Por que tocamos o Shofar de três formas diferentes?

https://www.instagram.com/reel/DOLnYacDs_T/?l=1

 

 

Rosh a Shaná, o ano novo judaico de 5787 começa ao pôr do sol de sexta feira dia 11 de setembro e termina na saída das estrelas de domingo dia 13 de setembro de 2026

 

Esse ano o primeiro dia de Rosh a Shaná vai ser Shabat e no Shabat não tocamos o Shofar. No Domingo 13/09/2026 tocamos o Shofar durante o dia.

 

O toque do Shofar é composto por três tipos de toques diferentes.

O primeiro toque é chamado Tekiá que é um toque de nove segundos sem interrupção.

 

O segundo toque é chamado de Shevarim que são três toques de três segundos cada um que parecem como três suspiros.

 

O terceiro toque é chamado Truá que são nove toques de um segundo cada um, que se parecem como soluços breves.

 

O que os Toques do Shofar representam?

A Tekiá nos lembra que já fomos um todo. Cada um de nós nasceu inteiro.

 

Os Shevarim nos lembram que conforme vamos crescendo vamos quebrando, nos tornamos fragmentados, dispersos, provocando suspiros existenciais.

 

A Truá nos lembra que nossas vidas foram abaladas e quebradas em pedaços através de várias experiências negativas, e por isso estamos chorando consciente ou inconscientemente.

Mas o que fazemos depois de cada vez que tocamos a Truá?

 

Tocamos a Tekiá novamente.

 

Isso nos lembra que podemos ser restaurados novamente à integridade.

 

Tekiá Guedolá toca os sons dispersos…

 

Os locais onde estamos colados juntos são locais onde a luz de AShem (D’us) pode entrar.

 

Depois de tocarmos todos os toques do shofar, chegamos à Tekiá Guedolá.

 

Atingimos o nível de Tekiá Guedolá, “a grande Tekiá”, um toque que dura enquanto quem toca o Shofar tiver fôlego, um toque muito mais longo do que o toque inicial que iniciou o ciclo.

 

A Guemará nos conta que um vaso de barro pode receber tumá que é a impureza espiritual, através do contato com determinadas substâncias impuras.

Se um recipiente de barro se torna impuro, a maneira de deixá-lo novamente puro, é quebrá-lo e então colar os pedacinhos juntos novamente.

 

Através da quebra do recipiente sua integridade é restaurada, ele se torna puro novamente.

 

Nós também somos feitos de barro, como a Torá nos conta que “D’us criou o ser humano da terra.”

 

Quando aceitamos nossa própria fragilidade, nossa própria vulnerabilidade, chegamos a conclusão de que estamos totalmente quebrados, nos tornamos capazes de uma integridade mais profunda e mais poderosa que aquela que conhecíamos antes.

 

A Tekiá Guedolá é o último dia toques do Shofar porque ela reúne em um só toque todos os toques que estavam dispersos.

 

Nossos pedacinhos, agora colados juntos, são locais onde a luz de D’us pode entrar.

 

E esse nível tão elevado só vem para nós depois de termos passado por essa quebra em pequenos pedacinhos.

 

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
www.RabinoGloiber.org