias estão chegando

 

O Zohar nos traz um conceito chamado de Ketz hayamim, o extremo dos dias, se referindo ao extremo do mal, e Ketz hayamin, o extremo da direita, se referindo ao extremo das Sefirót que é a Mal’hut representando nesse caso o extremo do bem.

 

Explica o Rebe que antes da redenção final, durante o período chamado de “calcanhares do Mashia’h” que é o período no qual estamos vivendo, o mal aumenta no mundo em forma de disputas entre judeus e também entre não judeus.

 

Isso entre outros sinais negativos que acontecem nessa época e que não aconteceram em épocas anteriores.

 

Sinais para sabermos que estamos próximos à nossa Gueulá, à nossa redenção final.

 

Por outro lado o bem também aumenta.

 

Novas formas de estudar a Torá são reveladas e ações de caridade e bondade são feitas em uma escala sem precedentes.

 

Como podemos entender essa tão grande contradição no comportamento das pessoas da nossa época?

 

Em relação ao povo de Israel, e em particular agora que estamos no final do nosso exílio, depois de termos passado por todas as previsões em relação aos prazos finais dele incluindo a condição de fazer “Teshuvá” antes da Gueulá, da redenção final.

 

Como atestou o Rebe Yossef Yitzhak, o Rebe Anterior de Lubavitch, que também esse requisito nosso povo já cumpriu.

 

E com tudo isso esperamos todo dia pela nossa verdadeira e completa redenção final, e ela ainda não chegou!

 

A palavra “Ketz”, é traduzida como “extremo”, mas também pode ser traduzida como “final”. Assim também a ligação entre o conceito de “Ketz” e a nossa redenção é dupla.

 

“Ketz” se refere ao extremo final da escuridão do nosso exílio, “final dos dias”, final do nosso exílio.

 

E junto a isso, a palavra “Ketz” também está se referindo à uma nova era, a era da Gueulá. “Ketz hayamin, o extremo do bem.

 

E assim nos conta o Zohar que a palavra Ketz pode estar representando o extremo do bem, e ao contrário, pode também estar representando o extremo do mal.

 

Esses dois extremos, sendo um o extremo da direita que representa a Hessed, a bondade, e o outro que é o extremo da esquerda que representa a Guevura, a rigidez, são os dois caminhos que temos à nossa frente nesse mundo. O bem e o mal.

 

Portanto, a preparação do mundo para a redenção é a de se separar totalmente do mal causando com que o bem e o mal se tornem claramente separados e isolados um do outro.

 

Dessa forma há até uma vantagem na situação trágica que previram nossos Sábios em relação aos acontecimentos que antecedem a nossa redenção final, situação em que o mal predomina completamente.

 

Por que dessa forma ele se torna totalmente visível, claro e definido, e está mais exposto ao seu final do que em uma situação na qual o mal está menos forte por estar misturado com o bem.

 

Por isso dizem nossos Sábios no tratado de Sanedrin que na geração que antecede a Gueulá os governos se tornarão totalmente corruptos, indicando que o mal que se encontra no mundo se tornará cada vez mais “reconhecível”.

 

E a verdade de que qualquer governo que não se comporta de acordo com o “governo Divino” é uma “corrupção absoluta” estará claramente visível.

 

A verdadeira crença na unidade de D’us é encontrada apenas entre os judeus. Esta é a preparação para a redenção, quando todos conhecerão a pura verdade e seguirão a verdadeira fé que o nosso povo representa.

 

Essa também é a explicação para o que disseram nossos Sábios, que Mashia’h chegará em uma geração totalmente boa ou totalmente ruim.

 

A redenção, conforme mencionado, virá quando o trabalho de diferenciar o bem do mal for concluído.

 

Nosso trabalho é separar o mal que se misturou com o bem e estabelecer limites claros entre o que é bom e o que é ruim.

 

Enquanto o bem e o mal estiverem misturados, a redenção completa não pode vir.

 

Mas virá quando uma das duas possibilidades ocorrer:

 

Ou nos refinamos causando com que o nosso lado ruim gradativamente nos deixe

 

Ou, D’us nos livre, o lado ruim nos domina por não encontrar em nós uma resistência compatível com a sua intensidade.

 

O Rebe nos contou que nos nossos tempos, coisas assustadoras estão acontecendo no mundo, tanto para o bem quanto para o mal.

 

A começar pela questão da disputas

 

Hoje em dia vemos disputas até entre tais judeus que nunca foi possível supor que haveria uma disputa entre eles.

 

Isso causou para eles uma real mudança de perfil, e eles até tentaram disfarçar isso dizendo que tinham entrado nessas discussões por motivos religiosos e etc…

 

E por outro lado, em relação as coisas boas

 

Em nossos tempos vemos atos de bondade e amor ao próximo tão grandes que não imaginávamos antes que isso poderia um dia se tornar uma realidade.

 

Doações para a caridade em tão grande proporção, dedicação tão grande em benefício de outros judeus.

 

Temos histórias de gerações passadas, e em todas as gerações houve caridade e benevolência entre os judeus, mas nunca tínhamos alcançado níveis tão altos em relação à Tzedaká, em relação a caridade.

 

E também em relação ao estudo e ensino da Torá

 

Justamente nas gerações mais recentes conseguimos revelar por meio do intenso estudo da Torá assuntos profundos que ninguém imaginou que poderiam ser decifrados. E não vemos esses assuntos nos livros das gerações anteriores.

 

Também a forma de ensinar e aprender em nossos tempos é especial, uma nova forma de estudar.

 

Mas a mudança é tanto para o bem, quanto vice-versa.

Entre os sinais que mencionamos sobre o período da redenção, a questão de “países que se provocam” também aconteceu no passado

 

Mas hoje em dia a situação nesta categoria é de uma forma que não se imaginava, com uma crueldade desproporcional

 

Como vemos acontecer na prática em muitos países nesses dias mesmo e que não existia nas gerações anteriores, e ninguém está se importando muito com isso.

 

Sendo que a nossa Torá é uma Torá “luz”, tudo tem uma resposta na Torá e de forma clara e esclarecedora. E se assim for, a explicação para esta situação alarmante também deve estar na Torá. E em relação a nós, não há necessidade de pesquisar muito, porque a Guemará fala abertamente sobre esse assunto

 

De acordo com todos os sinais que foram ditos no final do Tratado Sota, nosso tempo está próximo do ‘final dos dias’, tão próximo que não existe mais próximo do que isso, porque nunca houve uma existência real de todos os sinais como nestes dias.

 

E em relação ao ‘final dos dias’, tempo em que se aplicarão muitas mudanças no mundo até a grande mudança concernente ao mundo inteiro que será a redenção final, está explícito no final do livro do profeta Daniel:

 

“Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, e os maus farão maldades”.

 

Termina o profeta Daniel com as palavras: “e os sábios entenderão do que se trata

 

Ou seja, há coisas que até o final dos tempos existem na realidade, mas não estão claras.

 

Ou que se tornaram claras, mas ainda estão misturadas com outras coisas e ainda não se separaram delas e por isso ainda não são totalmente reconhecíveis. Ou que já são reconhecíveis mas não de maneira claramente explícita.

 

Mas, quando chegarem muito perto do final dos dias, e este é um dos principais sinais de que já estamos na etapa em que isso vai começar a acontecer, vai se cumprir a profecia do profeta Daniel de que “Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, e os maus farão maldades”.

 

Ou seja, não se trata de algo que vai acontecer para um grupo pequeno de pessoas, mas como diz o profeta Daniel, Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, se trata do mundo inteiro. E conclui que “os sábios entenderão”.

 

Ou seja, para entender porque isso está acontecendo é preciso ser um Sábio, mas para ver que isso está acontecendo, qualquer um pode ver.

 

O Rebe nos explicou por que existe a necessidade de o bem e o mal se revelarem separadamente em sua maior potência antes da Gueulá, como o mundo inteiro está vendo isso acontecer diariamente.

 

O motivo para isso, diz o Rebe, é que cada um de nós tem forças ocultas que não poderiam ser refinadas porque não sabíamos da existência delas.

 

Nessa situação todas as nossas forças ocultas se revelam, se tornam forças reveladas, e se existe nelas um lado ruim que precisa ser refinado.

 

Ou seja, excluído de nós que somos parte de D’us que é a essência do bem, imediatamente reconhecemos sua existência e o consertamos, ou o excluímos, ou direcionamos ele para o bem.

 

Não teríamos como retificar nossas forças ocultas se elas não se revelassem e portanto não saberíamos que elas existem.

 

Porque afinal das contas somos obrigados a refinar o mal das nossas forças ocultas, e se elas continuassem ocultas estaríamos ocupados com outras coisas, mesmo sendo elas coisas boas, e não consertaríamos o que precisamos consertar.

 

E assim conseguimos entender que quando o profeta Daniel fala sobre essa época de refinamento, ele está nos indicando o lado bom que ela nos traz

 

Porque somente assim conseguimos descobrir o lado ruim das nossas forças ocultas e fazer nelas o reparo necessário.

 

O fato de a revelação das nossas forças ocultas acontecer somente agora nessa época está ligado aos dois “extremos”, Ketz hayamim e Ketz hayamin.

 

Porque à medida que nos aproximamos do “final dos tempos”, do final do nosso exílio, a escuridão no mundo se fortalece e aumenta cada vez mais.

 

As forças negativas que até agora estavam ocultas se revelam, e por isso há necessidade de revelarmos forças superiores, por meio das quais você pode superar a escuridão e resistir.

 

E mais uma razão para isso:

 

Já que nos aproximamos do “Ketz Hayamin”, da nossa redenção final, começa a se materializar o fenômeno do fortalecimento do bem, que também se torna “claro” e se revela em toda a sua intensidade.

 

Uma das manifestações disso é a descoberta dos segredos da Torá, a Torá oculta, a categoria da Torá que é comparada ao azeite que se transforma em luz.

 

Por isso, já começamos agora por meio do estudo da Hassidut a provar um pouquinho dos segredos da Torá oculta que o Mashia’h vai nos revelar. A palavra Mashia’h quer dizer ungido, como diz o Tehilim (89/21)

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org

Mensagem da Parashá

A Parashá da Minha Vida – Miketz

Miketz

 

Nossa Parashá nos conta sobre os sonhos do faraó que por causa deles Yossef foi tirado da prisão e se tornou o vice rei do Egito.

O versículo diz: “e foi do final de dois anos e o faraó sonhou”. A Parashá usa a palavra Miketz que quer dizer “do final” no lugar de dizer “no final”.

Sempre que a Torá usa uma linguagem não usual ela está nos indicando que existe algo oculto por trás dessas palavras.

Diz o Zohar que essa linguagem quer dizer “depois do final”, e o “final” é o “Satan” que em hebraico quer dizer desviador .

 

Ele é o próprio anjo da morte que é o final de todos os que caem em suas mãos.

O Zohar nos ensina que o versículo usa a linguagem “depois do final” querendo dizer: depois de ter saído do esquecimento do ministro das bebidas que tinha prometido conversar sobre ele com o faraó, e dos sofrimentos na prisão.

Tanto o esquecimento que é um limite de memória quanto os sofrimentos que são limite de saúde, de dinheiro e etc sempre são causados pelo “satan” que é o extremo de baixo da Guevura que é a raiz dos limites.

O satan atua no mundo por meio de suas inúmeras ramificações, e o fato de o ministro das bebidas ter esquecido Yossef, também foi “trabalho” dele.

Depois de Yossef ter saído do “final”, aí aconteceu uma reviravolta de um extremo ao outro.

Diz o Zohar que esse “anjo do mal” é chamado de final porque ele é o extremo dos resquícios da Guevurá, ou seja, pior do que isso não existe.

No começo do mundo ele “baixou” na cobra e a cobra começou a falar.

Ela escolheu falar com Havá (Eva) por que sentiu mais proximidade com ela sendo que a raiz do aspecto feminino da Alma começa na Sefirá chamada de Biná que também é raiz da Sefirá chamada de Guevurá.

Trapaceando dessa forma, o Satan conseguiu roubar as bençãos de Adam. Esse é o cartão de visitas desse “satan”, desse desviador.

 

Ele se une às coisas ruins para interagir no mundo por meio delas, e sempre encontra alguém ou alguma coisa compatível para que por meio dela possa roubar as nossas bençãos também.

 

Por isso, dizem nossos Sábios, que quando tem que acontecer uma coisa ruim no mundo o tribunal Divino dá autorização ao “satan” para fazer essa coisa ruim acontecer somente por meio de uma pessoa ruim.

O Zohar nos conta que todo esse “sistema” chamado de “sitra ahara” que quer dizer “o outro lado”, funciona da seguinte forma:

Em primeiro lugar o “satan” pessoalmente ou por meio de algumas das suas inúmeras ramificações, aborda a pessoa de várias maneiras para tentar seduzi-la a fazer uma coisa errada.

Nessa etapa ele também “joga baixo” como fez com “Adam a Rishon”, o primeiro homem, que comeu a fruta do Etz a Daat pressionado por sua própria esposa sem saber que por trás disso estava “a cobra”, ou seja, o satan encarnado na cobra.

Cada um de nós é abordado diariamente por alguma ramificação dessa coisa ruim que “baixou” em alguém ou em alguma coisa para nos seduzir.

Se a pessoa se deixa seduzir, esse anjo ruim registra o B.O. imediatamente no tribunal Divino, e pede a autorização para castigar severamente essa pessoa por meio dele próprio que tem o maior prazer em castigar cruelmente a pessoa que ele próprio seduziu.

Como fazer para nos proteger do “satan”?

 

Quando D’us perguntou para Adam a Rishon (Adão) por que ele comeu a fruta do Etz a Daat, Adam jogou culpa em Havá (Eva) e Havá jogou a culpa na cobra. A justificativa é o maior privilégio do satan.

Porque se eles tivessem assumido que fizeram uma coisa errada e pedido para D’us desculpá-los, com certeza eles não teriam recebido castigo nenhum.

O que a “cobra” queria era isso mesmo, que Adam jogasse a culpa na Eva e Eva na cobra, porque a cobra já tinha uma resposta automática: D’us pediu para não comer aquela fruta, e uma conta pediu para eles comerem, a quem eles deveriam escutar?

E essa é a resposta que devemos dar para nós próprios sempre que recebemos uma sedução, como por exemplo quando alguém por qualquer motivo te tirou do sério e se trata de uma pessoa fraca em todos os aspectos a ponto de, se você “pisar nela”, ela simplesmente quebra e nada vai te acontecer por causa disso.

E você está com toda a vontade de quebrar essa pessoa com muito prazer, e só assim você vai dormir melhor!

Nessa hora  você tem que dizer para si próprio :- D’us falou para não maltratar nem um animal, e essa pessoa está “pedindo” para ser maltratada, a quem eu devo ouvir?

O Zohar nos conta que tanto esse “anjo ruim” quanto todo o lado ruim já não vão mais existir no futuro quando D’us tirar o lado ruim do mundo.

Então vamos rezar forte para que isso aconteça o mais rápido possível!

🌻🌻🌻🌻🌻

Os dias estão chegando

 

O Zohar nos traz um conceito chamado de Ketz hayamim, o extremo dos dias, se referindo ao extremo do mal, e Ketz hayamin, o extremo da direita, se referindo ao extremo das Sefirót que é a Mal’hut representando nesse caso o extremo do bem.

Explica o Rebe que antes da redenção final, durante o período chamado de “calcanhares do Mashiah” que é o período no qual estamos vivendo, o mal aumenta no mundo em forma de disputas entre judeus e também entre não judeus.

Isso entre outros sinais negativos que acontecem nessa época e que não aconteceram em épocas anteriores. Sinais para sabermos que estamos próximos à nossa Gueulá, à nossa redenção final.

Por outro lado o bem também aumenta, novas formas de estudar a Torá são reveladas e ações de caridade e bondade são feitas em uma escala sem precedentes.

Como podemos entender essa tão grande contradição no comportamento das pessoas da nossa época?

Em relação ao povo de Israel, e em particular agora que estamos no final do nosso exílio, depois de termos passado por todas as previsões em relação aos prazos finais dele incluindo a condição de fazer “Teshuvá” antes da Gueulá, da redenção final.

Como atestou o Rebe Yossef Yitzhak, o Rebe de Lubavitch anterior, que também esse requisito nosso povo já cumpriu. E com tudo isso esperamos todo dia pela nossa verdadeira e completa redenção final, e ela ainda não chegou!

A palavra “Ketz”, é traduzida como “extremo”, mas também pode ser traduzida como “final”. Assim também a ligação entre o conceito de “Ketz” e a nossa redenção é dupla.

“Ketz” se refere ao extremo final da escuridão do nosso exílio, “final dos dias” final do nosso exílio, e junto a isso, a palavra “Ketz” também está se referindo à uma nova era, a era da Gueulá. “Ketz hayamin, o extremo do bem.

E assim nos conta o Zohar que a palavra Ketz pode estar representando o extremo do bem, e ao contrário, pode também estar representando o extremo do mal.

Esses dois extremos, sendo um o extremo da direita que representa a Hessed, a bondade, e o outro que é o extremo da esquerda que representa a Guevura, a rigidez, são os dois caminhos que temos à nossa frente nesse mundo.

O extremo da direita que é o extremo do bem é citado no final do livro do profeta Daniel, e o extremo da esquerda é citado no livro de Yov (Jó), quando diz que D’us colocou um final para a escuridão.

Também em relação a Yossef, quando a Torá usa a palavra “Ketz” se referindo ao final dos dois últimos anos que Yossef estava na cadeia encontramos esses dois significados.

Por um lado o versículo está se referindo ao final da “estadia” de Yossef na prisão, e por outro se referindo ao começo da “redenção” de Yossef que se torna o vice rei do Egito.

Esses dois conceitos, mesmo aparecendo juntos, representam duas coisas totalmente opostas, como nos conta o Tzema’h Tzedek que foi o terceiro Rebe de Lubavitch no seu livro chamado de “explicações sobre o Zohar”:

Diz o Tzema’h Tzedek que “Ketz hayamim representa a parte final da “Klipá”, o extremo do lado ruim, indicando o fortalecimento do lado ruim antes de ele desaparecer totalmente. Ou seja, o “extremo de baixo” do lado “esquerdo”, o mal em sua maior intensidade. Enquanto que “Ketz hayamin” representa o supremo bem da Gueulá, da nossa redenção final.

Se trata de dois opostos que chegam ao mesmo tempo. Com o começo do brilho da luz da Gueulá, “Ketz hayamin”, começa também o fortalecimento do mal ao encontro do seu final definitivo. “Ketz hayamim”, a extrema intensidade do mal.

A ligação entre esses dois opostos se encontra em muitas citações dos nossos Sábios, como por exemplo no final do tratado de Sotá que nos conta sobre a depravação que acontece no mundo na época que antecede a Gueulá, e isso vemos hoje com os nossos próprios olhos.

Essas citações aparecem também em algumas partes do tratado de Sanedrin, como por exemplo: “o filho de David não chegará a não ser em uma geração que seja totalmente boa ou totalmente ruim”, nos indicando que a geração da Gueulá vai ser caracterizada por esses dois extremos. Diz o Rebe que eles acontecem simultaneamente.

E qual é realmente a ligação entre esses dois “extremos”?

A separação entre o bem e o mal.

O principal problema causado pelo primeiro homem quando ele fez a primeira transgressão foi a mistura entre o bem e o mal. Ele causou a indefinição entre os limites da “luz” e da “escuridão”.

Mesmo no início da criação havia uma realidade de ‘mal’ no mundo como consequência da quebra dos receptáculos do mundo de Tohu, mas esse mal estava separado e isolado, sem nenhum contato e ligação com o lado bom, com o lado puro.

Em tal situação, o mal estava claramente definido e as criaturas não cometeriam um erro seguindo algo que é claramente visto como mal, visto como uma coisa negativa.

O que levou ao fortalecimento do mal e da impureza foi o pecado da árvore do conhecimento que misturou os conceitos e criou uma situação em que não há bem sem mal e não há mal sem bem.

Em tal situação, quando não há uma definição clara de quem é bom e de quem é ruim, o mal engana, prevalece e domina. Além disso, o mal entrelaçado na realidade do bem o impede de atingir sua perfeição.

O papel da redenção é acabar com essa mistura e confusão, e criar limites claros e definidos para a realidade do mal como última etapa antes de ele desaparecer totalmente.

Quando a verdade for revelada com a chegada da redenção, o mal será visto em seu verdadeiro estado.

A mentira por si só “não tem pernas”, a única coisa que permite a existência da mentira e do engano, é um pouquinho de verdade que existe nela.

Quando essa centelha do bem que existe no mal é removida, o mal perde toda a sua capacidade de existência, e então retorna às suas dimensões originais e verdadeiras.

E assim escreveu Rabi Shneior Zalman que foi nosso primeiro Rebe, “O trabalho do Mashiah vai ser o de separar entre o bem e o mal. Portanto, a preparação do mundo para a redenção é a de se separar totalmente do mal causando com que o bem e o mal se tornem claramente separados e isolados um do outro.

Dessa forma há até uma vantagem na situação trágica que previram nossos Sábios em relação aos acontecimentos que antecedem a nossa redenção final, situação em que o mal predomina completamente.

Por que dessa forma ele se torna totalmente visível, claro e definido, e está mais exposto ao seu final do que em uma situação na qual o mal está menos forte por estar misturado com o bem.

Por isso dizem nossos Sábios no tratado de Sanedrin que na geração que antecede a Gueulá os governos se tornarão totalmente corruptos, indicando que o mal que se encontra no mundo se tornará cada vez mais “reconhecível” e a verdade de que qualquer governo que não se comporta de acordo com o “governo Divino” é uma “corrupção absoluta” estará claramente visível.

A verdadeira crença na unidade de D’us é encontrada apenas entre os judeus. Esta é a preparação para a redenção, quando todos conhecerão a pura verdade e seguirão a verdadeira fé que o nosso povo representa.

Essa também é a explicação para o que disseram nossos Sábios que Mashiah chegará em uma geração totalmente boa ou totalmente ruim. A redenção, conforme mencionado, virá quando o trabalho de diferenciar o bem do mal for concluído. Nosso trabalho é separar o mal que se misturou com o bem e estabelecer limites claros entre o que é bom e o que é ruim.

Enquanto o bem e o mal estiverem misturados, a redenção completa não pode vir. Mas virá quando uma das duas possibilidades ocorrer: ou nos refinamos causando com que o nosso lado ruim gradativamente nos deixe, ou, D’us nos livre, o lado ruim nos domina por não encontrar em nós uma resistência compatível com a sua intensidade.

O Rebe nos contou que nos nossos tempos, coisas assustadoras estão acontecendo no mundo, tanto para o bem quanto para o mal.

A começar pela questão da disputas – hoje em dia vemos disputas até entre tais judeus que nunca foi possível supor que haveria uma disputa entre eles. Isso causou para eles uma real mudança de perfil, e eles até tentaram disfarçar isso dizendo que tinham entrado nessas discussões por motivos religiosos e etc…

E por outro lado, em relação as coisas boas, em nossos tempos vemos atos de bondade e amor ao próximo tão grandes que não imaginávamos antes que isso poderia um dia se tornar uma realidade.

Doações para a caridade em tão grande proporção, dedicação tão grande em benefício de outros judeus.

Temos histórias de gerações passadas, e em todas as gerações houve caridade e benevolência entre os judeus, mas nunca tínhamos alcançado níveis tão altos em relação à Tzedaká, em relação a caridade.

E também em relação ao estudo e ensino da Torá, justamente nas gerações mais recentes conseguimos revelar por meio do intenso estudo da Torá assuntos profundos que ninguém imaginou que poderiam ser decifrados e não vemos esses assuntos nos livros das gerações anteriores. Também a forma de ensinar e aprender em nossos tempos é especial, uma nova forma de estudar.

Mas a mudança é tanto para o bem, quanto vice-versa. Entre os sinais que mencionamos sobre o período da redenção, a questão de “países que se provocam” também aconteceu no passado, mas hoje em dia a situação nesta categoria é de uma forma que não se imaginava, com uma crueldade desproporcional, como vemos acontecer na prática em muitos países nesses dias mesmo e que não existia nas gerações anteriores, e ninguém está se importando muito com isso.

Sendo que a nossa Torá é uma Torá “luz”, tudo tem uma resposta na Torá e de forma clara e esclarecedora. E se assim for, a explicação para esta situação alarmante também deve estar na Torá. E em relação a nós, não há necessidade de pesquisar muito, porque a Guemará fala abertamente sobre esse assunto.

De acordo com todos os sinais que foram ditos no final do Tratado Sota, nosso tempo está próximo do ‘final dos dias’, tão próximo que não existe mais próximo do que isso, porque nunca houve uma existência real de todos os sinais como nestes dias.

E em relação ao ‘final dos dias’, tempo em que se aplicarão muitas mudanças no mundo até a grande mudança concernente ao mundo inteiro que será a redenção final, está explícito no final do livro do profeta Daniel: “Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, e os maus farão maldades”. Termina o profeta Daniel com as palavras: “e os sábios entenderão do que se trata”.

Ou seja, há coisas que até o final dos tempos existem na realidade, mas não estão claras. Ou que se tornaram claras, mas ainda estão misturadas com outras coisas e ainda não se separaram delas e por isso ainda não são totalmente reconhecíveis. Ou que já são reconhecíveis mas não de maneira claramente explícita.

Mas, quando chegarem muito perto do final dos dias, e este é um dos principais sinais de que já estamos na etapa em que isso vai começar a acontecer, vai se cumprir a profecia do profeta Daniel de que “Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, e os maus farão maldades”.

Ou seja, não se trata de algo que vai acontecer para um grupo pequeno de pessoas, mas como diz o profeta Daniel, Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, se trata do mundo inteiro. E conclui que “os sábios entenderão”. Ou seja, para entender porque isso está acontecendo é preciso ser um sábio, mas para ver que isso está acontecendo, qualquer um pode ver.

O Rebe nos explicou por que existe a necessidade de o bem e o mal se revelarem separadamente em sua maior potência antes da Gueulá, como o mundo inteiro está vendo isso acontecer diariamente.

O motivo para isso, diz o Rebe, é que cada um de nós tem forças ocultas que não poderiam ser refinadas porque não sabíamos da existência delas. Nessa situação todas as nossas forças ocultas se revelam, se tornam forças reveladas, e se existe nelas um lado ruim que precisa ser refinado.

Ou seja, excluído de nós que somos parte de D’us que é a essência do bem, imediatamente reconhecemos sua existência e o consertamos, ou o excluímos, ou direcionamos ele para o bem.

Não teríamos como retificar nossas forças ocultas se elas não se revelassem e portanto não saberíamos que elas existem. Porque afinal das contas somos obrigados a refinar o mal das nossas forças ocultas, e se elas continuassem ocultas estaríamos ocupados com outras coisas, mesmo sendo elas coisas boas, e não consertaríamos o que precisamos consertar.

E assim conseguimos entender que quando o profeta Daniel fala sobre essa época de refinamento ele está nos indicando o lado bom que ela nos traz, porque somente assim conseguimos descobrir o lado ruim das nossas forças ocultas e fazer nelas o reparo necessário.

O fato de a revelação das nossas forças ocultas acontecer somente agora nessa época está ligado aos dois “extremos”, Ketz hayamim e Ketz hayamin.

Porque à medida que nos aproximamos do “final dos tempos”, do final do nosso exílio, a escuridão no mundo se fortalece e aumenta cada vez mais. As forças negativas que até agora estavam ocultas se revelam, e por isso há necessidade de revelarmos forças superiores, por meio das quais você pode superar a escuridão e resistir.

E mais uma razão para isso: já que nos aproximamos do “Ketz Hayamin”, da nossa redenção final, começa a se materializar o fenômeno do fortalecimento do bem, que também se torna “claro” e se revela em toda a sua intensidade.

Uma das manifestações disso é a descoberta dos segredos da Torá, a Torá oculta, a categoria da Torá que é comparada ao azeite que se transforma em luz.

Por isso já começamos agora por meio do estudo da Hassidut a provar um pouquinho dos segredos da Torá oculta que o Mashiah vai nos revelar. A palavra Mashiah quer dizer ungido, como diz o Tehilim (89/21)

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você

Mensagem da Parashá

A Parashá da minha vida – Vayeshev


Vayeshev

O segredo dos sofrimentos

 

Nossa Parashá nos conta sobre os sofrimentos do nosso terceiro patriarca, Yaakov. Mesmo sendo Yaakov o maior dos três patriarcas, ele foi o que mais sofreu.

 

A Guemará nos conta que se alguém é um Tzadik completo, ou seja, estuda Torá e cumpre os Mandamentos Divinos, Hashem (D’us) dá para ele uma vida muito boa nesse mundo e um grande Paraíso no próximo mundo.

 

A Guemará também nos conta que um Tzadik que é filho de um Tzadik tem uma vida muito boa nesse mundo e o Paraíso garantido.

 

Pergunta o Zohar, como pode ser que Yaakov que foi o principal dos nossos três patriarcas, que também estava em um nível de Tzadik perfeito e também era um Tzadik, filho de Tzadik e neto de Tzadik, passou por terríveis sofrimentos durante 130 anos da sua vida contradizendo tudo o foi dito anteriormente ?

 

Quando Yaakov chegou ao Egito, o faraó perguntou a ele qual era a sua idade. Yaakov sabia que o faraó recebia antecipadamente todas as informações sobre aqueles que iriam se encontrar com ele, o faraó sabia que Yaakov tinha 130 anos.

 

Então porque fez à ele essa pergunta? Porque as informações não batiam, Yaakov aparentava ser muito mais velho do que realmente era. Pela resposta de Yaakov vemos que ele entendeu certinho o que o faraó estava perguntando.

 

Naquela época, há mais de 3.500 anos atrás, as pessoas eram muito fortes, e às vezes tinham uma vida excepcionalmente longa, e esse era o caso do próprio faraó. Pela cara de Yaakov, o faraó pensou que ele era nosso primeiro patriarca, Avraham.

 

Yaakov justificou o espanto do faraó com a seguinte resposta:- “Os dias da minha vida foram poucos e ruins, e não alcançaram os dias de vida de meus pais”.

 

Ou seja, Yaakov justificou o porquê de sua aparência não ser compatível com a sua idade em relação a sua época.

 

A resposta de Yaakov para o faraó foi que os dias da sua vida, mesmo tendo sido poucos relativos à sua época, foram ruins, e por isso ele aparentava ser muito mais velho do que realmente era.

 

Ou seja, o próprio Yaakov concordou que sofreu 130 anos até aquele momento da sua vida.

 

Sendo que Hashem (D’us) é a essência do bem e a natureza do bem é fazer o bem, como pode ser que Yaakov, que de acordo com a própria Torá deveria ter vivido uma vida extremamente boa, foi a pessoa que mais sofreu?

 

O Zohar nos traz algumas possibilidades que justificam o fato de uma pessoa boa ter uma vida ruim.

 

Sofrimentos de amor

 

A Guemará nos conta que quando alguém está sofrendo, a primeira coisa que deve fazer é um check-up espiritual.

 

Verificar se está fazendo alguma coisa errada que justifique esses sofrimentos e voltar para o caminho certo. Deixar de fazer coisas ruins e se arrepender de tê-las feito.

 

Se mesmo assim os sofrimentos continuarem, essa pessoa deve acrescentar no estudo da Torá, porque talvez esteja fazendo alguma coisa errada sem saber, ou está em falta com o próprio estudo da Torá.

 

Diz a Guemará que se depois disso os sofrimentos ainda continuarem, saiba que eles são sofrimentos de amor.

 

Sofrimentos que não são ligados a coisas erradas que fizemos e que não são uma retificação para as nossas transgressões sendo que elas já foram retificadas.

 

A corrida de obstáculos

 

Nossa vida é uma corrida de obstáculos. Quando entramos nesse mundo estamos entrando nessa corrida, e de acordo com a intensidade dos obstáculos, assim será a grandeza da vitória e a recompensa por termos vencido.

 

Diz o Zohar que por causa do grande amor que Hashem tem por cada um de nós, ele nos dá uma vida mais difícil.

 

Ou seja, aumenta o tamanho dos obstáculos que temos que ultrapassar para que a nossa recompensa por ultrapassá-los seja muito maior.

 

E por isso esses sofrimentos são chamados de “sofrimentos de amor”, sendo que o único objetivo dessa categoria de sofrimentos é a de recebermos uma recompensa muito maior no próximo mundo.

 

Às vezes o motivo desses sofrimentos de amor é para nos refinar.

 

Quando nascemos, a primeira alma que se revela em nosso corpo é a nossa alma animal. Um óvulo só é fecundado se Hashem colocar nele essa alma animal, e assim começa a vida.

 

Nós próprios somos a Alma Divina, mas se a Alma Divina se revestisse diretamente no corpo, nosso corpo se desintegraria, sendo que o nível espiritual da Alma Divina e o do corpo são totalmente desproporcionais.

 

Para nossa Alma Divina se revestir no nosso corpo é necessário uma alma animal que é uma alma espiritual do nível mais baixo.

 

Esse nível mais baixo é o lado espiritual desse nosso mundo material chamado de mundo da Assiá.

 

A alma animal é a intermediária entre a Alma Divina que somos nós, e o nosso corpo.

 

A Alma Divina se encontra de maneira envolvente  “Makif” desde que a alma animal se reveste no óvulo fecundado, e a partir disso ela vai se revestindo por etapas na alma animal e por meio dela no corpo.

 

Quando o menino faz treze anos ou a menina faz doze, nossa Alma Divina finalmente se reveste totalmente em nossa alma animal, que por sua vez está revestida no nosso corpo.

 

Nessa etapa nossa Alma Divina assume o controle deles, e assim nossa alma animal e nosso corpo se transformam em acessórios para nós que somos a Alma Divina.

 

Mas as vezes nossa alma animal está tão forte, que no lugar de ela se tornar nosso acessório e nossa vestimenta, nós é que nos tornamos o acessório dela.

 

Como uma pessoa que montou em um cavalo, e no lugar de o cavalo ir para onde essa pessoa quer conduzi-lo, o cavalo leva essa pessoa para o pasto e ainda obriga ela a ficar o dia inteiro cortando grama e trazendo para ele enquanto ele está deitado no pasto sem ter o que fazer.

 

A consequência disso é que nesse caso essa pessoa pode até ser um judeu religioso que estuda Torá e cumpre os Mandamentos Divinos, mas o comportamento dele lembra muito mais um animal que está mais interessado no pasto do que na Torá que estuda e nos Mandamentos Divinos que cumpre.

 

Deixando todos à sua volta intrigados com a contradição entre o que ele representa sendo um judeu religioso e a forma dele se comportar que lembra mais o comportamento animal do que o comportamento humano.

 

E para ajudar essa pessoa, diz o Zohar, pelo grande amor que D’us tem por ele, aumenta para ele a intensidade dos obstáculos da vida dela.

 

Devido aos sofrimentos, o lado animal dessa pessoa enfraquece, e consequentemente o lado espiritual dela se fortalece. Essa é uma categoria de sofrimentos de amor.

 

E por esse motivo, diz o Zohar, Unkelus traduziu o versículo em (Deuteronômio 7) “e paga seus inimigos, etc”. – Ele recompensa seus inimigos neste mundo pelas coisas boas que fazem para não receberem nenhuma recompensa no mundo de cima.

 

Daqui vemos que quando sofremos neste mundo somos chamados de “amados por Hashem”, o contrário do inimigo de Hashem que recebe uma vida boa nesse mundo como recompensa pelas coisas boas que fez, e não tem direito ao paraíso superior.

 

Tikun

 

Esses sofrimentos de amor às vezes estão ligados ao que fizemos na reencarnação anterior, e nesse caso o Tzadik filho de um Tzadik não é visto do ponto de vista biológico mas sim do ponto de vista espiritual.

 

Sua reencarnação anterior é chamada de “pai” da sua reencarnação atual mesmo que se trata da mesma pessoa.

 

Está escrito no segundo dos “Dez Mandamentos” que Hashem (D’us) cobra dos filhos a transgressão dos pais até a quarta geração.

 

Essa linguagem nos leva diretamente ao lado oculto da Torá, sendo que pela Torá os filhos não pagam pelas transgressões dos pais.

 

Sendo assim, esse versículo não está falando sobre a parte revelada da Torá, mas sim nos indicando o que se esconde por trás dela.

 

Diz o Zohar que nesse versículo a Torá está nos revelando a profundeza da bondade Divina.

 

Ou seja, como uma boa mãe que tem a obrigação de limpar seu filho que foi “nadar no esgoto”, assim também Hashem na sua enorme bondade nos limpa das “fezes espirituais” que grudaram na nossa Alma por causa das nossas más ações.

 

Mas D’us na sua infinita bondade nos dá três chances de retificarmos nossas transgressões de maneira positiva, e isso acontece por meio de três reencarnações.

 

Em cada uma dessas reencarnações  somos chamados de filhos da nossa reencarnação anterior, e por isso a Torá usa a linguagem que Hashem “cobra dos filhos as transgressões dos pais”.

 

Não se trata de filhos biológicos, sendo que pela própria Torá o filho biológico não paga pela transgressão do pai, mas se trata de filhos espirituais.

 

Nossa segunda reencarnação é chamada de filho da nossa primeira reencarnação, e daí para diante.

 

O raciocínio que está por trás disso é de que aquele aspecto da Alma Divina que já se retificou, se separa da parte que ainda não se retificou, dando origem a uma nova Alma que é uma ramificação da Alma anterior e estará sempre ligada à ela como o filho estará sempre ligado ao pai.

 

E sendo que na ressurreição dos mortos elas ressuscitam como duas pessoas diferentes, elas são chamadas espiritualmente de pai e filho.

 

Sendo assim, a pessoa pode ser biologicamente filho de um Tzadik e neto de um Tzadik e mesmo assim ter uma vida ruim.

 

Porque o pai que é levado em conta nesse caso é a própria pessoa em uma reencarnação anterior.

 

Então por que eles são chamados de pai e filho?

Porque o aspecto daquela Alma que fez o bem, subiu para o paraíso, e o aspecto daquela Alma que está vinculado ao que precisa ser retificado nasce de novo, e agora é chamado de o filho da reencarnação anterior.

 

Uma Alma se ramifica em duas, e na ressurreição dos mortos elas vão ser duas pessoas.

 

A reencarnação anterior de Yaakov

 

Depois que Adam HaRishon, o primeiro homem, comeu a fruta do “etz hadaat”, ele acusou Hava, a primeira mulher, de tê-lo induzido a comer aquela fruta, e se separou dela por 130 anos.

 

O anjo da morte tem um aspecto feminino, tem uma esposa. Essa anja da morte chamada de Ly… que não falamos o nome dela para não atrair a coisa ruim, se materializava, e junto com outra demônia chamada de Na… tiveram relações conjugais com Adam HaRishon durante todos esses 130 anos.

 

Elas conseguiam se materializar para ter essas relações, engravidavam de Adam mas davam a luz à demônios.

 

Essas relações conjugais com as demônias afetaram o nível Neshamá de Adam, o nível mais alto da Alma Divina que ainda consegue se revestir no corpo.

 

Yaakov era a reencarnação do nível Neshamá de Adam, e por isso todos os sofrimentos dele foram ligados à assuntos familiares, medida por medida, para retificar o que fez Adam a Rishon.

 

Por isso Yaakov sofreu, e ele sabia que veio para esse mundo para fazer essa retificação.

Quando Yaakov contou para o faraó que seus anos foram 130, acrescentou que não chegaram aos anos de vida de seus pais.

 

Como Yaakov poderia afirmar que só viveria 130 anos e não chegaria a idade de seus pais? Porque ele sabia que veio para o mundo para retificar esses 130 anos que Adam se relacionou com as demônias.

 

Mesmo assim, D’us deu para ele 17 anos de vida a mais. E sendo que nesses 17 anos que recebeu de bônus ele não precisava retificar nada, Hashem deu para ele as revelações do Gan Éden aqui nesse mundo.

 

O mesmo acontece com cada um de nós. Sofremos somente pelo que fazemos errado conscientemente, e às vezes sofremos também por algo que fizemos conscientemente em uma reencarnação anterior.

 

Às vezes já retificamos a reencarnação anterior e também a atual, mas entramos na etapa dos sofrimentos de amor e achamos que ainda estamos na etapa retificação, e que a retificação está sendo desproporcional ao que fizemos.

 

Então vamos rezar forte para que já venha a Gueulá, nossa redenção final.

 

D’us vai tirar o espírito da impureza do mundo, o mal não vai mais existir e consequentemente ninguém mais vai sofrer.

 

No futuro esse nosso mundo vai se tornar mais alto Paraíso do que o Alto Paraíso, e esse futuro já está bem próximo de nós.

 

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo mas sempre rezando por você

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Mensagem da Parashá

O segredo do Mazal

O segredo do Mazal

O Zohar nos conta que de vez em quando vemos um Tzadik sem “Mazal” .

 

O motivo para isso é que D’us “refina” o Tzadik nesse mundo por meio de sofrimentos para que ele tenha um “gan éden” maior e isso é chamado de “sofrimentos de amor”.

 

Sabemos que a She’hiná (Presença Divina) não paira onde há tristeza mas somente onde há alegria proveniente do lado da pureza, “Alegria de Mitzvá”.

 

Como vemos no caso do profeta Elishá que precisou de um músico para alegrá-lo para que a She’hiná pairasse sobre ele e ele pudesse falar a sua profecia.

 

Nesse caso ouvir a música se tornou a Mitzvá de fazer com que a She’hiná pairasse sobre ele por meio da alegria.

 

Aprendemos isso de Yaakov , que por estar triste em achar que Yossef tinha falecido causou à She’hiná deixá-lo , e quando ele se alegrou com a notícia de Yossef estar vivo a She’hiná voltou para ele.

 

Então , pergunta o Zohar , como pode D’us deixar o Tzadik sofrer se isso causa a ele a falta de alegria.

 

E também , por outro lado, vemos Tzadikim que tudo na vida deles dá certo , eles tem “Mazal”, e se o motivo de ele ter mazal é o fato de ser um Tzadik filho de um Tzadik (o mérito do pai ajuda ele) Yaakov que era filho e neto de Tzadikim , por que sofreu tanto ?

 

O Zohar nos conta sobre um livro da antiguidade chamado “livro dos antepassados”. Esse livro revela que o segredo do Mazal é ligado às Sefirot .

 

Tem vezes que o Mal’hut (Sefirát Hamal’hut) que é o nível de Revelação Divina chamado de She’hiná está com uma falha causada pelas más ações do mundo e não se une a Tiféret para receber dela novas Neshamot (almas judias) (o Zohar chama o Zeer Anpin de Tiferet).

 

Mesmo assim o Mal’hut tem que enviar para o mundo as Neshamot que já recebeu da Tiféret quando estava unida a ela e que ficam no Mal’hut por doze meses.

 

Essas Neshamot que descem para o mundo quando o Mal’hut está em estado de Guevurá e separado da Tiféret vão estar sempre sofrendo nesse mundo .

 

A pobreza e os problemas a perseguem continuamente por toda a sua vida tanto se ele é um Tzadik ou não ele não tem “Mazal “.

 

O único jeito dele “repor” essa falta crônica de Mazal é investindo na Tefilá sendo que por meio da nossa Tefilá causamos uma união entre a She’hiná e a Tiféret e essa união faz com que a Tiféret que é comparada pelo Zohar ao sol ilumine o Mal’hut que é comparado pelo Zohar à lua que só tem o que recebe do sol .

 

A Tiféret repassa um “brilho” de riqueza para a She’hiná, esse “brilho” ilumina na raiz da nossa Neshamá e por meio disso a She’hiná inverte o que nos foi decretado de pobreza e sofrimento para riqueza e sucesso em tudo.

 

Sendo que o Mazal dessa pessoa não se transforma totalmente por meio da Tefilá mas é “remediado” essa pessoa sempre vai ter que rezar “forte” diariamente toda a sua vida para repor essa “falta” .

 

A Neshamá que desce para o mundo quando o Mal’hut está unido com a Tiféret sempre vai ter sucesso em tudo!

 

Família , saúde , dinheiro e tudo o que precisar por causa de uma das Sefirot que fazem parte desse grupo que o Zohar chama Tiferet, essa Sefirá é chamada de Yessod que é apelidado de “Mazal”.

 

Ela que repassa fartura e prosperidade quando o Mal’hut está unido com esse conjunto chamado Tiféret , toda a felicidade, riqueza e tudo de bom está ligado à Sefirá chamada de Yessod que é o Mazal.

A falta dessa ligação causa uma falta de “Mazal” em tudo, e sobre isso estudamos que :- Filhos, saúde e dinheiro não dependem das nossas ações mas dependem do Mazal.

 

Sendo que a falha na She’hiná (Mal’hut) causou isso para esses Tzadikim , D’us está sempre unido à eles , não deixa eles nem por um momento e sofre com os sofrimentos deles. Isso é o que está escrito : “D’us está próximo dos que tem o coração quebrado” , porque eles sofreram junto com Hashem a falha da She’hiná causada pelas más ações desse mundo.

 

Sendo que o Mal’hut é comparado a lua e esses Tzadikim sofrem por causa dessa falha , quando a falha da lua (Mal’hut ) for consertada e a luz da lua ficar como a luz dos sete dias da criação (extremamente maior que a luz da lua) esses Tzadikim também usufruirão desse nível de revelação que é extremamente maior do que os outros níveis .

 

Essa falta de Mazal não precisa ser aplicada ao extremo, por isso o Zohar coloca o Rabi Shimon Bar Yo’hái também nessa classificação como Yaakov sendo que Rabi Shimon teve que fugir dos romanos por treze anos.

 

O próprio exílio de quatrocentos anos que foi decretado no pacto com Avraham Avinu começou com o nascimento de Itzhak e as mudanças de lugar que eles fizeram foi considerada como exílio e poderia ter passado assim por quatrocentos anos diz o Zohar , não fosse o ódio dos irmãos por Yossef que causou um agravamento total no exílio.

 

Em nosso exílio atual que foi causado por ódio gratuito isso fica mais grave ainda, sendo que sairemos desse exílio por meio de amor gratuito,

 

Sendo assim o principal trabalho da nossa geração é despertar o amor ao próximo e ajudarmos uns aos outros como é a característica natural do nosso povo de sermos tímidos , bondosos e gostarmos de fazer favores.

 

Conclusão :

 

A Tefilá e o amor ao próximo podem transformar o nosso Mazal é até uma viagem de férias pode ser considerada um exílio !

 

D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem , e por isso , mesmo que o nosso Mazal não é dos bons não temos com o que nos preocupar.

 

Acrescentando em Tefilá e boas ações qualquer decreto pode ser substituído por meios que só D’us sabe fazer

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

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