O lado bom da coisa ruim 🌻

 

 

O lado bom da coisa ruim

Por Morá Rifka Haia Eitan

Shalom Uvra’ha 😃

 

Por que tantas vezes as melhores coisas chegam na nossa vida  vestidas de sofrimento?

 

*O Lado Bom da Coisa Ruim*

 

Existe uma ilusão que acompanha o ser humano desde o nascimento.

 

Acreditamos que o bem sempre chegará com aparência de bem.

 

E que o mal sempre chegará com aparência de mal.

 

*Mas o Zohar revela algo muito diferente.*

 

Enquanto vivemos neste mundo, chamado pelos nossos  sábios de Olam a Assiyá, o mundo da ação, o bem e o mal encontram-se misturados.

 

A luz está escondida.

 

A verdade está coberta.

 

O ouro está enterrado.

 

A Alma está dentro do corpo.

 

E muitas bênçãos chegam até nós envolvidas em embalagens que jamais escolheríamos.

 

Uma doença pode revelar uma força que a pessoa nunca imaginou possuir.

 

Uma demissão pode abrir a porta para uma missão muito maior.

 

Um fracasso pode destruir uma ilusão que impediria um sucesso verdadeiro.

 

Uma humilhação pode quebrar um orgulho que estava destruindo a alma.

 

Uma perda pode ensinar o valor daquilo que ainda permanece.

 

Por isso os sábios não perguntavam apenas:

 

“Por que isso aconteceu?”

 

Mas também:

 

“O que está escondido aqui?”

 

O Zohar ensina que existem centelhas de santidade espalhadas por toda a criação.

 

Algumas delas estão em lugares agradáveis.

 

Outras estão escondidas exatamente nos lugares que tentamos evitar.

 

É por isso que tantas pessoas relatam que os maiores crescimentos de suas vidas nasceram das fases mais difíceis.

 

Não porque a dor seja boa.

 

A dor continua sendo dor.

 

Mas porque muitas vezes existe uma luz escondida atrás dela.

 

Pense numa semente.

 

Se alguém nunca tivesse visto uma árvore, pareceria uma tragédia.

 

A semente é enterrada.

 

Fica cercada por terra escura.

 

É esmagada pela umidade.

 

Sua estrutura se rompe.

 

Ela literalmente deixa de ser aquilo que era.

 

Mas justamente nesse momento começa a transformação.

 

 

O fim da semente é o início da árvore.

 

O que parecia destruição era crescimento.

 

O que parecia perda era nascimento.

 

Quantas vezes isso acontece conosco?

 

Rezamos para que Ashem abra uma porta.

 

E quando a porta se fecha, acreditamos que a nossa reza foi rejeitada.

 

Meses depois descobrimos que aquela porta fechada nos impediu de entrar num caminho errado.

 

Naquele momento parecia castigo.

 

Mais tarde percebemos que era proteção.

 

O problema é que enxergamos apenas um capítulo.

 

Ashem vê o livro inteiro.

 

Nós vemos uma peça do quebra-cabeça.

 

Ashem vê a imagem completa.

 

Nós observamos o fio.

 

Ashem contempla toda a tapeçaria.

 

Por isso tantas vezes chamamos de desastre aquilo que o Céu chama de preparação.

 

Chamamos de atraso aquilo que o Céu chama de proteção.

 

Chamamos de perda aquilo que o Céu chama de direcionamento.

 

Isso não significa que tudo o que dói deixa de doer.

 

O judaísmo nunca ensinou a fingir felicidade diante do sofrimento.

 

Avraham chorou.

 

Yaakov chorou.

 

David chorou.

 

Yirmiyahu chorou.

 

As lágrimas são humanas.

 

Mas junto com as lágrimas existe uma fé silenciosa:

 

Se Ashem permitiu que isso chegasse até mim, existe algo escondido aqui que ainda não consigo enxergar.

 

Talvez seja essa a grande diferença entre desespero e emuná.

 

O desespero olha para a escuridão e conclui que só existe escuridão.

 

A emuná olha para a mesma escuridão e diz:

 

“Ainda não encontrei a luz.”

 

E talvez essa seja uma das maiores mensagens do Zohar.

 

Neste mundo, o bem raramente chega anunciando sua presença.

 

Frequentemente ele vem disfarçado.

 

Vem vestido de atraso.

 

Vem vestido de espera.

 

Vem vestido de luta.

 

Vem vestido de lágrimas.

 

Vem vestido de perguntas.

 

Mas continua sendo bem.

 

Porque as maiores revelações da vida costumam chegar dentro das embalagens que jamais escolheríamos abrir.

 

E somente depois de muito tempo percebemos que aquilo que chamávamos de “coisa ruim” era apenas o invólucro.

 

O presente sempre esteve lá dentro.

 

E Ashem, em Sua infinita sabedoria, estava conduzindo cada passo mesmo quando nós só conseguíamos enxergar a escuridão.

 

Um beijo no coração de todos vocês e tudo de bom 🌻

Morá Rifka Haia Eitan 

Jerusalém – Israel

+972552852555