Mensagem da Parashá

Medicina convencional e medicina alternativa de acordo com a Torá

 

Os Rabinos portugueses de centenas de anos atrás usaram a letra “H” para a transliteração da letra “ח” em Hebraico que equivale a dois erres “rr” em português

 

Na transliteração do hebraico nessa página vamos usar a letra “h” com um apóstrofo ( ‘ ) como dois erres (rr) assim: ‘h e a letra “A” para a transliteração da letra “ה” em Hebraico que tem o som da letra A na língua portuguesa

 

 

 

 

Medicina convencional e Medicina alternativa 

 

A Torá nos ensina que se duas pessoas brigarem e um ferir o outro, uma das coisas que o agressor é condenado é a pagar o custo do médico para curar o agredido.

 

Sendo que a Torá nunca tiraria de alguém um dinheiro indevido e esse custo não aparece aqui como multa, daqui concluem nossos Sábios que a Torá deu ao médico a permissão Divina para curar, como diz Abaye na Guemará em Bra’hót (60/a).

 

Essa “permissão” da Torá não está tratando de “caso ele queira” rezar para AShem (D’us) curar ele é o suficiente e “caso ele queira” ir ao médico está permitido, mas sim que ele é obrigado a ir ao médico.

 

Ou seja, permissão aqui quer dizer obrigação. AShem dá a força para o médico curar e a obrigação para o doente procurar o médico.

 

O Shul’han Aru’h em “Yoré Deá” traz essa lei na prática determinando que ir ao médico quando necessário é uma Mitzvá da Torá para todos os judeus e está incluída na Mitzvá de “Pikua’h Nefesh”. Por isso, diz o Shul’han Aru’h:

 

Qualquer pessoa que está em uma situação que necessita de um médico

 

e opta por não ir, é um criminoso (contra si próprio) (Yoré Deá 336/1)

 

Ou seja, pela Torá um crime contra si próprio também é um crime, e quando a Torá nos pede para agir de maneira natural temos que agir assim porque essa é a vontade Divina.

 

Medicina alternativa

 

A Torá diz que foi dada ao médico a permissão para curar.

 

Em alguns casos a medicina convencional é melhor e em outros a alternativa é mais eficiente.

 

Em um caso de úlcera gástrica por exemplo, algumas vezes pela medicina convencional é necessário fazer uma operação e a medicina alternativa resolve o mesmo problema com uma dieta, o que é uma melhor opção.

 

Ou em caso de dores, às vezes a medicina convencional só consegue resolver isso com remédios fortes que trazem efeitos colaterais ou viciam, e a medicina alternativa resolve o mesmo problema com acupuntura.

 

Sendo que os resultados são reais e até os convênios estão oferecendo medicina alternativa, está claro que devemos optar pelo tratamento mais eficiente, mais eficaz e menos prejudicial à saúde, sendo ele medicina convencional ou alternativa.

 

Mas quando a medicina alternativa envolve assuntos de idolatria como cura por meio de espíritos ou coisas desse gênero, aí entramos na proibição da Torá em relação a idolatria, e esse tipo de medicina alternativa é proibido pela Torá.

 

Três médicos, duas opiniões

 

Quando o problema de saúde é complexo e envolve assuntos irreversíveis, o ideal é se consultar com três médicos diferentes e, sem faltar com o respeito a nenhum deles optar pela melhor solução.

 

No caso que dois médicos estão diagnosticando igual é mais provável que estejam mais certos do que o outro.

 

Médico jovem e médico velho

 

Geralmente um médico jovem está mais atualizado sendo que a medicina se desenvolve de ano para ano e essa área exige muitas horas de estudos diários dificultando aos médicos mais antigos acompanhar esse desenvolvimento. Mas é claro que em toda regra existem exceções!

 

E esse é um dos sinais da vinda do Mashia’h, que “Todos os jovens vão fazer todos os velhos passarem vergonha”.Vemos isso atualmente em quase todas as profissões!

 

Mashia’h está chegando!

 

Diz o Rebe que no caso de nós judeus, nossa saúde material depende da nossa saúde espiritual.

 

 

E da mesma maneira que quando sentimos fraqueza em um órgão material devemos ir ao médico sendo que precisamos nos comportar de maneira natural e a Torá deu permissão, que quer dizer também força, ao médico para curar , assim também devemos nos comportar quando sentimos fraqueza em um assunto espiritual

 

(obs. Nessa carta o Rebe indica estudar no livro Tanya a parte chamada de Shaar Hai’hud Vehaemuná)

 

 

 

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Por que Ytró optou por se converter ao judaísmo?

Nossos Sábios nos contam que Ytró optou por se converter ao judaísmo depois que ouviu sobre a abertura do mar vermelho e a guerra de Amalek .

 

O que tem a ver a abertura do mar vermelho com a guerra de Amalek?

 

A abertura do mar vermelho nos lembra o carinho que AShem (D’us) tem por nós, nos fazendo milagres revelados, cuidando de nós e nos protegendo .

 

Depois de todos esses milagres enormes aparece o extremo dos povos , o mais prepotente e arrogante, e faz o que todos os outros povos gostariam de ter feito mas tinham medo, lutam contra nós!

 

Ytró vê os dois extremos, o amor que D’us tem por cada judeu e a frieza dos povos do mundo, que mesmo vendo os milagres revelados que AShem faz para nós , no lugar de se unir à D’us lutam contra ele , e qualquer meio termo sempre vai estar vinculado a um desses dois extremos, ou seja, os outros povos estavam felizes com a atitude de Amalek mesmo não tendo a coragem de fazer igual.

 

A Torá nos conta que a guerra contra Amalek acontece em cada geração.

 

Na prática ela aconteceu somente duas vezes e na época do Mashia’h vai acontecer mais uma vez. Entre essa primeira guerra de Amalek no deserto e a segunda guerra na época do rei Shaul não tínhamos a Mitzvá de exterminar o Amalek até que fosse nomeado o primeiro rei de Israel.

 

Depois que Shaul não fez isso totalmente, Amalek se misturou com os povos do mundo nos tirando a possibilidade de saber quem é Amalek.

 

Na época do Mashiach acontecerá a terceira guerra contra Amalek e depois disso eles já não existirão mais .

 

Então, se são somente três guerras na história, como podemos cumprir o mandamento que nos foi dado na Parashá de lutar contra Amalek em cada geração?

 

Diz o Rebe que esse assunto extremamente importante é totalmente espiritual. Amalek representa uma força espiritual negativa que chamamos de “Klipá”. Essa Klipá de Amalek causa a frieza e a insensibilidade em todos os assuntos espirituais.

 

A consequência dela em cada um de nós é: mesmo vendo milagres no dia a dia, mesmo conscientes de que D’us está cuidando de nós o tempo todo como crianças pequenas, mesmo assim somos capazes de rezar com frieza, cumprir os mandamentos Divinos sem entusiasmo fazendo “nada mais que a obrigação”.

 

Achando que mesmo AShem tendo nos ajudado no passado com certeza ele não vai nos ajudar mais, e por último estudando Torá e cumprindo as Mitzvot SEM a mínima consciência de que D’us existe e achando que tudo está dependendo somente de nós. Assim era Caim , e agora dá para entender porque a guerra de Amalek sensibilizou tanto Ytró!

 

Como lutar contra esse Amalek espiritual :

 

1-Todo dia se conscientizar de que D’us existe, de que ele é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e de que ele está cuidando de cada um de nós e nos protegendo a cada instante!

 

2- Rezar todo dia com muita alegria e entusiasmo e saber que Hashem está ouvindo com muito prazer cada palavra da nossa reza e está cheio de orgulho de nós!

 

3-Cumprir os mandamentos Divinos com muita alegria , muito entusiasmo e muito capricho, sabendo que AShem (D’us ) está cheio de alegria por cada mandamento que cumprimos!

 

4- Se lembrar de todas as vezes que AShem te ajudou no passado, se lembrar de todos os pequenos milagres do dia a dia e saber que agora AShem vai te ajudar muito mais e te fazer muito mais milagres!

 

E o principal, expulsar todos os pensamentos contrários aos quatro itens anteriores alinhando nosso intelecto dessa maneira todo dia e toda hora 365 dias por ano!

 

 

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🌷🌷🌷❤️

Porque Ytró não se converteu ao judaísmo durante os quarenta anos que Moshe Rabeinu morava com ele?

 

Nossa Parashá começa com as palavras: “E ouviu Ytró, sacerdote de Midian, sogro de Moshe, tudo o que fez AShem (D’us) para Moshe e para Israel seu povo, que AShem tirou o povo de Israel do Egito”.

 

Rashi explica: Que notícia ouviu Ytró e por causa disso veio? (veio se converter ao judaísmo). Ouviu sobre a abertura do mar vermelho e a guerra de Amalek.

 

Rabi Yehuda Arie Leib Alter, conhecido como o “Sfat Emet”, foi o terceiro Rebe da cidade de Gur na Polônia há mais de cento e vinte anos atrás.

 

Ele explicou que com a força da saída do Egito, os portões celestiais se abriram para que as pessoas pudessem se converter ao judaísmo, como está escrito: “até esse momento nenhum escravo conseguia fugir do Egito”. Ou seja, nenhuma Alma Divina que estava subjugada pelo lado impuro conseguia sair dele.

 

Com a força da saída do Egito se expandiu a força da santidade atraindo pessoas ao judaísmo, como está escrito: “e também uma grande multidão subiu com eles.

 

Por isso Ytró teve a força espiritual para ouvir e se submeter ao lado da santidade, mesmo que antes disso ele conviveu quarenta anos com Moshe Rabeinu era seu genro, pai dos seus netos, pastor do seu rebanho e morava com ele em Midian. Moshe Rabeinu fugiu do Egito para Midian com quarenta anos e se casou com Tzipora, a filha de Ytró, e somente quarenta anos depois, quando Moshe Rabeinu já estava com oitenta anos, ele deixou Midian e foi tirar o povo de Israel do Egito

 

Ytró e a guerra de Amalek

 

Diz o Sfat Emet que o fato de a história de Ytró estar escrita na Torá  junto com a história de Amalek vem nos indicar que por meio da saída do Egito se refinou a mistura entre o bem e o mal, o bem se separou do mal e , consequentemente, o mal se separou do bem.

 

Também entre os povos do mundo existem pessoas do lado bom, Almas Divinas, mas estão misturadas com o lado mal.

 

Com a saída do Egito, quando o povo de Israel foi refinado da impureza e se tornou santificado para AShem, automaticamente todos aqueles que tinham uma boa vontade e quisessem por opção própria deixar o mal e se aproximar de AShem, poderiam fazer isso se unindo ao povo de Israel que já tinha saído do lado impuro, já tinha saído do mal.

 

E  todos aqueles que eram pessoas ruins por opção, ou seja, optaram pelo lado do mal que se separou do bem,  se uniram à Amalek que já tinha saído do lado puro,  já tinha saído do bem.

 

Por meio do povo de Israel ficou definitivamente clara a maldade de Amalek e a bondade de Ytró.

 

O “Sfat Emet”

 

Rabi Yehuda, conhecido posteriormente como o Sfat Emet, nasceu em 1847 e era neto do Rebe Itzhak Meir Alter conhecido como Hidushei Harim.

 

Com dois anos de idade ficou órfão de mãe e com oito de pai, passando a morar com seu avô, Rabi Itzhak Meir Alter, fundador da Hassidut Gur, que ensinou à ele os mais profundos segredos da Torá.

 

Rabi Yehuda casou-se com 15 anos de idade e o nome do seu sogro também era Yehuda. Por motivo cabalistico,  sogro e  genro não podem ter o mesmo nome, e por causa disso seu avô , Rabi Itzhak Meir,  acrescentou à ele o nome de Arie Leib. E assim, com 15 anos de idade ele passou a ser chamado de Rabi Yehuda Arie Leib.

Rabi Yehuda Arie Leib se tornou o Rebe de Gur com apenas 23 anos de idade,  quatro anos depois do falecimento de seu avô.

 

Por ser um jovem Rebe, Rabi Yehuda Arie Leib atraiu milhares de jovens estudiosos da Torá para a Hassidut Gur que na época se tornou a maior Hassidut da Polônia chegando a contar com 100.000 Hassidim.

 

Em 1904 os russos, que na época dominavam a Polônia, recrutaram dezenas de milhares de judeus que foram mandados diretamente para a frente de batalha na guerra contra o Japão.

 

Milhares de Hassidim de Gur foram mandados para a guerra, o que afetou diretamente a saúde do Rebe que faleceu em 1905 no mês judaico de Shvat (o mês judaico atual) com apenas 57 anos de idade, deixando como herança para nós uma profunda explicação da Torá que foi editada depois do seu falecimento e recebeu o nome de Sfat Emet.

 

A partir daí Rabi Yehuda Arie Leib Alter vai ser conhecido por todos como Sfat Emet.

 

Ele nos contou também que o fato de Ytró ter vindo se converter ao judaísmo era a nossa recompensa por termos passado pelo exílio do Egito, como disseram nossos Sábios na Guemará em Pessa’him: “o povo de Israel não foi exilado a não ser para que se unissem à eles os guerim (os convertidos).

 

E portanto, com a força da Galut (exílio) do Egito, saiu de lá uma grande multidão e Ytró acima de todos.

 

Dessa maneira se concretizou o provérbio do rei Salomão: “em toda tristeza existirá uma vantagem”.

 

Ou seja, de todo acontecimento ruim também ganhamos alguma coisa boa.

 

E isso é o que está indicando o versículo quando diz que temos que amar o guer porque guerim fomos na terra do Egito. Esse versículo nos indica que o principal objetivo do exílio do Egito era por causa dos guerim que iriam sair de lá.

 

E provavelmente isso é o que estavam indicando nossos Sábios quando disseram que os guerim são difíceis para o nosso povo como a “sapa’hat”, pelo motivo de termos que nos misturar entre os povos do mundo por causa dos guerim.

 

E por isso escreveram nossos Sábios que a “seet” a “sapahat” a “baheret” e a “tzaraat” indicam os quatro impérios dentro dos quais somos exilados.

 

porque todos os quatro exílios aconteceram para nos possibilitar de tirar deles as “luzinhas de santidade” que estão misturadas com o “outro lado”, e por meio do nosso exílio entre eles, essas “faíscas Divinas” se refinam e sobem.

 

Não haverão mais guerim na época do Mashia’h

 

O Sfat Emet nos explica uma passagem do Midrash Rabá que diz: “Três coisas perdidas encontrou AShem”.

 

1- encontrou fidelidade no seu coração: esse é Avraham Avinu, o primeiro “guer”, o primeiro de todos os convertidos.

 

2- “Como uvas no deserto encontrei Israel”: Eles são o principal da conversão, porque tiveram o mérito de ser escolhidos para AShem para ser seu povo e sua herança.

 

3- “encontrei David meu servo”: esse é o Rei Mashia’h que determina o final das conversões, porque nos dias do Mashia’h não serão recebidos mais convertidos.

 

O motivo para isso é que já estarão consertadas e separadas do mal todas as Almas adequadas para se unir à Santidade.

 

Conclusão: sendo que estamos no exílio para atrair as Almas do lado bom, a saída do exílio é a prova mais clara de que esse trabalho terminou !

 

 

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O que aprendemos com a Shirá e com o Man?

O que aprendemos com a Shirá, a música que o nosso povo fez para AShem (D’us) quando viram que estavam salvos totalmente dos egípcios?

O Maguid de Mezritch nos contou que AShem (D’us) tem um prazer enorme em ouvir as nossas rezas.

 

O Maguid deu um exemplo de um grande Rei que tinha um passarinho que falava e o rei ficava muito alegre em ouvir o passarinho falar.

 

Mesmo que o rei tinha  ministros e côrte que falavam com muito mais erudição do que o passarinho, ele ficava muito mais feliz em ouvir o passarinho falar , porque um ser humano falando é uma coisa normal, mas um passarinho falando é uma coisa fantástica!

 

Dessa mesma maneira, diz o Maguid, lá em cima existem infinitos anjos que cantam muito bonito , mas nós somos o passarinho que fala!

 

Uma Alma Divina dentro de uma alma animal dentro de um corpo material , isso “faz a diferença” lá em cima.

 

Então quando rezamos temos que nos lembrar que AShem está prestando muita atenção em cada palavra que falamos, mesmo se falamos um pouco errado, e tem um prazer enorme em nos ouvir.

 

 🌻🌻🌻🌻

 

O que aprendemos com o Man, a comida que caiu do céu literalmente durante os quarenta anos que o nosso povo estava no deserto?

 

O povo de Israel saiu do Egito com a comida que eles conseguiram carregar , mas na hora que a comida acabou, somente nessa hora uma comida muito melhor começou a cair do céu !

 

Quando chegaram no “fim do caminho” o mar se abriu e quando a comida acabou ela começou a cair do céu nos ensinando que no judaísmo não existe “beco sem saída” !

 

Uma mãe está sempre cuidando das suas crianças, quanto mais AShem está sempre cuidando de nós e não nos esquece por aí!

 

 

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O conserto de Caim

 

Ytro

 

Nossa Parashá nos conta que Ytró, o sogro de Moshe , levou sua filha Tzipora junto com os dois filhos dela para Moshe no deserto.

 

Porque Ytró teve que se arriscar dessa maneira e não podia esperar Moshe vir pessoalmente buscar sua família?

 

O Ari Zal nos conta que Ytró era a reencarnação de Caim e Moshe era a reencarnação de Abel. A Torá nos conta que Caim teve um filho com sua esposa e o chamou de ‘Hano’h.

 

Quem era essa esposa que a Torá não conta de onde ela nasceu ? E claro que ela não era sua própria mãe!

 

Quando a Torá nos conta sobre o nascimento de Caim e Abel aparece três vezes a palavra “et”. O Midrash decifra disso que junto com Caim nasceu uma irmã gêmea e com Abel nasceram duas e elas seriam as futuras esposas deles.

 

Caim ficou indignado por ter uma esposa só enquanto seu irmão teria duas , encontrou um motivo para briga justificando como sendo por um assunto religioso (de seu korban não ter sido aceito) e terminou assassinando seu irmão por achar que não tem no mundo nem lei e nem juiz e que nada vai acontecer por causa disso.

 

Os três se reencarnam novamente. Caim é Ytró, Abel é Moshe, e aquela gêmea, pivô da briga entre eles é Tzipora.

 

Por isso Ytró tinha que tomar a iniciativa de ele levar Tzipora para Moshe, porque esse era o “Tikun” (conserto) da alma de Caim, devolver a “gêmea” e salvar o “irmão” para consertar o fato de tê-lo assassinado por causa dela.

 

Ytró leva Tzipora para Moshe e por meio de seus conselhos salva a vida de Moshe de um infarto por stress delegando o trabalho de Moshe à milhares de juízes e construindo uma estrutura de governo jamais vista antes.

 

Sendo que Caim tinha assassinado Abel porque achava que o mundo não tem um juiz , essa parte da Torá que é chamada “Parashat a Dayanim” (“a Parashá dos juízes”) teve que chegar à nós por meio de Ytró, e assim ele “acrescentou” uma Parashá na Torá.

 

Aprendemos daqui um ensinamento muito importante:

 

Se até o próprio Moshe poderia ter terminado sua vida de maneira fatal por ter centralizado tudo envolta de si próprio , e foi salvo por Ytró que fez ele delegar seu trabalho à pessoas adequadas para essa função mesmo não sendo tão adequadas como ele próprio era , quanto mais nós, que muitas vezes encontramos pessoas muito mais adequadas do que nós para delegar funções de muito menos responsabilidade do que era a deles !

 

Então, vamos começar a nossa “descentralização” e salvar nossas próprias vidas!

 

 

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Delegando as nossas funções para salvar a nossa própria vida


Ytro

Nossa Parashá nos conta que Ytró, o sogro de Moshe , levou sua filha Tzipora junto com os dois filhos dela para Moshe no deserto.

 

Porque Ytró teve que se arriscar dessa maneira e não podia esperar Moshe vir pessoalmente buscar sua família?

 

O Ari Zal nos conta que Ytró era a reencarnação de Caim e Moshe era a reencarnação de Abel. A Torá nos conta que Caim teve um filho com sua esposa e o chamou de ‘Hano’h.

 

Quem era essa esposa que a Torá não conta de onde ela nasceu ? E claro que ela não era sua própria mãe!

 

Quando a Torá nos conta sobre o nascimento de Caim e Abel aparece três vezes a palavra “et”. O Midrash decifra disso que junto com Caim nasceu uma irmã gêmea e com Abel nasceram duas e elas seriam as futuras esposas deles.

 

Caim ficou indignado por ter uma esposa só enquanto seu irmão teria duas , encontrou um motivo para briga justificando como sendo por um assunto religioso (de seu korban não ter sido aceito) e terminou assassinando seu irmão por achar que não tem no mundo nem lei e nem juiz e que nada vai acontecer por causa disso.

 

Os três se reencarnam novamente. Caim é Ytró, Abel é Moshe, e aquela gêmea, pivô da briga entre eles é Tzipora.

 

Por isso Ytró tinha que tomar a iniciativa de ele levar Tzipora para Moshe, porque esse era o “Tikun” (conserto) da alma de Caim, devolver a “gêmea” e salvar o “irmão” para consertar o fato de tê-lo assassinado por causa dela.

 

Ytró leva Tzipora para Moshe e por meio de seus conselhos salva a vida de Moshe de um infarto por stress delegando o trabalho de Moshe à milhares de juízes e construindo uma estrutura de governo jamais vista antes.

 

Sendo que Caim tinha assassinado Abel porque achava que o mundo não tem um juiz , essa parte da Torá que é chamada “Parashat a Dayanim” (“a Parashá dos juízes”) teve que chegar à nós por meio de Ytró, e assim ele “acrescentou” uma Parashá na Torá.

 

Aprendemos daqui um ensinamento muito importante:

 

Se até o próprio Moshe poderia ter terminado sua vida de maneira fatal por ter centralizado tudo envolta de si próprio , e foi salvo por Ytró que fez ele delegar seu trabalho à pessoas adequadas para essa função mesmo não sendo tão adequadas como ele próprio era , quanto mais nós, que muitas vezes encontramos pessoas muito mais adequadas do que nós para delegar funções de muito menos responsabilidade do que era a deles !

 

Então, vamos começar a nossa “descentralização” e salvar nossas próprias vidas!

 

 

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Mensagem da Parashá

A Parashá da Minha Vida 🌻 Beshala’h

 

 

https://mailchi.mp/1688981096e6/beshalah?e=90a515baf2

 

Para facilitar para vocês a leitura das palavras hebraicas estamos desenvolvendo um novo método de transliteração para a língua portuguesa.

 

Estamos usando a letra ‘H com um apóstrofo no lugar do RR em português e a letra A no lugar da letra H em português.

 

פָּרָשַׁת בְּשַׁלַּח

 

 

BESHALA’H

 

Nossa Parashá nos conta sobre o cântico de agradecimento que Moshe e o povo de Israel cantaram para AShem (D’us).

 

No lugar de nos contar que Moshe e o povo de Israel cantaram um cântico para AShem (D’us), a linguagem do versículo é de que Moshe “vai cantar” um cântico.

 

O Zohar nos conta que esse versículo está nos revelando que Moshe ressuscitará e cantará novamente este cântico em nossa redenção final.

 

A Ressurreição dos mortos

 

A indicação da ressurreição dos mortos na Torá é discutida longamente pelos nossos Sábios na Guemará.

 

Vários versículos são citados como fonte para isso, como por exemplo o versículo [במדבר יח כח]: “E você dará a Trumá, a doação de AShem (D’us), para Aharon o Cohen (o sacerdote)”. Aqui vemos uma alusão à esse assunto.

 

A categoria de Mandamentos Divinos ligados à Terra de Israel começou somente depois que a terra foi conquistada e dividida. Nessa época, Aharon já havia falecido e não estava entre os que entraram nela.

 

Aprendemos desse versículo que ele ressuscitará e entrará na Terra Santa, e lá daremos à ele as doações que AShem pediu para darmos aos Cohanim (aos sacerdotes).

 

No versículo (שמות פרק ו) “e também estabeleci a minha aliança com eles para dar à eles a terra de Canaã, a terra onde eles moraram e que nela eles habitavam”. Esse versículo está falando sobre nossos patriarcas.

 

A Terra de Israel foi dada à seus filhos e não teria como ser dada à eles, sendo que eles já tinham falecido.

 

Aprendemos daqui que eles vão ressuscitar e receber a terra que AShem prometeu.

 

No versículo [.וילך לא, טז.] AShem (D’us) diz à Moshe: “Você vai se deitar com os seus pais e se levantará…”. Aqui também a Torá nos dá uma indicação sobre a ressurreição dos mortos.

 

“No versículos [עקב יא, כא.]: “Para que os seus dias e os dias dos seus filhos sejam numerosos sobre a terra que D’us jurou para os seus ancestrais que dará para eles…”. AShem jurou que dará essa terra aos nossos patriarcas Avraham, Itzhak e Yaacov, e ela ainda não foi dada à eles, sendo que quando recebemos a Terra de Israel eles não estavam mais vivos.

 

. [דברים ד, ד] “No versículo “E vocês que estão apegados à AShem seu D’us, todos vocês estão vivos hoje”. Ou seja, vão ressuscitar todos

 

Na profecia de Yeshayahu (Isaías) 26/19 [ישעיה כו, יט.]: “Os mortos viverão…”

 

A Gemara também explica que a profecia dos “ossos secos” [יחזקאל לז] profetizada pelo profeta Ye’hezkel (Ezequiel), é uma profecia explícita sobre o ressurreição dos mortos.

 

O profeta Daniel também foi informado por D’us sobre a ressurreição dos mortos, como diz o versículo (Daniel 12, 2-13) “E muitos do pó da terra se levantarão…”

 

O Rambam no seu livro “Ressurreição dos Mortos” e o Rav Saadia Gaon viram esses versículos como fonte clara da ressurreição dos mortos.

 

No versículos do Tehilim [ עב, טז ] “E brotarão da cidade (de Jerusalém) como a grama-da-terra”. Por meio desse versículo, o Rei David nos indica a ressurreição.

 

A crença na ressurreição dos mortos é um dos 13 princípios da fé judaica.

 

O Rebe nos conta que a ressurreição dos mortos vai acontecer após a construção do Terceiro Templo, e após todos os judeus do mundo retornarem à Terra Santa, não conforme as fronteiras de hoje, mas segundo as fronteiras dela determinadas pela Torá.

 

Esse retorno inclui o retorno das dez tribos perdidas e também de todos os judeus que estão misturados com os povos do mundo como consequência das cruzadas, da inquisição e da assimilação.

 

Conforme o Rambam, a ressurreição dos mortos ocorrerá na segunda fase de Gueulá, no segundo período da nossa redenção final.

 

Também o Zohar explica que a volta de todos os judeus espalhados pelo mundo vai anteceder a ressurreição dos mortos em quarenta anos.

 

Nosso Rebe afirma que isso pode acontecer imediatamente no início da redenção.

 

Em relação às palavras do Zohar, diz o Rebe que dependendo dos nossos méritos os quarenta anos também podem se tornar quarenta minutos.

 

Como isso pode acontecer?

 

Nós não temos como saber, mas o profeta Eliahu que estará nessa ocasião vai explicar como foi possível receber esse desconto tão grande (depois de ele acontecer).

 

Esse tempo de ressurreição de quarenta anos após a construção do Beit a Mikdash, o Templo Sagrado de Jerusalém, e a volta de todos os judeus perdidos, é para todo o povo de Israel.

 

Mas nossos Sábios na Guemará nos contam que os Tzadikim, que são as pessoas altamente elevadas espiritualmente, irão ressuscitar imediatamente no início da era do Mashia’h.

 

O Rebe acrescenta que isso inclui todo o povo de Israel, sendo que todo o nosso povo é chamado pelo profeta Yeshaiahu [ישעיה כא] de Tzadikim.

 

QUEM VAI RESSUSCITAR PRIMEIRO?

 

Rabi Shimon bar Yohai nos conta que as pessoas enterradas na Terra Santa vão ressuscitar primeiro.

 

Depois deles vão ressuscitar todos aqueles do nosso povo que estão enterrados fora da nossa terra, e por final os nossos patriarcas ressuscitarão.

 

O motivo de nossos patriarcas e nossas matriarcas ressuscitarem por último, é para que eles tenham a alegria de ver nessa hora toda a terra cheia de Tzadikim e Hassidim.

 

O Zohar nos conta que os Tzadikim ressuscitarão primeiro e depois todas as outras pessoas.

 

Aqueles que se destacaram no estudo da Torá ressuscitarão antes daqueles que se destacaram no cumprimento das Mitzvot, mas aqueles que eram humildes ressuscitarão antes de todos.

 

Nosso próprio corpo será ressuscitado e não será criado um novo corpo, sendo que cada um de nós tem um osso microscópico indestrutível chamado de “etzem luz” que a partir dele nosso corpo ressuscita.

 

Os mortos ressuscitarão exatamente como foram sepultados, e com as mesmas roupas que foram sepultados, mesmo que já tenham há tempo desaparecido.

 

Aqueles que faleceram com alguma deformidade ressuscitarão daquela forma, mas imediatamente serão totalmente curados e rejuvenescidos.

 

Almas que se reencarnaram neste mundo várias vezes ressuscitarão com cada um dos corpos em que essa Alma se reencarnou. Cada corpo recebe uma “parte” da Alma, que foi retificada por ele.

 

O QUE ACONTECERÁ NO MOMENTO DA RESSURREIÇÃO COM AS PESSOAS QUE AINDA ESTARÃO VIVAS NAQUELA HORA?

 

Segundo a opinião do Zohar AShem fará com que cada uma dessas pessoas morra por um curto período, e então elas serão ressuscitadas.

 

Baseado no versículo [בראשית ג, יט] que diz: “ao pó você retornará” a Gemara nos ensina que os Tzadikim retornarão ao pó “uma hora antes da ressurreição dos mortos”.

 

Mas o Rebe afirma que podemos cumprir essa obrigação de “ao pó você retornará” de maneira espiritual.

 

Por meio da qualidade da humildade atingimos o nível de “e minha alma é como pó para todos”.

 

Na prática, as almas permanecerão nos corpos e entrarão na vida eterna sem precisar morrer e ressuscitar materialmente.

 

O “DIA DO JUÍZO FINAL” APÓS A RESSURREIÇÃO

 

O Ari Zal nos conta que o Dia do Grande Julgamento é apenas para as nações do mundo.

 

Diz o Ari Zal que após termos passados em vida pelo dia de Yom Kipur todo ano, e também pelo fato de termos passados por sofrimentos neste mundo e reencarnações para retificar a nossa Alma, estamos totalmente retificados e portanto isentos do “dia do juízo final”.

 

E o que acontecerá para aqueles judeus que estarão vivendo próximo à ressurreição dos mortos e não terão tempo de sofrer ou para retificar suas transgressões por meio de reencarnações?

 

Diz o Ari Zal que durante aquele longo tempo do grande julgamento em que os povos do mundo serão julgados, aqueles judeus talvez recebam um castigo tão grande em um espaço de tempo tão curto que a qualidade do castigo substituirá a quantidade de tempo, e isso para que eles possam viver uma vida eterna com todos os seus infinitos prazeres.

 

A PRINCIPAL RECOMPENSA E O PROPÓSITO DA CRIAÇÃO

 

A ressurreição é o momento em que o mundo alcançará seu pleno propósito.

 

Nesse período, o propósito da criação será concluído, como diz o Midrash: “Fazer uma morada para AShem (D’us) aqui nesse mundo baixo”.

 

Uma hora no Gan Éden a Ta’hton, no baixo Paraíso que é o mundo de Yetzirá, equivale a setenta anos dos maiores prazeres possíveis e imagináveis aqui neste mundo.

 

Uma hora no Gan Éden a Elion, no alto Paraíso que é o mundo da Briá, equivale a setenta anos dos maiores prazeres no Gan Éden a Ta’hton.

 

Acima disso se encontra o mundo de Atzilut, e o nível mais alto dele que é o Keter de Atzilut está acima da raiz da nossa Alma.

 

Por meio do trabalho Divino que fizemos nesse mundo, trouxemos as “luzes envolventes” do Keter para cá, e no futuro tudo isso vai se revelar, fazendo com que esse nosso mundo material se torne mais alto Paraíso do que o próprio alto Paraíso.

 

Por causa disso, todos os Tzadikim do Gan Éden a Elion, do alto Paraíso, vão querer ressuscitar aqui nesse mundo.

 

O mundo atual é o trabalho e o mundo da ressurreição é o pagamento por esse trabalho.

 

Vamos rezar forte e fazer tudo o que pudermos para que tudo isso aconteça o mais rápido possível, em breve, em nossos dias!

 

 

Shabat Shalom

 

Rabino Gloiber

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O maior de todos os Milagres

 

 

O maior dos milagres da saída do Egito  foi a abertura do mar vermelho.

 

A maior das atrocidades dos egípcios antigos contra nós foi jogar os meninos judeus no rio Nilo.

 

Na abertura do mar vermelho chegou a hora de eles receberem o castigo sobre o que eles tinham feito para nós “midá knegued midá”, medida por medida.

 

Ou seja, o que eles fizeram para nós, D’us fez para eles.

 

Nessa hora acontecem os maiores milagres.

 

Eles se esforçaram e correram para dentro do mar que se fechou sobre eles, mostrando que quando chega a hora de alguém receber um castigo lá de cima AShem não precisa trazer esse castigo até ele, mas ele próprio corre atrás da própria destruição e investe tudo o que pode para que isso aconteça!

 

Por natureza, a água em um lugar tão quente como o Egito escorre para baixo e nunca congela se tornando um túnel, mas na abertura do mar vermelho a água primeiro se transformou em muralhas de uma maneira sobrenatural e depois voltou a ser água sobre os egípcios, independente das condições climáticas, somente milagres!

 

Moshe e o povo de Israel vendo esse milagre tão grande fizeram uma Shirá, uma Tefilá de agradecimento em forma de música, e cantaram ela com muita alegria.

 

Nessa hora o povo inteiro se uniu ,mais um benefício da alegria , “quebra barreiras”

 

Essa Shirá se tornou parte da nossa reza de todos os dias.

 

No sidur do Shlá a Kadosh, Rabi Yeshaiau a Levi, um grande cabalista que nasceu em Praga em 1558, está escrito que temos que ler a Shirá na Tefilá com voz alta e com muita alegria porque assim o nosso povo falou a Shirá nas margens do mar vermelho.

 

E  o principal:

 

temos que imaginar nesse momento como se nós próprios estivéssemos saindo do Egito nesse instante.

 

🌻🌻🌻🌻

 

Está escrito no Zohar que o nosso mundo, o mais baixo, recebe tudo lá de cima, e se aqui em baixo estamos reluzindo de alegria nos sincronizamos com a alegria lá de cima.

 

E por causa disso AShem nos dá aqui em baixo todos os motivos para ficarmos reluzentes de alegria de verdade com muita fartura e prosperidade.

 

Ou seja, quando estamos alegres aqui em baixo trazemos para este mundo a alegria lá de cima e tudo fica bom de verdade.

 

Nossa Parashá nos conta sobre a Shirá que foi a música de agradecimento que nossos antepassados fizeram para AShem por nos ter tirado do Egito e de todos os nossos sofrimentos,

 

Pegamos na Shirá o embalo para essa “muita alegria”, continuamos rezando com “muita alegria” e levamos essa “muita alegria” para todo o nosso dia “contagiando com ela todos à nossa volta, “fazendo a diferença”

 

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

Venha ao faraó

 

Na nossa Parashá AShem diz à Moshe “Venha ao faraó…” Na Parashá anterior AShem diz à Moshe “Vá ao faraó… ” Porque a Torá usa duas linguagens diferentes aparentemente se referindo ao mesmo assunto?

 

 A explicação do Baal a Turim 

 

Rabeinu Yaacov ben Asher foi um grande Tzadik que nasceu no ano de 1269 na cidade de Colônia, que hoje pertence à Alemanha.

 

Rabeinu Yaacov é conhecido como “Baal a Turim” por causa da sua obra principal chamada de “Arbaá Turim”, dividido em quatro categorias, uma obra prima da literatura judaica que serviu como inspiração para Rabi Yossef Karo na configuração do código da legislação judaica, o Shul’han Aru’h שולחן ערוך.

 

Mesmo sendo mundialmente conhecido como um grande legislador da lei judaica, Rabi Yaacov ben Asher não aceitou trabalhar como rabino e optou por viver uma vida simples.

 

Naquela época os livros ainda eram escritos à mão e seu sogro que patrocinava os seus livros pediu para que ele escrevesse um livro que não fosse sobre legislação judaica, e assim ele escreveu uma explicação sobre a Torá que se tornou mundialmente conhecida como “Baal a Turim al a Torá”.

 

Hoje a explicação do Baal a Turim acompanha cada livro de Torá junto com a tradução da Torá para o aramaico escrita por Unkelus e a explicação de Rashi

 

O Baal a Turim explica na nossa Parashá que quando AShem dizia para Moshe ir à casa do faraó falar com ele é usada a expressão “Bô el Paró” (Venha ao faraó), e quando AShem dizia para Moshe ir ao faraó quando ele estava na água do rio Nilo é usada a expressão “Vá ao faraó” (até aqui a explicação do Baal a Turim)

 

Diz o Midrash que o faraó se fazia de divindade. Ele ia todas as manhãs para o rio Nilo fazer suas “necessidades” e dizia para todos que ele é um deus, e a prova disso era de que ele não precisava fazer essas “necessidades” como todos os seres humanos.

 

Com certeza quando Moshe se posicionava na frente dele nessa hora ele se sentia “desmascarado” e ficava intimidado, e por isso não havia a necessidade de uma proteção Divina adicional.

 

Mas quando ele ia ao palácio do faraó sobre o qual está escrito “Venha ao faraó porque eu endureci o seu coração e o coração de todos os seus servos… ” aí Moshe precisava de uma proteção adicional e por isso está escrito “Venha ao faraó”. Ou seja,AShem já está esperando Moshe lá para protegê-lo antes mesmo de ele vir.

 

Um exemplo disso vimos com o profeta Elishá. Certa vez o profeta Elishá visitou a cidade de Yerihó (Jericó).

 

Os habitantes da cidade contaram à ele que a cidade é” tudo de bom”, fora um pequeno grande detalhe: a água da cidade era insalubre e uma “máfia” dominava o comércio da água na cidade colocando em real risco de vida todo aquele que tentar concorrer com esse monopólio.

 

O profeta deu uma bênção para que as fontes da cidade se purificassem e toda a água da cidade virou água mineral.

 

Os jovens bandidos que lucravam com o desespero dos habitantes da cidade resolveram assassinar o profeta e o esperaram fora da cidade imaginando que esse “Homem de D’us” só pode fazer o bem e é um velho indefeso nas nas mãos deles.

 

Quando o profeta saiu da cidade eles os cercaram e disseram “Suba careca”, ou seja, vamos te fazer subir para o céu em uma carruagem de fogo como subiu seu mestre. Ou seja, chegou a sua hora.

 

O profeta virou para trás, olhou com o seu “Rua’h a Kodesh“, viu que deles não sairia coisa boa e os amaldiçoou com o nome de D’us.

 

Nessa hora aconteceu um grande milagre, e naquela cidade que é um oásis no deserto surgiu uma floresta. Da floresta saíram dois ursos que mataram os 42 jovens assassinos, e depois disso a floresta e os ursos desapareceram

 

Se AShem queria fazer um milagre para salvar o profeta dos assassinos, porque tinha que fazer surgir a floresta junto com os ursos? Aparentemente seria o suficiente surgirem os ursos.

 

Mas não, se o urso não está na própria floresta ele fica intimidado, para os ursos ficarem tão confiantes e atacarem 42 assassinos eles precisariam estar na floresta deles.

 

E assim também o faraó. No rio Nilo ele era um farsante pego no flagrante, mas no seu próprio palácio, cercado dos seus servos durões igual à ele, ele se torna um perigo muito maior. E por isso AShem diz para Moshe “Venha ao faraó”, venha para cá onde eu estou antes mesmo de você chegar para te proteger.

 

 

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

Aprendendo com as pragas do Egito

Nossa Parashá nos conta sobre as últimas três pragas que AShem trouxe ao Egito.

 

Rav Ovadia Sforno foi um grande Rabino que viveu na Itália há 500 anos atrás. Ele dividiu as nove primeiras pragas em três grupos, um mais grave que o outro

 

Na primeira praga, quando o rio Nilo se transformou em sangue, os magos do Egito também conseguiram transformar água em sangue, o faraó voltou ao seu palácio sem pedir para Moshe rezar para AShem para tirar a praga, e a praga terminou por si só depois de uma semana causando um prejuízo financeiro enorme.

 

Na segunda praga, quando os sapos infestaram o Egito, o faraó mandou chamar Moshe e Aharon e disse para eles rezarem para AShem tirar essa praga

 

Moshe perguntou para o faraó “quando rezar para AShem tirar essa praga”,

 

Moshe disse isso para o faraó se conscientizar de que essas pragas não são acontecimentos naturais mas são fenômenos sobrenaturais . O faraó respondeu “amanhã”.

 

Qualquer pessoa normal em vista à uma dificuldade tão grande pediria para que a praga terminasse imediatamente. Por que então o faraó pediu para Moshe rezar para a praga terminar somente no dia seguinte?

 

Se o sofrimento estava tão grande a ponto de ele pedir pela primeira vez para Moshe rezar para AShem tirar a praga, porque de repente ele estaria disposto à sofrer mais um dia?

 

A esperteza do faraó

 

Que o faraó era uma pessoa ruim, em relação à isso não temos nenhuma dúvida, mas masoquista com certeza ele não era. Será que desse comportamento estranho poderíamos começar a questionar o nível de inteligência do faraó?

 

Muito pelo contrário!

 

Ele viu que a praga anterior tinha passado por si só depois de uma semana e deduziu que nesse caso poderia ser igual.

 

Sabia que Moshe, que foi criado pela sua própria filha Batya dentro do seu próprio palácio, é alguém que estudou muito, com certeza a filha do faraó trouxe para Moshe os melhores professores particulares

 

Sendo assim, talvez Moshe tenha se tornado um especialista em previsão de fenômenos naturais, e o fato de ele ter deixado em aberto o prazo para tirar a praga sabendo que o faraó está no desespero e vai pedir para tirar imediatamente, o motivo disso com certeza é que ele sabe que essa praga vai terminar agora por si só como a praga do sangue terminou por si só. Por isso ele pediu para Moshe rezar no dia seguinte

 

No outro dia Moshe rezou forte e só assim a praga terminou e não continuou por uma semana como a praga do sangue

 

Na praga dos piolhos ele não pediu para Moshe rezar para AShem tirar a praga, e ela também acabou por si só depois de uma semana

 

Na praga dos animais selvagens o faraó pediu para Moshe rezar para AShem tirar a praga. Moshe suplicou para AShem, rezou muito. AShem fez de acordo com o pedido de Moshe e os animais selvagens foram embora

 

Na praga da epidemia animal o faraó não pediu para Moshe rezar para AShem tirar a praga e ela terminou por si só depois de uma semana

 

Na praga da epidemia bulhosa o faraó não pediu para Moshe rezar para AShem tirar a praga e ela terminou por si só depois de uma semana

 

Na praga do granizo o faraó mandou chamar Moshe e Aharon e pediu para rezar para AShem tirar a praga. Moshe saiu da cidade, rezou para Hashem e a praga terminou

 

E aqui começa a nossa Parashá, com a praga dos gafanhotos.

 

Na praga dos gafanhotos, o faraó pediu para chamar urgentemente Moshe e Aharon e pediu para eles rezarem para AShem tirar a praga. Moshe rezou para AShem e a praga terminou

 

Na nona praga, a praga da escuridão, o faraó não pediu para Moshe rezar para AShem e a praga continuou

 

A décima praga já foi o castigo por tudo o que eles fizeram e esse castigo continua na próxima Parashá com o fechamento do mar sobre os egípcios com todos os seus detalhes

 

Cada uma dessas pragas foi a oportunidade que eles tiveram de fazer teshuvá, voltar para o bom caminho, e o sofrimento da praga seria no lugar do castigo.

 

Vimos aqui que algumas pragas foram interrompidas no meio pela Tefilá de Moshe Rabeinu

 

Rav Ovadia Sforno nos ensinou que cada uma dessas pragas era um aviso cada vez mais sério de que o castigo estava para chegar.

 

Sempre que o faraó pediu para Moshe rezar para a praga parar, Moshe rezou e a praga terminou antes da hora, e se o faraó deixasse de ser durão os sofrimentos terminariam e o castigo não aconteceria

 

Aprendemos daqui uma dica importante

 

De vez em quando vivemos em condições que nos lembram o Egito. Passamos por situações que nos lembram as pragas que aconteceram lá, e de vez em quando as pragas da nossa vida vão ficando cada vez tão piores em intensidade que até ficamos com saudades das pragas anteriores. O que fazer?

 

A solução para isso: Rezar!

 

E depois que a nossa reza for atendida e nos acalmarmos, aprender com o faraó que não devemos voltar atrás da teshuvá que fizemos quando estávamos no meio da praga, mas ao contrário!

 

Se até no meio da praga conseguimos fazer teshuvá, quanto mais quando a praga terminar antes do tempo por causa das nossas rezas

 

Então, vamos aprender com a Parashá! Rezar para a praga passar e fazer teshuvá para não entrar em uma praga pior depois!

 

Rabino Gloiber

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