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Por que marido e mulher não podem ser iguais?

Rav Moshe Weber explica o que era a caça de Essav:

 

No versículo :- “E amou Itzhak a Essav porque a caça dele estava na sua boca, mas Rifka gostava de Yaakov”. A palavra “caça” geralmente é relacionada ao fato de Essav fazer agrados à seu pai caçando para ele , demonstrando ser um filho prestativo e assim despertando ainda mais o amor natural que o pai já tinha por ele.

 

O Rav Moishe Weber, grande Tzadik que viveu em Jerusalém , explica que a palavra “caça na sua boca” se refere ao próprio Essav que possuía “aprisionada” dentro de si as Almas de grandes Tzadikim que iriam nascer no futuro, como Rabi Akiva e Rabi Meir Baal a Nés entre outros .

 

Itzhak sabia que de Essav iria sair o grande Rabi Akiva e achava que por isso Essav iria fazer Teshuvá. Isso foi o que impulsionou Itzhak a querer dar a Brahá para Essav.

 

A Rabanit Miriam , esposa do Rav Moishe acrescentou:- Se Essav tivesse recebido a Brahá de Itzhak, com certeza Rabi Akiva não seria nem Rabi e até mesmo nem judeu.

 

Por que Rifká pensava diferente?

 

O Zohar nos conta que Itzhak era a Guevurá intensa e Rifka era “Guevurá leve com um fio de Hessed pendente”. Por causa desse ” fio de Hessed” Itzhak não se apaixonou por ela logo que se casou , mas com o tempo o amor surgiu , como está escrito :- “Ele se casou e a amou”. Primeiro se casou e depois a amou .

 

O Zohar nos conta que D’us faz por milagre as pessoas se casarem dessa maneira , uma diferente da outra, como no caso de Itzhak e Rifka , ele Guevurá e ela uma leve guevura com um fio de Hessed pendente, para que um equilibre o outro criando harmonia no mundo.

 

 

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Aprendendo com Yaakov

Nossa Parashá nos pergunta por que Yaacov fez uma promessa condicional para D’us , quando o certo seria fazer o trabalho Divino sem querer nada em troca ?

 

A resposta para isso é:

 

Yaakov não achava que podia confiar em seus próprios méritos e também não estava esperando que D’us o recompensasse pelo fato de ele estar cumprindo as Mitzvot , por isso ele optou por acrescentar coisas que se entendiam além das obrigações básicas da lei judaica .

 

Aparentemente uma coisa assim parece ir contra a ideologia dos nossos Patriarcas .

 

Nossos sábios ensinaram que nossos Patriarcas eram tão dedicados à D’us, a ponto de abrir mão de suas vontades pessoais para fazer o trabalho Divino.

 

Eles são comparados a uma “carruagem” que está totalmente submissa a quem a conduz.

 

Assim como no caso de Avraham, quando D’us pediu para ele que fazer uma ação, um “ato físico” para reforçar sua futura posse da terra , através do seu comprimento e amplitude, pediu para ele se levantar e caminhar pela terra , porque aquela terra seria dada para ele” .

 

Também aqui no caso de Yaacov, D’us compactou fisicamente toda a terra de Israel embaixo de Yaacov enquanto ele dormia para enfatizar a futura posse da terra por seus descendentes.

 

O fato de Yaacov ter “dormido” sob a terra , mostraria que Yaacov iria conquistar essa terra de modo fácil .

 

D’us mostrou para Yaacov que para os descendentes dele essa terra seria tão facilmente conquistada como uma área de 4 amot (2 metros) que era a medida do espaço onde Yaacov dormiu.

 

D’us mostrou para Yaacov que a terra que Ele estava prometendo aos seus descendentes não necessitaria de qualquer esforço para conquista-la , assim como dormir sobre o solo.

 

Ou seja, quando chegar a hora da Gueulá a nossa terra prometida desde o rio Eufrates no oriente até o rio Nilo no Egito será nossa com tanta facilidade como o esforço que alguém precisa fazer para deitar e dormir.

 

Então vamos rezar forte para a Gueulá chegar imediatamente e assim vamos receber com toda a facilidade possível e imaginável a Terra que D’us prometeu aos nossos patriarcas dar para os seus filhos que somos nós.

 

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Os fatos por trás do aparente “roubo das Brahot”

 

Adam, o primeiro homem e Hava, a primeira mulher foram abençoados por D’us e a vida no paraíso terrestre era um “verdadeiro Paraíso”.

 

Mas o anjo da morte baixou na cobra que na época tinha forma humana, por meio de trapaça “roubou” deles as bençãos Divinas.

 

O Zohar nos conta que Yaakov tinha a alma do Adam e Essav tinha a alma da cobra. Se Itzhak desse a Brahá, a benção, para Essav, iria causar com que a cobra (Essav) recebesse oficialmente a Brahá que tinha roubado de Adam e Havá.

 

Diz o Zohar que sendo que a cobra tinha tirado a Brahá por trapaça , o único jeito de tirar essa Brahá do poder espiritual da cobra teria que ser também por meio de trapaça .

 

Yaakov não tinha pensado no lado material das Brahot , mas sim na função espiritual que o primogênito receberia que era a de ser o responsável por todo o trabalho espiritual do nosso povo.

 

Yaakov conhecia Essav muito bem e estava consciente de que ser responsável por alguma função religiosa era a última coisa que poderia ser relacionada ao  perfil de Essav, e se isso acontecesse seria uma catástrofe.

 

Sem restar outra opção para fazer isso a não ser a trapaça , Yaakov comprou a primogenitura de Essav em uma hora de aperto para que Essav não fosse mais o responsável pelos assuntos religiosos do nosso povo.

 

A Brahá que foi roubada pela cobra por trapaça agora volta ao seu dono original também por trapaça , único jeito de resgatá-la !

 

Cheiro de “Gan Éden”

 

Quando Yaakov vai receber as Brahot de seu pai que já estava cego, entra fantasiado de Essav vestido com peles de bode recém extraídas e ainda não curtidas (e com certeza ainda com um grande cheirinho de bode).

 

Yaakov ouve do seu pai a seguinte frase:- “O cheiro do meu filho é como o cheiro do campo que D’us abençoou” , referência ao Gan Eden (o paraíso).

 

Parece que Itzchak quis dizer com isso que já entendeu que essa história está cheirando uma continuação do que aconteceu no Gan Éden” entre o Adam e a cobra e por isso deu a Brahá para Yaakov mesmo sentindo que está sendo enganado.

 

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O Beit a Mikdash vai descer quase pronto do Céu

O Beit Hamikdash, o Terceiro Templo

 

Nossos sábios afirmam que o Terceiro Beit a Mikdash, terceiro e último Templo Sagrado, já está construído pelo próprio D’us, e está aguardando o momento da Gueulá quando será materializado na forma física, no seu lugar designado em Jerusalém,  e ele será eterno.

 

Na verdade, existe uma opinião na Guemará de que um “Kohên” (Sacerdote) deve sempre se manter sóbrio, e assim ele está preparado para, de um momento para outro, participar do trabalho sacerdotal do Templo que pode descer pronto do céu a cada instante.

 

Porque quando Mashia’h se revelar, o Templo será restaurado imediatamente e os Kohanim começarão imediatamente a trabalhar nele.

 

O profeta Isaías descreve Mashia’h:

 

“E um espíríto de D’us (profecia) vai pairar sobre ele, um espírito de sabedoria e compreensão… de conhecimento e temor a D’us… ele será dotado extraordinariamente de sentidos que o habilitarão a perceber o bem e o mal nos homens… e com justiça julgará… Tirará (os maus) da Terra com o bastão (a expressão) de sua boca e com o sopro de seus lábios destruirá os perversos.”

 

A isto segue uma descrição da Era: “E o lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito… e o bezerro com o filhote do leão… e uma criancinha os guiará.

 

Eles não causarão dano nem destruição, pois a Terra estará plena de conhecimento de D’us e de Torá, da mesma maneira que as águas cobrem os oceanos.”

 

De acordo com o hassidismo, esta profecia, além de seu profundo significado, deverá ser tomada literalmente.

 

Onde o conhecimento de D’us não somente elevará a humanidade, mas provocará urna completa mudança até no comportamento da vida animal.

 

O profeta Habakúk diz que a poderosa influência do Mashia’h penetrará até nos domínios vegetais e nas matérias inorgânicas: “porque a pedra (se tiver sido roubada) gritará das paredes, e a viga (roubada) do teto lhe responderá (anunciando que haviam sido roubadas e usadas na construção).”

 

Isto será Possível, porque a “Centelha Divina” que se encontra em cada criatura se revelará.

 

Desta forma todos os males serão conhecidos e consequentemente, retificados.

 

Rabi Yossef Yitzhak, o Rebe anterior de Lubavitch nos contou que hoje as coisas inanimadas, como o solo por exemplo, são silenciosas. Você pisa nelas e elas permanecem caladas.

 

Mas virá o tempo em que a coisa inanimada começará a falar e a contar os fatos.

 

Exigirá uma explicação: Porque as pessoas pisaram nele sem pensar ou conversar sobre assuntos da Torá.

 

É um fato que o ser inanimado na verdade sente quando falamos e pensamos sobre a Torá. Mesmo que hoje se encontre silencioso, no futuro relatará tudo.”

 

 

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Rosh Hodesh – primeira parte

Rosh Hodesh

 

O calendário judaico é baseado na Lua. Ela aparece no céu no início de cada mês judaico como um crescente estreito, que gradualmente se torna mais pleno a cada noite, até ficar perfeitamente cheio e redondo, no meio do mês.

 

Então a Lua “encolhe” até desaparecer totalmente por volta do fim do mês, apenas para reaparecer no começo do novo mês.

 

Quando a Lua surge primeiramente como um estreito crescente, é chamada de  “Molad” que é o “nascimento da Lua”( “novilúnio” ).

 

No Shabat antes da Lua nova, anunciamos e abençoamos o novo mês exceto o mês de Tishrei, que é abençoado unicamente pelo próprio D’us.

 

De um Molad ao seguinte passam-se pouco mais de vinte e nove dias e meio, e essa é a duração do mês judaico.

 

Mas sendo que não podemos ter metade do dia pertencendo a um mês e a outra metade ao seguinte, o calendário foi construído de um jeito que às vezes temos vinte e nove dias no mês, e as vezes, trinta, mas nunca mais do que trinta e nunca menos do que vinte e nove.

 

É por isso que às vezes temos somente um dia de Rosh Hodesh que é o início do mês e às vezes dois.

 

Quando temos somente um dia de Rosh Hodesh, significa que o mês que terminou porque tinha somente 29 dias.

 

Quando temos dois dias de Rosh Hodesh, o primeiro dia de Rosh Hodesh  pertence ao mês anterior, ou seja, é o 30º dia do mês que terminou, e o segundo dia de Rosh Hodesh é o primeiro dia do novo mês.

 

Num ano “comum” temos seis meses “cheios”, ou seja, “completos”, que são os meses de 30 dias cada, e seis meses “curtos” de 29 dias, seguindo-se um ao outro (30, 29, 30, 29, etc).

 

Isso nos dá um total de 354 dias no ano judaico. Em certos anos “perdemos” um dia, e em outros “ganhamos” um, fazendo com que o número total de dias num ano seja de 353, 354, ou 355, conforme o caso.

 

As vezes o motivo para isso é para evitar que o Yom Kipur caia numa sexta-feira, ou num domingo, para não se seguirem dois dias de Shabat.

 

A Torá nos diz que Pessa’h deve ser na primavera, considerando-se as estações do hemisfério norte, que é a estação em que nossos antepassados saíram do Egito

 

Portanto, não devemos ignorar o sistema solar que determina as quatro estações do ano que em Hebraico são chamadas de “Tekufot”.

 

O Ano Solar tem pouco menos de 365 dias e meio, enquanto o Ano Lunar tem cerca de onze dias a menos!

 

Portanto, se ignorássemos inteiramente o Ano Solar, nossas festas não seriam na mesma época a cada ano com relação à estação do ano, e iriam atrasar onze dias.

 

Em cerca de três anos, sairiam fora de sua respectiva estação por aproximadamente um mês e em nove anos, por cerca de três meses. Nesse caso Pessa’h não seria mais na primavera, e sim no inverno!

 

Por isso fazemos a sincronização entre o Ano Lunar e o Ano Solar. fazemos essa sincronização adicionando mais um mês de Adar para empurrar o mês de Nissan para frente, para o seu lugar apropriado na primavera. acrescentando um mês a mais a cada dois ou três anos de acordo com a necessidade, e assim o nosso calendário se sincroniza tanto com o ciclo da lua quanto com o ciclo do Sol.

 

 

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Mas se

Aprendemos com o nosso patriarca Avraham Avinu a base do sucesso nos negócios

Vayerá

 

Aprendemos com o nosso patriarca Avraham Avinu a base do sucesso nos negócios .

 

Avraham não se fechou em um quarto dentro de uma casa esperando alguém bater na porta da casa, depois bater na porta do quarto e depois perguntar qual é a mensagem que ele tem para a humanidade.

 

Mas foi à um lugar onde muita gente passava, abriu sua tenda aos quatro ventos e ainda ficou na porta no sol escaldante chamando as pessoas para comerem em sua tenda e aprenderem a agradecer à D’us que criou o céu e a terra !

 

Daqui aprendemos que:

Se você faz e não divulga, é como se não tivesse feito.

 

Esse é o segredo do sucesso nos assuntos materiais e espirituais , divulgar o que fazemos por todos os meios que temos alcance, sempre fazendo todo mundo saber que você existe e o que você está oferecendo , transformando as pessoas a sua volta em fãs e sempre tomando a iniciativa !

 

Muitos de nós somos limitados por velhos e desatualizados conceitos de sermos divas inacessíveis demonstrando assim nosso alto nível e valor, noções inadequadas para a era atual.

 

Achamos que não precisamos interagir com as pessoas porque que fazer isso é uma atitude que nos rebaixaria ao nível delas , ou porque não damos importância a essa interação , ou porque não nos sentimos confortáveis interagindo , e por final nos fechamos no nosso “mundinho”.

 

Aprendemos com Avraham Avinu a interagir!

 

Quando Avraham recebeu os anjos disfarçados de simples viajantes, foi pessoalmente chamá-los para a sua tenda, pediu à Sarah para fazer bolos, correu para fazer a comida, pediu para seu filho Ishmael ajudar, e por fim ficou em pé ao lado deles pronto para servi-los no que for preciso.

 

No final ele descobriu que eram anjos do céu, e recebeu deles o maior presente da sua vida, ter um filho com Sarah.

 

Aprendemos com ele que quando interagimos com as pessoas só temos a ganhar.

 

Cada pessoa pode ser o anjo que vai te ajudar, ou se não, pelo menos você ganhou uma grande Mitzvá.

 

 

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Mashia’h, Gueulá, e o rio Tietê

Porque a Guemará nos traz sinais para sabermos que estamos na geração da Gueulá, da redenção final?Para fazermos isso acontecer mais rápido acrescentando nas nossas Tefilot e nas nossas Mitzvót.

 

Um dos sinais da Guemará é de que os jovens vão fazer os velhos passarem vergonha.

 

Sempre que compramos um telefone novo e não conseguimos usar ele sem a ajuda de um adolescente para nos explicar com muita paciência dezenas de vezes como ele funciona, sentimos que esse sinal está acontecendo na prática…

 

Outro sinal é de que os principais rios da cidade vão andar como óleo e não vai dar para pescar neles nem um peixe para um doente. Essa é uma das coisas que nem Rashi conseguiu explicar.

 

Rashi tentou imaginar que talvez os rios ficassem semi congelados e andariam devagar como óleo, mas o problema com essa explicação é de que mesmo assim ainda daria para pescar um peixe neles. Quem na idade média poderia imaginar o Rio Tietê? Nem na pior das hipóteses Rashi não conseguiu imaginar uma coisa tão ruim assim.

 

E daí para adiante, todos os sinais da Guemará já aconteceram, e agora veja o que você poderia estar ganhando:

 

D’us tem o poder de te dar coisas mega maravilhosas que são os tempos do Mashia’h e o próximo mundo. Vamos acrescentar no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvót e Mashia’h vai chegar! você só tem a ganhar!

 

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O Kidush do Shabat

 

 

O Kidush da noite de Shabat

 

A Guemará nos conta que “aquele que fala o ‘Vaye’hulu’ (o Kidush) na noite do Shabat é considerado como se ele se tornasse parceiro de D’us na criação do mundo”.

 

A leitura do Kidush na noite de Shabat é uma Mitzvá que recai igualmente tanto para os homens quanto para as mulheres

 

A guarda do Shabat é o único ritual judaico que é um dos Dez Mandamentos é um mandamento tanto positivo quanto negativo e por isso recai sobre as mulheres também.

 

A Torá nos ordena “lembrar” (Za’hor) e “guardar” (Shamor) o Shabat.

 

Shamor – guardar

 

“Guardamos” o Shabat por meio de não fazer nenhum dos 39 trabalhos proibidos no Shabat que são chamados de mela’hot.

 

Esses 39 trabalhos proibidos de serem feitos no Shabat são chamados de “pais do trabalho”. Também suas derivações chamados de toladot, ou seja, filhos do trabalho, são proibidas de serem feitas no Shabat por serem ramificações derivadas desses trabalhos.

 

Za’hor – lembrar

 

“lembramos” o Shabat falando o Kidush na noite de sexta-feira e no dia de Sábado

 

Quando fazemos o Kidush cumprimos o mandamento positivo de “lembrar” do Shabat pelo fato de que o texto do Kidush enfatiza a santidade do dia, a distinção entre o Shabat e os seis dias da semana.

 

Sendo que estamos no mundo da ação, para trazer as bênçãos de cima temos que fazer uma ação material que é a sincronização entre o mundo de cima e o mundo de baixo.

 

Assim também em relação ao Shabat. Para trazermos as bênçãos do Shabat para esse mundo fazemos o Kidush com um copo de vinho e duas Halot (plural de Halá) que são nada mais e nada menos do que dois pães.

 

O vinho ou o suco de uva deve ser Kasher, e onde não é encontrado vinho Kasher você pode fazer pessoalmente um suco de uva Kasher para Shabat

 

Para facilitar para quem está começando, lá vão umas dicas básicas. Escrevemos essas dicas principalmente para quem mora no interior e não tem facilidade em comprar as coisas para Shabat.

 

Como fazer em casa o seu vinho para o Kidush:

 

Pela Halachá um suco de uva verdadeiro também é considerado vinho para o Kidush, aqui vai uma receita para fazer o seu suco de uva “bore pri hagafen” para todos os Shabatot do ano, principalmente se você tem crianças em casa.

 

Modo de preparo:

 

1- Compre uvas de qualquer tipo, lave as uvas, separe elas dos galhos e coloque elas dentro de uma panela (de preferência de pressão.

 

2- coloque a mão sobre as uvas e adicione água e açúcar . Essa água e açúcar tem que preencher somente os espaços entre as uvas e você coloca a mão encima para elas não flutuarem encima da água com açúcar sendo que a água com açúcar tem que preencher somente os “buraquinhos” entre as uvas mas não pode cobrir elas por cima nem se acumular separadamente no espaço de baixo caso elas flutuem, por isso você não deixa elas flutuarem.

 

3- Tampe a panela , acenda o fogo e deixe ferver um pouquinho.

 

4- Peneire o conteúdo da panela para uma jarra apertando e amassando totalmente as uvas dentro da peneira com uma colher até que todo o suco passe pela peneira e sobre dentro da peneira somente uma polpa

 

5- Coloque o suco em garrafas ou em uma jarra.

 

6- Mantenha o suco na geladeira e só retire para as refeições.

 

Se você não tiver vinho ou suco de uva kosher, você pode fazer o Kidush sobre o pão e, em vez de dizer a bênção Bore Peri HaGuefen, “que cria o fruto da videira”, você diz a benção, Hamotzi Le’hem min Ha’aretz, “que tira o pão da terra”.

 

Quando se usa pão em lugar de vinho, é preciso fazer a Netilat Yadaim antes de fazer o Kidush, para que se possa comer o pão imediatamente quando você termina o Kidush.

 

Netilat Yadaim

 

A Netilat Yadaiim é um jeito específico de se lavar as mãos. Antes de comer o pão, você pega um copo bem grande com a mão direita, enche ele de água e passa esse copo com a água para a mão esquerda.

 

A mão esquerda joga água três vezes sobre a mão direita e passa o copo para a mão direita. A mão direita joga água três vezes sobre a mão esquerda. Você faz a Brahá, a benção de Netilat Yadaiim e começa a falar o Kidush. Nesse caso, no lugar da Brahá do vinho no meio do Kidush você fala a Brahá do pão.

 

Mas em uma situação normal, quando você fez o Kidush sobre o vinho ou suco de uva, você bebe o vinho no final do Kidush e depois faz a Netilat Yadaiim e a Brahá do pão sobre dois pães.

 

Entre a Brahá da Netilat Yadaiim e a ação de comer um pedaço do pão depois da Brahá, não podemos falar para não fazer uma interrupção entre a Brahá e a ação. Depois que você comeu um pedaço do pão já pode falar Novamente.

 

O motivo de enchermos o copo com a mão direita e darmos o copo cheio para a mão esquerda jogar a água três vezes sobre a mão direita é uma sincronização espiritual que está ligada às Sefirót lá em cima.

 

Tanto a água quanto o lado direito estão ligados à Hessed, e o lado esquerdo está sincronizado com a Guevura. Por meio de enchermos o copo de água com a mão direita e passarmos ele para a esquerda para que ela comece o trabalho de purificação, subjugamos a Guevurá e ela se torna um acessório da Hessed 🌻🌻🌻🌻

 

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Rosh Hodesh

Rosh Hodesh

O calendário judaico é baseado na Lua. Ela aparece no céu no início de cada mês judaico como um crescente estreito, que gradualmente se torna mais pleno a cada noite, até ficar perfeitamente cheio e redondo, no meio do mês.

 

Então a Lua “encolhe” até desaparecer totalmente por volta do fim do mês, apenas para reaparecer no começo do novo mês.

 

Quando a Lua surge primeiramente como um estreito crescente, é chamada de  “Molad” que é o “nascimento da Lua”( “novilúnio” ).

 

No Shabat antes da Lua nova, anunciamos e abençoamos o novo mês exceto o mês de Tishrei, que é abençoado unicamente pelo próprio D’us.

 

De um Molad ao seguinte passam-se pouco mais de vinte e nove dias e meio, e essa é a duração do mês judaico.

 

Mas sendo que não podemos ter metade do dia pertencendo a um mês e a outra metade ao seguinte, o calendário foi construído de um jeito que às vezes temos vinte e nove dias no mês, e as vezes, trinta, mas nunca mais do que trinta e nunca menos do que vinte e nove.

 

É por isso que às vezes temos somente um dia de Rosh Hodesh que é o início do mês e às vezes dois.

 

Quando temos somente um dia de Rosh Hodesh, significa que o mês que terminou porque tinha somente 29 dias.

 

Quando temos dois dias de Rosh Hodesh, o primeiro dia de Rosh Hodesh  pertence ao mês anterior, ou seja, é o 30º dia do mês que terminou, e o segundo dia de Rosh Hodesh é o primeiro dia do novo mês.

 

Num ano “comum” temos seis meses “cheios”, ou seja, “completos”, que são os meses de 30 dias cada, e seis meses “curtos” de 29 dias, seguindo-se um ao outro (30, 29, 30, 29, etc).

 

Isso nos dá um total de 354 dias no ano judaico. Em certos anos “perdemos” um dia, e em outros “ganhamos” um, fazendo com que o número total de dias num ano seja de 353, 354, ou 355, conforme o caso.

 

As vezes o motivo para isso é para evitar que o Yom Kipur caia numa sexta-feira, ou num domingo, para não se seguirem dois dias de Shabat.

 

A Torá nos diz que Pessa’h deve ser na primavera, considerando-se as estações do hemisfério norte, que é a estação em que nossos antepassados saíram do Egito

 

Portanto, não devemos ignorar o sistema solar que determina as quatro estações do ano que em Hebraico são chamadas de “Tekufot”.

 

O Ano Solar tem pouco menos de 365 dias e meio, enquanto o Ano Lunar tem cerca de onze dias a menos!

 

Portanto, se ignorássemos inteiramente o Ano Solar, nossas festas não seriam na mesma época a cada ano com relação à estação do ano, e iriam atrasar onze dias.

 

Em cerca de três anos, sairiam fora de sua respectiva estação por aproximadamente um mês e em nove anos, por cerca de três meses. Nesse caso Pessa’h não seria mais na primavera, e sim no inverno!

 

Por isso fazemos a sincronização entre o Ano Lunar e o Ano Solar. fazemos essa sincronização adicionando mais um mês de Adar para empurrar o mês de Nissan para frente, para o seu lugar apropriado na primavera. acrescentando um mês a mais a cada dois ou três anos de acordo com a necessidade, e assim o nosso calendário se sincroniza tanto com o ciclo da lua quanto com o ciclo do Sol.

 

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Shabat Bereshit


O Shabat Mais Impactante!

 

Como nos comportamos nesse Shabat, Shabat Bereshit, é assim que vamos nos comportar durante todo o ano.

 

Este Shabat é chamado de “Shabat Bereshit” e é o Shabat mais especial de todos os Shabatot do ano.

A singularidade deste Shabat se encontra no fato de ele constituir um ponto de conexão entre o mês de Tishrei, um mês cheio de festas Judaicas, cheio de santidade, e o mês de Heshvan que é um mês “vazio” porque não tem festas Judaicas, ele é o mês “mundano”, omês de coisas desse mundo.

 

Sendo que este Shabat inclui esses dois opostos, a alegria e a santidade das festas Judaicas em comparação com a rotina e a mundanidade, ele nos dá forças especiais para continuarmos nosso elevado estado de santidade e alegria do mês de Tishrei, em nosso trabalho diário no mundo, nos “dias mundanos”!

 

Os Rebes de Lubavitch explicam que da maneira que nos comportamos no Shabat Bereshit dessa mesma maneira vamos nos comportar o resto do ano.

 

Por que este Shabat é mais especial do que outros Shabatot?

 

O Rebe explicou que é porque neste Shabat lemos as palavras “Bereshit Bara Elokim et a shamaim v’et a aretz”  (“No princípio D’us criou os céus e a terra”).

 

Isso nos ensina que D’us criou este mundo. É o Seu mundo! Ele o criou do nada. E, além disso, o grande milagre é que a criação do mundo acontece a cada segundo!

 

D’us está recriando o mundo a cada segundo para nos dar a oportunidade de realizar Seu desejo de que sejamos Seus parceiros em tornar este mundo um lugar mais sagrado e melhor, aprendendo Torá e praticando atos de bondade e benevolência.

 

Às vezes, podemos encontrar desafios ao aprender a Torá ou cumprir os Mandamentos Divinos. Podemos até encontrar muitas coisas que parecem ser “obstáculos”.

 

Mas quando nos lembramos de que este é o mundo de D’us, Ele o criou, Ele o recria continuamente, e foi Ele quem nos ordenou a cumprir nossa missão, e Ele não nos pediria para fazer algo impossível, então a questão realmente depende da nossa vontade e dos nossos esforços. E, claro, com a ajuda de D’us, teremos muito sucesso!

 

O primeiro homem recebeu o Mandamento de não comer a fruta da Etz a Daat por três horas. Ou seja, desde o momento no qual ele foi criado até depois do pôr do Sol que era o  momento da entrada do Shabat da criação.

 

Por que Adão fez o que fez? Ele não podia simplesmente esperar algumas horas para comer a fruta daquela árvore?

 

O Rebe explica que quanto maior e a pessoa também maior e a má inclinação dela, ou seja, maior seu yetzer aRá.

 

Aprendemos com isso que quanto mais algo é importante para nós, mais o lado ruim, o Yetzer ará, opõe resistência a ele.

 

E faz com que todos os tipos de desafios e obstáculos pareçam existir.

 

Então vamos ficar muito alegres neste Shabat e não dar importância para os obstáculos desse mundo, e assim vamos continuar o ano inteiro, olhando para as coisas boas que temos a frente e ficando feliz por termos deixado os obstáculos desse mundo para trás.

 

Rabino Gloiber

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