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Por que Moshe Rabeinu teve que traduzir a Torá para setenta línguas?

 

A tradução da Torá para setenta idiomas

 

Está escrito: “E foi no quadragésimo ano, no décimo primeiro mês, no primeiro dia do mês, começou Moshe a explicar esta Torá dizendo…”.

 

Dizem nossos Sábios, como traz Rashi, que Moshe explicou a Torá em setenta línguas diferentes.Porque Moshê precisaria explicar a Torá em setenta idiomas?

 

Rabi Moshe ben Na’hman, o Ramban, nos ensinou que a Torá, as Profecias e todas as Escrituras Sagradas foram ditas na “Língua Santa” que é o idioma Divino no qual D’us falou com Moshe e com os Profetas.

 

Sendo que a Torá é a “Torá de AShem”, AShem “nos deu Sua Torá “, aparentemente o estudo da Torá deveria ser somente na “língua Divina”, a “Língua Santa”.

 

A definição de Torá “escrita” é : Nenhuma letra a menos e nenhuma letra a mais, mas exatamente como foi dada por D’us, e por esse motivo a leitura do Sefer Torá na sinagoga é considerado estudo, e temos que dizer uma Bra’há com nome de AShem mesmo que o Judeu que está dizendo a Bênção não entende o que está lendo, e muitas vezes não entende nem a tradução da Benção.

 

Talvez por isso poderíamos dizer que a leitura da Torá escrita em qualquer ocasião só poderia ser feita na “língua Santa”, idioma no qual ela foi dada por D’us !

 

E não somente isso, mas até em relação às explicações da Torá, chamadas de “Torá Oral”, mesmo que aparentemente dependem somente do nosso entendimento, e se não entendemos a Torá Oral não cumprimos a Mitzvá de estudá-la, mesmo assim a Ala’há, a lei judaica, é que “pensamento não é fala” e para cumprir a Mitzvá devemos falar a Torá Oral.

 

E novamente poderíamos pensar que só cumprimos essa Mitzvá falando a Torá Oral na “língua Santa”.

 

E algumas leis que recaem sobre “falar” palavras de Torá são vigentes também em relação a Torá Oral como a proibição de falar palavras da Torá sem roupas e também o fato de não podermos fazer uma Bênção sobre a Torá que vamos pensar mas somente sobre a que vamos falar.

 

Ainda mais, sendo que a “Torá Oral” também é de D’us, poderíamos dizer que a classificação de “Estudo de Torá” só recaísse sobre a Torá Oral quando fosse dita na língua falada por D’us, na língua Santa. Essa foi a ação de Moshe Rabeinu na tradução da Torá..

 

Por meio de ter explicado a Torá em setenta línguas, a partir daí recai o nome “Torá” sobre assuntos de Torá estudados pelo povo de Israel em outras línguas mesmo não sendo essa a língua que D’us deu a Torá.

 

Fazendo com que recaia sobre ela a classificação de “Torá” a tal ponto que quando falamos assuntos de Torá em outras línguas estamos falando verdadeiras “Palavras da Torá” e se torna proibido falarmos elas antes de dizer a “Bênção da Torá”, e nem precisamos dizer que é proibido falar assuntos de Torá em qualquer idioma se não estivermos vestidos.

 

A iniciativa que teve Moshe de traduzir a Torá para setenta idiomas no final da sua vida foi incentivada pela própria Torá que usa algumas palavras nas línguas dos outros povos, como por exemplo “Yegar Sahaduta” , “Totafot” e etc.

 

O Midrash Tanhuma nos conta que até a primeira palavra dos Dez Mandamentos, Ano’hi (Eu) que engloba todos os mandamentos positivos da Torá é uma palavra retirada da língua egípcia antiga.

 

O motivo que essas palavras fazem parte da Torá que é toda de AShem é para que recaia a santidade da Torá sobre essas palavras e por meio disso as línguas dos povos se tornam refinadas para que se possa “repassar” a Torá por meio delas .

 

Isso acontece nos idiomas atuais também. O que a Torá fez em curta escala somente indicando que isso é possível, e Moshe Rabeinu fez em larga escala , traduzindo toda a Torá para setenta línguas que são as raízes de todos os idiomas, aparentemente foi uma dica para a nossa situação atual.

 

Surgiram novos idiomas, todos derivados daquelas setenta línguas, e nós somos os que estão refinando esses novos idiomas quando repassamos a Torá por meio deles.

 

Na torre de Bavel aconteceu um milagre que deu origem a setenta línguas e delas saíram todos os idiomas que existem hoje.

 

Sabemos que a “Lingua Santa” , que por meio dela D’us criou o mundo, foi falada por Adam e Havá (Adão e Eva) e continuou sendo falada por pessoas de cada geração também depois da torre de Bavel.

 

A maior prova disso é que o Povo de Israel que desceu para o Egito não mudou a sua língua que era a mesma desde a criação do mundo.

 

O Tossfot Yom Tov nos conta que o Hebraico antigo, que foi a primeira língua existente no mundo, deu origem ao aramaico, e o aramaico ao árabe.

 

Poderíamos pensar, será que o aramaico, sendo que é um derivado da “Língua Santa” já vem com a santidade do”Idioma Divino”?

 

A Torá nos dá a dica: Está escrito: “Yaakov chamou aquele lugar de “Gal Ed” e Lavan de “Yegar Sahaduta”.

 

Ou seja, tanto os idiomas derivados da “Língua Santa” quanto os derivados das outras línguas são o idioma de “Lavan o Arameu” e precisam ser refinados pela Torá !

 

O motivo que isso teve que ser feito especificamente por Moshe Rabeinu é porque todos os assuntos da Torá foram dados para o povo de Israel por meio de Moshe , “Moshe recebeu a Torá no Sinai”, a tal ponto que disseram nossos Sábios :-“Tudo que um aluno experiente vai inovar já foi dado para Moshe no Sinai”.

 

Por isso também o fato de serem chamados de “Torá” os assuntos de Torá ditos nas setenta línguas, isso teria que ser revelado pelo próprio Moshe Rabeinu.

 

Porque Moshe pediu para o povo de Israel escrever a Torá nas pedras em setenta línguas?

 

Fora o fato de Moshe ter explicado oralmente a Torá em setenta línguas, Moshe e os anciãos de Israel pediram ao povo que no dia em que atravessassem o rio Jordão erguessem pedras grandes e escrevessem nelas todas as palavras desta Torá nessas setenta línguas.

 

Cada uma nas suas próprias letras, como nos contou o grande Tzadik Rabi Moshe ben Maimon, o Rambam, que a Torá foi escrita naquelas pedras com as letras de cada idioma.

 

Vemos aqui que Moshe Rabeinu conseguiu fazer com que não haja diferença entre traduzir a Torá oralmente para as setenta línguas diferentes e também escrever ela em setenta línguas, cada uma com as suas próprias letras.

 

Nos dois casos ela foi considerada “Torá” com toda a devida santidade relacionada a ela.

 

Por esse motivo, Moshe também teve que traduzir oralmente a Torá e também pedir para que ela fosse escrita na escrita de cada povo. Duas obras distintas.

 

Uma para que recaia a santidade da Torá sobre a língua dos povos e a outra para que essa santidade recaia também sobre a escrita desses povos.

 

Ou seja, para que os livros com assuntos de Torá escritos nas letras dos setenta idiomas e seus inúmeros derivados, também sejam chamados de Livros Sagrados, “Sifrei Kodesh”, e devam ser cuidados com o mesmo respeito que damos aos livros escritos na “Língua Santa”.

 

O que fez Moshe em suas últimas cinco semanas de vida?

 

Nosso quinto livro da Torá, Devarim, é conhecido como Mishnê Torá, a revisão da Torá. Seu conteúdo foi dito por Moshê ao povo judeu durante as cinco semanas finais de sua vida, enquanto o povo se preparava para entrar na Terra de Israel.

 

Moshe sabia que tinha os dias contados e pouquíssimo tempo de vida, e teria que se dedicar somente para fazer as coisas mais importantes.

 

Nesses dias ele estava traduzindo a Torá para setenta línguas para facilitar o estudo da Torá aos judeus, para dar mérito a judeus que só sabem falar outros idiomas, para tornar o acesso à Torá mais fácil.

 

Ele estava empenhado e dedicado para que pessoas que nem sabem falar a “Língua Santa” possam saber o motivo que D’us criou o mundo e o motivo pelo qual nós estamos aqui.

 

Moshe Rabeinu não só nos deu a Torá, mas também mostrou para nós que ela é a coisa mais importante que existe no mundo.

 

Rabino Gloiber

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Bamidbar- No deserto

Bamidbar

Nossa Parashá nos conta que AShem (D’us) pediu para Moshe Rabeinu contar o povo de Israel.

 

Rashi explica que o motivo dessa contagem é o grande amor que AShem tem por nós.

 

Durante os quarenta anos que estávamos no deserto nosso povo foi contado três vezes.

 

A primeira vez foi quando saímos do Egito. Antes de recebermos a Torá no Monte Sinai, Moshê Rabeinu contou nosso povo, como diz o versículo: ” e o povo de Israel viajou de Ramsés à Sucot seiscentos mil homens andando, fora as crianças.

 

Porque Moshê fez esse senso? Para receberem a Torá. Como foi feita essa contagem não está explícito na Torá. O versículo nos conta sobre ela de maneira indireta nos trazendo apenas o resultado final desse primeiro senso.

 

 
Quando o povo de Israel saiu do Egito, eles ainda tinham que cumprir somente 7 Mitzvot de Bnei Noa’h.

 

Talvez nesse nível ainda não houvesse a necessidade de contá-los de maneira indireta por meio de cada um trazer meio shekel e os shekalim serem contados, como aconteceu nas contagens posteriores.

 

Três censos foram feitos. O primeiro para que o povo de Israel recebesse a Torá e os outros dois para que a “Presença Divina” pairasse sobre eles.

 

Quando muitas pessoas morreram por causa do bezerro de ouro foram contados novamente, “aparentemente” para saber quantos sobreviveram.

 

Quando foi feito o Mishkan (o Templo móvel) para que pairasse sobre nós a She’hiná (a Presença Divina), novamente foram contados. E essa é a contagem da nossa Parashá.

 

No primeiro dia do primeiro mês da Torá, que é o mês de Nissan, foi montado o Mishkan. E por causa disso, no primeiro dia do segundo mês da Torá, que é o mês de Iyar citado aqui na nossa Parashá, nosso povo foi novamente contado.

 

E porque não foram contados imediatamente quando a Presença Divina pairou sobre nós por meio do Mishkan, mas AShem esperou um mês inteiro para contar o nosso povo?

 

Porque pela Torá um mês inteiro determina que algo é fixo, no caso, a She’hiná que é a Presença Divina que pairou sobre nós.

 

A contagem determina limites, e a fonte de todos os limites é o primeiro Tzimtzum, a grande ocultação Divina.

 

A partir desse fenômeno espiritual entramos em um esquema de “Luzes” e “receptáculos” até chegar à nós. Nossa Alma está na categoria de “Luz” e nosso corpo de “receptáculo”.

 

O problema com os limites é que eles descem até a “sitra a’hara” que é o “lado espiritual impuro”.

 

Os limites se tornam limites desnecessários, excessos de limite. Como por exemplo uma epidemia, que é desde um limite de saúde até um limite de vida, ou seja, a morte.

 

Por isso, quando o rei David pediu para fazer o censo do nosso povo de maneira direta, a consequência disso foi uma epidemia que dizimou dezenas de milhares do nosso povo.

 

O Rei David não achou que isso fosse uma coisa tão grave até ver com os próprios olhos a tragédia que aconteceu como consequência da contagem direta, algo que não teve precedentes por não ter sido feito de outra forma desde que recebemos o nosso upgrade com a entrega da Torá e nos tornamos oficialmente o povo escolhido.

 

Depois que o nosso povo recebeu a Torá e se tornou o povo sagrado no sentido da palavra, AShem pediu para contar o nosso povo indiretamente, e o motivo para isso foi exatamente esse, para que não acontecesse uma epidemia.

 

Ou seja, pediu para contar o nosso povo por causa do carinho que Ele tem por nós, e por outro lado pediu para Moshe nos contar de maneira indireta, por meio de cada um trazer uma moeda de meio Shekel. As moedas foram contadas e assim ficamos sabendo quantos éramos.

 

Então porque AShem pediu para nos contar indiretamente por causa do carinho que Ele tem por nós? Melhor não pedir para nos contar e evitar o risco…

 

Luzes e receptáculos

 

Como vimos antes, para as “Luzes espirituais” descerem à esse mundo elas precisam de um receptáculo que as contenham, como por exemplo nossa Alma que precisa nosso corpo para viver aqui neste mundo.

 

O corpo nos limita, mas sem ele não temos como interagir nesse mundo, e uma Alma neste mundo sem um corpo não é uma pessoa viva.

 

Assim também as grandes Bênçãos Divinas que pairaram sobre nós por meio da entrega da Torá e da construção do Mishkan precisavam de um recipiente, um limite que as comtesse nesse mundo, e esse recipiente foi a contagem.

 

Por isso, depois do bezerro de ouro fomos novamente contados, para que as grandes Bençãos Divinas que nos deixaram por causa da idolatria voltassem para nós depois que AShem desculpou o nosso povo.

 

E por isso AShem pediu para nos contar, por causa do carinho que Ele tem por nós. Mas a contagem teve que ser de maneira indireta para criar um receptáculo para que as Bençãos Divinas pudessem pairar sobre nós, mas que não fosse um receptáculo tão direto a ponto de dar a possibilidade de a “sitra ahara”, as forças do lado impuro, transformarem esse receptáculo que é um “limite”, em “limite de vida”.

 

E por isso nosso povo só foi contado nessas ocasiões e não foi contado quando realmente deveria ter sido contado, como no caso das guerras contra Midiã, Sihon e Og.

 

Daqui vemos que o único motivo verdadeiro dessas contagens foi para fazer um receptáculo para que as Bençãos Divinas pudessem pairar sobre nós.

 

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Nossa Parashá nos conta que AShem pediu para Moshe Rabeinu contar o povo de Israel junto com Aharon e com o presidente de cada tribo

 

Diz o Zohar que a Benção Divina não paira sobre uma coisa contada, e quando a Benção Divina deixa de pairar sobre algo, a “sitra ahara” (o lado impuro) paira sobre isso podendo trazer um prejuízo e até mesmo a morte e por isso não devemos contar as pessoas do jeito normal, um dois três quatro….

 

Então como pode ser que o próprio D’us pede para contar o nosso povo?

 

Dizem nossos Sábios que nesse caso foi pedido de cada homem de vinte anos para cima no caso de todas as tribos for a a tribo de Levi, e no caso da tribo de Levi de um mês de idade para cima, darem uma moeda de dez gramas de prata chamada de “beka”.

 

Somente as moedas foram contadas, e sendo que cada um deu uma moeda, sabemos a contagem do nosso povo sem precisar contá-los.

 

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A tribo de Levi foi contada a partir de um mês de idade e mesmo assim o número dela foi menor do que a metade de qualquer uma das outras tribos.

 

Dizem nossos Sábios que a tribo de Levi não foi escravizada pelos egípcios.

 

As tribos que foram escravizadas receberam uma Benção Divina sobrenatural, e quanto mais os egípcios afligiam eles, mais eles cresciam e se multiplicavam.

 

A tribo de Levi cresceu de maneira natural, e todas as outras tribos seriam também pequenas como ela se não tivessem sofrido.

 

Diz o Zohar que na ordem das Sefirot, a Guevurá que é a fonte dos sofrimentos antecede a Tiféret, chamada de “corpo”, que é a fonte da coisas boas. Se não passamos pela Guevurá não temos como chegar à Tiféret.

 

Por esse motivo está escrito que relativo ao que eles sofreram, assim eles cresceram e se multiplicaram.

 

Quem sofreu mais, cresceu mais e se multiplicou mais, quem sofreu menos, como a tribo de Levi, cresceu menos esse multiplicou menos.

 

Por isso devemos sempre agradecer à AShem pelos sofrimentos da mesma maneira que agradecemos pelas coisas boas, sendo que por meio deles chegamos à Tiféret que é a fonte de todas as coisas boas.
 

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Nossa Parashá nos conta sobre a descendência de Aharon e Moshe, e na continuação ela fala sobre os filhos de Aharon e não cita os filhos de Moshe.

 

Então porque a Parashá nos diz que esses são os filhos de Aharon e Moshe ?

 

Para nos ensinar que todo aquele que ensina uma pessoa Torá, é como se tivesse dado a luz à ela.

 

Então não vamos perder essa oportunidade, sempre que pudermos ensinar alguém Torá vamos fazer isso com muita alegria!

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Na nossa Parashá AShem pede para Moshe Rabeinu fazer a contagem do nosso povo.

 

Rashi explica que por causa do amor que AShem tem por nós Ele nos conta o tempo todo.

 

E ainda sobre a contagem do nosso povo, sendo que no começo da nossa história como povo fomos contados, em breve, na época do Mashia’h seremos tão numerosos como a areia do mar que não tem como ser contada.

 

Como nos conta nossa haftará que trás a profecia de Oshea (Oséias) que fala sobre o enorme número de judeus que vai se revelar quando Mashia’h chegar e também sobre o amor que AShem tem por cada um de nós.

 

Nessa Aftará vemos isso de maneira bem clara.

 

A Guemará nos conta que AShem disse ao profeta Oshea que o povo de Israel não está se comportando de maneira correta (para que ele rezasse pelo nosso povo como fez Moshe Rabeinu).

 

A profecia de Oshea começa depois de ele, no lugar de rezar por nós, ter proposto à AShem trocar nosso povo por outro.

 

O desencadeamento dessa profecia é que o país das dez tribos conhecido como “reino de Israel” onde o profeta Oshea se encontrava e atuava se perdeu no meio dos povos do mundo mas volta de maneira imensurável na época do Mashia’h.

 

Geralmente os profetas tinham que ligar sua profecia à uma ação. No caso de Oshea, AShem pediu para ele se casar e ter filhos com uma prostituta.

 

Ele se casou com Gomer bat Dvalim que era prostituta filha de prostituta e que estava feliz com o que fazia.

 

Ela tinha filhos com os clientes e assim montou sua família, já havia se acomodado nessa profissão sem sonhar em sair dela e montar uma família normal.

 

Eles se casaram e tiveram um filho que D’us pediu para chamá-lo de Izreel, e assim o profeta Oshea profetizou que o nosso povo (aquelas dez tribos judaicas) seriam semeados (espalhados) entre os povos do mundo.

 

Depois eles tiveram uma filha que D’us pediu para chamá-la de “LoRuhama” profetizando que D’us não vai ter piedade do nosso povo, no more chance.

 

Depois eles tiveram mais um filho que D’us pediu para chamar de “LóAmi” profetizando que o povo de Israel não é mais o povo de
AShem.

 

Vemos na prática que tudo isso aconteceu com o país das dez tribos.

 

No final D’us pede para ele se divorciar…

 

O profeta não concordou e disse para AShem (D’us):-Eu tenho filhos com ela, como posso tirar ela de casa ou me divorciar? No way!

 

Então AShem disse para o profeta:- Se até você que não tem certeza se sua esposa é só sua e se os filhos são realmente seus, mesmo assim já não é capaz de quebrar a família, como poderia Eu trocar o povo de Israel por outro povo?

 

Nessa hora o profeta entendeu que fez um erro de avaliação e rezou forte para que AShem invertesse sua profecia.

 

Sendo que uma profecia negativa não é obrigada a acontecer, a profecia se inverte e AShem diz para o profeta que no lugar de Ló Ami, “não é meu povo”, eles serão chamados de filhos do D’us vivo. (Filhos, ou seja, ainda mais queridos do que povo! Seguindo a regra da Torá de que depois de cada descida obrigatoriamente acontece uma grande subida)

 

E a profecia continua, dizendo que nós (que somos chamados de judeus porque somos descendentes da tribo de Yehudá e Beniamin) vamos chamar nossos irmãos (das dez tribos) de “nosso povo” e nossas irmãs (das dez tribos) de Ruhama (nosso consolo).

 

Conclusão, quem está triste em acreditar que o povo de Israel se limita aos poucos milhões da contagem oficial vai ficar maravilhado quando em breve essa profecia acontecer!

 

Rabino Gloiber
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Torá escrita e Torá oral

Torá escrita e Torá oral

Certa vez uma pessoa (que não era judeu) perguntou ao grande Sábio Hilel :-Quantos tipos de TORÁ vocês tem? Dois, respondeu Hilel. Torá escrita e TORÁ oral. Ouvindo isso a pessoa declarou :- Na TORÁ escrita eu acredito mas na oral não, eu quero me converter ao judaísmo na condição de que você só me ensine a TORÁ escrita. Hilel concordou. No primeiro dia de estudos Hilel ensinou ele a ler a TORÁ escrita.

Mostrou para ele a letra Alef em hebraico e explicou para ele que isso é um Alef. Mostrou o Beit e explicou que isso é um Beit, e o mesmo fez com as outras letras. Na outra aula Hilel mostrou para ele a letra Alef e explicou que isso é o Dalet. O aluno se espantou e disse :- Mas ontem você não me explicou assim!

Você confiou no que eu te expliquei oralmente ontem?

Disse Hilel, então você tem que confiar também na outra coisa que eu te disse , que também a TORÁ oral foi dada por D’us! (ou seja, sem a TORÁ oral não saberíamos nem ler e nem entender a TORÁ escrita, e isso é a prova de que elas são uma coisa só)

Quando D’eus nos deu a TORÁ elas eram duas desde o começo. Uma escrita e uma oral. Moisés ,o maior de todos os profetas escreveu a TORÁ escrita e explicou oralmente como colocar ela na prática, ou seja, de que forma cumprir o que está escrito. Em outras palavras ,o como cumprir a Mitzvá é chamado de TORÁ oral.

A TORÁ escrita pelo maior dos profetas continuou sendo escrita posteriormente por menores profetas até o exílio da Babilônia que aconteceu depois da destruição do primeiro Templo de Jerusalém .

Os últimos profetas viveram no exílio da babilônia, época em que o império persa dominava o mundo.

Na época em que o segundo Templo foi construído e chegou a época do império grego e depois do império romano não tínhamos mais profetas, e portanto não tivemos mais TORÁ escrita do que aquela que foi escrita até o exílio da babilônia,ou seja, 24 livros. Posteriormente a TORÁ oral foi escrita incluindo a TORÁ oculta conhecida como Kabala.

A TORÁ oral continua sendo escrita a cada geração sendo que surgem novas situações que precisam ser esclarecidas, comparadas às anteriores, diagnosticadas e classificadas .

As pessoas precisam de explicações com mais detalhes e etc. As explicações dos Sábios de cada geração de como cumprir a TORÁ da maneira correta naquela geração também é chamada de TORÁ oral. Em resumo, o que chamamos de TORÁ inclui TORÁ oral e escrita .A TORÁ escrita é composta de 24 livros e a oral hoje já chega à milhares de volumes

As sete Sefirot emocionais e a Sefirat a Omer

As sete Sefirot emocionais e a retificação de alma do ser humano

 

Sefirat a Omer é a época para as pessoas se fortalecerem e refinarem a sua alma. Esse período é também conhecido por ser uma época de luto – não se realizam casamentos ou festas, nem sequer cortamos os cabelos. 

 

Para os sefaradim, este período de luto dura até Lag baOmer (o 33º dia do Omer); para muitas comunidades ashquenazim, dura até Shavuot. 

 

A explicação popular para essa ser uma época sombria no ano judaico é que estamos lembrando a morte de 24.000 alunos de Rabi Akiva, que pereceram nessa época do ano.  

 

Mas se trata de uma explicação superficial, pois, como se sabe, mesmo o período de luto pela destruição do Templo Sagrado e o consequente exílio do Povo Judeu não dura mais do que três semanas – de 17 de Tamuz a 9 de Av. 

 

A razão profunda para a não realização de casamentos ou festas e nem cortar os cabelos durante Sefirat a Omer é que se trata de semanas que exigem total concentração e empenho na elevação espiritual da pessoa. 

 

São semanas nas quais não há tempo nem espaço para frivolidade, diversão ou eventos mundanos, como cortar os cabelos.

 

Além das necessidades do cotidiano, como o trabalho, a família e o cuidado com nosso bem-estar, toda a nossa energia deve ser dedicada ao processo de autoexame e refinamento espiritual.  

 

À parte de Sefirat a Omer, há um outro período durante o ano judaico em que nos dedicamos à autorretificação e purificação – os Dez Dias de Teshuvá, que se iniciam em Rosh Hashaná e culminam e finalizam na conclusão do Yom Kipur. Contudo, há uma diferença significativa entre esses dez dias e o Sefirat a Omer.

 

Sefirat a Omer não é uma época de correção de nosso comportamento, mas de retificação da nossa Alma.

 

Durante esse período, temos que examinar não tanto nossos atos externos, mas nosso “eu profundo”: somos obrigados a melhorar não nossas ações, mas quem somos. Sob muitos aspectos, isso requer esforço ainda maior do que se exige de nós durante os Dez Dias de Teshuvá, os Dez Dias de Penitência.

 

Pois mesmo uma pessoa da mais alta estirpe espiritual – que age da melhor maneira possível, tanto com seus semelhantes quanto com D’us – sempre pode aperfeiçoar-se espiritualmente. 

 

Mesmo quem realiza uma abundância de atos de bondade necessita corrigir defeitos de caráter e falhas espirituais. Para podermos receber a Torá adequadamente, não basta melhorarmos nossos atos e nos arrependermos de nossos erros, como fazemos nos Dez Dias de Teshuvá. Há que ocorrer um processo relativamente longo e sincero de autorreflexão e autorrefinamento. 

 

É notável que os três Patriarcas do Povo Judeu – Avraham, Itzhak e Yaacov, os fundadores de nosso povo – viveram centenas de anos antes de a Torá ser ofertada; e, mesmo assim, nossos Sábios ensinam que eles cumpriam seus mandamentos antes mesmo de a termos recebido.

 

 O Talmud explica que se alguém tem o elevado nível de refinamento espiritual de nossos Patriarcas – que eram verdadeiros gigantes de espírito – essa pessoa tem condições de cumprir a Torá espontaneamente, sem ter que recebê-la dos Céus.

 

A razão para tal é que quanto mais refinada espiritualmente a pessoa fica, mais sintonizada com a Vontade e a Sabedoria de D’us estará – realmente integrada à Torá.

 

Os dias de Sefirat a Omer – período de preparação para receber a Torá  – são dias de crescimento interior – uma época de autoaperfeiçoamento e de luta contra todos os traços de nossa personalidade que impedem nosso desenvolvimento espiritual. Como a pessoa realiza o processo de retificar seu caráter?

 

Ela o faz aperfeiçoando as sete Sefirot emocionais, por meio das quais a alma de cada um de nós se manifesta.

 

Sefirat a Omer dura 49 dias – sete semanas.  Cada uma delas corresponde e é dedicada a uma das sete Sefirot emocionais: hessed, Guevurá, Tiferet, Netza’h, Hod, Yessod e Mal’hut.

 

Cada um dos 49 dias corresponde a uma combinação diferente das Sefirot: por exemplo – o segundo dia da primeira semana de Omer corresponde à Guevurá de hessed, ao passo que o primeiro dia da segunda semana corresponde à hessed de Guevurá. 

 

Definimos hessed como Bondade e Generosidade; Guevurá como Severidade e Julgamento; Tiferet como Beleza e Harmonia; Netza’h como Ambição e Vitória; Hod como Glória e Humildade; Yessod como Carisma; e Mal’hut como Nobreza e Liderança.

 

Toda emoção humana e os pensamentos, palavras e atos que desencadeiem estão relacionados com as sete Sefirot emocionais, em geral a uma combinação delas. 

 

É muito raro o ser humano manifestar uma Sefirá pura; com frequência, manifesta mais de uma combinada, produzindo diferentes resultados. Exemplificando: hessed de Guevurá é bem diferente de Guevurá de hessed. 

 

O primeiro trata de ser bondoso mesmo em uma situação que exige que ajamos com severidade. Por vezes temos que disciplinar uma criança (Guevurá), mas tem que ficar evidente que isso está sendo feito por amor e para o bem da criança (hessed); ao passo que a Guevurá de hessed trata de restringir nossa generosidade. Não podemos dar a nossos filhos tudo o que pedem (Guevurá) para não mimá-los; isso acabará sendo em seu próprio bem (hessed).

 

A primeira semana do Omer consiste em retificar a primeira Sefirá emocional de nossa alma, hessed. O primeiro dia da contagem desse período tão especial é época de refinar a hessed de Chessed; o segundo dia, a Guevurá de hessed; o terceiro dia, a Tiferet de hessed, e assim por diante. 

 

A segunda semana do Omer refere-se à Sefiráda Guevurá e, portanto, o primeiro dia corresponde à hessed de Guevurá; o segundo, à Guevurá de Guevurá; o terceiro dia à Tiferet de Guevurá, e assim por diante. A terceira semana é Tiferet; a quarta, Netzach; a quinta, Hod; a sexta, Yessod e, a sétima, Mal’hut.

 

O primeiro dia de cada semana da contagem do Omer é hessed; o segundo é sempre Guevurá; o terceiro, Tiferet; o quarto, Netzach; o quinto, Hod; o sexto, Yessod e, o sétimo, Mal’hut. 

 

Durante essas sete semanas, devemos nos refinar internamente, dia após dia, estágio após estágio, de modo a receber a Torá em Shavuot. 

 

Quando sinceramente corrigimos nossas Sefirot emocionais e suas combinações – quando há um verdadeiro aperfeiçoamento espiritual e não mera autoilusão – nossas almas se tornam mais refinadas; tornamo-nos seres humanos melhores.

 

Certamente é possível fazer contato com a Torá sem primeiro ter passado por esse processo de refinamento espiritual – qualquer pessoa pode ir à sinagoga em Shavuot e virar a noite estudando, ouvir os Dez Mandamentos e decidir que deseja estar mais conectado a D’us e à Sua Vontade e Sabedoria. 

 

Mas sem o preparo espiritual de Sefirat HaOmer, o impacto da Torá sobre nós não acontece em sua plenitude. Assim como quem refina seu paladar terá mais condições de discernir e apreciar os diferentes sabores, também aquele que refinar sua alma estará melhor preparado para se relacionar com a Torá, que é o alimento da alma.

 

Cada dia de Sefirat a Omer corresponde a uma outra dimensão de nossa alma. Contamos os 49 dias para cumprir um mandamento Divino, mas esse cumprimento deve ser repleto de significado, e não automático. 

 

A contagem dos 49 dias deve levar à preparação condigna para o recebimento da Torá. Sob esta óptica, essas sete semanas são um período solene do ano que servem como ponte que nos permite alcançar a festa de Shavuot. 

 

Nela, a luz passa a brilhar e irrompe a alegria – é o dia em que nós, assim como o fizeram nossos antepassados, postamo-nos perante o Eterno e recebemos a Sua Torá, o elo que liga o finito ao Infinito.

🌻🌻🌻🌻🌻

Entre Pessach e Shavuot contamos durante 49 dias a “Sefirat Haomer” (contagem do omer).

Esse mandamento da Torá tem um lado muito profundo.

Em Pessach fomos libertados do Egito, terra das limitações materiais e espirituais e em Shavuot vamos receber a Torá.

Entre a saída das “limitações” e o recebimento da Torá temos que refinar 49 aspectos diferentes da nossa personalidade, 49 combinações diferentes dos nossos sentimentos.

Porque não esperamos até o recebimento das Torá para reinventar as nossas atitudes?

Porque se acrescentarmos a Torá à um mal caráter, somos capazes de usar essa Torá para justificar esse mal caráter, e no lugar de ela se tornar um remédio para a nossa alma ela se torna um veneno

Por isso temos sempre que revisar o nosso comportamento em todos os seus 49 aspectos e nunca errar achando que o fim justifica os meios

Como disse Raba na Guemará :- O objetivo da sabedoria é a Teshuvá e as boas ações, para que não aconteça de uma pessoa estudar Torá e depois sair por aí dando pontapés no seu pai, na sua mãe, no seu rabino e etc…

Então, vamos aproveitar essa abertura lá de cima e refinar o nosso caráter , muita generosidade , muita alegria e muita tranquilidade em todas as situações!

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Se vocês não escutarem a Mim…. Decifrando as linguagens da Torá

Decifrando as linguagens da Torá

 

Para uma regra da Torá ter uma exceção a própria Torá tem que trazer essa exceção.

 

Na nossa Parashá encontramos uma linguagem muito pesada em relação ao​ que pode acontecer se não estudarmos Torá e não cumprirmos as Mitzvót.

 

A linguagem da Torá é “Se vocês não escutarem a mim” .

 

O Midrash Sifra nos conta que essa palavra “a mim” vem especificar que todas essas tragédias que a Torá descreve depois disso recaem sobre a pessoa que conhece D’us e tem a intenção de fazer conscientemente contra o pedido Divino.

 

Como exemplo o Midrash traz Sodoma e Gomorra, que conheciam D’us e faziam intencionalmente o contrário do que ele pediu , assassinando, roubando e etc.

 

O Ari Zal nos dá um exemplo das pessoas que trocaram intencionalmente o judaísmo pela idolatria na época do primeiro Beit a Mikdash.

 

A destruição não veio naquela geração porque a bondade Divina determina um longo período para que a pessoa possa fazer Teshuvá, naquela reencarnação ou em outra.

 

Mas quando​ chegou a “deadline”, o prazo final, aquelas almas se reencarnaram na época das cruzadas e da inquisição e tiveram a sua purificação , se precisassem morrer queimados em praça pública mas não fazer idolatria eles davam a vida, se precisassem fugir da Espanha e de Portugal  deixando os pertences para trás e não fazer idolatria eles fugiam.

 

Cada um de acordo com o nível de obsessão pela idolatria que ele teve na época do primeiro Beit a Mikdash quando trocou a sua religião.

 

Mas quem já nasceu em uma família Judia idólatra não entra nessa categoria, como vemos no Midrash, mas é considerado como alguém que não conhece D’us e não tem intenção de fazer algo propositalmente.

 

A “linguagem pesada” da Torá também vem para dar um ênfase na gravidade do assunto , como um pai bondoso que explica para o filho as consequências de certas coisas.

 

Então, vamos aproveitar o desconto estudar muita Torá e fazer muitas Mitzvót!

 

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Be’hukotai

Parashat Behukotai nos conta que quando estudamos Torá e cumprimos as Mitzvót (Mandamentos Divinos) AShem (D’us) nos dá a chuva na hora certa e na quantidade adequada.

 

A linguagem da Torá é : “a terra dará seus produtos e as árvores darão seus frutos”. E a pergunta é: Se a terra dará a seus produtos isso já inclui os frutos das árvores​, então, quais são essas árvores que darão seus frutos como consequência do nosso estudo de Torá e do cumprimento das Mitzvót?

 

O Midrash Sifra nos conta que essas são as árvores estéreis que nos tempos do Mashia’h elas darão frutos!

 

Ou seja, hoje nosso estudo de Torá é comparado a um pai muito sábio que ensina a sua sabedoria para uma criança pequena, a sabedoria do pai desce ao nível da criança , ele ensina a criança que é proibido roubar e etc.

 

Ou seja, a Torá que estudamos hoje está em um nível de “não roube” e etc , (e mesmo assim vemos muitos “representantes do povo” que não estão morrendo de fome roubarem quantias que nunca vão conseguir gastar na vida).

 

E mais, nosso nível de cumprimento de Mitzvót ainda é limitado  por não podermos cumprir as Mitzvót ligadas ao Beit a Mikdash,  e mesmo a Mitzvá da Shemitá hoje , de acordo com a maior parte dos “Posskim” (legisladores que determinam a aplicação da lei judaica) a Shemitá é “Derabanan” (decreto dos Sábios de Israel usando a autoridade que a Torá lhes deu para fazê-los​) e não “Deoraita” (Mitzvá direta da Torá).

 

Isso porque dez tribos de Israel estão temporariamente perdidas e as Mitzvót relacionadas à terra de Israel só voltarão a ser cumpridas em todos os seus aspectos quando cada tribo de Israel estiver nas partes​ da “Terra Santa” relacionadas à sua herança, e isso só vai acontecer nos tempos do Mashia’h.

 

Nosso estudo de Torá e cumprimento de Mitzvót hoje é o suficiente para a terra dar os seus frutos convencionais.

 

O estudo da Torá nos tempos do Mashia’h é comparado a um pai muito sábio ensinando segredos muito profundos​ à um filho muito sábio.

 

Hoje só conseguimos “provar” um pouquinho disso estudando a parte oculta da Torá que antes era revelada somente para um “petit comité” e hoje, de acordo com o Ari Zal, é uma Mitzvá revelar essa sabedoria, e mesmo assim a quantidade desse estudo é limitada.

 

E mesmo que nas últimas gerações foram revelados muitos assuntos profundos por meio da “Hassidut”, mesmo assim em relação às revelações dos tempos do Mashia’h quando o mundo inteiro de encherá com o conhecimento Divino em quantidade e qualidade , o que estudamos hoje ainda não é o suficiente para as árvores estéreis darem os frutos exóticos que elas darão no futuro.

 

Conclusão: vamos pedir todo dia para AShem mandar o Mashia’h imediatamente e usufruir todas as maravilhas desse futuro próximo !

 

🌻🌻🌻🌻

Para uma regra da Torá ter uma exceção a própria Torá tem que trazer essa exceção.

Na nossa Parashá encontramos uma linguagem muito pesada em relação ao​ que pode acontecer se não estudarmos Torá e não cumprirmos as Mitzvót.

A linguagem da Torá é “Se vocês não escutarem a mim” .

O Midrash Sifra nos conta que essa palavra “a mim” vem especificar que todas essas tragédias que a Torá descreve depois disso recaem sobre a pessoa que conhece D’us e tem a intenção de fazer conscientemente contra o pedido Divino.

Como exemplo o Midrash traz Sodoma e Gomorra, que conheciam D’us e faziam intencionalmente o contrário do que ele pediu , assassinando, roubando e etc.

O Ari Zal nos dá um exemplo das pessoas que trocaram intencionalmente o judaísmo pela idolatria na época do primeiro Beit a Mikdash.

A destruição não veio naquela geração porque a bondade Divina determina um longo período para que a pessoa possa fazer Teshuvá, naquela reencarnação ou em outra.

Mas quando​ chegou a “deadline”, o prazo final, aquelas almas se reencarnaram na época das cruzadas e da inquisição e tiveram a sua purificação , se precisassem morrer queimados em praça pública mas não fazer idolatria eles davam a vida, se precisassem fugir da Espanha e de Portugal  deixando os pertences para trás e não fazer idolatria eles fugiam.

Cada um de acordo com o nível de obsessão pela idolatria que ele teve na época do primeiro Beit a Mikdash quando trocou a sua religião.

Mas quem já nasceu em uma família Judia idólatra não entra nessa categoria, como vemos no Midrash, mas é considerado como alguém que não conhece D’us e não tem intenção de fazer algo propositalmente.

A “linguagem pesada” da Torá também vem para dar um ênfase na gravidade do assunto , como um pai bondoso que explica para o filho as consequências de certas coisas.

Então, vamos aproveitar o desconto estudar muita Torá e fazer muitas Mitzvót!

 

 

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A origem dos Anjos

 

Toda sexta feira à noite antes de fazermos o Kidush recebemos a visita de dois Anjos, o Anjo Mi’hael e o Anjo Gavriel.

 

Sendo que eles não se revestem em corpo eles podem estar em todos os lugares ao mesmo tempo

 

A origem dos Anjos

 

A origem dos Anjos é o chamado mundo do “Tohu” que existiu antes e acima do mundo de Atzilut . O mundo do “Tohu” desapareceu por meio do fenômeno Kabalistico conhecido como ”a quebra dos receptáculos”, acontecimento que antecede a criação desses quatro mundos.

 

Os Anjos se originaram da queda das ”grandes luzes” que caíram para um nível muito mais baixo em forma de “partes separadas”, mas sem perder a ligação com a sua raiz. Mesmo assim a criação deles só acontece a partir do mundo de Briá e de lá para Yetzirá e Assiá.

 

A palavra Anjo em hebraico quer dizer enviado, pelo fato de a função principal deles ser a de trazer o provimento Divino aos mundos e também serem enviados para assuntos diversos.

 

Categorias de Anjos

 

Serafim

 

Os Serafim são os Anjos do mundo de Briá. O trabalho Divino desses Anjos é por meio do intelecto, do entendimento da revelação Divina de acordo com o alto nível deles.

 

Entre os Serafim encontramos os quatro os Anjos principais: Mihael (Hessed), Gavriel (Guevurá), Refael (Tiferet), e Uriel.

 

O Anjo Uriel é chamado de Uriel quando está inclinado para o lado da Hessed e é chamado de Nuriel quando está inclinado para o lado da Guevurá. Eles se encontram no sexto nível do mundo de Briá.

 

Hayot Hakodesh

 

Hayot Hakodesh são os Anjos do mundo de Yetzirá e o trabalho Divino deles é feito em um aspecto de amor e temor naturais que não surgem como consequência do intelecto.

 

O Anjo Metat… se encontra no mundo da Yetzirá e no Shabat tem acesso ao mundo da Briá. E esse Anjo com todos os Anjos que o acompanham foram vistos na profecia de Yaakov, e por isso ele se refere à eles como subindo e descendo. Subindo do mundo de Yetzirá ao mundo de Briá e depois decendo dele

 

Ofanim

 

Ofanim são Anjos que estão no lado espiritual do nosso mundo chamado de mundo da Assiá, eles já são o nível mais baixo dos Anjos.

 

Eles repassam o provimento Divino à setenta Anjos chamados de Sarim que são responsáveis pelos setenta povos do mundo com todas as suas ramificações. Esses setenta Sarim já não são do lado da Santidade Divina. Os Sarim repassam o provimento Divino ao nosso mundo por meio dos astros.

 

Almas e Anjos

 

A Neshamá, nossa Alma Divina, já se torna uma entidade por si só no mundo de Atzilut, enquanto que com os Anjos isso acontece nos mundos inferiores a Atzilut, como vimos que os Anjos principais surgem em Briá, determinando a nossa superioridade em relação à eles, e portanto eles são enviados para nós e não nós para eles.

 

Sendo que os Anjos são criaturas Divinas, e tudo que Hashem criou, por motivo Divino não é perfeito, os Anjos, mesmo não tendo livre arbítrio são passíveis de fazer um erro de avaliação. Ou seja, fazer algo contra a vontade Divina achando que isso é a vontade Divina.

 

Por isso, de acordo com o Shlah Hakadosh, um grande Tzadik que viveu há quinhentos anos atrás, os Anjos que estavam subindo pela escada de Yaakov eram os Anjos Gavriel e Refael que receberam uma suspensão desde a época de Avraham Avinu por terem dito em Sodoma que eles iriam destruir a cidade dando a entender que essa era uma decisão da própria autoridade deles.

 

 

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Nunca guarde rancor

https://www.instagram.com/reel/DXYrHdBsGX9/?igsh=MW1idTdoenZ0YmJyeg==

 

Nunca guarde rancor!

 

Nossa Parashá nos conta também sobre a proibição de guardar rancor.

 

Toda pessoa que guarda rancor contra um judeu (principalmente o cônjuge) transgride uma Mitzvá da Torá, como está escrito na nossa Parashá: “Ló titor” (não guarde rancor).

 

Exemplo: Você pede um favor para alguém e a pessoa não quis fazê-lo.

 

No dia seguinte, essa pessoa precisou de você e você responde: “Eu não sou como você. Eu não vou lhe negar um favor como você fez”!

 

Isso acontece porque aquela pessoa estava guardando rancor e achou o momento exato para revelar isso.

 

Em outras palavras, “jogar na cara” é proibido pela Torá.

 

O Baal Shem Tov explicou que nossos sábios comparam a pessoa que fica brava a alguém que está fazendo idolatria, porque no momento da fúria, a fé em D-us desaparece automaticamente, e quando não se acredita em D’us consequentemente se está acreditando em outra coisa”.

 

Porque se ele soubesse que tudo o que acontece com ele vem de D’us, ele nunca ficaria bravo.

 

Mesmo que uma pessoa (que tem livre-arbítrio) optou por fazer-lhe o mal, e o amaldiçoa ou bate nele, ou lhe causa prejuízo monetário, e é condenada por um tribunal humano ou Divino, pela maldade da sua escolha, mesmo assim, à quem foi prejudicado já estava decretado pelos Céus que assim seria.

 

O tribunal Divino apenas usou a pessoa ruim para cumprir o decreto ruim, e mesmo nesse momento em que a pessoa bate em alguém ou o amaldiçoa, o pensamento que cai na cabeça da pessoa para nos prejudicar ou o sentimento que a impulsionou a isso veio lá de cima.

 

D’us faz as coisas boas acontecerem por meio de pessoas boas e as coisas ruins por meio de pessoas ruins.

 

O agente causador do nosso infortúnio foi apenas uma ferramenta usada por D’us para cumprir o decreto Divino que veio para nos purificar de alguma coisa ruim que fizemos na reencarnação atual ou em outra.

 

Tudo vem lá de cima e as pessoas que nos fazem o mal são os verdadeiros “bobos” que estão sendo usados para nos prejudicar e depois são castigados por terem nos prejudicado.

 

Se tudo isso foi dito sobre qualquer pessoa, imagine marido e mulher ou pais e filhos que são o grupo de risco nesse assunto, por terem mais intimidade entre si, e por isso devem tomar cuidado com isso.

 

Então, não vamos ser bobos de brigar em casa!

 

Vort israelense: (dugri)

 

O rancor é comparado à fezes espirituais. Guardar rancor é prisão de ventre espiritual, você está com rancor de alguém? Baixe a descarga, porque quanto mais acumula pior fica.

 

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Tzaraat, o castigo para quem faz um erro de suspeita


Tzaraat, o castigo para quem faz um erro de suspeita 

 

A Parashá nos conta que Miriam, por ter falado de Moshe ficou “metzoraat” como neve por uma semanaA tzaraat não é um tipo de lepra, não é uma doença mas sim uma manifestação espiritual.

 

Don Itzhak Abarbanel nos conta que se a tzaraat fosse doença a Torá pediria para encaminhar o portador dela para o médico sendo que a Torá deu permissão, ou seja, deu uma força espiritual para o médico curar, e no caso da tzaraat a pessoa não é levada para o médico em nenhuma etapa mas é feito um diagnóstico pelo Cohen (o sacerdote) e no final um ritual religioso.

 

A fonte desse erro de tradução que entrou na nossa cultura são os padres portugueses que traduziram a Torá na idade média, e vendo que está escrito “metzoraat como neve” traduziram erroneamente a tzaraat como lepra.

 

Don Itzhak Abarbanel também nos conta que se a tzaraat fosse doença ela seria encontrada em seres humanos, e o fato da mesma manifestação aparecer igualmente nas roupas, nas paredes e nas pessoas é mais uma prova de que ela é um assunto espiritual e não um tipo de lepra.

 

Em algumas traduções da Torá esse erro já está corrigido e a maior dificuldade em corrigí-lo é assumir que isso é um erro que erramos sessenta anos em seguida, mas “antes tarde do que mais tarde”!

 

Aprendemos daqui que se até Miriam a profetiza fez um erro de avaliação em relação à alguém tão próximo à ela como o próprio irmão, quanto mais nós que estamos longe de estar no nível dela.

 

Então o certo é sempre nos apoiar no ”benefício da dúvida” e julgar o nosso próximo de maneira positiva, e mesmo quando não temos a mínima dúvida temos que saber que talvez o fato de não termos dúvida é por nossa falta de informação, como foi no caso de Miriam.

 

Então, com o benefício da dúvida ou até mesmo quando não há dúvida nenhuma temos que julgar o nosso próximo somente de maneira positiva e assim também seremos julgados lá em cima.

 

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Metzorá, as manchas espirituais

 

Metzorá

 

A Torá nos conta sobre manchas que poderiam aparecer nas paredes das casas, nas roupas e nas pessoas.

 

Essa mancha é chamada de “Nega Tzaraat” , a pessoa portadora dela é chamada de “Metzorá” .

 

Isso foi traduzido erroneamente como lepra, doença causada pelo Mycobacterium leprae , mas é um verdadeiro erro de tradução como veremos a seguir:

 

Don Itzhak Abarbanel foi o grande Tzadik que encorajou os judeus espanhóis na época da inquisição a deixarem a Espanha e não fazerem idolatria .

 

Ele nos explicou que a “Tzaraat” não é uma doença física mas sim uma “praga” mandada dos céus que aparecia de uma maneira sobrenatural e sua cura era por meio de um ritual espiritual como ele explica detalhadamente:

 

1- O Cohen começa a purificação do “Metzorá” com o abate de um pássaro​ em um pote de barro , nos mostrando que o ser humano é como um pote de barro na mão do seu artesão que vai modelando ele de acordo com a sua vontade, nos indicando que a Tzaraat vem de AShem (D’us) para melhorar nossa forma , nosso caráter.

 

2- Dentro desse pote de barro aonde é feito o abate do pássaro são colocadas águas​ de fonte (em hebraico “águas vivas”) representando a Torá que está no coração de cada um de nós , e por não termos guardado ela da maneira correta morre o pássaro abatido. (representando que a Tzaraat aparece por meio de nossas ações e não por contágio)

 

3- Um pássaro vivo é mergulhado (mas continua vivo) no sangue do pássaro​ morto , nos ensinando que a “Tzaraat” por natureza não é doença e nem é contagiosa (como no caso da lepra pelas vias respiratórias) mas sim um decreto Divino ligado ao comportamento errado daquela pessoa (representando pelo pássaro morto).

 

4- A cura de “Tzaraat” não acontece de maneira natural mas sim de maneira milagrosa, e por isso o “Metzorá” vai para o Cohen e não para o médico.

 

5- A “Tzaraat” da roupa e da casa é a mesma que a das pessoas e ela não tem nenhum vínculo à doenças do corpo humano, o fato de que a mesma Tzaraat pode aparecer em paredes (mineral) e em roupas (vegetal e animal) nos obriga a ver a Tzaraat como expressão​ sobrenatural, milagrosa .

 

Conclusão: depois dessa explicação tão detalhada do don Itzhak Abarbanel vemos que o certo é transcrever a palavra Tzaraat e não pegar uma tradução errada que a fonte dela é aquela mesma idolatria que por causa dela don Itzhak Abarbanel teve que sair da Espanha com seiscentos mil judeus na inquisição !

 

A “Tzaraat” era um decreto Divino que afetava principalmente pessoas que causavam intrigas entre marido e mulher ou entre uma pessoa e outra, pessoas que causavam separações, por isso primeiro o Metzorá era separado do acampamento (por que causou separações) e depois sua purificação envolvia dois passarinhos (que tem a característica de piar na casa de um e na casa de outro representando o que ele fazia) .

 

Mas nem sempre a Tzaraat era um decreto Divino para corrigir a personalidade da pessoa (enriquecê-la espiritualmente) , de vez enquando a Tzaraat era um decreto Divino para enriquecer a pessoa materialmente , como conta o Midrash em nome de Rabi Shimon Bar Yohái que quando os povos de Cnaan ouviram que o povo de Israel estava se preparando para vir conquistá-la, se prepararam para nos “receber”, e entre outras coisas esconderam dentro das paredes e embaixo do piso das casas todos os seus tesouros.

 

Depois, quando fugiram, muitos esqueceram ou não tiveram tempo de pegar os tesouros, que continuaram escondidos nas paredes​. Conta o Midrash que o bom D’us disse :- Prometi para o povo de Israel casas repletas com tudo de bom, e quem vai avisar eles sobre os tesouros que eles têm em casa? Portanto, continua o Midrash, quando aparecerem sinais de Tzaraat a pessoa vai ser obrigada a demolir a casa é aí ele encontra os tesouros escondidos! Então a Tzaraat , e como consequência a destruição das casa , eram uma grande alegria para eles porque dessa maneira eles encontravam fortunas escondidas.

 

Daqui aprendemos um ensinamento básico para todos os acontecimentos de nossa​ vida: Quando temos “tzarot”(sofrimentos​) e achamos que estamos passando por uma fase ruim e que D’us esqueceu só de nós, temos que nos lembrar que por causa dessas “tzarot” vamos descobrir tesouros de todos os tipos​ que não descubriríamos a não ser por meio (no mérito) dessas tzarot.

Como disse o rei David no Tehilim:- “de noite dormimos chorando e de manhã acordamos cantando” , ou seja, a mesma coisa que causou para nós dormir chorando, ela vai nos fazer acordar cantando!

E não se trata de pegar experiência com as “tzarot” mas sim tesouros verdadeiros , ou seja, depois que a “casa quebra” ficamos ricos de verdade!

E principalmente agora que já passamos por todos os sofrimentos​ já está na hora de Mashiach chegar e veremos com nossos próprios olhos que nunca existiram sofrimentos, mas tudo era a bondade Divina oculta que agora chegou a hora de ela se revelar em breve em nossos dias!

 

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