
Os Milagres da Gueulá
O profeta Yeshaiahu (Isaías), descreve a saída do Egito como algo que AShem (D’us) fez com a maior facilidade.
Ele traz um exemplo para entendermos o raciocínio desse assunto:
As guerras antigas eram feitas por meio de cavaleiros montados em cavalos e o Egito antigo era a superpotência mundial.
O profeta Yeshaiahu descreve a revelação Divina no Egito como estando AShem “montado em uma nuvem leve”.
Após descrever com que leveza AShem se revelou no Egito, ele descreve que todos os ídolos do Egito se balançaram na frente dele, nos mostrando que AShem não precisa fazer nenhum “esforço” até para destruir o país mais forte do mundo.
O Zohar explica que todos os governantes mais poderosos do mundo e também todos os seus povos são considerados nada diante de AShem, como diz o profeta Daniel:
“E todos os habitantes da Terra como um nada são considerados”.
Mesmo que a nossa saída do Egito tenha acontecido por meio de pragas enormes e de maneira sobrenatural, tudo isso é descrito pelo profeta como um “cavalgar em uma nuvem leve”, mostrando que AShem, não precisa de qualquer esforço para destruir a maior potência mundial.
O que motivou AShem a se revelar pessoalmente para destruir o Egito, se ele poderia fazer isso por meio de um Anjo ou por meio de qualquer outro fator?
Diz o Zohar que o motivo para isso é que AShem é comparado ao Rei, e nós somos comparados à Rainha.
Por isso o Rei fez questão de vir pessoalmente salvar a Rainha, a fim de demonstrar o seu grande amor por ela.
Dessa mesma forma, AShem vai se revelar no final do exílio de Edom, o qual é o nosso exílio atual.
Mas sendo que o nosso exílio atual foi mais longo do que os anteriores, e o nosso sofrimento foi mais intenso, a honra que o Rei dará para a Rainha dessa vez será muito maior, e a revelação Divina acontecerá com muito mais intensidade.
Em nossa redenção final, que já está para acontecer, além de o Rei vir pessoalmente salvar a Rainha em honra a ela, ele também mostrará a sua força ao mundo, porque isso enobrece ainda mais a Rainha.
Na redenção da Babilônia, quando as tribos de Yehudá e Beniamin saíram do exílio e construíram o segundo Beit a Mikdash com a autorização do rei da Pérsia, os milagres sobrenaturais não aconteceram.
O motivo para isso, foi que aquela redenção não era uma redenção final, sendo que dez Tribos ainda se mantiveram perdidas, e o comportamento do nosso povo naquela época não justificou que grandes milagres fossem feitos, sendo que eles eram uma parte do nosso povo e estavam misturados aos povos locais.
Diferente do Egito, onde a redenção naquela época aconteceu para todo o nosso povo, que estava diferenciado dos egípcios, “o povo de Israel entrou no Egito e o povo de Israel saiu do Egito”.
Mas no exílio de Edom, nosso exílio atual, AShem quer revelar a Sua honra no mundo, levantar a Rainha definitivamente e tirar dela todos os vestígios de que um dia ela estava exilada.
Por esse motivo, o atual estado de Israel não representa nem a nossa redenção final, e nem o começo dela, o local do nosso futuro Beit a Mikdash, é um patrimônio tombado pela Unesco e a Judéia onde estão os túmulos dos nossos patriarcas virou autonomia palestina que os povos do mundo não nos dão o direito de anexar.
O “PARTO DA GUEULÁ”.
Coitado de quem estiver vivendo na época em que acontecer a nossa redenção final, diz o Zohar. Coitado de quem estiver contra nós, quando acontecer a profecia do profeta Yeshaiahu que diz:
“abane o pó, levante-se e sente-se no seu trono Yerushalaim (Jerusalém), tire as correntes que estão prendendo o seu pescoço”.
Quem é o Rei e o povo que poderá desafiar AShem nessa hora? Pergunta o Zohar.
O Zohar também nos explica que o fato de os ídolos do Egito terem caído frente a mínima revelação Divina, foi devido à anulação lá em cima dos anjos do lado impuro que eram responsáveis pelas forças ocultas da idolatria egípcia fazendo com que elas desaparecessem aqui em baixo.
O mesmo acontecerá na nossa Gueulá, só que em uma intensidade infinitamente maior.
De todo lugar onde fomos exilados, AShem vai nos tirar, e não só isso, mas também cobrará daqueles povos o mal que fizeram para nós.
Aqui vemos que também os descendentes dos judeus, que estão misturados com esses povos, incluindo as dez tribos perdidas, vão ser redimidos, e aqueles povos serão castigados por terem nos maltratado.
Da mesma maneira que as gerações que causaram o dilúvio, fizeram a Torre de Bavel e Sodoma e Gomorra, se reencarnaram como o nosso povo no Egito para receber a sua retificação, assim também aqueles povos que nos fizeram o mal, se reencarnarão e eles próprios receberão o castigo que está decretado para eles, sendo que os filhos não pagam pelos pecados dos pais.
Os portugueses e espanhóis que viveram na época da inquisição, aqueles próprios ingleses, franceses e alemães que viveram na época das cruzadas, os romanos da época da destruição do segundo Beit a Mikdash, os babilônios da época da destruição do primeiro Beit a Mikdash e os assírios da época da destruição do reino de Israel que era o país das nossas dez Tribos perdidas, eles pessoalmente irão desafiar o Mashia’h e receber o castigo pelo que nos fizeram.
Assim como Moshe Rabeinu não precisou de um exército para lutar contra o faraó, o Mashia’h lutará contra esses povos, com muito mais intensidade. Esses povos serão a reencarnação daquelas pessoas que nos fizeram o mal durante todos os nossos mais de 3.800 anos de história.
O Zohar dá ênfase no castigo que esses povos vão receber, comparando a nossa redenção final à saída do Egito dizendo:
Se até os egípcios que nos receberam entre eles, nos deram a melhor parte do seu país que era a terra de Goshen, e mesmo que nos maltrataram no exílio, não roubaram nossos bens, não roubaram nosso dinheiro e nem a terra que eles nos deram, mas por terem nos maltratado no exílio foram julgados pelo tribunal Divino e receberam todas aquelas pragas.
Quanto mais os Assírios, os babilônios e os romanos que vieram nos atacar sem motivo, nos assassinaram, roubaram nossas terras e nossos bens e nos exilaram em todos os cantos do mundo, AShem revelará a Sua honra em sua maior intensidade e o castigo que eles receberão será muito maior do que o que receberam os egípcios antigos.
Daqui vemos que os milagres que vão acontecer em breve em nossos dias, serão infinitamente maiores do que aqueles que aconteceram no Egito, como dizem nossos Sábios que os milagres da Gueulá serão chamados de milagres relativos a milagres.
Ou seja, imagine o nosso povo atravessando o Mar Vermelho, como se fosse uma coisa óbvia, e Moshe dizer para eles que daqui a pouco vão acontecer milagres.
Esses milagres têm que ter uma intensidade tão grande, que na frente deles um milagre sobrenatural não seria chamado de milagre!
Por isso diz o profeta Yehezkel que na Gueulá futura, brevemente em nossos dias, AShem (D’us) vai se revelar em tal nível de grandeza que causará o reconhecimento de todo o mundo.
Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
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