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Por que não estudamos Torá na noite entre o dia 24 e o 25 de Dezembro?

POR QUE OS JUDEUS NÃO ACEITAM JC COMO MESSIAS?

 

Muitos brasileiros curiosos em saber o que é judaísmo fazem a mesma pergunta e para o esclarecimento das diferenças entre as duas culturas trouxe uma resposta que dei para alguém que me fez essa pergunta

 

Um dos treze princípios da fé judaica é de que Mashiach, (traduzido como “Messias”) vai chegar

 

Ele tem que ser um descendente do rei David, construir o Templo de Jerusalém (Beit a Mikdash) e trazer todos os judeus para Israel

 

O “JC” não está nessa classificação sendo que na época dele o Beit a Mikdash foi destruído, os judeus se espalharam pelo mundo

 

E mesmo se ele fosse filho do José que não sabemos quem era esse José, e se o José fosse um descendente do rei David não adiantaria nada sendo que as outras duas condições são indispensáveis.

 

Os cristãos também concordam que ele não era filho do José. O argumento “filho de “D’us ” é até pior para os cristãos sendo que D’us não é da tribo de Judá e nem da família do rei Davi.

 

O conceito de o”Todo Poderoso” da mitologia foi aplicado pelos gregos em Israel quando fizeram o decreto de”toda a virgem que se casar tem que dormir com o governador antes de dormir com o marido.”

 

Ela tinha que ser virgem e casada. Se eles conseguissem fazer isso esse governador era chamado de o “Todo poderoso”

 

Quando os romanos fundiram o judaísmo com a mitologia pegaram esse conceito da mitologia.
A Maria tinha que ser virgem e casada, mas tinha que fazer o filho não com o marido mas…. com o deus.

 

Vimos essa estória com Zeus que teve Hércules dessa maneira.

 

No judaísmo o adultério é proibido e D’us não faria uma coisa que ele próprio pediu para não fazermos, mas pelo judaísmo D’us é o primeiro a cumprir o que ele pede para nós fazermos.

 

Em relação à novos testamentos e novas alianças, D’us nos deu a TORÁ no monte Sinai na frente de milhões de pessoas que éramos todo o povo de Israel que saiu do Egito.

 

Por honestidade Divina, da mesma maneira que ele Êle é o primeiro a dar o exemplo e o primeiro a cumprir o que Êle nos pediu para cumprir como vimos acima no caso do adultério

 

Desta mesma maneira Êle que nos pediu para sermos honestos

 

Êle é o primeiro a cumprir essa honestidade e não ser desonesto dando a Torá na frente de milhões de pessoas e depois novos testamentos para uma pessoa ou um pequeno grupo, mas sim ele teria que reunir todo o povo de Israel novamente no monte Sinai e refazer a entrega da Torá

 

Por isso, dizem nossos sábios que a nova TORÁ que vai ter na era messiânica é a revelação de coisas que já foram dadas no monte Sinai e estão ocultas na TORÁ hoje.

 

Don Itzhak Abarbanel foi um grande Rabino que viveu na Espanha e fugiu de lá na época da inquisição.

 

Entre suas obras ele escreveu um livro chamado Yashuot Meshi’hó (as salvações do Mashia’h) no qual ele explica que o “J.C.” era a reencarnação de Essav, o Esaú da Torá, e o motivo que os povos europeus se identificaram com o cristianismo é o fato de eles serem os bnei Essav, as tribos de Essav

 

Todos os profetas concordam que na época do Mashia’h não haverão mais guerras, e desde a fundação do cristianismo, os países que mais fizeram guerras no mundo foram os países cristãos europeus.

 

Evito diálogos inter-religiosos, mas sendo que vi que você tem uma vontade honesta e sem segundas intenções de querer saber a diferença entre o judaísmo e as seitas cristãs, tenho que te esclarecer essa regra básica, nunca tivemos e nem vamos ter nada a ver com o cristianismo

 

Todos os profetas concordam que quando Mashia’h chegar não haverão mais guerras e todos os povos vão desmontar as suas armas e transformá-las em enchadas. E o que vimos nesses dois mil anos é que os países cristãos sempre foram os que fizeram a maior parte das guerras do mundo

 

Por isso na noite entre o dia 24 e 25 de Dezembro não estudamos Torá sendo que esse dia é o pico da idolatria cristã no nosso país, não estudamos Torá, ou seja, qualquer livro judaico religioso.

 

Porque o estudo da Torá traz vida para o mundo e nessa noite não queremos dar mais vida além da cota que o “outro lado” já recebe por meio dos setenta anos responsáveis pelos setenta povos.

 

Todo ano nessa noite o Rebe de Lubavitch jogava xadrez com seu sogro, o Rebe anterior

 

 

 

Rabino Gloiber
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Erros de avaliação

Na nossa Parashá Yaakov chega ao Egito e é apresentado por Yossef ao faraó.

 

Quando o Faraó pergunta à Yaakov qual é a sua idade ele responde :- “Os dias da minha vida foram poucos e ruins.”..

 

Porque a vida de um Tzadik tão grande como Yaakov , o maior dos patriarcas, foi tão ruim?

 

Diz o Ari Zal que os patriarcas são chamados de patriarcas porque o primeiro homem, Adam Harishon, que era o patriarca da humanidade inteira se reencarnou como Avraham , Itzchak e Yaakov.

 

Esse primeiro homem, por meio de ter comido a famosa fruta proibida cometeu as três maiores transgressões que estão em um nível de “preferível morrer do que transgredir”, fazendo com que sua Alma Divina nos seus três níveis de “Nefesh” , “Rua’h” e “Neshamá” caísse dentro das impurezas

 

Sabemos que o primeiro homem antes de fazer a primeira transgressão da história do mundo não tinha Yetzer Hará (inclinação para o mal) .

 

Se ele não tinha “yetzer hará” como pode ele ter feito uma transgressão tão grande?

 

Simples assim! Ele fez um erro de avaliação!

 

o primeiro homem. Mesmo tendo sido diretamente criado por D’us (e não cópia de cópia como nós) e o tempo em que ele foi criado era antes de comer a fruta proibida e receber o “yetzer a rá” (má inclinação) , mesmo assim tropeçou e caiu no caso “escândalo da fruta proibida”.

 

Com certeza tinha uma justificativa, como ele próprio disse :- “a mulher que você me deu….”.

 

Ou seja, o primeiro homem que não tinha Yetzer a rá achou que D’us iria ficar feliz de ele ter obedecido à Havá que era a “Mãe de todas as criaturas” ,

 

Havá imaginou que se ela comesse a fruta e ficasse como D’us seria um orgulho para o Criador

 

e erraram porque D’us queria que eles ficassem como D’us em “Kedoshim Tihiu” , em coisas boas , não em vivenciar a “coisa ruim”.

 

Fizeram um erro de avaliação sem ter feito ainda o primeiro pecado e ter recebido uma má inclinação .

 

Ou seja, ninguém é perfeito, todos nós somos passíveis de erros de avaliação.

 

Um ser humano criado pelo próprio D’us sem Yetzer a rá faz um erro de avaliação , o que dizer sobre nós , geração descartável , será que existe entre nós alguém que D’us não criou e portanto é perfeito ?

 

Mais provável que alguem se ache perfeito , ou se achava até ler o Rashi do Midrash Rabá !

 

A nós só resta não cobrar perfeição do nosso próximo , não cobrar dele o que D’us não criou e julgar ao nosso próximo com bons olhos porque da mesma maneira que julgamos o nosso próximo assim somos julgados lá em cima.

 

Qualquer criatura, mesmo um Anjo ou uma criatura mais elevada é impossível que seja totalmente perfeito , como diz a conhecida explicação de Rashi no Midrash Rabá sobre o versículo “Asher Bará Elokim Láassot”.

 

Rashi traduz a palavra “Laassot” como consertar. Ou seja, tudo o que D’us fez ainda precisa de um consertozinho

 

E se ainda é preciso fazer alguma coisa em tudo o que D’us fez quer dizer que nada é perfeito, portanto tudo o que D’us fez é  passível de erro e será que existe alguma coisa que D’us não fez?

 

Rabino Gloiber

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Os dias estão chegando

Vaygash

 

Eis que os dias estão chegando

 

O Zohar nos traz um conceito chamado de Ketz hayamim, o extremo dos dias, se referindo ao extremo do mal, e Ketz hayamin, o extremo da direita, se referindo ao extremo das Sefirót que é a Mal’hut representando nesse caso o extremo do bem.

 

Explica o Rebe que antes da redenção final, durante o período chamado de “calcanhares do Mashia’h” que é o período no qual estamos vivendo, o mal aumenta no mundo em forma de disputas entre judeus e também entre não judeus.

 

Isso entre outros sinais negativos que acontecem nessa época e que não aconteceram em épocas anteriores.

 

Sinais para sabermos que estamos próximos à nossa Gueulá, à nossa redenção final.

 

Por outro lado o bem também aumenta.

 

Novas formas de estudar a Torá são reveladas e ações de caridade e bondade são feitas em uma escala sem precedentes.

 

Como podemos entender essa tão grande contradição no comportamento das pessoas da nossa época?

 

Em relação ao povo de Israel, e em particular agora que estamos no final do nosso exílio, depois de termos passado por todas as previsões em relação aos prazos finais dele incluindo a condição de fazer “Teshuvá” antes da Gueulá, da redenção final.

 

Como atestou o Rebe Yossef Yitzhak, o Rebe Anterior de Lubavitch, que também esse requisito nosso povo já cumpriu.

 

E com tudo isso esperamos todo dia pela nossa verdadeira e completa redenção final, e ela ainda não chegou!

 

A palavra “Ketz”, é traduzida como “extremo”, mas também pode ser traduzida como “final”. Assim também a ligação entre o conceito de “Ketz” e a nossa redenção é dupla.

 

“Ketz” se refere ao extremo final da escuridão do nosso exílio, “final dos dias”, final do nosso exílio.

 

E junto a isso, a palavra “Ketz” também está se referindo à uma nova era, a era da Gueulá. “Ketz hayamin, o extremo do bem.

 

E assim nos conta o Zohar que a palavra Ketz pode estar representando o extremo do bem, e ao contrário, pode também estar representando o extremo do mal.

 

Esses dois extremos, sendo um o extremo da direita que representa a Hessed, a bondade, e o outro que é o extremo da esquerda que representa a Guevura, a rigidez, são os dois caminhos que temos à nossa frente nesse mundo. O bem e o mal.

 

Portanto, a preparação do mundo para a redenção é a de se separar totalmente do mal causando com que o bem e o mal se tornem claramente separados e isolados um do outro.

 

Dessa forma há até uma vantagem na situação trágica que previram nossos Sábios em relação aos acontecimentos que antecedem a nossa redenção final, situação em que o mal predomina completamente.

 

Por que dessa forma ele se torna totalmente visível, claro e definido, e está mais exposto ao seu final do que em uma situação na qual o mal está menos forte por estar misturado com o bem.

 

Por isso dizem nossos Sábios no tratado de Sanedrin que na geração que antecede a Gueulá os governos se tornarão totalmente corruptos, indicando que o mal que se encontra no mundo se tornará cada vez mais “reconhecível”.

 

E a verdade de que qualquer governo que não se comporta de acordo com o “governo Divino” é uma “corrupção absoluta” estará claramente visível.

 

A verdadeira crença na unidade de D’us é encontrada apenas entre os judeus. Esta é a preparação para a redenção, quando todos conhecerão a pura verdade e seguirão a verdadeira fé que o nosso povo representa.

 

Essa também é a explicação para o que disseram nossos Sábios, que Mashia’h chegará em uma geração totalmente boa ou totalmente ruim.

 

A redenção, conforme mencionado, virá quando o trabalho de diferenciar o bem do mal for concluído.

 

Nosso trabalho é separar o mal que se misturou com o bem e estabelecer limites claros entre o que é bom e o que é ruim.

 

Enquanto o bem e o mal estiverem misturados, a redenção completa não pode vir.

 

Mas virá quando uma das duas possibilidades ocorrer:

 

Ou nos refinamos causando com que o nosso lado ruim gradativamente nos deixe

 

Ou, D’us nos livre, o lado ruim nos domina por não encontrar em nós uma resistência compatível com a sua intensidade.

 

O Rebe nos contou que nos nossos tempos, coisas assustadoras estão acontecendo no mundo, tanto para o bem quanto para o mal.

 

A começar pela questão da disputas

 

Hoje em dia vemos disputas até entre tais judeus que nunca foi possível supor que haveria uma disputa entre eles.

 

Isso causou para eles uma real mudança de perfil, e eles até tentaram disfarçar isso dizendo que tinham entrado nessas discussões por motivos religiosos e etc…

 

E por outro lado, em relação as coisas boas

 

Em nossos tempos vemos atos de bondade e amor ao próximo tão grandes que não imaginávamos antes que isso poderia um dia se tornar uma realidade.

 

Doações para a caridade em tão grande proporção, dedicação tão grande em benefício de outros judeus.

 

Temos histórias de gerações passadas, e em todas as gerações houve caridade e benevolência entre os judeus, mas nunca tínhamos alcançado níveis tão altos em relação à Tzedaká, em relação a caridade.

 

E também em relação ao estudo e ensino da Torá

 

Justamente nas gerações mais recentes conseguimos revelar por meio do intenso estudo da Torá assuntos profundos que ninguém imaginou que poderiam ser decifrados. E não vemos esses assuntos nos livros das gerações anteriores.

 

Também a forma de ensinar e aprender em nossos tempos é especial, uma nova forma de estudar.

 

Mas a mudança é tanto para o bem, quanto vice-versa.

Entre os sinais que mencionamos sobre o período da redenção, a questão de “países que se provocam” também aconteceu no passado

 

Mas hoje em dia a situação nesta categoria é de uma forma que não se imaginava, com uma crueldade desproporcional

 

Como vemos acontecer na prática em muitos países nesses dias mesmo e que não existia nas gerações anteriores, e ninguém está se importando muito com isso.

 

Sendo que a nossa Torá é uma Torá “luz”, tudo tem uma resposta na Torá e de forma clara e esclarecedora. E se assim for, a explicação para esta situação alarmante também deve estar na Torá. E em relação a nós, não há necessidade de pesquisar muito, porque a Guemará fala abertamente sobre esse assunto

 

De acordo com todos os sinais que foram ditos no final do Tratado Sota, nosso tempo está próximo do ‘final dos dias’, tão próximo que não existe mais próximo do que isso, porque nunca houve uma existência real de todos os sinais como nestes dias.

 

E em relação ao ‘final dos dias’, tempo em que se aplicarão muitas mudanças no mundo até a grande mudança concernente ao mundo inteiro que será a redenção final, está explícito no final do livro do profeta Daniel:

 

“Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, e os maus farão maldades”.

 

Termina o profeta Daniel com as palavras: “e os sábios entenderão do que se trata

 

Ou seja, há coisas que até o final dos tempos existem na realidade, mas não estão claras.

 

Ou que se tornaram claras, mas ainda estão misturadas com outras coisas e ainda não se separaram delas e por isso ainda não são totalmente reconhecíveis. Ou que já são reconhecíveis mas não de maneira claramente explícita.

 

Mas, quando chegarem muito perto do final dos dias, e este é um dos principais sinais de que já estamos na etapa em que isso vai começar a acontecer, vai se cumprir a profecia do profeta Daniel de que “Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, e os maus farão maldades”.

 

Ou seja, não se trata de algo que vai acontecer para um grupo pequeno de pessoas, mas como diz o profeta Daniel, Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, se trata do mundo inteiro. E conclui que “os sábios entenderão”.

 

Ou seja, para entender porque isso está acontecendo é preciso ser um Sábio, mas para ver que isso está acontecendo, qualquer um pode ver.

 

O Rebe nos explicou por que existe a necessidade de o bem e o mal se revelarem separadamente em sua maior potência antes da Gueulá, como o mundo inteiro está vendo isso acontecer diariamente.

 

O motivo para isso, diz o Rebe, é que cada um de nós tem forças ocultas que não poderiam ser refinadas porque não sabíamos da existência delas.

 

Nessa situação todas as nossas forças ocultas se revelam, se tornam forças reveladas, e se existe nelas um lado ruim que precisa ser refinado.

 

Ou seja, excluído de nós que somos parte de D’us que é a essência do bem, imediatamente reconhecemos sua existência e o consertamos, ou o excluímos, ou direcionamos ele para o bem.

 

Não teríamos como retificar nossas forças ocultas se elas não se revelassem e portanto não saberíamos que elas existem.

 

Porque afinal das contas somos obrigados a refinar o mal das nossas forças ocultas, e se elas continuassem ocultas estaríamos ocupados com outras coisas, mesmo sendo elas coisas boas, e não consertaríamos o que precisamos consertar.

 

E assim conseguimos entender que quando o profeta Daniel fala sobre essa época de refinamento, ele está nos indicando o lado bom que ela nos traz

 

Porque somente assim conseguimos descobrir o lado ruim das nossas forças ocultas e fazer nelas o reparo necessário.

 

O fato de a revelação das nossas forças ocultas acontecer somente agora nessa época está ligado aos dois “extremos”, Ketz hayamim e Ketz hayamin.

 

Porque à medida que nos aproximamos do “final dos tempos”, do final do nosso exílio, a escuridão no mundo se fortalece e aumenta cada vez mais.

 

As forças negativas que até agora estavam ocultas se revelam, e por isso há necessidade de revelarmos forças superiores, por meio das quais você pode superar a escuridão e resistir.

 

E mais uma razão para isso:

 

Já que nos aproximamos do “Ketz Hayamin”, da nossa redenção final, começa a se materializar o fenômeno do fortalecimento do bem, que também se torna “claro” e se revela em toda a sua intensidade.

 

Uma das manifestações disso é a descoberta dos segredos da Torá, a Torá oculta, a categoria da Torá que é comparada ao azeite que se transforma em luz.

 

Por isso, já começamos agora por meio do estudo da Hassidut a provar um pouquinho dos segredos da Torá oculta que o Mashia’h vai nos revelar. A palavra Mashia’h quer dizer ungido, como diz o Tehilim (89/21)

 

Rabino Gloiber

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Hanuká e Rosh Hodesh -Zot Hanuka – O oitavo dia de Hanuká

 

Hanuká e o Rosh Hodesh 

 

Os gregos da Síria que dominavam o nosso povo são representados pela escuridão

 

Eles queriam acabar com a nossa identidade.

 

Não importava para eles que tivéssemos nossa própria cultura contando que tirássemos D’us dela

 

Para tirar D’us da nossa vida, eles decretaram que não poderíamos fazer o Brit Milá que é a circuncisão

 

Não poderíamos mais guardar Shabat porque por meio de guardar o Shabat estamos mostrando para o mundo que acreditamos no D’us que criou o mundo em seis dias e no sétimo dia não criou nada

 

Não poderíamos mais fazer o Rosh Hodesh, porque sem o Rosh Hodesh não saberíamos o dia certo das festas judaicas

 

Para comemorarmos a nossa vitória contra eles, sendo que não poderíamos comemorar a vitória da guerra com uma festa porque muitos judeus apoiavam a cultura grega e se alistaram no exército deles contra nós, Hashem (D’us) nos fez um milagre de oito dias

 

Oito dias nos lembra o Brit Milá que é feito no oitavo dia, dentro de oito dias têm um Shabat, e dentro desses oito dias de Hanuká que parte deles é no mês de Kislev e parte deles no mês de Tevet, temos um Rosh Hodesh, Rosh Hodesh Tevet

 

O calendário judaico é baseado na Lua. O nascimento dela determina o começo do  mês judaico que é o ciclo completo da lua. Ela nasce como um fiozinho estreito, que gradualmente se torna maior a cada noite, até ficar perfeitamente cheio e redondo, no meio do mês.

 

Depois a Lua começa a ficar menor até desaparecer totalmente, e isso vai determinar o final do nosso mês judaico.

 

Quando a Lua nasce ela surge como um estreito crescent e é chamada de Molad que é o “nascimento da Lua” “novilúnio” em português .

 

No Shabat antes da Lua nova, anunciamos e abençoamos o novo mês (exceto o mês de Tishrei, que é abençoado unicamente pelo próprio D’us).

 

De um molad ao seguinte passa um pouco mais de vinte e nove dias e meio. Esta é a duração do mês.

 

Mas sendo que não podemos ter metade do dia pertencendo a um mês e a outra metade ao seguinte, o calendário judaico foi construído de um jeito que às vezes o mês tem vinte e nove dias, e outras vezes, trinta dias, mas nunca mais de trinta e nunca menos de vinte e nove.

 

Por isso que às vezes temos um dia de Rosh Hodesh,  que é o início do mês, e às vezes dois.

 

Quando temos um dia de Rosh Hodesh, significa que o mês que terminou tinha 29 dias.

 

Quando temos dois dias de Rosh Hodesh, o primeiro dia pertence ao mês anterior, ou seja, é o 30º dia do mês que está terminando,  e o segundo dia de Rosh Hodesh é o primeiro dia do mês que está entrando.

 

Em um ano “comum” temos seis meses “cheios”, ou seja, com 30 dias cada um, e seis meses “curtos” de 29 dias cada um, seguindo-se um ao outro (30, 29, 30, 29) completando um total de 354 dias no ano judaico.

 

Em alguns anos “perdemos” um dia, e em outros “ganhamos” um, fazendo com que o número total de dias num ano seja de 353, 354, ou 355, conforme o caso.

 

O calendário judaico fixo foi feito dessa forma para evitar que Yom Kipur caia na sexta-feira ou no domingo para não terem dois dias em seguida com a proibição de trabalho nível Shabat.

 

O Rosh Hodesh é uma pequena festa judaica e tem até rezas especiais.

 

A festa de Pêssa’h deve ser na primavera, considerando-se as estações do hemisfério norte, que é a estação do ano em que nossos antepassados saíram do Egito

 

Por isso o calendário judaico tem que fazer uma sincronização entre o sistema lunar e o sistema solar, sendo que o sistema solar determina as quatro estações do ano que são chamadas em hebraico de “Tekufot”.

 

O Ano Solar tem pouco menos de 365 dias e meio. O Ano Lunar às vezes tem 353 dias, às vezes 354 e às vezes 355.

 

Para que a festa de Pessa’h aconteça na primavera temos que sincronizar o ano lunar com o ano solar, por isso o calendário judaico tem um mês a mais a cada três anos

 

Quando o mês de Nissan, que é o mês de Pessach, começa a se distanciar da primavera, acrescentamos um mês de Adar naquele ano empurrando Nissan para frente, para o seu lugar apropriado na primavera.

 

 

O oitavo dia de Hanuká e o oitavo princípio da fé Judaica

 

Nossos Sábios chamam o oitavo dia de Hanuká de “Zot Hanucá”, com base nas palavras da leitura da Torá do 8º dia da inauguração do Mishkan que era o Templo Móvel no deserto:

 

O Ari Zal Hakadosh compara os primeiros sete dias de Chanucá com os primeiros sete princípios da bondade Divina, entre os 13 Princípios (י”ג מידות) que constam na Torá, e o oitavo dia engloba os outros seis juntos.

 

A força espiritual deste dia está oculta no fato de que no judaísmo o número 7 representa a natureza e o número 8 representar o sobrenatural.

 

Por isso é muito importante rezar forte nesse dia e fazer todos os seus pedidos pessoais, porque nesse dia podem ocorrer manifestações sobrenaturais, ou seja, milagres verdadeiros.

 

Sabedoria Divina e sabedoria humana

 

Os judeus se recusaram a permitir que a cultura grega se mesclasse com o judaísmo em virtude de um princípio fundamental da fé judaica: a Torá não é a sabedoria do Povo Judeu, mas a Sabedoria de D’us.

 

Isso significa que ela não é comparável à sabedoria humana.

 

Se a Torá tivesse sido escrita pelos Patriarcas, por Moshé ou pelos Sábios judeus, poderia ser comparada ao conhecimento grego.

 

Mas o judaísmo ensina que os Cinco Livros da Torá foram escritos por D’us e transcritos por Moshé e que os outros livros do Tana’h foram escritos pelos profetas, sob direta inspiração Divina.

 

Os outros trabalhos da Torá – seja os que pertencem a seu lado revelado, como o Talmud, ou a seu lado oculto, como o Zohar, são uma explicação e elucidação da Sabedoria Divina, que foi transmitida por D’us a Moshê no Monte Sinai, e que foi ensinada oralmente, de geração em geração, até que, por fim, foi transcrita.

 

A Torá, portanto, não é apenas a Vontade de D’us nos informando como Ele deseja que o homem aja, mas é a Sua Sabedoria, um livro que Ele mesmo escreveu.

 

Ou seja, ela é infinitamente superior a tudo o que a mente humana possa compreender e criar.

 

O judaísmo não despreza o conhecimento humano, mas ele é limitado e falível, como todos os seres humanos, e sempre está mudando e necessitando de novas atualizações.

 

Se a Torá tivesse sido escrita por eles, seria permitido para nós fazermos críticas à ela, mas os seres humanos não podem adulterar um trabalho de autoria Divina.

 

Assim podemos entender por que o milagre sobrenatural de Hanuká , que está por trás do milagre natural da vitória militar, envolveu azeite puro, que não havia sido contaminado pelos gregos.

 

A sabedoria da Torá é comparada com o óleo de oliva, que não se mistura com nenhum outro líquido e sempre permanece na camada superior.

 

Assim como o azeite, a sabedoria da Torá, sendo Divina, está inevitavelmente acima do conhecimento do homem

 

Por causa da sua incomparável superioridade ela não pode ser mesclada com nenhuma outra.

 

O milagre do óleo de oliva ritualmente puro nos ensina que a Torá de D’us, que Ele nos confiou, precisa permanecer pura.

 

Não pode ser alterada e nem está aberta a conceitos que não pertencem a ela.

 

O oitavo princípio da fé judaica é:

 

Crer com plena fé que toda a Torá que se encontra em nosso poder foi dada a Moshê Rabênu

 

O Sefer Torá, o livro da profecia de Moshe Rabeinu, foi escrito quarenta anos depois da entrega da Torá e repassado de mestre para aluno de geração em geração sem nenhuma interrupção.

 

Quarenta anos depois da entrega da Torá, Moshe escreveu em setenta línguas diferentes o Sefer Torá que D’us pediu para ele escrever.

 

Assim começa a categoria da nossa Torá conhecida como Torá escrita, começando pelo Sefer Torá que é dividido em cinco livros traduzido como pentateuco.

 

A categoria da Torá chamada de “Torá Escrita” é composta por 24 livros e dividida em três categorias:

 

1- “Torá”, que também serve como nome genérico para qualquer livro judaico mas que nesse caso está falando especificamente sobre o pentateuco.

 

2- Neviim, que são os livros dos profetas que sucederam Moshe Rabeinu que foi o maior de todos os profetas.

 

3- Ketuvim, escrituras sagradas.

 

Essas três categorias da Torá escrita juntas são chamadas de TaNa’H que são as iniciais das palavras Torá, Neviim e Ketuvim. O TaNa’H é composto de 24 livros.

 

Como vimos anteriormente, os primeiros desses 24 livros, o Pentateuco, foram escritos somente quarenta anos após a entrega da Torá, e todos os outros livros da Torá escrita foram escritos depois disso.

 

Torá Oral

 

Certa vez uma pessoa que não era judeu perguntou ao grande Sábio Hilel :- Quantas Torot (plural de Torá) vocês tem? :- Duas, respondeu Hilel, a Torá escrita e a Torá oral.

 

Ouvindo isso a pessoa declarou :- Na Torá escrita eu acredito, mas na oral não. Eu quero me converter ao judaísmo na condição de que você só me ensine a Torá escrita.

 

Hilel concordou. Hilel começou a ensinar ele a ler a Torá. Mostrou para ele a letra Alef e explicou oralmente que o nome dela é Alef. Mostrou a letra Beit e explicou que o nome dela é Beit. O mesmo fez com a letra guimel e a letra dalet .

 

Na outra aula Hilel mostrou para ele a letra Alef e disse que isso é o Dalet. O aluno se espantou e disse :- Mas ontem você não me explicou assim! Você confiou no que eu te expliquei oralmente ontem? Disse Hilel, então confie em mim também em relação à Torá oral!

 

Sendo que quando D’us deu à Moshe a Torá escrita, a explicou oralmente e detalhadamente para Moshe, que a ensinou oralmente para o povo de Israel, e assim a Torá chegou até nós desde o começo!

 

Ou seja, sem a Torá oral não saberíamos nem ler e nem entender a Torá escrita

 

Quando D’us nos deu a Torá, elas eram duas desde o começo. Uma escrita e uma oral. Moisés ,o maior de todos os profetas escreveu a Torá escrita e explicou oralmente como colocar ela na prática. Ou seja, de que forma cumprir o que está escrito. Em outras palavras, o “como cumprir” a Mitzvá é chamado de Torá oral.

 

A Torá escrita começa com Moshe, o maior de todos os profetas, e continuou sendo escrita posteriormente por profetas menores até o exílio da Babilônia que aconteceu depois da destruição do primeiro Templo de Jerusalém.

 

Os últimos profetas viveram no exílio da babilônia, continuando até a época em que o império persa dominava o mundo e o segundo Templo foi construído.

 

Depois dos persas veio o império grego e depois o império romano. Na época dos gregos e romanos não tínhamos mais profetas, e portanto não tivemos mais Torá escrita.

 

A Torá escrita terminou de ser escrita nos exílios da Babilônia e Pérsia completando 24 livros. Posteriormente a Torá oral que desde o começo era repassada oralmente, também foi escrita. Incluindo a Torá oculta conhecida como Kabalah.

 

A Torá oral continua sendo escrita a cada geração sendo que surgem novas situações que precisam ser esclarecidas, comparadas às anteriores, diagnosticadas e classificadas. As pessoas também ficaram mais frágeis, consequentemente necessitando de explicações mais detalhadas.

 

As explicações dos Sábios de cada geração de como cumprir a Torá da maneira correta naquela geração também é chamada de Torá oral. Em resumo, o que chamamos de TORÁ inclui Torá oral e escrita .

 

A Torá escrita é composta de 24 livros e a oral hoje já chega à dezenas de milhares de volumes (dos quais mais de 63.000 livros sem direitos autorais já estão disponíveis no site Hebrew books

 

http://www.hebrewbooks.org

 

Rabino Gloiber

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A Parashá da Minha Vida – Miketz

Miketz

 

Nossa Parashá nos conta sobre os sonhos do faraó que por causa deles Yossef foi tirado da prisão e se tornou o vice rei do Egito.

O versículo diz: “e foi do final de dois anos e o faraó sonhou”. A Parashá usa a palavra Miketz que quer dizer “do final” no lugar de dizer “no final”.

Sempre que a Torá usa uma linguagem não usual ela está nos indicando que existe algo oculto por trás dessas palavras.

Diz o Zohar que essa linguagem quer dizer “depois do final”, e o “final” é o “Satan” que em hebraico quer dizer desviador .

 

Ele é o próprio anjo da morte que é o final de todos os que caem em suas mãos.

O Zohar nos ensina que o versículo usa a linguagem “depois do final” querendo dizer: depois de ter saído do esquecimento do ministro das bebidas que tinha prometido conversar sobre ele com o faraó, e dos sofrimentos na prisão.

Tanto o esquecimento que é um limite de memória quanto os sofrimentos que são limite de saúde, de dinheiro e etc sempre são causados pelo “satan” que é o extremo de baixo da Guevura que é a raiz dos limites.

O satan atua no mundo por meio de suas inúmeras ramificações, e o fato de o ministro das bebidas ter esquecido Yossef, também foi “trabalho” dele.

Depois de Yossef ter saído do “final”, aí aconteceu uma reviravolta de um extremo ao outro.

Diz o Zohar que esse “anjo do mal” é chamado de final porque ele é o extremo dos resquícios da Guevurá, ou seja, pior do que isso não existe.

No começo do mundo ele “baixou” na cobra e a cobra começou a falar.

Ela escolheu falar com Havá (Eva) por que sentiu mais proximidade com ela sendo que a raiz do aspecto feminino da Alma começa na Sefirá chamada de Biná que também é raiz da Sefirá chamada de Guevurá.

Trapaceando dessa forma, o Satan conseguiu roubar as bençãos de Adam. Esse é o cartão de visitas desse “satan”, desse desviador.

 

Ele se une às coisas ruins para interagir no mundo por meio delas, e sempre encontra alguém ou alguma coisa compatível para que por meio dela possa roubar as nossas bençãos também.

 

Por isso, dizem nossos Sábios, que quando tem que acontecer uma coisa ruim no mundo o tribunal Divino dá autorização ao “satan” para fazer essa coisa ruim acontecer somente por meio de uma pessoa ruim.

O Zohar nos conta que todo esse “sistema” chamado de “sitra ahara” que quer dizer “o outro lado”, funciona da seguinte forma:

Em primeiro lugar o “satan” pessoalmente ou por meio de algumas das suas inúmeras ramificações, aborda a pessoa de várias maneiras para tentar seduzi-la a fazer uma coisa errada.

Nessa etapa ele também “joga baixo” como fez com “Adam a Rishon”, o primeiro homem, que comeu a fruta do Etz a Daat pressionado por sua própria esposa sem saber que por trás disso estava “a cobra”, ou seja, o satan encarnado na cobra.

Cada um de nós é abordado diariamente por alguma ramificação dessa coisa ruim que “baixou” em alguém ou em alguma coisa para nos seduzir.

Se a pessoa se deixa seduzir, esse anjo ruim registra o B.O. imediatamente no tribunal Divino, e pede a autorização para castigar severamente essa pessoa por meio dele próprio que tem o maior prazer em castigar cruelmente a pessoa que ele próprio seduziu.

Como fazer para nos proteger do “satan”?

 

Quando D’us perguntou para Adam a Rishon (Adão) por que ele comeu a fruta do Etz a Daat, Adam jogou culpa em Havá (Eva) e Havá jogou a culpa na cobra. A justificativa é o maior privilégio do satan.

Porque se eles tivessem assumido que fizeram uma coisa errada e pedido para D’us desculpá-los, com certeza eles não teriam recebido castigo nenhum.

O que a “cobra” queria era isso mesmo, que Adam jogasse a culpa na Eva e Eva na cobra, porque a cobra já tinha uma resposta automática: D’us pediu para não comer aquela fruta, e uma conta pediu para eles comerem, a quem eles deveriam escutar?

E essa é a resposta que devemos dar para nós próprios sempre que recebemos uma sedução, como por exemplo quando alguém por qualquer motivo te tirou do sério e se trata de uma pessoa fraca em todos os aspectos a ponto de, se você “pisar nela”, ela simplesmente quebra e nada vai te acontecer por causa disso.

E você está com toda a vontade de quebrar essa pessoa com muito prazer, e só assim você vai dormir melhor!

Nessa hora  você tem que dizer para si próprio :- D’us falou para não maltratar nem um animal, e essa pessoa está “pedindo” para ser maltratada, a quem eu devo ouvir?

O Zohar nos conta que tanto esse “anjo ruim” quanto todo o lado ruim já não vão mais existir no futuro quando D’us tirar o lado ruim do mundo.

Então vamos rezar forte para que isso aconteça o mais rápido possível!

🌻🌻🌻🌻🌻

Os dias estão chegando

 

O Zohar nos traz um conceito chamado de Ketz hayamim, o extremo dos dias, se referindo ao extremo do mal, e Ketz hayamin, o extremo da direita, se referindo ao extremo das Sefirót que é a Mal’hut representando nesse caso o extremo do bem.

Explica o Rebe que antes da redenção final, durante o período chamado de “calcanhares do Mashiah” que é o período no qual estamos vivendo, o mal aumenta no mundo em forma de disputas entre judeus e também entre não judeus.

Isso entre outros sinais negativos que acontecem nessa época e que não aconteceram em épocas anteriores. Sinais para sabermos que estamos próximos à nossa Gueulá, à nossa redenção final.

Por outro lado o bem também aumenta, novas formas de estudar a Torá são reveladas e ações de caridade e bondade são feitas em uma escala sem precedentes.

Como podemos entender essa tão grande contradição no comportamento das pessoas da nossa época?

Em relação ao povo de Israel, e em particular agora que estamos no final do nosso exílio, depois de termos passado por todas as previsões em relação aos prazos finais dele incluindo a condição de fazer “Teshuvá” antes da Gueulá, da redenção final.

Como atestou o Rebe Yossef Yitzhak, o Rebe de Lubavitch anterior, que também esse requisito nosso povo já cumpriu. E com tudo isso esperamos todo dia pela nossa verdadeira e completa redenção final, e ela ainda não chegou!

A palavra “Ketz”, é traduzida como “extremo”, mas também pode ser traduzida como “final”. Assim também a ligação entre o conceito de “Ketz” e a nossa redenção é dupla.

“Ketz” se refere ao extremo final da escuridão do nosso exílio, “final dos dias” final do nosso exílio, e junto a isso, a palavra “Ketz” também está se referindo à uma nova era, a era da Gueulá. “Ketz hayamin, o extremo do bem.

E assim nos conta o Zohar que a palavra Ketz pode estar representando o extremo do bem, e ao contrário, pode também estar representando o extremo do mal.

Esses dois extremos, sendo um o extremo da direita que representa a Hessed, a bondade, e o outro que é o extremo da esquerda que representa a Guevura, a rigidez, são os dois caminhos que temos à nossa frente nesse mundo.

O extremo da direita que é o extremo do bem é citado no final do livro do profeta Daniel, e o extremo da esquerda é citado no livro de Yov (Jó), quando diz que D’us colocou um final para a escuridão.

Também em relação a Yossef, quando a Torá usa a palavra “Ketz” se referindo ao final dos dois últimos anos que Yossef estava na cadeia encontramos esses dois significados.

Por um lado o versículo está se referindo ao final da “estadia” de Yossef na prisão, e por outro se referindo ao começo da “redenção” de Yossef que se torna o vice rei do Egito.

Esses dois conceitos, mesmo aparecendo juntos, representam duas coisas totalmente opostas, como nos conta o Tzema’h Tzedek que foi o terceiro Rebe de Lubavitch no seu livro chamado de “explicações sobre o Zohar”:

Diz o Tzema’h Tzedek que “Ketz hayamim representa a parte final da “Klipá”, o extremo do lado ruim, indicando o fortalecimento do lado ruim antes de ele desaparecer totalmente. Ou seja, o “extremo de baixo” do lado “esquerdo”, o mal em sua maior intensidade. Enquanto que “Ketz hayamin” representa o supremo bem da Gueulá, da nossa redenção final.

Se trata de dois opostos que chegam ao mesmo tempo. Com o começo do brilho da luz da Gueulá, “Ketz hayamin”, começa também o fortalecimento do mal ao encontro do seu final definitivo. “Ketz hayamim”, a extrema intensidade do mal.

A ligação entre esses dois opostos se encontra em muitas citações dos nossos Sábios, como por exemplo no final do tratado de Sotá que nos conta sobre a depravação que acontece no mundo na época que antecede a Gueulá, e isso vemos hoje com os nossos próprios olhos.

Essas citações aparecem também em algumas partes do tratado de Sanedrin, como por exemplo: “o filho de David não chegará a não ser em uma geração que seja totalmente boa ou totalmente ruim”, nos indicando que a geração da Gueulá vai ser caracterizada por esses dois extremos. Diz o Rebe que eles acontecem simultaneamente.

E qual é realmente a ligação entre esses dois “extremos”?

A separação entre o bem e o mal.

O principal problema causado pelo primeiro homem quando ele fez a primeira transgressão foi a mistura entre o bem e o mal. Ele causou a indefinição entre os limites da “luz” e da “escuridão”.

Mesmo no início da criação havia uma realidade de ‘mal’ no mundo como consequência da quebra dos receptáculos do mundo de Tohu, mas esse mal estava separado e isolado, sem nenhum contato e ligação com o lado bom, com o lado puro.

Em tal situação, o mal estava claramente definido e as criaturas não cometeriam um erro seguindo algo que é claramente visto como mal, visto como uma coisa negativa.

O que levou ao fortalecimento do mal e da impureza foi o pecado da árvore do conhecimento que misturou os conceitos e criou uma situação em que não há bem sem mal e não há mal sem bem.

Em tal situação, quando não há uma definição clara de quem é bom e de quem é ruim, o mal engana, prevalece e domina. Além disso, o mal entrelaçado na realidade do bem o impede de atingir sua perfeição.

O papel da redenção é acabar com essa mistura e confusão, e criar limites claros e definidos para a realidade do mal como última etapa antes de ele desaparecer totalmente.

Quando a verdade for revelada com a chegada da redenção, o mal será visto em seu verdadeiro estado.

A mentira por si só “não tem pernas”, a única coisa que permite a existência da mentira e do engano, é um pouquinho de verdade que existe nela.

Quando essa centelha do bem que existe no mal é removida, o mal perde toda a sua capacidade de existência, e então retorna às suas dimensões originais e verdadeiras.

E assim escreveu Rabi Shneior Zalman que foi nosso primeiro Rebe, “O trabalho do Mashiah vai ser o de separar entre o bem e o mal. Portanto, a preparação do mundo para a redenção é a de se separar totalmente do mal causando com que o bem e o mal se tornem claramente separados e isolados um do outro.

Dessa forma há até uma vantagem na situação trágica que previram nossos Sábios em relação aos acontecimentos que antecedem a nossa redenção final, situação em que o mal predomina completamente.

Por que dessa forma ele se torna totalmente visível, claro e definido, e está mais exposto ao seu final do que em uma situação na qual o mal está menos forte por estar misturado com o bem.

Por isso dizem nossos Sábios no tratado de Sanedrin que na geração que antecede a Gueulá os governos se tornarão totalmente corruptos, indicando que o mal que se encontra no mundo se tornará cada vez mais “reconhecível” e a verdade de que qualquer governo que não se comporta de acordo com o “governo Divino” é uma “corrupção absoluta” estará claramente visível.

A verdadeira crença na unidade de D’us é encontrada apenas entre os judeus. Esta é a preparação para a redenção, quando todos conhecerão a pura verdade e seguirão a verdadeira fé que o nosso povo representa.

Essa também é a explicação para o que disseram nossos Sábios que Mashiah chegará em uma geração totalmente boa ou totalmente ruim. A redenção, conforme mencionado, virá quando o trabalho de diferenciar o bem do mal for concluído. Nosso trabalho é separar o mal que se misturou com o bem e estabelecer limites claros entre o que é bom e o que é ruim.

Enquanto o bem e o mal estiverem misturados, a redenção completa não pode vir. Mas virá quando uma das duas possibilidades ocorrer: ou nos refinamos causando com que o nosso lado ruim gradativamente nos deixe, ou, D’us nos livre, o lado ruim nos domina por não encontrar em nós uma resistência compatível com a sua intensidade.

O Rebe nos contou que nos nossos tempos, coisas assustadoras estão acontecendo no mundo, tanto para o bem quanto para o mal.

A começar pela questão da disputas – hoje em dia vemos disputas até entre tais judeus que nunca foi possível supor que haveria uma disputa entre eles. Isso causou para eles uma real mudança de perfil, e eles até tentaram disfarçar isso dizendo que tinham entrado nessas discussões por motivos religiosos e etc…

E por outro lado, em relação as coisas boas, em nossos tempos vemos atos de bondade e amor ao próximo tão grandes que não imaginávamos antes que isso poderia um dia se tornar uma realidade.

Doações para a caridade em tão grande proporção, dedicação tão grande em benefício de outros judeus.

Temos histórias de gerações passadas, e em todas as gerações houve caridade e benevolência entre os judeus, mas nunca tínhamos alcançado níveis tão altos em relação à Tzedaká, em relação a caridade.

E também em relação ao estudo e ensino da Torá, justamente nas gerações mais recentes conseguimos revelar por meio do intenso estudo da Torá assuntos profundos que ninguém imaginou que poderiam ser decifrados e não vemos esses assuntos nos livros das gerações anteriores. Também a forma de ensinar e aprender em nossos tempos é especial, uma nova forma de estudar.

Mas a mudança é tanto para o bem, quanto vice-versa. Entre os sinais que mencionamos sobre o período da redenção, a questão de “países que se provocam” também aconteceu no passado, mas hoje em dia a situação nesta categoria é de uma forma que não se imaginava, com uma crueldade desproporcional, como vemos acontecer na prática em muitos países nesses dias mesmo e que não existia nas gerações anteriores, e ninguém está se importando muito com isso.

Sendo que a nossa Torá é uma Torá “luz”, tudo tem uma resposta na Torá e de forma clara e esclarecedora. E se assim for, a explicação para esta situação alarmante também deve estar na Torá. E em relação a nós, não há necessidade de pesquisar muito, porque a Guemará fala abertamente sobre esse assunto.

De acordo com todos os sinais que foram ditos no final do Tratado Sota, nosso tempo está próximo do ‘final dos dias’, tão próximo que não existe mais próximo do que isso, porque nunca houve uma existência real de todos os sinais como nestes dias.

E em relação ao ‘final dos dias’, tempo em que se aplicarão muitas mudanças no mundo até a grande mudança concernente ao mundo inteiro que será a redenção final, está explícito no final do livro do profeta Daniel: “Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, e os maus farão maldades”. Termina o profeta Daniel com as palavras: “e os sábios entenderão do que se trata”.

Ou seja, há coisas que até o final dos tempos existem na realidade, mas não estão claras. Ou que se tornaram claras, mas ainda estão misturadas com outras coisas e ainda não se separaram delas e por isso ainda não são totalmente reconhecíveis. Ou que já são reconhecíveis mas não de maneira claramente explícita.

Mas, quando chegarem muito perto do final dos dias, e este é um dos principais sinais de que já estamos na etapa em que isso vai começar a acontecer, vai se cumprir a profecia do profeta Daniel de que “Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, e os maus farão maldades”.

Ou seja, não se trata de algo que vai acontecer para um grupo pequeno de pessoas, mas como diz o profeta Daniel, Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, se trata do mundo inteiro. E conclui que “os sábios entenderão”. Ou seja, para entender porque isso está acontecendo é preciso ser um sábio, mas para ver que isso está acontecendo, qualquer um pode ver.

O Rebe nos explicou por que existe a necessidade de o bem e o mal se revelarem separadamente em sua maior potência antes da Gueulá, como o mundo inteiro está vendo isso acontecer diariamente.

O motivo para isso, diz o Rebe, é que cada um de nós tem forças ocultas que não poderiam ser refinadas porque não sabíamos da existência delas. Nessa situação todas as nossas forças ocultas se revelam, se tornam forças reveladas, e se existe nelas um lado ruim que precisa ser refinado.

Ou seja, excluído de nós que somos parte de D’us que é a essência do bem, imediatamente reconhecemos sua existência e o consertamos, ou o excluímos, ou direcionamos ele para o bem.

Não teríamos como retificar nossas forças ocultas se elas não se revelassem e portanto não saberíamos que elas existem. Porque afinal das contas somos obrigados a refinar o mal das nossas forças ocultas, e se elas continuassem ocultas estaríamos ocupados com outras coisas, mesmo sendo elas coisas boas, e não consertaríamos o que precisamos consertar.

E assim conseguimos entender que quando o profeta Daniel fala sobre essa época de refinamento ele está nos indicando o lado bom que ela nos traz, porque somente assim conseguimos descobrir o lado ruim das nossas forças ocultas e fazer nelas o reparo necessário.

O fato de a revelação das nossas forças ocultas acontecer somente agora nessa época está ligado aos dois “extremos”, Ketz hayamim e Ketz hayamin.

Porque à medida que nos aproximamos do “final dos tempos”, do final do nosso exílio, a escuridão no mundo se fortalece e aumenta cada vez mais. As forças negativas que até agora estavam ocultas se revelam, e por isso há necessidade de revelarmos forças superiores, por meio das quais você pode superar a escuridão e resistir.

E mais uma razão para isso: já que nos aproximamos do “Ketz Hayamin”, da nossa redenção final, começa a se materializar o fenômeno do fortalecimento do bem, que também se torna “claro” e se revela em toda a sua intensidade.

Uma das manifestações disso é a descoberta dos segredos da Torá, a Torá oculta, a categoria da Torá que é comparada ao azeite que se transforma em luz.

Por isso já começamos agora por meio do estudo da Hassidut a provar um pouquinho dos segredos da Torá oculta que o Mashiah vai nos revelar. A palavra Mashiah quer dizer ungido, como diz o Tehilim (89/21)

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você

A Parashá da Minha Vida – Miketz

Miketz

 

Nossa Parashá nos conta sobre os sonhos do faraó que por causa deles Yossef foi tirado da prisão e se tornou o vice rei do Egito.

 

O versículo diz: “e foi do final de dois anos e o faraó sonhou”. A Parashá usa a palavra Miketz que quer dizer “do final” no lugar de dizer “no final”.

 

Sempre que a Torá usa uma linguagem não usual ela está nos indicando que existe algo oculto por trás dessas palavras.

Diz o Zohar que essa linguagem quer dizer “depois do final”, e o “final” é o “Satan” que em hebraico quer dizer desviador .

 

Ele é o próprio anjo da morte que é o final de todos os que caem em suas mãos.

 

O Zohar nos ensina que o versículo usa a linguagem “depois do final” querendo dizer: depois de ter saído do esquecimento do ministro das bebidas que tinha prometido conversar sobre ele com o faraó, e dos sofrimentos na prisão.

 

Tanto o esquecimento que é um limite de memória quanto os sofrimentos que são limite de saúde, de dinheiro e etc sempre são causados pelo “satan” que é o extremo de baixo da Guevura que é a raiz dos limites.

 

O satan atua no mundo por meio de suas inúmeras ramificações, e o fato de o ministro das bebidas ter esquecido Yossef, também foi “trabalho” dele.

 

Depois de Yossef ter saído do “final”, aí aconteceu uma reviravolta de um extremo ao outro.

 

Diz o Zohar que esse “anjo do mal” é chamado de final porque ele é o extremo dos resquícios da Guevurá, ou seja, pior do que isso não existe.

 

No começo do mundo ele “baixou” na cobra e a cobra começou a falar.

 

Ela escolheu falar com Havá (Eva) por que sentiu mais proximidade com ela sendo que a raiz do aspecto feminino da Alma começa na Sefirá chamada de Biná que também é raiz da Sefirá chamada de Guevurá.

Trapaceando dessa forma, o Satan conseguiu roubar as bençãos de Adam. Esse é o cartão de visitas desse “satan”, desse desviador.

Ele se une às coisas ruins para interagir no mundo por meio delas, e sempre encontra alguém ou alguma coisa compatível para que por meio dela possa roubar as nossas bençãos também.

 

Por isso, dizem nossos Sábios, que quando tem que acontecer uma coisa ruim no mundo o tribunal Divino dá autorização ao “satan” para fazer essa coisa ruim acontecer somente por meio de uma pessoa ruim.

 

O Zohar nos conta que todo esse “sistema” chamado de “sitra ahara” que quer dizer “o outro lado”, funciona da seguinte forma:

 

Em primeiro lugar o “satan” pessoalmente ou por meio de algumas das suas inúmeras ramificações, aborda a pessoa de várias maneiras para tentar seduzi-la a fazer uma coisa errada.

 

Nessa etapa ele também “joga baixo” como fez com “Adam a Rishon”, o primeiro homem, que comeu a fruta do Etz a Daat pressionado por sua própria esposa sem saber que por trás disso estava “a cobra”, ou seja, o satan encarnado na cobra.

 

Cada um de nós é abordado diariamente por alguma ramificação dessa coisa ruim que “baixou” em alguém ou em alguma coisa para nos seduzir.

 

Se a pessoa se deixa seduzir, esse anjo ruim registra o B.O. imediatamente no tribunal Divino, e pede a autorização para castigar severamente essa pessoa por meio dele próprio que tem o maior prazer em castigar cruelmente a pessoa que ele próprio seduziu.

 

Como fazer para nos proteger do “satan”?

 

Quando D’us perguntou para Adam a Rishon (Adão) por que ele comeu a fruta do Etz a Daat, Adam jogou culpa em Havá (Eva) e Havá jogou a culpa na cobra. A justificativa é o maior privilégio do satan.

 

Porque se eles tivessem assumido que fizeram uma coisa errada e pedido para D’us desculpá-los, com certeza eles não teriam recebido castigo nenhum.

 

O que a “cobra” queria era isso mesmo, que Adam jogasse a culpa na Eva e Eva na cobra, porque a cobra já tinha uma resposta automática: D’us pediu para não comer aquela fruta, e uma conta pediu para eles comerem, a quem eles deveriam escutar?

 

E essa é a resposta que devemos dar para nós próprios sempre que recebemos uma sedução, como por exemplo quando alguém por qualquer motivo te tirou do sério e se trata de uma pessoa fraca em todos os aspectos a ponto de, se você “pisar nela”, ela simplesmente quebra e nada vai te acontecer por causa disso.

 

E você está com toda a vontade de quebrar essa pessoa com muito prazer, e só assim você vai dormir melhor!

 

Nessa hora  você tem que dizer para si próprio :- D’us falou para não maltratar nem um animal, e essa pessoa está “pedindo” para ser maltratada, a quem eu devo ouvir?

 

O Zohar nos conta que tanto esse “anjo ruim” quanto todo o lado ruim já não vão mais existir no futuro quando D’us tirar o lado ruim do mundo.

Então vamos rezar forte para que isso aconteça o mais rápido possível!

 

🌻🌻🌻🌻🌻

 

Os dias estão chegando

 

O Zohar nos traz um conceito chamado de Ketz hayamim, o extremo dos dias, se referindo ao extremo do mal, e Ketz hayamin, o extremo da direita, se referindo ao extremo das Sefirót que é a Mal’hut representando nesse caso o extremo do bem.

 

Explica o Rebe que antes da redenção final, durante o período chamado de “calcanhares do Mashiah” que é o período no qual estamos vivendo, o mal aumenta no mundo em forma de disputas entre judeus e também entre não judeus.

 

Isso entre outros sinais negativos que acontecem nessa época e que não aconteceram em épocas anteriores. Sinais para sabermos que estamos próximos à nossa Gueulá, à nossa redenção final.

 

Por outro lado o bem também aumenta, novas formas de estudar a Torá são reveladas e ações de caridade e bondade são feitas em uma escala sem precedentes.

 

Como podemos entender essa tão grande contradição no comportamento das pessoas da nossa época?

 

Em relação ao povo de Israel, e em particular agora que estamos no final do nosso exílio, depois de termos passado por todas as previsões em relação aos prazos finais dele incluindo a condição de fazer “Teshuvá” antes da Gueulá, da redenção final.

 

Como atestou o Rebe Yossef Yitzhak, o Rebe de Lubavitch anterior, que também esse requisito nosso povo já cumpriu. E com tudo isso esperamos todo dia pela nossa verdadeira e completa redenção final, e ela ainda não chegou!

 

A palavra “Ketz”, é traduzida como “extremo”, mas também pode ser traduzida como “final”. Assim também a ligação entre o conceito de “Ketz” e a nossa redenção é dupla.

 

“Ketz” se refere ao extremo final da escuridão do nosso exílio, “final dos dias” final do nosso exílio, e junto a isso, a palavra “Ketz” também está se referindo à uma nova era, a era da Gueulá. “Ketz hayamin, o extremo do bem.

 

E assim nos conta o Zohar que a palavra Ketz pode estar representando o extremo do bem, e ao contrário, pode também estar representando o extremo do mal.

 

Esses dois extremos, sendo um o extremo da direita que representa a Hessed, a bondade, e o outro que é o extremo da esquerda que representa a Guevura, a rigidez, são os dois caminhos que temos à nossa frente nesse mundo.

 

O extremo da direita que é o extremo do bem é citado no final do livro do profeta Daniel, e o extremo da esquerda é citado no livro de Yov (Jó), quando diz que D’us colocou um final para a escuridão.

 

Também em relação a Yossef, quando a Torá usa a palavra “Ketz” se referindo ao final dos dois últimos anos que Yossef estava na cadeia encontramos esses dois significados.

 

Por um lado o versículo está se referindo ao final da “estadia” de Yossef na prisão, e por outro se referindo ao começo da “redenção” de Yossef que se torna o vice rei do Egito.

 

Esses dois conceitos, mesmo aparecendo juntos, representam duas coisas totalmente opostas, como nos conta o Tzema’h Tzedek que foi o terceiro Rebe de Lubavitch no seu livro chamado de “explicações sobre o Zohar”:

 

Diz o Tzema’h Tzedek que “Ketz hayamim representa a parte final da “Klipá”, o extremo do lado ruim, indicando o fortalecimento do lado ruim antes de ele desaparecer totalmente. Ou seja, o “extremo de baixo” do lado “esquerdo”, o mal em sua maior intensidade. Enquanto que “Ketz hayamin” representa o supremo bem da Gueulá, da nossa redenção final.

 

Se trata de dois opostos que chegam ao mesmo tempo. Com o começo do brilho da luz da Gueulá, “Ketz hayamin”, começa também o fortalecimento do mal ao encontro do seu final definitivo. “Ketz hayamim”, a extrema intensidade do mal.

 

A ligação entre esses dois opostos se encontra em muitas citações dos nossos Sábios, como por exemplo no final do tratado de Sotá que nos conta sobre a depravação que acontece no mundo na época que antecede a Gueulá, e isso vemos hoje com os nossos próprios olhos.

 

Essas citações aparecem também em algumas partes do tratado de Sanedrin, como por exemplo: “o filho de David não chegará a não ser em uma geração que seja totalmente boa ou totalmente ruim”, nos indicando que a geração da Gueulá vai ser caracterizada por esses dois extremos. Diz o Rebe que eles acontecem simultaneamente.

 

E qual é realmente a ligação entre esses dois “extremos”?

 

A separação entre o bem e o mal

 

O principal problema causado pelo primeiro homem quando ele fez a primeira transgressão foi a mistura entre o bem e o mal. Ele causou a indefinição entre os limites da “luz” e da “escuridão”.

 

Mesmo no início da criação havia uma realidade de ‘mal’ no mundo como consequência da quebra dos receptáculos do mundo de Tohu, mas esse mal estava separado e isolado, sem nenhum contato e ligação com o lado bom, com o lado puro.

 

Em tal situação, o mal estava claramente definido e as criaturas não cometeriam um erro seguindo algo que é claramente visto como mal, visto como uma coisa negativa.

 

O que levou ao fortalecimento do mal e da impureza foi o pecado da árvore do conhecimento que misturou os conceitos e criou uma situação em que não há bem sem mal e não há mal sem bem.

 

Em tal situação, quando não há uma definição clara de quem é bom e de quem é ruim, o mal engana, prevalece e domina. Além disso, o mal entrelaçado na realidade do bem o impede de atingir sua perfeição.

 

O papel da redenção é acabar com essa mistura e confusão, e criar limites claros e definidos para a realidade do mal como última etapa antes de ele desaparecer totalmente.

 

Quando a verdade for revelada com a chegada da redenção, o mal será visto em seu verdadeiro estado.

 

A mentira por si só “não tem pernas”, a única coisa que permite a existência da mentira e do engano, é um pouquinho de verdade que existe nela.

 

Quando essa centelha do bem que existe no mal é removida, o mal perde toda a sua capacidade de existência, e então retorna às suas dimensões originais e verdadeiras.

 

E assim escreveu Rabi Shneior Zalman que foi nosso primeiro Rebe, “O trabalho do Mashiah vai ser o de separar entre o bem e o mal. Portanto, a preparação do mundo para a redenção é a de se separar totalmente do mal causando com que o bem e o mal se tornem claramente separados e isolados um do outro.

 

Dessa forma há até uma vantagem na situação trágica que previram nossos Sábios em relação aos acontecimentos que antecedem a nossa redenção final, situação em que o mal predomina completamente.

 

Por que dessa forma ele se torna totalmente visível, claro e definido, e está mais exposto ao seu final do que em uma situação na qual o mal está menos forte por estar misturado com o bem.

 

Por isso dizem nossos Sábios no tratado de Sanedrin que na geração que antecede a Gueulá os governos se tornarão totalmente corruptos, indicando que o mal que se encontra no mundo se tornará cada vez mais “reconhecível” e a verdade de que qualquer governo que não se comporta de acordo com o “governo Divino” é uma “corrupção absoluta” estará claramente visível.

 

A verdadeira crença na unidade de D’us é encontrada apenas entre os judeus. Esta é a preparação para a redenção, quando todos conhecerão a pura verdade e seguirão a verdadeira fé que o nosso povo representa.

 

Essa também é a explicação para o que disseram nossos Sábios que Mashiah chegará em uma geração totalmente boa ou totalmente ruim. A redenção, conforme mencionado, virá quando o trabalho de diferenciar o bem do mal for concluído. Nosso trabalho é separar o mal que se misturou com o bem e estabelecer limites claros entre o que é bom e o que é ruim.

 

Enquanto o bem e o mal estiverem misturados, a redenção completa não pode vir. Mas virá quando uma das duas possibilidades ocorrer: ou nos refinamos causando com que o nosso lado ruim gradativamente nos deixe, ou, D’us nos livre, o lado ruim nos domina por não encontrar em nós uma resistência compatível com a sua intensidade.

 

O Rebe nos contou que nos nossos tempos, coisas assustadoras estão acontecendo no mundo, tanto para o bem quanto para o mal.

 

A começar pela questão da disputas – hoje em dia vemos disputas até entre tais judeus que nunca foi possível supor que haveria uma disputa entre eles. Isso causou para eles uma real mudança de perfil, e eles até tentaram disfarçar isso dizendo que tinham entrado nessas discussões por motivos religiosos e etc…

 

E por outro lado, em relação as coisas boas, em nossos tempos vemos atos de bondade e amor ao próximo tão grandes que não imaginávamos antes que isso poderia um dia se tornar uma realidade.

 

Doações para a caridade em tão grande proporção, dedicação tão grande em benefício de outros judeus.

 

Temos histórias de gerações passadas, e em todas as gerações houve caridade e benevolência entre os judeus, mas nunca tínhamos alcançado níveis tão altos em relação à Tzedaká, em relação a caridade.

 

E também em relação ao estudo e ensino da Torá, justamente nas gerações mais recentes conseguimos revelar por meio do intenso estudo da Torá assuntos profundos que ninguém imaginou que poderiam ser decifrados e não vemos esses assuntos nos livros das gerações anteriores. Também a forma de ensinar e aprender em nossos tempos é especial, uma nova forma de estudar.

 

Mas a mudança é tanto para o bem, quanto vice-versa. Entre os sinais que mencionamos sobre o período da redenção, a questão de “países que se provocam” também aconteceu no passado, mas hoje em dia a situação nesta categoria é de uma forma que não se imaginava, com uma crueldade desproporcional, como vemos acontecer na prática em muitos países nesses dias mesmo e que não existia nas gerações anteriores, e ninguém está se importando muito com isso.

 

Sendo que a nossa Torá é uma Torá “luz”, tudo tem uma resposta na Torá e de forma clara e esclarecedora. E se assim for, a explicação para esta situação alarmante também deve estar na Torá. E em relação a nós, não há necessidade de pesquisar muito, porque a Guemará fala abertamente sobre esse assunto

 

De acordo com todos os sinais que foram ditos no final do Tratado Sota, nosso tempo está próximo do ‘final dos dias’, tão próximo que não existe mais próximo do que isso, porque nunca houve uma existência real de todos os sinais como nestes dias.

 

E em relação ao ‘final dos dias’, tempo em que se aplicarão muitas mudanças no mundo até a grande mudança concernente ao mundo inteiro que será a redenção final, está explícito no final do livro do profeta Daniel: “Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, e os maus farão maldades”. Termina o profeta Daniel com as palavras: “e os sábios entenderão do que se trata

 

Ou seja, há coisas que até o final dos tempos existem na realidade, mas não estão claras. Ou que se tornaram claras, mas ainda estão misturadas com outras coisas e ainda não se separaram delas e por isso ainda não são totalmente reconhecíveis. Ou que já são reconhecíveis mas não de maneira claramente explícita.

 

Mas, quando chegarem muito perto do final dos dias, e este é um dos principais sinais de que já estamos na etapa em que isso vai começar a acontecer, vai se cumprir a profecia do profeta Daniel de que “Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, e os maus farão maldades”.

 

Ou seja, não se trata de algo que vai acontecer para um grupo pequeno de pessoas, mas como diz o profeta Daniel, Muitos se definirão, se purificarão e se retificarão, se trata do mundo inteiro. E conclui que “os sábios entenderão”. Ou seja, para entender porque isso está acontecendo é preciso ser um sábio, mas para ver que isso está acontecendo, qualquer um pode ver.

 

O Rebe nos explicou por que existe a necessidade de o bem e o mal se revelarem separadamente em sua maior potência antes da Gueulá, como o mundo inteiro está vendo isso acontecer diariamente.

 

O motivo para isso, diz o Rebe, é que cada um de nós tem forças ocultas que não poderiam ser refinadas porque não sabíamos da existência delas. Nessa situação todas as nossas forças ocultas se revelam, se tornam forças reveladas, e se existe nelas um lado ruim que precisa ser refinado.

 

Ou seja, excluído de nós que somos parte de D’us que é a essência do bem, imediatamente reconhecemos sua existência e o consertamos, ou o excluímos, ou direcionamos ele para o bem.

 

Não teríamos como retificar nossas forças ocultas se elas não se revelassem e portanto não saberíamos que elas existem. Porque afinal das contas somos obrigados a refinar o mal das nossas forças ocultas, e se elas continuassem ocultas estaríamos ocupados com outras coisas, mesmo sendo elas coisas boas, e não consertaríamos o que precisamos consertar.

 

E assim conseguimos entender que quando o profeta Daniel fala sobre essa época de refinamento ele está nos indicando o lado bom que ela nos traz, porque somente assim conseguimos descobrir o lado ruim das nossas forças ocultas e fazer nelas o reparo necessário.

 

O fato de a revelação das nossas forças ocultas acontecer somente agora nessa época está ligado aos dois “extremos”, Ketz hayamim e Ketz hayamin.

 

Porque à medida que nos aproximamos do “final dos tempos”, do final do nosso exílio, a escuridão no mundo se fortalece e aumenta cada vez mais. As forças negativas que até agora estavam ocultas se revelam, e por isso há necessidade de revelarmos forças superiores, por meio das quais você pode superar a escuridão e resistir.

 

E mais uma razão para isso: já que nos aproximamos do “Ketz Hayamin”, da nossa redenção final, começa a se materializar o fenômeno do fortalecimento do bem, que também se torna “claro” e se revela em toda a sua intensidade.

 

Uma das manifestações disso é a descoberta dos segredos da Torá, a Torá oculta, a categoria da Torá que é comparada ao azeite que se transforma em luz.

 

Por isso já começamos agora por meio do estudo da Hassidut a provar um pouquinho dos segredos da Torá oculta que o Mashiah vai nos revelar. A palavra Mashiah quer dizer ungido, como diz o Tehilim (89/21)

 

 

Rabino Gloiber
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Mensagem da Parashá

A Parashá da minha vida – Vayeshev


Vayeshev

O segredo dos sofrimentos

 

Nossa Parashá nos conta sobre os sofrimentos do nosso terceiro patriarca, Yaakov. Mesmo sendo Yaakov o maior dos três patriarcas, ele foi o que mais sofreu.

 

A Guemará nos conta que se alguém é um Tzadik completo, ou seja, estuda Torá e cumpre os Mandamentos Divinos, Hashem (D’us) dá para ele uma vida muito boa nesse mundo e um grande Paraíso no próximo mundo.

 

A Guemará também nos conta que um Tzadik que é filho de um Tzadik tem uma vida muito boa nesse mundo e o Paraíso garantido.

 

Pergunta o Zohar, como pode ser que Yaakov que foi o principal dos nossos três patriarcas, que também estava em um nível de Tzadik perfeito e também era um Tzadik, filho de Tzadik e neto de Tzadik, passou por terríveis sofrimentos durante 130 anos da sua vida contradizendo tudo o foi dito anteriormente ?

 

Quando Yaakov chegou ao Egito, o faraó perguntou a ele qual era a sua idade. Yaakov sabia que o faraó recebia antecipadamente todas as informações sobre aqueles que iriam se encontrar com ele, o faraó sabia que Yaakov tinha 130 anos.

 

Então porque fez à ele essa pergunta? Porque as informações não batiam, Yaakov aparentava ser muito mais velho do que realmente era. Pela resposta de Yaakov vemos que ele entendeu certinho o que o faraó estava perguntando.

 

Naquela época, há mais de 3.500 anos atrás, as pessoas eram muito fortes, e às vezes tinham uma vida excepcionalmente longa, e esse era o caso do próprio faraó. Pela cara de Yaakov, o faraó pensou que ele era nosso primeiro patriarca, Avraham.

 

Yaakov justificou o espanto do faraó com a seguinte resposta:- “Os dias da minha vida foram poucos e ruins, e não alcançaram os dias de vida de meus pais”.

 

Ou seja, Yaakov justificou o porquê de sua aparência não ser compatível com a sua idade em relação a sua época.

 

A resposta de Yaakov para o faraó foi que os dias da sua vida, mesmo tendo sido poucos relativos à sua época, foram ruins, e por isso ele aparentava ser muito mais velho do que realmente era.

 

Ou seja, o próprio Yaakov concordou que sofreu 130 anos até aquele momento da sua vida.

 

Sendo que Hashem (D’us) é a essência do bem e a natureza do bem é fazer o bem, como pode ser que Yaakov, que de acordo com a própria Torá deveria ter vivido uma vida extremamente boa, foi a pessoa que mais sofreu?

 

O Zohar nos traz algumas possibilidades que justificam o fato de uma pessoa boa ter uma vida ruim.

 

Sofrimentos de amor

 

A Guemará nos conta que quando alguém está sofrendo, a primeira coisa que deve fazer é um check-up espiritual.

 

Verificar se está fazendo alguma coisa errada que justifique esses sofrimentos e voltar para o caminho certo. Deixar de fazer coisas ruins e se arrepender de tê-las feito.

 

Se mesmo assim os sofrimentos continuarem, essa pessoa deve acrescentar no estudo da Torá, porque talvez esteja fazendo alguma coisa errada sem saber, ou está em falta com o próprio estudo da Torá.

 

Diz a Guemará que se depois disso os sofrimentos ainda continuarem, saiba que eles são sofrimentos de amor.

 

Sofrimentos que não são ligados a coisas erradas que fizemos e que não são uma retificação para as nossas transgressões sendo que elas já foram retificadas.

 

A corrida de obstáculos

 

Nossa vida é uma corrida de obstáculos. Quando entramos nesse mundo estamos entrando nessa corrida, e de acordo com a intensidade dos obstáculos, assim será a grandeza da vitória e a recompensa por termos vencido.

 

Diz o Zohar que por causa do grande amor que Hashem tem por cada um de nós, ele nos dá uma vida mais difícil.

 

Ou seja, aumenta o tamanho dos obstáculos que temos que ultrapassar para que a nossa recompensa por ultrapassá-los seja muito maior.

 

E por isso esses sofrimentos são chamados de “sofrimentos de amor”, sendo que o único objetivo dessa categoria de sofrimentos é a de recebermos uma recompensa muito maior no próximo mundo.

 

Às vezes o motivo desses sofrimentos de amor é para nos refinar.

 

Quando nascemos, a primeira alma que se revela em nosso corpo é a nossa alma animal. Um óvulo só é fecundado se Hashem colocar nele essa alma animal, e assim começa a vida.

 

Nós próprios somos a Alma Divina, mas se a Alma Divina se revestisse diretamente no corpo, nosso corpo se desintegraria, sendo que o nível espiritual da Alma Divina e o do corpo são totalmente desproporcionais.

 

Para nossa Alma Divina se revestir no nosso corpo é necessário uma alma animal que é uma alma espiritual do nível mais baixo.

 

Esse nível mais baixo é o lado espiritual desse nosso mundo material chamado de mundo da Assiá.

 

A alma animal é a intermediária entre a Alma Divina que somos nós, e o nosso corpo.

 

A Alma Divina se encontra de maneira envolvente  “Makif” desde que a alma animal se reveste no óvulo fecundado, e a partir disso ela vai se revestindo por etapas na alma animal e por meio dela no corpo.

 

Quando o menino faz treze anos ou a menina faz doze, nossa Alma Divina finalmente se reveste totalmente em nossa alma animal, que por sua vez está revestida no nosso corpo.

 

Nessa etapa nossa Alma Divina assume o controle deles, e assim nossa alma animal e nosso corpo se transformam em acessórios para nós que somos a Alma Divina.

 

Mas as vezes nossa alma animal está tão forte, que no lugar de ela se tornar nosso acessório e nossa vestimenta, nós é que nos tornamos o acessório dela.

 

Como uma pessoa que montou em um cavalo, e no lugar de o cavalo ir para onde essa pessoa quer conduzi-lo, o cavalo leva essa pessoa para o pasto e ainda obriga ela a ficar o dia inteiro cortando grama e trazendo para ele enquanto ele está deitado no pasto sem ter o que fazer.

 

A consequência disso é que nesse caso essa pessoa pode até ser um judeu religioso que estuda Torá e cumpre os Mandamentos Divinos, mas o comportamento dele lembra muito mais um animal que está mais interessado no pasto do que na Torá que estuda e nos Mandamentos Divinos que cumpre.

 

Deixando todos à sua volta intrigados com a contradição entre o que ele representa sendo um judeu religioso e a forma dele se comportar que lembra mais o comportamento animal do que o comportamento humano.

 

E para ajudar essa pessoa, diz o Zohar, pelo grande amor que D’us tem por ele, aumenta para ele a intensidade dos obstáculos da vida dela.

 

Devido aos sofrimentos, o lado animal dessa pessoa enfraquece, e consequentemente o lado espiritual dela se fortalece. Essa é uma categoria de sofrimentos de amor.

 

E por esse motivo, diz o Zohar, Unkelus traduziu o versículo em (Deuteronômio 7) “e paga seus inimigos, etc”. – Ele recompensa seus inimigos neste mundo pelas coisas boas que fazem para não receberem nenhuma recompensa no mundo de cima.

 

Daqui vemos que quando sofremos neste mundo somos chamados de “amados por Hashem”, o contrário do inimigo de Hashem que recebe uma vida boa nesse mundo como recompensa pelas coisas boas que fez, e não tem direito ao paraíso superior.

 

Tikun

 

Esses sofrimentos de amor às vezes estão ligados ao que fizemos na reencarnação anterior, e nesse caso o Tzadik filho de um Tzadik não é visto do ponto de vista biológico mas sim do ponto de vista espiritual.

 

Sua reencarnação anterior é chamada de “pai” da sua reencarnação atual mesmo que se trata da mesma pessoa.

 

Está escrito no segundo dos “Dez Mandamentos” que Hashem (D’us) cobra dos filhos a transgressão dos pais até a quarta geração.

 

Essa linguagem nos leva diretamente ao lado oculto da Torá, sendo que pela Torá os filhos não pagam pelas transgressões dos pais.

 

Sendo assim, esse versículo não está falando sobre a parte revelada da Torá, mas sim nos indicando o que se esconde por trás dela.

 

Diz o Zohar que nesse versículo a Torá está nos revelando a profundeza da bondade Divina.

 

Ou seja, como uma boa mãe que tem a obrigação de limpar seu filho que foi “nadar no esgoto”, assim também Hashem na sua enorme bondade nos limpa das “fezes espirituais” que grudaram na nossa Alma por causa das nossas más ações.

 

Mas D’us na sua infinita bondade nos dá três chances de retificarmos nossas transgressões de maneira positiva, e isso acontece por meio de três reencarnações.

 

Em cada uma dessas reencarnações  somos chamados de filhos da nossa reencarnação anterior, e por isso a Torá usa a linguagem que Hashem “cobra dos filhos as transgressões dos pais”.

 

Não se trata de filhos biológicos, sendo que pela própria Torá o filho biológico não paga pela transgressão do pai, mas se trata de filhos espirituais.

 

Nossa segunda reencarnação é chamada de filho da nossa primeira reencarnação, e daí para diante.

 

O raciocínio que está por trás disso é de que aquele aspecto da Alma Divina que já se retificou, se separa da parte que ainda não se retificou, dando origem a uma nova Alma que é uma ramificação da Alma anterior e estará sempre ligada à ela como o filho estará sempre ligado ao pai.

 

E sendo que na ressurreição dos mortos elas ressuscitam como duas pessoas diferentes, elas são chamadas espiritualmente de pai e filho.

 

Sendo assim, a pessoa pode ser biologicamente filho de um Tzadik e neto de um Tzadik e mesmo assim ter uma vida ruim.

 

Porque o pai que é levado em conta nesse caso é a própria pessoa em uma reencarnação anterior.

 

Então por que eles são chamados de pai e filho?

Porque o aspecto daquela Alma que fez o bem, subiu para o paraíso, e o aspecto daquela Alma que está vinculado ao que precisa ser retificado nasce de novo, e agora é chamado de o filho da reencarnação anterior.

 

Uma Alma se ramifica em duas, e na ressurreição dos mortos elas vão ser duas pessoas.

 

A reencarnação anterior de Yaakov

 

Depois que Adam HaRishon, o primeiro homem, comeu a fruta do “etz hadaat”, ele acusou Hava, a primeira mulher, de tê-lo induzido a comer aquela fruta, e se separou dela por 130 anos.

 

O anjo da morte tem um aspecto feminino, tem uma esposa. Essa anja da morte chamada de Ly… que não falamos o nome dela para não atrair a coisa ruim, se materializava, e junto com outra demônia chamada de Na… tiveram relações conjugais com Adam HaRishon durante todos esses 130 anos.

 

Elas conseguiam se materializar para ter essas relações, engravidavam de Adam mas davam a luz à demônios.

 

Essas relações conjugais com as demônias afetaram o nível Neshamá de Adam, o nível mais alto da Alma Divina que ainda consegue se revestir no corpo.

 

Yaakov era a reencarnação do nível Neshamá de Adam, e por isso todos os sofrimentos dele foram ligados à assuntos familiares, medida por medida, para retificar o que fez Adam a Rishon.

 

Por isso Yaakov sofreu, e ele sabia que veio para esse mundo para fazer essa retificação.

Quando Yaakov contou para o faraó que seus anos foram 130, acrescentou que não chegaram aos anos de vida de seus pais.

 

Como Yaakov poderia afirmar que só viveria 130 anos e não chegaria a idade de seus pais? Porque ele sabia que veio para o mundo para retificar esses 130 anos que Adam se relacionou com as demônias.

 

Mesmo assim, D’us deu para ele 17 anos de vida a mais. E sendo que nesses 17 anos que recebeu de bônus ele não precisava retificar nada, Hashem deu para ele as revelações do Gan Éden aqui nesse mundo.

 

O mesmo acontece com cada um de nós. Sofremos somente pelo que fazemos errado conscientemente, e às vezes sofremos também por algo que fizemos conscientemente em uma reencarnação anterior.

 

Às vezes já retificamos a reencarnação anterior e também a atual, mas entramos na etapa dos sofrimentos de amor e achamos que ainda estamos na etapa retificação, e que a retificação está sendo desproporcional ao que fizemos.

 

Então vamos rezar forte para que já venha a Gueulá, nossa redenção final.

 

D’us vai tirar o espírito da impureza do mundo, o mal não vai mais existir e consequentemente ninguém mais vai sofrer.

 

No futuro esse nosso mundo vai se tornar mais alto Paraíso do que o Alto Paraíso, e esse futuro já está bem próximo de nós.

 

 

Rabino Gloiber

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Hanuká

Clique aqui para abrir o guia de Hanuká 2025 – 5786

 

Guia de Hanuká
Este ano, 2025, a festa de Hanuká que é uma festa de oito dias começa ao pôr do sol de domingo, dia 14 de dezembro, e termina só no dia 22

 

 

Hanuká

A partir do pôr do Sol de domingo dia 14 de dezembro

acendemos as velas de Hanuká na seguinte ordem

 

 

Hanuká comemora a reinauguração do Templo Sagrado de Jerusalem após a vitória dos macabeus e é celebrada durante oito dias através do acendimento da hanukiá.

 

Hanuká significa, literalmente, “Inauguração”.

 

A festa recebeu este nome em comemoração ao fato histórico de que os Macabeus “hanu”,descansaram das batalhas no “ká” (25º dia) de Kislêv.

 

 

Por que comemoramos Hanuká

 

Durante o período do segundo Templo Sagrado, Antiohus, o rei da Síria grega, governou a Terra de Israel depois da morte de Alexandre, o Grande.

 

Ele pressionou os judeus a aceitarem a cultura grega proibindo o cumprimento dos mandamentos da Torá e forçando a prática da idolatria.

 

Os gregos da Síria fizeram decretos rigorosos contra o nosso povo, proibindo nossas práticas religiosas e nos proibindo de estudar Torá e cumprir as Mitzvot.

 

Eles roubaram nosso dinheiro e nossas filhas, entraram no Beit a Mikdash, nosso Templo Sagrado de Jerusalém, e profanaram tudo que era puro.

 

Eles causaram um grande sofrimento a ao nosso povo e nos oprimiram, até que D’us nos libertou e nos salvou das mãos dos inimigos.

 

 

A revolução dos Macabeus

 

Há aproximadamente 2.200 anos atrás, os Macabeus que eram uma família sacerdotal do nosso povo, se revoltaram contra o inimigo e os venceram milagrosamente.

 

O Beit a Mikdash, o Templo Sagrado de Jerusalém que tinha sido violado pelos rituais idólatras foi purificado e a Menorá reacesa com o azeite de oliva puro que foi descoberto no Templo.

 

A quantidade de azeite encontrada era suficiente para apenas um dia, mas milagrosamente durou 8 dias, até que um novo azeite puro pudesse ser produzido e trazido ao Beit a Mikdash.

 

Em lembrança destes milagres comemoramos Hanuká durante oito dias.

 

 


O que é Hanuká 

 

Os gregos da Síria que dominavam o nosso povo são representados pela escuridão.

 

Eles queriam acabar com a nossa identidade.

 

Não importava para eles que tivéssemos nossa própria cultura contando que tirássemos D’us dela.

 

Para tirar D’us da nossa vida, eles decretaram que não poderíamos fazer o Brit Milá que é a circuncisão.

 

Não poderíamos mais guardar Shabat porque por meio de guardar o Shabat estamos mostrando para o mundo que acreditamos no D’us que criou o mundo em seis dias e no sétimo dia não criou nada.

 

Não poderíamos mais fazer o Rosh Hodesh, porque sem o Rosh Hodesh não saberíamos o dia certo das festas judaicas.

 

Para comemorarmos a nossa vitória contra eles, sendo que não poderíamos comemorar a vitória da guerra com uma festa porque muitos judeus apoiavam a cultura grega e se alistaram no exército deles contra nós, D’us nos fez um milagre de oito dias.

 

Oito dias nos lembra o Brit Milá que é feito no oitavo dia, dentro de oito dias têm um Shabat, e dentro desses oito dias de Hanuká que parte deles é no mês de Kislev e parte deles no mês de Tevet, temos um Rosh Hodesh, Rosh Hodesh Tevet.

 

 

Nossos Sábios na Guemará Shabat 21b perguntaram: – O que é Hanuká?

 

E nos ensinam: A partir do vigésimo quinto dia de Kislev, são comemorados oito dias de Hanuká, durante os quais não são feitos discursos fúnebres e nem jejuns.

 

Quando os gregos entraram no Templo Sagrado de Jerusalém profanaram todos os azeites usados para acender a Menorá.

 

E quando a família dos Hasmoneus lutou contra eles e os expulsou, procuraram e encontraram apenas um potinho de azeite com o selo do Cohen Gadol que tinha azeite suficiente para um dia.

 

O milagre do primeiro dia foi que encontraram aquele potinho que tinha azeite o suficiente para ficar aceso um dia, e o milagre dos outros sete dias foi que a Menorá, o candelabro do Beit a Mikdash, continuou acesa por milagre milagre mais sete dias.

 

Tem quem diz que dividiram o conteúdo desse potinho em oito partes e cada um dos oito dias aconteceu um milagre que aquela pequena quantidade de azeite ficou acesa durante 24 horas.

 

No ano seguinte, os Sábios da época instituíram estes oito dias como uma festa, com cânticos de louvor e agradecimentos. e que se acendessem luzes na entrada das casas em cada uma dessas oito noites, para divulgar o milagre.

 

Estes dias são chamados de Hanuká que quer dizer inauguração.

 

Pode-se também interpretar a palavra como “hanu”= eles descansaram “ka”= no vigésimo quinto, porque no vigésimo quinto dia eles descansaram da batalha contra seus inimigos.

 

A Guemará nos conta que esses dias foram  transformados em dias de “reza e agradecimento”.

 

Cumprimos a obrigação de “louvor” recitando Hallel completo durante a reza da manhã, Shaharit, em todos os oito dias de Hanuká.

 

A obrigação de “agradecimento” é cumprida por meio da leitura do Al haNissim na reza da Amidá, e também no Bircat Hamazon que é a Bênção que fazemos depois de comer o pão.

 

 

 

Você não precisa ter um candelabro, uma Hanukiá ou velas coloridas. O Mandamento de Hanuká é acender uma vela no primeiro dia, duas no segundo, três no terceiro, quatro no quarto, cinco no quinto, seis no sexto, sete no sétimo e oito no oitavo.

 

O importante é que essas velas estejam em uma linha reta e não formem uma meia lua ou um círculo porque aí elas receberiam a classificação de fogueira e não de velas.

 

Essa é a Mitzvá de Hanuká e é uma Mitzvá que cada um de nós pode cumprir em qualquer lugar.

 

Hoje ao por do Sol é o primeiro dia de Hanuká, compre uma vela no supermercado e acenda ela hoje há noite dizendo as seguintes Bra’hót:

 

 

Os Rabinos portugueses de centenas de anos atrás usaram a letra “H” para a transliteração da letra “ח” em Hebraico que equivale a dois erres “rr” em português

 

Na transliteração do hebraico nessa página vamos usar a letra “h” com um apóstrofo ( ‘ ) como dois erres (rr) assim: ‘h

 

🌻🌻🌻🌻🌻

 

Primeiro, acendemos o shamash e depois vamos dizer as seguintes bênçãos:

 

בָּרוּךְ אַתָּה אֲדֹנָי אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם אֲשֶׁר קִדְּשָׁנוּ בְּמִצְוֹתָיו וְצִוָּנוּ לְהַדְלִיק נֵר חֲנֻכָּה

 

Baru’h Atá A-do-nai, E-lo-hêi-nu Mêle’h a olam, asher kideshanu bemitsvotav, vetzivanu lehadlik ner hanuká

 

Bendito é Você A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus Mandamentos, e nos ordenou acender a vela de hanuká.

 

בָּרוּךְ אַתָּה אֲדֹנָי אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם שֶׁעָשָׂה נִסִּים לַאֲבוֹתֵינוּ בַּיָּמִים הָהֵם בַּזְּמַן הַזֶּה

 

Baru’h Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech a olam, sheassá nissim laavotêinu, bayamim haêm, bizman a zé

 

Bendito é Você, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que fez milagres para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época.

 

Na primeira noite ou na primeira vez que você acende as velas de Hanuká esse ano , acrescentamos:

 

בָּרוּךְ אַתָּה אֲדֹנָי אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם שֶׁהֶחֱיָנוּ וְקִיְּמָנוּ וְהִגִּיעָנוּ לַזְּמַן הַזֶּה

 

Baru’h Atá A-do-nai, E-lo-hei-nu Mele’h a olam, shehe’heyanu vekiymanu vehiguianu lizman a zé

 

Bendito é Você, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até esse tempo

 

Em seguida, acendem-se as velas da hanukiá com o shamash, da esquerda para a direita.

 

Depois de acender as velas, colocamos o shamash à esquerda da hanukiá de modo que fique mais alto do que as chamas da hanukiá, e dizemos:

 

הַנֵּרוֹת הַלָּלוּ אָנוּ מַדְלִיקִין עַל הַנִּסִּים וְעַל הַנִּפְלָאוֹת וְעַל הַתְּשׁוּעוֹת וְעַל הַמִּלְחָמוֹת. שֶׁעָשִׂיתָ לַאֲבוֹתֵינוּ בַּיָּמִים הָהֵם בַּזְּמַן הַזֶּה. עַל יְדֵי כֹּהֲנֶיךָ הַקְּדוֹשִׁים. וְכָל מִצְוַת שְׁמוֹנַת יְמֵי חֲנֻכָּה. הַנֵּרוֹת הַלָּלוּ קֹדֶשׁ הֵם. וְאֵין לָנוּ רְשׁוּת לְהִשְׁתַּמֵּשׁ בָּהֶם. אֶלָּא לִרְאוֹתָם בִּלְבָד. כְּדֵי לְהוֹדוֹת וּלְהַלֵּל לְשִׁמְךָ הַגָּדוֹל עַל נִסֶּיךָ וְעַל נִפְלְאוֹתֶיךָ וְעַל יְשׁוּעָתֶךָ.

 

Transliteração

 

A nerot alálu ánu madlikin al a teshuot, veal a nissim, veal a niflaot, sheassíta laavotêinu, bayamim a êm, bizman a zé, al yedei cohanei’ha a kedoshim. Ve’hol shemonat yemei hanuká, a nerot alálu kodesh em, vein lanu reshut leishtamesh baen, éla lir’otan bilvad, kedêi leodot ulealel leshim’há a gadol, al nissêi’ha, veal nifleotêi’ha, veal yeshuotêi’ha.

 

Tradução

 

Essas velas nós acendemos por causa dos milagres, das redenções, e maravilhas que Você fez para os nossos antepassados, naqueles dias, nesta época, por intermédio de seus sacerdotes sagrados

 

Receitas de Hanuká 

 

 

Durante todos os oito dias de hanuká, estas luzes são sagradas, e não é permitido para nós fazermos qualquer uso delas, só olhar para elas para que possamos agradecer e louvar seu grande nome, por seus milagres, seus feitos maravilhosos e suas salvações.

 

Na festa de Hanucá há o costume de comer comidas fritas em óleo como bolinhos de batata (levivot ou latkes), e sonhos (sufganiyot).

 

Estes alimentos são servidos e em honra ao milagre que ocorreu com o azeite.

 

Pratos à base de laticínios, como bolinhos de queijo também são servidos em Hanuká para nos lembrarmos da história de Yehudit que teve uma participação tão importante nessa guerra.

 

Ela se apresentou ao general dos gregos como alguém que está muito a favor deles e trouxe à eles informações muito importantes

 

Deu a ele queijo salgado para comer, acompanhado de vinho forte para eliminar sua sede. O vinho o “derrubou” fazendo-o cair em sono profundo.

 

Yehudit então pegou a própria espada do general e cortou a cabeça dele e assim ganhamos a guerra .

 

 

https://rabinogloiber.org/receitas-de-chanuca/

 

Trouxemos aqui para vocês a receita principal de Hanuká que é o Sonho de Hanuká

 

https://rabinogloiber.org/receitas-de-chanuca/

 

Por Rifka Haia Eitan

 

Rifka Haia Eitan

 

INGREDIENTES

 

(Consulte a lista kosher no final desta página.)

 

Massa

 

400 g de farinha de trigo

 

4 colheres de sopa de açúcar

 

10g de fermento biológico seco

 

½ colher de chá de extrato de baunilha

 

1 ovo

 

50 g de manteiga

 

180ml de leite morno

 

1 pitada de sal

 

Primeiramente a massa: em uma tigela grande misture metade da farinha, o açúcar e o fermento.

 

Em seguida abra um buraquinho no meio da tigela adicione o leite morno, a manteiga, o ovo, o extrato de baunilha e a pitada de sal. Misture bem com uma espátula.

 

Junte o restante da farinha de trigo e quando a massa começar a ficar pesada comece a sova – por 15 minutos ou até que fique homogênea.

 

Coloque a massa de volta na tigela, cobra com um pano e deixe crescer por 30 minutos ou até dobrar de volume.

 

Após esse tempo divida a massa no tamanho que desejar e boleie cada pedaço.

 

Deixe crescer por mais 30 minutos e em seguida frite em óleo novo e limpo até dourar de todos os lados.

 

Recheio

 

180ml de leite integral

 

12 gramas de amido de milho

 

2 gemas verificadas

 

½ colher de sopa de manteiga Kasher

 

3 colheres de sopa de açúcar

 

1 colher de chá de extrato de baunilha

 

Modo de preparar o Recheio

 

Coloque um pouquinho do leite em uma tigela e dissolva o amido de milho.

 

É importante fazer isso agora para o creme não empelotar depois.

 

Em seguida junte as gemas e misture muito bem. Reserve em uma panela misture o restante do leite, o açúcar e a manteiga e leve ao fogo até ferver.

 

Tire do fogo e acrescente aos poucos na mistura de leite com amido e gemas que preparamos anteriormente. Mexa sem parar a cada adição.

 

Volte a mistura para a panela e leve ao fogo até engrossar.

 

Mexa sempre para não grudar o fundo – essa etapa é bem rápida, então não saia de perto do fogão!

 

Desligue o fogo, acrescente o extrato de baunilha e mexa bem.

 

Essa receita rende 18 sonhos médios .

 

Se você quiser bastante recheio dobre a receita do Recheio.

 

Hag Hanuká Samea’h

🌻🧁🧆🥂

 

Hanuká nas Sefirót

 

Em Hanuká costumamos durante oito dias acender a Hanukiá que é o candelabro de Hanuká com óleo de oliva, mas também podemos acender com qualquer óleo de cozinha ou velas.

 

Suas luzes nos fazem lembrar e celebrar o milagre que aconteceu logo após a vitória dos Macabeus contra os gregos da Síria que dominavam o nosso povo.

 

Quando os Macabeus recapturaram o Templo Sagrado de Jerusalém, encontraram um único pote com azeite de oliva não profanado para com ele acender a Menorá.

 

E  D’us fez para nós um milagre:

 

Aquele único pote de azeite, que deveria durar apenas um dia, ficou aceso ininterruptamente durante oito dias que foi o tempo suficiente para que o Povo Judeu pudesse produzir mais azeite considerado puro de acordo com os Mandamentos de pureza e impureza da Torá.

 

Para celebrar a vitória dos Macabeus, simbolizado pelo milagre do azeite que manteve a Menorá acesa por oito dias, nossos Sábios instituíram a Festa das Luzes, Hanuká.

 

Como se trata de uma festa de oito dias, o candelabro que usamos durante a festa, a hanukiá, tem oito braços. Mas a Menorá do Beit a Mikdash tinha sete braços.

 

Na Torá, o número sete é altamente significativo, sendo uma das razões o fato de D’us ter criado o universo em um processo que durou sete dias.

 

Os sete braços da Menorá representam os sete líderes do nosso povo, Avraham, Yitzhak, Yaakov, Moshe, Aharon, Yossef e David.

 

Eles aparecem em diferentes contextos e ocasiões como por exemplo, eles são os Ushpizin, os visitantes celestiais, que visitam toda Sucá durante os sete dias da festa de Sucot, a festa das cabanas.

 

Os sete braços da Menorá representam cada uma de suas contribuições espirituais singulares.

 

Cada um deles personifica um dos sete atributos da Árvore da Vida da Kabalá, também conhecidos como as Sete Sefirot emocionais.

 

O estudo das Sefirot é um dos alicerces do lado oculto da Torá. Elas são modos ou atributos mediante os quais D’us se manifesta – três delas são intelectuais e sete, emocionais.

 

As Sefirot não representam D’us, mas sim, o meio pelo qual a Torá atribui à D’us qualidades e atributos específicos.

 

D’us é a essência do bem, Infinito e Indefinível de tão elevado. O amor, uma manifestação da Sefirá de Hessed, é uma emanação de D’us.

 

Esse mesmo conceito se aplica para todas as Sefirót, elas são emanações Divinas por meio das quais D’us cria e se relaciona com toda a sua criação.

 

As Sefirot constituem a composição espiritual de cada ser humano, e sobre isso está escrito que D’us criou o homem à Sua imagem e semelhança.

 

Porque da mesma forma que D’us interage com o mundo por meio das Sefirot, o ser humano também interage com o mundo por meio de dez Sefirót.

 

Quando uma pessoa utiliza as Sefirot que tem dentro de si, ou seja, os poderes de sua alma, para fazer o Trabalho Divino aqui no nosso mundo, ela desperta essas mesmas Sefirót nos mundos superiores.

 

Hessed

 

O primeiro braço da Menorá representa a primeira Sefirá emocional que é a Hessed, fonte do amor, da bondade, da generosidade e da benevolência.

 

A Hessed também é conhecida como Guedulá, grandeza, porque a vida provém de D’us e é dirigida a um número quase ilimitado de mundos e criaturas.

 

O Zohar, livro clássico da Kabalá, se refere a Hessed como “o primeiro dia da criação, o primeiro atributo, que acompanha todos os demais dias da Criação” (Zohar 1, 46a).

 

Representa a benevolência ilimitada com que D’us criou tudo o que existe, como descreve um versículo do Tehilim (89-3): “O mundo foi construído com Hessed”.

 

O livro clássico da Kabalá chamado de Etz Haim nos ensina que a Hessed foi o motivo da Criação do mundo. “Fazer o bem é da natureza d’Aquele que é bom”.

 

Cada dia da semana corresponde a uma das sete Sefirot emocionais. Como nos ensina a Torá, no Primeiro Dia, D’us criou a luz.

 

O primeiro braço da Menorá, que simboliza Hessed, a primeira Sefirá emocional, está ligado ao nosso primeiro patriarca, Avraham Avinu.

 

Ele é a personificação desse atributo. Ele foi o exemplo vivo do “homem de bondade e benevolência”, que amava D’us e todas as pessoas, e praticava uma ilimitada generosidade material e espiritual.

 

Em nosso relacionamento com D’us expressamos nossa Hessed por meio do nosso amor por Ele e ao próximo.

 

Como nos ensina a Guemará, uma das formas de se unir a D’us é se comportar como D’us, e as qualidades Divinas são as Sefirot.

 

Quando uma pessoa pratica a Hessed, realizando atos de bondade, amor e generosidade, ela está fazendo como D’us, e unindo-se, assim, a Ele.

 

Guevurá

 

O segundo braço da Menorá simboliza a segunda Sefirá emocional, a Guevurá – que significa disciplina, força, bravura e justiça.

 

Guevurá é um movimento que segue em direção oposta a Hessed. A Hessed representa doação e compartilhamento, mesmo quando de forma incondicional e não criteriosa.

 

Guevurá representa a retenção e retraimento que é o contrário da Hessed. Como um poder da alma, representa o atributo emocional da reverência, do temor e da restrição.

 

Hessed é atração e Guevurá é repulsa

 

Hessed determina que se deve doar generosa e incondicionalmente, sem considerar o mérito de quem irá receber.

 

Guevurá argumenta contra a doação àquele que não a merece ou que fará mau uso do que receber.

 

Contudo, Guevurá também possui um aspecto essencial da bondade Divina, pois se a Hessed de D’us fosse irrestrita, provocaria o anulamento de toda a existência como no primeiro dia da criação onde o mundo todo era água que é a maior manifestação da Hessed. Água é vida, mas água sem limites não dá espaço à vida.

 

Sendo assim, tanto a Guevurá quanto a Hessed, mantém a existência do mundo.

 

A Sefirá de Guevurá é a manifestação do poder Divino em restringir e ocultar Sua Luz Infinita, possibilitando que Suas criaturas recebam a Hessed Divina segundo a capacidade de cada criatura, sem serem anulados pela Infinitude Divina.

 

A Sefirá de Guevurá é a manifestação Divina que por meio dela D’us fez o segundo dia da Criação, quando D’us criou o firmamento, em hebraico, Rakía, que são os limites materiais que sem a qual a vida na Terra não seria possível.

 

A Guevurá é a Sefirá associada a Yitzhak Avinu, nosso segundo Patriarca

 

O evento paradigmático na vida de Yitzhak foi quando ele anulou sua vontade, permitindo ser amarrado no altar a fim de ser sacrificado por seu pai, Avraham.

 

O Midrash descreve como Yitzhak estava em completo controle de si mesmo.

 

Ele personificou a bravura, a Guevurá, em sua capacidade e força de dominar seu sentido natural de autopreservação, exercendo total disciplina e resiliência ao se dispor a sacrificar sua vida em obediência à ordem de D’us.

 

Servimos D’us com Guevurá por temor e reverência a Ele. Servir a D’us com Guevurá consiste em usar a disciplina para cumprir os Mandamentos Divinos, não cedendo à tentação.

 

O Zohar nos ensina que assim como um pássaro necessita duas asas para voar, também nós, seres humanos, devemos amar e temer a D’us, ao mesmo tempo, ou seja, servindo a D’us com os atributos de Hessed e de Guevurá.

 

Tiferet

 

O terceiro braço da Menorá simboliza a terceira Sefirá emocional, a Tiferet, que tem várias definições: beleza, harmonia, compaixão, misericórdia, verdade e paz.

 

A Tiferet faz a harmonia entre a Hessed e a Guevurá. Se D’us emanasse apenas Hessed, o mundo seria anulado perante sua Guedulá, sua Grandeza Infinita.

 

Por outro lado, se D’us manifestasse apenas Guevurá, se Ele Se contivesse totalmente, o mundo deixaria de existir.

 

Nosso mundo somente pode existir se Hessed e a Guevurá se equilibrarem, uma à outra. Tem de haver uma constante interação, uma reciprocidade, entre essas duas Sefirot.

 

Tiferet possibilita que as duas se auto equilibrem uma à outra, a fim de que este nosso mundo finito possa absorver a Infinita benevolência Divina, sem deixar de existir.

 

No Terceiro Dia da Criação, D’us determinou um equilíbrio entre água e terra, de forma que ambos sustentassem o reino vegetal, animal e humano.

 

Yaakov Avinu, nosso terceiro e último Patriarca, personifica a Sefirá chamada de Tiferet.

 

Yaakov foi a primeira pessoa na Torá a revelar o espectro total das emoções humanas. Ele combina a Hessed de seu avô Avraham, com a Guevurá de seu pai, Yitzhak.

 

Em nosso relacionamento com D’us, expressamos Tiferet ao estudar a Sua Torá, que representa a busca pela harmonia, verdade, compaixão e paz.

 

Também exercitamos esta Sefirá glorificando D’us por meio do embelezamento do cumprimento dos mandamentos de Sua Torá.

 

Netza’h

 

O quarto braço da Menorá representa a quarta Sefirá emocional, Netza’h, que significa “conquistar” ou “vencer”.

 

A Netza’h expressa a ideia de dominação, ambição e a iniciativa necessária para se chegar à vitória.

 

Esta Sefirá caracterizou o Quarto Dia da Criação – quando D’us criou as estrelas e os corpos celestes que são uma expressão de Netza’h pelo fato de exercitarem uma medida de dominação sobre todos os seres vivos.

 

Como por exemplo, a luz do Sol que é essencial para a existência de vida na Terra.

 

Dia e noite, as quatro estações, o Shabat e os Haguim que são os dias festivos no calendário judaico dependem do ciclo lunar e do ciclo solar.

 

Os corpos celestes expressam Netza’h de uma outra forma: eles não se desviam de sua missão, seguindo as rígidas leis que lhes foram impostas por D’us.

 

Entre os sete líderes do nosso povo, Moshe Rabenu, o maior de todos os líderes e profetas que nosso povo já teve, personificou a Sefirá de Netza’h.

 

Todas as ações de Moshé foram duradouras, especialmente ao trazer a Torá à Terra e a transmitir ao Povo Judeu.

 

Aquele que serve a D’us com o atributo de Netza’h está determinado a cumprir Sua Vontade, quaisquer que sejam os desafios ou dificuldades.

 

A qualidade de Netza’h que reside na alma de cada um de nós depende da confiança que ela tem na missão Divina que lhe cabe.

 

E essa pessoa a executará com total determinação até chegar à vitória.

 

Hod

 

A quinta Sefirá emocional é a Hod, traduzida como humildade, entrega, gratidão e aceitação. Hod representa o poder da alma que complementa Netza’h.

 

Enquanto Netza’h nos impele para a frente, vencendo barreiras, Hod assegura que nosso sucesso se baseie em nosso reconhecimento da origem Divina de nosso poder e força. Assim sendo, Hod representa sinceridade, humildade e gratidão.

 

É a Sefirá de Netza’h que energiza nossa ambição. Mas é a Sefirá de Hod que nos obriga a reconhecer que devemos nosso sucesso à Providência Divina.

 

A Hod desperta dentro de nós a humildade de reconhecer que não somos senhores únicos de nossa vida e nosso destino. Netza’h se expressa por meio de dominação, e Hod por meio de submissão.

 

Às vezes temos que exercitar nossa Netza’h e impor nossa vontade, e outras vezes temos que agir com Hod, submetendo-nos à vontade dos outros.

 

A Sefirá de Hod caracterizou o Quinto Dia da Criação. Neste dia, D’us criou as aves e as criaturas marinhas que foram os primeiros seres que receberam a benevolência Divina.

 

Entre os sete líderes do nosso povo, Aharon, irmão de Moshe, que foi o primeiro Cohen Gadol, primeiro Sumo Sacerdote, é quem personifica a Sefirá de Hod.

 

Sua capacidade de fazer a paz entre as pessoas era proveniente de seu desejo de se submeter aos outros em troca de promover a união entre eles.

 

Em nosso relacionamento com D’us, expressamos a Sefirá de Hod por meio do autocontrole e o reconhecimento da transcendência Divina que está infinitamente acima do nosso entendimento.

 

Exercitamos Hod em nosso Trabalho Divino por meio do reconhecimento de que, apesar de nosso grande empenho e determinação, a Vontade de D’us sempre prevalecerá.

 

Por meio de Hod, nós, seres humanos, reconhecemos depender totalmente de D’us. E percebemos que nossa visão limitada se deve à nossa perspectiva material e finita.

 

Expressamos nossa gratidão a D’us por todos os favores que Ele nos concede e a Ele agradecemos por tudo. Hod significa ser sincero em nossos atos de gratidão.

 

Yessod

 

O sexto braço da Menorá representa a sexta Sefirá emocional chamada de Yessod, que significa “a base, o fundamento”.

 

A Sefirá de Tiferet que está acima da Yessod harmoniza e equilibra a Hessed e a Guevurá.

 

Dessa mesma forma a Sefirá de Yessod faz a harmonia e o equilíbrio entre a Netza’h e a Hod.

 

Netza’h e Hod têm a ver com dominação ou submissão, a Yessod se expressa por meio do equilíbrio entre a dominação e a submissão na nossa personalidade tanto no relacionamento entre o ser humano e D’us como na interação que temos com as outras pessoas.

 

O Sexto Dia da Criação foi feito por meio da revelação da Yessod, quando D’us criou o primeiro ser humano.

 

O homem e a mulher constituem a base da Criação. D’us dá a todas as suas criaturas tudo o que elas precisam para a sua sobrevivência, mas os seres humanos retribuem cumprindo o seu propósito na Criação.

 

O homem e a mulher expressam a Yessod por meio do livre arbítrio. Temos a possibilidade de fazer o mal mas optamos por fazer o bem.

 

A Sefirá de Yessod une D’us e Sua Criação em um vínculo de empatia e amor.

 

Yossef a Tzadik, o José da Torá, filho do nosso patriarca Yaakov, foi a revelação da Sefirá de Yessod no nosso mundo.

 

Com a sua integridade e retidão, Yossef resistiu à tentação e teve sucesso em todos os seus esforços, trazendo bênçãos, salvação e prosperidade para o mundo, pelo fato de estar constantemente conectado com D’us.

 

Utilizamos o poder de Yessod em nossa alma ao sermos fiéis a D’us com intensa vontade e temos o prazer em cumprirmos os Mandamentos Divinos que nos conectam à ele.

 

O Midrash nos conta que os seis primeiros dias da Criação constituem dois conjuntos de três dias cada, sendo que o segundo conjunto aperfeiçoa e complementa o primeiro.

 

A primeira composição espiritual das Sefirot Hessed, Guevurá e Tiferet se compara à segunda que é o conjunto de Netzach, Hod e Yessod.

 

No primeiro dia da criação que foi feito por meio da revelação da Sefirá de Hessed, D’us criou a luz.

 

No quarto dia da criação, que foi feito por meio da Sefirá de Netzach, D’us criou as fontes de luz que são o Sol, a lua que nos repassa um pouquinho da luz do sol, e as estrelas.

 

No segundo dia da criação, que foi feito por meio da revelação da Sefirá de Guevurá, D’us criou os oceanos quando criou a força da gravidade e outras forças materiais que separaram  as águas de cima das águas de baixo.

 

No quinto dia da criação, que foi feito por meio da revelação da Sefirá chamada de Hod, Ele criou os peixes.

 

No terceiro dia da criação, que foi feito por meio da revelação da Sefirá chamada de Tiferet, D’us criou a terra seca.

 

No no sexto dia da criação que foi feito por meio da revelação da Sefirá chamada de Yessod, Ele criou o ser humano

 

Mal’hut

 

O sétimo braço da Menorá representa a sétima Sefirá emocional, a Mal’hut.

 

Traduzida como “realeza”, essa Sefirá é única entre as sete Sefirot emocionais:

 

as seis primeiras são ativas ao passo que Malchut é passiva, transmitindo a ideia de receber.

 

A Yessod, a sexta Sefirá, combina todas as demais Sefirot e as conecta a Mal’hut.

 

Tendo recebido a luz de todas as demais Sefirot, a Mal’hut canaliza e direciona uma luz unificada ao mundo, harmonizando todos os diversos atributos das demais Sefirot e os projetando para baixo, para a Criação.

 

A Mal’hut é comparada à lua, que não tem nenhuma luz de si própria, mas toda a sua luz é somente a luz que ela recebe do Sol.

 

Diferentemente das demais Sefirot, Mal’hut não tem nenhuma característica nem mesmo uma qualidade própria, e isto lhe permite unificar todas as Sefirot dentro de si e as projetar para nosso mundo.

 

Mal’hut é o instrumento por meio do qual todo o plano da Criação passa a existir.

 

A Mal’hut sozinha é chamada de “Nukva” que é o “aspecto feminino” das Sefirót , o lado receptor. A Mal’hut é comparada à uma jovem mãe, que depois de comer qualquer coisa ela transforma isso em leitinho e dá de mamar para o nenê.

 

A revelação Divina na Mal’hut é chamada de “Sh’hinta” que quer dizer “a presença Divina”. A Mal’hut é representada pela letra Hei que se encontra no final do nome de D’us.

 

A Kabalá nos ensina que “nada ocorre com os seres inferiores a não ser que seja através de Mal’hut” (Tikunei Zohar 19:40b, Zohar hadash, 11a). Esta Sefirá é conhecida como “o arquiteto mediante o qual se fez toda a Criação” (Pardes Rimonim 11:2).

 

A receptividade inata em Mal’hut, que chega mesmo à sensação de vazio, é personificada pelo rei judeu ideal, que deve ser excessivamente humilde.

 

Ele precisa estar constantemente ciente de sua nulidade perante o verdadeiro Rei dos Reis.

 

A humildade é como um copo vazio, pronto para receber.

 

A humildade de um rei é o portão que se abre para que ele possa receber o influxo Divino, o qual ele, por sua vez, pode compartilhar com os demais.

 

David HaMele’h, o Rei David, é o sétimo líder do nosso povo e personifica a Sefirá de Mal’hut.

 

Em seus Tehilim, ele se auto descreve como “pobre e carente”, apesar de descender de uma das famílias judias mais ricas e distintas.

 

No entanto, ele se considerava pobre, pois assim como alguém que nada possui depende da generosidade dos demais, o Rei David reconhecia que todas as suas posses, seu reino, suas riquezas, seu poder, provinham exclusivamente de D’us.

 

Mal’hut é o poder que D’us nos dá para que possamos receber d’Ele. Essa Sefirá expressa um relacionamento no qual o que recebe pode retribuir, tornando-se um doador.

 

A Sefirá de Mal’hut caracteriza o Sétimo Dia da Criação, o Shabat.

 

As seis primeiras Sefirot emocionais são ativas, ao passo que a sétima, Mal’hut, é passiva.

 

Essa ideia se aplica ao ciclo semanal. A Torá nos pede para trabalhar somente nos seis dias da semana e descansar no sétimo.

 

O Shabat, o sétimo dia, o Shabat Sagrado, recebe bênçãos dos outros seis dias que o precedem, assim como a Mal’hut recebe das demais seis Sefiro, e retribui, tornando-se, pelo fato de abençoar os dias da semana que a seguem, uma doadora.

 

O Zohar justamente nos ensina que “Através dos dias de Shabat, todos os outros dias se tornam abençoados”.

 

Nós expressamos a Mal’hut por meio da aceitação da soberania Divina e do cumprimento dos Mandamentos Divinos. Quando fazemos o Trabalho Divino com humildade estamos manifestando o poder da Mal’hut

Nossos Sábios nos ensinaram que: “As mulheres também participaram daquele milagre”

 

A Guemará nos conta que as mulheres tem a mesma obrigação que os homens em relação ao acendimento das velas de Hanuká porque elas também participaram daquele grande milagre.

 

Sendo que os maridos acendem a Hanukiá, as mulheres costumam não fazer nenhum trabalho por meia hora enquanto as velas de Hanuká estão acesas para mostrar que elas tem a mesma obrigação que os maridos.

 

A participação das mulheres nos milagres de Hanuká acontece por meio de uma mulher chamada de Yehudit.

 

A história de Yehudit foi contada em um livro muito antigo, que leva seu nome em hebraico, Yehudit. Infelizmente, o texto original se perdeu e não sabemos ao certo o que aconteceu.

 

E sendo que essa história é contada de várias maneiras diferentes e as fontes não são judaicas, a Guemará não traz nenhuma dessas versões mas simplesmente nos traz o fato principal: que as mulheres também participaram daquele milagre.

 

Para entendermos a grandeza das mulheres tanto em relação à Gueulá de Hanuká quanto em relação à nossa Gueulá, nossa redenção final que vai acontecer em breve em nossos dias, vamos para o Ari Zal que nos conta que tanto Moshe Rabeinu quanto o povo de Israel que faleceu no deserto, se reencarnam e se tornam a última geração.

 

Diz o Ari ZaL que Moshe Rabeinu e toda sua geração eram a “Dór Deáh”, a geração do conhecimento, e a raiz das almas deles era o lado oculto da Sefirat Daat que é chamado no “Etz Haim” de “Leáh”.

 

A geração paralela chamada de “erev rav” também tinha a raiz na Daat, mas era afetada pela mistura do bem e do mal nesse mundo.

 

Moshe se reencarna e se torna Mashia’h e a geração dele também se reencarna e se torna a geração do Mashia’h.

 

até a “erev rav” também se reencarna por também ser “dór deáh” e à ela se refere o final do versículo que diz:- “esse povo vai se levantar e ….

 

As mulheres mandam nos maridos? Mashia’h vai chegar!

 

Uma característica dessa última geração, diz o Ari ZaL, é o fato de as mulheres mandarem nos maridos.

 

Na reencarnação anterior dessa geração, no deserto, os maridos doaram os anéis para fazer o bezerro de ouro mas as mulheres recusaram apoiar a idolatria.

 

Por isso elas ganharam esse prêmio de mandar neles nessa reencarnação.

 

Chegamos à conclusão de que essa geração é a nossa!!!!

 

Diz o Maguid de Mezritsh que outra característica da “dór deáh” é de que o assunto principal deles era o conhecimento que se expressa pela fala e eles não tinham a característica da ação.

 

Até o próprio Moshe para abrir o mar vermelho somente levantou o cajado mas não bateu no mar.

 

Quando Moshe chegou perto da Terra Santa na qual o trabalho principal seria a ação das Mitzvot, Hashem disse para ele falar para a pedra para que a água volte mas ele bateu na pedra para começar já o trabalho da próxima geração, a ação

 

Hashem queria que ele falasse com a pedra para elevar a próxima geração, a geração da ação, ao nível elevado da geração dele, do conhecimento, da fala.

 

Toda aquela geração com Moshe e a “erev rav” tiveram que falecer no deserto e esse é o trabalho de Moshe:

 

Voltar como Mashia’h e elevar toda a “geração do conhecimento”, incluindo a erev rav, por meio do estudo Torá e o cumprimento das Mitzvót, “fala e ação”

 

O Rebe de Lubavitch disse que essa geração somos nós!

 

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você

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data Judaica

Yud Tet Kislev – 19 de KISLEV 1798 – O ANO NOVO DA HASSIDUT

Yud Tet Kislev

19 de KISLEV 1798

ANO NOVO DA HASSIDUT

 

Dia da Hilula do Maguid de Mezeritch, que deixou este mundo na Terça feira de Parashat Vaieshev 5533 (1772). Ele está enterrado em Anipoli.

 

O Admor Hazaken foi libertado do seu primeiro encarceramento no dia 19 de Kislev, Terça feira da Parashat Vayeshev 5559 (1798), exatamente antes da noite.

 

Ele escreveu uma carta para os Hassidim dizendo:

 

Este dia que D’us fez para vocês, o 19 de Kislev , uma Terça feira, quando a palavra “bom” foi dita duas vezes durante a criação, a Hilula do nosso santo mestre, cuja alma encontra-se no Gan Eden, enquanto eu lia no livro dos Tehilim o versículo “Ele libertou a minha alma na paz”, antes mesmo de ter começado a leitura do versículo seguinte, fui libertado, na paz, pelo D’us de Paz.

 

É um dia de Farbrenguen e de boas decisões como fixar um tempo para o estudo da parte revelada da Torá e da hassidut, um dia para se fortalecer nos caminhos dos hassidim, e acrescentar no amor ao próximo.

 

HAYOM YOM – TRATAMENTO DE CHOQUE: hassidut!

 

Salvar o povo judeu do estado de coma e prepará-lo para a chegada de Mashia’h.

 

A única solução: ha-ssi-dut!

 

Quando o Admor Hazaken estava na prisão, o Maguid de Mezeritch e o Baal Shem Tov desceram do Gan Eden para visitá-lo fisicamente (nessa cela havia lugar suficiente apenas para 3 homens de carne e ossos).

 

Esses 2 mestres da Torá vieram visitá-lo e o Admor Hazaquen perguntou à eles porque ele tinha que passar por isso, porque estava na prisão?

 

E eles lhe responderam que havia um decreto muito forte contra ele porque havia revelado demais a hassidut.

 

Então ele perguntou para eles se deveria deixar de dizer palavras de hassidut quando saísse da prisão.

 

Eles responderam: “Sendo que você já começou, agora você não deve mais parar.

 

E mais do que isso, quando você sair da prisão deverá divulgar ainda mais a hassidut, quem começa deve continuar”.

 

O decreto contra a difusão da hassidut havia também existido na época do Maguid de Mezeritch, quando ele era o Rabi da sua geração, e a história aconteceu assim :

 

“O Maguid ensinava hassidut e também difundia muito os escritos da hassidut.

 

Um dia foi encontrado um documento de hassidut que havia rolado chegando até um lugar sujo.

 

Isto fez com que no tribunal Divino se levantasse um decreto contra o Maguid que difundiu a hassidut de tal maneira que os escritos hassídicos chegaram a lugares impróprios.

 

O Admor Hazaken, na época era um dos seus discípulos.

 

Ele conseguiu sozinho anular aquele decreto contra seu mestre graças ao fato de contar a seguinte história:

 

Um grande rei tinha um filho que estava doente, vítima de uma grave doença e nenhum médico encontrava um remédio para curar o príncipe.

 

Finalmente o maior dos médicos descobriu o remédio para salvar a vida do príncipe.

 

Mas para fazer esse remédio era preciso estragar a coroa do rei tirando dela a pedra mais preciosa, moer essa pedra até ela virar pó e depois diluir este pó na água.

 

Era preciso dar para príncipe doente a jóia da coroa. Se ele conseguisse tomar esse remédio ele ficaria curado.

 

Mas o filho já estava tão doente que nem engolir o remédio ele não conseguia.

 

Então jogaram o remédio nos lábios do príncipe.

 

Grande parte daquela mistura foi desperdiçada, mas valeu a pena.

 

Porque se uma gota entrasse na boca do príncipe iria salvar a vida dele.

 

O povo judeu, explicou o Admor Hazaken, é o príncipe doente e sua doença é espiritual. Sua vida espiritual está em perigo.

 

O único remédio para esta doença é a hassidut.

 

Apenas uma gota de hassidut que entrar no coração de um Judeu salvará a sua vida da doença espiritual.

 

Por isso precisamos divulgar ao máximo a hassidut, mesmo que a maioria dessa publicação acaba em desperdício.

 

Ou seja, mesmo existe o risco de as escrituras hassídicas chegarem a um lugar impróprio, mas tudo isso vale a pena na esperança de que talvez uma gota de hassidut chegue ao lugar ver.

 

Nos céus aceitaram o exemplo que o Admor Hazaquen deu, e o decreto que havia contra o Maguid foi anulado.

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

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Mensagem da Parashá

O segredo do Mazal

O segredo do Mazal

O Zohar nos conta que de vez em quando vemos um Tzadik sem “Mazal” .

 

O motivo para isso é que D’us “refina” o Tzadik nesse mundo por meio de sofrimentos para que ele tenha um “gan éden” maior e isso é chamado de “sofrimentos de amor”.

 

Sabemos que a She’hiná (Presença Divina) não paira onde há tristeza mas somente onde há alegria proveniente do lado da pureza, “Alegria de Mitzvá”.

 

Como vemos no caso do profeta Elishá que precisou de um músico para alegrá-lo para que a She’hiná pairasse sobre ele e ele pudesse falar a sua profecia.

 

Nesse caso ouvir a música se tornou a Mitzvá de fazer com que a She’hiná pairasse sobre ele por meio da alegria.

 

Aprendemos isso de Yaakov , que por estar triste em achar que Yossef tinha falecido causou à She’hiná deixá-lo , e quando ele se alegrou com a notícia de Yossef estar vivo a She’hiná voltou para ele.

 

Então , pergunta o Zohar , como pode D’us deixar o Tzadik sofrer se isso causa a ele a falta de alegria.

 

E também , por outro lado, vemos Tzadikim que tudo na vida deles dá certo , eles tem “Mazal”, e se o motivo de ele ter mazal é o fato de ser um Tzadik filho de um Tzadik (o mérito do pai ajuda ele) Yaakov que era filho e neto de Tzadikim , por que sofreu tanto ?

 

O Zohar nos conta sobre um livro da antiguidade chamado “livro dos antepassados”. Esse livro revela que o segredo do Mazal é ligado às Sefirot .

 

Tem vezes que o Mal’hut (Sefirát Hamal’hut) que é o nível de Revelação Divina chamado de She’hiná está com uma falha causada pelas más ações do mundo e não se une a Tiféret para receber dela novas Neshamot (almas judias) (o Zohar chama o Zeer Anpin de Tiferet).

 

Mesmo assim o Mal’hut tem que enviar para o mundo as Neshamot que já recebeu da Tiféret quando estava unida a ela e que ficam no Mal’hut por doze meses.

 

Essas Neshamot que descem para o mundo quando o Mal’hut está em estado de Guevurá e separado da Tiféret vão estar sempre sofrendo nesse mundo .

 

A pobreza e os problemas a perseguem continuamente por toda a sua vida tanto se ele é um Tzadik ou não ele não tem “Mazal “.

 

O único jeito dele “repor” essa falta crônica de Mazal é investindo na Tefilá sendo que por meio da nossa Tefilá causamos uma união entre a She’hiná e a Tiféret e essa união faz com que a Tiféret que é comparada pelo Zohar ao sol ilumine o Mal’hut que é comparado pelo Zohar à lua que só tem o que recebe do sol .

 

A Tiféret repassa um “brilho” de riqueza para a She’hiná, esse “brilho” ilumina na raiz da nossa Neshamá e por meio disso a She’hiná inverte o que nos foi decretado de pobreza e sofrimento para riqueza e sucesso em tudo.

 

Sendo que o Mazal dessa pessoa não se transforma totalmente por meio da Tefilá mas é “remediado” essa pessoa sempre vai ter que rezar “forte” diariamente toda a sua vida para repor essa “falta” .

 

A Neshamá que desce para o mundo quando o Mal’hut está unido com a Tiféret sempre vai ter sucesso em tudo!

 

Família , saúde , dinheiro e tudo o que precisar por causa de uma das Sefirot que fazem parte desse grupo que o Zohar chama Tiferet, essa Sefirá é chamada de Yessod que é apelidado de “Mazal”.

 

Ela que repassa fartura e prosperidade quando o Mal’hut está unido com esse conjunto chamado Tiféret , toda a felicidade, riqueza e tudo de bom está ligado à Sefirá chamada de Yessod que é o Mazal.

A falta dessa ligação causa uma falta de “Mazal” em tudo, e sobre isso estudamos que :- Filhos, saúde e dinheiro não dependem das nossas ações mas dependem do Mazal.

 

Sendo que a falha na She’hiná (Mal’hut) causou isso para esses Tzadikim , D’us está sempre unido à eles , não deixa eles nem por um momento e sofre com os sofrimentos deles. Isso é o que está escrito : “D’us está próximo dos que tem o coração quebrado” , porque eles sofreram junto com Hashem a falha da She’hiná causada pelas más ações desse mundo.

 

Sendo que o Mal’hut é comparado a lua e esses Tzadikim sofrem por causa dessa falha , quando a falha da lua (Mal’hut ) for consertada e a luz da lua ficar como a luz dos sete dias da criação (extremamente maior que a luz da lua) esses Tzadikim também usufruirão desse nível de revelação que é extremamente maior do que os outros níveis .

 

Essa falta de Mazal não precisa ser aplicada ao extremo, por isso o Zohar coloca o Rabi Shimon Bar Yo’hái também nessa classificação como Yaakov sendo que Rabi Shimon teve que fugir dos romanos por treze anos.

 

O próprio exílio de quatrocentos anos que foi decretado no pacto com Avraham Avinu começou com o nascimento de Itzhak e as mudanças de lugar que eles fizeram foi considerada como exílio e poderia ter passado assim por quatrocentos anos diz o Zohar , não fosse o ódio dos irmãos por Yossef que causou um agravamento total no exílio.

 

Em nosso exílio atual que foi causado por ódio gratuito isso fica mais grave ainda, sendo que sairemos desse exílio por meio de amor gratuito,

 

Sendo assim o principal trabalho da nossa geração é despertar o amor ao próximo e ajudarmos uns aos outros como é a característica natural do nosso povo de sermos tímidos , bondosos e gostarmos de fazer favores.

 

Conclusão :

 

A Tefilá e o amor ao próximo podem transformar o nosso Mazal é até uma viagem de férias pode ser considerada um exílio !

 

D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem , e por isso , mesmo que o nosso Mazal não é dos bons não temos com o que nos preocupar.

 

Acrescentando em Tefilá e boas ações qualquer decreto pode ser substituído por meios que só D’us sabe fazer

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

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