
Tzaraat, o castigo para quem faz um erro de suspeita
A Parashá nos conta que Miriam, por ter falado de Moshe ficou “metzoraat” como neve por uma semanaA tzaraat não é um tipo de lepra, não é uma doença mas sim uma manifestação espiritual.
Don Itzhak Abarbanel nos conta que se a tzaraat fosse doença a Torá pediria para encaminhar o portador dela para o médico sendo que a Torá deu permissão, ou seja, deu uma força espiritual para o médico curar, e no caso da tzaraat a pessoa não é levada para o médico em nenhuma etapa mas é feito um diagnóstico pelo Cohen (o sacerdote) e no final um ritual religioso.
A fonte desse erro de tradução que entrou na nossa cultura são os padres portugueses que traduziram a Torá na idade média, e vendo que está escrito “metzoraat como neve” traduziram erroneamente a tzaraat como lepra.
Don Itzhak Abarbanel também nos conta que se a tzaraat fosse doença ela seria encontrada em seres humanos, e o fato da mesma manifestação aparecer igualmente nas roupas, nas paredes e nas pessoas é mais uma prova de que ela é um assunto espiritual e não um tipo de lepra.
Em algumas traduções da Torá esse erro já está corrigido e a maior dificuldade em corrigí-lo é assumir que isso é um erro que erramos sessenta anos em seguida, mas “antes tarde do que mais tarde”!
Aprendemos daqui que se até Miriam a profetiza fez um erro de avaliação em relação à alguém tão próximo à ela como o próprio irmão, quanto mais nós que estamos longe de estar no nível dela.
Então o certo é sempre nos apoiar no ”benefício da dúvida” e julgar o nosso próximo de maneira positiva, e mesmo quando não temos a mínima dúvida temos que saber que talvez o fato de não termos dúvida é por nossa falta de informação, como foi no caso de Miriam.
Então, com o benefício da dúvida ou até mesmo quando não há dúvida nenhuma temos que julgar o nosso próximo somente de maneira positiva e assim também seremos julgados lá em cima.
Rabino Gloiber
sempre correndo
mas sempre rezando por você
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