Morá Rifka 🌻

Seu Shalom Bait está vivendo de aparências?

Existe uma tragédia silenciosa dentro de muitas casas modernas: o lar deixou de ser refúgio e virou campo de batalha.

 

A Torá descreve o lar judaico como um lugar onde a She’hiná repousa.

 

Não porque as paredes sejam bonitas.

 

Não porque exista dinheiro.

 

Mas porque existe respeito.

 

Existe temor de ferir o outro.

 

Existe cuidado com as palavras.

 

Hoje, muitos homens chegam em casa cansados da guerra do lado de fora… apenas para encontrar outra guerra do lado de dentro.

 

Uma mulher que grita por qualquer coisa.

 

Que humilha em público.

Que transforma o marido em alvo emocional.
Que usa palavras como facas.

Que controla, ameaça, diminui e destrói lentamente a dignidade daquele homem.

E o mais assustador: a sociedade muitas vezes ri disso.

 

Se um homem grita, todos enxergam violência.
Mas quando uma mulher destrói um homem com ironias, desprezo, manipulação e agressões constantes, chamam isso de “personalidade forte”.

 

Não é força. É destruição.

 

A mulher judaica foi chamada de עקרת הבית. Não porque “fica em casa”, como o mundo moderno superficialmente imagina.

 

Mas porque ela é o eixo espiritual da casa. A raiz da atmosfera do lar.

 

Ela pode transformar um pequeno apartamento em Gan Eden.

 

Ou transformar uma casa luxuosa em Gehinnom emocional.

 

Há homens hoje que não têm paz para sentar à mesa.

Não têm paz para falar.

Não têm paz para errar.

Vivem pisando em ovos dentro da própria casa.

 

E então surgem:

homens emocionalmente quebrados,
filhos traumatizados,
crianças que aprendem que amor significa grito,
lares onde ninguém conversa, apenas reage.

 

Shalom Bait não é “quem manda”.

 

Não é disputa de ego.

Não é competição para ver quem vence.

Porque quando um vence dentro do casamento… os dois perderam.

 

A mulher virtuosa não é fraca. Nunca foi.

 

As grandes mulheres da Torá eram fortes, inteligentes, espiritualmente gigantescas. Mas sua força construía. Não esmagava.

 

O Mishlei diz:

 

“A mulher sábia constrói sua casa.”

 

E os ha’hamim explicam:
com palavras, com postura, com sensibilidade e temor de Ashem.

 

Uma casa não desmorona apenas com violência física.

Palavras também derrubam paredes invisíveis.

 

Às vezes, o marido ainda continua sentado à mesa…

mas por dentro já foi expulso daquele lar há muitos anos.

 

E talvez uma das maiores pobrezas da geração seja justamente essa: casas cheias de móveis… e vazias de paz.

 

Porque sem respeito mútuo, sem delicadeza, sem autocontrole e sem responsabilidade emocional, o casamento deixa de ser aliança e vira sobrevivência.

 

E ninguém deveria sobreviver dentro do lugar que deveria chamar de lar.

 

Muita gente fala sobre Shalom Bait apenas como “frases bonitas”, mas ignora o desgaste emocional diário que destrói casamentos lentamente.

 

E a Torá não trabalha com teatro social. Ela trabalha com verdade, responsabilidade e construção.

 

O mais assustador é que palavras deixam marcas invisíveis.

 

Às vezes mais profundas que agressões físicas. Um lar pode continuar aparentemente “funcionando”, enquanto por dentro já virou silêncio, medo e distância.

 

E sabe o que é triste?

Muitos homens simplesmente calam.

 

Trabalham, sustentam, sorriem em público… mas dentro de casa vivem emocionalmente encurralados.

 

Porque a sociedade ensinou que homem não pode admitir sofrimento emocional sem virar motivo de piada.

 

Civilização moderna: extremamente avançada tecnologicamente. Emocionalmente, um zoológico com Wi-Fi.

 

Mas a Torá pede outra coisa:
respeito mútuo,
domínio das palavras,
humildade,
escuta,
construção.
Simmmmmmmmmmmmmm
Sem isso, não existe She’hiná no lar. Existe apenas convivência cansada.

 

E o contrário também é verdadeiro: uma mulher sábia pode levantar um homem destruído, fortalecer filhos, trazer paz ao ambiente e transformar o lar inteiro apenas pela maneira como fala e conduz a casa. Isso é poder de verdade.

 

Um beijo no coração de todas as mulheres que com amor constroem lares onde os filhos amam estar e o marido também 😃

 

Rifka Haia Eitan 🌻🥰

 

 

O lado bom da coisa ruim

 

O lado bom da coisa ruim

Por Morá Rifka Haia Eitan

Shalom Uvra’ha 😃

 

Por que tantas vezes as melhores coisas chegam na nossa vida  vestidas de sofrimento?

 

*O Lado Bom da Coisa Ruim*

 

Existe uma ilusão que acompanha o ser humano desde o nascimento.

 

Acreditamos que o bem sempre chegará com aparência de bem.

 

E que o mal sempre chegará com aparência de mal.

 

*Mas o Zohar revela algo muito diferente.*

 

Enquanto vivemos neste mundo, chamado pelos nossos  sábios de Olam a Assiyá, o mundo da ação, o bem e o mal encontram-se misturados.

 

A luz está escondida.

 

A verdade está coberta.

 

O ouro está enterrado.

 

A Alma está dentro do corpo.

 

E muitas bênçãos chegam até nós envolvidas em embalagens que jamais escolheríamos.

 

Uma doença pode revelar uma força que a pessoa nunca imaginou possuir.

 

Uma demissão pode abrir a porta para uma missão muito maior.

 

Um fracasso pode destruir uma ilusão que impediria um sucesso verdadeiro.

 

Uma humilhação pode quebrar um orgulho que estava destruindo a alma.

 

Uma perda pode ensinar o valor daquilo que ainda permanece.

 

Por isso os sábios não perguntavam apenas:

 

“Por que isso aconteceu?”

 

Mas também:

 

“O que está escondido aqui?”

 

O Zohar ensina que existem centelhas de santidade espalhadas por toda a criação.

 

Algumas delas estão em lugares agradáveis.

 

Outras estão escondidas exatamente nos lugares que tentamos evitar.

 

É por isso que tantas pessoas relatam que os maiores crescimentos de suas vidas nasceram das fases mais difíceis.

 

Não porque a dor seja boa.

 

A dor continua sendo dor.

 

Mas porque muitas vezes existe uma luz escondida atrás dela.

 

Pense numa semente.

 

Se alguém nunca tivesse visto uma árvore, pareceria uma tragédia.

 

A semente é enterrada.

 

Fica cercada por terra escura.

 

É esmagada pela umidade.

 

Sua estrutura se rompe.

 

Ela literalmente deixa de ser aquilo que era.

 

Mas justamente nesse momento começa a transformação.

 

 

O fim da semente é o início da árvore.

 

O que parecia destruição era crescimento.

 

O que parecia perda era nascimento.

 

Quantas vezes isso acontece conosco?

 

Rezamos para que Ashem abra uma porta.

 

E quando a porta se fecha, acreditamos que a nossa reza foi rejeitada.

 

Meses depois descobrimos que aquela porta fechada nos impediu de entrar num caminho errado.

 

Naquele momento parecia castigo.

 

Mais tarde percebemos que era proteção.

 

O problema é que enxergamos apenas um capítulo.

 

Ashem vê o livro inteiro.

 

Nós vemos uma peça do quebra-cabeça.

 

Ashem vê a imagem completa.

 

Nós observamos o fio.

 

Ashem contempla toda a tapeçaria.

 

Por isso tantas vezes chamamos de desastre aquilo que o Céu chama de preparação.

 

Chamamos de atraso aquilo que o Céu chama de proteção.

 

Chamamos de perda aquilo que o Céu chama de direcionamento.

 

Isso não significa que tudo o que dói deixa de doer.

 

O judaísmo nunca ensinou a fingir felicidade diante do sofrimento.

 

Avraham chorou.

 

Yaakov chorou.

 

David chorou.

 

Yirmiyahu chorou.

 

As lágrimas são humanas.

 

Mas junto com as lágrimas existe uma fé silenciosa:

 

Se Ashem permitiu que isso chegasse até mim, existe algo escondido aqui que ainda não consigo enxergar.

 

Talvez seja essa a grande diferença entre desespero e emuná.

 

O desespero olha para a escuridão e conclui que só existe escuridão.

 

A emuná olha para a mesma escuridão e diz:

 

“Ainda não encontrei a luz.”

 

E talvez essa seja uma das maiores mensagens do Zohar.

 

Neste mundo, o bem raramente chega anunciando sua presença.

 

Frequentemente ele vem disfarçado.

 

Vem vestido de atraso.

 

Vem vestido de espera.

 

Vem vestido de luta.

 

Vem vestido de lágrimas.

 

Vem vestido de perguntas.

 

Mas continua sendo bem.

 

Porque as maiores revelações da vida costumam chegar dentro das embalagens que jamais escolheríamos abrir.

 

E somente depois de muito tempo percebemos que aquilo que chamávamos de “coisa ruim” era apenas o invólucro.

 

O presente sempre esteve lá dentro.

 

E Ashem, em Sua infinita sabedoria, estava conduzindo cada passo mesmo quando nós só conseguíamos enxergar a escuridão.

 

Um beijo no coração de todos vocês e tudo de bom 🌻

Morá Rifka Haia Eitan 

Jerusalém – Israel

+972552852555

🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻

 

 

*Shavua tov*, uma semana incrível para todos nós, cheia de boas notícias e muita alegria !!

 

Nossa Parashá nós conta a história de um homem que foi pego catando galhos e recolhendo lenha no Shabat !!

 

O que tem em comum o catador de galhos de mais de três mil anos atrás com a Nossa Geração?

 

Quando lemos a Torá, parece estranho que um homem tenha sido punido por recolher alguns galhos.

Alguns galhos.

Nada mais.

 

*Mas o Zohar nos convida a olhar além da madeira que estava em suas mãos.*

 

A pergunta não é quantos galhos ele carregava.

A pergunta é:

Por que ele estava catando galhos justamente no Shabat?

 

O Shabat é o dia em que Ashem cessou Sua obra criadora.

Não porque estivesse cansado.

AShem não se cansa.

Ele parou para revelar ao mundo uma verdade eterna:
a criação não pertence ao homem.

Durante seis dias nós construímos.

Plantamos.

Vendemos.

Compramos.

Planejamos.

Consertamos.

Produzimos.

 

Mas chega o Shabat e Hashem nos diz:

 

“Agora pare.”

“Olhe para Minha criação.”

“Observe o que Eu já fiz.”

“Confie que o mundo continuará existindo sem você por vinte e cinco horas.”

 

E é justamente aí que muitos de nós nos tornamos catadores de galhos.

 

Não galhos de árvores. Galhos da mente !

Quais são os galhos que carregamos?

Há quem carregue o galho da preocupação.

“Como vou pagar aquela conta?”

“E se eu perder o emprego?”

“E se não der certo?”

“E se acontecer alguma coisa?”

 

O corpo está sentado à mesa do Shabat.

Mas a mente continua trabalhando.

Continua recolhendo lenha.

 

Continua alimentando o fogo da ansiedade.

Há quem carregue o galho do controle.

Quer resolver tudo.

Organizar tudo.

Consertar tudo.

Controlar tudo.

Controlar os filhos.

Controlar o marido.

Controlar a esposa.

Controlar os alunos.

Controlar a comunidade.

Controlar o futuro.

 

Controlar até aquilo que pertence somente a Ashem.

 

Há quem carregue o galho do celular.

O mundo moderno transformou milhões de pessoas em catadores profissionais de galhos.

 

Notificações.

Mensagens.

Vídeos.

Comentários.

Curtidas.

Notícias.

Escândalos.

Discussões.

Mais notícias.

Mais vídeos.

Mais preocupações.

 

A Alma não descansa.

O coração não descansa.

A mente não descansa.

A pessoa passa o dia inteiro recolhendo gravetos para alimentar um fogo que nunca fica satisfeito.

 

Há também o galho do passado.

Pessoas que vivem revivendo erros antigos.

Culpa.

Vergonha.

Mágoas.

Feridas.

Discussões de anos atrás.

Elas não estão vivendo o presente.

Estão recolhendo lenha em um bosque que já queimou há muito tempo.

 

E existe o galho do ego.

O mais pesado de todos.

“O que pensam de mim?”

“Reconheceram meu trabalho?”

“Recebi elogios?”

“Fui valorizado?”

“Ganhei destaque?”

A pessoa se torna escrava da própria imagem.

E o Shabat vem quebrar essa prisão.

 

*O Grande Convite do Shabat*

 

O Shabat não é apenas um dia sem trabalho.

É um dia sem escravidão.

Durante a semana somos servos das nossas necessidades.

 

No Shabat nos lembramos que somos servos apenas de Ashem.

 

Durante a semana corremos atrás do sustento.
No Shabat lembramos Quem envia o sustento.
Durante a semana tentamos construir o mundo.

 

No Shabat contemplamos o mundo já construído.

 

Durante a semana tentamos controlar tudo.

 

No Shabat aprendemos a confiar.

 

*A Pergunta da Parashá*

 

Por isso a história do catador de galhos continua viva.
Porque a Torá não está perguntando sobre aquele homem.

Ela está perguntando sobre nós.

Quando chega o Shabat…

Nós realmente descansamos?

 

Ou apenas trocamos os galhos das mãos pelos galhos da cabeça?

 

Será que estamos entrando no palácio do Rei?
Ou continuamos andando pela floresta recolhendo preocupações?

 

Será que estamos contemplando a criação?

 

Ou ainda estamos tentando administrá-la melhor do que o próprio Criador?

 

Talvez o maior milagre do Shabat não seja parar de trabalhar.

Talvez o maior milagre seja parar de acreditar que tudo depende de nós.

 

Quando o Shabat entra, Ashem parece nos dizer:

 

“Filho, largue os galhos.”

“Por um dia, solte os pesos.”

“Solte os medos.”

“Solte as preocupações.”

“Solte a necessidade de controlar.”

“Solte a ansiedade.”

 

“Eu continuei sustentando o universo antes de você nascer.”

 

“Continuo sustentando enquanto você vive.”

 

“E continuarei sustentando depois.”

 

A pergunta da Parashá não é:

“Quem era o catador de galhos?”

 

A pergunta é:

 

“Quais galhos eu ainda me recuso a largar quando o Shabat chega?”

 

Esse é o ponto onde a mensagem deixa de ser uma história do deserto e se transforma em um espelho para cada um de nós , que amamos a Torá de Ashem e nos sentimos atraídos por ela.

 

E se vocês se sentem atraídos é porquê sua alma tem raiz lá no deserto.

 

Será que esse catador de galhos no Shabat não somos nós?

 

Um beijo no coração de todos vc e tudo de bom!