Separação: coisa boa ou coisa ruim?

Separação: coisa boa ou coisa ruim?

 

No primeiro dia da criação do mundo quando D’us criou a luz ele disse “Ki Tov”(Que bom)

 

No segundo dia D’us criou a separação colocando limites entre os oceanos e as nuvens, uma separação extremamente necessária que sem ela não existiríamos, mesmo assim D’us não falou que era bom.

 

A separação pode ser uma coisa extremamente necessária, mas sendo que é uma separação coisa boa ela não é. Necessária sim, boa não!

 

Não seja “durão”

 

A Guemará em Guitim nos conta que um homem rico em Jerusalém fez uma festa. Seu amigo se chamava Kamtza e seu inimigo Bar Kamtza.

 

Ele pediu para seu shamash (“serviços gerais”, faxineiro, geralmente pessoa muito simples) chamar seu amigo Kamtza para a festa e o faxineiro por engano chamou seu inimigo Bar Kamtza.

 

O problema já teria que ser arquivado nesta etapa como ”erro de faxineiro”, coisa insignificante. Mas o homem que seu nome nem aparece na história se relacionou à isso com a maior gravidade.

 

Aí a klipá se revela! Ele usou sua autoridade para exigir a retirada do Bar Kamtza da sua festa, e o que seria uma possibilidade de reconciliação entre dois judeus vai acabar em uma guerra mundial.

 

Bar Kamtza foi durão e se recusou a sair oferecendo pagar pelo que comer e beber, o dono da festa foi durão e não aceitou, e aí klipá vai crescendo.

 

Bar Kamtza foi durão novamente e se recusou a sair oferecendo patrocinar metade da festa. O dono da festa foi durão e não aceitou.

 

Bar Kamtza foi durão novamente e se recusou a sair novamente, dessa vez oferecendo patrocinar a festa inteira. O dono da festa foi durão e não aceitou, pegou o Bar Kamtza e o colocou para fora.

 

Os rabinos que estavam lá foram durões e não fizeram nada para acalmar os ânimos e a partir dessa etapa a coisa piorou até envolver o império romano causando a destruição do nosso Beit Hamikdash e um exílio que se estende por quase 2000 anos.

 

Na hora da briga cada um estava certo e tinha quem o apoiava, nenhum dos lados viu que o final não é a vitória mas sim a destruição de todos.

 

A única vitória verdadeira é quando nos controlamos e não brigamos, então vencemos e destruímos a klipá de Midian. Com essa história nossos Sábios nos dão a dica de como vencer a klipá. Simples: não seja durão!

 

Os bastidores da destruição do Beit a Mikdash

 

O Beit a Mikdash foi destruído por causa de pessoas que aparentemente estavam com toda a razão como vemos na história de Kamtza e Bar Kamtza.

 

Kamtza em aramaico quer dizer formiga, e se formiga já é uma coisa pequena, imagine o “bar Kamtza”(o filho da formiga).

 

Nos indicando que por causa de uma “coisinha pequena” que foi vista como uma briga justa e necessária, causa nobre apoiada até pelo silêncio dos rabinos da época, tivemos um verdadeiro holocausto .

 

Conclusão:

 

Hoje deveríamos ser pelo menos a mega potência mundial com a moeda mais valorizada do mundo e o mundo inteiro concorda que temos todo o potencial para isso.

 

Mais ainda, poderíamos já ter entrado na era da Gueulá com todos os milagres e maravilhas que ela vai nos trazer.

 

Então vamos transformar o que sobrou dessa doença crônica que é o ódio gratuito que nos acompanha nos últimos dois mil anos em amor gratuito.

 

Todss as energias que tínhamos usado até agora para destruir o que sobrou do nosso povo vamos para construir.

 

Vamos amar os nossos semelhantes com uma intensidade maior do que aquela que usávamos para odiar.

 

Vamos intensificar o nosso amor gratuito  e no mérito da nossa união vamos receber a Gueulá, nossa  verdadeira e completa redenção final 🥰🌻❤️

 

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por você

www.RabinoGloiber.org