Mensagem da Parashá

Como o ódio se transforma em paixão?

Nossa Parashá nos conta sobre as últimas pragas do Egito.
A História do povo de Israel no Egito começa com Yossef que não só salva o Egito da maior crise internacional mas também o transforma na maior potência mundial .
Os egípcios antigos, não só que não nos agradeceram por termos feito do Egito o país mais rico do mundo, mas ao contrário, disseram que nós éramos como “espinhos nos olhos deles”.
E sendo que um país rico da época antiga precisava de muitos escravos, nós , que causamos toda essa riqueza , fomos os escolhidos” para sermos esses muitos escravos!
Como pode um acontecimento histórico ser tão absurdo e ilógico?
O Ari a Kadosh explica que sendo que as almas do povo de Israel no Egito eram a reencarnação da geração do dilúvio, da torre de Bavel e de Sodoma e Gomorra, tínhamos que passar por esses sofrimentos para retificar as nossas almas daquelas pendências anteriores.
E por isso não adiantou trazermos a prosperidade ao Egito, porque sem eles saberem essa pendência espiritual foi o que fez com que eles nos escravizarem contra a lógica.
Depois que nossas Almas por meio dos sofrimentos ficaram puras e refinadas de todas as pendências anteriores, não só que os egípcios nos deixaram sair, mas ainda nos ajudaram, nos deram jóias de ouro, prata e roupas caras .
E o mais absurdo foi o jeito com que isso aconteceu!
Todos no Egito sabiam que quando Moshe avisava que iria acontecer uma praga, a praga acontecia.
Moshe avisou que iria ter uma última praga onde morreriam os primogênitos. Todos sabiam que isso iria acontecer, que um filho em cada família morreria.
As mulheres egípcias costumavam “brincar” com os filhos das amigas, engravidavam deles e pensavam que era do marido.
Ou seja, muitos filhos em uma casa eram primogênitos sem que eles ou os próprios pais soubessem.
Na meia noite, quando aconteceu a praga dos primogênitos, muitas crianças morreram em cada casa , e todos sabiam que o motivo disso eramos nós.
Nessa exata hora fomos para as casas dos egípcios, batemos na porta e dissemos :- Estamos indo fazer uma festa no deserto e não é bonito irmos assim para a festa, com essas roupas pobres…e sem jóias….
Nessa hora que nós, os “culpados” por todas essas mortes, entramos nas casas dos egípcios comunicando que precisamos de roupas caras e jóias para fazermos uma festa, nessa hora os egípcios deveriam nos chamar de “espinhos nos olhos”, mas aí aconteceu exatamente o contrário!
Nessa hora eles ficaram cheios de amor e carinho por nós e nos deram jóias e roupas caríssimas, e só depois que fomos embora com beijos e abraços eles foram enterrar os filhos.
Daqui vemos que o relacionamento dos povos do mundo com o nosso povo não têm nenhuma conexão com o que fazemos para eles mas sim com o que fazemos para D’us.
Tem a ver somente com as pendências espirituais atuais ou anteriores das nossas Almas.
Rabino Gloiber
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A Parashá da Minha Vida 🌻 Vaerá


 

 

 

VAERÁ

 

 

Moshe Rabeinu (Moisés, nosso mestre)

 

Moshe Rabeinu, o maior de todos os profetas, era filho do maior Tzadik da geração, a pessoa mais elevada espiritualmente da sua época. O pai de Moshe se chamava Amram e sua mãe Yoheved.

 

O Zohar nos conta que quando Moshe nasceu, sua casa se encheu de luz. Rabi Meir na Baraita nos conta que quando Moshe nasceu, sua mãe lhe deu o nome de “Tov” que quer dizer “bom”. Essa mesma linguagem aparece na Torá em relação à criação da luz”.

 

Os astrólogos e feiticeiros do faraó disseram que aquele que iria tirar nosso povo do Egito, receberia um castigo ligado à água.

 

Eles descobriram isso porque tinham um pequeno acesso a “fontes espirituais um pouco confiáveis”, ou seja, anjos do lado impuro e “demônios” ligados às idolatrias do Egito antigo.

 

Essas “fontes espirituais negativas” repassaram para os “assessores espirituais” do faraó inclusive o próprio dia do nascimento de Moshe. 

 

Sendo que essas fontes espirituais eram pouco confiáveis, os magos do Egito não conseguiram saber se Moshe seria um judeu ou um egípcio.

 

Eles queriam descobrir que Moshe iria receber um castigo ligado à água, mas não tinham como saber em qual etapa da vida de Moshe isso ocorreria.

 

Por isso, naquele dia que conforme o projeto deles Moshe Rabeinu teria nascido, o faraó decretou jogar todos os bebês recém nascidos no Rio Nilo, tanto judeus quanto não judeus.

 

Os magos do Egito também não pretendem descobrir que Moshe já tinha nascido três meses antes, sendo que ele nasceu de sete meses, três meses antes da data que eles previram.

 

Amram, o pai de Moshe, era um grande Tzadik (uma pessoa altamente elevada espiritualmente) e líder religioso do nosso povo. Ele e sua esposa Yoheved sabiam o que estava acontecendo no palácio do faraó, e as consequências disso para as crianças do nosso povo.

 

Yoheved teve uma ideia! Colocou Moshe em uma cestinha impermeável e o colocou no Rio Nilo para que os magos do Egito achassem que ele já havia morrido na água. Miriam, sua irmã, ficou perto para ver o que iria acontecer.

 

Os feiticeiros do Egito foram informados pelas fontes espirituais do lado impuro que aquele que vai nos tirar do Egito já está na água. Essa era a estratégia dos pais de Moshe, isso era o que eles queriam que acontecesse e conseguissem!

 

Nesse momento, o decreto de jogar todos os bebês no Rio Nilo foi anulado. O faraó chegou à conclusão de que essa criança estava morta, exceto se alguém tivesse tirado ela do Rio, e quem arriscaria a vida para fazer uma coisa daquelas?

 

O Midrash nos conta que a filha do faraó veio naquele dia mergulhar no Rio Nilo para se purificar das idolatrias do seu pai. Dizem nossos Sábios que ela veio se converter ao judaísmo, o Rio Nilo nesse caso foi o Mikve dela.

 

Quando uma pessoa faz uma coisa boa, esse mérito D’us dá a ela a oportunidade de fazer mais uma coisa boa para que ela ganhe mais méritos lá em cima e tenha um paraíso maior no futuro.

 

No mérito de ela ter vindo mergulhar no Rio Nilo para se tornar judia, ela encontrou a cestinha com Moshe que acaboua de ser colocada lá, uma verdadeira Divina Providência para os dois.

 

A princesa viu que Moshe estava chorando e pediu para suas ajudantes o amamentarem, mas ele não aceitou ser amamentado por elas. Miriam, a irmã de Moshê estava próxima a eles, e vendo isso ela disse para a filha do faraó que conhecia alguém que poderia amá-lo.

 

Sem contar para ela que Yoheved era a mãe biológica de Moshe, Miriam chega em casa com a própria princesa do Egito carregando Moshe são e salvo nas suas mãos.

Imaginem a emoção de Yoheved e Amaram de ver o seu filho querido voltando vivo para casa trazido pela própria princesa, a filha do Faraó que queria matá-lo.

 

A filha do faraó se chamava Bátya. Ela contratou a mãe de Moshe para amamentá-lo, e quando ele cresceu e desmamou, Yoheved o trouxe para a filha do faraó que o desenvolveu como um filho.

 

Batya era como se chamava a filha do faraó, a qual deu à criança o nome Moshe. A Torá nos explica que esse nome no hebraico clássico quer dizer que “ele foi tirado da água”. Moshe era um nenê superdotado e Yoheved já ofereceu seu marido Amram como professor particular para uma criança, e assim ele desmamou da mamãe e começou a estudar com o papai!

 

A Divina Providência por trás do nome de Moshê 

 

Rabi Haim Ibn Atar foi um grande Tzadik que nasceu em Marrocos e viveu em Yerushalaim (Jerusalém) há mais de três anos atrás.

 

Ele fez um estudo muito profundo sobre todas as escrituras judaicas, e escreveu uma explicação profunda chamada de Ora’h Haim.

 

Rabi Haim ibn Atar nos explicou que a filha do faraó não falava hebraico, e também com certeza não gostaria de publicar o fato de ela ter tirado a criança da água para não colocá-lo em risco em relação a seu pai.

 

E por isso, quando ela deu esse nome para ele, ela não tinha nenhuma intenção em dizer que ele foi tirado da água.

 

Mesmo assim, a Torá nos revela que o nome de Moshê está nos rebaixando o fato de ela tê-lo tirado da água e isso chamamos de Divina Providência.

 

Batya deu esse nome a ele pela Divina Providência. AShem (D’us) deu à ela a inspiração de dar esse nome na língua dela, porque esse nome na nossa língua e não na dela, tem esse significado, de ela tê-lo tirado da água.

 

Diz o Zohar que a Divina Providência nesse caso foi muito maior do que a própria Batya poderia imaginar.

 

O nome que ela deu para Moshe não está descendo somente que ela o tirou da água, mas também está nos revelando quem era Moshe em suas vidas anteriores

 

A palavra Moshe em hebraico é escrita por meio de três letras:

 

מ = mem

 

ש = canela

 

ה = ei

 

 

O hebraico clássico que é o idioma original dos dez pronunciamentos que por meio deles AShem (D’us) criou o mundo, é um idioma escrito da direita para a esquerda. Milhares de anos depois surgiram as escritas européias que escrevem ao contrário.

 

Batya, a filha do faraó, deu para Moshe um nome escrito em hieróglifos e não sabia que esse nome em hebraico clássico está trazendo que ela o tirou da água, e que quando o nome é lido de trás para frente, suas iniciais nos mostram as três reencarnações de Moshe.

 

 

A explicação do Zohar 

 

O Zohar nos explica que a letra “ei” que é a última letra no nome de Moshê nos mostra que Moshe em sua primeira reencarnação era Evel, o Abel da Torá, que foi morto por seu próprio irmão Caim.

A letra “shin” que é a letra do meio no nome de Moshê, nos mostra que em sua segunda reencarnação ele era Shet, o filho de Adam e Havá que nasceu 130 anos depois de Evel ter sido assassinado por Caim.

A letra “mem” que é a primeira letra no nome de Moshê vem nos mostrar que agora, em sua terceira reencarnação, ele é Moshe.

O fato de as duas reencarnações acima estarem incluídas no seu nome vem nos mostrar que ele não veio para o mundo somente para cumprir sua missão como Moshe, mas também para resolver questões relacionadas às reencarnações anteriores também.

Ainda sobre a Divina Providência, o nome Batya que era o nome egípcio da filha do faraó, em hebraico quer dizer “filha de D’us” descer o que nos conta a Guemará que ela não morreu, mas levantou viva para o Alto Paraíso no mundo superior, como a tradução da palavra “anjo” em aramaico é “filho de D’us

 

Aspectos Abel e Shet na Alma de Moshe 

 

Moshe cresceu na família real do Egito. Depois de ter contratado Yoheved, sua mãe, para amamentá-lo, a princesa contratou para ele os melhores professores de Torá, e com certeza, o melhor dos melhores que era o próprio Amram, pai de Moshe que era o líder daquela geração.

Sabemos isso porque quando Moshe cresceu e saiu do palácio do faraó para ver o que estava acontecendo com seu povo, ele viu um egípcio tentando assassinar um judeu a chicotadas.

O versículo usa a linguagem “e viu” duas vezes. Diz o Zohar que aqui se trata de um caso em que ele viu com seu Rua’h a kodesh, ele olhou e viu com sua visão espiritual.

Olhou para o egípcio que estava tentando assassinar aquele judeu e o “matou com seu olhar”. Por isso está escrito “e viu” pela segunda vez.

Moshe era a reencarnação de Abel, que foi assassinado por Caim e esse era o primeiro assassinato da história da humanidade.

Um dos motivos que Caim assassinou Abel foi porque quando Caim nasceu, com ele nasceu uma irmã gêmea, e com Abel nasceram duas.

Naquela segunda geração em um mundo recém-criado, eles se casariam com suas irmãs gêmeas, que naquele caso eram gêmeas tanto de corpo quanto de Alma.

Sendo assim, Caim teria somente uma esposa, enquanto que Abel, seu irmão, teria duas.

Caim assassinou seu irmão por acreditar que ele, como primogênito, teria que ter o dobro de tudo, inclusive o dobro de esposas.

Na opinião de Caim, o fato de Abel ter nascido com duas gêmeas foi um erro Divino que poderia ser consertado dessa forma, assassinando Abel e pegando somente uma das duas esposas de Abel para si próprio, fazendo o que seria na opinião dele politicamente correto!

Os dois se reencarnaram e chegou a hora da retificação daquelas Almas.

 

Moshe matou o egípcio que estava tentando assassinar um judeu por meio de um olhar ou por meio de um nome de AShem?

 

Moshe era a reencarnação de Abel e aquele egípcio que estava tentando assassinar um judeu para roubar a esposa dele era a reencarnação do nível Nefesh da Alma de Caim, o nível mais baixo que se reveste no corpo.

Ele se reencarnou para retificar o assassinato que fez na reencarnação anterior, e não só que não retificou esse assassinato, mas já estava prestes a repetir o que fez de errado, assassinando um judeu para roubar sua esposa.

A Parashá nos conta que antes de Moshe matar aquele egípcio ele olhou para cá e para lá.

Diz o Zohar que Moshe olhou com seu Rua’h a kodesh, ou seja, com sua visão espiritual, o que aquele egípcio tinha feito na reencarnação anterior.

 

E viu que, não só que ele não estava retificando o que fez antes, mas também que estava repetindo o erro que tinha feito na reencarnação anterior.

O Zohar nos conta que Moshe olhou para ele e ele morreu, fazendo assim a retificação daquela alma dentro da regra da Torá chamada de “medida por medida”.

Ou seja, se ele não se arrepende do que fez e não corrige o que tinha feito de errado, o que ele fez para o outro acontece para ele integralmente e sem nenhum desconto. E assim aquela alma fica retificada sem precisar fazer Teshuvá, sem precisar se arrepender do mal que fez.

Mas se ele tem remorso do que fez e corrige isso por meio de demonstrar que agora ele pensa de maneira correta em relação àquele mesmo assunto que antes ele pensava de maneira incorreta, ele transforma  a má ação que fez em Mitzvá.

Ou seja, aquela má ação se torna parte de uma Mitzvá que é a Mitzvá da Teshuvá.

E por isso, no lugar de ele receber um castigo pela má ação que fez, ele ganha um prêmio pela boa ação que fez, que nesse caso é a Mitzvá da Teshuvá, como vamos ver no caso de Ytró que era a reencarnação do nível Neshamá de Cain.

Diz o Midrash que Moshe falou um nome de AShem e a alma do egípcio saiu do corpo. Moshe não teria chegado a esse nível sem que tivesse estudado a Kabalá.

 

A tradução literal da palavra Kabalá é recebimento, ou seja, ela não é uma categoria da Torá que dá para estudar sozinho, mas é uma categoria da Torá repassada dentro do nosso povo de mestre para aluno de geração em geração.

E isso é mais uma prova de que Batya contratou Amram, pai de Moshe, para estudar com ele após ter contratado Yoheved sua mãe, para amamentá-lo.

Moshe em Midian

 

O caso de Moshe com o egípcio chegou até o palácio do faraó. Moshe foi condenado à morte e fugiu para Midian, um país que ficava próximo ao verdadeiro Monte Sinai, talvez na região onde hoje se encontra hoje a Arábia Saudita.

Chegando ao poço da cidade, local onde os pastores traziam os rebanhos para beber água, as filhas de Ytró chegaram com o rebanho de seu pai sendo hostilizadas pelos pastores de Midian.

Moshe as salvou dos pastores, e deu água para o rebanho delas. Quando elas voltaram para casa, Tzipora, filha de Ytró e futura esposa de Moshe, disse à seu pai que um egípcio as salvou dos pastores.

Ela sabia que ele era um judeu porque nosso povo era uma etnia muito diferente da etnia dos egípcios, então, por que ela o chamou de egípcio?

 

Diz o Zohar que aqui também aconteceu um caso de extrema Divina Providência.

Muitas vezes nossos Sábios usam uma linguagem chamada de: “profetizou, mas não sabia o que profetizou”. No caso de Tzipora, diz o Zohar que por trás da linguagem dela se encontra uma indicação para a Divina Providência, como aconteceu com Batya em relação ao nome de Moshe.

O que ela “disse sem saber o que disse” é que “um egípcio”, ou seja, o egípcio que Moshe matou e por isso teve que fugir para Midian, ele a salvou dos pastores.

Ou seja, aquele egípcio fez com que Moshe encontrasse sua Alma gêmea e ela o encontrasse também e não precisasse se casar com alguém que estivesse somente procurando uma “ovelha para cuidar”.

O Midrash nos conta que Ytró, que era o sacerdote de Midian, chegou a conclusão de que o judaísmo é a religião verdadeira. Ele deixou a idolatria e se aproximou do judaísmo.

Por isso ele foi boicotado e ameaçado de morte pelo seu povo, e por isso ele teve que mandar suas próprias filhas para levar o seu rebanho para pastar.

Diz o Zohar que Ytró era a reencarnação do lado bom de Caim e sua filha Tzipora era a reencarnação daquela gêmea de Abel, que por causa dela ele foi assassinado por Caim. Agora acontece uma verdadeira retificação de Almas.

Ytró que é a reencarnação de Caim, salva a vida Moshe, que na reencarnação anterior era Abel que foi assassinado por ele.

 

E não só isso, mas também devolve para ele sua Alma gêmea que roubou na reencarnação anterior, Tzipora que foi o pivô da briga entre Caim e Abel.

 

O ARBUSTO INCANDESCENTE

 

Moshe se tornou o pastor dos rebanhos de Ytró. Um dia um carneirinho fugiu do rebanho e Moshe correu atrás dele até o Monte Sinai.

Daqui vemos uma grande proximidade entre o verdadeiro Monte Sinai e Midiã, nos mostrando que o Monte Sinai de hoje não é nada mais do que um erro histórico, e com certeza não é o Monte Sinai da Torá.

Quando Moshe alcançou o carneirinho, no lugar de bater nele como faria qualquer pastor depois de uma corrida daquelas, ele pegou o carneirinho no colo porque o carneirinho estava cansado de tanto fugir.

Esse era o teste que Moshe precisava passar para se tornar oficialmente o pastor das ovelhas de AShem, para se tornar o líder do nosso povo.

Moshe era um grande cabalista. Ele viu um arbusto pegando fogo, mas o fogo estava alimentando o arbusto no lugar de destruí-lo.

Moshê sabia que isso só pode acontecer nesse mundo quando acontece nele a revelação Divina no nível da Sefirá chamada de “Keter” que está acima das Dez Sefirót.

Nela os opostos não só que não se neutralizam mas também se acrescentam.

Moshe se moveu do arbusto incandescente. AShem (D’us) se revelou para ele, e pediu para ele tirar os sapatos porque aquele lugar naquele momento era um lugar sagrado por causa da revelação Divina que estava acontecendo lá naquele instante.

Diz o Ari a Kadosh que o motivo de tirar os sapatos representa que tudo o que vai acontecer na continuação será de maneira sobrenatural.

AShem pediu para Moshe voltar para o Egito para tirar nosso povo de lá.

Moshe perguntou para AShem com qual nome ele vai se revelar no Egito, sendo que cada nome de AShem representa um nível de revelação Divina diferente.

D’us revela para Moshe um nome de quatro letras começando com a letra א Alef . Diz o Ari a Kadosh que esse nome representa a revelação Divina no “Keter”. Ou seja, a revelação Divina no Egito será sobrenatural, chegando até o nível do “Keter”.

As dez traduções no Egito tem uma ligação com as Dez Sefirót gradativamente e de baixo para cima até chegar à abertura do mar vermelho que está ligada à revelação Divina no nível “Keter”.

 

Como as divindades sobrenaturais se revelam no nosso mundo

 

Moshe foi para o Egito e repassou o pedido Divino para o faraó usando o nome de AShem de quatro letras começando pela letra “Yud”. O faraó respondeu que não conhece esse D’us e por isso não vai deixar o nosso povo sair do Egito.

Os exemplos antigos eram os maiores estudiosos de todos os assuntos religiosos, e quando Yossef se encontrou com o faraó, e usou o nome de AShem nível “Mal’hut” que é o nome Elokim” e representa a Revelação Divina na décima Sefirá na qual os povos do mundo também podem ter acesso, o faraó não falou que não conheceu esse D’us.

Mas um nível de revelação Divina sobrenatural representado pela Revelação Divina no nível das Sefirót que estão acima da Mal’hut, sendo representado pelo nome de AShem de quatro letras começando com a letra Yud, esse nível de Revelação Divina o faraó não conhecia

.

o aumento da escravidão? responde a Moshe que esse nível de revelação Divina não teve precedente na época dos nossos patriarcas e funciona da maneira que se revelou agora, começando com uma grande descida antes dos imensos milagres sobrenaturais se revelarem.

A Gueulá, a redenção do Egito, já havia começado, a Gueulá já havia descido para o mundo, e dessa forma ela começa a se revelar.

Quanto maior a intensidade do milagre que se aproxima, maiores são os sofrimentos que antecedem esses milagres.

Se vemos os sofrimentos aumentando, sabemos que o milagre sobrenatural ligado àquele assunto já aterrissou neste mundo, e depois de ele passar pela etapa de abertura da “embalagem”, chegamos à etapa de recebermos o presente que se encontra dentro dela que é uma imensa humildade Divina revelada.

AShem conta para Moshe sobre o nível de revelação Divina que teve nossos patriarcas e o nível de revelação Divina extremamente superior que vai acontecer agora….

Não perca o próximo capítulo…

Shabat Shalom
Rabino Gloiber
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O bem do mundo revelado e o bem do mundo oculto

 

 

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Na Parashá anterior AShem (D’us) dá à Moshe Rabeinu a missão de ir ao Egito avisar o povo de Israel que AShem vai tirá-los de lá, e também a missão de repassar ao faraó a ordem Divina de deixá-los sair.

 

Moshe e Aharon se encontram no Monte Sinai que fica entre Midian aonde estava Moshe naquele momento e o Egito onde estava Aharon.

 

Moshe e Aharon vão juntos ao Egito, reúnem todos os anciões, os líderes do nosso povo, e repassam à eles a mensagem Divina de que chegou a hora da redenção.

 

Os líderes do povo recebem essa mensagem com total aceitação, plena credibilidade e muita felicidade.

 

Moshe e Aharon vão ao faraó e dizem à ele:- “Assim disse AShem D’us de Israel (usando o nome de D’us de quatro letras conhecido como tetragrama), libere o meu povo para eles me fazerem uma festa no deserto”.

 

Ouvindo isso, o faraó respondeu determinadamente:-“Quem é AShem que eu tenho que ouví-lo e liberar o povo de Israel? Não sei quem é AShem e o povo de Israel não vou liberar”.

 

O faraó era o maior especialista em religiões do mundo e todo o nosso povo morava naquele país haviam 210 anos.

 

Ele sabia quem era o nosso D’us, mas esse nível de revelação Divina representado por esse nome de D’us ele não conhecia.

 

O que ele conhecia é o nome de Elokim que foi o nome de AShem que Yossef tinha usado quando se referiu à D’us. Mas esse nome de AShem de quatro letras o faraó não conhecia.

 

Ou seja, o nome de D’us que o faraó conhecia era o nome Elokim que representa D’us oculto na natureza.

 

Ou seja,você guarda o trigo dos anos bons para ter o que comer nos anos ruins. Esse nível de revelação Divina o faraó conhecia.

 

Mas o nome de AShem de quatro letras que representa exatamente o contrário, ou seja, a comida cai do céu e se você arar a terra você está se prejudicando porque ela cai no buraco, esse nível de revelação Divina de D’us ajuda a quem não se ajuda e se você tentar se ajudar você vai estar atrapalhando a ajuda Divina, esse nível de AShem ele não conhecia.

 

Nosso povo estava escravizado no Egito, o governo trazia para eles palha e eles faziam tijolos.

 

O faraó cancelou a participação do governo com a palha sem reduzir a cota de tijolos que nosso povo era obrigado a fazer, usando como argumento o fato de eles estarem com muito tempo livre e por isso estarem pensando em fazer uma festa no deserto.

 

A consequência disso foi que nosso povo teve que se espalhar pelo Egito à procura de palha e os responsáveis pelo povo foram açoitados por não estarem conseguindo entregar a cota de tijolos exigida pelo governo.

 

Moshe pergunta à AShem:- “Por que você fez a situação do povo piorar, e para que você me mandou para lá? Desde que eu vim ao faraó falar em seu nome ele piorou a situação do povo e você não os salvou”!

 

AShem responde à Moshe :
-” Agora você vai ver o que eu vou fazer para o faraó…”

 

A Guemará explica que AShem está dizendo para Moshe que agora ele iria ver o que AShem iria fazer para o faraó, mas que futuramente ele não iria ver o que AShem iria fazer para os 31 reis da terra de Canaã

 

Ou seja, Moshe recebeu um castigo pela observação que fez, mas não uma resposta para a sua pergunta.

 

AShem não disse para Moshe que aparentemente perdemos uma batalha mas não perdemos a guerra

 

Simplesmente AShem quis dizer para Moshe que ele não é como Avraham ao qual AShem prometeu que iria dar tanto à ele quanto à sua descendência a terra onde ele estava, mas para enterrar a própria esposa teve que comprar um túmulo por uma exorbitância, e mesmo assim não reclamou.

 

Ou como Itzhak, que AShem disse para ele morar naquela terra, e quando seus servos precisaram de água tiveram que brigar com os pastores filisteus de Grar e mesmo assim Itzhak não reclamou.

 

Ou como Yaakov que AShem disse à ele:- “A terra onde você está deitado para você eu vou dar”, mas quando ele precisou de um lugar para montar sua tenda ele precisou comprá-lo por uma exorbitância, e não reclamou!

 

AShem responde para Moshe que por ele ter reclamado ele vai ver os milagres que AShem vai fazer a ponto de o faraó expulsar nosso povo do Egito antes mesmo de conseguirmos preparar comida para levar, mas ele não vai ver os milagres que AShem vai fazer para nos colocar dentro da “Terra Santa”.

 

Em outras palavras, Moshe fez uma pergunta e o que AShem respondeu à ele ainda não foi a resposta para a sua pergunta.

 

Nossa Parashá começa com a continuação da conversa entre AShem e Moshe, e agora AShem dá à Moshe Rabeinu a resposta à sua pergunta.

 

AShem diz para Moshe que se revelou para Avraham, Itzhak e Yaakov com o nome de E-l Sha-dai, mas esse nome pelo qual ele está se revelando para Moshe não revelou para eles.

 

Ou seja, ele não se revelou para eles nesse nível elevadíssimo que ele está se revelando para Moshe.

 

No nível de revelação Divina representado pelo nome de E-l Sha-dai, AShem pôde prometer que vai dar à eles a Terra Santa, mas esse nível de revelação ainda não era o suficiente para eles receberem esse lugar na prática.

 

Na continuação AShem diz para Moshe :-“Agora diga ao povo de Israel que eu sou AShem (representado pelo nome de quatro letras indicando uma revelação Divina elevadíssima) e tirei vocês debaixo do sofrimento do Egito, e salvei vocês do trabalho deles, e redimi vocês com grandes milagres”.

 

No lugar de dizer “e vou tirar”, a linguagem do versículo é “e tirei”, nos indicando que a parte principal já aconteceu, o que nos leva à profundidade desse assunto.

 

🌻🌻🌻🌻

 

O bem do mundo revelado e o bem do mundo oculto

 

Entre o mundo de Atzilut, o mundo espiritual mais elevado, e o mundo de Briá que está abaixo dele, existe uma grande ocultação à qual chamamos de “Tzimtzum”.

 

O mundo de Atzilut em relação ao mundo de Briá é o “mundo oculto”.

 

Uma bondade Divina que chega para nós do mundo revelado, ou seja, do mundo de Briá, desce para nós de forma revelada.

 

Um bem revelado, visível e palpável, como AShem (D’us) explica para Moshe na nossa Parashá, que para os nossos patriarcas ele se revelou com o nome de E-l Sha-dai ( Kel Shakai) que é a revelação Divina no nível de mundo da Briá.

 

Nesse nível AShem prometeu que iria dar à eles e à sua descendência a terra onde eles estavam, a terra de Canaã, a futura terra de Israel.

 

Nesse nível eles puderam receber a promessa Divina de que essa terra seria deles, mas ainda não tinham como recebê-la na prática sendo que para recebê-la na prática eles precisaríam de milagres sobrenaturais que tem como fonte o mundo de Atzilut, o mundo oculto.

 

Uma bondade Divina que chega para nós do mundo oculto, ou seja, do mundo de Atzilut que está oculto do mundo de Briá por meio do primeiro Tzimtzum, é uma bondade Divina infinitamente maior, mas ela não tem como descer para esse mundo de forma revelada.

 

Ela só consegue descer para esse mundo em uma embalagem de sofrimento.

 

Quando esse sofrimento chega, é sinal de que essa bondade oculta que é infinitamente maior do que a bondade revelada já está lá, mas ainda de forma oculta.

 

E quando a embalagem é aberta, ou seja, quando passa o sofrimento, essa bondade Divina se revela com toda a sua intensidade, e isso foi o que aconteceu no Egito.

 

Quando a bondade Divina do mundo oculto desceu para esse mundo, a primeira manifestação dela foi o aumento dos sofrimentos, e isso era o sinal de que a redenção do Egito já desceu para o nosso mundo e já começou a acontecer.

 

Moshe Rabeinu perguntou para AShem por que ele fez o mal ao povo e não os salvou.

 

AShem responde para Moshe na nossa Parashá que aqui ele está se revelando com o nome representado pelo tetragrama, uma revelação infinitamente maior do que a revelação que tiveram nossos patriarcas.

 

E por ser uma revelação infinitamente maior ela começou em forma de sofrimentos.

 

E por isso AShem diz para Moshe:-“Agora diga ao povo de Israel que eu sou AShem… (representado pelo nome de quatro letras que indica uma revelação Divina elevadíssima) e tirei vocês debaixo do sofrimento do Egito, e salvei vocês do trabalho deles, e redimi vocês com grandes milagres”.

 

Essas coisas ainda não tinham acontecido nessa hora mas já tinham descido para o mundo, e por isso AShem pede para Moshe repassar para nós esse versículo em uma linguagem de tempo presente e não de tempo futuro.

 

Ou seja, naquele instante toda essa bondade Divina já tinha descido para esse mundo, e a prova disso é que os sofrimentos começaram.

 

A continuação dela são os milagres sobrenaturais infinitamente maiores do que os milagres que aconteceram aos nossos patriarcas

 

Isso também acontece com cada um de nós.

 

Muitas vezes recebemos lá de cima verdadeiros milagres que por serem do mundo oculto são muito maiores do que os milagres do mundo revelado, mas só conseguem descer para esse mundo em uma embalagem de sofrimentos.

 

Depois que passa a embalagem, o milagre se revela em toda a sua intensidade.

 

Por incrível que pareça, muitas vezes continuamos pensando na embalagem de sofrimentos que já se desfez e não temos tempo para ficarmos felizes com o grande milagre que surgiu como consequência dela.

 

Fazemos da embalagem de sofrimentos o principal e do seu conteúdo de milagres o secundário, uma verdadeira “prisão de ventre” espiritual.

 

Então vamos ser espertos e depois de “descascarmos o abacaxi” vamos esquecer imediatamente das cascas que se passaram e nos focarmos na fruta que estava dentro dela!

 

Torá na prática:

 

Agradecendo à D’us por uma coisa ruim

 

Temos que fazer uma bênção agradecendo à D’us por uma coisa ruim que acontece para nós com o mesmo entusiasmo que agradecemos à D’us por uma coisa boa, como diz o Rambam: “Somos obrigados a agradecer por uma coisa ruim que nos acontece com a mesma alegria que agradecemos por uma coisa boa, como está escrito e você vai amar AShem seu D’us com tudo o que ele te der”

 

Assim fazemos passar bem rápido o lado ruim da coisa boa e já começamos a usufruir dessa grande alegria mesmo antes de vê-la, simplesmente pelo fato de ela já estar aqui 🌻

 

 

Rabino Gloiber
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Os nomes de D’us

Na nossa Parashá D’us diz à Moshe que se revelou aos patriarcas com o nome de E-l Sha-dai (falamos Kel Shakai para não falar um nome de D-us em vão) e seu nome Y-H-V-H (o que chamamos de AShem que quer dizer “o Nome”) não revelou para eles.D’us está acima de todos os nomes, o que chamamos de “extrema simplicidade”, mas mesmo que sua essência está acima de todos os nomes, mas no lugar aonde você encontra a sua grandeza você encontra a sua humildade.

 

Por isso ele desce ao nível dos receptáculos das dez Sefirot de Atzilut e lá é chamado de E-L (Kel) na Sefirá da Hessed e Elo-him (Elokim) na Sefirá da Guevurá , em cada aspecto de revelação ele é chamado com um nome diferente.Quando a revelação Divina é diferente , queremos dizer com isso que o comportamento Divino em relação ao mundo também é diferente.

 

Rabi Avraham Ben Meir Ibn Ezra foi um grande Tzadik que nasceu na Espanha no século 11 , fugiu dos árabes que perseguiram os judeus e viveu uma vida de muitas e longas viagens divulgando a Torá por muitos lugares.

 

Ele nos explicou que existem três níveis de comportamento Divino diferentes :Quando D’us é chamado de Elokim (trocamos a letra h pela letra K porque esse é um dos sete nomes de D’us que não podem ser apagados e nem falados em vão) isso quer dizer que Ele está atuando somente de acordo com as leis de natureza , dirigindo o mundo por meio de um sistema astrológico que aciona toda a natureza não levando em conta as nossas ações sendo elas boas ou não. (dentro disso os astrólogos antigos conseguiam saber antecipadamente certas coisas que iriam acontecer sendo que esse comportamento Divino independe das nossas ações)

 

Quando D’us é chamado de Kel Shakai (novamente trocamos a letra h pela letra K porque esse é um dos sete nomes de D’us que não podem ser apagados e nem falados em vão) isso quer dizer que Ele está atuando de maneira sobrenatural mas totalmente dentro da natureza.Nesse nível ele está levando em conta nossas ações e fazendo a natureza agir à nosso favor quando nos comportamos bem (e o contrário está subentendido) , nos fazendo verdadeiros milagres mas totalmente revestidos na natureza, e esse foi o comportamento Divino com os Patriarcas.

 

Nesse nível de revelação D’us pode prometer milagres sobrenaturais mas eles ainda não acontecem na prática , e por isso nosso patriarca Avraham até o túmulo da própria esposa teve que comprar por uma exorbitância mesmo que AShem tinha prometido à ele aquela terra.

 

Quando D’us é chamado de Avaie [Y-H-V-H] (vamos falar AShem), isso quer dizer que Ele está atuando de maneira sobrenatural , surreal com milagres revelados que não tem nenhuma conexão com a natureza como no caso das dez pragas ,(mesmo aquelas que superficialmente parecem naturais tem um fundo totalmente sobrenatural) Esse comportamento Divino não depende de nenhuma forma das nossas ações boas ou não mas sim da nossa origem.

 

Esse nível de revelação é específico para o povo de Israel, como o próprio D’us diz para Moshe que vai cumprir o que prometeu à Avraham , ou seja , recebemos os milagres sobrenaturais no Egito porque éramos descendentes de Avraham.

 

Não pelo nosso próprio mérito mas sim pela essência de sermos judeus que é relacionada à nossa Alma.

 

Conclusão: hoje que se passaram mais de 3335 anos da saida do Egito vimos que o único povo que saiu de lá dessa maneira sobrenatural fomos nós.

 

Mesmo que o continente africano sempre foi cheio de genocídios interpopulacionais e muitos povos tiveram que fugir de um lado para o outro, e com certeza a Divina providência levou em conta as ações de cada um e o comportamento Divino é “midá knegued midá”Mas milagres sobrenaturais como o rio Nilo se transformar em sangue ou uma grande rã dar origem à milhões de rãs que entravam nos fornos , contrário da natureza animal, ou a terra se transformar em piolhos, isso só aconteceu por causa de nós.

 

Não por causa das nossas ações mas por causa das nossas almas judias. AShem atendeu aos gritos do nosso povo para antecipar os milagres sobrenaturais que já estavam prometidos .

 

O mesmo acontece agora que estamos antes da Gueulá, nossa Redenção final .

 

Até agora os milagres do Egito tinham sido os maiores e mais surreais que a humanidade já presenciou, mas a nossa Gueulá vai colocar os milagres do Egito em segundo plano de tão sobrenaturais que vão ser.

 

Então pra que esperar , vamos fazer como os nossos ancestrais no Egito e gritar, pedir para AShem nos tirar do exílio já!

 

 

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Dar os nossos gritos agora e antecipar para imediatamente os maiores milagres sobrenaturais que o mundo nunca viu!!

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O que representam os nomes de D’us ?

Na nossa Parashá D’us diz à Moshe que se revelou aos patriarcas com o nome de E-l Sha-dai e seu nome Y-H-V-H que chamamos de AShem que quer dizer “o Nome” não revelou para eles.

 

D’us está acima de todos os nomes, o que chamamos de “extrema simplicidade”, mas mesmo que sua essência está acima de todos os nomes, no lugar onde você encontra a sua grandeza você encontra a sua humildade

 

Por isso ele desce ao nível dos receptáculos das dez Sefirot de Atzilut e lá é chamado de E-L na Sefirá da Hessed e Elo-him na Sefirá da Guevurá , em cada aspecto de revelação ele é chamado com um nome diferente.

 

Quando a revelação Divina é diferente , queremos dizer com isso que o comportamento Divino em relação ao mundo também é diferente.

 

Rabi Avraham Ben Meir Ibn Ezra foi um grande Tzadik que nasceu na Espanha no século 11 , fugiu dos árabes que perseguiram os judeus e viveu uma vida de muitas e longas viagens divulgando a Torá por muitos lugares.

 

Ele nos explicou que existem três níveis de comportamento Divino diferentes :

 

Quando AShem (D’us) é chamado de Elo-im isso quer dizer que Ele está atuando somente de acordo com as leis de natureza , dirigindo o mundo por meio de um sistema astrológico que aciona toda a natureza não levando em conta as nossas ações sendo elas boas ou não. (dentro disso os astrólogos antigos conseguiam saber antecipadamente certas coisas que iriam acontecer sendo que esse comportamento Divino independe das nossas ações)

 

Quando D’us é chamado de E-L Sha-dai, quer dizer que Ele está atuando de maneira sobrenatural mas totalmente dentro da natureza.

 

Nesse nível ele está levando em conta nossas ações e fazendo a natureza agir à nosso favor quando nos comportamos bem (e o contrário está subentendido) , nos fazendo verdadeiros milagres mas totalmente revestidos na natureza, e esse foi o comportamento Divino com os Patriarcas.

 

Nesse nível de revelação D’us pode prometer milagres sobrenaturais mas eles ainda não acontecem na prática , e por isso nosso patriarca Avraham até o túmulo da própria esposa teve que comprar por uma exorbitância mesmo que AShem tinha prometido à ele aquela terra.

 

Quando D’us é chamado de Avaie [Y-H-V-H] (vamos falar AShem), isso quer dizer que Ele está atuando de maneira sobrenatural , surreal com milagres revelados que não tem nenhuma conexão com a natureza como no caso das dez pragas ,(mesmo aquelas que superficialmente parecem naturais tem um fundo totalmente sobrenatural)

 

Esse comportamento Divino não depende das nossas ações boas ou não, mas sim da nossa origem.

 

Esse nível de revelação é específico para o povo de Israel, como o próprio D’us diz para Moshe que vai cumprir o que prometeu à Avraham.

 

Ou seja, recebemos milagres sobrenaturais no Egito porque éramos descendentes de Avraham.

 

Não pelo nosso próprio mérito mas sim pela essência de sermos judeus que é relacionada à nossa alma.

 

Conclusão: hoje que se passaram quase 3340 anos da saída do Egito, vimos que o único povo que saiu de lá dessa maneira sobrenatural fomos nós.

 

Mesmo que o continente africano sempre foi cheio de genocídios interpopulacionais e muitos povos tiveram que fugir de um lado para o outro.

 

E com certeza a Divina providência levou em conta as ações de cada um, e nesse caso o comportamento Divino é na base da “midá knegued midá”, medida por medida.

 

Mas milagres sobrenaturais como o rio Nilo se transformar em sangue ou uma grande rã dar origem à milhões de rãs que entravam nos fornos , contrário da natureza animal, ou a terra se transformar em piolhos, isso só aconteceu por causa de nós.

 

Não por causa das nossas ações mas por causa das nossas Almas Judias.

 

AShem atendeu aos gritos do nosso povo para antecipar os milagres sobrenaturais que já estavam prometidos .

 

O mesmo acontece agora que estamos antes da Gueulá, nossa Redenção final .

 

Até agora os milagres do Egito que até agora foram os maiores e mais surreais que a humanidade já presenciou, vão passar para segundo plano em relação a Gueulá, de tão sobrenaturais que vão ser os milagres que vão acontecer na nossa Gueulá a ponto de os milagres do Egito se tornarem secundários a ela.

 

Então pra que esperar , vamos fazer como os nossos ancestrais no Egito e gritar, pedir para AShem nos tirar do exílio já!

 

Dar os nossos gritos agora e antecipar para imediatamente os maiores milagres sobrenaturais que o mundo nunca viu!!

 

 

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A Parashá da Minha Vida 🌻 Shemot

Shemot

 

Nossa Parashá nos conta sobre o exílio do nosso povo no Egito.

 

O Zohar compara esse exílio e a saída dele, aos nossos exílios posteriores.

 

O profeta Yeshaiahu (Isaías), descreve a saída do Egito como algo que AShem (D’us), fez com a maior facilidade.

 

As guerras antigas no Oriente Médio eram feitas por meio de cavaleiros montados em cavalos. O profeta Yeshaiahu (Isaías) traz um exemplo para facilitar o entendimento desse assunto:

 

Ele descreve a revelação Divina no Egito como estando AShem “montado em uma nuvem leve” no lugar do cavalo.

 

Após descrever com que leveza AShem se revelou no Egito, ele descreve que todos os ídolos do Egito se balançaram na frente dele.

 

Nos mostrando que AShem não precisa fazer nenhum “esforço” para destruir até mesmo as superpotências mundiais.

 

O Zohar explica que todos os governantes mais poderosos do mundo e também todos os seus povos inteiros são considerados como nada diante de AShem, como diz o profeta Daniel: “E todos os habitantes da Terra como um nada são considerados”.

 

Mesmo que a nossa saída do Egito tenha acontecido por meio de pragas enormes e de maneira sobrenatural, tudo isso é descrito pelo profeta como um “cavalgar em uma nuvem leve”.

 

Mostrando que AShem, não precisa de qualquer esforço para destruir mesmo as maiores potências mundiais.

 

O que motivou AShem a se revelar pessoalmente para destruir o Egito, se ele poderia fazer isso por meio de um Anjo ou por meio de qualquer outro fator?

 

Diz o Zohar que o motivo para isso é que AShem é comparado ao Rei, e nós somos comparados à Rainha.

 

Por isso o Rei fez questão de vir pessoalmente salvar a Rainha, a fim de demonstrar o seu grande amor por ela.

 

Dessa mesma forma, AShem vai se revelar no final do exílio de Edom que é o nosso exílio atual.

 

Mas sendo que esse nosso exílio atual foi mais longo do que os anteriores, e o nosso sofrimento foi mais intenso, a honra que o Rei dará para a Rainha dessa vez será muito maior, e a revelação Divina acontecerá com muito mais intensidade.

 

Em nossa redenção final, que já está para acontecer, além de o Rei vir pessoalmente salvar a Rainha em honra a ela, ele também mostrará a sua força ao mundo, porque isso enobrece ainda mais a Rainha.

 

Na redenção da Babilônia, quando as tribos de Yehudá e Beniamin saíram do exílio e construíram o segundo Beit a Mikdash, os milagres sobrenaturais não aconteceram a ponto de precisarem da autorização do rei da Pérsia para construir o Beit a Mikdash.

 

O motivo para isso foi que aquela redenção não era uma redenção final, sendo que as dez Tribos perdidas continuaram perdidas.

 

E também o comportamento do nosso povo naquela época não justificou que grandes milagres fossem feitos porque estavam em processo de assimilação entre os povos locais.

 

Diferente do Egito onde a redenção naquela época aconteceu para todo o nosso povo e eles estavam bem diferenciados dos egípcios, como está escrito: “O povo de Israel entrou no Egito” e “O povo de Israel saiu do Egito”.

 

Mas no exílio de Edom, nosso exílio atual, AShem quer revelar a Sua honra no mundo.  Levantar a Rainha definitivamente e tirar dela todos os vestígios de que um dia ela estava exilada.

 

Isso inclui a volta das nossas dez tribos perdidas e também a volta dos descendentes de todos os judeus que se assimilaram entre os povos do mundo por causa das cruzadas e da inquisição.

 

O estado de Israel e a nossa redenção final

 

O atual estado de Israel não está nos critérios mencionados acima, e não representa nem a nossa redenção final e nem o começo dela.

 

Israel é uma grande comunidade judaica no oriente médio, a segunda maior comunidade judaica depois dos Estados Unidos e nada mais do que isso.

 

O local onde será construído nosso futuro Beit a Mikdash, o Templo Sagrado de Jerusalém,  atualmente é um patrimônio tombado da Unesco que não permitiria ao governo de Israel construir lá o nosso futuro “Templo Sagrado de Jerusalém”.

 

A região de Israel chamada de Judéia que por causa dela somos chamados de Judeus, sempre foi a região mais importante do nosso país.

 

Herança da tribo de Judá onde estão tanto o espaço onde estiveram no passado o primeiro e segundo Beit a Mikdash e nele será construído o nosso terceiro Beit a Mikdash, quanto o lugar onde se encontram os túmulos dos patriarcas do nosso povo.

 

Os povos do mundo nos tiraram o direito de anexar essa região ao estado de Israel e também pressionaram o estado de Israel para transformar a Judéia em autonomia Palestina, e hoje o status internacional da Judéia é o de “território ocupado”. Ocupado por quem? Pelos próprios donos do lugar que somos nós!

 

O “PARTO DA GUEULÁ”

 

Diz o Zohar: “Coitado de quem estiver vivendo na época em que acontecer a nossa redenção final”.

 

Coitado de quem estiver contra nós, quando acontecer a profecia do profeta Yeshaiahu (Isaías ) que diz:

 

“Abane o pó, levante e venha sentar no seu trono Yerushalaim (Jerusalém), tire as correntes que estão prendendo o seu pescoço”.

 

Quem é o rei e o povo que poderá desafiar AShem nessa hora? Pergunta o Zohar.

 

O Zohar também nos explica que o fato de os ídolos do Egito terem caído frente a mínima revelação Divina, foi devido à anulação lá em cima dos anjos do lado impuro que eram responsáveis pelas forças ocultas da idolatria egípcia. Esse foi o motivo de elas desaparecerem aqui em baixo.

 

E assim também vai acontecer em breve na nossa Gueulá, só que em uma intensidade infinitamente maior.

 

De todo lugar onde fomos exilados, AShem vai nos tirar. E não só isso, mas AShem também vai cobrar daqueles povos o mal que eles fizeram para nós.

 

Os descendentes dos judeus, que estão misturados com esses povos, incluindo nossas dez tribos perdidas, vão ser redimidos e aqueles povos que nos fizeram o mal serão castigados por terem nos maltratado.

 

Da mesma maneira que as gerações que causaram o dilúvio, fizeram a Torre de Bavel e Sodoma e Gomorra, se reencarnaram como o nosso povo no Egito para receber a sua retificação, assim também vai acontecer para aqueles povos que nos fizeram o mal, mesmo que esse mal foi feito no passado e eles já não estão mais vivos.

 

Eles pessoalmente se reencarnarão e estarão presentes na última geração. Eles próprios receberão o castigo que está decretado para eles, sendo que os filhos não pagam pelos pecados dos pais.

 

E esses povos são os portugueses e espanhóis que viveram na época da inquisição, os ingleses, franceses e alemães que viveram na época das cruzadas, os romanos da época da destruição do segundo Beit Hamikdash, os babilônios da época da destruição do primeiro Beit Hamikdash e os assírios da época da destruição do reino de Israel, que era o país das nossas dez Tribos perdidas.

 

Eles vão se reencarnar no meio dos nossos inimigos e não necessariamente como Assírios e babilônios ou portugueses e espanhóis.

 

Nem precisamos falar sobre o que passamos na Europa desde a época do império romano  os alemães que fizeram o holocausto e os europeus que ajudaram eles a nos exterminar, até o antissemitismo moderno em todas as suas diversas expressões.

 

Todos eles vão se reencarnar na última geração que é a nossa geração, e pessoalmente irão desafiar o Mashia’h com seus exércitos e assim receber o castigo pelo mal que nos fizeram em todas as épocas. Ou seja, eles já estão aqui em idade adulta!

 

E da mesma forma que Moshe Rabeinu (Moisés, nosso mestre) não precisou de um exército para lutar contra o faraó, o Mashia’h também não vai precisar de um exército para lutar contra esses povos.

 

Porque AShem vai lutar por ele, e com muito mais intensidade do que qualquer bomba atômica poderia ter.

 

Porque eles são a reencarnação daquelas pessoas que nos fizeram o mal durante todos os nossos mais de 3.300 anos de história.

 

O Zohar dá ênfase no castigo que esses povos vão receber, comparando a nossa redenção final à saída do Egito dizendo:

 

Se até os egípcios que nos receberam entre eles e nos deram a melhor parte do seu país que era a terra de Goshen.

 

E mesmo que nos maltrataram no exílio não desceram ao nível de roubar os nossos bens. Não roubaram nosso dinheiro e nem a terra que eles nos deram.

 

Mas por terem nos maltratado no exílio foram julgados pelo tribunal Divino e receberam todas aquelas pragas.

 

Quanto mais os Assírios, os babilônios e os romanos que vieram nos atacar sem motivo.

 

Nos assassinaram, roubaram nossas terras e nossos bens e nos exilaram em todos os cantos do mundo.

 

Por isso, na Gueulá final AShem vai revelar a Sua honra em sua maior intensidade, e o castigo que eles receberão será muito maior do que o que receberam os egípcios antigos.

 

O Rebe deixou claro que nós somos essa última geração, nós somos a geração da Gueulá.

 

E nós próprios veremos os milagres que vão acontecer em breve em nossos dias que serão infinitamente maiores do que aqueles que aconteceram no Egito, como dizem nossos Sábios:

 

Os milagres da Gueulá serão chamados de milagres relativos a milagres.

Ou seja, imagine o nosso povo atravessando o Mar Vermelho como se fosse uma coisa normal, e Moshe dizer para eles que daqui a pouco vão acontecer milagres!

 

Esses milagres têm que ter uma intensidade tão grande, que em relação a eles qualquer milagre sobrenatural que aconteceu antes disso não seria mais chamado de milagre!

 

Por isso, diz o profeta Ye’hezkel, na Gueulá futura, brevemente em nossos dias, AShem (D’us) vai se revelar em tal nível de grandeza que causará o reconhecimento do mundo inteiro.

 

 

Shabat Shalom 🌻

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

O motivo dos nossos sofrimentos

No final da nossa Parashá nosso povo se espalha pelo Egito a procura de palha para conseguir trazer a cota de tijolos decretada pelo faraó.

 

Esse decreto de “amargaram nossa vida com cimento e tijolos” já é citado no começo da Parashá

 

A regra da Torá é de que para uma coisa ser decretada aqui embaixo, primeiro ela tem que ser decretada lá em cima.

 

O motivo desse decreto ter acontecido aqui em baixo foi o fato de aquela geração que causou o dilúvio ter se reencarnado posteriormente para consertar o que fez de errado, e no lugar disso fizeram a Torre de Babel para provar cientificamente ao mundo que D’us não existe e consequentemente é permitido fazer qualquer coisa ruim sendo que D’us não dirige o mundo e não nos dá nenhum castigo por nossas más ações.

 

O Anjo Gavriel fez com que eles começassem a falar setenta línguas diferentes para se espalharem e pararem de construir a torre.

 

Naquela época eles não receberam nenhum castigo pelo que fizeram sendo que teriam ainda uma chance de retificação de maneira positiva

 

Essa chance aconteceu na época de Sodoma e Gomorra. Eles se reencarnaram novamente e se tornaram os “simpáticos” habitantes daquela região, conheciam o seu criador mas optaram por agir contra ele.

 

Agora que eles se reencarnam no Egito, o faraó faz o decreto dos “trabalhos forçados”, dando o trabalho dos homens para as mulheres e o das mulheres para os homens, novamente a coisa ruim que vem nos purificar acontece por meio da pessoa ruim, o faraó.

 

No começo da Parashá aparece o decreto de amargurar a nossa vida por meio de cimento e tijolos, e no final a Parashá conta que nosso povo teve que se espalhar pelo Egito inteiro por causa desses tijolos.

 

Nos indicando assim o final do conserto dessas Almas e o começo da sua redenção, sendo que o fato de eles terem se espalhado também aconteceu no final da história da torre de Bavel que eles estavam agora retificando.

 

Antes de uma criança nascer, a mãe sente dores que não sentiu durante toda a gravidez. Aqui também, sendo que a retificação dessas Almas terminou e a redenção delas vai começar, os sofrimentos ficaram maiores, nos mostrando que a saída do Egito agora está na porta!

 

Tudo que vimos anteriormente é uma regra geral da Torá e se aplica também à cada um de nós na nossa vida particular.

 

Cada um de nós passa nesse mundo por sofrimentos relativos ao que fizemos nas reencarnações anteriores como aconteceu com o povo de Israel que nasceu no Egito, e quando esse processo chega ao seu final, o sofrimento fica um pouco maior. Vamos chamar isso de “dores de parto”.

 

Por isso não devemos nos desanimar quando passamos por algum sofrimento, e principalmente quando esse sofrimento aparenta ter aumentado um pouco, sendo que isso é a maior prova de que ele já está para terminar.

 

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

Reconhecimento humano e reconhecimento Divino

 

Nossa Parashá nos conta que “O rei do Egito conversou com as parteiras judias e o nome de uma era Shifra e o nome da outra era Pua… ”

 

Essa linguagem por mais linda que seja não é a linguagem usual da Torá e isso nos indica que por trás dela existe um ensinamento oculto.

 

Geralmente a Torá chama qualquer rei do Egito de Faraó, e porque nesse caso o versículo usa o termo de “rei do Egito”?

 

As parteiras judias se chamavam Yoheved e Miriam, e porque o versículo diz que o nome de uma era Shifra e o nome da outra era Pua?

 

Rashi explica que Yoheved era apelidada de Shifra porque ela cuidava extremamente bem de cada criança que nascia, “melhorava” a criança.

 

A filha de Yoheved, Miriam, foi apelidada de Pua porque ela conversava com as crianças recém nascidas para acalmá-las.

 

As pessoas chamavam Yoheved e Miriam de Shifra e Pua lembrando a bondade que essas parteiras tinham no seu coração e se dedicavam ao seu trabalho com muito amor e carinho.

 

O faraó era conhecido pela sua imensa crueldade e com certeza não importava para ele que Yoheved cuidava bem dos recém nascidos e Miriam conversava com eles para acalmá-los.

 

Ele às chamou para lhes dar a ordem de assassinar os meninos recém nascidos, então porque ele às chamou pelo apelido que enfatizava as suas boas qualidades?

 

A estratégia do Faraó

 

Rav Moshe Weber foi um grande Tzadik que viveu em Yerushaláim na época que eu cheguei lá.

 

Ele me contou que por trás dessa linguagem se oculta a estratégia que o faraó tentou usar para persuadir essas duas mulheres extremamente boas à se tornarem duas grandes assassinas: a “estratégia do reconhecimento”.

 

Em primeiro lugar elas são convidadas pelo “Rei do Egito”, a pessoa mais importante do país mais importante, a mais alta autoridade da maior potência do mundo.

 

Lá elas recebem o reconhecimento do próprio Rei pelo maravilhoso trabalho que estão fazendo a ponto de terem recebido do povo os títulos lo de “Shifra” e “Pua” que agora serão reconhecidos e oficializados pela mais alta autoridade do país, pelo próprio Rei que às chama por esses nomes.

 

A intenção do Faraó era de que por meio disso essas pobres mulheres aparentemente tão discriminadas por não pertencerem à elite da sociedade egípcia, ficariam repletas de orgulho de si próprias e fariam de tudo para nunca perder esse reconhecimento, o “prêmio Nobel” das parteiras!

 

Agora elas estavam prestes a entrar na história! Finalmente se tornariam pessoas importantes!

 

Estando cheias de orgulho elas estariam dispostas a fazer tudo para não abrir mão desse “poder” que receberam por meio do reconhecimento oficial do faraó, estariam dispostas a fazer qualquer coisa para que o faraó não ficasse decepcionado com elas, o que poderia fazê-las perder esse reconhecimento e voltarem a ser as simples parteiras que sempre foram.

 

A proposta do Faraó

 

Depois de “amarrá-las” por meio desse “reconhecimento oficial”, o faraó faz para elas a proposta de elas se tornarem as heroínas do povo.

 

A proposta é : “Quando vocês fizerem o parto das mulheres judias, vejam na hora do parto, se é um menino vocês devem matá-lo, se é uma menina devem fazê-la viver.

 

Se a proposta do faraó era de assassinar os meninos, por que ele cita as meninas também?

 

Por trás disso se encontra a parte principal dessa estratégia. Elas não se tornarão assassinas de meninos mas sim salvadoras de meninas, e nesse caso o único jeito de salvar as meninas é matando os meninos.

 

O faraó propõe para elas que no lugar de ele fazer um decreto para assassinar toda criança judia que nascer, se elas cooperarem com o governo e assassinarem os meninos na hora do parto, elas estarão salvando as meninas, mas se não fizerem isso despertariam a fúria do faraó que poderia decretar a morte de todas as crianças.

 

E dessa forma, não só que elas perderiam o reconhecimento do faraó mas também se tornariam responsáveis pela morte das meninas, e aí é que elas seriam chamadas de assassinas de verdade e consequentemente perderiam o reconhecimento até das pessoas simples que até agora às chamavam pelos títulos de reconhecimento pelo seu lindo trabalho, Shifra e Pua.

 

Salvando a vida de todas as meninas judias e dando à elas a oportunidade de subirem na vida recebendo uma educação egípcia totalmente subsidiada pelo governo para ajudá-las a mais futuramente se casarem com maridos egípcios sendo que não haveriam mais homens judeus por causa do decreto do faraó, elas se tornariam as mulheres mais importantes do país.

 

O “yetzer a rá”, nossa má inclinação, vive de orgulho e de justificativas, ele está disposto a justificar qualquer coisa em honra ao próprio orgulho.

 

O faraó que era o principal representante do “yetzer a rá” nesse mundo já deu para elas o orgulho junto com a justificativa.

 

E assim ele estava certo de que elas não abririam mão da honra que receberam dele e usariam a justificativa de estarem salvando a vida das meninas e transformando elas de pobres judias em ricas egípcias.

 

E mesmo que para isso seriam obrigadas a matarem os meninos em prol dessa causa tão nobre, elas não seriam assassinas de meninos mas sim heroínas, salvadoras de meninas.

 

A resposta das parteiras:

 

A Parashá continua contando que as parteiras tiveram temor à D’us e não fizeram como disse à elas o Rei do Egito, mas fizeram os meninos viverem e até levando para as suas mães água e comida também .

 

Ou seja, o único temor delas era de perder o “reconhecimento Divino”.

 

O único orgulho delas era o de ter o “reconhecimento Divino” pelo o que elas estão fazendo, e nunca, D’us nos livre, trocar isso pelo inútil reconhecimento do ser humano mesmo sendo ele o ser humano mais importante da face da terra.

 

E isso vemos também na resposta que elas deram ao faraó.

 

Vendo que a sua estratégia não deu certo o faraó mandou chamá-las e perguntou:- Porque vocês fizeram isso? Fizeram viver os meninos!

 

Ou seja, não só que não mataram os meninos mas ainda levaram água e comida para as mães.

 

O faraó as chamou para retirar o seu “reconhecimento oficial” na esperança de que elas pedissem uma segunda chance para não perder o enorme orgulho de si próprias que receberam pelo reconhecimento oficial dele.

 

Mas a resposta delas foi :- As mulheres judias não são como as egípcias, elas são como as feras do campo que não precisam de parteiras, mesmo antes de chegarmos elas já dão a luz.

 

O faraó sabia que as mulheres judias chamavam as parteiras de Shifra e Pua não só porque sim precisavam de parteiras mas até mais do que isso, elas se dedicavam às parturientes muito mais do que precisavam.

 

Como agora tudo pôde ter mudado de um extremo ao outro?

 

A mensagem delas estava clara! As mulheres judias são comparadas às feras selvagens que não precisam do ser humano para cuidar delas mas são cuidadas diretamente por D’us, e toda a nossa participação nesses cuidados é totalmente decorativa.

 

Dessa maneira elas também responderam para o faraó o quanto para uma mulher judia como elas o reconhecimento dele é totalmente inútil e não faz para elas a mínima diferença, sendo que elas também são como as feras selvagens que não precisam do reconhecimento do ser humano porque são cuidadas diretamente por D’us.

 

Por isso quando Yaakov abençoou os seus filhos ele os comparou à animais selvagens como Yehudá que foi comparado à um filhote de leão, Biniamin à um lobo, Naftali à um alce e etc.

 

A Parashá continua nos contando que D’us recompensou as parteiras por elas terem tido temor à D’us e não aos seres humanos, e fez para elas “casas”.

 

Nossos Sábios explicam essa linguagem de “casas” como sendo “famílias nobres”.

 

De Yoheved saiu Aharon que se tornou o primeiro Cohen, nosso primeiro sacerdote, e Moshe que por meio dele a tribo de Levi recebeu uma importância tão grande dentro do no nosso povo.

 

De Miriam saiu o Rei David e toda a sua descendência incluindo o Mashia’h que vai ser um descendente do Rei David.

 

Não só que D’us salvou Yoheved e Miriam do faraó que poderia com certeza matá-las por elas não o terem obedecido, mas também D’us levou em conta o fato de elas terem aberto mão da falsa honra que lhes foi oferecida pelo faraó e as indenizou dando à elas uma honra verdadeira.

 

Aprendemos daqui que não devemos nos entusiasmar com a honra, com prêmios Nobel e com o reconhecimento que recebemos nos países em que as nossas comunidades se encontram.

 

Porque geralmente isso desenvolve o nosso ego muitas vezes tirando ele do nosso controle, nos fazendo concorrer com os povos do mundo para receber deles mais honra e mais reconhecimento, o que pode nos levar a fazer coisas erradas e tentarmos ser como eles para não perdermos o reconhecimento que eles nos dão.

 

Mas temos que fazer como Shifra e Pua, ter temor à D’us, saber que o importante é o reconhecimento Divino.

 

E o principal: Saber que D’us não fica devendo, e quando por motivos religiosos abrimos mão da honra e do reconhecimento que recebemos dos povos que vivemos no meio deles D’us nos recompensa e nos dá a honra e o reconhecimento verdadeiros.

 

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
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Mensagem da Parashá

D’us dirige também o pequeno mundo de cada um de nós 🌻

🌻🌻🌻 Shemot🌻🌻🌻

 

Nossa Parashá nos conta fatos da escravidão no Egito e entre eles que Moshe se revela como o defensor do nosso povo fazendo duas boas ações:

 

1- Salvou a vida de um judeu que quase morreu chicoteado mesmo que para isso Moshe teve que arriscar a própria vida matando e enterrando o egípcio que estava tentando assassinar aquele escravo judeu.

 

2- deu uma grande bronca no judeu que salvou quando o viu depois de salvo batendo em outra pessoa .

 

Quando esse ingrato recebeu a bronca , ameaçou delatar Moshe pelo próprio fato de que o único jeito de poder salvá-lo foi matando o egípcio . Moshe ficou com medo de que o incidente fosse descoberto. No próximo versículo a notícia já chega ao faraó e Moshe foge para Midian!

 

Diz o Rebe que o fato de Moshe ter ficado com medo e não ter tido segurança na proteção Divina, não ter confiado que iria acontecer o milagre de essa notícia não chegar ao faraó, o fato de ele não ter tido “Trust in G-d” isso foi o que causou para ele esse problema, mas se ele tivesse se apoiado na absoluta confiabilidade Divina isso não teria acontecido.

 

Pior ainda , ele expressou esse medo e essa preocupação com palavras mesmo sabendo que de boas ações não saem más consequências, mas se ele tivesse tido plena confiança em D’us e não se preocupasse nem um pouquinho com a situação que se encontrava, isso próprio faria com que esse fato fosse esquecido por todos e tudo estaria bem de forma boa e revelada.

 

Moral da história:De vez em quando pensamos :-“E se acontecer alguma coisa errada?

 

Nessa hora devemos nos lembrar que a única coisa errada que aconteceu foi o fato de pensarmos assim!

 

Ou seja, esse tipo de pensamento foi a coisa errada!

 

Esse pensamento é um desperdício de ânimo e esforço .

 

Devemos nos lembrar que D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e com certeza D’us vai fazer com que tudo dê certo mesmo que o ser humano não imagina como isso vai acontecer.

 

Isso não vai contra o décimo primeiro princípio da nossa fé que “o Criador recompensa aqueles que cumprem Seus preceitos eo contrário para quem os transgride”.

 

Porque quando temos a segurança de que D’us vai nos ajudar , essa segurança já é o motivo da ajuda, D’us está nos recompensando por essa Mitzvá do “Bita’hon” que consiste , não somente em acreditar que tudo o que D’us faz é para o nosso bem (Emuná) mas sim que D’us vai fazer para nós o que é bom aos nossos olhos de maneira revelada (Bita’hon) !

 

Expressamos essa confiança em D’us por meio da nossa alegria e tranquilidade por pior que seja a situação.

 

Alegria é energia!

 

Quando estamos alegres, expressamos por meio disso nossa confiança em D’us.

 

Alegria em situações preocupantes demonstram que confiamos em D’us e por isso não nos preocupamos com nada e estamos com fé total que tudo vai dar certo.

 

A atitude de estarmos alegres e confiar em D’us tem a força de mudar a realidade e fazer com que as coisas ruins desapareçam e o bem oculto no mundo se revele. Sendo assim temos que estar alegres e tranquilos o dia inteiro!

 

Cada um de nós, (tanto homens quanto mulheres) tem que se lembrar que D’us, bendito seja, não só dirige o grande mundo, mas dirige sem dúvida alguma também o pequeno mundo de cada um e um de nós.

 

E da mesma maneira que ele dirige o universo de acordo com o que ele vê que é bom para o universo, assim dessa mesma maneira ele dirige o nosso mundinho particular de acordo com o que ele está vendo que é bom para nós .

 

Temos que confiar nele que com certeza ele dirige o nosso mundo pequeno de um jeito bom.

 

Uma mãe não esquece o seu nenê no supermercado, D’us nunca se esquece de nós.

 

D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, por isso podemos começar o dia confiantes de que tudo vai dar certo, confiar no Criador e Administrador do mundo, que toma conta de cada um de nós particularmente e que não existe um lugar aonde ele não se encontra.

 

E como exemplo nos perguntamos:- Será que podemos ficar tristes quando estamos na presença de um grande e bom Rei , um Rei cheio de bondade verdadeira ?

 

Claro que nesse caso não temos mais com o que nos preocupar e do que teríamos que ter medo se estamos na sala do Rei.

 

O exemplo está claro, e principalmente pelo fato de não ser um exemplo mas sim uma verdadeira realidade, e muito mais do que no exemplo, infinitamente maior e maior, acima e acima disso.

 

Uma mãe não esquece o seu nenê no supermercado , quanto mais D’us não nos esquece por aí mas está cuidando de nós a cada instante !

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

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Mensagem da Parashá

A Parashá da Minha Vida – Vayehi

Vayehi

 

O Rei David escreve no Tehilim (Salmos 90/10) que: “os dias da nossa vida são setenta anos e se forem com Guevurot (durezas) serão oitenta anos”

 

O versículo continua com as palavras: “a melhor parte desses dias é gasta com esforço e sofrimento porque esses anos passam rápido e voando”.

 

Vemos que a expectativa de vida mundial também oscila em volta desses números.

 

O Zohar nos conta que no momento em que a pessoa falece é dada a ela, a permissão de ver a dimensão que ela não conseguia ver antes.

 

Ela vê seus parentes e amigos que já estão no Gan Éden (Paraíso), e eles se revelam para ela com a aparência que tinham neste mundo para que ela possa reconhecê-los.

 

Se essa pessoa era um “Tzadik”, todos vêm alegres ao seu encontro e o cumprimentam com a palavra “Shalom” que quer dizer paz.

 

A palavra Tzadik tem vários significados, e nesse caso se aplica a uma pessoa que passou pelo julgamento do tribunal Divino e saiu vitoriosa.

 

A aplicação desse termo em relação à pessoa que está deixando esse mundo, se refere ao fato de ela ter saído de forma justa do seu julgamento.

 

Passamos por esse julgamento no momento em que a Alma deixa o corpo.

 

Os motivos para uma pessoa sair vitoriosa do julgamento do tribunal Divino, são o fato de ela ter se arrependido em vida das coisas ruins que fez, e por isso receber um grande desconto nos sofrimentos que deveria passar para retificar essas coisas ruins.

 

Ou pelo fato de ela ter sofrido “medida por medida” e retificado dessa maneira todo o mal que fez conscientemente nesse mundo.

 

As coisas boas que uma pessoa fez para ter direito ao Gan Éden (Paraíso Espiritual), raramente se perdem.

 

Só dá para perder a Mitzvá que fizemos se a pessoa tiver se arrependido profundamente de ter cumprido aquela Mitzvá, o que geralmente não acontece por causa da essência da nossa Alma.

 

Na essência da nossa Alma se encontra um amor profundo por Hashem (D’us) mesmo que oculto, por isso não conseguiríamos nos arrepender profundamente de alguma coisa boa que fizemos.

 

Gan Éden e Guehinon

 

A retificação pelas coisas ruins que fizemos são no máximo “medida por medida”, e não mais do que isso, e não existe castigo eterno.

 

Mas para as coisas boas que fizemos recebemos uma recompensa eterna.

 

Quando a pessoa falece com o mérito da recompensa eterna, ela é recebida com muita alegria pelos seus parentes e amigos que vêm especialmente do Gan Éden que é o Paraíso para recebê-la.

 

Mas se ele foi uma pessoa ruim, as únicas pessoas que se revelam para ele no momento da morte, são as pessoas ruins que estão sendo temporariamente atordoadas no “gehinon”.

 

Esse “gehinon” é o lugar da retificação das Almas, pode ser traduzido como o “inferno Judaico”.

 

Ele é limitado para um máximo de doze meses e quando tiver a gueulá essa dimensão espiritual negativa deixará de existir.

 

Caso essa pessoa tenha sido condenada a passar algum tempo no gehinon, quando ela falece, os parentes e amigos dela que estão no gehinon vem recebê-la para acompanhá-la ao gehinon.

 

Todos aparecem para ela tristes, a recebem com um grito de dor e se despedem dela com um grito de dor.

 

Ela olha para eles e os vê como fagulhas que sobem do fogo, e ao vê-los ela também dá um grito de dor.

 

Diz Rabi Shneior Zalman, nosso primeiro Rebe: “sempre devemos nos relacionar aos sofrimentos deste mundo com muita alegria”.

 

Porque não existe sofrimento de verdade, a não ser o do gehinom.

 

Um pouquinho de sofrimentos neste mundo nos livra dos verdadeiros sofrimentos que são os sofrimentos do gehinom.

 

Mesmo sendo o gehinom limitado a 12 meses e não mais, a intensidade dele é muito grande e uma hora lá equivale a setenta anos dos maiores sofrimentos aqui nesse mundo.

 

O “passeio” da Alma

 

Como vimos anteriormente a pessoa que faleceu e está a caminho do Gan Éden é recebida por todos os seus parentes e amigos que estão no Gan Éden.

 

Depois que todos os parentes e amigos se encontram com muita alegria com essa pessoa, eles a elevam para um passeio lá no mundo de cima e mostram o lugar que está reservado para ela no Gan Éden, no Paraíso.

 

Depois ela volta para este mundo para participar do enterro do seu corpo.

 

A Shivá

 

Rabi Yehuda no Zohar, nos conta que após o enterro do corpo, a Alma ainda continua sete dias neste mundo.

 

Todos esses sete dias ela vai da sua casa para o seu túmulo e do seu túmulo para a sua casa, e fica enlutada pelo seu corpo que morreu.

 

Ela se senta dentro de sua casa e vê que todos estão tristes e enlutados, e fica enlutada com eles também.

 

Depois de sete dias ela vai para o seu caminho.

 

Em primeiro lugar, ela chega ao túmulo dos nossos três patriarcas.

 

Esse lugar fica na cidade de Hevron em Israel e é chamado de Mearat a Ma’hpela.

 

Lá, diz o Zohar, ela: “vê o que vê” e “sobe para o lugar que sobe” até chegar ao Gan Éden HaTahton, ao baixo Paraíso.

 

Lá no baixo Paraíso ela encontra os Kruvim que são os anjos guardiões do Gan Éden. Se ela tem o mérito de entrar, eles liberam a entrada dela.

 

A Alma é comparada à Luz, e para ela usufruir do Gan Éden ela precisa de um corpo que é o receptáculo da luz.

 

Da mesma forma que ela precisou do corpo material para interagir aqui no nosso mundo material, ela precisa de um corpo espiritual para usufruir do mundo espiritual, do Gan Éden.

 

Entrando lá ela se encontra com os Anjos Mihael, Gavriel, Uriel e Refael segurando para ela um corpo espiritual lindo feito pelos mandamentos Divinos que ela cumpriu nesse mundo.

 

Aqui no nosso mundo material temos um corpo feito com os elementos básicos do mundo material que são o fogo, o vento, a água e a terra.

 

No Gan Éden a Alma recebe um corpo espiritual feito para ela com quatro elementos básicos espirituais no mérito dos Mandamentos Divinos que ela cumpriu aqui nesse mundo.

 

Ela se reveste nesse corpo espiritual com muita alegria, e assim ela entra no Gan Éden HaTahton, no baixo Paraíso, onde uma hora lá equivale a setenta anos dos maiores prazeres aqui.

 

Ela fica lá até subir ao Gan Éden HaElion, o alto Paraíso, onde uma hora lá equivale a setenta anos dos maiores prazeres no Gan Éden a Tah’ton.

 

Para entendermos essa passagem do Zohar, precisamos primeiro entender o conceito cabalístico de luzes e receptáculos.

 

D’us é a essência do bem e a natureza do bem é fazer o bem.

 

O Zohar chama a revelação Divina de “a Luz Infinita”.

 

A partir do nível chamado de a “Essência Divina” começa uma descida.

 

A primeira etapa dessa descida é a grande ocultação chamada de “o grande tzimtzum” que é a primeira raiz dos “receptáculos”.

 

A partir do nível “Essência Divina”, cada descida de nível nesse desencadeamento é um paralelo de “luzes” e “receptáculos” até o mundo de Atzilut onde finalmente começamos a existir, e nos tornamos “parte de D’us”.

 

Em Atzilut chegamos ao nível no qual deixamos de ser o “brilho do Sol no Sol”; e já recebemos nossa identidade própria. Lá nos tornamos “Parte de Hashem” e podemos dizer que lá é a raíz da nossa Alma.

 

A alma animal

 

A primeira alma a entrar e se revelar no nosso corpo é chamada de alma animal, e está vinculada ao sangue onde acontece a principal revelação dela.

 

A Guemará nos conta que no momento em que uma mãe engravida, aquela futura criança recebe uma alma.

 

Ou seja, uma alma animal do nível deste mundo onde o bem e o mal estão misturados é colocada nesse óvulo que está sendo fecundado e assim aquele óvulo se torna um embrião. Mas se a alma não é colocada nesse óvulo ele vira uma menstruação.

 

Essa alma animal está revestida em todo o corpo e também o envolve por fora, mas a principal revelação dela é no sangue. No lado esquerdo do coração, que bombeia o sangue oxigenado para todo o corpo.

 

Sendo que a alma animal, é uma alma espiritual, podemos fazer transfusões de sangue, transplante de coração, e mesmo assim ela continua no nosso corpo.

 

A Neshamá, nossa Alma Divina

 

Uma segunda Alma é dada à cada judeu e também à quem faz uma conversão kasher ao judaísmo.

 

Ela já estava vinculada à essa pessoa desde que a alma animal foi colocada nela.

 

Essa segunda Alma é chamada de Neshamá, ela é a nossa Alma Divina.

 

No começo ela está no nosso corpo de maneira “envolvente”.

 

Ou seja, ela está no nosso corpo, mas não está “revestida” nele. Portanto, não recebe a influência das coisas “ruins” que fazemos.

 

Quando uma menina faz doze anos ou um menino faz treze anos, nossa Alma Divina, que somos nós próprios, deixa a condição de “envolvente” e se reveste na alma animal.

 

E assim, tanto a alma animal quanto o corpo se tornam acessórios da nossa Alma Divina.

 

Toda linguagem figurada na Torá indica um assunto espiritual. Quando D’us colocou essa Alma Divina no primeiro homem é usada a linguagem “soprou”.

 

Diz o Zohar que essa linguagem é representativa. Quem sopra, sopra o que está dentro dele, e quem coloca, coloca o que esta fora dele.

 

Não está escrito que D’us colocou a Alma no primeiro homem, mas sim que D’us soprou.

 

Nos indicando que essa Alma vem da essência Divina e é definida como sendo “uma parte de D’us”.

 

Essa Alma é você!

 

Você que desceu do céu para vencer uma corrida de obstáculos que chamamos de vida, e ganhará por mérito próprio um “baixo paraíso” no qual uma hora equivale a setenta anos dos maiores prazeres neste mundo.

 

Se você se esforçar mais, você ganhará um alto paraíso, onde uma hora equivale a setenta anos no baixo paraíso.

 

E tudo isso como prêmio por fazer o trabalho Divino, meta da corrida de obstáculos.

 

A Neshamá é pura e linda, cada ano que passa ela fica mais refinada e reluzente por meio do cumprimento dos Mandamentos Divinos.

 

Poderíamos dizer como exemplo que a cada ano que passa, enquanto o corpo fica mais velho, a Neshamá fica “mais jovem”.

 

O povo escolhido

 

O povo de Israel é chamado de “O povo escolhido”. Mas quem participou desse concurso Divino para ser escolhido?

 

Nossa Neshamá não poderia ter participado, sendo que ela é diferente das almas dos povos do mundo.

 

Quem se parece com os povos do mundo? Nosso corpo! Ele foi escolhido!

 

E o que ele ganhou com essa escolha? Ele ganhou Kedushá, ganhou santidade!

 

Quando cumprimos um Mandamento Divino ele recebe Kedushá, ele recebe santidade!

 

A cada Mandamento Divino que cumprimos, nosso corpo e nossa alma animal se tornam mais sagrados e refinados.

 

No futuro, quando ressuscitarmos, este nosso mundo material vai se tornar mais alto Paraiso do que o alto Paraíso. Usufruiremos do mais alto nível chamado de Keter de Atzilut.

 

Sendo que esse nível de revelação está acima da raiz da nossa Alma Divina, só conseguiremos usufruir desse nível tão elevado por meio do nosso corpo e da nossa alma animal, porque a raiz deles é o mundo do Tohu que está acima da raiz da nossa Alma Divina.

 

Com o fenômeno espiritual da “quebra dos receptáculos” do mundo de Tohu, tanto nossa alma animal quanto nosso corpo se tornaram “luzes caídas”, mas mantendo o vínculo com a sua raiz.

 

E por isso vamos precisar deles no futuro, como um filtro para podermos usufruir da intensidade dos prazeres do Keter de Atzilut. Por isso vamos ser obrigados a ressuscitar.

 

Transmigrações da Alma

 

Nossa Neshamá se reencarna quantas vezes for necessário até cumprirmos todos os 613 mandamentos Divinos.

 

De cada um desses Mandamentos que cumprimos surge um novo sentido no corpo espiritual que receberemos para podermos usufruir do mundo de cima, do Gan Éden.

 

Da mesma forma que para usufruirmos deste nosso mundo material precisamos de cinco sentidos, para usufruirmos do Gan Éden precisaremos lá de 613 sentidos.

 

O motivo para isso é que a intensidade dos prazeres do Paraíso espiritual é imensamente maior do que a intensidade dos prazeres deste mundo material. E por isso Hashem, D’us, nos deu os 613 mandamentos na Torá.

 

Diz o Ari Zal que por esse motivo temos que nos reencarnar até cumprirmos todos os Mandamentos Divinos, para não nos faltar nenhum desses sentidos no próximo mundo.

 

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo mas sempre rezando por você.
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Nossos profundos agradecimentos