O povo de Israel fez quarenta e duas viagens entre a saída da escravidão no Egito e a milagrosa entrada na “Terra Prometida”
O que há por trás das quarenta e duas viagens que nos dá a obrigação de nos lembrarmos delas todos os anos quando lemos Parashat Mass’ei na Torá ?
O Baal Shem Tov nos revelou que cada Judeu e Judia tem um itinerário de viagens planejado lá de cima para percorrer durante sua vida
A Torá nos conta sobre quarenta e duas viagens que o povo de Israel teve que fazer entre a saída do Egito e a chegada à terra de Israel.
Diz o Baal Shem Tov que o objetivo dessas viagens era para elevar as “Netzutzot” que são pequenas “revelações Divinas”, às vezes chamadas de “faíscas Divinas” ou “centelhas Divinas”
Quando damos um exemplo sobre a revelação Divina comparamos ela à uma grande Luz, por isso essas pequenas revelações são comparadas a pequenas centelhas, pequenas luzes, “luzinhas Divinas”
O objetivo dessas 42 viagens era fazer um “Tikun”, uma “reparação”, um conserto espiritual nesses lugares por onde eles passaram que consistia em elevar essas “centelhas Divinas”.
Em cada lugar eles acamparam, não moraram lá por muito tempo mas ficaram somente o tempo necessário para fazer o “Tikun” e elevar as “centelhas Divinas” daquele lugar
E como essas pequenas revelações Divinas caíram até o nível do nosso mundo que é o mais baixo dos quatro mundos e por causa delas esses quatro mundos são chamados de “Olam HaTikun”, o mundo do conserto?
A quebra dos receptáculos
Antes de Hashem criar o mundo de Atzilut, o primeiro dos quatro “mundos do Tikun” existia um mundo espiritual chamado de Olam HaTohu.
No Olam HaTohu as “Luzes”, as revelações Divinas, eram grandes, e os receptáculos pequenos.
Cada Sefirá no Olam HaTohu iluminava intensamente e não dava espaço para as outras Sefirot.
Por causa disso aconteceu a “quebra dos receptáculos” e as luzes se separaram até caírem nos mundos de Briá, Yetzirá e Assiá.
Por meio do cumprimento dos mandamentos Divinos aqui no nosso mundo chamado de “mundo da Assiá” “consertamos” essas “Luzes” que caíram nos mundos de Briá Yetzirá e Assiá e fazemos elas subirem para o mundo de Atzilut que é o Olam HaTikun, “mundo do conserto”
O Baal Shem Tov diz que por causa dessas “luzes caídas”cada Judeu e Judia tem um circuito de viagens pré destinadas durante toda a sua vida.
Tudo é pré determinado até nos pequenos detalhes porque está ligado ao conserto que só você tem que fazer.
Onde você vai morar, onde você vai trabalhar, para onde você vai viajar, onde você vai passar uma semana, onde você vai passar um ano, onde você vai morar mais ou menos tempo.
Um detalhe interessante é que tanto no lugar onde o povo de Israel acampou por um só dia quanto no lugar onde eles acamparam por dez anos eles montaram o Mishkan como se fossem ficar lá a vida inteira, nos ensinando como devemos nos comportar nas “viagens da nossa vida”
Ou seja, mesmo sabendo que Mashia’h pode chegar hoje, mesmo assim devemos nos comportar de maneira natural como se tivéssemos que ficar aqui a vida inteira.
Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
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