Fazendo contra a vontade Divina achando que essa é a vontade Divina

 

Fazendo contra a vontade Divina achando que essa é a vontade Divina

 

Nossos Sábios nos ensinaram que tudo o que D’us criou não é perfeito, nem os anjos e quanto mais nós, e portanto podem fazer erros de avaliação.

 

Os anjos Gabriel e Refael, dois dos três que vieram visitar Avraham, revelaram a ele que iriam destruir Sodoma e Gomorra. Assim eles causaram uma discussão entre Avraham e D’us.

 

Chegando em Sodoma disseram que eles próprios vieram destruir a cidade (e não D’us) e assim fizeram contra a vontade Divina achando que isso era a vontade Divina, e por isso levaram uma “suspensão”, e só puderam voltar aos céus na época de Yaakov.

 

Daqui vemos que muita coisa que fazemos errado não é por maldade, mas sim por que avaliamos errado por não sermos perfeitos.

 

Daqui aprendemos que temos sempre que avaliar e reavaliar o que fazemos e o que falamos, sempre levando em conta que talvez estamos avaliando errado e a dor que podemos causar ao próximo poderá ser irreversível.

 

Temos que aplicar o benefício da dúvida, dúvida que fizemos um erro de avaliação, sempre a favor do nosso próximo, por isso temos que julgar todos sempre pelo lado bom e nunca fazer coisas que possam magoar alguém, portanto devemos estar sempre olhando para todos com bons olhos.

 

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Aprendemos com o nosso patriarca Avraham Avinu a base do sucesso nos negócios

Vayerá

 

Aprendemos com o nosso patriarca Avraham Avinu a base do sucesso nos negócios .

 

Avraham não se fechou em um quarto dentro de uma casa esperando alguém bater na porta da casa, depois bater na porta do quarto e depois perguntar qual é a mensagem que ele tem para a humanidade.

 

Mas foi à um lugar onde muita gente passava, abriu sua tenda aos quatro ventos e ainda ficou na porta no sol escaldante chamando as pessoas para comerem em sua tenda e aprenderem a agradecer à D’us que criou o céu e a terra !

 

Daqui aprendemos que:

Se você faz e não divulga, é como se não tivesse feito.

 

Esse é o segredo do sucesso nos assuntos materiais e espirituais , divulgar o que fazemos por todos os meios que temos alcance, sempre fazendo todo mundo saber que você existe e o que você está oferecendo , transformando as pessoas a sua volta em fãs e sempre tomando a iniciativa !

 

Muitos de nós somos limitados por velhos e desatualizados conceitos de sermos divas inacessíveis demonstrando assim nosso alto nível e valor, noções inadequadas para a era atual.

 

Achamos que não precisamos interagir com as pessoas porque que fazer isso é uma atitude que nos rebaixaria ao nível delas , ou porque não damos importância a essa interação , ou porque não nos sentimos confortáveis interagindo , e por final nos fechamos no nosso “mundinho”.

 

Aprendemos com Avraham Avinu a interagir!

 

Quando Avraham recebeu os anjos disfarçados de simples viajantes, foi pessoalmente chamá-los para a sua tenda, pediu à Sarah para fazer bolos, correu para fazer a comida, pediu para seu filho Ishmael ajudar, e por fim ficou em pé ao lado deles pronto para servi-los no que for preciso.

 

No final ele descobriu que eram anjos do céu, e recebeu deles o maior presente da sua vida, ter um filho com Sarah.

 

Aprendemos com ele que quando interagimos com as pessoas só temos a ganhar.

 

Cada pessoa pode ser o anjo que vai te ajudar, ou se não, pelo menos você ganhou uma grande Mitzvá.

 

 

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D’us é o nosso pai biológico

 

A Guemará nos conta que três participantes são necessários para existirmos:

 

Nossa mãe, que participa com a parte dela (o óvulo), nosso pai, que participa com a parte dele, e D’us que participa colocando nesse óvulo fecundado uma Alma.

 

Ou seja, se D’us não coloca nele a Alma, o óvulo não se torna um embrião e é descartado automaticamente.

 

Em outras palavras, D’us também é o nosso pai biológico e consequentemente responsável por nós como os pais são responsáveis em suprir todas as necessidades dos seus filhos.

 

E ainda mais, sendo que a participação de D’us é mais importante do que a dos nossos pais, ele é mais responsável por nós do que nossos próprios pais.

 

E essa responsabilidade não termina quando fazemos dezoito anos e nos casamos, porque para D’us sempre seremos suas amadas crianças pequenas durante todos os nossos 120 anos de vida neste mundo.

 

Em outras palavras, nós somos essa Alma que D’us colocou, e nosso corpo é a nossa vestimenta, a roupa da nossa Alma.

 

Por isso, quando alguém perde o pai, ou a mãe, ou a irmã, ou o irmão, ou a filha, ou o filho, ou quando a esposa perde o marido ou o marido perde a esposa, D’us nos livre de tudo isso, nesses sete casos de falecimento, o costume judaico é rasgarmos a roupa.

 

O motivo oculto para isso é o de demonstrar que a pessoa querida está deixando uma roupa que é o corpo material e daqui a pouco ela vai vestir outra roupa.

 

Ela vai ganhar um corpo espiritual no mundo superior para poder usufruir daquele mundo por meio daquele corpo espiritual.

 

O Zoar nos conta que quando a Alma sai do corpo, depois que a pessoa falece, ela vai para a “Mearat a Ma’hpela”, o túmulo dos nossos patriarcas, porque lá é o ponto de acesso ao Paraíso.

 

Lá ela se encontra com o Adam a Rishon, o primeiro homem, e se encontra também com os patriarcas do nosso povo.

 

Se ela tem o mérito, eles ficam muito alegres com a chegada dela, abrem o portão que liga o mundo material ao mundo espiritual, e ela tem acesso ao Paraíso.

 

Chegando ao “Gan Éden”, traduzido como o “jardim dos prazeres”, o Paraíso, ela recebe uma “roupa nova”.

 

Um corpo espiritual na aparência do corpo material que ela tinha nesse mundo, para poder, por meio dele, usufruir de todos os prazeres daquele mundo espiritual.

 

Quando falamos sobre a aparência que tínhamos nesse mundo, levamos em conta que nossa aparência muda de um extremo ao outro durante nossos longos anos de vida.

 

É claro que esse corpo espiritual que vamos receber lá, mesmo tendo a aparência do corpo material que tínhamos aqui nesse mundo, não vai ter a aparência dos sinais de idade ou outros problemas de estética que tivemos durante a nossa longa vida neste mundo material.

 

A Guemará nos conta que quando D’us criou Adam (Adão) e Havá (Eva) criou eles com vinte anos de idade e exatamente com essa mesma aparência Adam faleceu 930 anos depois.

 

A velhice só começou com o nosso patriarca Avraham que foi a primeira pessoa a envelhecer fisicamente desde o começo do mundo.

 

Ou seja, vinte gerações de Adam até Avraham não envelheceram.

 

Noa’h tinha aparência de vinte anos de idade, sua esposa e seus filhos também.

 

Assim também será o nosso corpo espiritual no Gan Éden, com aparência de vinte anos independente da idade que a pessoa tinha quando faleceu.

 

O panorama do Gan Éden a Ta’hton, o Baixo Paraíso, que fica no mundo da Yetzirá, é composto de imagens desse mundo e imagens do mundo de cima, sendo que ele é o intermediário entre o mundo que está acima dele que é o mundo da Briá, e o nosso mundo.

 

Uma hora no Gan Éden a Tah’ton, no baixo paraíso, equivale a setenta anos dos maiores prazeres aqui nesse mundo.

 

No meio do Gan Éden a Tah’ton existe uma grande “coluna bordada de todas as cores”, ou seja, sincronizada com todas as sincronizações entre o baixo Paraíso e o Alto Paraíso.

 

Quando chega o Shabat, e também quando chega o Rosh Hodesh que é o começo do mês judaico, todos sobem por meio dela do Gan Éden a Tah’ton, do baixo Paraíso, para o Gan Éden a Elion, para o Alto Paraíso.

 

Uma hora no Gan Éden a Elion, no alto Paraíso, equivale a setenta anos dos maiores prazeres do baixo Paraíso.

 

Mas para subir para o alto Paraíso, a Alma tem que deixar o corpo espiritual que ela recebeu no baixo Paraíso na entrada dessa “coluna”, e lá no Alto Paraíso ela recebe um corpo espiritual compatível àquele nível para poder usufruir dos prazeres do Alto Paraíso.

 

Depois do Shabat e do Rosh Hodesh, ela deixa o corpo espiritual do Alto Paraíso, desce por essa “coluna” para o baixo Paraíso e se reveste novamente no corpo espiritual dela compatível para o baixo Paraíso.

 

Rabi Israel Baal Shem Tov, fundador da Hassidut que é a linha do judaísmo feita para tornar o lado oculto da Torá acessível à cada um de nós, escreveu uma carta para o seu cunhado Rabi Avraham Guershon Kitover, contando sobre a sua viagem ao Gan Éden.

 

Trouxe aqui para vocês uma parte dessa carta:

 

Escreveu o Baal Shem Tov: Em Rosh Hashaná no ano de 5507 (1746) acessei (somente Alma) aos mundos superiores, e vi lá coisas maravilhosas que nunca havia visto antes.

 

Eo que eu vi e aprendi lá é impossível de te compartilhar mesmo pessoalmente de tão maravilhoso.

 

Quando voltei para o Gan Éden a Tah’ton (baixo Paraíso) vi muitas e muitas Almas de pessoas que conhecia, e também de pessoas que não conhecia.

 

Todos estavam subindo e descendo de mundo para mundo por meio da “coluna” conhecida pelos estudiosos da Torá oculta.

 

E estavam com tanta alegria, uma alegria tão grande que não conseguiria descrever em palavras, e até se conseguisse você não conseguiria imaginar de tão grande que era.

 

Etambém encontrei lá pessoas que nesse mundo fizeram muitas coisas erradas, mas no final se arrependeram e foram desculpados, porque aquele momento era um momento muito especial que até eu fiquei muito impressionado.

 

Porque muitos e muitos foram desculpados e aceitos lá no Paraíso, muitos que você conheceu e nunca imaginaria que eles estariam aqui.

 

E eles também estavam em uma alegria tão intensa, tão grande, que não conseguiria descrever, e subiam também todas aquelas subidas.

 

E todos juntos, como se fossem uma só pessoa, me pediram e insistiram muito muito dizendo:- Alto dos altos, maior de todos os eruditos da Torá, D’us te abençoou com um entendimento profundo para compreender todos esses assuntos.

 

Suba com a gente para ser a nossa ajuda e o nosso apoio (sendo que existem inúmeros níveis de inúmeros aspectos nessas subidas).

 

E por causa da alegria tão grande que vi entre eles decidi subir junto com eles.

 

Lá eu descobri por meio de uma visão, que o anjo da morte estava atuando no tribunal Divino por meio de delações para conseguir trazer ao mundo decretos contra as comunidades judaicas, e muitas pessoas morreriam de formas trágicas.

 

Fiquei muito espantado e arrisquei a vida de verdade para impedir com que isso acontecesse.

 

Pedi ao meu Rebe e mestre, o profeta Ahiya a Shiloni, ir comigo. Porque é um grande perigo para uma pessoa viva subir mais e mais nos mundos superiores.

 

Porque desde que cheguei ao nível de conseguir subir aos mundos espirituais nunca subi à alturas tão grandes como essas.

 

E subi de nível em nível, até chegar ao salão do Mashia’h, onde ele estuda Torá com todos os Tanaim que são os Sábios da Mishná, e com todos os Tzadikim que são as pessoas altamente elevadas.

 

Lá eu vi uma alegria extremamente grande, e não sabia qual era o motivo de toda essa alegria.

 

Achei que eles estavam tão alegres porque provavelmente eu iria deixar o mundo físico e me unir a eles.

 

Mas me avisaram depois que eu ainda não iria falecer porque eles tem um grande prazer lá em cima dos Y’hudim que eu faço lá embaixo no mundo material com a Torá que eles nos ensinaram.

 

Mas a essência daquela grande alegria eu não sei até hoje.

 

E perguntei para o Mashia’h :- Quando o Sr. vem para o mundo? E ele me respondeu :-Vou te dar um sinal: Quando o seu estudo (a Hassidut) for publicado e revelado pelo mundo, e se espalharem suas fontes para fora.🌻

 

Daqui vemos a importância de estudar a Hassidut que começou a ser revelada pelo Baal Shem Tov e continuou a ser revelada de geração em geração pelos seus sucessores, o Maguid de Mezritch, o Baal a Tanya, e todos os Rebes de Lubavitch que vieram após eles.

 

Rabino Gloiber
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Mashia’h, Gueulá, e o rio Tietê

Porque a Guemará nos traz sinais para sabermos que estamos na geração da Gueulá, da redenção final?Para fazermos isso acontecer mais rápido acrescentando nas nossas Tefilot e nas nossas Mitzvót.

 

Um dos sinais da Guemará é de que os jovens vão fazer os velhos passarem vergonha.

 

Sempre que compramos um telefone novo e não conseguimos usar ele sem a ajuda de um adolescente para nos explicar com muita paciência dezenas de vezes como ele funciona, sentimos que esse sinal está acontecendo na prática…

 

Outro sinal é de que os principais rios da cidade vão andar como óleo e não vai dar para pescar neles nem um peixe para um doente. Essa é uma das coisas que nem Rashi conseguiu explicar.

 

Rashi tentou imaginar que talvez os rios ficassem semi congelados e andariam devagar como óleo, mas o problema com essa explicação é de que mesmo assim ainda daria para pescar um peixe neles. Quem na idade média poderia imaginar o Rio Tietê? Nem na pior das hipóteses Rashi não conseguiu imaginar uma coisa tão ruim assim.

 

E daí para adiante, todos os sinais da Guemará já aconteceram, e agora veja o que você poderia estar ganhando:

 

D’us tem o poder de te dar coisas mega maravilhosas que são os tempos do Mashia’h e o próximo mundo. Vamos acrescentar no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvót e Mashia’h vai chegar! você só tem a ganhar!

 

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O acordo entre os animais divididos

Na Parashá anterior D’us faz um acordo com Noa’h de que não vai mandar novamente um dilúvio para toda a humanidade. O sinal desse acordo é o Arco-íris.

 

O motivo desse acordo ter sido necessário é para que, caso a humanidade se comporte novamente como a geração que causou o dilúvio, mesmo assim não haverá mais dilúvio, mas se não tivesse o acordo haveria novamente um dilúvio.

 

O acordo entre os animais divididos

 

Nossa Parashá nos conta que D’us tinha prometido para Avraham que seus descendentes iriam herdar a terra onde ele se encontrava. D’us pede para oficializar isso por meio de um acordo.

 

Esse acordo foi feito exatamente da mesma forma que os reis daquela época faziam acordos de cooperação militar entre duas nações, passando entre animais divididos para oficializar o acordo.

 

E assim D’us pede para Avraham passar entre os animais divididos e o acordo começa.

 

Avrahamadormece profundamente e tem uma revelação profética que consiste nos detalhes desse pacto que está acontecendo.

 

D’us diz para Avraham que seus descendentes serão escravizados e sofrerão por quatrocentos anos em uma terra estranha. O povo que os afligirá será sentenciado e eles sairão de lá com grandes riquezas.

 

É revelado para Avraham que ele vai ter o mérito de falecer em paz e cheio de satisfação, ou seja, isso não vai acontecer enquanto ele estiver vivo.

 

D’us revela para ele que a quarta geração dos seus descendentes voltarão para essa terra porque só então as transgressões dos povos dessa terra chegarão ao limite que justifique o final da permanência deles lá.

 

Depois que isso foi revelado para Avraham, fumaça e fogo passaram entre os animais divididos para concluir o pacto.

 

Logo após, a Torá nos traz os detalhes desse acordo entre D’us e Avraham determinando as fronteiras da terra que é dada à Avraham por meio desse acordo, com as palavras “para a sua descendência eu dei”, determinando que por meio desse acordo nos foi dada a terra que antes D’us tinha somente dito que iria dar.

 

A partir desse acordo recebemos irreversívelmente essa terra todo o tempo que estivéssemos sobre ela.

 

Rabi Moshe ben Na’hman, também chamado de Ramban, foi um grande Tzadik que viveu na Espanha há 800 anos atrás.

 

Ele explicou que quando Avraham chegou à terra prometida, D’us disse à ele: -“Para os seus descendentes eu vou dar essa terra”, e não deu detalhes sobre as fronteiras dela.

 

Poderíamosentender desse versículo que se tratava somente dos lugares que D’us mostrou para Avraham, que andou até Sh”hem chamado também de Elon Moré.

 

Depois disso, diz o Ramban, quando aumentaram os méritos de Avraham naquela terra, D’us aumentou a promessa dizendo:- “Levante os seus olhos e veja o norte, o sul, o oriente e o ocidente”, mostrando para ele os pontos cardeais e indicando com isso que também o espaço que está além da sua visão será dado à sua descendência.

 

Naquela segunda promessa D’us acrescentou que vai dar essa terra para a sua descendência para sempre, e que a descendência dele seria tão numerosa como o pó da terra.

 

Agora, no acordo que foi feito entre as partes dos animais, na terceira vez que D’us fala com ele sobre a terra que vai ser dada.

 

As fronteiras dessa terra que D’us prometeu para Avraham  começam  no rio Eufrates, chamado de Prat em hebraico.

 

Este rio é um dos principais da Ásia Ocidental, fluindo pela Turquia, Síria e atravessando o Iraque, onde se une ao rio Tigre antes de desaguar no Golfo Pérsico.

 

A fronteira passa por Israel e chega até o Rio do Egito que é a parte do rio Nilo que passa dentro do Egito.

 

Cada um dos dez povos que morava dentro dessas fronteiras foi citado para não deixar nenhuma dúvida sobre essa demarcação.

 

O motivo do acordo entre os animais divididos

 

A necessidade de ter sido feito um acordo foi para que caso nosso comportamento não fosse adequado, isso já não poderia mudar a determinação Divina em relação à herdarmos a terra de Israel desde o rio Eufrates em toda a extensão até o rio Nilo na extensão dele dentro do Egito. Como vemos em relação ao acordo que D’us fez com Noa’h, que mesmo as pessoas se comportando novamente como na época do dilúvio não haverá outro dilúvio por causa daquele acordo, essa mesma regra recai sobre nós.

 

Ou seja, dentro dessa demarcação há espaço para um povo só, o povo de Israel.

 

 

 

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O Pacto da Brit Milá

https://youtu.be/J0GtIXHQTz4

 

O pacto do Brit Milá

 

No final da nossa Parashá, quando D’us pede para Avraham fazer o Brit Milá, faz com ele mais um pacto.

 

Esse pacto vem acrescentar que essa terra é nossa eternamente, caso ela seja conquistada por outros povos mesmo assim ela continuará sendo nossa e voltaremos à herdá-la.

 

D’us também acrescenta que ele vai ser sempre o nosso D’us e que ele pessoalmente vai nos dirigir, e não seremos dirigidos por intermediários como os astros ou os anjos responsáveis pelos setenta povos.

 

Assim Avraham se torna o primeiro judeu, diretamente ligado à D’us, sem intermediários.

 

Porque D’us teve que acrescentar nesse pacto feito no Brit Milá que essa terra, de acordo com essas fronteiras citadas no pacto anterior entre o rio Prates e o rio do Egito e que são bem maiores do que o estado de Israel de hoje, será nossa herança eterna?

 

A regra da Torá é de que quando um povo conquista uma terra ela passa a ser dele, como no caso de Si’hon rei dos emoreus que conquistou parte de Moav.

 

Naquele caso, mesmo que para nós seria proibido conquistar uma parte de Moav porque D’us deu a terra de Moav aos filhos de Lot e fomos proibidos pela Torá de conquistá-la, quando Sihon à conquistou, ela deixou de pertencer à Moav e passou a pertencer aos emoreus, e por isso nos foi permitido conquistar essa terra de Si’hon.

 

Quando a Torá traz uma regra geral, para algo sair dessa regra a própria Torá tem que trazer um versículo determinando essa exceção.

 

E por isso foi necessário esse pacto do Brit Milá, para tirar a nossa terra dessa regra geral e torná-la uma exceção de regra.

 

Ou seja, mesmo que hoje existem outros países nesses lugares que D’us deu à nós, descendentes de Avraham, mesmo assim essa terra não deixou de ser nossa e no futuro nós a herdaremos.

 

Por isso na primeira vez o versículo diz:- “para a sua descendência eu vou dar”. Uma linguagem que indica uma coisa que ainda vai acontecer.

 

Também na segunda vez que D’us promete a terra à Avraham é usada essa mesma linguagem, porque até aquele momento ela não tinha sido totalmente dada.

 

Na terceira vez, na hora do pacto entre as partes dos animais, D’us diz:- “Para a sua descendência eu dei”, determinando que está fazendo um pacto sobre a terra que já nos foi dada.

 

Na hora da Brit Milá, quando D’us diz sobre a terra prometida “para herança eterna”, ele usa o termo “dei para você” em relação ao futuro.

 

Ou seja, ela continua sendo nossa mesmo quando não está nas nossas mãos, mesmo quando está conquistada por outros povos, mesmo assim ela continua nossa.

 

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Mensagem da Parashá

Galut Ishmael, o exílio entre os árabes 

Galut Ishmael, o exílio entre os árabes 

 

Rabi Yehuda no Zoar diz que não existe uma Galut tão difícil como a Galut Ishmael.

 

Quando D’us acrescentou a letra H nos nomes de Avraham e Sarah e revelou para Avraham que ele vai ter um filho com Sarah, Avraham pediu para D’us para que Ishmael viva com temor Divino.

 

Ou seja, ele pediu para que Ishmael fosse o seu sucessor.

 

D’us não concordou com isso mas revelou para ele que ele vai ter um filho com a Sarah, esse filho vai se chamar Itzhak, e ele vai dar continuidade ao pacto feito entre D’us e Avraham.

 

Mas por causa do pedido de Avraham D’us concordou em fazer de Ishmael um grande povo, mas deixou claro que a continuação do pacto Divino é com Itzhak que vai nascer de Sarah nessa época no próximo ano.

 

Diz o Zoar que pelo motivo de Avraham ter pedido por Ishmael e Ishmael ter feito o Brit Milá antes de Itzhak nascer, o anjo responsável pelo povo de Ishmael pediu para D’us durante quatrocentos anos para que os descendentes de Ishmael fossem comparados à nós no mundo superior.

 

O que fez D’us? Afastou o povo de Ishmael lá de cima como tinha sido determinado desde o começo, mas para compensar isso deu a parte deles aqui embaixo na Terra Santa por causa do Brit Milá deles.

 

Disse o Zoar aproximadamente no ano 150 da era comum, que futuramente os árabes irão dominar a Terra Santa por muito tempo quando ele estiver vazia, como o Brit Milá deles é vazio e sem perfeição, e eles vão impedir o povo de Israel à voltar para o seu lugar até terminar o mérito do povo de Ishmael.

 

Quem na época do Zoar na qual Israel fazia parte de um império romano europeu, com equipamentos extremamente avançados em relação aos árabes, quem poderia imaginar naquela época que no ano 636 aqueles árabes conquistariam Israel e estariam lá até agora?

 

Com certeza na época do Zoar todos achavam que isso era uma metáfora ou coisa parecida.

 

Ninguém imaginaria uma autonomia árabe na própria Judéia que era o principal da nossa civilização incluindo os túmulos dos nossos patriarcas e matriarcas e que por isso somos chamados de judeus. Em resumo, esse é o Galut Ishmael existe de verdade, aqui e agora, hoje em nossos dias.

 

Então vamos fazer tudo o que podemos trazer o Mashia’h e esse Galut Ishmael terminar imediatamente.

 

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Mensagem da Parashá

Será que podemos confiar em milagres?

 

Nossa Parashá nos conta sobre a descida do nosso patriarca Avraham ao Egito.

 

Os egípcios antigos eram obcecados por mulheres e Sarah, nossa matriarca era uma mulher linda.

 

A estatística egípcia de maridos assassinados por terem mulheres lindas seria considerada hoje “risco não segurável” !

 

Avraham pede à Sarah dizer que é sua irmã por motivos de perigo de vida e para ganharem presentes.

 

Essas duas coisas não fazem parte do perfil de Avraham que estava em um nível espiritual elevadíssimo.

 

Em Ur preferiu ser jogado ao fogo do que fazer idolatria, e quando salvou o rei de Sodoma, não aceitou nem um cordão de sapato de presente.

 

Como então Avraham usa agora essas duas coisas como argumento?

 

O Tana’h traz muitos casos parecidos à esse mas vamos analisar dois deles.

 

Quando D’us pediu para Moshe ir ao Faraó e fazer milagres, os próprios milagres eram o objetivo dessa empreitada, mas quando D’us pediu ao profeta Shmuel ir para Beit Le’hem nomear um rei no lugar de Shaul, o profeta pergunta :- Como irei, Shaul vai ouvir e me matar!

 

D’us diz para ele levar uma bezerra e dizer que está indo para lá fazer um korban.

 

Ou seja, o próprio D’us dá uma justificativa para ele. No caso de Shmuel o milagre seria apenas uma necessidade particular e poderia ser evitado com uma desculpa , e D’us diz para ele justificar dessa maneira para não precisar do milagre.

 

Conclusão:

 

Quando uma pessoa pode fazer algo de maneira natural mas no lugar disso ela espera um milagre, o milagre pode não acontecer , ou acontecer mas ser descontado dos méritos dela, e isso não é bem visto pela Torá.

 

Mas quando estamos em uma situação que não há outro jeito a não ser um milagre , nesse caso o milagre pode acontecer sem ser descontado dos nossos méritos.

 

No caso do nosso patriarca Avraham, D’us não tinha pedido para ele descer ao Egito e fazer milagres, então ele deu um jeito para não precisar dos milagres dizendo que Sarah era sua irmã até eles se acostumarem com a presença dela e “esfriarem” tentando ser apresentados pelo “irmão” que os enrolaria até passar o entusiasmo da chegada da “miss universo” na cidade. E recebendo presentes dos ricos ela estaria protegida contra os assédio dos pobres.

 

Aprendemos com o nosso patriarca Avraham uma grande regra da Torá.

 

Que junto com a reza e confiança em D’us devemos fazer meios naturais para receber as bençãos Divinas e mesmo os Tzadikim precisam fazer isso.

 

No caso de Avraham foi feito dessa forma, e todo o Tana’h está cheio de exemplos assim.

 

Os meios honestos de como ganhar nosso dinheiro não só que não estão em desacordo com a reza e a confiança em D’us mas ainda são um complemento à ela sendo que está escrito que D’us vai nos abençoar em tudo o que fizermos e não em tudo o que não fizermos.

 

Por meio da nossa confiança em D’us, por meio das nossas rezas e das nossas Mitzvot é decretado lá em cima quanto vamos receber aqui embaixo, e por isso o trabalho deve ser feito somente após cumprirmos nossas obrigações espirituais sendo que ele é só o meio de retirar o que entrou na nossa conta lá encima.

 

Temos que fazer nosso trabalho somente porque é uma ordem Divina , e junto com isso termos fé em D’us e não ver o próprio trabalho em si como algo que pode nos ajudar ou nos prejudicar.

 

Sendo que a ordem Divina é só em relação ao que podemos fazer e D’us não se comporta com tirania com as suas criaturas , quando não temos a possibilidade de fazer o receptáculo, não só que isso não enfraquece a confiança que D’us vai nos dar o nosso pedido, mas serve como prova de que nesse caso específico não precisamos de receptáculo.

 

Por isso quando Sarah foi levada ao palácio do Faraó Avraham ficou confiante que o milagre iria acontecer porque nesse caso ele não tinha o que fazer de uma maneira natural e sabia que restou para D’us fazer um grande milagre.

 

Porque D’us pede para fazermos o receptáculo se o receptáculo por si só aparentemente nem ajuda e nem prejudica?

 

Por causa de uma intenção Divina profunda que determina que tudo o que desce de lá de cima para o nosso “mundo da Assiá” vem revestido nas vestimentas da natureza , portanto nós que somos criados à exemplo de cima também precisamos fazer uma “vestimenta” natural para podermos receber as bençãos Divinas.

 

Esses meios naturais são o trabalho , os cuidados com saúde , segurança e etc.

 

Quando não fazemos isso estamos roubando de nós próprios o que D’us quer nos dar ou obrigando D’us a nos fazer milagres e descontar dos nossos méritos e com certeza ainda vamos reclamar que D’us cuida melhor do vizinho.

 

Mas quando vemos que de verdade não há o que fazer e o único jeito é o milagre, podemos ficar confiantes, os milagres vão acontecer!

 

 

Rabino Gloiber

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O Kidush do Shabat

 

 

O Kidush da noite de Shabat

 

A Guemará nos conta que “aquele que fala o ‘Vaye’hulu’ (o Kidush) na noite do Shabat é considerado como se ele se tornasse parceiro de D’us na criação do mundo”.

 

A leitura do Kidush na noite de Shabat é uma Mitzvá que recai igualmente tanto para os homens quanto para as mulheres

 

A guarda do Shabat é o único ritual judaico que é um dos Dez Mandamentos é um mandamento tanto positivo quanto negativo e por isso recai sobre as mulheres também.

 

A Torá nos ordena “lembrar” (Za’hor) e “guardar” (Shamor) o Shabat.

 

Shamor – guardar

 

“Guardamos” o Shabat por meio de não fazer nenhum dos 39 trabalhos proibidos no Shabat que são chamados de mela’hot.

 

Esses 39 trabalhos proibidos de serem feitos no Shabat são chamados de “pais do trabalho”. Também suas derivações chamados de toladot, ou seja, filhos do trabalho, são proibidas de serem feitas no Shabat por serem ramificações derivadas desses trabalhos.

 

Za’hor – lembrar

 

“lembramos” o Shabat falando o Kidush na noite de sexta-feira e no dia de Sábado

 

Quando fazemos o Kidush cumprimos o mandamento positivo de “lembrar” do Shabat pelo fato de que o texto do Kidush enfatiza a santidade do dia, a distinção entre o Shabat e os seis dias da semana.

 

Sendo que estamos no mundo da ação, para trazer as bênçãos de cima temos que fazer uma ação material que é a sincronização entre o mundo de cima e o mundo de baixo.

 

Assim também em relação ao Shabat. Para trazermos as bênçãos do Shabat para esse mundo fazemos o Kidush com um copo de vinho e duas Halot (plural de Halá) que são nada mais e nada menos do que dois pães.

 

O vinho ou o suco de uva deve ser Kasher, e onde não é encontrado vinho Kasher você pode fazer pessoalmente um suco de uva Kasher para Shabat

 

Para facilitar para quem está começando, lá vão umas dicas básicas. Escrevemos essas dicas principalmente para quem mora no interior e não tem facilidade em comprar as coisas para Shabat.

 

Como fazer em casa o seu vinho para o Kidush:

 

Pela Halachá um suco de uva verdadeiro também é considerado vinho para o Kidush, aqui vai uma receita para fazer o seu suco de uva “bore pri hagafen” para todos os Shabatot do ano, principalmente se você tem crianças em casa.

 

Modo de preparo:

 

1- Compre uvas de qualquer tipo, lave as uvas, separe elas dos galhos e coloque elas dentro de uma panela (de preferência de pressão.

 

2- coloque a mão sobre as uvas e adicione água e açúcar . Essa água e açúcar tem que preencher somente os espaços entre as uvas e você coloca a mão encima para elas não flutuarem encima da água com açúcar sendo que a água com açúcar tem que preencher somente os “buraquinhos” entre as uvas mas não pode cobrir elas por cima nem se acumular separadamente no espaço de baixo caso elas flutuem, por isso você não deixa elas flutuarem.

 

3- Tampe a panela , acenda o fogo e deixe ferver um pouquinho.

 

4- Peneire o conteúdo da panela para uma jarra apertando e amassando totalmente as uvas dentro da peneira com uma colher até que todo o suco passe pela peneira e sobre dentro da peneira somente uma polpa

 

5- Coloque o suco em garrafas ou em uma jarra.

 

6- Mantenha o suco na geladeira e só retire para as refeições.

 

Se você não tiver vinho ou suco de uva kosher, você pode fazer o Kidush sobre o pão e, em vez de dizer a bênção Bore Peri HaGuefen, “que cria o fruto da videira”, você diz a benção, Hamotzi Le’hem min Ha’aretz, “que tira o pão da terra”.

 

Quando se usa pão em lugar de vinho, é preciso fazer a Netilat Yadaim antes de fazer o Kidush, para que se possa comer o pão imediatamente quando você termina o Kidush.

 

Netilat Yadaim

 

A Netilat Yadaiim é um jeito específico de se lavar as mãos. Antes de comer o pão, você pega um copo bem grande com a mão direita, enche ele de água e passa esse copo com a água para a mão esquerda.

 

A mão esquerda joga água três vezes sobre a mão direita e passa o copo para a mão direita. A mão direita joga água três vezes sobre a mão esquerda. Você faz a Brahá, a benção de Netilat Yadaiim e começa a falar o Kidush. Nesse caso, no lugar da Brahá do vinho no meio do Kidush você fala a Brahá do pão.

 

Mas em uma situação normal, quando você fez o Kidush sobre o vinho ou suco de uva, você bebe o vinho no final do Kidush e depois faz a Netilat Yadaiim e a Brahá do pão sobre dois pães.

 

Entre a Brahá da Netilat Yadaiim e a ação de comer um pedaço do pão depois da Brahá, não podemos falar para não fazer uma interrupção entre a Brahá e a ação. Depois que você comeu um pedaço do pão já pode falar Novamente.

 

O motivo de enchermos o copo com a mão direita e darmos o copo cheio para a mão esquerda jogar a água três vezes sobre a mão direita é uma sincronização espiritual que está ligada às Sefirót lá em cima.

 

Tanto a água quanto o lado direito estão ligados à Hessed, e o lado esquerdo está sincronizado com a Guevura. Por meio de enchermos o copo de água com a mão direita e passarmos ele para a esquerda para que ela comece o trabalho de purificação, subjugamos a Guevurá e ela se torna um acessório da Hessed 🌻🌻🌻🌻

 

Ciclo do ano Judaico

Horários Judaicos

 

Horários Judaicos

 

Os meses judaicos são Lunares e é por meio deles que são determinadas as festas judaicas, o horário das Tefilot (rezas) e outras Mitzvót.

 

O mês judaico se inicia com o nascimento da lua que aparece no céu como um crescente estreito que gradualmente se torna mais pleno a cada noite, até ficar perfeitamente cheio e redondo, no meio do mês.

 

Então, a Lua “encolhe” até desaparecer totalmente por volta do fim do mês, para reaparecer novamente no começo do novo mês.

 

Quando a Lua surge primeiramente como um estreito crescente, é chamada em hebraico de Molad que é o nascimento da Lua.

 

No Shabat anterior a Lua nova, anunciamos e abençoamos o novo mês (exceto o mês de Tishrei, que é abençoado unicamente pelo próprio D’us).

 

De um nascimento da lua ao seguinte passam-se pouco mais de 29 dias e meio e essa é a duração do mês judaico.

 

Mas sendo que não podemos ter metade do dia pertencendo a um mês e a outra metade pertencendo ao mês seguinte, o calendário foi construído de maneira a termos, às vezes 29 dias, e às vezes 30 dias no mês judaico.

 

Nunca mais, nem menos.

 

E é por isso que às vezes, temos um dia de Rosh Hodesh (início do mês) e às vezes dois.

 

Quando temos um dia de Rosh Hodesh, significa que o mês que está terminando tem 29 dias.

 

Se temos dois dias de Rosh Hodesh, o primeiro pertence ao mês anterior, ou seja, é o 30º dia do mês que está terminando, enquanto que o segundo dia de Rosh Hodesh é o primeiro dia do novo mês.

 

Em um ano “comum” temos seis meses de 30 dias que são chamados de meses  “cheios” ou “completos”, e seis meses “curtos” de 29 dias, sempre um mês de trinta dias ao lado de um de 29, completando um total de 354 dias no ano lunar.

 

Em certos anos “perdemos” um dia, e em outros “ganhamos” um, fazendo com que o número total de dias do ano lunar  seja às vezes 353 dias, às vezes, 354 e às vezes 355.

 

O nosso calendário fixo foi montado dessa forma por vários motivos , entre eles o de evitar que Yom Kipur caia na sexta-feira, ou no domingo, para não acontecer de termos dois dias nos quais não se pode cozinhar um em seguida do outro .

 

É importante ter sempre o calendário judaico em mãos , para saber quando chegam as nossas festas religiosas.

 

 

Tekufot

 

A Torá nos traz as datas das festas judaicas, e às vezes até a estação do ano em que ela deve ser comemorada, como é o caso da festa de Pessa’h que deve ser comemorada explicitamente na primavera.

 

Sendo que nossos antepassados saíram do Egito na primavera levamos em conta para isso a primavera do hemisfério norte.

 

As estações do ano são chamadas de  Tekufot e estão ligadas ao ano solar que tem pouco menos de 365 dias e meio, enquanto que o ano lunar tem cerca de 11 dias a menos!

 

Se não levássemos em conta o ano solar, a festa de Pessa’h que pela Torá tem que ser na primavera cairia no Inverno !

 

Por isso, no calendário judaico o ano lunar e o ano solar devem estar sincronizados.

 

Para equilibrar entre o ciclo da lua e o ciclo do sol, o calendário judaico tem um mês a mais a cada três anos.

 

Ou seja, os 11 dias de diferença a cada três anos formam um novo mês de Adar antes de Adar, e nesse caso o mês de Adar normal se torna Adar 2 , empurrando o mês de Nissan para a Primavera.

 

E assim todas as outras festas cairão na época certa e nas estações adequadas.

 

A sincronização entre o ano lunar e o ano solar é um ciclo que se renova a cada 19 anos.

 

Portanto, o calendário judaico está dividido em ciclos de 19 anos nos quais sete têm um mês de Adar a mais. Esses anos são chamados de “Shaná Meuberet” e eles são o 3º, 6º, 8º, 11º, 14º, 17º e 19º ano.

 

Assim fica fácil descobrir se aquele ano judaico vai ter dois meses de Adar ou um só.

 

Dividimos o ano judaico daquele ano por 19; se o resto for 3, 6, 8, 11, 14, 17 ou 19 (no último caso, não sobrará resto), este será um ano com dois meses de Adar.

 

Por exemplo, nosso ano atual è 5786. Dividido por 19 fica 1099,34. Ou seja, vamos ter um Adar só.

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

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