
Quando a Torá nos ensina uma regra , se há alguma exceção ela tem que estar na própria Torá.
A Torá nos ensina a proibição de apagar o nome de D’us . Aqui na nossa Parashá ela traz a excessão.
Não só uma permissão para apagar o nome de D’us mas uma obrigação de apagá-lo.
E qual é o caso tão importante para justificar uma coisa assim? É o “Shalom Bait”!
É permitido apagar o nome de D’us para salvar um casal do divórcio.
Daqui vemos a grandeza do Shalom Bait (harmonia familiar) na Torá.
E a Torá está permitindo isso para fazer o Shalom Bait de uma mulher que estava sendo assediada por alguém e o marido disse para ela não se trancar com a pessoa que estava dando encima dela.
Um belo dia (ou uma bela noite) o marido chega de viagem, bate na porta , e quem destranca a porta por dentro?………o cara!
E a mulher aparece para justificar que esse mês ele não tinha onde dormir……então veio dormir em casa!
O marido suspeita que algo tenha acontecido e quer divórcio. Ele leva ela para o Beit a din (tribunal rabínico) e ela diz que não traiu.
O Beit a din não tem como verificar, sendo que a Torá não aceita deduções como prova e é necessário ter duas testemunhas oculares que viram “o pincel dentro do tinteiro” (uma coisa dentro da outra, ou seja, o próprio ato.
Não tendo o que fazer, o Beit a din encaminha os dois para o Beit a Mikdash em Yerushaláim.
No Beit a Mikdash os Coanim (sacerdotes daquele turno) avisam que podem escrever a “Maguilat Sotá” copiando a “Parashat Sotá” da nossa Parashá com os nomes de D’us contidos nela, dissolver essa Parashá com os nomes de D’us dentro de um copo de água e dar para a mulher beber.
Se nada acontecer para ela, o marido pode ficar tranquilo porque nada aconteceu na prática.
O Coen avisa que caso ela tenha traido, se beber isso ela falece, e dá as últimas chances para ela não beber aquela água .
Se ela sabe que não traiu , ela pode beber essa água tranquila e o fato de ela não falecer vai ser a prova para o marido de que nada aconteceu, fora o susto.
E não só isso, se ela não tinha filhos agora ela vai receber uma indenização Divina pela vergonha que passou e ter muitos filhos.
Infinita Bondade Divina:
Não só que AShem pede para apagar o nome dele para fazer o Shalom Bait mas ainda indeniza a mulher milagrosamente pela vergonha que ela passou.
Hoje que não temos o Beit a Mikdash é proibido dizer para a esposa não se trancar com alguém porque se ela se trancar não temos o Beit a Mikdash para salvar o casamento da crise.
Nossos Sábios explicam que o capítulo 125 do Tehilim está garantindo para nós que se um homem não teve uma relação com uma mulher casada com outro AShem protege ele para que isso não aconteça com a esposa dele. D’us não vai colocar uma mulher ruim no destino dessa pessoa.
Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
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